8 Anas asia Sha apko a O Enigma de Me lin nas Ciências Biomédicas:
Image, Concep , Te m
doi.o g/10.35321/ e m28-02
O Enigma de Me lin na Biomedicina
Ciências: imagem, concei o, e mo
AnAs AsiA shA Apko A
Uni e sidade Es adual de Moscou
Lomonoso , Faculdade de Filologia,
Depa amen o de Inglês ORCID id: h ps: o cid.o g/0000-0001-5378-2729
Resumo das conclusões
Es e a igo en a da uma isão ge al de como um pe sonagem ic ício do mi o a u iano oi
ans e ido pa a as ciências biomédicas, en ando em uma complexa elação de a iância com
ou os e mos in oduzidos ao mesmo empo. Aplicando a me odologia linguís ica cogni i a,
p imei o modelamos as es u u as de conhecimen o ep esen adas pelo concei o inicial
a a és do esboço das ca ac e ís icas concei uais. Em seguida, es udamos as
ca ac e ís icas discu si as do uso do e mo "me lin" e iden i icamos essas ca ac e ís icas
que são a ualizadas em a igos cien í icos. O e mo pe mi e que uma g ande c ia i idade seja
desencadeada explo ando essas es u u as e ans e indo-as pa a ou o domínio de
conhecimen o. Me lin como um e mo é p e e ido em a igos de e isão e pa ece se i como
um ma cado de algumas ques ões ainda não esol idas da ciência básica. Pala as-cha e:
me lin, mi o a u iano, a iação e minológica, concei o, es u u as de conhecimen o,
me á o a.
ANOTACIJA (em inglês)
S aipsnio ikslas apž elg i, kaip ka aliaus A ū o legendos pe sonažas bu o pe kel as į
biomedicinos mokslus, aip užsimezgan sudė ingiems, a ian iškumu g indžiamiems
san ykiams su ki ais uo pa me uuose e mina moksluose a si adusiais šiis. Taikan
kogni y inės ling is ikos me odą, pi miausia, išski ian są okos požymius,
sumodeliuojamos pi minės są okos pe eikiamos s uk ū os žinių. Tuome analizuojami
disku sy ieji e mino me linas a ojimo požymiai i į a dijami požymiai, ak ualizuojami
moksliniuose da buose. Šias s uk ū as panaudojan i pe kelian jas į ki ą žinių s i į,
e minas eikia galimybių dideliam kū ybiškumui. Te minas me linas dažniau consumamas
apž algose i y a a si ženklas, žymin is am ik us da neišsp ęs us undamen aliųjų
mokslų s i ies klausimus. ESMINIAI ŽODŽIAI: me linas, A ū o legenda, e minologinis
a ian iškumas, są oka, žinių s uk ū os, me a o a.
2Te minologia | 2021 | 28
In odução
A esc i a cien í ica ou o ipo de linguagem usada em publicações acadêmicas de
á ios gêne os ep esen a "uma a iedade o malizada e codi icada de
used o special pu poses wi h he unc ion o communica ing in o ma ion
linguagem, de na u eza especializada em qualque ní el nos e mos mais
econômicos, p ecisos e inequí ocos possí eis" (Pich , D askau 1985: 3). Es e
discu so " ep esen a as es u u as de conhecimen o o madas num
de e minado pe íodo" (No od ano a 2007: 139) pela comunidade cien í ica e, o
que é mais impo an e, " o nece um meio pa a o a anço do conhecimen o" numa
de e minada disciplina (Wood e al. 2001). As ped as angula es da ans e ência
do conhecimen o e da sua o mação são os e mos, as pala as "na sua unção
sen ing he mos condensed packs o p ocessed and cons ued knowledge.
especí ica" (Vinoku 1939) ep e. No en an o, as es u u as do conhecimen o
es ão in ac as apenas a é ce o pon o. Com os a anços da ciência, eles mudam,
se ans o mam e são ees u u ados, ab açando no os conhecimen os
adqui idos den o de uma disciplina. Me a o icamen e alando, um e mo é
como uma onda e uma pa ícula; é uma unidade linguís ica e cogni i a ao mesmo
empo, uma en idade es á ica e dinâmica. O e mo é de inido como uma
"designação e bal de um concei o ge al em um campo emá ico especí ico"
(ISO 1087: 3.4.3) e no malmen e é "um obje o men al bem delineado e cla o com
on ei as bem ma cadas" (Lei chik, Shelo 2007: 93). Enquan o isso, além de
ca ac e ís icas linguís icas ób ias, os e mos bons e acei os são
ins umen os pa a adqui i no os conhecimen os, ou seja, são de inidos po um
po encial heu ís ico. Alguns e mos ambém podem se mui o mais complexos,
di usos e não o almen e de e minados (Lei chik, Shelo 2007). "O a gumen o
e minológico adicional de que os concei os de em se cla amen e delineados
a im de ga an i uma comunicação inequí oca e, po an o, e icien e e e icaz
não é con incen e" (Temme man 2000: 7). Isso pode se de ido à oposição
on ológica da ida e, po an o, do co po de conhecimen o em cons an e
mudança e de peças echadas e, po an o, es á icas. A pala a conhecimen o
oi usada á ias ezes no pa ág a o an e io de p opósi o. É o componen e
mais essencial, implicando, po an o, a necessidade de es uda não as p óp ias
pala as exa as, ou seja, os e mos, mas ambém o discu so que e le e a
o ma como esse conhecimen o é modelado, le ando em con a o a o humano, o
undo cul u al e social e as p á icas de discu so no momen o dado. A linguagem é
undamen almen e "uma e amen a in e subje i a, his ó ica e socialmen e
a iá el" (Gee ae s 2016: 527), acomoda-se acilmen e ao ambien e ex a-linguís ico. Assim, mui os
3 0 Anas asia Sha apko a O Enigma de Me lin nas Ciências Biomédicas: os
Image, Concep , Te m
e mos passam po uma longa jo nada ab açando essa in e subje i idade no
caminho. As associações com a his ó ia e a cul u a são inco po adas na sua
es u u a de di ei os iguais com um pensamen o condensado cien í ico cla o.
e ms in discou se ep esen no he eady-made b icks o knowledge bu
Em ez disso, os aspec os dinâmicos e comuni á ios de ganhá-lo.
Pa icula men e, a "linguís ica cogni i a le a em con a as a i idades men ais
e comunica i as dos agen es que inco po am lados sociais, psicológicos,
p agmá icos e ou os da in e ação humana" (Mane ko 2019: 52). Em ou o
comen á io pe spicaz, sublinha-se que "não podemos es uda uma língua
p o issional sem e conhecimen o sob e as o mas e mecanismos de sua c iação e desen ol imen o".
(Alexee a e al. 2020: 59).
Como uma pesquisa subs ancial e elou, o discu so cien í ico em ge al e a
e minologia (Ahmad 2011; Pe o ić, Golubo ić 2018) em pa icula nunca
o am p i ados des e componen e cul u al-emocional. A e minologia médica
e psicológica em aízes na mi ologia g ega, e es e aspec o é bem es udado
a é ago a an o a pa i da abo dagem adicional (A hanasiadis 1997)
quan o a cogni i a (Mane ko, No od ano a 2012). Além disso, o no o milénio
es emunhou ce as mudanças que ão além das ca ac e ís icas
in o ma ion-based p econcep ion b inging he socio-cul u al na u e o
language use o he o eg ound. They a ise om “ he si ua ional, p ag-
ma emá icas e ou as ca ac e ís icas ex a-linguís icas (Schube 2011:
29), aspec os cogni i os do pensamen o c ia i o cien í ico (Temme mann
2000) e a cons ução da iden idade a a és de meios linguís icos (Komo a
2000; Hyland 2009). Embo a a esc i a acadêmica seja conside ada
p incipalmen e in o ma i a, inúme os pad ões c ia i os semp e
con ibuí am pa a o p ocesso cien í ico. Uma dessas ca ac e ís icas é o
uso de me á o as não apenas pa a explica concei os cien í icos, ou seja,
os concei uais, mas ambém pa a a ai a a enção - os no os. As me á o as
ambém se em como uma on e ica e a iada de e minologia. O papel i al
da me á o a concei ual na ciência é em g ande pa e indiscu í el hoje em
dia (Aleksee a, 1998; Johnson, 2010; He mann, 2013), pois o e ece insigh s
sob e como no as ideias cien í icas eme gem, como elas são ans o madas
com os a anços no campo do conhecimen o e como são disseminadas a a és
de a igos cien í icos e monog a ias. Mui os pesquisado es explica am o
a o de que a me á o a e a analogia são elemen os indispensá eis
elacionados à c ia i idade cien í ica com o a gumen o de jus apo
conhecimen o an igo e no o. […]As no as en idades e o mas in oduzidas pela eo ia só se o nam in eligí eis se as in e p e a mos em e mos das an igas en idades
1Te minologija | 2021 | 28 e o mulá ios já disponí eis […] (Ha é 2004). […]As
me á o as cien í icas são cen ais pa a a cons ução de modelos e pa a a
cons i uição de no as eo ias cien í icas e isso, especialmen e quando es ão
no início de sua capacidade a pa i de ou os domínios[…] (Rod igez,
o mula ion, heo ies should eso o me apho s in o de o p o ide un-
de s anding and o allow o ex ac in e ences by using knowledge a ail-
A oyo-San os 2011: 84). Assim, a capacidade de pensamen o cien í ico e um
abili y o d aw links be ween he known and he unknown is he i al
meio pa a o a anço do conhecimen o. A me á o a equi ale a "aquele
ins umen o de pensamen o, com a ajuda do qual conseguimos alcança as
pa es mais dis an es do nosso campo concei ual" (O ega y Gasse , 1990).
O papel das me á o as na o mação da e minologia ambém oi econhecido
(Raad 1989; T e jako a 2013; Temi gazina e al. 2019). Uma me odologia
cogni i a oi demons ada pa icula men e u í e a na comp eensão de
po que uma imagem em pa icula so e uma ans e ência me a ó ica em
um ce o domínio de conhecimen o (Mane ko, No od ano a, 2012). A
impo ância de concei os cul u almen e especí icos sendo usados como
domínios de o igem na ciência oi es udada pa a me á o as como a ped a de
Rose a e o ca alo de T óia usado no discu so de biologia (Sha apko a,
Mane ko 2019). P ocu a e aze uso de uma me á o a ap op iada no
discu so cien í ico é undamen almen e sob e uma isão emocional c ia i a.
Gos a ia de ci a aqui dois cien is as que abo dam o p oblema a pa i das
abo dagens de cima pa a baixo e de baixo pa a cima. Em p imei o luga , o
ilóso o da linguagem G. Kulie sublinhou o papel dos a o es emocionais na
cognição cien í ica: "O e lexo pa a a no idade na a i idade cien í ica
começa... com um choque emocional" (Кулиев 1987). O amoso ísico, R.
Feynman, numa das suas pales as sob e a na u eza do mé odo cien í ico,
disse: "Ago a ou discu i como p ocu a íamos uma no a lei. Em ge al,
p ocu amos uma no a lei pelo seguin e p ocesso. P imei o, adi inhamos, não,
não am, é a e dade. Ambos os cien is as, de a o, en a iza am a
impo ância do ímpe o emocional, do insigh c ia i o e da imagem holís ica
no co ação de mais expe iências, acionalização e ca ego ização. Es a
p o a elmen e pode se a mesma aiz pa a encon a a me á o a.
Os objec i os des e documen o são duplos. Em p imei o luga , gos a ia de
mos a como o conhecido pe sonagem do mi o a u iano, possuindo uma
al a capacidade heu ís ica, passou po uma ans e ência in e disciplina
e se o nou um e mo, con ibuindo assim pa a o discu so cien í ico da biologia. Em segundo luga , eu oco
3 Anas asia Sha apko a O Enigma de Me lin nas Ciências Biomédicas: sob e a
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ques ão da a iância e minológica, como á ios ou os e mos baseados em
p incípios di e en es o am in oduzidos ao mesmo empo e me lin, acabou
a e once being popula , ceased o a limi ed numbe o pape s whe e i
po se c ia i amen e jogado. Es a peça de pesquisa empí ica ambém isa
abo da a ques ão da c ia i idade de uma o ma pu amen e in o ma i a.Pa a
scien i ic discou se and i s ole in p omo ing scien i ic ideas.
esses ins, o am cole ados 2029 a igos do PubMed, se indo um co pus e um
banco de dados de a igos em ciências biomédicas. O ma e ial comp eende
ex os com qualque um des es ês e mos: […]me lin[…], […]schwanomin[…] e
[…]p o eína N 2[…]. Uma ez que o oco p incipal des e abalho é Me lin se
o nando p imei o uma me á o a e depois um e mo, a análise concei ual
comple a é ealizada an es de discu i o uso do discu so e os mapeamen os
en e domínios.
MeRLIN: Um ca á e mi ológico e um concei o Nes a pa e, gos a ia de da
uma isão ge al do con ex o li e á io e his ó ico e das associações ligadas à
imagem de Me lin, o amoso d uida do mi o a u iano. Se á necessá io
delinea ainda mais as ca ac e ís icas concei uais que o in e p e am como
um concei o an es de delinea o mapeamen o en e domínios.
O p ocedimen o de iden i icação da me á o a unciona adicionalmen e em
dois ní eis p incipais: o linguís ico e o concei ual. Há mui o que se econhece
que é i al dis ingui en e ês enômenos p incipais que impulsionam an o
o p ocedimen o de iden i icação (me amen e linguís ico) quan o a
comp eensão das me á o as: exp essões linguís icas, es u u as
concei uais e os p óp ios mapeamen os en e domínios. Vá ios p ocessos,
po an o, andam de mãos dadas: iden i ica a me á o a, iden i ica os
domínios de o igem e de des ino e, inalmen e, en ende o echo do discu so
[…] seu alo comunica i o e p agmá ico. No en an o, quando a amos de
e mos o iginá ios do campo das a es e das humanidades, incluindo
li e a u a, his ó ia, mi ologia, é especialmen e impo an e ealiza uma
análise concei ual comple a do domínio de o igem. A me odologia aplicada oi
desen ol ida endo em con a a eo ia da me á o a concei ual (CMT) que
di e encia os domínios de o igem e de des ino (Lako , Johnson, 1980). Sendo
um abalho seminal que mudou a isão linguís ica e cogni i a da me á o a
po décadas, ainda exigiu de alhamen o, especialmen e quando aplicado aos
concei os complexos que se em os domínios de o igem.
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Being ini ially complex images, hese me apho s s ill p ese e much o
o seu con eúdo o iginal ico baseado em odos os links e associações sendo às
ezes qualque coisa menos di e o. Eles podem se bas an e complexos pa a a
análise e ambi alen es no uso, especialmen e se algumas de suas
ca ac e ís icas concei uais o em pe didas nes a ans e ência
in e disciplina . A es u u a concei ual, al como econhecida na abo dagem
cogni i a, " elaciona-se às ep esen ações de conhecimen o não linguís ico
que as pala as explo am e podem basea -se no uso da linguagem si uada"
(E ans 2009: 4). T abalhos ecen es em linguís ica cogni i a a gumen am o
papel signi ica i o do amplo conhecimen o cul u al sendo a mazenado e
es u u ado em á ios concei os cul u almen e especí icos (Komo a 2005).
Es e conhecimen o es u u ado se e como "um esquema undamen al pelo
qual as pessoas concei uam o mundo e suas p óp ias a i idades" (Gibbs 2008: 3),
o nece o quad o concei ual p on o pa a a ans e ência de uma á ea pa a ou a.
A imagem de Me lin é o pe sonagem mais ambi alen e e enigmá ico do mi o
a u iano, uma imagem que apa eceu em lendas sepa adamen e do mi o
a u iano e o ganicamen e undida com o mi o a u iano, en iquecendo-o com
imagens mágicas cel as. Na adição o al, Me lin exis e desde o século VII
(Good ich 2002). De aco do com os p imei os egis os his ó icos, Me lin e a
um jo em mágico, Amb osio, nascido de um incubo e uma ei a, assim de inido
pela capacidade sob ena u al de sabe coisas e sem in enções malignas. Ele
podia e o lago sub e âneo e lu a con a d agões ( e melhos e b ancos),
impedi Vo ige n de e gue uma o aleza. No en an o, a e são mais
popula da his ó ia oi ap esen ada po Geo ey de Monmou h no século XII,
na His o ia Regum B i anniae, onde a combinação inal de igu as his ó icas,
lendá ias e mi ológicas oco eu na única imagem de Me lin Amb osio, um
iden e, d uida, ei icei o e sábio. Me lin o nou-se um pe sonagem único na
li e a u a medie al, um amalgama de á ias ep esen ações de c enças
p é-c is ãs e a p imei a concei ualização do pode do conhecimen o. Em ge al,
ha ia duas p incipais adições medie ais da desc ição de Me lin: um
d uida-magio e um isioná io-polí ico (Ja man 1960; Thomas 2000). Ao longo da
his ó ia das enca nações li e á ias, a imagem do Rei A hu o nou-se a
pe soni icação do pode social eal, enquan o Me lin e a a pe soni icação do
pode das p á icas mís icas, que se o iginam da eligião dos d uidas. Um
ca alho e um isco e am como símbolos dos d uidas ( e le ido na e imologia
da pala a d u- id […] o ça-sabedo ia[…] e como-
4 Anas asia Sha apko a O Enigma de Me lin nas Ciências Biomédicas: associado
Image, Concep , Te m
à o ça e à sabedo ia) (Guenon 1962). Es e é o ipo indo-eu opeu do
sace do e- ei, o xamã ou homem san o, a imagem do homem sel agem, o
modelo dos p o e as bíblicos (Good ich 2002). Sua imagem é um mediado en e
di e en es mundos: pagão e c is ão, mágico e ca alei o, i o e mo o. Seu
papel como men o do jo em A hu cons ói o componen e i al da lenda. O
seu u u o ambém é impo an e; Ele desapa ece do mundo a u iano depois
de se apaixona po Cal Knowledge, ele não conseguiu esis i aos seus
his emale app en ice – Nimue. Despi e his isiona y abili ies and magi-
encan os e icou p eso numa ca e na. Ainda assim, não é mo e no sen ido
p óp io; Ele es á na on ei a en e os i os e os mo os, e o nando e
enca nando o a qué ipo do e e no elho sábio - os ecu sos mais al os e
sábios do inconscien e - (Gollnick 1990).
No século XXI, quando a ciência se o nou ão inconcebi elmen e complexa que é
impossí el comp eende mui os de seus concei os sem ac edi a neles ou
assumí-los como en idades holís icas, a imagem de Me lin, o cien is a,
o nou-se o ma e ial ideal pa a um pesquisado p o o ípico, i ônico,
in eligen e e um pouco louco. Es e úl imo e le e-se em inúme as ob as de
icção e cinema.
Ago a amos passa a delinea as ca ac e ís icas concei uais a a és de
se e on es lexicog á icas que analisamos (Ame ican He i age Dic iona y o
he English Language; Eu opean My h, Legend; Collins English Dic iona y;
Webs e 's College Dic iona y; Macmillan Dic iona y; Wik iona y). Em p imei o
luga , Me lin é ine i a elmen e associado às lendas do Rei A hu , como é
mencionado em seis de inições analisadas, que apon am pa a a discu si idade
da exis ência da imagem (Шарапкова, 2014). Me lin se o igina e exis e em
his ó ias an igas (his ó ias an igas em inglês). Além disso, exis em ês
componen es uncionais impo an es. Sua na u eza mágica é p edominan e,
e ele é desc i o como um mágico em qua o de inições, e como um ei icei o
em ês. Os ou os dois componen es da imagem, sendo menos equen es,
ge almen e oco em em combinação. Es e é o papel do conselhei o:
conselhei o (2 ezes) e conselhei o. Apenas em uma de inição o subs an i o
amigo é usado, indicando uma elação amigá el en e A hu e Me lin. E o
papel do iden e é e le ido nos i ens léxicos do p o e a e do iden e. As
in o ma ion abou his dea h, namely, acco ding o one o he legends, he
de inições ambém con êm oi p eso po Mo gana/ Vi ien/ Nimue em um
ca alho: e e namen e p eso em uma á o e po uma mulhe a quem ele e elou seu o ício sec e o.
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Since he explana o y dic iona ies o language and cul u e o e only
Pa a ob e in o mações-cha e sob e as p incipais ca ac e ís icas
concei uais, eco emos aos dicioná ios de associações, baseados no
p ocessamen o po compu ado de g andes dados a pa i de on es
abe as da In e ne , bem como à li e a u a inglesa clássica e mode na. As
associações ap esen adas no dicioná io Wo d Associa ion Ne wo k u ilizado
no nosso es udo pe mi em iden i ica não só as ca ac e ís icas cen ais
do concei o em exame, mas ambém a sua pe i e ia e pe i e ia mais
p óximas. Ele ambém des aca as conexões com ou os pe sonagens do mi o ( e Tabela 1).
Quad o 1. A dis ibuição de ca ac e ís icas concei uais (baseada no dicioná io da Rede de Associações de Pala as)
Mais equen es
Associações
Menos
Associações
equen es Menos equen es
Associações
Capacidades mágicas
Mago, D uida,
Fei iça ia, ecy,
Hawke , Wiza d, En-
chan ed, Ea ed, Pied,
Pode oso, Mágico, Sábio,
Magia, P o é ica, Mundo
Fei iça ia, Doença da
Pe í e a Mais P óxima:
Sob ena u al, Fada,
Mo o , a inha, abu e,
p óxima, geSmiley,
P ophecy, Imp ison
A gonau , Nea es
Th us , P ologue,
My hology, Demon,
Gods, Nea es pe iphe y,
P ome heus, and
Ques , A alon, Scabba d,
B i on, Cauld on, Vi a,
Saxon, G ã-B e anha,
Pe í e a mais p óxima,
pe sonagens: galês,
Lancelo ,
Lucien, T is an, Pe ci al
A pe i e ia mais p óxima,
ho s: Monmou h, Geo -
ey, Tennyson
básicas: núcleo,
P o e a-P o e a,
Fei icei o, Ba d,
sonages: Mo gan, Emma,
Lancas e
Pe i e ia,
Mágico an es de A hu :
Co uja, Rei, Fan asia,
A e ecida, Pe í e a
Encan o, Damsel,
pe i e ia mais p óxima,
sace do isa, Vi ian
Pe iphe y, o he :
pe iphe y, gene al men ,
cha ac e is ics: Spi i e,
App en ice, Bege , Hobby,
Space Nea es pe iphe y,
A i ac s: G ail, Nymph,
P o ó ipo, isca, dis a ce,
Conju e, Slay, Tailed,
Ba on, ium mo al,
o espaço: Des ino, Véu,
eu asiá ico, B i anny,
A hu ,
Co e, ca ac e ís icas
o au-mís ico, pe igoso,
a y, Fi ed, My hical, Sen-
ien , Yonde , Righ ul
capacidades mágicas: ei iço, núcleo, capacidades mágicas-
P onuncia laços:
Pe í e a Mais P óxima, ou os po -Conselho, Ped a, Al-
chemis
Pe iphe y, ea u es o
ca ac e ís icas do mundo: Knigh ho-
Caos, Od, A en u as, A d,
C ônicas, Queda,
Mais P óxima, au o es:
Co nualha, Chauce Cel a, Radial
a e a os: pe i e ia mais
D agon, espada, o es ca ac e ís icas ne ais: Neme-
En e ainsis, Rough,
Po ion, Ho sepowe ,
Ced ic, Macbe h, C uising,
Boos , Bbc A ac ion,
he end: Likeness,
Ca e, Me maid, Illegi ima e, Topical
pe i e ia mais p óxima, o
Imend: Dungeon, Aqua-
Madame, P esa, Lenda
OmniCo e, ou as
ônibus, p eso, T e-
Gwen, Co nish ache y
ge ais: pe i e ia mais p óxima, a -
lenda a os: igela, copo
6 Anas asia Sha apko a O Enigma de Me lin nas Ciências Biomédicas:
Image, Concep , Te m
Es e p ocedimen o de delinea as ca ac e ís icas cen ais e pe i é icas do
concei o es udado oi desen ol ido com base na análise concei ual adicional
(Болдырев 2014) es endida com a análise de associações e conhecimen o
enciclopédico. Ele o ma uma base ú il pa a o p ocedimen o de mapeamen o
c ossdomain (Sha apko a, Mane ko 2019), esquema de imagem e análise de
espaços in eg ados (Шарапкова, Яковлева 2020), especialmen e quando
es amos lidando com um con eúdo concei ualmen e ico. É cla o que as
ca ac e ís icas básicas de Me lin como mágico, alquimis a e d uida o nam
es a imagem al amen e ú il pa a deno a en idades complexas e ilusó ias que
eque em concei ualização e ca ego ização na ciência. O século XXI
es emunhou a anços signi ica i os no es udo dos mecanismos molecula es
subjacen es aos p ocessos de desen ol imen o e na delineação de caminhos
bioquímicos que, uma ez queb ados, le am a á ias mal o mações.
To nou-se c is alinamen e cla o que a biologia de um o ganismo i o é
ex emamen e ágil e inc i elmen e complexa, ejei ando qualque
simpli icação mecanicis a. Es a á ea em ápido desen ol imen o com o
conhecimen o adqui ido a um i mo ele ado exigiu que odo o co po de no os
e mos osse p opos o, ecusado ou acei o. A ede dos caminhos biológicos
exigiu alguns eículos acili ado es pa a en ende e explica as me á o as
ge ado as da ciência.
Um dos casos excepcionalmen e in e essan es é a apa ência, a a iância
e a mudança do e mo "p o eína NF2", uma p o eína de 595 aminoácidos
codi icada pelo gene Neu o ib oma ose ipo 2 (NF2) que oi chamado de
"schwannomin" e "me lin". É uma p o eína ci osquelé ica que con ibui
pa a os p ocessos de desen ol imen o. Em humanos, es á en ol ido na
pa ogênese de umo es do sis ema ne oso humano, pois é ina i ado ou
não unciona em quase odos os schwannomas e meningiomas.
Os p imei os abalhos sob e es a p o eína apa ece am já nos anos 80 e no
início dos anos 90 com a igos publicados nas e is as mais espei á eis […]
[…]Na u e[…] e […]Cell[…], ambos explicando a escolha des a o ma e minológica
ion. Since he p o ein esponsible o he de elopmen o umou g owing
especí ica das células de Shwann oi encon ada pela p imei a ez em
schwannomas, oi chamada […]schwannomin[…] […] uma pala a de i ada de
seen in NF2” (Rouleau e al. 1993). I was also p oposed ha i has umou
schwannoma moes, a a i idade sup esso a de umo es mais p e alen e e
su p eenden emen e acabou po e a es u u a secundá ia […] semelhan e às es u u as de adiina, ez ina e xina.
4 3Te minologija | 2021 | 28
(Xiao e al. 2003) é uma e isão de alhada de inúme as unções pu a i as
desempenhadas po es a p o eína na iniciação e p og essão do umo sem apoia
especi icamen e a escolha da b uxa ia in oduzida apenas no í ulo. Mui as
dessas unções são apenas supos as, mas não são conhecidas ou comp o adas
expe imen almen e. No en an o, é cla o que, dado o núme o de unções que a
p o eína pode lida e oda a complexidade desses p ocessos que explo am
inúme as ias bioquímicas, seu papel pode ia se compa ado à magia. É uma
doença bem conhecida do pensamen o humano o mulada oximo ônicamen e pelo
esc i o de icção A hu Cla ke: "Qualque ecnologia su icien emen e
a ançada é indis inguí el da magia". Pode a é se e o mulada em "qualque
ciência complexa inconcebí el pode ia se simpli icada a a és do pensamen o
mágico". Os a igos que abo dam as unções desconhecidas ou ainda não
comp o adas des a p o eína cla amen e escolhem me lin como um e mo em ez
de schwanomin acompanhando o ex o com pala as como esqui o, desconhecido,
não elucidado, mis e ioso, e c. Mesmo pa a um pensamen o cien í ico acional,
algo desconhecido pa ece mis e ioso e mágico, como se a na u eza ainda
es i esse escondendo seus seg edos da men e humana. É usado nos í ulos dos
seguin es a igos: "Shedding ligh on Me lin's wiza d y" (Okada e al. 2007), onde
os au o es abalham den o da me á o a concei ual bem es abelecida de
compa a o conhecimen o com a luz. Es a p o eína, em con as e com ou os
p odu os dos oncogenes, a e a os p ocessos malignos indi e amen e,
con ibuindo pa a di e en es ias celula es: 1) ou os genes sup esso es de
umo es pa ecem unciona em p ocessos menos cla amen e elacionados ao
con ole do ciclo celula . Um dos genes mais in igan es des a úl ima classe é o
gene Neu o ib oma ose ipo 2 (NF2) 1, que codi ica um memb o da p o eína 4.1
supe amília, Me lin; 2) O mecanismo pelo qual o Me lin unciona pa a egula a
p oli e ação celula ainda não es á cla o (LaJeunesse e al. 1998); 3) O mecanismo
subjacen e à a i idade sup esso a de umo es do p odu o do gene da
neu o ib oma ose ipo 2 (NF2), me lin, é em g ande pa e inde inido (Neill,
C omp on 2001). A p o eína e a cla amen e excepcional na lis a de p o e o es
umo ais semelhan es e mui os a igos en a izam isso po meio de compa ação
di e a: o nou-se imedia amen e cla o que Me lin não é um sup esso umo al
comum: é desp o ido de qualque domínio ca ali ico ou de ligação ao DNA
apa en e, mas exibe homologia signi ica i a com memb os da amília de
p o eínas de ligação ci osquelé ica (Ez in[…]Radixin[…]Moesin) (Okada e al. 2007).
O a igo de e isão in i ulado […]The umou supp esso p o ein
NF2-me lin: he puzzle con inues[…] (Ho ens, Kaye 2001) joga explici amen e com es e
4 Anas asia Sha apko a O Enigma de Me lin nas Ciências Biomédicas: pa e das
Image, Concep , Te m
ca ac e ís icas concei uais o iginais o nando o p ocesso ainda mais
complicado a a és do encaixe de "me lin" na me á o a eco en e de ganha
conhecimen o como mon a um queb a-cabeça. Os a igos que en a izam a al a
de conhecimen o p e e em a pala a esqui a: no en an o, a é ago a, como es a
unção se aduz na sup essão do c escimen o umo al pe manece esqui a.
Du an e mui o empo, as unções des a p o eína não o am iden i icadas: 1) O
gene sup esso de umo es N 2 codi ica a me lina, uma p o eína cuja unção
em sido esqui a (Kissil e al. 2003); 2) mas a unção da sua p o eína codi icada,
Me lin, pe manece esqui a (Mccla chey, Gio annini 2005); 3) Embo a a unção
bioquímica de Me lin enha pe manecido esqui a... (Okada e al. 2007). Os au o es
cla amen e p e e em écnicas de aumen o e escolhe pala as mais o es:
Des enda a biologia desses umo es ajuda a escla ece seu pad ão de
c escimen o (de Vi es e al. 2015).
O papel de Me lin como conselhei o do jo em A hu o ganizando a O dem da
Mesa Redonda e mediando en e di e en es ca alei os o na o e mo
excepcionalmen e ú il na desc ição de caminhos biológicos complexos
en a izando a unção de coo denação e coope ação, como oi ei o nos
seguin es a igos: […]N 2 […] Me lin: um coo denado de sinalização de
ecep o es e con a o in e celula […] (Cu o, McCla chey 2008) e […] As
p o eínas de in e ação de me lin e elam múl iplos al os pa a a e apia NF2 […]
(Scoles 2008). As me á o as concei uais ep esen adas po egula , uma
pala a comum em biologia, são acompanhadas po exp essões mais
me a ó icas, como di a , unção coope an e, emodela a comunicação
célula-celula, um es abilizado de mic o úbulos, um o ganizado mes e. Po
exemplo: as unções de sup essão umo al do me lin são independen es de seu
papel como o ganizado do a o no ci oesquele o em células de Schwann
(Lallemand e al. 2009); Me lin unciona como um egulado c í ico na
os eomieli e induzida po S aphylococcus au eus (Zhou e al. 2021). O melho
es e pa a a es u u a do conhecimen o é se ele é p odu i o ou não. Caso
con á io, se quaisque no os e mos pa ecem se o mados no âmbi o
exis en e. E Me lin, como um e mo, endo ligações com magia e ei iça ia, es á
de a o sendo p odu i o. A década de 2000 iu o e mo "magicina" apa ece no
a igo "Magicina, uma no a p o eína ci osquelé ica associada ao sup esso de
umo es NF2 me lin e G b2", que é ou o ac ônimo seguindo a es u u a
p opos a e explo ando as es u u as de conhecimen o já exis en es:
ela amos uma no a p o eína como um pa cei o de ligação especí ico de
me lin que chamamos de magicina (me lin e G b2 in e agem p o eína ci osquelé ica) (Wiede hold e al. 2004).
4 5Te minologija | 2021 | 28
Desde 2014, hou e mui o mais a igos dedicados à busca de e apias
di ecionadas con a os umo es associados ao gene NF2 e seu p odu o me lin
ou schwanomin. Cu iosamen e, es a p o eína oi mos ada pa a con ibui
pa a ou os ipos de cânce e sua p og essão: mu ações NF2 e ina i ação de
me lina ambém oco em em schwannomas e meningiomas espon âneos, bem
como ou os ipos de cânce , incluindo meso elioma, glioma mul i o me, mama,
colo ec al, pele, ca cinoma enal de células cla as, hepá ico e p ós a a. Pa a
cance (Pe illi, Fe nández-Valle 2016). The e o e, he e is a slow decline
maio cla eza e uni o midade, alguns au o es p e e em apenas o "p odu o do
gene N 2" que quase iplica no pe íodo de 2013 a 2020 (Fig. 1). Me lin pa ece se
ainda p e e ido naquelas ob as que lidam com p ocessos bioquímicos
undamen ais, p ocessos de desen ol imen o, es esse oxida i o. No amen e,
em mui os a igos, os dois e mos apa ecem jun os e são in oduzidos como
sinônimos comple os, como nos seguin es a igos: "Me lin, o p odu o do gene
NF2" (Pećina-Šlaus 2013) ou "Rol de Me lin/inac i ação do gene NF2 na biologia
umo al" (Pe illi, Fe nández-Valle 2016). Enquan o isso, o e mo "me lin"
começou a se subs i uído pela Neu o ib omina 2, o e mo elacionado ao gene
que causa odas as alhas. Além disso, em 2021, hou e 41 usos do e mo "me lin"
em compa ação com 34 da p o eína N 2 e apenas 11 da schwannomin. Pa ece que
a escolha inal do único e mo não oi ei a, e essa a iação é conscien emen e
p ese ada não apenas po azões sociocul u ais de duas escolas ou g upos
conco en es, mas p ecisamen e po causa das necessidades ligadas à
o mação e à mediação do conhecimen o em biologia. É essa complexidade,
con usão e inde e minação que uncionam pa a ins heu ís icos com
di e enças su is ainda exis en es en e os e mos. Ou o aspec o que
ge almen e é desca ado ao discu i a esc i a acadêmica é que ela pode e
inclusões de c ia i idade ou alguns enômenos que ão além do pa adigma
cen ado na in o mação. No nosso caso, são ambas as coisas: no ní el cogni i o,
quando o no o conhecimen o es á a nasce , e no ní el linguís ico, pa a media
es e conhecimen o mais adian e. O p imei o ní el é di ícil de cap u a a a és
de mé odos linguís icos adicionais, uma ez que apenas casos mui o
in equen es, como a apa ição do e mo "me lin", pe mi em ob e in o mações
sob e como su gem as no idades. Duas ideias que ci ei an e io men e sob e
uma ção emocional es ão de ac o em bom aco do com a mais ecen e
shock (Кулиев) and a guess (Feynman) a he e y dawn o heo y o ma-
in es igação neu ológica sob e a c ia i idade:
4 Anas asia Sha apko a O Enigma de Me lin nas Ciências Biomédicas: a eação de p aze que
Image, Concep , Te m
acompanha no as combinações no p ecioso AHA! expe iência. A ge ação de no as
ep esen ações en ol e a ligação de ep esen ações an e io men e desconec adas de
manei as que ambém ge am no as ligações emocionais […] (Thaga , S ewa 2011). Mas es e
momen o pode ia se as eado a a és do es udo de me á o as em odos os es ágios do
a anço do conhecimen o. Enquan o isso, quando a p o eína é inalmen e comp eendida, o
po encial me a ó ico é explo ado no amen e, p incipalmen e em a igos de e isão (Tabela 2).
Além disso, es es a igos pa ecem se ci ados mui o mais do que é comum pa a a e is a. Pode
se pa cialmen e explicado pelo a o de que os a igos de e isão são ci ados com mais
equência, mas ambém pode se o í ulo c ia i o que a ai a a enção, aumen ando assim a
pon uação de ci ação ainda mais. Os dados sob e o a o de impac o e a pon uação de ci ação
o am ecupe ados da Web o Sciences. Vá ios a igos excedem signi ica i amen e o a o de
impac o pela pon uação de ci ação. Quad o 2. Os í ulos mais c ia i os do nosso co pus com o
a o de impac o da e is a e a pon uação de ci ação
TITLE JOuRNAL IMPACT
FACTOR
YEAR TYPE CITE
SCORE
Neu o ib oma ose
comen á io 3 ipo 2:
Me lin: a iando o mi o
de P ome heus
Hepa ologia 2011
Neu o ib oma o-
pe da do ei iço
Me lin-Gene .
se 2: Cu Opin 5.9
de p o eção de
1996 e isão 44
Mágica, mas a á el?
Tumo es de ido à
pe da de me lin.
Cé eb o 14.25 Re isão de 2008 105
O umo
e isão 22 so
O queb a-cabeça
con inua.
supp es-J Clin
p o eína NF2- osci.
Neu-2.1 2001
Me lin: o
2012 e isão 23
pa a unciona como
um sup esso de umo es.
ei icei o
qui es es abilidade de p o eínas phys Ac a.
e-BiochimBio-3.4
A oja luz
A magia de
sob e a
Me lin, Biol.
e isão de 2007 da Célula de Tendências 16
4Te minologia | 2021 | 28
TITLE JOuRNAL IMPACT
FACTOR
YEAR TYPE CITE
SCORE
Me lin, uma
linke be ween ex a-
sinais celula es e ias de
sinalização
in acelula es que
egulam a mo ilidade, a
p oli e ação e a sob e i ência das células.
p o eína
Pep Sci.
"mágica" do Cu 2.5 Re isão de 2010 108
NF2: a b uxa ia
e isão 42 me lin.
de Genes
Mosomas
Cânce
ch o-4.04 2003
Discussão e conclusão
O caso analisado de uma imagem se o na uma me á o a e da o igem a um
e mo sendo um ac ônimo no con ex o especializado é pa icula men e
in e essan e. T a a-se de ealça não só a g ande complexidade das
mudanças, mas ambém o papel das me á o as na ase inicial de discussão e
desc ição de um no o concei o cien í ico. As me á o as são indispensá eis
na esc i a cien í ica popula e na comunicação de ideias pa a um público mais
amplo; no en an o, aqui obse amos como a complexa imagem mul icamada oi
ans e ida de um domínio pa a ou o, especi icamen e pa a cap a a
en idade enigmá ica a se esol ida a a és do pensamen o acional. Isso é o
que o na o caso de "me lin" único e sin omá ico, apon ando pa a alguma
a ação especí ica de domínios de o igem alo izados pela ciência pelo
po encial heu ís ico que ca egam. Os domínios de o igem a se em usados
na ciência es ão conec ados à cul u a, mi ologia e li e a u a, pois são
domínios de conhecimen o emocionalmen e icos.
O exemplo da mul i a iância e minológica ([…]me lin[…], […]schwanomin[…] e
[…]p o eína NF2[…]/ […]p odu o do gene NF2[…]/ […]neu o ib omina[…]) é
pa icula men e in e essan e, pois ês e mos o am in oduzidos, usados e
in e p e ados quase ao mesmo empo e den o do mesmo domínio de
conhecimen o. Além disso, o am usados po quase as mesmas pessoas em
di e en es jo nais pa a di e en es ins. Como Go din en a izou em seu li o
sob e inglês cien í ico, "as línguas cien í icas não nascem, são ei as e
ei as com mui o es o ço" (2015), subjacen e assim ao signi icado de cada
Gi en he complexi y o he chosen ma e ial, we de eloped he ollow-
mudança e escolha. p ocedimen o pa a delinea as ca ac e ís icas concei uais a se em analisadas mais a undo.
8 Anas asia Sha apko a O Enigma de Me lin nas Ciências Biomédicas: lido no
Image, Concep , Te m
discu so biomédico. P imei o, a análise de en adas lexicog á icas pa a ob e
as ca ac e ís icas básicas, em seguida, dicioná ios de associações e ency he
clopedic knowledge o ob ain he comple e s uc u e o a concep . Then
ma e ial cole ado do PubMed é analisado pa a cons ui os caminhos-cha e
que o concei o o iginal é explo ado no discu so cien í ico. Os es udos da
p o eína me lin es ão associados à oncologia molecula , mo ogênese e
di e enciação celula , bem como à o igem dos animais mul icelula es do pon o
de is a e olu i o. Ao mesmo empo, o me lin pode desempenha um papel
impo an e nos p ocessos in igan es que oco em du an e um enômeno
biológico ão ge al como o es esse oxida i o. Es as á eas cien í icas es ão
unidas pela necessidade de elucida os mecanismos undamen ais da
p og amação celula e da egulação da p oli e ação. Es as são as pe gun as
com mui os blocos desconhecidos de in o mação, conhecimen o ainda não
o mado. Me lin pode não se a cha e pa a odas es as á eas, mas pa ece se
uma peça impo an e de um queb a-cabeça, um enigma, ou mesmo um mis é io.
De e-se no a que o ac ônimo me lin é equen emen e usado em ob as que
con êm os esul ados mais signi ica i os e não i iais, pe mi indo le an a o
éu de algum mis é io ainda desconhecido. Assim, quando a maio ia das
ques ões es á mais ou menos esol ida, e é possí el usa essas e elações na
p á ica (medicina ou a amen o), o mis é io desapa ece no a e pa ece não
ha e necessidade de o e mo "me lin" e associações com a imagem de um
ei icei o do mi o a u iano capaz de sabe o que ou as pessoas não podem.
Isso impulsiona o po encial heu ís ico do e mo e az uso das es u u as
iniciais de conhecimen o e ca ac e ís icas concei uais. Nes e con ex o, a
complexidade inicial da imagem que ca ega o a do do conhecimen o cul u al
não é o p oblema pa a o uso do e mo. Pelo con á io, é uma o ma de acili a
a cons ução des e p óp io conhecimen o, sendo em p imei o luga o es o ço
comuni á io que se baseia em g ande pa e na complexidade inicial. Na ciência
mode na, especialmen e na biomedicina, o conhecimen o é ão inc i elmen e
complexo que ine i a elmen e es amos lidando com edes he e ogêneas que
comp eendem humanos, os esul ados de seu abalho in elec ual e á ios
a e a os. A im de acili a o p og esso da ciência, emos apenas que
eco e a odos os ipos de andaimes mediados pelo discu so: c iando e
usando a e a os cogni i os, me á o as e eu ilizando modelos men ais,
imagens pode osas, concei os. Eles são mais cheios de conhecimen o,
in eligen es e au ônomos (Paa ola, Hakka ainen 2005: 536). As imagens
mi ológicas, cul u ais e li e á ias êm su p eenden emen e um po encial heu ís ico sem p eceden es.
4Te minologia | 2021 | 28
They o e a men al modal ha is complex ye holis ic, mul i ace ed ye
es u u ado, um núcleo abe o e inde e minado, mas com um núcleo es á el. O
mais impo an e é que pe mi e o uso c ia i o e sem es ições e a eu ilização
do conhecimen o an e io , es endendo assim as on ei as do desconhecido.
Conclui a inde e minação dos e mos é uma bênção, não um p oblema pa a um
e mo, especialmen e den o de um pe íodo pa icula de desen ol imen o do
conhecimen o. A es u u a concei ual da imagem o iginal sob o e mo
desempenha um papel eno me, acili ando os es o ços comuni á ios na
cons ução do conhecimen o e a é mesmo a ançando-o em uma á ea
comple amen e di e en e. Ca ac e ís icas especí icas são jogadas em cada
ealização do e mo no discu so do inglês biomédico cien í ico. A análise
mos ou que a igos mais complexos e undamen ais ap esen am o e mo
"me lin" em ez de "schwanomin" ou "p odu o do gene NF2". Quando a maio ia
das ca ac e ís icas da p o eína me lina e seu papel em nume osos p ocessos
são esol idos, sua equência diminui. Também oi obse ado que í ulos mais
c ia i os são usados em a igos de e isão e são ci ados com mais equência, no en an o, es a ca ac e ís ica do discu so cien í ico de e se es udada mais a undo.
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MERLINO MįSLė BIOMEDICINOS MOKSLUOSE: AIzDINYS, Są OKA, TERMINAS
San auka
S aipsnyje analizuojama, kaip ka aliaus A ū o legendos pe sonažas bu o pe kel as į
biomedicinos mokslus, aip užsimezgan sudė ingiems, a ian iškumu g indžiamiems
san ykiams su ki ais uo pa me u šiuose moksluose a si adusiais e minais, o bū en
su e minu „š anominas“, ku is a si ado ais pačiais 1993 me ais, kaip i „me linas“, a-
čiau jį paskelbė ki a y ėjų g upė ki ame žu nale. Iš p adžių abu e minai gy a o uo
pa me u i bu o sinonimai, be ėliau juos im a a o i ski inguose mokslo da buose
i ski ingose biomedicinos y imų s i yse. „Me linas“ dažniau a o as undamen a-
liuosiuose moksluose, o „š anominas“ – biomedicinos s i ies y imuose. Kadangi e -
minas „me linas“ susi o ma o kaip a i kš inis ak onimas (angl. back onym) iš e mino
„moezino-ez ino- adiksino ipo bal ymas“ (angl. moesin-ez in- adixin-like p o ein) i
jam pa adin i inka paslap ingojo pe sonažo a das, pi miausia u ėjome sumodeliuo i
p adinę są okos s uk ū ą. Taikydami kogni y inės ling is ikos me odą (leksikog a inių
s aipsnių analizę, asociacijų žodynus), pi miausia apib ėžėme pag indinius są okos
požymius. Tuome analiza ome disku sy iuosius e mino „me linas“ požymius i iš-
sky ėme uos požymius, ku ie ak ualizuojami moksliniuose da buose. Analizuodami
isus su ink us pa yzdžius, išsky ėme ke u ias pag indines šio e mino aiškinimo