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La producción y gestión de viviendas sociales: estudio de caso en Brasil

Fricke, Glacir Teresinha; Fantinelli, Jane Tassinari; Parisi, Rosana Soares Bertocco

Abstract

Este artículo presenta una experiencia brasileña de producción y gestión de una unidad de vivienda de interés social con enfoque en la sostenibilidad y la gestión participativa entre universidad y comunidad. Esta unidad está situada en una zona rural de São José do Rio Pardo, en São Paulo, Brasil, y se produjo a partir de la asociación de la entidad Proyecto Esperanza y Vida, que se encarga de la recuperación de dependientes químicos (PEVI), además del apoyo financiero para el desarrollo del proyecto por parte de un banco brasileño. Por un esfuerzo conjunto se construyó la vivienda con materiales y tecnologías no convencionales. La integración de estrategias bioclimáticas y tecnologías solares en la vivienda muestran el compromiso de la universidad con la concepción, la producción y también con la gestión de proyectos que primen la mejora de calidad de vida de las poblaciones pobres y su integración social.

Full text

{y } www.habi a ysociedad.us.es A p odução e ges ão da habi ação de in e esse social: es udo de caso no B asil Glaci Te esinha F icke Jane Tassina i Fan inelli Rosana Soa es Be occo Pa isi Resumo Es e abalho ap esen a uma expe iência b asilei a de p odução e ges ão de unidade habi acional de in e esse social com en oque em sus en abilidade e ges ão pa icipa i a de uni e sidade e comunidade. Es á localizada na á ea u al de São José do Rio Pa do, no Es ado de São Paulo, B asil e e e a pa ce ia com a en idade P oje o Espe ança e Vida que a a de dependen es químicos (PEVI), além do apoio inancei o pa a o desen ol imen o do p oje o, ei a po um banco b asilei o. Nela oi cons uída uma unidade em mu i ão com ma e iais e ecnologias não con encionais. A inse ção de es a égias bioclimá icas e ecnologias sola es na habi ação mos am o comp omisso da uni e sidade com a concepção, p odução e ambém com a ges ão de p oje os que p i ilegiem a melho ia da qualidade de ida das populações pob es e a sua in eg ação social. Pala as cha e P odução e ges ão da habi ação social; Sus en abilidade; Ma e iais e écnologias não con encionais. Resumen: La p oducción y ges ión de i iendas sociales: es udio de caso en B asil Es e a ículo p esen a una expe iencia b asileña de p oducción y ges ión de una unidad de i ienda de in e és social con en oque en la sos enibilidad y la ges ión pa icipa i a en e uni e sidad y comunidad. Es a unidad es á si uada en una zona u al de São José do Rio Pa do, en São Paulo, B asil, y se p odujo a pa i de la asociación de la en idad P o- yec o Espe anza y Vida, que se enca ga de la ecupe ación de dependien es químicos (PEVI), además del apoyo inan- cie o pa a el desa ollo del p oyec o po pa e de un banco b asileño. Po un es ue zo conjun o se cons uyó la i ienda con ma e iales y ecnologías no con encionales. La in eg ación de es a egias bioclimá icas y ecnologías sola es en la i ienda mues an el comp omiso de la uni e sidad con la concepción, la p oducción y ambién con la ges ión de p o- yec os que p imen la mejo a de calidad de ida de las poblaciones pob es y su in eg ación social. Palab as cla e P oducción y ges ión de i iendas de in e és social; Sos enibilidad; Ma e iales y ecnologías no con encionales. Recibido: 20/09/2010; acep ado: 10/10/2010  Da os de con ac o: Glaci Te esinha F icke. Cu so de A qui e u a e U banismo. Uni e sidade São F ancisco – I a iba, SP / Pon i ícia Uni e sidade Ca ólica PUCMinas – Poços de Caldas, MG. E-mail: glaci . ick[email p o ec ed].  Da os de con ac o: Jane Tassina i Fan inelli. Cu so de A qui e u a e U banismo. Uni e sidade São F ancisco – I a iba, SP / Núcleo In e disciplina de Planejamen o Ene gé ico – NIPE Uni e sidade Es adual de Campinas – Campinas. E-mail: ja[email p o ec ed].  Da os de con ac o: Rosana Soa es Be occo Pa isi. Cu so de A qui e u a e U banismo. Pon i ícia Uni e sidade Ca ólica PUCMinas – Poços de Caldas, MG. E-mail: pa [email protected] . { } Abs ac : The p oduc ion and managemen o social housing: a case s udy in B azil This pape p esen s a B azilian expe ience in he p oduc ion and managemen o a social housing uni wi h a ocus on sus ainabili y and pa icipa o y managemen be ween membe s o uni e si y and o communi y. This uni is loca ed in a u al a ea o São José do Rio Pa do, in São Paulo, B azil, and was p oduced unde pa ne ship wi h he “Espe ança e Vida” (Hope and Li e) P ojec (PEVI) which akes on he ecupe a ion o chemical dependen s, oge he wi h inancial suppo o he de elopmen o he p ojec on he pa o a B azilian bank. A house was buil as a join e o wi h uncon- en ional ma e ials and echnologies. The in eg a ion o bioclima ic s a egy and sola echnology in housing shows he Uni e si y's commi men o he design, p oduc ion and also o he managemen o p ojec s ha place alue on he im- p o emen o he quali y o li e o he poo and hei social in eg a ion. Key wo ds P oduc ion and Managemen o Social Housing; Sus ainabili y; Non-con enc ional Ma e ials and Technologies. In odução e Jus i ica i a Segundo dados da ONU, as p e isões mundiais, em 2007, apon a am pa a um maio núme o de pessoas i endo nas cidades do que no campo. Po an o, a demanda po ecu sos e se iços au- men a ia sensi elmen e. No B asil, os dados do Ins i u o B asilei o de Geo- g a ia e Es a ís ica–IBGE (IBGE, 2007) mos am que mais de 80% da população mo a nas cidades. Os le an amen os ealizados pelo Minis é io das Cidades (B asil, 2005) indicam que o dé ici habi- acional b asilei o a inge 8,0 milhões de domicílios. Em dados pe cen uais são as egiões No des e e Sudes e que concen am a maio pa e do dé ici , com incidência de 39,4% e 32,4%, espec i amen- e. Aos índices ap esen ados de e-se ac escen a que ce ca de 12 milhões de domicílios são ca en- es de in a-es u u a, e além de que, ce ca de 84% do dé ici habi acional es á concen ado nas amílias com enda mensal de a é ês salá ios mí- nimos, equi alen e à U$ 889,56. Os dados es a ís- icos ap esen ados pelo Minis é io das Cidades o- am p oduzidos a pa i da pesquisa Dé ici Habi- acional no B asil – Municípios selecionados e mi- c o egiões geog á icas, ei a em pa ce ia com a Fundação João Pinhei o, de Minas Ge ais. O mé i- o de al pesquisa consis e não apenas na sua ab angência, mas, sob e udo na ques ão me odo- lógica que, den o do concei o mais amplo de ne- cessidades habi acionais, abalha com uma dis- inção básica en e dois segmen os: o dé ici habi- acional e a inadequação de mo adias (B asil, 2005). A ques ão habi acional no B asil, p incipalmen e no que ange às classes menos a o ecidas, ap e- sen a-se como uma das g andes p eocupações po pa e dos go e nos ede al, es adual e munici- pal. Há en ão que se busca o mas pa a a solu- ção desse p oblema, já que é o exp essi o con in- gen e da classe abalhado a que ca ece de habi- ações dignas: pessoas que ocupam a maio pa - cela dos emp egos na ag icul u a, no se o de abas ecimen o, dis ibuição e comé cio, indús ia e cons ução ci il, ou seja, nos se o es p odu i os do país. Há nas ês es e as de pode , o consenso de que uma das manei as pa a se minimiza o p o- blema é o in es imen o maciço na p odução e ges- ão de habi ações de in e esse social -HIS (F icke, 2006). Po ém, a é hoje o maio con ingen e da população de baixa enda cons ói po con a p óp ia, sem o acompanhamen o de um p o issional da á ea da cons ução ci il, mui as ezes po al a de capi ali- zação e de acesso ao c édi o pa a inanciamen o habi acional. Como esul ado disso, a p odução é de edi icações sem qualidade cons u i a, em e- enos que, ia de eg a, são inadequados às cons uções. A si uação exis en e pode se al e a- da a a és da ap o ação da Lei n° 11.888, sancio- nada pelo P esiden e da República do B asil, em 24 de dezemb o de 2008 (B asil, 2008), na qual es á assegu ada às amílias de baixa enda a as- sis ência écnica pública e g a ui a pa a o p oje o e a cons ução de habi ação de in e esse social. Nesse sen ido, os p o issionais da á ea da cons- ução ci il da ão a sua con ibuição pa a a popu- lação mais ca en e pa a p oduzi mo adias mais adequadas. Dian e desse cená io, di e sas pesquisas, p oje os e expe iências êm sendo ealizados a im de co- labo a com a edução do dé ici habi acional e, ao mesmo empo, o dos impac os ambien ais ge ados pelas cons uções con encionais, ca ac e izadas pelo consumo excessi o de ecu sos na u ais (desde água, a eia, a é eno mes quan idades de madei a, e c), pela demanda po ma é ia-p ima in- dus ializada (como cimen o, elhas de ib o- cimen o, a gamassas, in as, e c) e pela ge ação de esíduos (p o enien es do despe dício de ma e- iais), além de p i ilegia em a ges ão da p odução de ais habi ações. No se o da cons ução ci il em oco endo uma c escen e di usão de concei- os e p incípios sus en á eis, que po ezes p o- mo em o e o no às o mas de cons ução an igas e a combinação de u ilização de ma e iais e ecno- logias con empo âneas com ma e iais de euso e mé odos cons u i os não-con encionais (Pa isi e al., 2007) No que diz espei o ao p ocesso de ges ão, as pa ce ias in e ins i ucionais e público-p i adas êm se mos ando como p omisso as. Po es a azão, o p esen e abalho abo da um es udo de caso im- plan ado no município de São José do Rio Pa do, Es ado de São Paulo, B asil, o P oje o CRESCER. São ap esen adas al e na i as iá eis e possí eis pa a a disseminação do concei o de habi ação digna. P oje o CRESCER O p oje o CRESCER –Cons ui e REsga a com Sus en abilidade a Cidadania E a Reinse ção So- cial- es á implan ado em um sí io na á ea u al de São José do Rio Pa do, SP. É p op iedade da co- munidade e apêu ica denominada P oje o Espe- ança e Vida (PEVI), que ealiza o a amen o pa a homens po ado es de dependência química (d o- gas e álcool). O p oje o oi desen ol ido en e agos o de 2007 e julho de 2010 e con ou com os ecu sos inancei- os do Ins i u o HSBC Solida iedade, uma ONG inculada a uma ins i uição bancá ia b asilei a que omen a p oje os sociais e educacionais. Den e as a i idades ealizadas no CRESCER cons am a implan ação de uma ola ia pa a a p odução de Bloco de Te a Compac ada –BTC’s- (Ba bosa, 2002a e 2002b) e adobes, além da cons ução de uma Casa de Apoio, habi ada pelos homens em a amen o no PEVI. Seu p oje o a qui e ônico oi concebido como uma unidade de habi ação de in e esse social e ece- beu a denominação de “Casa de Apoio” já que, du an e o dia, se e de apoio ao p oje o CRESCER, ab igando simul aneamen e, o esc i ó- io pa a a come cialização do ma e ial p oduzido na ola ia e, ambém, como mo adia dos e e idos dependen es químicos em a amen o e pa a os que p es am se iços de apoio à mencionada co- munidade e apêu ica. Um dos p essupos os iniciais pa a a cons ução da Casa de Apoio oi sua localização: um luga isí el e de ácil acesso, na en ada do sí io do PEVI (Figu a 1). A in enção oi a de da isibilidade aos blocos de e a p oduzidos pela comunidade de in e nos, p omo endo a sua di ulgação. { } Figu a 1: Localização da Casa do P oje o CRESCER ao lado da en ada do P oje o PEVI e bem p óxima do lei o da odo ia SP- 207. Fon e: Adap ado de www.wikipedia.com.p ; www.googlemap.com e Pa isi, R. e Bap is ela, J.E., 2010. O p oje o CRESCER comp eendeu ês e apas p incipais. A p imei a a ou da p opos a do p oje- o a qui e ônico, desen ol ida em conjun o com a comunidade e apêu ica em a amen o. A segun- da, pa alelamen e com a p imei a, a ou da sensi- bilização das equipes das uni e sidades, o mada po p o esso es e alunos das ins i uições pa cei- as, bem como a comunidade e apêu ica, pa a a p odução dos adobes e BTC’s. A e cei a pa e do p oje o con emplou a execução da ob a e oda a in aes u u a pa a o uncionamen o da Casa de Apoio, com ên ase na sus en abilidade ambien al. Finalizando é ap esen ado odo o p ocesso da cons ução e o ciclo de sus en abilidade ambien al ado ado nesse p oje o. O p oje o da Casa de Apoio A Casa de Apoio, inicialmen e p oje ada com 56,00m² oi cons uída com a ampliação p e is a de mais 35,00m², pe azendo um o al de 91,00m², dis ibuídos em 3 do mi ó ios, 1 banhei o, 1 sala e cozinha conjugadas, uma a anda de ecep-ção e uma a anda de se iços. Nas imagens da Figu a 2 obse a-se o p oje o a qui e ônico inicialmen e p opos o, e o cons uído, assim como a simulação em maque e ele ônica das duas p opos as. Na Figu a 3 são is as as maque es ele ônicas das e apas de cons ução e o ciclo sus en á el p oje ado pa a o P oje o CRESCER. Figu a 2: As duas plan as e pe spec i as da Casa de Apoio do p oje o CRESCER, espec i amen e, sem ampliação e com am- pliação. No a na mo adia ampliada os dois do mi ó ios de dimensões iguais, o con íguo à a anda on al e o con íguo a a- anda de undo. Fon e: GEAHAS, 2009. Figu a 3: E apas da Cons ução e Ciclo de cons ução sus en á el. Fon e: Luz, T., 2010. Implan ação da Cons ução da Casa de Apoio Pa a a execução da ob a o am planejadas di e - sas e apas: - A p imei a a ou da p odução dos ijolos – adobes e BTC’s- que se iam u ilizados na cons- ução da Casa de Apoio; - Du an e a e apa seguin e oi ealizada a execu- ção da ob a –desde a undação a é os acaba- men os; - Po im, o am implan ados os sis emas de a- amen o de esgo o al e na i o ( a amen o po e apo anspi ação) e o aquecimen o da água pa- a o chu ei o a a és de um sis ema de aqueci- men o sola (SAS), o sis ema de i igação po go- { } ejamen o no e o e de, além do eap o ei a- men o da água de chu a. Pa a o sucesso da ges ão e p odução compa i- lhada oi necessá io o en ol imen o das pessoas em a amen o na comunidade e apêu ica du an e o p ocesso de p odução dos adobes e BTC’s pa a a execução da edi icação. Pa a an o o am eali- zadas o icinas e gincanas de sensibilização, que obje i a am mos a a impo ância da p odução do maio núme o de peças em cu o espaço de empo a im de iabiliza mais apidamen e a cons ução da denominada Casa de Apoio. O con ole écnico e a p odução dos ado- bes e BTC’s A qualidade do ma e ial p oduzido oi e i icada quinzenalmen e, com o en io de lo es de peças ao Labo a ó io de Mecânica de Solos da Uni e sida- de São F ancisco, pa cei a do p oje o pa a a eali- zação de ensaios labo a o iais. Tan o na p odução dos ijolos, quan o na elabo ação dos ensaios o- am obse adas as No mas B asilei as NBR 8491 (ABNT, 1984) e NBR 8492 (ABNT, 1984), que dizem espei o à ab icação de ijolos maciços de solo- cimen o (BTC’s) e aos mé odos de ensaio e de e minação da esis ência à comp essão e da abso ção da água desses ijolos. A PUC-Minas, campus de Poços de Caldas, uma das uni e sidades pa cei a, cedeu ao PEVI, em egime de emp és imo, uma p ensa alemã pa a a p odução dos BTC’s. Assim, du an e a p imei a e apa, com o uncionamen o das duas p ensas manuais, a p ensa adqui ida pelo P oje o CRESCER e a pe encen e à PUC-Minas, os pa - icipan es chega am a p oduzi 1.300 unidades de BTC’s po dia (Figu a 4). Ao mesmo empo, a p odução dos adobes acon e- cia len amen e: ce ca de 100 a 200 ijolos po dia. Ficou e iden e a esis ência dos pa icipan es pa a a p odução dos adobes, já que o p ocesso e a manual, indi idual, demo ado e mais desgas an e que a p odução dos BTC’s p ensados. Com isso, a Casa de Apoio, que e ia um dos do mi ó ios e - guido com a u ilização de adobes, emp egou ape- nas os blocos p ensados. Os adobes p oduzidos o am pos e io men e u ilizados no balcão di iso dos ambien es de es a e cozinha da habi ação, se indo de amos a do p ocesso ealizado e, ambém pa a possí eis encomendas Quando a p odução de BTC’s a ingiu a ma ca das 10 mil unidades as ob as da Casa de Apoio o am e e i amen e iniciadas. Du an e a e apa de p o- dução dos ijolos e da cons ução da Casa de Apoio pe cebeu-se que a o a i idade de esiden- es no PEVI di icul a a o p ocesso de cons ução. A mencionada o a i idade é deco en e do a o de que alguns esiden es abandonam o a amen o da dependência química, além daqueles que con- cluem o mesmo. Tal a o p o oca a a subs i uição dos esponsá eis pela equipe de execução dos ijolos, esul ando na mo osidade da sua p odu- ção. Obse ou-se que, pa a os no os pa icipan- es da comunidade e apêu ica, hou e uma meno mo i ação em unção da al a de conhecimen o das an agens e bene ícios pa a o meio ambien e do p ocesso de ab icação dos adobes e BTC’s em elação aos adicionais ijolos queimados. Figu a 4: E apas do p ocesso de ab icação dos adobes e blocos de e a compac ada. Fon e: GEAHAS, 2007. Execução da ob a No que diz espei o à execução da ob a, o p o- blema da o a i idade de esiden es do PEVI pas- sou a e a da o p ocesso de cons ução, o nando necessá ia a con a ação de mão-de-ob a especia- lizada. Cons a ou-se que as pessoas em a amen- o pe maneciam pouco empo na ob a pa a ap en- de em sob e o p ocesso cons u i o da Casa de Apoio. O empo disponibilizado e a de apenas duas ho as no pe íodo da manhã e uma ho a no pe íodo da a de, o que azia com que não se comp ome essem com o p ocesso de cons ução da edi icação. O p incipal mo i o pa a o cu o pe íodo dedicado à cons ução pode se a ibuído às ou as a i idades e esponsabilidades que os mesmos possuem na comunidade e apêu ica. Ainda que hou esse o i- cinas mensais emá icas pa a a sensibilização desses esiden es, com a pa icipação de alunos das uni e sidades pa cei as nes a e apa do p oje- o, o núme o de homens e e i amen e en ol idos, não ul apassa a um e ço dos memb os da co- munidade e apêu ica, ou seja, de 9 a 10 homens. A Figu a 5 mos a as imagens do início da cons- ução da unidade de mo adia denominada “Casa de Apoio”, onde o am emp egados ijolos ce âmi- cos queimados e uma pa e ijolos p o enien es de demolições já que a u ilização dos BTC’s, não é ecomendada pa a alice ces, pois, po não se em queimados, se o nam susce í eis à umidade. Figu a 5: O gaba i o, a conc e agem da sapa a co ida e o assen amen o da al ena ia a mada emp egando os BTC’s. Fon e: Pa isi, 2008. Po se a a de uma unidade de habi ação ins a- lada em uma comunidade e apêu ica, hou e a possibilidade de se implan a um p oje o inse ido den o dos p incípios de ciclo de cons ução sus- en á el (Cimino, 2003). Assim, a cobe u a p e iu a implan ação de um e o e de, in eg ada à um sis ema de cap ação de água de chu a, apoiados sob e dois co pos de lajes execu adas em conc e- o, de idamen e impe meabilizadas. Em sua exe- cução u ilizou-se a laje de conc e o le e com o emp ego de EPS (polies i eno) num dos do mi ó- ios e no ou o do mi ó io oi usada a lajo a ce âmica, no luga do EPS pa a p ocede às a a- lia-ções é micas da unidade habi acional, an es da colocação do e o e de i o. A a és das a aliações de desempenho é mico dos dois sis emas de cobe u a p esen es nes a habi ação, ealizadas no pe íodo de 25 de maio à { } 10 de dezemb o de 2009, oi possí el obse a p elimina men e o sis ema de cobe u a p opos o ainda sem o e o e de. Com a colocação do acabamen o do elhado com e o e de i o es á p e is o um no o moni o a- men e no mesmo pe íodo climá ico pa a a a alia- ção e compa ação da edução da ca ga é mica e da empe a u a no in e io da edi icação. Na cobe u a ou a pa icula idade execu ada diz espei o ao o o. Uma ez que o elhado com- p eende ia lajes inclinadas e independen es, op- ou-se po não coloca um o o ho izon al como habi ualmen e se emp ega nas mo adias do B asil. Com isso, os “pés di ei os” mais al os de am maio ampli ude aos cômodos, acompanhando a incli- nação de 28% dos dois co pos de laje. Ou a decisão impo an e oco ida na ob a oi a cons ução do anque pa a a amen o de esgo os (especi icamen e das águas cinzas e neg as) a a- és do sis ema de e apo anspi ação. A Casa de Apoio es á si uada na zona u al e, caso não hou- esse sido implan ado o sis ema de a amen o, al esgo o co e ia “a céu abe o” em ala comum a é desagua no io Fa u a, que co e p óximo do lo- cal. Obse am-se nas imagens (Figu a 6) a segui as e apas de cons ução do anque e seus de al- hes cons u i os. Figu a 6: O anque de e apo anspi ação pa a o a amen o do esgo o da Casa de Apoio (1-saída do esgo o; 2-espaço azio pa a anae óbica; 3-en ulho; 4-b i a; 5-cascalho e a eia; 6-pneus; 7-conc e o) e os de alhes cons u i os do mesmo. Fon e: GEAHAS, 2009 e Luz, T., 2010. Com a cobe u a implan ada, o am ealizados os abalhos pa a a con ecção dos acabamen os da cons ução (Figu a 7). In e namen e, a habi ação ecebeu chapisco e massa g ossa con encionais, conse ando-se na sala uma pa ede com BTC’s apa en es. As abe u as colocadas na cons ução ( i ôs, janelas e po as), bem como azulejos, louças de banhei o e pia da cozinha o am p o e- nien es de demolições. Op ou-se po deixa as ins- alações elé icas apa en es pa a e i a ge ação de esíduos com co es nas pa edes. Em seguida, oi iniciada a a i idade pa a a pin u a da edi icação com in as p oduzidas à base de e- a, a a és das écnicas disseminadas po Ca - alho (2007), cujo p ocesso ca i ou os esiden es do PEVI e os acadêmicos das uni e sidades pa - cei as. A unidade de habi ação oi pin ada em e- gime de mu i ão, com ex ensi a pa icipação de esiden es e olun á ios do PEVI, além dos p o- esso es e alunos das uni e sidades. Figu a 7: A execução das esquad ias, colocação da ede hid áulica e pin u a da mo adia. Fon e: GEAHAS, 2009. Com al a i idade, es a ia pa a inaliza a cons- ução a execução do sis ema de p o eção da co- be u a, o elhado e de i o e, em seguida, ins a- lação do sis ema de cap ação de ene gia sola (Figu a 8). No que diz espei o à cobe u a, p eli- mina men e o am es abelecidos con a os com o o necedo de esina impe meabilizan e ab icada a pa i do óleo de mamona (Ricinus communis, L.) que se ia u ilizada pa a a impe meabilização das lajes e p epa ação da mesma pa a a coloca- ção de cobe u a e de le e, a exemplo da emp e- gada na edi icação cons uída no campus da USP em São Ca los, SP. No en an o, não oi possí el u iliza a esina em unção do seu al o cus o. Figu a 8: P ocesso de cons ução do e o e de: impe meabilização, colocação da e a e plan io da cobe u a ege al. Fon e: GEAHAS, 2009. Ou os es o ços o am emp eendidos no sen ido de iabiliza a cobe u a e de le e, ag egando-se à mesma um ca á e di e encial que ga an isse o compo amen o pleno do sis ema ado ado e a possibilidade do eap o ei amen o das águas de chu a. Foi ado ado, po an o, um sis ema de im- pe meabilização u ilizando uma man a inílica de 8mm, com solda nas emendas (Figu a 8). A inali- zação da p o eção da cobe u a e ins alação do elhado e de oi ealizada com a pa icipação de acadêmicos da PUC-Minas e esiden es do PEVI, quando o am ambém concluídos os se iços de pin u a da unidade. A ob a como e e ência al e na i a e sus en á el A Casa de Apoio oi concluída e en egue à comu- nidade no dia 05 de junho de 2010 (Figu a 9). A inaugu ação con ou com a p esença de odos os en ol idos no p oje o, bem como as au o idades locais e egionais. { } NICAS. NBR 8492. Tijolo Maciço de Solo Cimen- o. De e minação da Resis ência à Comp essão e da Abso ção da Água. Mé odo de Ensaio. Rio de Janei o: Cópia imp essa, 1985. 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