Rela ó io Final de Es ágio
Mes ado In eg ado em Medicina Ve e iná ia
UTILIDADE DA TOMOGRAFIA COMPUTORIZADA EM ONCOLOGIA:
ESTUDO CLÍNICO EM CÃES E GATOS
Inês Be na do Solla P a a
O ien ado
P o esso a Dou o a Cláudia So ia Na ciso Fe nandes Bap is a
Co-O ien ado es
D a. Joana C is ina Macedo To es dos San os
D . And é Gomes Pe ei a
Po o 2016
i
RESUMO
O p esen e abalho oi ealizado no âmbi o do 11º semes e do Mes ado In eg ado em Medicina
Ve e iná ia do Ins i u o de Ciências Biomédicas de Abel Salaza da Uni e sidade do Po o. A
componen e p á ica do es ágio cu icula oi ealizada no UPVe (Hospi al Ve e iná io da
Uni e sidade do Po o) em pa ce ia com o Cen o Hospi ala Ve e iná io do Po o, que ealiza os
exames de omog a ia compu o izada nas mesmas ins alações.
Du an e o pe íodo de es ágio no UPVe pude desen ol e o meu conhecimen o sob e os mé odos
de diagnós ico imagiológicos, obse ando e pa icipando na ealização de adiog a ias,
ecog a ias e omog a ias compu o izadas, assim como na elabo ação dos seus ela ó ios
imagiológicos, comp eendendo melho a sua impo ância na p á ica clínica.
A associação da componen e clínica e um es udo mais ap o undado dos mé odos de diagnós ico
pe mi iu uma comp eensão mais ab angen e da u ilização da imagiologia como mé odo de
diagnós ico, pa icula men e na seleção do exame imagiológico a ealiza em cada caso, de
aco do com os sinais clínicos do animal. A escolha do ema su giu em seguimen o do núme o
de animais que apa eciam com neoplasias pa a es udo omog á ico e de ido ao núme o
c escen e de aquisição de equipamen os de omog a ia compu o izada em Po ugal.
Es e abalho p e ende demons a a u ilidade da omog a ia compu o izada (CT) no
es adiamen o clínico de cães e ga os com neoplasias, iden i icando quais as pa ologias mais
equen es, ca ac e izando a imagem omog á ica dessas mesmas neoplasias e espe i as
me ás ases, quando encon adas, e e idenciando as suas an agens no es adiamen o clínico,
planeamen o ci ú gico e ealização de biopsias guiadas po imagem no cão e no ga o.
Pala as-cha e: omog a ia compu o izada, es adiamen o umo al, planeamen o ci ú gico,
me ás ases, cão, ga o.
ii
CASUÍSTICA
NÚMERO DE EXAMES
CÃES
150
Ecog a ia
35
Abdómen
32
Ca díaca
2
Ti oide
1
Endoscopia
3
Diges i a
3
RX
59
Abdómen
15
Coluna
4
Memb os
8
Pél is
5
Tó ax
27
CT
56
Abdómen
2
Anca
1
Coluna
13
C ânio/Encé alo
6
C ânio/Encé alo e Coluna
4
C ânio/Encé alo, Tó ax e Abdómen
1
Es adiamen o
18
Memb os
4
Nasal
5
Nasal e Tó ax
1
Tó ax e Abdómen
1
COELHOS
1
RX
1
C ânio/Encé alo
1
GATOS
40
Ecog a ia
15
Abdómen
13
Ca díaca
2
RX
19
Abdómen
4
C ânio/Encé alo
1
Memb os
9
Tó ax
5
CT
6
C ânio/Encé alo
3
C ânio/Encé alo e Coluna
1
Es adiamen o
1
Nasal
1
To al Ge al
194
Tabela 1 - Casuís ica dos exames obse ados segundo espécie, exame ealizado e egião nas 16 semanas de
es ágio
iii
G á ico 1 – Es a ís ica da casuís ica dos exames obse ados ao longo das 16 semanas de es ágio
Ecog a ia
26%
Endoscopia
1%
RX
41%
TC
32%
To al
Ecog a ia
Endoscopia
RX
TC
i
AGRADECIMENTOS
Ag adeço a odas as pessoas que con ibuí am, di e a ou indi e amen e, pa a a minha educação
e em odas as e apas do meu pe cu so académico, pa icula men e:
À minha o ien ado a, P o esso a Dou o a Cláudia So ia Na ciso Fe nandes Bap is a, pelo apoio,
simpa ia e mo i ação.
À D a. Joana San os e ao D . And é Pe ei a pelos conhecimen os ansmi idos, simpa ia e apoio
du an e o meu pe íodo de es ágio.
A oda a equipa do UP-VET, sem exceção, pelo acolhimen o, amizade e ensinamen os du an e
odo o meu pe cu so.
Aos meus amigos e amília, pelas pala as de o ça e pelo apoio incondicional, du an e odas as
ases do meu pe cu so, e pela eno me ajuda p incipalmen e nes a ase. Eles sabem quem são…
À minha mãe, que semp e me apoiou em odos os momen os da minha ida, não me deixando
desis i nunca dos meus sonhos, pe mi indo-me chega a é aqui.
Ao Rica do, pelo companhei ismo, dedicação e paciência, p incipalmen e nes a ase.
ÍNDICE DE ABREVIATURAS
CT
Tomog a ia compu o izada
CAAF
Ci ologia po aspi ação po agulha ina
CEUS
Es udos ecog á icos con as ados
HU
Houns ield uni s
im
in amuscula
i
in a enosa
MTE
Memb o o ácico esque do
MPE
Memb o pél ico esque do
MPD
Memb o pél ico di ei o
MRI
Imagem po essonância magné ica
NM
Medicina Nuclea
PET
Tomog a ia po emissão de posi ões
RX
Radiologia
SPECT
Tomog a ia compu o izada po emissão de o ão único
US
Ecog a ia
i
ÍNDICE DE FIGURAS
Figu a 1 – CT Lig hSpeed™ Se ies da GE Heal hca e u ilizado no Hospi al Ve e iná io da
Uni e sidade do Po o. ............................................................................................................. 10
Figu a 2 – Posicionado es u ilizados no Hospi al Ve e iná io da Uni e sidade do Po o. ......... 10
Figu a 3 – Caso 1 – A – Imagem axial, em algo i mo ecidos moles do es udo con as ado. B –
Imagem em e o ma ação do sal, em algo i mo ecidos moles. Em A e em B e i ica-se a
p esença de uma massa com cap ação he e ogénea de con as e e limi es mal de inidos
(Fib ossa coma) na egião di ei a da cabeça com os eólise se e a do osso zigomá ico, maxila e
pala ino. C – Re o ma ação idimensional onde é possí el obse a os eólise se e a do osso
zigomá ico, pala ino e maxila. D e E – Imagem axial, em algo i mo ecidos moles onde se obse a
o aumen o do gânglio submandibula di ei o e p é-escapula di ei o espe i amen e (se as azuis).
F – Imagem axial em algo i mo ecidos moles onde se obse a uma possí el lesão pulmona
(se a ama ela). Imagens gen ilmen e cedidas pelo Cen o Hospi ala Ve e iná io do Po o ...... 21
Figu a 4 – Caso 12 – A e o ma ação idimensional. Lesão os eop oli e a i a e os eolí ica na
egião on al e empo al do cal á io. B – Re o ma ação sagi al, em janela de osso. C e D –
Imagens axiais, em janela de osso, da egião on al e empo al espe i amen e. Nas imagens é
possí el obse a -se uma ume ação hipe densa e lesão os eop oli e a i a e os eolí ica na egião
on al e empo al do cal á io. Ve i ica-se os eólise da placa c ibi o me (se a azul) e ex ensão de
lesão pa a o in e io do cal á io, ha endo comp essão dos hemis é ios ce eb ais (se as
ama elas). Imagens gen ilmen e cedidas pelo UPVe . .............................................................. 25
Figu a 5 – Caso 15 – A – Radiog a ia la e o-la e al de ó ax. B – Radiog a ia en odo sal do
ó ax. Nas adiog a ias é possí el obse a -se um pad ão pulmona b oncoin e s icial di uso e
uma massa pulmona de g andes dimensões (6x6x10 cm), localizada no lobo médio, com limi es
bem de inidos, densidade liquido/ ecidos moles e que desloca en almen e e pa a o lado
esque do a silhue a ca díaca e a aqueia. Pad ão pulmona b oncoin e s icial di uso. C – Imagem
axial, em janela de pulmão. B – Re o ma ação do sal, em janela de pulmão. Nas imagens de CT
(C e D) é possí el obse a -se uma massa he e ogénea no lobo c anial e médio di ei o com
limi es bem de inidos e deslocação da silhue a ca díaca pa a a esque da. Imagens gen ilmen e
cedidas pelo UPVe . ................................................................................................................. 27
Figu a 6 – Caso 21 – A – Imagem axial, em algo i mo ecidos moles. B – Re o ma ação do sal,
em janela de ecidos moles. C – Re o ma ação sagi al, em janela de ecidos moles. Obse a-se
uma lesão ocupado a de espaço na egião caudal da na ina di ei a, com densidade de ecidos
moles e limi es mal de inidos. Ve i ica-se e in asão dos ecidos con íguos e os eólise do osso
on al adjacen e à ó bi a (se a azul), do osso on al (se a ama ela) e do osso nasal di ei o.
Imagens gen ilmen e cedidas pelo UPVe . ................................................................................ 29
ii
ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1 - Casuís ica dos exames obse ados segundo espécie, exame ealizado e egião nas
16 semanas de es ágio ............................................................................................................... ii
Tabela 2 – Compa ação dos mé odos imagiológicos u ilizados em medicina e e iná ia.
Adap ado de Wi h ow e al. 2013. ............................................................................................... 2
Tabela 3 – Resumo dos p o ocolos de CT. Adap ada de Schwa z & Saunde s, 2011 e Fo es ,
2016. ........................................................................................................................................ 11
Tabela 4 – Ca ac e ização dos mo i os pa a a ealização da CT. ............................................ 12
Tabela 5 – Dis ibuição e ca ac e ização dos umo es p esen es nes e abalho. ..................... 15
Tabela 6 – Ca ac e ização dos mo i os pa a a ealização de ecog a ia abdominal .................. 16
Tabela 7 – Ca ac e ização dos mo i os pa a a ealização de adiog a ia ................................. 16
Tabela 8 – Ca ac e ização dos casos desc i os nes e abalho ................................................ 20
ÍNDICE DE GRÁFICOS
G á ico 1 – Es a ís ica da casuís ica dos exames obse ados ao longo das 16 semanas de
es ágio ....................................................................................................................................... iii
G á ico 2 – Dis ibuição dos casos segundo a espécie, aça e sexo ........................................ 12
ÍNDICE
RESUMO ..................................................................................................................................... i
CASUÍSTICA .............................................................................................................................. ii
AGRADECIMENTOS ................................................................................................................. i
ÍNDICE DE ABREVIATURAS .....................................................................................................
ÍNDICE DE FIGURAS ................................................................................................................ i
ÍNDICE DE TABELAS ............................................................................................................... ii
ÍNDICE DE GRÁFICOS ............................................................................................................ ii
I. INTRODUÇÃO..................................................................................................................... 1
1. A IMPORTÂNCIA DO ESTADIAMENTO .......................................................................... 1
1.1. O sis ema TNM ......................................................................................................... 1
1.2. Es adiamen o e saúde ............................................................................................... 2
1.3. Rea aliação .............................................................................................................. 2
2. UTILIDADE DA IMAGIOLOGIA NA ONCOLOGIA ............................................................ 2
1.1. Radiologia (RX) ......................................................................................................... 3
1.2. Tomog a ia compu o izada (CT) ................................................................................ 3
1.3. Ecog a ia (US)........................................................................................................... 5
1.4. Ressonância Magné ica (MRI) .................................................................................. 6
1.5. Medicina nuclea (NM) .............................................................................................. 7
3. OBJETIVOS DO TRABALHO ........................................................................................... 8
II. MATERIAL E MÉTODOS .................................................................................................... 9
1. SELEÇÃO DOS CASOS CLÍNICOS ................................................................................ 9
2. DADOS CLÍNICOS........................................................................................................... 9
3. ANESTESIA ..................................................................................................................... 9
4. EQUIPAMENTO E TÉCNICA ........................................................................................... 9
III. RESULTADOS .................................................................................................................. 12
IV. DISCUSSÃO ..................................................................................................................... 32
V. CONCLUSÃO .................................................................................................................... 36
VI. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................... 37
7
pa ologias baseando-se nas p op iedades dos á omos de hid ogénio quando expos os a campos
magné icos e de adio equência. Na MRI, as imagens podem se adqui idas di e amen e em
qualque plano, ao con á io da CT, em que as imagens em planos sagi ais e do sais são
esul ado da econs ução dos dados da imagem axial (Wi h ow e al., 2013). No en an o, o empo
de aquisição dos dados é supe io à CT (Ma oon & B yan, 2013), necessi ando de uma anes esia
ge al mais p olongada, sendo o seu cus o supe io e a sua disponibilidade meno .
A MRI p opo ciona um melho de alhe ana ómico e é mais sensí el na de eção de
neu opa ologias do que a CT, mas é menos ú il na a aliação do osso co ical. Con udo é
excelen e na de eção de doenças in il a i as que a e em os ecidos moles do sis ema músculo-
esquelé ico, incluindo a iculações, ligamen os, endões e medula óssea, sendo o mé odo mais
p eciso pa a de e mina a ex ensão do os eossa coma canino (Wi h ow e al., 2013).
O uso da MRI no diagnós ico e es adiamen o de umo es em indo a aumen a de ido ao seu
alo na de e minação da mo ologia, ma gens, ca ac e ís icas e composição dos mesmos
(Wi h ow e al., 2013). No en an o, é de ealça que, compa ando com ou os mé odos
imagiológicos, as lesões iden i icadas pela MRI pa ecem se mais ex ensas, sendo que es e ac o
pode se o e lexo da de eção eal da ex ensão da doença ou pode, po ezes, se uma
sob es imação do amanho da lesão (Ma oon & B yan, 2013).
No as écnicas de MRI êm sido desen ol idas pe mi indo o es udo da isiologia e me abolismos
dos umo es e a a aliação da espos a aos a amen os. O uso dinâmico de con as e p opo ciona
in o mação ace ca da ascula idade, pe usão e angiogénese das neoplasias o que mos ou e
um alo p edi i o na espos a e esul ado ao a amen o. A MRI de di usão a alia a mobilidade
das moléculas de água no umo em unção da densidade celula e a qui e u a do ecido, sendo
que um aumen o na di usão do umo indica uma espos a posi i a ao a amen o e mo e celula
(Wi h ow e al., 2013).
1.5. Medicina nuclea (NM)
A medicina nuclea usa a adminis ação de subs âncias adioa i as pa a ob e um diagnós ico
uncional a a és de imagem. Quando combinadas com componen es especí icos, as
subs âncias adioa i as denominam-se de adio á macos, que podem se selecionados de
aco do com o ó gão a es uda . Os aios gamma emi idos pelo pacien e são de e ados pela
câma a gamma, ou câma a de cin ilação, e as lesões são iden i icadas pela al e ação do
me abolismo (Ma oon & B yan, 2013).
De uma o ma ge al, a medicina nuclea é sensí el na de eção de lesões, mas não é especí ica
quan o à e iologia da mesma, sendo que lesões malignas e benignas podem o igina imagens
semelhan es. As imagens ob idas não p opo cionam de alhe ana ómico como os mé odos de
diagnós ico desc i os an e io men e, pelo que pode se necessá io eco e a ou o mé odo
8
imagiológico ( adiog a ia, ecog a ia, CT ou MRI) pa a a alia a mo ologia da lesão (Wi h ow e
al., 2013).
Exis em ês mé odos undamen ais de diagnós ico com uso da medicina nuclea : a cin ig a ia
(bidimensional), a omog a ia compu o izada po emissão de o ão único (SPECT) e a omog a ia
po emissão de posi ões (PET), ambas idimensionais (Ma oon & B yan, 2013).
Em medicina humana já se u iliza a combinação da imagem da PET com a imagem da CT, pa a
se ob e uma in o mação uncional com uma exa a localização ana ómica. Em medicina
e e iná ia exis em poucos locais com capacidade pa a ealiza em es es es udos, ha endo
poucas e e ências na li e a u a, assim como a PET/MRI (Ma oon & B yan, 2013).
3. OBJETIVOS DO TRABALHO
Como já mencionado p e iamen e, a omog a ia compu o izada ap esen a múl iplas an agens
ela i amen e a ou as écnicas de diagnós ico po imagem, uma ez que se a a de uma écnica
mul iplana , pe mi indo assim uma localização e ca ac e ização mais p ecisa das lesões.
Em medicina e e iná ia a CT é uma écnica de diagnós ico ecen e, não ha endo, ainda, an os
es udos compa a i amen e à adiologia e ao uso de ecog a ia. A aquisição des e equipamen o
nos hospi ais e e iná ios, em Po ugal, em indo a aumen a nos úl imos anos, e nas
ins alações onde deco eu é a écnica de diagnós ico po imagem mais ecen e e so is icada.
Tendo em men e as conside ações an e io es es e abalho em como p incipais obje i os:
1. Comp eende qual a casuís ica e u ilidade a ual da u ilização da CT em oncologia, no
UPVe ;
2. Iden i ica e ca ac e iza as neoplasias al o de es udo po omog a ia compu o izada no
UPVe , no cão e no ga o;
3. Ca ac e iza a imagem omog á ica dessas mesmas neoplasias p imá ias e espe i as
me ás ases, quando aplicá el;
4. E idencia as an agens da u ilização da omog a ia compu o izada pa a o es adiamen o
clínico, planeamen o ci ú gico e ealização de biopsias nas di e en es neoplasias, no cão
e no ga o.
9
II. MATERIAL E MÉTODOS
1. SELEÇÃO DOS CASOS CLÍNICOS
Pa a es e abalho, o am selecionados es udos de omog a ia compu o izada pa a es adiamen o
umo al, ca ac e ização do umo p imá io pa a e ei os de planeamen o ci ú gico e ob enção de
biopsias assis idas po CT, em cães e ga os com di e sos ipos de neoplasias. Os exames o am
ealizados en e e e ei o de 2014 e ma ço de 2016, no UPVe , Hospi al Ve e iná io da
Uni e sidade do Po o (casuís ica p óp ia e p o enien e do Cen o Hospi ala Ve e iná io do
Po o). Apenas o am u ilizados casos clínicos com con i mação his opa ológica ou ci ológica do
diagnós ico.
2. DADOS CLÍNICOS
Pa a cada animal, o am ecolhidos os dados e e en es ao diagnós ico his opa ológico ou
ci ológico e localização dos umo es, espécie, aça, sexo e idade em que o am diagnos icados,
mo i o da ealização da CT, imagens da CT e espe i o ela ó io e in o mação ela i a a
ecog a ias ou adiog a ias ealizadas pelos mesmos mo i os da omog a ia compu o izada, no
caso de exis i em.
3. ANESTESIA
Foi ecomendado um jejum de 12 ho as an es da ealização da omog a ia compu o izada, uma
ez que os animais são subme idos a anes esia ge al. Nos cães, a indução da anes esia oi ei a
com p opo ol (i , 4mg/kg, com p é-anes esia e 6 mg/kg sem p é-anes esia), e nos ga os com
dexmede omidina (im, 20 μg/kg), ou mede omidina (im, 40 μg/kg), associada com ke amina (im,
7,5 mg/kg), em que oi adminis ado me ade do olume e, só caso necessá io, adminis ado
olume es an e. Após a indução, os animais são en ubados e a manu enção ealizada com
anes esia inala ó ia com iso lu ano apo izado com oxigénio num sis ema echado, em ambas
as espécies. Em alguns cães, oi ei a uma p é-anes esia com diazepam (i , 0,2 mg/kg), ou
acep omazina (i , 0,025 mg/kg), associado ou não com me adona (i , 0,5 mg/kg ou 0,2 mg/kg
em animais ge iá icos ou de aças g andes).
4. EQUIPAMENTO E TÉCNICA
Os exames de CT o am ealizados com um apa elho de 16 co es, Ligh Speed™ Se ies da GE
Heal hca e que pe mi e a aquisição helicoidal de imagem ( igu a 1 – A). A gan y encon a-se
numa sala com isolamen o de chumbo, pa a p o ege o ope ado da adiação emi ida, sendo que
10
a consola do ope ado es á numa sala ao lado, possuindo uma janela pa a con olo à dis ância
do animal e mono o ização da anes esia ( igu a 1 – B).
Os animais, de idamen e anes esiados e moni o izados o am posicionados, de aco do com a
egião a se es udada, com a ajuda dos lase s de posicionamen o e posicionado es ( igu a 2).
Pa a um co e o posicionamen o é impo an e que o laze longi udinal se encon e na linha média
do animal, pa a se a alia co e amen e a sime ia das es u u as, p incipalmen e na a aliação
c ânio-ence álica. Após o posicionamen o do animal, os ubos anes ésicos são ixados, de
p e e ências, de modo a não a a essa em a gan y.
Figu a 2 – Posicionado es u ilizados no Hospi al Ve e iná io da Uni e sidade do Po o.
Pa a cada animal são adqui idas múl iplas imagens axiais, an es e após a adminis ação de
con as e iodado (i , 370 mg/ml, 2 ml/kg), em algo i mo de econs ução pa a ecidos moles, osso
e pulmão, de aco do com a egião a se es udada, com e o ma ações sagi ais e do sais ( abela
3), eco endo-se em alguns casos a e o ma ações idimensionais.
A
B
Figu a 1 – CT Lig hSpeed™ Se ies da GE Heal hca e u ilizado no Hospi al Ve e iná io da Uni e sidade do Po o.
A – Gan y; B – Consola do ope ado .
11
PROTOCOLOS
ESPESSURA
DOS CORTES
JANELA (W) / NÍVEL (L)
POSICIONAMENTO
CT de ó ax 1
120 kVp/150-250 mA
1.25-2.5 mm
Medias ino: W = 400/L = 40
Decúbi o es e nal com os
memb os o ácicos posicionados
c anialmen e, encos ados à
cabeça
Pulmão: W = 1500/L = -700
CT de c ânio
120 kVp/100-150 mA
0.625-1.25 mm
Tecidos moles: W = 400/L = 40
Decúbi o es e nal com os
memb os o ácicos posicionados
caudalmen e, encos ados à egião
o ácica
Osso = W = 2000/L = 300
CT de pescoço
120 kVp/100-150 mA
1.25-2.5 mm
Tecidos moles: W = 400/L = 40
Decúbi o es e nal com os
memb os o ácicos posicionados
caudalmen e, encos ados à egião
o ácica
CT de abdómen
120 kVp/100-150 mA
1.25-2.5 mm
Tecidos moles: W = 400/L = 40
Decúbi o es e nal com os
memb os o ácicos posicionados
caudalmen e, encos ados à egião
o ácica
Tabela 3 – Resumo dos p o ocolos de CT. Adap ada de Schwa z & Saunde s, 2011 e Fo es , 2016.
1 Pa a es udos pulmona es é necessá io a ealização de hipe en ilações pa a p o oca apneia do animal pa a melho
a aliação as lesões pulmona
Nos casos em que oi necessá io a a aliação da ca idade o al o es udo omog á ico oi ealizado
de boca abe a.
Pa a a aliação gás ica dila ou-se o es ômago com água, a a és de in ubação eso ágica, após
a indução da anes esia (ce ca de 30 ml/kg).
Quando aplicá el, a a és do es udo das imagens adqui idas oi iden i icada a melho localização
pa a ob enção de amos as, medindo-se a p o undidade da lesão de o ma a seleciona o
comp imen o da agulha a u iliza . Com a ajuda dos lase s de posicionamen o, o local exa o da
punção é iden i icado e p epa ado ci u gicamen e. A agulha de e se inse ida no plano exa o do
lase pa a ecolha da amos a, sendo possí el aze uma ápida aquisição de imagens na zona
de in e esse após a colocação da agulha, pa a ga an i que es a es á no local co e o.
As imagens omog á icas ob idas o am a en amen e a aliadas quan o à localização e ex ensão
dos umo es, os seus limi es, a in asão de ecidos en ol en es, ascula ização (pela cap ação
de con as e) e a p esença ou ausência de me ás ases.
12
III. RESULTADOS
Nes e abalho o am a aliados 30 casos: canídeos (n=24), com idades comp eendidas en e os
2 e os 14 anos (média de 10 anos) e elídeos (n=6), com idades comp eendidas en e os 7 e os
13 anos (média de 7 anos). A dis ibuição dos animais incluídos no es udo, segundo espécie,
aça e sexo es á ep esen ada no g á ico 1.
G á ico 2 – Dis ibuição dos casos segundo a espécie, aça e sexo
Na abela 4 es ão ca ac e izados e con abilizados os mo i os pelos quais oi indicada a ealização
de uma CT. É de ealça que 9 animais, pa a os quais oi p opos o inicialmen e aze um
planeamen o ci ú gico, não chega am a ealiza a ci u gia, po decisão dos p op ie á ios, ou
po que, após o es udo das imagens adqui idas pela CT, se e i icou que o umo já se encon a a
me as izado ou ap esen a a ca ac e ís icas (ele ada ag essi idade ou g andes dimensões) que
in iabiliza am a ealização da mesma.
MOTIVO DA REALIZAÇÃO DA CT
CASOS
Es adiamen o e Planeamen o ci ú gico
8
Ca ac e ização da lesão e es adiamen o no caso de es udo compa í el com neoplasia e Planeamen o
ci ú gico
12
Ca ac e ização da lesão e es adiamen o no caso de es udo compa í el com neoplasia
2
Es adiamen o pós-ci ú gico, a aliação de no a lesão e Planeamen o ci ú gico
5
Es adiamen o pós-ci ú gico
3
To al Ge al
30
Tabela 4 – Ca ac e ização dos mo i os pa a a ealização da CT.
0
1
2
3
4
5
6
Aki a
Ame ican
S a o dshi e Te ie
Boxe
Dálna a
Golden e ie e
Lab ado Re i ie
Pas o Alemão
SRD
x Caniche
x Clollie
Siamês
Malamu e do Alasca
Dis ibuição de casos po Espécie, Raça e Sexo
Canídeo - Feminino
Canídeo - Masculino
Felídeo - Feminino
Felídeo - Masculino
13
Na abela 5 es ão ep esen ados um o al de 54 umo es, apesa do núme o de animais incluídos
nes e abalho se de 30. Es a disc epância de e-se ao ac o de á ios animais possuí em mais
que um umo . Des e modo, oi ei a a dis ibuição dos umo es segundo a sua localização e a
sua ca ac e ização segundo o diagnós ico his opa ológico ou ci ológico, espécie, sexo, aça e
idade. Fo am assinalados na mesma abela os umo es que só e e ua am um es adiamen o pós-
ci ú gico, aqueles que não ealiza am ci u gia, assim como os umo es em que a biopsia ou
CAAF oi assis ida po CT.
Ve i icou-se que os umo es de pele e ecido subcu âneo são os mais comuns, e den o des es,
des acam-se, nos cães, os mas oci omas e os melanomas malignos e nos ga os o ib ossa coma.
RAÇA
SEXO
IdM *
TOTAL
CÃES
10
48
Tumo es da pele e ecido subcu âneo
10
20
Ca cinoma das células escamosas bem di e enciado 1
9
1
Região in a-au icula ♦
Dálma a
Masculino
9
1
Fib ossa coma 1
3
2
Cabeça ♦
x Collie
Masculino
5
1
O al
SRD
Masculino
1
1
Hemangiope ici oma maligno 1
10
1
MTE ( egião do co o elo)
Boxe
Masculino
10
1
Hemangiossa coma 1
8
1
Região lomba esque da ♦ ♦
Boxe
Masculino
8
1
Lipossa coma 1
12
1
Flanco di ei o ♦
Lab ado Re i ie
Masculino
12
1
Mas oci oma cu âneo g au I 1
13
1
O elha di ei a ♦
Lab ado Re i ie
Feminino
13
1
Mas oci oma cu âneo g au II 1
9
5
MPD ( egião coxo emo al) ♦
Lab ado Re i ie
Feminino
11
1
MPD ( egião medial) ♦
Boxe
Masculino
6
1
MPE ( egião coxo emo al) ♦
Lab ado Re i ie
Feminino
11
1
Lab ado Re i ie
Masculino
10
1
MPE ( egião do so la e al)
Lab ado Re i ie
Feminino
7
1
Mas oci oma cu âneo g au III 1
11
2
MPE ( egião coxo emo al) ♦
Lab ado Re i ie
Masculino
10
1
P epúcio
Ame ican S a o dshi e Te ie
Masculino
11
1
Mas oci oma subcu âneo g au III 1
14
2
Região ce ical en al
Lab ado Re i ie
Feminino
14
2
Melanoma maligno 1
10
3
MPE ( egião subungueal do 4º dígi o)
Lab ado Re i ie
Masculino
11
2
O al ♦
Golden e ie e
Masculino
8
1
14
Sa coma dos ecidos moles 1
9
1
MPD (a iculação do a so) ♦
SRD
Masculino
9
1
Tumo es do globo ocula
8
1
Melanoma maligno 1
8
1
Globo ocula di ei o
Golden Re ie e
Masculino
8
1
Tumo es do sis ema gas oin es inal
10
2
Adenoca cinoma gás ico do ipo mucinoso 1
9
1
Es ômago
Lab ado Re i ie
Masculino
9
1
Ca cinoma 1
11
1
Sacos anais
Aki a
Masculino
11
1
Tumo es do sis ema musculosquelé ico
8
4
Sa coma sino ial 1
10
1
MPD (a iculação do a so) ♦
SRD
Masculino
10
1
Sa coma sino ial g au I 1
6
1
MPE (a iculação do a so) ♦
Lab ado Re i ie
Masculino
6
1
Tumo muil ilobula do osso 1
12
1
Osso on al e empo al ♦ ♦
Lab ado Re i ie
Masculino
12
1
Os eossa coma g au III 1
2
1
MPE (Fému ) ♦
Pas o Alemão
Masculino
2
1
Tumo es do sis ema ep odu i o
11
8
Seminoma 1
10
4
Tes ículo di ei o
Lab ado Re i ie
Masculino
10
1
Tes ículo esque do
Aki a
Masculino
11
1
Lab ado Re i ie
Masculino
10
1
SRD
Masculino
10
1
Tumo es icula in e s icial 1
11
4
Tes ículo di ei o
Ame ican S a o dshi e Te ie
Masculino
11
1
SRD
Masculino
10
2
Tes ículo esque do
Ame ican S a o dshi e Te ie
Masculino
11
1
Tumo es do sis ema espi a ó io
12
4
Adenoca cinoma dos seios nasais 1
12
1
Ca idade nasal e seios nasais ♦ ♦
Malamu e do Alasca
Masculino
12
1
Adenoca cinoma papila pulmona g au II 1
11
1
Lobo pulmona di ei o e in e médio ♦
Boxe
Masculino
11
1
Ca cinoma neu oendóc ino 1
11
1
Lobo pulmona c anial di ei o ♦
Ame ican S a o dshi e Te ie
Masculino
11
1
Tumo espinocelula 2 ●
13
1
Pulmão ♦ ♦
Golden Re ie e
Masculino
13
1
Tumo es do sis ema u iná io
6
1
Ca cinoma de células de ansição de al o g au 1
6
1
Rim ♦
SRD
Feminino
6
1
Tumo es endóc inos
11
1
Ca cinoma sólido da i óide com in asão ascula 1
11
1
15
Tabela 5 – Dis ibuição e ca ac e ização dos umo es p esen es nes e abalho.
* Idade média em anos
1 Diagnós ico his opa ológico; 2 Diagnós ico ci ológico
♦ CT pós ci u gia; ♦ Não oi ealizada ci u gia; ♦ Biopsia ou CAAF assis ida po CT
● Ci ologia compa í el com neoplasia pulmona . A di e enciação escamosa suge iu a p esença de umo espinocelula .
● A ci ologia suge e a p esença de neoplasia neu oendóc ina, mas a o igem não pôde se de inida. Quemodec oma
do co po da ao a ou ou as neoplasias p imá ias ou me as á icas de em se conside adas.
● Fib ossa coma induzido po gossipiboma
Além da CT o am ealizados, em alguns casos, ecog a ias e adiog a ias. Nas abelas 6 e 7
o am con abilizados os es udos e e uados e ca ac e izado o mo i o pa a a ealização dos
mesmos.
Ti óide
Ame ican S a o dshi e Te ie
Masculino
11
1
Tumo es mamá ios
11
6
Adenoma Simples da glândula mamá ia 1
11
5
M3 esque da ♦
x Caniche
Feminino
11
1
M4 di ei a ♦
x Caniche
Feminino
11
1
M4 esque da ♦
x Caniche
Feminino
11
1
M5 di ei a ♦
x Caniche
Feminino
11
1
M5 esque da ♦
x Caniche
Feminino
11
1
Ca cinoma sólido da glândula mamá ia G au III 1
13
1
M5 di ei a ♦
x Caniche
Feminino
13
1
Tumo es neu oendóc inos
8
1
Tumo neu oendóc ino 2 ●
8
1
Bi u cação da ao a abdominal
SRD
Masculino
8
1
GATOS
10
6
Tumo es da pele e ecido subcu âneo
11
3
Ca cinoma das células escamosas 1
13
1
Região palpeb al e pe i-ocula di ei a
SRD
Feminino
13
1
Fib ossa coma 1
10
2
Região escapula di ei a ♦
Siamês
Masculino
7
1
Região in e escapula
Siamês
Masculino
13
1
Tumo es do sis ema gas oin es inal
9
2
Adenoca cinoma 1
12
1
Região ileocecal
SRD
Masculino
12
1
Fib ossa coma G au I 1 ●
5
1
In es ino
SRD
Feminino
5
1
Tumo es do sis ema espi a ó io
8
1
8
1
Lin oma nasal
8
1
Ca idade nasal e naso a inge ♦
SRD
Feminino
8
1
TOTAL GERAL
10
54
16
INDICAÇÕES PARA REALIZAÇÃO DE ECOGRAFIAS
CASOS
Ca ac e ização da lesão e es adiamen o no caso de es udo compa í el com neoplasia
4
Ca ac e ização p é-ci ú gica da lesão e es adiamen o pós-ci ú gico
1
Ca ac e ização de lesão
1
Es adiamen o pós-ci ú gico
4
Es adiamen o p é-ci ú gico
1
Es adiamen o p é ci ú gico e pós ci ú gico
1
Sem exame
18
To al Ge al
30
Tabela 6 – Ca ac e ização dos mo i os pa a a ealização de ecog a ia abdominal
INDICAÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DE RADIOGRAFIAS
CASOS
Ca ac e ização de lesão
6
Ca ac e ização da lesão e acompanhamen o pós-ci ú gico
1
Es adiamen o o ácico
3
Sem exame
20
To al Ge al
30
Tabela 7 – Ca ac e ização dos mo i os pa a a ealização de adiog a ia
Na abela 8 es ão ep esen ados os casos p esen es nes e es udo, segundo o mo i o da
ealização da CT, onde pode se consul ada a ca ac e ização do animal, qual o diagnós ico
his opa ológico ou ci ológico de ini i o, qual a egião a aliada na CT, se o am de e adas
e idências de me as ização e se o animal ealizou adiog a ias ou ecog a ias, como diagnós ico
complemen a , além da CT.
Nº
INFORMAÇÃO
DO ANIMAL
DIAGNÓSTICO
DEFINITIVO
REGIÃO AVALIADA
NA CT
METÁSTASES
RX
US
Es adiamen o e Planeamen o ci ú gico
Cães
1
x Collie,
macho, 5 anos
Fib ossa coma na egião
la e al di ei a da cabeça
com in asão da
ca idade o al
Cabeça
Tó ax
Suspei a de
me as ização
pulmona
Não
Não
2
SRD, macho, 1
ano
Fib ossa coma o al
caudal ao ca nicei o do
lado di ei o
Cabeça
Tó ax
Sem e idência
Não
Não
23
apa ecimen o de pequenos nódulos ci cula es (ce ca de 5 mm) no es udo con as ado; es ículo
esque do he e ogéneo com lesão hipodensa bem de inida e delimi ada, com ce ca de 17,2x19,7
mm, no maio diâme o, e com aca cap ação de con as e; es ículo di ei o he e ogéneo, com
nódulos com o e cap ação de con as e e p esença de uma neoplasia pulmona , no lobo c anial
di ei o. O animal seguiu pa a ci u gia onde ealizou a excisão do umo da i oide, lobec omia
apical di ei a, excisão do mas oci oma e o quiec omia. O ma e ial ecolhido na ci u gia oi en iado
pa a análise his opa ológica sendo possí el o diagnós ico de ini i o de mas oci oma de g au III
com in asão ascula no p epúcio, umo es icula in e s icial bila e al, ca cinoma sólido da
i oide com in asão ascula e ca cinoma pulmona neu oendóc ino.
No caso 7, o animal ealizou uma adiog a ia abdominal en o-do sal e ecog a ia abdominal pa a
ca ac e ização de lesão abdominal. Na ecog a ia oi obse ado, no pilo o, um espessamen o da
pa ede não uni o me. Pos e io men e, o am ealizadas biopsias in es inais, de ígado e de
pânc eas po lapa o omia explo a ó ia, endo sido ei o o diagnós ico de adenoca cinoma papila
in es inal com in asão ascula e suspei a de me as ização gangliona , sendo que o ígado e o
pânc eas não mos a am al e ações neoplásicas. Foi ealizada uma CT pa a es adiamen o e
planeamen o ci ú gico, onde se obse ou mes as ização pulmona , que não oi con i mada po
ci ologia ou la agem aqueal. O animal oi pa a ci u gia, ealizando uma en e ec omia pa a
emoção do umo , com a pe spe i a de lhe aumen a a espe ança média de ida, após o mau
p ognós ico. A a aliação his opa ológica do ma e ial en iado, após a ci u gia, con i mou a
me as ização gangliona egional e mesen é ica.
No caso 8, oi diagnos icado um ca cinoma das células escamosas na egião palpeb al e pe i-
ocula , sendo ealizada CT pa a a aliação das es u u as en ol en es pa a planeamen o
ci ú gico. O es udo omog á ico pe mi iu e i ica que o globo ocula não es a a a e ado, sendo
que o animal oi eme ido pa a ci u gia, ealizando exé ese ci ú gica do umo palpeb al com
ence amen o po FLAP.
Nos casos 9 a 21, a omog a ia compu o izada oi ealizada pa a ca ac e ização da lesão,
es adiamen o clínico, embo a ainda não hou esse con i mação do diagnós ico de neoplasia, e
planeamen o ci ú gico. Con udo os animais dos casos 9, 11, 12, 14, 17 e 18 não ealiza am
ci u gia.
No caso 9, o animal oi p esen e a consul a com ómi os c ónicos com ês meses de e olução
e caquexia, endo sido ealizadas ecog a ia e adiog a ia abdominal pa a ca ac e iza uma
possí el lesão nes a ca idade. A ecog a ia e elou um espessamen o di uso se e o da pa ede
gás ica, pelo que oi ealizada uma CT pa a a aliação da lesão e planeamen o ci ú gico, sendo
que es a e elou um espessamen o se e o e i egula da pa ede gás ica, limi es mal de inidos
e cap ação de con as e de o ma he e ogénea. Pos e io men e, oi ealizada uma biopsia
gás ica, po lapa o omia explo a ó ia, que demons ou o ca ac e in il a i o e maligno da lesão
24
(adenoca cinoma gás ico). O animal não oi subme ido a ci u gia de ido ao es ado debili ado
que já se encon a a e ao mau p ognós ico.
No caso 10, oi de e ada uma massa pe ianal no exame ísico, sendo o animal encaminhado pa a
CT. O es udo omog á ico e elou uma massa pe ianal do lado di ei o com cap ação de con as e
he e ogénea e limi es mal de inidos, o es ículo esque do es a a aumen ado e com cap ação
homogénea de con as e e não o am obse adas e idências de me as ização. O animal oi
e e ido pa a ci u gia, endo ealizado excisão ci ú gica do umo pe ianal e o quiec omia. O
ma e ial ecolhido na ci u gia oi en iado pa a análise his opa ológica, sendo ei o o diagnós ico
de ini i o de ca cinoma dos saco anal e seminoma no es ículo esque do. Pos e io men e, qua o
meses depois, ealizou uma ecog a ia abdominal pa a acompanhamen o, con inuando sem
ap esen a sinais de me as ização.
No caso 11, o animal oi encaminhado pa CT pa a ca ac e ização de uma massa in a-au icula
di ei a, onde se obse ou uma massa bem encapsulada, com ce ca de 5,5 cm de diâme o, com
cap ação he e ogénea de con as e e mine alização do canal ho izon al. Pos e io men e, oi
ealizada biopsia da massa que pe mi iu o diagnós ico de ini i o de ca cinoma das células
escamosas bem di e enciado. O animal não ealizou ci u gia.
No caso 12, o animal ealizou a CT pa a a alia uma ume ação do cal á io e uma massa
subcu ânea no lanco di ei o, a aliada p e iamen e po ecog a ia. Nes a, oi possí el iden i ica
uma massa abdominal de o igem inde e minada com p ojeção muscula e limi es mal de inidos.
Fo am ealizadas, pos e io men e, ci ologias que não pe mi i am o diagnós ico. No es udo
omog á ico, a ní el do cal á io, na egião on al e empo al, obse ou-se uma ume ação
hipe densa, com uma componen e mis a os eop oli e a i a, ap esen ando eação pe iós ica que
se es endia aos músculos empo ais e escle ose exube an e do osso on al, e os eolí ica,
obse ando-se os eólise da placa c ibi o me e ex ensão de lesão pa a o in e io do cal á io,
os almen e pela placa c ibi o me e ambém do salmen e, ha endo comp essão dos hemis é ios
ce eb ais ( igu a 4). A ní el abdominal, obse ou-se uma massa ex ensa, com 182x159x166 mm
(al x esp x comp) nas maio es dimensões, que ocupa a o abdómen c anial di ei o, com limi es
mui o i egula es e localmen e ag essi a, a a essando a pa ede abdominal do sal, apa ecendo
com uma componen e subcu ânea, adjacen e à muscula u a epaxial en e a T13 e L3. Adjacen e
a L3 os limi es da massa e da muscula u a epaxial e am inde inidos, podendo ha e
ade ências/in asão muscula . A massa e a he e ogénea, com egiões hipe densas e
hipodensas, com alguma cap ação he e ogénea de meio de con as e e o e cap ação pe i é ica.
A sua exp essão in a-abdominal ez-se sen i como lesão ocupado a de espaço, ha endo o e
comp essão da eia ca a caudal, sem se obse a , con udo, in asão dos g andes asos, es ando
es es com p eenchimen o homogéneo do seu lúmen. A massa es a a con ígua ao im di ei o,
comp imindo-o e apa en emen e in adindo-o, na egião do có ex, caudo-la e al, e i icando-se
aqui es ias hipe densas no pe i oneu, o que suge e ag essi idade local nes a egião. Não se
25
obse a am al e ações nos es an es ó gãos, nem me as ização gangliona . Foi ealizada biopsia
assis ida po TC da ume ação do cal á io e biopsia da massa do lanco, que possibili ou o
diagnós ico de ini i o de lipossa coma no lanco di ei o e umo mul ilobula do osso on al e
empo al.
No caso 13, o animal ealizou uma CT de ido a suspei a de neoplasia óssea no es udo
adiog á ico, endo sido possí el obse a uma lesão do ému dis al com uma componen e
os eolí ica e os eop oli e a i a e p esença de uma massa com densidade ecidos moles na
mesma egião e limi es mal de inidos, ha endo cap ação de con as e na egião in amedula e
ex aco ical. A ci ologia assis ida po CT pe mi iu o diagnós ico de os eossa coma e a
B
A
C
D
Figu a 4 – Caso 12 – A e o ma ação idimensional. Lesão os eop oli e a i a e os eolí ica na egião on al e empo al
do cal á io. B – Re o ma ação sagi al, em janela de osso. C e D – Imagens axiais, em janela de osso, da egião on al
e empo al espe i amen e. Nas imagens é possí el obse a -se uma ume ação hipe densa e lesão os eop oli e a i a
e os eolí ica na egião on al e empo al do cal á io. Ve i ica-se os eólise da placa c ibi o me (se a azul) e ex ensão
de lesão pa a o in e io do cal á io, ha endo comp essão dos hemis é ios ce eb ais (se as ama elas). Imagens
gen ilmen e cedidas pelo UPVe .
26
his opa ologia após a ampu ação do MPE con i mou o diagnós ico, sendo classi icado como g au
III e ac escen ado a in o mação de ausência de me as ização do gânglio poplí eo.
No caso 14, o animal oi encaminhado pa a CT de ido a uma massa na egião lomba esque da.
O es udo da imagem omog á ica e elou uma massa subcu ânea ex ensa, desde L1 a L7,
hipe densa com a eção do panículo adiposo e cap ação he e ogénea de con as e. Foi ealizada
ci ologia assis ida po CT, que não inha ma e ial su icien e pa a diagnós ico. O animal não
ealizou ci u gia. Fo am en iadas amos as, ecolhidas du an e a nec ópsia, de pulmão, da
massa cu ânea e de gânglios egionais, que pe mi i am o diagnós ico de hemangiossa coma e
p ocesso in lama ó io piog anuloma oso sé ico cu âneo com possí el embolização pulmona e
gânglios lin á icos ea i os.
No caso 15, o animal ealizou a CT pa a ca ac e ização de lesão pulmona isualizada na
adiog a ia o ácica, que pe mi iu obse a que a lesão ap esen a a limi es bem de inidos e se
encon a a no lobo pulmona c anial di ei o e médio, sendo possí el planea a ci u gia de modo
a ealiza -se apenas lobec omias desses mesmos lobos ( igu a 5). Nes e caso oi ealizada
ci ologia pulmona assis ida po CT. O animal ealizou uma lobec omia do lobo pulmona c anial
di ei o e médio, assim como excisão do gânglio lin á ico aqueob ônquico que, após a aliação
his opa ológica do ma e ial en iado, pe mi iu o diagnós ico de ini i o de adenoca cinoma papila
pulmona de g au II sem sinais de me as ização gangliona . Pos e io men e (um, ês, qua o e
cinco meses após a ci u gia), o am ealizadas adiog a ias o ácicas pa a acompanhamen o,
sendo que nas dos 5 meses ap esen ou um de ame pleu al se e o.
Os casos 16 e 17 o am p esen es ao es udo omog á ico de ido a ume ação nas a iculações
da a iculação do a so do MPE e do MPD, espe i amen e. Sendo que o p imei o inha ealizado
adiog a ias do memb o, onde se de e ou a lesão. Em ambos na CT oi possí el obse a uma
massa he e ogénea lobula , com a enuação ecidos moles, na egião do a so com lesões
os eolí icas e com cap ação he e ogénea de con as e, sendo ealizada biopsia assis ida po CT,
que pe mi iu o diagnós ico de sa coma sino ial. No p imei o caso pode-se, ainda, obse a
cap ação he e ogénea de con as e em ambos os es ículos, assim como da p ós a a, que se
encon a a aumen ada. Foi ealizada ampu ação do memb o a e ado e o quiec omia, no caso
16.
No caso 18, o animal ealizou uma CT pa a a aliação de uma massa na egião escapula di ei a.
Foi possí el obse a -se a p esença de uma massa subcu ânea in il a i a i egula na egião
escapula di ei a e pa e da axila do mesmo lado, a e ando o músculo sup a-escapula e apézio.
O pulmão não e idenciou sinais de me as ização, no en an o, o baço encon a a-se he e ogéneo
e o gânglio ilíaco esque do aumen ado, ha endo suspei a de me as ização. Foi ecomendada
excisão ci ú gica, sendo necessá io, pa a al, ampu ação do memb o. O diagnós ico de ini i o de
ib ossa coma oi ealizado po biopsia pos e io à CT. O animal não ealizou ci u gia po opção
dos p op ie á ios.
27
No caso 19, oi ealizada uma CT pa a a aliação de uma massa na egião in e escapula , onde
oi possí el obse a a p esença de uma massa com cap ação he e ogénea de con as e e limi es
mal de inidos. O animal e e uou ci u gia de excisão da massa, a qual oi en iada pa a a
his opa ologia, pe mi indo o diagnós ico de ini i o ib ossa coma.
Rela i amen e ao caso 20 o am ealizadas adiog a ias abdominais e ecog a ia abdominal pa a
ca ac e iza a lesão, sendo que nas p imei as se obse ou a p esença de uma massa abdominal
he e ogénea com ocos adiopacos, e na ecog a ia abdominal uma massa abdominal de g andes
Figu a 5 – Caso 15 – A – Radiog a ia la e o-la e al de ó ax. B – Radiog a ia en odo sal do ó ax. Nas adiog a ias
é possí el obse a -se um pad ão pulmona b oncoin e s icial di uso
e uma massa pulmona de g andes dimensões
(6x6x10 cm), localizada no lobo médio, com limi es bem de inidos, densidade liquido/ ecidos moles e que desloca
en almen e e pa a o lado esque do a silhue a ca díaca e a aqueia. Pad ão pulmona b oncoin e s icial di uso. C –
Imagem axial, em janela de pulmão. B – Re o ma ação do sal, em janela de pulmão. Nas imagens de CT (C e D) é
possí el obse a -se uma massa he e ogénea no lobo c anial e médio di ei o com limi es bem de inidos e deslocação
da silhue a ca díaca pa a a esque da. Imagens gen ilmen e cedidas pelo UPVe .
A
B
C
D
28
dimensões. Pos e io men e, oi ealizada CT pa a melho ca ac e ização da lesão, isualizando-
se uma massa/di e ículo no íleo/ ál ula ileocecal com e enção de con eúdo ecal e gânglios
egionais no mais. Foi ealizada uma en e ec omia pa a emoção da massa in es inal e e i icou-
se a exis ência de uma comp essa no seu in e io . A análise his opa ológica da lesão pe mi iu
conclui que se a a a de um ib ossa coma e en ualmen e induzido po um gossipiboma. Ce ca
de 2 meses depois oi ealizada no a ecog a ia pa a es adiamen o, que se mos ou nega i a pa a
a p esença de me ás ases.
Nos casos 21 e 22, a CT oi ealizada pa a ca ac e ização da lesão e es adiamen o, no caso de
es udo compa í el com neoplasia.
No caso 21, o animal oi encaminhado pa a CT de ido a um edema da hemi ace di ei a, com
ce ca de um mês e meio de e olução, com exo almia ligei a e glaucoma. A ecog a ia ocula oi
suges i a de neoplasia, g anuloma ou in lamação da o bi a di ei a. Na CT obse ou-se uma lesão
ocupado a de espaço, hipe a enuan e, na egião caudal da na ina di ei a, com densidade de
ecidos moles e cap ação de con as e. Os limi es e am pouco de inidos com in asão dos ecidos
con íguos, p o ocando os eólise desde o osso on al adjacen e à ó bi a e do p ocesso
zigomá ico do osso on al a é ao limi e c anial na egião do 3º den e p é-mola , onde se
obse a a os eólise do osso nasal di ei o. Apesa de es a maio i a iamen e na ca idade nasal
di ei a, a lesão es endia-se à ó bi a, con udo não in adia o globo ocula ( igu a 6). Des e modo,
o es udo e a suges i o de uma lesão neoplásica. Não se obse a m e idências de me as ização
dos gânglios egionais, nem do pulmão ou ó gãos abdominais. Foi ealizada ci ologia assis ida
po CT que pe mi iu o diagnós ico de ini i o de adenoca cinoma dos seios nasais.
Rela i amen e ao caso 22, na CT, obse ou-se uma opaci icação mode ada bila e al da egião
os al das na inas, com densidade ecidos moles/ luido com cap ação de con as e. Ve i icou-se
os eólise ligei a do osso pala ino e óme , com ex ensão da lesão pa a o mea o naso a íngeo.
Os u binados nasais, de ambos os lados, ap esen a am mode ada des uição, e os
e mo u binados esque dos encon a am-se ligei amen e des uídos, na po ção os al, o que
suge ia que o epicen o da lesão se ia na egião dos maxilo u binados. O sep o nasal encon a a-
se ligei amen e de o mado, com des io disc e o pa a a esque da e, os almen e, ap esen a a
uma ligei a os eólise. Apenas uma pequena po ção do seio on al esque do es a a opaci icado
po ecido mole/ luido. Ambas as bolhas impânicas es a am ocupadas po ma e ial, com
densidades de ecido mole/ luido, com pouca cap ação de con as e, sendo suges i o de
exsudado. Os gânglios e o a íngeos cap a am con as e de o ma he e ogénea e es a am
aumen ados, enquan o que os gânglios mandibula es es a am pequenos e cap a am con as e
de o ma homogénea. Fo am en iados pa a ci ologia es egaços ob idos po aspagem e punção
de agulha ina da lesão, que pe mi i am o diagnós ico de lin oma nasal, no en an o não o am
e i adas amos as dos gânglios.
29
Nos casos 23 a 27, a CT oi ealizada pa a es adiamen o pós-ci ú gico, a aliação de no a lesão
e planeamen o ci ú gico.
No caso 23, o animal inha his ó ia an e io de mas oci omas, há dois anos, de g au II na egião
coxo emo al esque da e di ei a, os quais o am emo idos. Nessa al u a ealizou es adiamen o
com adiog a ias o ácicas, ecog a ia abdominal e ci ologias de medula óssea, ígado, baço,
gânglio poplí eo, e bu y coa , não ha endo e idências de me as ização, iniciando quimio e apia
um mês e meio depois. As ci ologias o am epe idas aos qua o, oi o e doze meses de
a amen o, con inuando sem ha e sinais de me as ização. se e meses, após o é mino do
a amen o quimio e ápico, apa eceu no o mas oci oma de g au I, na cabeça, que oi emo ido.
Um ano depois apa ece am dois mas oci omas, p e iamen e diagnos icados po ci ologia, na
egião ce ical en al, endo sido pedida CT pa a es adiamen o e planeamen o ci ú gico.
Rela i amen e ao caso 24, o animal inha his ó ia de mas oci oma de g au II, há qua o anos, e
ealizou a CT pa a es adiamen o de hemangiope ici oma na egião do co o elo do MTE. O
C
A
B
Figu a 6 – Caso 21 – A – Imagem axial, em algo i mo ecidos moles. B – Re o ma ação do sal,
em janela de ecidos moles. C – Re o ma ação sagi al, em janela de ecidos moles. Obse a-se
uma lesão ocupado a de espaço na egião caudal da na ina di ei a, com densidade de ecidos
moles e limi es mal de inidos. Ve i ica-se e in asão dos ecidos con íguos e os eólise do osso
on al adjacen e à ó bi a (se a azul), do osso on al (se a ama ela) e do osso nasal di ei o.
Imagens gen ilmen e cedidas pelo UPVe .
30
nódulo, p e iamen e iden i icado, e a bem delimi ado e egula , com exceção do seu limi e mais
p o undo, onde oca a o músculo icípe, com cap ação homogénea de con as e. A ní el
pulmona não se e i icou a e idência de me ás ases. O animal ealizou ci u gia pa a excisão da
neoplasia. Pos e io men e, qua o meses depois, ealizou ecog a ia abdominal onde se obse ou
baço he e ogéneo com massa no bo do c anial, com ce ca de 3 cm de diâme o, e
ecogenecidade mis a, e adiog a ias o ácicas sem al e ações.
No caso 25, o animal oi e e ido pa a CT de ido ao apa ecimen o de uma lesão subungueal do
4º dígi o do MPE, endo his ó ia an e io de mas oci oma g au I e II com es adiamen o ealizado
po ecog a ia, onde não se isualiza am al e ações. Na CT obse ou-se ume ação de ecidos
moles da ex emidade do 4º dígi o do memb o pél ico esque do, com en ol imen o ósseo,
os eólise do lei o ungueal e e cei a alange desse dígi o, assim como na egião da a iculação
da segunda alange com a e cei a alange. Des e modo, a lesão do dígi o oi compa í el com
neoplasia localmen e ag essi a. O gânglio poplí eo, do lado epsila e al, es a a pequeno e
ap esen ou cap ação homogénea de con as e, com ca ac e ís icas imagiológicas no mais. No
en an o, os gânglios ilíacos mediais, es a am aumen ados, podendo se e lexo de hipe plasia
ea i a ou es a em elacionados com neoplasia do dígi o, assim como os nódulos esplénicos
encon ados. A ní el pulmona , não se obse a am al e ações. A glândula ad enal esque da
es a a aumen ada, sendo as ca ac e ís icas imagiológicas compa í eis com um umo benigno.
Pa a escla ecimen o da na u eza das al e ações dos gânglios ilíacos e esplénicos, o am
ealizadas ci ologias aspi a i as, guiadas po ecog a ia, que não inham e idências de
me as ização. Foi ealizada ci u gia pa a ampu ação do digi o, que após a aliação
his opa ológica pe mi iu o diagnós ico de melanoma subungueal maligno.
No caso 26, há ce ca de ês anos e meio, o am diagnos icados adenomas simples da glândula
mamá ia em M3, M4 e M5 esque das e M4 e M5 di ei as, sendo que o animal ealizou
mas ec omia adical esque da e egional de M4 e M5 di ei a. Na ecog a ia ealizada an es da
ci u gia não se e i ica am al e ações. Passados dois anos, oi diagnos icado um ca cinoma
sólido da glândula mamá ia de g au III, que oi excisado ci u gicamen e. Fo am ealizadas
adiog a ias o ácicas e ecog a ia abdominal, um mês depois, que não e idencia am sinais de
me ás ases. Ce ca de qua o meses depois, oi ealizada uma no a a aliação, e a ecog a ia
abdominal pe mi iu iden i ica um aumen o dos gânglios ilíacos mediais, sendo que o animal
ol ou qua o meses depois e se de e ou, po palpação ec al, uma massa na pa ede lomba
en al. Seis meses depois, oi ealizada uma CT pa a ca ac e ização da massa. Assim, no
es udo omog á ico oi possí el obse a -se uma massa de o igem inde e minada no abdómen
caudal do sal, jus apos a à muscula u a abaxial lomba , podendo e o igem no gânglio ilíaco
medial, com o e comp essão da eia ca a caudal. A massa e a he e ogénea, com cap ação de
con as e e expansi a, com dimensões de 67,5x51,3x40,1 (comp imen o x al u a x espessu a).
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Fo am de e adas ambém al e ações aginais e do co no u e ino. Nes e caso, oi ealizada
ci ologia da massa, assis ida po CT, no en an o não oi possí el ob e um diagnós ico de ini i o.
O animal, ap esen ado no caso 27, inha his ó ia an e io de melanoma ocula maligno no olho
di ei o e oi encaminhado pa a CT po ap esen a sínd ome de Ho ne . Ao es udo omog á ico
obse ou-se uma massa de densidades he e ogéneas com limi es bem de inidos no lobo c anial
esque do, e apa en emen e limi ada a es e, com densidades he e ogéneas. A massa,
c anialmen e, ocupa a p a icamen e a o alidade do lobo, nomeadamen e em al u a, chegando
a é ao e o da ca idade o ácica, na egião de T1-T3, podendo, des e modo, se esponsá el pela
sínd ome de Ho ne . Jun o ao lobo caudal esque do, obse ou-se algum g au de a elec asia
pulmona , no en an o não pa ecia ha e in asão do mesmo. Os gânglios lin á icos es e nais e
medias ínicos ap esen a am-se no mais, no en an o, se ia necessá io conside a o seu
en ol imen o. Foi ealizada ci ologia aspi a i a da lesão pulmona , assis ida po CT, o que
pe mi iu o diagnós ico de umo espinocelula pulmona . O animal não ealizou ci u gia po
decisão dos p op ie á ios.
Nos casos 28 a 30, os animais o am p esen es ao es udo omog á ico pa a es adiamen o pós-
ci ú gico.
No caso 28, o animal ealizou uma ne o omia do im di ei o, no qual, após a aliação
his opa ológica, oi diagnos icado um ca cinoma de células de ansição de al o g au. An es da
ci u gia o am ealizadas adiog a ias o ácicas e ecog a ia abdominal como exames
complemen a es. A CT oi ealizada ce ca de um mês após a ci u gia, sendo possí el obse a
e idências de me as ização pulmona , a qual não inha sido de e ada na adiog a ia o ácica, e
uma es u u a abdominal compa í el com uma dila ação do u e e di ei o, de ido a e luxo da
u ina; no en an o, não oi possí el desca a que es a se enha de ido a uma lesão neoplásica.
No caso 29, o animal inha ealizado uma ci u gia pa a excisão de um melanoma o al ao ní el
do 2º p é-mola mandibula di ei o. O es udo omog á ico oi ealizado ce ca de uma semana
após o esul ado his opa ológico, e não e idenciou sinais de me as ização.
No caso 30, o animal oi e e ido pa a es udo omog á ico após ampu ação do MPD, de ido a
sa coma dos ecidos moles na egião do a so. No es udo das imagens da CT obse a am-se
múl iplos nódulos hipe densos ao longo dos lobos pulmona es, de limi es i egula es, no
in e s ício pulmona e uma egião compa í el com a elec asia no lobo caudal di ei o. A ní el
abdominal e i icou-se um aumen o acen uado do gânglio ilíaco medial di ei o, ap esen ando-se
hipodenso e com cap ação pe i é ica de con as e. Na ca idade pél ica obse ou-se uma massa
de limi es pouco de inidos, com eação pe i oneal (es ias hipodensas), com ce ca de 5 cm no
co e longi udinal e 2 cm em co e ans e sal. Não oi possí el ob e in o mações sob e a ecolha
de amos as pa a con i mação de me as ização po his opa ologia ou ci ologia, uma ez que o
animal apenas oi e e ido pa a ealização da CT.
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IV. DISCUSSÃO
Nes e abalho o am desc i os 30 casos, 12 dos quais o am selecionados den o dos 19
obse ados nas 16 semanas de es ágio. Assim, 6 não o am incluídos de ido à di iculdade de
ecolha de in o mação da his ó ia clínica. Os es an es 18 casos aqui ca ac e izados o am
ecolhidos a a és do es udo dos p ocessos clínicos dos animais en e e e ei o de 2014 e
ou ub o de 2015, con udo é necessá io e em a enção que es e núme o não é ep esen a i o do
o al de casos que o am p esen es ao es udo omog á ico pa a es adiamen o clinico, nesse
pe íodo, uma ez que não oi possí el iden i ica odos os animais. Des e modo, endo em con a
que em 16 semanas o am p esen es ao es udo omog á ico 19 casos pa a es adiamen o e
planeamen o ci ú gico, podemos e i ica um aumen o da u ilização da CT em casos
oncológicos.
Com a elabo ação des e abalho pôde-se e i ica algumas an agens da u ilização da CT nos
casos oncológicos:
1. No diagnós ico e es adiamen o – Com o es udo omog á ico, em alguns casos, oi
possí el aze uma ca ac e ização da lesão, a aliando se as al e ações imagiológicas
e am compa í eis com lesões neoplásicas e des a o ma pôde-se ealiza o
es adiamen o, du an e o mesmo es udo, e aconselha a colhei a de amos as de
de e minada egião ou ó gão; oi possí el a alia a ex ensão dos umo es e as suas
ca ac e ís icas, como ascula ização e ag essi idade (a a és da a aliação da in il ação
dos ecidos en ol en es); pôde-se, ainda, e i ica se ha ia e idências de me ás ases;
2. Planeamen o ci ú gico – Com o es adiamen o p é-ci ú gico oi possí el planea o
p ocedimen o ci ú gico a ealiza , como nos casos de umo es nos memb os, em que
pe mi iu op a -se po ampu ação o al do memb o ou apenas de um dígi o, de aco do com
a a aliação imagiológica da neoplasia; ou no caso de neoplasia pulmona , pe mi indo
e i ica quais os lobos pulmona es a e ados p ocedendo-se à lobec omia dos mesmos;
nou os casos o es udo omog á ico in iabilizou a ci u gia de ido à ex ensão dos umo es
ou às ca ac e ís icas in il a i as dos mesmos, não ha endo ma gem ci ú gica pa a
excisão, ou le ando a um pós-ope a ó io complicado, pa a os quais os p op ie á ios não
es a am p epa ados;
3. Recolha de amos as – A CT e elou-se de g ande u ilidade na ealização de biopsias ou
ci ologias aspi a i as po agulha ina (em 11 casos o am ecolhidas amos as assis idas
po CT), p incipalmen e na ecolha de amos as de lesões pulmona es, que de ou a
o ma se iam complicadas, e na ecolha de lesões neoplásicas nos memb os, ósseas e
de a iculações.