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His ó ias de Ro ei is as (Guionis as): Cinema Biog á ico
Glaucia Da ino
Uni e sidade P esbi e iana Mackenzie, São Paulo, SP, B asil
1. Con ex ualização do p oje o
Esse p oje o em o igem nas pesquisas iniciadas na década de 80 pela coo denado a do p oje o,
em ní el mes ado, de dou o ado e nos desdob amen os sob e o ema o ei o (1).
A década de 80 mos ou o despon a de uma no a ge ação de cineas as o iundos das
uni e sidades, do mo imen o do cu a me agem, do me cado publici á io e ciné ilos. As
mudanças polí ico-econômicas desencadea am, nos anos 90, no as polí icas cul u ais ompendo
com as an igas o mas de inanciamen o go e namen al, le ando a p odução de ilmes busca
no os o ma os. T ans o mações mundiais como a globalização que en ol e undamen almen e
os meios de comunicação ize am eme gi ou o pe il de consumido es do audio isual. Nes as
passagens his ó ias, o o ei o passou, pouco a pouco, se e alo izado no me cado e,
conseqüen emen e, no in e esse pelo seu domínio. Su gi am, pela p imei a ez no B asil, em
2000 e em 2006, duas en idades ep esen an es dos o ei is as o madas pelos p óp ios
p o issionais que êm conquis ando espaço e êm sido esc i os e aduzidos í ulos sob e o ema.
Mesmo com es e lo escimen o disc e o, a igu a do o ei is a semp e oi uma incógni a, pois se
o o ei is a não é necessa iamen e o di e o , en ão quem con a ou quem é o au o das his ó ias
na o ma ílmica? Quem são os o ei is as que c iam nossos audio isuais? Como desen ol em
suas c iações? Quais as suas elações com a p odução nacional de ilmes, de ídeos, de
con eúdos pa a in e ne (audio isual), de p og amas de TV (com ên ase na d ama u gia)? Quais
as suas elações com o me cado nacional e o in e nacional? Qual o alo do o ei is a den o da
ca ego ia? Como se abalha com o ei o, no con ex o con empo âneo? Como se ap ende a
o ei iza ? Po isso, o mos busca nas con e sas com os p óp ios o ei is as o “mis é io” da
p o issão, a a és de his ó ias que eles con am sob e si mesmos.
Em 2006 oi ealizado o ‘p oje o pilo o’ pa a a de inição de mé odos e di e izes pa a a p odução
de ou os í ulos na mesma linha emá ica. O pilo o oi inanciado pelo Mackpesquisa (2) e os
pa ece es inais o am a o á eis ao esul ado alcançado.
No p oje o pilo o, a p opos a oi a de pesquisa um o ei is a po ez, en e is a-lo e p oduzi ,
como e lexão do esul ado inal, um ex o-audio isual no o ma o ídeo. A pe sonalidade
en e is ada na ocasião oi o o ei is a e d ama u go Rubens Rewald, jo em di e o de cinema,
esc i o , d ama u go, o ei is a e p o esso de o ei o no Cu so Supe io de Audio isual na
Uni e sidade de São Paulo. Além de peças de ea o, o ei izou e di igiu ilmes. Esc e eu Caos
D ama u gia e em 2007, o ei izou e di igiu seu p imei o longa me agem in i ulado Co po.
O ex o audio isual inal se conc e izou com 90 minu os de du ação, di idido em capí ulos
c iados, in i ulados e o ganizados segundo as idéias dos pesquisado es do p oje o, como o ma
de e lexão e in e p e ação do con eúdo g a ado. O es udo e as en e is as indi idualizadas êm
a unção de des incula umas das ou as en e is as. A idéia é a a cada esc i o como único,
não como mais uma peça de uma massa pe encen e ao cinema b asilei o. Po an o, ao inal
de e emos e uma sé ie compos a po um ídeo de cada o ei is a. O painel de o ei is as do
audio isual nacional con empo âneo se á compos o po uma sé ie, não po um único ídeo que
in e cale p é ia e diale icamen e as idéias de nossos o ei is as, ao con á io. Qualque elação
ou conclusão a que se pode á chega sob e o conjun o de o ei is as cabe á à disponibilidade dos
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espec ado es Ao in és de es abelece mos e di eciona mos as elações de ap oximação e
con as es, p e endemos pe mi i que cada espec ado mon e seus conhecimen os segundo sua
o dem de in e esses. Ele an o pode á se in e essa po um ou uma combinação de nomes e,
des a expe iência, i a suas conclusões.
Em 2008 iniciou a segunda pa e após o pilo o, e oi sub-in i ulado “Episódio II”.
Ti emos a opo unidade de en e is a duas pe sonalidades de ge ações mui o dis an es, Jean
Claude Be nade e Sabina Anzua egui. A dis ancia de ge ação não impediu que as ci cuns âncias
os le a am a abalha jun os. Mesmo assim, pa a cada au o há um ídeo independen e.
Em 2009, oco eu o e cei o ano de abalho, com o “Episódio III”, quando izemos qua o
en e is as e inalizamos duas dos o ei is as Da id Mendes e Di Mo e i.
O “episódio IV” de e á en a em ação en e 2012 e 2013.
2. Obje i os Ge ais
(a) em maio p azo, é o de consolida o P oje o pa a que o audio isual b asilei o seja es udado
segundo a ealização a ís ica daquele que o idealiza, o o ei is a;
(b) con ibui pa a o egis o da memó ia da aje ó ia do audio isual nacional.
(c) ealiza um le an amen o dessas pe sonalidades e aça um pe il do uni e so dos
o ei is as b asilei os;
(d) aze com que cada p odução esul an e enha ca ac e ís ica de se um ex o-audio isual
in eg al e que possa se publicado, di ulgado a uma di e sidade de públicos an o na qualidade
de pesquisa sob e o ei ização, d ama u gia do cinema nacional, cinema og a ia documen al
como na qualidade de uma p odução audio isual nas mídias que lhe o em compa í eis ( ídeo,
in e ne , ou as);
(e) amplia o núme o de pesquisado es e es abelece pa ce ias pa a o p oje o e
( ) alo iza o o ei is a nacional
(g) ob e o apoio pe manen e de nossa ins i uição pa a que o p oje o possa alcança um s a us
de ma u idade (e conseqüen emen e dos pesquisado es en ol idos) pa a a ob enção de ecu sos
ambém em ou os ó gãos de omen o à pesquisa: es aduais, ede ais e ou os.
3. Obje i os Especí icos
(a) in es iga a p odução a ís ica das pe sonalidades, em ques ão, e iden i ica a epe cussão de
seus abalhos nas ob as.
(b) e le i sob e o p ocesso de o ei ização de cada au o
(c) p oduzi , a pa i da pesquisa de con eúdo, um p odu o audio isual inal em ídeo ( ex o
audio isual) que mos e a e lexão e que di ulguem o o ei is a/cineas a ocul o em cada ob a ou
no conjun o das ob as;
(d) p oduzi , di ulga , na o ma de ex o e bal a pesquisa e seus desdob amen os a a és de
publicações acadêmicas e não acadêmicas;
(e) ge a conhecimen o que dialogue com os ou os p oje os de pesquisa com os quais
p e endemos nos en ol e ;
( ) di ulga e ap esen a os ídeos p oduzidos em mídias, e en os e ou as modalidades
acadêmicas e não acadêmicas;
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(g) amadu ece e ape eiçoa o p ocesso a cada e apa (ou episódio) e que
4. Me odologia
Como adicionalmen e, as lei u as especí icas e eó icas a espei o do ema a ado êm sido
pa a a ualização, ap o undamen o e compa ilhamen o en e os memb os do g upo. Essa
pesquisa em sido desdob amen o das pesquisas eó ico-analí icas baseadas na cons ução da
na a i idade, na comp eensão do p ocesso de o ei ização, da p óp ia cons ução do ilme, dos
ní eis na a i os do ilme, dos elemen os ílmicos, das opções es é icas en e o ei o/di eção, do
abalho do o ei is a, da adap ação ílmica, da passagem do o ei o pa a o ilme, sob e
documen á io, sob e o p ocesso de o ei ização.
O p oje o que an ecedeu e se cons i uiu como pilo o, mos ou a necessidade desses os seguin es
caminhos p agmá icos:
- o abalho mais denso cabe á ao con a o di e o com os o ei is as que ainda se ão
selecionados nos p imei os pe íodos da pesquisa ( es ição des e momen o da pesquisa se á a
da escolha de o ei is as que es ejam a uando no eixo Rio - São Paulo);
- me odologicamen e, o con a o di e o com os au o es é o ce ne do abalho, é nosso o
abalho da cons ução bio-cinema og á ico. Os p imei os con a os se ão pa a se le an a
assun os que eles podem nos aze como pe inen es, apon a acon ecimen os, ma e iais a
se em pesquisados, e c. Esses le an amen os, essas con e sas pode ão ou não se g a adas,
con o me disponibilidade dos equipamen os e/ou de pe missão dos au o es;
- um o ei o de g a ações de e á segui as di e izes desses con a os di e os com os
au o es;
- a cap ação de in o mações com os o ei is as se ão ei as a pa i de o mulação de
pe gun as que não de e ão apa ece no ídeo de manei a que p o oquem o con a de his ó ias
ou que pe mi am que a edição dê essa imp essão à cena;
- as g a ações de e ão se ealizadas em mais de um encon o pa a que di e en es
momen os susci em no as emoções dos au o es;
- ma e iais de a qui o ou de a qui o pessoal de e ão se consul ados e e em
au o ização dos di ei os cedidos pelos esponsá eis pa a se em u ilizados na edição inal
- o esul ado dessas con e sas se á o io condu o da cons ução do o ei o do p odu o
inal (não signi ica que o p odu o se á linea ), que em ex o, quem em CD. Esse p oje o, an o
quan o qualque mani es ação em linguagem li e á ia e audio isual em semp e a exp essão
in e mediando aquilo que se que dize .
Essa pesquisa em um aço di e enciado das pesquisas eó ico- e lexi as e pesquisas
quan i a i as ou quali a i as. Ela é uma pesquisa cujo le an amen o de dados (nomes dos
o ei is as que compo ão o painel) e dos ma e iais (compilação) le am ao egis o a ís ico-
c í ico do abalho do au o a pa i do ema cen al p opos o.
Faz pa e da pos u a me odológica des a pesquisa ob e um audio isual como p odu o inal de
demons ação e di usão dos conhecimen os cons i uídos. Po an o, e emos a e lexão sob e o
o ei is a, um p o issional do audio isual, a a és da linguagem in ínseca des e meio
(linguagem em imagem e som). Conside amos que a in enção seja a ende plenamen e a á ea do
sabe , a a és des a o ma p á ica e, de ce a o ma, expe imen al.
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