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Condição de abandono em edificações à margem da BR-101 em Balneário Camboriú: configuração urbana e sintaxe espacial como ferramentas para entendimento do vazio edificado

Abstract

Este trabalho capta, através da sintaxe espacial, a relação entre a condição de abandono de edificações e movimento natural. Os casos estudados localizam-se na margem leste da BR-101 na cidade de Balneário Camboriú e são visualizados no sentido sul-norte. Inicialmente faz-se uma breve retomada teórica sobre a sintaxe espacial, em seguida explora-se o conceito terrain vague, adotando a terminologia edificação abandonada ou em condição de abandono como correspondente português. Em seguida, expõe-se o método de análise que busca aporte para o movimento no diagnóstico de integração global e local, escolha e conectividade em mapas sintáticos de segmentos. As análises captaram diferentes comportamentos para movimento, sendo que as edificações abandonadas se encontram, predominantemente, em segmentos de baixa integração local e alta integração global. Estes dois fatos combinados levam a concluir que o movimento influencia no processo de abandono funcional dessas edificações.

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Condição de abandono em edificações à margem da BR-101 em Balneário Camboriú: configuração urbana e sintaxe espacial como ferramentas para entendimento do vazio edificado

Author: Ghisleni, Camilla Sbeghen,Reitz, Lucas de Mello
Publisher: Departament d’Urbanisme i Ordenació del Territori. Universitat Politècnica de Catalunya,Curso de Arquitetura e Urbanismo. Universidade do Vale do Itajaí
Year: 2016
DOI: 10.5821/siiu.6274
Source: https://upcommons.upc.edu/bitstream/2117/100335/1/98CAM_ReitzLucas.pdf
CONDIÇÃO DE ABANDONO EM EDIFICAÇÕES À MARGEM DA BR-101 EM
BALNEÁRIO CAMBORIÚ
Con igu ação u bana e sin axe espacial como e amen as pa a en endimen o do
azio edi icado
Au o es: Camilla Sbeghen Ghisleni, Lucas de Mello Rei z
Uni e sidade Fede al de San a Ca a ina
E-mail: [email p o ec ed], lucas ei [email protected]
RESUMO
Es e abalho cap a, a a és da sin axe espacial, a elação en e a condição de abandono de edi icações e
mo imen o na u al. Os casos es udados localizam-se na ma gem les e da BR-101 na cidade de Balneá io
Cambo iú e são isualizados no sen ido sul-no e. Inicialmen e az-se uma b e e e omada eó ica sob e a
sin axe espacial, em seguida explo a-se o concei o e ain ague, ado ando a e minologia edi icação
abandonada ou em condição de abandono como co esponden e po uguês. Em seguida, expõe-se o mé odo
de análise que busca apo e pa a o mo imen o no diagnós ico de in eg ação global e local, escolha e
conec i idade em mapas sin á icos de segmen os. As análises cap a am di e en es compo amen os pa a
mo imen o, sendo que as edi icações abandonadas se encon am, p edominan emen e, em segmen os de
baixa in eg ação local e al a in eg ação global. Es es dois a os combinados le am a conclui que o mo imen o
in luencia no p ocesso de abandono uncional dessas edi icações.
Pala as-cha e: Sin axe Espacial, Te ain ague, BR-101, Balneá io Cambo iú.
ABSTRACT
This he ela ionship be ween he condi ion and na u al mo emen using space syn ax analysis The cases
a e loca ed on he eas oadside o BR-101 highway in Balneá io Cambo iú, B azil. Fi s , a heo e ical esume,
i de elops he analysis me hod based on mo emen , aking local and global in eg a ion, connec i i y and
choice. When mo emen analysis an, i showed ha abandoned si es and buildings a e mos ly loca ed onlow
local in eg a ion spo s. he ab ic As conclusion, we ind ha he combina ion o low local in eg a ion and high
global in eg a ion con ibu es in he p ocess o gene a ing a e ain ague si ua ion.
Keywo ds: Space Syn ax, Te ain ague, BR-101, Balneá io Cambo iú.
1 INTRODUÇÃO
Chega a Balneá io Cambo iú, de ca o pela BR-101, desde Flo ianópolis, 80km ao sul, compõe uma
expe iência isual chocan e: o semicí culo da saída do únel sob o Mo o dos Bois enquad a uma paisagem
u bana po oada po espigas de conc e o e id o que sal am aos olhos de quem obse a e co oam como
dominan es na paisagem. Após ineb ia -se com os a anha-céus do ho izon e, a paisagem ans igu a-se de
p edominan emen e na u al pa a p edominan emen e u bana – o que se espe a ao ap oxima -se de uma
cidade. Enquan o a massa edi icada das o es con inua como des ino ocal isual da es ada, ao des ia o
olha desse oco de a enção ao ho izon e e ap eende as o mas edi icadas imedia as à BR, pe cebe-se que
a paisagem se cons i ui de agmen os u banos mais singelos en e à magni ude e ical.
O acesso às po ções da cidade, e aqui inclui-se a massa espigada, se dá po ias ma ginais à BR. Es as são
de luxo menos in enso e caixa meno , além de con igu a em o acesso di e o às edi icações e/ou lo es. Assim,
an o da BR-101, quan o de suas ias ma ginais, podem-se e di e en es ipos edi icados e pad ões
uncionais: são esidências de a iados amanhos e o mas; pequenas e g andes edi icações de uso mis o;
galpões e supe me cados; a anha-céus e pequenos edi ícios. Simul aneamen e a eles, a is a-se desde a
BR-101 e suas ias ma ginais, um núme o conside á el de edi icações abandonadas, uínas de unções já
obsole as, edi icações não inalizadas, esidências desocupadas.
A signi ica i a oco ência des as edi icações ao longo da BR-101 o nou-se mais e iden e quando compa ada
com a al a densidade edi icada do ecido u bano não conec ado a odo ia. Nesse sen ido, p oblema iza-se o
papel da con igu ação do ecido u bano na de e minação de edi icações e/ou sí ios abandonados. No caso
de Balneá io Cambo iú, a condição do ecido com a localização da BR-101 como ia de ânsi o ápido secan e
de g ande pa e da malha u bana combinada a condição de abandono, co obo a a ideia de que a a iação
de mo imen o das ias pode ajuda na comp eensão dessa condição. Como apo e eó ico e analí ico,
po an o, a eo ia da Sin axe Espacial ajuda em en ende a co elação da condição de uma (ou de segmen o
de uma) ia na malha e a p obabilidade e in ensidade de mo imen o, já que ap esen a e amen as que
quan i icam es as g andezas e, assim, jus i icam seu uso nes e abalho.
Além disso, a co elação en e condição de abandono e mo imen o na u al pa ece se um a o, de ce a
manei a, já implíci o na sin axe espacial, apesa de exis i pouca bibliog a ia que a e e e i amen e des a
elação. Enquan o há uma ca ência iden i icada de p odução eó ica que c uze o abandono edi icado com o
mo imen o na u al, esse a o pa ece se po encializado po poucos es udos de caso elacionados,
p incipalmen e no B asil e nas á eas ma ginais u banas. Sob e a ques ão ma ginal, no caso da SE, es a é
al amen e elacionada com as ocupações pe i-u banas, subu banas, o oque a SE cap u a como edgee ec .
No caso es udado, cap ando índices sob e a ma gem da BR-101, se e o ça que es a é inse ida
comple amen e no ecido u bano, co an e da mancha u bana edi icada, di e enciando-se das odo ias
ma ginais das g andes cidades no e-ame icanas e eu opeias, classicamen e abo dadas po Hillie (1997),
que uncionam como anéis iá ios pe i-u banos.
Como o ma da cidade, a BR-101 em Balneá io Cambo iú igu a, en ão, como uma g ande ia de á ego
a iado, concen ando disc epância en e o mo imen o de pedes es (quase nulo) e de au omó eis (in enso
e cons an e). Pos o a condição de mo imen o de pedes es e au omó eis, pa e-se da hipó ese de que a
condição de abandono dessas edi icações es eja elacionada com a dispa idade en e mo imen o na u al
u bano de au omó eis, sendo in luenciada a é mesmo po sua isualização, podendo-se cap a e analisa
esse aspec o à luz da sin axe espacial.
En ende o mo imen o na BR-101, anspassa a ideia simples do luxo de eículos u banos. A posição ele ada
da odo ia em elação a cidade, numa co a ap oximada de 10m, al e a em ca á e local a con igu ação u bana.
Assim, além do luxo cons an e nos dois sen idos, o encon o ocasional com as ma ginais pelos
en oncamen os de descida e as bi u cações de subida, além de ó ulas, de inem as ca ac e ís icas de
mo imen o BR-ma ginal. A ma ginal, po sua ez, é uma ua local com ca ac e ís icas de odo ia, aba cando
o mo imen o in enso dos eículos que en am na cidade em con on o ao mo imen o de saída e en ada nos
lo es lindei os a es a.
Desc i as as ca ac e ís icas de mo imen o con igu acional u bano e de mo imen o de inido pelas o mas
u banas locais, se pe gun a: é possí el de ec a co elação en e mo imen o na u al e condição de abandono
dessas edi icações a pa i de análises espaciais sin á icas e con igu acionais?
Pa a esponde o ques ionamen o p opos o, o obje i o des e abalho cons i uiu-se em analisa as edi icações
em condições de abandono à luz da Sin axe Espacial (SE), le ando em conside ação sua con igu ação
u bana na malha, co elacionando es a si uação com o mo imen o na u al de eículos. Pa a isso, iden i icou-
se as edi icações abandonadas is as no sen ido Sul-No e a les e a pa i da BR-101 e suas ma ginais, po
concen a a aixa mais u banizada, ol ada ao oceano A lân ico.
Como p ocedimen os me odológicos, iden i icou-se os espaços abandonados isí eis desde a BR-101 e suas
ma ginais, a a és de isi as e cap u as de imagens. A pa i da iden i icação des as, desc e eu-se as
edi icações, seguido do desenho do mapa de segmen os, analisando-o a pa i de a iadas dis âncias
mé icas. En im, co elacionou-se as condições de abandono a a és do mé odo da Sin axe Espacial (SE).
É impo an e salien a o papel da isibilidade nes a análise. A isualização desde a BR-101 de e minou o
eco e das amos as es udadas, assim como o en endimen o de seu uso e, a é, de sua con e são em supo e
pa a apa a o publici á io, explicado mais adian e.
Assim, o que segue nesse a igo é uma explanação eó ica sob e a condição de abandono das edi icações,
apo ada pelo concei o do e ain ague. Busca-se explica a co elação das edi icações em condição de
abandono com a cidade da mode nidade, que dá espaço à obsolescência e ao es emunho e egis o de ciclos
de unções e usos.
Segue elacionando es a condição aos aspec os da Sin axe Espacial, eo ia da logica social do espaço. Es a
ambém é ap esen ada em seus concei os e e amen as, apon ando pa a a ques ão da al a do mo imen o
na u al ou do descompasso en e mo imen o local e global (concei os da SE) es a em elacionados com o
abandono e a condição de e ain ague. Analisam-se os obje os, en ão, a pa i dessas duas eo ias e
e amen as, discu indo os esul ados da análise e ap esen ando as conclusões.
2 SOBRE O ABANDONO EDIFICADO E TERRAIN VAGUE
De aco do com Cançado e al. (2008), os espaços e edi icações abandonadas são luga es que engend am
imaginá ios polí icos e cons oem possibilidades de coexis ência. Descendem e habi am a mesma
mode nidade da qual são pe pe uamen e excluídos, como consequências sensí eis do abs a o p oje o
mode no. Tal condição é no á el em qualque con o mação, con igu ando-se em um p ocesso u bano
p a icamen e 'na u al'. Co idianamen e assis e-se a des uição de espaços que o na am-se obsole os, pois a
cidade desde o século XVIII - mais p ecisamen e com a Re olução Indus ial - passou a se o local das
no idades, de um a senal de imagens e ep esen ações que i e em cons an e eadequação na medida em
que su gem no as u gências. A abundância, ao mesmo empo que pe mi e um ca á e ino ado e mu á el à
cidade, ende ambém a a o ece a obsolescência p ecoce dos obje os e espaços.
Os luga es c iados po es a condição u bana de e eme idade podem se de inidos po á eas abandonadas
pela indús ia, pelas es adas de e o, pelos po os; á eas abandonadas como consequência da iolência, do
ecesso da a i idade esidencial ou come cial, da de e io ação do edi icado; espaços esiduais às ma gens
dos ios; á eas inacessí eis en e odo ias à ma gem de ope ações imobiliá ias, echadas sob e si mesmas,
de acesso es ingido po eó icas azões de segu ança e p o eção. (Solá-Mo ales, 1996).
O a qui e o Ignasi Solá Mo ales az uso de uma exp essão ancesa que de ine mui o bem esses espaços:
e ain ague . Sob e udo em o no do abalho de alguns o óg a os que, nos anos 1970, di igem o olha sob e
os espaços u banos em alência, o nados obsole os, desa i ados e esquecidos no cu so da expansão u bana
do pós-2ª gue a mundial, que o ensaio desse a qui e o (1996) cons ói uma no a ca og afia do espaço
u bano. O e mo e ain ague, aduzido em ou os idiomas, não em a mesma o ça da pala a em ancês
mos ando que an o a noção de e ain como a de ague con êm uma ambiguidade e uma mul iplicidade de
signi icados. Esse a o az com que essa exp essão seja especialmen e ú il pa a designa uma ca ego ia
u bana e a qui e ônica na qual se classi icam luga es, e i ó ios ou edi ícios que pa icipam de uma dupla
condição: a es anheza pe an e espaços que se encon am o a do domínio gené ico de uma ocupação
econhecí el e, po an o, apaziguado a e con o mado a, ao mesmo empo em que ge am o sen ido de
libe dade e de c í ica como espaço al e na i o de uga e impunidade pa a a cons ução de ou as iden idades.
Se iam, po uma pa e ague no sen ido de acan e, azio, li e de a i idade, imp odu i o, em mui os casos
obsole o. Po ou a pa e, ague no sen indo de imp eciso, inde inido, ago, sem limi es de e minados, sem
ho izon e de u u o.
Esse concei o pode se encon ado ambém na iloso ia. Analisando a cidade con empo ânea com base nos
es udos de Deleuze e Gua a i (1997), Gua elli (2005) chama-o de “en e”. Segundo sua de inição ais espaços
se iam “luga es en e o mas, ou o mas espaciais en e coisas u ili a iamen e de inidas, que cons i uem ago a
campos pa a ações imp e is as, onde nem unção nem o ma são abandonadas, mas en iquecidas, um
campo p opício pa a uma emissão de e o es de in ensidade múl iplos e simul âneos além de uma supe ície
p og amá ica a o á el” (Gua elli, 2005).Apesa da sua condição de obsolescência cons i ui -se po di e en es
azões, I ene Fialo à, a qui e a checa, em seu ex o Te ain Vague: um caso de memó ia (1996) de ende a
ideia de que um de e minado espaço con e e-se em um e ain ague semp e como consequência de sua
his ó ia. O luga em ques ão gua da elação com o passado e não es abelece um no o ínculo com o
p esen e. Segundo a au o a, cada espaço abandonado possui uma esis ência a mudança, de ido a sua
his ó ia e memó ia o e. Em ou as pala as, signi ica que a ideia ans o mado a é mui o débil.
Des e modo, ap esen ando a complexidade imp egnada aos espaços abandonados, deba e-se no deco e
do a igo se al si uação é, de a o, consequência isolada de sua his ó ia ou se é possí el co elaciona a
condição de abandono com a con igu ação espacial e o mo imen o na u al nas cidades, u ilizando a sin axe
espacial como e amen a de análise.
3 SOBRE SINTAXE ESPACIAL
Na década de 1980, a Teo ia da Lógica Social do Espaço, ou da Sin axe Espacial (SE), começou a i ma -se
como uma das g andes á eas do conhecimen o a comp eende a complexidade e con ibuição da
con o mação do espaço pa a o mo imen o nas cidades. Lide ada po Bill Hillie e Julienne Hanson, a Sin axe
Espacial (SE) nasce do p incípio de que oda elação social humana usa o espaço como in e ace. Nela,
sociedade e espaço i em em uma elação simbió ica, equilib ada e in e dependen e, dis an e da ideia de
espaço como o ma e sociedade como con eúdo (BAFNA, 2003).
A SE en a desen ol e es a égias desc i i as da con igu ação espacial, pa a que a lógica social do espaço
seja e idenciada (BAFNA, 2003), assumindo que o se humano con igu a o espaço, ans o mando-o num
conjun o de unidades espaciais dema cadas pela on ei a público-p i ado. Como oco na conexão en e
espaços ou no sis ema de espaços ixos e indi íduos dinâmicos (HILLIER e al., 1987), pode-se analisa
di e en es nuances a pa i de a iá eis calculá eis, que quan i icam o mo imen o a a és do espaço, a
isualização das o mas, a pe meabilidade, e c.
Quando se calcula o mo imen o, as a iá eis calculá eis podem inclui dis âncias opológicas, pela mudança
de di eção; angula es, pelo soma ó io dos ângulos em cada mudança de di eção; ou mé icas, medindo a
dis ância em me os pela malha; es as ambém co espondem ao núme o de conexões en e ambien es,
in e enções ou aios de mo imen o. Como e amen as, se az uso de g a os de conec i idade, numa escala
mais simpli icada ou de mapas sin á icos de linhas axiais ou segmen os. Es es são usados pa a en ende
ca ac e ís icas compo amen ais den o de um sis ema e quan i icam a “ ede de uas” [s ee ne wo k] ao
ans o ma o pad ão de espaço abe o con ínuo em um meno conjun o das maio es linhas de is a e acesso
que passam pelas o as de ci culação humana (PENN e al. 1998). Assim, ge a-se uma ede de linhas
chamadas linhas axiais onde esul ados de quan i icação são ob idos pela elação en e elas, suas
quan idades de nós imedia os e conexão com odas as linhas do sis ema, chegando-se a sua p o undidade
global e local em elação ao sis ema. Usa-se g ada i os de co es associados à ela i ização dos alo es
a ibuídos, sendo co es quen es associadas a maio es alo es e co es ias a meno es alo es de in eg ação
e escolha, an o opológicos (Rn, R3, R5, e c.), quan o mé icos (R200, R400, R800, e c.).
Do cálculo de mo imen o, chega-se a inúme as conclusões, p e alecendo in eg ação e escolha como
a iá eis mais acei as e discu idas na comunidade da SE. A in eg ação é compu ada a pa i do cálculo da
p o undidade média de cada nó pa a odos os nós do sis ema. Já a escolha [choice], mede as o as mais
cu as com maio p obabilidade de passagem en e espaços.
4 METODOLOGIA DE ANÁLISE
Após a b e e de inição das condições u banas de abandono e pos e io men e da sin axe espacial, desc e e-
se nes e momen o a me odologia u ilizada pa a co elaciona a condição de abandono e o mo imen o na u al.
Pa a cap a como o enômeno do abandono edi icado, iden i ica am-se as edi icações em isi a ealizada em
se emb o de 2015, com egis os o og á icos e diá io de isi a, classi icando-as quan o seu gaba i o, condição
de abandono, con e são uncional e in e enções pós-abandono.
A con ecção do mapa de axial usado pa a es a análise se deu pa alelamen e ao pe íodo de iden i icação dos
casos. Ao c uza as in o mações cole adas, pode-se si ua os obje os de es udo den o dos mapas pa a
en ende sua elação com a malha e, pos e io men e, com o mo imen o na u al.
Seguindo, calculou-se a p obabilidade de mo imen o a pa i de mapas sin á icos de segmen os com base no
mapa con eccionado, medindo-se in eg ação global, in eg ação de aio mé ico 200, 400, 800 e choice
(escolha).
Na escala de mo imen o, pa iu-se da hipó ese de que as edi icações abandonadas es ão localizadas em
á eas de al a in eg ação global e baixa in eg ação local. Po an o, seu abandono se jus i ica ia pelo g ande
mo imen o de passagem na BR-101 em elação a ma ginal e baixo mo imen o local, po se a a de ocupação
à ma gem de uma odo ia.
5 ANÁLISE DA CONDIÇÃO DE ABANDONO EM EDIFICAÇÕES
P imei amen e, de ec ou-se as edi icações em condição de abandono localizadas nas p imei as quad as
ma ginais ao les e da BR-101. Em isi a ei a, iden i ica am-se seis edi icações localizadas no mapa da Figu a
1:
1) Edi icação é ea em abandono no p ocesso cons u i o e con e são da edi icação em supo e pa a
apa a o isual publici á io;
2) Edi icação de dois pa imen os, mu ada nos limi es do lo e, em abandono no p ocesso cons u i o,
con e são do lo e em supo e pa a apa a o isual publici á io e in e enções pós-abandono
(pichação);
3) Edi icação é ea, inexis ência do co po a qui e ônico e es ígio da achada, sem con e são uncional
e p esença de in e enções pós-abandono (pichação);
4) Edi icação de qua o pa imen os com ecuo do a uamen o; abandono in eg al; con e são da
edi icação em supo e pa a apa a o isual publici á io e possí el ocupação in o mal; p esença de
in e enções pós-abandono (pichação e g a i e);
5) Edi icação de dois pa imen os, abandono in eg al e con e são uncional em apa a o isual
publici á io;
6) Edi icação de quad o pa imen os, abandono no p ocesso cons u i o, sem apa en e con e são
uncional.
Figu a 1: Mapa de localização das edi icações abandonadas
Google Ea h – Modi icado pelos au o es
Em seguida, p oduziu-se o mapa sin á ico de segmen os. Pa a a amos agem p opos a, ge ou-se mapas de
in eg ação global de aio mé ico 200, 400 e 800. Desconside ou-se os alo es de 800, já que es es
ap esen a am semelhança com os alo es de aio global. Essa de ecção cap a a ocação global do sis ema
analisado, já que apenas baixos aios locais, como R200 e R400, ap esen am ca ac e ís icas díspa es em
elação a análise global, di e en emen e de maio es aios, como R800 que já se assemelham as
ca ac e ís icas globais.
Po an o, quando es ada a in eg ação global, con i ma-se o a o de que a BR-101 se ia a ia mais in eg ada
globalmen e, ou seja, a de melho acesso em elação a odas do sis ema (Figu a 2). Es a ca ac e ís ica
con i ma a al a in ensidade de seu luxo, que é ealçado po seus acessos con ínuos, sem semá o os. Além
disso, esse echo da BR-101 é ele ado em elação as co as edi icadas u banas p óximas a ela, es e a o,
isoladamen e, ea i ma sua posição hie á quica em elação as ou as ias, não sendo uma ca ac e ís ica
cap ada pela SE, e sim po uma análise da sua o ma e composição. Somado a sua posição ele ada, e
consequência des a, a ia é desp o ida de acessos di e os a edi icações, como po as e po ões. Dessa
o ma, sua capila idade diminu a não incen i a a pa ada ou obs ução eicula , impe ando a máxima da
elocidade quando somados odos esses a o es mo ológicos. Conside ando as edi icações abandonadas
analisadas, na p imei a quad a à ma gem da BR-101, pe cebe-se que es ão localizadas em ias de baixa
in eg ação (Edi icação 6 – 543.92) e média in eg ação (Edi icação 1 – 645.24; Edi icação 2 – 1070.36;
Edi icação 3 – 1004.37, Edi icação 4 – 990.05 e Edi icação 5 – 990.25).

Edi icação 1 - RN = 645.24
Edi icação 2 - RN = 1070.36
Edi icação 3 - RN = 1004.37;
Edi icação 4 - RN = 990.05;
Edi icação 5 - RN = 990.25
Edi icação 6
RN = 543.92
Figu a 2: Mapa de segmen os in eg ação RN. Abaixo, de alhe ap oximado dos segmen os co esponden es às edi icações
analisadas.
Elabo ação p óp ia a pa i de dados do Google Ea h e análise em Dep hMap.
Sob a análise de aio mé ico 200 (Figu a 3), o g au de in eg ação de odas elas descendem signi ica i amen e
(Edi icação 1 – 63.03; Edi icação 2 – 129.95; Edi icação 3 – 238.81; Edi icação 4 – 240.32; Edi icação 5 –
254.34 e Edi icação 6 – 51.98). In ui-se, po an o, uma co elação da condição de abandono en e mo imen o
de al o luxo e mo imen o local, ou seja, as edi icações se encon am em egiões de al o luxo global ( ápido
e ge almen e sem pe manência pelo uso de au omó eis) e baixo luxo local (mais len o e ge almen e
pe co ido a pé ou com eículos não mo o izados).
A dispa idade de mo imen o na u al global e local, já apon ado po Hillie (1987), de lag a ou a si uação que
não a do sis ema o al de a uamen o. Enquan o na BR-101, desc i a acima, a o ma u bana é das la e ais
ence adas po mu e as de conc e o e pequenas ladei as que sobem a é as suas co as ele adas, nas
ma ginais e nas suas adjacen es, a capila idade é cons an e, sendo es as o adas po edi icações de a iados
amanhos, ga an indo saídas cons an es e, po an o, mo imen o. Toda ia, pe cebe-se a dispa idade en e os
usos da ma ginal, es i amen e come cial, e das uas pe pendicula es a ela, p edominan emen e esidenciais,
com incidência come cial. Es a di e ença sim, é cap ada pela SE, uma ez que o baixo luxo local, an o
esul an e do sis ema como um odo, quan o das ca ac e ís icas ocupacionais locais, podem po encializa o
abandono das edi icações analisadas.
Edi icação 1 – R200 = 63.03
Edi icação 2 – R200 =
129.95
Edi icação 3 – R200 = 238.81;
Edi icação 4 – R200 = 240.32;
Edi icação 5 – R200 = 254.34
Edi icação 6
RN = 51.98
Figu a 3: Mapa de segmen os in eg ação R200. Abaixo, de alhe ap oximado dos segmen os co esponden es as edi icações
analisadas.
Elabo ação p óp ia a pa i de dados do Google Ea h e análise em Dep hMap.
Tal ez o a o mais signi ica i o sob a análise em R200, pa a o caso do abandono, seja o deslocamen o da
ia mais in eg ada. Se em RN a BR-101 igu a a como a mais in eg ada do sis ema, em R200 a A enida do
Es ado ap esen a-se como a mais in eg ada em aio local. Mais uma ez, en ão, pe cebe-se a pe da do oco
de in eg ação, ea i mando a aqueza dessas edi icações quan o ao posicionamen o do mo imen o local.
A con i mação desses aspec os con inua p esen e na análise sob aio mé ico 400 (Figu a 4), em que a maio
concen ação de edi icações abandonadas (2, 3, 4 e 5), ainda se con igu a em segmen os de baixa in eg ação
local (Edi icação 2 – 374.06; Edi icação 3 – 474.85; Edi icação 4 – 581.08 e Edi icação 5 – 600.87), mesmo
sendo alo es maio es do que aqueles ob idos com a análise R200, e idenciando a endência do aumen o da
in eg ação global, quan o maio o o aio.
Em R400, as á eas onde o abandono oi iden i icado o nam-se um pouco mais p óximas dos maio es índices
de in eg ação em elação a R200, igu ando uma in eg ação local mediana. Aliás, sob e a mancha de
in eg ação, em elação a R200, alguns segmen os da BR-101 ol am a acende , co espondendo aos mais
in eg ados no amen e. Con udo, es es segmen os encon am-se dis anciados das edi icações analisadas,
con i mando, mais uma ez, sua al a de ocação pa a o mo imen o na u al local.
Já no aio mé ico 800 (Figu a 5), as edi icações se ag upam em di e en es alo es, uma ez que aqui se
pe cebe o e ei o de bo da1 mais e iden e. O chamado edge e ec é pe cep í el, p incipalmen e, nas
edi icações 1 e 6, que con igu am baixíssimos ní eis de in eg ação an o em RN, global, quan o de R200 a
R800. Nes e úl imo, es as edi icações, 1 e 6, ca ac e izam alo es meno es que as edi icações 2, 3, 4 e 5.
Enquan o em 1 e 6 os alo es são de 81.02 e 171.16, espec i amen e, em 2, 3, 4 e 5 ap esen am-se quase
dez ezes maio es: 909.96; 921.69; 893.32 e 892.74 espec i amen e. As amos as 2, 3, 4 e 5 es ão
concen adas no cen o do mapa, além de so e em menos com o e ei o de bo da, se con igu am mais
p óximas a mancha de in eg ação. Nes e aio, não se cap a nenhuma co elação de maio e idencia, em
elação a R400, en e a condição de abandono das edi icações e in eg ação, ap esen ando as mesmas
con igu ações u banas.
1 O "e ei o de bo da" é um enômeno em análise sin á ica que oco e quando os segmen os que se encon am ao longo da pe i e ia do
mapa o nam-se seg egados exclusi amen e em unção do amanho do limi e selecionado pa a análise.
Edi icação 1 – R400 =
67.247
Edi icação 2 – R400 = 374.06
Edi icação 3 – R400 = 474.85;
Edi icação 4 – R400 = 581.08;
Edi icação 5 – R400 = 600.87
Edi icação 6
R400 = 187.572
Figu a 4: Mapa de segmen os in eg ação R400. Abaixo, de alhe ap oximado dos segmen os co esponden es às edi icações
analisadas.
Elabo ação p óp ia a pa i de dados do Google Ea h e análise em Dep hMap.