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Condição de abandono em edificações à margem da BR-101 em Balneário Camboriú: configuração urbana e sintaxe espacial como ferramentas para entendimento do vazio edificado

Ghisleni, Camilla Sbeghen,Reitz, Lucas de Mello

Abstract

Este trabalho capta, através da sintaxe espacial, a relação entre a condição de abandono de edificações e movimento natural. Os casos estudados localizam-se na margem leste da BR-101 na cidade de Balneário Camboriú e são visualizados no sentido sul-norte. Inicialmente faz-se uma breve retomada teórica sobre a sintaxe espacial, em seguida explora-se o conceito terrain vague, adotando a terminologia edificação abandonada ou em condição de abandono como correspondente português. Em seguida, expõe-se o método de análise que busca aporte para o movimento no diagnóstico de integração global e local, escolha e conectividade em mapas sintáticos de segmentos. As análises captaram diferentes comportamentos para movimento, sendo que as edificações abandonadas se encontram, predominantemente, em segmentos de baixa integração local e alta integração global. Estes dois fatos combinados levam a concluir que o movimento influencia no processo de abandono funcional dessas edificações.

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CONDIÇÃO DE ABANDONO EM EDIFICAÇÕES À MARGEM DA BR-101 EM BALNEÁRIO CAMBORIÚ Con igu ação u bana e sin axe espacial como e amen as pa a en endimen o do azio edi icado Au o es: Camilla Sbeghen Ghisleni, Lucas de Mello Rei z Uni e sidade Fede al de San a Ca a ina E-mail: [email p o ec ed], lucas ei [email protected] RESUMO Es e abalho cap a, a a és da sin axe espacial, a elação en e a condição de abandono de edi icações e mo imen o na u al. Os casos es udados localizam-se na ma gem les e da BR-101 na cidade de Balneá io Cambo iú e são isualizados no sen ido sul-no e. Inicialmen e az-se uma b e e e omada eó ica sob e a sin axe espacial, em seguida explo a-se o concei o e ain ague, ado ando a e minologia edi icação abandonada ou em condição de abandono como co esponden e po uguês. Em seguida, expõe-se o mé odo de análise que busca apo e pa a o mo imen o no diagnós ico de in eg ação global e local, escolha e conec i idade em mapas sin á icos de segmen os. As análises cap a am di e en es compo amen os pa a mo imen o, sendo que as edi icações abandonadas se encon am, p edominan emen e, em segmen os de baixa in eg ação local e al a in eg ação global. Es es dois a os combinados le am a conclui que o mo imen o in luencia no p ocesso de abandono uncional dessas edi icações. Pala as-cha e: Sin axe Espacial, Te ain ague, BR-101, Balneá io Cambo iú. ABSTRACT This he ela ionship be ween he condi ion and na u al mo emen using space syn ax analysis The cases a e loca ed on he eas oadside o BR-101 highway in Balneá io Cambo iú, B azil. Fi s , a heo e ical esume, i de elops he analysis me hod based on mo emen , aking local and global in eg a ion, connec i i y and choice. When mo emen analysis an, i showed ha abandoned si es and buildings a e mos ly loca ed onlow local in eg a ion spo s. he ab ic As conclusion, we ind ha he combina ion o low local in eg a ion and high global in eg a ion con ibu es in he p ocess o gene a ing a e ain ague si ua ion. Keywo ds: Space Syn ax, Te ain ague, BR-101, Balneá io Cambo iú. 1 INTRODUÇÃO Chega a Balneá io Cambo iú, de ca o pela BR-101, desde Flo ianópolis, 80km ao sul, compõe uma expe iência isual chocan e: o semicí culo da saída do únel sob o Mo o dos Bois enquad a uma paisagem u bana po oada po espigas de conc e o e id o que sal am aos olhos de quem obse a e co oam como dominan es na paisagem. Após ineb ia -se com os a anha-céus do ho izon e, a paisagem ans igu a-se de p edominan emen e na u al pa a p edominan emen e u bana – o que se espe a ao ap oxima -se de uma cidade. Enquan o a massa edi icada das o es con inua como des ino ocal isual da es ada, ao des ia o olha desse oco de a enção ao ho izon e e ap eende as o mas edi icadas imedia as à BR, pe cebe-se que a paisagem se cons i ui de agmen os u banos mais singelos en e à magni ude e ical. O acesso às po ções da cidade, e aqui inclui-se a massa espigada, se dá po ias ma ginais à BR. Es as são de luxo menos in enso e caixa meno , além de con igu a em o acesso di e o às edi icações e/ou lo es. Assim, an o da BR-101, quan o de suas ias ma ginais, podem-se e di e en es ipos edi icados e pad ões uncionais: são esidências de a iados amanhos e o mas; pequenas e g andes edi icações de uso mis o; galpões e supe me cados; a anha-céus e pequenos edi ícios. Simul aneamen e a eles, a is a-se desde a BR-101 e suas ias ma ginais, um núme o conside á el de edi icações abandonadas, uínas de unções já obsole as, edi icações não inalizadas, esidências desocupadas. A signi ica i a oco ência des as edi icações ao longo da BR-101 o nou-se mais e iden e quando compa ada com a al a densidade edi icada do ecido u bano não conec ado a odo ia. Nesse sen ido, p oblema iza-se o papel da con igu ação do ecido u bano na de e minação de edi icações e/ou sí ios abandonados. No caso de Balneá io Cambo iú, a condição do ecido com a localização da BR-101 como ia de ânsi o ápido secan e de g ande pa e da malha u bana combinada a condição de abandono, co obo a a ideia de que a a iação de mo imen o das ias pode ajuda na comp eensão dessa condição. Como apo e eó ico e analí ico, po an o, a eo ia da Sin axe Espacial ajuda em en ende a co elação da condição de uma (ou de segmen o de uma) ia na malha e a p obabilidade e in ensidade de mo imen o, já que ap esen a e amen as que quan i icam es as g andezas e, assim, jus i icam seu uso nes e abalho. Além disso, a co elação en e condição de abandono e mo imen o na u al pa ece se um a o, de ce a manei a, já implíci o na sin axe espacial, apesa de exis i pouca bibliog a ia que a e e e i amen e des a elação. Enquan o há uma ca ência iden i icada de p odução eó ica que c uze o abandono edi icado com o mo imen o na u al, esse a o pa ece se po encializado po poucos es udos de caso elacionados, p incipalmen e no B asil e nas á eas ma ginais u banas. Sob e a ques ão ma ginal, no caso da SE, es a é al amen e elacionada com as ocupações pe i-u banas, subu banas, o oque a SE cap u a como edgee ec . No caso es udado, cap ando índices sob e a ma gem da BR-101, se e o ça que es a é inse ida comple amen e no ecido u bano, co an e da mancha u bana edi icada, di e enciando-se das odo ias ma ginais das g andes cidades no e-ame icanas e eu opeias, classicamen e abo dadas po Hillie (1997), que uncionam como anéis iá ios pe i-u banos. Como o ma da cidade, a BR-101 em Balneá io Cambo iú igu a, en ão, como uma g ande ia de á ego a iado, concen ando disc epância en e o mo imen o de pedes es (quase nulo) e de au omó eis (in enso e cons an e). Pos o a condição de mo imen o de pedes es e au omó eis, pa e-se da hipó ese de que a condição de abandono dessas edi icações es eja elacionada com a dispa idade en e mo imen o na u al u bano de au omó eis, sendo in luenciada a é mesmo po sua isualização, podendo-se cap a e analisa esse aspec o à luz da sin axe espacial. En ende o mo imen o na BR-101, anspassa a ideia simples do luxo de eículos u banos. A posição ele ada da odo ia em elação a cidade, numa co a ap oximada de 10m, al e a em ca á e local a con igu ação u bana. Assim, além do luxo cons an e nos dois sen idos, o encon o ocasional com as ma ginais pelos en oncamen os de descida e as bi u cações de subida, além de ó ulas, de inem as ca ac e ís icas de mo imen o BR-ma ginal. A ma ginal, po sua ez, é uma ua local com ca ac e ís icas de odo ia, aba cando o mo imen o in enso dos eículos que en am na cidade em con on o ao mo imen o de saída e en ada nos lo es lindei os a es a. Desc i as as ca ac e ís icas de mo imen o con igu acional u bano e de mo imen o de inido pelas o mas u banas locais, se pe gun a: é possí el de ec a co elação en e mo imen o na u al e condição de abandono dessas edi icações a pa i de análises espaciais sin á icas e con igu acionais? Pa a esponde o ques ionamen o p opos o, o obje i o des e abalho cons i uiu-se em analisa as edi icações em condições de abandono à luz da Sin axe Espacial (SE), le ando em conside ação sua con igu ação u bana na malha, co elacionando es a si uação com o mo imen o na u al de eículos. Pa a isso, iden i icou- se as edi icações abandonadas is as no sen ido Sul-No e a les e a pa i da BR-101 e suas ma ginais, po concen a a aixa mais u banizada, ol ada ao oceano A lân ico. Como p ocedimen os me odológicos, iden i icou-se os espaços abandonados isí eis desde a BR-101 e suas ma ginais, a a és de isi as e cap u as de imagens. A pa i da iden i icação des as, desc e eu-se as edi icações, seguido do desenho do mapa de segmen os, analisando-o a pa i de a iadas dis âncias mé icas. En im, co elacionou-se as condições de abandono a a és do mé odo da Sin axe Espacial (SE). É impo an e salien a o papel da isibilidade nes a análise. A isualização desde a BR-101 de e minou o eco e das amos as es udadas, assim como o en endimen o de seu uso e, a é, de sua con e são em supo e pa a apa a o publici á io, explicado mais adian e. Assim, o que segue nesse a igo é uma explanação eó ica sob e a condição de abandono das edi icações, apo ada pelo concei o do e ain ague. Busca-se explica a co elação das edi icações em condição de abandono com a cidade da mode nidade, que dá espaço à obsolescência e ao es emunho e egis o de ciclos de unções e usos. Segue elacionando es a condição aos aspec os da Sin axe Espacial, eo ia da logica social do espaço. Es a ambém é ap esen ada em seus concei os e e amen as, apon ando pa a a ques ão da al a do mo imen o na u al ou do descompasso en e mo imen o local e global (concei os da SE) es a em elacionados com o abandono e a condição de e ain ague. Analisam-se os obje os, en ão, a pa i dessas duas eo ias e e amen as, discu indo os esul ados da análise e ap esen ando as conclusões. 2 SOBRE O ABANDONO EDIFICADO E TERRAIN VAGUE De aco do com Cançado e al. (2008), os espaços e edi icações abandonadas são luga es que engend am imaginá ios polí icos e cons oem possibilidades de coexis ência. Descendem e habi am a mesma mode nidade da qual são pe pe uamen e excluídos, como consequências sensí eis do abs a o p oje o mode no. Tal condição é no á el em qualque con o mação, con igu ando-se em um p ocesso u bano p a icamen e 'na u al'. Co idianamen e assis e-se a des uição de espaços que o na am-se obsole os, pois a cidade desde o século XVIII - mais p ecisamen e com a Re olução Indus ial - passou a se o local das no idades, de um a senal de imagens e ep esen ações que i e em cons an e eadequação na medida em que su gem no as u gências. A abundância, ao mesmo empo que pe mi e um ca á e ino ado e mu á el à cidade, ende ambém a a o ece a obsolescência p ecoce dos obje os e espaços. Os luga es c iados po es a condição u bana de e eme idade podem se de inidos po á eas abandonadas pela indús ia, pelas es adas de e o, pelos po os; á eas abandonadas como consequência da iolência, do ecesso da a i idade esidencial ou come cial, da de e io ação do edi icado; espaços esiduais às ma gens dos ios; á eas inacessí eis en e odo ias à ma gem de ope ações imobiliá ias, echadas sob e si mesmas, de acesso es ingido po eó icas azões de segu ança e p o eção. (Solá-Mo ales, 1996). O a qui e o Ignasi Solá Mo ales az uso de uma exp essão ancesa que de ine mui o bem esses espaços: e ain ague . Sob e udo em o no do abalho de alguns o óg a os que, nos anos 1970, di igem o olha sob e os espaços u banos em alência, o nados obsole os, desa i ados e esquecidos no cu so da expansão u bana do pós-2ª gue a mundial, que o ensaio desse a qui e o (1996) cons ói uma no a ca og afia do espaço u bano. O e mo e ain ague, aduzido em ou os idiomas, não em a mesma o ça da pala a em ancês mos ando que an o a noção de e ain como a de ague con êm uma ambiguidade e uma mul iplicidade de signi icados. Esse a o az com que essa exp essão seja especialmen e ú il pa a designa uma ca ego ia u bana e a qui e ônica na qual se classi icam luga es, e i ó ios ou edi ícios que pa icipam de uma dupla condição: a es anheza pe an e espaços que se encon am o a do domínio gené ico de uma ocupação econhecí el e, po an o, apaziguado a e con o mado a, ao mesmo empo em que ge am o sen ido de libe dade e de c í ica como espaço al e na i o de uga e impunidade pa a a cons ução de ou as iden idades. Se iam, po uma pa e ague no sen ido de acan e, azio, li e de a i idade, imp odu i o, em mui os casos obsole o. Po ou a pa e, ague no sen indo de imp eciso, inde inido, ago, sem limi es de e minados, sem ho izon e de u u o. Esse concei o pode se encon ado ambém na iloso ia. Analisando a cidade con empo ânea com base nos es udos de Deleuze e Gua a i (1997), Gua elli (2005) chama-o de “en e”. Segundo sua de inição ais espaços se iam “luga es en e o mas, ou o mas espaciais en e coisas u ili a iamen e de inidas, que cons i uem ago a campos pa a ações imp e is as, onde nem unção nem o ma são abandonadas, mas en iquecidas, um campo p opício pa a uma emissão de e o es de in ensidade múl iplos e simul âneos além de uma supe ície p og amá ica a o á el” (Gua elli, 2005).Apesa da sua condição de obsolescência cons i ui -se po di e en es azões, I ene Fialo à, a qui e a checa, em seu ex o Te ain Vague: um caso de memó ia (1996) de ende a ideia de que um de e minado espaço con e e-se em um e ain ague semp e como consequência de sua his ó ia. O luga em ques ão gua da elação com o passado e não es abelece um no o ínculo com o p esen e. Segundo a au o a, cada espaço abandonado possui uma esis ência a mudança, de ido a sua his ó ia e memó ia o e. Em ou as pala as, signi ica que a ideia ans o mado a é mui o débil. Des e modo, ap esen ando a complexidade imp egnada aos espaços abandonados, deba e-se no deco e do a igo se al si uação é, de a o, consequência isolada de sua his ó ia ou se é possí el co elaciona a condição de abandono com a con igu ação espacial e o mo imen o na u al nas cidades, u ilizando a sin axe espacial como e amen a de análise. 3 SOBRE SINTAXE ESPACIAL Na década de 1980, a Teo ia da Lógica Social do Espaço, ou da Sin axe Espacial (SE), começou a i ma -se como uma das g andes á eas do conhecimen o a comp eende a complexidade e con ibuição da con o mação do espaço pa a o mo imen o nas cidades. Lide ada po Bill Hillie e Julienne Hanson, a Sin axe Espacial (SE) nasce do p incípio de que oda elação social humana usa o espaço como in e ace. Nela, sociedade e espaço i em em uma elação simbió ica, equilib ada e in e dependen e, dis an e da ideia de espaço como o ma e sociedade como con eúdo (BAFNA, 2003). A SE en a desen ol e es a égias desc i i as da con igu ação espacial, pa a que a lógica social do espaço seja e idenciada (BAFNA, 2003), assumindo que o se humano con igu a o espaço, ans o mando-o num conjun o de unidades espaciais dema cadas pela on ei a público-p i ado. Como oco na conexão en e espaços ou no sis ema de espaços ixos e indi íduos dinâmicos (HILLIER e al., 1987), pode-se analisa di e en es nuances a pa i de a iá eis calculá eis, que quan i icam o mo imen o a a és do espaço, a isualização das o mas, a pe meabilidade, e c. Quando se calcula o mo imen o, as a iá eis calculá eis podem inclui dis âncias opológicas, pela mudança de di eção; angula es, pelo soma ó io dos ângulos em cada mudança de di eção; ou mé icas, medindo a dis ância em me os pela malha; es as ambém co espondem ao núme o de conexões en e ambien es, in e enções ou aios de mo imen o. Como e amen as, se az uso de g a os de conec i idade, numa escala mais simpli icada ou de mapas sin á icos de linhas axiais ou segmen os. Es es são usados pa a en ende ca ac e ís icas compo amen ais den o de um sis ema e quan i icam a “ ede de uas” [s ee ne wo k] ao ans o ma o pad ão de espaço abe o con ínuo em um meno conjun o das maio es linhas de is a e acesso que passam pelas o as de ci culação humana (PENN e al. 1998). Assim, ge a-se uma ede de linhas chamadas linhas axiais onde esul ados de quan i icação são ob idos pela elação en e elas, suas quan idades de nós imedia os e conexão com odas as linhas do sis ema, chegando-se a sua p o undidade global e local em elação ao sis ema. Usa-se g ada i os de co es associados à ela i ização dos alo es a ibuídos, sendo co es quen es associadas a maio es alo es e co es ias a meno es alo es de in eg ação e escolha, an o opológicos (Rn, R3, R5, e c.), quan o mé icos (R200, R400, R800, e c.). Do cálculo de mo imen o, chega-se a inúme as conclusões, p e alecendo in eg ação e escolha como a iá eis mais acei as e discu idas na comunidade da SE. A in eg ação é compu ada a pa i do cálculo da p o undidade média de cada nó pa a odos os nós do sis ema. Já a escolha [choice], mede as o as mais cu as com maio p obabilidade de passagem en e espaços. 4 METODOLOGIA DE ANÁLISE Após a b e e de inição das condições u banas de abandono e pos e io men e da sin axe espacial, desc e e- se nes e momen o a me odologia u ilizada pa a co elaciona a condição de abandono e o mo imen o na u al. Pa a cap a como o enômeno do abandono edi icado, iden i ica am-se as edi icações em isi a ealizada em se emb o de 2015, com egis os o og á icos e diá io de isi a, classi icando-as quan o seu gaba i o, condição de abandono, con e são uncional e in e enções pós-abandono. A con ecção do mapa de axial usado pa a es a análise se deu pa alelamen e ao pe íodo de iden i icação dos casos. Ao c uza as in o mações cole adas, pode-se si ua os obje os de es udo den o dos mapas pa a en ende sua elação com a malha e, pos e io men e, com o mo imen o na u al. Seguindo, calculou-se a p obabilidade de mo imen o a pa i de mapas sin á icos de segmen os com base no mapa con eccionado, medindo-se in eg ação global, in eg ação de aio mé ico 200, 400, 800 e choice (escolha). Na escala de mo imen o, pa iu-se da hipó ese de que as edi icações abandonadas es ão localizadas em á eas de al a in eg ação global e baixa in eg ação local. Po an o, seu abandono se jus i ica ia pelo g ande mo imen o de passagem na BR-101 em elação a ma ginal e baixo mo imen o local, po se a a de ocupação à ma gem de uma odo ia. 5 ANÁLISE DA CONDIÇÃO DE ABANDONO EM EDIFICAÇÕES P imei amen e, de ec ou-se as edi icações em condição de abandono localizadas nas p imei as quad as ma ginais ao les e da BR-101. Em isi a ei a, iden i ica am-se seis edi icações localizadas no mapa da Figu a 1: 1) Edi icação é ea em abandono no p ocesso cons u i o e con e são da edi icação em supo e pa a apa a o isual publici á io; 2) Edi icação de dois pa imen os, mu ada nos limi es do lo e, em abandono no p ocesso cons u i o, con e são do lo e em supo e pa a apa a o isual publici á io e in e enções pós-abandono (pichação); 3) Edi icação é ea, inexis ência do co po a qui e ônico e es ígio da achada, sem con e são uncional e p esença de in e enções pós-abandono (pichação); 4) Edi icação de qua o pa imen os com ecuo do a uamen o; abandono in eg al; con e são da edi icação em supo e pa a apa a o isual publici á io e possí el ocupação in o mal; p esença de in e enções pós-abandono (pichação e g a i e); 5) Edi icação de dois pa imen os, abandono in eg al e con e são uncional em apa a o isual publici á io; 6) Edi icação de quad o pa imen os, abandono no p ocesso cons u i o, sem apa en e con e são uncional. Figu a 1: Mapa de localização das edi icações abandonadas Google Ea h – Modi icado pelos au o es Em seguida, p oduziu-se o mapa sin á ico de segmen os. Pa a a amos agem p opos a, ge ou-se mapas de in eg ação global de aio mé ico 200, 400 e 800. Desconside ou-se os alo es de 800, já que es es ap esen a am semelhança com os alo es de aio global. Essa de ecção cap a a ocação global do sis ema analisado, já que apenas baixos aios locais, como R200 e R400, ap esen am ca ac e ís icas díspa es em elação a análise global, di e en emen e de maio es aios, como R800 que já se assemelham as ca ac e ís icas globais. Po an o, quando es ada a in eg ação global, con i ma-se o a o de que a BR-101 se ia a ia mais in eg ada globalmen e, ou seja, a de melho acesso em elação a odas do sis ema (Figu a 2). Es a ca ac e ís ica con i ma a al a in ensidade de seu luxo, que é ealçado po seus acessos con ínuos, sem semá o os. Além disso, esse echo da BR-101 é ele ado em elação as co as edi icadas u banas p óximas a ela, es e a o, isoladamen e, ea i ma sua posição hie á quica em elação as ou as ias, não sendo uma ca ac e ís ica cap ada pela SE, e sim po uma análise da sua o ma e composição. Somado a sua posição ele ada, e consequência des a, a ia é desp o ida de acessos di e os a edi icações, como po as e po ões. Dessa o ma, sua capila idade diminu a não incen i a a pa ada ou obs ução eicula , impe ando a máxima da elocidade quando somados odos esses a o es mo ológicos. Conside ando as edi icações abandonadas analisadas, na p imei a quad a à ma gem da BR-101, pe cebe-se que es ão localizadas em ias de baixa in eg ação (Edi icação 6 – 543.92) e média in eg ação (Edi icação 1 – 645.24; Edi icação 2 – 1070.36; Edi icação 3 – 1004.37, Edi icação 4 – 990.05 e Edi icação 5 – 990.25). Edi icação 1 - RN = 645.24 Edi icação 2 - RN = 1070.36 Edi icação 3 - RN = 1004.37; Edi icação 4 - RN = 990.05; Edi icação 5 - RN = 990.25 Edi icação 6 RN = 543.92 Figu a 2: Mapa de segmen os in eg ação RN. Abaixo, de alhe ap oximado dos segmen os co esponden es às edi icações analisadas. Elabo ação p óp ia a pa i de dados do Google Ea h e análise em Dep hMap. Sob a análise de aio mé ico 200 (Figu a 3), o g au de in eg ação de odas elas descendem signi ica i amen e (Edi icação 1 – 63.03; Edi icação 2 – 129.95; Edi icação 3 – 238.81; Edi icação 4 – 240.32; Edi icação 5 – 254.34 e Edi icação 6 – 51.98). In ui-se, po an o, uma co elação da condição de abandono en e mo imen o de al o luxo e mo imen o local, ou seja, as edi icações se encon am em egiões de al o luxo global ( ápido e ge almen e sem pe manência pelo uso de au omó eis) e baixo luxo local (mais len o e ge almen e pe co ido a pé ou com eículos não mo o izados). A dispa idade de mo imen o na u al global e local, já apon ado po Hillie (1987), de lag a ou a si uação que não a do sis ema o al de a uamen o. Enquan o na BR-101, desc i a acima, a o ma u bana é das la e ais ence adas po mu e as de conc e o e pequenas ladei as que sobem a é as suas co as ele adas, nas ma ginais e nas suas adjacen es, a capila idade é cons an e, sendo es as o adas po edi icações de a iados amanhos, ga an indo saídas cons an es e, po an o, mo imen o. Toda ia, pe cebe-se a dispa idade en e os usos da ma ginal, es i amen e come cial, e das uas pe pendicula es a ela, p edominan emen e esidenciais, com incidência come cial. Es a di e ença sim, é cap ada pela SE, uma ez que o baixo luxo local, an o esul an e do sis ema como um odo, quan o das ca ac e ís icas ocupacionais locais, podem po encializa o abandono das edi icações analisadas. Edi icação 1 – R200 = 63.03 Edi icação 2 – R200 = 129.95 Edi icação 3 – R200 = 238.81; Edi icação 4 – R200 = 240.32; Edi icação 5 – R200 = 254.34 Edi icação 6 RN = 51.98 Figu a 3: Mapa de segmen os in eg ação R200. Abaixo, de alhe ap oximado dos segmen os co esponden es as edi icações analisadas. Elabo ação p óp ia a pa i de dados do Google Ea h e análise em Dep hMap. Tal ez o a o mais signi ica i o sob a análise em R200, pa a o caso do abandono, seja o deslocamen o da ia mais in eg ada. Se em RN a BR-101 igu a a como a mais in eg ada do sis ema, em R200 a A enida do Es ado ap esen a-se como a mais in eg ada em aio local. Mais uma ez, en ão, pe cebe-se a pe da do oco de in eg ação, ea i mando a aqueza dessas edi icações quan o ao posicionamen o do mo imen o local. A con i mação desses aspec os con inua p esen e na análise sob aio mé ico 400 (Figu a 4), em que a maio concen ação de edi icações abandonadas (2, 3, 4 e 5), ainda se con igu a em segmen os de baixa in eg ação local (Edi icação 2 – 374.06; Edi icação 3 – 474.85; Edi icação 4 – 581.08 e Edi icação 5 – 600.87), mesmo sendo alo es maio es do que aqueles ob idos com a análise R200, e idenciando a endência do aumen o da in eg ação global, quan o maio o o aio. Em R400, as á eas onde o abandono oi iden i icado o nam-se um pouco mais p óximas dos maio es índices de in eg ação em elação a R200, igu ando uma in eg ação local mediana. Aliás, sob e a mancha de in eg ação, em elação a R200, alguns segmen os da BR-101 ol am a acende , co espondendo aos mais in eg ados no amen e. Con udo, es es segmen os encon am-se dis anciados das edi icações analisadas, con i mando, mais uma ez, sua al a de ocação pa a o mo imen o na u al local. Já no aio mé ico 800 (Figu a 5), as edi icações se ag upam em di e en es alo es, uma ez que aqui se pe cebe o e ei o de bo da1 mais e iden e. O chamado edge e ec é pe cep í el, p incipalmen e, nas edi icações 1 e 6, que con igu am baixíssimos ní eis de in eg ação an o em RN, global, quan o de R200 a R800. Nes e úl imo, es as edi icações, 1 e 6, ca ac e izam alo es meno es que as edi icações 2, 3, 4 e 5. Enquan o em 1 e 6 os alo es são de 81.02 e 171.16, espec i amen e, em 2, 3, 4 e 5 ap esen am-se quase dez ezes maio es: 909.96; 921.69; 893.32 e 892.74 espec i amen e. As amos as 2, 3, 4 e 5 es ão concen adas no cen o do mapa, além de so e em menos com o e ei o de bo da, se con igu am mais p óximas a mancha de in eg ação. Nes e aio, não se cap a nenhuma co elação de maio e idencia, em elação a R400, en e a condição de abandono das edi icações e in eg ação, ap esen ando as mesmas con igu ações u banas. 1 O "e ei o de bo da" é um enômeno em análise sin á ica que oco e quando os segmen os que se encon am ao longo da pe i e ia do mapa o nam-se seg egados exclusi amen e em unção do amanho do limi e selecionado pa a análise. Edi icação 1 – R400 = 67.247 Edi icação 2 – R400 = 374.06 Edi icação 3 – R400 = 474.85; Edi icação 4 – R400 = 581.08; Edi icação 5 – R400 = 600.87 Edi icação 6 R400 = 187.572 Figu a 4: Mapa de segmen os in eg ação R400. Abaixo, de alhe ap oximado dos segmen os co esponden es às edi icações analisadas. Elabo ação p óp ia a pa i de dados do Google Ea h e análise em Dep hMap.