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GIEDRIUS TAMAŠEVIČIUS
Instituto da Língua Lituana
ESTUDO SOCIOLINGUÍSTICO DO LÉXICO CARACTERÍSTICO DA LÍNGUA FALADA
NOTAS INTRODUTÓRIAS
Na Lituânia, os estudos da língua falada, especialmente do léxico que lhe é característico, ainda são uma novidade. Pesquisadores do inglês, alemão, russo, das línguas escandinavas e de outras línguas dedicam-se a essa área há várias décadas. Talvez por isso, até hoje não haja na linguística lituana um consenso claro sobre o que deve ser considerado língua falada, gíria e jargão (cf. Miliūnaitė 2005: 47).
Evalda Jakaitienė divide o léxico da língua lituana em léxico da língua padrão e da língua falada Lietuvių kalbos leksikologijoje. Este último é composto pelo léxico dialetal, pelo léxico de jargão e pela gíria. A gíria, situada fora dos limites da língua padrão, constitui, juntamente com o núcleo principal do vocabulário, o léxico comum a toda a nação (Jakaitienė 1980: 67)1. Gintautas Akelaitis especifica essa classificação, afirmando que, em sentido amplo, a língua falada abrange toda a língua oral. Ela pode ser: 1) pública, sujeita às exigências da língua padrão; 2) privada (dialetal ou semidialetal); 3) jargão (Akelaitis 2002: 55).
Este artigo apresenta um estudo no qual, com base na classificação de G. Akelaitis, são incluídas no léxico da língua falada as palavras da língua padrão que têm uma conotação estilística de língua falada (incluídas no Dabartinės lietuvių kalbos žodyną – doravante DLKŽ), as palavras de origem dialetal conhecidas e amplamente usadas pela maior parte da comunidade linguística, bem como o léxico de jargão.
1 Quanto à definição de léxico de jargão, a maioria dos autores concorda: «são palavras ou combinações de palavras usadas na língua falada de grupos sociais ou profissionais específicos» (cf. Jakaitienė 1980: 76). É difícil traçar uma fronteira clara entre jargão e gíria — ambos os termos são frequentemente usados como sinônimos (Orlova 2004); contudo, a diferença mais evidente é que as palavras de gíria são conhecidas e amplamente usadas pela maior parte da comunidade linguística, ao passo que as de jargão não, a menos que tenham passado a integrar o léxico da gíria (cf. Jakaitienė 1980: 66; Orlova 2004).
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NATUREZA DA PESQUISA
Na linguística lituana, foram realizados poucos estudos sobre a língua falada. Laima Grumadienė (1996: 190–198) escreveu sobre o aspecto sociolinguístico do estudo da língua falada, investigando os dialetos e a interação entre eles. Foram estudados o uso de marcadores discursivos (Akelaitis 2002), casos gramaticais (Savickienė 2000), diminutivos na língua falada (Savickienė 2006) e características da fala infantil (Kamandulytė 2006). Violeta Černė (Černiutė 2000: 160–179) escreveu sobre a descrição da língua falada e do léxico emocional-expressivo no DLKŽ. Embora a necessidade de estudar o léxico da língua falada já tivesse sido apontada há mais de uma década (Vaicekauskienė 2002), ainda faltam estudos mais aprofundados nessa área. Entre os trabalhos já realizados, pode-se mencionar o estudo da gíria dos adolescentes de Kaunas, realizado em 1999 (Lėgaudaitė 2003). O surgimento de novas tecnologias avançadas e a compilação de corpora de língua falada frequentemente impulsionam diferentes pesquisas sobre essa modalidade (cf. Savickienė 2000).
A escassez de dados sobre a língua falada é hoje apontada como um problema considerável tanto para os tradutores (Kohrs 2007: 148) quanto para os compiladores de dicionários bilíngues nos quais o lituano é a língua principal, bem como para os falantes de outras línguas que aprendem lituano (Melnikienė 2006: 112–113). A discrepância entre os dicionários e as tendências do uso real frequentemente chama a atenção também na linguagem escrita pública, quando palavras da língua padrão passam a ser usadas com novos sentidos, característicos da língua falada, mas não registrados no DLKŽ. Esses casos são frequentes na imprensa (por exemplo, “Os reformadores começam a grybauti”. Título de um artigo de Algimantas Šindeikis. Veidas, 2008 11 17), nas legendas de filmes exibidos na televisão (por exemplo, “Então, você a «pakabinote» no Vaticano?” Do filme «Comédia sexual de uma noite de verão», exibido na televisão lituana em 2008 10 01). Vulgarismos e gírias da moda aparecem com frequência até mesmo em discursos públicos de políticos (por exemplo, “Saibam, então, que os seus parceiros vão «des-durs» vocês”. Citação de um discurso do deputado J. Veselka numa sessão do Seimas. Kauno diena, 2008 11 18) (cf. Miliūnaitė 2005: 47–48). Isso revela, aparentemente, a penetração não acidental do léxico da gíria na língua padrão.
O objetivo da pesquisa é averiguar quais palavras características da língua falada tendem a ser mais usadas atualmente e determinar se o léxico não padrão está, de fato, penetrando no uso público. Os resultados da pesquisa poderiam ser utilizados para decidir quais dados da língua falada selecionar para os dicionários em preparação.
Para esta pesquisa, escolheu-se o método de questionário. No questionário, pediu-se aos participantes que respondessem a uma pergunta: Você usa estas palavras com os sentidos indicados?
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São apresentadas quatro opções de resposta: 1. Sim, uso-o com este sentido, mas apenas quando falo em privado. 2. Sim, uso-o com este sentido tanto em público como em privado. 3. Não, mas já o ouvi ser usado com este sentido. 4. Não, nunca o ouvi ser usado com este sentido. Ao perguntar sobre o uso público e privado (cf. Pupkis 2005: 18), pretende-se averiguar quais palavras os respondentes tendem a usar quando se comunicam em público e quais não. Além da pergunta principal sobre o uso do léxico da língua falada, pretende-se também conhecer a influência de duas variáveis sociais — idade e sexo — nas respostas.
O questionário inclui 22 exemplos de léxico característico da língua falada (também apresentados na segunda linha como um texto contínuo com recuo — corretamente, sem alterações de sentido).
O questionário inclui 22 exemplos de léxico característico da língua falada (da-
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contudo, ao contrário das palavras de outro grupo deste estudo, que não foram incluídas no DLKŽ, elas estão amplamente disseminadas há mais tempo.
Outro grupo de palavras do questionário não consta do DLKŽ. Algumas delas são de origem dialetal: žiauriai «muito, especialmente, extremamente», vėjai «disparates», laužytis «competir, ter vergonha», įkirsti «compreender, perceber, aprofundar», trenktas «tolo; idiota», pasikėlęs «arrogante», likti ant ledo «ficar sem nada, ser abandonado». Podem ser considerados exemplos de léxico coloquial dialetal porque quase todos aparecem com esses ou outros significados semelhantes no LKŽ (apenas a expressão idiomática ant ledo sėdėti «não ter nada» está incluída no Dicionário de Fraseologia), e os exemplos de uso provêm de dialetos.
Outra parte é constituída por léxico jargónico. Ao terceiro grupo pertencem palavras que começaram a ser usadas com significado jargónico (novos sememas). Com esses significados, tais palavras não constam nem do DLKŽ nem do LKŽ: apšalti «ficar extremamente surpreendido», lūžti «adormecer», pakalęs «que não se importa com nada», pakabinti «conhecer-se, fazer amizade», užknisti «aborrecer, irritar», grybauti «não entender o essencial, não se orientar, dizer disparates», klišas «impreciso».
Uma parte indissociável desse léxico são os calques de outras línguas. Eles formam o quarto grupo de palavras estudadas: išdurti «enganar» (cf. jargão russo проколоться «cometer um erro, enganar-se»; Gračev 2006: 487), įsipaišyti «integrar-se; caber» (cf. russo coloquial вписаться «acertar, caber»; Kurilova 2007: 72). Também foi incluído o significado de nerealu «maravilhoso, muito bom», tomado do inglês coloquial (cf. inglês coloquial unreal «inacreditável, maravilhoso»; Oxford Dictionary of English 2006: 1932)3.
Durante o estudo, foram entrevistados 251 residentes de Vilnius (159 mulheres, 92 homens). A idade dos respondentes variava de 17 a 80 anos (ver fig. 1). Ao realizar o estudo, procurou-se entrevistar pessoas dos mais diversos estratos sociais e profissões. Embora não tenha sido feita uma pergunta sobre a situação profissional, sabe-se que entre os respondentes havia alunos, estudantes universitários, operários, funcionários públicos, atletas, artistas, arquitetos, profissionais de saúde, clérigos, gestores, entre outros.
3 Não só as palavras deste grupo, mas também todas as palavras selecionadas para o questionário do estudo (com exceção de klišas — «impreciso») podem ser encontradas no livro de Egidijus Zaikauskas Kalbos paribiai ir užribiai: lietuvių žargono žodynėlis. O compilador do glossário ampliou um tanto arbitrariamente o conceito de jargão: aqui, considera-se jargão praticamente todo o léxico característico da linguagem coloquial, desde palavras expressivas próximas da língua-padrão até o léxico vulgar e o jargão em sentido estrito. Na recensão do livro, Inga Mataitytė apresenta vários exemplos de atribuição injustificada de palavras da língua coloquial padrão ao jargão (Mataitytė 2007: 22–23).
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RESULTADOS DO ESTUDO
Uma análise dos resultados do estudo revela tendências que eram esperadas. Os respondentes mais jovens (17–25 anos) são os mais propensos a usar as palavras incluídas no questionário, enquanto os mais velhos (61–80 anos) indicavam com maior frequência que não usavam essas palavras, mas já as tinham ouvido usadas com esse significado.
FIG. 1. Distribuição dos respondentes por grupos etários
A seguir, são apresentadas as tendências de uso que se destacaram para os quatro grupos lexicais incluídos no estudo. Susimauti e nuskilti são as palavras mais frequentes do grupo DLKŽ (ver fig. 2). Nada menos que 83% dos membros do grupo etário mais jovem responderam afirmativamente à pergunta sobre o uso dessas palavras. Essas palavras também são populares entre os respondentes de 36–45 e 46–60 anos (quase 80% de respostas afirmativas). A palavra užkalti recebeu o menor número de respostas afirmativas. Nada menos que 60% de todos os respondentes não a usam; o uso é mais frequente apenas entre homens de 17–25 e 46–60 anos.
FIG. 2. Tendência de uso das palavras incluídas no DLKŽ
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FIG. 3. Uso do verbo šakotis por grupos etários
O verbo šakotis é mais habitual entre os falantes mais velhos (ver fig. 3). Quase metade (40%) dos inquiridos com idades entre 17 e 35 anos respondeu que não usa esta palavra, enquanto entre os inquiridos com idades entre 36 e 80 anos esse número foi de pouco mais de um décimo (13%). Esta é a única palavra do estudo que os inquiridos mais velhos tendem a usar mais do que os mais jovens. Tal tendência indicaria que, no futuro, a palavra šakotis poderá deixar de figurar, com este significado, entre as palavras mais difundidas na linguagem coloquial. No grupo de palavras de origem dialetal, destacam-se žiauriai e trenk tas (ver fig. 4). São usadas pela grande maioria dos inquiridos de todos os grupos etários (mais de-
FIG. 4. Tendência para usar palavras de origem dialetal
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FIG. 5. Tendência para usar as sememas mais recentes da gíria
de 80%). Alguns inquiridos do grupo etário mais jovem acrescentaram, junto à palavra trenktas, uma observação indicando que a usam com o significado de «porreiro». A palavra que recebeu menos respostas positivas foi vėjai, frequente em expressões fraseológicas. Também se revelou pouco popular o verbo įkirsti. Alguns inquiridos indicaram nos questionários que tendem a usar, com o mesmo significado, a sua forma reflexiva įsikirsti. As palavras pasikėlęs, laužytis e a expressão fraseológica likti ant ledo são usadas por muitos (mais de 60% de respostas positivas), mas os mais velhos recorrem muito menos à palavra pasikėlęs e à expressão likti ant ledo (são usadas por apenas cerca de 50% dos inquiridos com idades entre 46 e 60 anos e por 44% dos que têm entre 61 e 80 anos).
De todas as palavras de gíria incluídas no questionário, a menos usada é pakalęs (apenas 28% de respostas positivas). Os inquiridos com idades entre 17 e 25 anos e entre 26 e 35 anos tendem mais a usar as palavras pakabinti e klišas. As palavras grybauti, lūžti, užknisti estão entre as que obtiveram mais respostas positivas neste estudo (ver fig. 5). Os inquiridos de todos os grupos etários (exceto o dos 61 aos 80 anos) estão habituados a usá-las.
Pakabinti é uma das palavras habituais entre os inquiridos mais jovens, sendo menos relevante para as pessoas mais velhas (ver fig. 6). Responderam positivamente quanto ao seu uso 83% dos inquiridos com idades entre 17 e 25 anos, 66% dos que têm entre 26 e 35 anos e apenas 39% dos que têm entre 46 e 60 anos.
Įs įpaišyti não é popular em nenhum grupo etário (apenas 39% de respostas positivas) (ver fig. 7). Mesmo entre os representantes do grupo etário mais jovem-
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FIG. 6. Uso do verbo pakabinti por grupos etários
FIG. 7. Tendência para usar palavras surgidas sob a influência de outras línguas
metade dos inquiridos o utiliza. Entre as palavras estudadas, as mais frequentes são išdurti e nerealus. Os inquiridos mais velhos também as usam com esse significado. Nada menos que 27% dos inquiridos com 46–60 anos e 22% dos que têm 61–80 anos indicaram que usam a palavra nerealus tanto em público como em privado. É claro que se poderia falar aqui da particular popularidade dessa palavra, mas, aparentemente, alguns inquiridos assinalaram essa resposta sem considerar o significado diferente indicado no questionário, distinto do habitual na língua-padrão, da palavra nerealus: «maravilhoso, muito bom».
No que diz respeito às respostas dos inquiridos à pergunta sobre o uso em público e em privado, destacaram-se apenas os homens de 17–25 anos. Eles tendem a usar parte das palavras incluídas no questionário
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tanto em público como em privado (klišas, grybauti, nerealus, žiauriai, užknisti, nuskilti, trenktas). As mulheres da mesma faixa etária também não evitam usar palavras desse tipo tanto em público como em privado (užknisti, žiauriai, nerealus). Os resultados do estudo mostram que, aparentemente, as pessoas dessa faixa etária mantêm desde a adolescência o desejo de se distinguir da comunidade linguística e de expressar a identidade da sua geração por meio de uma linguagem diferente. Aliás, o léxico característico da fala de alunos e estudantes é considerado uma das principais variedades do jargão social (Zaikauskas 2004). Chama a atenção a mudança brusca quando se passa aos dados dos inquiridos de 26–35 anos: praticamente desaparecem as respostas positivas sobre o uso em público e em privado, e a maioria indica que usa palavras características da fala apenas na comunicação privada. Isso pode ser explicado pelas circunstâncias sociais próprias dessa etapa da vida: em geral, as pessoas dessa idade já terminaram os estudos e começaram a trabalhar. A teoria sociolinguística afirma que as pessoas que buscam progredir na carreira tendem especialmente a usar formas características da língua-padrão (Holmes 1994: 171). Ao procurar falar uma língua de prestígio (evitando não só gírias, mas também o léxico coloquial), procuram salientar o seu profissionalismo e estatuto na sociedade. Na faixa etária dos 36–45 anos, as questões de carreira são igualmente relevantes, pelo que as tendências permanecem as mesmas. Apenas os inquiridos mais velhos tendem a usar mais léxico coloquial também em público.
Talvez a única diferença mais evidente entre a fala de homens e mulheres neste estudo seja a questão já mencionada do uso em público e em privado. As mulheres de 17–25 anos deram muito menos respostas positivas a essa pergunta do que os homens da mesma idade. A teoria sociolinguística explica esses resultados pela necessidade, determinada pelo papel tradicional da mulher na sociedade, de usar mais a língua-padrão em público; já os homens podem ser levados a usar formas não padrão pelo desejo de expressar assim a sua masculinidade (Holmes 1994: 171).
Dados sobre o próprio contexto de comunicação — o sexo dos interlocutores, a diferença de idade e a posição social de um em relação ao outro4 — provavelmente revelariam diferenças mais claras entre a fala de homens e mulheres no que diz respeito ao léxico. É possível supor que as respostas de homens e mulheres à pergunta sobre a frequência de uso do léxico coloquial seriam diferentes. Os homens provavelmente usariam esse léxico com mais frequência ao comunicar-se —
4 Um estudo sobre o uso de palavrões realizado na Dinamarca mostrou que os jovens usam mais palavrões e palavrões diferentes dos usados pelas gerações mais velhas. Os palavrões e o léxico de gíria têm em comum, em certa medida, o facto de transmitirem informações sobre o indivíduo e expressarem identidade. O estudo mostrou que os jovens praguejavam mais quando falavam com pessoas mais velhas e também depois de começarem a subir na carreira (Rathje 2005).
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competindo entre si pelo já mencionado desejo de expressar masculinidade e de se solidarizar com o interlocutor (Holmes 1994: 171).
CONCLUSÕES GERAIS
Embora o léxico analisado tenha sido selecionado de forma aleatória, baseando-se sobretudo na observação superficial do uso e na intuição de que essas palavras deveriam ser bastante utilizadas na língua falada, mais de 50% dos respondentes responderam afirmativamente à pergunta sobre o uso de dezasseis dos 22 vocábulos estudados. Quase 98% dos respondentes não indicaram nenhuma palavra que não tivessem ouvido ser usada com um significado característico da língua falada. Mesmo as palavras que receberam menos respostas afirmativas são usadas por mais de um terço dos respondentes. O estudo mostrou que é semelhante o número de respondentes que usam palavras da língua falada incluídas no DLKŽ e o daquelas que usam palavras que não foram nele incluídas. Também se pode afirmar que os respondentes tendem mais a usar esse léxico na comunicação privada.
Os resultados deste pequeno estudo confirmam a afirmação de que os dicionários já não conseguem acompanhar as mudanças que ocorrem na língua (Mataitytė 2008: 13). Os dados do futuro corpus de textos da língua falada e novos estudos, mais aprofundados, sobre o léxico da língua falada e o seu uso deverão complementar não só os resultados apresentados neste artigo, mas também incentivar os lexicógrafos a prever em que medida o léxico característico da língua falada deverá ser refletido no Dicionário da língua lituana padrão e como preencher a lacuna dos dicionários de uso real na lexicografia lituana.
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Gauta 2008 11 11
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SOCIOLINGUISTIC INVESTIGATION INTO THE LEXIS CHARACTERISTIC OF SPOKEN LANGUAGE
S u m m a r y
A shortage of data of spoken language in the Dictionary of Contemporary Lithuanian (Dabartinės lietuvių kalbos žodynas) currently poses a serious problem for translators and compilers of bilingual dictionaries where Lithuanian is the main language of explanation; it equally poses a problem for Lithuanian language learners. The paper introduces an investigation into the lexis characteristic of spoken language aimed at identifying words which are most frequent in contemporary spoken Lithuanian and proving or disproving the hypothesis that non-standard language tends to penetrate into public use. The results of the above investigation could be used in selecting spoken language data for the inclusion into currently compiled dictionaries.
The above investigation was based on the method of questionnaires. In addition to the main question about the use of the lexis of spoken Lithuanian, there were two other questions included. They focused on the impact of age and gender, two social variables, on the responses. The questionnaires also included words of standard Lithuanian marked as spoken and included into the Dictionary of Contemporary Lithuanian (Dabartinės lietuvių kalbos žodynas) as well as dialectal and jargon words known and widely used by the majority of the Lithuanian language community.
The results of the above pilot investigation have shown that the majority of the researched words are used in private discourse by over half of the respondents. The same words in public are mainly used by men in the youngest age group. An absolute majority of the respondents (almost 98 per cent) failed to identify a single word which is not used in the meaning characteristic of spoken language.
Similar research should prompt lexicographers that they should consider the amount of spoken lexis to be included in the future Dictionary of Standard Lithuanian (Bendrinės lietuvių kalbos žodynas) and how to fill in the gap of actual use in Lithuanian lexicography.
GIEDRIUS TAMAŠEVIČIUS
Lietuvių kalbos institutas P. Vileišio g. 5, LT-10308 Vilnius [email protected]
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