„[P] + [s] + V + s“ tipo sangrąžiniai veiksmažodžiai rytinėse žemaičių šnektose
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GRAMATICAIS CATEGORIAS IR JŲ DESENVOLVIMENTO QUESTÕES DE LINGUÍSTICA LITUANA XVIII (1978) V. VITKAUSKAS „[P] + [s] + V + s¢ TIPO VERBOS REFLEXIVOS NOS FALARes ORIENTAIS DOS SAMOGITAS Na linguística, há muito se sabe que, nas línguas lituana (e letã), a posição das partículas reflexivas dos verbos reflexivos varia muito e que, por vezes, uma palavra tem até várias partículas reflexivas. Após vários anos recolhendo tais verbos reflexivos nas falas samogitas, foram encontrados muitos fatos novos. Aqui eles são tentativamente classificados segundo os significados, determinando-se os casos de ocorrência de várias partículas e ar o deslocamento iš de uma delas para a terminação į do meio da palavra. Pretende-se mostrar as variações, as sutilezas do uso, a formação de certas mų formas e a ar maior frequência de determinada expressão. I. Nas falas orientais dos samogitas formou-se um tipo de verbos reflexivos que lhes é próprio, pelo qual geralmente se exprime uma ação generalizada (SIkynene nas falas dos samogitas setentrionais (dounininkai), sobre 1968 : 10). Papilė, Akmenė, Viekšniai, Klykoliai, Tryškiai, Eigirdžiai, Raudėnai, Kaunatava, Ubiškė, Viešvėnai, Jandpolė e outros; os ir samogitas meridionais (dūnininkai- ), sobre Kuršėnai, Šaukėnai, Ūžventis, Vidsodis, Varputėnai, Vaiguva, Pavandenė, Varniai, Karklėnai ir etc., para descrever de forma ar enfaticamente generalizada alguma coisa, usam verbos do tipo „[P]-+ V +s“. (1) a tap | a tap miFsé's | kuo ce kintieti nerii-kus (Krš, aldeia de Rūdėnai); (2) ka'p važgujė“s | pri.mietiios tūo ščina (Rdn); que (3) d.udé's lé.nc tioke | itaisa nérei.k (Uzv, Sunikiy k.); kin (4) žėnūos žėnūos | pas@-kios | (Pvn, Slapgirés k.); (5) jauné'sne bėvūos | ženuojūos (Viek3naliai, Zaduvény k.); daba: (6) bapéges véskg'n | | galé's Zeniiote (Zr); (T) kuddiél ta-p siedd's be dd-rba | uo datbir gali-bes (Krš); ki‘k (8) nutei.sé's tik | gd-usé's (Krš); (9) užieda's kuo i rd-ugiejé's (Krš); (10) quando se acostumou ao novo estilo de vida “dos pratos da nova dona | de casa” três (Krš); (11) agora faço o trabalho (Pvn); (12) trabalhas, trabalhas e ganhas por todo o ano e (Varn); (13) encontrei uma árvore, comprei um pequeno | pinheiro (Krš); (14) ka torietomé's | | Sloutomé-s laukio tiokgi lama: (Rdn, Girininkų k.); (15) negriobd's darba“ tap lg'ngvé: | nemanik (Trš); (16) je toriesé's | dousé's (Pp) t. t. ir Numerosos exemplos desse tipo, ouvidos nos $nektose dos žemaičiai orientais, jų uma menção recente na linguística (51kyJiene 1968 : 10; LKT 95, 97 ir kt.), levam a examinar mais atentamente o uso, a į formação e o significado de tais verbos pronominais. ir O uso impessoal desses verbos pronominais é bastante claro (cf. LKG II 211—212). Usa-se impessoalmente apenas a terceira pessoa (de todos os modos ir verbais). Be assim, estes verbos têm um significado generalizador. Por exemplo, a forma da terceira pessoa do verbo da primeira frase miFsés! aqui significa que a morte é inevitável e corresponde mą ir melhor à forma da segunda pessoa no dizer dos aukštaičiai (sim, assim, ar morrerás). Aqui sente-se como se houvesse um ir agente generalizado, por exemplo, (2) vaZdujé's... — pri.miethos || važiūoji... — primétai, (3) d.uda's lė.nc dudi || ling; žėnūos... (4) — pasa- ! Sobre as terminações dos verbos reflexivos nestes falares, ver. Z. Zinkevičius 1966: 335-344, 361 —362; sobre a pessoa do modo 3 condicional Ver. Vitkauskas 1976a: 6; sobre o surgimento do acento recuado Jan Terminações dos verbos em Srainiy Cf. V. Vitkauskas 1960: 67— 68: V. Grinaveckis 1972: 171
kūos || žinai... —pasakai; (5) bovios —ženuojiūos || buvai —žinėjai; (6) galės || gali; (14) torietomé- 's —... Sloutomés || turėtumei —šlūotumei etc. Os representantes dos dialetos aukštaitianos, querendo mostrar uma ação afastada do agente, inserem aqui também algum vocativo (retórico), geralmente a palavra žmogus: Vargsti vargsti žmogus, ir galo nėr (LKG III 743 —Ds); dierbi dierbi md gus ir niėku neusidierbi (Jd, Mišiūnų k.), cf. the Samogitian “equivalent” dė.rbū“s dé.rba's ir osedė.rbū's sé Ses lė'ntas (Trš). In their meaning, such reflexive verbs seem to have certain commonalities with the corresponding compound forms of the passive voice tenses (cf., duda's lėne —dudžiamas linas). However, Samogitian forms are characterized more by generalization, a firm statement, somewhat detached from the agent. Failure to perceive this nuance of meaning has sometimes led researchers (and the author of this article) to believe that a passive voice was present here (P. Jonikas 1939: 66; LKT 1970: 95), similar to the passive voice of the Russian language; expressed by reflexive forms of verbs. Russian reflexive verbs, in their meaning, are closer to Lithuanian reflexive verbs with an intransitive meaning, which are probably used throughout the Lithuanian language area; cf. the sentences from these dialects: dvilifi.kes,,pataly apmautai“ suii.ke* pld'und's (Krš), skénd's Ougas so žėivė (Rdn), i. tin pli"ta gérapčilis galg.ndis (Kaunatava), etc. The absence of generalization of the action usually distinguishes them from those examined earlier. It may only be assumed that reflexive verbs with an intransitive meaning may even have served as the basis for beginning to use and form reflexive verbs with a generalized meaning. Essas variedades linguísticas, em princípio, empregando verbos pronominais de formação característica da língua padrão “P + +s+V”, ?, têm necessariamente a partícula -s das formas pronominais de valor generalizante no final da palavra. a) Os verbos não pronominais, empregados com valor generalizante, recebem uma única partícula pronominal no final (modelo P + V +5) (1) paiiesė's | pasiediesé's ir nuvai.sé- 's (Krš); (2) pasiedū's i prén tas dūsuli“s (Varn); (3) iSei.sé's par li-tu | suslapsé- 's (Krš); (4) sė'nc dake „persenėlis“ | jou pavé-rksta's (Ub); (5) pavarrksta's er acesiedd- 's (Pp); (6) palė'ngvė ra‘kta pasokeniejé's | pasokenicjé-s er adarūos (Trš); (T) vai.stu paiveZies | pageriejuos (Kr$); (8) prisiesé- 's pu.pu | esvé.rsé- .s kūošęs (Kaunatava); (9) e pa‘tis pavd'Igies | e rublieli pa-iiemies (Eig); (10) jauni*stuo prisuni.tda's | tud pruéta niér (Krš); (11) jirka pri-kreta's puo svieta (Pvn); (12) rénk¢ ni ta soiiedas kiioke 6uga | ta soiiedd's (Rdn); (13) par é.lga čiesa pime-rsta's (Pp); (14) ngist leižū.vis | e pakld-usas néreiké.- ni (Rdn); (15) ka'(p) pasénctas | nebétmend's (Vidsodis- ); (16) par téik la-ika pame r$ios (Zr); (17) suvi-fitiosé's | uZdiesés un viršaus diezikis ir užrišės (Kr3); (18) kūp uZmiii.gd- 's i perkirnijes nejufi.td's (Krš, Dirvénénai); (19) ka padari-tomés tap | birto dédlégéra: (Viv); (20) jė: oZli'niiotii's | vésé šūoktū" eš d?auksma (Vieksniliai, Zaduvény k.) ir t. t. Formas desse tipo foram registrair das į isoladamente mais a oeste jų desta área, sendo conhecidas até mesmo de escritos mais antigos. Por exemplo: muito e muito trabalho e feito (M. Valanč ZW 103); e, por Deus, quanto tempo se passou (Jdr); ao amanhecer, o velho foi embora (Jar); atirou-se para algum lugar | apenas aquelas [de caça] boas eram (Šv); durante três noites ela se preparou Ms; se a grande velha | tivesse vindo Ms; fiz quanto pude | e não bebi Vvr; cf. ainda M. em Šatės, de Untulis 1943 m. a frase registrada: Mūsa darbū kojoms nuspardomi, nepavargstas; disso, LKŽ be IV 158 há outra frase do dialeto de Šatės: Išginus bandą visos iš visą dieną), (= praalkstas. Nos mencionados dialetos ocidentais dos žemaitianoir s, tais verbos reflexivos são muito raros; cf. os poucos exemplos já mencionados do dialeto de Pagramantis ir 1965 m. perto de Girdiškės (distrito de Šilalė) a expressão ouvida: | pasénstas iš kas tuo Skra-bala bié (aldeia de Pėžerė). Essa dispersão do fenômeno na be isoglossa talvez também indique uma área de distribuição anteriormente maior, mas, por várias razões, o uso desses verbos reflexivos nos dialetos ocidentais dos žemaitianos o meridionais do norte desapareceu. ir * Excetuando-se os su derivados com os prefixos re-, be-, ne-, nos quais a partícula s(i) geralmente é pronunciada no final, cf. Z. Zinkevičius 1966 : 334, 172
b) O verbo recebe duas partículas (modelo ,,P+s+V quando +5“), o significado generalizante é atribuído ao verbo reflexivo de origem. iš Por exemplo: (1) susiveršė's Įspragilgalvė) nebipakilsés i (Krš); (2) prasistumsé's ži'ma $&p tap tum sū paletūkū (Krš); , (3) ri'tmeti kad acékelds | tap viesė gražė | ta-p kvép | (Eig); (4) pasė.dedū"s kartas er osemė'rštūs (Tr3); (5) so Zmioni-ms pasęšnekietę soseti"nkas (Kaunatava); (6) kudké sveikata ce pasival.kuojė's | puo trioba | į géra (Krš; LKŽ III 67); (7) vaivuori'nirsi nu gai.lu apsigerd-s (Krš); vi"ns (8) kita pasild'ukd's nesusipikstd's i (Sauk); (9) birtu didele“ gėra“ | ka susimal.tu's (Krš) ir t. t. nestes exemplos sente-se claramente uma generalização, um afastamento do personagem, a correspondência das formas à construção su aukštaitiana na segunda pessoa do singular dos verbos. Cf. : (1) susiver§é's... — nebipakilsé's || susiverši — nebepakalsi; prasistumsé's (2) prasistumsi || |homem); (3) ri'tmeti acėkelė's || ritmet| atsikeliir t., t. ir t. t. As expressões aqui têm um significado impessoal claro. tais casos de uso ocorrem a oeste dos dialetos em ir į análise. Por exemplo. : kare paseslivreniejes | kū'p kdrula nagél (Šv); sosė.sokas er esenesiiojes (Jdr) etc. ir Às vezes jų ouve-se nos ir dialetos vizinhos dos alto-austaitianos ocidentais*: tdm kūrtui prasistumes | ir bem (SK); us piningus tai nusiperkas (Žg). II. No entanto, os dialetos orientais dos samogícios usam muitos sangracionais",,P+s+V verbos do tipo de formação +s“, sem significado generalizador. a) Um grande grupo de verbos reflexivos tem duas partículas reflexivas quando se deseja enfatizar especialmente alguma ação realizada, por exemplo: isijiemies dns ton plū.nksna | | žūrr | Zier (Varn); šėimė*t $ns sosėmeties dé.rpte (Pp); nu'sėvedies i“ sklė*pa bū.lbu pérkte (Vidsodis); pasėriemies rynku on nasosėdaužies ę (Pvn); nu briolu aciski“ries ir isista-ties (Varputėnai); kas sava isiZadd's tas | ne *mudgus (Krš) kt. ir Nesses casos, as formas reflexivas já não têm significado impessoal. Por isso, as formas de outras pessoas e o infinitivo podem ter ir duas partículas reflexivas, por exemplo: : vakara's susimėsmuos Pušinieti | pajukicti | negė'rsma lū'b (Sauk); puū.čekums vilnu prasiverpu's | uo tap kita niėka (Krš); ar įiestę pac esevé'rdi's valgi-kliio | a minti (Rdn); mioru ugu prasivirti's (KS); a velnū' nuori | ka usikabinieji's visa lai.ka (Krš). Compare further the sentence from the western Žemaitian dialects: | sosemdIsi-s esevé.rsi's (Vn) etc. ir Essa expressão é ainda mais frequente (35-50 na fala dos representantes dos dialetos dos anos mais jovens do que na dos mais velhos, dos mais ar antigos. Eis conversas du características: tas būva a) a viéle'k usivil.kis metų moteris) jé'm usivelkd's (75 || ir | uo tap anuo ,,berno* nenūoru (25 m. mergina) (Varputėnai); b) šnekiniejemuos | ka daū.k su ma sinums usimuš (70 m. moteris) || usimuša's daii.g | uo ar bije lėk | vieje's su (35 m. moteris, duktė) ( Krš). Mais frequente O uso atual talvez indique a disseminação do fenômeno em questão. De ar qualquer modo, aqui a partícula reflexiva apenas realça e enfatiza um pouco a ação. b) Com bastante frequência, os verbos reflexivos de significado espontâneo têm duas partículas reflexivas. Por exemplo: esėtara's | kas nūors pašėsk (Rdn); tirpi tarukus prisiriikies | trudba (Dirvonėnai); šėimė*t tap gé'rs pašū'rs sosėvežies (Vgr); on dojė.nes vé'rd / ne pic esepdifios | ne pac nusepdisios (Pvn); galė apritodi-te kas paseda | ries (Vidsodis); osé.nesies jūomū'rks „Jabai supyko visi jomarkininkai® vésé pasé.ta | doute (Ub); osé.plakies Z&'me | blūoks li"tės (Vidsodis) ir etc. Neste caso, não se percebe ma nenhuma ênfase especial. Aqui, a partícula reflexiva provavelmente é acrescentada formalmente segundo o modelo „P +s + V +s*, que tinha um sentido motivado para descrever verbos de significado generalizador; aqui, dificilmente se pode discernir alguma função o distintiva. Os representantes mais jovens do dialeto também empregam aqui as duas partículas reflexivas com mais frequência do que os mais velhos. Isso pode indicar uma difusão posterior do fenômeno, ou até mesmo a ar sua formação segundo determinado modelo. Em geral, quando ocorre algum fenômeno linguístico, até mesmo uma unidade às vezes ar procura infiltrar-se em outros elementos linguísticos į semelhantes. ar Ao empobrecerem-se, aproximando- -se dos dialetos dos alto-lituanos ocidentais, e perdendo algumas de suas características específicas, os dialetos orientais dos samogícios às vezes começam a ampliar um de seus fenômenos ir be significados motivados, desse modo como que ativando sua vitalidade, cf. um fenômeno análogo do desaparecimento do * A. informação de Jonaitytė. 173
mesmos dialetos: a penetração dos substantivos da classe temática i na classe temática ė (Vitkauskas 1976b: : 80—2)*, e também o sufixo -ikė, que ali passou a ser usado nova e amplamente para formar sobrenomes de meninas®. Provavelmente todos os nossos dialetos atuais têm fenômenos desse tipo; investigá-los é uma tarefa muito importante, por isso aqui se examina com um pouco mais de detalhe o surgimento, em expansão e aparentemente não motivado ou pouco motivado, de duas partículas reflexivas nos verbos reflexivos de significado espontâneo. O fenômeno aqui descrito está relacionado, em geral, com a variação da posição da partícula reflexiva nas línguas bálticas“. Quando parte dos dialetos das línguas bálticas começou a formar verbos prefixados reflexivos segundo o modelo,,P + V +5s“ (os dialetos médios letões e a atual língua padrão, antigamente os dialetos centrais da Lituânia, como mostram os escritos de M. Daukša, e talvez também os samogícios), criaram-se condições para que os dialetos interpretassem de diversas maneiras e utilizassem de forma nova a tendência derivacional existente (ou adquirida). Por isso, a estrutura dos verbos reflexivos começou a variar dessa maneira e criaram-se condições para diferenciar os significados". Nas falas ocidentais dos žemaitianos, aqui, formaram-se verbos transitivos (cf. a diferença entre pasemé ste „desaparecer, sumir“ e pamėstėis [pini.ngus] (Krtn), pasenė'rtę i“ vO.ndeni e panė'rtėis vaka i" $.pe (Krt) etc.). O modelo dos verbos reflexivos „P+V +s“ (assim como o dos não prefixados „V +s“) no leste da Žemaitija foi espontaneamente adaptado especificamente ao significado verbal — à generalização, embora também aqui ocorram às vezes formas do modelo „P + V +s“ características das falas ocidentais, sem significado de generalização: pamė'skis va"ka on &Zes e prūtrni"k (Pvn), tévi ešmėsės ež da'rba oš ti.ngiejema (Všv), e especialmente a forma pasu.skis (Pvn, Varn, Všv, Lk, Ub, Kaunatava), paSuskis (Krš), com a qual se expressa uma conclusão ou se pragueja: paSi.skis | liek dudega oZvé'rtes (Janapolé —VirZuvénai), pasSuskés | ri-$kés | tava valė (Krš) etc. Os modelos mencionados „P + V +s“ e „P+s+V +s“ também foram adaptados para enfatizar a ação realizada e, aparentemente, mais tarde para formar verbos que designam uma ação espontânea. A tendência dos dialetos das línguas bálticas de ter um único e mesmo modelo de verbos reflexivos prefixados e não prefixados (MH. Kasnayckac 1966: 145), como mostram os fatos apresentados aqui, é utilizada pelas falas para distinguir os significados das palavras. Atualmente, sob a influência de várias analogias ou até de fatores sociais, o modelo dialetal dos verbos reflexivos prefixados se espalha mesmo sem qualquer motivação mais clara. LITERATURA Aleksandravičius J. O verbo do dialeto de Kretinga. —,,Trabalhos científicos do Instituto Pedagógico Estatal de Vilnius“, 1959, t. VIII. Endzelins J. Gramática da língua letã. Riga, 1951. Grinaveckis V. História dos dialetos samogícios. V., 1972. Jonikas P. Dialeto de Pagramantis. K., 1939. Kardelytė J. Dialeto de Gervėčiai. V., 1975. Rudzite M. Dialetologia letã. Riga, 1964. Vitkauskas V. O acento e a entoação do dialeto de Kuršėnai. —«Questões de linguística lituana», 1960, III. t. Vitkauskas V. Dicionário dos falares dos dūnininkai do nordeste. V., 1976 a. Vitkauskas V. A penetração do radical em ė no radical em į. —«Kalbotyra», 1976 b, t. XXVII(1). Zinkevičius Z. Dialetologia lituana. V., 1966. Kasuayckac MH. Sobre a voz recíproca dos verbos! E a sua expressão na língua lituana. — «Baltistica», 1966, t. I. Sikynene A. História dos verbos recíprocos em lituano e noutras línguas bálticas (resumo da dissertação). V., 1968. * Sobre um fenómeno análogo nos falares letões, ver M. Rudzite 1964: 337-9. * Quase até 1940, as formações com estes sufixos tinham um significado depreciativo, mas atualmente isso já não é compreendido. * Sobre a história da formação dos verbos reflexivos, ver J. Endzelins 1951: 908—16; Ka3nayckKac H. 1966: 143—9. ? Sobre a formação dos verbos reflexivos nos dialetos, veja-se mais detalhadamente. Z. Zinkevičius 1966: 333—4; cf. ainda J. Kardelytė 1975: 78—80. Os verbos reflexivos dos žemaitianos ocidentais são analisados por J. Aleksandravičius (J. Aleksandravičius 1959: 108—118). 174
B. BUTKAYCKAC VERBOS REFLEXIVOS DO TIPO [P]+[s]+V +s“ NOS DIALETOS ORIENTAIS NOS DIALETOS Reflexivos me Nos dialetos dos idiomas bálticos, a partícula reflexiva não tem posição fixa. Nos dialetos žemaitianos orientais existem modelos de verbos reflexivos _,,V+s“ para expressar a ação de um sujeito generalizado, um pouco afastado do sujeito da ação: kuddiél tū'p sieda's be da'rba (Kypuenait) „por que ele quer sentar-se sem trabalhar- “; tgré's dabar pi na (TlaBanjsue) „HMEeTCSHS Tenepb MOJOKO“. B sroM cayuae Bo3BpaTHas UaCTHILA MPHCTABOYHBIX TJIATOJIOB HE NMEPEHOCHTCHA B CepeHHy (monens,P- +V +s"): jauni'stuo priSųji.td- 's | tuo prudta niér (Kypiuenaii) „B MonojnocTH nepeGeCHTCS, yMa-TO Her"; prisiesé's pu.pu | esvé.rsé's kiioses (Kaynarasa, Taapwsfickuii p-oH) ,,06lBas10, Haceelb 6060B, HaBapHilb Kall“. MoryT GkiTb H JiBE BO3BpaTHbIe YACTHUB (MOJeb,,P- +s+V +s“), Hanp. : pasé.dedd- 's karta's er Ožmėršitas (Tpaugai) „nojnoxuTr(cs) HHOTAA H 3abwmiBaetcs“: vi'ne kita pasildukd's ir nesusipi'ksta's (Illaykenait) „ojuH Apyroro A0KAyTCs H He ccopsiTes- “. BesnuuHoe 3HaueHHe THX 000pOTOB He BHI3LIBAET COMHEHHS. Huorjia Ase Bo3BpaTHbIe YaCTHIL yNOTPeOAAIOTCS H AAS APYTHX ueefi: a) As formas de expressão da ação totalmente acabada: pasériemies On rg nku ¢ nasosédauZies ([1aBanjsine) „Ha pyKH yIepcs H He yjJapHJICS“; B) As formas de expressão da ação arbitrária: Šėimė't tū'p gė'rs pasd'rs sosėvežies (Bsrapsii) „B 3TOM rojįy Takue XOpoOnIHe KOpMA ŠbljiH CBe3EHbI“. Nestes casos, a quantidade de formações com duas partes flexionadas aumenta na fala dos representantes mais jovens da aldeia — este fenômeno se espalha cada vez mais. Suas origens devem ser procuradas na tendência dos dialetos bálticos de generalizar o uso das formas dos verbos reflexivos em -S5i no final da palavra, isto é, criar um tipo de formação de palavras para todas as formas reflexivas nos dialetos orientais zemaitianos; esta tendência é utilizada para expressar significados. V. VITKAUSKAS VERBOS REFLEXIVOS DO TIPO “[P]+[s]+V +s“ NOS DIALETOS ORIENTAIS DA ŽEMAITĖS Resumo Nos dialetos das línguas bálticas, a posição da partícula reflexiva frequentemente varia. Os dialetos orientais dos Žemaičiai formaram o modelo “*V +s“ para expressar a ação generalizada e ligeiramente abstrata: kuddiel tap sieda's be da'rba (Kuršėnai) (por que dá vontade de ficar sentado), tOrė*s daba'r pi*na (Pavandenė) (há muito leite agora). Nesse caso, a partícula reflexiva dos verbos com prefixo não é deslocada para o meio da palavra (o modelo P+ V +s): jauni‘stuo priSuii.td's | tuo prudta niér (Kuršėnai) (quando se é jovem, semeiam-se as próprias aveias bravas, sem qualquer bom senso), prisiesé's pti.pu | esvé.rsé's kūošęs (Kaunatava) (quem semeia feijões cozinha mingau), etc. Aqui pode haver duas partículas reflexivas (o modelo “P+s+ V +s“), por exemplo: pas¢.dedd's ka'rid's er osemé'ritd- ’s (Tryškiai) (põe-se algo em algum lugar e esquece-se), vi‘ne kita pasila'ukd's ir nesusipi'ksta's (Šaukėnai) (espera-se um pelo outro e não se fica zangado). Aqui, o uso é definitivamente impessoal. Às vezes, duas partículas reflexivas são usadas para outros fins: a) para enfatizar uma ação concluída: pas@riemies on rO'nku er nasosėdaužies (Pavandenė) (apoia-se na própria mão e não se machuca), kas sava isižada's | tas ne žmuogus (Kuršėnai) (quem renuncia ao próprio sangue não é homem); b) para expressar uma ação espontânea que ocorre por si mesma: §¢imé't tap gé'rs pasars sosévezies (Vegériai) (este ano, uma forragem tão boa foi reunida). Nesses casos, o número de combinações com dois particípios reflexivos aumenta na fala dos representantes da geração mais jovem — o fato tende a se espalhar. As raízes desse fenômeno residem na tendência dos dialetos bálticos de generalizar a partícula reflexiva -si no final, formando um único tipo de construção para todos os verbos reflexivos. Os dialetos orientais dos Žemaičiai empregaram essa tendência para fins específicos — distinguir os significados das palavras.
