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La producción y gestión de viviendas sociales: estudio de caso en Brasil

Abstract

Este artículo presenta una experiencia brasileña de producción y gestión de una unidad de vivienda de interés social con enfoque en la sostenibilidad y la gestión participativa entre universidad y comunidad. Esta unidad está situada en una zona rural de São José do Rio Pardo, en São Paulo, Brasil, y se produjo a partir de la asociación de la entidad Proyecto Esperanza y Vida, que se encarga de la recuperación de dependientes químicos (PEVI), además del apoyo financiero para el desarrollo del proyecto por parte de un banco brasileño. Por un esfuerzo conjunto se construyó la vivienda con materiales y tecnologías no convencionales. La integración de estrategias bioclimáticas y tecnologías solares en la vivienda muestran el compromiso de la universidad con la concepción, la producción y también con la gestión de proyectos que primen la mejora de calidad de vida de las poblaciones pobres y su integración social.

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La producción y gestión de viviendas sociales: estudio de caso en Brasil

Author: Fricke, Glacir Teresinha; Fantinelli, Jane Tassinari; Parisi, Rosana Soares Bertocco
Year: 2010
Source: https://idus.us.es/bitstreams/d281a151-dbb7-42f0-ace2-bfeeda00a307/download
{y }
www.habi a ysociedad.us.es
A p odução e ges ão da habi ação de in e esse social: es udo de caso
no B asil
Glaci Te esinha F icke
Jane Tassina i Fan inelli
Rosana Soa es Be occo Pa isi
Resumo
Es e abalho ap esen a uma expe iência b asilei a de p odução e ges ão de unidade habi acional de in e esse social
com en oque em sus en abilidade e ges ão pa icipa i a de uni e sidade e comunidade. Es á localizada na á ea u al de
São José do Rio Pa do, no Es ado de São Paulo, B asil e e e a pa ce ia com a en idade P oje o Espe ança e Vida que
a a de dependen es químicos (PEVI), além do apoio inancei o pa a o desen ol imen o do p oje o, ei a po um banco
b asilei o. Nela oi cons uída uma unidade em mu i ão com ma e iais e ecnologias não con encionais. A inse ção de
es a égias bioclimá icas e ecnologias sola es na habi ação mos am o comp omisso da uni e sidade com a concepção,
p odução e ambém com a ges ão de p oje os que p i ilegiem a melho ia da qualidade de ida das populações pob es e
a sua in eg ação social.
Pala as cha e
P odução e ges ão da habi ação social; Sus en abilidade; Ma e iais e écnologias não con encionais.
Resumen: La p oducción y ges ión de i iendas sociales: es udio de caso en B asil
Es e a ículo p esen a una expe iencia b asileña de p oducción y ges ión de una unidad de i ienda de in e és social
con en oque en la sos enibilidad y la ges ión pa icipa i a en e uni e sidad y comunidad. Es a unidad es á si uada en
una zona u al de São José do Rio Pa do, en São Paulo, B asil, y se p odujo a pa i de la asociación de la en idad P o-
yec o Espe anza y Vida, que se enca ga de la ecupe ación de dependien es químicos (PEVI), además del apoyo inan-
cie o pa a el desa ollo del p oyec o po pa e de un banco b asileño. Po un es ue zo conjun o se cons uyó la i ienda
con ma e iales y ecnologías no con encionales. La in eg ación de es a egias bioclimá icas y ecnologías sola es en la
i ienda mues an el comp omiso de la uni e sidad con la concepción, la p oducción y ambién con la ges ión de p o-
yec os que p imen la mejo a de calidad de ida de las poblaciones pob es y su in eg ación social.
Palab as cla e
P oducción y ges ión de i iendas de in e és social; Sos enibilidad; Ma e iales y ecnologías no con encionales.
Recibido: 20/09/2010; acep ado: 10/10/2010
 Da os de con ac o: Glaci Te esinha F icke. Cu so de A qui e u a e U banismo. Uni e sidade São F ancisco – I a iba, SP / Pon i ícia
Uni e sidade Ca ólica PUCMinas – Poços de Caldas, MG. E-mail: glaci . ick[email p o ec ed].
 Da os de con ac o: Jane Tassina i Fan inelli. Cu so de A qui e u a e U banismo. Uni e sidade São F ancisco – I a iba, SP / Núcleo
In e disciplina de Planejamen o Ene gé ico – NIPE Uni e sidade Es adual de Campinas – Campinas. E-mail: ja[email p o ec ed].
 Da os de con ac o: Rosana Soa es Be occo Pa isi. Cu so de A qui e u a e U banismo. Pon i ícia Uni e sidade Ca ólica PUCMinas
– Poços de Caldas, MG. E-mail: pa [email protected] .
{ }
Abs ac : The p oduc ion and managemen o social housing: a case s udy in B azil
This pape p esen s a B azilian expe ience in he p oduc ion and managemen o a social housing uni wi h a ocus on
sus ainabili y and pa icipa o y managemen be ween membe s o uni e si y and o communi y. This uni is loca ed in a
u al a ea o São José do Rio Pa do, in São Paulo, B azil, and was p oduced unde pa ne ship wi h he “Espe ança e
Vida” (Hope and Li e) P ojec (PEVI) which akes on he ecupe a ion o chemical dependen s, oge he wi h inancial
suppo o he de elopmen o he p ojec on he pa o a B azilian bank. A house was buil as a join e o wi h uncon-
en ional ma e ials and echnologies. The in eg a ion o bioclima ic s a egy and sola echnology in housing shows he
Uni e si y's commi men o he design, p oduc ion and also o he managemen o p ojec s ha place alue on he im-
p o emen o he quali y o li e o he poo and hei social in eg a ion.
Key wo ds
P oduc ion and Managemen o Social Housing; Sus ainabili y; Non-con enc ional Ma e ials and Technologies.
In odução e Jus i ica i a
Segundo dados da ONU, as p e isões mundiais,
em 2007, apon a am pa a um maio núme o de
pessoas i endo nas cidades do que no campo.
Po an o, a demanda po ecu sos e se iços au-
men a ia sensi elmen e.
No B asil, os dados do Ins i u o B asilei o de Geo-
g a ia e Es a ís ica–IBGE (IBGE, 2007) mos am
que mais de 80% da população mo a nas cidades.
Os le an amen os ealizados pelo Minis é io das
Cidades (B asil, 2005) indicam que o dé ici habi-
acional b asilei o a inge 8,0 milhões de domicílios.
Em dados pe cen uais são as egiões No des e e
Sudes e que concen am a maio pa e do dé ici ,
com incidência de 39,4% e 32,4%, espec i amen-
e. Aos índices ap esen ados de e-se ac escen a
que ce ca de 12 milhões de domicílios são ca en-
es de in a-es u u a, e além de que, ce ca de
84% do dé ici habi acional es á concen ado nas
amílias com enda mensal de a é ês salá ios mí-
nimos, equi alen e à U$ 889,56. Os dados es a ís-
icos ap esen ados pelo Minis é io das Cidades o-
am p oduzidos a pa i da pesquisa Dé ici Habi-
acional no B asil – Municípios selecionados e mi-
c o egiões geog á icas, ei a em pa ce ia com a
Fundação João Pinhei o, de Minas Ge ais. O mé i-
o de al pesquisa consis e não apenas na sua
ab angência, mas, sob e udo na ques ão me odo-
lógica que, den o do concei o mais amplo de ne-
cessidades habi acionais, abalha com uma dis-
inção básica en e dois segmen os: o dé ici habi-
acional e a inadequação de mo adias (B asil,
2005).
A ques ão habi acional no B asil, p incipalmen e
no que ange às classes menos a o ecidas, ap e-
sen a-se como uma das g andes p eocupações
po pa e dos go e nos ede al, es adual e munici-
pal. Há en ão que se busca o mas pa a a solu-
ção desse p oblema, já que é o exp essi o con in-
gen e da classe abalhado a que ca ece de habi-
ações dignas: pessoas que ocupam a maio pa -
cela dos emp egos na ag icul u a, no se o de
abas ecimen o, dis ibuição e comé cio, indús ia e
cons ução ci il, ou seja, nos se o es p odu i os do
país. Há nas ês es e as de pode , o consenso de
que uma das manei as pa a se minimiza o p o-
blema é o in es imen o maciço na p odução e ges-
ão de habi ações de in e esse social -HIS (F icke,
2006).
Po ém, a é hoje o maio con ingen e da população
de baixa enda cons ói po con a p óp ia, sem o
acompanhamen o de um p o issional da á ea da
cons ução ci il, mui as ezes po al a de capi ali-
zação e de acesso ao c édi o pa a inanciamen o
habi acional. Como esul ado disso, a p odução é
de edi icações sem qualidade cons u i a, em e-
enos que, ia de eg a, são inadequados às
cons uções. A si uação exis en e pode se al e a-
da a a és da ap o ação da Lei n° 11.888, sancio-
nada pelo P esiden e da República do B asil, em
24 de dezemb o de 2008 (B asil, 2008), na qual
es á assegu ada às amílias de baixa enda a as-
sis ência écnica pública e g a ui a pa a o p oje o e
a cons ução de habi ação de in e esse social.
Nesse sen ido, os p o issionais da á ea da cons-
ução ci il da ão a sua con ibuição pa a a popu-
lação mais ca en e pa a p oduzi mo adias mais
adequadas.
Dian e desse cená io, di e sas pesquisas, p oje os
e expe iências êm sendo ealizados a im de co-
labo a com a edução do dé ici habi acional e, ao
mesmo empo, o dos impac os ambien ais ge ados
pelas cons uções con encionais, ca ac e izadas
pelo consumo excessi o de ecu sos na u ais
(desde água, a eia, a é eno mes quan idades de
madei a, e c), pela demanda po ma é ia-p ima in-
dus ializada (como cimen o, elhas de ib o-
cimen o, a gamassas, in as, e c) e pela ge ação
de esíduos (p o enien es do despe dício de ma e-
iais), além de p i ilegia em a ges ão da p odução
de ais habi ações. No se o da cons ução ci il
em oco endo uma c escen e di usão de concei-
os e p incípios sus en á eis, que po ezes p o-
mo em o e o no às o mas de cons ução an igas
e a combinação de u ilização de ma e iais e ecno-
logias con empo âneas com ma e iais de euso e
mé odos cons u i os não-con encionais (Pa isi e
al., 2007)
No que diz espei o ao p ocesso de ges ão, as
pa ce ias in e ins i ucionais e público-p i adas êm
se mos ando como p omisso as. Po es a azão,
o p esen e abalho abo da um es udo de caso im-
plan ado no município de São José do Rio Pa do,
Es ado de São Paulo, B asil, o P oje o CRESCER.
São ap esen adas al e na i as iá eis e possí eis
pa a a disseminação do concei o de habi ação
digna.
P oje o CRESCER
O p oje o CRESCER –Cons ui e REsga a com
Sus en abilidade a Cidadania E a Reinse ção So-
cial- es á implan ado em um sí io na á ea u al de
São José do Rio Pa do, SP. É p op iedade da co-
munidade e apêu ica denominada P oje o Espe-
ança e Vida (PEVI), que ealiza o a amen o pa a
homens po ado es de dependência química (d o-
gas e álcool).
O p oje o oi desen ol ido en e agos o de 2007 e
julho de 2010 e con ou com os ecu sos inancei-
os do Ins i u o HSBC Solida iedade, uma ONG
inculada a uma ins i uição bancá ia b asilei a que
omen a p oje os sociais e educacionais. Den e as
a i idades ealizadas no CRESCER cons am a
implan ação de uma ola ia pa a a p odução de
Bloco de Te a Compac ada –BTC’s- (Ba bosa,
2002a e 2002b) e adobes, além da cons ução de
uma Casa de Apoio, habi ada pelos homens em
a amen o no PEVI.
Seu p oje o a qui e ônico oi concebido como uma
unidade de habi ação de in e esse social e ece-
beu a denominação de “Casa de Apoio” já que,
du an e o dia, se e de apoio ao p oje o
CRESCER, ab igando simul aneamen e, o esc i ó-
io pa a a come cialização do ma e ial p oduzido
na ola ia e, ambém, como mo adia dos e e idos
dependen es químicos em a amen o e pa a os
que p es am se iços de apoio à mencionada co-
munidade e apêu ica.
Um dos p essupos os iniciais pa a a cons ução da
Casa de Apoio oi sua localização: um luga isí el
e de ácil acesso, na en ada do sí io do PEVI
(Figu a 1). A in enção oi a de da isibilidade aos
blocos de e a p oduzidos pela comunidade de
in e nos, p omo endo a sua di ulgação.
{ }
Figu a 1: Localização da Casa do P oje o CRESCER ao lado da en ada do P oje o PEVI e bem p óxima do lei o da odo ia SP-
207. Fon e: Adap ado de www.wikipedia.com.p ; www.googlemap.com e Pa isi, R. e Bap is ela, J.E., 2010.
O p oje o CRESCER comp eendeu ês e apas
p incipais. A p imei a a ou da p opos a do p oje-
o a qui e ônico, desen ol ida em conjun o com a
comunidade e apêu ica em a amen o. A segun-
da, pa alelamen e com a p imei a, a ou da sensi-
bilização das equipes das uni e sidades, o mada
po p o esso es e alunos das ins i uições pa cei-
as, bem como a comunidade e apêu ica, pa a a
p odução dos adobes e BTC’s. A e cei a pa e do
p oje o con emplou a execução da ob a e oda a
in aes u u a pa a o uncionamen o da Casa de
Apoio, com ên ase na sus en abilidade ambien al.
Finalizando é ap esen ado odo o p ocesso da
cons ução e o ciclo de sus en abilidade ambien al
ado ado nesse p oje o.
O p oje o da Casa de Apoio
A Casa de Apoio, inicialmen e p oje ada com
56,00m² oi cons uída com a ampliação p e is a
de mais 35,00m², pe azendo um o al de 91,00m²,
dis ibuídos em 3 do mi ó ios, 1 banhei o, 1 sala e
cozinha conjugadas, uma a anda de ecep-ção e
uma a anda de se iços. Nas imagens da Figu a
2 obse a-se o p oje o a qui e ônico inicialmen e
p opos o, e o cons uído, assim como a simulação
em maque e ele ônica das duas p opos as.
Na Figu a 3 são is as as maque es ele ônicas
das e apas de cons ução e o ciclo sus en á el
p oje ado pa a o P oje o CRESCER.
Figu a 2: As duas plan as e pe spec i as da Casa de Apoio do p oje o CRESCER, espec i amen e, sem ampliação e com am-
pliação. No a na mo adia ampliada os dois do mi ó ios de dimensões iguais, o con íguo à a anda on al e o con íguo a a-
anda de undo. Fon e: GEAHAS, 2009.
Figu a 3: E apas da Cons ução e Ciclo de cons ução sus en á el. Fon e: Luz, T., 2010.
Implan ação da Cons ução da Casa de
Apoio
Pa a a execução da ob a o am planejadas di e -
sas e apas:
- A p imei a a ou da p odução dos ijolos –
adobes e BTC’s- que se iam u ilizados na cons-
ução da Casa de Apoio;
- Du an e a e apa seguin e oi ealizada a execu-
ção da ob a –desde a undação a é os acaba-
men os;
- Po im, o am implan ados os sis emas de a-
amen o de esgo o al e na i o ( a amen o po
e apo anspi ação) e o aquecimen o da água pa-
a o chu ei o a a és de um sis ema de aqueci-
men o sola (SAS), o sis ema de i igação po go-

{ }
ejamen o no e o e de, além do eap o ei a-
men o da água de chu a.
Pa a o sucesso da ges ão e p odução compa i-
lhada oi necessá io o en ol imen o das pessoas
em a amen o na comunidade e apêu ica du an e
o p ocesso de p odução dos adobes e BTC’s pa a
a execução da edi icação. Pa a an o o am eali-
zadas o icinas e gincanas de sensibilização, que
obje i a am mos a a impo ância da p odução do
maio núme o de peças em cu o espaço de empo
a im de iabiliza mais apidamen e a cons ução
da denominada Casa de Apoio.
O con ole écnico e a p odução dos ado-
bes e BTC’s
A qualidade do ma e ial p oduzido oi e i icada
quinzenalmen e, com o en io de lo es de peças ao
Labo a ó io de Mecânica de Solos da Uni e sida-
de São F ancisco, pa cei a do p oje o pa a a eali-
zação de ensaios labo a o iais. Tan o na p odução
dos ijolos, quan o na elabo ação dos ensaios o-
am obse adas as No mas B asilei as NBR 8491
(ABNT, 1984) e NBR 8492 (ABNT, 1984), que
dizem espei o à ab icação de ijolos maciços de
solo- cimen o (BTC’s) e aos mé odos de ensaio e
de e minação da esis ência à comp essão e da
abso ção da água desses ijolos.
A PUC-Minas, campus de Poços de Caldas, uma
das uni e sidades pa cei a, cedeu ao PEVI, em
egime de emp és imo, uma p ensa alemã pa a a
p odução dos BTC’s. Assim, du an e a p imei a
e apa, com o uncionamen o das duas p ensas
manuais, a p ensa adqui ida pelo P oje o
CRESCER e a pe encen e à PUC-Minas, os pa -
icipan es chega am a p oduzi 1.300 unidades de
BTC’s po dia (Figu a 4).
Ao mesmo empo, a p odução dos adobes acon e-
cia len amen e: ce ca de 100 a 200 ijolos po dia.
Ficou e iden e a esis ência dos pa icipan es pa a
a p odução dos adobes, já que o p ocesso e a
manual, indi idual, demo ado e mais desgas an e
que a p odução dos BTC’s p ensados. Com isso, a
Casa de Apoio, que e ia um dos do mi ó ios e -
guido com a u ilização de adobes, emp egou ape-
nas os blocos p ensados. Os adobes p oduzidos
o am pos e io men e u ilizados no balcão di iso
dos ambien es de es a e cozinha da habi ação,
se indo de amos a do p ocesso ealizado e,
ambém pa a possí eis encomendas
Quando a p odução de BTC’s a ingiu a ma ca das
10 mil unidades as ob as da Casa de Apoio o am
e e i amen e iniciadas. Du an e a e apa de p o-
dução dos ijolos e da cons ução da Casa de
Apoio pe cebeu-se que a o a i idade de esiden-
es no PEVI di icul a a o p ocesso de cons ução.
A mencionada o a i idade é deco en e do a o de
que alguns esiden es abandonam o a amen o da
dependência química, além daqueles que con-
cluem o mesmo. Tal a o p o oca a a subs i uição
dos esponsá eis pela equipe de execução dos
ijolos, esul ando na mo osidade da sua p odu-
ção. Obse ou-se que, pa a os no os pa icipan-
es da comunidade e apêu ica, hou e uma meno
mo i ação em unção da al a de conhecimen o
das an agens e bene ícios pa a o meio ambien e
do p ocesso de ab icação dos adobes e BTC’s
em elação aos adicionais ijolos queimados.
Figu a 4: E apas do p ocesso de ab icação dos adobes e blocos de e a compac ada. Fon e: GEAHAS, 2007.
Execução da ob a
No que diz espei o à execução da ob a, o p o-
blema da o a i idade de esiden es do PEVI pas-
sou a e a da o p ocesso de cons ução, o nando
necessá ia a con a ação de mão-de-ob a especia-
lizada. Cons a ou-se que as pessoas em a amen-
o pe maneciam pouco empo na ob a pa a ap en-
de em sob e o p ocesso cons u i o da Casa de
Apoio. O empo disponibilizado e a de apenas
duas ho as no pe íodo da manhã e uma ho a no
pe íodo da a de, o que azia com que não se
comp ome essem com o p ocesso de cons ução
da edi icação.
O p incipal mo i o pa a o cu o pe íodo dedicado à
cons ução pode se a ibuído às ou as a i idades
e esponsabilidades que os mesmos possuem na
comunidade e apêu ica. Ainda que hou esse o i-
cinas mensais emá icas pa a a sensibilização
desses esiden es, com a pa icipação de alunos
das uni e sidades pa cei as nes a e apa do p oje-
o, o núme o de homens e e i amen e en ol idos,
não ul apassa a um e ço dos memb os da co-
munidade e apêu ica, ou seja, de 9 a 10 homens.
A Figu a 5 mos a as imagens do início da cons-
ução da unidade de mo adia denominada “Casa
de Apoio”, onde o am emp egados ijolos ce âmi-
cos queimados e uma pa e ijolos p o enien es de
demolições já que a u ilização dos BTC’s, não é
ecomendada pa a alice ces, pois, po não se em
queimados, se o nam susce í eis à umidade.
Figu a 5: O gaba i o, a conc e agem da sapa a co ida e o assen amen o da al ena ia a mada emp egando os BTC’s. Fon e:
Pa isi, 2008.
Po se a a de uma unidade de habi ação ins a-
lada em uma comunidade e apêu ica, hou e a
possibilidade de se implan a um p oje o inse ido
den o dos p incípios de ciclo de cons ução sus-
en á el (Cimino, 2003). Assim, a cobe u a p e iu
a implan ação de um e o e de, in eg ada à um
sis ema de cap ação de água de chu a, apoiados
sob e dois co pos de lajes execu adas em conc e-
o, de idamen e impe meabilizadas. Em sua exe-
cução u ilizou-se a laje de conc e o le e com o
emp ego de EPS (polies i eno) num dos do mi ó-
ios e no ou o do mi ó io oi usada a lajo a
ce âmica, no luga do EPS pa a p ocede às a a-
lia-ções é micas da unidade habi acional, an es
da colocação do e o e de i o.
A a és das a aliações de desempenho é mico
dos dois sis emas de cobe u a p esen es nes a
habi ação, ealizadas no pe íodo de 25 de maio à
{ }
10 de dezemb o de 2009, oi possí el obse a
p elimina men e o sis ema de cobe u a p opos o
ainda sem o e o e de.
Com a colocação do acabamen o do elhado com
e o e de i o es á p e is o um no o moni o a-
men e no mesmo pe íodo climá ico pa a a a alia-
ção e compa ação da edução da ca ga é mica e
da empe a u a no in e io da edi icação.
Na cobe u a ou a pa icula idade execu ada diz
espei o ao o o. Uma ez que o elhado com-
p eende ia lajes inclinadas e independen es, op-
ou-se po não coloca um o o ho izon al como
habi ualmen e se emp ega nas mo adias do B asil.
Com isso, os “pés di ei os” mais al os de am maio
ampli ude aos cômodos, acompanhando a incli-
nação de 28% dos dois co pos de laje.
Ou a decisão impo an e oco ida na ob a oi a
cons ução do anque pa a a amen o de esgo os
(especi icamen e das águas cinzas e neg as) a a-
és do sis ema de e apo anspi ação. A Casa de
Apoio es á si uada na zona u al e, caso não hou-
esse sido implan ado o sis ema de a amen o, al
esgo o co e ia “a céu abe o” em ala comum a é
desagua no io Fa u a, que co e p óximo do lo-
cal. Obse am-se nas imagens (Figu a 6) a segui
as e apas de cons ução do anque e seus de al-
hes cons u i os.
Figu a 6: O anque de e apo anspi ação pa a o a amen o do esgo o da Casa de Apoio (1-saída do esgo o; 2-espaço azio
pa a anae óbica; 3-en ulho; 4-b i a; 5-cascalho e a eia; 6-pneus; 7-conc e o) e os de alhes cons u i os do mesmo. Fon e:
GEAHAS, 2009 e Luz, T., 2010.
Com a cobe u a implan ada, o am ealizados os
abalhos pa a a con ecção dos acabamen os da
cons ução (Figu a 7). In e namen e, a habi ação
ecebeu chapisco e massa g ossa con encionais,
conse ando-se na sala uma pa ede com BTC’s
apa en es. As abe u as colocadas na cons ução
( i ôs, janelas e po as), bem como azulejos,
louças de banhei o e pia da cozinha o am p o e-
nien es de demolições. Op ou-se po deixa as ins-
alações elé icas apa en es pa a e i a ge ação
de esíduos com co es nas pa edes.
Em seguida, oi iniciada a a i idade pa a a pin u a
da edi icação com in as p oduzidas à base de e-
a, a a és das écnicas disseminadas po Ca -
alho (2007), cujo p ocesso ca i ou os esiden es
do PEVI e os acadêmicos das uni e sidades pa -
cei as. A unidade de habi ação oi pin ada em e-
gime de mu i ão, com ex ensi a pa icipação de
esiden es e olun á ios do PEVI, além dos p o-
esso es e alunos das uni e sidades.
Figu a 7: A execução das esquad ias, colocação da ede hid áulica e pin u a da mo adia. Fon e: GEAHAS, 2009.
Com al a i idade, es a ia pa a inaliza a cons-
ução a execução do sis ema de p o eção da co-
be u a, o elhado e de i o e, em seguida, ins a-
lação do sis ema de cap ação de ene gia sola
(Figu a 8). No que diz espei o à cobe u a, p eli-
mina men e o am es abelecidos con a os com o
o necedo de esina impe meabilizan e ab icada
a pa i do óleo de mamona (Ricinus communis,
L.) que se ia u ilizada pa a a impe meabilização
das lajes e p epa ação da mesma pa a a coloca-
ção de cobe u a e de le e, a exemplo da emp e-
gada na edi icação cons uída no campus da USP
em São Ca los, SP. No en an o, não oi possí el
u iliza a esina em unção do seu al o cus o.
Figu a 8: P ocesso de cons ução do e o e de: impe meabilização, colocação da e a e plan io da cobe u a ege al. Fon e:
GEAHAS, 2009.
Ou os es o ços o am emp eendidos no sen ido
de iabiliza a cobe u a e de le e, ag egando-se
à mesma um ca á e di e encial que ga an isse o
compo amen o pleno do sis ema ado ado e a
possibilidade do eap o ei amen o das águas de
chu a. Foi ado ado, po an o, um sis ema de im-
pe meabilização u ilizando uma man a inílica de
8mm, com solda nas emendas (Figu a 8). A inali-
zação da p o eção da cobe u a e ins alação do
elhado e de oi ealizada com a pa icipação de
acadêmicos da PUC-Minas e esiden es do PEVI,
quando o am ambém concluídos os se iços de
pin u a da unidade.
A ob a como e e ência al e na i a e
sus en á el
A Casa de Apoio oi concluída e en egue à comu-
nidade no dia 05 de junho de 2010 (Figu a 9). A
inaugu ação con ou com a p esença de odos os
en ol idos no p oje o, bem como as au o idades
locais e egionais.
{ }
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