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O treino articulatório na aula de Português Língua Estrangeira: um estudo de caso no nível A1

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O treino articulatório na aula de Português Língua Estrangeira: um estudo de caso no nível A1

Author: Ana Isabel de Jesus Fernandes
Year: 2015
DOI: 10.34626/d8yg-hj90
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/81009/2/36620.pdf
Ana Isabel de Jesus Fe nandes
O eino a icula ó io na aula de Po uguês Língua
Es angei a:
um es udo de caso no ní el A1
Disse ação ealizada no âmbi o do Mes ado em Po uguês Língua Segunda /
Es angei a, o ien ada pelo P o esso Dou o João Veloso
e coo ien ada pela P o esso a Dou o a Fá ima Sil a
Faculdade de Le as da Uni e sidade do Po o
Se emb o de 2015
ii
iii
O eino a icula ó io na aula de Po uguês Língua
Es angei a:
um es udo de caso no ní el A1
Ana Isabel de Jesus Fe nandes
Disse ação ealizada no âmbi o do Mes ado em Po uguês Língua Segunda /
Es angei a, o ien ada pelo P o esso Dou o João Veloso
e coo ien ada pela P o esso a Dou o a Fá ima Sil a
Memb os do Jú i
P o esso a Dou o a Isabel Ma ga ida Ribei o de Oli ei a Dua e
Faculdade de Le as - Uni e sidade do Po o
P o esso a Dou o a Anabela Al es dos San os Ra o
Ins i u o de Le as e Ciências Humanas - Uni e sidade do Minho
P o esso Dou o João Manuel Pi es da Sil a e Almeida Veloso
Faculdade de Le as - Uni e sidade do Po o
Classi icação ob ida: 18 alo es
i
Sumá io
Ag adecimen os .................................................................................................................... xi
Resumo .............................................................................................................................. xiii
Abs ac ............................................................................................................................... x
Índice de quad os .............................................................................................................. x ii
Índice de igu as ............................................................................................................... xxiii
Índice de g á icos .............................................................................................................. xx
In odução……………………………………………………………………………………………..1
PARTE I – Fundamen ação Teó ica .................................................................................... 5
1.
Desc ição do Sis ema Fonológico do Po uguês Eu opeu Con empo âneo . ….6
1.1
As Vogais .............................................................................................................. 7
1.2
As Glides ............................................................................................................. 10
1.3
As Consoan es .................................................................................................... 11
2.
O Ensino e a Ap endizagem da P onúncia ............................................................... 15
2.1
O que é a p onúncia? .......................................................................................... 16
2.2
Pe spe i a his ó ica do ensino da p onúncia ........................................................ 16
2.3
Os obje i os do ensino da p onúncia ................................................................... 19
2.4
Fa o es que condicionam a aquisição da p onúncia ............................................ 22
2.5
Aspe os a e em con a no ensino/ap endizagem da p onúncia ........................... 26
2.6
O papel do p o esso no ensino da p onúncia ...................................................... 32
2.7
O papel do aluno na ap endizagem da p onúncia ................................................ 36
2.8
“E os”, “Enganos” ou “Falhas” na p onúncia ....................................................... 36
3.
Sons p oblemá icos pa a ap enden es de PLE ........................................................ 38
4.
P opos as Me odológicas pa a o ensino da p onúncia ........................................... 42

i
4.1
A explici ação de conhecimen os onológicos e oné icos .................................... 42
4.2
O ensino da p onúncia em con ex o de sala de aula ............................................ 45
5.
O ensino da p onúncia: modalidades de ap endizagem e e amen as
disponí eis ................................................................................................................ 52
PARTE II – Abo dagem Pedagógico-Didá ica .................................................................. 58
1.
Ca ac e ização do cu so e dos es udan es .............................................................. 59
1.1
Es u u a do cu so ................................................................................................. 59
1.2
Pe il do G upo ...................................................................................................... 60
2.
A componen e online ................................................................................................. 60
2.1
O ganização .......................................................................................................... 60
2.2
Funcionamen o do cu so ....................................................................................... 61
2.3
Obje i os ............................................................................................................... 62
2.4
P og ama .............................................................................................................. 62
2.5
Tipologia de exe cícios .......................................................................................... 63
2.6
A aliação e pa icipação dos alunos no cu so online ............................................. 64
3.
A aliação do desempenho do g upo na lei u a de pala as,
depois do cu so online e an es do cu so p esencial ............................................... 65
3.1
Me odologia ........................................................................................................... 65
3.2
G upo de con olo .................................................................................................. 67
3.3
C i é ios e p ocedimen os ...................................................................................... 68
3.4
Desc ição da expe iência ...................................................................................... 69
3.5
Pa icipan es no es udo ......................................................................................... 70
3.6
Análise dos dados ................................................................................................. 71
3.6.1
A iculação das pala as .......................................................................... 71
3.6.2
A iculação das ogais o ais ..................................................................... 72
3.6.3
A iculação do <o> á ono na pala a ........................................................ 73
3.6.4
A iculação do a igo masculino singula <o> á ono .................................. 74
3.6.5
A iculação do a igo eminino singula <a> á ono ....................................... 75
ii
3.6.6
A iculação das ogais nasais ..................................................................... 77
3.6.7
A iculação dos di ongos o ais ..................................................................... 78
3.6.8
A iculação dos di ongos nasais .................................................................. 79
3.6.9
A iculação das consoan es ......................................................................... 81
3.6.9.1
Consoan es ica i as .................................................................. 81
3.6.9.2.
Consoan es ib an es .................................................................. 82
3.6.9.3.
Consoan es oclusi as posdo so- ela es ...................................... 83
3.6.9.4.
Consoan es la e ais ..................................................................... 84
3.6.9.5.
Consoan e nasal do so-pala al .................................................... 85
3.6.10
<h> [ / ] não aspi ado ................................................................................. 86
3.6.11
Sons [ kw ], [ ks ], [ɐj∫ ] ................................................................................ 87
3.6.12
Dis inção da sílaba ónica das pala as ...................................................... 89
4.
Componen e p esencial ................................................................................................ 90
4.1
O ganização ......................................................................................................... 90
4.2
Obje i os isados pa a as aulas p esenciais ........................................................ 90
4.3
Es a égias / A i idades ........................................................................................ 90
4.3.1
A i idades pa a desen ol e a compe ência o al ........................................ 91
4.3.2
A i idades pa a desen ol e a compe ência esc i a .................................... 92
4.3.3
A i idades pa a desen ol e o conhecimen o g ama ical ............................. 93
4.4
Ma e iais didá icos ................................................................................................ 94
4.5
A aliação .............................................................................................................. 94
4.5.1
A aliação o ma i a .................................................................................... 94
4.5.2
A aliação suma i a .................................................................................... 95
4.6
Sessões de labo a ó io pa a eino a icula ó io ..................................................... 95
4.7
Sessões de Ka aoke ............................................................................................. 98
5.
A aliação do desempenho do g upo na lei u a do
ex o depois do cu so p esencial .................................................................................. 99
5.1
Obje i os e me odologia ....................................................................................... 99
5.2
G upo de con olo ................................................................................................ 100
iii
5.3
C i é ios e p ocedimen os .................................................................................... 101
5.4
Desc ição da expe iência .................................................................................... 101
5.5
Pa icipan es no es udo ....................................................................................... 101
5.6
Análise dos dados ............................................................................................... 102
5.6.1
A iculação das pala as ....................................................................... 102
5.6.2
A iculação das sílabas ......................................................................... 103
5.6.3
A iculação dos sons ............................................................................. 104
5.6.4
A iculação das ogais o ais .................................................................. 105
5.6.5
A iculação do <o> á ono ....................................................................... 107
5.6.6
A iculação do a igo de inido masculino singula .................................. 107
5.6.7
A iculação do a igo de inido eminino singula ..................................... 108
5.6.8
A iculação das ogais nasais ............................................................... 109
5.6.9
A iculação dos di ongos o ais ............................................................... 111
5.6.10
A iculação dos di ongos nasais ............................................................ 112
5.6.11
A iculação das consoan es ................................................................... 113
5.6.11.1
Consoan es ica i as ............................................................... 113
5.6.11.2
Consoan es ib an es ............................................................... 115
5.6.11.3
Consoan es oclusi as posdo so- ela es ................................... 116
5.6.11.4
Consoan es la e ais .................................................................. 118
5.6.11.5
Consoan e nasal do so-pala al ................................................. 119
5.6.12
<h> [ / ] não aspi ado ............................................................................. 120
5.6.13
Sons [ kw ], [ ks ], [ɐj∫ ] ............................................................................ 120
5.6.14
Dis inção da sílaba ónica ....................................................................... 121
5.7
Ap eciação da lei u a dos alunos po alan es na i os .......................................... 122
6.
Discussão dos esul ados .......................................................................................... 125
6.1
Compa ação dos esul ados depois do cu so online
com os esul ados depois do cu so p esencial ..................................................... 125
6.1.1
Vogais o ais ........................................................................................... 125
6.1.2
<o> á ono na pala a ............................................................................ 128
ix
6.1.3
<o> á ono - a igo de inido masculino singula ....................................... 129
6.1.4
<a> á ono - a igo de inido eminino singula .......................................... 130
6.1.5
Vogais nasais ......................................................................................... 132
6.1.6
Di ongos o ais ........................................................................................ 132
6.1.7
Di ongos nasais ...................................................................................... 133
6.1.8
Consoan es ica i as ............................................................................. 134
6.1.9
Consoan es ib an es ............................................................................. 135
6.1.10
Consoan es oclusi as posdo so- ela es ................................................ 136
6.1.11
Consoan es la e ais ................................................................................ 137
6.1.12
Consoan e nasal do so-pala al ............................................................... 138
6.1.13
<h> [ / ] não aspi ado ............................................................................ 139
6.1.14
Sons [ kw ], [ ks ], [ɐj∫] ............................................................................ 140
6.1.15
Sílaba ónica .......................................................................................... 141
6.2
Resul ados do desempenho indi idual dos alunos ............................................... 142
7.
A aliação inal dos esul ados da implemen ação
pedagógico –didá ica .................................................................................................. 144
7.1
Re lexão c í ica sob e o cu so online ................................................................... 144
7.2
Análise dos ques ioná ios sob e o cu so online ................................................... 145
7.3
Re lexão c í ica sob e o cu so p esencial ............................................................. 150
7.4
Análise dos ques ioná ios sob e as
sessões de eino a icula ó io .............................................................................. 153
8.
Conclusão .................................................................................................................... 154
Re e ências Bibliog á icas ...................................................................................................... 159
Lis a de Anexos ...................................................................................................................... 163
x i

x ii
Índice de quad os
1
Dis ibuição das Vogais O ais do Po uguês Eu opeu de aco do
com Veloso (1999) com indicação do g au de abe u a e pon o de
a iculação das mesmas
7
2
Dis ibuição das Vogais O ais e Nasais do Po uguês Eu opeu com
indicação do g au de abe u a e pon o de a iculação
8
3
Esquema da Redução do Vocalismo Á ono no Po uguês Eu opeu
10
4
Dis ibuição das Consoan es do Po uguês Eu opeu de aco do com
Veloso (1999) quan o ao modo e pon o de a iculação
11
5
Dis ibuição das consoan es oclusi as do po uguês eu opeu
quan o ao modo e pon o de a iculação, à sono idade, con ex os de
oco ência e exemplos
12
6
Dis ibuição das consoan es ica i as do po uguês eu opeu
quan o ao modo e pon o de a iculação, à sono idade, con ex os de
oco ência e exemplos
13
7
Dis ibuição das consoan es oclusi as nasais do po uguês eu opeu
quan o ao modo e pon o de a iculação, con ex os de oco ência e
exemplos
14
8
Dis ibuição das consoan es la e ais do po uguês eu opeu quan o
ao modo e pon o de a iculação, con ex os de oco ência e
exemplos
14
9
Dis ibuição das consoan es ib an es do po uguês eu opeu
quan o ao modo e pon o de a iculação, con ex os de oco ência e
exemplos.
15
10
Esquema das ogais o ais que o e ecem di iculdades na sua
a iculação a alan es de p o eniências á ias (ou os),
hispano alan es, polacos e ussos
40
11
Núme o de oco ências das ogais o ais, nasais, di ongos o ais e
nasais e consoan es espe ados no co pus, n = 154
67
12
Tempo médio de lei u a de dois g upos de con olo, um de alan es
na i os e o ou o de es udan es es angei os a equen a o ní el
A1.1
68
13
Iden i icação dos pa icipan es no es udo, nome, idade, sexo,
língua ma e na e empo de lei u a, n = 154
70
14
Valo es absolu os e ela i os das pala as co e amen e a iculadas
71
x iii
pelos pa icipan es no es udo, n = 154
15
Es a ís ica do núme o de pala as co e amen e a iculadas
72
16
Valo es absolu os e pe cen uais da a iculação co e a das ogais
o ais.
72
17
Valo es es a ís icos da a iculação co e a das ogais o ais
73
18
Valo es absolu os e pe cen uais da p onúncia co e a do <o> á ono
74
19
Valo es es a ís icos da a iculação co e a do <o> á ono [u] na
pala a
74
20
Valo es absolu os e pe cen uais da p onúncia co e a do <o> á ono
- a igo de inido masculino singula
75
21
Valo es es a ís icos da a iculação co e a do <o> á ono - a igo
de inido masculino singula
75
22
Valo es absolu os e pe cen uais da p onúncia co e a do <a> á ono
- a igo de inido eminino singula
76
23
Es a ís ica da a iculação co e a do <a> á ono [ɐ] - a igo de inido
eminino singula
76
24
Valo es absolu os e pe cen uais da p onúncia co e a das ogais
nasais
77
25
Es a ís ica da a iculação co e a das ogais nasais
78
26
Valo es absolu os e pe cen uais da p onúncia co e a dos di ongos
o ais
78
27
Es a ís ica da a iculação co e a dos di ongos o ais
79
28
Valo es absolu os e pe cen uais da p onúncia co e a dos di ongos
nasais
79
29
Es a ís ica da a iculação co e a dos di ongos nasais
80
30
Valo es absolu os e pe cen uais da p onúncia co e a das
consoan es ica i as
81
31
Es a ís ica da a iculação co e a das ica i as
82
32
Valo es absolu os e pe cen uais da p onúncia co e a das
consoan es ib an es
82
33
Es a ís ica da a iculação co e a das ib an es
83
34
Valo es absolu os e pe cen uais da p onúncia co e a das
consoan es oclusi as posdo so- ela es
83
xix
35
Es a ís ica da a iculação co e a das consoan es oclusi as
posdo so- ela es
84
36
Valo es absolu os e pe cen uais da p onúncia co e a das
consoan es la e ais
84
37
Es a ís ica da a iculação co e a das consoan es la e ais.
85
38
Valo es absolu os e pe cen uais da p onúncia co e a da consoan e
nasal do so-pala al
86
39
Es a ís ica da a iculação co e a da consoan e nasal do so-pala al
86
40
Valo es absolu os e pe cen uais da não aspi ação do <h>
87
41
Es a ís ica da não aspi ação do <h> [ / ]
87
42
Valo es absolu os e pe cen uais da p onúncia co e a dos sons
[kw], [ks] e [ɐj∫]
88
43
Es a ís ica da a iculação co e a dos sons [ kw ], [ ks ], [ɐj∫]
88
44
Núme o e pe cen agem de pala as com sílaba ónica co e amen e
ma cada pelos pa icipan es no es udo, n = 154
89
45
Es a ís ica das pala as com sílaba ónica co e amen e ma cada
89
46
Núme o de oco ências das ogais o ais e nasais, di ongos o ais e
nasais, consoan es e ou os sons espe ados no co pus, n = 379
100
47
Tempo médio de lei u a de um g upo de con olo, cons i uído po
alan es na i os
100
48
Iden i icação dos pa icipan es no es udo, nome, idade, sexo,
língua ma e na e empo de lei u a, n = 379
102
49
Valo es absolu os e ela i os de pala as que o am ac escen adas,
omissas ou subs i uídas no es udo, n = 379
103
50
Es a ís ica das pala as que não o am ac escen adas, omissas ou
subs i uídas no es udo, n = 379
103
51
Valo es absolu os e ela i os de sílabas que não o am
ac escen adas, omissas ou subs i uídas no es udo, n = 682
104
52
Es a ís ica das sílabas que não o am ac escen adas, omissas ou
subs i uídas no es udo, n = 682
104
53
Valo es absolu os e ela i os dos sons que não o am
ac escen ados, omissos ou subs i uídos no es udo, n = 1031
105
54
Es a ís ica dos sons que não o am ac escen ados, omissos ou
subs i uídos no es udo, n = 1031
105
55
Valo es absolu os e ela i os da a iculação co e a das ogais
106
xx
o ais.
56
Es a ís ica da a iculação co e a das ogais o ais
106
57
Valo es absolu os e ela i os da a iculação co e a do <o> á ono
107
58
Es a ís ica da a iculação co e a do <o> á ono
107
59
Valo es absolu os e ela i os da a iculação co e a do <o> á ono -
a igo de inido masculino singula
108
60
Es a ís ica da a iculação co e a do <o> á ono - a igo de inido
masculino singula
108
61
Valo es absolu os e ela i os da a iculação co e a do <a> á ono -
a igo de inido eminino singula
109
62
Es a ís ica da a iculação co e a do <a> á ono - a igo de inido
eminino singula
109
63
Valo es absolu os e ela i os da a iculação co e a das ogais
nasais
110
64
Es a ís ica da a iculação co e a das ogais nasais
110
65
Valo es absolu os e ela i os da a iculação co e a dos di ongos
o ais
111
66
Es a ís ica da a iculação co e a dos di ongos o ais
112
67
Valo es absolu os e ela i os da a iculação co e a dos di ongos
nasais
112
68
Es a ís ica da a iculação co e a dos di ongos nasais
113
69
Valo es absolu os e ela i os da a iculação co e a das consoan es
ica i as
113
70
Es a ís ica da a iculação co e a das consoan es ica i as
114
71
Valo es absolu os e ela i os da a iculação co e a das consoan es
ica i as em on ei a de pala a
115
72
Es a ís ica da a iculação co e a das consoan es ica i as em
on ei a de pala a
115
73
Valo es absolu os e ela i os da a iculação co e a das consoan es
ib an es
116
74
Es a ís ica da a iculação co e a das consoan es ib an es
116
75
Valo es absolu os e ela i os da a iculação co e a das consoan es
oclusi as posdo so- ela es
117
xxi
76
Es a ís ica da a iculação co e a das consoan es oclusi as
posdo so- ela es
117
77
Valo es absolu os e ela i os da a iculação co e a das consoan es
la e ais
118
78
Es a ís ica da a iculação co e a das consoan es la e ais
118
79
Valo es absolu os e ela i os da a iculação co e a da consoan e
nasal do so-pala al
119
80
Es a ís ica da a iculação co e a da consoan e nasal do so-pala al
119
81
Valo es absolu os e ela i os da não aspi ação do <h>
120
82
Es a ís ica da não aspi ação do <h>
120
83
Valo es absolu os e pe cen uais da a iculação co e a dos sons
[kw] e [ɐj∫]
121
84
Es a ís ica da a iculação co e a dos sons [kw] e [ɐj∫]
121
85
Núme o e pe cen agem de pala as com sílaba ónica co e amen e
ma cada pelos pa icipan es no es udo, n = 379
122
86
Es a ís ica do núme o e pe cen agem de pala as com sílaba ónica
co e amen e ma cada pelos pa icipan es no es udo, n = 379
122
87
Pa icipan es no es udo, esul ados do inqué i o sob e a
comp eensão da lei u a
123
88
Iden i icação dos alunos, esul ados do inqué i o sob e a
comp eensão da lei u a, po aluno
124
89
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do conjun o das ogais o ais, depois dos
cu sos online e p esencial
126
90
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do conjun o das ogais o ais sem a ogal
[ɐ], depois dos cu sos online e p esencial
127
91
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação do <o> á ono na pala a, depois dos cu sos online e
p esencial
128
92
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do <o> á ono - a igo de inido masculino
singula , depois dos cu sos online e p esencial
129
93
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do <a> á ono - a igo de inido eminino
singula , depois dos cu sos online e p esencial
130

xxii
94
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do conjun o das ogais nasais, depois dos
cu sos online e p esencial
132
95
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do conjun o dos di ongos o ais, depois
dos cu sos online e p esencial
133
96
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do conjun o dos di ongos nasais, depois
dos cu sos online e p esencial
134
97
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do conjun o das consoan es ica i as,
depois dos cu sos online e p esencial
134
98
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do conjun o das consoan es ib an es,
depois dos cu sos online e p esencial
135
99
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do conjun o das consoan es oclusi as
posdo so- ela es, depois dos cu sos online e p esencial
136
100
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do conjun o das consoan es la e ais,
depois dos cu sos online e p esencial
137
101
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação da consoan e nasal do so-pala al, depois
dos cu sos online e p esencial
138
102
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da não a iculação do <h> [ / ] aspi ado, depois dos
cu sos online e p esencial
139
103
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do conjun o sons [kw] e [ɐj∫], depois dos
cu sos online e p esencial
140
104
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da ma cação da sílaba ónica, depois dos cu sos online e
p esencial
141
105
Resul ados quan i a i os e quali a i os do desempenho indi idual
dos alunos nas duas a aliações, e espe i as escalas de a aliação
143
106
Dados sob e a dis ibuição das no as quali a i as pelos alunos,
depois dos cu sos online e p esencial
143
107
Valo es pe cen uais e e en es ao bom desempenho dos alunos, na
a iculação de odos os sons e ma cação da sílaba ónica, depois
dos cu sos online e p esencial
151
xxiii
Índice de igu as
1
Exemplo de um diaposi i o u ilizado pa a a lei u a das pala as a
a alia , n=15
70
xxi
xx
Índice de g á icos
1
Resul ados do inqué i o sob e a comp eensão da lei u a
123
2
Iden i icação dos alunos, esul ados do inqué i o sob e a
comp eensão da lei u a, po aluno
124
3
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do conjun o das ogais o ais, depois dos
cu sos online e p esencial
126
4
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do conjun o das ogais o ais sem a ogal
[ɐ], depois dos cu sos online e p esencial
128
5
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do <o> á ono na pala a, depois dos
cu sos online e p esencial
129
6
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do <o> á ono - a igo de inido masculino
singula , depois dos cu sos online e p esencial
130
7
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do <a> á ono - a igo de inido eminino
singula , depois dos cu sos online e p esencial
131
8
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do conjun o das ogais nasais, depois dos
cu sos online e p esencial
132
9
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do conjun o dos di ongos o ais, depois
dos cu sos online e p esencial
133
10
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do conjun o dos di ongos nasais, depois
dos cu sos online e p esencial
134
11
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do conjun o das consoan es ica i as,
depois dos cu sos online e p esencial
135
12
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do conjun o das consoan es ib an es,
depois dos cu sos online e p esencial
136
13
Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na
a aliação da a iculação do conjun o das consoan es oclusi as
posdo so- ela es, depois dos cu sos online e p esencial
137
6
Na pa e um des e ela ó io, in i ulada undamen ação eó ica, p ocedemos
a uma e isão da li e a u a ele an e pa a o a amen o do obje o des e ela ó io,
p ocu ando, po um lado, desc e e , ainda que de o ma sumá ia, o sis ema
onológico do po uguês eu opeu con empo âneo e delimi a os sons especí icos
des e sis ema que o e ecem mais di iculdades pa a os ap enden es do po uguês
como língua es angei a (LE), po ou o, ca ac e iza as p opos as me odológicas
exis en es pa a o ensino da p onúncia, equacionando as suas i ualidades e
limi ações, e discu i as po encialidades das di e en es modalidades de ensino-
ap endizagem e das e amen as disponí eis pa a o p ocessamen o da ala.
1. Desc ição do Sis ema Fonológico do Po uguês Eu opeu
Con empo âneo
A Fonologia em como obje i o es uda o sis ema de sons das línguas. O
ma e ial oné ico que odas as línguas u ilizam pe ence a um ace o uni e sal, ao
qual odas as línguas ão busca alguns sons pa a c ia o seu p óp io sis ema
onológico. Cada língua possui uma o ganização especí ica do seu sis ema de
sons e as unidades selecionadas combinam-se e o mam pala as. No en an o,
nem odas as combinações são acei á eis pelas línguas, que, possuindo um
núme o di e en e de onemas, são mui o es i i as quan o à combinação das
unidades que seleciona am (Mi a Ma eus, 1996).
Se um ap enden e de línguas es angei as conhece o sis ema onológico
da língua-al o e o seu uncionamen o
 se á capaz de aze combinações acei á eis de onemas na sua
p odução de enunciados o ais e esc i os na língua-al o:
exemplo: os g upos consonân icos: <p >, <bl>;
 se á capaz de associa di e en es sons a um único onema:
exemplo: o /l/ de <sol> e <lua>;
 se á capaz de associa di e en es sons a uma mesma g a ia:
exemplo: o <s> nas seguin es pala as: <[s]apa o>, <ma[∫]>, me[z]a;
 sabe á associa o mesmo som a di e en es g a ias:
exemplo: ao som [ʒ] co espondem as g a ias: <gi a a>, mesmo, janela;
Os sons do po uguês são classi icados endo como base uma desc ição
a icula ó ia e es ão dis ibuídos po ês classes de sons: as ogais, as glides e as
consoan es.

7
Nas alíneas 1.1. a 1.3. explici amos que ipo de combinações de sons o
sis ema onológico po uguês admi e e ap esen amos o pad ão dis ibucional das
ogais, das glides e das consoan es.
1.1. As Vogais
O po uguês eu opeu con empo âneo ap esen a um quad o ocálico de 14
ogais – 9 o ais e 5 nasais (Veloso, 1999), cuja p onúncia depende da posição
que ocupam na pala a e da sua acen uação.
Na a iculação das ogais o ais, o éu pala ino es á le an ado con a a
pa ede pos e io da a inge e os a iculado es es ão a as ados, pe mi indo que o
luxo de a escape li emen e pelo a o ocal. Na a iculação das ogais nasais, o
éu pala ino baixa em di eção à língua, pe mi indo que uma pa e da co en e
expi a ó ia passe pela ca idade nasal, dando o igem a uma essonância nasal.
Com base no quad o 1, ex aído de Veloso (1999), no qual podemos
obse a a dis ibuição das ogais do Po uguês Eu opeu Con empo âneo,
ap esen amos o quad o 2, no qual incluímos as ogais nasais.
Quad o 1 - Dis ibuição das Vogais O ais do Po uguês Eu opeu de aco do com Veloso
(1999) com indicação do seu g au de abe u a e pon o de a iculação
8
Quad o 2- Dis ibuição das Vogais O ais e Nasais do Po uguês Eu opeu com indicação
do seu g au de abe u a e pon o de a iculação
al as ou
echadas
i, ĩ
ɨ
u, ũ
médias-al as ou
semi echadas
e, ẽ
o , õ
médias-baixas ou
semiabe as
ε
ɐ, ɐ
ɔ
abe as ou
baixas
a
an e io es
cen ais
ecuadas ou
pos e io es
A classi icação oné ica das ogais baseia-se em dois pa âme os:
1. A abe u a bucal que dis ingue qua o g aus:
 Abe o: [a];
 Semiabe o: [ε], [ɐ], [ɐ ], [ɔ];
 Semi echado: [e], [ẽ], [o], [õ];
 Fechado: [i], [ĩ], [ɨ], [u], [ũ].
2. O pon o de a iculação ocálico em a e com o pon o da ca idade
bucal em que a língua se ele a, e dis ingue ês g aus:
 An e io es: [i], [ĩ], [e], [ẽ], [ε];
 Cen ais: [ɨ], [ɐ] [ɐ ], [a];
 Recuadas ou pos e io es: [u], [ũ], [o], [õ], [ɔ].
Na a iculação das ogais [u], [ũ], [o], [õ], [ɔ] oco e um a edondamen o
dos lábios, pelo que es as ogais são, ambém, denominadas de a edondadas.
Ve i icamos, pois, que a di e ença en e os á ios sons ocálicos deco e
da abe u a da boca, da posição da língua e do a edondamen o dos lábios.
Os con ex os de oco ência das ogais, ou seja, o seu pad ão
dis ibucional, dependem do acen o, podendo se ónicos ou á onos.
Em posição ónica oco em as seguin es ogais:
 [a] - <’c[a].sa>, [ε] - <’ [ε]. a>, [e] - <’m[e].sa>, [ɔ] - <’m[ɔ]. a>, [o] –
<‘p[o]. o>, [i] - < [i]no>, [u] - <’ [u]. o>, [ɐ ] – ‘[ɐ ]. es>, [ẽ] - <’d[ẽ]. e>,
[ĩ] - <’ [ĩ]. a>, [õ] - <’[õ]. em>, [ũ] – <’m[ũ].do>;
Em posição á ona oco em as ogais o ais:
9
[ɐ] exce o nos seguin es casos em que oco e como ónica:
<’c[ɐ].da>, <’p[ɐ]. a> e an es de consoan e nasal: <’c[ɐ].ma>,
<’c[ɐ].no>;
 [ɨ] é semp e á ona na a ian e pad ão: <’ o . [ɨ] >
As ogais á onas podem encon a -se em posição:
 P e ónica:
[i] - < [i].’ a >, [ɨ] - <p[ɨ]’.di >, [ɐ] - < [ɐ]’.ze >, [u] <p[u]’.de >, [ɐ ] -
<m[ɐ ]’.da >, [ẽ] - <p[ẽ]’.sa >, [ĩ] - <p[ĩ]’. a >, [õ] - <s[õ]’.da >, [ũ] –
< [ũ]’.da >;
 Pos ónica:
[i] - <’pá.g[i].na>, [ɨ] – ‘pê.ss[ɨ].go, [ɐ] - <es.’ ô.m[ɐ].go>, [u] –
<c e.’pús.c[u].lo>;
 Pos ónica inal:
só são admi idas: [ɨ] - <’g an.d[ɨ] > , [ɐ] - <’sa.l[ɐ]>, [u], sendo mui o
a a a oco ência do [i]: exemplos: áxi, jú i;
A sílaba ónica é a sílaba cuja ogal é p onunciada pelo alan e com maio
al u a, du ação e in ensidade ela i amen e às ou as ogais da pala a. No
po uguês, o acen o ónico ecai sob e uma das ês úl imas sílabas da pala a,
con ibuindo es a a iação da posição do acen o pa a dis ingui signi icados e
ma ca as unidades í micas.
Se o acen o ecai na úl ima sílaba, es amos pe an e uma pala a aguda
ou oxí ona. Se a sílaba ónica o a penúl ima sílaba, a pala a é g a e ou
pa oxí ona. P opa oxí ona ou esd úxula é a pala a cuja sílaba ónica ecai sob e
an epenúl ima sílaba. (Mi a Ma eus, 1996)
Uma ou a p op iedade ísica que dis ingue as ogais ónicas das á onas é
o imb e ou qualidade da ogal. Obse ando o seguin e conjun o de pala as,
 < es a> [‘ ε∫. ɐ] - < es eja > [ ɨ∫. ɨ.’ʒaɾ]
 <mesa> [‘me.zɐ] - <mesinha> [mɨ.’zi.ɲɐ]
 <po a> [‘pɔɾ. ɐ] - <po ão> [puɾ.’ ɐ w]
 <po o> [‘po. u] - <po inho> [pu.’ i.ɲu]
 < áb ica> [‘ a.bɾi.kɐ] - < ab ica > [ ɐ.bɾi.’kaɾ]
10
e i icamos ha e en e a ogal da sílaba ónica da p imei a pala a e a
mesma ogal da segunda pala a uma co espondência, po exis i uma elação
semân ica en e ambas. No en an o, a qualidade das ogais é di e en e. A ogal
da segunda pala a eduziu e ganhou al u a, quando passou a á ona.
Quad o 3 – Esquema da Redução do Vocalismo Á ono no Po uguês Eu opeu
+ al a
i
ɨ
u
- al a
- baixa
e
ɐ
o
+ baixa
ε
ɔ
a
- ecuada
+ ecuada
No esquema acima, podemos obse a a al e ação do imb e da ogal
ónica, quando passa a á ona:
 [a] → [ɐ]
 [ɔ] → [u]
 [o] → [u]
 [ε] → [ɨ]
 [e] → [ɨ]
 [i] e o [u] não se al e am, quando mui o em si uações excecionais o
[i] pode passa a [ɨ], po exemplo: < áxi> [‘ a.ksɨ], <pénal i>
[‘pε.nał. ɨ].
Obse amos ainda que odas as ogais se o na am [-baixas]; as ogais
[e], [ε], [ɔ] e [o] o na am-se [+al as] e, além disso, [e], [ε] o na am-se [+ ecuadas].
Na ealização das ogais á onas oco e uma ele ação e um ecuo,
ela i amen e aos segmen os de base, cons i uindo es a eg a do ocalismo á ono
um aspe o mui o peculia e ca ac e ís ico do po uguês eu opeu.
1.2. As Glides
As glides, semi ogais ou semiconsoan es, ep esen adas [j] e [w], [j~] [w],
são sons que não se compo am nem como ogais nem como consoan es (Mi a
Ma eus, 1996). Têm as mesmas ca ac e ís icas a icula ó ias das ogais, mas não
o mam uma sílaba au onomamen e, nem podem ecebe acen o ónico. Como as
consoan es, não podem se cen o de sílaba, po ém o seu con ex o de oco ência
é mais es i o do que o das consoan es, oco endo apenas em inal de sílaba,
jun o de uma ogal com a qual o mam um di ongo o al dec escen e: ([aj], [aw],
11
[ɐj], [ew], [iw], [uj], [ɔj]) ou um di ongo nasal ([ɐ w], [ɐ j~],[õj], [uĩ]. Nos di ongos
c escen es, a semi ogal é equen emen e p onunciada como uma e dadei a
ogal, sendo, po ezes, a ní el oné ico, di ícil es abelece o limi e en e as ogais
echadas e as glides.
1.3. As Consoan es
As consoan es são de inidas simul aneamen e pelo modo como o luxo de
a passa pelo a o ocal, pelo pon o de a iculação, ou seja, pelos ó gãos a i os e
passi os que in e êm na sua a iculação e pela p esença ou não de ib ação das
co das ocais.
No quad o 4, podemos e a abela das consoan es do po uguês eu opeu
p opos a po Veloso (1999) e que se iu de base à elabo ação dos quad os a
segui ap esen ados.
Quad o 4 – Dis ibuição das Consoan es do Po uguês Eu opeu quan o ao modo e pon o
de a iculação de aco do com Veloso (1999)
O p imei o c i é io subjacen e à dis ibuição das consoan es nos quad os
5,6,7,8 e 9 abaixo ap esen ados oi o modo de a iculação, sendo, igualmen e
classi icadas quan o à p esença de ib ação ou não das co das ocais na sua
a iculação. Além disso, encon am-se, em cada quad o, dados sob e os con ex os
de oco ência de cada uma das consoan es e exemplos de pala as em que elas
oco em. Quando exis em pala as que con a iam as eg as ono á icas
ap esen adas, indicamos as exceções.

12
Quad o 5 – Dis ibuição das consoan es oclusi as do po uguês eu opeu quan o ao modo
e pon o de a iculação, à sono idade, con ex os de oco ência e exemplos
1
consoan es
modo de
a iculação
pon o de
a iculação
ozeamen o
eg as ono á icas
(con ex o de oco ência)
exemplos
exceções
[p]
oclusi a
bilabial
su da
Início de pala a ou sílaba
e podem combina -se
com qualque ogal
popula
ap o
[b]
sono a
bebe
sob
[ ]
oclusi a
ápico-
al eola
su da
e o
[d]
sono a
dedo
ad ogado
[k]
oclusi a
posdo so-
ela
su da
cacau
pac o
[g]
sono a
gago
Ao con á io do que acon ece na a iculação das ogais, na a iculação das
consoan es os a iculado es c iam di e en es ipos de obs ução à passagem do
a .
Se a oclusão o comple a, es amos pe an e as consoan es oclusi as. No
quad o 5, podemos obse a os ês pa es de consoan es oclusi as do po uguês:
Obse amos as não ozeadas [p], [ ], [k] - e as ozeadas - [b], [d], [g]. Quan o ao
pon o de a iculação, [p] e [b] são bilabiais, [ ] e [d] ápico-al eola es e [k] e [g]
posdo so- ela es. Todas as consoan es oclusi as oco em em início de pala a ou
sílaba e podem combina -se com qualque ogal. Podemos obse a no quad o 5
algumas exceções a es as eg as.
Se, à passagem pela ca idade bucal, o luxo de a a ingi uma elocidade
su icien e, ge a-se uma on e de uído, uma icção, e es amos pe an e as
consoan es ica i as. No quad o 6, obse amos os ês pa es de consoan es
ica i as do po uguês: Temos as não ozeadas [ ], [s], [∫] e as ozeadas [ ], [z],
[ʒ]. Quan o ao pon o de a iculação, [ ] e [ ] são lábio-den ais, [s] e [z] p edo so-
al eola es e [∫] e [ʒ], p edo so-p epala ais. Todas as consoan es ica i as
oco em em início de pala a, mas as p edo so-p epala ais [∫] e [ʒ] ap esen am
alguns con ex os de oco ência especí icos: O [z] pode oco e em im de pala a
an es de pala a começada po ogal. O [∫] pode oco e em im de sílaba an es
de consoan e oclusi a su da e em inal de pala a. O [ʒ] pode oco e em im de
sílaba an es de consoan e ica i a sono a e em inal de pala a an es de pala a
começada po consoan e sono a.
1
Obs.: A ní el oné ico, podem oco e ealizações do ipo: <acabe> [ɐ.‘ka.b].
13
Quad o 6 – Dis ibuição das consoan es ica i as do po uguês eu opeu quan o ao modo
e pon o de a iculação, à sono idade, con ex os de oco ência e exemplos
2
consoan es
modo de
a iculação
pon o de
a iculação
ozeamen o
eg as ono á icas
(con ex o de
oco ência)
exemplos
[ ]
ica i a
Lábio-
den al
su da
1.Início de pala a ou
sílaba
2. O [z] pode oco e
em im de pala a
an es de pala a
começada po ogal
3.O [ ∫ ] pode oco e
em im de sílaba,
an es de consoan e
oclusi a su da e em
inal de pala a
4. O [ ʒ ] pode oco e
em im de sílaba,
an es de consoan e
oclusi a sono a, po
exemplo /g/ e /d/.
5. O [ ʒ ] pode oco e
em inal de pala a
an es de pala a
começada po
consoan e sono a
1. es a, o e ece
1. iagem, a isa
1. sala, massa
1. zumbido, dize , mesa,
1. chama , acha
1. gen e, queijo
2. mais ou menos,
ês amigos, dez anos
3. isco, pas a,
3. mas, apaz,
4. isga, desde,
5.duas ezes,
5. dois li os,
5. dez dias
[ ]
sono a
[ s ]
ica i a
p edo so-
al eola
su da
[ z ]
sono a
[ ∫ ]
ica i a
p edo so-
p epala al
su da
[ ʒ ]
sono a
Na a iculação das consoan es nasais, oco e igualmen e uma obs ução
o al da passagem do a pela ca idade bucal, embo a o éu pala ino baixe em
di eção à língua, pe mi indo a passagem do luxo do a pela ca idade nasal. No
quad o 7, encon amos as ês consoan es nasais do po uguês eu opeu. O [m] é
bilabial, quan o ao pon o de a iculação, o [n] é ápico-al eola e o [ɲ] é do so-
pala al. Oco e em odas uma ib ação espon ânea das co das ocais. Os
con ex os de oco ência são os seguin es: em início de pala a só emos o [m] e o
[n]. Todas oco em em p incípio de sílaba medial. Em im de pala a, oco e só o
[n], mas as pala as são de o igem e udi a.
2
Obs.: No ní el oné ico podem oco e ealizações do ipo: <Fa e> [‘ a. ].
14
Quad o 7 – Dis ibuição das consoan es oclusi as nasais do po uguês eu opeu quan o ao
modo e pon o de a iculação, con ex os de oco ência e exemplos
consoan es
modo de
a iculação
pon o de
a iculação
eg as ono á icas
(con ex o de oco ência)
exemplos
[ m ]
oclusi a
nasal
bilabial
1. Início de pala a só [m]
e [n]
2.Todas oco em em
p incípio de sílaba não
inicial
3.Em im de pala a
oco e só o [n], mas as
pala as são de o igem
e udi a
1. mesa
1. nada
1. Nhame, nhambi: êm o igem
exó ica, são mui o a as e só
oco em em uma das a iedades do
po uguês
2. ama ,
2. cane a,
2. inho, Minho,
3.abdómen
oxímo on
egímen
[ n ]
oclusi a
nasal
ápico-al eola
[ ɲ ]
oclusi a
nasal
do so-pala al
Quando a pa e média da língua se ele a em di eção ao pala o du o,
c iando uma passagem li e, po um ou pelos dois lados da língua, p oduzem-se
as consoan es la e ais.
No quad o 8, encon amos as duas consoan es la e ais do po uguês.
Quad o 8 – Dis ibuição das consoan es la e ais do po uguês eu opeu quan o ao modo e
pon o de a iculação, con ex os de oco ência e exemplos
consoan es
modo de
a iculação
pon o de
a iculação
eg as ono á icas
(con ex o de oco ência)
exemplos
[ l ]
la e al
ápico-
al eola
1.Como C2 de um a aque
ami icado só [ l ]
2. Ambas em início de pala a
3.Ambas em início de sílaba não
inicial
4.Em im de sílaba ou pala a só
oco e [ ł ] que é ealizado com
ela ização (ele ação do
pósdo so da língua).
1.plan a, globo, lau a, inglês
2.lua, lindo,
2.lhe, lhano, lhama (lama)
oco e mui o a amen e
3. pala
3. palha
4. al o - al u a, el a – el ado,
[ ʎ ]
la e al
do so-pala al
Quan o ao pon o de a iculação, o [l] é ápico-al eola e o [ʎ] é do so-
pala al, so endo ambas um ozeamen o espon âneo. Encon amos a consoan e
la e al [ l ] como C2 de um a aque ami icado em início de pala a e em início de
sílaba não inicial. Encon amos ambas as consoan es em início de pala a e
silaba não inicial. Em im de sílaba ou pala a, só oco e [ł], que é ealizado com
ela ização (ele ação do pósdo so da língua). Es a ela ização em um e ei o
impo an e na ono á ica, pois o <l> ela izado impede a edução da ogal á ona
(RVA) à esque da.
15
O quad o 9, po sua ez, desc e e a dis ibuição das consoan es ib an es
do po uguês eu opeu quan o ao modo e pon o de a iculação e con ex os de
oco ência.
Quad o 9 – Dis ibuição das consoan es ib an es do po uguês eu opeu quan o ao modo
e pon o de a iculação, con ex os de oco ência e exemplos
3
consoan es
modo de
a iculação
pon o de
a iculação
eg as ono á icas
(con ex o de oco ência)
exemplos
[ R ]
Vib an e
múl ipla
posdo so-
u ula
1. Início de pala a só se
encon a o [R]
2. Início de sílaba não inicial
p ecedida de sílaba echada
ou ogal nasal só oco e [R]
3. P incípio de sílaba não inicial
4. Como C2 de a aque
ami icado só oco e [ɾ]
5. Fim de sílaba só oco e [ɾ]
1. ádio, ua
2. gen o, en o, is aeli a,
hon am
3. ca o, a anha
3. ca o, a anha
4. io, u a, p a o, c a o
5. e de, u gen e, anda , do
[ ɾ ]
Vib an e
simples
ápico-
al eola
Na a iculação das consoan es ib an es, oco e a ib ação de um
a iculado : o éu pala ino na a iculação do [R] e a co oa da língua na a iculação
do [ɾ]. O pon o de a iculação do [R] é posdo so-u ula , oco endo na pa e
pos e io da boca e a a iculação da consoan e [ɾ] é ápico-al eola , p oduzindo-se
na pa e an e io do canal bucal. Encon amos ambas as ib an es em p incípio de
sílaba não inicial. Po ém, em início de pala a e em p incípio de sílaba, não inicial
p ecedida de sílaba echada ou ogal nasal, só oco e [R]. Como C2 de a aque
ami icado e em im de sílaba só oco e [ɾ].
2. O Ensino e a Ap endizagem da P onúncia
Na sequência da desc ição sumá ia do sis ema onológico do po uguês,
e le imos, de seguida, sob e aspe os cen ais elacionados com o ensino-
ap endizagem da p onúncia. Assim, começando po de ini o que é a p onúncia,
enquad amos o seu ensino de um pon o de is a diac ónico, pa a, de seguida,
equaciona mos os seus obje i os, os a o es que condicionam a sua aquisição, os
3
O [ɾ] ápico-al eola é ealizada po odos os alan es da mesma manei a
O [R] pósdo so-u ula admi e a ealização [ ]
22
cada som e es a a en o a cada aço dis in i o, pa a se ap eende a mensagem
na o alidade. Em ambien es uidoso ce amen e que mui a in o mação se
pe de ia, mas, de ido a essa edundância cons i u i a, a in o mação que se pe de,
pela má pe ceção de um onema, é compensada pelos es an es onemas,
g amá ica, léxico e ecu sos não linguís icos que anspo am in o mação e
con ibuem pa a a boa comp eensão da mensagem. A impo ância da
edundância das línguas eside no ac o de ela o na a comunicação mais
e icien e. Não obs an e, se um ap enden e come e á ios e os de p onúncia, po
mui o insigni ican e que cada um seja isoladamen e, não ai p oduzi um
enunciado com um ní el de edundância al que lhe pe mi a comunica
e icien emen e em ambien es uidosos. Se, além disso, come e e os g ama icais
e lexicais, a e icácia comunica i a ica se iamen e comp ome ida. Lado (1976)
mani es a igual opinião, conside ando que, sendo as línguas conside a elmen e
edundan es, a mensagem acaba po se ansmi ida, embo a a p obabilidade de
ha e pe da de in o mação e mal-en endidos c esça com cada sinal linguís ico
que não é di e enciado.
2.4. Fa o es que condicionam a aquisição da p onúncia
Há á ios a o es que condicionam a aquisição da p onúncia. Todos os
se es humanos possuem uma ap idão na u al pa a a ap endizagem de uma
língua, que Wilkins (1972) de ine como sendo uma habilidade es á el e
pe manen e. Num ambien e de ensino/ap endizagem de uma língua es angei a,
conjuga-se es a compe ência com ou os a o es ex e nos, sendo possí el
obse a um maio ou meno sucesso no desempenho dos ap enden es em
unção das ca ac e ís icas indi iduais de cada um. Com e ei o, a ap idão pa a as
línguas pa ece se um a o de e minan e pa a o êxi o na ap endizagem e a iá el
de sujei o pa a sujei o.
De aco do com Selike (1974), quando obse amos o desempenho de
alan es es angei os, em mui os casos, e i icamos que os seus enunciados
di e em dos enunciados p oduzidos po alan es na i os, an o ao ní el oné ico
como sin á ico. Ve i ica-se uma ans e ência de língua que oco e quando há uma
in luência da língua na i a na língua-al o, po exemplo, na a iculação de alguns
sons, na al e ação da o dem dos elemen os na ase, e c. T a a-se de um sis ema
linguís ico sepa ado, baseado no ou pu obse á el num ap enden e da segunda
língua, quando es e en a p oduzi enunciados seguindo a no ma da língua-al o,
que se designa de in e língua. Quando um ap enden e en a ala a língua-al o,
a i a, numa es u u a psicológica la en e, os ês sis emas linguís icos: língua
na i a, in e língua e língua-al o. Se um alan e p ese a i ens e eg as linguís icas
da sua língua na i a na sua in e língua, quando se exp ime na língua-al o,

23
es amos, segundo Selike (1974), pe an e um mecanismo de ossilização. Mui as
es u u as in e linguís icas nunca es ão comple amen e e adicadas pa a mui os
ap enden es da língua-al o, pois são algu es a mazenadas no cé eb o e
mani es am-se em de e minadas si uações, sob e udo em momen os de g ande
ansiedade ou quando o assun o é no o pa a o ap enden e.
Odisho (2007) ejei a o e mo ossilização, po conside a que, se, po um
lado, é demasiado ígido pa a desc e e o uncionamen o do cé eb o, po ou o,
suge e uma incapacidade do adul o em melho a o seu desempenho na língua-
al o pa a além de um de e minado limi e. À len idão e à esis ência empo á ia na
aquisição/ap endizagem da segunda língua, Odisho p e e e chama ‘su dez
psicolinguís ica’, pois não ence a a ideia de que o p ocesso de ap endizagem
es agnou, mas an es que, seguindo uma o ien ação sis emá ica mul issenso ial e
mul icogni i a, odos os ap enden es pode ão, independen emen e da idade e
ap idão pa a uma boa p onúncia, melho a as suas compe ências pa a a
aquisição/ap endizagem da p onúncia da língua-al o.
Nes e con ex o, K ashen (1981) u iliza o e mo in e e ência, que conside a
se o esul ado do uso da língua ma e na como pon o de pa ida pa a a p odução
de um enunciado na segunda língua. De aco do com Newma k (1966, apud
K ashen, 1981:7):
In e e ência” não é a língua ma e na a “me e -se” nas compe ências do
ap enden e da segunda língua, mas sim o esul ado de uma “ ecaída” do
ap enden e em conhecimen os an igos, quando ainda não adqui iu
conhecimen os su icien es da segunda língua.
Kenwo hy (1987), po sua ez, enume a os á ios a o es que podem
condiciona a ap endizagem da p onúncia:
 A língua na i a
A língua na i a pode se de e minan e numa aquisição mais ápida ou mais
len a da p onúncia adequada. Há es udos compa a i os de línguas que
conseguem p e e as di iculdades que, à pa ida, um g upo de ap enden es, com
a mesma língua ma e na, ai e na ap endizagem de uma de e minada língua
es angei a. Quan o mais dis an es o em os sis emas oné ico e onológico das
duas línguas, mais exigen e se á pa a o aluno ap ende a a icula no os sons e a
ealiza combinações e con as es onémicos. O so aque do aluno ap esen a á,
em p incípio, ca ac e ís icas sono as da língua na i a. Po ém, e emos de se
cau elosos quando alamos em obs áculos à ap endizagem, pois semp e ha e á
casos que con a iam o a ás expos o, is o é, casos de ap enden es, com línguas
na i as mui o dis an es da que es ão a ap ende , mas com desempenhos mui o
24
p óximos da de um alan e na i o. Cons i uem, segundo Selike (1972), apenas
5% dos ap enden es e possuem uma compe ência que não lhes oi explici amen e
ensinada nem oi ap endida, simplesmen e adqui i am-na, passando po
p ocessos psicolinguís icos mui o di e en es dos dos ou os ap enden es.
Samuel (2010) ei e a os pos ulados de Kenwo hy (1987) quan o à
in luência da língua na i a na aquisição da p onúncia da segunda língua,
conside ando que o ap enden e il a udo o que ou e na língua-al o pelo sis ema
sono o da língua ma e na, não sendo possí el p oduzi um som que não seja
capaz de disc imina . Po ou o lado, a i ma que, ao ní el da p odução, se e i ica
igualmen e uma ans e ência das eg as e das ca ac e ís icas do sis ema sono o
da língua ma e na pa a a língua-al o. Além disso, conside a ha e pad ões de
ligação de pala as que os ap enden es desconhecem e que cons i uem um
g ande obs áculo à aquisição dos pad ões de ala da língua-al o. Po ezes, as
pala as são ligadas de al o ma que uma ase é pe cecionada pelos alunos
como se osse uma única pala a. Ve emos, na secção 2.5., que es e é um dos
aspe os ao qual o p o esso de e á da a enção no p ocesso de
ensino/ap endizagem da p onúncia. Uma ou a azão ap esen ada po Samuel
(2010) pa a as di iculdades na aquisição da p onúncia é o ac o de algumas
línguas ap esen a em uma baixa co espondência en e g a ema/som. Um
g a ema pode ep esen a á ios sons. Po isso, os ap enden es econhecem as
o mas esc i as, mas êm mui as hesi ações no momen o de as p onuncia , o que
e idencia a pe inência do ensino do sis ema onológico aos ap enden es.
 A idade do ap enden e
É uma opinião gene alizada de que a aquisição de uma p onúncia idên ica
à de um alan e na i o é condicionada pela idade em que se az a ap endizagem.
Segundo a au o a, há es udos que suge em a exis ência de um pe íodo sensí el
pa a a ap endizagem de línguas e que en e os 11 e os 13 anos oco em
al e ações biológicas no cé eb o que nos azem pe de aculdades. No malmen e,
um es angei o adul o, esiden e num de e minado país há mui os anos, é luen e
na língua desse país, com uma p o iciência ao ní el da sin axe e do léxico igual à
de um alan e na i o, embo a, ao ní el da p onúncia não ap esen e o mesmo
desempenho. A au o a e e e que alguns linguis as in igados com a ques ão da
impo ância da idade na aquisição de uma p onúncia igual à de um alan e na i o
e e ua am es udos. Uns concluí am que o a o idade é p eponde an e na boa
aquisição da p onúncia, ou os chega am à conclusão de que a idade pode não
se o único a o de e minan e.
25
 O empo de exposição à língua
Se o ap enden e i e no país onde se ala a língua que es á a ap ende ,
isso se á, sem dú ida nenhuma, mui o an ajoso pa a a ap endizagem da
p onúncia. No en an o, não bas a i e no país. É necessá io equen a
ambien es onde a língua-al o é alada e expo -se a esse con ac o, ou indo e
p a icando semp e que possí el. Nes as condições, comple amen e ime so na
ap endizagem, ce amen e que os esul ados na compe ência da p onúncia se ão
no ó ios.
 A habilidade oné ica
Sal agua dando os casos em que há uma incapacidade ísica que o
impeça, odos nós possuímos uma habilidade oné ica que nos pe mi e adqui i o
sis ema sono o da nossa língua na i a. Mesmo assim, a capacidade de
disc imina sons di e e de pessoa pa a pessoa: há pessoas que êm “melho
ou ido” pa a as línguas, sendo capazes de dis ingui e imi a os sons melho do
que ou as. Po es a azão, a habilidade oné ica é um a o que escapa ao
con olo do p o esso . Na sua a uação, de e pa i do p essupos o de que os seus
alunos es ão p o idos, como diz Kenwo hy (1987), do “equipamen o básico” e
p opo ciona -lhes uma a iedade de exe cícios que possa sa is aze as
necessidades e p omo e as habilidades de odos os ap enden es.
 A a i ude e a iden idade
Segundo a au o a, o sen ido de iden idade e o sen imen o de pe ença a
um g upo são a o es de e minan es na aquisição de uma boa p onúncia. Algumas
pessoas são mui o ece i as à no a “manei a de ala ”, al e ando-se a sua
p onúncia em pouco empo. Ou as pessoas pa ecem impe meá eis a mudanças
e, mesmo após á ios anos, ado a am somen e algumas pala as ou exp essões,
man endo inal e ada a sua “p onúncia na i a”. A au o a ci a es udos que
e ela am que se num diálogo ado a mos a “manei a de ala ” do nosso
in e locu o , es amos a mos a sen imen os posi i os em elação a essa pessoa.
Po ou o lado, ao p ocede mos g adualmen e a es as pequenas al e ações,
es amos a e i a chama a a enção pa a as di e enças.
O empo de pe manência num país é de e minan e, bem como a in enção
de eg essa ao país de o igem ou não, pa a se desen ol e um sen imen o de
pe ença a um g upo. Se a in enção é ica , p o a elmen e a p onúncia ai muda
em di eção à p onúncia das pessoas que odeiam o ap enden e. Po ou o lado,
se o sen ido de iden idade em elação ao país de o igem é mui o o e, a
elu ância em pe de a p onúncia que o iden i ique com esse país se á maio . A
26
on ade de se iden i icado como memb o de uma comunidade pode e ela -se
pela manei a como se escolhe ala .
Quando alamos de alan es es angei os, di icilmen e podemos ala do
sen ido de iden idade e do sen imen o de pe ença a uma comunidade. Po ém, a
au o a e e e es udos que comp o am que os alan es que desen ol em
sen imen os de empa ia pa a com os alan es da língua que es ão a ap ende
endem a adqui i uma p onúncia mais p óxima da do alan e na i o. O ap enden e
da língua p e ende aze pa e da no a comunidade linguís ica, sen indo in e esse
em conhece os alan es desse comunidade, bem como a sua cul u a.
 A mo i ação e a p eocupação com uma boa p onúncia
A mo i ação é, sem dú ida, um a o de e minan e. Alguns alunos êm uma
g ande p eocupação com a p onúncia, sendo mui o au oc í icos. Pedem ao
p o esso que os co ijam e hesi am ou ecusam-se a ala po não se em pe ei os
no seu desempenho. Ou os, pelo con á io, menosp ezam a sua ele ância,
a ibuem-lhe impo ância secundá ia e mos am-se pouco mo i ados pa a a sua
ap endizagem. Não êm consciência de que a manei a como alam pode
exaspe a o ou in e, impedi a comunicação ou da o igem a mal-en endidos.
2.5. Aspe os a e em con a no ensino/ap endizagem da p onúncia
Todos es es a o es de em se idos em conside ação quando se
equacionam os aspe os a conside a no ensino-ap endizagem da p onúncia.
O Quad o Eu opeu Comum de Re e ência pa a as línguas (do a an e
designado po QECR) cons i ui um documen o de e e ência pa a odos os
p o issionais ligados ao ensino das línguas. No âmbi o do p esen e es udo,
in e essa-nos e i ica o que o QECR p econiza pa a o ensino da p onúncia no
ní el A1, pelo que, na análise des e documen o, deb uça -nos-emos apenas sob e
as ques ões ligadas à oné ica e à onologia pa a o e e ido ní el de p o iciência.
Sob e es a ma é ia, o QECR iden i ica alguns p é- equisi os que os
ap enden es de em euni , ou seja, um conjun o de capacidades oné icas que
de em p é-exis i pa a ha e a aquisição de uma boa p onúncia. (QECR, 2001:
151-155):
 Capacidade de ap ende a dis ingui e a p oduzi sons desconhecidos e
esquemas p osódicos;
 Capacidade de p oduzi e encadea sequências de sons
desconhecidos;
27
 Capacidade, como ou in e, de decompo um con ínuo sono o numa
sequência es u u ada de elemen os onológicos (ou seja, di idi-lo em
elemen os dis in os e signi ica i os);
 Comp eensão do domínio dos p ocessos en ol idos na pe ceção e
p odução e aplicá eis a qualque no a ap endizagem de uma língua.
No en an o, o ac o de um alan e possui es as capacidades oné icas
ge ais não signi ica que seja capaz de p onuncia os sons de qualque língua, Daí
que o QECR (2001: 155) ecomende ao p o esso que explique ao seu aluno
semp e que o necessá io:
Que disc iminação audi i a e que capacidades a icula ó ias necessi a á ele
de e possui / lhe se ão exigidas que possua / se supõe que possua / com as
quais de e á es a p epa ado. (QECR, 2001: 155)
O p o esso de e aze o le an amen o das di iculdades dos seus alunos,
em e mos de disc iminação e p odução de sons e ajudá-los a colma a e/ou
sup imi essas di iculdades. Pos e io men e, o ap enden e de e combina es a sua
capacidade oné ica com uma compe ência comunica i a e conc e iza um sem
núme o de in enções comunica i as. No caso em es udo, in e essam as
compe ências onológica e o oépica.
De aco do com o QECR (2001: 166), a compe ência onológica implica o
conhecimen o e a capacidade de pe ceção e de p odução:
 das unidades onológicas ( onemas) da língua e a sua ealização em
con ex os especí icos (alo ones);
 dos aços oné icos que dis inguem os onemas ( aços dis in i os: o
ozeamen o, o a edondamen o, a nasalidade e a oclusão);
 da composição oné ica das pala as (es u u a silábica, sequência de
onemas, acen o de pala as, ons);
 da oné ica da ase (p osódia): acen o de ase, i mo, en oação;
 da edução oné ica: edução ocálica; o mas acas e o es,
assimilação
 da elisão.
de endo um ap enden e de ní el A1, no domínio onológico, possui as
seguin es compe ências, (QECR, 2001: 167):

28
A p onúncia de um epe ó io mui o limi ado de pala as e exp essões
ap endidas pode se en endida com algum es o ço po alan es na i os,
habi uados a lida com alan es do seu g upo linguís ico.
Po ou o lado, o QECR (2001: 167) aconselha o p o esso a explica ao
seu ap enden e, semp e que necessá io:
 que capacidades onológicas no as lhe são exigidas;
 que impo ância ela i a êm os sons e a p osódia;
 se a p ecisão oné ica e luência são um obje i o imedia o da
ap endizagem, ou se se ão desen ol idas como um obje i o de longo
p azo.
A ou a compe ência ele an e, no âmbi o do nosso abalho, é a
compe ência o oépica, que exige dos ap enden es, de aco do com o QECR
(2001: 167-168), os seguin es conhecimen os e capacidades:
 O conhecimen o das con enções o og á icas;
 A capacidade pa a consul a um dicioná io e o conhecimen o das
con enções aí u ilizadas pa a a ep esen ação da p onúncia;
 O conhecimen o das implicações das o mas esc i as, especialmen e
dos sinais de pon uação, pa a o i mo e pa a a en oação;
 A capacidade pa a esol e ambiguidades (homónimas, ambiguidades
sin á icas, e c.) em unção do con ex o;
Com es as compe ências, de e um ap enden e do Ní el A1, no domínio
o og á ico, se capaz de (QECR, 2001: 168):
… copia pala as e pequenas exp essões que lhe são amilia es… se capaz
de sole a a sua mo ada, nacionalidade e ou as in o mações pessoais des e
géne o.
No caso de o ap enden e não e ela possui es as compe ências, o QECR
(2001: 168) aconselha os p o esso es a cla i ica em o ap enden e sob e as
necessidades o og á icas e o oépicas em elação à sua u ilização das
a iedades esc i as e aladas da língua, e a necessidade em con e e ex o
alado em ex o esc i o e ice- e sa.
Apesa de, como e e imos já, o QECR se um documen o de e e ência
com linhas ge ais o ien ado as pa a odos os p o issionais en ol idos no p ocesso
29
de ensino/ap endizagem de línguas, deixa bem cla o, no seu ex o, que não
p e ende dize ao p o esso o que aze , nem como o aze , não de inindo, po
isso, obje i os a a ingi , nem me odologias a segui , pois em como obje i o
o nece :
… uma base comum pa a a elabo ação de p og amas de línguas, linhas de
o ien ação cu icula es… (…) …desc e e exaus i amen e aquilo que os
ap enden es êm de ap ende pa a se em capazes de comunica nessa
língua e quais os conhecimen os e capacidades que êm de desen ol e pa a
se em e icazes na sua a uação. (QECR, 2011: 11-12)
De ac o, não se posiciona a a o ou con a uma ou ou a abo dagem ou
me odologia de endidas pa a o ensino de línguas, assumindo an es como sua
unção enco aja odos aqueles que se in e essam po es a á ea de in es igação a
exp essa com cla eza os seus undamen os eó icos e a explici a as suas
abo dagens e p ocedimen os p á icos.
As abo dagens ado adas a ualmen e no ensino de uma segunda língua
econhecem a impo ância do ensino da p onúncia e o seu con ibu o pa a uma
comunicação e icaz. As es a égias de ensino u ilizadas são múl iplas e incluem
exe cícios de epe ição de sons, de pala as e de diálogos, bem como
ap esen ação das eg as onológicas da língua-al o, ma cação da sílaba ónica e
pad ões en oacionais. (F ase , 2000, apud Busà, 2008).
A ên ase dada a cada um des es aspe os di e e de p o esso pa a
p o esso , sendo adicionalmen e p i ilegiados os aspe os segmen ais em
de imen o dos sup assegmen ais. (Spaai and He mes, 1993; Chun, 1998;
Cunningham Flo ez, 1998; Ya es, 2001, apud Busà, 2008). O ensino concen a-se
mais na disc iminação e p odução dos sons do que na o ma como es es são
al e ados na ala, em unção da combinação de di e en es aspe os como o i mo, a
acen uação e os pad ões en oacionais. As in es igações na á ea da oné ica e da
onologia de am um g ande con ibu o pa a a desc ição da a iculação e acús ica
dos sons, sen indo-se o p o esso mais bem p epa ado pa a ensina os aspe os
segmen ais do que os aspe os sup assegmen ais da língua-al o. Em alguns
casos, o p o esso em mesmo consciência das di e enças, ao ní el segmen al,
en e a língua ma e na do aluno e a língua-al o que es á a ensina , não
acon ecendo o mesmo com os elemen os sup assegmen ais.
Po ou o lado, o econhecimen o do papel da p osódia na comunicação,
que na língua ma e na, que na língua segunda, em indo a susci a um
c escen e in e esse pelo es udo dos elemen os sup assegmen ais. Busà (2008:
167) explica:
30
A p osódia é o que cola os sons às pala as e as pala as aos enunciados, e
é a a és da p osódia que os alan es p io izam a in o mação, en a izam
alguns aspe os, escla ecem ambiguidades, expõem ou dissimulam
sen imen os e con e em sen ido a um con eúdo em de e minado con ex o.
Apesa de mui o impo an es, po ezes, os pad ões p osódicos não azem
mui o sen ido pa a um ap enden e es angei o, po isso o nam-se mui o di íceis
de adqui i . Enquan o numa aula de ensino de p onúncia é equen e ha e
exe cícios de pa es mínimos, já não é ão habi ual os alunos aze em exe cícios
de con as e de pa es mínimos p osódicos. Po es a azão, se ia bené ico,
segundo es a au o a, in oduzi no ensino da p onúncia no os mé odos que
ajudassem os alunos a melho a a comp eensão e pe ceção dos aços
p osódicos da língua segunda.
Assim, as no as abo dagens do ensino de p onúncia p ocu am da
a enção an o aos aspe os segmen ais como aos sup assegmen ais, pois es ão
cien es do con ibu o de ambos pa a uma boa comp eensão do discu so.
Explici am-se seguidamen e alguns aspe os que de em se con emplados
no p ocesso de ensino/ap endizagem da p onúncia.
 Os sons isolados – ogais e consoan es.
Pa a além de ap ende em a a icula os sons, os alunos êm de sabe
p oduzi os con as es onémicos. Po ezes, azem subs i uições de um som po
ou o que exis e na sua língua ma e na, mas que não exis e no sis ema onológico
da língua que es ão a ap ende . Se a a iculação es i e su icien emen e p óxima
da ealização de um alan e na i o, a mensagem é eiculada. Con udo, na
a iculação inco e a do som-al o pode oco e uma subs i uição po um som que
e e i amen e exis e na língua com um alo onológico. A pala a a iculada,
embo a comp eensí el pa a o ou in e, es á desadequada ao con ex o, esul ando
uma mensagem inin eligí el (Kenwo hy,1987).
 A consciência silábica.
Quando combinamos ogais e consoan es, o mamos sílabas que, po sua
ez, combinadas, o mam pala as. Do pon o de is a oné ico, não há uma
de inição de sílaba uni e salmen e acei e (Ba bosa,1994). A consciência silábica é
in ui i amen e pe ce í el na nossa língua ma e na, mas nem semp e é ão
e iden e pa a ap enden es es angei os que, po ezes, e elam di iculdades na
delimi ação das sílabas. O conhecimen o das sequências possí eis dos onemas
em cada língua e a sua dis ibuição pode á ajuda os alunos es angei os que êm
di iculdade nes a ma é ia a adqui i em consciência silábica da língua-al o.
31
 A ligação das pala as
No discu so alado, mui as ezes, não azemos pausas en e as pala as.
Passamos de uma pala a pa a a ou a, ligando os sons. Es e aspe o condiciona
a aquisição de uma boa p onúncia, pelo que não de e se esquecido no p ocesso
de ensino ap endizagem. Po exemplo, a ligação das consoan es <s> e <z> em
inal de pala a com a pala a seguin e (se es a começa po ogal, ha endo uma
al e ação do som) é pe ce í el no seguin e exemplo: <Que esum ca é?>.
 A sílaba ónica.
Todas as pala as o madas po mais do que uma sílaba êm uma sílaba
que é p onunciada com maio in ensidade. O aluno de e sabe econhece e
ma ca co e amen e essa sílaba. A inin eligibilidade de uma pala a es á, mais
ezes, elacionada com a inco e a ma cação da sílaba ónica do que com um
som inco e amen e a iculado.
 A en oação
De aco do com a nossa in enção comunica i a, ele amos ou baixamos o
om de oz, quando a iculamos de e minadas pala as na ase. P oduzimos uma
melodia - a en oação – que se ca ac e iza po uma descida e subida do om de
o ma len a, g adual ou ápida, em múl iplas combinações possí eis. Se não
comp eende mos a in enção comunica i a, a in eligibilidade da mensagem ica
comp ome ida. E e i amen e, a en oação é esponsá el, em g ande pa e, pela
in e p e ação linguís ica de um enunciado.
Segundo Wilkins (1972), ensina a en oação ap esen a-se pa a mui os
p o esso es como uma a e a di ícil po , apa en emen e, não se sis emá ica e se
e es i de aspe os idiossinc á icos. No en an o, e segundo o mesmo au o , a
en oação é sis emá ica, na medida em que odos nós comp eendemos os
di e en es pad ões de en oação. Pa ilhamos o mesmo sis ema den o de uma
comunidade linguís ica, daí consegui mos comp eende que mensagem se
p e ende eicula , a a és de uma de e minada lexão en oacional. Numa língua
es angei a não conseguimos, mui as ezes, in e p e a adequadamen e o
signi icado dos pad ões da en oação. Is o p o a que a en oação consis e num
sis ema con encionado e pa ilhado po uma mesma comunidade linguís ica,
embo a não seja ácil iden i ica as egula idades des e sis ema.
Como imos, ap esen a-se como a e a ex emamen e di ícil es abelece
um sis ema que desc e a e gene alize o signi icado dos di e en es pad ões
en oacionais. Es a di iculdade, po sua ez, inibe a p odução de ma e ial didá ico
ão necessá io a uma e e i a implemen ação des e con eúdo nas aulas de língua
38
con ex os com in o mação insu icien e pa a sup i a al a de dis inção onológica.
Nou os con ex os, es as duas ogais (/o/ - /ɔ/) não p oduzem qualque con as e
onémico, sendo a subs i uição de uma po ou a i ele an e pa a a comunicação.
Po exemplo, o <o> na pala a <Gomes> pode se a iculado /o/ ou /ɔ/,
dependendo da egião onde nos encon emos, sem se comp ome e a
in eligibilidade da in o mação.
G annie (2004) conside a undamen al que o ap enden e enha
consciência do quan o uma alha na dis inção onológica pode p ejudica a
comunicação em po uguês, ac escen ando que os ma e iais didá icos de em
“p opo ciona a exposição a enunciados ele an es em con ex os signi ica i os”.
(2004: 1)
Assim, concluímos que os e os dos ap enden es são signi ica i os que
pa a o p o esso , que pa a o ap enden e. Po um lado, o p o esso ica a sabe se
o aluno az uma análise sis emá ica do que ap endeu, se es á a a ingi os
obje i os e o que al a ap ende . Po ou o lado, come e e os é uma es a égia
u ilizada po aqueles que ap endem uma segunda língua. Os e os são
ins umen os de ap endizagem que pe mi em ao ap enden e es a as suas
hipó eses sob e a na u eza da língua que es á a ap ende (Co ne ,1967).
Pa indo da e lexão sob e ques ões cen ais elacionadas com o ensino-
ap endizagem da p onúncia em ge al, passamos à delimi ação dos sons
p oblemá icos pa a ap enden es de Po uguês Língua Es angei a (PLE), que
cons i uem, pelo acima expos o, con eúdos cen ais a desen ol e em con ex o
o mal de ensino-ap endizagem da p onúncia.
3. Sons p oblemá icos pa a ap enden es de PLE
Quando ques ionados sob e os aspe os da língua po uguesa que mais
di iculdades lhes o e ecem na ap endizagem, a espos a dos alunos é quase
in a ia elmen e a mesma: “a p onúncia”, que endo e e i -se à a iculação de
de e minados sons do nosso sis ema onológico.
Con o me e e imos na secção 2 des a undamen ação eó ica, mui as das
di iculdades dos alunos es angei os na a iculação dos sons do po uguês es ão
di e amen e elacionadas com as ca ac e ís icas do sis ema sono o das suas
línguas ma e nas. A não exis ência de alguns sons do po uguês no in en á io
sono o das suas línguas é, po ezes, a causa de algumas di iculdades. O seu
bom desempenho a icula ó io depende ambém do domínio que êm de ou as
línguas, “no qual odo o conhecimen o e expe iência se in e elacionam e
in e agem” (QECR, 2001: 24), e inalmen e, da sua ap idão na u al (Wilkins, 1972)
ou habilidade oné ica (Kenwo hy,1987).

39
No âmbi o des e ela ó io, desen ol emos um abalho pedagógico-didá ico com
um g upo de alunos, ap esen ado em de alhe na segunda pa e, no âmbi o do
qual esponde am a di e sas ques ões, en e as quais a de elenca os sons do
po uguês eu opeu que lhes o e eciam mais di iculdades (c . Anexo 1). Embo a
p ocedamos à sua análise po meno izada na segunda pa e do ela ó io, pa ece-
nos se es e momen o opo uno pa a an ecipa mos alguns esul ados, an o mais
que os compa amos com os esul ados a que Soei o (2009) e Al es (2013)
chega am no con ex o dos seus abalhos, espe i amen e Di iculdades dos
Hispano- alan es na Ap endizagem da P onúncia do Po uguês Língua
Es angei a e Di iculdades dos Falan es de Línguas Esla as na Ap endizagem da
P onúncia do Po uguês Língua Es angei a.
Apesa de as di iculdades di e i em de aluno pa a aluno e de L1 pa a L1,
há alguns sons eco en es na lis a dos sons p oblemá icos dos ap enden es de
po uguês língua es angei a, que enunciamos de seguida:
 Os sons o ais s sons nasais do po uguês eu opeu
A a iculação das ogais o ais cons i ui habi ualmen e uma di iculdade pa a
os alunos, endo [ɐ], [ɔ], [o], [ε], [e] e [ɨ] sido as ogais mais ezes e e enciadas
pelos nossos alunos (C . anexo 1).
Al es (2013) a ibui algumas di iculdades dos seus alunos esla os na
a iculação de algumas ogais do po uguês eu opeu ao ac o de o sis ema
ocálico do polaco e do usso só comp eende em ês g aus de abe u a enquan o
o po uguês eu opeu em qua o. Como o polaco não em as ogais semi echadas
[o], [e], nem a ogal semiabe a [ɐ], os alunos e elam di iculdades na a iculação
des es sons, a iculando em seu luga , espe i amen e, [ɔ], [ε] e [a]. Ao in és, os
alunos ussos não êm no seu in en á io sono o as ogais semiabe as [ε] e [ɔ],
subs i uindo-as pelas co esponden es ogais semi echadas [o] e [e], quando
alam po uguês.
Po seu lado, Soei o (2009) cons a ou que os alunos hispano- alan es
mani es a am di iculdades na a iculação de ogais o ais que não azem pa e do
sis ema onológico do cas elhano, como as semi echadas [e] e [o], a semiabe a
cen al [ɐ], bem como a ogal echada cen al [ɨ].
No quad o 10, compa ando os esul ados pa a os hispano- alan es, os
polacos, os ussos e o g upo ‘ou os’, que in eg a os nossos es udan es,
cons a amos que as únicas ogais não e e idas po nenhum g upo de alunos
como sendo di íceis de a icula o am as ogais [a], [i] e [u] po que são ogais
uni e sais, ou seja, quase odas as línguas êm es as ogais.
40
Quad o 10- Esquema das ogais o ais que o e ecem di iculdades na sua a iculação a
alan es de p o eniências á ias (ou os), hispano- alan es, polacos e ussos.
al as ou
echadas
[i]
[ɨ]
[u]
médias-al as ou
semi echadas
[e]
[ɐ]
[o]
médias-baixas
ou
semiabe as
[ε]
[ɔ]
abe as ou
baixas
[a]
an e io es
cen ais
ecuadas ou
pos e io es
ou os
hispano- alan es
polacos
ussos
As ogais nasais e os di ongos nasais ep esen am uma di iculdade ainda
maio , uma ez que mui os sis emas onológicos não êm sons nasais. Segundo
Al es (2013), o sis ema sono o usso é um deles: não possui nem ogais nem
di ongos nasais. O polaco, po sua ez, não em di ongos nasais e, quan o à
exis ência de ogais nasais, não há consenso en e os linguis as. O cas elhano
não possui ogais nasais, e elando os alunos espanhóis mui a di iculdade na sua
a iculação.
Os sons que eúnem maio consenso en e os nossos alunos, quan o às
di iculdades que o e ecem, são as ogais e os di ongos nasais. Ap esen amo-los a
segui , espe i amen e, po o dem de di iculdade: [õ], [ɐ ], [ ĩ ], [ẽ], [ũ] e [ɐ j~], [õj],
[ɐ w] e [uĩ].
 Consoan es ozeadas s não ozeadas
O ozeamen o ou não ozeamen o das consoan es oclusi as e ica i as
cons i ui um aço dis in i o no po uguês. Há línguas, po ém, que não possuem
es a oposição nas oclusi as [p]-[b], [ ]-[d] e [k]-[g], nem nas ica i as [ ]-[ ], [s]-[z] e
[∫]-[ʒ], cons i uindo a sua di e enciação uma di iculdade a icula ó ia pa a alguns
ap enden es. Po exemplo, o manda im só possui oclusi as e ica i as su das.
Po ou o lado, obse amos que os alunos indianos êm di iculdade em aze a
oposição en e as ica i as ozeadas e as não ozeadas. Também o inlandês
não possui, no seu sis ema onológico, as consoan es oclusi as sono as. Os
alunos hispano- alan es, de aco do com Soei o (2009), e elam mui as
di iculdades na ealização da ica i a lábio-den al sono a [ ], bem como nas
41
ica i as p edo so-al eola es [s] e [z] e nas p edo so-p epala ais [∫] e [ʒ] que não
conhecem da sua língua ma e na.
Os nossos alunos menciona am, como sendo di íceis de a icula , as
ica i as p edo so-p epala ais [∫] e [ʒ] e a lábio-den al sono a [ ].
 As consoan es pala ais [ʎ] e [ɲ]
As consoan es pala ais o e ecem di iculdades aos alunos ussos que não
êm es es sons na sua língua ma e na. Os polacos e os hispano- alan es apenas
êm p oblemas com a pala al la e al [ʎ]. Es e som é, igualmen e, apon ado pelos
nossos alunos como di ícil de a icula .
 A la e al ela izada [ ł ]
No po uguês eu opeu, o /l/ em inal de sílaba ou pala a ela iza. No
ques ioná io ap esen ado aos nossos alunos, es e som in eg a o g upo dos mais
di íceis de a icula , o que oi uma su p esa pa a nós.
 A oposição en e a la e al [ l ] e a ib an e simples [ɾ]
Algumas línguas não êm a oposição en e es as duas consoan es
al eola es que êm pon os de a iculação mui o p óximos. O japonês e o
manda im, po exemplo, não conhecem a ib an e simples [ɾ], a iculando os seus
alan es, quando ap endem po uguês, semp e a la e al [l].
 A oposição en e a ib an e múl ipla pósdo so-u ula [R] e a
ib an e simples ápico-al eola [ɾ]
No po uguês, es as duas ib an es êm uma unção dis in i a, o que não
acon ece em ou as línguas. Como imos an e io men e, os alunos chineses não
êm na sua língua ma e na a ib an e simples, logo não a dis inguem da ib an e
múl ipla. O mesmo acon ece com os alunos polacos e ussos, cujas línguas
ma e nas ambém não possuem uma oposição dis in i a en e as ib an es
múl ipla [R] e a simples [ɾ], e elando es es alunos di iculdades na ealização do
[ɾ]. Di iculdade semelhan e expe imen am os alunos alemães, cuja língua ma e na
não possui a ib an e simples. Com os hispano- alan es acon ece o in e so. A sua
di iculdade eside na a iculação da ib an e múl ipla posdo so-u ula [R], ausen e
do sis ema onológico do cas elhano. No en an o, podem es es alunos subs i ui-la
42
pela ib an e múl ipla ápico-al eola [ ], admissí el em po uguês nos mesmos
con ex os de oco ência.
No ques ioná io di igido aos nossos alunos, a ib an e múl ipla posdo so-
u ula [R] igu a en e as consoan es mais di íceis de a icula .
Cons i uindo os sons elencados aqueles que, no sis ema onológico
po uguês, ep esen am um maio desa io pa a os ap enden es de po uguês
língua es angei a, é undamen al conside a as me odologias de ensino da
p onúncia mais adequadas pa a a sua abo dagem em sala de aula.
4. P opos as me odológicas pa a o ensino da p onúncia
Nes e sen ido, ap esen amos nes a secção, alguns p incípios eó icos que
sus en am as di e en es me odologias p opos as na li e a u a pa a ope acionaliza
o ensino da p onúncia.
4.1. A explici ação de conhecimen os onológicos e oné icos
A con icção de que o ensino da oné ica é ele an e pa a a aquisição de
uma p onúncia adequada não é no a, pois já em 1892 o one icis a po uguês
Gonçal es Viana es a a cien e da impo ância de um alan e nacional ou
es angei o consegui dis ingui ma izes ónicos dos di e en es ala es po ugueses
quando publicou a Exposição da P onuncia No mal Po uguesa pa a uso de
Nacionaes e Es angei os. Nes a ob a, o au o desc e e e classi ica
minuciosamen e os sons da língua po uguesa, azendo um le an amen o
exaus i o e ex enso de cada uma das ogais - o ais e nasais - e consoan es do
po uguês eu opeu. Chamamos a a enção pa a um pequeno pa ág a o des e
abalho pela pe inência que em pa a o nosso abalho:
Denomina-se pe mu ação a mudança ou con e são de um som em ou o.
São as pe mu ações de e minadas em ge al pela lei denominada do mínimo
es o ço, a qual az que se acili e quan o possí el a p onunciação, endo essa
acili ação po único impedimen o e limi e a comp ehensibilidade, pois que
odos alam pa a se em en endidos. (Gonçal es Viana,1892: 24)
Nes as pala as, Gonçal es Viana ad e e os alan es po ugueses e
ap enden es es angei os pa a um enómeno que oco e na língua alada, a
al e ação dos sons em unção do con ex o em que se encon am, e ale a-os pa a
o ac o de es a al e ação pode comp ome e a comp eensão da mensagem. A
úl ima pa e do echo acima ci ado co obo a um p incípio sob e o qual há
unanimidade en e os á ios au o es que, mui o depois Gonçal es Viana, se
43
p eocupa am com as ques ões da p onúncia e com o p incípio da in eligibilidade
da mensagem. Gonçal es Viana não podia es a mais ce o, quando diz que “…,
pois que odos alam pa a se em en endidos” (Gonçal es Viana,1892: 24).
Como já e e imos, é undamen al que os alunos es angei os conheçam o
sis ema de sons da língua-al o, saibam como são p oduzidos pelos alan es e
pe cebidos pelos ou in es. Po ou o lado, é essencial que econheçam na
in inidade de combinações possí eis de sons, aqueles que cons i uem unidades
mínimas dis in i as po ado as de signi icado. A combinação des as duas
compe ências pe mi i á ao alan e ansmi i e ecebe mensagens que é o obje i o
p incipal de quem ap ende uma língua es angei a.
Po es a azão, é de oda a ele ância que, du an e a sua ap endizagem,
os ap enden es de uma língua es angei a adqui am noções básicas de oné ica e
onologia. Es as noções básicas comp eendem, en e ou os con eúdos, a
ap endizagem e u ilização do Al abe o Foné ico In e nacional – IPA – do inglês
In e na ional Phone ic Al abe . Es e al abe o é pe manen emen e a ualizado e
inclui símbolos e diac í icos que pe mi em ep esen a g a icamen e odas as
línguas conhecidas, endo como p incípio básico se uní oco, pois cada símbolo
ep esen a apenas um som e cada som só pode se ep esen ado po esse
mesmo símbolo.
No ensino de línguas es angei as, a u ilização do al abe o pode ajuda os
alunos a desc e e em os sons que lhes são desconhecidos. Uma ez que a
elação en e a esc i a e o o al é a bi á ia nas di e en es línguas, sem a ajuda do
al abe o os alunos pode iam a ibui a uma de e minada o og a ia o som que na
sua língua lhe co esponde. No anexo 2, ap esen a-se uma lis a elabo ada po
Veloso (2011) com os símbolos do al abe o oné ico in e nacional, usados na
ansc ição oné ica do po uguês.
Pago o de Souza (2009: 37) co obo a es as pala as, conside ando
impo an e que os alunos ap endam oné ica quando es udam uma língua
es angei a, pa a des aze em a elação equí oca que es abelecem en e a g a ia
de uma pala a e o seu som: “Ao es uda a oné ica, o aluno ai pe cebe que a
manei a como ele ac edi a que seja o som de uma pala a pode não co esponde
ao seu som e dadei amen e.”
Embo a Danse eau (1995, apud Mille , 2012) não ecomende o uso do
al abe o oné ico in e nacional nos ní eis mais baixos da ap endizagem de uma
língua es angei a, p e e indo a elação le a/som po conside a se demasiada
in o mação não amilia pa a os alunos, p econiza o uso dos símbolos oné icos
nos ní eis mais a ançados. Conside a que alunos com conhecimen os de oné ica
não desen ol em maus hábi os de p onúncia, ap endendo não só a p onuncia
melho , mas ambém a ou i melho . Tais alunos desen ol em hábi os de
disc iminação audi i a mais e icazes. Mille (2012) disco da de Danse eau,

44
conside ando que o uso de símbolos oné icos nos ní eis de iniciação em um
e ei o posi i o na compe ência pe ce i a.
No seu a igo a P esença da Foné ica e Fonologia no Ensino do
Po uguês, Veloso (2002) ece algumas conside ações sob e a in odução des as
disciplinas no ensino básico e secundá io. Apesa de se um es udo o ien ado
pa a o ensino do po uguês como língua ma e na, pode -se-iam ala ga as suas
e lexões ao ensino do PLE, pois os ap enden es des a disciplina necessi am de
igual modo de sabe sepa a os aspe os ónicos dos g á icos e pa a isso é
impe ioso abalha
… de o ma a en a, minuciosa, insis en e, de alhada e con inuada, aspe os
ligados à sua sensibilidade audi i a, le ando-os a ape cebe em-se, de o ma
conscien e, dos aspe os musicais, ónicos e í micos da linguagem, azendo
com que ap endam a explo a , em consequência dessa consciencialização,
aspe os como a di e ença en e som e esc i a ou as elações de semelhança
e dissemelhança oné ica en e pala as… .(Veloso, 2002: 234).
Ve emos a segui alguns dos a gumen os eó icos e me odológicos,
ap esen ados po es e au o a a o do ensino p ecoce de noções básicas de
oné ica e onologia no ensino básico e secundá io, que êm eco no ensino do
po uguês língua es angei a:
 A onologia é uma componen e da língua
Na e dade, na aula de po uguês língua es angei a em-se, em eg a,
negligenciado ou elegado pa a segundo plano o ensino de noções de oné ica e
onologia, con inando-se o ensino da g amá ica aos aspe os mo ossin á icos.
 A sensibilidade onológica pode ajuda a despis a / emedia ce os
p oblemas de o og a ia
Se nos ní eis mais baixos do ensino de po uguês língua es angei a se
desen ol e nos alunos, p ecocemen e, uma sensibilidade pa a a exis ência de
um plano ónico e ou o esc i o da língua, mui os e os o og á icos pode ão se
e i ados.
 A sensibilidade pa a os aspe os oné icos e onológicos pode
ajuda os alunos a despe a pa a a a iação diale al, sociole al e
idiole al
Nos ní eis mais baixos, julgamos se p ema u o ale a os alunos pa a as
a iedades linguís icas p óp ias de uma egião, g upo social ou indi íduo. No
en an o, conside amos que nos ní eis mais a ançados os alunos de em se ,
45
p og essi amen e, sensibilizados pa a es as a iações linguís icas e a isados das
a iações oné icas da mesma pala a. Os alunos mais a en os, quando in e agem
com alan es na i os, econhecem es as a iações, ques ionado, po ezes, o
p o esso sob e es a ma é ia.
 Nas aulas de língua es angei a é ei o equen emen e apelo di e o
e explíci o a ac os de na u eza oné ica e onológica
Quando ap endem os sons da língua, os alunos são expos os a uma
p á ica explíci a de na u eza a icula ó ia, en ando em con ac o com combinações
onológicas, sem co elação ou inexis en es no in en á io onológico da sua língua
ma e na. É nes e con ex o que o p o esso explici a concei os do âmbi o da
oné ica e da onologia, u ilizando uma me alinguagem especí ica. É undamen al
que o aluno en enda que a oné ica se concen a no es udo dos sons, das suas
ca ac e ís icas acús icas, pe ce uais e como são p oduzidos pelos ó gãos
a iculado es, enquan o a onologia em como oco as eg as linguís icas
onológicas usadas pa a especi ica a manei a na qual os sons são o ganizados e
combinados em unidades signi ica i as pa a o ma sílabas, pala as e ases
(Small, 2005, apud Pago o de Souza, 2009).
F equen emen e é na aula de língua es angei a, e não na aula de língua
ma e na, que o aluno se amilia iza e adqui e um domínio básico des es concei os.
De ac o, os dicioná ios de língua es angei a e, ecen emen e, os de língua
po uguesa incluem equen emen e indicações ela i as à p onúncia das
pala as, nomeadamen e com ecu so à ansc ição oné ica;
Concluindo, pa ece-nos, de ac o, de g ande u ilidade o ecu so aos
símbolos oné icos como auxilia de es udo na aquisição dos sons e uma
e amen a essencial pa a quem que ape eiçoa a p onúncia de uma língua
es angei a. Julgamos que o ensino dos símbolos oné icos, baseado no IPA
(In e na ional Phone ic Al abe ) de e se ei o de o ma aseada e coincidi com o
momen o em que o p o esso in oduz cada um dos sons, exempli icando a
espe i a a iculação. O conhecimen o dos símbolos oné icos pode á se uma
mais- alia na sala de aula quando o p o esso ensina pala as no as, com sons
desconhecidos ou de a iculação di ícil, bem como no es udo indi idual dos
alunos, na consul a de pala as no as no dicioná io e na ap endizagem de
qualque no a língua es angei a.
4.2. O ensino da p onúncia em con ex o de sala de aula
Conscien es do impo an e con ibu o da oné ica e da onologia pa a o
ensino explíci o da p onúncia na aula de língua es angei a, ap esen a-se de
46
seguida as ques ões que se colocam na de e minação das p io idades
pedagógicas e das abo dagens de ensino mais e icazes.
Ensina p onúncia não é uma a e a ácil po inúme as azões. Fal am
o ien ações p ecisas ela i amen e a: O que ensina ? Quando ensina ? Como
ensina ? (De wing e Foo e, Ewe , e Lids e , 2011, apud Da cy, L, 2012). De e o
p o esso concen a -se nos aspe os segmen ais ou sup assegmen ais? E em que
medida? (De wing, Mun o e Wiebe, 1998; Jenne , 1989; P a o , 1971; Zielinski,
2008; Ewe , D. e Lids e , R., apud Da cy, I. 2012). Uma ou a ques ão que se
le an a é: Como abo da a ques ão da pe ceção e da p odução?
Embo a haja unanimidade na li e a u a sob e a sua impo ância da
aquisição de uma boa p onúncia, al am o ien ações cla as pa a a o mação de
p o esso es e pa a a p odução de ma e ial didá ico ap op iado. Po ou o lado,
oco e, com alguma equência, alunos e ela em um bom desempenho
a icula ó io, num con ex o con olado, que desapa ece quando a sua a enção se
i a pa a o signi icado das pala as (Bowen, 1972, apud Da cy, Ewe & Lids e ,
2012). Uma ou a di iculdade com a qual os p o esso es se depa am é a
adequação das a i idades de ensino de p onúncia ao ní el de p o iciência dos
seus alunos. Na ealidade, mui os ma e iais des inam-se a ap enden es de ní eis
mais al os.
Segundo Bes & Tyle (2007, apud Da cy, Ewe & Lids e , 2012),
p opo ciona aos alunos uma ap endizagem p ecoce da p onúncia da segunda
língua, pe mi e-lhes bene icia ao máximo da exposição à língua-al o. Pa a
ap enden es que iniciam a ap endizagem da segunda língua em idade adul a, é
no p imei o ano que se e i ica um olume de ap endizagem maio ao ní el da
compe ência pe ce ual e oné ica, sendo a p onúncia mais moldá el nos p imei os
meses de ap endizagem. Po es a azão, de e o ensino da p onúncia se
implemen ado no ní el de iniciação e não ese ado aos ní eis de ensino mais
ele ados.
Segundo Mun o & De wing (2005), nume osos es udos comp o am que
mui as di iculdades na p odução êm o igem em p oblemas de disc iminação,
suge indo que um eino de pe ceção audi i a adequado pode melho a
au oma icamen e a p odução. Ci a a es e p opósi o um es udo que mos a que,
quando alan es japoneses são expos os a um eino de disc iminação audi i a do
/ɾ/ e do /l/, a sua p odução pode melho a ins an aneamen e sem que an es
enham sido subme idos a um eino a icula ó io. Es e es udo em con i ma que
na sala de aula de em se p i ilegiadas a i idades de pe ceção, ais como
exe cícios de disc iminação e iden i icação de sons.
G annie (2004) conco da com es a posição, ealçando a ideia de que o
ap enden e em de es a con ic o da impo ância da p op iedade onológica
dis in i a pa a que consiga desen ol e a pe ceção de uma unção onológica na
47
língua-al o que não exis a na sua língua ma e na. Além disso, é necessá io
p opo ciona -lhe um con ac o com enunciados que exempli iquem a língua alada
pa a que ele possa e ina a sua audição e adqui i consciência da na u eza
oné ica dos sons que es ão na base da dis inção onológica.
Mui as ezes, de ido à in luência da língua ma e na, o ap enden e en a
p oduzi enunciados, an es mesmo de e adqui ido conhecimen os su icien es na
língua-al o. A es e espei o, K ashen (1981) e e e á ios es udiosos que
suge i am se mui o bené ico p opo ciona a odos os que es ão adqui i uma
segunda língua “um pe íodo de silêncio”, du an e o qual pode iam cons ui uma
compe ência adqui ida a a és de uma escu a a i a.
G annie (2004) é apologis a des a abo dagem, de endendo que a
me odologia a ado a , no ensino da p onúncia do po uguês a hispano- alan es,
de e se “especial”. Conside a que o mé odo comunica i o, ão em oga no
ensino a ual, de e, numa p imei a ase, e menos p imazia e da luga a um
“pe íodo de ( ela i o) silêncio” no sen ido de e i a a ixação da onologia da língua
ma e na na língua-al o. É ainda de opinião que se de e da ên ase a a i idades
de lei u a e esc i a e que es a es a égia não in iabiliza o sucesso na p odução
o al, desde que a pe ceção audi i a, a alo ização das dis inções onológicas do
po uguês com ecu so a exe cícios de oné ica, a ap endizagem da elação
g a ia/p onúncia, azendo-se lei u a em oz al a e a au omoni o ização da
p odução o al sejam abalhados e consolidados. E e i amen e, po ha e , desde
o p imei o momen o da ap endizagem, um g au de in e comp eensão mui o
ele ado en e po ugueses e hispano- alan es, es es exe cem a sua compe ência
comunica i a, dando o igem, segundo A asano (2009), a uma ossilização de
e os num es ádio da ap endizagem mui o p ecoce. Desen ol em um no o
sis ema linguís ico denominado po unhol, no qual p ese am mui as
ca ac e ís icas oné icas e sin á icas da sua língua ma e na.
Po sua ez, Mille (2012) ad oga que a abo dagem comunica i a em sala
de aula não é incompa í el com o ensino da p onúncia. A combinação das
p á icas comunica i as com a i idades de disc iminação audi i a e p odução o al
se ia, de aco do com a au o a, mui o bené ica pa a os ap enden es p incipian es.
Es a a iculação de con eúdos da ia aos ap enden es a opo unidade de ou i em e
ala em desde o p imei o momen o da sua ap endizagem, assim como de
comp eende em o signi icado de “in eligibilidade” e a sua unção dis in i a em
a i idades de p onúncia com exe cícios de disc iminação.
Caglia i (1978 apud Pago o de Souza, 2009) de ende que odo o ensino de
língua es angei a, no que diz espei o à aquisição de uma boa p onúncia, de e
começa po um eino oné ico de p odução (pe o mance) e de econhecimen o
(ea - aining) dos sons da língua, sem p eocupação com o ensino da língua em si
na p imei a ase do eino oné ico. O au o conside a se undamen al que, an es
54
uma o ma mais ápida e ala gada. É um ins umen o acili ado da ap endizagem,
podendo unciona como ma e ial didá ico complemen a ao ensino em sala de
aula. De aco do com o p og ama que leciona e das necessidades dos seus
alunos, que equen emen e e elam i mos de ap endizagem di e en es, o
p o esso pode c ia con eúdos adicionais que pe mi em aos alunos sedimen a
conhecimen os adqui idos em con ex o de sala de aula. O aluno, po sua ez,
a ança ao seu p óp io i mo num es udo mais indi idualizado, no qual em
au onomia pa a seleciona os con eúdos que p e ende e e e p a ica mais. O
compu ado dá-lhe um eedback posi i o ou nega i o, de aco do com os seus
ace os, e não se e i icam cons angimen os po causa dos e os, podendo
epe i os exe cícios as ezes que conside a necessá ias.
De ido ao ele ado núme o de ap enden es de inglês, Bañados (2006)
desen ol eu, na Uni e sidade de Concepción, no Chile, uma expe iência com
ecu so ao CALL (Compu e Assis ed Language Lea ning), que consis iu na
implemen ação de um cu so de ensino/ap endizagem de inglês em modalidade de
b-lea ning. Es e p og ama de ensino/ap endizagem de inglês, com ecu so às
ecnologias de in o mação e comunicação, que designa am de Communica i e
English P og am é compos o po 4 módulos com a du ação o al de 2 anos le i os.
Cada módulo p e ê, ap oximadamen e, 100 ho as de a e as in e a i as de
ap endizagem, dis ibuídas ao longo de 15 semanas e isa do a os alunos de
compe ências linguís icas di ecionadas, sob e udo, pa a a comunicação em
si uações eais, sendo espe ado que no inal do p og ama sejam a ingidos os
ní eis B1 ou mesmo B2, no caso dos mais es o çados.
O Communica i e English P og am p e ê as seguin es alências de
ensino/ap endizagem: a) abalho independen e do aluno, le ado a cabo na
pla a o ma da uni e sidade c iada pa a es e e ei o e concebido como o supo e
p incipal do Communica i e English P og am, b) aulas p esenciais com o
p o esso de inglês que ambém e a o seu u o da componen e online, c)
moni o ização pelo mesmo p o esso do abalho ei o online e d) aulas semanais
de con e sação com alan es na i os de inglês.
Na o igem des e p og ama es i e am alguns concei os undamen ais como
a exposição mul imodal a um inpu da segunda língua, um inpu melho ado,
con eúdos adap ados às necessidades dos alunos, e in e ação (aluno-
compu ado , aluno-aluno e in apessoal) que se conc e izam pela execução de
a e as de ap endizagem indi iduais e em g upo às quais é dado um eedback
posi i o e co e i o.
A a aliação das compe ências o ais é ei a, en e a en e, em que é
pedido a dois alunos que in e ajam numa dada si uação. As ou as compe ências
passí eis de se em co igidas au oma icamen e pelo sis ema, ais como

55
comp eensão audi i a, disc iminação audi i a, lei u a, ocabulá io, são a aliadas
online com ecu so aos quizes.
Nes a expe iência-pilo o pa icipa am 39 alunos, que se insc e e am na
p imei a ap esen ação do módulo 1. C ia am-se ins umen os pa a pode em se
a aliados, po um lado, o impac o de odo o Communica i e English P og am nas
compe ências linguís icas dos alunos e po ou o lado, o g au de sa is ação dos
alunos com o p og ama. A a aliação dos p og essos linguís icos dos alunos oi
ei a a a és da compa ação dos esul ados ob idos no es e de diagnós ico,
e e uado no início do p og ama, com os esul ados do es e inal no im do
semes e. O g au de sa is ação dos alunos com o p og ama oi a aliado a a és
de um inqué i o.
Segundo a au o a des e p og ama, os esul ados ob idos mos am,
indiscu i elmen e, que as á ias compe ências linguís icas dos alunos melho a am
signi ica i amen e e que o g au de sa is ação dos alunos com o Communica i e
English P og am é ele ado.
Os esul ados des a expe iência-pilo o sus en am o sucesso do modelo
educa i o b-lea ning e cons i uem, segundo a au o a, uma ecompensa pa a a
equipa que du an e 4 anos abalhou e se es o çou pa a c ia um ambien e de
ap endizagem de línguas mul imédia, in e a i o online.
En e as aplicações c iadas pa a abalha as compe ências o ais,
desen ol e am-se aplicações especi icamen e pa a o ensino da p onúncia, as
chamadas CAPT (Compu e Assis ed P onuncia ion T aining). O obje i o des as
aplicações é p opo ciona ao ap enden e uma ap endizagem indi idualizada, num
ambien e p i ado, li e de s ess com um e o no imedia o do seu desempenho ao
ní el da p onúncia. As e amen as desen ol idas pe mi em a g a ação e
digi alização de enunciados o ais espon âneos e au ên icos e de am um con ibu o
alioso às in es igações no domínio da ala, o necendo ma e ial pa a o
desen ol imen o de aplicações des inadas ao ensino da p onúncia.
Po ou o lado, desde há mui os anos êm indo a se usados nas
uni e sidades sis emas de ha dwa e e so wa e em expe iências oné icas com o
obje i o de analisa as p op iedades ísicas (acús icas, a icula ó ias,
ae odinâmicas e pe ce uais) dos sons da ala. No passado, de ido aos ele ados
cus os, es es sis emas e am apenas usados em labo a ó ios uni e si á ios. Hoje
em dia, po ém, em-se e i icado uma edução dos cus os com o so wa e, o que
já pe mi e aloja e analisa dados da ala em qualque compu ado ixo ou po á il
e e e ua exe cícios de disc iminação audi i a de di e en es sinais sono os.
Algumas dessas e amen as, que pe mi em aze análise dos dados da
ala, são ap esen adas po Busà (2008):
56
— O P aa , desen ol ido po Paul Boe sma e Da id Weenink do
Ins i u o das Ciências Foné icas da uni e sidade de Ames e dão e
disponí el em h p://www.p aa .o g, é um p og ama g a ui o com
mui a acei ação;
— O ToBi, desen ol ido no depa amen o de linguís ica do es ado de
Ohio po Ma y E. Beckmann e os seus colabo ado es e que pode
se isi ado em h p://171www.ling.ohio-s a e.edu/~ obi/, é mui o
usado pa a ansc e e es u u as en oacionais e p osódicas de
enunciados o ais;
Ainda que o con ibu o des es p og amas seja mui o alioso pa a o es udo
e desc ição da p osódia da ala, é mui o di ícil chega a um “modelo s anda d”
pa a a ep esen ação p osódica, uma ez que o sis ema exige a adap ação a uma
língua ou a um diale o especí icos e em, da mesma o ma, de se adap ado ao
ipo de in es igação de uma de e minada equipa de in es igação. De o ma ge al,
as in es igações na á ea do ensino de línguas p ocu a am o mas de usa os
a anços ecnológicos em seu bene ício. Mui as aplicações êm indo a se
desen ol idas pa a ins di e en es, endo, segundo a au o a, p oduzido bons
esul ados. O econhecimen o au omá ico da ala cons i ui a base de um g ande
núme o de aplicações des inadas a melho a a p onúncia. Nos sis emas ípicos de
econhecimen o au omá ico de ala, a p onúncia de um alan e de segunda língua
é compa ada com a p onúncia de uma alan e na i o, os ap enden es são
in o mados dos seus e os e co igidos em con o midade. Os p og amas de
econhecimen o da ala são usados no ensino de p onúncia, que em aulas
indi iduais, que em aulas de g upo. (Kim, F anco e Neumeye , 1997; T uong,
Ne i, Cucchia ini, S ik, 2004; T uong, Ne i, de We , Cucchia ini, S ik, 2005, apud
Busá, 2008). Nes as aplicações, os ap enden es ou em amos as de ala de
alan es na i os, epe em e g a am as suas p oduções, compa ando-as,
pos e io men e, com os modelos dos alan es na i os. (Wachowicz e Sco , 1999,
apud Busá, 2008). Fluency é um p og ama desen ol ido po Eskenazi (e.g.,
1999a, apud Busá, 2008) no Ins i u o de Tecnologia da Linguagem na
Uni e sidade de Ca negie Mellon, na Pensil ânia, que dá suges ões isuais e
audi i as ao seu u ilizado sob e a o ma como de e a e co igi os seus e os de
p onúncia, an o ao ní el segmen al como sup assegmen al.
Apesa de odos os a anços ecnológicos e do seu alioso con ibu o pa a
o ensino da p onúncia e do ac o de es e ipo de abo dagem, ao con á io da
con encional, pode aumen a o po encial de ap endizagem dos alunos, Busá
(2008) salien a a impo ância do papel do p o esso , que con inua a se o melho
modelo, o melho a aliado e o melho co e o do desempenho dos ap enden es.
57
Re e indo o po encial das di e en es modalidades de ensino-
ap endizagem, salien a que as aulas p esenciais cons i uem um “po o segu o”
pa a o aluno, possibili ando um con ac o pessoal com o p o esso , que o mo i a,
o ien a na ap endizagem e lhe escla ece odas as dú idas, e o ça posi i amen e
a sua ap endizagem e dá-lhe um e o no do seu desempenho. No que diz espei o
à ap endizagem online desen ol e-se num ambien e que é do ag ado dos alunos
e no qual se mo em com bas an e à- on ade, pe mi indo a u ilização de ecu sos
mul imédia, in e a i os e a aen es, que dinamizam e acili am o p ocesso de
ensino/ap endizagem.
Sem que e mos menosp eza o papel p eponde an e do p o esso ,
conside amos inegá el o alioso con ibu o das no as ecnológicas no p ocesso
de ensino/ap endizagem de línguas. Pa ece-nos, po isso, que a modalidade b-
lea ning, u ilizada com sucesso na expe iência an e io men e ap esen ada, pode á
cons i ui um pa adigma educa i o bas an e e icaz, uma ez que pe mi e a
combinação e a iculação de con eúdos en e as componen es p esencial e online.
58
PARTE II – Abo dagem Pedagógico-Didá ica
59
Na pa e dois des e ela ó io, in i ulada ‘abo dagem pedagógico-didá ica,
implemen amos um p oje o de ensino da p onúncia ealizado na modalidade b—
lea ning, endo como supo e da in e enção p á ica os concei os ope a ó ios
es abelecidos no con ex o da undamen ação pedagógica desen ol ida na pa e
um des e ela ó io. Nesse sen ido, começamos po ealiza a ca ac e ização do
cu so e dos seus pa icipan es, desc e endo depois o uncionamen o do cu so nos
p incípios eó ico-me odológicos e p á icos, a que se seguem os pa âme os pa a
a sua a aliação. O mesmo modelo de ap esen ação do cu so e do abalho
desen ol ido é aplicado à sua modalidade p esencial. No que se e e e ao obje o
de es udo p op iamen e di o, é desc i o nas suas di e en es ases o es udo de
caso ealizado.
1. Ca ac e ização do cu so e dos es udan es
Pa a a ca ac e ização do cu so e dos es udan es, é undamen al e em
conside ação a es u u a do cu so e o pe il dos pa icipan es.
1.1.Es u u a do cu so
O cu so que es á na base do abalho ap esen ado nes e ela ó io,
designado po EILC - E asmus In ensi e Language Cou se, in eg a-se no Li elong
Lea ning P og am, e e luga na Faculdade de Le as da Uni e sidade do Po o
en e o dia 6 de janei o e o dia 7 de e e ei o de 2014, sendo sua inalidade
cen al do a es udan es es angei os do P og ama E asmus sem quaisque
conhecimen os p é ios da língua po uguesa de compe ências linguís icas e
cul u ais básicas equi alen es ao ní el A1 (de aco do com o QECR). O cu so e e
adu ação de cinco semanas e di idiu-se em duas componen es: uma componen e
online e uma componen e p esencial, pe azendo um o al de 96 ho as.
A componen e online, que p ecede a componen e p esencial, e e a du ação
de duas semanas e ealizou-se na pla a o ma de e-lea ning Moodle da
Uni e sidade do Po o, exigindo-se aos alunos pa icipan es um núme o mínimo
de 20 ho as de abalho.
A componen e p esencial, com a du ação de ês semanas, englobou:
 60 ho as le i as em sala de aula;
 8 ho as de sessões de labo a ó io pa a eino a icula ó io;
 8 ho as de sessões de ka aoke.

60
Além da pa e le i a acima e e ida, es e cu so o e ecia uma componen e
cul u al que comp eendeu:
 2 isi as guiadas ao Po o;
 1 isi a guiada a Guima ães;
 1 isi a guiada a B aga.
1.2. Pe il do g upo
O g upo, inicialmen e cons i uído po eze elemen os, ca ac e izou-se po
uma g ande di e sidade no plano linguís ico e cul u al. Reuniu es udan es
p o enien es da Alemanha, Eslo áquia, Finlândia, Hung ia, Le ónia, República
Checa e da Tu quia. As á eas de es udo e am ambém di e si icadas: A qui e u a,
Ciências Sociais, Di ei o, Engenha ia, Geog a ia, Ges ão, Medicina, Nu ição,
Relações In e nacionais. O ní el e á io oscilou en e os 21 e os 29 anos. Todos
possuíam conhecimen os da língua inglesa, o que nos pe mi iu, em si uações
pon uais, eco e a es a língua como um elemen o acili ado da comp eensão.
(C . anexo 3, pe il académico e linguís ico dos alunos). A aluna u ca deixou de
equen a as aulas po e ul apassado o núme o de al as pe mi ido e o aluno
alemão desis iu na segunda semana po e de eg essa ao seu país pa a ealiza
exames na sua aculdade, pelo que, no inal do cu so, ha ia onze alunos.
2. A componen e online
Os es udan es que acabamos de ca ac e iza ealiza am a componen e do
cu so em egime de ensino a dis ância nas p imei as 20h que lhe o am a ibuídas.
Ap esen amos seguidamen e a sua o ganização, uncionamen o, obje i os,
p og ama, a i idades e exe cícios e a aliação.
2.1. O ganização
A componen e online ealizou-se en e os dias 6 e 17 de janei o de 2014,
com a maio pa e dos alunos pa icipan es ainda a esidi nos seus países.
Duas semanas an es do início do cu so, o am en iadas aos alunos as
espe i as c edenciais pa a acede em à pla a o ma. E a impo an e, po um lado,
que se amilia izassem, g adualmen e, com a pla a o ma e, po ou o, e i icassem
se oco iam p oblemas écnicos no acesso. T a ando-se de jo ens es udan es
uni e si á ios, amilia izados com as no as ecnologias, não mani es a am
qualque di iculdade em usa a pla a o ma.
61
P ocu ando an ecipa algumas dú idas, oi-lhes en iado um email a explica ,
em de alhe, os obje i os do cu so e como unciona ia. Fo am, igualmen e,
eme idos pa a a pla a o ma Moodle onde já es a am disponibilizadas odas as
in o mações ela i as ao cu so online, ao cu so p esencial e à a aliação inal.
Seguindo as nossas indicações e o modelo ap esen ado, ize am a sua
ap esen ação, em inglês, dando algumas in o mações de ca á e pessoal e
académico.
2.2. Funcionamen o do cu so
No cu so online é ei a uma abo dagem aos sons do po uguês eu opeu em
24 módulos de ap endizagem, a que co espondem 24 exe cícios com 40
pe gun as cada. Alunos es angei os, sem quaisque conhecimen os da língua
po uguesa, ap endem a p onuncia os sons do po uguês e a dis ingui a sílaba
ónica das pala as, an es de inicia em a sua ap endizagem o mal. Todas as
ins uções são dadas em po uguês e em inglês.
À segunda- ei a e à qua a- ei a e am disponibilizados aos alunos 6
módulos de ap endizagem que unciona am como “aulas” onde os di e en es sons
do po uguês e am ap esen ados, con ex ualizados e exempli icados com ecu so
ao áudio. (C . anexo 4 calendá io do cu so online e, noanexo 5, os con eúdos de
ap endizagem). Os alunos acediam, ou iam e epe iam os con eúdos as ezes
que conside assem necessá ias e ap o ei a am esse momen o pa a adqui i em
ocabulá io, como po exemplo, os nomes dos dias da semana, dos meses do
ano, das co es, dos núme os a é 20, de algumas peças de es uá io, de p odu os
alimen a es, nomes, e bos, adje i os e ad é bios.
Num segundo momen o, já após o es udo dos con eúdos de
ap endizagem, os alunos inham de execu a um conjun o de exe cícios de
ipologia di e sa com is a ao eino, sis ema ização e assimilação dos sons, das
pala as e de algumas pequenas ases que inham ap endido, an e io men e, nos
con eúdos de ap endizagem. (C . anexo 6: exe cícios desen ol idos no Moodle
pa a o cu so online)
Tal como os con eúdos de ap endizagem, ambém os exe cícios podiam e
de iam se epe idos endo em is a a consolidação de conhecimen os.
À medida que se a ança a nos con eúdos, ecupe a am-se e eu iliza am-
-se os sons e as pala as de “aulas” an e io es.
T a ando-se de um cu so online, os alunos inham uma g ande au onomia
na ges ão do seu empo de es udo. Ainda assim, acompanhámos dia iamen e o
abalho e semp e que comunicá amos com eles mani es á amos a nossa
disponibilidade pa a os ajuda . Qualque dú ida que pudesse su gi , elacionada
62
com os con eúdos de ap endizagem, podiam escla ecê-la no cha semanal,
p e iamen e agendado, coloca uma mensagem no ó um da pla a o ma Moodle
ou en ia -nos um email. Os alunos sabiam que es á amos p esen es e mui o
a en os à sua pa icipação e desempenho no cu so online.
2.3. Obje i os
À de inição de es a égias e c iação de con eúdos es i e am subjacen es os
seguin es obje i os:
i) dis ingui a sílaba ónica das pala as do po uguês eu opeu, ma cada ou
não g a icamen e;
ii) consciencializa -se pa a os sons do po uguês eu opeu, a a és do
desen ol imen o de compe ências ao ní el da disc iminação de um som
isolado, uma sílaba ou uma pala a; e ao ní el da p odução de um som
isolado, uma sílaba ou uma pala a;
iii) Adqui i ocabulá io.
De ac o, julgamos se impo an e que os alunos enham consciência dos
sons. Conco damos com Odisho (2007) quando a i ma que não pode á ha e uma
p á ica e icaz se não hou e uma ans o mação de hábi os ísicos em hábi os
cogni i os e que os sons só es a ão au oma izados e ecupe á eis, semp e que o
ap enden e deseja , se o em p ocessados pelo cé eb o e ica em e idos na
memó ia a longo p azo.
2.4. P og ama
Não nos oi ácil de ini o p og ama, decidi como e po que o dem
ap esen a os sons do po uguês no cu so online. Sabíamos o que que íamos
ensina e conco damos com Caglia i (1978 apud Pago o de Souza, 2009) quando
a i ma que odo o ensino de língua es angei a, no que diz espei o à aquisição de
uma boa p onúncia, de e começa po um eino oné ico de p odução e
econhecimen o de sons da língua, sem ha e uma p eocupação com o ensino da
língua em si mesma. No en an o, imo-nos pe an e as dú idas ão bem exp essas
em (De wing & Foo e; Ewe & Lids e , 2011, apud Da cy, L, 2012) sob e como
ensina p onúncia, po onde começa e o que p i ilegia . À al a de o ien ações
p ecisas, seguimos a nossa in uição na o ganização dos módulos de
ap endizagem. Nesse sen ido, pa eceu-nos se coe en e começa po ensina os
alunos a dis ingui nas pala as a sílaba ónica, ma cada e não ma cada
g a icamen e. Assim, pos e io men e, ao p a ica em os sons, já sabe iam como
63
acen ua co e amen e as pala as. Do mesmo modo, pa eceu-nos adequado ala
sob e as ogais á onas <a>, <o>, <e>, pois são inúme as as pala as em que
oco em. Po uma ques ão de o ganização, segui am-se as ogais nasais, os
di ongos, o ais e nasais, e as consoan es. (C . anexo 4, calendá io do cu so
online).
A é ao momen o, na nossa expe iência le i a, não obse ámos di iculdades
na a iculação do seguin e g upo de sons, de modo que não os incluímos nos
módulos de ap endizagem:
 Oclusi as bilabiais su da e sono a [p] e [b]
 Oclusi as ápico-al eola es su da e sono a [ ] e [d]
 Nasal bilabial [m]
 Nasal ápico-al eola [n]
 F ica i a lábio-den al su da [ ]
2.5. Tipologia de Exe cícios
Os exe cícios e am de ipologia di e sa: exe cícios de co espondência,
exe cícios de escolha múl ipla, exe cícios de espos a cu a e de e dadei o e
also (C . anexo 6, exe cícios desen ol idos no Moodle pa a o cu so online).
Den o de cada ipologia, pa a man e a a enção e a mo i ação dos alunos,
p ocu ámos a ia o mais possí el as a i idades ap esen adas, in e calando
exe cícios de áudio com exe cícios com imagens, semp e que possí el apela i as
e di e idas. De aco do com os obje i os delineados, en ámos que du an e a
execução des es exe cícios os alunos desen ol essem qua o compe ências:
 comp eensão do o al
 p odução o al
 comp eensão da esc i a
 p odução esc i a.
Nes e sen ido, o am ap esen ados aos alunos exe cícios de:
 audição e disc iminação de um som isolado;
 audição e disc iminação de um som na sílaba;
 audição e disc iminação de um som na pala a;
 audição e epe ição de pala as;
70
Figu a 1 – exemplo de um diaposi i o u ilizado pa a a lei u a das pala as a
a alia , n=15
Enquan o um aluno es a a a g a a , os ou os colegas do g upo
agua da am no co edo . Uma aluna al ou no p imei o dia de aulas, pelo que só
12 alunos e e ua am a g a ação.
3.5. Pa icipan es no es udo
Os pa icipan es nes e es udo são os mesmos alunos que equen a am o
cu so online e cujo pe il é possí el consul a no anexo 3, sendo o seu pe il
açado no quad o 13.
Quad o 13 – iden i icação dos pa icipan es no es udo, nome, idade, sexo, língua
ma e na e empo de lei u a, n = 154
Nome
Idade
Sexo
Língua 1
Tempo de lei u a
And ea
26
eminino
alemão
06:28
A is
24
masculino
le ão
10:26
Csaba
25
masculino
húnga o
06:06
Enes
29
masculino
u co
09:18
E a
23
eminino
checo
07:58
Fu kan
21
masculino
u co
05:44
Hen i
24
masculino
inlandês
07:07
Jakub
24
masculino
eslo aco
08:38
Jan
22
masculino
eslo aco
07:44
Pe a
23
eminino
checo
05:33
Simon
25
masculino
alemão
07:03
Su i
25
eminino
inlandês
09:24
Média dos dados
07:37

71
Na gene alidade, os alunos le am as pala as com bas an e luência. Os
esul ados indicados no quad o 13 mos am que a maio pa e dos alunos ez uma
lei u a mui o ápida das pala as. O empo médio de lei u a das 154 pala as oi
de 07:37 minu os e é p óximo do empo de g a ação dos alan es na i os e dos
alunos es angei os a equen a o ní el A1.1, espe i amen e, de 6:30 e 5:32
minu os.
3.6. Análise dos dados
A análise dos dados cen a-se nos seguin es pa âme os: a iculação das
pala as, a iculação das ogais o ais, do <o> á ono na pala a, do a igo
masculino singula <o> á ono, do a igo eminino singula <a> á ono, das ogais
nasais, dos di ongos o ais, dos di ongos nasais, das consoan es, do <h> [ / ] não
aspi ado, dos sons [ kw ], [ ks ], [ɐj∫ ], e dis inção da sílaba ónica das pala as.
3.6.1. A iculação das pala as
No quad o 14, obse amos os alo es absolu os e pe cen uais das
pala as co e amen e a iculadas e, no quad o 15, a es a ís ica do núme o de
pala as co e amen e a iculadas.
Quad o 14 – Valo es absolu os e ela i os das pala as co e amen e a iculadas pelos
pa icipan es no es udo, n = 154
Pala as co e amen e a iculadas
Nome
L1
Oco ências espe adas - 154
Oco ências obse adas
F equências absolu a e ela i a
Pe a
checo
145 (94%)
Csaba
húnga o
116 (75%)
And ea
alemão
113 (73%)
Jan
eslo aco
111 (72%)
E a
checo
110 (71%)
Jakub
eslo aco
90 (58%)
Hen i
inlandês
82 (53%)
A is
le ão
77 (50%)
Fu kan
u co
71 (46%)
Simon
alemão
70 (45%)
Su i
inlandês
66 (43%)
Enes
u co
56 (36%)
Quad o 15 – Quad o com a es a ís ica do núme o de pala as co e amen e a iculadas
72
Tabela com ag egação:
Nº. de pala as co e amen e a iculadas
L1=12
 Oco ências espe adas
1740
 Oco ências obse adas
1107
F equência
63,6%
Es a ís ica:
Nº. de pala as co e amen e a iculadas
154
Média
92
Des io pad ão
26,5
A obse ação dos quad os 14 e 15 pe mi e e i ica que o desempenho
dos alunos na a iculação das 154 pala as se si ua en e as 56 e as 145 pala as.
O g upo p onuncia, co e amen e, em média, 92 pala as (DP=26,5), a que
co esponde uma pe cen agem de ace os de 63,6%.
3.6.2. A iculação das ogais o ais
No quad o 16, obse amos o núme o de oco ências espe ado de cada
ogal bem como os alo es absolu os e ela i os da a iculação co e a das ogais
o ais. No quad o 17, são egis ados os alo es es a ís icos da a iculação co e a
das ogais o ais.
Quad o 16 – Valo es absolu os e pe cen uais da a iculação co e a das ogais o ais.
Vogais o ais
Oco ências espe adas
[a]
[ɐ]
[ε]
[e]
[ɔ]
[o]
[i]
[u]
[ɨ]
35
67
10
6
9
9
36
19
34
Oco ências obse adas – F equências absolu a e ela i a
Nome
L1
[a]
[ɐ]
[ε]
[e]
[ɔ]
[o]
[i]
[u]
[ɨ]
And ea
alemão
35
(100%)
66
(99%)
8
(80%)
6
(100%)
9
(100%)
9
(100%)
36
(100%)
18
(95%)
33
(97%)
A is
le ão
31
(89%)
59
(88%)
10
(100%)
6
(100%)
8
(89%)
7
(78%)
32
(89%)
17
(89%)
32
(94%)
Csaba
húnga o
35
(100%)
61
(93%)
10
(100%)
10
(100%)
8
(89%)
8
(89%)
36
(100%)
18
(95%)
33
(97%)
Enes
u co
31
(83%)
46
(69%)
9
(90%)
1
(17%)
2
(22%)
3
(33%)
27
(75%)
10
(53%)
22
(65%)
E a
checo
35
(100%)
63
(94%)
10
(100%)
4
(67%)
9
(100%)
7
(78%)
36
(100%)
18
(95%)
33
(97%)
Fu kan
u co
29
(83%)
51
(76%)
10
(100%)
3
(50%)
5
(56%)
4
(44%)
31
(86%)
16
(84%)
26
(76%)
73
Hen i
inlandês
32
(91%)
57
(85%)
10
(100%)
6
(100%)
8
(89%)
8
(89%)
36
(100%)
19
(100%)
33
(97%)
Jakub
eslo aco
35
(100%)
45
(67%)
8
(80%)
6
(100%)
8
(89%)
7
(78%)
35
(97%)
19
(100%)
32
(94%)
Jan
eslo aco
34
(97%)
64
(96%)
10
(100%)
6
(100%)
9
(100%)
5
(56%)
33
(94%)
18
(95%)
33
(97%)
Pe a
checo
35
(100%)
66
(99%)
10
(100%)
6
(100%)
8
(89%)
8
(89%)
35
(100%)
19
(100%)
34
(100%)
Simon
alemão
35
(100%)
64
(96%)
10
(100%)
6
(100%)
9
(100%)
8
(89%)
35
(100%)
19
(100%)
32
(94%)
Su i
inlandês
35
(100%)
61
(91%)
10
(100%)
6
(100%)
9
(100%)
9
(100%)
35
(100%)
17
(89%)
32
(94%)
Quad o 17 – Valo es es a ís icos da a iculação co e a das ogais o ais
Tabela com ag egação:
Vogais o ais
conjun o das
ogais
L1= 12
[a]
[ɐ]
[ε]
[e]
[ɔ]
[o]
[i]
[u]
[ɨ]
 Oco ências espe adas
420
804
120
72
108
108
432
228
408
2700
 Oco ências obse adas
402
703
115
66
92
83
407
208
375
2451
F equência
95,7%
87,4%
95,8%
91,6%
85,0%
76,8%
94,2%
91,2%
91,9%
90,8%
Es a ís ica:
[a]
[ɐ]
[ε]
[e]
[ɔ]
[o]
[i]
[u]
[ɨ]
35
67
10
6
9
9
36
19
34
Média
33,5
58,6
9,6
5,5
7,7
6,9
33,9
17,3
31,2
Des io pad ão
2,1
7,4
0,79
2,1
2,1
1,9
2,7
2,4
3,5
Pela obse ação dos quad os 16 e 17, e i icamos que os alunos
a icula am bem 90,77% do conjun o das ogais o ais. Analisando ogal a ogal,
obse amos que a ogal com mais baixa equência de boa a iculação é o [o],
com 76,8%, e a mais ele ada é o [ε], com 95,8%. As es an es ogais egis am
uma equência de boa a iculação que se si ua en e os 85% e os 95,7%.
3.6.3. A iculação do <o> á ono na pala a
Po sua ez, os quad os 18 e 19 indicam, espe i amen e, os alo es
absolu os e pe cen uais da a iculação co e a do <o> á ono na pala a e os
alo es es a ís icos co esponden es.
74
Quad o 18 – Valo es absolu os e pe cen uais s da a iculação co e a do <o> á ono na
pala a
<o> á ono na pala a
Oco ências espe adas - 58
Nome
L1
Oco ências obse adas – F equências
absolu a e ela i a
Pe a
checo
58 (100%)
Jan
eslo aco
53 (91%)
Csaba
húnga o
51 (88%)
E a
checo
50 (86%)
Enes
u co
43 (74%)
Fu kan
u co
40 (69%)
A is
le ão
40 (68%)
Jakub
eslo aco
38 (66%)
Su i
inlandês
27 (47%)
Hen i
inlandês
21 (36%)
Simon
alemão
18 (31%)
And ea
alemão
15 (26%)
Quad o 19 – Valo es es a ís icos da a iculação co e a do <o> á ono na pala a
Tabela com ag egação:
<o> á ono [u] na pala a
L1= 12
 Oco ências espe adas
696
 Oco ências obse adas
454
F equência
65,2%
Es a ís ica:
<o> á ono [u] na pala a
58
Média
37,8
Des io pad ão
14,5
Na a iculação do <o> á ono na pala a, o g upo egis a um desempenho
de 65,2% de ace os. A média (DP=14,5) das oco ências obse adas é de 37,8.
3.6.4. A iculação do a igo masculino singula <o> á ono
Os quad os 20 e 21 indicam, espe i amen e, os alo es absolu os e
pe cen uais da a iculação co e a do <o> á ono - a igo de inido masculino
singula e os alo es es a ís icos co esponden es.
75
Quad o 20 – Valo es absolu os e pe cen uais da a iculação co e a do <o> á ono - a igo
de inido masculino singula

<o> á ono - a igo de inido masculino singula
Oco ências espe adas – 14
Nome
L1
Oco ências obse adas – F equências
absolu a e ela i a
Pe a
checo
14 (100%)
Su i
inlandês
14 (100%)
Csaba
húnga o
14 (100%)
Jan
eslo aco
13 (93%)
Simon
alemão
12 (86%)
Jakub
eslo aco
12 (86%)
E a
checo
12 (86%)
Enes
u co
12 (86%)
Fu kan
u co
10 (71%)
A is
le ão
8 (57%)
Hen i
inlandês
1 (7%)
And ea
alemão
0 (0%)
Quad o 21 – Valo es es a ís icos da a iculação co e a do <o> á ono - a igo de inido
masculino singula
Tabela com ag egação:
<o> á ono - a igo de inido masculino singula
L1= 12
 Oco ências espe adas
168
 Oco ências obse adas
122
F equência
72,6%
Es a ís ica:
<o> á ono - a igo de inido masculino singula
14
Média
10
Des io pad ão
4,8
A a iculação do <o> á ono a igo de inido egis a uma equência ela i a
mais al a - 72,6% - do que o <o> á ono na pala a, que ob e e 65,2%. Em 14
oco ências espe adas, hou e em média (DP=4,8) 10 oco ências obse adas.
3.6.5. A iculação do a igo eminino singula <a> á ono
Os quad os 22 e 23 indicam, espe i amen e, os alo es absolu os e
ela i os da a iculação co e a do <a> á ono [ɐ] - a igo de inido eminino singula
e os alo es es a ís icos co esponden es.

76
Quad o 22 – Valo es absolu os e ela i os da a iculação co e a do <a> á ono [ɐ] - a igo
de inido eminino singula
<a> á ono [ɐ] - a igo de inido eminino singula
Oco ências espe adas – 12
Nome
L1
Oco ências obse adas
F equências absolu a e
ela i a
Pe a
checo
12 (100%)
And ea
alemão
11 (92%)
Fu kan
u co
11 (92%)
Csaba
húnga o
11 (92%)
Jan
eslo aco
10 (83%)
Simon
alemão
8 (67%)
Su i
inlandês
7 (58%)
A is
le ão
7 (58%)
Hen i
inlandês
7 (58%)
E a
checo
7 (58%)
Enes
u co
6 (50%)
Jakub
eslo aco
4 (33%)
Quad o 23 – Valo es es a ís icos da a iculação co e a do <a> á ono [ɐ] - a igo de inido
eminino singula
Tabela com ag egação:
<a> á ono [ɐ] - a igo de inido eminino singula
L1= 12
 Oco ências espe adas
144
 Oco ências obse adas
101
F equência
70,1%
Es a ís ica:
<a> á ono [ɐ]- a igo de inido eminino singula
12
Média
8,4
Des io pad ão
2,5
À exceção de 1 aluno que ob e e 33% com 4 oco ências obse adas nas
12 espe adas, os es an es 11 egis am um desempenho da ogal <a> á ono -
a igo de inido que se si ua en e as 6 e as 12 oco ências obse adas, ou seja
uma média de 8,4 (DP=2,5). A equência com que p onunciam bem es a ogal é
de 70,1%.
77
3.6.6. A iculação das ogais nasais
Os quad os 24 e 25 indicam, espe i amen e, os alo es absolu os e
pe cen uais da a iculação co e a das ogais nasais e os alo es es a ís icos
co esponden es.
Quad o 24 - Valo es absolu os e pe cen uais da a iculação co e a das ogais nasais
Vogais nasais
Oco ências espe adas
[ɐ ]
[ẽ]
[ ĩ ]
[õ]
[ũ]
17
9
10
6
3
Oco ências obse adas – F equências absolu a e
ela i a
Nome
L1
[ɐ ]
[ẽ]
[ ĩ ]
[õ]
[ũ]
And ea
alemão
16
(94%)
7
(78%)
10
(100%)
6
(100%)
3
(100%)
A is
le ão
17
(100%)
5
(56%)
10
(100%)
6
(100%)
2
(67%)
Csaba
húnga o
17
(100%)
6
(67%)
10
(100%)
6
(100%)
3
(100%)
Enes
u co
14
(82%)
3
(33%)
9
(90%)
4
(67%)
1
33%
E a
checo
17
(100%)
6
(67%)
9
(90%)
6
(100%)
1
(33%)
Fu kan
u co
17
(100%)
5
(56%)
10
(100%)
6
(100%)
3
(100%)
Hen i
inlandês
15
(88%)
9
(100%)
10
(100%)
6
(100%)
2
(67%)
Jakub
eslo aco
16
(94%)
7
(78%)
10
(100%)
5
(83%)
3
(100%)
Jan
eslo aco
16
(94%)
8
(89%)
10
(100%)
6
(100%)
2
(67%)
Pe a
checo
17
(100%)
9
(100%)
10
(100%)
6
(100%)
3
(100%)
Simon
alemão
16
(94%)
8
(89%)
10
(100%)
6
(100%)
2
(67%)
Su i
inlandês
15
(88%)
7
(78%)
10
(100%)
5
(83%)
2
(67%)
78
Quad o 25 – Valo es es a ís icos da a iculação co e a das ogais nasais
Tabela com ag egação:
Vogais nasais
conjun o das ogais
nasais
L1= 12
[ɐ ]
[ẽ]
[ ĩ ]
[õ]
[ũ]
 Oco ências espe adas
204
108
120
72
36
540
 Oco ências obse adas
176
80
118
68
27
469
F equência
86,2%
74,0%
98,3%
94,4%
75%
86,9%
Es a ís ica:
[ɐ ]
[ẽ]
[ ĩ ]
[õ]
[ũ]
17
9
10
6
3
Média
14,5
6,7
9,8
5,7
2,3
Des io pad ão
4,7
1,7
0,4
0,7
0,8
As ogais nasais não o e ece am g ande di iculdade na sua a iculação
aos alunos, uma ez que o g upo ob e e no conjun o uma equência de boa
a iculação de 86,9%, endo as ogais [ĩ] e o [õ] egis ado o maio ace o na sua
a iculação com 98,3% e 94,4%, espe i amen e. A ogal [ũ], com 75%, oi a que
egis ou uma meno equência de boa a iculação.
3.6.7. A iculação dos di ongos o ais
Os quad os 26 e 27 indicam, espe i amen e, os alo es absolu os e
pe cen uais da a iculação co e a dos di ongos o ais e os alo es es a ís icos
co esponden es.
Quad o 26 - Valo es absolu os e pe cen uais da a iculação co e a dos di ongos o ais
Di ongos o ais
Oco ências espe adas de cada di ongo o al
[aj]
[aw]
[ɐj]
[ew]
[iw]
[uj]
[ɔj]
[o]
2
2
7
2
2
2
2
2
Oco ências obse adas – F equências absolu a e ela i a
Nome
L1
[aj]
[aw]
[ɐj]
[ew]
[iw]
[uj]
[ɔj]
[o]
And ea
alemão
2
(100%)
2
(100%)
7
(100%)
1
(50%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
A is
le ão
2
(100%)
2
(100%)
6
(86%)
1
(50%)
1
(50%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
Csaba
húnga o
2
(100%)
2
(100%)
7
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
Enes
u co
0
(0%)
2
(100%)
3
43%
0
(0%)
0
(0%)
1
50%
2
(100%)
1
50%
E a
checo
2
(100%)
1
(50%)
7
(100%)
1
(50%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
Fu kan
u co
2
(100%)
0
(0%)
4
57%
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
Hen i
inlandês
2
(100%)
2
(100%)
7
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
79
Jakub
eslo aco
2
(100%)
2
(100%)
6
(86%)
1
(50%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
Jan
eslo aco
2
(100%)
2
(100%)
7
(100%)
1
(50%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
Pe a
checo
2
(100%)
2
(100%)
7
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
Simon
alemão
2
(100%)
1
(50%)
7
(100%)
1
(50%)
2
(100%)
1
(50%)
2
(100%)
1
(50%)
Su i
inlandês
2
(100%)
1
(50%)
7
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
2
(100%)
1
(50%)
Quad o 27 – Valo es es a ís icos da a iculação co e a dos di ongos o ais
Tabela com ag egação:
Di ongos o ais
conjun o dos
di ongos o ais
L1= 12
[aj]
[aw]
[ɐj]
[ew]
[iw]
[uj]
[ɔj]
[o]
 Oco ências espe adas
24
24
84
24
24
24
24
24
252
 Oco ências obse adas
22
19
75
16
21
22
24
21
220
F equência
91,6%
79,1%
89,2%
66,6%
87,5%
91,6%
100%
87,5%
87,3%
Es a ís ica
[aj]
[aw]
[ɐj]
[ew]
[iw]
[uj]
[ɔj]
[o]
2
2
7
2
2
2
2
2
Média
1,8
1,6
6,3
1,3
1,8
1,8
2
1,8
Des io pad ão
0,8
0,7
1,4
0,7
0,6
0,4
0,0
0,5
Pela análise dos quad os 26 e 27, cons a amos que o g upo a iculou bem
87,3% do conjun o dos di ongos o ais. A pe cen agem mais baixa oi de 66,6%,
com o di ongo [ew], e a mais al a oi a do di ongo [ɔj] com um ace o de 100% na
sua a iculação. Rela i amen e aos di ongos o ais, podemos dize que o
desempenho do g upo é mui o homogéneo.
3.6.8. A iculação dos di ongos nasais
Os quad os 28 e 29 indicam, espe i amen e, os alo es absolu os e
pe cen uais da a iculação co e a dos di ongos nasais e os alo es es a ís icos
co esponden es.
Quad o 28 - Valo es absolu os e pe cen uais da a iculação co e a dos di ongos nasais
Di ongos nasais
Oco ências espe adas de cada di ongo nasal
[ɐ w]
[ɐ j~]
[õj]
[uĩ ]
7
6
3
1
Oco ências obse adas – F equências absolu a e ela i a
86
Quad o 38 - Valo es absolu os e pe cen uais da a iculação co e a da consoan e nasal
do so-pala al
Consoan e nasal do so-pala al
Oco ências espe adas da consoan e nasal
[ ɲ ] - 2
Nome
L 1
Oco ências obse adas – F equências
absolu a e ela i a
And ea
alemão
2
(100%)
A is
le ão
1
(50%)
Csaba
húnga o
2
(100%)
Enes
u co
1
(50%)
E a
checo
2
(100%)
Fu kan
u co
1
(50%)
Hen i
inlandês
2
(100%)
Jakub
eslo aco
2
(100%)
Jan
eslo aco
1
(50%)
Pe a
checo
2
(100%)
Simon
alemão
1
(50%)
Su i
inlandês
0
(0%)
Quad o 39 – Valo es es a ís icos da a iculação co e a da consoan e nasal do so-pala al
Tabela com ag egação:
Consoan e nasal do so-pala al
L1= 12
[ ɲ ]
 Oco ências espe adas
24
 Oco ências obse adas
17
F equência
70,8%
Es a ís ica:
[ ɲ ]
2
Média
1,4
Des io pad ão
0,7
Os dados do quad o 39 e elam uma equência de ace os de 70,8%. 6
alunos i e am um desempenho de 100%, 5 alunos ob i e am 50% e um aluno
0%. A média (DP=0,7) das oco ências obse adas é de 1,4.
3.6.10. <h> [ / ] não aspi ado
Os quad os 40 e 41 indicam, espe i amen e, os alo es absolu os e
pe cen uais da não aspi ação do <h> e os alo es es a ís icos co esponden es.

87
Quad o 40 - Valo es absolu os e pe cen uais da não aspi ação do <h>
<h> [ / ]
Oco ências espe adas da não
aspi ação do <h>
5
Nome
L 1
Oco ências obse adas –
F equências absolu a e ela i a
And ea
alemão
5
(100%)
A is
le ão
1
(20%)
Csaba
húnga o
5
(100%)
Enes
u co
1
(20%)
E a
checo
5
(100%)
Fu kan
u co
4
(80%)
Hen i
inlandês
3
(60%)
Jakub
eslo aco
4
(80%)
Jan
eslo aco
3
(60%)
Pe a
checo
5
(100%)
Simon
alemão
5
(100%)
Su i
inlandês
5
(100%)
Quad o 41 – Valo es es a ís icos da não aspi ação do <h> [ / ]
Tabela com ag egação:
<h> [ / ] não aspi ado
L1= 12
 Oco ências espe adas
60
 Oco ências obse adas
46
F equência
76,7%
Es a ís ica:
<h> [ / ]
5
Média
3,8
Des io pad ão
1,5
O <h> [ / ] egis a uma equência de ace os de 76,7%. A média (DP=1,5)
das oco ências obse adas é de 3,8 pa a uma oco ência espe ada de 5.
3.6.11. Sons [ kw ], [ ks ], [ɐj∫ ]
Os quad os 42 e 43 indicam, espe i amen e, os alo es absolu os e
pe cen uais da a iculação co e a dos sons [kw], [ks] e [ɐj∫] e os alo es
es a ís icos co esponden es.
88
Quad o 42 - Valo es absolu os e pe cen uais da a iculação co e a dos sons [kw], [ks] e
[ɐj∫]
Oco ências espe adas de cada som
[ kw ]
[ ks ]
[ɐj∫ ]
3
2
4
Nome
L 1
Oco ências obse adas – F equências
absolu a e ela i a
And ea
Alemão
3
(100%)
2
(100%)
0
(0%)
A is
Le ão
2
(67%)
2
(100%)
0
(0%)
Csaba
húnga o
3
(100%)
2
(100%)
0
(0%)
Enes
Tu co
1
(33%)
2
(100%)
1
(25%)
E a
checo
3
(100%)
2
(100%)
1
(25%)
Fu kan
u co
2
(67%)
2
(100%)
1
(25%)
Hen i
inlandês
3
(100%)
2
(100%)
0
(0%)
Jakub
eslo aco
3
(100%)
2
(100%)
0
(0%)
Jan
eslo aco
2
(67%)
2
(100%)
2
(50%)
Pe a
checo
3
(100%)
2
(100%)
3
(75%)
Simon
alemão
2
(67%)
2
(100%)
0
(0%)
Su i
inlandês
3
(100%)
2
(100%)
0
(0%)
Quad o 43 – Valo es es a ís icos da a iculação co e a dos sons [ kw ], [ ks ], [ɐj∫]
Tabela com ag egação:
Ou os sons
conjun o de ou os
sons
L1= 12
[ kw ]
[ ks ]
[ɐj∫ ]
 Oco ências espe adas
36
24
48
108
 Oco ências obse adas
30
24
8
62
F equência
83,3%
100%
16,7%
57,4%
Es a ís ica:
[ kw ]
[ ks ]
[ɐj∫ ]
3
2
4
Média
2,5
2
0,7
Des io pad ão
0,7
0
1,0
A equência de ace os no conjun o des es sons é de 57,4%. No en an o
es a pe cen agem de e-se à ele ada equência de boa a iculação dos sons [kw]
e [ks] que egis am, espe i amen e, uma pe cen agem de 83,3% e 100%. O
desempenho do g upo na a iculação des es sons é homogéneo. A média
(DP=0,7) de 2,5 das oco ências obse adas do som [kw] es á p óxima das
oco ências espe adas e no som [ks] a média (DP=0) de 2 oco ências
obse adas coincide com as oco ências espe adas. Es es alo es con as am
com os dados sob e o som [ɐj∫] que egis a uma equência de ace os de apenas
16,7%. A média (DP=1,0) das oco ências obse adas é de 0,7.
89
3.6.12. Dis inção da sílaba ónica das pala as
Os quad os 44 e 45 indicam, espe i amen e, alo es absolu os e
pe cen uais de pala as com sílaba ónica co e amen e ma cada e os alo es
es a ís icos co esponden es.
Os alunos ma ca am co e amen e a sílaba ónica em 86,9%. Em 154
oco ências espe adas egis a am-se em média (DP=15,6) 134 oco ências
obse adas.
Quad o 44 – Valo es absolu os e pe cen uais de pala as com sílaba ónica co e amen e
ma cada pelos pa icipan es no es udo, n = 154
Pala as com sílaba ónica co e amen e ma cada
Nome
L1
Oco ências espe adas - 154
Oco ências obse adas
F equências absolu a e ela i a
Pe a
checo
149 (97%)
And ea
alemão
145 (94%)
Csaba
húnga o
143 (93%)
Jan
eslo aco
143 (93%)
E a
checo
141 (92%)
Jakub
eslo aco
140 (91%)
Hen i
inlandês
140 (91%)
A is
le ão
139 (90%)
Fu kan
u co
136 (88%)
Simon
alemão
124 (81%)
Su i
inlandês
105 (68%)
Enes
u co
101 (66%)
Quad o 45 – Valo es es a ís icos das pala as com sílaba ónica co e amen e ma cada
L1= 12
Pala as com sílaba ónica
co e amen e ma cada
 Oco ências espe adas
1848
 Oco ências obse adas
1606
F equência
86,9%
Es a ís ica:
Pala as com sílaba ónica
co e amen e ma cada
154
Média
134
Des io pad ão
15,6
90
4. Componen e p esencial
Na sequência da componen e online e da a aliação do desempenho dos
alunos nos pa âme os ele an es, oi ealizada a componen e p esencial, que
desc e emos de seguida, conside ando os seguin es ópicos: o ganização,
obje i os, es a égias/a i idades, ma e iais didá icos e a aliação. Ainda no
con ex o da componen e p esencial, se ão desc i as as a i idades ealizadas nas
sessões de labo a ó io pa a eino a icula ó io e nas sessões de ka aoke.
4.1. O ganização
A componen e p esencial ealizou-se en e os dias 20 de janei o e 7 de
e e ei o de 2014 na Faculdade de Le as da Uni e sidade do Po o, de aco do
com o esquema já enunciado no pon o 1.1. des a segunda pa e do ela ó io,
dis ibuído po aulas p esencias, sessões de eino a icula ó io e sessões de
ka aoke.
4.2. Obje i os isados pa a as aulas p esenciais
De aco do com o p og ama delineado, o ien ámos e planeámos as aulas
de modo a que os alunos, no inal das 60 ho as de cu so, ossem capazes de
mobiliza um conjun o de compe ências mínimas aí p esc i as no domínio do o al
e do esc i o. No inal do cu so, os es udan es de e iam se capazes de:
 comunica em si uações básicas do quo idiano;
 le e esc e e ex os de ní el co esponden e aos pa âme os de inidos
pelo QECR pa a o ní el A1;
 ala sob e aspe os undamen ais do modo de ida dos po ugueses e da
sua cul u a.
4.3. Es a égias / A i idades
O abalho desen ol ido na lecionação des e cu so isou, na medida do
possí el, con empla a in eg ação das componen es linguís ica, p agmá ica,
discu si a e cul u al, ainda que o ní el de conhecimen os em que os alunos se
encon a am osse bas an e inicial.
Nas aulas, p i ilegiámos a e en e comunica i a, u ilizando es a égias
di ecionadas pa a a ap endizagem de con eúdos em si uação. Os di e en es ipos
de documen os esc i os, o ais e icónicos, i e am como obje i o o
desen ol imen o de odas as compe ências necessá ias a um uso ge al da língua
91
nos a iados con ex os de comunicação p e isí eis do quo idiano. A explo ação
des es documen os oi semp e ei a a pa com a e lexão sob e o uncionamen o
da língua, e lexão que, em mui os momen os, e e em con a os enómenos de
in e língua mais equen es nas p oduções dos alunos. As a i idades p opos as
isa am, pois, o eino de odas as compe ências: comp eensão do o al,
exp essão o al, comp eensão do esc i o e exp essão esc i a e o uncionamen o da
língua.
4.3.1. A i idades pa a desen ol e a compe ência o al
Nas aulas, en ámos le a os alunos à comp eensão p og essi a de
enunciados o ais e p ocu ámos que i essem uma a iedade de a i idades o ais
que os ajudassem a desen ol e es a compe ência. Demos-lhes opo unidade e
libe dade pa a in e i em e in e agi em com odos e enco ajámo-los, dia após dia,
a exp essa em-se, em po uguês, mesmo que o assun o es i esse o a do âmbi o
da aula. Num ambien e de g ande descon ação, os alunos e am le ados a um
uso espon âneo da língua, o nando-se mais segu os de si p óp ios e
p og essi amen e mais au ónomos.
Pa a desen ol e a compe ência o al nas suas e en es de comp eensão e
exp essão, usámos a seguin e ipologia de exe cícios:
 Exe cício de escu a de g a ações áudio selecionadas
 Lei u a em oz al a de pequenos ex os
 Lei u a d ama izada de pequenos diálogos (mic ocon e sações)
 Ques ioná ios Ve dadei o/Falso
 Exe cícios de empa elhamen o de ases
 Exe cícios de co espondência (imagem/ ex o; ex o/ ex o)
 Jogos de papéis / exe cícios de simulação / d ama ização
 Exe cícios de desc ição de obje os e luga es
 Jogos de mímica
 Jogos de equipas
Com es as a i idades, o nosso p opósi o oi le a os alunos a:
 Descob i o léxico em si uação
 Descob i di e en es egis os de língua ( o mal/in o mal) em si uação
 Reconhece os sons

92
 Reconhece as es u u as g ama icais em con ex o
 Usa a língua espon aneamen e
4.3.2. A i idades pa a desen ol e a compe ência esc i a
A pa das a i idades de comp eensão e de p odução o al, a lei u a e a
esc i a desempenham, igualmen e, um papel impo an e na o mação in eg al do
aluno. A aula em momen os di e en es e é impo an e da espaço ao aluno pa a
um abalho indi idual que lhe pe mi a e le i e consolida os conhecimen os
adqui idos. P ocu ámos do a os alunos de uma compe ência de base que lhes
pe mi isse cap a a in o mação explíci a con ida num ex o esc i o de g au de
complexidade adequado ao seu ní el de ap endizagem.
Os supo es esc i os u ilizados i e am semp e um obje i o linguís ico e
comunica i o e e am adequados aos ní eis dos alunos. Na sua g ande maio ia,
a ou-se de ma e iais que o am ab icados po nós endo como modelo
p oduções au ên icas. Foi nossa p eocupação, na conceção e elabo ação des es
ma e iais, ajuda o ap enden e a descob i p og essi amen e os a os de ala de
que i ia e necessidade pa a se exp imi na comunidade.
P ocu ámos que em odas as aulas, os alunos desen ol essem uma
a i idade esc i a em pa es que pos e io men e se ia ap esen ada ao g upo. Pa a
que hou esse o a i idade nos g upos, os nomes dos alunos e am so eados,
abalhando cada aluno, odos os dias, com um(a) colega di e en e. Em pouco
empo, os alunos conheciam-se bem, es ando c iado um ambien e de boa
disposição e en eajuda, a o á el à ap endizagem. O abalho em g upo pe mi iu
que os alunos in e agissem en e si e desen ol essem as suas compe ências,
pa ilhando dú idas e sabe es.
Reco emos à seguin e ipologia de exe cícios pa a abalha a
compe ência esc i a nas suas e en es de comp eensão e de exp essão:
 Desc ição de imagens
 Redação de mic odiálogos
 Redação de pequenas na a i as a pa i de um es ímulo dado
 O denação de um ex o segmen ado
 Ques ioná ios de espos a abe a e echada
 Exe cícios de ( e dadei o ou also; escolha múl ipla, e c.)
 Exe cícios lacuna es
 Co espondência de imagens a pala as
93
 Co espondência de imagens a ases
 Exe cícios de e o mulação
As a i idades ealizadas egula men e p e ende am le a os ap enden es
a:
 Descob i o léxico necessá io pa a a comunicação nos con ex os do
quo idiano;
 Iden i ica e u iliza as eg as p incipais do código esc i o
(conco dâncias, ipos de ases, o mas e bais);
4.3.3. A i idades pa a desen ol e o conhecimen o g ama ical
A e lexão sob e a língua, que acompanhou odo o p ocesso de ensino-
ap endizagem, pe mi iu le a à comp eensão das g andes egula idades que
ca ac e izam o seu uncionamen o e à pos e io manipulação dos elemen os
linguís icos. Ten ámos, desde o p imei o momen o, le a os alunos à descobe a
da g amá ica em con ex o, azendo apelo às suas capacidades cogni i as e à sua
expe iência de ap endizagem de ou as línguas. A o mulação de eg as
(g amá ica explíci a) e as explicações eó icas p ecede am as a e as de
exe ci ação e aplicação p á ica.
Os exe cícios p opos os isa am uma ápida aquisição das es u u as
g ama icais básicas no domínio da o og a ia, da mo ologia, da sin axe e do
léxico. A ipologia de exe cícios usada oi a seguin e:
 Exe cícios de subs i uição, de ans o mação e ansposição;
 Exe cícios de epe ição em si uações con oladas e em mic o ex os;
 Exe cícios de de eção do e o;
 Exe cícios de eemp ego em si uações abe as, não con oladas;
 Exe cícios de au o e he e oco eção a pa i de p oduções dos alunos.
 Exe cícios de econhecimen o: sublinha , iden i ica , e ique a , caça ao
in uso;
 Exe cícios de co eção de ases ou de edação limi ada ( ex os
lacuna es);
 Exe cícios de expansão (en iquecimen o de ase).
94
4.4. Ma e iais didá icos
Conside amos como ma e iais didá icos os documen os u ilizados na sala
de aula e ou os auxilia es de ap endizagem.
Na sua g ande maio ia, os ma e iais u ilizados em aula o am p oduzidos
po nós, endo em con a o ní el de ap endizagem e as ca ac e ís icas do público-
al o. T a a-se sob e udo de:
 pequenos ex os na a i os e desc i i os;
 mic ocon e sações;
 ichas pa a eino do léxico;
 ichas pa a eino de con eúdos mo ossin á icos;
 ma e iais iconog á icos (ilus ações, o os, desenhos);
 ma e iais lúdicos: Jogos, puzzles, ca ões...
Po sua ez, os p incipais auxilia es de ap endizagem o am:
 Dicioná io ilus ado de PLNM Po o Edi o a;
 P a ica po uguês, da Edi o a Lidel;
 G amá ica A i a 1, da Edi o a Lidel.
4.5. A aliação
Os alunos o am subme idos a uma a aliação con ínua ao longo do cu so,
que con emplou duas modalidades dis in as: a aliação o ma i a e a aliação
suma i a.
4.5.1. A aliação o ma i a
Ao longo do cu so, os alunos o am subme idos a um egime de a aliação
con ínua que con emplou a sua p es ação o al du an e as aulas e a execução
sis emá ica, em casa, de pequenas a e as esc i as. No inal de cada semana, os
alunos inham de execu a na pla a o ma Moodle exe cícios de e isão da semana
an e io , de modo a pode em sis ema iza e consolida os conhecimen os
adqui idos ao longo da semana.
95
4.5.2. A aliação suma i a
A a aliação suma i a e e luga no inal do cu so. Os es udan es o am
subme idos a uma p o a esc i a e ize am uma pequena ap esen ação o al sob e
um ema à sua escolha.
Onze (11) alunos i e am assiduidade e ap o ei amen o, endo ob ido um
ce i icado de ap o ei amen o com a espe i a classi icação. (C . anexo 16:
Resul ados da a aliação do cu so p esencial)
Dois (2) alunos ul apassa am o núme o de al as pe mi ido, endo
ep o ado e não ob ido qualque ce i icado.
O enunciado do es e inal, bem como as pau as com o egis o das
a aliações ob idas encon am-se, espe i amen e, nos anexos 15 e 16 des e
ela ó io.
4.6. Sessões de labo a ó io pa a eino a icula ó io
O cu so online consis iu na p imei a e apa da aquisição dos sons do po uguês.
Se nes a p imei a abo dagem se p e endia, en e ou os obje i os, que os alunos
se consciencializassem dos sons do po uguês eu opeu, desen ol endo
compe ências ao ní el da disc iminação e p odução de sons isolados, de sílabas e
de pala as, à segunda e apa, as sessões de eino a icula ó io, ac esce am
me as mais ambiciosas:
 Re o ça e es abiliza a a iculação dos sons isolados, em sílabas, em
pala as e em ases;
 Usa os sons co e amen e na ala espon ânea;
 P onuncia o <s> e <z> em on ei a de pala a seguidos de ogal;
 P onuncia o <s> seguido de consoan e sono a;
 Faze co e amen e a en oação das ases in e oga i as abe as e
echadas;
 Disc imina co e amen e as ases;
 P a ica con eúdos lecionados no cu so p esencial
Como podemos e pelo p imei o obje i o acima lis ado, du an e as
sessões de eino a icula ó io, os alunos da am con inuidade ao abalho iniciado
no cu so online. Ha ia e os a icula ó ios que p ecisa am de se co igidos. Se
102
Quad o 48 – iden i icação dos pa icipan es no es udo, nome, idade, sexo, língua ma e na
e empo de lei u a, n = 379
Nome
Idade
Sexo
Língua 1
Tempo de lei u a
And ea
26
eminino
alemão
03:40
A is
24
masculino
le ão
05:17
Csaba
25
masculino
húnga o
02:59
Enes
29
masculino
u co
04:08
E a
23
eminino
checo
03:33
Fu kan
21
masculino
u co
03:47
Hen i
24
masculino
inlandês
03:36
Jakub
24
masculino
eslo aco
04:08
Jan
22
masculino
eslo aco
03:37
Pe a
23
eminino
checo
03:13
Su i
25
eminino
inlandês
03:44
Média dos dados
03:47
5.6. Análise dos dados
Na análise dos dados são conside adas a a iculação: das pala as, das
sílabas, dos sons, das ogais o ais, do <o> á ono, do a igo de inido masculino
singula , do a igo de inido eminino singula , das ogais nasais, dos di ongos
o ais, dos di ongos nasais, das consoan es, do <h> [ / ] não aspi ado, dos sons
[kw ], [ ks ], [ɐj∫ ], e a dis inção da sílaba ónica das pala as.
5.6.1. A iculação das pala as
Obse ando os quad os 49 e 50, cons a amos que p a icamen e odo o
g upo leu o ex o com 379 pala as sem ac escen a , omi i ou subs i ui pala as.
A equência de ace os chega aos 100% nos pa âme os não ac escen a pala as
e não subs i ui pala as, sendo em ambos a média (DP=0,0) das 379 oco ências
obse adas igual à das oco ências espe adas. No pa âme o não omi e pala as
a equência de ace os é de 99,5% e a média (DP=6,6) de 377 oco ências
obse adas ligei amen e in e io às oco ências espe adas. Is o de eu-se ao ac o
de um aluno e sal ado duas linhas na lei u a do ex o. No en an o, es e pequeno
engano não é signi ica i o na a aliação global do desempenho do g upo.

103
Quad o 49 – Valo es absolu os e pe cen uais de pala as que não o am ac escen adas,
omissas ou subs i uídas no es udo, n = 379
Oco ências espe adas - 379
Nome do aluno
Não ac escen a pala as
Não omi e pala as
Não subs i ui pala as
Oco ências obse adas
F equências absolu a e ela i a
And ea
379 (100%)
379 (100%)
379 (100%)
A is
379 (100%)
379 (100%)
379 (100%)
Csaba
379 (100%)
357 (94%)
379 (100%)
Enes
379 (100%)
379 (100%)
379 (100%)
E a
379 (100%)
379 (100%)
379 (100%)
Fu kan
379 (100%)
379 (100%)
379 (100%)
Hen i
379 (100%)
379 (100%)
379 (100%)
Jakub
379 (100%)
379 (100%)
379 (100%)
Jan
379 (100%)
379 (100%)
379 (100%)
Pe a
379 (100%)
379 (100%)
379 (100%)
Su i
379 (100%)
379 (100%)
379 (100%)
Quad o 50 – Es a ís ica das pala as que não o am ac escen adas, omissas ou
subs i uídas no es udo, n = 379
Tabela com ag egação:
Não ac escen a
pala as
Não omi e
pala as
Não subs i ui
pala as
L1= 11
 Oco ências espe adas
4169
4169
4169
 Oco ências obse adas
4169
4147
4169
F equência
100%
99,5%
100%
Es a ís ica:
Não ac escen a
pala as
Não omi e
pala as
Não subs i ui
pala as
379
379
379
Média
379
377
379
Des io pad ão
0,0
6,6
0,0
5.6.2. A iculação das sílabas
A endendo à análise dos quad os 51 e 52, podemos cons a a que, na
lei u a do ex o, os alunos i e am de p onuncia 682 sílabas. Ve i icamos pela
análise da abela que a equência de ace os é de 100%. O desempenho do
g upo é homogéneo, pois no pa âme o não ac escen a sílabas a média (DP=0)
de 682 oco ências obse adas coincide com as oco ências espe adas. Nos
ou os dois pa âme os de a aliação não omi e sílabas e não subs i ui sílabas a
equência de ace os é de 100% e 99,8%, espe i amen e.
104
Quad o 51 – Valo es absolu os e pe cen uais de sílabas que não o am ac escen adas,
omissas ou subs i uídas no es udo, n = 682
Oco ências espe adas - 682
Nome do aluno
Não ac escen a
sílabas
Não omi e sílabas
Não subs i ui
sílabas
Oco ências obse adas
F equências absolu a e ela i a
And ea
682 (100%)
682 (100%)
682 (100%)
A is
682 (100%)
682 (100%)
682 (100%)
Csaba
682 (100%)
682 (100%)
680 (100%)
Enes
682 (100%)
681 (100%)
674 (99%)
E a
682 (100%)
682 (100%)
682 (100%)
Fu kan
682 (100%)
682 (100%)
676 (99%)
Hen i
682 (100%)
682 (100%)
682 (100%)
Jakub
682 (100%)
682 (100%)
682 (100%)
Jan
682 (100%)
682 (100%)
680 (100%)
Pe a
682 (100%)
682 (100%)
682 (100%)
Su i
682 (100%)
682 (100%)
681 (100%)
Quad o 52 – Valo es es a ís icos das sílabas que não o am ac escen adas, omissas ou
subs i uídas no es udo, n = 682
Tabela com ag egação:
Não ac escen a
sílabas
Não omi e
sílabas
não subs i ui
sílabas
L1= 11
 Oco ências espe adas
7502
7502
7502
 Oco ências obse adas
7502
7501
7483
F equência
100%
100%
99,8%
Es a ís ica:
Não ac escen a
sílabas
Não omi e
sílabas
não subs i ui
sílabas
682
682
682
Média
682
681,9
680,3
Des io pad ão
0,0
0,3
2,8
5.6.3. A iculação dos sons
Os sons que oco em na o alidade do ex o são 1031. Obse ando os
quad os 53 e 54, mais uma ez e i icamos que o desempenho do g upo é mui o
homogéneo. Nos ês pa âme os de a aliação não ac escen a sons, não omi e
sons e não subs i ui sons, a equência de ace os é quase de 100%.
105
Quad o 53 – Valo es absolu os e pe cen uais de sons que não o am ac escen ados,
omissos ou subs i uídos no es udo, n = 1031
Oco ências espe adas - 1031
Nome do aluno
Não ac escen a sons
Não omi e sons
Não subs i ui sons
Oco ências obse adas
F equências absolu a e ela i a

And ea
1031 (100%)
1031 (100%)
1029 (99,8%)
A is
1031 (100%)
1029 (99,8%)
1027 (99,6%)
Csaba
1031 (100%)
1030 (99,9%)
1029 (99,8%)
Enes
1031 (100%)
1029 (99,8%)
1026 (99,5%)
E a
1030 (99,9%)
1031 (100%)
1029 (99,8%)
Fu kan
1031 (100%)
1029 (99,8%)
1028 (99,7%)
Hen i
1031 (100%)
1031 (100%)
1031 (100%)
Jakub
1030 (99,9%)
1030 (99,9%)
1030 (99,9%)
Jan
1030 (99,9%)
1030 (99,9%)
1029 (99,8%)
Pe a
1030 (99,9%)
1031 (100%)
1031 (100%)
Su i
1029 (99,8%)
1031 (100%)
1031 (100%)
Quad o 54 – Valo es es a ís icos dos sons que não o am ac escen ados, omissos ou
subs i uídos no es udo, n = 1031
Tabela com ag egação:
Não ac escen a
sons
Não omi e sons
não subs i ui
sons
L1= 11
 Oco ências espe adas
11341
11341
11341
 Oco ências obse adas
11335
11332
11320
F equência
99,94%
99,92%
99,81%
Es a ís ica:
Não ac escen a
sons
Não omi e sons
não subs i ui
sons
1031
1031
1031
Média
1030,5
1030,2
1029,2
Des io pad ão
0,7
0,9
1,6
5.6.4. A iculação das ogais o ais
No quad o 55, podemos obse a o núme o de oco ências espe ado de
cada ogal no ex o, bem como os alo es absolu os e ela i os das oco ências
obse adas.
Analisando os dados do quad o 56, e i icamos que o desempenho do
g upo na a iculação do conjun o das ogais na lei u a do ex o oi de 75,2%.
Obse ando em de alhe os dados sob e cada ogal, emos que a ogal que mais
di iculdades o e eceu oi a ogal [ɐ], que se isola das ou as ogais, ao egis a
uma equência de ace o de 29,7%. A pe cen agem de boa a iculação pa a as
106
ou as ogais si ua-se en e os 91,3% pa a a ogal [i] e os 100% egis ados no
desempenho da ogal [u].
Quad o 55 – Valo es absolu os e pe cen uais da a iculação co e a das ogais o ais
Vogais o ais
Oco ências espe adas de cada ogal o al
[a]
[ɐ]
[ε]
[e]
[ɔ]
[o]
[i]
[u]
[ɨ]
53
126
23
22
11
16
80
23
55
Nome
L1
Oco ências obse adas
F equências absolu a e ela i a
And ea
alemão
53
(100%)
0
(0%)
21
(91%)
21
(95%)
9
(82%)
15
(94%)
74
(93%)
23
(100%)
54
(98%)
A is
le ão
53
(100%)
98
(78%)
21
(91%)
22
(100%)
11
(100%)
15
(94%)
71
(89%)
23
(100%)
54
(98%)
Csaba
húnga o
52
(98%)
100
(79%)
23
(100%)
22
(100%)
11
(100%)
16
(100%)
78
(98%)
23
(100%)
53
(96%)
Enes
u co
52
(98%)
8
(6%)
22
(96%)
20
(100%)
10
(91%)
16
(100%)
62
(78%)
23
(100%)
40
(73%)
E a
Checo
52
(98%)
39
(31%)
21
(91%)
22
(100%)
11
(100%)
16
(100%)
80
(100%)
23
(100%)
55
(100%)
Fu kan
u co
49
(92%)
0
(0%)
23
(100%)
22
(100%)
11
(100%)
16
(100%)
62
(78%)
23
(100%)
47
(85%)
Hen i
inlandês
53
(100%)
0
(0%)
22
(96%)
22
(100%)
11
(100%)
16
(100%)
62
(78%)
23
(100%)
55
(100%)
Jakub
eslo aco
53
(100%)
0
(0%)
22
(96%)
22
(100%)
11
(100%)
16
(100%)
79
(99%)
23
(100%)
51
(93%)
Jan
eslo aco
53
(100%)
55
(44%)
21
(91%)
22
(100%)
11
(100%)
16
(100%)
80
(100%)
23
(100%)
53
(96%)
Pe a
checo
53
(100%)
103
(82%)
22
(96%)
22
(100%)
11
(100%)
16
(100%)
80
(100%)
23
(100%)
55
(100%)
Su i
inlandês
53
(100%)
8
(6%)
23
(100%)
22
(100%)
11
(100%)
16
(100%)
75
(94%)
23
(100%)
52
(95%)
Quad o 56 – Valo es es a ís icos da a iculação co e a das ogais o ais
Tabela com ag egação:
Vogais o ais
conjun o
das
ogais
L1= 11
[a]
[ɐ]
[ε]
[e]
[ɔ]
[o]
[i]
[u]
[ɨ]
 Oco ências espe adas
583
1386
253
242
121
176
880
253
605
4499
 Oco ências obse adas
576
411
241
239
118
174
803
253
569
3384
F equência
98,8%
29,7%
95,3%
98,8%
97,5%
98,9%
91,3%
100%
94%
75,2%
Es a ís ica:
[a]
[ɐ]
[ε]
[e]
[ɔ]
[o]
[i]
[u]
[ɨ]
53
126
23
22
11
16
80
23
55
Média
52,4
68,5
40,2
39,8
19,7
29,0
133,8
23,0
51,7
Des io pad ão
1,2
44,2
0,8
0,6
0,6
0,4
7,6
0,0
4,5
107
5.6.5. A iculação do <o> á ono
A lei u a dos quad os 57 e 58 pe mi e conclui que a a iculação do <o>
á ono na pala a egis a uma equência de ace os de 63,9%. Em média
(DP=29,7) obse a am-se 62 oco ências em 97 espe adas.
Quad o 57 – Valo es absolu os e pe cen uais da a iculação co e a do <o> á ono
<o> á ono na pala a
Oco ências espe adas- 97
Nome
L1
Oco ências obse adas
F equências absolu a e ela i a
Pe a
checo
95 (99%)
E a
checo
93 (96%)
Csaba
húnga o
93 (96%)
A is
le ão
83 (86%)
Jakub
eslo aco
80 (82%)
Jan
eslo aco
69 (72%)
Hen i
inlandês
50 (52%)
And ea
alemão
49 (51%)
Su i
inlandês
34 (35%)
Fu kan
u co
20 (21%)
Enes
u co
16 (16%)
Quad o 58 – Valo es es a ís icos da a iculação co e a do <o> á ono
Tabela com ag egação:
<o> á ono na pala a
L1= 11
 Oco ências espe adas
1067
 Oco ências obse adas
682
F equência
63,9%
Es a ís ica:
<o> á ono na pala a
97
Média
62,0
Des io pad ão
29,7
5.6.6. A iculação do a igo de inido masculino singula
A pe cen agem de boa a iculação do <o> á ono - a igo de inido masculino
singula é de 50%, como indica o quad o 60. A análise do quad o 59 mos a ha e
uma g ande he e ogeneidade no desempenho dos alunos. A média (DP=4,4) de 7
oco ências obse adas é mui o in e io às oco ências espe adas.

108
Quad o 59 – Valo es absolu os e pe cen uais da a iculação co e a do <o> á ono - a igo
de inido masculino singula

<o> á ono - a igo de inido masculino singula
Oco ências espe adas – 14
Nome
L1
Oco ências obse adas
F equências absolu a e ela i a
Pe a
checo
14 (100%)
E a
checo
14 (100%)
Csaba
húnga o
11 (79%)
Jakub
eslo aco
9 (64%)
A is
le ão
7 (50%)
And ea
alemão
5 (36%)
Jan
eslo aco
5 (36%)
Hen i
inlandês
4 (29%)
Enes
u co
4 (29%)
Su i
inlandês
3 (21%)
Fu kan
u co
1 (7%)
Quad o 60 – Valo es es a ís icos da a iculação co e a do <o> á ono - a igo de inido
masculino singula
Tabela com ag egação:
<o> á ono - a igo de inido masculino singula
L1= 11
 Oco ências espe adas
154
 Oco ências obse adas
77
F equência
50%
Es a ís ica:
<o> á ono - a igo de inido masculino singula
14
Média
7,0
Des io pad ão
4,4
5.6.7. A iculação do a igo de inido eminino singula
A análise dos quad os 61 e 62 mos am que se e alunos egis a am ze o
nas oco ências obse adas, sendo a equência de ace os nes a ogal de 18,2%.
Em 10 oco ências espe adas o g upo a iculou bem, em média (DP=2,8) 1,8.
109
Quad o 61 – Valo es absolu os e pe cen uais da a iculação co e a do <a> á ono - a igo
de inido eminino singula
<a> á ono - a igo de inido eminino singula
Oco ências espe adas - 10
Nome
L1
Oco ências obse adas
F equências absolu a e ela i a
Pe a
checo
8 (80%)
Jan
eslo aco
5 (50%)
A is
le ão
4 (40%)
Csaba
húnga o
3 (30%)
Enes
u co
0 (0%)
E a
checo
0 (0%)
And ea
alemão
0 (0%)
Hen i
inlandês
0 (0%)
Jakub
eslo aco
0 (0%)
Su i
inlandês
0 (0%)
Fu kan
u co
0 (0%)
Quad o 62 – Valo es es a ís icos da a iculação co e a do <a> á ono - a igo de inido
eminino singula
Tabela com ag egação:
<a> á ono - a igo de inido eminino singula
L1= 11
 Oco ências espe adas
110
 Oco ências obse adas
20
F equência
18,2%
Es a ís ica:
<a> á ono - a igo de inido eminino singula
10
Média
1,8
Des io pad ão
2,8
5.6.8. A iculação das ogais nasais
A a iculação das ogais nasais não ep esen ou g ande di iculdade pa a o
g upo, uma ez que a equência de boa a iculação é de 99,8%, como ilus a o
quad o 64. À exceção da ogal [õ] que egis ou 99,4% de ace os, com uma média
(DP=0,3) de 13,9 oco ências obse adas em 14 espe adas, as ogais nasais [ɐ ],
[ẽ], [ĩ] e [ũ] egis a am uma equência de boa a iculação de 100%. A média
(DP=0) das oco ências obse adas é igual às oco ências espe adas.
110
Quad o 63 - Valo es absolu os e pe cen uais da a iculação co e a das ogais nasais
Vogais nasais
Oco ências espe adas de cada ogal nasal
[ɐ ]
[ẽ]
[ ĩ ]
[õ]
[ũ]
7
22
10
14
6
Nome
L1
Oco ências obse adas
F equências absolu a e ela i a
[ɐ ]
[ẽ]
[ ĩ ]
[õ]
[ũ]
And ea
alemão
7
(100%)
22
(100%)
10
(100%)
14
(100%)
6
(100%)
A is
le ão
7
(100%)
22
(100%)
10
(100%)
14
(100%)
6
(100%)
Csaba
húnga o
7
(100%)
22
(100%)
10
(100%)
14
(100%)
6
(100%)
Enes
u co
7
(100%)
22
(100%)
10
(100%)
14
(100%)
6
(100%)
E a
checo
7
(100%)
22
(100%)
10
(100%)
14
(100%)
6
(100%)
Fu kan
u co
7
(100%)
22
(100%)
10
(100%)
13
(93%)
6
(100%)
Hen i
inlandês
7
(100%)
22
(100%)
10
(100%)
14
(100%)
6
(100%)
Jakub
eslo aco
7
(100%)
22
(100%)
10
(100%)
14
(100%)
6
(100%)
Jan
eslo aco
7
(100%)
22
(100%)
10
(100%)
14
(100%)
6
(100%)
Pe a
checo
7
(100%)
22
(100%)
10
(100%)
14
(100%)
6
(100%)
Su i
inlandês
7
(100%)
22
(100%)
10
(100%)
14
(100%)
6
(100%)
Quad o 64 – Valo es es a ís icos da a iculação co e a das ogais nasais
Tabela com ag egação:
Vogais nasais
conjun o das ogais
nasais
L1= 11
[ɐ ]
[ẽ]
[ ĩ ]
[õ]
[ũ]
 Oco ências espe adas
77
242
110
154
66
649
 Oco ências obse adas
77
242
110
153
66
648
F equência
100%
100%
100%
99,4%
100%
99,8%
Es a ís ica:
[ɐ ]
[ẽ]
[ ĩ ]
[õ]
[ũ]
7
22
10
14
6
Média
7,0
22,0
10,0
13,9
6,0
Des io pad ão
0,0
0,0
0,0
0,3
0,0
111
5.6.9. A iculação dos di ongos o ais
Quando edigimos o ex o que se iu pa a a alia o desempenho dos
alunos na a iculação dos sons, não conseguimos encon a pala as adequadas
ao con ex o que i essem os di ongos o ais [iw] e [uj]. Op ámos, po isso, não os
inclui nes a a aliação.
Obse ando os quad os 65 e 66, e i icamos que o g upo a iculou bem
97,84% do conjun o dos di ongos o ais. O desempenho mais baixo oi de 95,95%
com o di ongo [o], seguido do di ongo [ew] que egis ou 98,34% de ace os. Os
di ongos o ais [aj], [aw], [ɐj] e [ɔj] egis a am uma equência de boa p onuncia de
100%.
Quad o 65 - Valo es absolu os e pe cen uais da a iculação co e a dos di ongos o ais
Di ongos o ais
Oco ências espe adas de cada di ongo o al
[aj]
[aw]
[ɐj]
[ew]
[ɔj]
[o]
6
3
7
11
2
9
Nome
L1
Oco ências obse adas
F equências absolu a e ela i a
[aj]
[aw]
[ɐj]
[ew]
[ɔj]
[o]
And ea
alemão
5
(83%)
3
(100%)
7
(100%)
11
(100%)
2
(100%)
9
(100%)
A is
le ão
6
(100%)
3
(100%)
7
(100%)
11
(100%)
2
(100%)
9
(100%)
Csaba
húnga o
6
(100%)
3
(100%)
7
(100%)
11
(100%)
2
(100%)
9
(100%)
Enes
u co
5
(83%)
3
(100%)
7
(100%)
11
(100%)
2
(100%)
9
(100%)
E a
checo
6
(100%)
3
(100%)
7
(100%)
11
(100%)
2
(100%)
8
(89%)
Fu kan
u co
5
(83%)
3
(100%)
7
(100%)
10
(91%)
2
(100%)
8
(89%)
Hen i
inlandês
6
(100%)
3
(100%)
7
(100%)
11
(100%)
2
(100%)
8
(89%)
Jakub
eslo aco
6
(100%)
3
(100%)
7
(100%)
11
(100%)
2
(100%)
9
(100%)
Jan
eslo aco
6
(100%)
3
(100%)
7
(100%)
10
(91%)
2
(100%)
8
(89%)
Pe a
checo
6
(100%)
3
(100%)
7
(100%)
11
(100%)
2
(100%)
9
(100%)
Su i
inlandês
6
(100%)
3
(100%)
7
(100%)
11
(100%)
2
(100%)
9
(100%)
118
5.6.11.4. Consoan es la e ais
Os quad os 77 e 78 indicam, espe i amen e, os alo es absolu os e
pe cen uais da a iculação co e a das consoan es la e ais e os alo es
es a ís icos co esponden es.
Quad o 77 - Valo es absolu os e pe cen uais da a iculação co e a das consoan es
la e ais
Consoan es la e ais
Oco ências espe adas de cada consoan e la e al
[ ʎ ]
[ l ]
[ ł ]
4
19
11
Nome
L 1
Oco ências obse adas
F equências absolu a e ela i a
And ea
alemão
4 (100%)
19 (100%)
11 (100%)
A is
le ão
3 (75%)
19 (100%)
11 (100%)
Csaba
húnga o
4 (100%)
19 (100%)
11 (100%)
Enes
u co
1 (25%)
18 (95%)
11 (100%)
E a
checo
4 (100%)
18 (95%)
11 (100%)
Fu kan
u co
3 (75%)
19 (100%)
11 (100%)
Hen i
inlandês
4 (100%)
19 (100%)
11 (100%)
Jakub
eslo aco
3 (75%)
19 (100%)
11 (100%)
Jan
eslo aco
0 (0%)
19 (100%)
11 (100%)
Pe a
checo
4 (100%)
19 (100%)
11 (100%)
Su i
inlandês
2 (50%)
19 (100%)
11 (100%)
Quad o 78 – Valo es es a ís icos da a iculação co e a das consoan es la e ais
Tabela com ag egação:
consoan es la e ais
conjun o das
consoan es la e ais
L1= 11
[ ʎ ]
[ l ]
[ ł ]
 Oco ências espe adas
44
209
121
374
 Oco ências obse adas
32
207
121
360
F equência
72,7%
99%
100%
96,3%
Es a ís ica:
[ ʎ ]
[ l ]
[ ł ]
4
19
11
Média
2,9
18,8
11,0
Des io pad ão
1,4
0,4
0,0
Obse ando os dados ela i os ao desempenho do g upo na a iculação
das consoan es la e ais, encon amos uma ele ada equência de boa a iculação,
ou seja, 96,3%. A análise dos dados ela i os a cada uma das consoan es
pe mi e-nos e i ica que os alunos êm mais di iculdades na a iculação do [ʎ] que
em uma pe cen agem de 72,7% de ace os. A média (DP=1,4) é de 2,9
oco ências obse adas pa a uma oco ência espe ada de 4. O [l] e o [ł] egis am
uma equência de boa a iculação, espe i amen e, de 99% e 100%. As
oco ências obse adas na consoan e [l] são em média (DP=0,4) 18,8 e si uam-se

119
mui o p óximas das oco ências espe adas. Já na consoan e [ł] média (DP=0) de
11 oco ências obse adas coincide com as oco ências espe adas.
5.6.11.5. Consoan e nasal do so-pala al
Os dados do quad o 80 e elam uma equência de boa a iculação de
97%. O desempenho dos alunos é mui o homogéneo, como se pode obse a
ambém no quad o 79, es ando a média (DP=0,64) de 8,7 oco ências obse adas
(c . quad o 80) mui o p óxima das oco ências espe adas.
Quad o 79 - Valo es absolu os e pe cen uais da a iculação co e a da consoan e nasal
do so-pala al
Consoan e nasal
do so-pala al
Oco ências espe adas da consoan e nasal
[ ɲ ]
9
Nome
L 1
Oco ências obse adas
F equências absolu a e ela i a
And ea
alemão
9 (100%)
A is
le ão
9 (100%)
Csaba
húnga o
9 (100%)
Enes
u co
7 (78%)
E a
checo
9 (100%)
Fu kan
u co
9 (100%)
Hen i
inlandês
9 (100%)
Jakub
eslo aco
9 (100%)
Jan
eslo aco
9 (100%)
Pe a
checo
9 (100%)
Su i
inlandês
8 (89%)
Quad o 80 – Valo es es a ís icos da a iculação co e a da consoan e nasal do so-pala al
Tabela com ag egação:
Consoan e nasal do so-pala al
L1= 11
[ ɲ ]
 Oco ências espe adas
99
 Oco ências obse adas
96
F equência
97%
Es a ís ica:
[ ɲ ]
9
Média
8,7
Des io pad ão
0,64
120
5.6.12. <h> [ / ] não aspi ado
Os quad os 81 e 82 indicam, espe i amen e, os alo es absolu os e
pe cen uais da não aspi ação do <h> e os alo es es a ís icos co esponden es.
Quad o 81 - Valo es absolu os e pe cen uais da não aspi ação do <h>
<h> [ / ]
Oco ências espe adas da não aspi ação do
<h>
4
Nome
L 1
Oco ências obse adas – F equências
absolu a e ela i a
And ea
alemão
4 (100%)
A is
le ão
0 (0%)
Csaba
húnga o
4 (100%)
Enes
u co
1 (25%)
E a
checo
4 (100%)
Fu kan
u co
3 (75%)
Hen i
inlandês
4 (100%)
Jakub
eslo aco
4 (100%)
Jan
eslo aco
4 (100%)
Pe a
checo
4 (100%)
Su i
inlandês
3 (75%)
Quad o 82 – Valo es es a ís icos da não aspi ação do <h>
Tabela com ag egação:
<h> [ / ] não aspi ado
L1= 11
<h> [ / ]
 Oco ências espe adas
44
 Oco ências obse adas
35
F equência
79,5%
Es a ís ica:
<h> [ / ]
4
Média
3,2
Des io pad ão
1,4
5.6.13. Sons [kw] e [ɐj∫]
Os quad os 83 e 84 indicam, espe i amen e, os alo es absolu os e
pe cen uais da a iculação co e a dos sons [kw] e [ɐj∫] e os alo es es a ís icos
co esponden es.
O som [ks], al como o di ongo nasal [õj] e os di ongos o ais [iw] e [uj], não
en ou nes a a aliação po , no momen o da edação do ex o, não e mos
encon ado pala as com es e som que se adequassem ao con ex o.
121
Quad o 83 - Valo es absolu os e pe cen uais da a iculação co e a dos sons [kw] e [ɐj∫]
Oco ências espe adas de cada som
[ kw ]
[ɐj∫ ]
2
1
Nome
L 1
Oco ências obse adas – F equências absolu a e
ela i a
And ea
alemão
2 (100%)
0 (0%)
A is
le ão
2 (100%)
1 (100%)
Csaba
húnga o
2 (100%)
0 (0%)
Enes
u co
2 (100%)
1 (100%)
E a
checo
1 (50%)
1 (100%)
Fu kan
u co
1 (50%)
1 (100%)
Hen i
inlandês
2 (100%)
0 (0%)
Jakub
eslo aco
2 (100%)
1 (100%)
Jan
eslo aco
2 (100%)
1 (100%)
Pe a
checo
2 (100%)
1 (100%)
Su i
inlandês
2 (100%)
1 (100%)
Quad o 84 – Valo es es a ís icos da a iculação co e a dos sons [kw] e [ɐj∫]
Tabela com ag egação:
Ou os sons
conjun o de
ou os sons
L1= 12
[ kw ]
[ɐj∫ ]
 Oco ências espe adas
22
11
33
 Oco ências obse adas
20
8
28
F equência
90,9%
72,7%
84,8%
Es a ís ica:
[ kw ]
[ɐj∫ ]
2
1
Média
1,8
0,7
Des io pad ão
0,4
0,5
A equência de ace os no conjun o des es sons é de 84,8%. A
pe cen agem de boa a iculação do som [kw] é de 90,9%, com uma média
(DP=0,4) de 1,8 de oco ências obse adas. O som [ɐj∫] egis a uma equência de
ace os de 72,7%, com uma média (DP=0,5) de 0,7 oco ências obse adas.
5.6.14. Dis inção da sílaba ónica
Os quad os 85 e 86 indicam, espe i amen e, núme o e pe cen agem de
pala as com sílaba ónica co e amen e ma cada pelos pa icipan es no es udo, n
= 379 e os alo es es a ís icos co esponden es. A sua lei u a pe mi e obse a
que a pe cen agem de boa ma cação da sílaba ónica é de 98,51%. Em 379
oco ências espe adas o g upo egis ou em média (DP=5,3) 373 oco ências
obse adas.
122
Quad o 85 – Núme o e pe cen agem de pala as com sílaba ónica co e amen e ma cada
pelos pa icipan es no es udo, n = 379
Pala as com sílaba ónica co e amen e ma cada
Nome
L1
Oco ências espe adas - 379
Oco ências obse adas
F equências absolu a e ela i a
Pe a
checo
379 (100%)
E a
checo
378 (100%)
Fu kan
u co
377 (99%)
And ea
alemão
376 (99%)
Su i
inlandês
376 (99%)
Jan
eslo aco
375 (99%)
Hen i
inlandês
375 (99%)
Jakub
eslo aco
371 (98%)
Csaba
húnga o
371 (98%)
A is
le ão
368 (97%)
Enes
u co
361 (95%)
Quad o 86 – Valo es es a ís icos do núme o e pe cen agem de pala as com sílaba ónica
co e amen e ma cada pelos pa icipan es no es udo, n = 379
L1= 11
Pala as com sílaba ónica
co e amen e ma cada
 Oco ências espe adas
4169
 Oco ências obse adas
4107
F equência
98,5%
Es a ís ica:
Pala as com sílaba ónica
co e amen e ma cada
379
Média
373
Des io pad ão
5,3
5.7. Ap eciação da lei u a dos alunos po alan es na i os
No sen ido de ob e uma ap eciação impa cial da lei u a dos alunos,
eunimos um g upo de qua o pessoas, cons i uído po duas sec e á ias de uma
escola de línguas e duas p o esso as de PLE. As qua o pa icipan es lidam
dia iamen e com alan es es angei os. Escolhemos duas p o esso as de PLE
pa a a e i se u iliza am c i é ios, embo a empí icos, idên icos aos nossos na
ap eciação da lei u a dos alunos. O obje i o p incipal e a sabe se um
alan e/ou in e na i o que não i esse o ex o esc i o à sua en e conseguia
pe cebe a lei u a dos alunos.
123
Pedimos-lhes que ou issem as g a ações e que nos dessem o seu
pa ece , espondendo à ques ão: A lei u a é comp eensí el pa a um ou in e
que não em o ex o esc i o à sua en e?
Quad o 87 – Pa icipan es no es udo, esul ados do inqué i o sob e a comp eensão da
lei u a
Pa icipan es
Escala de a aliação da comp eensão da lei u a
o almen e
pe ce í el
bas an e
pe ce í el
pouco
pe ce í el
nada
pe ce í el
p o esso a A
2
7
2
0
p o esso a B
1
6
4
0
sec e á ia C
3
6
2
0
sec e á ia D
0
6
5
0
G á ico 1 – Resul ados do inqué i o sob e a comp eensão da lei u a
Eixo e ical: núme o de alunos, eixo ho izon al: pa icipan es no es udo
Pela ap eciação do quad o 87 e do g á ico 1, e i icamos que pa a as
pa icipan es A, B e C a lei u a é o almen e pe ce í el, espe i amen e, em dois,
um e ês alunos. No g á ico des aca-se a co e melha que co esponde a uma
lei u a pe ce í el e e uada pelo maio núme o de alunos, se e na opinião da
pa icipan e A e seis, pa a as ou as pa icipan es. Pouco pe ce í el é a lei u a de
cinco alunos pa a a pa icipan e D e a de qua o alunos, pa a a pa icipan e B.
A análise do quad o 87 e do g á ico 1 mos a exis i , em ge al, consonância
na a aliação e e uada pelas pa icipan es.

124
Quad o 88 – Iden i icação dos alunos, esul ados do inqué i o e e uado a 4 pa icipan es
sob e a comp eensão da lei u a dos alunos.
Escala de a aliação da comp eensão da lei u a
o almen e
pe ce í el
bas an e
pe ce í el
pouco
pe ce í el
nada pe ce í el
Nome
And ea
0
4
0
0
A is
0
2
2
0
Csaba
1
3
0
0
Enes
0
0
4
0
E a
1
3
0
0
Fu kan
0
0
4
0
Hen i
0
4
0
0
Jakub
2
2
0
0
Jan
0
2
2
0
Pe a
2
2
0
0
Su i
0
3
1
0
G á ico 2 - Iden i icação dos alunos, esul ados do inqué i o, po aluno, sob e a
comp eensão da lei u a
Eixo e ical: núme o de pa icipan es, eixo ho izon al: nome dos alunos
Examinando o g á ico 2, pe cebemos que as qua o pa icipan es o am
unânimes na a aliação da comp eensão da lei u a da And ea e do Hen i, que
conside a am bas an e pe ce í el, assim como na a aliação da comp eensão da
lei u a do Enes e do Fu kan que odas conside a am pouco pe ce í el. Há algum
consenso na opinião das pa icipan es sob e a comp eensão da lei u a do Jakub e
da Pe a, que oscilam en e o o almen e pe ce í el e o bas an e pe ce í el e a
lei u a do Csaba e da E a, que é conside ada po uma pa icipan e o almen e
pe ce í el e bas an e pe ce í el pelas es an es ês. Rela i amen e à
125
comp eensão da lei u a do A is e do Jan, as opiniões di e gem mui o. Duas
pa icipan es conside am a sua comp eensão bas an e pe ce í el e as ou as duas
en endem que é pouco pe ce í el.
As di e enças de opiniões quan o ao g au de in eligibilidade da lei u a dos
alunos podem de e -se, na nossa opinião, a um conjun o de a o es que não
podemos con ola . Po um lado, sabendo as pa icipan es de an emão que se
a a a de um abalho de in es igação, a i a am inconscien emen e c i é ios de
a aliação que não endo sido po nós pedidos, são ine en es à sua expe iência
p o issional ou pessoal. Po ou o lado, a capacidade de disc iminação audi i a
di e e de pessoa pa a pessoa e condiciona mui o a comp eensão de ex os o ais,
mesmo quando exp essos na língua ma e na.
6. Discussão dos esul ados
Como já oi e e ido, os alunos inicia am o cu so online sem quaisque
conhecimen os p é ios da língua po uguesa. O seu p imei o con ac o com o
po uguês consis iu na ap endizagem da a iculação dos sons e na co e a
ma cação da sílaba ónica, que se ealizou du an e duas semanas em ambien e e-
lea ning.
Imedia amen e após o cu so online, e e luga um cu so p esencial com a
du ação de ês semanas, que, po um lado, os do ou de conhecimen os
linguís icos básicos ao ní el da o og a ia, da mo ologia, da sin axe e do léxico,
mas ambém deu con inuidade ao abalho ence ado no cu so online. As aulas de
eino a icula ó io o am mui o impo an es pa a ala ga e cimen a os
conhecimen os adqui idos no cu so online.
6.1. Compa ação dos esul ados depois do cu so online com os
esul ados depois do cu so p esencial
Vamos a segui p ocede a uma análise compa a i a dos dados ob idos na
a aliação do desempenho dos alunos depois dos cu sos online e p esencial,
omando como base da compa ação as ca ego ias de análise já conside adas.
6.1.1. Vogais o ais
Pela obse ação dos dados quad o 89, e i icámos que a pe cen agem de
ace os no conjun o das ogais o ais depois do cu so online é de 90,8%,
pe cen agem es a mui o supe io ao desempenho do g upo ob ido depois do cu so
p esencial e que oi de 75,2%.
126
Quad o 89 - Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na a aliação da
a iculação do conjun o das ogais o ais, depois dos cu sos online e p esencial
Vogais o ais
conjun o
das ogais
o ais
[a]
[ɐ]
[ε]
[e]
[ɔ]
[o]
[i]
[u]
[ɨ]
Depois do cu so
online
95,7%
87,4%
95,8%
91,6%
85,0%
76,8%
94,2%
91,2%
91,9%
90,8%
Depois do cu so
p esencial
98,8%
29,7%
95,3%
98,8%
97,5%
98,9%
91,2%
100%
94,%
75,2%
G á ico 3 - Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na a aliação da
a iculação do conjun o das ogais o ais, depois dos cu sos online e p esencial
Eixo e ical: alo es pe cen uais, eixo ho izon al: ogais o ais, conjun o das ogais o ais
Iden i icámos ês ogais nas quais a pe cen agem de ace os desceu do
cu so online pa a o cu so p esencial. O [ε] egis ou uma descida mui o pouco
exp essi a, de 95,8% pa a 95,3%, o [i] desceu de 94,2% pa a 91,2% e inalmen e
o [ɐ] desceu de 87% pa a 29,7% de ace os. A ogal [ɐ] egis a uma descida
bas an e conside á el e que, sem dú ida, é esponsá el pela baixa pe cen agem
de ace os do conjun o das ogais depois do cu so p esencial. Po ou o lado, e
apesa de os dados sob e a ogal [i] não se em ele an es pa a a a aliação do
desempenho global dos alunos, não deixou de nos in iga a descida na
pe cen agem de ace os da ogal [i] na lei u a do ex o. Es amos pe an e uma
ogal que nunca o e ece di iculdades aos alunos. En ão, o que p o ocou es a
descida, ainda que ligei a? Pa a esponde a es a ques ão, emos de elemb a o
modo como e e uámos a a aliação do desempenho dos alunos na a iculação dos
sons.
Aquando da p imei a a aliação, depois do cu so online, oi pedido aos
alunos que lessem 154 pala as descon ex ualizadas, dis ibuídas po 8
diaposi i os (C . anexo 13). O aluno ge ia a en ada da pala a, lia uma a uma,
com uma pequena pausa en e elas. Nes as condições, os alunos concen a am-
127
-se na lei u a de uma pala a de cada ez, endo mais empo pa a iden i ica os
sons e pa a os a icula co e amen e.
A lei u a do ex o ep esen a a um desa io maio , uma ez que exigia a
mobilização de múl iplas compe ências. Pa a além da p eocupação em ma ca
co e amen e a sílaba ónica e em a icula bem os sons e as pala as numa ase,
o aluno p ocu a a le luen emen e o ex o com uma en oação adequada,
espei ando os sinais de pon uação. Embo a a nossa a aliação não incidisse
sob e es es úl imos aspe os, le em oz al a ob iga o aluno a dispensa alguma
a enção a um conjun o de p ecei os que in e êm no a o da lei u a. Sendo a
elocidade de lei u a maio e o empo pa a ponde a meno , a p obabilidade de
e a é ambém maio , sob e udo em sons que o e ecem mais di iculdades e cuja
a iculação ainda não se encon a es abilizada. Pensamos se es a a azão pa a a
baixa pe cen agem de ace os na a iculação da ogal [ɐ] na lei u a do ex o. Es a
explicação é igualmen e álida pa a a ligei a descida do desempenho dos alunos
na a iculação do [i]. Além disso, é de e e i que, na a aliação das pala as,
nunca oi pedido aos alunos que lessem a conjunção coo dena i a <e> [i], ao
passo que, no ex o, ela apa ece inúme as ezes. Que na ala espon ânea, que
na lei u a de um ex o, é mui o equen e os alunos acila em en e [i] e [e].
Toda ia, não es amos na p esença de um p oblema a icula ó io, mas sim pe an e
uma di iculdade dos alunos em dissocia em a ep esen ação g á ica da conjunção
<e> do som [e] e logo es abiliza em a sua co e a ealização que é [i]. Es a
inco eção con ibuiu pa a que na con abilização dos ace os oco esse uma
ligei a descida da pe cen agem de bom desempenho na a iculação da ogal [i]
depois do cu so p esencial.
Obse emos ago a o quad o 90 e o g á ico 4, no qual não cons am os
esul ados de desempenho dos alunos na ogal [ɐ].
Quad o 90 - Valo es pe cen uais e e en es às oco ências obse adas na a aliação da
a iculação do conjun o das ogais o ais sem a ogal [ɐ], depois dos cu sos online e
p esencial
Vogais o ais sem a ogal [ɐ]
conjun o
das ogais
o ais sem a
ogal [ɐ]
[a]
[ε]
[e]
[ɔ]
[o]
[i]
[u]
[ɨ]
Depois do cu so
online
95,7%
95,8%
91,6%
85%
76,8%
94,2%
91,2%
91,9%
92,2%
Depois do cu so
p esencial
98,8%
95,3%
98,8%
97,5%
98,9%
91,2%
100%
94,%
95,5%

Anexo 11
Resul ados do 2º. Quiz
Eixo e ical: Núme o de es udan es que ob i e am de e minada classi icação
Eixo ho izon al: Classi icação de 0 a 20
To al de Pa icipan es: 13 es udan es
Média dos 13 es udan es: 17.68
Anexo 12
Pa âme os pa a a seleção de pala as e o núme o de oco ências
dos sons nas 154 pala as
1. PALAVRAS MARCADAS GRAFICAMENTE QUANTO À ACENTUAÇÃO
Vogal
abe a
Vogais semiabe as
Vogais semi echadas
Vogais echadas
Sons
<á> - [a]
< é > - [ε]
< ó > - [ɔ]
< â > - [ɐ]
< ê > - [e]
< ô > - [o]
< í > - [i]
< ú > - [u]
Núme o de
oco ências
5
4
4
2
2
3
3
3
2. PALAVRAS NÃO MARCADAS GRAFICAMENTE QUANTO À ACENTUAÇÃO
pala as g a es sem acen o g á ico
pala as agudas sem acen o g á ico
Sons
a(s)
e(s)
o(s)
em
ens
am
i(s)
u(s)
im
in(s)
um
un(s)
l
z
Núme o de
oco ências
22
21
33
3
1
3
3
4
1
1
2
1
3
16
3
3. VOGAIS ORAIS EM POSIÇÃO TÓNICA
<a>
ónico
<a>*
ónico
<o>
ónico
<o>
ónico
<e>
ónico
<e>
ónico
<i>
ónico
<u>
ónico
Sons
[a]
[ɐ]
[ɔ]
[o]
[ε]
[e]
[i]
[u]
Núme o de
oco ências
30
0
5
6
6
4
11
3
*Não o am selecionadas pala as com es e som.
3. VOGAIS ORAIS EM POSIÇÃO ÁTONA
<a> á ono
<o> á ono
<e> á ono
<i> á ono
<u> á ono
Sons
<a> á ono - [ɐ]
<o> á ono - [ u ]
<e> á ono - [ɨ]
< i > - á ono - [i]
<u> á ono - [ u ]
Núme o de
oco ências
65
58
34
22
13
4. VOGAIS NASAIS
Sons
<ã>
[ɐ
]
<am.b>, <am.p>
[ɐ
 ]
<am>
[ɐ
w]
<an>
[ɐ
 ]
<em.b>, <em.p>
[ẽ]
<em>
[ɐ
j]
<en>
[ẽ]
Núme o de
oco ências
3
2
3
9
2
4
7
4. VOGAIS NASAIS (con inuação)
Sons
<im.b>, <im.p>,
<__im>
[ĩ]
<in>
[ĩ]
<om.b>, <om.p>
<_om>
[õ]
<on>
[õ]
<um>, <um.b>
[ũ]
<un>
[ũ]
Núme o de
oco ências
3
7
2
4
2
1
5. DITONGOS ORAIS
Sons
<ai>
[aj]
<au>
[aw]
<ei>
[ɐj]
<eu>
[ew]
<iu>
[iw]
<ui>
[uj]
<oi>
[ɔj ]
<ou>
[o]
<éi>*
[εj]
<éu>*
[εw]
<ói>*
[ɔj]
Núme o de
oco ências
2
2
7
2
2
2
2
2
0
0
0
*Não o am selecionadas pala as com es es sons.
6. DITONGOS NASAIS
Sons
<ão> - [ɐ
w]
<õe> - [õj]
<ãe> - [ɐ
 j~]
<ui> - [uĩ]
Núme o de
oco ências
4
3
2
1
CONSOANTES
7. <s>
Sons
<s___>, <__.s__> - [ s ]
<__ss__> - [ s ]
<___s___> - [ z ]
<___s> - [∫ ]
Núme o de
oco ências
8
5
6
13
CONSOANTES
7. <s> (con inuação)
Sons
<__s.p__> , <__s. __>, <__s.c__> , <__s.q__>
, <__s. __> - [∫ ]
<__s.b__> , <__s.d__>, <__s.g__> ,
<__s. __> , <__s.m__> - [ʒ]
Núme o de
oco ências
3
2
CONSOANTES
7. <s> (con inuação)
Sons
<es.p__> , <es. __>, <es.c__> , <es.q__> ,
<es. __> - [∫ ]
<es.b__> , <es.d__> , <es.g__> , <es. __> ,
<es.m__> - [ʒ]
Núme o de
oco ências
2
2
CONSOANTES
8. < >
Sons
< __> - [ R ]
<_ _> - [ R ]
<_ . _ > - [ R ]
<__ __> - [ ɾ ]
Núme o de
oco ências
6
4
2
15
CONSOANTES
8. < > (con inuação)
Sons
<p >, <b >, < , <d >, <c >, <g >,< > - [ ɾ ]
< __ > - [ ɾ ]
Núme o de
oco ências
13
26
CONSOANTES
9. <ca,co,cu>
Sons
<ca> - [ k ]
<co> - [ k ]
<cu> - [ k ]
Núme o de
oco ências
6
9
3

CONSOANTES
10. <ça, ço, çu, ce, ci>
Sons
<ça> - [s]
<ço> - [s]
<çu> - [s]
<ce> - [s]
<ci> - [s]
Núme o de
oco ências
4
4
1
4
4
CONSOANTES
11. <ga, go, gu, gui, gue>
Sons
<ga> - [g]
<go> - [g]
<gu> - [g]
< gue > - [g]
< gui > - [g]
Núme o de
oco ências
5
4
4
1
1
CONSOANTES
12. <ge, gi>
Sons
<ge> - [ʒ]
<gi> - [ʒ]
Núme o de
oco ências
2
2
CONSOANTES
13. <qu>
Sons
<que> - [k]
<qui> - [k]
<qua> - [kw]
<quo> - [kw]
Núme o de
oco ências
3
2
2
1
CONSOANTES
14. <z>
Sons
<z___> - [z]
<__.z__> -[z]
<__z__> - [z]
<___z> - [∫]
Núme o de
oco ências
1
2
5
3
CONSOANTES
15. <ja, jo, je, ju, ji>
Sons
<ja> - [ʒ]
<jo> - [ʒ]
<je> - [ʒ]
<ju> - [ʒ]
<ji> - [ʒ]
Núme o de
oco ências
3
2
2
3
1
CONSOANTES
16. <h>
17. <ch>
18. <nh>
Sons
<h> - [ / ]
<ch___> - [∫]
<__.ch__> - [∫]
<__nh__> - [ɲ]
Núme o de
oco ências
5
2
2
2
CONSOANTES
19. < >
20. <l>
21. <lh>
Sons
< ___>
[ ]
<__. __>
[ ]
<l___>
[l]
<__ l __>
[l]
<___l> , <__l.__>
[ł]
<__lh__>
[ʎ]
Núme o de
oco ências
4
6
5
11
7
3
CONSOANTES
22. <x>
Sons
< x___>
[∫]
<e.xa.___>,
<e.xo.___>,
<e.xe.___>,
<e.xi.___>,
<e.xu.___>
[z]
<__x__>
[∫]
<__x__>
[s]
<__x__>
[ks]
Núme o de
oco ências
2
2
2
1
2
CONSOANTES
22. <x> (con inuação)
Sons
<ex.p__>, <ex. __>, <ex.c__>
[ɐj∫]
sex. __> , < ex. __>
[ɐj∫]
<hexa__> *
[ gz ] / [z]
Núme o de
oco ências
2
2
0
*Não o am selecionadas pala as com es e som.
Anexo 13
Responda às pe gun as sob e o ex o com ases comple as.
a.
Qual é a nacionalidade da Rocío e onde es uda?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
b.
Na sua opinião, a Rocío em di iculdades com a língua po uguesa ?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
c.
O que pensa a Rocío do Po o?
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
d.
Que planos em ela pa a o e ão ?
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
e.
Que língua ala o Benjamin com os pais dele ?
__________________________________________________________________________
.
Po que azão es á ele no Po o ?
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
g.
Na sua opinião o Benjamin es á bem adap ado à cidade e ao país? Po quê?
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________

2.
Esc e a um pos al a um amigo e ale da sua expe iência como es udan e e asmus:
 da sua o ina diá ia;
 do que gos a de aze nos empos li es ;
 dos locais que já conhece em Po ugal ;
Po o, 5 de e e ei o de 2014
Olá _____________,
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
Um ab aço,
FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DO PORTO
CURSO INTENSIVO DE LÍNGUA PORTUGUESA
PARA ESTRANGEIROS
P o a Final de A aliação
Nome__________________________________________Da a__________________
3. Faça as pe gun as pa a as seguin es espos as.
a.
______________________________________________________?
- 0.50 cên imos.
b.
______________________________________________________?
- Não, não sou.
c.
______________________________________________________?
- Es ou na biblio eca.
d.
______________________________________________________?
- Não, não podemos
e.
______________________________________________________?
- Amanhã ou es uda pa a o es e.
.
______________________________________________________?
- Sim, sabemos.
g.
______________________________________________________?
- Ela em 24 anos.
h.
______________________________________________________?
- No sábado.
i.
______________________________________________________?
- Ele es á a do mi
j.
______________________________________________________?
- Sim, ou.
4. Use o p onome pessoal co e o.
a.
Es e li o é pa a mim?
- Sim, é pa a ________________________________.
b.
Posso i con osco?
- Sim, podes i ______________________________.
c.
Ele ai con igo?
- Sim, ele ai ________________________________.
d.
Es e p esen e é pa a si.
- Pa a ____________________? Oh, mui o ob igada!
e.
Gos as do Ped o?
- Sim, gos o _________________________________.
.
Pensas na So ia?
- Sim, penso mui as ezes ______________________.
5. Comple e os espaços com a p eposição co e a, con aída com o a igo, quando necessá io.
a.
Nos amos a Mad id _____ a ião.
b.
Ele ai semp e _____ pé pa a a Faculdade.
c.
Eles ão a Guima ães ______ ca o da Susana.
d.
Nós iajamos pa a Lisboa _____ comboio das 21:30h
e.
Eu ol o pa a o Po o _____ au oca o.
.
Tu ambém ais _____ au oca o nº. 207?
6. Comple e as ases com a p eposição co e a, con aída com o a igo, quando necessá io.
a.
O An ónio es á ________ Po o.
b.
O Ped o é ________ Po ugal.
c.
Ago a, enho ________ aze o exe cício.
d.
Quan o empo icas ________ Po ugal?
e.
A Ma ia es á ________ casa.
.
Ele sai ________ abalho mui o a de.
g.
Quando iajas ________ Lond es?
h.
Eu espe o aqui ________ au oca o.
i.
Nós chegamos mui o cedo ________ aculdade.
j.
Eu es ou p eocupado ________ ela?
7. Responda às pe gun as com sim

ou não

.
a.
Sabes onde é a a mácia?

- ________________________________________
b.
Podes es uda com a Syl a?

- ________________________________________
c.
Vocês que em um ca é?

- ________________________________________
d.
Ou es música de manhã ?

- ________________________________________
e.
Você bebe um ca é ?

- ________________________________________
.
Comp as pão?

- ________________________________________
g.
Você dá um p esen e ao Manuel?

- ________________________________________
h.
Fazes o pc ago a ?

- ________________________________________
i.
Vês o ilme?

- ________________________________________
j.
Vocês p ecisam do dicioná io?

- ________________________________________
8. Comple e com as p eposições « pa a » ou « a », con aída com o a igo, quando necessá io.
a.
Eu es ou mui o cansada, po isso ou _____a cama.
b.
O Ped o abalha num ca é e no malmen e ai _____o ca é cedo.
c.
Ago a, enho aulas, po isso ou ____a aculdade.
d.
Amanhã à noi e amos ____o cinema ?
e.
Quando amos ____os co eios?
.
An es do almoço ou ____a pada ia.
g.
Hoje à a de, amos ____a a mácia.
h.
O Rui ai abalha ______ a Ingla e a.
Boa so e!
Ana Isabel Fe nandes
FACULDADE DE LETRAS
UNIVERSIDADE DO PORTO
FLUP-DSGRP/030.01 Via Pano âmica s/n 4150-564 Po o | Tl . 226 077 100 | Fax 226 091 610 | lup@le as.up.p | www.le as.up.p
Gabine e de Fo mação e Educação Con ínua | Tl . 226077165 | Fo mação: g ec@le as.up.p | SIP: sip@le as.up.p
Anexo 16
PAUTA DE CLASSIFICAÇÃO
REGISTO DE ENTRADA
Da a
Ano Le i o
2013
/
2014
Funcioná io
Cu so de Fo mação: EILC – E asmus In ensi e Language Cou se (Tu ma 1)
Docen e: Ana Isabel de Jesus Fe nandes
N.º de alunos: ____13_____
N.º do aluno /
N.º de o dem
Nome do aluno
Classi icação
Final
Ní el
1
And ea
19
A1
2
A is
12
A1
3
Csaba
18
A1
4
Enes
11
A1
5
E a
19
A1
6
Fu kan
10
A1
7
Hen i
13
A1
8
Jakub
18
A1
9
Jan
17
A1
10
Pe a
19
A1
11
Sede
Rep o ado*
A1
12
Simon
Rep o ado*
A1
13
Su i
17
A1
RESSALVAS
* Rep o ado po al as
O Responsá el pela Classi icação
7
/
02
/
2014
Ass.

Anexo 17

Anexo 18
Po o, 13 de agos o de 2014
Olá, Hen i.
Como es ás? Como é Ba celona? É
ixe i e aí? E o eu cu so de ca alão?
Também já acabou? Es a é a qua a e
úl ima semana do cu so in ensi o de
po uguês e ambém a minha úl ima
semana no Po o. Es ou is e po que
enho de dize adeus aos meus no os
amigos e à cidade onde me sin o ão
bem.
Como sabes, es ou aqui pa a aze um cu so de língua po uguesa po que em
se emb o ou pa a B agança onde ou ica a é julho do p óximo ano. Já sei que lá es á
mui o io no in e no e às ezes ne a. Acho que não ou e saudades da Finlândia! 
As aulas são odos os dias das no e ho as da manhã à uma ho a da a de.
In elizmen e, p eciso de me le an a mui o cedo. Depois das aulas, eu e os meus colegas
almoçamos na can ina e azemos os abalhos de casa jun os.
Cla o que a minha ida não é só es uda ! Eu saio mui o à noi e com os meus
amigos e ao im de semana iajamos po que que emos sabe um pouco mais sob e o
país e a sua cul u a. Já conheço Lisboa, A ei o e Coimb a que em a mais an iga
uni e sidade de Po ugal. On em iajámos pa a B aga e Guima ães. Gos o mui o des a
cidade, mas o Po o é especial pa a mim. Tens de conhece ! É uma cidade acolhedo a,
com is a pa a o io e pa a o ma , com gen e simpá ica e so iden e, semp e p on a pa a
nos ajuda .
Gos o de isi a os monumen os, os museus e as ca es do amoso inho do Po o,
passa uma a de no ja dim do palácio de c is al a le um li o, à somb a de uma á o e,
ou en ão, sen a -me num ca é na p aia a con e sa com os meus amigos. O Po o é uma
cidade abe a que nos ecebe bem e nos az sen i em casa. Po isso já sei que ai se
di ícil dize adeus. Mas eu ou ol a ! Quem sabe, se calha con igo. A imagem que ês
no pos al é da Ribei a do Po o, classi icada pela UNESCO como pa imónio da
humanidade. Do lado di ei o é possí el e a amosa pon e de D. Luís. Não é uma is a
boni a? Amanhã, sex a- ei a, chegam a mãe e o pai. E u, quando ens cá?
Bom, po hoje é udo.
A é b e e e um beijinho.
Su i
Anexo 19
T ansc ição Foné ica do ex o
[ɔ’la ‘hẽRi || ‘komu ‘∫ a∫? || ‘komu ε bɐɾsɨ’lonɐ? || ε ‘ i∫ɨ i’ eɾ ɐ’i? || i u ew ‘kuɾsu dɨ
kɐ ɐ’lɐ w? || ɐ ’bẽ ʒa ɐkɐ’bo?|| ‘ε∫ ɐ ε ɐ ‘kwaɾ ɐ i ‘uł imɐ sɨ’mɐnɐ du ‘kuɾsu ĩ ẽ’si u dɨ
puɾ u’gez i ɐ ’bẽ ɐ ‘miɲɐ ‘uł imɐ sɨ’mɐnɐ nu ‘poɾ u || ‘∫ o ‘ ɾi∫ ɨ ‘puɾkɨ ‘ ɲu dɨ di’zeɾ ɐ’dewz
awʒ ‘mewʒ ‘nɔ u ɐ’miguzi a si’dad ‘õdɨ mɨ ‘sĩ u ɐ w bẽ || ‘komu ‘sabɨ∫ ‘∫ o ɐ’ki ‘pɐɾɐ
ɐ’zeɾ ũ ‘kuɾsu dɨ ‘lĩgwɐ puɾ u’gezɐ ‘puɾkɨ ẽ sɨ’ ẽbɾu o ‘pɐɾɐ bɾɐ’gɐ sɐ ‘õdɨ o i’kaɾ ɐ’ ε
‘ʒuʎu du ‘pɾɔsimu ‘ɐnu || ʒa sɐj kɨ la ‘∫ a ‘mu u ‘ ɾiu nu ĩ’ ɾnu i aʒ ‘ ezɨ ‘nε ɐ || ‘a∫u kɨ
nɐ w ‘ o ‘ eɾ saw’dadɨʒ dɐ ĩ’lɐ djɐ || ɐ’z awlɐ∫ ‘sɐ w ‘ oduz uʒ ‘diɐʒ dɐʒ ‘nɔ ɨ ‘ɔɾɐʒ dɐ
mɐ’ɲ a ‘umɐ ‘ɔɾɐ dɐ ‘ aɾdɨ || ĩ ɨliʒ’mẽ ɨ pɾɨ’sizu dɨ mɨ lɨ ɐ ’ aɾ ‘mu u ‘sedu || dɨ’poj dɐ’z
awlaz ew i uʒ ‘mew∫ ku’lεgɐz amu’sɐmuʒ nɐ kɐ ’ inɐ i ɐ’zemuz u∫ ɾɐ’baʎuʒ dɨ ‘kazɐ
‘ʒũ u∫ || ‘klaɾu kɨ ɐ ‘miɲɐ ‘ idɐ nɐ w ε sɔ ‘∫ udaɾ || ew ‘saju ‘mu u a ‘noj ɨ kõ uʒ ‘mewz
ɐ’miguz i aw ĩ dɨ sɨ’mɐnɐ jɐ’ʒɐmu∫ ‘puɾkɨ kɨ’ɾemu∫ sɐ’beɾ ũ ‘poku maj∫ ‘sobɾɨ u pa’iz i ɐ
‘suɐ kuł’ uɾɐ || ʒa ku’ɲesu liʒ’boɐ a ’ɐjɾu i ku’ĩbɾɐ kɨ ẽ ɐ majz ɐ ’ igɐ uni ɨɾsi’dadɨ dɨ
puɾ u’gał || ‘õ ẽ jɐ’ʒɐmu∫ ‘pɐɾɐ ‘bɾagɐ i gimɐ’ɾɐ ∫ || ‘gɔ∫ u ‘mu u ‘dε∫ ɐ si’dadɨ mɐz u
‘poɾ u ε ∫pɨsi’ał pɐɾɐ mĩ || ʒ dɨ kuɲɨ’seɾ || ε ‘umɐ si’dadɨ ɐkuʎɨ’doɾɐ kõ ‘ i∫ ɐ ‘pɐɾɐ u ‘Riu
i ‘pɐɾɐ u maɾ kõ ‘ʒẽ ɨ sĩ’pa ik i suRi’dẽ ɨ ‘sẽpɾɨ ‘pɾõ ɐ ‘pɐɾɐ nuz ɐʒu’daɾ || ‘gɔ∫ u dɨ izi’ aɾ
uʒ munu’mẽ u∫ || uʒ mu’zewz i ɐ∫ ‘ka ɨ du ɐ’mozu ‘ iɲu du ‘poɾ u || pɐ’saɾ ‘uma ‘ aɾdɨ
nu ʒɐɾ’dĩ du pɐ’lasju dɨ kɾi∫’ al ɐ ‘leɾ ũ ‘li ɾu a ‘sõbɾɐ dɨ ‘umɐ ‘aɾ uɾɨ o ẽ’ ɐ w sẽ’ aɾmɨ nũ
kɐ’ ε nɐ ‘pɾajɐ ɐ kõ ɨɾ’saɾ kõ u ‘mewz ɐ’migu∫ || u ‘poɾ u ε ‘umɐ si’dadɨ ɐ’bεɾ ɐ kɨ nuʒ
Rɨ’sεbɨ bẽ i nu a∫ sẽ’ iɾ ẽ ‘kazɐ || pu’ɾ isu ʒa ‘sɐj kɨ aj seɾ di’ isił di’zeɾ ɐ’dew∫ || mɐz
ew ‘ o ł’ aɾ || kẽ ‘sabɨ sɨ kɐ’ʎaɾ kõ’ igu || ɐ i’maʒẽ kɨ e nu pu∫’ al ε dɐ Ri’bɐjɾɐ du
‘poɾ u klɐsi ’ikadɐ ‘pelɐ u’ne∫ku ‘komu pɐ ɾi’mɔnju dɐ umɐni’dadɨ || du ‘ladu di’ɾɐj u ε
pu’si εł eɾ ɐ ɐ’mɔzɐ ‘põ ɨ dɨ dõ lu’i∫ || nɐ w ‘ε ‘umɐ ‘ i∫ ɐ bu’ni ɐ? || ɐmɐ’ɲɐ s∫ ɐ’ ɐjɾɐ
‘∫egɐ w ɐ ‘mɐ  i u ‘paj || i u ‘kwɐ du ∫ ka? || bõ || pu’ɾ oʒɨ ε ‘ udu || a’ ε ‘bɾε ɨ i ũ bɐj’ʒiɲu
|| su i]
No as:
1 - Seguindo a con enção ado ada pela In e na ional Phone ic Associa ion na secção "Illus a ions o he IPA" do
Jou nal o he In e na ional Phone ic Associa ion, op ámos po anspo esc upulosamen e pa a es a ansc ição
oné ica a sepa ação das pala as o og á icas a a és de um espaço em b anco. Semp e que, em unção dessa
opção, hou esse enómenos de sândi ex e no, essilabi icação ou edis ibuição de acen o a conside a , os mesmos
o am ma cados no pon o da cadeia a que one icamen e pe encem, independen emen e dessa sepa ação de base
me amen e o og á ica.
2 - Nes a ansc ição, o am seguidas odas as con enções o mais p esc i as pela In e na ional Phone ic Associa ion,
com uma essal a apenas: o con o no en oacional co esponden e às ases in e oga i as oi ma cado, nes e echo,
a a és do símbolo o og á ico co en e (pon o de in e ogação), colocado no pon o da cadeia segmen al coinciden e
com a sua ma cação g á ica na esc i a co en e.
Obje i o do Tes e:
A aliação da lei u a das pala as
Público-al o:
12 es udan es es angei os do Ní el A1.1.
Aplicação do es e:
indi idual
Nome do aluno:
Língua ma e na:
> 90% 75% - 89% 50% - 74% 30% - 49% <29%
5 pon os 4 pon os 3 pon os 2 pon os 1 pon o
Núme o de pala as co e amen e a iculadas
5
A icula com p ecisão e cla eza as ogais o ais
5
P onuncia com p ecisão e cla eza o <o> á ono na pala a: [ u ]
5
P onuncia com p ecisão e cla eza o <o> á ono-a igo de .:[ u ]
5
P onuncia com p ecisão e cla eza o <a> á ono a igo de .: [ ɐ ]
5
A icula com p ecisão e cla eza as ogais nasais
5
A icula com p ecisão e cla eza os di ongos o ais
5
A icula com p ecisão e cla eza os di ongos nasais
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [ s ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e:[ z ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [
∫ ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [
Ʒ ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [ ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [ R ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e:[
ɾ ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [ k ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [ g ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [
ʎ ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [ l ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [
ł ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [
ɲ ]
5
Não az a aspi ação da consoan e: [ / ]
5
A icula com p ecisão e cla eza: [kw]
5
A icula com p ecisão e cla eza: [ks]
5
A icula com p ecisão e cla eza: [
ɐj∫]
5
Ma ca co e amen e a sílaba ónica
5
130 0 0 0 0
130
De 127 a 130 pon os - Excelen e
130
De 108 a 126 pon os
- Mui o Bom
Excelen e
De 88 a 107 pon os
- Bom
De 62 a 87 pon os
- Su icien e
De 43 a 61 pon os
- Insu icien e
0 a 41 pon os
- Mau
Resul ado inal
Escala de a aliação da compe ência da lei u a
Pa âme os
Anexo 20

Obje i o do Tes e:
A aliação da lei u a
Público-al o:
11 es udan es es angei os do Ní el A1.1.
Aplicação do es e:
indi idual
Nome do aluno:
Língua ma e na:
< 29% 30% - 49% 50% - 74% 75% - 89% > 90%
5 pon os 4 pon os 3 pon os 2 pon os 1 pon o
Ac escen a pala as
5
Omi e pala as
5
Subs i ui pala as
5
Ac escen a sílabas
5
Omi e sílabas
5
Subs i ui sílabas
5
Ac escen a sons
5
Omi e sons
5
Subs i ui sons
5
45
0
0
0
0
45
> 90% 75% - 89% 50% - 74% 30% - 49% <29%
5 pon os 4 pon os 3 pon os 2 pon os 1 pon o
A icula com p ecisão e cla eza as ogais o ais
5
P onuncia com p ecisão e cla eza o <o> á ono na pala a: [ u ]
5
P onuncia com p ecisão e cla eza o <o> á ono-a igo de .:[ u ]
5
P onuncia com p ecisão e cla eza o <a> á ono a igo de .: [ ɐ ]
5
A icula com p ecisão e cla eza as ogais nasais
5
A icula com p ecisão e cla eza os di ongos o ais
5
A icula com p ecisão e cla eza os di ongos nasais
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [ s ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [ z ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [
∫ ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [
Ʒ ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e [ z ] em on ei a de pala a
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e [
Ʒ ] em on ei a de pala a
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [ ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [ R ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e:[
ɾ ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [ k ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [ g ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [
ʎ ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [ l ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [
ł ]
5
A icula com p ecisão e cla eza a consoan e: [
ɲ ]
5
Não az a aspi ação da consoan e: [ / ]
5
A icula com p ecisão e cla eza: [kw]
5
A icula com p ecisão e cla eza: [
ɐj∫]
5
Ma ca co e amen e a sílaba ónica
5
130 0 0 0 0
130
De 171 a 175 pon os - Excelen e
175
De 145 a 170 pon os - Mui o Bom
Excelen e
De 84 a 118 pon os - Su icien e
De 57 a 83 pon os - Insu icien e
0 a 56 pon os - Mau
P onúncia - A iculação
Resul ado inal
Escala de a aliação da compe ência da lei u a
Anexo 21
Anexo 22
Ques ionnai e
Fill in he o m wi h you de ails and answe he ques ions. Tick  he box wi h you answe .
Name:
Na ionali y:
Mo he Language(s):
1. Wha o eign languages do
you speak?
How would you e alua e you language skills?
e y good
good
ai
poo
English





Spanish:





I alian:





Romanian:





F ench:





Ano he :
____________





Ano he :
____________





Ano he :
____________





2. Do you like o lea n languages, using new echnologies?
 I like i e y much
 I like i
 I don’ like i
3. Ha e you e e lea ned how o p onounce he sounds o a o eign language and how o s ess
he wo ds be o e s a ing a language cou se?
 yes
 no
In which language(s)?
____________________________________________________________________
In which lea ning en i onmen ?
 E-lea ning
 Cd + book
 Class oom
 ano he :____________________
4. In you opinion, how impo an is i o lea n how o s ess he wo ds co ec ly and o
p onounce well he sounds?
 e y impo an
 impo an
 unnecessa y
Why? ____________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

Anexo 24
QUESTIONNAIRE
Fill in he o m wi h you de ails and answe he ques ions. Tick he box wi h you answe 
Name:
1. In you opinion, how impo an a e he ollowing aspec s o speak well, o w i e well in a
o eign language, o unde s and and be unde s ood by a na i e speake ?
Accu a e g amma :
 e y impo an
 impo an
 less impo an
Adequa e ocabula y:
 e y impo an
 impo an
 less impo an
Good p onuncia ion:
 e y impo an
 impo an
 less impo an
Lis ening skills:
 e y impo an
 impo an
 less impo an
2. In you p e ious o eign language classes did you e e p ac ice:
P onuncia ion?
 yes
 a li le bi
 no, ne e
How o s ess he syllables?
 yes
 a li le bi
 no, ne e
En ona ion?
 yes
 a li le bi
 no, ne e
3. In a o eign language class, do you hink i is impo an o p ac ice:
P onuncia ion?
 e y impo an
 impo an
 unnecessa y
How o s ess he syllables?
 e y impo an
 impo an
 unnecessa y
En ona ion?
 e y impo an
 impo an
 unnecessa y
4. How impo an do you hink a labo a o y p ac ice is o help you o imp o e
p onuncia ion?
 e y impo an
 impo an
 unnecessa y
5. How much do you hink he labo a o y p ac ice helped you o imp o e you p onuncia ion
in Eu opean Po uguese?
 a lo
 qui e a lo
 some
 no hing a all
Any u he commen s, please w i e below:
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
A big hank you o you co-ope a ion!
Anexo 25
Resul ados do ques ioná io aos alunos sob e as sessões de eino a icula ó io
du an e o cu so p esencial
As espos as e o núme o de alunos es ão a e de
1. Na sua opinião, quão impo an es são os seguin es aspe os pa a se ala e esc e e bem
numa língua es angei a, comp eende e se comp eendido pelos alan es na i os?
A co eção linguís ica:
1 - mui o impo an e
5 - impo an e
5 - pouco impo an e
O ocabulá io adequado:
6 - mui o impo an e
4 - impo an e
1 - pouco impo an e
A boa p onúncia:
6 - mui o impo an e
5 - impo an e
0 - pouco impo an e
A disc iminação audi i a:
8 - mui o impo an e
3 - impo an e
0 - pouco impo an e
2. Nas aulas de língua es angei a que equen ou, an es des e cu so, já alguma ez inha ei o:
T eino a icula ó io?
5 - sim
6 - um pouco
0 - não, nunca
T eino de dis inção da sílaba ónica?
3 - sim
5 - um pouco
3 - não, nunca
T eino de en oação de ases?
3 - sim
6 - um pouco
2 - não, nunca
3. Numa aula de língua es angei a, conside a impo an e ha e exe cícios de:
T eino a icula ó io?
9 - mui o impo an e
2 - impo an e
0 - desnecessá io
T eino de dis inção da sílaba ónica?
5 - mui o impo an e
6 - impo an e
0 - desnecessá io
T eino de en oação de ases?
5 - mui o impo an e
6 - impo an e
0 - desnecessá io
4. Quão impo an e conside a a p á ica em labo a ó io pa a melho a a p onúncia?
4 - mui o impo an e
7 - impo an e
0 - desnecessá ia
5. Conside a que as o icinas de eino a icula ó io o/a ajuda am a disc imina os sons e a
comp eende as pala as e as ases do po uguês eu opeu?
3 - mui o
5 - bas an e
3 - um pouco
0 - não, nada
Comen á ios: 2
1- Um aluno pensa se um pouco es anho “ ala ” pa a um compu ado , po isso não
conside a os exe cícios de audição e epe ição mui o ú eis. P e e e as aulas p esenciais
pa a eina a p onúncia e a en oação de ases.
2- Uma aluna é da opinião de que se não ossem as sessões de labo a ó io, não sabe ia
como p onuncia as pala as. Gos ou mui o da o ma como as explicações e am dadas
nos exe cícios em que e a necessá io dis ingui a sílaba ónica.