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A presidência pelos bastidores: Uma análise do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso a partir dos diários da presidência

Author: Pompeu, João Cláudio Basso,Lassance, Antônio,da Silva, Noëlle,Borges, Jaqueline da Silva
Publisher: Brasília: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)
Year: 2025
DOI: 10.38116/td3100-port
Source: https://www.econstor.eu/bitstream/10419/316162/1/192290645X.pdf
Pompeu, João Cláudio Basso; Lassance, An ônio; da Sil a, Noëlle; Bo ges, Jaqueline
da Sil a
Wo king Pape
A p esidência pelos bas ido es: Uma análise do p imei o
manda o de Fe nando Hen ique Ca doso a pa i dos
diá ios da p esidência
Tex o pa a Discussão, No. 3100
P o ided in Coope a ion wi h:
Ins i u e o Applied Economic Resea ch (ipea), B asília
Sugges ed Ci a ion: Pompeu, João Cláudio Basso; Lassance, An ônio; da Sil a, Noëlle; Bo ges,
Jaqueline da Sil a (2025) : A p esidência pelos bas ido es: Uma análise do p imei o manda o de
Fe nando Hen ique Ca doso a pa i dos diá ios da p esidência, Tex o pa a Discussão, No. 3100,
Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), B asília,
h ps://doi.o g/10.38116/ d3100-po
This Ve sion is a ailable a :
h ps://hdl.handle.ne /10419/316162
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3100
A PRESIDÊNCIA PELOS
BASTIDORES: UMA ANÁLISE
DO PRIMEIRO MANDATO DE
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
A PARTIR DOS DIÁRIOS
DA PRESIDÊNCIA
JOÃO CLÁUDIO POMPEUJOÃO CLÁUDIO POMPEU
ANTONIO LASSANCEANTONIO LASSANCE
NOELLE DA SILVANOELLE DA SILVA
JAQUELINE DA SILVA BORGESJAQUELINE DA SILVA BORGES
3100
B asília, ma ço de 2025
A PRESIDÊNCIA PELOS BASTIDORES:
UMA ANÁLISE DO PRIMEIRO MANDATO
DE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO A
PARTIR DOS DIÁRIOS DA PRESIDÊNCIA
JOÃO CLÁUDIO POMPEU1
ANTONIO LASSANCE2
NOELLE DA SILVA3
JAQUELINE DA SILVA BORGES4
1. Especialis a em polí icas públicas na Di e o ia de Es udos e Polí icas do Es ado, das
Ins i uições e da Democ acia do Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada (Dies /Ipea).
E-mail: [email p o ec ed].b .
2. Técnico de planejamen o e pesquisa na Di e o ia de Es udos In e nacionais (Din e)
do Ipea. E-mail: [email p o ec ed] .b .
3. Ex-pesquisado a bolsis a na Dies /Ipea. E-mail: [email p o ec ed].
4. Pesquisado a bolsis a na Dies /Ipea. E-mail: [email p o ec ed].
Go e no Fede al
Minis é io do Planejamen o e O çamen o
Minis a Simone Nassa Tebe
Fundação pública inculada ao Minis é io do
Planejamen o e O çamen o, o Ipea o nece supo e
écnico e ins i ucional às ações go e namen ais –
possibili ando a o mulação de inúme as polí icas
públicas e p og amas de desen ol imen o b asilei-
os – e disponibiliza, pa a a sociedade, pesquisas
e es udos ealizados po seus écnicos.
P esiden a
LUCIANA MENDES SANTOS SERVO
Di e o de Desen ol imen o Ins i ucional
FERNANDO GAIGER SILVEIRA
Di e o a de Es udos e Polí icas do Es ado,
das Ins i uições e da Democ acia
LUSENI MARIA CORDEIRO DE AQUINO
Di e o de Es udos e Polí icas Mac oeconômicas
CLÁUDIO ROBERTO AMITRANO
Di e o de Es udos e Polí icas Regionais,
U banas e Ambien ais
ARISTIDES MONTEIRO NETO
Di e o a de Es udos e Polí icas Se o iais,
de Ino ação, Regulação e In aes u u a
FERNANDA DE NEGRI
Di e o de Es udos e Polí icas Sociais
RAFAEL GUERREIRO OSÓRIO
Di e o a de Es udos In e nacionais
KEITI DA ROCHA GOMES
Che e de Gabine e
ALEXANDRE DOS SANTOS CUNHA
Coo denado a-Ge al de Imp ensa e
Comunicação Social
GISELE AMARAL DE SOUZA
Ou ido ia: h ps://www.ipea.go .b /ou ido ia
URL: h ps://www.ipea.go .b
Tex o pa a
Discussão
Publicação se iada que di ulga esul ados de es udos e pesquisas
em
desen ol imen o pelo Ipea com o obje i o de omen a o deba e
e
o e ece subsídios à o mulação e a aliação de polí icas públicas.
© Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2025
A P esidência pelos bas ido es : uma análise do p imei o manda o de
Fe nando Hen ique Ca doso a pa i dos diá ios da p esidência / João
Cláudio Pompeu ... [e al.]. – B asília, DF: Ipea, 2025.
53 p. : il., g á s. – (Tex o pa a Discussão ; n. 3100).
Inclui Bibliog a ia.
ISSN 1415-4765
1. Es udos P esidenciais. 2. Fe nando Hen ique Ca doso. 3.
P esidência da República. 4. B asil. I. Pompeu, João Cláudio. I. II.
Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada.
CDD 351.0981
Ficha ca alog á ica elabo ada po Ana Paula Fe nandes Ab eu CRB-7/4769.
Como ci a :
POMPEU, João Cláudio e al. A P esidência pelos bas ido es: uma aná-
lise do p imei o manda o de Fe nando Hen ique Ca doso a pa i dos
diá ios da p esidência. B asília, DF: Ipea, ma . 2025. 53 p. (Tex o pa a
Discussão, n. 3100). DOI: h ps:// dx.doi.o g/10.38116/ d3100-po
JEL: Z18.
DOI: h ps://dx.doi.o g/10.38116/ d3100-po
As publicações do Ipea es ão disponí eis pa a download g a ui o
nos o ma os PDF ( odas) e ePUB (li os e pe iódicos).
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As opiniões emi idas nes a publicação são de exclusi a e in ei a
esponsabilidade dos au o es, não exp imindo, necessa iamen e, o
pon o de is a do Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada ou do
Minis é io do Planejamen o e O çamen o.
É pe mi ida a ep odução des e ex o e dos dados nele con idos, desde
que ci ada a on e. Rep oduções pa a ins come ciais são p oibidas.
SUMÁRIO
SINOPSE
1 INTRODUÇÃO .......................................................................... 6
2 SEÇÃO TEÓRICA .....................................................................8
3 METODOLOGIA UTILIZADA .................................................12
4 TRAJETÓRIA DE FHC ANTES DA PRESIDÊNCIA .............20
5 ANÁLISE DAS INTERAÇÕES ...............................................23
6 DESCRIÇÃO DO PERÍODO ...................................................32
7 ACHADOS DA PESQUISA ..................... ................................36
8 CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................39
REFERÊNCIAS ..........................................................................40
APÊNDICE A .............................................................................45

SINOPSE
Es e ex o pa a discussão (TD) analisa o p imei o manda o da p esidência de Fe nando
Hen ique Ca doso com base no egis o das in e ações do p esiden e publicado nos dois
p imei os olumes dos li os Diá ios da P esidência. Esses li os ab angem o pe íodo
de dezemb o de 1994 (quando o p esiden e ainda não ha ia assumido e mon a a sua
equipe minis e ial) a dezemb o de 1998 (o inal do p imei o manda o). O TD apon a os
in e locu o es do p esiden e nesse pe íodo, os assun os a ados, as á eas de polí ica
e as unções do núcleo de go e no. Com base nas análises, iden i icam-se os in e lo-
cu o es mais equen es do p esiden e e os emas e as á eas que mais ocupa am a
a enção do manda á io.
Pala as-cha e: es udos p esidenciais; Fe nando Hen ique Ca doso; B asil; P esidência
da República.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
6
3100
1 INTRODUÇÃO
Como os che es de go e no decidem? Com que assun os e a o es despendem seu
ecu so mais escasso: a a enção? A p imei a é uma pe gun a clássica da ciência polí ica.
A noção de que o pode p esidencial é uma a iá el den o de um complexo sis ema
e de que sua in luência é an o limi ada quan o mais plu alis a o um sis ema polí ico
deixou a p incipal espos a dedicada a en ende de que o ma os p esiden es se ela-
cionam com o Cong esso e alinham suas p e e ências às de uma coalizão majo i á ia
(Weingas e Mo an, 1983; McCubbins e Schwa z, 1984; Neus ad , 1991; Lowi, 1985;
Ab anches, 1988; 2018; Limongi e Figuei edo, 1998; T uman, 1951). A segunda pe gun a
é p a icamen e igno ada pela li e a u a, uma lacuna que de e ia se no mínimo in igan e,
mas é explicada jus amen e pelo a o de que, quando uma abo dagem en ende que
as decisões p esidenciais são o ien adas sob e udo pa a o a do go e no, o gabine e
p esidencial e seu núcleo de go e no (NdG) são is os como um aspec o con ingen e.
Dessa o ma, o p esiden e da República con inua sendo um ilus e desconhe-
cido (Lassance, 2015) e a manei a como as decisões são es u u adas an es de se
o na em p opos as ao Cong esso ou mesmo dec e os p esidenciais é, em g ande
medida, um mis é io. Essa lacuna e oalimen a a endência de busca nas e idên-
cias o a do gabine e p esidencial e do NdG o que há de essencial. Acon ece mui-
as ezes de o cien is a es a dian e de uma caixa p e a desapa ecida em pleno oo.
As in o mações e os dados sob e as a i idades que oco em na “cozinha” do p esiden e
não são expos os, ao con á io. Ra as ezes isso oco e, endo em is a uma blindagem
que esul a da p óp ia na u eza sensí el dessas decisões e ao ca á e sigiloso do o ício
p esidencial, em sua a i idade de ní el mais pessoal.
Os que pesquisam essa dimensão do exe cício do pode êm di iculdades nada
i iais em a a con a os di e os com o che e do Execu i o pa a en e is á-lo e ou i
suas explicações. Ainda que isso seja possí el, de e ha e um p o idencial ce icismo
me odológico quan o a oma decla ações pessoais pelo seu alo de ace. Quando
se eco e a on es indi e as, como epo agens de jo nais e opiniões do s a go e na-
men al ou de igu as p óximas, há di iculdades simila es.
Es e TD a a jus amen e de como um p esiden e da República az uso de seu NdG
pa a es u u a decisões sob e p oblemas que lhe são ap esen ados de o ma deses-
u u ada e em p ocessos em ge al caó icos. Esse ipo de es udo é incomum po que
se ale de on es de in o mação que nem semp e es ão plenamen e disponí eis ou
são con iá eis, com algum ní el de con ole sob e p oblemas de iés. Alguns p essu-
pos os são omados de um es udo an e io (Pompeu e Lassance, 2020), assim como
as opções me odológicas ambém o am ali p e iamen e ap esen adas e jus i icadas.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
7
3100
O abalho es a empi icamen e algumas hipó eses sob e as o mas e os papéis
que um NdG assume nas decisões p esidenciais. P imei o, se supõe que um p esi-
den e mon a seus núcleos com um p opósi o bas an e p agmá ico: o núcleo ajuda a
es u u a as decisões, es a sua iabilidade e seus iscos, amaina a es as e p o e de
de alhes soluções necessá ias, mas esboçadas mui as ezes de o ma nebulosa a é
que o núcleo se enca egue de p opo espos as mais bem conca enadas. Ele auxilia na
ans o mação de um p og ama de go e no em ações p og amá icas e ope acionais.
Além disso, con ibui pa a que uma es a égia se o ganize em um plano á ico capaz
de da coe ência às ações ope acionais e ans o ma uma espos a a um p oblema em
uma p opos a ap a a se obje o de decisão e execução. Quando e como isso oco e?
Que ci cuns âncias a o ecem ou di icul am o cump imen o desse papel?
As pe gun as des e es udo ão um pouco além dessas que, po si, são bas an e
complexas. Como se sabe, um p esiden e pode es u u a seu núcleo de go e no mes-
clando minis os e memb os de seu gabine e (Pompeu e Lassance, 2020). O que az
com que de e minados memb os passem a in eg a a en ou age mais p óxima de um
p esiden e e sejam esponsá eis pelo cen o de g a idade das decisões de um go e no?
Os aspec os cen ais são con iança pessoal, cen alidade ins i ucional (é possí el a um
go e no não con a com o minis o da Fazenda e o che e da Casa Ci il em seu núcleo
cen al?), in luência na in e locução polí ico-pa idá ia e ep esen a i idade ede a i a e
de g upos sociais ou se a a de uma combinação desses pe is? A é que pon o a agenda
p io i á ia induz a o mação de um núcleo de go e no que a o ece essa agenda? Ou,
ao con á io, é o núcleo quem induz uma agenda?
O es udo an e io de Pompeu e Lassance (2020) indica que o p esiden e da Repú-
blica pode op a po mon a núcleos de go e no como uma es u u a in o mal, p agmá-
ica e lexí el. É in o mal quando não é o malizado po nenhum a o que o o ne público,
de o ma explíci a e com uma go e nança bem delimi ada – o papel de cada memb o
e a manei a como os assun os são delegados, a ocados, cen alizados ou edis ibuí-
dos não se dá necessa iamen e a p io i. Ap esen a es u u a p agmá ica quando es a
é acionada pelo p óp io p esiden e se (e apenas se) o necessá io ou quando ele é
ins igado a agi – po an o, o núcleo pode a ua de o ma mais ea i a ou mais p oa i a.
Um núcleo é lexí el quando se al e nam an o suas unções quan o seus memb os.
A manei a como essas ocas oco em pode da pis as mais e iden es da lógica que
um p esiden e usa pa a mon a seu NdG.
Além da in odução, es e TD con a com mais se e seções. A seção 2 expõe o
e e encial eó ico, a seção 3 ap esen a a me odologia u ilizada e a seção 4 az b e e
ela o da aje ó ia acadêmica e polí ica de Fe nando Hen ique Ca doso (FHC) an es de
chega à p esidência. A seção 5 ap esen a a análise das in e ações de FHC. A seção 6
TEXTO pa a DISCUSSÃO
8
3100
desc e e o pe íodo analisado a pa i o c uzamen o de in e ações de FHC com a qui os
dos jo nais Folha de S.Paulo e O Es ado de São Paulo. A seção 7 az os achados da
pesquisa e, po im, a seção 8 ap esen a as conside ações inais que ence am o es udo.
2 SEÇÃO TEÓRICA
Um dos p oblemas pa en es em pa e impo an e do campo de es udos p esidenciais da
ciência polí ica é a impu ação de uma acionalidade ins umen al à condu a dos agen es
polí icos, sem le a em con a a pe cepção que eles êm sob e suas possibilidades de
ação. O cien is a polí ico “explica”, “jus i ica”, “analisa”, “condena” mui as ezes sem
pe gun a aos agen es suas eais in enções, seja pela di iculdade de acesso a esses
agen es, seja pelo eceio de que isso in oduza um p oblema de iés, seja pela modici-
dade do uso de p essupos os dedu i os. Daí que essas lacunas acabam p eenchidas po
suposições baseadas em modelos bas an e esquemá icos do compo amen o social,
gene alizados ao ní el p esidencial. Es udos desse ipo, con o me ale a Moe (2009), a
p e ex o de c ia modelos simpli icados do compo amen o indi idual pa a acili a
a ma ema ização de sua análise, p oduzi am e dadei as “ca ica u as da omada de
decisão indi idual” (Moe, 2009, p. 710). Skow onek (2009, p. 797) ai ainda mais longe
ao quali ica ais abo dagens como c édulas de uma p esidência in eg al (única, inde-
penden e do incumben e), “impessoal, a-his ó ica e nunca excepcional”. Uma e i a ol a
su p eenden e pa a um campo de es udos que em seu es udo seminal (Neus ad )
a en o a ques ões essenciais: a capacidade de pe suasão, negociação (ba gaining) e,
e en ualmen e, de decisão unila e al, além da p opensão a lide a o deba e e conclama
a opinião pública (Skow onek, 2009, p. 799).
Além disso, há mais conhecimen o sob e como os p esiden es o ganizam seu
gabine e que sob e como esse a anjo e os a o es inse idos a e am suas decisões
(Cohen e Hul , 2012). Pa a Skow onek (2009) e Moe e Howell (1999), p esiden es da
e a mode na não agem de manei a isolada, mas em coo denação com di e sos a o-
es polí icos e ins i ucionais. A complexidade o ganizacional da p esidência exige um
ní el ele ado de coo denação, especialmen e em sis emas como o b asilei o, em que
o Execu i o unciona com coalizões go e namen ais. A capacidade do p esiden e de
in luencia di e amen e o p ocesso legisla i o acaba sendo sob epos a po deman-
das de coo denação in e na, o que coloca o go e nan e dian e de di e en es dilemas
de pode (King, 1993). A isso se soma o a o de que os p esiden es não dispõem de
empo ou, em á ios casos, de in e esse em egis a suas imp essões sob e o que es á
acon ecendo em seu go e no. No B asil, poucos p esiden es da República deixa am
egis o sob e suas in enções. Apenas Campos Salles, Ge úlio Va gas e FHC esc e e am
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
15
3100
O quad o 1 demons a como esse ex o oi ca alogado em nossa planilha.
QUADRO 1
Ca ego ias analisadas nos Diá ios da P esidência
Ca ego ia Desc ição
Mês/ano Maio de 1995
Nome Ped o Malan
Ca go Minis o da Fazenda
Tipo de in e locu o Di igen e go e namen al
Assun o Polí ica econômica, indexação de salá ios, ensão com Se a, medi-
das o es pa a a con enção de consumo.
Á ea da polí ica Polí ica econômica
Função do NdG Coo denação de polí icas públicas
Elabo ação dos au o es.
A im de mos a o abalho ealizado, segue o quad o 2, uma amos a dos dados
cole ados. Nele, ap esen amos algumas in e ações de FHC oco idas em maio de 1995. O
quad o em um ca á e ilus a i o e comp eende apenas as p imei as dezeno e in e ações
de FHC no pe íodo, co espondendo a 12,58% das in e ações egis adas naquele mês.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
16
3100
QUADRO 2
Exemplos de in e ações de FHC (maio 1995)
Mês/ano Nome Ca go Tipo de
in e locu o Assun o Á ea da polí ica Função do NdG
Maio de 1995 Ped o
Malan
Minis o da
Fazenda
Di igen e
go e namen al
Polí ica econômica, indexação
de salá ios, ensão com Se a,
medidas o es pa a a con enção
de consumo.
Polí ica
econômica
Coo denação
de polí icas
públicas
Maio de 1995 José
Se a
Minis o do
Planejamen o
Di igen e
go e namen al
Fo ça Se a a se encon a com
Amazonino Mendes pa a expli-
ca medidas na Zona F anca de
Manaus.
Polí ica
econômica
Coo denação
polí ica
Maio de 1995
José
Edua do
de
And ade
Viei a
Minis o da
Ag icul u a e
Abas ecimen o
Di igen e
go e namen al
“Fusão” do PTB e do PP.
“É p eciso acaba com a ideia de
que o PFL ai aze um A enão
ou de que o PMDB ica ne oso,
mais ale joga com alguns pa -
idos do que ica na mão de um
g ande ag upamen o polí ico que
depois imobilize os nossos mo i-
men os es a égicos e di icul e os
mo imen os á icos. 129... P e i o
lida com essa di e sidade, po -
que isso me pe mi e manob a
uns con a os ou os ou uns com
os ou os. Já disse um milhão de
ezes, aqui não exis em pa idos,
são in e esses agmen á ios”.
A iculação
polí ica
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Odelmo
Leão
Depu ado ede al
(MG) Polí ico
Maio de 1995
Jo ge
Bo -
nhausen
Ex-senado (SC)
(polí ico sem
manda o)
Polí ico
Busca apoio pa a as e o mas
que o go e no que aze no
Cong esso.
A iculação
polí ica
Coo denação
polí ica
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
17
3100
Mês/ano Nome Ca go Tipo de
in e locu o Assun o Á ea da polí ica Função do NdG
Maio de 1995 Michel
Teme
Depu ado ede al
(SP) Polí ico Fala do mo i o de Odaci Klein
não se coo denado polí ico.
Busca apoio do PMDB.
A iculação
polí ica
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Jade
Ba balho
Senado (PA) Polí ico
Maio de 1995
Luiz
Hen i-
que da
Sil ei a
Depu ado ede al
(SC) Polí ico Busca apoio do PMDB. A iculação
polí ica
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Ped o
Malan
Minis o da
Fazenda
Di igen e
go e namen al
Solução no Banco Cen al (BC)
– Malan anuncia Gus a o Loyola
como no o p esiden e do BC.
Polí ica
econômica
Coo denação
polí ica
Maio de 1995
Edua do
Jo ge
Caldas
Pe ei a
Sec e á io da
Sec e a ia-Ge al
da P esidência
Di igen e
go e namen al Solução no Banco Cen al. Polí ica
econômica
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 José
Se a
Minis o do
Planejamen o
Di igen e
go e namen al Solução no Banco Cen al. Polí ica
econômica
Coo denação
polí ica
Maio de 1995
Tasso
Je eis-
sa i
Go e nado (CE) Polí ico
Solução no Banco Cen al. Tasso
diz que acha a que Pé sio que ia
se minis o da Fazenda.
Polí ica
econômica
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Edma
Bacha
P esiden e do
BNDES
Di igen e
go e namen al
Se opõe a Gus a o Loyola na
p esidência do BC.
Polí ica
econômica
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Ped o
Malan
Minis o da
Fazenda
Di igen e
go e namen al
Que Gus a o Loyola na p esidên-
cia pa a mos a o ça.
Polí ica
econômica
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Pé sio
A ida
P esiden e do
Banco Cen al
Di igen e
go e namen al
Negociações com o Banespa;
bancos p i ados com di iculda-
des; solução “b ilhan e” pa a a
ques ão da dí ida ag á ia.
Polí ica
econômica
Coo denação
de polí icas
públicas
TEXTO pa a DISCUSSÃO
18
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Mês/ano Nome Ca go Tipo de
in e locu o Assun o Á ea da polí ica Função do NdG
Maio de 1995 Mu ilo
Po ugal
Sec e á io
do Tesou o
Nacional
Di igen e
go e namen al
Pede que Mu ilo ado e a suges-
ão de dí ida ag á ia p opos a po
Pé sio A ida.
Polí ica
econômica
Coo denação
de polí icas
públicas
Maio de 1995
Do o-
hea
We neck
Minis a da
Indús ia e
Comé cio
Di igen e
go e namen al
Diz que Se a e ou ao não in o -
ma Amazonino que ha e ia um
dec e o.
Polí ica
econômica
Coo denação
polí ica
Maio de 1995
Be -
na do
Cab al
Senado (AM) Polí ico
Si uação da Zona F anca de
Manaus.
Polí ica
econômica
Coo denação
de polí icas
públicas
Maio de 1995
Ama-
zonino
Mendes
Go e nado (AM) Polí ico
Maio de 1995 John
Majo
P imei o-minis-
o da Ingla e a
Au o idade
es angei a
FHC não egis a nada sob e esse
encon o. Polí ica ex e na Coo denação
polí ica
Fon e: Ca doso (2015).
Elabo ação dos au o es.
Obs.: BNDES – Banco Nacional de Desen ol imen o Econômico e Social; PMDB – Pa ido do Mo imen o Democ á ico B asilei o; PP –
Pa ido P og essis as; PTB – Pa ido T abalhis a B asilei o.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3100
Naquele mês, conseguimos cap a 151 in e ações nos Diá ios.7
A coluna Nome iden i ica pessoas com quem o p esiden e con e sa, não pessoas
que ele menciona. Dessa o ma, po exemplo, ao longo do p imei o manda o, ele ala
á ias ezes de Lula, mui as de o ma c í ica, mas só em qua o in e ações com ele
nesse pe íodo.
Como o quad o 2 mos a, a mesma in e ação pode e mais de um in e locu o . Po
exemplo, naquele mês de maio ele e e uma eunião com José Edua do de And ade
Viei a, en ão minis o da Ag icul u a, e Odelmo Leão, depu ado ede al po Minas Ge ais,
pa a discu i a possibilidade de usão en e PP e PTB. A in e ação oi classi icada na á ea
de go e no denominada a iculação polí ica e na unção de núcleo de go e no in i ulada
coo denação polí ica. Esse exemplo demons a po que o núme o de in e locu o es é
maio que o núme o de assun os, de egis os de á ea de go e no e de egis os de
unção de núcleos de go e no. Ha ia euniões em que o p esiden e ala a com á ias
pessoas sob e um único assun o.
De e-se chama a enção pa a a luidez das ca ego ias de análise. Uma eunião
com polí icos a gen inos pa a a a de a i as de expo ação pode se enquad ada
an o como polí ica ex e na quan o como polí ica econômica. Ou o exemplo da lui-
dez das ca ego ias, nesse caso ela i a ao ipo de in e locu o , oi a classi icação dos
go e nado es e p e ei os como polí icos, essal ando que eles ambém pode iam
se classi icados como di igen es go e namen ais. Há inúme as si uações desse
ipo que eque em acu ácia e sensibilidade do pesquisado . Ainda assim, pode-se
a i ma que essas si uações são mino i á ias e que a maio pa e das in e ações é
de ácil in e p e ação.
A ca ego ia mais di ícil de egis a oi o assun o, uma ez que demanda uma
escolha po pa e dos au o es. FHC podia se mui o lacônico sob e os assun os a a-
dos em uma si uação e mui o p olixo em ou as ocasiões, alando de á ios assun os
em uma mesma in e ação. Nesse caso, mui as ezes, op amos po egis a apenas o
que nos pa eceu se o p incipal ema a ado. Um assun o pode se mencionado uma
única ez e alguns assun os podem se emas eco en es, como a c iação do Minis-
é io da De esa, uma ideia en ilada desde o início de go e no, mas que só se e e i a
no segundo manda o.
De e-se ale a ambém pa a o a o de que odas as in e ações êm a mesma
impo ância. Uma con e sa com Malan sob e a si uação econômica pode ocupa a
7. A elação comple a das in e ações do mês de maio es á no apêndice A des e TD.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3100
a enção do p esiden e du an e dias, ao passo que, em um encon o com um in e lo-
cu o casual, mui as ezes o p esiden e mal egis a o assun o a ado. Mesmo que
a p imei a in e ação pa eça se bem mais ele an e, qualque si uação egis ada nos
Diá ios alimen a igualmen e o quad o.
Uma pala a de e se dada sob e ou os ipos de egis os adminis a i os. Ape-
sa de e mos ido acesso à agenda do p esiden e no pe íodo, após algum empo de
compa ação, op amos po não u iliza essa in o mação. Cons a amos que a agenda,
que mos a a odos os comp omissos o iciais do p esiden e, es a a descasada dos
Diá ios. Neles, o p esiden e egis a a os comp omissos da agenda, mas mui as ezes
não ecia mui os comen á ios sob e es es. O egis o do e en o cons a a nos Diá ios,
mas o mais impo an e, ou seja, aquilo que ocupa a a men e do p esiden e, e am os
in e locu o es e os assun os. Além disso, mui as in e ações de FHC e am ei as po
ele one e, po isso, não cons am na agenda.
A segui , a seção 4 a a da aje ó ia p o issional de FHC an es de chega à p e-
sidência e mos a a passagem da ida acadêmica pa a a es e a polí ica. Essa seção
compõe a con ex ualização p é ia do abalho empí ico de lei u a. Apesa de julga mos
que se a a de uma pa e in e essan e, o lei o não engajado nesse ema pode sal a
di e amen e pa a a seção 5, na qual é ei a a sis ema ização dos Diá ios con o me os
pa âme os ap esen ados na seção 3.
4 TRAJETÓRIA DE FHC ANTES DA PRESIDÊNCIA8
An es de en a na polí ica, Fe nando Hen ique Ca doso e e uma sólida ca ei a acadê-
mica. Vindo de uma amília de mili a es, nasceu no Rio de Janei o em 1931 e mudou-se
pa a São Paulo no início da Segunda Gue a Mundial, quando seu pai oi ans e ido
pa a a cidade. Es udou sociologia na Uni e sidade de São Paulo (USP) nos anos 1950.
Na década de 1960, publicou in e essan es es udos sob e a sociedade b asilei a,
compos os po análises his ó ico-es u u ais (Pompeu e al., 2023; Helayel, 2022; Belinelli
e Helayel, 2022), como sua ese de dou o amen o in i ulada Capi alismo e esc a idão
no B asil me idional (Ca doso, 1991). FHC op a po esse ipo de análise pa a ugi das
análises mecanicis as da e olução do capi alismo eu opeu, salien ando o que há de
singula nas con igu ações pa icula es dos países da Amé ica La ina (Helayel, 2022).
Ou a e en e dos abalhos do sociólogo o am suas análises sob e classes sociais
especí icas, elabo adas com base em en e is as (Ca doso, 2020). Jun amen e com
8. A maio ia das in o mações des a seção o am ex aídas do li o au obiog á ico de FHC (Ca doso, 2021).

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Flo es an Fe nandes, Fe nando Hen ique Ca doso pode se conside ado o mais impo -
an e sociólogo b asilei o do século XX.
Com o golpe de Es ado de 1964, au oexilou-se no Chile, onde passou qua o anos.
Chegou a mo a com Celso Fu ado e F ancisco We o , ambém exilados. T a ou con-
a os com memb os da Comissão Econômica pa a a Amé ica La ina e o Ca ibe (CEPAL)
e eceu c í icas à eo ia da dependência. Em 1968, a con i e do sociólogo Alain Tou aine,
decidiu leciona na Uni e sidade de Nan e e, na F ança. Obse ou os acon ecimen os
de maio de 1968, que começa am exa amen e na sua uni e sidade (Daniel Cohn-Bendi ,
um dos líde es do mo imen o, oi seu aluno de eo ia sociológica).
Re o nou ao B asil no inal de 1968 e e omou sua a i idade na USP. Aposen-
ado compulso iamen e pelo go e no di a o ial naquele mesmo ano, decidiu pe -
manece no B asil e lu a pela edemoc a ização. Em 1973, com ajuda inancei a de
alguns emp esá ios, c iou o Cen o B asilei o de Análise e Planejamen o (Ceb ap).
O Ceb ap euniu um conjun o de in elec uais de á ias á eas: sociólogos, economis as,
ilóso os e demóg a os. C iou-se um é il e eno de pesquisa e deba e. As discussões do
Ceb ap mui as ezes acon eciam em seções apelidadas de “mesões”, nos quais os es u-
diosos expunham seus abalhos e e am esc u inados pelos demais memb os (Mou a
e Mon e o, 2009). Na década de 1970, no Ceb ap, FHC concen ou seus abalhos em
análises da si uação polí ica b asilei a e ansi ou po emas como o au o i a ismo
em sociedades dependen es e o sis ema polí ico b asilei o. T a ou in enso con a o
com polí icos do PMDB, pa ido de oposição ao go e no, e colabo ou na c iação do
p og ama do pa ido (Ca doso, 2021; Belinelli e Helayel, 2022). FHC começou, assim,
uma a uação polí ica mais consis en e.
A pa i da análise da p odução acadêmica de FHC, pode-se dize que, na década de
1960, ele se concen ou em es udos sociológicos, en ando en ende a cons i uição da
sociedade b asilei a e a o mação de suas classes. Na década de 1970, se concen ou
no es udo do sis ema polí ico b asilei o (Belinelli e Helayel, 2022). No inal dos anos
1970, oi econhecido in e nacionalmen e como um dos melho es sociólogos b asilei os
e ganhou á ios p êmios nos Es ados Unidos (Rod igues, 2022).
Em 1978, dispu ou a eleição do Senado pelo es ado de São Paulo, alcançando o
segundo luga , a ás de F anco Mon o o, e não oi elei o. Em 1979, apoiou a lu a polí ica
dos abalhado es nas g e es do ABC. Conheceu Lula e chegou a pa icipa de euniões
pa a discu i a c iação de um u u o pa ido de abalhado es.
Em 1981, com o im do bipa ida ismo e a possibilidade de c iação de no as
legendas, decidiu pe manece no PMDB, pa ido que he dou boa pa e do legado do
an igo MDB.
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Com a eleição de F anco Mon o o ao go e no de São Paulo em 1982, con o me as
eg as da época, FHC assumiu a aga no Senado, abandonando em de ini i o a ida
acadêmica. Conco eu à p e ei u a de São Paulo em 1985 e pe deu pa a Jânio Quad os.
No ano seguin e, oi eelei o senado .
Em 1988, oi um dos undado es do Pa ido da Social Democ acia B asilei a (PSDB),
dissidência do PMDB, jun amen e com á ios ou os polí icos eg essos des e pa ido.
O no o pa ido inha uma p opos a mode nizan e e c í ica aos mé odos u ilizados pelo
PMDB. Tudo mudou com o impeachmen de Fe nando Collo . I ama F anco buscou um
a co de alianças pa a c ia um go e no de união nacional. Ele o mou um minis é io com
o apoio de á ios pa idos, inclusi e o PSDB, que semp e ha ia se negado a in eg a o
go e no Collo . Dessa o ma, FHC assumiu o Minis é io das Relações Ex e io es, ca go
que ha ia negado du an e o go e no Collo , endo en ão sua p imei a expe iência no
Pode Execu i o an es de chega à p esidência da República.
Em maio de 1993, com a queda de Eliseu Resende, assumiu o Minis é io da Fazenda
do go e no I ama F anco, o nando-se o qua o minis o dessa pas a num espaço de
cinco meses. No minis é io, coo denou o Plano Real, que acabou con olando a in lação
b asilei a, maio p oblema econômico do B asil na época. Mon ou uma equipe econô-
mica que con a a com Cló is Ca alho, Edua do Jo ge Caldas Pe ei a, Ped o Malan,
Edma Bacha (idealizado do plano), And é La a Resende, Pé sio A ida e Gus a o F anco.
Como consequência do sucesso do plano, oi elei o p esiden e em 1994 e eelei o em
1998, no p imei o u no em ambas as eleições.
FHC semp e essal ou o papel que o acaso e e na sua aje ó ia a é a p esidência.
Ele diz que nunca ha ia almejado o ca go e que oi um “p esiden e aciden al” (Ca doso,
2006a). Po um lado, é p eciso a a essa a i mação com cau ela, pois odo polí ico
em a ambição de alcança o ca go máximo. Po ou o lado, pode-se dize que odos os
p esiden es são aciden ais em ce a medida, po que, pa a chega ao pode , são bene-
iciados po ci cuns âncias que es ão além do seu con ole e que são imp e isí eis.
José Sa ney só oi p esiden e de ido à mo e de Tanc edo Ne es. Fe nando Collo
almeja a se candida o à ice-p esidência, a é que seu cunhado Ma cos Coimb a lhe
mos ou pesquisas dizendo que o elei o ado b asilei o es a a ansioso po alguém
com as ca ac e ís icas do polí ico.9 I ama F anco só se o nou p esiden e de ido ao
impeachmen de Collo , e o p óp io FHC ambém de e mui o a esse acon ecimen o. No
início dos anos 1990, an e endo a di iculdade de eeleição pa a o Senado e a pouca
chance de dispu a em ca gos do Execu i o, FHC cogi a a abandona a ida polí ica e
9. Essa in o mação sob e a con e sa en e Collo e Coimb a cons a em Nunes e T aumann (2023) e em
Dimens ein e Souza (1994).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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e o na ao meio acadêmico (Dimens ein e Souza, 1994). Se não osse o impeachmen ,
o sociólogo p o a elmen e se ia um dos pos ulan es à candida u a à p esidência da
República pelo PSDB, mas di icilmen e se ia escolhido pelo pa ido, que con a a com
pos ulan es como Má io Co as, Tasso Je eissa i, Ci o Gomes e F anco Mon o o. As
ci cuns âncias o le a am à p esidência.
5 ANÁLISE DAS INTERAÇÕES
Es a seção ap esen a as in e ações de FHC de dezemb o de 1994 (quando ele começou a
egis a os Diá ios) a é dezemb o de 1998 (o inal do p imei o manda o). En endem-se po
in e ação odos os egis os de pessoas com quem o p esiden e a ou con a o no pe íodo.
Fo am con abilizadas 6.266 in e ações, nas quais o am discu idos 4.070 assun os.
Nes as, FHC ci a 1.373 in e locu o es dis in os, a iando de alguns poucos in e locu o es
com quem ele in e agiu cen enas de ezes (como se e á na abela 2), a é 865 in e lo-
cu o es com quem ele in e agiu apenas uma ez em odo o pe íodo e 156 in e locu o es
com quem ele in e agiu duas ezes. A abela 1 mos a o núme o de in e locu o es po
quan idade de in e ações.
TABELA 1
In e ações do p esiden e FHC (1995-1998)
Núme o de in e ações In e locu o es Quan idade de in e ações F equência (%)
1 865 865 13,80
2 156 312 4,98
379 237 3,78
4 56 224 3,57
529 145 2,31
6 18 108 1,72
715 105 1,68
8 16 128 2,04
913 117 1,87
10 17 170 2,71
11 a 20 38 536 8,55
21 a 50 37 1.140 18,19
51 a 100 16 1.048 16,73
Mais de 100 6 1.131 18,05
To al 1.361 6.266 100,00
Fon e: Ca doso (2015; 2016).
Elabo ação dos au o es.
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Em 91 in e ações egis adas, não conseguimos iden i ica p ecisamen e quem
e a o in e locu o do p esiden e. Nesses casos, incluímos apenas o p imei o nome, o
sob enome ou uma iden i icação do g upo ao qual o in e locu o pe encia (po exemplo,
pessoal do Se a; líde es emp esa iais; execu i a do PSDB), con o me cons a a no ex-
o.10 Buscamos ao máximo iden i ica esses in e locu o es, sem sucesso nesses casos,
mas a in e ação cons a no nosso le an amen o.
Pa indo ago a pa a a análise da p oximidade com o p esiden e da República, a
abela 2 iden i ica os in e locu o es com quem FHC e e mais de 50 in e ações no
pe íodo a aliado, que podem se ca ac e izados como as pessoas com con a os mais
equen es no p imei o manda o de FHC.
TABELA 2
In e locu o es mais equen es do p esiden e da República (1995-1998)
In e locu o es Núme o de in e ações
Cló is de Ba os Ca alho 253
Ped o Malan 234
José Se a 188
Edua do Jo ge Caldas Pe ei a 172
Sé gio Mo a 170
Luís Edua do Magalhães 114
Albe o Mendes Ca doso 88
Ma co Maciel 83
An ônio Ca los Magalhães 82
Tasso Je eissa i 81
Luiz Ca los San os 77
Paulo Rena o de Souza 72
Nelson Jobim 65
Jade Ba balho 59
Vilma Fa ia 59
Michel Teme 57
Luiz Felipe Palmei a Lamp eia 56
10. É mui o p o á el que Luciana, a quem o p esiden e se e e e duas ezes em se emb o de 1998, seja
a ilha do p esiden e, mas, como não emos absolu a segu ança da in o mação, op amos po inclui
apenas o p imei o nome do in e locu o nesse e em ou os casos simila es.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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con abiliza-se o dado apenas uma ez na espec i a á ea de polí ica. Dessa o ma, há
6.266 in e locu o es no pe íodo e o am discu idos 4.070 assun os. O apêndice A az
um exce o do nosso banco de dados e se e e e ao mês de maio de 1995. Ele ilus a
odas as ca ego ias cole adas po nós.
Analisando o quad o A.1, obse a-se que o am cap adas, em maio de 1995, 153
in e ações com o p esiden e da República. Nes as, o am discu idos 101 assun os. Isso
oco eu po que o am egis adas euniões com a p esença de mais de uma pessoa.
Po exemplo, oco eu uma eunião com a p esença de cinco polí icos e um di igen e
go e namen al pa a a alia a en ada de Jaime Le ne e An ônio B i o no PSDB (si ua-
ção que acabou não acon ecendo po di e gências pa idá ias). Dessa o ma, a ou-se
de um único assun o na á ea de polí ica a iculação polí ica e na unção do núcleo de
go e no coo denação polí ica. Esse exemplo mos a po que o núme o de in e locu o es
é maio que o núme o de assun os, á eas de polí ica e unções do núcleo de go e no.
Di ecionando nossa a enção pa a as demais ca ego ias cole adas no nosso a-
balho, amos nos concen a ago a nas á eas de polí ica. As duas á eas de polí ica às
quais o p esiden e dá mais a enção são a iculação polí ica e polí ica econômica.
O g á ico 2 mos a as á eas de polí ica a adas pelo p esiden e da República.
GRÁFICO 2
Á eas de polí ica iden i icadas nos egis os dos Diá ios da P esidência (1995 e 1996)
1887
128
552
760
456
302
A iculação polí ica Assun o pessoal O ganização do Es ado Polí ica econômica Polí ica ex e na Polí ica social
Fon es: Ca doso (2015; 2016); Lassance (2013).
Elabo ação dos au o es.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
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Quan o à unção do núcleo de go e no, chama a enção a pouca incidência de
moni o amen o de desempenho. As p incipais in e ações do p esiden e se dão pa a a
a iculação polí ica em p imei o luga e pa a a coo denação de polí icas públicas em
segundo luga .
GRÁFICO 3
Funções do núcleo de go e no iden i icadas nos egis os dos Diá ios da
P esidência (1995-1998)
101
283
1.061
2.254
375
10
Assun o pessoal Comunicação
e accoun abili y
Coo denação de
polí icas públicas
Coo denação polí ica Ge enciamen o
es a égico
Moni o amen o
do desempenho
Fon e: Ca doso (2015; 2016).
Elabo ação dos au o es.
Também é possí el elabo a as planilhas em cada um dos anos do pe íodo pa a
analisa como a mudança no con ex o pode p i ilegia um de e minado ipo de in e -
locu o ou á ea da polí ica. Isso se á ei o na p óxima seção.
Po meio da análise dos dados, pode-se ap eende a impo ância que o p esiden e
da a a cada assun o. A si uação econômica e a semp e um ema p io i á io. Malan
em passe li e com o p esiden e. Mas a equência de con a os diminui em momen os
de anquilidade e explode em momen os de c ise (c ise bancá ia em 1995, c ise de
câmbio em 1997).
6 DESCRIÇÃO DO PERÍODO
Es a seção desc e e o pe íodo analisado com base no c uzamen o das in e ações de
FHC e dos assun os a ados. Examinando esses assun os, é possí el elabo a uma
c ônica do co idiano do p esiden e e das ques ões que mais lhe a ligiam.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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O Diá io começou a egis a as in e ações a pa i de dezemb o de 1994, um mês
an es de FHC assumi o go e no. O p incipal assun o do mês de dezemb o é a equipe
minis e ial. Ao assumi o go e no, nos p imei os meses, um assun o impo an e e am
os desen endimen os en e Pé sio A ida e Gus a o F anco no que diz espei o à polí ica
mone á ia do pe íodo. Em maio de 1995, o p incipal assun o é a g e e dos pe olei-
os, em cuja negociação o go e no assume um papel in lexí el. Ou a ques ão ci ada
algumas ezes em maio e junho é o a o de um mili a que oi o u ado no pe íodo
di a o ial es a ocupando um impo an e ca go no go e no e as possí eis epe cussões
de sua exone ação. Em julho de 1995, a ques ão do Sis ema de Vigilância da Amazô-
nia (Si am) apa ece nas p eocupações do p esiden e. Fo am le an adas suspei as na
con a ação da emp esa es adunidense Ray heon pelo go e no ede al ela i a a um
sis ema de igilância da egião amazônica.
Em julho de 1995, começam as menções à c ise bancá ia que esul a ia na alência
de á ios bancos e na c iação do P og ama de Es ímulo à Rees u u ação e ao Fo a-
lecimen o do Sis ema Financei o Nacional (P oe ). Nos meses seguin es, há á ias
menções à si uação calami osa de bancos que es a am em c ise (Banco Nacional,
Banco Econômico, Banespa, Bame indus). Isso c ia emba aços ao go e no po que
o ilho de FHC e a casado com uma he dei a do Banco Nacional; o senado An ônio
Ca los Magalhães inha in e esse no Banco Econômico; Má io Co as de endia a con i-
nuidade do Banespa; e José Edua do de And ade Viei a, en ão minis o da Ag icul u a,
e a p op ie á io do banco Bame indus. Em agos o, o am en en adas di iculdades no
Banco Econômico (no qual An ônio Ca los Magalhães inha in e esse di e o). No inal de
agos o e em se emb o, hou e a c ise do Banespa e dos bancos es aduais. Em ou ub o,
apa ecem algumas ezes menções ao Fundo Social de Eme gência. No amen e se ala
sob e a enda do Banco Nacional em no emb o.
Nesse mesmo mês, o p oblema do Si am ol a à pau a, quando oco e escu a ele-
ônica de Júlio Cesa Gomes dos San os, acusado de a o ece uma emp esa es adu-
nidense na ques ão do Si am, o que culmina em sua exone ação e pos e io nomeação
pa a uma embaixada.
11
Ainda como consequência da c ise, oco e ambém a demissão
de Xico G aziano.
12
A c ise do Si am é assun o ambém em janei o e e e ei o de 1996.
11. “O embaixado Júlio Césa Gomes dos San os, ex-che e do ce imonial do Palácio do Planal o, depôs
on em na supe comissão do Senado, pediu desculpas ao senado Gilbe o Mi anda (PMDB-AM) e ol-
ou a insis i em que seu ele one no Palácio do Planal o ambém oi ‘g ampeado’. A PF admi e apenas
o ‘g ampeamen o’ de sua casa. Júlio Césa é suspei o de exe ce á ico de in luência pa a ap essa a
ap o ação do p oje o Si am (Sis ema de Vigilância da Amazônia) pelo Senado” (Júlio..., 1995).
12. “O caso da escu a ele ônica ez on em sua qua a í ima. O p esiden e do Inc a (Ins i u o Nacional de
Colonização e Re o ma Ag á ia), F ancisco G aziano, pediu demissão on em. O p esiden e Fe nando Hen ique
Ca doso acei ou o pedido. G aziano é apon ado como o esponsá el pela queb a do sigilo ele ônico do embai
-
xado Júlio Césa Gomes dos San os, en ão che e de ce imonial do Palácio do Planal o” (G aziano..., 1995).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
34
3100
Em ma ço de 1996, o Bame indus ambém é a ingido pela c ise bancá ia, o que é
sensí el, po que o minis o da Ag icul u a e a p op ie á io do banco. A c ise acaba ia
po i á-lo do go e no em maio de 1996, quando é ap o ada a CPI dos bancos.
Em ab il de 1996, um assun o impo an e oi o massac e de Eldo ado do Ca ajás,
no qual 19 abalhado es sem- e a o am assassinados pela polícia mili a do Pa á.
Ou o assun o ele an e naquele mês oi a c ise no Pa aguai causada pela deposição
de Lino O iedo, que ama a um golpe de Es ado. Também em des aque a si uação de
José Se a. Desgas ado po causa dos cons an es emba es com a equipe econômica,
Se a acabou po sai do Minis é io do Planejamen o no inal de ab il de 1996. Fe nando
Hen ique em algumas in e ações em que mani es a p eocupação com a si uação de
Se a e a alia a possibilidade de que es e seja candida o a p e ei o de São Paulo naquele
ano, o que acaba acon ecendo, mas Se a é de o ado po Celso Pi a.
Em ab il e maio, há algumas in e ações em que se discu e o deslocamen o de Luiz
Ca los San os pa a o Minis é io da Coo denação de Assun os Polí icos. Em junho de
1996, começam as p imei as menções ao ema da eeleição à p esidência da Repú-
blica, que se ia ap o ada pela Emenda Cons i ucional n
o
16, de 4 de junho de 1997. No
es an e do ano, não há um assun o p edominan e.
Em janei o de 1997, eme ge o ema da eeleição, e dezenas de polí icos se encon-
am com FHC pa a mani es a o apoio à emenda cons i ucional que pe mi i ia a con i-
nuidade de manda os consecu i os, ap o ada no p imei o u no na Câma a dos Depu a-
dos no dia 29 de janei o (e que acaba ia sendo p omulgada apenas em junho de 1997).
Em maio de 1997, oco em in e ações sob e a di iculdade de p i a ização da en ão
Companhia Vale do Rio Doce. A p i a ização oco eu no dia 6 de maio.
Em ou ub o e no emb o de 1997, o g ande oco do p esiden e é a c ise inancei a
que começou em Hong Kong e suas implicações pa a o B asil. Em consequência dessa
c ise, as axas de ju os dob a am naquele mês (Ju os..., 1997), e, como pa e do es o ço
pa a a melho ia da si uação iscal, oi anunciado um aumen o da alíquo a do Impos o
de Renda.
Passando pa a o ano de 1998, em ab il, o g ande ema é a e o ma minis e ial cau-
sada pela desincompa ibilização de á ios minis os pa a conco e à eleição daquele
ano. Nessa e o ma, José Se a assume a pas a da Saúde.
Em se emb o de 1998, a g ande p eocupação de FHC e a a c ise econômica da
Rússia, que con agiou odos os países eme gen es e ocasionou uma g a e e asão
das ese as. A despei o de es a em pleno p ocesso elei o al, FHC pouco ala de sua
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
35
3100
campanha. Ele inha mui a con icção da i ó ia, que acabou acon ecendo ainda no
p imei o u no, apesa das medidas econômicas du as omadas naquele mês, como
a ele ação da axa de ju os pa a 49,75%, pa a en a con e a e asão de dóla es, e a
sinalização do aumen o de impos os.
Após a eleição, em no emb o de 1998, um assun o p oeminen e oi o escândalo
dos g ampos do BNDES, nos quais o am egis adas con e sas en e FHC e o en ão
minis o das Comunicações, Luis Ca los Mendonça de Ba os, que assumiu a pas a
após a mo e de Sé gio Mo a. Na con e sa g a ada ilegalmen e, o minis o e ela a
p e e ência pessoal po uma das emp esas de ele onia que conco ia à p i a ização.
O escândalo esul ou na enúncia do minis o.
Em dezemb o de 1998, a o mação do p óximo minis é io dominou a a enção
do p esiden e. Ele in e age en ão com pos ulan es e indicados pa a os minis é ios e
negocia com os pa idos.
Analisando os assun os a ados e os pe íodos conside ados, no a-se a impo ância
do moni o amen o da polí ica econômica du an e os pe íodos de c ise. Sal a aos olhos
a ele ância de Ped o Malan nesses momen os. O g á ico 4 mos a as in e ações que
FHC man e e com Malan.
GRÁFICO 4
In e ações de FHC com Ped o Malan (dez. 1994-dez. 1998)
0
2
4
6
8
10
12
14
16
18
Dez. 1994
Jan. 1995
Fe . 1995
Ma . 1995
Ab . 1995
Maio 1995
Jun. 1995
Jul. 1995
Ago. 1995
Se . 1995
Ou . 1995
No . 1995
Dez. 1995
Jan. 1996
Fe . 1996
Ma . 1996
Ab . 1996
Maio 1996
Jun. 1996
Jul. 1996
Ago. 1996
Se . 1996
Ou . 1996
No . 1996
Dez. 1996
Jan. 1997
Fe . 1997
Ma . 1997
Ab . 1997
Maio 1997
Jun. 1997
Jul. 1997
Ago. 1997
Se . 1997
Ou . 1997
No . 1997
Dez. 1997
Jan. 1998
Fe . 1998
Ma . 1998
Ab . 1998
Maio 1998
Jun. 1998
Jul. 1998
Ago. 1998
Se . 1998
Ou . 1998
No . 1998
Dez. 1998
Fon e: Ca doso (2015; 2016).
Elabo ação dos au o es.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3100
O g á ico 4 mos a que os con a os mais equen es de FHC e Malan oco em nos
pe íodos das c ises econômicas do p imei o manda o. Em 1995 hou e c ises em bancos
es aduais e em bancos p i ados que cap u a am a a enção do p esiden e. Nos meses
de calma ia econômica, como no início de 1998, oco em poucas in e ações en e eles.
Obse a-se que em e e ei o e maio de 1998 FHC não e e in e ações com Malan. Cabe
lemb a que o a o de não ha e in e ações não signi ica que não hou e encon os ou
con e sas en e os dois nesses meses. Signi ica apenas que não hou e nada digno
de menção nos egis os. Pouco depois, em se emb o, explode a c ise inancei a da
Rússia, que p eocupa FHC em pleno pe íodo elei o al e az aumen a mui o o núme o
de in e ações en e ele e Malan.
7 ACHADOS DA PESQUISA
Idealmen e, o p esiden e elei o busca conc e iza seu p og ama de go e no. O candida o
p ome e à sociedade aze uma sé ie de coisas e, caso elei o, anuncia suas p io idades
e en a implemen á-las ao longo do manda o. E en ualmen e su gem c ises que de em
se apidamen e di imidas pa a que ele ol e a sua a enção ao que ealmen e impo a.
No mundo eal, como que emos demons a nes e ex o, isso não acon ece assim.
É in e essan e con as a o mês de dezemb o de 1994 e o es o do pe íodo. O FHC
elei o ealiza composições, con ida os u u os minis os, az planos, elabo a es a-
égias. É um p esiden e que es abelece as p io idades. A pa i dos p imei os meses
de go e no, no en an o, as u gências omam con a: pequenas c ises polí icas, a i os,
ge enciamen o de pessoas e si uações. Em ou ub o, êm a c ise do México e suas
consequências pa a o sis ema bancá io. O p esiden e é dominado pelo ge enciamen o
con ínuo das cons an es u gências que se sucedem nas dis in as á eas de go e no.
Apesa de essal a a impo ância do moni o amen o da polí ica, é possí el a i ma
que FHC concen a mui o mais a enção nas u gências que nas p io idades. Ele oca
os p oblemas do dia a dia, o moni o amen o da economia, a mediação dos con li os
polí icos do PSDB e a negociação do apoio de ou os pa idos.
Os dados co obo am a a i mação de Ab anches (2018) de que, no p esidencia-
lismo de coalizão, o p esiden e em de exe ce os duplos papéis de che e do Pode
Execu i o e de líde pa idá io. FHC no mesmo dia pode e uma eunião pa a discu i o
câmbio e pouco depois um encon o com líde es da base de go e no. As unções são
semp e in e cambiá eis, e classi icá-las igidamen e pode se enganoso. Ainda assim,
são duas dimensões ele an es de que nossas análises podem da con a. Ao longo

TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3100
do p imei o manda o, FHC e e o e apoio pa lamen a , esul ado da impo ância que
da a à a iculação polí ica.13
Ou o pon o a discu i é que o p esiden e pouco decide. No início do es udo, pa ía-
mos do p essupos o de que o p esiden e es á o empo odo en ol ido com as g andes
es a égias do país. Isso de e se omado com cau ela. As in e ações do p esiden e
no p ocesso go e namen al oco em mui o mais pa a ele se in o ma do que pa a
oma decisões. Quando as no ícias chegam a ele, as decisões já es ão omadas.
O che e do Execu i o de e se in o mado do que es á acon ecendo, mas di icilmen e
as in e ações se em pa a consul á-lo. Já as in e ações com os polí icos êm ou o
signi icado. Nelas, o p esiden e pode da sua opinião, que mui as ezes é decisi a pa a
que se ome de e minado cu so de ação e não ou o.
FHC a ua como um á bi o que medeia con li os en e os seus subo dinados. Nos
p imei os meses de go e no, um con li o e iden e oco e en e Pé sio A ida, p esiden e
do Banco Cen al, e Gus a o F anco, o qual con a com o apoio de Ped o Malan. O con-
li o acabou po ocasiona a exone ação de A ida em maio de 1995.
Na polí ica ex e na, pode se ci ado ambém o papel de á bi o que o B asil exe ce
no con li o de on ei as en e B asil e Pe u, assun o ci ado no início do go e no, mas
que só oi esol ido no úl imo ano de manda o.
O cons an e con li o en e Se a e Malan é exempla . Po ás dessa dispu a, duas
concepções sob e a a uação do Es ado es ão em con on o. Se a de ende uma posição
desen ol imen is a, ao passo que Malan es á cla amen e alinhado a uma pos u a neo-
libe al (Sallum Júnio , 1999).14 No p imei o ano de manda o, com Se a como minis o
do Planejamen o e Malan na Fazenda, o con on o se dá po que o p imei o de ende um
Es ado mais a uan e, em uma posição mais desen ol imen is a, enquan o o segundo é
mais conse ado . No úl imo ano, com Se a no Minis é io da Saúde, o con li o oco e
13. “O Execu i o domina o p ocesso legisla i o po que em pode de agenda e es a agenda é p oces-
sada e o ada po um Pode Legisla i o o ganizado de o ma al amen e cen alizada em o no de eg as
que dis ibuem di ei os pa lamen a es de aco do com p incípios pa idá ios. No in e io des e quad o
ins i ucional, o p esiden e con a com meios pa a induzi os pa lamen a es à coope ação” (Limongi e
Figuei edo, 1998, p. 85).
14. “O exame des as dispu as polí ico-ideológicas no in e io do no o bloco polí ico hegemônico e das
ações do go e no o na pe cep í el a exis ência de uma pola ização básica en e duas e sões dis in as
de libe alismo – uma mais dou iná ia e undamen alis a, o neolibe alismo, e ou a que abso e pa e
da adição an e io , o libe al-desen ol imen ismo. A p imei a e são oi sem dú ida a p edominan e,
o ien ando de modo consis en e o núcleo du o da polí ica econômica go e namen al. A segunda e são
de libe alismo não e e a consis ência da p imei a, não se ma e ializou em ex o p og amá ico e nem
chegou a o ien a sis ema icamen e a ação go e namen al” (Sallum Júnio , 1999, p. 32).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
38
3100
po que es e que mais ecu sos pa a a sua pas a e Malan exe ce um con ole iscal
mais es ei o.15 Ele consegue sepa a os di e en es núcleos de go e no. A a iculação
polí ica é ei a com in e locu o es di usos, polí icos de odos os pa idos. A polí ica
econômica é ei a com um g upo especí ico de economis as, dos quais despon a o
seu minis o da Fazenda Ped o Malan.
Ou a cons a ação é a injus iça de uma amosa ase a ibuída a ele: “esqueçam o
que eu esc e i”. Em á ias opo unidades, FHC negou a au o ia dessa ase (La e , 2009).
Na e dade, seu go e no apos a na possibilidade de desen ol imen o do país nos limi-
es dados pelo a anjo capi alis a in e nacional, exa amen e como ele ad oga no li o
Dependência e desen ol imen o na Amé ica La ina (Ca doso e Fale o, 2010). FHC, em
seu go e no, conhecendo os limi es dados pela o dem capi alis a in e nacional, en a
emp eende uma ia de desen ol imen o associado (Ca alho, 2022).
O elacionamen o do p esiden e com a equipe econômica, uma á ea cujos écni-
cos ele en a p o ege das p essões polí icas de ou as á eas, é uma demons ação
cabal da exis ência de anéis bu oc á icos que FHC islumb ou na década de 1970 no
B asil (Ca doso, 1975). Pensamos que as á eas de saúde e educação ambém são
o emen e p o egidas.
T ês pode osos núcleos de go e no se des acam. O p imei o é o que pode ia se
chama de núcleo ge encial, nos quais sob essaem Cló is Ca alho e Edua do Jo ge
Caldas Pe ei a. Nesse núcleo, são discu idos o dia a dia do go e no, as decisões admi-
nis a i as e os p oblemas azidos pelos minis é ios.
O segundo é o núcleo econômico o mado po Malan, Gus a o F anco, Pé sio A ida,
Edma Bacha, And é La a Resende, Luiz Ca los Mendonça de Ba os e, ma ginalmen e,
po Cló is Ca alho e José Se a. Mas o pe sonagem p incipal desse núcleo sem dú ida
é Ped o Malan. Se a em isões con á ias a Malan e no p imei o ano de go e no é
mui o ou ido, mas pe de a in luência ao longo do empo.
O ou o pode oso núcleo é o polí ico. Aí há á ios a o es que se des acam, como Luís
Edua do Magalhães, José Se a, Má io Co as, José Sa ney, Luiz Ca los San os e An ônio
Ca los Magalhães. Nesse núcleo, não há uma igu a cen al, há á ios negociado es en-
ando consegui bene ícios pa a si ou pa a o p óp io g upo polí ico. FHC explici amen e
sepa a os dois núcleos polí icos e não deixa que se mis u em. José Se a in eg a ambos.
15. A seguin e passagem dos Diá ios é mui o ilus a i a: “o Se a é uma pessoa que em demons ado
na p á ica se alguém excepcional, po ém não consegue co igi ce os p oblemas de elacionamen o.
Mesmo alguém co da o como Malan, mas ambém eimoso, obs inado e descon iado, se sen e insegu o
com as manob as do Se a. Tudo desnecessá io. Eles não eem que é necessá io ha e con e gência
nas polí icas. Cabe a mim a bi a ” (Ca doso, 2016, p. 1027).
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3100
O p esiden e p ecisa se equilib a en e os núcleos e em consciência dos con li os
que exis em en e eles. A passagem a segui , oco ida em maio de 1996, é ilus a i a.
O que me chama a a enção na eunião de on em e a que no p óp io go e no, como
eu já disse á ias ezes, não se es á ge ando um clima de con iança ecíp oca, as
pessoas es ão com alguma di iculdade de ala umas com as ou as, sob e udo
no núcleo de go e no. Po exemplo, o Se a e o Sé gio [Mo a] ica am sem ala
p a icamen e 15 dias e ago a alam um pouco, mas um não con ia no ou o.
O Cló is ambém não ab e o jogo, ambém não con ia p o a elmen e em nenhum
dos dois (Ca doso, 2015, p. 923).
Os núcleos são lexí eis e in e cambiá eis, como mos am as saídas de José Se a,
And é La a Resende e Gus a o F anco do núcleo econômico no p imei o ano de go e no
e de Gus a o F anco nos es e o es do p imei o manda o. No caso de Se a, a in luência
no núcleo econômico é quase nula após o p imei o ano, mas é semp e conside á el
jun o ao núcleo polí ico.
O p incipal a o pa a que um in eg an e do go e no comande o núcleo ge encial
é a con iança do p esiden e em sua capacidade écnica, como mos a a in luência
de que Ped o Malan goza jun o ao p esiden e. Não encon amos e idências de que
a ep esen a i idade ede a i a e de g upos sociais exe ça in luências nos di e en es
núcleos de go e no.
O núcleo polí ico é o mais lexí el e abe o de odos. Nesse caso, con am an o a
in luência polí ico-pa idá ia (como no caso de Michel Teme ) quan o a con iança que
o p esiden e deposi a no seu in e locu o (como no caso de Se a), além da mescla
desses dois a o es (como no caso de Luís Edua do Magalhães).
8 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Es e abalho ab ange apenas o p imei o manda o de FHC. Es udos pos e io es que
analisem odo o go e no de em se ei os a im de complemen a es a análise. Dessa
manei a, pode-se busca di e enças e semelhanças nas o mas de condução dos man-
da os em seu p imei o e segundo e mo.
O a o de e mos igno ado os egis os de encon os da agenda do p esiden e não
signi ica que não lhes demos impo ância. Consegui que o p esiden e da República
pa icipe de um e en o é um sinal da impo ância de de e minada polí ica do go e no.
Todos os minis é ios con idam o p esiden e pa a pa icipa de euniões, encon os,
seminá ios, inaugu ações, e en os. Todos os minis os que em e audiências com o
p esiden e. Alguns deles podem con e sa com o p esiden e no momen o que quise em.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3100
Ou os p ecisam espe a meses pa a e um con a o com ele. Mas a pa icipação do
che e do Execu i o em algum e en o o alece, ainda que po poucos momen os, o
minis o esponsá el po aquela á ea.
Em ge al, os dados co obo am o que a li e a u a a i ma sob e a necessidade do
p esiden e de equilib a múl iplas demandas simul âneas, mui as ezes delegando
pa e signi ica i a das decisões ope acionais a seu núcleo de go e no. Essa dinâmica
é obse ada em á ias in e ações de FHC, que equen emen e mediou con li os en e
seus p incipais minis os, o que demons a o papel c í ico do p esiden e como á bi o
em si uações de ensão in e na, como apon a Skow onek (2009). As decisões unila e-
ais, ainda que limi adas em equência, ambém su gem como um aspec o ele an e,
o que ambém co obo a a ese de Moe e Howell (1999).
O núcleo econômico oi o âmbi o em que FHC mais a uou como á bi o de dispu as
in e nas. O peso das u gências do dia a dia, como c ises econômicas e polí icas, o us-
cou a implemen ação de uma agenda de go e no mais obus a. Po im, a escolha de
in e locu o es oi baseada na con iança pessoal e na capacidade écnica dos minis os,
com des aque pa a a a uação de Ped o Malan em momen os c í icos. As in e ações
nos Diá ios e elam que a a iculação polí ica e a polí ica econômica o am os ocos
p incipais de FHC, o que demons a a cen alidade dessas á eas pa a a manu enção
da go e nabilidade e a execução do manda o.
Ac edi amos que es e TD con ibui pa a a comp eensão das di iculdades ine en es à
adminis ação de con li os en e dis in os núcleos de go e no a pa i do olha p i ilegiado
do p incipal manda á io. A cons a ação de que as u gências i e am p ecedência sob e
as p io idades de e se es ada com base na análise comple a de odo o manda o, o que
se á possí el com a ealização de es udos pos e io es que u ilizem a mesma me odologia
e que se baseiem nos olumes dos Diá ios da P esidência não analisados aqui.
REFERÊNCIAS
ABRANCHES, S. P esidencialismo de coalizão: o dilema ins i ucional b asilei o. Dados:
Re is a de Ciências Sociais, Rio de Janei o, . 31, n. 1, p. 5-34, 1988.
ABRANCHES, S. P esidencialismo de coalizão: aízes e e olução do modelo polí ico
b asilei o. São Paulo: Companhia das Le as, 2018.
ADORNO, S. Insegu ança e sus di ei os humanos: en e a lei e a o dem. Tempo Social,
São Paulo, . 11, n. 2, p. 129-153, ou . 1999.
TEXTO pa a DISCUSSÃO
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Mês/ano Nome Ca go Tipo de
in e locu o Assun o Á ea da polí ica Função do NdG
Maio de 1995 Fe não Mesqui a
P op ie á io do
jo nal O Es ado
de São Paulo
Sociedade ci il
Ques ão dos b oadcas s. Polí ica econômica Comunicação e
accoun abili y
Maio de 1995 Rod igo
Mesqui a
Di e o do jo nal
O Es ado de São
Paulo
Sociedade ci il
Maio de 1995 Odaci Klein Minis o dos
T anspo es
Di igen e
go e namen al
Odaci ameaça sai em unção de comen á ios de An ônio Ca los Magalhães
(ACM). A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Ma co Maciel Vice-p esiden e
do B asil
Di igen e
go e namen al Vo ação sob e o gás canalizado. A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Inocêncio de
Oli ei a
Depu ado ede-
al (PE) Polí ico Vo ação sob e o gás canalizado. A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Oc á io F ias de
Oli ei a
P op ie á io da
Folha de S.Paulo Sociedade ci il
Os F ias alam do en usiasmo que êm po FHC. A iculação polí ica Comunicação e
accoun abili yMaio de 1995 O á io F ias
Filho Jo nalis a Sociedade ci il
Maio de 1995 Luiz F ias Jo nalis a Sociedade ci il
Maio de 1995 Ped o Malan Minis o da
Fazenda
Di igen e
go e namen al Ques ão do Pé sio. FHC acha que Pé sio que ica . Polí ica econômica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Ped o Malan Minis o da
Fazenda
Di igen e
go e namen al Malan diz que Pé sio que sai . Polí ica econômica Coo denação de
polí icas públicas
Maio de 1995 Edma Bacha P esiden e do
BNDES
Di igen e
go e namen al No ícias al issa ei as sob e a eunião da equipe econômica. Polí ica econômica Moni o amen o
do desempenho
Maio de 1995 Cló is de Ba os
Ca alho
Minis o da Casa
Ci il
Di igen e
go e namen al Rela a a eunião da equipe econômica no Rio. Polí ica econômica Moni o amen o
do desempenho
Maio de 1995 Ru h Ha g ea es Esposa de Hen-
ique Ha g ea es Sociedade ci il I i ação de I ama F anco com comen á ios de Cló is Ca alho. A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 I ama F anco Ex-p esiden e do
B asil Polí ico I i ação de I ama F anco com comen á ios de Cló is Ca alho. A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Raimundo B i o Minis o das
Minas e Ene gia
Di igen e
go e namen al B i o dá in o mes diá ios sob e a g e e dos pe olei os. Polí ica econômica Moni o amen o
do desempenho
Maio de 1995 Albe o Mendes
Ca doso
Minis o da Casa
Mili a
Di igen e
go e namen al Ques ão dos desapa ecidos. O ganização do
Es ado
Coo denação
polí ica
Maio de 1995
Zenildo Gonzaga
Zo oas o de
Lucena
Minis o do Exé -
ci o (gene al)
Di igen e
go e namen al Ques ão dos desapa ecidos ( ambém ala sob e a ques ão da Esca). O ganização do
Es ado
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Ana Ta a es Subsec e á ia de
imp ensa da PR
Di igen e
go e namen al
Imp ensa ai aze ala ido do a igo de Ma celo Rubens Pai a sob e
desapa ecidos.
O ganização do
Es ado
Comunicação e
accoun abili y

TEXTO pa a DISCUSSÃO
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3100
Mês/ano Nome Ca go Tipo de
in e locu o Assun o Á ea da polí ica Função do NdG
Maio de 1995 José G ego i
Che e de
gabine e do
Minis é io da
Jus iça
Di igen e
go e namen al
Desapa ecidos. O ganização do
Es ado
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Ped o Paulo Sem e e ência Sociedade ci il
Maio de 1995 Vilma Fa ia
Assesso
especial da
P esidência
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Alejand a
He e a Sem e e ência Sociedade ci il
Maio de 1995 Mau o José
Mi anda Gand a
Minis o da
Ae onáu ica
Di igen e
go e namen al
Esca-Si am – Emp esa do Pa aná (suges ão do Le ne ) es á com p oblemas
iscais; p essão dos ame icanos.
O ganização do
Es ado
Coo denação de
polí icas públicas
Maio de 1995 Ronaldo Mo a
Sa denbe g
Minis o da
Sec e a ia
de Assun os
Es a égicos
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Ma cos An onio
de Oli ei a B igadei o Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Jade Ba balho Senado (PA) Polí ico Suge e con oca o Conselho de De esa Nacional. O ganização do
Es ado
Coo denação de
polí icas públicas
Maio de 1995 Mau o José
Mi anda Gand a
Minis o da
Ae onáu ica
Di igen e
go e namen al P oje o de lançamen o de sa éli e. O ganização do
Es ado
Coo denação de
polí icas públicas
Maio de 1995 Ped o Simon Senado (RS) Polí ico C ise en e I ama e ACM em que o baiano c i ica o minei o. A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Luiz Ca los
San os
Depu ado ede-
al (SP) Polí ico FHC solici a que LCS peça pa a Zé Apa ecido acalma I ama . A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 I ama F anco Ex-p esiden e do
B asil Polí ico I ama liga pa a ag adece po um elogio que FHC lhe ez num discu so. A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Al a o Dias Polí ico sem
manda o Polí ico Que em i pa a o PSDB. A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Osma Dias Senado (PR) Polí ico
Maio de 1995 José Richa Emp esá io Sociedade ci il Vinda dos i mãos Dias pa a o PSDB. A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Be na do Cab al Senado (AM) Polí ico C ise no PP em unção da possí el saída dos i mãos Dias. A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Jade Ba balho Senado (PA) Polí ico I i ado po que Malan indicou uma écnica pa a o comando do Basa. A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Humbe o
Lucena Senado (PB) Polí ico Ida de polí icos pa a a PB, jun o com FHC (ce imonial se esqueceu de
con ida ). A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Ronaldo Cunha
Lima Senado (PB) Polí ico Ida de polí icos pa a a PB, jun o com FHC (ce imonial se esqueceu de
con ida ) A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 I and o Cunha
Lima
Depu ado ede-
al (PB) Polí ico Ida de polí icos pa a a PB, jun o com FHC (ce imonial se esqueceu de
con ida ) A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Miguel A aes Go e nado (PE) Polí ico Faz pedidos a FHC. Nada a egis a . A iculação polí ica Coo denação
polí ica
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
49
3100
Mês/ano Nome Ca go Tipo de
in e locu o Assun o Á ea da polí ica Função do NdG
Maio de 1995 Ru h Ca doso P imei a-dama
do B asil
Di igen e
go e namen al Ela diz que não iu as mani es ações. A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Albe o Mendes
Ca doso
Minis o da Casa
Mili a
Di igen e
go e namen al
FHC não que mais mani es ações iolen as quando se ap esen a em
público. A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 F ancisco
We o
Minis o da
Cul u a
Di igen e
go e namen al Regulamen ação da Lei Rouane . O ganização do
Es ado
Coo denação de
polí icas públicas
Maio de 1995 José Sa ney Senado (AP) Polí ico Lula p opõe con e sa sob e os pe olei os. O ganização do
Es ado
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Edua do Suplicy Senado (SP) Polí ico
G e e dos pe olei os. O ganização do
Es ado
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Jaques Wagne Depu ado ede-
al BA Polí ico
Maio de 1995 Robe o F ei e Senado (PE) Polí ico
Maio de 1995 Inocêncio de
Oli ei a
Depu ado ede-
al (PE) Polí ico
Maio de 1995 José Ca los
Aleluia
Depu ado ede-
al (BA) Polí ico
Maio de 1995 Junia Ma ise Senado a (MG) Polí ico
Maio de 1995 Da id
Zykbe sz ajn
Sec e á io de
Ene gia de São
Paulo
Di igen e
go e namen al Vicen inho o p ocu ou pa a ala da g e e dos pe olei os. O ganização do
Es ado
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Raimundo B i o Minis o das
Minas e Ene gia
Di igen e
go e namen al
G e e dos pe olei os – u ilização das Fo ças A madas p óximas as
e ina ias.
O ganização do
Es ado
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Joel Rennó P esiden e da
Pe ob as
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Albe o Mendes
Ca doso
Minis o da Casa
Mili a
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Pé sio A ida P esiden e do
Banco Cen al
Di igen e
go e namen al Pé sio que pedi demissão. FHC o que como assesso especial. Polí ica econômica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 José Se a Minis o do
Planejamen o
Di igen e
go e namen al
BC, Pé sio A ida, al e ação da axa de câmbio. Polí ica econômica Coo denação de
polí icas públicas
Maio de 1995 Chico Lopes Di e o do Banco
Cen al
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995
José Robe o
Mendonça de
Ba os
Sec e á io
de Polí ica
Econômica do
Minis é io da
Fazenda
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Luiz Ca los
San os
Depu ado ede-
al (SP) Polí ico Luiz Ca los San os diz que não aguen a mais an os pedidos de ca gos. A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Pé sio A ida P esiden e do
Banco Cen al
Di igen e
go e namen al Mudança da aixa de a iação do câmbio. Polí ica econômica Coo denação de
polí icas públicas
Maio de 1995 Cló is de Ba os
Ca alho
Minis o da Casa
Ci il
Di igen e
go e namen al
TEXTO pa a DISCUSSÃO
50
3100
Mês/ano Nome Ca go Tipo de
in e locu o Assun o Á ea da polí ica Função do NdG
Maio de 1995 Ped o Malan Minis o da
Fazenda
Di igen e
go e namen al
Saída de Pé sio, de Malan e do comando da á ea econômica; comen á ios
de Se a. Polí ica econômica Coo denação de
polí icas públicas
Maio de 1995 Júlio Cesa Sem e e ência Sociedade ci il
Maio de 1995 Chico Lopes Di e o do BC Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Gus a o F anco Di e o do BC Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Pé sio A ida P esiden e do
BC
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Raimundo B i o Minis o das
Minas e Ene gia
Di igen e
go e namen al Re ina ia de Capua a ol ou a unciona . O ganização do
Es ado
Coo denação de
polí icas públicas
Maio de 1995 Má io Co as Go e nado (SP) Polí ico Pede a enção pa a os pe olei os. Sem iolência. O ganização do
Es ado
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Jaime Le ne Go e nado (PR) Polí ico Pede a enção pa a os pe olei os. Sem iolência. O ganização do
Es ado
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Albe o Mendes
Ca doso
Minis o da Casa
Mili a
Di igen e
go e namen al
G e e dos pe olei os, ocupação das e ina ias po ope á ios subs i u os;
Fo ças A madas na p o eção.
O ganização do
Es ado
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Espi idião Amin Senado (SC) Polí ico PPR en a com Ação Di e a de Incons i ucionalidade. A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Be na do Cab al Senado (AM) Polí ico
Zona F anca, axas e co as p ó-Es ado na comp a de dóla es. O ganização do
Es ado
Coo denação de
polí icas públicas
Maio de 1995 Amazonino
Mendes
Go e nado
(AM) Polí ico
Maio de 1995 New on Ca doso Depu ado ede-
al (MG) Polí ico Coloca-se à disposição pa a ajuda o go e no. A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Albe o Mendes
Ca doso
Minis o da Casa
Mili a
Di igen e
go e namen al O çamen o pa a a á ea mili a . O ganização do
Es ado
Coo denação de
polí icas públicas
Maio de 1995 Mau o José
Mi anda Gand a
Minis o da
Ae onáu ica
Di igen e
go e namen al
Si am-Sipan, Esca, Ray heon, In ae o, Ae onáu ica. Con ocação do Conse-
lho de De esa Nacional.
O ganização do
Es ado
Coo denação de
polí icas públicas
Maio de 1995 Ronaldo Mo a
Sa denbe g
Minis o da
sec e a ia
de assun os
es a égicos
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Albe o Mendes
Ca doso
Minis o da Casa
Mili a
Di igen e
go e namen al Pe olei os; denúncia de adido mili a em Lond es como o u ado . O ganização do
Es ado
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Cló is de Ba os
Ca alho
Minis o da Casa
Ci il
Di igen e
go e namen al
G e e dos pe olei os. O ganização do
Es ado
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Edua do Jo ge
Caldas Pe ei a
Sec e á io da
Sec e a ia-Ge al
da P esidência
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Raimundo B i o Minis o das
Minas e Ene gia
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 José Se a Minis o do
Planejamen o
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Paulo de Ta so
Almeida Pai a
Minis o do
T abalho
Di igen e
go e namen al
TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
51
3100
Mês/ano Nome Ca go Tipo de
in e locu o Assun o Á ea da polí ica Função do NdG
Maio de 1995 Ped o Malan Minis o da
Fazenda
Di igen e
go e namen al
Polí ica econômica, saída de Pé sio, axa de câmbio, medidas de desin-
dexação depois que hou esse de a o mudança no conjun o da polí ica
econômica.
Polí ica econômica Ge enciamen o
es a égico
Maio de 1995 Gus a o F anco Di e o do BC Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Pé sio A ida P esiden e do
BC
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Chico Lopes Di e o do BC Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 José Se a Minis o do
Planejamen o
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Luiz Felipe Pal-
mei a Lamp eia
Minis o das
Relações
Ex e io es
Di igen e
go e namen al
P esença de co onel o u ado no Fo eign O ice inglês; con e sa com
chancele do México.
O ganização do
Es ado
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Paulo Rena o de
Souza
Minis o da
Educação
Di igen e
go e namen al
Todos os minis os expuse am suas pas as nes a eunião de conselho de
minis os. FHC só ci a esses qua o.
O ganização do
Es ado
Moni o amen o
do desempenho
Maio de 1995 Adib Ja ene Minis o da
Saúde
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 José Se a Minis o do
Planejamen o
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Ped o Malan Minis o da
Fazenda
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995
Zenildo Gonzaga
Zo oas o de
Lucena
Minis o do Exé -
ci o (gene al)
Di igen e
go e namen al Li a -se do o u ado . O ganização do
Es ado
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Mau o José
Mi anda Gand a
Minis o da
Ae onáu ica
Di igen e
go e namen al
Reunião do Conselho de De esa. FHC só ci a esses dois. O ganização do
Es ado
Moni o amen o
do desempenho
Maio de 1995
Mau o Césa
Rod igues
Pe ei a
Minis o da
Ma inha
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Euclides Scalco
Coo denado
do Comunidade
Solidá ia
Di igen e
go e namen al Possibilidade de ida de Jaime Le ne pa a o PSDB. A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Jaime Le ne Go e nado (PR) Polí ico
Reunião de polí icos no Palácio da Al o ada pa a a alia possí el chegada
de Le ne e B i o no PSDB. A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 An ônio B i o Go e nado (RS) Polí ico
Maio de 1995 Ja bas
Vasconcelos
P e ei o de
Reci e Polí ico
Maio de 1995 Ma cello Alenca Go e nado (RJ) Polí ico
Maio de 1995 Tasso Je eissa i Go e nado (CE) Polí ico
Maio de 1995 Sé gio Mo a Minis o das
Comunicações
Di igen e
go e namen al
TEXTO pa a DISCUSSÃO
52
3100
Mês/ano Nome Ca go Tipo de
in e locu o Assun o Á ea da polí ica Função do NdG
Maio de 1995 Cló is de Ba os
Ca alho
Minis o da Casa
Ci il
Di igen e
go e namen al
G e e dos pe olei os não a a nem desa a. O ganização do
Es ado
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Edua do Jo ge
Caldas Pe ei a
Sec e á io da
Sec e a ia-Ge al
da P esidência
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Raimundo B i o Minis o das
Minas e Ene gia
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Paulo de Ta so
Almeida Pai a
Minis o do
T abalho
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 F anco Mon o o Depu ado ede-
al (SP) Polí ico G e e dos pe olei os. O ganização do
Es ado
Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Luís Edua do
Magalhães
Depu ado ede-
al (BA) Polí ico Pe olei os acei am ol a ao abalho se apenas os líde es o em punidos. O ganização do
Es ado
Coo denação de
polí icas públicas
Maio de 1995 Bill Clin on P esiden e dos
Es ados Unidos Polí ico Con a o com a Ray heon. O ganização do
Es ado
Coo denação de
polí icas públicas
Maio de 1995 Sé gio Mo a Minis o das
Comunicações
Di igen e
go e namen al Vo ação das emendas. A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Luís Edua do
Magalhães
Depu ado ede-
al (BA) Polí ico
Maio de 1995 Albe o Goldman Depu ado ede-
al (SP) Polí ico Lei pa a egulamen a o pe óleo. Polí ica econômica Ge enciamen o
es a égico
Maio de 1995 José Se a Minis o do
Planejamen o
Di igen e
go e namen al C í icas a Gus a o F anco. Polí ica econômica Coo denação de
polí icas públicas
Maio de 1995 Edua do Jo ge
Caldas Pe ei a
Sec e á io da
Sec e a ia-Ge al
da P esidência
Di igen e
go e namen al Nomeações. A iculação polí ica Coo denação
polí ica
Maio de 1995 Sé gio Mo a Minis o das
Comunicações
Di igen e
go e namen al
Maio de 1995 Cláudio Mauch Di e o do BC Di igen e
go e namen al Aco do com os u alis as. A iculação polí ica Coo denação de
polí icas públicas
Maio de 1995 Albe o Mendes
Ca doso
Minis o da Casa
Mili a
Di igen e
go e namen al To u ado ainda não oi a as ado po que I ama pediu. O ganização do
Es ado
Coo denação
polí ica
Fon e: Ca doso (2015).
Elabo ação dos au o es.
Obs.: BC – Banco Cen al; BNDES – Banco Nacional de Desen ol imen o Econômico e Social; NdG – Núcleo de go e no; PMDB – Pa ido
do Mo imen o Democ á ico B asilei o; PP – Pa ido P og essis as; PRR – Pa ido P og essis a Re o mado ; PSDB – Pa ido da Social
Democ acia B asilei a.

TEXTO pa a DISCUSSÃO
TEXTO pa a DISCUSSÃO
53
3100
REFERÊNCIA
CARDOSO, F. H. Diá ios da P esidência (1995-1996). São Paulo: Companhia das Le as,
2015. . 1.
Ipea – Ins i u o de Pesquisa Econômica Aplicada
EDITORIAL
Coo denação
Ae omilson T ajano de Mesqui a
Assis en es da Coo denação
Ra ael Augus o Fe ei a Ca doso
Samuel Elias de Souza
Supe isão
Ana Cla a Escó cio Xa ie
E e son da Sil a Mou a
Re isão
Alice Souza Lopes
Amanda Ramos Ma ques Hono io
Cláudio Passos de Oli ei a
Denise Pimen a de Oli ei a
Nayane San os Rod igues
Ola o Mesqui a de Ca alho
Reginaldo da Sil a Domingos
Susana Sousa B i o
Yally Schayany Ta a es Teixei a
Jenny e Al es de Ca alho (es agiá ia)
Ka a inne Fab izzi Maciel do Cou o (es agiá ia)
Edi o ação
Ande son Sil a Reis
Augus o Lopes dos San os Bo ges
C is iano Fe ei a de A aújo
Daniel Al es Ta a es
Danielle de Oli ei a Ay es
Leona do Hideki Higa
Vanessa Viei a
Capa
Aline C is ine To es da Sil a Ma ins
P oje o G á ico
Aline C is ine To es da Sil a Ma ins
The manusc ip s in languages o he han Po uguese
published he ein ha e no been p oo ead.
Ipea – B asília
Se o de Edi ícios Públicos Sul 702/902, Bloco C
Cen o Emp esa ial B asília 50, To e B
CEP: 70390-025, Asa Sul, B asília-DF
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Quali ica a omada de decisão do Es ado e o deba e público.