de Ca alho, Ca los Hen ique Ribei o
Wo king Pape
Mo alidade no ânsi o, desen ol imen o econômico e
desigualdades egionais no B asil
Tex o pa a Discussão, No. 3081
P o ided in Coope a ion wi h:
Ins i u e o Applied Economic Resea ch (ipea), B asília
Sugges ed Ci a ion: de Ca alho, Ca los Hen ique Ribei o (2025) : Mo alidade no ânsi o,
desen ol imen o econômico e desigualdades egionais no B asil, Tex o pa a Discussão, No. 3081,
Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), B asília,
h ps://doi.o g/10.38116/ d3081-po
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3081
MORTALIDADE NO TRÂNSITO,
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E
DESIGUALDADES REGIONAIS NO BRASIL
CARLOS HENRIQUE RIBEIRO DE CARVALHOCARLOS HENRIQUE RIBEIRO DE CARVALHO
3081
B asília, e e ei o de 2025
MORTALIDADE NO TRÂNSITO,
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E
DESIGUALDADES REGIONAIS NO BRASIL
CARLOS HENRIQUE RIBEIRO DE CARVALHO1
1. Técnico de planejamen o e pesquisa na Di e o ia de Es udos e Polí icas Regionais,
U banas e Ambien ais do Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada (Di u /Ipea).
E-mail: [email p o ec ed].b .
Go e no Fede al
Minis é io do Planejamen o e O çamen o
Minis a Simone Nassa Tebe
Fundação pública inculada ao Minis é io do
Planejamen o e O çamen o, o Ipea o nece supo e
écnico e ins i ucional às ações go e namen ais –
possibili ando a o mulação de inúme as polí icas
públicas e p og amas de desen ol imen o b asilei-
os – e disponibiliza, pa a a sociedade, pesquisas
e es udos ealizados po seus écnicos.
P esiden a
LUCIANA MENDES SANTOS SERVO
Di e o de Desen ol imen o Ins i ucional
FERNANDO GAIGER SILVEIRA
Di e o a de Es udos e Polí icas do Es ado,
das Ins i uições e da Democ acia
LUSENI MARIA CORDEIRO DE AQUINO
Di e o de Es udos e Polí icas Mac oeconômicas
CLÁUDIO ROBERTO AMITRANO
Di e o de Es udos e Polí icas Regionais,
U banas e Ambien ais
ARISTIDES MONTEIRO NETO
Di e o a de Es udos e Polí icas Se o iais,
de Ino ação, Regulação e In aes u u a
FERNANDA DE NEGRI
Di e o de Es udos e Polí icas Sociais
RAFAEL GUERREIRO OSÓRIO
Di e o a de Es udos In e nacionais
KEITI DA ROCHA GOMES
Che e de Gabine e
ALEXANDRE DOS SANTOS CUNHA
Coo denado a-Ge al de Imp ensa e
Comunicação Social
GISELE AMARAL DE SOUZA
Ou ido ia: h ps://www.ipea.go .b /ou ido ia
URL: h ps://www.ipea.go .b
Tex o pa a
Discussão
Publicação se iada que di ulga esul ados de es udos e pesquisas
em
desen ol imen o pelo Ipea com o obje i o de omen a o deba e
e
o e ece subsídios à o mulação e a aliação de polí icas públicas.
© Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2025
Ca alho, Ca los Hen ique Ribei o de
Mo alidade no ânsi o, desen ol imen o econômico e
desigualdades egionais no B asil / Ca los Hen ique Ribei o de
Ca alho. – B asília, DF: Ipea, 2025.
32 p. : il., g á s., mapas. – (Tex o pa a Discussão ; n. 3081).
Inclui Bibliog a ia.
ISSN 1415-4765
1. Mo alidade no T ânsi o. 2. Aciden es de T ânsi o. 3. Segu ança
Rodo iá ia. I. Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada. II. Tí ulo.
CDD 363.125
Ficha ca alog á ica elabo ada po Elizabe h Fe ei a da Sil a CRB-7/6844.
Como ci a :
CARVALHO, Ca los Hen ique Ribei o de. Mo alidade no ânsi o,
desen ol imen o econômico e desigualdades egionais no B a-
sil. B asília, DF: Ipea, e . 2025. 32 p. : il. (Tex o pa a Discussão, n.
3081). DOI: h ps://dx.doi.o g/10.38116/ d3081-po
JEL: R41.
DOI: h ps://dx.doi.o g/10.38116/ d3081-po
As publicações do Ipea es ão disponí eis pa a download g a ui o
nos o ma os PDF ( odas) e ePUB (li os e pe iódicos).
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As opiniões emi idas nes a publicação são de exclusi a e in ei a
esponsabilidade dos au o es, não exp imindo, necessa iamen e, o
pon o de is a do Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada ou do
Minis é io do Planejamen o e O çamen o.
É pe mi ida a ep odução des e ex o e dos dados nele con idos, desde
que ci ada a on e. Rep oduções pa a ins come ciais são p oibidas.
SUMÁRIO
SINOPSE
ABSTRACT
1 INTRODUÇÃO ..........................................................................6
2 METODOLOGIA .......................................................................7
3 CRISE ECONÔMICA E MORTALIDADE
NO TRÂNSITO: CAUSALIDADE TEMPORAL ......................13
4 CARACTERÍSTICAS SOCIOECONÔMICAS
DOS ESTADOS E VARIAÇÕES REGIONAIS
DA MORTALIDADE NO TRÂNSITO .....................................16
4.1 Reg essões po modo de anspo e ...................................... 25
5 CONCLUSÕES........................................................................29
REFERÊNCIAS ..........................................................................30
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR .........................................32
SINOPSE
Es e abalho em como obje i o es uda a iá eis socioeconômicas elacionadas às axas
de mo alidade po aciden es de ânsi o no B asil, in es igando o e ei o do desen ol imen o
econômico e os a o es impo an es que explicam a di e enciação das mo es no ânsi o
en e os es ados b asilei os. Obse ou-se que um maio pe cen ual de mo ocicle as aumen a
mui o a mo alidade nos es ados. Na di eção opos a, o aumen o do e e i o policial e da
população eduz essa axa nos es ados b asilei os. O aumen o do endimen o ambém em
um e ei o no c escimen o das mo es, embo a, nos es ados mais icos, esse e ei o seja o
opos o. Nos es ados mais pob es, as melho ias nas es adas êm um impac o ascenden e
na axa de mo alidade, de ido ao a ual mau es ado de conse ação das ias, o que eduz
a ene gia dos aciden es e, consequen emen e, das mo es no ânsi o.
Pala as-cha e: mo alidade no ânsi o; aciden es de ânsi o; segu ança odo iá ia.
ABSTRACT
This wo k aims o s udy socioeconomic a iables ela ed o mo ali y a es om a ic
acciden s in B azil, in es iga ing he e ec o economic de elopmen and impo an ac-
o s ha explain he di e en ia ion o a ic dea hs be ween B azilian s a es. I was obse -
ed ha a highe pe cen age o mo o cycles g ea ly inc eases mo ali y in he s a es.
In he opposi e di ec ion, an inc ease in police o ce and a la ge popula ion educes
his a e in B azilian s a es. Inc easing income also has an e ec on inc easing dea hs,
al hough in iche s a es his e ec is opposi e. In he poo es s a es, oad imp o e-
men s ha e an upwa d impac on he mo ali y a e, due o he cu en poo s a e o oad
conse a ion, which educes he ene gy o acciden s and consequen ly a ic dea hs.
Keywo ds: a ic mo ali y; ansi acciden s; oad sa e y.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3081
1 INTRODUÇÃO
Con o me dados do Minis é io da Saúde, mo e am po ano no B asil uma média de 40 mil
pessoas í imas de sinis os po anspo e e es e (STT) na úl ima década (2010 a 2019),
e mais de 300 mil pessoas so e am lesões g a es anualmen e (Ca alho e Guedes, 2023).
Além do o e impac o emocional e inancei o pa a as amílias das í imas, os sinis os de
ânsi o ge am cus os eno mes pa a a sociedade em e mos de pe da de p odução, danos
ma e iais e al as despesas com hospi al, p e idência e p é-a endimen o. Esses núme os
mos am a necessidade de implemen ação de polí icas públicas consis en es e pe manen-
es ol adas pa a a edução e a mi igação da mo alidade nos segmen os de anspo es
e es es, o que demanda melho en endimen o sob e esse enômeno (Ipea, 2006; 2015).1
No B asil, hou e queda da axa de mo alidade po STT, desde o ano de 2014, em
ce ca de 30% (ap oximadamen e 21 mo es/100 mil habi an es anualmen e pa a ce ca
de 15 mo es/100 mil habi an es em 2020). Esse pe íodo de queda da axa de mo a-
lidade coincidiu com o pe íodo de in ensa c ise que a ingiu a economia b asilei a a é
o inal da década, quando se iniciou ambém a c ise sani á ia da co id-19 (Ca alho
e Guedes, 2023; Bas os e al., 2020). Po mais que enha oco ido a implemen ação
de polí icas mi iga ó ias da mo alidade no ânsi o na década passada, a ques ão
colocada é se a edução da axa de mo alidade e i icada es e e associada à c ise
econômica es abelecida desde 2014. Se assim o , cabe á aos go e nos a in ensi ica-
ção dos in es imen os em polí icas de edução da mo alidade no ânsi o quando se
obse a o início da ecupe ação econômica do país a im de e i a a ele ação ápida
da axa de mo alidade no ânsi o.
Em á ios países desen ol idos, obse ou-se esse e ei o de edução do olume de
á ego e, de modo p opo cional, das mo es, em especial du an e o pe íodo de comba e
à co id-19. A O ganização Mundial da Saúde (OMS), po exemplo, e i icou queda de
13% no olume de á ego no ano de 2020 em dezesse e países com base em dados
consis en es com co esponden e queda das mo es no ânsi o de 16% em elação à
baseline do pe íodo 2017-2019 (WHO, 2023). As e idências mos am que esse e ei o
ambém oco eu no B asil nos pe íodos de c ise econômica (2014-2020) e sani á ia
(2020-2022).
Ou o pon o impo an e pa a in es igação da mo alidade no ânsi o do país são
as a iações de mo alidade obse adas en e os es ados b asilei os. Há uma as a
bibliog a ia des acando as p incipais medidas que con ibuem pa a a edução dos
1. Disponí el em: h p:// abne .da asus.go .b /cgi/de oh m.exe?sim/cn /ex 10u .de . Acesso em: ma . 2024.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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sinis os de ânsi o, bem como os a o es que podem acili a a oco ência desses
e en os ágicos. Assim, pode-se a i ma que polí icas públicas ol adas pa a educa
-
ção, iscalização e legislação são impo an es pa a edução dos aciden es. Há ambém
a o es ligados às condições das ias e dos eículos, à es u u a socioeconômica da
população e ao compo amen o dos mo o is as e dos pedes es que podem impac a
os núme os de mo es (WHO, 2023; Lima e al., 2008; Chagas, 2011).
Esses a o es e os esul ados das polí icas públicas podem a ia bas an e de
es ado pa a es ado, o que se e le e nas di e en es axas de mo alidade obse adas
en e as unidades ede a i as (UF). A in es igação sob e as di e enças egionais e
suas co elações com a mo alidade no ânsi o pode ajuda no desenho de polí icas
especí icas pa a edução da mo alidade nos es ados.
Assim, es e abalho em po obje i o es uda a iá eis socioeconômicas elacio-
nadas com as axas de mo alidades po STT no B asil, in es igando a causalidade
empo al dos indicado es de desen ol imen o econômico e ap o undando o conheci-
men o sob e a o es impo an es que explicam a di e enciação das mo es no ânsi o
en e os es ados.
O abalho es á di idido em cinco pa es, incluindo es a in odução. A seção 2
des ina-se à desc ição da me odologia, e as seções 3 e 4 ap esen am os p incipais
esul ados das modelagens u ilizadas pa a e idencia a causalidade empo al en e os
indicado es de desen ol imen o econômico e a mo alidade no ânsi o, além de iden-
i ica em co elações exis en es dessa a iá el de in e esse com alguns indicado es
egionais no ní el es adual. Ao inal, na seção 5, são ap esen adas esumidamen e as
p incipais conclusões do abalho.
2 METODOLOGIA
A pa i da cons ução de uma base de dados de âmbi o es adual, com in o mações
e e en es a mo es po STT e ca ac e ís icas socioeconômicas e demog á icas, oi
possí el ealiza análises sob e a causalidade empo al dos indicado es da economia
sob e a mo alidade no ânsi o e ap o unda o en endimen o sob e as a iações das
axas de mo alidades nas UFs. Com a base mon ada, o am calculados os índices
especí icos de mo es po STT e ou os índices explica i os u ilizados pos e io men e
na modelagem economé ica desen ol ida. O quad o 1 ap esen a as a iá eis p imá ias
selecionadas com suas espec i as on es de dados.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
8
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QUADRO 1
Composição da base de dados do es udo
Va iá el Pe íodo Fon e
Mo es po STT 1997-2022 Da asus/Minis é io da Saúde
F o a de eículos au omo o es 2016 Dena an
Venda anual de gasolina 2016 ANP
Venda anual de diesel 2016 ANP
PIB es adual 2016 IBGE
População po es ado 2016 IBGE
Índice das condições das odo ias 2016 CNT
P opo ção da população com ensino
undamen al e médio comple o 2016 PNAD/IBGE
Renda média das amílias 2016 PNAD/IBGE
P opo ção de esidências com posse
de ca o e mo ocicle a 2016 PNAD/IBGE
Ex ensão da malha odo iá ia 2014 DNIT
P opo ção da população jo em
(18 a 29) e idosa (> 65) 2016 PNAD/IBGE
E e i o policial 2016 IBGE
Elabo ação do au o .
Obs.: PIB – P odu o In e no B u o; Da asus; Dena an – Depa amen o Nacional de T ânsi o; ANP
– Agência Nacional de Pe óleo; IBGE – Ins i u o B asilei o de Geog a ia e Es a ís ica; CNT –
Con ede ação Nacional do T anspo e; PNAD – Pesquisa Nacional po Amos a de Domicílios;
e DNIT – Depa amen o Nacional de In aes u u a de T anspo es.
A a iá el de in e esse do es udo é o indicado que mede o olume de mo es po
STT oco idos na década de 2010 a 2019 no B asil po cada 100 mil habi an es. Pa a
isso, u iliza am-se os dados do Sis ema de In o mação sob e Mo alidade (SIM/Da a-
sus)2 e e en es às mo es associadas aos sinis os en ol endo pedes es; usuá ios
de au omó eis, caminhone es, mo ocicle as e iciclos; ocupan es de eículos pesados
(ônibus e caminhões); e ou os STT não quali icados na base. O cálculo da axa de
mo alidade po 100 mil habi an es u ilizou como base a população es imada do país
em 2016.
2. Disponí el em: h p:// abne .da asus.go .b /cgi/de oh m.exe?sim/cn /ex 10u .de . Acesso em: ma . 2024.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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A pa i do g á ico 2, pode-se obse a , com a a iação anual do PIB eal e da axa
de mo alidade, uma ce a sob eposição en e as duas sé ies conside adas. Como
espe ado, o es e de G ange se mos ou signi ica i o a 95% de con iança apenas no
sen ido PIB eal causa-G ange a axa de mo alidade, conside ando de asagens em-
po ais de a é 4 pe íodos (anos). No sen ido in e so, não se obse ou elação de cau-
salidade ( abela 2).
TABELA 2
Tes e de causalidade de G ange (lag=4): es e conjun o Wald pa a coe icien es
de causalidade
Sen ido-G ange Es a ís ica chi2 De asagem empo al p- alo
PIB dóla -> Mo alidade 9,6162 4 0,047
Mo alidade -> PIB dóla 3,6687 4 0,453
Elabo ação do au o .
Obs.: Cálculos ealizados no so wa e S a a.
Esses esul ados suge em que as condições econômicas ealmen e a e am os
índices de mo alidade, sendo que a al e ação do PIB eal ap esen a impac os sob e
a mo alidade no ânsi o po a é qua o anos após as mudanças no ambien e eco-
nômico. Pode-se in e i que um dos mo i os pa a esse impac o de longo p azo é o
aumen o ou a diminuição da o a de eículos p i ados, p incipalmen e mo ocicle-
as e au omó eis. Um aumen o momen âneo na o a em um pe íodo especí ico de
desen ol imen o econômico con inua in luenciando os sinis os de ânsi o mesmo
em pe íodos pos e io es em que haja e ação da economia. No caso de mo ocicle-
as, o aumen o da o a é decisi o ambém na in ensidade de uso, pois, com cus os
de deslocamen os mais baixos e p óximos aos do anspo e público (Ca alho e
Lucas, 2022), a pessoa que comp a uma mo o u iliza-a p io i a iamen e nos seus
deslocamen os co idianos, mesmo em momen os de c ise econômica, o que ele a
a pa icipação ela i a desse modo de anspo e nas mo es po STT nos pe íodos
pos e io es ao aumen o ela i o da o a. Não po acaso, essa oi a modalidade que
mais ap esen ou aumen o das axas de mo alidade nas duas úl imas décadas (Ca -
alho e Guedes, 2023; Bas os e al., 2020; B asil, 2023).
Isso é um indica i o de que, em momen os de aquecimen o econômico, em de
ha e a enção edob ada po pa e das au o idades compe en es e in ensi icação das
polí icas de edução de mo alidade no ânsi o, inclusi e nos pe íodos pos e io es ao
boom econômico obse ado. Polí icas de educação, con ole e iscalização de ân-
si o, bem como a anços egula ó ios e no ma i os êm de es a semp e em pau a e
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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com ecu sos o çamen á ios iabilizados, p incipalmen e em pe íodos que sucedem
momen os de g ande e olução econômica e social.
Na seção 4, ambém há uma abo dagem sob e e ei os do desen ol imen o econô-
mico sob e a mo alidade do ânsi o com oco na a iação da enda média das amílias
en e as UFs e seus e ei os sob e a axa de mo alidade egional.
4 CARACTERÍSTICAS SOCIOECONÔMICAS DOS ESTADOS E
VARIAÇÕES REGIONAIS DA MORTALIDADE NO TRÂNSITO
O B asil se des aca pela g ande desigualdade socioeconômica e de es u u ação ins i-
ucional en e os es ados, o que pode explica pa e das di e enças signi ica i as nas
axas de mo alidade po STT ao longo do seu e i ó io. A igu a 2 mos a o pad ão
espacial da axa de mo alidade anualizada e acumulada na década de 2010 a 2019,
em que se obse am ní eis di e enciados de oco ência.
Em elação à axa de mo alidade o al, conside ando odas as modalidades de
anspo e e es e, inclusi e as modalidades a i as, obse a-se que, em odo o e i ó io,
há oco ências signi ica i as, com poucos es ados ap esen ando meno es mo alidades
(mo alidade in e io a 16 mo es anuais médias po 100 mil habi an es).6 As maio es
axas de mo alidade po sinis os de ânsi o no B asil se concen am em um cin u ão
que ab ange es ados do Cen o-Oes e e do No des e ( igu a 2).
Quan o aos a opelamen os e às mo es po mo ocicle as, ambém se obse am
al as oco ências em odo o e i ó io nacional, sendo que as axas de mo alidade
de mo ocicle as ap esen am ce a concen ação no No e e no No des e. No caso de
au omó eis, o pad ão é que as maio es axas se concen em no Sudes e e Cen o-Oes e
pa a baixo ( igu a 2).
6. Conside ou-se meno oco ência esse pa ama in e io a 16 mo es/100 mil habi an es em compa ação
com ou os es ados b asilei os. Po ém, ale menciona que, em á ios países desen ol idos, as axas
de mo alidade são mui o meno es que esse pa ama , chegando a axas in e io es a 5 mo es/100 mil
habi an es po ano.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
17
3081
FIGURA 2
Taxa anualizada de mo alidade po 100 mil habi an es, po UF e modal de
anspo e odo iá io – B asil (2010-2019)
2A – Todos os modais 2B – Au omó eis
2C – Pedes es 2D – Mo ocicle as
Fon e: Da asus (disponí el em: h p:// abne .da asus.go .b /cgi/de oh m.exe?sim/cn /ex 10u .
de ; acesso em: ma . 2024).
Elabo ação do au o .
Obs.: A igu a não pôde se pad onizada e e isada em i ude das condições écnicas dos o iginais
(no a do Edi o ial).
A im de in es iga as p incipais a iá eis socioeconômicas e de anspo e associadas
à mo alidade po sinis os de ânsi o nos es ados b asilei os, oi ealizada uma eg essão
linea conside ando como a iá el dependen e a axa de mo alidade po 100 mil habi an es
acumulada na década de 2010 a 2019, além de modelagem complemen a conside ando
as axas de mo alidades dos p incipais modais de anspo e sepa adamen e.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
18
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Como a iá eis explica i as, seguindo as discussões ap esen adas sob e o modelo
eó ico, u iliza am-se os seguin es indicado es: enda média das amílias ( enda); PIB pe
capi a (PIBpe ); p opo ção da população de 18 a 29 anos (jo em); ex ensão da malha
odo iá ia po 10 mil habi an es (ex _ od10K); pe cen ual da população es adual em ela-
ção ao país (pe pop); pe cen ual de população nas RMs; axa de e e i o policial po 1 mil
habi an es ( xe epol); p opo ção da população com ensino médio comple o (ensinomedio);
pe cen ual de amílias com posse de mo ocicle a, ca o e ambos (pe mo o, pe ca o, pe -
ca mo ); índice p opo ção de bom e ó imo das condições das odo ias b asilei as (CNT).
O p imei o pon o conside ado an es de oda as eg essões oi a dependência
espacial das a iá eis dependen es (Ca alho e Albuque que, 2010). U ilizando uma
ma iz de dis âncias pad onizada, oi calculado o índice de Mo an pa a cada indicado
de mo alidade po modal, obse ando-se ausência de dependência espacial pa a as
a iá eis de mo alidade conside ando odos os modais, a de pedes es e a de mo o-
cicle as, mas obse ou-se dependência espacial nas a iá eis de mo alidade de au o-
mó eis, ônibus e caminhões ( abela 3). A explicação pa a isso pode se isualizada na
igu a 2, em que se obse am al as oco ências de mo alidade po STT espalhadas
po odo o e i ó io nacional. No caso da mo alidade po au omó eis, obse a-se
ce a concen ação das mo es nos eixos Sul e Sudes e, o que é de e minan e pa a a
con igu ação da dependência espacial de ec ada pelo índice de Mo an.
TABELA 3
Índice de Mo an pa a análise da dependência espacial das a iá eis1 – B asil
(2010-2019)
Va iá eis I E(I) sd(I) z p- alo
Pedes e -0,003 -0,038 0,041 0,873 0,191
Bicicle a 0,007 -0,038 0,039 1,154 0,124
Mo ocicle a -0,016 -0,038 0,039 0,574 0,283
Ca o 0,072 -0,038 0,041 2,696 0,004
Caminhão 0,057 -0,038 0,04 2,419 0,008
Ônibus 0,084 -0,038 0,039 3,136 0,001
Todos os modais -0,044 -0,038 0,041 -0,149 0,441
Fon e: Da asus (disponí el em: h p:// abne .da asus.go .b /cgi/de oh m.exe?sim/cn /ex 10u .
de ; acesso em: ma . 2024).
Elabo ação do au o .
No a:
1
Mo alidade o al, mo alidade po a opelamen os, mo alidade po mo ocicle a e mo a-
lidade po ca o.
Obs.: Foi u ilizada a ma iz de dis ância dos es ados pad onizada (cálculos ealizados no so wa e S a a).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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Nos modelos em que não oi con igu ada a dependência espacial nas a iá eis
dependen es, oi u ilizada uma eg essão linea con encional, endo como e e ência
os dados socioeconômicos dos es ados b asilei os no ano de 2016.7 A abela 4 mos a
os esul ados das eg essões u ilizadas pa a a a iá el dependen e axa de mo alidade
o al ( odos os modais), conside ando os g upos de a iá eis socioeconômicas, demo-
g á icas e de anspo e. A composição dos modelos oi baseada na écnica backwa d
de escolha de a iá eis. Mos ou-se mais e icien e o modelo (6) conside ando a sig-
ni icância das a iá eis explica i as e R2 mais al o em elação aos demais modelos.
TABELA 4
Resul ado das eg essões c oss sec ion da a iá el dependen e axa de
mo alidade po STT po odos modais nos es ados – B asil (2010-2019)
Va iá eis
explica i as
Modelos de eg essão c oss sec ion
(1) (2) (3) (4) (5) (6)
analisado
Posse mo o (%) 3,309*** 3,382*** 3,382*** 2,694*** 4,074*** 3,983***
(p- alo ) (0,000) (0,000) (0,000) (0,000) (0,000) (0,000)
Posse ca o (%) 0,123 -0,0236 - - - -
(p- alo ) (0,869) (0,978) - - - -
Renda/100 3,87 2,992 3,093 - 6,305*** 6,374***
(p- alo ) (0,164) (0,363) (0,266) - (0,001) (0,000)
Polícia/1000hab. -22,98* -29,70* -27,19* -15,5 -34,68*** -34,25***
(p- alo ) (0,039) (0,032) (0,022) (0,143) (0,000) (0,000)
Ex . od./10khab. 2,49 2,612 2,5 3,401** - -
(p- alo ) (0,129) (0,058) (0,082) (0,007) - -
População (%) -6,302*** -6,168*** -6,384*** -4,295** -6,826*** -6,872***
(p- alo ) (0,000) (0,000) (0,000) (0,002) (0,000) (0,000)
Ind.es .cn -1,259** -1,458** -1,358** -1,473** -1,379** -1,418**
(p- alo ) (0,006) (0,004) (0,006) (0,006) (0,002) (0,001)
Ensino médio (%) - 1,444 1,074 - - -
(p- alo ) - (0,459) (0,577) - - -
7. Op ou-se po u iliza os dados desse ano po se a a de pon o mediano da década de 2010 a 2019,
pa indo da hipó ese de que os indicado es socioeconômicos dos es ados ( a iá eis independen es)
pouco mudam em e mos ela i os no pe íodo de dez anos.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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Va iá eis
explica i as
Modelos de eg essão c oss sec ion
(1) (2) (3) (4) (5) (6)
analisado
Pedágio (%) 0,689 - 0,496 - - -
(p- alo ) (0,342) - (0,524) - - -
Cn _baixo x cn - - - 0,882 - -
(p- alo ) - - - (0,289) - -
Pop. m (%) - - - - 0,109 -
(p- alo ) - - - - (0,361) -
Cons an e 162,4** 124,7 132,3 194,7*** 176,7** 184,5***
(p- alo ) (0,003) (0,096) (0,101) (0,000) (0,003) (0,001)
N 27 27 27 27 27 27
R2 0,846 0,847 0,848 0,816 0,794 0,792
Elabo ação do au o .
Obs.: 1. Cálculos ealizados no so wa e S a a.
2. * p- alo < 0,05; ** p- alo < 0,01; e *** p- alo < 0,001.
3. Va iá eis: posse mo o = pe cen ual de domicílios da UF com mo ocicle a; posse ca o =
pe cen ual de domicílios da UF com ca o; enda/100 = enda média das amílias da UF
di idida po 100; polícia/1000hab. = e e i o policial da UF di idido po 1 mil habi an es; ex .
od./10khab. = ex ensão das odo ias da UF po 10 mil habi an es; população = pe cen ual da
população da UF; índ.es .cn = índice de qualidade das odo ias da CNT (pe cen ual de odo-
ias uins e péssimas nas UFs); cn _baixo x cn : indicado de in e ação do índice da CNT com
as UFs que ap esen am baixo índice da CNT; pop. m = pe cen ual da população da UF que
mo a em egião me opoli ana, Ride ou aglome ado u bano; ensino médio = pe cen ual da
população com ensino médio; pedágio = pe cen ual das odo ias com pedágio; cons an e =
cons an e do modelo de eg essão.
Analisando o modelo (6), obse a-se e ei o c escen e do aumen o da enda média
da população sob e a mo alidade po STT (sinal posi i o do coe icien e de eg essão).
Um aumen o de R$ 100,00 na enda média dos es ados es á associado ao aumen o
em ce ca de 6,3 mo es po 100 mil habi an es na década (ce ca de 0,6 mo es po
100 mil habi an es po ano, conside ando a axa anualizada). Con o me já discu ido,
aumen o de enda da população dos es ados signi ica maio demanda po anspo e
e consequen emen e maio oco ência de sinis os, sob epondo os e ei os a o á eis
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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dessa a iá el sob e a edução da mo alidade, como a melho a das condições de
in es imen os em campanhas educa i as e in aes u u a de segu ança.
Em unção desses e ei os duais, a discussão do impac o da enda média dos
es ados sob e a axa de mo alidade me ece melho ap o undamen o. Pa a isso, u i-
liza am-se os dados de mo alidade e enda das mic o egiões b asilei as.8 Pode-se
obse a , a pa i do g á ico de dispe são Renda pe capi a e sus Taxa de mo alidade
STT po 100 mil habi an es nas mic o egiões b asilei as (g á ico 3), dois ag upamen-
os (clus e ) de egiões com compo amen o di e en es – inclinações da e a de ajus e
com sinais con á ios. Nas mic o egiões com meno enda (p incipalmen e No e e
No des e), obse a-se uma e a de ajus e com coe icien e angula posi i o, ou seja,
en e esses es ados, o aumen o da enda média da população es á associado a um
aumen o dos STT. A hipó ese le an ada é de que nessas egiões a in aes u u a de
anspo e e segu ança é mais p ecá ia e, com o aumen o da demanda p o ocada
pela ele ação de enda, sem que haja melho a co esponden e nessa in aes u u a,
a endência é que a mo alidade c esça. Há ambém o e ei o de aumen o ápido do
uso de mo ocicle as com a enda em expansão nos es ados mais pob es, o que con-
ibui bas an e pa a a ampliação da mo alidade. Nos es ados mais icos, o ajus e da
e a oco e com coe icien e angula nega i o, ou seja, aumen os de enda implicam
em edução da mo alidade, pois a in aes u u a ol ada pa a segu ança se ia mais
adequada pa a a si uação de aumen o de demanda e, com o aumen o da enda média,
ha e ia mais ecu sos pa a in es imen o em campanhas e medidas de edução da
mo alidade. Os c escimen os ela i os da o a e do uso de mo ocicle a ambém
se iam meno es do que os que oco em nas egiões No e e No des e (Ca alho e
Guedes, 2023).
Con o me já desc i o, o e ei o líquido da enda e ia inclinação posi i a em odos
os modelos de eg essão es ados nes e abalho, mos ando que no B asil os e ei os
de c escimen o da mo alidade (pelo aumen o de demanda) supe a iam os e ei os de
edução da mo alidade (pelo aumen o dos in es imen os) quando há a iação posi i a
da enda. De qualque o ma, ecomendam-se es a égias de a uação di e en es en e
esses dois g upos de es ados em momen os de expansão da enda.
8. Disponí el em: h p:// abne .da asus.go .b /cgi/de oh m.exe?sim/cn /ex 10u .de . Acesso em: ma . 2024.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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GRÁFICO 3
Renda pe capi a em 2010 e sus axa de mo alidade no ânsi o po 100 mil
habi an es na década de 2010-2019 – mic o egiões b asilei as
Fon es: Ipeada a (disponí el em: h p://www.ipeada a.go .b /De aul .aspx; acesso em: ma . 2024)
e Da asus (disponí el em: h p:// abne .da asus.go .b /cgi/de oh m.exe?sim/cn /ex 10u .
de ; acesso em: ma . 2024).
Elabo ação do au o .
Obs.: 1. Pon os em e melho são mic o egiões do No e (N), do No des e (NE) e do Cen o-Oes e
(CO); pon os em azul são mic o egiões do Sul (S) e do Sudes e (SE).
2. A igu a não pôde se pad onizada e e isada em i ude das condições écnicas dos o i-
ginais (no a do Edi o ial).
Assim, obse a-se a necessidade de in ensi icação dos in es imen os em segu ança
iá ia e campanhas educa i as nas egiões de enda baixa ou média que expe imen-
am o e desen ol imen o econômico em cu os espaços de empo. Isso explica, em
pa e, as maio es axas de c escimen o da mo alidade oco idas nas egiões No e,
No des e e Cen o-Oes e e i icadas na úl ima década no B asil (Ca alho e Guedes,
2023; B asil, 2023).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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O pe cen ual de domicílios com mo ocicle as ambém se cons i uiu uma a iá-
el impo an e associada à mo alidade o al no país. Pelo modelo (6) da abela 3,
cada pon o pe cen ual de aumen o nesse c i é io aumen a em 0,4 mo es po 100 mil
habi an es po ano ( axa anualizada). Hoje, sinis os de mo ocicle a são esponsá eis
pelo maio olume de mo es nos STT, ep esen ando ce ca de 1/3 das mo es o ais
(Ca alho e Guedes, 2023; B asil, 2023). Nas egiões No e e No des e, obse am-se
os maio es c escimen os das o as de mo ocicle as, o que o na impe a i a a adoção
de medidas de segu ança ol adas pa a esse público.
Mos ou-se ambém que o aumen o do e e i o policial é impo an e pa a a edução
da mo alidade ge al no ânsi o. Cada aumen o uni á io da axa de e e i o policial –
aumen o de 1 policial po 1 mil habi an es – eduz em média 3,4 mo es po ano po cada
100 mil habi an es. Isso oco e po que maio e e i o policial inibe as ansg essões de
ânsi o e consequen emen e eduz a mo alidade. Os abalhos de in eligência ealiza-
dos pelos ó gãos de ânsi o ambém se mos am e icazes na edução da mo alidade, a
exemplo dos esul ados alcançados pela PRF ao longo da década passada (Ipea, 2015).
O amanho da população dos es ados ambém pode se associado à a iação
da axa de mo alidade po STT. Es ados com maio população ap esen am meno es
axas de mo es anualizadas de aco do com o modelo analisado (cada pon o pe cen-
ual eduz em 0,7 mo es po 100 mil habi an es/ano). Pode-se in e i que, em es ados
com maio população, ou maio quan idade de cidades populosas, há mais oco ência
de conges ionamen os ou ânsi o mais len o nas ias, o que eduz a ene gia en ol ida
nos aciden es e, po consequência, a quan idade de í imas a ais. Além disso, uma
maio população pode signi ica maio quan idade de ecu sos pa a in es imen os
em polí icas públicas em unção da economia de aglome ação u bana,9 em especial
polí icas ol adas pa a a segu ança de ânsi o.
O g á ico 3 e idencia um pouco esse enômeno, uma ez que as mic o egiões mais
populosas (pon os mais espessos) es ão nos quad an es g á icos de maio enda pe
capi a e meno es axas de mo alidade. Obse ou-se ambém no g upo de a iá eis
demog á icas que o pe cen ual de população esidindo em egiões me opoli anas e
aglome ados u banos pouco in luencia na axa de mo alidade dos es ados. O ama-
nho da população é a a iá el demog á ica mais signi ica i a pelos modelos odados.
9. E ei os econômicos posi i os da aglome ação u bana são abo dados em es udos ligados à economia
da aglome ação u bana, po exemplo Jacobs (1970) e Glaese (2012). Po ou o lado, há ambém as
deseconomias u banas, que, no caso da mobilidade, es ão associadas aos conges ionamen os u banos
(Ipea e ANTP, 1998) e acabam eduzindo a mo alidade no ânsi o em unção da baixa elocidade nas
ias e da meno ene gia nos aciden es.
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Fa o in igan e é o sinal nega i o no coe icien e de eg essão do indicado de es a-
das uins e péssimas da CNT obse ado nos modelos de eg essão. O sinal nega i o
indica ia que a deg adação das es adas (aumen o do pe cen ual de es adas uins)
eduzi ia a axa de mo alidade nos es ados, o que a p incípio se ia um con assenso.
O g á ico 4 de dispe são, conside ando o índice da CNT e sus mo alidade/100 mil
habi an es, az algumas e idências pa a explica esse esul ado, obse ando as linhas
de endências açadas em unção dos ag upamen os (clus e s) o mados.
GRÁFICO 4
Mo alidade STT po 100 mil habi an es e sus pe cen ual de es adas uins e
péssimas dos es ados – B asil (2016)
0
50
100
150
200
250
300
350
400
0 10 20 30 40 50 60
70
Mo alidade SNT po 100 mil habi an es
Índice es adas uins e péssimas da CNT (%)
Fon es: Da asus (disponí el em: h p:// abne .da asus.go .b /cgi/de oh m.exe?sim/cn /ex 10u .
de ; acesso em: ma . 2024); e CNT (disponí el em: h ps://pesquisa odo ias.cn .o g.b /).
Elabo ação do au o .
Obs.: Pon os em azul cla o são de es ados do No e e do No des e; pon os em azul escu o são de
es ados do Sul, do Sudes e e do Cen o-Oes e.
Analisando o g á ico 4, obse a-se que, nos es ados mais icos (Sul e Sudes e) e
com mais baixo pe cen ual de es adas uins do indicado da CNT, a inclinação da linha
de endência da axa de mo alidade é posi i a, ou seja, qualque melho ia nas es a-
das (ou edução do índice de es adas uins) eduz a axa de mo alidade, o que se ia
azoá el do pon o de is a eó ico – en endendo que as melho ias es a iam associadas
ambém ao aumen o das medidas de segu ança iá ia (Lima e al., 2008). Po sua ez,
com elação ao g upo de es ados com al o pe cen ual de es adas uins (concen ado
no No e e no No des e p incipalmen e), obse a-se a endência con á ia (inclinação
nega i a da e a), o que e idencia que melho ias das es adas aumen a iam a axa de
mo alidade nesse g upo. A egião Cen o-Oes e ap esen a oco ências nas duas á eas
de análise, indicando um p ocesso de ansição da egião.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3081
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TEXTO pa a DISCUSSÃO
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Ipea – Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada
EDITORIAL
Coo denação
Ae omilson T ajano de Mesqui a
Assis en es da Coo denação
Ra ael Augus o Fe ei a Ca doso
Samuel Elias de Souza
Supe isão
Ana Cla a Escó cio Xa ie
E e son da Sil a Mou a
Re isão
Alice Souza Lopes
Amanda Ramos Ma ques Hono io
Ba ba a de Cas o
Cláudio Passos de Oli ei a
Clícia Sil ei a Rod igues
Denise Pimen a de Oli ei a
Fe nanda Gomes Teixei a de Souza
Nayane San os Rod igues
Ola o Mesqui a de Ca alho
Reginaldo da Sil a Domingos
Susana Sousa B i o
Yally Schayany Ta a es Teixei a
Jenny e Al es de Ca alho (es agiá ia)
Ka a inne Fab izzi Maciel do Cou o (es agiá ia)
Edi o ação
Ande son Sil a Reis
Augus o Lopes dos San os Bo ges
C is iano Fe ei a de A aújo
Daniel Al es Ta a es
Danielle de Oli ei a Ay es
Leona do Hideki Higa
Capa
Aline C is ine To es da Sil a Ma ins
P oje o G á ico
Aline C is ine To es da Sil a Ma ins
The manusc ip s in languages o he han Po uguese
published he ein ha e no been p oo ead.
Ipea – B asília
Se o de Edi ícios Públicos Sul 702/902, Bloco C
Cen o Emp esa ial B asília 50, To e B
CEP: 70390-025, Asa Sul, B asília-DF
TEXTO pa a DISCUSSÃO
Missão do Ipea
Ap imo a as polí icas públicas essenciais ao desen ol imen o b asilei o
po meio da p odução e disseminação de conhecimen os e da assesso ia
ao Es ado nas suas decisões es a égicas.