scieee Science in your language
[pt] (orig)

Compromisso Desportivo: Passado, presente e futuro em Espanha e Portugal

Abstract

O presente trabalho teve como principais objetivos situar as origens e abordar os principais resultados da investigação desenvolvida no domínio do compromisso desportivo, designadamente no que se refere à Península Ibérica, procurando ainda sugerir alguns dos principais desafios futuros que se colocam nesta área do conhecimento. Nesse sentido, é explicada a atual formulação do Sport Commitment Model, desenvolvido por Tara Scanlan e a sua equipa na UCLA, no âmbito do Sport Commitment International Scale Development Project, com o propósito de explicar porque continuam os atletas a sua prática desportiva ao longo do tempo, bem como é apresentado o instrumento elaborado por aqueles autores para testar o modelo proposto e posteriormente adotado pela maior parte dos pesquisadores nesta área; i.e., o Sport Commitment Questionnaire (SCQ). Adicionalmente, é explicado o processo de desenvolvimento da versão revista e melhorada daquele instrumento (o Sport Commitment Questionnaire-2; SCQ-2), com base no método de-centering que facilita a tradução e adaptação a diferentes idiomas visando obter um instrumento válido e fiável, atualmente em adaptação para as realidades portuguesa e espanhola. Finalmente, são indicados os que se consideram ser os principais desafios futuros à investigação nesta área: 1) adaptar o SCQ-2 para outros idiomas; 2) investigar o compromisso desportivo, considerando idade, género e nível competitivo dos indivíduos; 3) adaptar o SCQ-2 a diferentes âmbitos e agentes desportivos; 4) analisar a relação do compromisso desportivo com outras variáveis; e 5) desenvolver um instrumento de observação do compromisso desportivo

Read accessible full text

Compromisso Desportivo: Passado, presente e futuro em Espanha e Portugal

Author: Sousa, Catarina; García Mas, Alexandre; Sánchez Miguel, Pedro Antonio; Lois Río, Graciela
Publisher: Universitat de Les Illes Balears
Year: 2013
Source: https://minerva.usc.es/bitstreams/69325b9d-6836-45ce-a8c7-459890ede127/download
Comp omisso Despo i o: Passado, p esen e e u u o
em Espanha e Po ugal
Ca a ina Sousa*, Alexand e Ga cia-Mas**,
Ped o An onio Sánchez-Miguel*** e G aciela Lois****
SPORT COMMITMENT: THE PAST, PRESENT AND FUTURE IN SPAIN AND PORTUGAL
KEYWORDS: Spo commi men , Spo Commi men Model, Spo Commi men Ques ionnai e, Resea ch in Po ugal and Spain.
ABSTRACT: The main objec i es o his pape a e o discuss he o igins and o add ess he main indings o esea ch unde aken in he ield o spo
commi men , pa icula ly wi h ega d o he Ibe ian Peninsula, ying o sugges some key u u e challenges o his ield o knowledge. An ou line is
gi en o he cu en con igu a ion o he Spo Commi men Model de eloped by Ta a Scanlan and he eam a UCLA wi hin he amewo k o he Spo
Commi men Scale In e na ional De elopmen P ojec in o de o explain why a hle es con inue o do spo o e ime. A p esen a ion is gi en o he ool
de eloped by he said au ho s o es he p oposed model, which has subsequen ly been adop ed by mos esea che s in his ield; ha is, he Spo
Commi men Ques ionnai e (SCQ). Addi ionally, an explana ion is gi en o he p ocess o he de elopmen o a e ised imp o ed e sion o he ool
( he Spo Commi men Ques ionnai e-2; SCQ-2), based on he de-cen e ing me hod, which acili a es i s ansla ion in o and adap a ion o di e en
languages in o de o ob ain a alid eliable ins umen - one ha is cu en ly being adap ed o he Po uguese and Spanish cul u es. Finally, he main
challenges o u u e esea ch in his ield a e ou lined: 1) o adap he SCQ-2 o o he languages; 2) o in es iga e spo commi men , aking in o accoun
indi iduals’ age, gende and compe i ion le el; 3) o adap he SCQ-2 o di e en con ex s and spo s s akeholde s; 4) o analyze he ela ionship be ween
spo commi men and o he a iables; and 5) o de elop an ins umen o moni o ing spo commi men .
Re is a de Psicología del Depo e 2013. Vol. 22, núm. 2, pp. 525-531
ISSN: 1132-239X
Uni e si a de les Illes Balea s
Uni e si a Au ònoma de Ba celona
Co espondência: Ca a ina Sousa . Depa amen Psicologia Bàsica, E olu i a i de l’Educació. Edi ici B. Uni e si a Au ònoma de Ba celona. 08193 Bella e a (Ba celona).
España. E-mail: [email p o ec ed]
* Uni e si a Au ònoma de Ba celona.
** Uni e si a de les Illes Balea s.
*** Uni e sidad de Ex emadu a.
**** Uni e sidad de San iago de Compos ela.
— A ículo in i ado con e isión
Uma das p incipais p eocupações a uais ela i amen e ao
despo o in an o-ju enil consis e no núme o ele ado de c ianças
e jo ens que decidem abandona p ecocemen e a p á ica e nas
po enciais consequências p ejudiciais daí deco en es (To eg osa
& C uz, 2006). Na e dade, é pa icula men e econhecida a
impo ância das pessoas man e em um es ilo de ida a i o, an o
enquan o jo ens como adul os, assim como são conhecidos os
seus bene ícios pa a a saúde p incipalmen e em de e minadas
populações (Cas illo, Balague & Ga cía-Me i a, 2007; Ce elló,
Esca i & Guzman, 2007).
Nesse sen ido, in es iga quais os a o es que in luenciam
jo ens e adul os a ado a em a p á ica de um despo o e a
comp ome e em-se com a manu enção de um es ilo de ida a i o
adqui e um ele o e uma impo ância assinalá eis. Ainda assim,
e apesa da pala a comp omisso se um e mo equen emen e
u ilizado nes e domínio, bem como nou os ambém elacionados
com o con ex o do despo o, a in es igação a espei o do
comp omisso despo i o a ní el ibé ico é ela i amen e ecen e
(Sousa, To eg osa, Vilad ich, Villama ín & C uz, 2007; Sousa,
Vilad ich, Gou eia, To eg osa & C uz, 2008), eclamando-se,
po isso mesmo, a sua in ensi icação.
Assim sendo, p ocu a-se com es e abalho, po um lado,
desc e e , nos seus aços essenciais o desen ol imen o do Spo
Commi men Model (SCM; Scanlan, Simons, Ca pen e , Schmid
& Keele , 1993), enquan o ma co eó ico p i ilegiado pa a
es uda os a o es que le am os a le as a con inua a ealiza a sua
p á ica despo i a, e, po ou o, abo da o modo como se oi
desen ol endo a in es igação sob e es a emá ica em Po ugal e
Espanha, p ocu ando ainda a ança com algumas suges ões sob e
o u u o da in es igação nes a á ea do conhecimen o.
Spo Commi men Model e Spo Commi men Ques ionnai e
Apesa do in e esse em in eg a a a iá el ela i a ao
comp omisso despo i o em in es igações com di e en es
cole i os e en oques, a é 1993 não exis ia na li e a u a cien í ica
qualque ins umen o álido e iá el que pe mi isse a alia es e
cons u o. Nesse sen ido, os au o es do modelo do comp omisso
despo i o (de inido, po eles, como o es ado psicológico pa a
con inua a p a ica um despo o no deco e do empo),
p opuse am-se colma a es a lacuna e desen ol e um
ins umen o que lhes pe mi isse alida o seu modelo eó ico,
c iando o Spo Commi men Ques ionnai e (SCQ; Scanlan, e
al., 1993). Concomi an emen e, o mesmo g upo de in es igação
lide ado po Ta a Scanlan (Scanlan, Ca pen e , Schmid , Simons
& Keele , 1993; Scanlan, Simons e al., 1993) de e minou as
p op iedades psicomé icas do SCQ com base em ês es udos
ealizados com uma média po es udo de 165 c ianças e jo ens
ame icanos, de ambos os sexos e com idades comp eendidas en e
os 10 e os 20 anos de idade, p a ican es de di e en es despo os
(e.g., u ebol, na ação).
Bem mais ecen emen e, e i icando que o comp omisso
despo i o inha a se es udado p incipalmen e com jo ens a le as
no e-ame icanos - na e dade, e am conhecidos apenas dois
es udos ealizados na Eu opa: i) com a le as de c icke em
Ingla e a (Ca pen e & Coleman, 1998); e ii) com memb os de
um ginásio na G écia (Alexand is, Zaha iadis, Tso ba zoudis &
G ouios, 2002) – e encionando desen ol e in es igação sob e
es a emá ica em Espanha, Sousa, To eg osa, Vilad ich,
Villama ín & C uz (2007) p ocede am à adução e adap ação
anscul u al do SCQ, aplicando a e são esul an e a uma
amos a cons i uída po 437 jo ens u ebolis as.
Conside ando os esul ados posi i os encon ados e en ando
expandi a mesma linha de in es igação a Po ugal, po quan o a
pesquisa nes e domínio ambém e a inexis en e nes e país, Sousa,
Vilad ich, Gou eia, To eg osa & C uz (2008) p ocede am
igualmen e à adução e adap ação anscul u al do SCQ pa a a
língua e cul u a po uguesas, endo u ilizado a e são esul an e
num es udo ealizado com 850 a le as de Lisboa, Po o e Região
Au ónoma da Madei a com o objec i o p incipal da de e minação
das espec i as p op iedades psicomé icas.
Com base nos dados ecolhidos nes es dois es udos, aqueles
au o es p opuse am-se ambém analisa a in a iância
anscul u al e a equi alência mé ica dos i ens do SCQ nas
e e idas amos as de pa icipan es po ugueses e espanhóis,
a a és do ecu so às écnicas da Análise Fac o ial Con i ma ó ia
(AFC) e do Funcionamen o Di e encial dos I ens, espe i amen e,
endo os esul ados apon ado, de uma o ma ge al, no sen ido da
inexis ência de di e enças ma can es.
E e i amen e, os esul ados ob idos apoia am, pelo menos em
pa e, a assunção da alidade da e são po uguesa do SCQ, bem
como a semelhança es u u al das e sões po uguesa e espanhola,
as quais e idenciam algumas di e enças com a e são o iginal
(pa a a compa ação com a e são o iginal do SCQ o am
u ilizados os esul ados publicados na li e a u a pelos espe i os
au o es). Mais especi icamen e, os esul ados p oduzidos pela
AFC o nece am supo e pa cial pa a o modelo eó ico es ado,
e elando a exis ência de um ajus amen o global azoá el à
ma iz de dados empí icos examinados e de índices sa is a ó ios
de consis ência in e na pa a os i ens de qua o dos seis a o es que
azem pa e do modelo de comp omisso despo i o (i.e.,
comp omisso despo i o, di e imen o despo i o, coações
sociais e al e na i as à implicação), egis ando-se apenas
esul ados insa is a ó ios pa a os i ens dos es an es dois a o es
do modelo (i.e., in es imen os pessoais e opo unidades de
implicação). Adicionalmen e, oi possí el e i ica que o
di e imen o se cons i uiu como o a o p edi i o mais po en e do
comp omisso despo i o, enquan o as al e na i as à implicação
o p edisse am nega i amen e, co obo ando assim os pos ulados
do modelo eó ico; ainda assim, de e e i que o a o coações
sociais não assumiu qualque alo p edi i o do comp omisso
despo i o (Sousa e al., 2007).
En e an o, en endendo o SCM como es ando em p ocesso de
alidação e conside ando que os esul ados iniciais não e am
comple amen e conclusi os, Scanlan, Russell, Beals & Scanlan,
2003) decidi am eco e à me odologia quali a i a e en e is a
jogado es de âguebi de eli e, isando a explo ação e expansão
do espe i o modelo eó ico e a comp eensão e eliminação das
lacunas exis en es. Assim, nos úl imos ês anos, aqueles au o es
concen a am-se na en a i a de a ualização do modelo e no
aumen o da sua comp eensão sob e o comp omisso despo i o,
baseando-se igualmen e nos es udos ealizados a a és da
u ilização de mé odos mis os ao longo de 19 anos de pesquisa.
Nes e p ocesso, oi dedicada pa icula a enção aos esul ados de
na u eza quan i a i a dos es udos o iginais, mas ambém aos
pos e io es esul ados de na u eza quali a i a e aos esul ados da
in es igação ealizada em Espanha e Po ugal.
Com base nos esul ados an e io es ela i amen e aos i ens e
a o es “ques ioná eis”, o am melho adas e ampliadas as
subescalas do SCQ e a aliados no os cons u os adicionados
mais ecen emen e ao modelo de comp omisso despo i o,
a a és do ecu so ao no o Spo Commi men Ques ionnai e – 2
(SCQ-2), que passou a cons i ui -se como o ins umen o de
e e ência do Spo Commi men In e na ional Scale
De elopmen P ojec e a se i de base pa a o desen ol imen o
e adap ação, a ualmen e em cu so, de e sões simila es a ou as
línguas e cul u as, de en e as quais pode emos des aca a
po uguesa e a espanhola.
Com o desen ol imen o des e no o ins umen o e da
e o mulação do modelo de comp omisso despo i o (que a
segui analisa emos em maio de alhe), deu-se assim o igem à
no a e a ual ase de in es igação, a qual se espe a i a a ai mais
in es igado es pa a es a á ea do conhecimen o.
A ual o mulação do Spo Commi men Model
O no o modelo de comp omisso despo i o comp eende onze
de e minan es ou on es de comp omisso despo i o, duas
dimensões de comp omisso (o En usias a/ En husias ic e o
Cons angido/ Cons ained) e a pe sis ência como p incipal
consequência compo amen al das duas dimensões de
comp omisso. De eco da que o modelo inicial (p opos o po
Scanlan, Ca pen e , e al., 1993) con inha 5 de e minan es pa a
explica a con inuidade da p á ica despo i a ao longo do empo,
os quais se man êm no no o modelo: o Di e imen o/ Spo
Commi men , as Opo unidades Valiosas/ Valuable Oppo uni ies
(designadas inicialmen e como In ol emen Opo uni ies) as
Ou as P io idades/ O he P io i ies (designadas inicialmen e
como In ol emen Al e na i es), os In es imen os Pessoais/
Pe sonal In es men s e as Coações Sociais/ Social Cons ain s.
A es es cinco a o es o am ago a adicionados dois no os a o es:
o do Apoio Social/ Social Suppo e o do Desejo de Des aca -se/
Desi e o Excel.
Uma das p incipais no idades no no o modelo de
comp omisso despo i o é o ac o de se em con empladas duas
dimensões de comp omisso: o Comp omisso En usias a e o
Comp omisso Cons angido, co espondendo, espe i amen e, ao
“wan o” e ao “ha e o”. Ou seja, o cons u o do Comp omisso
Despo i o/ Spo Commi men oi subs i uído pelo do
Comp omisso En usias a/ En husias ic Commi men , que
co esponde à pa e posi i a, is o é, à “ on ade p óp ia” do
comp omisso. Impo a á ambém essal a que ês a o es
ap esen am subca ego ias: o dos In es imen os Pessoais, o do
Apoio Social e o do Desejo de Des aca -se (pa a mais de alhes,
consul a a Tabela 1).
Com base no ecu so a me odologias de in es igação mis a/
combinada (i.e., quali a i a e quan i a i a), o am po an o sendo
ealizadas á ias modi icações e ampliações no SCM o iginal,
designadamen e no que se e e e à in odução de dois no os
de e minan es/ on es (i.e., o Apoio Social e o Desejo de Des aca -
se) e de uma dimensão (i.e., a do Comp omisso Cons angido) do
comp omisso despo i o. Quan o ao a o de Apoio Social,
Ca a ina Sousa, Alex Ga cia Mas, Ped o An onio Sánchez-Miguel e G aciela Lois
526 Re is a de Psicología del Depo e. 2013. Vol. 22, núm. 2, pp. 525-531
O cons u o de in es imen os pessoais ambém oi ampliado
a a és de duas abo dagens. Enquan o a p imei a é consis en e
com as in es igações an e io es, no âmbi o das quais se a alia a
a quan idade de in es imen os pessoais que um a le a ealiza a
no seu despo o (In es imen os Pessoais - Quan idade), a segunda
con e ge com Rusbul (1983) e a alia o ní el de di iculdade em
deixa o despo o de ido aos in es imen os pessoais já ealizados
(In es imen os Pessoais - Pe da); ou seja, a possibilidade de
pe de os in es imen os ealizados a ua como ba ei a pa a deixa
o despo o.
No sen ido da aquisição de uma isão mais comple a do
p ocesso de comp omisso oi conside ada uma segunda dimensão
de comp omisso: a do Comp omisso Cons angido. Tal como
mencionado an e io men e, es a dimensão não es a a
con emplada no modelo inicial; con udo, di e sos es udos inham
indo a abo da o duplo “papel” do comp omisso (Weiss &
Weiss, 2003; Young & Medic (2011). De es o, se e oma mos
B ickman (1987), obse amos que ele já suge ia que o
comp omisso, po na u eza, pode ia aba ca uma dimensão
uncional (“wan o”), assim como uma dimensão de
ob iga o iedade (“ha e o”). Concep ualmen e, con i á e e i que
um a le a pode sen i que que con inua a p a ica o seu despo o
e ao mesmo empo sen i -se o çado/ ob igado a con inua em
de e minado pon o da época despo i a; em con o midade, os
ní eis de comp omisso dos dois ipos podem a ia ao longo do
empo. No ecen e SCM, o ipo de comp omisso uncional es á
ep esen ado pelo Comp omisso En usias a e o ipo de
comp omisso de ob iga o iedade es á ep esen ado pelo
Comp omisso Cons angido.
Ve são e o mulada do Spo Commi men Ques ionnai e
Tal como e e ido an e io men e, o SCQ (Scanlan e al., 1993)
cons i uiu-se, após a sua publicação, como o ins umen o
p i ilegiado pelos in es igado es pa a a alia o comp omisso
Comp omisso Despo i o
527
Re is a de Psicología del Depo e. 2013. Vol. 22, núm. 2, pp. 525-531
ecen emen e in oduzido no modelo como on e de comp omisso
(Scanlan, Russell, Magya & Scanlan, 2009), a in es igação em
e elado que os a le as ecebem de di e en es pessoas
signi ica i as di e en es ipos de apoio – emocional, in o ma i o
e ins umen al -, os quais o alecem um ipo de comp omisso
mais delibe ado (Scanlan e al., 2003; Scanlan e al., 2009). O
a o do Desejo de Des aca -se esul ou da análise indu i a de
en e is as in ensi as e comp eende duas subca ego ias: a
Realização Au ónoma/ Au onomous Achie emen e a Realização
Social/ Social Achie emen .
Cons u o De inição
Comp omisso En usias a disposição psicológica que ep esen a o desejo e a decisão de con inua a
pa icipa num de e minado despo o.
Comp omisso Cons angido disposição psicológica que ep esen a a pe cepção de ob igação pa a con inua
a pa icipa num de e minado despo o.
Di e imen o espos a a e i a posi i a a uma expe iência despo i a que e le e sen imen os
ge ais de p aze .
Opo unidades Valiosas opo unidades impo an es que es ão p esen es apenas a a és do en ol imen o
con ínuo num despo o.
Ou as P io idades al e na i as pe cepcionadas como a a i as ou que p essionam e en am em
con li o com a p á ica despo i a con inuada.
In es imen os Pessoais - Pe da in es imen os pessoais que in es idos no despo o não pode ão se ecupe ados
no caso de abandono da p á ica despo i a.
In es imen os Pessoais - Quan idade quan idade de in es imen os pessoais ealizados num de e minado despo o.
Coações Sociais e e em-se às no mas ou expec a i as sociais que omen am sen imen os de
ob igação pa a con inua a p a ica de e minado despo o.
Apoio Social - Emocional econhecimen o do ânimo, p eocupação e empa ia o necidos po pa e de
pessoas signi ica i as numa a i idade despo i a.
Apoio Social - In o ma i o econhecimen o de in o mação ú il, o ien ação ou conselhos o necidos po
pa e de pessoas signi ica i as numa a i idade despo i a.
Apoio Social - Ins umen al econhecimen o de ma e ial ou auxílio em a e as o necidos po pa e de
pessoas signi ica i as numa a i idade despo i a.
Desejo de Des aca -se – Realização que e e es o ça -se po melho a e consegui mes ia num despo o.
Au ónoma
Desejo de Des aca -se – Realização que e e es o ça -se po ganha e es abelece supe io idade sob e os ad e sá ios
Social num despo o.
Tabela 1. Nome dos cons u os e de inições.
despo i o e analisa o alo p edi i o de cada de e minan e/ on e
de comp omisso. Toda ia, apesa de algumas indicações no
sen ido da exis ência de acei á eis p op iedades psicomé icas,
endo sido inclusi amen e o necido algum supo e pa a a
alidade, pelo menos pa cial, da sua es u u a a o ial, oi
igualmen e e iden e que o SCQ e elou p oblemas em alguns dos
seus i ens e a o es (e.g., al e na i as à implicação), an o na sua
e são o iginal como nas e sões aduzidas e adap adas pa a as
ealidades po uguesa e espanhola. Nesse sen ido, os seus au o es
decidi am desen ol e mais abalho nes e domínio e,
melho ando e ampliando a e são o iginal, c ia am uma no a
e são daquele ins umen o, à qual de am o nome de Spo
Commi men Ques ionnai e -2 (SCQ-2).
De ido ao a o de a e são inglesa e sido desen ol ida em
pa alelo com as e sões espanhola e po uguesa, u ilizou-se o
mé odo de-cen e ing du an e o p ocesso de concepção dos i ens
(Hamble on, 2005). Es e mé odo (que, an o quan o é do nosso
conhecimen o, nunca ha ia sido u ilizado no con ex o despo i o)
en ol e a e isão dos i ens na linguagem de o igem (i.e., a
inglesa), p ocu ando que es es sejam equi alen es na linguagem
de des ino (i.e., na cas elhana e na po uguesa). As po enciais
al e ações aos i ens oco em quando na linguagem de o igem o
i em con ém alguma pala a ou exp essão que não exis e na
linguagem de des ino ou pa a a qual não exis e uma adução
conside ada como equi alen e. Des e modo, e i am-se pala as
ou exp essões di íceis de adução no idioma pa a o qual se
p e ende adap a o ins umen o acili ando o p ocesso de
compa ação anscul u al (Sousa, Scanlan, C uz & Ga cia-Mas,
2010).
Enquan o e são melho ada do SCQ, o SCQ-2 cons i ui-se
nes e momen o como a e e ência a u iliza pelos in es igado es
in e essados em aduzi e adap a um ins umen o com a
qualidade necessá ia pa a a alia o comp omisso despo i o. O
p ocesso de e i icação da sua alidade oi desen ol ido com
base em es udos ealizados em duas ases com ele ado núme o
de pa icipan es (753 e 952 a le as em cada ase, espe i amen e),
com idades comp eendidas en e os 13 e os 19 anos, de di e en es
despo os e com di e en es ní eis de in e ação (Chow e al., 2012)
e e idenciou a sua obus ez, especialmen e de ido ao núme o de
i ens (56) e a o es (11).
De e e i a es e p opósi o que, no âmbi o do Spo
Commi men In e na ional Scale De elopmen P ojec , deco em
nes e momen o em Espanha e Po ugal es udos com amos as
cujas ca a e ís icas são semelhan es às do es udo ealizado po
Chow e al. (2012), com o obje i o de de e mina as p op iedades
psicomé icas das e sões p e iamen e aduzidas e adap adas
pa a as espec i as línguas e cul u as, sendo es as as p imei as
e sões eu opeias do SCQ-2, a u iliza pos e io men e pa a a
ealização de uma análise anscul u al.
Deco e, po an o, do an e io men e expos o, e de aco do com
o hipo e izado no SCM, que são qua o as on es que p edizem o
Comp omisso En usias a: de o ma posi i a, o Di e imen o, as
Opo unidades Valiosas e o Desejo de Des aca -se - Realização
Au ónoma; e, de o ma nega i a, as Ou as P io idades. Quan o
aos a o es que p edizem posi i amen e o Comp omisso
Cons angido, ou seja, que aumen am es e ipo de comp omisso,
são eles: Ou as P io idades, Coações Sociais, In es imen os
Pessoais – Pe da e Desejo de Des aca -se - Realização Social. Um
esul ado in e essan e é o a o de os a o es de Di e imen o e
Opo unidades Valiosas, além de aumen a em o Comp omisso
En usias a, ambém eduzi em o Comp omisso Cons angido.
Resul ados da in es igação
Pa a além das p eocupações o ien adas pa a o
desen ol imen o con ínuo do SCM e do(s) co esponden e(s)
ins umen o(s) pa a es a os seus pos ulados, a análise da
li e a u a disponí el nes e domínio pe mi e e i ica que ou as
ques ões igualmen e elacionadas com o comp omisso despo i o
ambém êm indo a se obje o de pesquisa.
Na e dade, no que conce ne ao con ex o despo i o de uma
o ma ge al, êm sido desen ol idos á ios es udos sob e o
comp omisso, en a izando aspe os como: a po encial al e ação
dos seus de e minan es ao longo do empo (Ca pen e &
Coleman, 1998; Ca pen e & Scanlan, 1998; Weiss & Weiss,
2006), os a o es que p e alecem no con ex o da a i idade ísica
(Alexand is e al., 2002; Wilson e al., 2004), a sua elação com
a condu a eal de abandono ou con inuidade da p á ica despo i a
(Weiss & Weiss, 2007), o ap o undamen o do seu conhecimen o
a a és da eo ia de au ode e minação (Zaha iadis, Tso ba zoudis
& Alexand is, 2006), ou as azões pelas quais alguns einado es
con inuam a sua ca ei a e ou os abandonam (Raedeke, G anzyk
& Wa en, 2000).
Mais especi icamen e em Po ugal, em sido pe cep í el um
in e esse c escen e pela in es igação nes e âmbi o, mesmo que
al ainda não enha g ande e lexo em publicações em e is as
cien í icas, à exceção do es udo ealizado po Fe nandes, Co eia
e Ab eu (2009) com jo ens andebolis as com idades
comp eendidas en e os 10 e os 15 anos e que e i icou que os
a le as que se man inham a i os es a am mais comp ome idos
com o seu despo o do que aqueles que o inham abandonado.
Em Espanha a ealidade é, oda ia, ela i amen e dis in a,
po quan o o in e esse nes as ques ões em indo a se igualmen e
ma e ializado na publicação de á ios es udos. Com e ei o,
podemos encon a es udos publicados sob e a in luência de pais
e mães no comp omisso despo i o (To eg osa e al., 2007),
sob e a elação en e o clima mo i acional c iado pelo einado
e o comp omisso de jogado es de u ebol (To eg osa, Sousa,
Vilad ich, Villama ín & C uz, 2008; To eg osa e al., 2011) e de
basque ebol (Leo, Sánchez-Miguel, Sánchez-Oli a, Amado &
Ga cía-Cal o, 2009) ou ainda sob e a elação do comp omisso
com a eo ia dos obje i os de ealização (Ga cía-Cal o, Leo,
Ma ín & Sánchez-Miguel, 2008; Sousa, To eg osa, Vilad ich,
Villama ín & Bo ás, 2007).
Pa a além des as ques ões, po ém, em Espanha, o
comp omisso despo i o em ambém indo a se es udado em
elação à mo i ação (Ga cía-Cal o, Sánchez-Miguel, Leo,
Sánchez-Oli a & Amado, 2012; Ga cia-Mas e al., 2010),
elacionando-o com a eo ia da au ode e minação (Deci & Ryan,
2000). E e i amen e, alice çando-se naquela eo ia, a ualmen e
conside ada como um dos enquad amen os concep uais mais
coe en es e sólidos pa a explica a mo i ação humana (Mo eno
& Ma inez 2006), Leo, Gómez, Sánchez-Miguel, Sánchez-Oli a
e Ga cía-Cal o (2009) ealiza am um es udo com 850 u ebolis as
de ambos os sexos, com idades comp eendidas en e os 11 e os
16 anos, endo e i icado que quan o mais ele ado e a o seu ní el
de au ode e minação mais comp ome idos se encon a am com
a sua p á ica despo i a.
Suges ões pa a o u u o
Com a e o mulação do SCM, bem como com as melho ias
in oduzidas no SCQ, que de am o igem ao ecen e SCQ-2,
pa ecem es a eunidas condições pa a con inua e in ensi ica o
es udo do comp omisso despo i o e p omo e a sua adap ação
Ca a ina Sousa, Alex Ga cia Mas, Ped o An onio Sánchez-Miguel e G aciela Lois
528 Re is a de Psicología del Depo e. 2013. Vol. 22, núm. 2, pp. 525-531
a di e en es cul u as e idiomas. Aliás, a endendo a que o SCQ-2
oi desen ol ido e ape eiçoado com base numa me odologia que
acili a a adap ação a di e en es idiomas, se ia in e essan e
analisa se o concei o de comp omisso despo i o pode se i ido
de o ma di e en e dependendo da cul u a.
Igualmen e no que se e e e ao u u o nes a á ea do
conhecimen o, e conside ando o que oi ealizado a é ao
momen o, en endemos que pode á se impo an e en a da
seguimen o a cinco desa ios: 1) adap a o SCQ-2 a ou as línguas
e cul u as na Eu opa, ou mesmo nou os países; 2) in es iga o
comp omisso despo i o de aco do com a idade, o géne o e o
ní el compe i i o dos indi íduos; 3) adap a o SCQ-2 a di e en es
âmbi os e agen es despo i os; 4) analisa a elação do
comp omisso despo i o com ou as a iá eis; e 5) desen ol e
um ins umen o de obse ação do comp omisso despo i o.
No que se e e e ao p imei o dos desa ios p opos os, con i á
eco da que o p ocesso de desen ol imen o do SCQ-2 oi
ealizado no espei o pelos c i é ios an e io men e mencionados
de o ma a pe mi i que a sua adução e adap ação a di e en es
idiomas não es i esse sujei a a di e enças cul u ais e, des e modo,
as suas p op iedades psicomé icas bene iciassem desse ac o e
ossem o mais ele adas possí el. De salien a ainda que, pa a
além de Po ugal e Espanha, di e en es g upos de in es igação
em países como Bélgica, G écia, I ália e B asil êm demons ado
o seu in e esse na u ilização do SCQ-2, pe spe i ando-se, po
isso, que a exis ência de dados p o enien es de con ex os
ela i amen e dis in os mas ecolhidos de aco do com
enquad amen os concep uais e me odologias simila es possa
o nece um desejá el impulso a es a á ea.
Rela i amen e ao segundo desa io suge ido, conside amos
que a iden i icação e in e p e ação das azões subjacen es às
di e enças e semelhanças exis en es no domínio do comp omisso
despo i o en e indi íduos com di e en es idades, géne os e ní el
compe i i o pe mi i ão ob e in o mação ele an e e ú il pa a que
os di e en es agen es no despo o possam a ua melho sob e os
aspe os mais ágeis do comp omisso de g upos e indi íduos com
di e en es ca ac e ís icas (e.g., jo ens, adul os, amado es,
p o issionais, homens, mulhe es) p omo endo o seu ní el de
comp omisso
A p opos a de adap ação do SCQ-2 a di e en es âmbi os
(como seja, po exemplo, o da a i idade ísica, o das a i idades
de ócio, o das a i idades educa i as, o das emp esas, ou o das
elações pessoais e p o issionais) baseia-se na nossa con icção
de que isso pe mi i á aumen a o conhecimen o sob e es a
a iá el. Es uda o comp omisso de quem ge e e lide a equipas e
a le as se á ce amen e uma linha de in es igação ino ado a, dado
que a maio pa e das ezes o in e esse cen a-se apenas nos
a le as. In es iga sob e o comp omisso despo i o dos
einado es e compa a com o ní el e ipo de comp omisso dos
seus a le as se ia, po exemplo, um ema de in e esse,
ela i amen e ao qual não são conhecidos, a é à da a, quaisque
es udos publicados. Do mesmo modo, in es iga sob e o
comp omisso em di e en es âmbi os e agen es despo i os, como
sejam os einado es ou a le as em ansição de ca ei a
(To eg osa, 2002) pode á bene icia um maio núme o de
pessoas e en idades.
Na mesma linha, es amos igualmen e con ic os de que
conhece a elação do comp omisso despo i o com ou as
a iá eis (e.g., a mo i ação) e/ ou es abelece modelos em que a
a iá el comp omisso su ja como mediado a pode á o nece
e idências adicionais pa a o supo e das qualidades do SCQ-2 e
ajuda à explicação de de e minadas si uações despo i as.
Finalmen e, quan o ao úl imo desa io que p opomos,
o ien ado pa a o desen ol imen o de um ins umen o de
obse ação do comp omisso despo i o, o qual ac edi amos
pode á i a pe mi i c uza in o mação de di e en es ipos e,
consequen emen e, con ibui pa a o ap o undamen o do
conhecimen o a ualmen e exis en e sob e o comp omisso
despo i o, gos a íamos igualmen e de suge i que, numa
p imei a ase, de na u eza mais explo a ó ia, in eg e con ibuições
de pe i os e agen es despo i os com di e en es ca ac e ís icas e
compe ências, designadamen e einado es, psicólogos, di igen es
e a le as. Com base nes as di e en es con ibuições se á
ce amen e mais ácil iden i ica os compo amen os dos a le as
que mais e melho co espondam ao seu comp omisso despo i o,
en e os quais mui o p o a elmen e es a á o es o ço aplicado nos
exe cícios du an e um eino, a p esença em einos e
compe ições/ jogos, a assiduidade e pon ualidade na pa icipação
em euniões, einos, e c.
Em suma, o p esen e abalho p ocu ou desc e e , ainda que
de o ma necessa iamen e b e e e sucin a, o pe cu so da pesquisa
sob e o comp omisso despo i o assim como os p incipais
abalhos cien í icos publicados nes e âmbi o. Nesse sen ido,
espe a-se que se cons i ua como um pon o de pa ida e de
inspi ação pa a odos os in e essados no ema, po quan o não só
in eg a os mais ecen es desen ol imen os do SCM e do espe i o
ins umen o de a aliação do comp omisso despo i o (i.e., o
SCQ-2), como apon a algumas possí eis pis as pa a a
in es igação nes e domínio.
Comp omisso Despo i o
529
Re is a de Psicología del Depo e. 2013. Vol. 22, núm. 2, pp. 525-531
COMPROMISSO DESPORTIVO: PASSADO, PRESENTE E FUTURO EM ESPANHA E PORTUGAL
PALAVRAS-CHAVE: Comp omisso Despo i o, Spo Commi men Model, Spo Commi men Ques ionnai e, In es igação em Po ugal e Espanha.
RESUMO: O p esen e abalho e e como p incipais obje i os si ua as o igens e abo da os p incipais esul ados da in es igação desen ol ida no
domínio do comp omisso despo i o, designadamen e no que se e e e à Península Ibé ica, p ocu ando ainda suge i alguns dos p incipais desa ios
u u os que se colocam nes a á ea do conhecimen o.
Nesse sen ido, é explicada a a ual o mulação do Spo Commi men Model, desen ol ido po Ta a Scanlan e a sua equipa na UCLA, no âmbi o do
Spo Commi men In e na ional Scale De elopmen P ojec , com o p opósi o de explica po que con inuam os a le as a sua p á ica despo i a ao longo
do empo, bem como é ap esen ado o ins umen o elabo ado po aqueles au o es pa a es a o modelo p opos o e pos e io men e ado ado pela maio
pa e dos pesquisado es nes a á ea; i.e., o Spo Commi men Ques ionnai e (SCQ). Adicionalmen e, é explicado o p ocesso de desen ol imen o da
e são e is a e melho ada daquele ins umen o (o Spo Commi men Ques ionnai e-2; SCQ-2), com base no mé odo de-cen e ing que acili a a adução
e adap ação a di e en es idiomas isando ob e um ins umen o álido e iá el, a ualmen e em adap ação pa a as ealidades po uguesa e espanhola.
Finalmen e, são indicados os que se conside am se os p incipais desa ios u u os à in es igação nes a á ea: 1) adap a o SCQ-2 pa a ou os idiomas; 2)
in es iga o comp omisso despo i o, conside ando idade, géne o e ní el compe i i o dos indi íduos; 3) adap a o SCQ-2 a di e en es âmbi os e agen es
despo i os; 4) analisa a elação do comp omisso despo i o com ou as a iá eis; e 5) desen ol e um ins umen o de obse ação do comp omisso
despo i o.

Ca a ina Sousa, Alex Ga cia Mas, Ped o An onio Sánchez-Miguel e G aciela Lois
530 Re is a de Psicología del Depo e. 2013. Vol. 22, núm. 2, pp. 525-531
EL COMPROMISO DEPORTIVO: PRESENTE Y FUTURO EN ESPAÑA Y PORTUGAL
PALABRAS CLAVE: Comp omiso depo i o, Spo Commi men Model, Spo , Commi men Ques ionnai e, In es igación en Po ugal y España.
RESUMEN: El p esen e abajo iene como p incipales obje i os es ablece los o ígenes y abo da los p incipales esul ados d ella in es igación
desa ollada en el campo del comp omiso depo i o, undamen almen e e e ido a la península Ibé ica, y a a de suge i algunos de los p incipales
desa íos u u os que apa ecen en es a á ea de conocimien o. En es e sen ido, se explica la ac ual o mulación del Modelo de Comp omiso Depo i o,
desa ollado po Ta a Scanlan y su equipo de la UCLA, en el ámbi o del Spo Commi men In e na ional Scale De elopmen P ojec , con la in ención
de explica po que los depo is as con inúan en su p ác ica depo i a a lo la go del iempo, p esen ando el ins umen o elabo ado po esos au o es pa a
pone a p ueba el modelo suge ido, y pos e io men e adop ado po la mayo pa e de los in es igado es ene es e campo, e.g., el Spo Commi men
Ques ionnai e (SCQ). Además, se explica el p oceso de desa ollo de la e sión e isada y mejo ada de ese ins umen o (el Spo Commi men
Ques ionnai e-2; SCQ-2),basado en le mé odo de-cen e ing, que acili a la aducción y adap ación a di e en es idiomas buscando ob ene un ins umen o
álido y iable, y que se halla ac ualmen e adap ándose a las ealidades po uguesa y española. Finalmen e, se indican los que se conside an más
impo an es desa íos pa a la in es igación en es a á ea: 1) adap a el SCQ-2 a o os idiomas; 2) in es igado el comp omiso depo i o en elación a la
edad, el géne o y el ni el compe i i o de los depo is as; 3) adap a el SCQ-2 a di e en es con ex os y agen es depo i os; 4) analiza la elación del
comp omiso depo i o con o as a iables, y 5) desa olla un ins umen o de obse ación del comp omiso depo i o.
Re e ências
Alexand is, K., Zaha iadis, P., Tso ba zoudis, C. & G ouios, G. (2002). Tes ing he Spo Commi men model in he con ex o exe cise and i ness
pa icipa ion. Jou nal o Spo Beha io , 25(3), 217-230.
B ickman, P. (1987). Commi men , con lic , and ca ing. Englewood Cli s, NJ: P en ice Hall.
Ca pen e , P. J. y Coleman, R. (1998). A longi udinal s udy o eli e you h c icke e s’ commi men . In e na ional Jou nal o Spo Psychology, 29, 195-
210.
Ca pen e , P. J. & Scanlan, T. K. (1998). Changes o e ime in he de e minan s o spo commi men . Pedia ic Exe cise Science, 10, 356-365.
Ca pen e , P. J., Scanlan, T. K., Simons, J. P. & Lobel, M. (1993). A es o he spo commi men model using s uc u al equa ion modeling. Jou nal
o Spo and Exe cise Psychology, 15, 119-133.
Cas illo, I., Balague , I. & Ga cía-Me i a, M. (2007). E ec o de la p ác ica de la ac i idad ísica y de la pa icipación depo i a sob e el es ilo de ida
saludable en la adolescencia en unción del géne o. Re is a de Psicología del Depo e, 16, 201-210.
Ce elló, E., Esca i, A. & Guzmán, J. F. (2007). You h spo d opou om he achie emen goal heo y. Psico hema, 19, 65-71.
Chow,YG., Sousa, C., Kni send, C., La sen, D.; Scanlan, L. & Scanlan, T. (2012). De elopmen o he Spo Commi men Ques ionnai e 2 (English
Ve sion). Comunicação ap esen ada ao Applied Spo Psychology’s (AASP) 27 h Annual Con e ence, A lan a, 3-6 Ou ub o.
Deci, E. L. & Ryan, M. R. (2000). Sel -De e mina ion Theo y and he Facili a ion o In insic Mo i a ion, Social De elopmen , and Well-Being. Ame ican
Psychologic, 55, 68-78.
Fe nandes, N., Co eia, A. & Ab eu, A. M. (2009). Abandono no andebol na Região Au ónoma da Madei a. Re is a Po uguesa de Ciências do Despo o,
9(2), 196-205.
Ga cía-Cal o, T., Leo, F. M., Ma ín, E. & Sánchez-Miguel, P. A. (2008). El comp omiso depo i o y su elación con ac o es disposicionales y
si uacionales de la mo i ación. Re is a In e nacional de Ciencias del Depo e, 4(12), 45-58.
Ga cía-Cal o, T., Sánchez-Miguel, P. A., Leo, F. M., Sánchez-Oli a, D. & Amado, D. (2012). Análisis del g ado de di e sión e in ención de pe sis encia
en jó enes depo is as desde la pe spec i a de la eo ía de la au ode e minación. Re is a de Psicología del Depo e, 21, 7-13.
Ga cia-Mas, A., Palou, P., Gili, M., Ponse i, X., Bo as, P, A., Vidal, J. & Sousa, C. (2010). Commi men , Enjoymen and Mo i a ion in Young Socce
Compe i i e Playe s. The Spanish Jou nal o Psychology, 13, 609-616.
Hamble on, R. K. (2005). Issues, designs, and echnical guidelines o adap ing es s in o mul iple languages and cul u es. In R. K. Hamble on, P. F.
Me enda, y C. D. Spielbe ge (Eds.), Adap ing educa ional and psychological es s o c oss-cul u al assessmen (pp. 3-38). Mahwah, NJ: Law ence
E lbaum.
Leo, F. M., Gómez, F. R., Sánchez-Miguel, P. A., Sánchez-Oli a, D. & Ga cía-Cal o, T. (2009). Análisis del comp omiso depo i o desde la pe spec i a
de la eo ía de la au ode e minación en jó enes u bolis as. Mo icidad. Eu opean Jou nal o Human Mo emen , 23, 79-93.
Leo, F. M., Sánchez-Miguel, P. A., Sánchez-Oli a, D., Amado, D. & Ga cía-Cal o, T. (2009). In luence o he mo i a ional clima e c ea ed by coach in
he spo commi men in you h baske ball playe s. Re is a de Psicología del Depo e, 18, 375-378.
Mo eno, J. A. & Ma ínez, A. (2006). Impo ancia de la Teo ía de la Au ode e minación en la p ác ica ísico-depo i a: Fundamen os e implicaciones
p ác icas. Cuade nos de Psicología del Depo e, 6(2), 39-54.
Raedeke, T. D., G anzyk, T. L. & Wa en, A. (2000). Why coaches expe ience bu nou : A commi men pe spec i e. Jou nal o Spo y Exe cise
Psychology, 22, 85–105.
Rusbul , C. E. (1983). A longi udinal es o he in es men model: The de elopmen (and de e io a ion) o sa is ac ion and commi men in he e osexual
in ol emen s. Jou nal o Pe sonali y and Social Psychology, 45, 101–107.
Scanlan, T. K., Ca pen e , P. J., Schmid , G. W., Simons, J. P. & Keele , B. (1993). An in oduc ion o he Spo Commi men Model. Jou nal o Spo
y Exe cise Psychology, 15(1), 1-15.
Scanlan, T. K., Russell, D. G., Beals, K. P. & Scanlan, L. A. (2003). P ojec on Eli e A hle e Commi men (PEAK): II. A di ec es and expansion o he
Spo Commi men Model wi h eli e ama eu spo smen. Jou nal o Spo y Exe cise Psychology, 25, 377-401.
Scanlan, T. K., Russell, D. G., Magya , T. M. y Scanlan, L. A. (2009). P ojec on Eli e A hle e Commi men (PEAK): III. An examina ion o he ex e nal
alidi y ac oss gende , and he expansion and cla i ica ion o he Spo Commi men Model. Jou nal o Spo y Exe cise Psychology, 31, 685-705.
Scanlan, T. K., Simons, J. P., Ca pen e , P. J., Schmid , G. W. & Keele , B. (1993). The Spo Commi men Model: Measu emen de elopmen o he
you h-spo domain. Jou nal o Spo y Exe cise Psychology, 15(1), 16-38.
Sousa, C.,YScanlan, T., C uz, J. & Ga cia-Mas, A. (2010). In es igación anscul u al en psicología del depo e. Con ibuição p esen ada al Symposium
con idado aoYVII Cong eso Ibe oame icano de Psicología, O iedo, 20-24 de Julho.
Comp omisso Despo i o
531
Re is a de Psicología del Depo e. 2013. Vol. 22, núm. 2, pp. 525-531
Sousa, C., To eg osa, M., Vilad ich, C., Villama ín F. & C uz, J. (2007). The commi men o young socce playe s. Psico hema, 19, 256-262.
Sousa, C., Vilad ich, C., Gou eia, M. J., To eg osa, M. & C uz, J. (2008). Es u u a in e na da e são po uguesa do Spo Commi men Ques ionnai e
(SCQ) e Funcionamen o Di e encial dos I ens (DIF) com a e são espanhola. Re is a Po uguesa de Ciências do Despo o, 8(1), 22-33.
To eg osa, M. (2002). Es udio de alo es, mo i aciones y emociones de los a icionados al ú bol: una ap oximación a pa i de la in eg ación de
me odologías. Bella e a: UAB. [h p://www. dx.ca /TDX-1107102-134507/].
To eg osa, M. & C uz, J. (2006). El depo e in an il como base de la ca e a depo i a de adul os ac i os y depo is as de éli e. In E. J. Ga cés de los
Fayos, A. Olmedilla y P. Ja a (Eds.). Psicología y Depo e (pp. 585-602). Mu cia: Diego Ma ín.
To eg osa, M., C uz, J., Sousa, C., Vilad ich, C., Villama ín, F., Ga cía Mas, A. & Palou, P. (2007). La in luencia de pad es y mad es en el comp omiso
depo i o de u bolis as jó enes. Re is a La inoame icana de Psicología, 39, 227-237.
To eg osa, M., Sousa, C., Vilad ich, C., Villama ín, F. & C uz, J. (2008). El clima mo i acional y el es ilo de comunicación del en enado como
p edic o es del comp omiso en u bolis as jó enes. Psico hema, 20, 254-259.
To eg osa, M., Vilad ich, C., Ramis, Y., Azóca , F., La injak, A. T. & C uz, J. (2011). E ec os en la pe cepción del clima mo i acional gene ado po
en enado es y compañe os sob e la di e sión y el comp omiso. Di e encias en unción del géne o. Re is a de Psicología del Depo e, 20(1), 243-
255.
Weiss, W. M. & Weiss, M. R. (2006). A longi udinal analysis o spo commi men among compe i i e emale gymnas s. Psychology o Spo and
Exe cise, 7, 309-323.
Weiss, W. M. & Weiss, M. R. (2007). Spo commi men among compe i i e emale gymnas s: A de elopmen al pe spec i e. Resea ch Qua e ly o
Exe cise and Spo , 78, 90-102.
Wilson, P. M., Rodge s, W. M., Ca pen e , P. J., Hall, C., Ha dy, J. & F ase , S. N. (2004). The ela ionship be ween commi men and exe cise beha io .
Psychology o Spo and Exe cise, 5, 405-421.
Young, B. W. & Medic, N. (2011). Examining social in luences on he spo commi men o Mas e s swimme s. Psychology o Spo and Exe cise, 12,
168-175.
Zaha iadis, P., Tso ba zoudis, H. & Alexand is, K. (2006). Sel -de e mina ion in spo commi men . Pe cep ual and Mo o Skill, 102, 405-420.