{y }
www.habi a ysociedad.us.es
A p odução e ges ão da habi ação de in e esse social: es udo de caso
no B asil
Glaci Te esinha F icke
Jane Tassina i Fan inelli
Rosana Soa es Be occo Pa isi
Resumo
Es e abalho ap esen a uma expe iência b asilei a de p odução e ges ão de unidade habi acional de in e esse social
com en oque em sus en abilidade e ges ão pa icipa i a de uni e sidade e comunidade. Es á localizada na á ea u al de
São José do Rio Pa do, no Es ado de São Paulo, B asil e e e a pa ce ia com a en idade P oje o Espe ança e Vida que
a a de dependen es químicos (PEVI), além do apoio inancei o pa a o desen ol imen o do p oje o, ei a po um banco
b asilei o. Nela oi cons uída uma unidade em mu i ão com ma e iais e ecnologias não con encionais. A inse ção de
es a égias bioclimá icas e ecnologias sola es na habi ação mos am o comp omisso da uni e sidade com a concepção,
p odução e ambém com a ges ão de p oje os que p i ilegiem a melho ia da qualidade de ida das populações pob es e
a sua in eg ação social.
Pala as cha e
P odução e ges ão da habi ação social; Sus en abilidade; Ma e iais e écnologias não con encionais.
Resumen: La p oducción y ges ión de i iendas sociales: es udio de caso en B asil
Es e a ículo p esen a una expe iencia b asileña de p oducción y ges ión de una unidad de i ienda de in e és social
con en oque en la sos enibilidad y la ges ión pa icipa i a en e uni e sidad y comunidad. Es a unidad es á si uada en
una zona u al de São José do Rio Pa do, en São Paulo, B asil, y se p odujo a pa i de la asociación de la en idad P o-
yec o Espe anza y Vida, que se enca ga de la ecupe ación de dependien es químicos (PEVI), además del apoyo inan-
cie o pa a el desa ollo del p oyec o po pa e de un banco b asileño. Po un es ue zo conjun o se cons uyó la i ienda
con ma e iales y ecnologías no con encionales. La in eg ación de es a egias bioclimá icas y ecnologías sola es en la
i ienda mues an el comp omiso de la uni e sidad con la concepción, la p oducción y ambién con la ges ión de p o-
yec os que p imen la mejo a de calidad de ida de las poblaciones pob es y su in eg ación social.
Palab as cla e
P oducción y ges ión de i iendas de in e és social; Sos enibilidad; Ma e iales y ecnologías no con encionales.
Recibido: 20/09/2010; acep ado: 10/10/2010
Da os de con ac o: Glaci Te esinha F icke. Cu so de A qui e u a e U banismo. Uni e sidade São F ancisco – I a iba, SP / Pon i ícia
Uni e sidade Ca ólica PUCMinas – Poços de Caldas, MG. E-mail: glaci . ick[email p o ec ed].
Da os de con ac o: Jane Tassina i Fan inelli. Cu so de A qui e u a e U banismo. Uni e sidade São F ancisco – I a iba, SP / Núcleo
In e disciplina de Planejamen o Ene gé ico – NIPE Uni e sidade Es adual de Campinas – Campinas. E-mail: ja[email p o ec ed].
Da os de con ac o: Rosana Soa es Be occo Pa isi. Cu so de A qui e u a e U banismo. Pon i ícia Uni e sidade Ca ólica PUCMinas
– Poços de Caldas, MG. E-mail: pa [email protected] .
{ }
Abs ac : The p oduc ion and managemen o social housing: a case s udy in B azil
This pape p esen s a B azilian expe ience in he p oduc ion and managemen o a social housing uni wi h a ocus on
sus ainabili y and pa icipa o y managemen be ween membe s o uni e si y and o communi y. This uni is loca ed in a
u al a ea o São José do Rio Pa do, in São Paulo, B azil, and was p oduced unde pa ne ship wi h he “Espe ança e
Vida” (Hope and Li e) P ojec (PEVI) which akes on he ecupe a ion o chemical dependen s, oge he wi h inancial
suppo o he de elopmen o he p ojec on he pa o a B azilian bank. A house was buil as a join e o wi h uncon-
en ional ma e ials and echnologies. The in eg a ion o bioclima ic s a egy and sola echnology in housing shows he
Uni e si y's commi men o he design, p oduc ion and also o he managemen o p ojec s ha place alue on he im-
p o emen o he quali y o li e o he poo and hei social in eg a ion.
Key wo ds
P oduc ion and Managemen o Social Housing; Sus ainabili y; Non-con enc ional Ma e ials and Technologies.
In odução e Jus i ica i a
Segundo dados da ONU, as p e isões mundiais,
em 2007, apon a am pa a um maio núme o de
pessoas i endo nas cidades do que no campo.
Po an o, a demanda po ecu sos e se iços au-
men a ia sensi elmen e.
No B asil, os dados do Ins i u o B asilei o de Geo-
g a ia e Es a ís ica–IBGE (IBGE, 2007) mos am
que mais de 80% da população mo a nas cidades.
Os le an amen os ealizados pelo Minis é io das
Cidades (B asil, 2005) indicam que o dé ici habi-
acional b asilei o a inge 8,0 milhões de domicílios.
Em dados pe cen uais são as egiões No des e e
Sudes e que concen am a maio pa e do dé ici ,
com incidência de 39,4% e 32,4%, espec i amen-
e. Aos índices ap esen ados de e-se ac escen a
que ce ca de 12 milhões de domicílios são ca en-
es de in a-es u u a, e além de que, ce ca de
84% do dé ici habi acional es á concen ado nas
amílias com enda mensal de a é ês salá ios mí-
nimos, equi alen e à U$ 889,56. Os dados es a ís-
icos ap esen ados pelo Minis é io das Cidades o-
am p oduzidos a pa i da pesquisa Dé ici Habi-
acional no B asil – Municípios selecionados e mi-
c o egiões geog á icas, ei a em pa ce ia com a
Fundação João Pinhei o, de Minas Ge ais. O mé i-
o de al pesquisa consis e não apenas na sua
ab angência, mas, sob e udo na ques ão me odo-
lógica que, den o do concei o mais amplo de ne-
cessidades habi acionais, abalha com uma dis-
inção básica en e dois segmen os: o dé ici habi-
acional e a inadequação de mo adias (B asil,
2005).
A ques ão habi acional no B asil, p incipalmen e
no que ange às classes menos a o ecidas, ap e-
sen a-se como uma das g andes p eocupações
po pa e dos go e nos ede al, es adual e munici-
pal. Há en ão que se busca o mas pa a a solu-
ção desse p oblema, já que é o exp essi o con in-
gen e da classe abalhado a que ca ece de habi-
ações dignas: pessoas que ocupam a maio pa -
cela dos emp egos na ag icul u a, no se o de
abas ecimen o, dis ibuição e comé cio, indús ia e
cons ução ci il, ou seja, nos se o es p odu i os do
país. Há nas ês es e as de pode , o consenso de
que uma das manei as pa a se minimiza o p o-
blema é o in es imen o maciço na p odução e ges-
ão de habi ações de in e esse social -HIS (F icke,
2006).
Po ém, a é hoje o maio con ingen e da população
de baixa enda cons ói po con a p óp ia, sem o
acompanhamen o de um p o issional da á ea da
cons ução ci il, mui as ezes po al a de capi ali-
zação e de acesso ao c édi o pa a inanciamen o
habi acional. Como esul ado disso, a p odução é
de edi icações sem qualidade cons u i a, em e-
enos que, ia de eg a, são inadequados às
cons uções. A si uação exis en e pode se al e a-
da a a és da ap o ação da Lei n° 11.888, sancio-
nada pelo P esiden e da República do B asil, em
24 de dezemb o de 2008 (B asil, 2008), na qual
es á assegu ada às amílias de baixa enda a as-
sis ência écnica pública e g a ui a pa a o p oje o e
a cons ução de habi ação de in e esse social.
Nesse sen ido, os p o issionais da á ea da cons-
ução ci il da ão a sua con ibuição pa a a popu-
lação mais ca en e pa a p oduzi mo adias mais
adequadas.
Dian e desse cená io, di e sas pesquisas, p oje os
e expe iências êm sendo ealizados a im de co-
labo a com a edução do dé ici habi acional e, ao
mesmo empo, o dos impac os ambien ais ge ados
pelas cons uções con encionais, ca ac e izadas
pelo consumo excessi o de ecu sos na u ais
(desde água, a eia, a é eno mes quan idades de
madei a, e c), pela demanda po ma é ia-p ima in-
dus ializada (como cimen o, elhas de ib o-
cimen o, a gamassas, in as, e c) e pela ge ação
de esíduos (p o enien es do despe dício de ma e-
iais), além de p i ilegia em a ges ão da p odução
de ais habi ações. No se o da cons ução ci il
em oco endo uma c escen e di usão de concei-
os e p incípios sus en á eis, que po ezes p o-
mo em o e o no às o mas de cons ução an igas
e a combinação de u ilização de ma e iais e ecno-
logias con empo âneas com ma e iais de euso e
mé odos cons u i os não-con encionais (Pa isi e
al., 2007)
No que diz espei o ao p ocesso de ges ão, as
pa ce ias in e ins i ucionais e público-p i adas êm
se mos ando como p omisso as. Po es a azão,
o p esen e abalho abo da um es udo de caso im-
plan ado no município de São José do Rio Pa do,
Es ado de São Paulo, B asil, o P oje o CRESCER.
São ap esen adas al e na i as iá eis e possí eis
pa a a disseminação do concei o de habi ação
digna.
P oje o CRESCER
O p oje o CRESCER –Cons ui e REsga a com
Sus en abilidade a Cidadania E a Reinse ção So-
cial- es á implan ado em um sí io na á ea u al de
São José do Rio Pa do, SP. É p op iedade da co-
munidade e apêu ica denominada P oje o Espe-
ança e Vida (PEVI), que ealiza o a amen o pa a
homens po ado es de dependência química (d o-
gas e álcool).
O p oje o oi desen ol ido en e agos o de 2007 e
julho de 2010 e con ou com os ecu sos inancei-
os do Ins i u o HSBC Solida iedade, uma ONG
inculada a uma ins i uição bancá ia b asilei a que
omen a p oje os sociais e educacionais. Den e as
a i idades ealizadas no CRESCER cons am a
implan ação de uma ola ia pa a a p odução de
Bloco de Te a Compac ada –BTC’s- (Ba bosa,
2002a e 2002b) e adobes, além da cons ução de
uma Casa de Apoio, habi ada pelos homens em
a amen o no PEVI.
Seu p oje o a qui e ônico oi concebido como uma
unidade de habi ação de in e esse social e ece-
beu a denominação de “Casa de Apoio” já que,
du an e o dia, se e de apoio ao p oje o
CRESCER, ab igando simul aneamen e, o esc i ó-
io pa a a come cialização do ma e ial p oduzido
na ola ia e, ambém, como mo adia dos e e idos
dependen es químicos em a amen o e pa a os
que p es am se iços de apoio à mencionada co-
munidade e apêu ica.
Um dos p essupos os iniciais pa a a cons ução da
Casa de Apoio oi sua localização: um luga isí el
e de ácil acesso, na en ada do sí io do PEVI
(Figu a 1). A in enção oi a de da isibilidade aos
blocos de e a p oduzidos pela comunidade de
in e nos, p omo endo a sua di ulgação.
{ }
Figu a 1: Localização da Casa do P oje o CRESCER ao lado da en ada do P oje o PEVI e bem p óxima do lei o da odo ia SP-
207. Fon e: Adap ado de www.wikipedia.com.p ; www.googlemap.com e Pa isi, R. e Bap is ela, J.E., 2010.
O p oje o CRESCER comp eendeu ês e apas
p incipais. A p imei a a ou da p opos a do p oje-
o a qui e ônico, desen ol ida em conjun o com a
comunidade e apêu ica em a amen o. A segun-
da, pa alelamen e com a p imei a, a ou da sensi-
bilização das equipes das uni e sidades, o mada
po p o esso es e alunos das ins i uições pa cei-
as, bem como a comunidade e apêu ica, pa a a
p odução dos adobes e BTC’s. A e cei a pa e do
p oje o con emplou a execução da ob a e oda a
in aes u u a pa a o uncionamen o da Casa de
Apoio, com ên ase na sus en abilidade ambien al.
Finalizando é ap esen ado odo o p ocesso da
cons ução e o ciclo de sus en abilidade ambien al
ado ado nesse p oje o.
O p oje o da Casa de Apoio
A Casa de Apoio, inicialmen e p oje ada com
56,00m² oi cons uída com a ampliação p e is a
de mais 35,00m², pe azendo um o al de 91,00m²,
dis ibuídos em 3 do mi ó ios, 1 banhei o, 1 sala e
cozinha conjugadas, uma a anda de ecep-ção e
uma a anda de se iços. Nas imagens da Figu a
2 obse a-se o p oje o a qui e ônico inicialmen e
p opos o, e o cons uído, assim como a simulação
em maque e ele ônica das duas p opos as.
Na Figu a 3 são is as as maque es ele ônicas
das e apas de cons ução e o ciclo sus en á el
p oje ado pa a o P oje o CRESCER.
Figu a 2: As duas plan as e pe spec i as da Casa de Apoio do p oje o CRESCER, espec i amen e, sem ampliação e com am-
pliação. No a na mo adia ampliada os dois do mi ó ios de dimensões iguais, o con íguo à a anda on al e o con íguo a a-
anda de undo. Fon e: GEAHAS, 2009.
Figu a 3: E apas da Cons ução e Ciclo de cons ução sus en á el. Fon e: Luz, T., 2010.
Implan ação da Cons ução da Casa de
Apoio
Pa a a execução da ob a o am planejadas di e -
sas e apas:
- A p imei a a ou da p odução dos ijolos –
adobes e BTC’s- que se iam u ilizados na cons-
ução da Casa de Apoio;
- Du an e a e apa seguin e oi ealizada a execu-
ção da ob a –desde a undação a é os acaba-
men os;
- Po im, o am implan ados os sis emas de a-
amen o de esgo o al e na i o ( a amen o po
e apo anspi ação) e o aquecimen o da água pa-
a o chu ei o a a és de um sis ema de aqueci-
men o sola (SAS), o sis ema de i igação po go-
{ }
ejamen o no e o e de, além do eap o ei a-
men o da água de chu a.
Pa a o sucesso da ges ão e p odução compa i-
lhada oi necessá io o en ol imen o das pessoas
em a amen o na comunidade e apêu ica du an e
o p ocesso de p odução dos adobes e BTC’s pa a
a execução da edi icação. Pa a an o o am eali-
zadas o icinas e gincanas de sensibilização, que
obje i a am mos a a impo ância da p odução do
maio núme o de peças em cu o espaço de empo
a im de iabiliza mais apidamen e a cons ução
da denominada Casa de Apoio.
O con ole écnico e a p odução dos ado-
bes e BTC’s
A qualidade do ma e ial p oduzido oi e i icada
quinzenalmen e, com o en io de lo es de peças ao
Labo a ó io de Mecânica de Solos da Uni e sida-
de São F ancisco, pa cei a do p oje o pa a a eali-
zação de ensaios labo a o iais. Tan o na p odução
dos ijolos, quan o na elabo ação dos ensaios o-
am obse adas as No mas B asilei as NBR 8491
(ABNT, 1984) e NBR 8492 (ABNT, 1984), que
dizem espei o à ab icação de ijolos maciços de
solo- cimen o (BTC’s) e aos mé odos de ensaio e
de e minação da esis ência à comp essão e da
abso ção da água desses ijolos.
A PUC-Minas, campus de Poços de Caldas, uma
das uni e sidades pa cei a, cedeu ao PEVI, em
egime de emp és imo, uma p ensa alemã pa a a
p odução dos BTC’s. Assim, du an e a p imei a
e apa, com o uncionamen o das duas p ensas
manuais, a p ensa adqui ida pelo P oje o
CRESCER e a pe encen e à PUC-Minas, os pa -
icipan es chega am a p oduzi 1.300 unidades de
BTC’s po dia (Figu a 4).
Ao mesmo empo, a p odução dos adobes acon e-
cia len amen e: ce ca de 100 a 200 ijolos po dia.
Ficou e iden e a esis ência dos pa icipan es pa a
a p odução dos adobes, já que o p ocesso e a
manual, indi idual, demo ado e mais desgas an e
que a p odução dos BTC’s p ensados. Com isso, a
Casa de Apoio, que e ia um dos do mi ó ios e -
guido com a u ilização de adobes, emp egou ape-
nas os blocos p ensados. Os adobes p oduzidos
o am pos e io men e u ilizados no balcão di iso
dos ambien es de es a e cozinha da habi ação,
se indo de amos a do p ocesso ealizado e,
ambém pa a possí eis encomendas
Quando a p odução de BTC’s a ingiu a ma ca das
10 mil unidades as ob as da Casa de Apoio o am
e e i amen e iniciadas. Du an e a e apa de p o-
dução dos ijolos e da cons ução da Casa de
Apoio pe cebeu-se que a o a i idade de esiden-
es no PEVI di icul a a o p ocesso de cons ução.
A mencionada o a i idade é deco en e do a o de
que alguns esiden es abandonam o a amen o da
dependência química, além daqueles que con-
cluem o mesmo. Tal a o p o oca a a subs i uição
dos esponsá eis pela equipe de execução dos
ijolos, esul ando na mo osidade da sua p odu-
ção. Obse ou-se que, pa a os no os pa icipan-
es da comunidade e apêu ica, hou e uma meno
mo i ação em unção da al a de conhecimen o
das an agens e bene ícios pa a o meio ambien e
do p ocesso de ab icação dos adobes e BTC’s
em elação aos adicionais ijolos queimados.
Figu a 4: E apas do p ocesso de ab icação dos adobes e blocos de e a compac ada. Fon e: GEAHAS, 2007.
Execução da ob a
No que diz espei o à execução da ob a, o p o-
blema da o a i idade de esiden es do PEVI pas-
sou a e a da o p ocesso de cons ução, o nando
necessá ia a con a ação de mão-de-ob a especia-
lizada. Cons a ou-se que as pessoas em a amen-
o pe maneciam pouco empo na ob a pa a ap en-
de em sob e o p ocesso cons u i o da Casa de
Apoio. O empo disponibilizado e a de apenas
duas ho as no pe íodo da manhã e uma ho a no
pe íodo da a de, o que azia com que não se
comp ome essem com o p ocesso de cons ução
da edi icação.
O p incipal mo i o pa a o cu o pe íodo dedicado à
cons ução pode se a ibuído às ou as a i idades
e esponsabilidades que os mesmos possuem na
comunidade e apêu ica. Ainda que hou esse o i-
cinas mensais emá icas pa a a sensibilização
desses esiden es, com a pa icipação de alunos
das uni e sidades pa cei as nes a e apa do p oje-
o, o núme o de homens e e i amen e en ol idos,
não ul apassa a um e ço dos memb os da co-
munidade e apêu ica, ou seja, de 9 a 10 homens.
A Figu a 5 mos a as imagens do início da cons-
ução da unidade de mo adia denominada “Casa
de Apoio”, onde o am emp egados ijolos ce âmi-
cos queimados e uma pa e ijolos p o enien es de
demolições já que a u ilização dos BTC’s, não é
ecomendada pa a alice ces, pois, po não se em
queimados, se o nam susce í eis à umidade.
Figu a 5: O gaba i o, a conc e agem da sapa a co ida e o assen amen o da al ena ia a mada emp egando os BTC’s. Fon e:
Pa isi, 2008.
Po se a a de uma unidade de habi ação ins a-
lada em uma comunidade e apêu ica, hou e a
possibilidade de se implan a um p oje o inse ido
den o dos p incípios de ciclo de cons ução sus-
en á el (Cimino, 2003). Assim, a cobe u a p e iu
a implan ação de um e o e de, in eg ada à um
sis ema de cap ação de água de chu a, apoiados
sob e dois co pos de lajes execu adas em conc e-
o, de idamen e impe meabilizadas. Em sua exe-
cução u ilizou-se a laje de conc e o le e com o
emp ego de EPS (polies i eno) num dos do mi ó-
ios e no ou o do mi ó io oi usada a lajo a
ce âmica, no luga do EPS pa a p ocede às a a-
lia-ções é micas da unidade habi acional, an es
da colocação do e o e de i o.
A a és das a aliações de desempenho é mico
dos dois sis emas de cobe u a p esen es nes a
habi ação, ealizadas no pe íodo de 25 de maio à
{ }
10 de dezemb o de 2009, oi possí el obse a
p elimina men e o sis ema de cobe u a p opos o
ainda sem o e o e de.
Com a colocação do acabamen o do elhado com
e o e de i o es á p e is o um no o moni o a-
men e no mesmo pe íodo climá ico pa a a a alia-
ção e compa ação da edução da ca ga é mica e
da empe a u a no in e io da edi icação.
Na cobe u a ou a pa icula idade execu ada diz
espei o ao o o. Uma ez que o elhado com-
p eende ia lajes inclinadas e independen es, op-
ou-se po não coloca um o o ho izon al como
habi ualmen e se emp ega nas mo adias do B asil.
Com isso, os “pés di ei os” mais al os de am maio
ampli ude aos cômodos, acompanhando a incli-
nação de 28% dos dois co pos de laje.
Ou a decisão impo an e oco ida na ob a oi a
cons ução do anque pa a a amen o de esgo os
(especi icamen e das águas cinzas e neg as) a a-
és do sis ema de e apo anspi ação. A Casa de
Apoio es á si uada na zona u al e, caso não hou-
esse sido implan ado o sis ema de a amen o, al
esgo o co e ia “a céu abe o” em ala comum a é
desagua no io Fa u a, que co e p óximo do lo-
cal. Obse am-se nas imagens (Figu a 6) a segui
as e apas de cons ução do anque e seus de al-
hes cons u i os.
Figu a 6: O anque de e apo anspi ação pa a o a amen o do esgo o da Casa de Apoio (1-saída do esgo o; 2-espaço azio
pa a anae óbica; 3-en ulho; 4-b i a; 5-cascalho e a eia; 6-pneus; 7-conc e o) e os de alhes cons u i os do mesmo. Fon e:
GEAHAS, 2009 e Luz, T., 2010.
Com a cobe u a implan ada, o am ealizados os
abalhos pa a a con ecção dos acabamen os da
cons ução (Figu a 7). In e namen e, a habi ação
ecebeu chapisco e massa g ossa con encionais,
conse ando-se na sala uma pa ede com BTC’s
apa en es. As abe u as colocadas na cons ução
( i ôs, janelas e po as), bem como azulejos,
louças de banhei o e pia da cozinha o am p o e-
nien es de demolições. Op ou-se po deixa as ins-
alações elé icas apa en es pa a e i a ge ação
de esíduos com co es nas pa edes.
Em seguida, oi iniciada a a i idade pa a a pin u a
da edi icação com in as p oduzidas à base de e-
a, a a és das écnicas disseminadas po Ca -
alho (2007), cujo p ocesso ca i ou os esiden es
do PEVI e os acadêmicos das uni e sidades pa -
cei as. A unidade de habi ação oi pin ada em e-
gime de mu i ão, com ex ensi a pa icipação de
esiden es e olun á ios do PEVI, além dos p o-
esso es e alunos das uni e sidades.
Figu a 7: A execução das esquad ias, colocação da ede hid áulica e pin u a da mo adia. Fon e: GEAHAS, 2009.
Com al a i idade, es a ia pa a inaliza a cons-
ução a execução do sis ema de p o eção da co-
be u a, o elhado e de i o e, em seguida, ins a-
lação do sis ema de cap ação de ene gia sola
(Figu a 8). No que diz espei o à cobe u a, p eli-
mina men e o am es abelecidos con a os com o
o necedo de esina impe meabilizan e ab icada
a pa i do óleo de mamona (Ricinus communis,
L.) que se ia u ilizada pa a a impe meabilização
das lajes e p epa ação da mesma pa a a coloca-
ção de cobe u a e de le e, a exemplo da emp e-
gada na edi icação cons uída no campus da USP
em São Ca los, SP. No en an o, não oi possí el
u iliza a esina em unção do seu al o cus o.
Figu a 8: P ocesso de cons ução do e o e de: impe meabilização, colocação da e a e plan io da cobe u a ege al. Fon e:
GEAHAS, 2009.
Ou os es o ços o am emp eendidos no sen ido
de iabiliza a cobe u a e de le e, ag egando-se
à mesma um ca á e di e encial que ga an isse o
compo amen o pleno do sis ema ado ado e a
possibilidade do eap o ei amen o das águas de
chu a. Foi ado ado, po an o, um sis ema de im-
pe meabilização u ilizando uma man a inílica de
8mm, com solda nas emendas (Figu a 8). A inali-
zação da p o eção da cobe u a e ins alação do
elhado e de oi ealizada com a pa icipação de
acadêmicos da PUC-Minas e esiden es do PEVI,
quando o am ambém concluídos os se iços de
pin u a da unidade.
A ob a como e e ência al e na i a e
sus en á el
A Casa de Apoio oi concluída e en egue à comu-
nidade no dia 05 de junho de 2010 (Figu a 9). A
inaugu ação con ou com a p esença de odos os
en ol idos no p oje o, bem como as au o idades
locais e egionais.
{ }
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