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A avaliação do impacto do projeto “We Act” nas percepções dos alunos acerca das suas competências de ação sociopolítica

Abstract

O principal objetivo do projeto "We Act" é apoiar professores e alunos na tomada de ações informadas e negociadas para resolver problemas sociais e ambientais de base científica e tecnológica. Através de uma abordagem quantitativa, este artigo investiga o impacte do envolvimento dos alunos em ação sociopolítica sobre controvérsias socio-científicas e socioambientais – as iniciativas "We Act" – nas suas percepções sobre as suas competências de cidadania ativa. Os dados foram obtidos através da aplicação de um questionário, sob a forma de pré e pós-teste, e da análise estatística das respostas com o objetivo de detectar eventuais mudanças significativas nas percepções dos alunos. Foram detectadas diferenças estatísticas significativas entre as percepções dos alunos antes e depois das ações implementadas, nomeadamente no que respeita à sua capacidade de realizar iniciativas que contribuam para a resolução de problemas sociais relacionados com a ciência, a tecnologia e o ambiente.

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A avaliação do impacto do projeto “We Act” nas percepções dos alunos acerca das suas competências de ação sociopolítica

Author: Reis, Pedro,Tinoca, Luís
Publisher: Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Year: 2018
Source: https://repositorio.ulisboa.pt/bitstream/10451/34806/1/8435-29612-2-PB.pdf
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h ps://pe iodicos.u p .edu.b / bec
A a aliação do impac o do p oje o “We Ac ”
nas pe cepções dos alunos ace ca das suas
compe ências de ação sociopolí ica
RESUMO
Ped o Guilhe me Rocha dos Reis
[email p o ec ed]oa.p
0000-0002-9549-2516
Ins i u o de Educação da
Uni e sidade de Lisboa
Luís Alexand e da Fonseca
Tinoca
[email p o ec ed]oa.p
0000-0001-6950-3245
Ins i u o de Educação da
Uni e sidade de Lisboa
O p incipal obje i o do p oje o "We Ac " é apoia p o esso es e alunos na omada de ações
in o madas e negociadas pa a esol e p oblemas sociais e ambien ais de base cien í ica e
ecnológica. A a és de uma abo dagem quan i a i a, es e a igo in es iga o impac e do
en ol imen o dos alunos em ação sociopolí ica sob e con o é sias socio-cien í icas e
socioambien ais – as inicia i as "We Ac " – nas suas pe cepções sob e as suas compe ências
de cidadania a i a. Os dados o am ob idos a a és da aplicação de um ques ioná io, sob a
o ma de p é e pós- es e, e da análise es a ís ica das espos as com o obje i o de de ec a
e en uais mudanças signi ica i as nas pe cepções dos alunos. Fo am de ec adas di e enças
es a ís icas signi ica i as en e as pe cepções dos alunos an es e depois das ações
implemen adas, nomeadamen e no que espei a à sua capacidade de ealiza inicia i as
que con ibuam pa a a esolução de p oblemas sociais elacionados com a ciência, a
ecnologia e o ambien e.
PALAVRAS-CHAVE: Ação sociopolí ica. Cidadania a i a. Educação em ciências.
Al abe ização cien í ica.
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A EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E A AÇÃO SOCIOPOLÍTICA
Apesa dos eno mes p og essos e e uados du an e as úl imas décadas em
e mos de melho ia das condições de ida das populações, ainda i emos numa
sociedade ma cada po p oblemas sociais e ambien ais complexos, esul an es,
mui as ezes, da subjugação dos di ei os das populações po in e esses
económicos imedia is as de indi íduos ou g upos (GRAY; COLUCCI-GRAY; CAMINO,
2009). Po ezes, a p essão pelo luc o em impac o na ciência e na ecnologia,
a e ando nega i amen e a qualidade das p á icas e dos p odu os dos
in es igado es e, consequen emen e, o bem-es a das populações e dos
ecossis emas (BENCZE, 2008; NELKIN, 1992).
En e a população, exis e uma sensação de impo ência pe an e esses
p oblemas. Os cidadãos ques ionam-se, equen emen e, ace ca da sua
capacidade e do seu pode pa a al e a essas si uações. Simul aneamen e, as
p á icas escola es acabam po e o ça o sen imen o de incapacidade. O a o de
mui as aulas de ciências se cen a em exclusi amen e nos p odu os da ciência e
ecnologia, a a és de modalidades de ensino exposi i as que sup imem os
desejos dos alunos de ques iona em, segui em seus p óp ios pe cu sos de
inqué i o, discu i em/c i ica em pe spec i as di e en es e desen ol e em suas
p óp ias conclusões, não con ibui minimamen e pa a o empode amen o dos
alunos como cidadãos c í icos e a i os (BENCZE; CARTER, 2011; REIS, 2013, 2014a).
Es as p á icas educa i as exposi i as, cen adas no conhecimen o consensual –
bem es abelecido e inequí oco – p omo em uma concepção simplis a posi i is a
da p á ica da ciência e a noção de que suas conclusões são absolu as, inequí ocas
e não con o e sas. Simul aneamen e, não capaci a os alunos (os cidadãos) pa a o
con li o, a discussão e a esolução de p oblemas, p omo endo, bem pelo con á io,
a con o midade e a dependência in elec ual dos cidadãos ela i amen e às
ideias/opiniões de especialis as (sejam eles, p o esso es, cien is as, polí icos, e c.).
T a a-se de uma educação que p epa a os cidadãos pa a ou i em e acei a em, sem
discussão ou análise c í ica, as pe spec i as desses especialis as e que se aduz
numa ausência de conhecimen os ace ca da na u eza e dos p ocessos da ciência e
numa al a de expe iência ela i amen e à discussão e à pa icipação pública na
esolução de p oblemas que di icul a a assunção de papéis polí icos e a e a a
qualidade do p ocesso democ á ico (REIS, 2009).
Num con ex o como es e, as p á icas de educação em ciências de em se
ans o madas e o concei o de al abe ização cien í ica de e se ampliado. De
aco do com Hodson (2003, 2011), a educação de e se ampliada a im de p omo e
conhecimen o sob e a na u eza da ecnociência, capacidades de in es igação
cien í ica e ação sociopolí ica sob e p oblemas sócio-cien í icos e socioambien ais.
Numa sociedade ma cada po p oblemas sociais e ambien ais complexos, o nam-
se c í icos a análise e o econhecimen o explíci o das injus iças sociais e da
consequen e impo ância da ação sociopolí ica sob e es as p oblemá icas.
Po an o, o concei o de al abe ização cien í ica de e inclui o desen ol imen o nos
alunos da "capacidade e do comp omisso de ealiza em as ações adequadas,
esponsá eis e e icazes em ma é ia de in e esse social, econômico, ambien al e
é ico-mo al" (HODSON, 2003, p. 658). Alguns au o es suge em que a ação
sociopolí ica dos alunos sob e p oblemas sócio-cien í icos e socioambien ais em
o pode de melho a : a) os seus conhecimen os sob e es as ques ões; b) as suas
compe ências de pesquisa e de cidadania; e, e en ualmen e, c) o bem-es a dos
indi íduos, das sociedades e dos ambien es (BENCZE; CARTER, 2011; MARQUES;
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REIS, 2017; ROTH; DE'SAUTELS, 2002). A ação comuni á ia undamen ada é
conside ada, equen emen e, um dos p incipais aspec os da al abe ização
cien í ica (HODSON, 1998) e uma o ma de capaci a os alunos como c í icos e
cons u o es de conhecimen o, em ez de es ingi-los ao papel de simples
consumido es de conhecimen o como o sis ema educa i o mui as ezes pa ece
aze (BENCZE; SPERLING, 2012; REIS, 2013). Es a componen e sociopolí ica da
educação em ciência p e ende p epa a os cidadãos pa a: a) exigi em e exe ce em
uma cidadania pa icipa i a e undamen ada; b) exigi em jus iça social e é ica nas
in e ações en e ciência, ecnologia, sociedade e ambien e; e c) con ibuí em pa a
a supe ação de p oblemas que a e am a sociedade a a és de uma pa icipação
social a i a e undamen ada. Reconhecem-se alunos e p o esso es como agen es
de mudança que " eco em à ciência pa a esol e os seus p óp ios p oblemas e,
como esul ado des a en a i a de encon a soluções, p oduzem no os
conhecimen os" (LEVINSON, 2008, p. 144). Des a o ma, a ciência su ge como um
meio de p omo e uma democ acia onde os cidadãos agem de o ma socialmen e
esponsá el.
O PROJETO “WE ACT – PROMOTING COLLECTIVE ACTIVISM ON SOCIO-
SCIENTIFIC ISSUES”
Es e p oje o de pesquisa-ação, iniciado no Ins i u o de Educação da
Uni e sidade de Lisboa em 2013, p e ende cons ui conhecimen o sob e o
ecu so à ação sociopolí ica cole i a na esolução democ á ica de p oblemas no
con ex o do ensino das ciências. O p incipal obje i o do p oje o "We Ac " é apoia
p o esso es e alunos na omada de ações undamen adas e negociadas pa a
esol e p oblemas sociais e ambien ais de base cien í ica e ecnológica (REIS,
2014a,b). Es e p oje o combina componen es de desen ol imen o, ação e
pesquisa e en ol e a ap endizagem a i a baseada em in es igação (da exp essão
inglesa “Inqui y-based science educa ion”) sob e p oblemas da ida eal
(conside ados socialmen e ele an es pelos alunos) e a es imulação da
pa icipação dos alunos em ação cole i a e undamen ada de esolução
democ á ica de p oblemas ( ambém designada ação sociopolí ica). Po ezes, em
a igos e comunicações ealizados em Po ugal ou em países de língua inglesa, o
p oje o e e e as suas inicia i as como de a i ismo. Con udo, no B asil, e i a-se
u iliza es e e mo pelo a o de es a cono ado com ação sem e lexão em
esul ado dos abalhos de Paulo F ei e.
Os aspe os p incipais des e p oje o são: 1) a combinação de discussão de
ques ões sócio-cien í icas e socioambien ais com o uso de abo dagens baseadas
em a e e e amen as da Web 2.0 pa a a p omoção de ação sociopolí ica sob e
essas ques ões; 2) o econhecimen o dos es udan es como impo an es agen es
de mudança e, consequen emen e, como "cidadãos" (em oposição a " u u os
cidadãos"); e 3) a melho ia das compe ências dos p o esso es como educado es e
das compe ências de cidadania a i a dos seus alunos a a és do en ol imen o em
p ocessos de pesquisa-ação apoiados po uma comunidade de ap endizagem.
O p oje o “We Ac ” su ge na con inuidade de uma linha de in es igação e de
in e enção que em eco ido à discussão e à ação sociopolí ica sob e
con o é sias sócio-cien í icas e socioambien ais como o ma de p epa a os
alunos pa a uma cidadania a i a, in o mada e socialmen e esponsá el (REIS, 1997,
2004; REIS; GALVÃO, 2004, 2009). Ao ní el das escolas, p e endem iden i ica -se
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os a o es que in luenciam posi i a e nega i amen e o en ol imen o nes e ipo de
ações e cons ui conhecimen o sob e os p ocessos de in e enção mais
adequados ao ape echamen o dos p o esso es com a con iança, a mo i ação e os
conhecimen os necessá ios à es imulação dessas ações in o madas. Es as ações
são in o madas po que esul am de p ocessos de esolução de p oblemas e de
omada de decisões baseados na ecolha e na análise cien í ica de dados pelos
alunos. Es es dados são ob idos po in es igação p imá ia (a a és da ecolha
di e a do meio) ou po in es igação secundá ia (a a és da u ilização de dados
p oceden es de ou as on es idedignas). P e ende-se que as ações ealizadas se
baseiem em conhecimen o cien í ico e não em palpi es ou imp essões.
Simul aneamen e, a a és da ação cole i a p ocu a-se que os alunos pe cebam o
maio alcance (em e mos de impac o) des e ipo de ação quando compa ado com
a ação indi idual.
Desde 2013, êm sido u ilizadas abo dagens en ol endo a e (p. ex.,
d ama izações, ca oons, his ó ias em quad inhos e exposições in e a i as) e
e amen as da Web 2.0 (p. ex., pa a a p odução de p og amas de ádio, ídeos e
animações e sua disseminação a a és de edes sociais) pa a a p omoção, em
con ex o escola , de inicia i as cole i as de ação sociopolí ica sob e p oblemas
sociais e ambien ais (GARCÍA-BERMÚDEZ, e al., 2017; LINHARES; REIS, 2017;
SCHEID; REIS, 2016). Es as inicia i as êm sido ealizadas desde o ensino p é-
escola a é ao ensino supe io .
A p epa ação pelos alunos de a i idades d amá icas e exposições sob e
p oblemas sócio-cien í icos e socioambien ais ap esen a po encialidades an o em
e mos de ap endizagem sob e o con eúdo, os p ocessos e a na u eza da ciência e
da ecnologia, como em e mos de desen ol imen o cogni i o, social, polí ico,
mo al e é ico (KOLSTØ, 2001). Simul aneamen e, es e ipo de inicia i as susci a
ques ões, e lexão e in e ação en e alunos e isi an es, ans o mando ambos em
ap enden es e a i is as polí icos (LEVINSON; NICHOLSON; PARRY, 2008; LINHARES;
REIS, 2017; ØDEGAARD, 2003; REIS; MARQUES, 2016).
As e amen as da Web 2.0 de li e acesso êm um g ande po encial no
desen ol imen o de capacidades de comunicação e de a gumen ação e podem se
mui o ú eis pa a as inicia i as de ação sociopolí ica, pe mi indo que os alunos
di ulguem mensagens que conside am socialmen e ele an es, em o ma os
di e sos (p. ex., ídeo, áudio, ex o, imagens) e de o ma ápida, pa a um público
ala gado (GARCÍA-BERMÚDEZ e al., 2017; MARQUES; REIS, 2017; STEGMANN e
al., 2007).
Na abela 1 ap esen a-se uma b e e ca ac e ização das inicia i as de ação
sociopolí ica que são analisadas nes e a igo.
Tabela 1 - B e e ca ac e ização das inicia i as de ação sociopolí ica ealizadas pelos
pa icipan es.
Escola
N.º de
u mas
Du ação
da ação
Ní el de
escola idade
Disciplina
en ol ida
B e e desc ição da
ação
1
2
4 meses
8.º ano
Ciências Na u ais
In es igação sob e
os ipos de
con aminação do
cu so de água que
a a essa a
localidade,
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iden i icação das
causas dessa
si uação e
ealização de
inicia i as pa a
supe ação desse
p oblema:
d ama ização
abe a à
comunidade,
dinamização de
p og ama de ádio
em ádio local.
2
1
5 meses
8.º ano
Ciências Na u ais
Iden i icação de
p oblemas
ambien ais na zona
em que se inse e a
escola e
in es igação de
o mas de
con ibui pa a a
esolução desses
p oblemas.
Ap esen ação de
p opos as à
au a quia local no
âmbi o da
Assembleia
Municipal Jo em.
3
2
4 meses
12.º ano
Química
In es igação sob e
os e ei os dos
plás icos nos
ecossis emas
ma inhos; ação de
limpeza de uma
p aia pe o da
escola, dinamização
de espaço no
Facebook e
ealização de
exposição abe a à
comunidade sob e
o ema.
4
2
4 meses
Ensino
Supe io : 2.º
ano cu so de
o mação
inicial de
p o esso es
do ensino
básico e
educado es
de in ância
Ambien e e
Desen ol imen
o Sus en á el
Ação que en ol eu
a iden i icação de
p oblemas
ambien ais
conside ados
ele an es pelos
alunos, a
in es igação de
o mas de
soluciona esses
p oblemas e a
di ulgação dessas
p opos as a a és

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de ca azes
in e a i os e de
blogues colocados
na In e ne .
5
1
4 meses
10.º ano
Educação
Mul imídia
(Ensino
p o issional)
Cada g upo de
alunos p epa ou
uma campanha
mul imídia pa a
uma o ganização
não go e namen al
com a qual os
alunos se
iden i ica am.
6
4
4 meses
5.º ano
Ciências da
Na u eza
In es igação de
o mas de diminui
o despe dício de
água e ene gia e
ealização de uma
campanha de
sensibilização da
comunidade escola
que en ol eu uma
sessão pública e a
concepção e
dis ibuição de
pan le os.
7
2
3 meses
Ensino
Supe io : 3.º
ano cu so de
o mação
inicial de
p o esso es
do ensino
básico e
educado es
de in ância
A elie
e Didá ica das
Ciências e
Educação
Ambien al
Ação ealizada no
âmbi o de uma
disciplina do cu so
de o mação de
p o esso es de
educação básica e
que en ol eu a
iden i icação de
p oblemas
ambien ais que
a e am a
comunidade local e
a ealização de
campanhas di e sas
(nomeadamen e,
dinamização de
espaços em edes
sociais, elabo ação
de ca azes e
olhe os, ecolha de
di e en es ipos de
lixo, ealização de
d ama izações
abe as à
comunidade).
8
1
2 meses
8.º ano
Ciências Na u ais
In es igação sob e
o mas de eduzi o
consumo
ene gé ico da
escola e
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ap esen ação de
p opos as à
comunidade escola
a a és de sessão
pública.
9
4
2 meses
12.º ano
Biologia
Iden i icação de
ques ões é icas
susci adas po
ino ações
ecnológicas na
á ea das ciências
na u ais e
ealização de uma
exposição (com
ilmes e pôs e es)
pa a a
sensibilização da
comunidade escola
pa a essas
emá icas.
10
1
4 meses
5.º ano
Ciências da
Na u eza
Iden i icação de
o mas de eduzi o
despe dício de água
e ap esen ação de
p opos as de ação
a a és de blogues
cons uídos pelos
alunos.
11
2
2 meses
7.º ano
Educação pa a a
Cidadania
Responsá el
U ilização de
conhecimen os de
ísica e biologia pa a
o desen ol imen o
de uma campanha
de Educação
Rodo iá ia
ealizada a a és de
ea o, ilme e
his ó ias em
quad inhos.
12
2
5 meses
11.º ano
Química
Desen ol imen o
de p opos as de
ação sob e o ema
da segu ança
química e
in eg adas no Plano
de Ação pa a a
Segu ança In an il
p opos o pela
Di eção Ge al da
Saúde. Realização
de um ideoclipe
( ídeo e música)
pa a o You ube que
sensibilizasse pais e
a ós de c ianças
pa a o isco de
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alguns p odu os
químicos
domés icos.
(Fon e: abela elabo ada pelos au o es pa a es e a igo)
METODOLOGIA
Obje i os
Es e a igo in es iga o impac e do en ol imen o dos alunos em di e sas ações
sociopolí icas sob e p oblemas sócio-cien í icos e socioambien ais – ealizadas no
âmbi o do p oje o "We Ac "– nas suas pe cepções sob e as suas compe ências de
cidadania a i a. Pa a al, eco e-se a uma abo dagem quan i a i a baseada no
desen ol imen o e aplicação de um ques ioná io cons i uído po i ens de ipo
Like , seguida da análise es a ís ica das espos as com o obje i o de de ec a
e en uais di e enças signi ica i as en e as pe cepções dos alunos an es e depois
da ealização das inicia i as “We Ac ”.
Pa icipan es
O ques ioná io oi espondido 915 ezes po alunos en ol idos em inicia i as
de ação sociopolí ica em 12 escolas po uguesas en e janei o de 2013 e janei o de
2015: 434 espos as como p é- es e e 481 espos as como pós- es e. Os
esponden es e am p o enien es do ensino egula , básico (2º ciclo 16%, e 3º ciclo
25%) e secundá io (34,7%), e do ensino supe io (24,4%). As idades a ia am en e
os 10 e os 59 anos (Média=17,38 e Des io Pad ão=6,6; Mediana=16), sendo que
65,1% inham idades comp eendidas en e os 10 e os 17 anos, 23,3%
ap esen a am idades comp eendidas en e os 18 e os 23 anos, e 11,6% inham
idades supe io es a 23 anos. A maio ia dos pa icipan es e a do sexo eminino:
61,6%.
O p ocesso de desen ol imen o e alidação do ques ioná io
A e são inal do ques ioná io oi compos a po 2 pa es. Uma 1ª pa e de
ca ac e ização do pa icipan e com 7 ques ões – escola; u ma; ano; ciclo; código
de iden i icação pa a pe mi i empa elhamen o en e as espos as indi iduais no
p é e no pós es e; idade; géne o. E uma 2ª pa e pa a medi o impac e das ações
cole i as implemen adas sob e as pe cepções dos alunos em elação às suas
compe ências de cidadania a i a, compos a po 12 i ens a aliados segundo uma
escala de ipo Like de conco dância, com 4 opções de espos a: disco do
o almen e, disco do, conco do, e conco do o almen e. Op ou-se po uma escala
com um núme o pa de opções de espos a de modo a e i a o p oblema da
endência cen al, o çando assim os pa icipan es a posiciona em-se posi i a, ou
nega i amen e, ela i amen e a cada i em. Os i ens o am desen ol idos de
aco do com os obje i os do p oje o, nomeadamen e, no que conce ne ao ipo de
impac e desejado nas pe cepções dos pa icipan es ace ca das suas compe ências
de a i ismo.
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O p ocesso de desen ol imen o do ques ioná io en ol eu: a) a sua análise po
um g upo de cinco educado es de ciências, dois psicólogos e cinco p o esso es de
ciências endo em is a a a aliação da sua adequação aos obje i os p opos os; e
b) a sua análise psicomé ica pos e io , endo po base a o alidade das espos as
ob idas no p é e pós es e.
Pa a aze o a amen o es a ís ico dos dados ecolhidos com o ques ioná io
oi u ilizado o SPSS e são 22. Pa a a alia a c edibilidade do ques ioná io
u ilizámos a o alidade das espos as dos alunos (915 espos as sob a o ma de p é
e pós- es e) e eco emos a ês índices: sensibilidade, alidade a o ial e
iabilidade.
De aco do com Ma oco (2007), pa a a alia a sensibilidade dos i ens de um
ques ioná io os seus alo es de Skewness não de em ul apassa 7 e os de Ku osis
3. A Skewness é uma medida que ca ac e iza o en iesamen o da dis ibuição da
amos a em elação à sua média; sendo a Ku osis o coe icien e de acha amen o
da sua dis ibuição. No nosso caso, o alo máximo ob ido an o pa a a Skewness
como pa a a Ku osis oi de 1.
Rela i amen e à alidade a o ial, de aco do com Ma oco (2007) o alo do
índice Keise -Meye -Olkin (KMO) de e se igual ou maio que .70 e o es e de
Es e icidade de Ba le de e ap esen a um coe icien e de signi icância com uma
p obabilidade in e io a .001. O índice KMO é uma medida da homogeneidade das
a iá eis es udadas que compa a co elações simples com co elações pa ciais de
o ma a julga a qualidade da amos agem ob ida. No nosso es udo o alo de KMO
ob ido oi de .84 (p<.001). O es e de es e icidade ep esen a uma condição
su icien e e necessá ia à análise a o ial ealizada, a aliando a independência das
elações in a-sujei os (whi hin-subjec s), ou seja, as a iá eis medidas são
independen es dos sujei os onde são medidas.
Rela i amen e à iabilidade global dos i ens da amos a, eco endo ao es e
do Al a de C onbach, é possí el a alia a consis ência dos esul ados ob idos. Es a
es a ís ica alia a consis ência in e na de um g upo de i ens e i icando i ens
di e en es cons uídos pa a medi um mesmo cons u o ge al p oduzem
esul ados semelhan es, analisando a co elação en e as espos as ob idas. Os
alo es des e índice a iam en e -1 e +1 e a con iabilidade é an o maio quan o
mais pe o de 1 es i e o alo encon ado. De aco do com Dunn e al. (2013) uma
con iabilidade en e 0,6 e 0,7 é conside ada azoá el; en e 0,7 e 0,9 boa e en e
0,9 e 1 mui o boa. Nes e caso, o alo pa a o Al a de C onbach pa a o conjun o de
i ens es ado oi de .822.
Foi ambém ei a uma análise explo a ó ia pa a e i ica que a o es pode iam
se os esponsá eis pela a iância obse ada. Des a análise ex aí am-se dois
a o es esponsá eis po 47,2% da a iância obse ada ( e abela 2).
Se e i ens ica am ag egados a F1, ag egando-se os es an es ês i ens a F2
(assinalados a neg i o na abela 2). Pa a F1 ob i emos um Al a de C onbach =.77,
a o que designámos como “Compe ências de A i ismo” (CA). Pa a F2 ob i emos
um =.80, a o que designámos como “De e de Pa icipa ” (DP).
Tabela 2 - Pesos a o iais dos i ens nos 2 a o es ( o ação a imax).
R. b as. Ens. Ci. Tecnol., Pon a G ossa, . 11, n. 2, p. 214-232, mai./ago. 2018.
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Recebido: Dezemb o de 2017
Ap o ado: Junho de 2018
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Commons-A ibuição 4.0 In e nacional.