Lei u as
ARTE MÉDICA
Ca los Mo a Ca doso
Psiquia a
P o esso con idado da
Faculdade de Psicologia
e de Ciências da
Comunicação da
Uni e sidade do Po o
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Quando uma c iança em ao mundo, o campo de o ças
elacionais na amília so e um p o undo abalo,
ompendo-se momen aneamen e a homeos ase do
meio i encial, o que impõe de imedia o um es o ço
de eequilíb io à luz da no a ealidade exis encial.
De ac o, o e en o na alício p o oca um complexo mo imen o
no abulei o da ida, pe ilando-se as di e sas pe sonalidades
em jogo da o ma mais con enien e, isando na u almen e
ul apassa com êxi o a súbi a modi icação do meio.
O a, as pe sonalidades são o p odu o conjugado dos co pos
ísicos, dos co pos psíquicos e dos co pos exis enciais,
co pos esses a iculados numa dinâmica que le a os indi íduos
a adap a em-se con inuamen e às condições en ol en es.
As peças pa icipan es no jogo da ida são
pe sonalidades, en idades dinâmicas po excelência,
sediadas em complexos mundos indi iduais, o mando
as pessoas, que i memen e ligadas pelo sangue ou po
sé ios p ojec os de ida, cons i uem a amília.
Pode -se-ia al ez ala , com alguma legi imidade, de
«pe sonalidade amilia », espelhando nes e concei o,
a a iculação dinâmica do exis i ísico dos di e en es
co pos, do exis i psíquico das di e sas almas e do
nasce con ínuo dos múl iplos p ojec os colec i os.
A igu a que acabamos de desenha e a que chamamos
«pe sonalidade amilia », cons i ui algo de p o undamen e
ins á el, de sub il, a eque e in es imen os cons an es
de odos os memb os disponí eis, o ien ados pa a a
manu enção da homeos ase (en enda-se equilíb io) amilia .
Quando qualque coisa de posi i o acon ece a um elemen o
da amília, a g a i icação co esponden e de ama-se pelas
dis in as consciências que cons i uem es e clã. Se, po en u a,
o nega i o o acon ecimen o, o so imen o, p odu o
i encial do insucesso, espalha-se, da mesma o ma, pelos
á ios mundos indi iduais da al «pe sonalidade amilia ».
E quando assim não acon ece, al ez não es ejamos a
ala de « amília», mas sim de duas ou mais pessoas
somadas a i me icamen e.
É nes e con ex o que a doença, enómeno ob iamen e
penoso à escala do homem indi idual, em uma epe cussão
ex ensi a à escala da amília. Daí, o necessá io cuidado na
á ea da comunicação. É que a amília es á, de ce a o ma
doen e, quando no seu seio exis e um doen e.
A pessoa doen e
O Homem, enquan o sujei o, no jogo elacional que
o opõe ao mundo, é, em condições no mais, au o e
cen o da sua p óp ia ida. O a es a - a ida - em
um sen ido e a sua exis ência um des ino.
Dian e dele - homem - desdob a-se a magni ude do
espaço e a imensidão do empo, a cada ins an e
assimilado num e e no mo imen o, o ien ado pa a a
ex emidade dis al do de i .
A angús ia, enquan o undo do p oblema da exis ência, é
uma das múl iplas ca ac e ís icas da condição humana.
Rep esen a, no essencial, a eacção do homem an e a dú ida
do u u o, an e o azio an ecipado e, inalmen e, an e a mo e.
A doença em si, ou melho , a consciência da doença,
quase semp e us iga o homem na sua in imidade,
acen uando a angús ia di ec a, que a en e midade enha
um ca ac e apenas subjec i o, que enha ambém um
ca ac e objec i o. É semp e a mo e p e iamen e
anunciada, si uada algu es numa qualque es ação do
des ino (um segundo ou oi en a anos), que es á em causa.
A es e espei o esc e emos há alguns anos o seguin e:
a mo e, p ojec ada simbolicamen e na doença, é uma
« i ência pa adoxal» única; expe iência po
expe imen a em cada um de nós, po que quando
acon ece, «es amos» p i ados da opo unidade de
e lec i sob e ela, ou melho , já não es amos, po que
on ologicamen e já não somos; com ela «a mo e»,
dissol e-se o eu, e ob iamen e, a consciência do eu.
O senso do médico e o senso comum
Ci ando Desca es, lemb amos uma ase de in enso
sen ido humano, que ebuscámos na sua céleb e ob a
«O Discu so do Mé odo»:
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«O senso é a coisa que Deus Nosso Senho , melho dis ibui na na u eza,
po que dele (senso) odos acham que êm o bas an e. Mesmo aqueles
que são di íceis de con en a nou as coisas, no que diz espei o ao
senso, acham semp e que êm quan o lhes bas e pa a si e pa a os ou os».
Vi emos numa época em que a comunicação in e pessoal se a as a
mais e mais da comunicação in apessoal, po azões ce amen e ligadas
a ac o es que são peças undamen ais da nossa ge ação. Tais ac o es
ão desde a ele ação daquilo a que chamamos compe ição a é aos
pa ama es da i ude (compe imos odos uns com os ou os e pa a
udo na ida), a é à in luência dos meios de comunicação social, passando
pela impo ância que hoje em na comunicação a linguagem es i amen e
écnica, ob iamen e despida dos undamen ais alo es a ec i os.
Assim obse ada, à luz da mode nidade, a mensagem ca esiana
assume uma densidade p eocupan e.
As pessoas dizem umas às ou as, nas di e sas malhas da ede
exis encial, aquilo que podem dize , a amen e dizem o que que em
dize e nunca ou quase nunca dizem aquilo que de em dize .
A as amo-nos cada ez mais do homem o al, p i ilegiando em
cada momen o, no nosso in e locu o , a e en e po nós
cuidadosamen e seleccionada e que julgamos a mais con enien e,
es endendo-se o ec o da comunicação, do económico ao social,
do écnico ao polí ico, do co po à alma, indi e en es ao juízo e ao
p ejuízo que imp imimos ou p o ocamos no ou o.
A di e enciação écnica imp ime no os
umos à comunicação
Que eno me impo ância em es a e lexão na medicina ac ual,
sob e udo na elação médico / doen e / amília.
De ac o, os médicos, po o ça das ci cuns âncias, passa am a se
écnicos, gen e al amen e di e enciada, e oluindo apidamen e pa a
cu ado es de zonas limi adas do co po e da alma, especialis as,
pe dendo de is a o homem o al, des alo izando, al ez de o ma
i e e sí el, o eclec ismo hipoc á ico. Es e é, em nosso en ende ,
undamen al pa a a comp eensão do enómeno «doença» e
indispensá el ambém pa a a eal ajuda ao homem que so e.
O que e e o não que e na consciência do
pacien e
A a i ude empá ica do «médico-a is a», pa a con apo à a i ude ia do
«médico- écnico», é, em nossa opinião, a única ia o ien ado a de uma
comunicação e icamen e co ec a, na medida em que eleológicamen e
ace a no nob e objec i o do médico: ajuda o seu pacien e a ul apassa
a doença, ou na impossibilidade de o aze , ajudá-lo a se mais eliz com
ela, auxiliando igualmen e a «pe sonalidade amilia », a ás de inida, de
modo a que es a es eja mais disponí el pa a o eequilíb io do sis ema
amilia e mais capaz de melho a a sua qualidade de ida.
É cla o que o homem, se cu ioso po excelência, pa icula men e
quando é se ido po uma in eligência pelo menos mediana, indaga
pe manen emen e na sua in imidade, a causa úl ima do seu padecimen o.
E, habi ualmen e, num undo já colo ido de is eza e de angús ia,
us iga o médico e a amília a espei o da sua doença. Na consciência
do sujei o, ins ala-se en ão uma lu a e osi a, en e o que e adi inha
o que em, na espe ança da le eza da doença e o não que e sabe
o que se passa, no p essupos o da g a idade da si uação clínica.
A educação, espelhada psicologicamen e no ca ác e das pessoas,
aconselha a que es as assumam, com ele ação, o e edic o do médico.
Tan as ezes é es e o único mo i o, p o undamen e cénico, po que se
a as a da on ade de sabe a e dade, que «he oicamen e» le a o en e mo
a pe gun a : «Dou o , diga-me udo, es ou p epa ado pa a udo».
Compe e ao médico, a is a da exis ência ísica e psíquica do se
humano, o p i ilégio e a esponsabilidade de descodi ica e icazmen e
a mensagem do seu pacien e. Um dedo do pé, que ci u gicamen e
se ex ai, ale an o como um juízo que se conse a. Oi o dias
que, no calendá io da ida, es am a es e doen e pa a i e , po
o ça da en e midade que o ma a, são ão impo an es como os
sessen a anos que es a is icamen e lhe es a am des inados.
O a as amen o hipoc á ico
Lemb ando Hipóc a es - um exemplo de ciência e de a e, de
i ude e de dignidade, de o mação e de in o mação, que,
elizmen e, chegou a é hoje como io condu o da medicina.
Um pe i o em comunicação, em p imei o luga consigo p óp io,
no edu o escla ecido da sua consciência, il ando juízos,
e men ando opiniões, conduzindo in eligen emen e a comunicação
pa a as zonas po si seleccionadas. Em segundo luga com o
pacien e e com as pessoas p óximas, pa icula men e com a amília,
a ingindo quase semp e os objec i os que sec e amen e elegia no
seu ho izon e de desejo - ajuda ealmen e o pacien e e a amília.
De alguma manei a an ecipou de mais de dois milénios a e dade
lapida de O ega y Gasse – “o homem e a sua ci cuns ância”;
ci cum s an ia – o que es á ao edo (imp escindibilidade do mundo
ci cundan e pa a a ealização do homem) – e a amília az pa e
in eg an e da ci cuns ância de cada homem. Es á não só ao edo ,
mas ambém e, sob e udo, den o do espaço in e io da exis ência.
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A doença em si mesma pouco lhe in e essa a, a não se po azões
cien í icas. O que de e as mo ia odos os seus eno mes ecu sos,
e a o doen e - ele e a «sua ci cuns ância», p enunciando o que em
e mos ilosó icos a idade con empo ânea ha e ia de consag a .
Que belas lições e ia dado aos seus discípulos nos planos é ico, mo al
e cien í ico, e ob iamen e, nos complexos e enos da comunicação.
Naqueles longínquos empos, em que os ecu sos e apêu icos e am mais que
p ecá ios, e as doenças e oluíam num undo acen uadamen e mí ico, o p es ígio
e a capacidade pe suasi a do médico inham um pode undamen al.
Com o desen ol imen o das ciências e a compa icipação do sabe ,
as disciplinas médicas o am-se au onomizando, ganhando em
p ecisão e ecnologia, o que pe diam em an asia e mis icismo.
Con udo, man ém-se e man e -se-á e e namen e uma au éola mí ica
à ol a do homem, e, à ol a de udo o que a ele diga espei o, pois
o homem é, pa a além do co po ma e ial animado, ambém co po
espi i ual. Escapam-se-nos, ob iamen e, os limi es des a camada. É
exac amen e es a dimensão da ida que jus i ica a al a e médica
e a al é ica na comunicação com o pacien e e com a amília.
Numa pala a, mais impo an e do que o a amen o da doença, con igu ada
como algo ameaçado , é o a amen o da consciência da doença.
No que a mim diz espei o peço a Deus e aos médicos que me poupem à
análise ia da minha p óp ia doença. Conside o ão impo an es os mé i os
de p olonga a ida, quan o os mé i os de limpa ou a enua na consciência
do pacien e, o espec o do «i e e sí el» e o espec o do limi e da ida.
Nie zsche, e e indo-se à angús ia exis encial, conside ou-a uma
espécie de e igem, a e igem da libe dade; da libe dade an e o
quê? Na u almen e an e o nada da não exis ência; daquilo que ainda
não eio e que, po enquan o, é apenas uma p omessa si uada ali à
en e na es ada do empo. Se colocamos ao nosso doen e um im
com da a ma cada, se lhe o e ecemos um calendá io da ida, no qual
desenhamos uma bola ao edo do dia da mo e (ou do mês, ou do
ano, an o impo a), oubamos-lhe, sem disso da mos mui as ezes
con a, a libe dade; a libe dade de se angus ia an e o nada da não
exis ência; o nada que es á (em odos nós) ali à en e, oda ia
sediado algu es ao sabo do des ino; e cada um em a libe dade de
semea espe ança no e eno do des ino. Quando se decapi a a
espe ança pelo anúncio da mo e ísica, a ida a é pode con inua
a co e , e co e po mui o empo, mas a exis ência, essa ica
se iamen e comp ome ida. Po quê? Po que ali à en e já es á o
“ udo” anunciado pelo médico; o udo conc e o e subs an i o - a
mo e. O ilóso o disse: “O homem é um se pa a a mo e”.
A cul u a anglo-saxónica, gélida de enso a da codi icação das coisas
e da mensu ação igo osa dos acon ecimen os, imp egnou os
espí i os dos médicos ociden ais com me odologias de abalho,
no mínimo es anhas, pa a não dize pe e sas, que colocam o
doen e no cen o de decisões a espei o da sua p óp ia ida.
A es e pe gun a-se se p e ende es a écnica que lhe p opo ciona á
mais dois anos de ida, em condições X ou Y, ou aquela ou a que
lhe p opo ciona á mais empo, mas em condições Z ou W.
E a amília? Quan as ezes es a é colocada, na medicina mode na, pe an e
e dadei os dilemas, eduzidos a soluções mui as ezes académicas,
mas nem po isso menos ge ado as de eno me angús ia ?
Nes a ma é ia, co endo embo a o isco do e ocesso, p e e íamos a medicina
an iga, po que menos écnica, mais humanizada, e icamen e mais pe ei a.
Po que, se o mal é g a e e a doença é de mo e, os esul ados são semelhan es
e a qualidade de ida nos dias que es am é necessa iamen e melho .
A doença, o doen e e o con ex o ju ídico
da comunicação
Em que ci cuns âncias podemos ala em esponsabilidade médica
po des ios à é ica na comunicação?
Na ida social os compo amen os, sejam pela ia da acção sejam pela ia
da omissão, adop ados po uma pessoa podem p oduzi p ejuízos a ou em.
E assim a Lei impõe ao au o dos ac os ge ado es desses p ejuízos a ob igação
de epa a esses danos a a és do su gimen o da esponsabilidade ci il.
A ac i idade do médico es á na u almen e ab angida po esse
p incípio ju ídico que impõe a odas as pessoas a ob igação de
indemniza , no caso de lesão de bens, e quando da sua ac i idade
esul a so imen o na pessoa do seu pacien e, em consequência de
uma lesão de di ei os de pe sonalidade: a in eg idade ísica, a saúde,
a anquilidade... em suma, o seu bem es a ísico e psíquico.
Pela di iculdade ou impossibilidade de a aliação desses p ejuízos em
dinhei o, a a ibuição de um mon an e pecuniá io legi ima-se como se
comp eende á, pela ideia de uma compensação a a ibui à pessoa lesada,
median e a sa is ação que a u ilização do dinhei o lhe pode á p opo ciona .
Pa a além da exis ência de um dano e da ligação causal en e o ac o
que ge a a esponsabilidade e o p ejuízo, exige a lei a e i icação de
ou os p essupos os pa a que se e i ique a ob igação de indemniza .
Como p incípio, exige-se que esse ac o (p odu o do dano) seja
passí el de uma censu a é ico-ju ídica... de um juízo de ep o ação que
incida sob e a condu a des espei ado a dos di ei os do seu clien e, ou
seja, a condu a que o endeu o di ei o ao seu bem es a ísico e psíquico.
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Mas como enquad a nes a emá ica os des ios à é ica na comunicação?
E como se de ec am ou de inem esses des ios ?
Po azões ób ias não p e endemos discu i aqui a in enção do
médico de causa p ejuízo na saúde do seu pacien e, hipó ese que
só no plano académico pode íamos admi i , assim como não
discu i emos a esponsabilidade c iminal e disciplina em que o
médico pode á e en ualmen e inco e no exe cício da sua ac i idade.
É cla o que a esponsabilidade médica se impõe na u almen e.
Nunca um diploma p o issional se aduziu em p o a incon es á el
de idoneidade e de compe ência do seu i ula .
E impõe-se po um lado, po que cada ez se o na mais impe a i o
ao médico « o mação con ínua», pois os concei os cien í icos es ão
eles ambém em cons an e mu ação.
Po ém, es a o mação con ínua de e á semp e inclui as écnicas
de comunicação ao se iço da é ica e da deon ologia p o issional.
Fundamen almen e, po es a azão, a esponsabilidade médica
ans o ma-se como que num es ímulo e consequen emen e
numa necessidade pa a o p og esso da medicina.
Po ou o lado, se a medicina osse uma ciência pe ei a, acabada, undada
em e dades «de ini i as» e não em « e dades p o isó ias», o núme o
de bons médicos se ia eo icamen e igual ao núme o de diplomados.
Mas, a medicina é ela p óp ia uma ciência a iá el, pois lhe es ão
subjacen es ac o es de o dem pessoal e ci cuns ancial, nomeadamen e
o desen ol imen o económico e sócio-cul u al dos po os. A dimensão
biológica dos enómenos humanos é inquan i icá el...
Desde empos imemo iais que as sá i as, as anedo as mo dazes,
as ca ica u as, e às ezes as calúnias de que os médicos êm sido
al o, não êm con a nem medida.
Vêm não só da gen e humilde que é ainda a mais indulgen e, mas sob e udo
dos g andes «homens» de odos os luga es e de odos os empos.
A esponsabilidade médica em sido ema de g ande ac ualidade,
p incipalmen e em elação ao que é conc e o, objec i á el, a amen e
em elação aos p oblemas elacionados com a é ica na comunicação.
É no malmen e a imp ensa, que no uso legí imo do seu di ei o de
in o ma ... iscaliza ..., se que assegu a de que o médico es á no
seu pos o... e co ec amen e na sua acção...
É incon es á el que o médico como qualque ou o p o issional
e á de se sujei a às sanções da lei.
Mas ambém e pelas azões e e idas, a esponsabilidade médica não
se á, nem pode á se a e ida como a de qualque ou o p o issional !...
O ema em susci ado múl iplos e in ensos deba es, po que, po um lado, se
em e i icado uma en a i a pa a enca a a ac i idade médica como uma
p o issão igual a qualque ou a, mui o embo a e pelo ipo de alo es que es ão
em p esença, se exija mui o mais do médico do que de ou o p o issional !...
Po ou o lado, po que quase se em esquecido que a p o issão
médica, não pode emp ega c i é ios cien í icos exac os, que, não
a o, deixam luga ao e o, pois semp e o médico e á que ponde a
a especi icidade de cada caso pa ológico e o modo como o doen e
pode á eagi à acei ação da sua p óp ia doença...
Toda a clínica consis e na acção do médico sob e o doen e e na eacção ísica
e mo al des e, sob e o médico... Ha e á, no undo, um con li o inconscien e
en e ambos, que às ezes pode á conduzi a equí ocos lamen á eis...
Man emos a con icção de que a nob eza da p o issão médica eside
na capacidade de decidi , logo a esponsabilidade médica concebe-se
nesse momen o. É o momen o em que o médico a assume...
Po ém, a esponsabilidade médica, no plano apenas é ico, es ende-
se aos campos da comunicação, com o pacien e, com a amília e
com odos aqueles que com o en e mo se elacionam.