BENDRINĖ KALBA 93 (2020) h p://jou nals.lki.l /bend inekalba ISSN 2351-7204
ANELIKA GUIDÍEN
Lie u ių kalbos ins i u as
PRIEŠAS LIETUVI LEGABOS PALAVORNE
ESMINIAI ŽODŽIAI: p iešas, koncep as, ilius acinis sakinys, seman ika, Lie u ių kalbos žodynas.
ANOTACIA O obje i o des e es udo com base ilius acinais ases discu i PRIEŠO
agmen o do concei o, ixojamo em Li uânia linguagem ocabulá io ( LKŽe).
In es ima mos oué, que inimšas LKŽe p incipalmen e é ned ougiška, ag edisa ou a país ka iuomenė,
cujas ações a acadas (ou za ul as) em elação ao país são es e eo ipinhas. Besiginanças do inimigo
país ações em gue ejaujando ambém são bas an e nuspėjami e es e eo ipinhas. Ra amen e, alando
sob e besiginança do inimigo país, LKŽe ilius aciniuose sakiniuose į a dijama Lie u a (a lie u iai).
Konk e us Lie u os (a lie u ių) inimšas ambém LKŽe o nec uas ilius aciniuose sakiniuose
in oduzijamas mui o a amen e.
Con aas LKŽe ilius aciniuose sakiniuose ambém pode se : não amigá elmen e nosi ei ado homem
ou animal; aquilo que az mal, p ejudica a pessoa ou a abs akção de enômeno, a conc e o obje o; con á ios
įsi ikinimų žmogus a žmonės i as, kas ką sme kia, laiko žalingu, blogu.
INTADINS NOTABES
Tapa idade pe cebe-se en a izando exclusi idade, e es e pode se associado com a i ibojimo de
ou os ou a é con a iingum. Umbe o Eco no li o Suku i p iešą e ou os p oginhos abalhos
a i ma: Tu ė i p iešą é impo an e não pa a que de inhássemos a nossa iden idade, mas ambém
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pa a que adqui íssemos kliū į, com a qual pudéssemos sulygin i o nosso sis ema de al ybių e com
ela susi ėmę mos a a sua alo ę. Po an o quando não exis e um inimigo ele de e se c iado (Eco
2011: 11). Segundo U. Eco, os inimigos são di e en es do que nós e agem segundo cos umes que não
são nossos; os inimigos de em se bjau us, po que o belžis iden i ica-se com gė iu; os inimigos
semp e chei am; às ezes os inimigos pe cebido como di e en e e bjau us de ido a que são de
o igem in e io (Eco 2011: 1135). Falando sob e a immig ação ondas medo e dando I ália exemplo,
U. Eco ašo: „Viena e us, galime sa e a pažin i ik Ki o aki aizdoje i uo emiasi
onde omuno į aizdis é idealus edempção ožys pa a a sociedade, de con i ência e de cos umes
mes. Todėl pa e ę jį p iešu ku iame sa o p aga ą žemėje“ (Eco 2011: 35).
eg as. No en an o, p e e imos conside a aquela Ki á ino ensi a, pois ele não é o obje i o des e
1
es udo com base ilius acinais sen inhas discu i PRIEŠO agmen á do concei o, ixouojamo
Li u ians language dic iona y ( oliau LKŽ). A ipisnyje le an adas a e as: 1) discu i a de inição
de inimigo escla ecí eis dicioná ios de língua li uanas; 2) iden i ica e discu i possí eis inimigos,
seus a ibu os, ações, зафиксированных LKŽ ilius aciniuose sakiniuose. Me odos de pesquisa:
seman inas análises, in e p e acinis e desc i omasis. Nes e a igo não se põe a a e a de
2
desc e e PRIEŠO concei o da o alidade imagem, po ém p e ende econs ui aquele agmen o
de concei o, que é ixado LKŽ. Como a i ma Aloyzas Guda ičius (2011: 113), concep os em si mesmo
não é um obje o de leksinės semân ica. No en an o kalbo y os assun o é concei o kalbinė aiška.
Segundo Alano C useo (2014: 396), pag indinė unção da pala a é a i a concei o, com o qual ele é
associcijuado. Ronaldo
1
Tal obje o do a igo PRIEŠO concei oas escolhido não aciden almen e. Ac ualmen e esc e e-se á ios au o es
(Vesla os Čižik-P okaše os, Anželikos Gaidienės, Au elijos G i ėnienės, Danu ės Liu ke ičienės, Lo e os
Vaičiuly ės-Semėnienės) cole i ė es udio mokslo Lie u os d augai i p iešai 19222022 m.: seman iniai i s uk ū iniai
pokyčiai, na qual e elam-se as in es igações de pala as de iden idade escolhidas (d augas, p iešiai, Rusija, Vokie ija
i k .) seman iniai i s uk ū iniai pokyčiai, jų p iežas ys.
2
O concei o nes e abalho en ende-se como unidade de conhecimen o es u u ado de pessoa e sociedade,
acumulando complexos conhecimen os sob e uma ce a coisa, eiškinį, eiksmą ou k ., elacionado com
ca ego iza im e concep ualiza im do mundo. O con eúdo e es u u a do Koncep o pode a ia dependendo do
2016: 15).
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mundo ce canço (Gaidienė doi.o g/10.35321/bkalba.2020.93.12
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Langacke (1987: 56) a gumen ando, as pala as são concep ualiųjų es u u as de
conhecimen os p ieigos aškai. Zinaida Popo a e Josi as S e ninas (2007: 79) ambém a i mam
que kalbinė nominacija cha e, ab iu-se ao homem koncep ą como unidade de pensamen o,
pe mi indo ope á-lo no p ocesso de pensamen o. Assim, pode-se a i ma que cada nominação
sepa ada e le e apenas ce os a ibu os do concei o, i.e., e le e um ce o agmen ão do
concei o (Guda ičius 2009: 51). Segundo Liublino e noling is os, a pe cepção con ida numa pala a,
que ab ange um ce o concei o, de e se emulsi icada a pa i de á ias on es da língua, e
pos e io men e di idida po es ilos e espécies, empo e espaço (Sme onienė e k . 2019: 12).
pasaulio aizdo p o iliais, o jų ap ašymas leidžia su o muluo i isapusišką dalyko aizdą
Gau os cons i uomosios pa es são chamadas (Sme onienė e k . 2019: 12). Ad oga-se a opinião de
que [A]nalizando dados lexynos é possí el econs ui leksikog a inį isão do mundo alboje
(Ru ko ska e k . 2017: 31), e odo-comple e imagem do sujei o p ecisa o ma di e en es ipos
de dados não só sis emá icos (leksikog a inių), mas e anke inių, eks inių analizes ( o mais sob e isso e . Sme onienė e k .
2019: 12–16).
Usa LKŽ como ex ínio não é coisa no a. Uma das p imei as sob e o a o de que LKŽ é um
undamen al ex o da cul u a li uânica, que é necessá io le e pesquisa , esc e e Vik o ija
Daujo y ėPake ienė (2002: 34). LKŽ é especial no que diz espei o a que y a ansli ou da esc i a
klasikos <...>“ (Daujo y ė-Pake ienė 2002: 36). Šis žodynas unikalus i uo, kad jam būdingas
li uana, uma g ande pa e his o iškumas e ma e ial a minês gausa, po an o seu, como on e,
pesquisas podem ajuda pe leksiką econs ui agmen os do mundialė aizdžio dos li uanos
a é XXI a. LKŽ é impo an e e uma on e in e essan e, já incluído no abalho de pesquisa
cien í ica: Kadi e as poli i elne iksuis Russiais (Kadaba s 2010), paskuskus (Zaba s 2012),
žodyne iksuo ą Adalbe o Bezzenbe ge io medžiagą, ap ašy os ma ios, pama ys i pama iškis
iz e i še mė (G i ėnienė) , 2016 že meni (G i ėnienė 2017), 2019 (G i ėdienė 2020).
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O ma e ial in es igado pa a es e a igo é cole ado da e são ele ônica do dicioná io,
ab angendo odos os omus do dicioná io (h p: www.lkŽe). A likus de alląją paešką as a pe
450 ilius acinių sakinių, nos quais pa a o a leksema inimšas. 90 po cen o dos LKŽe as os
3
sakinių cons i uem sakiniai, exc i os a pa i de á ias on es esc i as e manusc ip as: de
esc i o es conc e os, de igu as cul u ais e e c. esc i as (p.ex., Mai onio, Salomėjos Nė ies,
Pe o C i kos, Jus ino Ma cinke ičius, Vinco K ė ės-K eke ičius, Vinco Mykolaičio-Pu ino,
Žemai ės, Ie os Simonai y ės, Vienano Baluolio, Jono Jablons, Juozo Jučik An onio) encon ados
em sakiniai, ambém em encopedias, pala as, ch oma os e esc i os em sakiniai ( ši a = ains) e
sakiniai (spa a = sakinis) e sakiniai. Apenas sob e 10 pe cen os LKŽe encon os sakinių, nos quais
pa a o a leksema inimšas, cons i ui sakiniai, ansc i i do i oosios língua. Dado maio pa e
das as as sakinių cons i ui de á ios esc i os, imp ensa expo ida sakiniai, é impo an e
lemb a que LKŽ no pe íodo so ié ico neiš engė (sa i)censū os e ideológico kišimosi em
ocabulá io con inio (plčiau sob e isso e G i ėnienė 2020: 4243 e k .) e só nuo XVI nebeliko
(Zaba skai ė 2010: 128). No en an o, como a i ma Vy au as Vi kauskas (2002: 11), e (sei)censū os
omo žodyne sumažėjo ideologinės medžiagos, o po nep iklausomybės a kū imo jos isai
pe íodo mokslui o am mais impo an es a mių e elųjų ex os ac a, i sakiniai, yškinę
nau os gy enimą, mąs ymą.
Nag inėjando PRIEŠO concei o a de e ia menciona que do pon o de is a linguís ico ele
i ado pouco. Gana amplamen e es e concei o discu ido po Vik o ijas Maka o as (2014)
a igo, no qual ap esen am os esul ados da análise compa amó ia do concei o de cul u a
li uãos PRIEŠAS e usas concei o de cul u a ВРАГ. A pesquisa oi ealizada com base em 100
(lie u ių kalbos i usų kalbos eks ynų). P iei a p ie okių iš adų: 1) as pa s subjek as lie u ių
exemplos a pa i publicis ikos discu so nau os sąmonėje pode se amigo e i s i inimšu; 2) aos li uanos inimigos são polkų a olanças
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DRAUGO concei o à publicis ikoje esc e e Lo e a Vaičiuly ė-Semėnienė (2020 Sob e).
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g upo ės e bolše ikai; 3) a cul u a li a ians não pe mi e albančiajam kabin i inimšo e ike ės
(‘Х é p iešas), mas isso pode se ei o š elnesne o ma, po exemplo, pasi elkian
kons ukciją ‘Х-o p iešas; 4) lie u is pode desc e e as ações do inimigo neu almen e, sem cono ações nega i as
(Maka o a 2014: 191).
Falando sob e PRIEŠO concei o com an opologia, his ó ia, iloso ia, e nologia e k . pasaky ina,
que aqui mais g ildenamos sa as e ou o (s enimas) oposições (plg. Sa oniakai ė 2014), onde
ou o (s enimu) pode se não só exiliškinami ca ac e ís icas de nacionalidades, mas e ou o
(s enimas) pode se pe cebido como inimšas. O ilóso o Leonidas Donskis (1997) é conside s ęs
sob e inimus da cul u a massi a.
1. PRIEŠO APIPRŽTIS AIŠKINAMUOSIUOSE VODYNUOSE
Aiškinamuosios dicioná ios de língua li uanas LKŽe, Daba inės lie u ių kalbos žodyne
(DŽ7i) e Bend inės lie u ių kalbos žodyne (BŽ) a pala a p iešas signi icações núme o
a ijuja (ž . 1 abelę).
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1 LENTEL. inimigos do e mo em dicioná ios da língua li uana 1.
LKŽe4:
DŽ7i:
não-amis osamen e na i ado, desejando pic a 1. que lu a po
de alguma coisa não gos a, não econhece 5. quem de alguma
in e esses con á ios 2. não-amis osos, in adidos do país 2.
não-amis osamen e na i ado, inclinando pa a ou o homem
coisa, sme indo, 5. udo que az dano, não ag ada 6. bandido,
exé ci o é mau homem 4. isso que p ejudica, az dano 4. quem
maland o, 7. inimigo 9. quem de inimigos, não acei a (Banda 5?) 5.
homem con a 3. exé ci o, com qual 5. con icções, com qual 5.
8. p iešp ieša, p iešybė
1. žmogus, ku is ned augiškai nusi eikęs, linki ki am žmogui bloga, jo nekenčia
4
LKŽe ap esen ado a pala a inimšas é homonima. Nes e caso ak ualus inimšas, ma cado p immu
homonimo nume iu.
5
Po pala a inimšas Lexicog a ico a igo inal de edagação signi icações o mulação e núme o pode
kei is.
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Dos signi icados ap esen ados ê-se que DŽ7i e BŽ manusc i o ixados signi icados inimigo
de inidos semelhan e, só di e em o dem de sua ap esen ação, plg. p imei a e segunda
de inição: 1. que lu am po in e esses con li an es DŽ7i e 1. žmogus, que não amigabilmen e
nosi ei ęs, linki ou o homem é mau, seu ódčia BŽ ( ank aš is); 2. desamis ogiamen e dei aês,
saudindo a ou o mau homem DŽ7i e 2. p óxingos con icções homem BŽ ( ank aš is). LKŽe
ad e sas em no e signi icados, cinco delas coincide com DŽ7i e BŽ manusc i o LKŽe
už iksuo omis eikšmėmis, plg. 1 len elėje pa eik as 1–5 LKŽe eikšmes. Pasku inės ke u ios
signi icados (69) são speci ines e ixouojamas só nes e diccioná io. Apibend inando pode-se
alega que nos mencionados diccioná ios explica i os, os inimigos de inidos como não-amigá el,
mal inclinado homem (p. ex.: Po ginčo eles se o na am inimigos LKŽe), os inimigos são con a as
con icções homem (p. ex.: Liaudies p iešas LKŽe; Idėjinis p iešas BŽ), os inimigos país e
ka iuomenė, com a qual a gue a (p. ex.: Liauzhi a mu [nugalė i] BŽ), é aquele que (suje o,
adinasi, i o) não lhe dá pa e, (p. ex.: Šal is sodis on is LKŽe).
Rūkymo p iešas LKŽe) i p iešas y a ai (objek as, adinasi, negy as), kas da o žalą, kenkia
Pasižiū ėkime, koks PRIEŠO koncep o agmen as iksuojamas LKŽe ilius aciniuose
sakiniuose quem é aquele inimšas, quais os seus sinais, ações exlyškinam como mais impo an es.
2. PRIEŠAS LIETUVI KALBOS VOZYNO ILUSTRACINIUOSE SAKINIUOSE
2.1. Enemy A acan e país a a miesė
Maio iausia LKŽe ilius acinių sakinių pa e cons i uem ais sakiniai, nos quais ixsujada ko a
com inimšu ned augiška, in adiuusa ou a país ka iuomene. Tokių sakinių abundância lemb a do
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an igo susiklosčiusi bū inybė de in i seus e i ó ios, e ex e nes inimų, que, a ody ų,
semp e es ão p epa asă pa a a aca , plg. U. Eco no li o desc i o acon ecimen o: Kadaise
Niujo ke e e que di igi áxi, que conduzia homem com di iculdade deci ujamu nome. Ele
explicou se paquis ane e. Paklusė, de onde im, espondi de I ália. <...>. Galinamen e pe gun ou,
quem são nossos inimigos. Me pe gun ei: A sip ašau?, paci amen e explicino que ėjęs descob i ,
com quais nações desde amžių wa iaujame po causa de e i ó ios, e ninês odian os,
pe manen es on ei as paxeidinamen os e semelhan es. Respondi que com ninguém não lu a a
com ninguém. […]...> Ele icou insa is ei o (Eco 2011 10). Assim nau ai e inimões, com os quais
podem gue ea , apa ece, é impo an e. LKŽe cap ados em saká ios ka iuomenė a iscleidia po
ealizadas ações e mui as ezes não es á cla o, a que conc e amen e paísia menciona ka iuomenė pe ence. Também mui as ezes
neį a dy a, kas y a „mes“, ka iaujan ys, – Lie u a a ki a šalis.
2.2. Ações de milícias do país a acan e em gue ajando
Em elação às ações do inimigo ka iuomenê do país a acan e pode cons a a -se que LKŽe
ilius aciniai sakiniai e le e o es e eo ipiný compo amen o: a) os inimigos de início
p epa am-se, exemplo: cons uem ma inha, acumulia o ças, exemplo. : oponas ago a no amen e
pas a ė didelį lai yną i engiasi iškel i ka iuomenę į mūsų žemę J. Balč
6
(ž. kel i). P iešai
jėgas aukia š (ž. auk i);
b) o ganiza uma in asão, po exemplo, ap ina inimą, o en ol e, exemplo. :O inimigo descob iu seu
local de acampacla amen o š (ž. s o ykla imas). A é os habi an es escka o, os inimigos já spėjo
oda a cidade ap em i š (ž. apoia ). I ap upo inimigos eles a cos de ogo E. Miež (ž. a cas). Os
inimigos que iam de epen e nos aclup i š (ž. klup i); c) começa in asão, po exemplo,
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Ab e iimai como LKŽe.
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in asi e gia, įsib auna, p asisk e bia pa a uma cidade, pilį ou e c., exemplo. :En ai odo pašėlimu
puolė mies ą š (ž. šėlimas). Gina suas e as e pessoas do inimų in asi e žimų š (ž. e žimas).
Įg io ę sieną, inimai įsi e žė pilin Š (ž. g iau i). Os ad e sá ios e žėsi de ês pães NdŽ (ž. e ž i).
Įsib o ė p iešas, suliepsnojo ka as S. Nė (ž. įb au i, liepsno i). Con aai kyliu in adimušda am em
cidade š (ž. muš i). En isisiau ėjo įni ingas ba alhais. An esas žū bū no ėjo p asisk e b i
7
a gal V. Myk-Pu (ž. siau ė i) P iešo sk e bimasis em p o undidade do país p omadino esc i o es
Li uãos em ko ą š (ž. sk e bimas); (ž. a aca ). oponas a siuda DŽ1 (ž. dispa a ). oponas sem
d) šaudo (iš pa ankų, kulkos aidžių i pan.), p z.: P iešas a aka o mūsų pozicijas š
palio os dispa a a de pa ankos š (ž. pa anka). Con aai laidė de s ilksnių milha esčius akmenų
M. Valanč (ž. s ilksnė). Enemai em nós kulkos aidžiu pažė ė š (ž. že i). Os inimigos começa am
blec i (dispa a ) de šau u ų š (ž. blek i). Dois dias e duas noi es queima lepsnoyo inimigo
o ku as e a em in e no E. Miež (ž. p aga as); quan o dele cingis a, quan o desg a ado! J. Jan
e) aukiasi, p alaimi, p z.: P iešas jau links a, aukiasi, myš a
8
... Kiek jo sugau a,
(ž. miš i). De ido à si uação des an agem inimigos pe de am š
(ž. a o ankumas); ) mo ūs a, p z. : Bangų juodoj p aga mėj não um inimšas mo eu š (ž.
p aga mė). Finalmen e g) za aldo (o įsib auna in o) k aš ą (es a ybę), aqui es abelece,
p iešas užsp ingo pa s sa o k auju, ne ekęs šim ų ka ei ių i daugybės echnikos š (ž. sp ing i).
например., P iešai za aldė nosso k aš ą š (ž. aldy i). No mesmo seu es ado meio deie, seu,
pode-se dize , ši dyje, inimšas sukasi sau lizdą š (ž. suk i). S e imame k aš e p iešas elgiasi
šiu kščiai siau ėja, niokoja, queima casas, ma a pessoas, i a seus pão, p z. :Os inimigos po
nossa k aš ą dūko š (ž. dūk i). Os inimigos siaučioio nosso k aš e DŽ (ž. siaučio i). Os inimigos
e ioja nossos casas, massu doja pessoas, a ima Es a pala a em a o og a ia mudada
9
žū bū .
7
8
k ik i, i i LKŽe.
9
ma a LKŽe.
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Beždžionių, melių, pelėnų inimai ou os animais, p z. : Dos beijonhões melho es olia egês
pa ianai: plyname a lauke seu pikčiausia inimą leopa d com ela no abdi apenas não pa a
quilôme o š (ž. olia egis). No abe o, que pelês e pelênai em soduas ab igam-se
pe manen emen e, ep oduisiam nepap as ai apčiai, pois mui o изреėjo o maio deles néšas
pelėdos sp (ž. e ė i). Ž ė ies p iešas homem, p z. : Ž ė is um con a uma se encon a com
neapkenčiamiausiu seu inimšu žmogumi sp (ž. neapkenčiamas).
2.5. Enemigo aquilo que az mal, p ejudica
Kai ku iuose LKŽe ilius aciniuose sakiniuose iksuojamas žmogaus (žmonių) p iešas
abs ac us eiškinys ou conc e us (negy as) assun o, mui o nepalankus, da ando danos,
pe kian is, po exemplo, des ino empo e dis ância, eal o és conhecimen o, exagimamen o,
menas, ca izmas, p aze , deg inė. Plg. : Des ino, e e ninas minhas inimigas, não que ia
p opo ciona -me aquela elicidade J. Balč (ž. eik i). O empo e a dis ância são elações de
pessoas inimigas (ž. elações). F aco conhecimen o da ealidade o mais malčiais ad e sá ios dos
išpuikimas š (ž. kū ybiškumas). Ne iesakalbingumas
15
– didžiausias p iešas, kenkėjas pačiam
esc i o es š (ž. conhecimen o). Kū ybiškumo p iešas ne iesakalbiui š (ž. iesakalbingumas).
Ca ism was mi inis liaudies p iešas (so .) š (ž. mi inis). Minhas a mas apon a con a o
p incipal inimá con a animaiska, consumido iška e, desg aça, pode oso p incipio: ida p aze J.
Ma cin (ž. a o ojiškas). Seu maio inimšas deg inė DŽ (ž. inimšas).
LKŽe apa ece sakinių, nos quais menção de um enómeno abs a o (p z.,
ciência, p og essos e k .) ou conc e e a (negy o) sujei o (p z., sodų, a ião)
inimšas pa i šu iniškumas, nacionalismo, bu oc a izmas, šal is, aplazamen o, например. :
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Jusakalbingumas e dade de con e sação LKŽe.
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Pa i šu iniškumas é mokslo p iešas sp (ž. pa i šu iniškumas). O nacionalismo é bu oc a ismo
ma ksizmo p iešas (so .) sp (ž. p iešas). Vienas žiau iausių mūsų pažangos p iešų y a
š (ž. inimšas). Šal is mais impo an e sodos inimšas š (ž. inimšas). Nos ânsi os
se en ionais, os a iões que oa am an e io men e encon u a am com pe igino inimšu apledėjimu sp (ž.
congelamen o).
2.6. An igo homem ou pessoas de con á ias con icções
LKŽe encon a á ios sakiniai, nos quais pa o no ado o e mo liaudies inimšas. Reco da-se que
liaudies nep išas so ie inėje e minijoje pessoa, lu ando com o so ie ų pode ou pelo menos
abe amen ei ela nep i a ian e, mui as ezes só po isso acusado VLE. Liaudies inimai, com base
16
LKŽe o quis ados exemplosis, p ocu ou isjuodi , disc edi ua , e o pa ido eles (liaudies inimus)
iuškino e e c., exemplo. : Liaudies inimigos p ocu a am isca odi , desac edi a os melho es
17
daquela nação (so .) sp (ž. mi inas). Paša em de coope ação eilių odas gobšias isuomenės
a ma as bei liaudies p iešus (so .) sp (ž. gobšus).
klasikinio palikimo a s o us (so .) š (ž. juodin i). Pa ija su iuškino mi inus liaudies p iešus
LKŽe é зафиксирована примеров, nos quais menciona comuns inimšas, например. : Iki e oliuciniais
anos pa ido dos bolshe iki já cê de odas as nacionalidades ussas pessoas de abalho em comum
lu a con a comum inimá sp (ž. iki e oliucinis). Longos op essões anos uni am as nossas nações em
e oina comba i os con a a comum inimá koho ą š (ž. koho a). nešdinė i). Agen es O dino,
Randama i okių pa yzdžių: Bažnyčios p iešai p anešdinėjo popiežys ei galą Gmž (ž.
papiežiaus e impe a o iaus apoiados, Occiden as na Eu opa p ega am, que a Li uânia aindabesan i
pagoniška, que li u iai esą ik i sa acênai e c is ianidade inimai e . . š (ž.
16
Plačiau s . h ps://www. le.l /s aipsnis/liaudies-p iesas/.
17
Tu ima em men e pa ido comunis as.
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sa acėnai). Naqueles empos, six ando esc e inhos em Va pą, usá amos o mais a iados
apelidos, pa a que os inimigos pensassem, que os esc i o es bu ys são o maio P (ž .
slapy a dė). Pa eik i sakiniai e lindi LKŽe (sa i)censū ą sob e alguns inimos, que nãoi iam
o iciais ideologiais con icções, so ie mečiu e a pe iginga (ou neleis a) ala . Fo necidos
exemplos (especialmen e dois p imei os) e le em da época p ime amus con icções ideológicas.
2.7. oponen e quem o condena, conside a p ejudicial, mau Zodyno ex o encon a
alguns ilius aciniai sakiniai, nos quais se ala sob e o que é isokių piniginių
sme kiama, laikoma žalingu, blogu, pa yzdžiui, piniginiai žaidimai, ūkymas. Plg.: Aš esu
žaidimų p iešas š (ž. moniginis). Rūkymo inimšas DŽ (ž. inimšas).
2.8. P eço e amigo con ap eço
Como sepa adas pog upis nes e a igo dis ingui ais LKŽV зафиксировать sakiniai, nos quais
aki aizdi inimšo e d augo p iešp ieša. Tokių sakinių dicodyne são não poucos. Pensamen o em
con aopos os e sua abundância glūdi nas mesmas o igens da c iação do mundo, quando ao
mundo oi olhada como a em dois opos os pólos, opos os p imos unico ê (Vėlius 1983: 10).
Exemplos con ap iešos podem da mais de um, plg.: e a e céus, ida e mo e, meilė e
odikan a, amigo e inimigas e . . (mais ê. E many ė 2003, 2015). Pa ece ia que es es pólos
opos os es ão dis an es um do ou o, po ém, como mos a a ida, assim não é. Falando sob e
inimigo e amigo con ap iešá con ei á el, que inimigo e amigo elação, ou pode muda de a i ude
p iklausomai nuo į ai ių aplinkybių ( iek idinių, iek išo inių), gali pasikeis i akimi ksniu
em amizade a aliação. Is o e indica LKŽe encon ada ase, no qual зафиксировано, que só o
empo pode mos a , que os sujei os são um em elação ao ou o inimigos ou amigos, plg. : Se
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nós somos amigos, ou inimigos, o u u o em ainda mos a , okie i V. K ė (ž.
pa ody i).
Tais casos, quando se quise en a iza o sujei o inde inėž um, es animidade ou indi e ingidade
em elação a ele, p epa am-se inimigo e amigo oposição como comple amen e opos os concei os:
Jus iça, G ė ė não é inimigas, mas ambém não amiga à Ka alienei, ela es anha, ão es anha,
como e p imei o dia após Viliaus ed Simon (ž. s e imas).
Também LKŽe encon a sakinių, nos quais mencionado sujei o, ou o a ex-ex-amigo, acilmen e
pode i s i inimšu ou simplesmen e cambiis i dele, como (ne)amigo, a adação: Ge iausiąjį sa o
bičiulį pessoas из anda pikčiausiu inimšu J. Jabl (ž. 1 as i). Se nãopano ou ou i -me bom, como
amigo, eu o o ça ei como pode inimšas! V. K ė (ž. a u). g um is não só com inimigos, mas
Gindamas sa o nuomonę, šeimą, eises, ko odamas dėl išlikimo i pan., subjek as gali
ambém com amigos: Visą amžių besig umdamas com inimigos e amigos, eu mesmo pao gau e
ou os es a ginau V. K ė (ž. a gin i). O que meu ankoj, é meu, embo a isso osse não inimigo,
mas amigo kala ijas V. K ė (ž. anka). P iešo e amigo oposição a ixada e em di ados de li uãos
liaudies, dados em LKŽe: Amigui meilę kaisčią, inimigo kie ą ūs į ob igalai a le a šio em seu co ação
š (ž. kie as). O pequeno-almoço sua ize ocê mesmo, o almoço apa e com um amigo, e a
espe inha en egue ao inimigo š (ž. algy i). Skolindando amigo, en egando inimšas TŽIII375 (ž.
skolin i). Quail amigo do que inimá pe igoso TŽV600 (ž. k ailas).
IŠVADOS
Išanaliza us sob e 450 LKŽe ilius acinių sakinių, nos quais pa a o a leksema p iešas,
compêlioja al agmen o do concei o PRIEŠO.
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Inimigo LKŽe é p incipalmen e ned ougiška, in adiu ou a (mui as ezes não nomeada) país
ka iuomenė, cujas ações em elação ao país a acado (ou assal ado) são es e eo ipadas: em
p imei o luga p epa am-se comba es, mais a de o ganiza-se e começa-se a aque, e a omazga
do a aque é pe caimização, mo eis ou i ó ia (k aš o, conquis a do país). Às ezes LKŽe
ilius aciniuose sakiniuose pab ėžiama, kad p iešas y a na sus, a kaklus, jo pajėgos y a
maio es, e ginkluo é melho . Besiginanças da inimiga país ações em gue eja ambém são
bas an e nuspėjami e es e eo ipadas: p epa am-se comba e, começa-se a aque, a aque
a omazga é i ó ia, mo e ou ap ediação. Ra amen e, alando sob e besiginança do inimigo país,
LKŽe ilius aciniuose sakiniuose į a dijama Lie u a (a lie u iai). Konk e us Lie u os (o lie u ių)
inimšas ambém en a a ijamos mui o a amen e.
O inimigo ambém pode se não-amiga elmen e de disposição homem ou animal (pg.: ou o homem,
nação), aquilo que az dano, p ejudica a homem (pg.: empo, dis ância, exage o) ou a um
abs akção, a um obje o conc e o (pg.: pa supe icialu iniškumas ciência inimšas, šal is sodas
inimšas). O inimigo pode se e de con á ios c enças homem ou pessoas (pg.: liaudies inimšas,
ig exas inimšas). Também os inimigos são aquele que o condena, conside a p ejudicial, mau (pgs.:
ele é moniginių jogos, uma imo inimigas).
LKŽe ilius aciniuose sakiniuose aki aizdi inimigo e amigo oposição, e elação en e eles
pode muda acimi ksniu (p esso dependendo de in e nos e ex e nos eiksnių) ou pode
muda a abo dagem em amizade a a a imen o.
Kaip ma y i, LKŽe ilius aciniuose sakiniuose konk e us p iešas (ypač kalban apie
ou a país ka iuomenę) não há in oludijamas. Isso pode de e mina LKŽe (sa i)censu a, poli ico
co ek iškumas, não pe mi indo de ini cla amen e o inimigo. Além disso, a pala a ad e sas e
seman iicamen e, e emociamen e são o es, po an o al ez e i e-se ad e sa ad e i al o e
conc e amen e, ala sob e não nomeada, mas a odos conhecido o ad e sa é mais segu o.
Na u almen e, de e ia e em men e, que LKŽe ilius aciniai sakiniai são o necidos sem
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con ex o, e no mesmo on e (ou i o con o de homem) os inimigos podiam se in oduzidos, só
não menção em conc e o em LKŽe incluído no ilius aciniame sakinyje. A im de se possí el
conc e amen e undamen a es as conside ações, é p eciso esp ei a mais on es, po
exemplo, Daba inės lie u ių kalbos eks yno, anke ų duomenis e pan.
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Gau a 2020 12 05
P iim a 2020 12 30
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THE ENEMY IN THE DICTIONARY
OF THE LITHUANIAN LANGUAGE
Summa y
The goal o his s udy is o dissec , using illus a i e sen ences, he agmen o he
concep o ENEMY (Li h. PRIEŠAS) eco ded in he Dic iona y o he Li huanian Language
(LKŽe). The a icle has he ollowing objec i es: (1) discussing he de ini ions o enemy in
he mode n Li huanian hesau i, (2) iden i ying and discussing po en ial enemies, hei
a ibu es, ac ions eco ded in he illus a i e sen ences o he LKŽe. The s udy employed
hese me hods: seman ic analysis, in e p e a ion, and desc ip ion.
Thesau i ( he Dic iona y o he Li huanian Language (LKŽe), he Dic iona y o he
Mode n Li huanian Language (DŽ7i), and he Dic iona y o he S anda d Li huanian
Language (BŽ)) de ine enemy as an un iendly, ill-meaning pe son (e.g., ‘They became
enemies a e he dispu e’ (Li h. Po ginčo jie pasida ė p iešai, LKŽe)); an enemy is someone
wi h opposing belie s (e.g., ‘enemy o he people’ (Li h. Liaudies p iešas, LKŽe), ‘ideological
enemy’ (Li h. Idėjinis p iešas, BŽ)); an enemy is he opposing coun y and a my a wa (e.g.,
‘ epel [o e come] he enemy’ (Li h. P iešą a muš i [nugalė i], BŽ)); an enemy is someone who
dislikes some hing, conside s i ha m ul (e.g., ‘enemy o smoking’ (Li h. Rūkymo p iešas,
LKŽe)); an enemy is some hing ha causes damage o ha m as well (e.g., ‘cold is he ga den’s
enemy No 1 (Li h. Šal is – s a biausias sodų p iešas, LKŽe)).
Analysis o nea ly 450 illus a i e sen ences om he Dic iona y o he Li huanian
Language wi h he lexeme enemy (Li h. p iešas) has pieced oge he he agmen o he
concep o ENEMY as desc ibed below.
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Fi s and o emos , enemy in he LKŽe is de ined as an un iendly, assailing a my o ano he
(o en uniden i ied in he illus a i e sen ences o he LKŽe) coun y; i s ac ions wi h ega d o
he coun y ha is being (o has been) assaul ed a e s e eo ypical: i s i p epa es o comba ,
hen o ganises and launches an a ack, which culmina es in de ea , dea h, o LKŽe accen ua e
ic o y ( he occupa ion o he land o coun y). Some imes he illus a i e sen ences o he
ha he enemy is b a e, pe sis en , i s o ces a e la ge , weapons be e . The ac ions o he
coun y de ending i sel agains he enemy in wa a e also a he p edic able and s e eo ypical:
p epa a ion o comba , he launching o an a ack, which culmina es in ic o y, dea h, o
su ende . On a e occasions, he illus a i e sen ences o he illus a i e sen ences p esen ed
LKŽe e e o Li huania (o Li huanians) as a coun y de ending i sel agains an enemy. The
in he LKŽe con ain e y ew men ions o he speci ic enemy o Li huania (o Li huanians) as well.
In he illus a i e sen ences o he LKŽe, enemy can also be an un iendly pe son o animal
(e.g., ano he human being o na ion), ha wha causes damage o ha m o a human being (e.g.
ime, dis ance, a ogance) o an abs ac phenomenon, a speci ic objec (e.g., supe iciali y is
an enemy o science; cold is an enemy o he ga den). Enemy can also be a pe son o pe sons o
opposing belie s (e.g., an enemy o he people; an enemy o he chu ch). Fu he mo e, enemy is
he who condemns some hing, conside s i ha m ul o e il (e.g., he is an enemy o gambling o
money; an enemy o smoking). The illus a i e sen ences o he LKŽe ca y a clea -cu
opposi ion be ween enemy and iend; hei ela ionship can change in an ins an (depending on
in e nal and ex e nal ac o s), and so can he app oach o iendship. I is e iden ha he
illus a i e sen ences eco ded in he LKŽe do no men ion he speci ic enemy (especially
when i comes o he a my o ano he coun y). This can be he
p oduc o he LKŽe’s (sel -)censo ship, poli ical co ec ness ha p e en s any clea