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Dificuldades de aquisição do género em alemão L2: um estudo experimental

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Dificuldades de aquisição do género em alemão L2: um estudo experimental

Author: Flores, Cristina; Matos, Joana Zehner Silva; Moreira, Telma; Oliveira, Duarte
Year: 2019
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/22d03086-ad3d-49af-80fd-016027389e25/download
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Di iculDaDes De aquisição Do géne o em
alemão l2. um es uDo expe imen al
C is ina Flo es, Joana Ma os, Telma Mo ei a
& Dua e Oli ei a1
Uni e sidade do Minho
1. In odução
Nos úl imos in a anos, a ap endizagem do alemão
como língua não na i a (do a an e L2) em pe co ido
al os e baixos em Po ugal. Enquan o nos anos no en a
ainda e a, no ensino básico e secundá io, uma segunda
língua es angei a equen emen e escolhida, embo a em
núme o bas an e in e io ao ancês, o in e esse pela ap en-
dizagem do alemão em con ex o escola oi dec escendo
acele adamen e a é ao inal da úl ima década. Os mo i os
des e dec éscimo são a iados e não impo a aqui deba ê-
los (pa a uma discussão des e ema, eja a publicação de
G ossegesse & Kolle 2006). A edução d ás ica de alunos
do ensino básico e secundá io com conhecimen o de ale-
mão e e consequências p o undas no ensino supe io ,
onde as adicionais licencia u as de ilologia alemã i e am
de se adap a à no a ealidade de os es udan es inicia em
a ap endizagem do alemão na uni e sidade. A c ise econó-
mica da úl ima década, coinciden e com polí icas de aus-
e idade, aumen o de desemp ego e necessidades de emi-
g ação, ol ou a aumen a o in e esse pela língua alemã,
des a ez po azões p edominan emen e económicas e em
con ex os p o issionais mais amplos. A ualmen e, a ap en-
dizagem do alemão no ensino básico e secundá io é apoia-
do pelo p oje o de ‘escolas pilo o’ do Goe he Ins i u 2, e
1 O p esen e abalho oi desen ol ido no âmbi o da UC de Me odologias de in es-
igação em linguís ica do Mes ado em Es udos Luso-Alemães da Uni e sidade do
Minho.
2 h p://www.lissabon.diplo.de/Ve e ung/lissabon/p /06/03__Weshalb__
Deu sch__le nen/pilo schule-p o okoll.h ml
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CRISTINA FLORES, JOANA MATOS, TELMA MOREIRA & DUARTE OLIVEIRA
em c escido sob e udo em escolas pa icula es, egis ando
pe o de 10.000 alunos (Riedel & Ab an es 2017), núme o
bas an e eduzido em compa ação com as ou as línguas
es angei as como o inglês, o ancês e o espanhol. No ensi-
no supe io e nos cu sos de alemão o e ecidos po cen os
de línguas, o in e esse pela ap endizagem des a língua é
mui o ele ado, embo a, na maio ia dos casos, se es inja a
dois ou ês anos de ap endizagem da língua (não passan-
do, po isso, além do ní el B1).
O p esen e abalho oca, p ecisamen e, a compe ência
linguís ica a alemão de um g upo de es udan es do ensino
supe io , que, em média, es uda es a língua há dois anos e
meio. O p incipal obje i o consis e em desc e e o conhe-
cimen o que os alan es desen ol e am da ca ego ia g a-
ma ical ‘géne o’, um domínio do alemão conhecido como
sendo de di ícil aquisição e oco de ulne abilidade lin-
guís ica mesmo em es ados a ançados de aquisição. Em
conc e o, p e ende-se, a a és da aplicação de ês ins u-
men os de ecolha de dados, analisa o conhecimen o dos
ês géne os do alemão, a alia o g au de ans e ência da
língua p imei a (L1), a co elação en e o conhecimen o do
géne o e o conhecimen o lexical dos alan es e, ainda, o
seu g au de con ac o com a língua alemã.
2. Géne o
2.1. A ca ego ia ‘géne o’ em alemão
Em alemão exis em ês géne os g ama icais: mascu-
lino, eminino e neu o. Dado o concei o da a bi a ie-
dade do signo linguís ico, o géne o da g ande maio ia
dos nomes não depende de uma semân ica na u alís ica
e biológica: o ac o de a pala a mesa se eminina em
po uguês e masculina em alemão (de Tisch) não em
nenhuma elação di e a com o concei o que es as combi-
nações de sons de inem.
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DIFICULDADES DE AQUISIÇÃO DO GÉNERO EM ALEMÃO L2. UM ESTUDO…
De aco do com es ima i as de co po a, a maio ia dos
subs an i os alemães em géne o masculino (ca.50%),
seguindo-se o eminino (30%), sendo o neu o o géne o
menos equen e (20%) (c . Bauch 1971, apud S öh e al.
2012). A ca ac e ís ica a des aca na a ibuição do géne o
em alemão é a ausência de ma cas g ama icais indica i as
do géne o no subs an i o. A ma cação do géne o oco e
apenas no singula e, não no subs an i o, mas em elemen-
os que o acompanham, como de e minan es possessi os
ou demons a i os, os a igos de inidos e inde inidos ou os
adje i os. A abela 1 ap esen a a ma cação do géne o nes-
es elemen os no nomina i o singula (a sua a iação nos
ou os casos não se á aqui sis ema izada).
com
a igo
de inido
com a igo
inde inido
com
demons a i o
com adje i o
& a igo
inde inido
masculino de Tisch
(mesa) ein Tisch diese Tisch ein kleine
Tisch
eminino die Sonne
(sol) eine Sonne diese Sonne eine kleine
Sonne
neu o das Buch
(li o) ein Buch dieses Buch ein kleines
Buch
Tabela 1. Ma cação de géne o em alemão (no nomina i o/singula )
Apesa da gene alizada ausência de ma cação de géne o
exis em, em alemão, algumas endências, de o dem mo -
ológica, semân ica e oné ica, que dão pis as sob e a a i-
buição do géne o. Po ém, e aqui eside a g ande di iculda-
de obse ada na aquisição des a ca ego ia g ama ical po
ap enden es L2, exis em mui as exceções a es as ‘ eg as’ e
elas, mui as ezes, con adizem-se. Algumas des as eg as
são abo dadas em con ex o de sala de aula, de o ma a aci-
li a o p ocesso de ap endizagem des a ca ego ia.
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CRISTINA FLORES, JOANA MATOS, TELMA MOREIRA & DUARTE OLIVEIRA
As eg as mo ológicas são, p o a elmen e, as mais
abo dadas em con ex o de ins ução. Es ão maio i a ia-
men e elacionadas com os su ixos de i acionais de ce os
nomes: nomes que e minam em -ung, -kei e -hei são
emininos (die Un e hal ung ‘a con e sa’, die Ge ech igkei
‘a jus iça’, die F eihei ‘a libe dade’); nomes de i ados que
e minam em -chen e -lein são neu os (das Be chen ‘a
caminha’, das Tischlein ‘a mesinha’) e nomes com o su ixo
-e são ge almen e masculinos (de S omzähle , ‘o con a-
do da luz’) (S einme z 1986).
As eg as semân icas p endem-se com o signi icado
do subs an i o, pelo que o géne o g ama ical dos nomes
que deno em se es humanos co espondem, na sua gene-
alidade, ao seu géne o biológico. Assim, os nomes que
denominam os machos e as êmeas de cada espécie são,
espe i amen e, masculinos e emininos, enquan o nomes
de espécies animais endem a se neu os. No en an o, e
como mencionado em cima, mui as ezes exis em sob e-
posições con adi ó ias des as eg as. Um exemplo clássi-
co é o subs an i o Mädchen (‘menina’), que, a segui uma
eg a semân ica de a ibuição de géne o de aco do com
o sexo na u al, de e ia se eminino. No en an o, a e mi-
nação em –chen sob epõe-se à eg a semân ica, o nando
o subs an i o neu o (das Mädchen). As eg as semân icas
ambém dizem espei o à a ibuição de géne o de ce os
g upos de nomes inanimados, po exemplo: nomes que
deno am bebidas alcoólicas são, ge almen e, masculinos
(ex. de Wein ‘o inho’, de Whiskey ‘o uísque’). O mesmo
se aplica a nomes que se e e em a ped as (ex. de S ein ‘a
ped a’, de Fels ‘o ochedo’), e c. (S einme z 1986).
No que oca às eg as de ca iz oné ico, há endências
especí icas nas e minações onémicas de ce os nomes.
Zubin e Köpcke (1981), po exemplo, mos am que nomes
monossilábicos e minados na consoan e [- ] são ge almen-
e emininos e nomes que e minem em [- s] são ge almen e
masculinos.
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DIFICULDADES DE AQUISIÇÃO DO GÉNERO EM ALEMÃO L2. UM ESTUDO…
Em ge al, es as egula idades desa iam a noção adi-
cional de que o géne o seja a ibuído de o ma o almen e
a bi á ia em alemão.
2.2. Aquisição do géne o em alemão L1 e L2
Pa a as c ianças que adqui em o alemão como L1, a
aquisição do géne o não ap esen a g andes di iculdades.
Embo a a p odução de algumas o mas ag ama icais ainda
seja comum aos ês anos de idade, á ios es udos mos am
que, po ol a dos qua o anos, a aquisição do géne o es á
p a icamen e concluída (Mills 1986, Szagun e al. 2007).
Es a obse ação con as a com o p ocesso de aquisição
do géne o no alemão como L2. Os esul ados dos es u-
dos exis en es mos am a di iculdade e mo osidade que a
aquisição des a p op iedade g ama ical ep esen a pa a os
ap enden es, mesmo quando a aquisição do alemão oco -
e na in ância enquan o L2 p ecoce. Wegene (1995), po
exemplo, mos a que c ianças alan es na i as de u co,
polaco ou usso, que emig a am pa a a Alemanha aos 5-6
anos, demons a am du an e um pe íodo p olongado p o-
blemas na a ibuição do géne o. Além disso, a o es como
a idade de início da aquisição e a quan idade/qualidade
do inpu ambém in luenciam es e p ocesso (Mon ana i
2014, Rube g 2013). Compa ando c ianças e adul os, Lemke
(2008) demons a que os alan es L2 adul os ap esen am
signi ica i amen e mais di iculdades do que as c ianças na
aquisição do géne o, assim como um maio g au de ans-
e ência da sua L1.
Rela i amen e à ans e ência da L1, á ios es udos
suge em que os alan es cuja língua ma e na ambém az a
dis inção do géne o g ama ical dos subs an i os endem a
adqui i com maio acilidade o géne o em alemão do que
alan es cuja L1 não possui essa p op iedade, como é o
caso do inglês ou do u co (Ellis e al. 2012, Wegene 1995).

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CRISTINA FLORES, JOANA MATOS, TELMA MOREIRA & DUARTE OLIVEIRA
Compa ando os ês géne os do alemão, al como acon-
ece na aquisição L1, ambém na aquisição L2, o conheci-
men o do neu o é o úl imo a se es abilizado - o que oco-
e somen e após e sido ei a a di e enciação en e mascu-
lino e eminino (Flagne 2008, Mülle 1990). Rela i amen e
aos p incípios de a ibuição do géne o (c . Köpcke & Zubin
1984), os esul ados não são consensuais quan o aos p in-
cípios que são mais áceis de adqui i po pa e de alan es
L2. Segundo Co be (1991), as eg as semân icas p e ale-
cem sob e as eg as o mais - mo ológicas e, sob e udo,
onológicas – o que le a ia a uma aquisição mais p ecoce
des as eg as. Con udo, mui os au o es de endem que as
línguas a iam quan o à p oeminência des es p incípios,
o que em consequências pa a a sua aquisição. Nes e sen-
ido, alguns es udos de endem que, em alemão, as eg as
o mais dominam sob e as eg as semân icas, que apenas
começam a o na -se ele an es em ases mais a ançadas
de aquisição (Flagne 2008).
3. o es udo
O p esen e es udo em po base uma me odologia
expe imen al, di idida em ês momen os. Num p imei o
momen o oi ealizado um inqué i o sob e o g au de expo-
sição linguís ica, seguindo o modelo do Bilingual Language
P o ile (do a an e BLP) de Bi dsong e al. (2012). O segun-
do co esponde à aplicação de uma Ta e a de Juízos de
G ama icalidade (TJG), de o ma a es a o conhecimen o
do géne o em alemão po pa e de 23 ap enden es cuja
L1 é o po uguês. O e cei o e le e-se num pós- es e de
conhecimen o lexical, que p e endeu apu a se os pa ici-
pan es conheciam os ocábulos u ilizados na TJG na al u a
da sua execução. Nes a secção se ão desc i os, com mais
de alhe, as a e as aplicadas e o g upo expe imen al es ado,
concluindo com as p incipais ques ões de in es igação que
no eiam es e abalho.
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DIFICULDADES DE AQUISIÇÃO DO GÉNERO EM ALEMÃO L2. UM ESTUDO…
3.1. Mé odo
A aplicação do inqué i o sociolinguís ico e mo i acio-
nal p endeu-se com a necessidade de e i ica , não só o
his o ial linguís ico dos pa icipan es, mas ambém o uso,
compe ência e mo i ação ou g au de iden i icação com as
línguas es angei as que dominam (nes e caso, inglês e ale-
mão). Des e modo, oi possí el aça o pe il linguís ico
dos pa icipan es ( e 3.2.) e pe mi i que os mesmos a a-
liassem a sua p óp ia compe ência e u ilização das línguas-
al o, a o es que se pode iam mani es a ele an es no c u-
zamen o com os esul ados da segunda a e a (TJG).
O inqué i o ealizado oi baseado no BLP, um ques ioná-
io o iginalmen e desen ol ido po Bi dsong e al. (2012)
pa a a alia o ní el de dominância de alan es bilingues.
Dado o p opósi o basila do BLP e uma ez que os pa ici-
pan es analisados são ap enden es in e médios de alemão
do ensino supe io (com inglês como p imei a L2) e não
possuem um his o ial de bilinguismo com a língua ao ní el
da in ância, e elou-se necessá io aze uma adap ação do
inqué i o de modo a o ná-lo mais adequado ao g upo em
ques ão. Es as al e ações mani es a am-se especialmen e na
segunda secção (“His o ial linguís ico”), em que se op ou
po da ên ase aos anos de ins ução em de imen o do
a o idade de aquisição, uma ez que a maio pa e dos
pa icipan es apenas começou a ap ende alemão em ase
adul a. Além disso, o inqué i o con as ou as duas línguas
segundas dos alan es (inglês e alemão), em de imen o
da(s) línguas p imei a(s) como no es e o iginal.
O inqué i o é compos o po cinco pa es ( e anexo
1): I. in o mação biog á ica; II. his o ial linguís ico; III. uso
das línguas; IV. au o-a aliação da compe ência linguís ica;
V. mo i ação/iden i icação com a língua. As pa es II a V
incluem um o al de 19 pe gun as com espos as quan i i-
cá eis numa escala co esponden e a um núme o a iá el
de pon os. Seguindo a p opos a de quan i icação do es e
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o iginal, a pon uação máxima que pode se ob ida em cada
uma das línguas é de 2183, co esponden e a um g au mui o
ele ado de domínio, con ac o e iden i icação com a língua-
al o. A compa ação da pon uação ob ida em cada língua
mos a a dominância ela i a das duas línguas-al o.
Após a ealização do inqué i o, oi ap esen ada aos pa -
icipan es uma TJG, com o obje i o de es a o seu conheci-
men o do géne o nominal em alemão. As pala as, ap esen-
adas alea o iamen e, co espondem a ês condições-base
(mo ológicas, semân icas e oné icas). Es as ês condições
subdi idem-se em ês subcondições. Cada subcondição
con ém seis i ens ( ês g ama icais e ês ag ama icais), pe -
azendo um o al de 54 i ens (27 g ama icais e 27 ag ama i-
cais). Do o al de i ens, 13 ap esen am co espondência de
géne o en e o alemão e o po uguês (p. ex. al. “de A e”
e p g. “o macaco”, ambos masculinos) e 14 di e gem (p.
ex. al. “die Lu ”, eminino, s. p g. “o a ”, masculino). Pa a
os nomes neu os em alemão não oi possí el con empla
es e a o , dada a inexis ência de um géne o neu o em
po uguês.
A abela 2 ap esen a as condições e subcondições, com
exemplos e i ados do es e.
G ama ical Ag ama ical
Condições mo ológicas
1 A) -e + masculino
de Fehle (o e o) (+)
1 B) -e + eminino
*die Kugelsch eibe (a cane a) (-)
2 A) -chen + neu o
das Mädchen (a menina)
2 B) -chen + masculino
*de Männchen (o macho)
3 A) -ung + eminino
die Übung (o exe cício) (-)
3 B) -ung + neu o
*das E zählung (o con o)
3 Pa a uma explicação de alhada das pon uações a ibuídas a cada pa e e do
cálculo inal, consul e: h ps://si es.la.u exas.edu/bilingual/sco ing-and-in e p e-
ing- he- esul s/
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DIFICULDADES DE AQUISIÇÃO DO GÉNERO EM ALEMÃO L2. UM ESTUDO…
Condições semân icas
4 A) espécie + neu o
das P e d (o ca alo)
4 B) espécie + masculino
*de Schwein (o po co)
5 A) animal macho +
masculino
de A e (o macaco) (+)
5 B) animal macho + eminino
*die Floh (a pulga) (-)
6 A) animal êmea + eminino
die Ka ze ( o ga o) (-)
6 B) animal êmea + neu o
*das Ziege (a cab a)
Condições oné icas
7 A) [- ] + eminino
die Lu (o a ) (-)
7 B) [- ] + neu o
*das Mach (o pode )
8 A) [-ɛ ]+ neu o
das Be (a cama)
8 B) [-ɛ ] + masculino
*de Balle ( o balle )
9 A) [- s] + masculino
de Pilz (o cogumelo) (+)
9 B) [- s] + eminino
*die Pelz (a pele) (+)
(+) co espondência de géne o al.-p g. (-) di e gência de géne o
al.-p g.
Tabela 2. Condições da Ta e a de Juízos de G ama icalidade
As condições selecionadas pa a o p esen e es udo pe -
mi em obse a a impo ância das ca ac e ís icas mo oló-
gicas, semân icas e oné icas no conhecimen o do géne o
em alemão. Dada a na u eza maio i a iamen e explíci a do
conhecimen o linguís ico dos pa icipan es, espe a-se que a
aquisição e icaz do géne o alemão se baseie em eg as un-
damen ais ap esen adas em con ex o de ins ução em sala
de aula (Ellis e al. 2006) e que g ande pa e dos p oble-
mas da sua não-aquisição es ejam associados a enómenos
de ans e ência in e linguís ica não só da língua ma e na,
como ambém do inglês.
De ido à ex ensão de endências ela i as ao géne o dos
nomes inanimados em alemão, op ou-se po es ingi as
subcondições a ês eg as subs anciais elacionadas com a
sua condição p imo dial, de índole mo ológica, semân ica
ou oné ica (S einme z 1986). No que oca às condições
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CRISTINA FLORES, JOANA MATOS, TELMA MOREIRA & DUARTE OLIVEIRA
di e enças são apenas ma ginalmen e signi ica i as (F (2,46)
= 3,317, p = 0,045), ou seja, os ap enden es não mos am
g ande sensibilidade ace aos a o es que podem de e mina
a a ibuição do géne o (mo ológicos, semân icos ou oné i-
cos), quando con on ados com i ens g ama icais.
Rela i amen e aos i ens ag ama icais, a si uação é mui o
semelhan e, is o é, obse am-se axas de ace o mui o
p óximas nas ês condições: a maio axa de ace o é
egis ada nas condições oné icas (M = 41,2%, DP = 23,3),
seguindo-se as condições mo ológicas (M = 39,3%, DP =
24,9) e, com um alo mui o p óximo, as condições semân-
icas (M = 36,1%, DP = 20,3). Nes e caso, uma Análise de
Va iância (ANOVA) pa a medidas epe idas mos a que as
di e enças en e as condições ag ama icais não são es a is-
icamen e signi ica i as (F (2,46) = 0,551, p = 0,580). Es es
esul ados e elam que, em ge al e como obse ado nas
condições g ama icais, os ap enden es não são sensí eis
aos di e en es a o es que es ão na base da a ibuição do
géne o em alemão.
Passamos ago a à análise das á ias subcondições,
começando po analisa as g ama icais. De ac o, o g á i-
co 2 mos a que não exis e uma g ande a iação en e as
no e subcondições. O i em 8A da condição oné ica oi
o mais ace ado (M = 69,5%, DP = 23,9), seguido do i em
3A da condição mo ológica (M = 68,1%, DP = 33.3), e e-
en es, espe i amen e, às eg as ‘–[ɛ ] + neu o’ e ‘–ung +
eminino’. Já os i ens 5A (M = 48,6%, DP = 36,8) e 4A (M
= 50%, DP = 36,8) da condição semân ica o am os que
ap esen a am maio di iculdade aos pa icipan es, espe i-
amen e as eg as ‘animal macho + masculino’ e ‘espécie
+ neu o’. Uma Análise de Va iância (ANOVA) pa a medi-
das epe idas que incluiu os no e i ens g ama icais mos a
que as di e enças en e as subcondições 1A a 9A não são
es a is icamen e signi ica i as (F (8,184) = 1,391, p = 0,203).

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DIFICULDADES DE AQUISIÇÃO DO GÉNERO EM ALEMÃO L2. UM ESTUDO…
G á ico 2: Taxa de ace o nos i ens das condições g ama icais
Con a iamen e aos g ama icais, os esul ados dos i ens
ag ama icais são bas an e he e ogéneos, ap esen ando
maio a iação, como se pode obse a no g á ico 3. O
i em 8B da condição oné ica oi o mais ace ado (M =
63,9%, DP = 32,5), e e en e a [-ɛ ] + *masculino. O i em 7B,
[- ] + *neu o, ambém da condição oné ica, oi o menos
ace ado (M = 16,6%, DP = 27,8). Nes e caso, uma ANOVA
pa a medidas epe idas, que incluiu os no e i ens ag ama-
icais, mos a que as di e enças en e as subcondições 1B a
9B são es a is icamen e signi ica i as (F (8,184) = 5,543, p <
0,001). Os esul ados e elam que não exis e homogenei-
dade de axas de ace o den o das p óp ias condições, ou
seja, os ap enden es não pa ecem segui pis as oné icas,
mo ológicas ou semân icas na aquisição do géne o nomi-
nal em alemão L2. Como se á discu ido adian e, es e dado
es á ce amen e elacionado com o ac o de es as pis as
não se em consis en es e ap esen a em mui as exceções e
sob eposições con adi ó ias.
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CRISTINA FLORES, JOANA MATOS, TELMA MOREIRA & DUARTE OLIVEIRA
G á ico 3: Taxa de ace o nos i ens das condições ag ama icais
Se não são as pis as mo ológicas, semân icas ou oné-
icas que de e minam o conhecimen o dos ap enden es,
passemos à análise compa a i a do conhecimen o dos ês
géne os (masculino, eminino, neu o). P e ende-se a alia
se os ap enden es e elam sensibilidade di e en e ace aos
ês géne os do alemão, em pa icula , se ap esen am maio-
es di iculdades na a ibuição do géne o neu o, po não
exis i na sua língua ma e na, o po uguês.
Rela i amen e às axas de ace o po géne o, os esul-
ados não mos am di e enças acen uadas pa a os i ens
g ama icais como é ilus ado pelo g á ico 4. Os i ens
emininos ap esen am maio axa de ace o (M = 62,5%,
DP = 22,4), seguindo-se os i ens neu os (M = 59,8%, DP
= 16,6). Os i ens masculinos ap esen am uma axa de
ace o ligei amen e mais baixa (M =55,1%, DP = 21,4).
Es as di e enças não são signi ica i as, como e elado po
uma ANOVA de medidas epe idas (F (2,46) = 1,346, p =
0,260).
169
DIFICULDADES DE AQUISIÇÃO DO GÉNERO EM ALEMÃO L2. UM ESTUDO…
G á ico 4: Taxa de ace o po géne o nos i ens g ama icais
Como pode e -se no g á ico 5, no que diz espei o
aos i ens ag ama icais, exis em di e enças maio es en e
géne os. Nes e caso, é o géne o masculino que ap esen a
maio axa de ace o (M = 46,3%, DP = 20,1), seguindo-
se o géne o eminino (M = 383%, DP = 25,2). Po im, é
em elação ao neu o que os ap enden es ap esen am
maio es p oblemas (M = 31,9%, DP = 24,6), ou seja,
quando con on ados com subs an i os neu os que lhes
são ap esen ados num ou o géne o, os ap enden es êm
g andes di iculdades em econhece essa ag ama icalidade
e a ibui o géne o neu o ao i em em ques ão. Uma ANOVA
e ela que, nes as condições ag ama icais, a di e ença en e
os géne os é es a is icamen e signi ica i a (F (2,46) = 3,862,
p < 0,05). Um pós- es e Bon e oni e ela que a di e ença
es á en e o géne o masculino e o neu o (p = 0,039).
170
CRISTINA FLORES, JOANA MATOS, TELMA MOREIRA & DUARTE OLIVEIRA
G á ico 5: Taxa de ace o po géne o nos i ens ag ama icais
A úl ima ques ão a guia es e es udo elaciona-se com
a in luência do po uguês na ap endizagem do géne o
nominal em alemão. Pa a esponde a es a ques ão, ana-
lisamos os 13 i ens que ap esen am co espondência de
géne o en e o alemão e o po uguês, e os 14 i ens que
ap esen am géne o opos o. Relemb amos que, nes e caso,
não se incluiu o neu o po não e co espondência em
po uguês.
O g á ico 6 mos a as axas de ace o po géne o (mas-
culino e eminino), endo em con a a sua (não)co espon-
dência em po uguês.
Começamos po epo a os esul ados ela i amen e
aos i ens masculinos. Cu iosamen e, a média de ace o dos
i ens masculinos é mais ele ada quando es e não em géne-
o co esponden e em po uguês (M = 60,4%, DP = 36,1) do
que nos casos em que o subs an i o ambém é masculino
na L1 dos ap enden es (M = 53,6%, DP = 23,9).
No caso dos i ens emininos, as axas são mui o semel-
han es, a ingindo uma média de 51,3%, (DP = 23,5) quan-
do há co espondência com o po uguês e 50,3% (DP =
18.9) quando o equi alen e po uguês não é eminino. Uma
171
DIFICULDADES DE AQUISIÇÃO DO GÉNERO EM ALEMÃO L2. UM ESTUDO…
ANOVA e ela que as di e enças en e os qua o ipos de
géne o (masculino e eminino com e sem co espondência
em po uguês) não é es a is icamen e ele an e (F (3,69) =
=,938, p = 0,427), pelo que podemos conclui que a a i-
buição do géne o na L2 não é mo i ada pelo géne o das
pala as-al o em po uguês.
G á ico 6: Taxa de ace o po géne o [igual ou di e en e do po uguês]
4.2. Conhecimen o lexical e índice BLP
Depois de ealizada a TJG, os pa icipan es p eenche am
um ques ioná io em que indica am, pa a cada um dos subs-
an i os usados na TJG, se conheciam a espe i a pala a no
momen o de ealização da a e a.
Os esul ados des e ques ioná io de conhecimen o lexi-
cal mos am que, em média, os ap enden es conheciam
31,5 (DP = 8,4) das 54 pala as usadas no es e, sendo
o alo mais baixo de 19 pala as e o mais al o de 47.
Pa a a e igua se exis e uma co elação en e a quan i-
dade de pala as que cada ap enden e conhecia e o seu
desempenho na a e a de juízos de g ama icalidade o am
ealizados á ios es es de associação de Coe icien e de
Co elação de Pea son.
Em p imei o luga oi a aliada a co elação en e as
axas de ace o globais nas condições g ama icais e con-

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CRISTINA FLORES, JOANA MATOS, TELMA MOREIRA & DUARTE OLIVEIRA
dições ag ama icais e o conhecimen o lexical. Dois es es
de Coe icien e de Co elação de Pea son, um pa a as con-
dições g ama icais e ou o pa a as ag ama icais, mos am
que não exis e uma associação signi ica i a en e o índice
de conhecimen o lexical e o desempenho do g upo nas
condições g ama icais ( = ,290, p = 0,228). Con udo, essa
associação exis e se co elaciona mos es e índice com os
esul ados ob idos pelos pa icipan es nas condições ag a-
ma icais, embo a seja apenas ma ginalmen e signi ica i a (
= ,461, p = 0,047). Es e esul ado mos a que os ap enden es
que conheciam um maio núme o de pala as usadas no
es e o am, endencialmen e, os que ob i e am melho es
esul ados no econhecimen o de pala as ap esen adas
com um géne o e ado e consequen e co eção des a ag a-
ma icalidade.
Con ém, assim, olha com mais de alhe pa a as di e en-
es condições ag ama icais pa a e i ica se es a associação
exis e nas ês subcondições. Começando pela condição
mo ológica (ag ama ical), um Tes e de Co elação Pea son
con i ma que exis e uma associação posi i a signi ica i a
en e o índice de conhecimen o lexical e as axas de ace o
nessa condição ( = ,472, p = 0,041). O mesmo se obse -
a na subcondição semân ica (ag ama ical). Nes e caso, a
associação en e o conhecimen o lexical e a axa média
de ace o é ainda maio e mais signi ica i a ( = ,548, p =
0,015). Os g á icos 7 e 8 ap esen am a co elação en e as
axas de ace o po pa icipan e, nas subcondições mo o-
lógica e semân ica ag ama icais, e o seu índice de conheci-
men o lexical.
Como podemos obse a nos g á icos, o alan e que
ap esen a o mais al o índice de conhecimen o lexical (47
pala as) é p ecisamen e o que em axas de ace o mais
ele adas (acima de 90%). Já os pa icipan es com meno
índice são os que, endencialmen e, ap esen am axas de
ace o mais baixas.
173
DIFICULDADES DE AQUISIÇÃO DO GÉNERO EM ALEMÃO L2. UM ESTUDO…
Em con as e, na subcondição oné ica não exis e qualque
associação en e as duas a iá eis ( = ,029, p = 0,905), ou
seja, nes e caso, possui um maio índice de conhecimen o
lexical não signi ica necessa iamen e se mais asse i o no
econhecimen o da ag ama icalidade do géne o ap esen ado.
Fo am ainda aplicados sucessi os es es de Qui-
Quad ado pa a a alia se exis e uma co espondência di e a
en e o conhecimen o de cada pala a e o econhecimen o
da (a)g ama icalidade do seu géne o, po ém, os esul ados
des es es es não o am conclusi os po não es a cump ido
sis ema icamen e o p essupos o de equência supe io a 5
i ens po célula. O al e na i o Tes e de Fishe não e ela
uma associação di e a en e as duas a iá eis, ou seja, o
desempenho dos ap enden es na TJG não pa ece, no ge al,
de i a di e amen e do conhecimen o da pala a-al o. A
in luência do conhecimen o lexical sob e a asse i idade
no es e mani es a-se a um ní el mais ge al de p o iciência
lexical. Exceção são pala as mui o equen emen e usa-
das na sala de aula, como po exemplo die Übung ( em, ‘o
exe cício), com um ní el mui o ele ado de asse i idade de
géne o (83.3%) e de conhecimen o lexical (95%).
G á ico 7: Co elação en e conhe-
cimen o lexical e axa de ace o na
subcondição mo ológica ag ama ical
G á ico 8: Co elação en e conhe-
cimen o lexical e axa de ace o na
subcondição semân ica ag ama ical
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CRISTINA FLORES, JOANA MATOS, TELMA MOREIRA & DUARTE OLIVEIRA
Po im, o am analisados os alo es ob idos no BLP com
o in ui o de obse a se exis e alguma co elação en e o
índice de exposição ao alemão, po um lado, e a com-
pe ência lexical ou o desempenho nas condições g ama i-
cais e ag ama icais, po ou o lado. Os esul ados de á ios
es es de Coe icien e de Co elação de Pea son mos am
que não exis e associação, nem en e o índice do BLP e o
índice de conhecimen o lexical dos alan es ( = -,240, p =
0,308), nem en e o p imei o e as axas de ace o nas con-
dições g ama icais ( = -,012, p = 0,957) ou as ag ama icais
( = ,335, p = 0,109). Conclui-se, pela lei u a des es esul-
ados, que a quan idade de con ac o com o alemão, a e i-
da a a és do ques ioná io usado, e ela não e a ingido
um ní el su icien emen e ele ado pa a pode e um e ei o
eal sob e o conhecimen o linguís ico dos ap enden es. De
ac o, como imos, o con ac o com a língua alemã deu-
se, na g ande maio ia dos casos, quase exclusi amen e em
con ex o de sala de aula a pa i da adolescência a dia, não
endo sido su icien e pa a p oduzi e ei o sob e o domínio
in es igado.
5. dIscussão Inal
Globalmen e, os esul ados do p esen e es udo con i -
mam que a a ibuição do géne o é um domínio g ama ical
que causa mui as di iculdades a ap enden es de alemão
em ní eis in e médios de aquisição, como demons ado
po ou os es udos (Ellis e al. 2012, Wegene 1995). A axa
média de ace o é de ap oximadamen e 50%, si uando-se
no ní el de casualidade. No en an o, o desempenho dos
ap enden es não é de odo u o de a bi a iedade, pois
a di e enciação das axas de ace o em condições g ama-
icais e ag ama icais mos a que exis e um desempenho
signi ica i amen e di e en e dos ap enden es pe an e i ens
g ama icais/ag ama icais. Como espe ado, os ap enden es
ap esen am mais di iculdades no econhecimen o e subse-
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DIFICULDADES DE AQUISIÇÃO DO GÉNERO EM ALEMÃO L2. UM ESTUDO…
quen e co eção do géne o ap esen ado ag ama icalmen e.
Respondendo à p imei a ques ão de in es igação, podemos
en ão conclui que o géne o g ama ical é, de ac o, um
domínio ulne á el no p ocesso de aquisição do alemão
como língua não na i a.
Quan o aos p incípios mais p oeminen es na aquisição
do géne o (mo ológicos, oné icos e semân icos), e es-
pondendo à segunda ques ão de in es igação, os esul a-
dos não mos am uma cla a endência. Is o signi ica que os
alan es não pa ecem mos a sensibilidade às di e en es
pis as, mesmo as ma cas mo ológicas não são ainda cla-
amen e elacionadas com um de e minado géne o. Es e
dado pode, ce amen e, se explicado pela complexidade
de eg as de a ibuição de géne o, mui as ezes a é con a-
di ó ias, que di icul a a aquisição des a p op iedade g ama-
ical. Associada a es a complexidade es á o eduzido ní el
de con ac o com a língua alemã e consequen e baixo ní el
de p o iciência dos alunos, que (ainda) não pe mi iu impul-
siona a aquisição do géne o a a és des es p incípios.
Vá ios es udos êm demons ado que o a o mais
in luen e na co e a a ibuição do géne o é o conhecimen-
o lexical do alan e (c . S öh e al. 2012). O p esen e es u-
do em co obo a es a obse ação, espondendo, assim à
e cei a ques ão. Exis e, de ac o, uma co elação posi i a
en e a quan idade de pala as que os pa icipan es conhe-
cem e o seu desempenho na a e a de g ama icalidade. Is o
signi ica que os ap enden es adqui em o géne o das pala-
as em alemão i em a i em, à medida que adqui em conhe-
cimen o lexical, não sendo (ainda) guiados po p incípios
o mais ou semân icos. Um exemplo conc e o é-nos dado
pela compa ação de nomes emininos e minados em -ung.
Enquan o a axa de ace o da pala a Übung (‘exe cício’) é
mui o ele ada ( a ando-se de uma pala a equen emen e
usada em sala de aula), a média de ace o de Un e hal ung
(‘con e sa’) é bas an e mais baixa (sendo que me ade dos
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CRISTINA FLORES, JOANA MATOS, TELMA MOREIRA & DUARTE OLIVEIRA

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DIFICULDADES DE AQUISIÇÃO DO GÉNERO EM ALEMÃO L2. UM ESTUDO…
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CRISTINA FLORES, JOANA MATOS, TELMA MOREIRA & DUARTE OLIVEIRA
anexo 2
G ama ical Ag ama ical
Condições mo ológicas
1 A) -e + masculino
de Fehle (o e o) (+)
de Telle (o p a o) (+)
de Dosenö ne (o ab e-la as)
(+)
1 B) -e + eminino
*die Kugelsch eibe (a cane a)
(-)
* die Taschen echne (a
calculado a) (-)
*die Hunge (a ome) (-)
2 A) -chen + neu o
das Mädchen (a menina)
das Wü s chen (a salsicha)
das B ö chen (o pão)
2 B) -chen + masculino
*de Männchen (o macho)
*de Pä chen (o casal)
*de Gummibä chen (a goma)
3 A) -ung + eminino
die Übung (o exe cício) (-)
die Un e hal ung (a con e sa)
(+)
die Mischung (a mis u a) (+)
3 B) -ung + neu o
*das E zählung (a his ó ia/o
con o)
*das Übe aschung (a su p esa)
*das Emp ehlung (a
ecomendação)
Condições semân icas
4 A) espécie + neu o
das P e d (o ca alo)
das Huhn (a galinha)
das Rind (o gado)
4 B) espécie + masculino
*de Schwein (o po co)
*de Scha (a o elha)
*de Reh (o eado)
5 A) masculino + masculino
de A e (o macaco) (+)
de Hase (o coelho) (+)
de Löwe (o leão) (+)
5 B) masculino + eminino
*die Floh (a pulga) (-)
*die Hund (o cão) (+)
*die Vogel (o pássa o) (+)
6 A) eminino + eminino
die Ka ze ( o ga o) (-)
die Maus (o a o) (-)
die En e (o pa o) (-)
6 B) eminino + neu o
*das Ziege (a cab a)
*das Schlange (a cob a)
*das Gans (o ganso)
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DIFICULDADES DE AQUISIÇÃO DO GÉNERO EM ALEMÃO L2. UM ESTUDO…
Condições oné icas
7 A) - + eminino
die Lu (o a ) (-)
die F uch (o u o) (-)
die Wel (o mundo) (-)
7 B) - + neu o
*das Mach (o pode )
*das Gewal (a iolência)
*das K a (a o ça)
8 A) -e + neu o
das Be (a cama)
das Fe (a go du a)
das Table (o abulei o)
8 B) -e + masculino
*de Balle ( o balle )
*de Qua e (o qua e o)
*de E ike (a e ique a)
9 A) - s + masculino
de Pilz (o cogumelo) (+)
de Schme z (a do ) (-)
de Sche z (a piada) (-)
9 B) - s + eminino
*die Pelz (a pele) (+)
*die K anz (a co oa) (-)
*die Bli z (o aio ) (+)
To al: 27 g ama icais + 27 ag ama icais = 54 i ens (18
x 3 condições)
13 (+) alm=p
14 (-) alm≠p