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Prevenção secundária com estatinas na patologia arterial periférica aterosclerótica

Abstract

The use of statins for secondary prevention in patients with peripheral (extracoronary) arterial disease is not widespread. Their possible use has only relatively recently been studied and data in the literature are sometimes controversial or are not disclosed. The aim of this paper is to review the recent literature and to discuss possible reasons for using statins in patients with extracoronary atherosclerotic arterial involvement, focusing on the areas in which they have been investigated. The main conclusions are that statins should be prescribed with the objective of reducing coronary and cerebrovascular morbidity and mortality in patients with carotid disease, abdominal aortic aneurysm and lower limb occlusive disease. There is sufficient evidence to suggest a reduction in the perioperative risk of vascular surgery when statins are used, and in patients with carotid stenosis they also appear to reduce perioperative risk in endarterectomy. Nevertheless, there are insufficient data to recommend the use of statins to control post-endarterectomy restenosis. In patients with intermittent claudication, statins improve walking distance and may be used for this purpose. Finally, there is insufficient evidence to recommend statins to prevent restenosis in lower limb revascularization procedures, to control progression of abdominal aortic aneurysms, or to reduce the severity of renal artery stenosis or renal dysfunction.

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Prevenção secundária com estatinas na patologia arterial periférica aterosclerótica

Author: Pedro, Luís M
Publisher: Elsevier
Year: 2011
Source: https://repositorio.ulisboa.pt/bitstream/10451/49029/1/Prevencao_secundaria.pdf
0870-2551/$ - see on ma e © 2011 Sociedade Po uguesa de Ca diologia. Publicado po Else ie España, S.L. Todos os di ei os ese ados.
www. e po ca diol.o g
Po uguese Jou nal o Ca diology
Re is a Po uguesa de
Ca diologia
www. e po ca diol.o g
ISSN 0870-2551
Re is a Po uguesa de
Po uguese Jou nal o Ca diology
P edição do isco de e en o ce eb o ascula
após um en a e agudo do miocá dio
Impo ância de di e en es écnicas na a aliação
da signi i cância de es enoses co oná ias
Lin oma ca díaco p imi i o em doen e
imunocomp ome ido
Ca diologia
Volume 30 • Núme o 7-8 Julho/Agos o 2011
Ve legenda na página 681
Ve legenda na página 686
Ó gão O icial da Sociedade Po uguesa de Ca diologia
Re Po Ca diol. 2011;30(7-8):665-673
ARTIGO DE REVISÃO
P e enção secundá ia com es a inas na pa ologia a e ial
pe i é ica a e oscle ó ica
Luís Mendes Ped oa,b,c
aFaculdade de medicina, Uni e sidade de Lisboa, Lisboa, Po ugal
bSe iço de Ci u gia Vascula 1, Hospi al de San a Ma ia do Cen o Hospi ala Lisboa No e, Lisboa, Po ugal
cIns i u o Ca dio ascula de Lisboa, Lisboa, Po ugal
Recebido a 26 de janei o de 2011; acei e a 28 de e e ei o de 2011
*Au o pa a co espondência.
Co eio elec ónico: [email p o ec ed]
PALAVRAS-CHAVE
Es a inas;
Doença a e ial
pe i é ica
Resumo A u ilização de es a inas em p e enção secundá ia na pa ologia a e ial pe i é ica
(ex a-co oná ia) não é uni e sal. As azões pa a a sua e en ual u ilização são ela i amen e
ecen es e os dados da li e a u a são, po ezes, con o e sos ou não se encon am di ulgados.
O objec i o des e abalho consis e em e e a li e a u a ecen e e discu i as azões
e en uais pa a uma maio u ilização de es a inas em doen es com pa ologia do o o ascula
«ex a-co oná io» endo sido seleccionadas as á eas em que es es á macos êm sido
es udados.
Conclui-se que as es a inas de em se u ilizadas com o objec i o de eduzi a mo bilidade
e a mo alidade de causa co oná ia em doen es com pa ologia ca o ídea, aneu isma da ao a
e doença oclusi a dos memb os in e io es. Há e idência suÀ cien e que comp o a a edução do
isco pe -ope a ó io em Ci u gia Vascula e a sua u ilização em doen es com es enose ca o ídea
é ambém ecomendada com o objec i o de eduzi o isco pe -ope a ó io da enda e ec omia.
No en an o, não há dados que pe mi am ecomenda o uso de es a inas pa a con olo da
e-es enose após enda e ec omia ca o ídea.
Há e idência que suge e um papel bené ico das es a inas nos doen es com claudicação
in e mi en e, em e mos de melho ia da dis ância de ma cha, pelo que a sua u ilização com
es e objec i o é ecomendada.
Finalmen e, não há e idência suÀ cien e que pe mi a ecomenda a u ilização de es a inas
com o objec i o de p e eni a e-es enose e melho a a pe o mance dos p ocedimen os de
e ascula ização con encional dos memb os in e io es, de con ola a p og essão dos aneu ismas
da ao a abdominal nem de melho a a g a idade da es enose ou da dis unção enal.
© 2011 Sociedade Po uguesa de Ca diologia. Publicado po Else ie España, S.L. Todos os di ei os
ese ados.
666 L. Mendes Ped o
In odução
A p e enção secundá ia na á ea da Ci u gia Vascula inclui
sis ema icamen e a co ecção de ac o es de isco pa a
a e oscle ose, a u ilização de an iag egação plaque á ia e,
em algumas si uações, de an icoagulação o al. Apesa de a
u ilização das es a inas em p e enção secundá ia na á ea
da ca diopa ia isquémica e das doenças ce eb o ascula es
es a ac ualmen e bem es abelecida e azendo pa e de
guidelines in e nacionais, o seu uso po ou as especialidades
médicas, como a Ci u gia Vascula , é menos equen e e
há e idência p o enien e de á ios países que suge e uma
baixa u ilização des es á macos no a amen o da doença
a e oscle ó ica «pe i é ica»
1-4.
O objec i o des e a igo consis e em analisa a li e a u a
ecen e e discu i as azões e en uais pa a uma maio
u ilização de es a inas em doen es com pa ologia do o o
ascula «ex a-co oná io»
5.
P e iamen e, de e discu i -se o e mo «doença a e ial
pe i é ica» (DAP) uma ez que na li e a u a ele é usado
com dois sen idos: doença a e oscle ó ica ex a-co oná ia
e obs ução das a é ias dos memb os in e io es. Na
ac ual e isão conside a emos o p imei o sen ido mas
mencionando em elação à doença ce eb o ascula apenas
o papel ac ual das es a inas na doença obs u i a das
a é ias ex ac anianas e especialmen e da bi u cação
ca o ídea.
As es a inas são á macos inibido es da edu ase da
3-hid oxi-3-me ilglu a il coenzima A (HMG-CoA) com a
p op iedade de eduzi signiÀ ca i amen e as LDL-coles e ol
e mos a am g ande e icácia na p e enção de e en os
isquémicos co oná ios e ce eb ais. Pa a além do po encial
hipolipemian e o am demons ados e ei os pa alelos
denominados pleio ópicos onde se des acam as p op iedades
an i-inÁ ama ó ias.
Os e ei os bené icos das es a inas e o ac o de se em
ge almen e bem ole adas ez com que assumissem g ande
impo ância na p e enção secundá ia da doença co oná ia e
ce eb o ascula .
No que diz espei o à pa ologia ascula pe i é ica a sua
u ilização em p e enção secundá ia em sido in es igada
nas seguin es á eas:
• Diminuição do isco ca dio ascula global nos doen es
ascula es: p e enção de e en os ascula es majo nos
e i ó ios co oná io, ce eb al e a e ial dos memb os
in e io es.
• Redução de complicações ca díacas e não ca díacas no
pe -ope a ó io de ci u gia a e ial de e ascula ização.
• Diminuição do isco associado às placas de a e oma da
bi u cação ca o ídea.
• Redução do isco de e-es enose ca o ídea após
enda e ec omia.
• T a amen o da doença a e ial oclusi a c ónica dos
memb os in e io es, pa icula men e no que diz espei o
ao es adio de claudicação in e mi en e.
• Melho ia das axas de pe meabilidade dos enxe os
a e iais in a-inguinais e edução das axas de pe da de
memb o.
• Redução da p og essão do diâme o dos aneu ismas da
ao a abdominal (AAA).
• Bene ício na doença eno- ascula e dis unção enal
pe -ope a ó ia.
Se ão discu idas as azões pa a a u ilização de es a inas
de aco do com a e idência cien íÀ ca disponí el pa a cada
um dos objec i os clínicos acima mencionados.
The ole o s a ins in a he oscle o ic pe iphe al a e ial disease
Abs ac The use o s a ins o seconda y p e en ion in pa ien s wi h pe iphe al (ex aco ona y)
a e ial disease is no widesp ead. Thei possible use has only ela i ely ecen ly been s udied
and da a in he li e a u e a e some imes con o e sial o a e no disclosed.
The aim o his pape is o e iew he ecen li e a u e and o discuss possible easons o using
s a ins in pa ien s wi h ex aco ona y a he oscle o ic a e ial in ol emen , ocusing on he
a eas in which hey ha e been in es iga ed.
The main conclusions a e ha s a ins should be p esc ibed wi h he objec i e o educing
co ona y and ce eb o ascula mo bidi y and mo ali y in pa ien s wi h ca o id disease,
abdominal ao ic aneu ysm and lowe limb occlusi e disease. The e is su À cien e idence o
sugges a educ ion in he pe iope a i e isk o ascula su ge y when s a ins a e used, and in
pa ien s wi h ca o id s enosis hey also appea o educe pe iope a i e isk in enda e ec omy.
Ne e heless, he e a e insu icien da a o ecommend he use o s a ins o con ol
pos -enda e ec omy es enosis.
In pa ien s wi h in e mi en claudica ion, s a ins imp o e walking dis ance and may be used
o his pu pose.
Finally, he e is insu À cien e idence o ecommend s a ins o p e en es enosis in lowe
limb e ascula iza ion p ocedu es, o con ol p og ession o abdominal ao ic aneu ysms, o o
educe he se e i y o enal a e y s enosis o enal dys unc ion.
© 2011 Sociedade Po uguesa de Ca diologia. Published by Else ie España, S.L. All igh s ese ed.
KEYWORDS
S a ins;
Pe iphe al a e ial
disease
P e enção secundá ia com es a inas na pa ologia a e ial pe i é ica a e oscle ó ica 667
Risco ca dio ascula global nos doen es
ascula es: p e enção de e en os ascula es
majo
Os doen es po ado es de pa ologia ascula (obs ução
c ónica das a é ias dos memb os in e io es, es enose
ca o ídea e AAA) ap esen am uma espe ança de ida
meno que os g upos populacionais de idade idên ica
6.
Es e ac o de e-se sob e udo a uma maio p e alência de
ac o es de isco e de doença oclusi a nou os e i ó ios,
nomeadamen e co oná io
7,8.
O diagnós ico de DAP implica uma ac uação p oac i a no
con olo dos ac o es de isco e na iden iÀ cação e a amen o
de lesões nou os sec o es uma ez que es a in e enção
em um bene ício cla o no p ognós ico i al. Com es e
objec i o, a u ilização de e apêu ica com es a inas oi
analisada em á ios ensaios e ec uados em doen es com
DAP. Em 1998 oi publicado o Long- e m In e en ion wi h
P a as a in in Ischemic Disease s udy (LIPID)
9 que en ol eu
9014 doen es com en a e do miocá dio ou ango p é io,
dos quais 995 ap esen a am claudicação in e mi en e, e
que o am seguidos du an e 6 anos. No g upo com isquémia
dos memb os in e io es 38 % ie am a so e um e en o
co oná io, ce eb al ou pe i é ico e 13 % ie am a alece de
causa ca dio ascula , con a 27,5 % e 8 % espec i amen e
no g upo sem claudicação. Nos doen es com claudicação
in e mi en e a u ilização de 40 mg/dia de p a as a ina
eduziu o isco de e en os co oná ios, ce eb ais ou
pe i é icos (p = 0,039) quando compa ada com placebo.
Em 2002 A onow e Ahn
10 publica am um es udo
alea o izado em doen es com obs ução a e ial pe i é ica,
incluíndo isquémia c í ica, dos quais 318 o am a ados
com es a ina e 342 com placebo endo sido seguidos du an e
39 meses. Os doen es medicados com es a ina ap esen a am
uma incidência de 48 % de no os aciden es co oná ios e sus
73 % no g upo con ole (p < 0,001). Uma das explicações
pa a ão ele ada incidência de e en os pode se a idade
ele ada dos doen es com média de 80 anos (60-99). Nes e
es udo, obse ou-se ainda uma edução mui o signiÀ ca i a
de mo e súbi a (p < 0,0005), de no os e en os co oná ios
(p < 0,001) e de en a e do miocá dio a al (p < 0,007) no
g upo a ado com es a ina e em doen es com e sem en a e
do miocá dio p é io.
Em 2002 oi ambém publicado o es udo HPS (Hea
P o ec ion S udy)
11 que eio a con ibui de o ma cla a
pa a o escla ecimen o do papel das es a inas na diminuição
do isco em doen es com pa ologia a e ial pe i é ica. Com
e ei o, dos 20 536 doen es en ol idos, 2701 ap esen a am
obs ução a e ial pe i é ica sem doença co oná ia e
4047 e idência de doença oclusi a dos memb os in e io es e
simul aneamen e de doença co oná ia. Em ambos os g upos
a u ilização de 40 mg/dia de sin as a ina p opo cionou uma
edução do isco ela i o de e en os ascula es majo de
24 % (p < 0,00001). Po ou o lado, obse ou-se uma edução
de 16 % (p = 0,006) na necessidade de e ascula ização
ex a co oná ia, p incipalmen e ca o ídea e dos memb os
in e io es. De aco do com dados do es udo HPS a u ilização
de sin as a ina du an e cinco anos pe mi i ia p e eni
70 e en os ascula es majo em cada 1000 doen es
12. Es e
e ei o du adou o das es a inas oi con i mado no es udo
obse acional de Fe inga
13 em que o bene ício pe maneceu
aos oi o anos de seguimen o.
Resul ados semelhan es o am obse ados nou os ensaios
que a alia am doen es com obs ução a e ial pe i é ica,
como é o caso do es udo LEADER
14 u ilizando bezaÀ b a o
e em que se obse ou uma edução do isco de e en os
co oná ios não a ais, de o ma mais ele an e em doen es
jo ens (menos de 65 anos à en ada no es udo). Nes e ensaio
não oi possí el demons a bene ício do beza ib a o na
diminuição de e en os co oná ios e ce eb ais combinados.
Mohle e col.
15, num ensaio andomizado e duplamen e
cego que en ol eu 354 doen es, e iÀ ca am ambém uma
edução signi ica i a (p = 0,003) de aciden es ascula es
aos 12 meses nos g upos a ados com a o as a ina e sus
g upo placebo. Também o es udo de Schillinge 16 mos ou um
meno isco de mo e (RR-0,52 IC95 %- 0,3-0,91 p = 0,022) e
meno isco cumula i o de mo e + en a e do miocá dio
(RR-0,48 IC95 %- 0,29-0,79 p = 0,004) nos doen es medicados
com es a inas.
Em doen es com es enose ca o ídea o isco ca dio ascula
é ambém mais ele ado e, à semelhança da doença dos
memb os in e io es, o Na ional Choles e ol Educa ion
P og am (NCEP) econheceu em 2001 e 2004 a es enose
ca o ídea como «equi alen e co oná io» ecomendando a
manu enção da coles e olémia abaixo dos 100 mg/dl
17,18.
Es a a i ude oi subsc i a pela Ame ican S oke Associa ion
em 2004
19.
Em doen es po ado es de AAA o isco de aciden es
co oná ios pa ece se idên ico ao obse ado na doença
dos memb os in e io es e na es enose ca o ídea (dados
p o enien es dos EUA do Na ional Choles e ol Educa ion
P og am)
18. Assim, o isco de mo e de causa ca dio ascula
aos dois anos é de 6,3 %
17 e aos oi o anos de 28 % como
obse ado no UK Small Aneu ysm T ial
20.
Vá ios es udos conÀ ma am o bene ício do a amen o com
es a inas com o objec i o de diminui o isco ca dio ascula
global em doen es com AAA e oi demons ado que num
seguimen o de 4,7 anos os doen es medicados com es a inas
inham edução de 2,5 ezes na mo alidade global e mais
de ês ezes na mo alidade de causa ascula 21.
Em esumo, há e idência cla a, de ní el 1, que mos a
uma edução signiÀ ca i a da mo bilidade e da mo alidade
de causa co oná ia em doen es com DAP quando são
u ilizadas es a inas e as guidelines publicadas ecomendam
a sua u ilização in ensi a 22,23.
Risco de complicações ca díacas e não
ca díacas no pe -ope a ó io de ci u gia
de e ascula ização con encional
ou endo ascula
O concei o da u ilização de es a inas com o objec i o de
eduzi as complicações no pe -ope a ó io de ci u gia
ascula de i a da obse ação de que es es á macos
diminuem a eco ência de e en os isquémicos p ecoces
após sínd omes co oná ias agudas e após p ocedimen os
de e ascula ização co oná ia. Es as obse ações le a am
ao pos ulado de que pudessem diminui o isco ambém
no decu so de ou os p ocedimen os ascula es
24 e alguns
es udos mos a am es e bene ício em ci u gia ge al e em
e ascula ização dos memb os in e io es
25.
668 L. Mendes Ped o
Em 2003 Polde mans e col.
26 publica am um es udo
e ospec i o en ol endo um g upo de 2816 doen es
subme idos a ci u gia ascula majo ( a amen o elec i o
e eme gen e de AAA, enda e ec omia ca o ídea e
e ascula ização dos memb os in e io es). Fo am compa ados
os casos de mo alidade com os es an es (con oles) em
e mos de medicação com es a inas. Falece am 160 doen es
(5,7 %) e des es apenas 8 % es a a medicado com es a inas
e sus 25 % no g upo con ole (p < 0,001 OR 0,22 IC95 %
0,10-0,47). Ob e e-se, assim, uma edução do isco de mo e
supe io a qua o ezes no g upo a ado.
Du azzo e col.
27 compa a am o e ei o de 20mg/dia de
a o as a ina num g upo de 50 doen es com ou o g upo
de igual dimensão medicado com placebo (n = 50) sendo
o endpoin a oco ência de e en os ca dio ascula es após
ci u gia ascula elec i a (es udo p ospec i o, andomizado
e duplamen e cego). Os doen es o am a ados du an e
45 dias de pe -ope a ó io e a ci u gia oi e ec uada em
média 31 dias (e não menos de duas semanas) após a
andomização. Num seguimen o de seis meses obse ou-se
uma cla a edução de e en os co oná ios no g upo a ado
(a o as a ina-8 % e sus placebo- 26 % p = 0,031) o que
signiÀ cou uma edução do isco supe io a ês ezes.
Em 2004 Ke ai e col.
28 es uda am 570 doen es ope ados
de essecção de AAA e compa a am dois g upos, di e en es
em elação à oma de es a inas, quan o ao endpoin
«combinação de mo alidade e en a e do miocá dio» que
oco eu em 8,9 %. Ve iÀ cou-se meno isco no g upo es a ina
e sus não es a ina (3,7 % e sus 11 % OR-0,31 IC95 %
0,13-0,74 p = 0,01) o qual se man e e após co ecção de
a iá eis associadas (OR-0,24 IC95 % 0,10-0,70 p = 0,01).
Nes e es udo a u ilização de bloqueado es-␤ ambém se
associou a meno isco.
Ainda em 2004, Lindenaue
25 publicou um es udo
e ospec i o de 78 0591 doen es subme idos a ci u gia
não ca díaca, dos quais 65 399 o am sujei os a ci u gia
ascula e endo 13 862 sido medicados com es a inas.
Es a medicação associou-se a edução signi ica i a da
mo alidade pe -ope a ó ia (p < 0,001) em odos os doen es
(p ocedimen os ascula es e não ascula es).
Finalmen e, o es udo S aRRS (S a ins o Risk Reduc ion in
Su ge y)
29 incluiu in o mação e ospec i a de 1163 doen es
subme idos a enda e ec omia ca o ídea, a ci u gia aó ica
ou a p ocedimen os de e ascula ização dos memb os
in e io es du an e dois anos. A incidência de complicações
oi signi ica i amen e meno (p = 0,001) nos doen es
medicados com es a inas (9,9 %) em elação aos ou os
(16,5 %) e as maio es di e enças obse a am-se na edução
de isquémia do miocá dio e de insu iciência ca díaca
conges i a. O e ei o bené ico das es a inas man e e-se
após co ecção pa a idade, sexo, ipo de ci u gia, ca ác e
u gen e do p ocedimen o, insuÀ ciência en icula esque da
e diabe es.
O mecanismo de acção das es a inas na edução do isco
pe -ope a ó io de e á elaciona -se com a es abilização de
placas de a e oma ulne á eis nos di e sos e i ó ios, com
maio impac o ao ní el co oná io e ce eb al.
Apesa da inexis ência de es udos de ní el 1 especialmen e
desenhados com es e objec i o, há e idência o e que
apoia a u ilização de es a inas no pe -ope a ó io de ci u gia
ascula pelo que es a medicação de e á se incluída nos
p o ocolos de a amen o.
Es enose ca o ídea: edução do isco
pe -ope a ó io e con olo da e-es enose
ca o ídea após enda e ec omia
A u ilização de es a inas na doença ce eb o ascula não se á
discu ida em p o undidade nes e a igo. Po ém, impo a
menciona que o seu uso é p econizado endo á ios es udos
mos ado edução global do isco ela i o de aciden e
ascula ce eb al (AVC) como oi e idenciado em me análise
que en ol eu mais de 90 000 doen es 30.
Quan o ao papel da e apêu ica hipolipemian e em
doen es com es enose ca o ídea abalhos ecen es
suge i am uma diminuição do isco neu ológico elacionado
com as placas de a e oma ca o ídeas bem como edução do
isco ca dio ascula global
31.
McGi
32 publicou um es udo e ospec i o de
1566 p ocedimen os de enda e ec omia ca o ídea
e ec uados po 13 ci u giões. E am sin omá icas 42 % das
placas e 42 % dos doen es o am medicados com es a inas pelo
menos uma semana an es da ci u gia. No g upo a ado com
es es á macos obse ou-se edução de AVC pe -ope a ó io
(1,2 % e sus 4,5 % p < 0,01), edução de aciden e isquémico
ansi ó io pe -ope a ó io (1,5 % e sus 3,6 % p < 0,01) e
edução da mo alidade global (0,3 % e sus 2,1 % p < 0,01).
A análise mul i a iada com co ecção de ou os ac o es
associados conÀ mou que o bene ício da e apêu ica com
es a inas e a independen e e ep esen a a edução de AVC
de ês ezes (OR 0,35 IC95 % 0,15-0,85 p < 0,05) e de mo e
cinco ezes (OR 0,20 IC95 %- 0,04-0,99 p < 0,05) em elação
ao g upo con ole.
Kennedy
33 publicou em 2005 ou o es udo e ospec i o que
incluiu 2031 doen es ambém ope ados de enda e ec omia
ca o ídea e que mos ou que as es a inas eduziam duas
ezes o isco de AVC pe -ope a ó io (OR- 0,55 IC95 %
0,32-0,95) e qua o ezes o isco de mo e (OR- 0,25 IC95 %
0,07-0,90) em doen es sin omá icos. No en an o, es e e ei o
não se e iÀ cou nos doen es assin omá icos.
Es es esul ados são in e essan es na medida em que
suge em que o bene ício obse ado nos doen es sin omá icos
pode es a elacionado com a acção an i-in lama ó ia
das es a inas nas placas de a e oma p omo endo a sua
es abilização, diminuição da ulne abilidade à o u a
e o nando-as menos p opensas a se em sin omá icas.
Pelo con á io, as placas assin omá icas já ap esen am
de uma o ma ge al uma es u u a mais es á el, como oi
demons ado em múl iplos es udos
34. Es a ese oi apoiada
po Molloy
35 que obse ou meno incidência de sin omas
associados às placas de doen es que oma am es a inas no
mês an e io à ci u gia (p = 0,0049) e ainda meno axa de
embolização ce eb al homola e al na moni o ização com
Dopple ansc aniano (p = 0,0459). A análise his oquímica
des as lesões oi es udada po Gomez-He nández
36
e i icando-se que as placas emo idas de doen es que
oma am es a inas inham meno eo de me alop o einases
da ma iz, nomeadamen e MMP-1 (p = 0,0176) e MMP-9
(p = 0,0018), e de in e leucina-6 (p = 0,0005). Es es dados
apoiam o possí el mecanismo es abilizado das placas
a ibuído às es a inas no que se e e e ao e ei o edu o da
ac i idade inÁ ama ó ia, angiogénica e p o eolí ica 37,38.
Em 2007 oi publicado um es udo e ospec i o ele an e 39
em elação à medicação ideal dos doen es ope ados po
es enose ca o ídea (660 sin omá icos e 901 assin omá icos)
P e enção secundá ia com es a inas na pa ologia a e ial pe i é ica a e oscle ó ica 669
e obse ando-se que os a ados com es a inas ou
diu é icos inham meno p obabilidade de sin oma ologia
ce eb o ascula , independen emen e do es ado clínico
inicial.
Ou a linha de in es igação que pa ece conÀ ma o e ei o
di ec o das es a inas na pa ede a e ial e nas placas de
a e oma e e e-se ao con olo da p og essão ou mesmo
à eg essão da espessu a média-ín ima (in ima-media
hickness- IMT) ou das p óp ias lesões em a aliação com
ul assonog aÀ a 40. A modulação di ec a da pa ede a e ial
e das placas pelo e ei o das es a inas oi consubs anciada
numa g ande me análise
30 que mos ou co elação da
eg essão da IMT com a edução de LDL ( = 0,65 p = 0,004).
Ou a me análise ecen e com 3445 doen es conÀ mou o
papel das es a inas na edução da elocidade de p og essão
das lesões de a e oma ose ca o ídea 41.
Po ou o lado, há alguns dados que suge em um aumen o
da ecogenicidade das placas de a e oma ca o ídeas após
medicação com es a inas
42 o que implica maio con eúdo
em cálcio
43 e colagénio e assim uma es u u a mais es á el.
Os dados e e idos mos am a capacidade das es a inas
con ibui em pa a emodela a a e oscle ose ca o ídea
diminuindo a IMT, eduzindo a p og essão da placas e
p omo endo a sua es abilização es u u al.
Assim, há e idência de bene ício do a amen o com
es a inas na diminuição do isco neu ológico pe -ope a ó io
em doen es com es enose ca o ídea. No en an o, o ní el de
e idência não é o e e os maio es es udos, com esul ados
mais conclusi os, o am e ospec i os. Pa ece necessá ia a
o ganização de ensaios de ní el 1 pa a escla ece cabalmen e
es e assun o mas a é ica de ais es udos é discu ida na
medida em que o bene ício daquela e apêu ica em e mos
de edução do isco ascula global é cla o
44.
Em conclusão, a u ilização de es a inas em doen es com
es enose ca o ídea é ecomendada com o objec i o de
eduzi o isco pe -ope a ó io na ci u gia de enda e ec omia
ca o ídea.
Ou a á ea diz espei o ao papel dos lípidos na e-es enose
após enda e ec omia ca o ídea e à edução da sua
incidência com á macos lipo edu o es.
A elação da hipe lipidémia com um maio isco de
e-es enose oi pos ulado desde os anos 1980 e ecen emen e
o es udo de LaMu aglia
45 suge iu que o coles e ol pode ia
cons i ui um ma cado sis emá ico da e-es enose p ecoce.
O papel lipo edu o das es a inas bem como o seu e ei o
an i-in lama ó io pode iam se e ec i os na edução da
hipe plasia in imal que acompanha a «cica ização» dos
p ocedimen os ci ú gicos. No en an o, es es aspec os
es ão longe de es a em p o ados e o papel dos lípidos na
e-es enose e no seu con olo man ém-se con o e so. Assim,
as es a inas não podem se ecomendadas ac ualmen e pa a
con olo da e-es enose após enda e ec omia ca o ídea.
T a amen o da doença oclusi a c ónica dos
memb os in e io es (claudicação in e mi en e)
A isquémia c ónica dos memb os in e io es, de e minada
po obs ução a e ial uni ou mul isegmen a pode
e á ias exp essões clínicas nas quais a abo dagem
e apêu ica é di e en e. Na isquémia c í ica o a amen o
inclui a e ascula ização ci ú gica ou endo ascula ,
essencial na sal ação do memb o em isco. Já nos doen es
com claudicação in e mi en e, o aspec o essencial é a
limi ação da capacidade de ma cha, com edução e en ual
da qualidade de ida. Aqui o a amen o é essencialmen e
médico ese ando-se a in e enção pa a os quad os de
claudicação incapaci an e. O a amen o médico consis e na
co ecção dos ac o es de isco, em p og amas de exe cício
e em a maco e apia com an iag egação plaque á ia e
asodila ado es pe i é icos. Discu i -se-à seguidamen e o
papel da adição de es a inas aos p o ocolos de a amen o.
A claudicação in e mi en e a ec a 2-7 % da população com
mais de 55 anos
46 e cons i ui uma ase benigna da his ó ia
na u al da doença a e ial oclusi a dos memb os in e io es
em que ce ca de 3/4 dos doen es se man êm es abilizados
ou com melho ia da dis ância de ma cha, p incipalmen e
sob e apêu ica médica, p og ama de exe cício e con olo
dos ac o es de isco pa a a e oscle ose. Apenas 5-10 % êm
a necessi a de e ascula ização e menos de 1 % acabam po
se subme idos a ampu ação majo no u u o. No en an o,
a endendo ao ca ác e gene alizado da a e oscle ose,
a claudicação in e mi en e cons i ui um ma cado de
doença nou os e i ó ios
8,46 que condiciona mo alidade
ca dio ascula (co oná ia e ce eb al) duas a qua o ezes
maio que a população ge al sem isquémia dos memb os
in e io es. Em 2002 a Ame ican Hea Associa ion deÀ niu
a obs ução a e ial dos memb os como «equi alen e
co oná io» p econizando a medicação sis emá ica com
es a ina
47 ace ao bene ício p opo cionado na edução de
e en os ascula es majo e mo alidade.
Pa a além disso, á ios es udos chama am a a enção
pa a o possí el e ei o da e apêu ica lipo edu o a sob e a
melho ia clínica da isquémia dos memb os in e io es. Um
des es es udos oi o P og am on he Su gical Con ol o
Hype lipidemias (POSCH) 48 que a aliou o e ei o da edução da
coles e olémia po bypass ileal pa cial em 838 doen es com
en a e do miocá dio p é io e hipe lipidemia. Obse ou-se
aos qua o anos uma edução signiÀ ca i a de no os casos de
claudicação in e mi en e no g upo a ado (RR-0,66 IC95 %
0,20-0,90 p = 0,009). Também em 1998 oi publicada uma
análise pos -hoc do Scandina ian Sim as a in Su i al
S udy
49 que mos ou que em doen es com co ona iopa ia e
seguidos du an e 5,4 anos a medicação com es a ina eduzia
em 38 % (p = 0,008) a axa de apa ecimen o de claudicação
in e mi en e de no o ou de ag a amen o de claudicação
p é ia.
Es es dados, bem como a p og essi a consolidação da
impo ância da edução lipídica na diminuição do isco
de mani es ações a e oscle ó icas nos sec o es co oná io
e ce eb al, ie am es imula a ealização de es udos
especi icamen e o ien ados pa a ou os e i ó ios da
doença a e oscle ó ica.
O Lowe Ex emi y A e ial Disease E en Reduc ion T ial
(LEADER)
50 oi um es udo andomizado com beza ib a o
(400 mg) e sus placebo que incluiu 783 homens em
cada b aço, um seguimen o mediano de 4,6 anos, e que
mos ou melho ia signiÀ ca i a dos sin omas de claudicação
in e mi en e man ida du an e mais de ês anos. Segui am-se
ou os ensaios impo an es po se em di eccionados
especiÀ camen e pa a a doença a e ial pe i é ica e que,
apesa de p opo ciona em conclusões ele an es, não
en ol e am um g ande núme o de doen es. Um des es
ensaios oi publicado po Mohle
15 e en ol eu 354 doen es

670 L. Mendes Ped o
andomizados de o ma duplamen e cega (mul icên ico)
em ês g upos: a o as a ina (10 mg ou 80 mg) e placebo.
Num seguimen o de 12 meses não se obse ou qualque
di e ença ele an e quan o ao endpoin « empo máximo
de ma cha» mas e iÀ cou-se que a «dis ância de ma cha
sem claudicação» inha aumen ado de o ma signiÀ ca i a
(p = 0,025) mas apenas no g upo de a o as a ina 80 mg.
Fo am ainda analisados po ques ioná io a «ac i idade
ísica» e a «qualidade de ida»: quan o ao p imei o em
ambos os g upos a ados com es a ina a capacidade ísica
ambula ó ia oi supe io (p = 0,011), não se endo no ado
di e ença nos ques ioná ios de qualidade de ida.
U ilizando pa âme os objec i os de quan i icação da
«ma cha sem claudicação em ape e olan e», A onow
10
mos ou que o a amen o com sim as a ina se associa a a
inc emen o da dis ância de ma cha.
O es udo de McDe mo
51 a aliou a elação en e a
melho ia clínica (e a unção mo o a) e a lipo edução
p opo cionada pelas es a inas em doen es com claudicação
in e mi en e. Ve iÀ cou-se um inc emen o de pa âme os
como a « elocidade de ma cha» ou o «Índice de
Pe o mance» nos doen es a ados, independen emen e
de ou os ac o es como a cles e olemia, o a amen o com
an iag egan es plaque á ios, com IECA, com bloqueado es-␤
e com asodila ado es. Es es esul ados suge em um papel
ele an e dos e ei os pleio ópicos das es a inas.
Mondillo
52 publicou um es udo andomizado e duplamen e
cego com apenas 86 doen es com isquémia dos memb os
in e io es e coles e olémia > 220 mg/dl. P e endia-se a alia
o e ei o imedia o do a amen o pelo que a andomização
incluiu dois g upos de 43 doen es: um medicado com
40 mg/dia de sim as a ina e ou o com placebo. Os
esul ados mos a am melho ia da média de «dis ância o al
de ma cha» em 126 me os (IC95 % 101-151 m p < 0,001) e
um aumen o da «dis ância de ma cha sem claudicação» em
90 me os (IC95 % 64-116 p < 0,005) no g upo a ado com
sim as a ina. Es e es udo incluiu ambém um pa âme o
objec i o de a aliação hemodinâmica dos memb os
in e io es (Índice To nozelo-B aço-ABI). Após o a amen o,
o g upo sim as a ina mos ou inc emen o do ABI em epouso
de 0,09 (IC95 % 0,06-0,12 p < 0,01) e do ABI pós-exe cício de
0,19 (IC95 % 0,14-0,24 p < 0,005).
Assim, à melho ia subjec i a dos sin omas de claudicação
in e mi en e, oi possí el ac escen a in o mação que
consubs ancia um inc emen o hemodinâmico objec i o,
quan iÀ cado de o ma não-in asi a.
Em conclusão, pa ece ha e e idência que suge e um
papel benéÀ co das es a inas nos doen es com claudicação
in e mi en e, em e mos de melho ia da dis ância de
ma cha. Es e ac o, associado ao cla o bene ício em e mos
de p e enção de e en os ascula es, az com que seja
ecomendado a sua u ilização em doen es com isquémia
c ónica dos memb os in e io es de endo se incluídas nos
p o ocolos e apêu icos.
Melho ia da pe o mance dos p ocedimen os
de e ascula ização dos memb os in e io es
Foi pos ulado um papel bené ico das es a inas na
p e enção das lesões de e-es enose p ecoce dos enxe os
in a-inguinais. Alguns es udos suge i am que a u ilização
des es á macos pudesse inc emen a a pe meabilidade dos
enxe os melho ando a axa de sal ação de memb o.
Henke
53 publicou uma a aliação e ospec i a de
293 doen es com isquémia c í ica subme idos a 338 bypass
in a-inguinais onde cons a a am que as es a inas se
associa am a aumen o da pe meabilidade dos enxe os.
Igualmen e Abb uzzese 54 analisou e ospec i amen e
189 enxe os enosos in a-inguinais que o am di ididos
num g upo medicado com es a ina (n = 94) e num g upo
con ole (n = 95). A mo alidade pe -ope a ó ia não di e iu
nos dois g upos e aos dois anos os enxe os dos doen es
sob es a inas inham maio pe meabilidade p imá ia
assis ida (94 % e sus 83 % p < 0,02) e maio pe meabilidade
secundá ia (97 % e sus 87 % p < 0,02). A análise mul i a iada
mos ou isco de alência do enxe o 3,2 ezes maio no
g upo con ole.
Apesa des as análises e ospec i as o papel das
es a inas na melho ia da pe meabilidade dos enxe os não
es á demons ada sendo necessá ios ensaios de ní el 1 e
com base na e idência ac ual não pa ece ecomendá el a
u ilização de es a inas com es e objec i o.
Redução da p og essão dos aneu ismas
da ao a
A e iopa ogenia dos AAA é mul i ac o ial endo sido
implicados dila ação a e ial ac o es hemodinâmicos,
gené icos, in lama ó ios e bioquímicos mas não su giu
ainda uma eo ia uniÀ cado a dos di e sos mecanismos nem
é cla amen e conhecido o p imum mo ens da dila ação
a e ial.
As al e ações degene a i as da pa ede dos AAA pa ecem
se dependen es de mecanismos bioquímicos elacionados,
en e ou os, com enómenos de p o eólise, sis émica
e local, ao ní el da ma iz ex a-celula . Em ge al, os
p ocessos de inÁ amação c ónica pa ecem e in e - elação
es ei a com o balanço enzimá ico da pa ede, cons i uindo,
à semelhança da doença a e oscle ó ica, um dos aspec os
essenciais da pa ogenia da dila ação a e ial.
A impo ância da in lamação le ou ao concei o de que
a sup essão dos enómenos in lama ó ios e o con olo
a macológico da sín ese de me alop o eínas pudesse
conduzi ao con olo da dila ação. Uma das abo dagens
consis iu na u ilização de es a inas e Nagashima
55
demons ou na pa ede aó ica humana a diminuição
da ac i idade de me alop o eínas pela medicação com
ce i as a ina. Kalyanasunda am
56, em es udo expe imen al
e ec uado em a os com aneu ismas da ao a induzidos in
i o, obse ou que naqueles que o am medicados com
sim as a ina os aneu ismas e am signiÀ ca i amen e meno es.
Simul aneamen e, e iÀ cou-se meno ac i idade de MMP-9 e
uma down egula ion de mediado es in lama ó ios, da
emodelação da ma iz e do s ess oxida i o. Ou os es udos
conÀ ma am es as obse ações 57,58 e S einme z 59 suge iu que
o mecanismo de acção das es a inas que con ola a dila ação
a e ial se ia independen e da edução lipídica.
Face à e idência p o enien e de pequenos es udos
obse acionais e expe imen ais não es á es abelecido o
papel das es a inas no a amen o médico dos AAA pelo
que p esen emen e as es a inas não podem ainda se
ecomendadas com es e objec i o
60.
P e enção secundá ia com es a inas na pa ologia a e ial pe i é ica a e oscle ó ica 671
Doença eno- ascula e dis unção enal
pe -ope a ó ia
Alguns es udos analisa am o e en ual bene íco das es a inas
na his ó ia na u al da es enose da a é ia enal e suge i am
uma edução da sua g a idade bem como a melho ia da
sob e ida de doen es subme idos a angioplas ia com s en
61.
Es a conclusão, baseada em e idência escassa, não
oi con i mada pelo es udo AURORA
62 em doen es em
hemodiálise em que, apesa de cla a edução dos ní eis de
LDL-coles e ol, não oco eu bene ício clínico signiÀ ca i o.
Recen emen e, oi ambém suge ido um e ei o p o ec o
da dis unção enal em doen es subme idos a a amen o
endo ascula de AAA com À xação sup a- enal
63.
Em conclusão, o papel das es a inas em doen es com
es enose a e ial enal e dis unção enal não é cla amen e
conhecido pelo que não podem se ecomendadas com es e
objec i o.
Ques ões não escla ecidas
Como oi mencionado, os es udos publicados nas di e sas
á eas u iliza am di e en es es a inas, em doses di e sas
e endo como al o g upos de doen es equen emen e
di e siÀ cados. Po es a azão, pe manecem con o e sas as
ques ões e e en es ao melho á maco, às doses ideais ou
ao a ge lipídico a p ocu a em cada ca ego ia de doen es.
Conclusão
O papel ac ual das es a inas na p e enção secundá ia
em pa ologia ascula pode se suma izado nos seguin es
pon os:
• As es a inas de em se u ilizadas com o objec i o de
eduzi a mo bilidade e a mo alidade de causa co oná ia
em doen es com pa ologia ca o ídea, aneu isma da ao a
e doença oclusi a dos memb os in e io es.
• As es a inas de em se u ilizadas no pe -ope a ó io
de Ci u gia Vascula com o objec i o de eduzi o isco
ci ú gico.
• A u ilização de es a inas em doen es com es enose
ca o ídea é ecomendada com o objec i o de eduzi o
isco pe -ope a ó io na ci u gia de enda e ec omia mas
não há e idência suÀ cien e que pe mi a ecomenda o seu
uso pa a con olo da e-es enose.
• Os es udos que suge em o bene ício das es a inas nos
doen es com claudicação in e mi en e, em e mos de
melho ia da dis ância de ma cha, pe mi em aconselha a
sua p esc ição com es e objec i o.
• Não há e idência su icien e que pe mi a ecomenda
a u ilização de es a inas com o objec i o de p e eni a
e-es enose e melho a a pe o mance dos p ocedimen os
de e ascula ização con encional dos memb os in e io es,
de con ola a p og essão dos aneu ismas da ao a
abdominal nem de melho a a g a idade da es enose ou
da dis unção enal.
Pelo e e ido an e io men e, é ac ualmen e ecomendada
a medicação com es a inas nos doen es com pa ologia
ascula pe i é ica o que oi ecen emen e econhecido
no documen o de consenso ansa lân ico TASC II
64 e nas
guidelines sob e doença ca o ídea publicadas em 2009 pela
Eu opean Socie y o Vascula Su ge y
23.
ConÁ i o de in e esses
Os au o es decla am não ha e conÁ i o de in e esses.
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