scieee Science in your language
[pt] (orig)

Sustentabilidade na gestão de projetos: PM² vs PRiSM

Abstract

A sustentabilidade tem-se tornado numa preocupação crescente, sendo necessário aplicar esforços para a sua consideração. No entanto, as metodologias de gestão de projetos existentes são, ainda, pouco desenvolvidas relativamente a este assunto. Este estudo teve como objetivo analisar a presença da sustentabilidade em guias tradicionais de gestão de projetos e em publicações científicas sobre gestão de projetos. Outro objetivo deste estudo consistiu em estudar duas metodologias de gestão de projetos relativamente recentes, PM² e PRiSM, comparando as suas vantagens e desvantagens presentes na literatura. Para atingir os objetivos, recorreu-se à revisão de literatura e a entrevistas qualitativas. A metodologia PM² pretende atender as necessidades das instituições e projetos da União Europeia. Porém, a presença da sustentabilidade no seu guia é praticamente inexistente, talvez por pretender ser genérica. A metodologia PRiSM pretende tornar o processo de gestão de projetos mais sustentável e baseia-se na norma P5, uma norma que pretende alinhar portfólios, programas e projetos com a estratégia da organização para a sustentabilidade. A grande diferença entre as duas metodologias reside nos objetivos principais que cada uma das metodologias apresenta. Na metodologia PRiSM, a Avaliação de Impacto P5 e o Plano de Gestão de Sustentabilidade são os principais entregáveis diferenciadores em relação a outras abordagens, incluindo a PM². Ambas as metodologias possuem o Caso de Negócio e o Documento de Requisitos. A maioria dos restantes entregáveis parecem semelhantes em termos de âmbito. As Fases de Encerramento são semelhantes nas duas metodologias e os critérios de sucesso encontram-se mais desenvolvidos na metodologia PRiSM. A característica mais mencionada pelos autores sobre a PM² foi incluir as melhores práticas de outros corpos de conhecimento, e na PRiSM e norma P5, foi ser uma extensão do Triple Bottom Line, uma vez que engloba também o produto e o processo. Segundo o entrevistado, a PM² pretende ser uma metodologia genérica utilizável em qualquer projeto, assim, um foco na sustentabilidade retiraria "elasticidade" à metodologia. Todavia, os utilizadores que queiram utilizar a metodologia PM² e considerar a sustentabilidade podem incluí-la nos objetivos adicionais, e utilizar, por exemplo, a Avaliação de Impacto P5 e o Plano de Gestão de Sustentabilidade.

Read accessible full text

Sustentabilidade na gestão de projetos: PM² vs PRiSM

Author: Marques, Patrícia Marlene Machado
Year: 2022
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/547a6371-588a-4f49-81e0-7b63969dc4fe/download
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Pa ícia Ma lene Machado Ma ques
Sus en abilidade na Ges ão de P oje os:
PM² s PRiSM
Ou ub o de 2022
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
Pa ícia Ma lene Machado Ma ques
Sus en abilidade na Ges ão de P oje os:
PM² s PRiSM
Disse ação de Mes ado em Engenha ia Indus ial
T abalho e e uado sob a o ien ação de:
P o . Dou o a Anabela Pe ei a Te eso
P o . Paulo Manuel Fe ei a de Sousa
Ou ub o de 2022
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não
p e is as no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade
do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição
CC BY
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by/4.0/
iii
AGRADECIMENTOS
Em p imei o luga gos a ia de ag adece aos meus pais e i mão po odo o apoio, con iança e
comp eensão. A ocês, só enho a ag adece po me e em ei o a pessoa que sou hoje, semp e me
incen i a am a es uda e a dedica -me ao máximo àquilo que p e endia alcança . Ob igado po
ac edi a em em mim, mesmo quando eu não ac edi ei.
Ag adeço ambém aos meus amigos mais p óximos pela paciência, incen i o pa a segui em en e e po
odos os momen os elizes que compa ilhamos. Sou- os imensamen e g a a po me incen i a em e
ajuda em a supe a os obs áculos que o am su gindo ao longo do meu pe cu so.
Ag adeço a Deus e a odos os meus en es que idos, que in elizmen e já pa i am, po olha em po mim.
Ag adeço à Uni e sidade do Minho e a odos os que ize am pa e do meu pe cu so académico po odo
o conhecimen o ansmi ido e pelo incen i o no deco e des es anos.
Ag adeço ambém a odos os que ize em pa e des e p oje o e con ibuí am de alguma o ma pa a a
ealização do mesmo. Em especial, gos a ia de ag adece à So ia Lopes e ao M . Nicos Kou ounakis pela
disponibilidade e con ibuição undamen al nes e p oje o.
Po im, ag adeço ambém à P o esso a Anabela e ao P o esso Paulo po acei a em conduzi es a
in es igação, acompanha em-me nes a caminhada, nunca desis i em e ac edi a em semp e nes e
abalho. A ossa o ien ação oi c ucial pa a a elabo ação des a disse ação. A ocês, só enho de
ag adece po es a em semp e do meu lado e po me aze em c esce , an o a ní el p o issional como
pessoal.
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.

Sus en abilidade na Ges ão de P oje os: PM² s PRiSM
RESUMO
A sus en abilidade em-se o nado numa p eocupação c escen e, sendo necessá io aplica es o ços pa a
a sua conside ação. No en an o, as me odologias de ges ão de p oje os exis en es são, ainda, pouco
desen ol idas ela i amen e a es e assun o. Es e es udo e e como obje i o analisa a p esença da
sus en abilidade em guias adicionais de ges ão de p oje os e em publicações cien í icas sob e ges ão
de p oje os. Ou o obje i o des e es udo consis iu em es uda duas me odologias de ges ão de p oje os
ela i amen e ecen es, PM² e PRiSM, compa ando as suas an agens e des an agens p esen es na
li e a u a. Pa a a ingi os obje i os, eco eu-se à e isão de li e a u a e a en e is as quali a i as.
A me odologia PM² p e ende a ende as necessidades das ins i uições e p oje os da União Eu opeia.
Po ém, a p esença da sus en abilidade no seu guia é p a icamen e inexis en e, al ez po p e ende se
gené ica. A me odologia PRiSM p e ende o na o p ocesso de ges ão de p oje os mais sus en á el e
baseia-se na no ma
P5
, uma no ma que p e ende alinha po ólios, p og amas e p oje os com a
es a égia da o ganização pa a a sus en abilidade. A g ande di e ença en e as duas me odologias eside
nos obje i os p incipais que cada uma das me odologias ap esen a. Na me odologia PRiSM, a A aliação
de Impac o P5 e o Plano de Ges ão de Sus en abilidade são os p incipais en egá eis di e enciado es em
elação a ou as abo dagens, incluindo a PM². Ambas as me odologias possuem o Caso de Negócio e o
Documen o de Requisi os. A maio ia dos es an es en egá eis pa ecem semelhan es em e mos de
âmbi o. As Fases de Ence amen o são semelhan es nas duas me odologias e os c i é ios de sucesso
encon am-se mais desen ol idos na me odologia PRiSM. A ca ac e ís ica mais mencionada pelos
au o es sob e a PM² oi inclui as melho es p á icas de ou os co pos de conhecimen o, e na PRiSM e
no ma P5, oi se uma ex ensão do
T iple Bo om
Line
, uma ez que engloba ambém o p odu o e o
p ocesso. Segundo o en e is ado, a PM² p e ende se uma me odologia gené ica u ilizá el em qualque
p oje o, assim, um oco na sus en abilidade e i a ia "elas icidade" à me odologia. Toda ia, os
u ilizado es que quei am u iliza a me odologia PM² e conside a a sus en abilidade podem incluí-la nos
obje i os adicionais, e u iliza , po exemplo, a A aliação de Impac o P5 e o Plano de Ges ão de
Sus en abilidade.
PALAVRAS-CHAVE
Ges ão de P oje os; P5; PM²; PRiSM; Sus en abilidade
i
Sus ainabili y in P ojec Managemen : PM² s PRiSM
ABSTRACT
Sus ainabili y has become a g owing conce n, and i is necessa y o apply e o s o i s conside a ion.
Howe e , exis ing p ojec managemen me hodologies a e s ill unde de eloped ega ding his issue. This
s udy aimed o analyse he p esence o sus ainabili y in adi ional p ojec managemen guides and in
scien i ic publica ions on p ojec managemen . Ano he objec i e o his s udy was o compa e wo
ela i ely ecen p ojec managemen me hodologies, PM² and PRiSM, compa ing hei ad an ages and
disad an ages p esen in he li e a u e. To achie e he objec i es, li e a u e e iew and quali a i e
in e iews we e used.
PM² me hodology aims o answe he needs o he Eu opean Union ins i u ions and p ojec s. Howe e ,
he p esence o sus ainabili y in i s guide is p ac ically non-exis en , pe haps because i in ends o be
gene ic. The PRiSM me hodology seeks o make he p ojec managemen p ocess mo e sus ainable and
is based on he P5 s anda d, a s anda d ha in ends o align po olios, p og ams and p ojec s wi h he
o ganiza ion's s a egy o sus ainabili y. The majo di e ence be ween he wo me hodologies is ela ed
o he main objec i es p esen ed by each one. In he PRiSM me hodology, he P5 Impac Analysis and
he Sus ainabili y Managemen Plan a e he main deli e ables ha a e di e en compa ed o o he
app oaches, including PM². Bo h me hodologies ha e he Business Case and he Requi emen s
Documen . Mos o he emaining deli e ables seem simila in scope. The Closu e Phases a e simila in
bo h me hodologies and he success c i e ia a e mo e de eloped in he PRiSM me hodology. The mos
men ioned ea u e by he au ho s abou PM² was o include bes p ac ices om o he bodies o
knowledge, and in PRiSM and P5 s anda d, i was o be an ex ension o he T iple Bo om Line, because
i also includes he p oduc and he p ocess. Acco ding o he in e iewee, PM² aims o be a gene ic
me hodology ha can be used in any p ojec , so a ocus on sus ainabili y would emo e he me hodology
"elas ici y". Howe e , use s who wan o apply he PM² me hodology and conside sus ainabili y can
include i in he addi ional objec i es, and use, o example, he P5 Impac Analysis and he Sus ainabili y
Managemen Plan.
KEYWORDS
P5; PM²; PRiSM; P ojec managemen ; Sus ainabili y
ii
ÍNDICE
Ag adecimen os .................................................................................................................................. iii
Resumo...............................................................................................................................................
Abs ac .............................................................................................................................................. i
Índice ................................................................................................................................................ ii
Índice de Tabelas ................................................................................................................................ x
Índice de Figu as ................................................................................................................................ xi
Lis a de Ab e ia u as, Siglas e Ac ónimos ......................................................................................... xiii
1. In odução .................................................................................................................................. 1
1.1 Enquad amen o .................................................................................................................. 2
1.2 Mo i ação ........................................................................................................................... 3
1.3 Obje i os da in es igação..................................................................................................... 3
1.4 Me odologia de in es igação ................................................................................................ 4
1.5 Es u u a da disse ação ...................................................................................................... 6
2. Re isão da Li e a u a .................................................................................................................. 8
2.1 Ges ão de p oje os .............................................................................................................. 8
2.1.1 B e e his o ial da ges ão de p oje os .......................................................................... 10
2.1.2 P oje ização da sociedade .......................................................................................... 12
2.1.3
S anda ds
de ges ão de p oje os ................................................................................ 13
2.2 Sus en abilidade ................................................................................................................ 19
2.2.1 17 Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el 2030 ................................................... 22
2.2.2 Pac o Ecológico Eu opeu ........................................................................................... 23
2.2.3 Sus en abilidade na ges ão de p oje os ...................................................................... 25
2.3 Me odologias de ges ão de p oje os ................................................................................... 29
2.3.1 PM² ........................................................................................................................... 29
2.3.2 PRiSM ....................................................................................................................... 39
3. P ocesso Me odológico ............................................................................................................. 50
3.1 Sus en abilidade em guias de ges ão de p oje os ............................................................... 50
3.2 Sus en abilidade na ges ão de p oje os em publicações cien í icas ..................................... 50
iii
3.3 PM² e PRiSM em publicações cien í icas ............................................................................ 51
3.3.1 Planeamen o da e isão de li e a u a ......................................................................... 53
3.3.2 Condução da e isão de li e a u a .............................................................................. 55
3.4 En e is as ........................................................................................................................ 59
3.4.1 In es igação quali a i a .............................................................................................. 59
3.4.2 Van agens e des an agens da en e is a .................................................................... 60
3.4.3 Fases da ealização da en e is a ............................................................................... 61
3.4.4 Guião das en e is as ................................................................................................. 62
4. A P esença do Te mo “Sus en abilidade” .................................................................................. 65
4.1 Sus en abilidade em guias de ges ão de p oje os ............................................................... 65
4.2 Sus en abilidade na ges ão de p oje os em publicações cien í icas ..................................... 66
5. Resul ados da Análise das Me odologias PM² e PRiSM............................................................... 70
5.1 Análise com base nos seus manuais ................................................................................. 70
5.2 Análise com base em publicações cien í icas ..................................................................... 77
5.2.1 Análise das publicações ............................................................................................. 77
5.2.2 Van agens e des an agens ans e sais das me odologias .......................................... 81
5.2.3 Conside ações PM² ................................................................................................... 83
5.2.4 Conside ações PRiSM ................................................................................................ 90
5.3 Análise com base em en e is as ....................................................................................... 96
5.3.1 Resul ados ob idos da en e is a com uma u ilizado a da me odologia PM² ................ 96
5.3.2 Resul ados ob idos da en e is a com M . Nicos Kou ounakis ................................... 101
5.3.3 Discussão ................................................................................................................ 103
6. Conclusões e Suges ões de T abalho Fu u o ............................................................................ 105
6.1 Conclusões ..................................................................................................................... 105
6.2 Limi ações e abalho u u o ............................................................................................ 106
Re e ências Bibliog á icas ............................................................................................................... 108
Apêndice A: Decla ação de Consen imen o pa a a Realização da En e is a (Po uguês) .................. 115
Apêndice B: Decla ação de Consen imen o pa a a Realização da En e is a (Inglês)......................... 116
Apêndice C: Núme o de Publicações sob e a Sus en abilidade em Ges ão de P oje os po País........ 117
1
1. INTRODUÇÃO
Es e abalho de in es igação p e ende analisa a p esença da sus en abilidade em alguns guias de
Ges ão de P oje os (GP) e em publicações cien í icas elacionadas com a GP, ob idos a a és da base de
dados SCOPUS. Em seguida, op ou-se po es uda uma me odologia ela i amen e ecen e de GP
elacionada com a sus en abilidade, a PRiSM, em junção com ou a me odologia. A me odologia
escolhida pa a a análise oi a PM², uma ez que ambém é uma me odologia ela i amen e ecen e.
Pos e io men e, oi ealizada uma compa ação en e as duas me odologias – PM² e PRiSM, o am
obse adas as suas an agens, des an agens, desa ios e campos de aplicabilidade ap esen ados na
li e a u a e ealizadas en e is as com u ilizado es e en endidos sob e a me odologia PM². Na pesquisa
das publicações sob e a me odologia PRiSM oi incluída a no ma P5, uma ez que a PRiSM a em como
base. A Figu a 1 ap esen a o caminho pe co ido pa a a decisão do con eúdo des e p oje o de
in es igação.
Figu a 1 - Caminho de decisão pa a o p oje o de in es igação
Nes e capí ulo de in odução p e ende-se explica a impo ância da GP na a ualidade, a p esença da
sus en abilidade nes a á ea e o obje i o p incipal de cada uma das me odologias cen ais des e abalho,
PM² e PRiSM. Inicialmen e ealizou-se um enquad amen o e mo i ação que le a am ao su gimen o des e
abalho de in es igação. Pos o isso, ap esen am-se os obje i os des e p oje o e a me odologia de

2
in es igação u ilizada. Po im, encon a-se a es u u a da p esen e disse ação, onde é ealizada uma
b e e desc ição dos capí ulos que a cons i uem.
1.1 Enquad amen o
Um p oje o é um es o ço empo á io, com início e im de inidos, com o obje i o de c ia um p odu o,
se iço ou esul ado único (PMI, 2021). E a d e Nie o-Rod iguez (2004) salien am que a maio ia das
o ganizações es ão en ol idas em algum ipo de a i idade de p oje o. De aco do com Jensen e al.
(2016), com o passa do empo, os p oje os o na am-se num a o -cha e undamen al pa a a ação
económica e social. Segundo Sabini e al. (2019), a p oje ização da economia es á a o na -se cada ez
mais p esen e e a GP es á a es abelece -se como um meio essencial pa a a implemen ação da
sus en abilidade. A sus en abilidade, o Desen ol imen o Sus en á el (DS) e a GP êm-se o nado ópicos
de discussão impo an es en e os in es igado es (S ani sas e al., 2021). V cho a e al. (2021) a i mam
que a sus en abilidade é uma pa e in eg an e das p á icas de GP que man êm os bene ícios u u os do
TBL (
T iple Bo om Line)
– económicos, ambien ais e sociais. Segundo Sil ius (2017), a sus en abilidade
em-se o nado numa escola de pensamen o es abelecida em GP. No en an o, as melho es p á icas
a uais de GP não conside am a sus en abilidade ambien al (B ones e al., 2014; A. Sil ius & Schippe ,
2014). Alguns au o es conside am que a adesão a uma GP sus en á el a á com que o p oje o seja
ealizado da o ma mais e icien e possí el, minimizando o despe dício (A. Sil ius & Schippe , 2014).
A me odologia PRiSM, ac ónimo de
PRojec s in eg a ing Sus ainable Me hods
, que, em po uguês,
signi ica P oje os In eg ando Mé odos Sus en á eis, é uma me odologia com base em p incípios, que
engloba um modelo de maximização de alo , concen ado no ciclo de ida o al dos a i os. A me odologia
PRiSM em como base o
P5 S anda d o Sus ainabili y in P ojec Managemen
e como obje i o o na o
p ocesso de GP mais sus en á el (Ca boni e al., 2018). A no ma P5 da G een P ojec Managemen
(GPM) é uma no ma que p e ende alinha po ólios, p og amas e p oje os com a es a égia
o ganizacional pa a a sus en abilidade (GPM, 2019a). No en an o, e segundo Szabó (2016), a no ma P5
c ia di iculdades de ido à di iculdade de in e p e a c i é ios de sus en abilidade ambien al e social no
con ex o de p oje o único.
A
P ojec Managemen Me hodology
(PM²) é uma me odologia de GP desen ol ida pela Comissão
Eu opeia que p e ende que “os Ges o es de P oje o o neçam soluções e bene ícios às suas
o ganizações, median e a ges ão e icaz do abalho, ao longo do ciclo de ida do p oje o” (PM2 ALLIANCE,
2018, p. 1). Es a me odologia inco po a as melho es p á icas numa es u u a que pode se aplicada a
qualque ipo de p oje o, o e ecendo um supo e me odológico (Ribei o-Lopes e al., 2022).
3
1.2 Mo i ação
A p esen e disse ação oi in eg ada no Obse a ó io Po uguês de Ges ão de P oje os (OPGP),
o ganização sem ins luc a i os que isa a p omoção do desen ol imen o e conhecimen o cien í ico da
GP em Po ugal (APOGEP, 2020).
Es a disse ação su giu da necessidade de uma análise de duas me odologias de GP, PM² e PRiSM,
me odologias ainda, ela i amen e, ecen es e com pouca li e a u a e es udos académicos disponí eis.
A mo i ação pa a es e p oje o deco eu de qua o e o es p incipais:
i. Gos o pela GP;
ii. P eocupação com a sus en abilidade;
iii. Gos o pessoal pela análise c í ica de li e a u a;
i . Opo unidade de con ibui pa a o “Fu u e o P ojec Managemen Resea ch S udy” a elabo a
pelo TC258/ISO.
Ao longo da sua expe iência académica, a au o a e e con ac o com a á ea da GP, abo dando
me odologias como o PMBOK (
P ojec Managemen Body o Knowledge
) (PMI, 2021). Pa a se ob e bons
esul ados, uma boa ges ão é indispensá el. Na GP is o não é exceção. Des a o ma, o gos o pela GP
ep esen a o p imei o e o de mo i ação pa a a escolha do ema da disse ação.
A sus en abilidade é um ema cada ez mais alo izado no me cado e é undamen al pa a aumen a a
qualidade de ida da ge ação a ual e u u a (Sabini e al., 2019; A. Sil ius & Schippe , 2014). De ido à
p eocupação da au o a com o ema, es e cons i ui o segundo e o de mo i ação.
A análise c í ica da li e a u a é, ambém, um dos e o es de mo i ação da au o a, pois pe mi e ob e
in o mação sob e o es ado a ual da li e a u a ela i amen e a um de e minado ema, bem como
iden i ica quais as lacunas exis en es e analisa a in o mação disponí el.
Po im, a possibilidade de pa icipa num es udo que p ocu a analisa o u u o da GP, elabo ado pelo
comi é écnico de GP, p og amas e po ólio, TC258/ISO, oi um a o que mo i ou mais a au o a.
1.3 Obje i os da in es igação
O p incipal obje i o des a in es igação é p eenche uma lacuna de e ada, exis en e na li e a u a, sob e
uma compa ação de alhada incluindo uma análise c í ica en e as me odologias PM² e PRiSM. Além
disso, es a in es igação p e ende con ibui pa a o conhecimen o em GP, c iando um documen o de
apoio à omada de decisão e aça algumas di eções pa a in es igações u u as. Es e es udo con ibui á,
4
ainda, pa a a di ulgação das duas me odologias, em pa icula da me odologia PRiSM, e da in eg ação
da sus en abilidade na GP. Assim sendo, as pe gun as de in es igação des a disse ação são:
•
Qual o ní el de p esença da sus en abilidade em alguns guias de GP a uais? E em publicações
cien í icas p esen es nas bases de dados?;
•
Quais as p incipais di e enças e semelhanças das me odologias PM² e PRiSM?;
•
Quais as an agens, des an agens, desa ios e campos de aplicabilidade das me odologias PM²
e PRiSM?.
Pa a esponde às pe gun as de in es igação, aça am-se os seguin es obje i os de in es igação:
• Análise e discussão da p esença da sus en abilidade em alguns guias de GP a uais e publicações
cien í icas;
• Análise e discussão dos guias das me odologias PM² e PRiSM e iden i icação das suas p incipais
di e enças e semelhanças;
• Análise e discussão de es udos sob e as me odologias PM² e PRiSM, com oco nas an agens,
des an agens, desa ios e campos de aplicabilidade;
• Análise da o ma como as duas me odologias se podem complemen a .
Es e p oje o de in es igação con ibui pa a o ala gamen o do deba e sob e a sus en abilidade na GP.
Com es e es udo p e ende-se, ainda, ajuda as o ganizações a escolhe qual das me odologias u iliza ,
PM² ou PRiSM. Além disso, ambém se isa con ibui pa a o documen o “Fu u e o P ojec Managemen
Resea ch S udy” Technical Commi ee 258 da ISO.
1.4 Me odologia de in es igação
Pa a desc e e a me odologia de in es igação u ilizada op ou-se po eco e à "
Resea ch Onion
" de
Saunde s e al. (2019). Pa a um melho en endimen o dos á ios concei os associados à "
Resea ch
Onion
", ap esen ada na Figu a 2, oi ealizada uma b e e explicação dos mesmos, eco endo-se ao li o
dos mesmos au o es,
Resea ch Me hods Fo Business S uden s
.
5
Figu a 2 - "Resea ch Onion" do p oje o de disse ação
Adap ado de Saunde s e al. (2019)
A camada ex e na da cebola ep esen a a iloso ia de in es igação, conjun o de c enças e suposições,
que depende á da o ma como o in es igado ê o mundo. As iloso ias de in es igação azem ês ipos
de suposições (on ológicas, epis emológicas e axiológicas) que, a a és da análise dos seus pon os
comuns e dis in os, pe mi em dis ingui as iloso ias.
Como se pode e i ica na Figu a 2, Saunde s e al. (2019) ap esen a cinco iloso ias: posi i ismo;
ealismo c í ico; in e p e a i ismo; pós-mode nismo; e p agma ismo. A in es igação desen ol ida
cen ou-se no in e p e a i ismo, uma ez que a in e p e ação e as expe iências do in es igado
in luencia am o es udo.
A segunda camada aba ca as ês abo dagens pa a o desen ol imen o da eo ia: indu i a; abdu i a; e
dedu i a. O p esen e es udo eco eu a uma abo dagem dedu i a pa a o desen ol imen o da eo ia, dado
que o am analisadas publicações, li e a u a e me odologias já exis en es.
A e cei a camada engloba a escolha me odológica: mé odo único quan i a i o; mé odo único quali a i o;
mul imé odo quan i a i o; mul imé odo quali a i o; mé odo mis o simples; e mé odo mis o complexo. De
o ma a esponde às pe gun as de in es igação, oi u ilizado o mé odo mis o simples. Na p esen e
in es igação o am u ilizadas maio i a iamen e écnicas de ecolha de dados e p ocedimen os de análise
6
quali a i as a a és das publicações encon adas, dos manuais e e en es às duas me odologias e das
en e is as ealizadas. No en an o na análise numé ica das publicações encon adas e dos guias
analisados em elação à sus en abilidade u iliza am-se écnicas de ecolha de dados e p ocedimen os de
análise quan i a i os.
O oco da in es igação do in es igado pode se explo a ó io, desc i i o, explica i o e/ou a alia i o. Nes e
p oje o, o oco des a in es igação oi desc i i o (na sua maio ia) e explo a ó io, uma ez que con empla
uma e isão de li e a u a, uma análise e compa ação das duas me odologias e a explo ação e
ques ionamen o de alguns enómenos associados a elas.
A qua a camada engloba as á ias es a égias de in es igação das quais o in es igado e á de escolhe
uma ou mais: expe imen al; le an amen o/sondagem; in es igação documen al; es udo de caso;
e nog a ia; eo ia undamen ada; e in es igação na a i a. A escolha da(s) es a égia(s) de in es igação
elaciona-se com o uso da úl ima camada, o ho izon e empo al, que pode se ans e sal ou longi udinal.
As es a égias de in es igação u ilizadas nes e p oje o o am o le an amen o/sondagem e a in es igação
documen al, onde são analisados a igos exis en es sob e a sus en abilidade em GP e as duas
me odologias abo dadas nes e abalho, em conjun o com en e is as pa a ques iona os esponsá eis
de o ganismos que êm a seu ca go a disseminação/a ualização das me odologias e u ilizado es das
mesmas, num ho izon e empo al ans e sal.
Sin e izando, a me odologia de in es igação de inida, seguindo a “
Resea ch Onion
" de Saunde s e al.
(2019) p esen e na Figu a 2, ca ac e iza-se da seguin e o ma:
• Filoso ia: In e p e a i ismo;
• Abo dagem: Dedu i a;
• Escolha me odológica: Mé odo Mis o Simples;
• Es a égia: Le an amen o/Sondagem, In es igação Documen al;
• Ho izon e empo al: T ans e sal.
1.5 Es u u a da disse ação
A es u u a des e p oje o encon a-se di idida em 6 capí ulos, 19 subcapí ulos e 21 secções. Nes e
p imei o capí ulo é ealizada uma in odução ao ema abo dado, cons i uída po um enquad amen o,
mo i ação, obje i os, me odologia de in es igação e pela es u u a da disse ação.
Numa p imei a ase des e es udo, oi ealizada uma e isão da li e a u a, o qual é ap esen ado no capi ulo
2, sob e os p incipais emas elacionados com es e p oje o, ais como a GP, que engloba um b e e
his o ial da GP, a p oje ização da sociedade e alguns
s anda ds
da GP, a sus en abilidade, que engloba

7
os 17 Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el (ODS), o Pac o Ecológico Eu opeu e a sus en abilidade
na GP e uma sín ese das duas me odologias que se ão es udadas nes e abalho, PM² e PRiSM, a a és
dos seus manuais e guias de implemen ação.
O capí ulo 3 abo da o p ocesso me odológico e di ide-se em qua o subcapí ulos: i) sus en abilidade em
guias de ges ão de p oje os; ii) sus en abilidade na ges ão de p oje os em publicações cien í icas; iii) PM²
e PRiSM em publicações cien í icas; e i ) en e is as. O subcapí ulo PM² e PRiSM em publicações
cien í icas di ide-se ainda em: i) planeamen o da e isão de li e a u a; e ii) condução da e isão de
li e a u a. O subcapí ulo das en e is as di ide-se em: i) in es igação quali a i a: ii) an agens e
des an agens da en e is a; iii) ases da ealização da en e is a; e i ) guião das en e is as.
O capí ulo 4 es uda a p esença do e mo “sus en abilidade” e di ide-se em: i) sus en abilidade em guias
de GP; e ii) sus en abilidade na ges ão de p oje os em publicações cien í icas.
O capí ulo 5 ap esen a os esul ados da análise das me odologias PM² e PRiSM e di ide-se em ês
subcapí ulos: i) análise com base nos seus manuais; ii) análise com base em publicações cien í icas; e
iii) análise com base em en e is as. O subcapí ulo da análise com base em publicações cien í icas di ide-
se em análise das publicações, an agens e des an agens ans e sais das me odologias, conside ações
PM² e conside ações PRiSM, onde são analisadas as an agens, des an agens, desa ios e campos de
aplicabilidade ap esen ados nas publicações cien í icas de inidas de cada uma das me odologias. O
subcapí ulo da análise com base em en e is as di ide-se em esul ados ob idos da en e is a com uma
u ilizado a da me odologia PM², esul ados ob idos da en e is a com M . Nicos Kou ounakis, CEO da
PM² Alliance e discussão.
Po im, o capí ulo 6 ap esen a as conclusões, bem como limi ações e p opos as de abalho u u o.
8
2. REVISÃO DA LITERATURA
Nes e capí ulo ap esen a-se uma e isão da li e a u a ela i amen e à GP, de uma o ma ge al, incluindo
um b e e his o ial, a p oje ização da sociedade e os seus p incipais
s anda ds
. Além disso, encon a-se
uma e isão de li e a u a sob e a sus en abilidade, que inclui os 17 ODS (UN, 2015), o Pac o Ecológico
Eu opeu (Comissão Eu opeia, 2022) e a sus en abilidade na GP. Pa a inaliza , ap esen a-se um esumo
das duas me odologias de GP que se ão es udadas ao longo des e p oje o de in es igação, PM² e PRiSM.
A pesquisa da li e a u a que se iu de base a es e capí ulo oi e e uada a a és das bases de dados
Scopus, Else ie , B-on e Google Schola .
2.1 Ges ão de p oje os
A GP encon a-se cada ez mais p esen e nas emp esas, mas pa a a en ende melho p ecisamos de
comp eende o signi icado da pala a “p oje o”. Apesa de exis i em á ias de inições de “p oje o” na
li e a u a, uma das mais comple as oi o e ecida po Tuman (1983) que de ine p oje o como uma
o ganização de pessoas que p ocu am a ingi um p opósi o e obje i o especí ico. O mesmo au o ainda
salien a que os p oje os en ol em, ge almen e, emp eendimen os g andes, ca os, únicos ou de al o isco
que de em se concluídos numa de e minada da a, po um ce o alo e den o de algum ní el espe ado
de desempenho. Pa a ealiza odas as a e as necessá ias, os p oje os p ecisam de e obje i os bem
de inidos e ecu sos su icien es (Tuman, 1983). O concei o de p oje o pode se ala gado e le a ao
en endimen o de ou o concei o: a GP.
Segundo Ke zne (2017), a GP e oluiu de um simples p ocesso de GP pa a um p ocesso de negócio,
onde as emp esas começam a conside a cada ez mais a GP como uma ob iga o iedade pa a a sua
p óp ia sob e i ência. De aco do com es e au o , a GP consis e em planea , o ganiza , o ien a e
con ola os ecu sos de uma emp esa com a inalidade de a ingi um obje i o de ela i amen e cu o
p azo es abelecido pa a a ingi me as e obje i os especí icos. A GP é bem-sucedida, segundo Ke zne
(2017), quando se a inge um luxo con ínuo de obje i os den o de um de e minado pe íodo de empo,
cus o, ní el de desempenho e ecnologia desejados, u ilizando os ecu sos de o ma e icaz e
e icien emen e e quando os clien es e/ou pa es in e essadas acei am os esul ados.
Apesa des as duas de inições pode em pa ece sob epos as, e i ica-se que, enquan o o p oje o
elaciona-se com a de inição e seleção de uma a e a que ge a á bene ícios u u os pa a a emp esa, a
GP p eocupa-se mais com o planeamen o e con olo (Munns & Bjei mi, 1996).
9
Além des as de inições, exis em mui as ou as na li e a u a. A Tabela 1, ap esen ada de seguida, eúne
as de inições de p oje o e GP em unção de alguns
s anda ds
de GP, pe mi indo uma melho
comp eensão des es concei os.
Tabela 1 - De inições dos concei os de p oje o e de GP
S anda d
De inição do concei o
P oje o
GP
PMI
Es o ço empo á io emp eendido pa a
c ia um p odu o, se iço ou esul ado
exclusi o (PMI, 2021)
Aplicação de conhecimen o, habilidades,
e amen as e écnicas às a i idades do
p oje o pa a a ende aos equisi os /
o ien a o abalho do p oje o pa a
en ega os esul ados p e endidos (PMI,
2021)
AXELOS
Meios pelos quais in oduzimos
mudanças e, embo a mui as das
habilidades necessá ias sejam as
mesmas, exis em algumas di e enças
c uciais en e ge i negócios como
habi ual e ge i o abalho do p oje o
(AXELOS, 2017)
Planeamen o, delegação, moni o amen o
e con ole de odos os aspe os do p oje o
e a mo i ação dos en ol idos pa a a ingi
os obje i os do p oje o den o das me as
de desempenho espe adas em e mos de
empo, cus o, qualidade, âmbi o,
bene ícios e isco (AXELOS, 2017)
PM² ALLIANCE
“… uma es u u a o ganizacional
empo á ia mon ada pa a c ia um
p odu o ou se iço único (p odu o) den o
de de e minadas es ições, como empo,
cus o e qualidade” (PM2 ALLIANCE, 2018,
p. 5)
“… as a i idades de planeamen o,
o ganização, ga an ia, moni o ização e
ges ão dos ecu sos e abalho
necessá ios pa a alcança as me as e os
obje i os especí icos do p oje o, de o ma
e icaz e e icien e” (PM2 ALLIANCE, 2018,
p. 7)
GPM
Um in es imen o que eque um conjun o
de a i idades coo denadas execu adas
po um pe íodo de empo ini o pa a
alcança um esul ado único em apoio a
um esul ado desejado (Ca boni e al.,
2018)
Aplicação de conhecimen os, habilidades,
e amen as e écnicas pa a coo dena
p oje os de o ma e icaz e e icien e
(Ca boni e al., 2018)
APM
Es o ço único e ansi ó io ealizado pa a
p o oca mudanças e alcança obje i os
planeados (B adbu y e al., 2019)
Aplicação de p ocessos, mé odos,
conhecimen os, habilidades e
expe iências pa a a ingi os obje i os
especí icos de mudança (B adbu y e al.,
2019)
IPMA
Fo ma de en ega alo a uma
o ganização (IPMA, 2015b)
Aplicação de mé odos, e amen as,
écnicas e compe ências a um p oje o
pa a a ingi os obje i os (IPMA, 2015b)
Após a comp eensão do concei o de p oje o e GP, pode-se e i ica e conco da com a a i mação de
Munns e Bjei mi (1996), mencionada an e io men e, sob e o p oje o se elaciona com a de inição e
seleção de uma a e a que ge a á bene ícios u u os pa a a emp esa e a GP es a mais elacionada com
o planeamen o e con olo.
10
2.1.1 B e e his o ial da ges ão de p oje os
De ido as necessidades da e a da
massi e enginee ing
, em 1958, é desen ol ido o
P og am E alua ion
and Re iew Technique
(PERT) pela Ma inha dos Es ados Unidos com o obje i o de con ola um g ande
p oje o de in es igação e desen ol imen o (Wool e al., 1968). A écnica do
C i ical Pa h Me hod
(CPM),
em po uguês, Mé odo do Caminho C í ico, oi iniciada mais ou menos na mesma al u a pela emp esa
DuPon
(Ke zne , 2017). No inal da década de 1960, os p o issionais, u ilizado es des as écnicas,
econhece am in e esses em conjun o que os le a am a o ma associações p o issionais de GP,
inicialmen e pa a pa ilha em mais acilmen e os seus conhecimen os na á ea (C aw o d, 2006).
Segundo o IPMA (2015a), em 1965, a In e na ional P ojec Managemen Associa ion (IPMA), a p imei a
associação de GP do mundo, é undada. De aco do com os mesmos au o es, a his ó ia da IPMA eme e
ao ano an e io quando Pie e Koch, ges o ancês de p oje os de ae ona es, con idou Dick Vullinghs,
holandês, e Roland Gu sch, alemão, pa a uma discussão sob e os bene ícios do CPM como uma
abo dagem de ges ão. Y es Eugene da AFIRO (Associa ion F ançaise d'In o ma ique e de Reche che
Opé a ionnelle) lide ou es e g upo e o p o esso A nold Kau mann suge iu a c iação de um INTERna ional
NETwo k, a INTERNET. Os mesmos au o es e elam ainda que, em 1996, o nome da associação é
al e ado pa a In e na ional P ojec Managemen Associa ion pelo Conselho Execu i o de ido a e um
homônimo, no en an o o logo ipo oi man ido. Em 1998, a emp esa começa as suas a i idades de
ce i icação (IPMA, 2015a). Es a o ganização oi c iada inicialmen e como uma ede in e nacional pa a
oca expe iências em GP. No en an o, na década de 1970, a o ganização e oluiu pa a uma o ganização
global, in oduzindo cu sos e e en os. A ualmen e, o IPMA co esponde à maio en idade eu opeia no
âmbi o da GP e é cons i uída po ce ca de 70 Associações Memb os, en idade que, em cada país,
ep esen a o IPMA. Cada Associação Memb o em a sua es u u a p óp ia de ce i icação pelo espe i o
IPMA Ce i ica ion Body uma ez que os exames são ealizados na língua local, em Po ugal designa- se
de Comissão Nacional de Ce i icação (IPMA, 2022).
Em 1969 é undado o P ojec Managemen Ins i u e (PMI), uma ins i uição p o issional sem ins luc a i os
e líde in e nacional, si uada na Pensil ânia, Es ados Unidos. Es a o ganização em como obje i o euni
os p o issionais en ol idos na GP e o e ece ce i icações, cu sos
online
, pad ões al amen e econhecidos,
en e ou os (PMI, 2022).
Em 1972 oi undada a Associa ion o P ojec Managemen (APM), o ganização p o issional de GP e
p og amas, sediada no Reino Unido, que possui no seu P og ama de Pa ce ias Co po a i as mais de
35 000 memb os indi iduais e 450 o ganizações (APM, 2022).
17
Figu a 6 - Es u u a PRINCE2
Adap ado de
AXELOS
(2017)
Algumas das ce i icações do PRINCE2 são o
PRINCE2® Founda ion
,
PRINCE2® P ac i ione
,
PRINCE2® Agile Founda ion
e
PRINCE2 ® Agile P ac i ione
(AXELOS, 2022b).
Figu a 7 - P ocessos PRINCE2
(AXELOS, 2017, p. 158)

18
IPMA – ICB
A his ó ia do IPMA inicia-se em 1964 com uma discussão sob e os bene ícios do CPM como uma
abo dagem de ges ão, como explicado an e io men e. O IPMA oi undado em 1965 e cons i ui a p imei a
associação de GP a ní el mundial. A ualmen e, é compos a po ce ca de 70 Associações de Memb os.
O IPMA possui a i idades na Eu opa, Ásia, Á ica, O ien e Médio, Aus ália e Amé ica (IPMA, 2022).
O ICB é um
s anda d
que em como obje i o en iquece e melho a as compe ências dos indi íduos na
GP, po ólios e p og amas. Além disso, ambém p e ende o nece um in en á io de compe ências
(IPMA, 2015b). Es e
s anda d
não é um li o de ecei as pa a ge i p oje os, p og amas ou po ólios
(IPMA, 2015b). Segundo o IPMA (2015b), o ICB é compos o po 3 á eas de compe ência, ap esen adas
na Figu a 8, que o mam o olho da compe ência:
• Compe ências écnicas com 10 elemen os de compe ência (au oconsciência e au oges ão;
in eg idade e con iabilidade pessoal; comunicação pessoal; elacionamen o e engajamen o;
lide ança; abalho em equipa; con li o e c ise; desen ol u a; negociação; o ien ação a
esul ados);
• Compe ências compo amen ais com 14 elemen os de compe ência (p oje o; me as, obje i os e
bene ícios; âmbi o; empo; o ganização e in o mação; qualidade; inanças; ecu sos;
p ocu emen
; planea e con ola ; isco e opo unidade; pa es in e essadas; mudança e
ans o mação; seleção e equilíb io);
• Compe ências con ex uais com 5 elemen os de compe ência (es a égia; go e nança, es u u a
e p ocessos;
compliance
, pad ões e egulamen ações; pode e in e esse; cul u a e alo es).
Es as compe ências são abo dadas de aco do com o p oje o, p og ama e po ólio (IPMA, 2015b).
Figu a 8 - Olho da compe ência
(IPMA, 2015b, p. 32)
19
ISO 21500:2021
A ISO, sigla de In e na ional O ganiza ion o S anda diza ion ou, em po uguês, O ganização
In e nacional pa a Pad onização, consis e numa ins i uição não-go e namen al de no malização undada
em 1946 e a ealiza ope ações desde 1947 (Mu phy & Ya es, 2009).
A ISO 21500:2012, O ien ações sob e ges ão de p oje os, oi publicada em se emb o de 2012 e o nece
uma o ien ação em elação à GP que pode se seguida po qualque o ganização. Es a no ma não con a
com o ien ações de alhadas ela i amen e à ges ão de p og amas e po ólios de p oje os (ISO, 2012).
Uma segunda edição, a ISO 21500:2021, Ges ão de p oje os, p og amas e po ólios — Con ex o e
concei os, oi publicada em ma ço de 2021. Es e documen o con a com o ien ações pa a a GP,
p og amas e po ólios que podem se seguidas pela maio ia das o ganizações e se usado em qualque
p oje o, p og ama ou po ólio (ISO, 2021).
A ISO 21500:2012 di ide-se em qua o capí ulos: i) âmbi o; ii) e mos e de inições; iii) concei os de GP;
e i ) p ocessos de GP (ISO, 2012). A ISO 21500:2021 di ide-se em cinco capí ulos: i) âmbi o; ii)
e e ências no ma i as; iii) e mos e de inições; i ) concei os de GP; p og amas e po ólios; e )
s anda ds
sob e a GP, p og amas e po ólio (ISO, 2021).
2.2 Sus en abilidade
De aco do com Sachs (2015), o DS encon a-se p esen e na agenda das Nações Unidades desde 1972,
quando oco eu a p imei a con e ência em Ambien e Humano, em Es ocolmo. Em 1987, o concei o de
DS oi di ulgado no ela ó io B un land da
Ou Common Fu u e
pela Wo ld Commission on En i onmen
and De elopmen (WCED), que o de ine como sendo o desen ol imen o que a ende às necessidades
exis en es das ge ações a uais sem o comp ome imen o das necessidades das ge ações u u as. Es e
concei o implica limi es elacionados com o es ado a ual da ecnologia e da o ganização social sob e os
ecu sos ambien ais e os e ei os das a i idades humanas (WCED, 1987). No en an o, segundo alguns
au o es, a aplicação des a de inição é di ícil pa a as o ganizações, uma ez que o nece pouca o ien ação
sob e a iden i icação das necessidades p esen es e u u as, que ecnologias e ecu sos são necessá ios
pa a as a ende e como equilib a e e i amen e as esponsabilidades o ganizacionais pa a os á ios
s akeholde s
(Ha , 1995; S a ik & Rands, 1995). De aco do com Gimenez e al. (2012), a de inição da
WCED in eg a ques ões sociais, ambien ais e económicas. No en an o, segundo os mesmos au o es,
es a é ge almen e ope acionalizada a a és do TBL
.
20
O e mo TBL
oi in oduzido pela p imei a ez em 1994 po John Elking on (Elking on, 1994). Elking on
(1998), ap esen a o TBL
como um concei o de DS que in eg a ês dimensões: luc o; plane a; e pessoas.
A Figu a 9 mos a a in e ligação dos á ios elemen os que compõem es e concei o e as suas de inições
.
Figu a 9 - A in e ligação dos elemen os do concei o TBL
Adap ado de Dalibozhko e K ako e skaya (2018)
De aco do com a Figu a 9, as pessoas ep esen am as a iá eis sociais, o luc o diz espei o às a iá eis
económicas e o plane a elaciona-se com as a iá eis ambien ais.
O TBL in eg a uma no a comp eensão sob e o sucesso das o ganizações, sendo que o seu desempenho
de e equilib a c i é ios económicos, ambien ais e sociais (Schieg, 2009). No en an o, o TBL em ou as
in e p e ações um pouco di e en es, po exemplo G. Sil ius (2017) ap esen a es e concei o como
sociedade, economia e ambien e. Me cal e (2006) ambém e e e es a ques ão.
Em 2001, a Uni ed Na ions Commission on Sus ainable De elopmen (UNCSD) desen ol e indicado es
de DS, cons i uídos po di e izes e me odologias, que podem o nece uma o ien ação undamen al no
p ocesso de omada de decisão (UNCSD, 2001).
A Commission o he Eu opean Communi ies (CEC) salien a que a g ande pa e das de inições de
Responsabilidade Social Co po a i a (RSC) desc e em-na como um concei o pelo qual as emp esas
21
in eg am as p eocupações sociais e ambien ais nas suas ope ações e na in e ação com os seus
s akeholde s
, de o ma olun á ia (Eu opean Commission, 2001).
Mui as de inições o am p opos as pa a o concei o de DS. Gladwin e al. (1995), a a és da análise das
p incipais de inições, desc e e-o como sendo um p ocesso pa a alcança o desen ol imen o humano de
o ma inclusi a, conec ada, equi a i a, p uden e e segu a.
Segundo Gimenez e al. (2012), a sus en abilidade in eg a esponsabilidades sociais, ambien ais e
económicas. A sus en abilidade ambien al diz espei o à pegada deixada pelas emp esas, de i ada das
suas ope ações, en ol e a e iciência ene gé ica e edução de ecu sos, esíduos, poluição, emissões,
consumo de ma e iais pe igosos e aciden es ambien ais (Gimenez e al., 2012). A sus en abilidade social
em como oco as comunidades in e nas, ou seja, os ecu sos humanos, e as comunidades ex e nas da
o ganização (Pullman e al., 2009). Des a o ma, a o ganização de e p opo ciona opo unidades
equi a i as, incen i a a di e sidade, p omo e a conexão den o e o a da comunidade, ga an i a
qualidade de ida, p opo ciona p ocessos democ á icos e o nece es u u as de go e nança abe as e
esponsá eis (Elking on, 1994). Segundo Gimenez e al. (2012), concei o de TBL
suge e que as
emp esas, além de emp ega compo amen os social e ambien almen e esponsá eis, ambém
p ecisam de dedica -se a ob e ganhos inancei os posi i os.
Segundo a in es igação da UN Global Compac sob e
Accen u e CEO S udy on Sus ainabili y
, 93% dos
Chie Execu i e O ice s
(CEOs) inqui idos ac edi am que as ques ões de sus en abilidade se ão c í icas
pa a o sucesso u u o dos seus negócios; 96% ac edi am que as ques ões de sus en abilidade de em se
o almen e in eg adas na es a égia e nas ope ações emp esa iais (em 2007, es e alo e a de apenas
72%) e 49% e e em a di iculdade na implemen ação de uma abo dagem de sus en abilidade in eg ada
em oda a emp esa. A a és desse es udo, e i icou-se que os CEOs ac edi am numa no a e a da
sus en abilidade, cons i uída po uma no a o ma de a alia o desempenho co po a i o, onde o oco
deixa á de se apenas os luc os e as pe das inancei as e passa á a se , ambém, a c iação de alo de
longo p azo, que en ol e o impac o social e ambien al (Lacy e al., 2010).
Um es udo e e uado pela GPM,
Insigh s on Sus ainable P ojec Managemen
, con ou com a pa icipação
de mais de mil execu i os e e i icou que 100% dos execu i os ac edi am que os ges o es de p oje os
de em en ende a impo ância da sus en abilidade pa a os seus p oje os e que 96% ac edi am que os
p oje os e a GP são essenciais pa a o DS (GPM, 2019b).
22
2.2.1 17 Obje i os de Desen ol imen o Sus en á el 2030
No ano de 2015 oi de inida a Agenda 2030 o mada pelos 17 ODS, ep esen ados na Figu a 10 e
enume ados abaixo (UN, 2015):
1. E adicação da pob eza;
2. Fome ze o e ag icul u a sus en á el;
3. Saúde e bem-es a ;
4. Educação de qualidade;
5. Igualdade de géne o;
6. Água po á el e saneamen o;
7. Ene gia limpa e acessí el;
8. T abalho decen e e c escimen o económico;
9. Indús ia, ino ação e in aes u u a;
10. Redução das desigualdades;
11. Cidades e comunidades sus en á eis;
12. Consumo e p odução esponsá eis;
13. Ação con a a mudança global do clima;
14. Vida na água;
15. Vida e es e;
16. Paz, jus iça e ins i uições e icazes;
17. Pa ce ias e meios de implemen ação.
Figu a 10 - Os 17 ODS das Nações Unidas
(GPM, 2019a, p. 10)
Os obje i os e me as es abelecidos p e endiam es imula ações pa a os p óximos 15 anos, a a és de
um plano de ação em cinco dimensões undamen ais pa a a humanidade e o plane a: pessoas; plane a;
p ospe idade; paz; e pa ce ia. A dimensão das pessoas en ol e acaba com a pob eza e a ome,
assegu ando que odos os se es humanos enham uma ida digna e igual num ambien e saudá el. A

23
dimensão do plane a p ocu a sa is aze as necessidades, an o das ge ações p esen es como das u u as,
p o egendo o plane a con a a deg adação, a a és de uma ges ão sus en á el dos seus ecu sos na u ais
e da oma de medidas elacionadas com as al e ações climá icas. A p ospe idade en ol e a possibilidade
de odos os se es humanos e em uma ida p óspe a e g a i ican e. Além disso, p e ende-se que o
p og esso económico, social e ecnológico acon eça em sin onia com a na u eza. A paz inclui a p omoção
de sociedades pací icas, jus as e inclusi as, onde não exis a medo nem iolência. A pa ce ia en ol e a
mobilização dos meios necessá ios pa a que es a Agenda possa se implemen ada (UN, 2015).
Os p oje os ge almen e a e am di e a e indi e amen e a sus en abilidade. Os p oje os c iam poluição e
usam ecu sos inde idamen e, a e ando de o ma di e a a sus en abilidade, e o necem p odu os e
se iços que a e am indi e amen e a sus en abilidade (GPM, 2019a).
Segundo Tsalis e al. (2020), a p essão sob e as emp esas pa a ela a as es a égias de sus en abilidade
em aumen ado. Mui as emp esas, de aco do com o mesmo au o , ado a am es a égias pa a a ingi as
me as de DS e pa a se alinha em com os ODS, como, po exemplo, p odução limpa e ecoe iciência.
2.2.2 Pac o Ecológico Eu opeu
O Pac o Ecológico Eu opeu su giu como um caminho a segui pa a o na a economia da União Eu opeia
sus en á el. O Pac o Ecológico Eu opeu p e ende elimina a emissão líquida de gases com e ei o es u a
a é 2050 e ga an i um c escimen o económico dissociado do uso de ecu sos e que nenhuma pessoa
e luga seja deixado pa a ás. Na Figu a 11 encon a-se uma
imeline
ilus a i a do caminho do Pac o
Ecológico Eu opeu desde a sua ap esen ação a é aos dias de hoje (Comissão Eu opeia, 2022).
24
Figu a 11 - Timeline Pac o Ecológico Eu opeu
Adap ado de Comissão Eu opeia (2022)
A 11 de dezemb o de 2019 oi ap esen ado o Pac o Ecológico Eu opeu, em B uxelas, uma es a égia
no a que engloba um conjun o de ações e em como obje i o aça um caminho pa a o na a Eu opa
o p imei o con inen e neu o a ní el climá ico a é 2050. Em ma ço de 2020, a Comissão Eu opeia
ap esen a uma p opos a pa a in eg a uma Lei Eu opeia do Clima na legislação que inclui o comp omisso
da União Eu opeia se o na neu a clima icamen e a é 2050. Além disso, ap esen ou, ambém, uma
Es a égia Indus ial Eu opeia que engloba um conjun o de ações u u as e em como obje i o ajuda a
25
indús ia a ansi a pa a a neu alidade climá ica e lide ança digi al. Em se emb o de 2020, a Comissão
Eu opeia ap esen a uma me a climá ica pa a 2030 que consis e numa edução de 55% (em elação a
1990) das emissões de gases com e ei o, al e ando a p opos a de Lei Eu opeia do Clima. Em dezemb o
de 2020, a Comissão Eu opeia lançou o Pac o Eu opeu pa a o Clima, que con ida odos a pa icipa em
na ação climá ica. A 18 de janei o de 2021, a Comissão Eu opeia lança a ase de conceção do no o
Bauhaus Eu opeu, que p e ende implemen a o Pac o Ecológico Eu opeu das pessoas a a és da
combinação da conceção, sus en abilidade, disponibilidade e a acessibilidade de p eços e o
in es imen o. Es e p oje o elaciona-se com a o ma como as pessoas i em, os seus alo es, espaços
comuns e as suas expe iências. Em e e ei o de 2021 a Comissão Eu opeia ado ou uma no a Es a égia
da UE com o obje i o de se adap a às al e ações climá icas. Em ma ço 2022, a Comissão Eu opeia
ap esen ou o REPowe EU, um plano com o obje i o de o na a Eu opa independen e dos combus í eis
ósseis ussos an es de 2030.
Em maio do mesmo ano, a Comissão Eu opeia ap esen ou, no amen e, o Plano REPowe EU com o
obje i o de a ingi a poupança ene gé ica, a p odução de ene gia limpa e a di e si icação do
ap o isionamen o ene gé ico eu opeu. Todos os que quise em aze a di e ença nes a inicia i a podem
pa icipa no Pac o Eu opeu pa a o Clima ou no No o Bauhaus Eu opeu (Comissão Eu opeia, 2022).
2.2.3 Sus en abilidade na ges ão de p oje os
Segundo Ca alho e Rabechin (2017) e I ano e al. (2020), a pon e en e a GP e a sus en abilidade
começou apenas em 2010. No en an o, ou os au o es, de endem que e á sido an e io men e (Sánchez,
2015; Sneddon e al., 2006; S ani sas e al., 2021). S ani sas e al. (2021) salien a que a
sus en abilidade, o DS e a GP êm indo a se os p incipais ópicos de discussão en e os in es igado es
nos úl imos anos.
Sabini e al. (2019) e e em que a sus en abilidade in luencia as e amen as, écnicas e me odologias
adicionais de GP e conco dam com a a i mação de Sil ius (2017) sob e a sus en abilidade es a a
o na -se numa escola de pensamen o es abelecida em GP.
Segundo Huemann e Sil ius (2017), os p oje os c iam o u u o e a GP em um papel undamen al em
elação ao DS das o ganizações e da sociedade. Sabini e al. (2019) apoiam es a ideia, ealçando que
pa a c ia um u u o que seja sus en á el, é necessá io ealiza ações no p esen e.
Segundo Ca boni e al. (2018), as o ganizações op am po adqui i p á icas sus en á eis pa a:
• Ge i c ises (que espondem apenas a ques ões de sus en abilidade);
• Man e -se em con o midade com as leis;
26
• O imiza ecu sos, eduzindo cus os e/ou aumen ando a e iciência;
• C ia alo e ge a c escimen o sus en á el.
Segundo Ke zne (2017), o esul ado e o sucesso de um de e minado p oje o deixou de se apenas uma
en ega, que a endia a ce as es ições es abelecidas, e passou a concen a -se em c ia alo come cial
de o ma sus en á el. O au o ap esen a uma de inição u u a do concei o de p oje o – uma coleção de
alo emp esa ial sus en á el p og amado pa a se ealizado, e p og ama – coleção de p oje os
p oje ados pa a a ingi um obje i o come cial e c ia alo come cial sus en á el den o das es ições
es abelecidas.
Segundo Sil ius e Schippe (2014), a ges ão sus en á el de p oje os engloba o planeamen o,
moni o ização e con olo dos p ocessos de en ega e supo e do p oje o, endo em conside ação os
aspe os ambien ais, económicos e sociais do ciclo de ida dos ecu sos, p ocessos, en egas e e ei os
do p oje o. Assim, de aco do com os mesmos au o es, p e ende-se ob e bene ícios pa a as pa es
in e essadas, alcançados de o ma anspa en e, jus a e é ica, que incluem a pa icipação p oac i a das
pa es in e essadas.
De aco do com V cho a e al. (2021), a sus en abilidade é uma pa e in eg an e das p á icas da GP que
man ém os bene ícios u u os do TBL – económicos, ambien ais e sociais. A in eg ação de ques ões
sociais, ambien ais e económicas é undamen al pa a o DS, e, pa a a a aliação da sus en abilidade,
abo da apenas uma des as ques ões é insu icien e (El-Ha am e al., 2007). No en an o, a al a de uma
es u u a e linguagem comum pa a analisa e a alia a sus en abilidade signi ica a al a de um mé odo
que seja ú il e aplicá el aos p oje os (Cole, 2005; Deakin e al., 2002; Thomson e al., 2011).
Schieg (2009) e Goedkneg e Sil ius (2012) apelam aos ges o es de p oje os pa a assumi em
esponsabilidade pela sus en abilidade. Schieg (2009) salien a que o papel da GP inclui a iden i icação
de sis emas ecológicos ele an es, o econhecimen o da dimensão in e na e ex e na da esponsabilidade
social e es e dos pad ões exis en es de RSC pa a aplica em p oje os.
Cole (2005) ale a pa a uma di iculdade cla a, a exis ência de mui as o mas que um u u o sus en á el
pode assumi . Cada uma des as o mas pode p oduzi uma ampla gama de abo dagens pa a um p oje o.
A ince eza das mudanças climá icas, jun amen e com as suas consequências sociais, económicas e
polí icas, o na o caminho pa a um u u o sus en á el a iado e complexo (Cole, 2005).
Segundo Valdes-Vasquez e Klo z (2013), pa a um p oje o de cons ução se e dadei amen e sus en á el,
ele p ecisa de inclui conside ações sociais dos u ilizado es inais e conside ações sob e o impac o do
p oje o na sociedade – segu ança, saúde e educação das o ças de abalho en ol idas. O au o salien a,
33
e amen as de supo e e discu i os planos de p oje o necessá ios e a abo dagem ge al do p oje o. Nes a
eunião são desen ol idas uma o dem de abalhos e uma a a da eunião.
Pos o is o, oco e a adap ação do p ocesso PM², o iginando um Manual do P oje o e Planos de
Ges ão. O Manual do P oje o é um documen o impo an e pa a odas as pa es in e essadas do p oje o,
que escla ece a abo dagem de ges ão do p oje o, e:
• Sin e iza os obje i os do p oje o;
• Analisa adap ações da me odologia PM²;
• Iden i ica os a o es c í icos de sucesso;
• Delineia os p incipais p ocessos de con olo;
• Explica as polí icas, eg as, mé odo de esolução e escalada de con li os;
• Cla i ica as mo i ações do p oje o;
• Desc e e quais as unções do go e no do p oje o e as suas esponsabilidades;
• Expõe os planos necessá ios pa a a ges ão do p oje o.
Os Planos de Ges ão de P oje o escla ecem di e en es p ocessos de ges ão a u iliza : Plano de Ges ão
de Requisi os; Plano de Ges ão de Al e ações do P oje o; Plano de Ges ão de Riscos; Plano de Ges ão da
Qualidade; Plano de Ges ão de Inciden es; e Plano de Ges ão da Comunicação. Os Planos Especí icos
do P oje o são elabo ados consoan e as necessidades do p oje o, con ibuições e análise da equipa
(exemplo: Plano de T abalho do P oje o). Po im, exis em ou os a e ac os que são especí icos do
domínio abo dado pelo p oje o.
Em seguida são a ibuídas as unções e esponsabilidades, desen ol endo-se a Ma iz das Pa es
In e essadas no P oje o, que indica quais são as pa es in e essadas no p oje o, os seus con ac os e
as suas unções.
Em seguida e e ua-se a decomposição do abalho e de ine-se o calendá io do p oje o, ob endo-se o
Plano de T abalho do P oje o que especi ica o âmbi o, a abo dagem ap op iada do p oje o e o
c onog ama, es ima os ecu sos necessá ios e desen ol e po meno es dos planos do p oje o. Es e
documen o engloba ês pa es p incipais: i) a decomposição do abalho – onde se p e ende di idi odo
o abalho; ii) as es ima i as de es o ço e cus o – no qual são documen adas as expec a i as de empo
e cus o pa a conclui as a e as; e iii) o calendá io do p oje o – em que são iden i icadas as
in e dependências das a e as e lhes é a ibuída a da a de início e de im. Enquan o deco e a Fase de
Planeamen o, es e documen o pode so e a ualizações.
Além dis o, ambém exis em ou os planos impo an es, como o Plano de Ex e nalização, Plano de
Acei ação de En egá eis, Plano de T ansição e o Plano de Implemen ação Ope acional.

34
Após a ap o ação po pa e do Comi é Di e i o do P oje o, segue-se pa a a p óxima ase, Fase de
Execução.
O esumo da Fase de Planeamen o encon a-se na Figu a 15, onde são ap esen adas as a i idades e
p incipais p odu os.
Figu a 15 - Fase de Planeamen o: a i idades e p incipais p odu os
(PM2 ALLIANCE, 2018, p. 37)
Fase de Execução
A Fase de Execução cons i ui a e cei a ase de um p oje o de aco do com a me odologia PM² e compo a
a coo denação dos planos do p oje o e a p odução de en egá eis.
Es a ase inicia-se com um Reunião de A anque da Execução, que em como obje i o ce i ica que
a Equipa Cen al do P oje o conhece os p incipais elemen os e eg as do p oje o. Du an e a eunião são
ap esen ados os seguin es elemen os:
• Manual do P oje o;
• Plano de T abalho do P oje o;
• Plano de Ges ão de Comunicação;
• Ma iz de Pa es In e essadas do P oje o;
35
• P ocessos de Ges ão de Riscos, Ges ão de Inciden es e Ges ão de Al e ações do P oje o e
a i idades de Ga an ia e Con olo de Qualidade;
• P ocedimen o de escalada.
Além des es elemen os ambém são delibe ados os p ocessos de esolução de con li os e as eg as
básicas e são escla ecidas as expec a i as da Equipa Cen al do P oje o. Como esul ados des a eunião
espe a-se uma o dem de abalhos e uma a a que se á en iada às pa es in e essadas ele an es.
A Coo denação do P oje o inicia-se com o início do p oje o e ence a com o seu inal. Es a e apa em
como obje i o ansmi i in o mações à Equipa Cen al do P oje o e apoia a conclusão do abalho, de
o ma a o na mais ácil a e olução do p oje o. Pa a isso de em se ealizadas as seguin es a i idades:
• A e a os ecu sos do p oje o às a i idades;
• Realiza e i icações pe iódicas de qualidade;
• Man e uma comunicação con ínua;
• Coo dena as pessoas e o abalho;
• Man e os pa icipan es do p oje o mo i ados;
• Resol e e en uais con li os e inciden es.
De o ma a ce i ica que o abalho do p oje o segue as melho es p á icas e no mas, oco e a Ga an ia
de Qualidade, de inida no Plano de Ges ão da Qualidade. Com es a a i idade, o na-se possí el ce i ica
que o p oje o e á os equisi os p e endidos, em e mos de âmbi o e qualidade e que es a á de aco do
com as especi icações do p oje o. Des a a i idade su gem os ela ó ios de audi o ia.
A elabo ação dos Rela ó ios de P oje o, como po exemplo, Rela ó io de Es ado do P oje o e o
Rela ó io de Re isão de Qualidade, em como obje i o documen a a e olução do p oje o pa a man e as
pa es in e essadas ele an es in o madas. Es es ela ó ios de em con e in o mações sob e o âmbi o,
cus os, qualidade, calendá io, iscos, possí eis al e ações, en e ou as, e de em se adap ados
consoan e as necessidades do p oje o.
A Dis ibuição de In o mação, com base no Plano de Ges ão da Comunicação, diz espei o aos
mé odos emp egues pa a pa ilha a in o mação com as pa es in e essadas ele an es.
Depois do Dono do P oje o acei a os en egá eis do p oje o e o Comi é Di e i o do P oje o au o iza , o
Ges o de P oje o pode segui pa a a p óxima ase.
Na Figu a 16 encon a-se um esumo da Fase de Execução, onde são ap esen adas as a i idades e
p incipais p odu os.
36
Figu a 16 - Fase de Execução: a i idades e p incipais p odu os
(PM2 ALLIANCE, 2018, p. 51)
Fase de Ence amen o
A úl ima ase de um p oje o, de aco do com es a me odologia, é a Fase de Ence amen o, que engloba
e mina odas as a i idades, e i a as lições ap endidas e ecomendações e ence a e a qui a odos
os documen os do p oje o.
Es a ase em início com uma Reunião de A aliação Final do P oje o pa a pe mi i aos á ios elemen os
do p oje o ala em sob e a sua expe iência e os p oblemas e desa ios que su gi am ao longo do p oje o,
podendo, assim, se e i adas as lições ap endidas e ecomendações pa a p óximos p oje os.
A expe iência e i ada do p oje o encon a-se esumida no Rela ó io Final do P oje o, onde se
encon am egis adas as lições ap endidas, di iculdades e soluções que o am encon adas.
Após concluídas odas as a i idades des a ase e da ap o ação do Dono do P oje o, o p oje o é ence ado
o icialmen e.
Na Figu a 17 encon a-se um esumo da Fase de Ence amen o, com as suas a i idades e p incipais
p odu os, al como p econizado pela me odologia PM².
37
Figu a 17 - Fase de Ence amen o: a i idades e p incipais p odu os
(PM2 ALLIANCE, 2018, p. 59)
Moni o ização e Con olo
Apesa da Moni o ização e Con olo e maio ele ância na Fase de Execução, as suas a i idades
oco em du an e odo o ciclo de ida do p oje o. Moni o iza e con ola o p oje o engloba o con olo de
odo o abalho pelo Ges o do P oje o, como po exemplo, medi o p og esso, ge i al e ações, iscos e
p oblemas, iden i ica e aplica medidas co e i as e moni o iza a execução das a i idades. As a i idades
de moni o ização e con olo êm em conside ação os p ocessos do Plano de Ges ão do P oje o, ealizado
na Fase de Planeamen o, e en ol em:
• Moni o iza :
− o desempenho do p oje o;
• Con ola :
− o c onog ama;
− o cus o;
• Ge i :
− as pa es in e essadas;
− os equisi os;
− as al e ações do p oje o;
− os iscos;
− os inciden es e decisões;
− a qualidade;
− a acei ação dos en egá eis;
− a ansição;
− a implemen ação ope acional;
− a ex e nalização.
38
Na Figu a 18 encon am-se sin e izadas odas as ases da me odologia PM², is as an e io men e, com
as suas en adas e esul ados, a i idades-cha e e agen es-cha e.
Figu a 18 - Diag ama de aias PM²
(Alliance, 2018, p.18)
De o ma a sin e iza os papéis e esponsabilidades das pa es in e essadas de uma de e minada
a i idade, du an e o p oje o, oi ealizada uma ma iz RASCI (
Responsible
– Responsá el;
Accoun able
–
Impu á el;
Suppo s
– Apoia;
Consul ed
– Consul ado;
In o med
– In o mado), di idida pelas á ias ases
do ciclo de ida do p oje o, que se encon a ep esen ada na Tabela 2.
Tabela 2 - Ma iz RASCI
Adap ado de Alliance (2018)
En egá el ou Ta e a
OCG
CPD
DP
GN
GIO
FS
GP
ECP
Fase Inicial
Pedido de Início do P oje o
I
na
A/S
R
S/C
I
na
na
Caso de Negócio
I
C
A
R
C
S
S
na
Te mo de Abe u a
I
C
A
S
C
S
R
C
Fase de
Planeamen o
Reunião de A anque do Planeamen o
I
A
C
S
C
C
R
C
Manual de P oje o
I
I
A
S
C
I
R
C
Ma iz das Pa es In e essadas
I
I
A
S
C
I
R
C
Plano do T abalho do P oje o
I
A
C
S/C
C
C
R
S/C
Plano de Ex e nalização
A
C
C
C
I
S
R
I
Plano de Acei ação de En egá eis
I
A
C
S
I
C
R
C
Plano de T ansição
I
A
C
C
C
C
R
C
Plano de Implemen ação Ope acional
I
I
A
R
C
I
S
I
Plano de Ges ão de Requisi os
I
I
A
C
C
I
R
S
Plano de Ges ão de Al e ações
I
I
A
C
I
I
R
I
Plano de Ges ão de Riscos
I
C
A
C
I
I
R
I
Plano de Ges ão de Inciden es
I
I
A
C
C
I
R
C
Plano de Ges ão da Qualidade
I
A
C
C
C
C
R
C
Plano de Ges ão da Comunicação
I
I
A
S
C
I
R
C

39
Legenda:
OGC – Ó gão de Go e no Compe en e; CDP – Comi é Di e i o do P oje o; DP – Dono do P oje o; GN – Ges o
de Negócio; GIO – G upo de Implemen ação Ope acional; FS – Fo necedo de Soluções; GP – Ges o de P oje o;
ECP – Equipa Cen al de P oje o; R –
Responsible
; A –
Accoun able
; S –
Suppo s
; C –
Consul ed
; I – In o med;
na – não aplicá el.
2.3.2 PRiSM
A me odologia PRiSM, desen ol ida pela GPM® Global, su giu em 2013 com o obje i o de o na o
p ocesso de GP mais sus en á el (Ca boni e al., 2018). A GPM® Global, undada em 2009, é uma
emp esa líde global em p á icas e des de GP. Nes a o ganização social são aplicadas es a égias
come ciais pa a maximiza o bem-es a humano e ambien al, em ez de maximiza os luc os pa a
acionis as ex e nos, op ando po p omo e a causa a a és da u ilização da sua ecei a. A GPM Global
con a com duas ma cas egis adas: G een P ojec Managemen ®; e GPM®, e oi p emiada com o
IPMA® Achie emen Awa d em 2013 pelo desen ol imen o do PRiSM (GPM, 2022).
En egá el ou Ta e a
OCG
CPD
DP
GN
GIO
FS
GP
ECP
Fase de
Execução
Realiza Reunião de A anque de
Execução
I
A
C
S/C
C
C
R
C
Coo denação do P oje o
I
I
A
S
I
I
R
I
Ga an ia de Qualidade
I
I
I
S
C
I
A
R
Rela ó ios de P oje o
I
I
A
S/C
I/C
I/C
R
C
Dis ibuição de In o mação
I
I
A
C
I
I
R
C
Fase de
Ence amen o
Reunião de A aliação Final do P oje o
I
A
C
S
C
C
R
C
Lições Ap endidas e Recomendações
Pós-p oje o
I
A
C
S
C
C
R
C
Rela ó io Final do P oje o
I
A
C
S
C
C
R
C
Ence amen o Adminis a i o
I
C
A
C
I
C
R
I
Moni o ização
e Con olo
Moni o iza o Desempenho do P oje o
I
I
A
C
C
I
R
C
Con ola C onog ama
I
I
A
C
C
I
R
C
Con ola Cus os
I
I
A
C
C
I
R
C
Ge i as Pa es In e essadas
I
I
A
S/C
I
C
R
I
Ge i os Requisi os
I
I
A
C
C
I
R
S
Ge i as Al e ações do P oje o
I
C
A
S
I
I
R
C
Ge i Riscos
I
C
A
S/C
C
I
R
C
Ge i Inciden es e Decisões
I
I
A
S
C
I
R
C
Ge i a Qualidade
I
I
I
S/C
C
A
R
C
Ge i a Acei ação dos En egá eis
I
I
A
S
C
C
R
C
Ge i a T ansição
I
A
C
C
C
C
R
C
Ge i a Implemen ação Ope acional
I
I
A
R
C
I
S
I
Ge i a Ex e nalização
A
C
C
C
I
S
R
I
40
A GPM ap esen a seis p incípios pa a p oje os sus en á eis a que odos os ges o es de p oje o, p og ama
e po ólio de em ade i (Ca boni e al., 2018):
• Comp omisso e esponsabilidade;
• É ica e omada de decisão;
• In eg idade e anspa ência;
• P incípios e alo es;
• Equidade social e ecológica;
• P ospe idade económica.
A me odologia PRiSM ap esen a uma pe spe i a di e en e em elação às abo dagens adicionais, uma
ez que con a com um modelo de maximização de alo concen ado no ciclo de ida o al do a i o. Es a
me odologia pode se u ilizada em qualque se o e o ganização e di e encia-se de ou as abo dagens
com a A aliação de Impac o P5 e o Plano de Ges ão de Sus en abilidade (Ca boni e al., 2018). Segundo
a GPM (2019a), o PRINCE2 e a PRiSM começam a oca -se mais na ges ão de isco e na en ega de
alo e bene ícios. Segundo os mesmos au o es, a combinação dessas pe spe i as o igina uma no a
isão de GP. Na Figu a 19 encon a-se a passagem da an iga isão de GP (ilus ada no lado esque do)
pa a a no a isão de GP (ilus ada no lado di ei o).
Figu a 19 - E olução do oco da GP
Adap ado de
GPM
(2019a)
A me odologia PRiSM baseia-se no
P5 S anda d o Sus ainabili y in P ojec Managemen
e em como
obje i o o na o p ocesso de GP mais sus en á el. A no ma P5 não é uma me odologia mas o nece os
p incípios e undamen os pa a a me odologia PRiSM (Ca boni e al., 2018). Po esse mo i o oi ealizada
uma pequena e isão da no ma P5, ap esen ada em seguida.
41
P5 ™
A no ma P5 o nece o ien ação sob e como in eg a a sus en abilidade com a GP (Ca boni e al., 2018).
A no ma P5 baseia-se em no mas econhecidas in e nacionalmen e, como a Agenda 2030 pa a o DS,
os ODS da ONU, Dez P incípios do Pac o Global das Nações Unidas, a ISO 20400:2017, ISO
37001:2016 e ISO 14001: 2015 (GPM, 2019a).
A no ma P5 em como p incipal obje i o a iden i icação de possí eis impac os, que nega i os que
posi i os, pa a a sus en abilidade, pa a que es es sejam analisados e ap esen ados à ge ência pa a,
assim, se omada uma decisão in o mada e ha e uma e icaz alocação de ecu sos. Na Figu a 20
encon a-se ep esen ada a On ologia P5 que engloba o TBL (Pessoas, Plane a e P ospe idade), o P odu o
e o P ocesso (GPM, 2019a).
Figu a 20 - A On ologia P5
(GPM, 2019a, p. 9)
Os impac os (sociais) sob e as pessoas, que se encon am ep esen ados a ama elo na Figu a 20, dizem
espei o aos impac os que an o as a i idades de um p oje o, como os seus esul ados, podem e sob e
os indi íduos e a sociedade. Es a ca ego ia subdi ide-se em p á icas abalhis as e abalho decen e,
sociedade e clien es, di ei os humanos e compo amen o ísico. Os impac os (ambien ais) sob e o
plane a, que se encon am ep esen ados a e de na Figu a 20, e e em-se aos impac os que an o as
a i idades de um p oje o, como os seus esul ados, podem e nos sis emas na u ais i os e nos não
i os. Es a ca ego ia subdi ide-se em anspo e, ene gia, e a, a e água e consumo. Os impac os
(económicos) sob e a p ospe idade, que se encon am ep esen ados a azul na Figu a 20, e e em-se
42
aos impac os que an o as a i idades de um p oje o, como os seus esul ados, podem e nas inanças
pe encen es às pa es in e essadas do p oje o. Es a ca ego ia subdi ide-se em análise de plano de
negócios, agilidade de negócio e es imulação económica (GPM, 2019a).
Os elemen os da no ma P5 desc e em as ações que de em se omadas po um ges o de p oje o pa a
en ega um p oje o sus en á el de o ma sus en á el. Es a no ma consis e numa “ abela pe iódica” de
elemen os pa a medidas de sus en abilidade, que de em se conside adas em odos os p oje os, e numa
ligação en e os p oje os e os ODS (Ca boni e al., 2018).
No es udo de GPM,
Insigh s In o Sus ainable P ojec Managemen
, ealizado no ano de 2019 (GPM,
2019b), oi possí el e i ica que 86% dos execu i os melho a am o sucesso dos p oje os a ní el da
sus en abilidade de ido à u ilização do P5. O mesmo es udo e i icou que 71% dos ges o es de p oje os
conside am que a No ma P5 melho ou a sus en abilidade dos seus p oje os e 95% ob i e am maio es
bene ícios de sus en abilidade (GPM, 2019b).
O es udo mencionado mos a ainda algumas conside ações/p opos as dadas pelos execu i os, ges o es
de p oje o, p o issionais de sus en abilidade e académicos. Algumas dessas conside ações/p opos as
são (GPM, 2019b):
• O Ges o de P oje o Pi es do B asil disse que os egulamen os mais ígidos conside am
impo an e in eg a a sus en abilidade nos nossos p oje os;
• O Ges o de P oje o Hassan dos Emi ados Á abes Unidos mencionou que usam o P5
p incipalmen e pa a os esíduos e o desen ol imen o da equipa do p oje o;
• O Ges o de P og amas e Po ólio Lucas de Po ugal explicou que usam o P5 po que amanhã,
as opções social, económica e ambien almen e sus en á eis e ão alo de me cado;
• O Ges o de P og amas e Po ólio Van de Spek da Holanda conside a o P5 mui o ú il pa a
in eg a aspe os de sus en abilidade no dia a dia da GP.
Resumidamen e, a espos a esmagado a do es udo e elou que p oje os e a GP são essenciais pa a o
desen ol imen o sus en á el e o P5 é uma abo dagem comp o ada pa a aumen a os bene ícios de
sus en abilidade (GPM, 2019b).
Fases da me odologia PRISM
A me odologia PRiSM engloba cinco ases: i) Fase de P é-p oje o; ii) Fase de Descobe a; iii) Fase de
Design; i ) Fase de En ega; e ) Fase de Ence amen o. Além des as ases, a me odologia ambém
ap esen a a ges ão de cada uma das ases do ciclo de ida do p oje o PRiSM com a i idades de
moni o ização e con olo. No en an o algumas ases podem se epe idas á ias ezes, como é o caso
49
Figu a 26 - Fluxog ama da Fase de Ence amen o
Adap ado de Ca boni e al. (2018)
Visão ge al da ges ão de uma ase do ciclo de ida do p oje o PRiSM
Na Figu a 27 encon a-se ep esen ado um luxog ama com uma isão ge al da ges ão de uma ase do
ciclo de ida do p oje o PRISM. A a és do luxog ama podemos e que no inal de cada ase o plano do
p oje o de e se a ualizado e no início da ase seguin e de e se alidado, o que inclui ele ância con ínua
e supo e con ínuo pa a o Caso de Negócio. As
di ec phase ac i i ies
, a i idades da ase di e a, dizem
espei o à ges ão de odas as a i idades da ase. Nos p oje os, em con o midade com o p esc i o na
me odologia PRiSM, os iscos ambien ais, sociais e de go e nança ca ecem de uma a enção especial. A
moni o ização do desempenho e o planeamen o incluem oma medidas co e i as quando oco em
a iações signi ica i as.
Figu a 27 - Fluxog ama das a i idades de GP do PRiSM
Adap ado de Ca boni e al.
(2018)

50
3. PROCESSO METODOLÓGICO
Nes e capí ulo ap esen a-se o p ocesso me odológico u ilizado pa a a análise da p esença da
sus en abilidade em guias de GP e a sus en abilidade em GP em publicações cien í icas. Além disso
ambém se ap esen a o p ocesso seguido pa a seleção das publicações cien í icas e e en es às
me odologias em análise, PM² e PRiSM, que se di ide em planeamen o e condução da e isão de
li e a u a, e o p ocesso me odológico e e en e às en e is as ealizadas.
3.1 Sus en abilidade em guias de ges ão de p oje os
Segundo Sil ius (2017), na GP adicional, as me odologias p edi i as não ende eçam os p incípios
básicos da sus en abilidade (is o é, o TBL) com sucesso. Pa a e i ica o ní el da dimensão da p esença
da sus en abilidade nos á ios guias de GP oi ealizada uma pesquisa em guias de me odologias/co pos
de conhecimen o adicionais de GP. Pa a a ealização da pesquisa o am u ilizados cinco guias:
•
Sus ainable P ojec Managemen – The GPM Re e ence Guide
do GPM (2018);
•
Indi idual Compe ence Baseline o P ojec , P og amme & Po olio Managemen
do IPMA
(2015b);
•
A Guide o he P ojec Managemen Body o Knowledge
– PMBOK® Guide
do PMI (2021);
•
Managing Success ul P ojec s wi h PRINCE2®
da AXELOS (2017);
• Guia da Me odologia PM² da PM² ALLIANCE (2018).
A pesquisa oi ealizada a a és da localização e p ocu a da pala a “sus ainab” nos guias em inglês e
“sus en ab” e “sus en a ” nos guias em po uguês, pala as associadas à sus en abilidade, pa a assim
se ob e o maio núme o de menções.
Es a pesquisa oi ealizada em odos os guias mencionados an e io men e e o núme o de ezes em que
as pala as mencionadas an e io men e apa eciam oi egis ado.
3.2 Sus en abilidade na ges ão de p oje os em publicações cien í icas
De o ma pe cebe de que o ma a sus en abilidade na GP se encon a p esen e em publicações
cien í icas, op ou-se po ealiza uma pesquisa na base de dados SCOPUS.
A ecolha dos dados oi ealizada a a és da seguin e
s ing
de pesquisa: TITLE-ABS-KEY (sus ainab*)
AND TITLE-ABS-KEY ("p ojec managemen ") AND EXCLUDE (PUBYEAR, 2023). A pesquisa oco eu em
2022, no en an o o am de ol idos a igos com o ano de 2023. Assim sendo op ou-se po p ocede à
51
exclusão des e ano da pesquisa. Com es a pesquisa o am de ol idas um o al de 6769 publicações. O
p o ocolo u ilizado na pesquisa encon a-se sin e izado na Figu a 28.
Figu a 28 - P o ocolo de pesquisa da sus en abilidade na GP
O núme o de a igos encon ados pode se conside ado ela i amen e pequeno. S ani sas e al. (2021)
ambém cons a a es e ac o e jus i ica-o com o ac o da á ea em análise se ela i amen e no a e es a
em desen ol imen o.
3.3 PM² e PRiSM em publicações cien í icas
Nes a secção são selecionadas as publicações pa a a e isão de li e a u a sob e as me odologias PM² e
PRiSM. Os in es igado es, seja na ase mais inicial dos es udos, seja numa ase mais a ançada, eco em
a in es igação ei a an e io men e pa a iden i ica o es ado da a e sob e um de e minado ema e
undamen a a sua a i idade (Pais Ribei o, 2014).
De aco do com Dona o e Dona o (2019), ao aze em uma e isão sis emá ica da li e a u a, os au o es
o nam-se conhecedo es do ema e, embo a seja um p ocesso que consome mui o empo, podem
desen ol e um conjun o de compe ências incluindo a pesquisa da li e a u a e a melho ia da sua edação
cien í ica.
52
Os mé odos es a ís icos (me a-análise) podem, ou não, se usados pa a analisa e suma iza os
esul ados incluídos na e isão sis emá ica.
Segundo G eenhalgh (1997), uma e isão sis emá ica é uma isão ge al de p imei os es udos que
usa am mé odos explíci os e ep odu í eis. As an agens da e isão sis emá ica, segundo G eenhalgh
(1997), são: i) Mé odos explíci os limi am o iés na iden i icação e ejeição de es udos; ii) As conclusões
são mais con iá eis e p ecisas po causa dos mé odos usados; iii) G andes quan idades de in o mação
podem se assimiladas apidamen e po p o issionais de saúde, pesquisado es e o mulado es de
polí icas; i ) Possí el edução do a aso en e as descobe as da pesquisa e implemen ação de es a égias
diagnós icas e e apêu icas e icazes; ) Possibilidade de compa a o malmen e os esul ados de
di e en es es udos pa a es abelece a gene alização das descobe as e a consis ência dos esul ados; i)
Possibilidade de iden i ica azões pa a a inconsis ência nos esul ados en e os es udos e ge a no as
hipó eses ge adas sob e subg upos especí icos; e ii) As e isões sis emá icas quan i a i as (me a-
análises) aumen am a p ecisão do esul ado ge al.
A e isão sis emá ica de li e a u a é, segundo Fu lan e al. (2001), um ipo de e isão de li e a u a que
esponde a uma ques ão especi ica de in es igação e u iliza mé odos sis emá icos, explíci os e p é-
de inidos pa a iden i ica , seleciona e a alia c i icamen e pesquisas ele an es.
Segundo Wallace e W ay (2016), a lei u a c í ica é um p ocesso dinâmico e a e isão c í ica da li e a u a
de e o e ece uma análise c í ica cons u i a com a gumen os cla os sob e o que a li e a u a publicada
menciona sob e aquilo que é conhecido e desconhecido sob e a pe gun a de in es igação. O p ocesso
me odológico de e isão sis emá ica de li e a u a oi u ilizado de o ma es u u ada com o obje i o de
ecolhe o núme o máximo de a igos, álidos e ele an es, al como ecomendado po Lau sen e S ej ig
(2016). A e isão sis emá ica da li e a u a di idiu-se em ês e apas (F ede ico, 2021; T an ield e al.,
2003):
• Planeamen o da e isão de li e a u a – en ol e o desen ol imen o de um p o ocolo de e isão,
a de inição das pala as-cha e, bases de dados e pe íodos de pesquisa;
• Condução da e isão de li e a u a – ealização da pesquisa e iagem dos esul ados, aplicação
dos c i é ios de inclusão e exclusão e sín ese dos dados;
• Rela o da e isão de li e a u a – os esul ados são ap esen ados es u u almen e com base na
análise da amos a dos a igos ele an es.
O planeamen o da e isão de li e a u a e a condução da e isão de li e a u a encon am-se em seguida,
uma ez que o am conside ados como pe encen es ao p ocesso me odológico. O ela o da e isão de
li e a u a encon a-se no subcapí ulo 5.2 – Análise com base em publicações cien í icas.
53
3.3.1 Planeamen o da e isão de li e a u a
Segundo o Cen e o Re iews and Dissemina ion (2009), o p o ocolo de e isão de ine os mé odos a
se em u ilizados na e isão. Ainda, segundo os mesmos au o es, de em se ende eçadas decisões
ace ca da(s) ques ão(ões) de e isão, c i é ios de inclusão, es a égia de pesquisa, seleção de es udos,
qualidade dos dados, o ma de ex ação de dados, sín ese de dados e planos pa a disseminação.
No caso em es udo oi es abelecido o seguin e p o ocolo:
• Pala as-cha e
Após uma e lexão o am selecionadas as pala as-cha e a u iliza na pesquisa e que es ão conec adas
com a pe gun a de in es igação. A p ocu a pelos a igos pa a análise di idiu-se em duas g andes
pesquisas consoan e a me odologia a es uda . Pa a cada uma das me odologias oi de inido um conjun o
de pala as-cha e que se ão combinadas e u ilizadas pa a pesquisa dos a igos nas bases de dados.
Pa a a me odologia PM², oi de inido o seguin e conjun o de pala as-cha e: i) P ojec Managemen ; e ii)
PM². Pa a a me odologia PRiSM, as pala as-cha e selecionadas o am: i) GPM; ii) G een P ojec
Managemen ; iii) P ojec Managemen ; i ) PRiSM; e ) P5. Uma ez que a me odologia PRiSM se baseia
na no ma P5 op ou-se pela sua inclusão nos e mos da pesquisa com o obje i o de a ingi o maio
núme o de esul ados. Os locais escolhidos pa a pesquisa das pala as-cha e o am no í ulo, esumo e
pala as-cha e das publicações.
• Tipos de Fon es
Rela i amen e às on es, es as podem se : i) li e a u a secundá ia; e li e a u a p imá ia (Saunde s e al.,
2019). No p esen e documen o, e po se a a de uma pesquisa p elimina sob e as opiniões de au o es
sob e as duas me odologias em análise, o am u ilizadas maio i a iamen e on es secundá ias.
• Bases de dados
Tendo em con a os ipos de on es selecionados pa a es e es udo, as bases de dados selecionadas pa a
e e ua a pesquisa o am: SCOPUS; WoS; e B-on.
• Ca a e ís icas dos documen os
Em elação ao ipo de publicações o am conside adas odas as encon ados, uma ez que se p e endia
ob e um maio núme o de publicações dado se em me odologias ela i amen e ecen es que po
consequência le am à ca ência de abalhos cien í icos que usem es as duas me odologias.
54
• Anos de pesquisa
O pe íodo de pesquisa de a igos conside ado oi en e 2013 e 2022. O ano de 2013 oi selecionado
como início do pe íodo uma ez que es e ep esen a o ano do lançamen o do
The GPM® Re e ence
Guide o Sus ainabili y in P ojec Managemen
que engloba a me odologia PRiSM e lançamen o do
P5
S anda d o Sus ainabili y in P ojec Managemen
(Ca boni e al., 2018; GPM, 2019c). A edição abe a
do Guia PM² apenas oi lançada em 2016, como já oi mencionado an e io men e (Eu opean Union,
2018).
• Língua da pesquisa
Na pesquisa aqui ap esen ada o am selecionados apenas os documen os publicados que se encon am
em língua inglesa, po uguesa e/ou espanhola.
•
S ings
de pesquisa
Os locais escolhidos pa a pesquisa das pala as-cha e o am no í ulo, esumo e pala as-cha e das
publicações. Rela i amen e às
s ings
de pesquisa, pa a a me odologia PM² o am u ilizadas as con an es
na Tabela 3 e pa a a me odologia PRiSM o am u ilizadas as con an es na Tabela 4, p esen es na secção
3.3.2 – Condução da e isão de li e a u a.
O p o ocolo u ilizado na pesquisa encon a-se sin e izado na Figu a 29.
Figu a 29 - P o ocolo de pesquisa das me odologias PM² e PRiSM

55
3.3.2 Condução da e isão de li e a u a
Nes a e apa, inicialmen e, oi ealizada uma pesquisa ampla que le ou à cons i uição de uma 1ª amos a
de a igos. Pos o is o, p ocedeu-se a uma pesquisa e inada, onde o am in oduzidos os limi es de
empo, conside ando a igos apenas en e os anos de 2013 e 2022, como imos an e io men e, e ou os
aspe os que o am conside ados impo an es ac escen a , cons i uído a 2ª amos a. Po úl imo, ealizou-
se uma il ação inal onde o am aplicados alguns c i é ios de inclusão e exclusão. O c i é io de inclusão
aplicado de inia que as publicações i essem como assun o p incipal as pala as-cha e acima desc i as.
Os c i é ios de exclusão aplicados o am:
• Remoção das publicações que não se encon a am em inglês, po uguês ou espanhol;
• Eliminação das publicações que se encon a am em duplicado;
• Remoção das publicações cujos ex os não o am encon ados na in eg a;
• Exclusão das publicações o a do âmbi o e que não e le iam o obje i o p incipal des a pesquisa
a a és da lei u a do í ulo e esumo.
As
s ings
de pesquisa u ilizadas nas á ias bases de dados e e idas no planeamen o encon am-se na
Tabela 3 ace ca da me odologia PM² e Tabela 4 no que diz espei o à me odologia PRiSM.
Tabela 3 - S ings de pesquisa na base de dados SCOPUS, WoS e B-on sob e a me odologia PM²
PM² -
S ings
de pesquisa
Pesquisa Ampla
Pesquisa Re inada
SCOPUS
TITLE-ABS-KEY-AUTH ("P ojec
Managemen " AND pm2*)
TITLE-ABS-KEY-AUTH ("P ojec Managemen " AND pm2*
AND NOT pm2.5) AND PUBYEAR > 2013
Web o
Science
(AB=("p ojec managemen ") AND
AB=(PM2*)) OR (TI=("p ojec
managemen ") AND TI=(PM2*)) OR
(AK=("p ojec managemen ") AND
AK=(PM2*)) OR (KP=("p ojec
managemen ") AND KP=(PM2*))
(((AB=("p ojec managemen ")) AND AB=(PM2*)) NOT
AB=(PM2.5)) OR (((TI=("p ojec managemen ")) AND
TI=(PM2*)) NOT TI=(PM2.5)) OR (((AK=("p ojec
managemen ")) AND AK=(PM2*)) NOT AK=(PM2.5)) OR
(((KP=("p ojec managemen ")) AND KP=(PM2*)) NOT
KP=(PM2.5)) AND (PY=(2013-2022))
B-on
AB Resumo("p ojec managemen "
AND PM2*) OR TI Tí ulo("p ojec
managemen " AND PM2*) OR SU
Te mos do Assun o("p ojec
managemen " AND PM2*)
AB Resumo("p ojec managemen " AND PM2* NOT
PM2.5) OR TI Tí ulo("p ojec managemen " AND PM2*
NOT PM2.5) OR SU Te mos do Assun o ("p ojec
managemen " AND PM2* NOT PM2.5)
Re ined by: PUBLICATION YEARS: (2013-2022)
56
Tabela 4 - S ings de pesquisa na base de dados SCOPUS, WoS e B-on sob e a me odologia PRiSM
PRiSM -
S ings
de pesquisa
Pesquisa Ampla
Pesquisa Re inada
SCOPUS
TITLE-ABS-KEY-AUTH (gpm OR "G een
P ojec Managemen " AND "P ojec
Managemen ")
TITLE-ABS-KEY-AUTH (((gpm OR "G een P ojec
Managemen ") OR "P ojec
Managemen ") AND (p5 OR "PRISM
METHODOLOGY")) AND PUBYEAR > 2013
Web o Science
(AB=("G een P ojec Managemen ") OR
AB=(gpm) AND AB=("P ojec
Managemen ")) OR (TI=("G een P ojec
Managemen " ) OR TI=(gpm) AND
TI=("P ojec Managemen ")) OR
(AK=("G een P ojec Managemen " ) OR
AK=(gpm) AND AK=("P ojec
Managemen "))
((AB=("G een P ojec Managemen " ) OR AB=(gpm) OR
AB=("P ojec Managemen ")) AND (AB=(P5) OR
AB=("PRISM METHODOLOGY"))) OR ((TI=("G een
P ojec Managemen " ) OR TI=(gpm) OR TI=("P ojec
Managemen ")) AND (TI=(P5) OR TI=("PRISM
METHODOLOGY"))) OR ((AK=("G een P ojec
Managemen " ) OR AK=(gpm) OR AK=("P ojec
Managemen ")) AND (AK=(P5) OR AK=("PRISM
METHODOLOGY"))) OR ((KP=("G een P ojec
Managemen " ) OR KP=(gpm) OR KP=("P ojec
Managemen ")) AND (KP=(P5) OR KP=("PRISM
METHODOLOGY"))) AND (PY=(2013-2022))
B-on
AB Resumo (((gpm OR "G een P ojec
Managemen ") OR "P ojec Managemen ")
AND (p5 OR "PRISM METHODOLOGY")) OR
SU Te mos do Assun o (((gpm OR "G een
P ojec Managemen ") OR "P ojec
Managemen ") AND (p5 OR "PRISM
METHODOLOGY"))
AB Resumo
(((gpm OR "G een P ojec Managemen ")
OR "P ojec Managemen ") AND (p5 OR "PRISM
METHODOLOGY")) OR SU Te mos do Assun o
(((gpm
OR "G een P ojec Managemen ") OR "P ojec
Managemen ") AND (p5 OR "PRISM METHODOLOGY"))
Re ined by: PUBLICATION YEARS: (2013-2022)
A seleção das publicações pa a a e isão da li e a u a oi ep esen ada, pa a maio cla i icação, a a és
de um unil que é ap esen ado na Figu a 30 no caso da pesquisa sob e a me odologia PM² e na Figu a
31 sob e a me odologia PRiSM.
Figu a 30 - P ocesso de e isão de li e a u a ep esen ado a a és de um unil de pesquisa - PM²
57
Em elação à pesquisa PM², como emos no unil da Figu a 30, oi ealizada uma pesquisa ampla, de
onde o am ob idas 31 publicações a a és da SCOPUS, 4 da
Web o Science
e 14 da B-on, o alizando
49 publicações na 1ª amos a. Seguidamen e, ealizou-se uma pesquisa e inada, onde o am
alcançadas 11 publicações a a és da SCOPUS, 4 da
Web o Science
e 11 da B-on, comple ando um
o al de 26 publicações na 2ª amos a. Po im, oi ealizada uma il ação inal, esul ando num o al de
8 publicações na amos a inal a u iliza na e isão da li e a u a. Todos es es passos encon am-se
especi icados na Figu a 30.
Figu a 31 - P ocesso de e isão de li e a u a ep esen ado a a és de um unil de pesquisa - PRiSM
O p ocesso de pesquisa PRiSM encon a-se ep esen ado no unil da Figu a 31, onde oi execu ada uma
pesquisa ampla, de onde o am ob idas 71 publicações a a és da SCOPUS, 22 da
Web o Science
e 38
da B-on, o alizando 131 publicações na 1ª amos a. Pos e io men e, ealizou-se uma pesquisa e inada,
onde o am conseguidas 11 publicações a a és da SCOPUS, 10 da
Web o Science
e 29 da B-on,
comple ando um o al de 50 publicações pa a a 2ª amos a. Finalmen e oi ealizada uma il ação inal,
esul ando num o al de 12 publicações na 3ª amos a, amos a inal a u iliza na e isão da li e a u a.
Todo o p ocesso encon a-se especi icado na Figu a 31.
Após as duas pesquisas ealizadas e a iagem dos esul ados, ob e e-se 20 publicações ele an es pa a
o p oje o, 8 e e en es à me odologia PM² e 12 ela i as ao PRiSM, que se encon am na Tabela 5. Nes a
abela encon a-se ano ado qual o au o , o í ulo e a base de dados onde o documen o se encon a.
58
Tabela 5 - A igos selecionados das me odologias PM² e PRiSM ex aídos das bases de dados
Au o es
Tí ulo do documen o
Base de
Dados
S
W
B
PM²
(Takagi & Va ajão,
2019)
In eg a ion o success managemen in o p ojec
managemen guides and me hodologies - Posi ion pape
✓
✓
✓
(Pan ou akis, 2017)
How can IPMA con ibu e o new PM2 EU commission
s anda d?
✓
✓
✓
(Moya-Colo ado e
al., 2021)
The ole o dono agencies in p omo ing s anda dized
p ojec managemen in he spanish de elopmen non-
go e nmen o ganiza ions
✓
✓
✓
(Ribei o-Lopes e
al., 2022)
Applica ion o he PM² Me hodology in he P ojec
Managemen o he Po uguese P ojec Managemen
Obse a o y C ea ion - Ini ia ing Phase
✓
✓
(Takagi & Va ajão,
2020)
Success managemen in in o ma ion sys ems p ojec s -
Wo k-in-p og ess | [Ges ão do Sucesso em P oje os de
Sis emas de In o mação - abalho em p og esso]
✓
✓
(Takagi e al., 2019)
In eg a ing success managemen in o EU PM²
✓
✓
(Fiddicke e al.,
2021)
A Phased App oach o p epa a ion and o ganiza ion o
human biomoni o ing s udies
✓
✓
✓
(Ka unina &
Fomina, 2021)
In sea ch o excellence in social en ep eneu ship p ojec
managemen : expe ience and s anda ds o he Eu opean
Union
✓
PRiSM
(Pi e ska,
Kolesniko , e al.,
2018)
De elopmen o he Ma ko ian model o he li e cycle o a
p ojec 's bene i s
✓
✓
(Tu an & Johan,
2016)
Assessing sus ainabili y amewo k o au omo i e ela ed
indus y in he malaysiacon ex based on GPM P5 s anda d
✓
✓
(Pi e ska, Rudenko,
e al., 2018)
De elopmen o he me hod o o ma ion o he
a chi ec u e o he inno a ion p og am in he sys em
"Uni e s -S a e-Business"
✓
(Johan & Tu an,
2016a)
Indus ial aining app oach using GPM P5 S anda d o
Sus ainabili y in P ojec Managemen : A amewo k o
sus ainabili y compe encies in he 21s cen u y
✓
✓
(Tu an e al., 2016)
De elopmen o Sys ema ic Sus ainabili y Assessmen
(SSA) o he Malaysian Indus y
✓
✓
(Johan & Tu an,
2016b)
The de elopmen o Sus ainabili y G adua e Communi y
(SGC) as a lea ning pa hway o sus ainabili y educa ion - A
amewo k o enginee ing p og ammes in Malaysia
Technical Uni e si ies Ne wo k (MTUN)
✓
✓
(Wan Lanang e al.,
2017)
Sys ema ic Assessmen Th ough Ma hema ical Model o
Sus ainabili y Repo ing in Malaysia Con ex
✓
✓
(T zeciak, 2021)
Sus ainable isk managemen in i en e p ises
✓
✓
✓
(Lanang e al.,
2018)
Inco po a ing a i udinal pa ame e in assessing
sus ainabili y o Malaysia manu ac u ing indus y
✓
✓
(Ve ba & I ano ,
2015)
Sus ainable De elopmen and P ojec Managemen :
Objec i es and In eg a ion Resul s
✓
✓
(Salcedo Díaz e al.,
2016)
Co po a i e social esponsibili y: model o p ocess
de elopmen o p oduc s wi h base on PRiSM and he p5
s a egy
✓
✓
65
4. A PRESENÇA DO TERMO “SUSTENTABILIDADE”
Nes e capí ulo encon a-se uma análise e discussão da p esença da sus en abilidade em alguns guias
de GP e da p esença da sus en abilidade na GP em publicações cien í icas ob idas a a és da base de
dados SCOPUS. Com es e capí ulo p e ende-se esponde à pe gun a de in es igação:
Qual o ní el de
p esença da sus en abilidade em alguns guias de GP a uais? E em publicações cien í icas p esen es nas
bases de dados?
, ap esen ada na secção 1.3 – Obje i os da in es igação.
4.1 Sus en abilidade em guias de ges ão de p oje os
Depois de e i ado o núme o de ezes em que as pala as associadas à sus en abilidade, mencionadas
no p ocesso me odológico, secção 3.1 –Sus en abilidade em guias de ges ão de p oje os, apa eciam
nos guias de inidos na mesma secção, oi elabo ado o g á ico p esen e na Figu a 33. Como se pode
e i ica a a és do g á ico ob i e am-se 276 menções do manual que engloba a me odologia PRiSM, 96
do ICB4, 10 do PMBOK, 8 do PRINCE2 e 1 do PM².
Figu a 33 - Nº de ezes que apa ece a pala a sus en abilidade nos á ios guias de GP
A a és da análise do g á ico p esen e na Figu a 33 e i ica-se que o
s anda d
que mais menciona a
sus en abilidade é o do GPM (que engloba a me odologia PRiSM), o que já se ia expec á el, uma ez que
a GP “ e de” é o cen o da sua isão e iloso ia. O PM² oi, en e os
s anda ds
analisados, o que menciona
menos ezes a sus en abilidade, apenas com uma pala a.

66
Com es a análise, pode-se conco da que as me odologias p edi i as não incluem com sucesso os
p incípios básicos da sus en abilidade, a i mações de Sil ius (2017), B ones e al. (2014), Sil ius e
Schippe (2014) e Eske od e Huemann (2013), uma ez que apenas o ICB4 da IPMA az e e ência à
sus en abilidade com alguma ele ância. No PMBOK, no PRINCE2 e no PM² es a e e ência é
insigni ican e.
4.2 Sus en abilidade na ges ão de p oje os em publicações cien í icas
De o ma pe cebe de que o ma a sus en abilidade na GP se encon a disseminada pelo mundo e com
o passa do empo, o am elabo ados os g á icos p esen es na Figu a 34 e Figu a 35, a a és da Tabela
14 e Tabela 15, p esen es no Apêndice C: Núme o de Publicações sob e a Sus en abilidade em Ges ão
de P oje os po País e no Apêndice D: Núme o de Publicações sob e a Sus en abilidade em Ges ão de
P oje os po Ano, espe i amen e. Es es g á icos ap esen am as publicações encon adas no p ocesso
me odológico, p esen e na secção 3.2 – Sus en abilidade na ges ão de p oje os em publicações
cien í icas, segundo os seus países de o igem e anos de publicação.
Figu a 34 - Núme o de publicações sob e sus en abilidade em GP pelo mundo
A a és da análise da Figu a 34, pode-se e i ica que a Amé ica do No e, Eu opa, Ásia e Aus ália
possuem mais publicações sob e a sus en abilidade me GP do que a Á ica e Amé ica do Sul. Os ês
países que con am com mais publicações sob e es a emá ica são os Es ados Unidos, a China e Reino
Unido. Em Po ugal, o núme o de publicações sob e es a emá ica pa ece se ela i amen e eduzido.
Em seguida, com o obje i o de analisa a endência ao longo dos anos, oi ep esen ada a dis ibuição
empo al dos documen os, o iginando o g á ico p esen e na Figu a 35.
67
Figu a 35 - Núme o de publicações sob e a sus en abilidade em GP po ano
Com a análise da Figu a 35 podemos ece algumas conside ações:
• No ano de 1986 oco e a junção dos dois emas, com apenas uma publicação sob e a emá ica;
• En e os anos de 1985 a 1994 o núme o de a igos publicados pode conside a -se insigni ican e;
• En e os anos de 1999 e 2004 dá-se um c escimen o ab up o do núme o de publicações;
• Os anos 2004 e 2005 são os que con am com mais publicações sob e a emá ica em análise;
• En e 2004 e 2009 e i ica-se uma endência dec escen e da emá ica;
• En e 2009 e 2021 obse a-se ma subida g adual, com algumas exceções pon uais.
De seguida, os dados sob e as á eas cien í icas ob idos ela i amen e às 6769 publicações o am
analisados com a inalidade de encon a quais se iam as á eas mais “a i as” em e mos de esc i a
cien í ica sob e o ema da sus en abilidade na GP. A a és desses dados, p esen es na Tabela 16 no
Apêndice E: Núme o de Publicações sob e a Sus en abilidade em Ges ão de P oje os po Á eas, oi
elabo ado um g á ico que se ap esen a na Figu a 36.
68
Figu a 36 - Núme o de publicações sob e a sus en abilidade em GP po á ea cien í ica
A a és da Figu a 36 conclui-se que as 3 á eas que con am com mais publicações sob e a emá ica da
sus en abilidade na GP são: i) engenha ia; ii) ciência ambien al; e iii) negócios, ges ão e con abilidade. E
as ês úl imas posições são: i) imunologia e mic obiologia; ii) medicina e e iná ia; e iii) neu ociência.
Pos e io men e, oi ei a uma análise no so wa e VOSVIEWER pa a aze a sepa ação po clus e s de
pala as, esul ando no g á ico p esen e na Figu a 37.
69
Figu a 37 - Cooco ência de e mos nas 6769 publicações
A Figu a 37 e ela que os dez ópicos mais mencionados são: GP; DS; indús ia da cons ução;
sus en abilidade; omada de decisão; impac o ambien al; e ei os económicos e sociais; planeamen o
es a égico; planeamen o; e sociedades e ins i uições. Po ou o lado, os dez ópicos menos mencionados
são: ges ão dos ecu sos híd icos; mudanças climá icas; ecologia; esolução de p oblemas; o mação de
colabo ado es; e iciência do cus o; ges ão de esíduos; ino ação; ma ke ing; e aspe os sociais.
70
5. RESULTADOS DA ANÁLISE DAS METODOLOGIAS PM² E PRISM
Nes e capí ulo ap esen a-se uma análise das me odologias PM² e PRiSM com base nos seus manuais,
em publicações cien í icas e em en e is as. A análise com base em publicações cien í icas di ide-se
ainda em análise das publicações, an agens e des an agens ans e sais das me odologias e
conside ações PM² e PRiSM. As conside ações PM² e PRiSM englobam a análise das an agens,
des an agens, desa ios e campos de aplicabilidade encon ados nas publicações cien í icas. Além disso,
nes e capí ulo encon am-se ap esen ados os esul ados ob idos com as duas en e is as e uma
discussão dos mesmos.
5.1 Análise com base nos seus manuais
Após a análise das me odologias PM² e PRiSM, p esen es na secção 2.3 (Me odologias de ges ão de
p oje os), oi ealizada uma compa ação en e elas, que se ap esen a nes a secção. Com es a secção
p e ende-se esponde à pe gun a de in es igação:
Quais as p incipais di e enças e semelhanças das
me odologias PM² e PRiSM?
, ap esen ada na secção 1.3 – Obje i os da in es igação.
Uma das g andes di e enças en e es as duas me odologias encon a-se no seu obje i o p incipal.
Enquan o a me odologia PRiSM em como obje i o o na o p ocesso de GP mais sus en á el, a
me odologia PM² p e ende a ende as necessidades das ins i uições e p oje os pe ences es à União
Eu opeia. No en an o, a PM² pode se u ilizada po qualque o ganização e as boas p á icas des a
me odologia podem se aplicadas a qualque p oje o ou a i idade. Es a me odologia - PM² - pe mi e uma
adap ação e pe sonalização de o ma a sa is aze e icazmen e as necessidades do p oje o.
De o ma a analisa as semelhanças e di e enças en e as de inições de “p oje o” e “GP” nas duas
me odologias ealizou-se uma pesquisa e ap esen a-se na Tabela 8 a sua sín ese.
Tabela 8 - De inições de p oje o e GP segundo a PM² ALLIANCE e GPM
PM² ALLIANCE
GPM
P oje o
"… uma es u u a o ganizacional empo á ia
mon ada pa a c ia um p odu o ou se iço
único (p odu o) den o de de e minadas
es ições, como empo, cus o e qualidade”
(PM2 ALLIANCE, 2018, p. 5)
Um in es imen o que eque um conjun o de
a i idades coo denadas execu adas em um
pe íodo de empo ini o pa a alcança um
esul ado único em apoio a um esul ado
desejado (Ca boni e al., 2018)
GP
“…a i idades de planeamen o, o ganização,
ga an ia, moni o ização e ges ão dos ecu sos
e abalho necessá ios pa a alcança as me as
e os obje i os especí icos do p oje o, de o ma
e icaz e e icien e” (PM2 ALLIANCE, 2018, p.
7)
Aplicação de conhecimen os, habilidades,
e amen as e écnicas pa a coo dena p oje os
de o ma e icaz e e icien e (Ca boni e al.,
2018)

71
A a és da análise da Tabela 8 e i ica-se que a de inição de p oje o ap esen ada no guia que engloba a
me odologia PRiSM e no guia da me odologia PM² apa en am se mui o semelhan es. Como pon os
comuns pode-se salien a o pe íodo de empo ini o, com início e im de inidos e p e ende c ia um
esul ado único, que não oi c iado an es. No en an o, enquan o a me odologia PRiSM de ine um p oje o
como um in es imen o, a me odologia PM² de ine-o como uma es u u a o ganizacional. Em elação à
de inição de GP e i ica-se que ambas êm o mesmo obje i o: coo dena p oje os e alcança as me as
de o ma e icaz e e icien e.
Fases do P oje o
Pa a acili a a compa ação do ciclo de ida das duas me odologias oi elabo ado um esumo do que
acon ece em cada uma das suas ases, p esen e na Figu a 38. Uma di e ença que se pode e idencia
es á elacionada com as ases do ciclo de ida do p oje o. Enquan o o ciclo de ida do p oje o PM² di ide-
se em qua o ases, o ciclo de ida do p oje o PRiSM di ide-se em cinco. Além disso, o nome de cada
uma das ases ambém cons i ui uma di e ença no ó ia. As ases do ciclo de ida do p oje o PM² são: i)
Fase Inicial; ii) Fase de Planeamen o; iii) Fase de Execução; e i ) Fase de Ence amen o (PM2 ALLIANCE,
2018). As ases do ciclo de ida do p oje o PRiSM são: i) Fase de P é-p oje o; ii) Fase de Descobe a; iii)
Fase de Design; i ) Fase de En ega; e ) Fase de Ence amen o (Ca boni e al., 2018). Em elação ao
nome das ases, a única ase com o nome comum é a Fase de Ence amen o.
Figu a 38 - Compa ação en e as ases da me odologia PM² e PRiSM
72
Com a análise da Figu a 38 pode-se e i ica que a me odologia PRiSM iden i ica e analisa os impac os
da sus en abilidade e con e e-os em opo unidades na Fase de Descobe a e apu a uma análise de
sus en abilidade na Fase de Design ou seja, exis e um g ande oco na ques ão da sus en abilidade
du an e a conceção do p oje o. O ciclo de ida da me odologia PM² não menciona di e amen e es e ema
em nenhuma das suas ases. Como imos an e io men e, a pala a sus en abilidade apenas é
mencionada uma ez em odo o guia, nos apêndices, na ges ão de p og amas PM² das ex ensões PM²,
na Fase de Ence amen o: “As Lições Ap endidas e as Recomendações Pós-P og ama são incluídas no
Rela ó io de Fim de P og ama, acili ando a sus en abilidade dos bene ícios ob idos, após a conclusão
do p og ama”(PM2 ALLIANCE, 2018, p. 104). Nes e caso, a sus en abilidade apa ece apenas associada
aos bene ícios u u os associados ao p oje o e não é mencionada du an e a ase de ealização do p oje o.
Po im, as ases de ence amen o são semelhan es en e as duas me odologias.
P incipais en egá eis
A Tabela 9 mos a os en egá eis de cada uma das me odologias.
Tabela 9 - En egá eis das me odologias PM² e PRiSM
Me odologia
En egá eis
PM²
Fase inicial
Pedido de Inicio
do P oje o;
Caso de
Negócio;
Te mo de
Abe u a;
Regis os do
P oje o
(c iação).
Fase de
Planeamen o
A a de A anque do
Planeamen o;
Manual do P oje o;
Ma iz das Pa es
In e essadas no
P oje o;
Plano de
Ex e nalização;
Plano de T abalho do
P oje o;
Plano de Acei ação dos
En egá eis;
Plano de T ansição;
Plano de
Implemen ação
Ope acional.
Fase de Execução
A a de A anque da
Execução;
O dens de
T abalho/A as das
Reuniões;
Rela ó io de
P og esso do P oje o;
Rela ó io de Es ado
do P oje o;
Rela ó io de A aliação
da Qualidade;
Pedidos de Al e ação;
No a de Acei ação
dos En egá eis.
Fase de
Ence amen o
O dem de
T abalho/A a da
Reunião de A aliação
Final do P oje o;
Rela ó io Final do
P oje o;
No a de Acei ação do
P oje o.
Moni o ização e con olo
Regis o de
Riscos;
Regis o de
Inciden es;
Regis o de
Decisões;
Regis o de Al e ações;
Plano de T abalho do
P oje o;
Documen o de
Requisi os;
Lis a de Ve i icação de
Saída de Fase;
Lis a de Ve i icação
da Qualidade;
Lis a de Ve i icação
da Acei ação de
En egá eis;
Lis a de Ve i icação
da T ansição;
Lis a de Ve i icação
da Implemen ação
Ope acional;
Lis a de Ve i icação
das Pa es
In e essadas.
73
Me odologia
En egá eis
PRiSM
Fase de P é-
p oje o
Caso de
Negócio.
Fase de Descobe a
Documen o de
Requisi os;
Análise de Impac o nos
e mos da P5;
Plano de Ges ão de
Sus en abilidade.
Fase de Design
Documen o de Design;
Plano da Qualidade;
C i é ios de Sucesso do P oje o.
Fase de
En ega
En egas
necessá ias
pa a alcança
os esul ados e
bene ícios
espe ados.
Fase de
Ence amen o
Rela ó io das Pa es
In e essadas;
Uni ed Na ions Global
Compac ;
Rela ó io Global;
Repo ing Ini ia i e;
Plano de Realização de
Bene ícios;
Lições Ap endidas.
Planos de Ges ão (con o me necessá io)
• Plano de Ges ão da Sus en abilidade;
• Plano da Realização de Bene ícios;
• Plano das Pa es In e essadas;
• Plano de Ges ão do Âmbi o ( ecu sos);
• Plano de Ges ão do C onog ama de
Cus os;
• Plano de Ges ão do Risco;
• Plano de Ges ão da Qualidade;
• Plano de Ges ão das Comunicações;
• Plano de Ges ão das Comp as.
A a és da análise da Tabela 9 pode-se e i ica que na me odologia PM² não exis e nenhum a e ac o
elacionado com a sus en abilidade e na me odologia PRiSM exis e a Análise de Impac o nos e mos da
P5 e o Plano de Ges ão de Sus en abilidade. Ambas as me odologias possuem como en egas o Caso
de Negócio e o Documen o de Requisi os. A maio ia dos es an es en egá eis são semelhan es, em
e mos de âmbi o, mas com nomes um pouco di e en es. Po es e mo i o, a u ilização em simul âneo
das duas me odologias numa mesma o ganização pode á se um obs áculo.
Assim, pode-se con i ma o que é e e ido na p óp ia me odologia sob e a A aliação de Impac o P5 e o
Plano de Ges ão de Sus en abilidade se em os p incipais di e enciado es em elação a ou as abo dagens
(Ca boni e al., 2018). A A aliação de Impac o P5 e o Plano de Ges ão de Sus en abilidade encon am-
se de inidos em seguida.
Análise de Impac o nos e mos da P5
Na Tabela 10 encon a-se a Análise de Impac o nos e mos da P5 que, segundo Ca boni e al. (2018),
esume algumas ações que pode ão se omadas pela equipa de um p oje o especí ico, pa a diminui os
impac os nega i os da sus en abilidade e aumen a os posi i os, e pode se is a como um egis o dos
iscos pa a a sus en abilidade. A escala pa a pon ua o impac o pode se classi icada como: 5 = Conco do
plenamen e; 4 = Conco do; 3 = Neu o; 2 = Disco do; e 1 = Disco do plenamen e. De aco do com os
mesmos au o es, es e documen o pe mi e que os memb os da equipa de p oje o e ou as pa es
in e essadas enham em conside ação o impac o do p oje o na sus en abilidade. A Análise de Impac o
nos e mos da P5 ambém pode se usada pa a analisa opções di e en es de implemen ação de um
p oje o (Ca boni e al., 2018). A no ma P5 o nece uma lis a de e i icação de ópicos a se em
74
conside ados, que se encon a na Figu a 20 - A On ologia P5, p esen e na secção 2.3.2 – PRiSM. A
ca ego ia das pessoas (impac os sociais) engloba as p á icas abalhis as e abalho decen e, a sociedade
e clien es, os di ei os humanos e o compo amen o é ico. A ca ego ia do plane a (impac os ambien ais)
ab ange o anspo e, ene gia, e a, a e água e consumo. Po im, a ca ego ia da p ospe idade (impac os
económicos) con ém a análise do plano de negócio, agilidade de negócios e es imulação económica.
Den o de cada uma des as subca ego ias ainda exis em á ios segmen os que con am com ações que
a equipa de p oje o de e segui (GPM, 2019a).
Tabela 10 - Análise de Impac o nos e mos da P5
Adap ado de Ca boni e al.
(2018)
e GPM
(2019a)
Classi icação P5
Desc ição
Possí el Impac o
Ação P opos a
Pon uação de
Impac o
Sub
ca ego ia
Elemen o
Á ea
An es
Depois
Impac os Sociais (Pessoas)
2.
Sociedade e
Clien e
c. Saúde e
Segu ança
do Clien e
P ocesso
Pa que in an il
ica pe o de
duas escolas
p imá ias
C ianças
acedem o local
de abalho e
podem-se
magoa
Fecha o local de
abalho com ce ca
de segu ança
1
4
Educa a
comunidade sob e
os pe igos do local
de abalho
1
4
Impac os Ambien ais (Plane a)
5.
T anspo e
a.
Logís ica
P ocesso
Mui as
emp esas
o necem os
p odu os e
se iços que
se ão
necessá ios
Fo necedo es
emo os ão
consumi mais
combus í el e
ge a ão mais
poluição
Da pon os bónus
no p ocesso de
seleção pa a
o necedo es locais
2
3
6. Ene gia
a.
Consumo
de Ene gia
P ocesso/
P odu o
Os cus os de
ene gia
excedem o
o çamen o
ap o ado
Os p oje os
p ecisam
eduzi o âmbi o
Usa e amen as e
ma e iais
ene ge icamen e
e icien es
2
4
6. Ene gia
d. Ene gia
Reno á el
P odu o
A iluminação
se á um g ande
cus o
ope acional
Ho á io de
uncionamen o
eduzido
Usa painéis sola es
como on e de
ene gia
2
5
Impac os Económicos (P ospe idade)
11.
Simulação
Económica
d.
Bene ícios
indi e os
P odu o
Nenhum ou o
WC nas
p oximidades do
no o pa que
Acesso limi ado
pode causa
andalismo
Pe mi i o uso po
aqueles que não
usam as ins alações
do pa que
2
4
81
Com a análise da Figu a 44 pode-se e i ica que me ade das publicações selecionadas an e io men e
sob e a me odologia PRiSM pe encem à Malásia, país do sudes e asiá ico, e que apenas 4 de 12
publicações o ais pe encem à Eu opa, sem con a com a Rússia, país eu o asiá ico. Con a iamen e à
me odologia PM², as publicações selecionadas não pe encem maio i a iamen e ao con inen e eu opeu.
O obje i o da GPM consis em em impulsiona negócios sus en á eis e a ingi os ODS de 2030 c iados
pela ONU, que se encon a p esen e em odo o mundo. Des a o ma, pode-se a i ma que é expec á el
que haja publicações dispe sas po odo o globo. Em compa ação com o g á ico an e io e i ica-se que
nes e caso os países encon am-se mais dispe sos no mapa e não concen ados apenas no con inen e
eu opeu.
5.2.2 Van agens e des an agens ans e sais das me odologias
Du an e a análise das publicações selecionadas, e i icou-se a exis ência de algumas an agens e
des an agens ans e sais das me odologias, às quais ambém se de e da impo ância.
Das oi o publicações e e en es à me odologia PM², expos os na Tabela 5 (secção 3.3.2), ês elacionam-
se com a ges ão de sucesso in eg ada em guias e me odologias de GP. Takagi e Va ajão (2019)
desen ol e am uma in eg ação da ges ão de sucesso em guias e me odologias de GP, Takagi e al.
(2019) ap esen am uma in eg ação das a i idades de ges ão do sucesso na me odologia PM² e Takagi
e Va ajão (2020) mos am a ges ão do sucesso em P oje os de Sis emas de In o mação.
Takagi e Va ajão (2019) e Takagi e al. (2019) e le em que a baixa ma u idade da GP é iden i icada
como um dos mo i os pa a o despe dício do alo mone á io do in es imen o nos p oje os. Os au o es
ambém ci am Tu ne e Xue (2018) pa a expo que is o ambém acon ece nos g andes p oje os, que,
po no ma, possuem maio in es imen o na ges ão, o çamen o e c onog ama e mesmo assim, mui as
ezes, não são cump idos. Como o ma de aumen a a ma u idade da ges ão e o sucesso nos p oje os,
Takagi e Va ajão (2019), Takagi e al. (2019) e Takagi e Va ajão (2020) ci am os au o es Chow e Cao
(2008); Tsai e al. (2014) e Jiang e al. (1996), que salien am a impo ância de comp eende a in luência
da cul u a o ganizacional, ado a as melho es p á icas de ges ão e conhece as compe ências das
equipas. Os au o es salien am ainda que as me odologias de GP são p oje adas com o obje i o de
de alha como essas in luências de em se ge idas a a és da desc ição de como um p oje o de e se
planeado, execu ado, moni o ado e con olado.
Takagi e Va ajão (2019), Takagi e al. (2019) e Takagi e Va ajão (2020) salien am que os no ma i os, os
guias e as me odologias a uais, como o PMBOK (2017), PRINCE2 (2017), PM² (2018), ISO 21500
(2012) e SCRUM (2017), não abo dam cla amen e a ges ão do sucesso em odas as ases do p oje o,

82
mesmo exis indo modelos e p ocessos com obje i o de apoia a ges ão do sucesso du an e um p oje o
na li e a u a. Segundo os mesmos au o es, as me odologias a uais de GP não ab angem a i idades
especí icas nem ap esen am p ocessos pa a ge i o sucesso ao longo do ciclo de ida p oje o. Takagi e
Va ajão (2020) apon am a inexis ência de uma de inição cla a ou o mas de a alia o sucesso que podem
le a a uma al e ação do oco da ges ão do p oje o, aquilo que em impo ância pa a os
s akeholde s
.
Du an e as suas in es igações, os au o es ci am Va ajão (2016) que suge e uma no a á ea de
conhecimen o da GP, a ges ão do sucesso e p opõe um p ocesso, e Va ajão (2018) que abo da a
iden i icação e a aliação do sucesso du an e odo o p oje o, englobando a de inição do luxo dos
p ocessos em di e en es momen os. Va ajão (2018) ap esen a um modelo com a i idades especí icas
pa a a ges ão do sucesso pa a as ases de planeamen o, execução, moni o ização, con olo e
ence amen o de um p oje o. De aco do com Takagi e Va ajão (2019), as ques ões elacionadas com o
sucesso necessi am de moni o ização e con olo de o ma con ínua. Des a o ma, o na-se impo an e
es abelece ações, ao longo do p oje o, pa a a e igua se udo oco e como planeado e implemen a
medidas co e i as ou p e en i as, quando necessá io. Os au o es Takagi e Va ajão (2019) ale am ainda
que a conceção de sucesso de cada p oje o pode di e i e po isso, a ges ão de sucesso de e se dinâmica
e adap á el a cada si uação. Pa a colma a a lacuna e e en e aos e e enciais de GP não con empla em
as a i idades e p ocessos da ges ão do sucesso, Takagi e Va ajão (2020) suge em uma inco po ação de
p ocessos pa a ge i o sucesso em p oje os de Sis emas de In o mação nos
s anda ds
de GP,
con ibuindo pa a o desen ol imen o da eo ia e da p á ica, an o da á ea de Sis emas de In o mação,
como da á ea da GP em ge al.
Ka unina e Fomina (2021) e e e uma an agem ge al à GP e e en e à u ilização de e amen as e
mé odos de GP em di e sos amos de a i idade que aumen am a p obabilidade de cump imen o das
me as, edução de p azos, aumen o da sa is ação dos pa icipan es do p oje o e maio o imização do
o çamen o.
Tu an e Johan (2016) ale am pa a um p oblema exis en e na engenha ia, elacionado com a a aliação
de sus en abilidade dos p oje os, onde exis e uma escassez de e amen as e es u u as pa a a sua
medição. Segundo os au o es, Tu an e Johan (2016), as e amen as e es u u as pa a medi a
sus en abilidade es ão ocadas apenas em aspe os ambien ais e de go e nança.
Ve ba e I ano (2015) ealça como aspe o posi i o das me odologias a uais de GP a inclusão de um ní el
signi ica i o nas elações com os
s akeholde s
.
83
As me odologias de GP exis en es são pouco desen ol idas no que diz espei o ao DS. No PMBOK (2013)
são incluídos á ios indicado es de sus en abilidade no p ocesso de iniciação e planeamen o. O PRINCE2
não engloba c i é ios pelos quais as decisões de ges ão são omadas (Ve ba & I ano , 2015).
Ve ba e I ano (2015) ap esen am uma abela onde iden i icam as p incipais con adições en e o
concei o de DS e a GP, algumas das quais são:
• Enquan o o DS em uma o ien ação pa a me as de longo p azo a GP oca-se no cu o p azo
(p azo do p oje o);
• As a e as do DS são ocadas no ciclo de ida do p odu o e as da GP nos esul ados e/ou
p odu os do p oje o;
• As p io idades do DS são as pessoas, o plane a e o luc o, enquan o as da GP são o âmbi o,
empo e o çamen o dos p oje os;
• As pa es in e essadas do DS são as ge ações p esen es e u u as e da GP podem se o
pa ocinado , clien e, o necedo es, en e ou os.
5.2.3 Conside ações PM²
No guia da me odologia PM² de GP, a me odologia é ap esen ada como uma ligação en e os modelos
PM² Ágil e a Ges ão de Po e ólio de P oje os PM², ap esen ando-se como simples e de ácil execução,
que p e ende o e ece bene ícios e soluções às o ganizações a a és de uma ges ão e icaz do abalho
em odo o ciclo de ida de um p oje o (PM2 ALLIANCE, 2018). Pa a conhece es a me odologia e pe cebe
qual a pe ceção das pessoas em elação a ela o am analisados as oi os p imei as publicações explíci as
na Tabela 5 (secção 3.3.2).
Van agens e des an agens da me odologia PM²
A PM² é ap esen ada como uma ansição sua e pa a os p o issionais que usam p á icas ad hoc de GP
pa a começa em a usa es a me odologia (Ribei o-Lopes e al., 2022). A me odologia PM², à semelhança
de ou as me odologias, sepa a o abalho de um p oje o em á ias ases que pe mi e uma melho
es u u a do p ocedimen o e uma alocação adequada de ecu sos (Fiddicke e al., 2021). Ao longo de
odas as publicações analisadas (Tabela 5 - secção 3.3.2) o am enume adas algumas an agens
e e en es à me odologia PM²:
• É um bom “li o de ecei as” de GP que pe mi e uma “boa con eção” de p oje os (Pan ou akis,
2017);
• Fo nece uma lis a de e amen as e écnicas ú eis pa a concebe os documen os (Ribei o-Lopes
e al., 2022);
84
• Inclui a ges ão de ansição (Pan ou akis, 2017);
• É ab angen e (Pan ou akis, 2017; Ribei o-Lopes e al., 2022);
• Foi desen ol ida com o obje i o de ge i qualque ipo de p oje o (Ribei o-Lopes e al., 2022);
• É uma me odologia com endência c escen e de aplicabilidade (Ribei o-Lopes e al., 2022);
• É ácil de implemen a , simples e po isso pode se u ilizada po ges o es de p oje o inician es
ou expe ien es e pelas suas equipas (Ka unina & Fomina, 2021; Pan ou akis, 2017; Ribei o-
Lopes e al., 2022);
• É ideal pa a ges o es de p oje o com pouca expe iência ou mesmo nenhuma, o ganizações sem
ges o es de p oje o p o issionais, emp esas que que em começa a usa a ges ão de p oje o mas
não sabem como ou não êm as e amen as pa a isso (Ribei o-Lopes e al., 2022);
• É uma me odologia de meno dimensão (Ribei o-Lopes e al., 2022);
• U iliza uma linguagem pad onizada sob e concei os de ges ão (Takagi e al., 2019; Takagi &
Va ajão, 2019);
• Inco po a as melho es p á icas de ou os co pos de conhecimen o usados em odo o mundo
num
amewo k
com um supo e me odológico, acilmen e aplicado a qualque ipo de p oje o
(Fiddicke e al., 2021; Ka unina & Fomina, 2021; Moya-Colo ado e al., 2021; Pan ou akis,
2017; Ribei o-Lopes e al., 2022; Takagi e al., 2019; Takagi & Va ajão, 2019);
• É cus omizá el, pe mi indo se adequa às necessidades de qualque p oje o (Ribei o-Lopes e
al., 2022);
• Facili a a comunicação da equipa do p oje o (Takagi e al., 2019; Takagi & Va ajão, 2019);
• Es á disponí el on-line no Se iço de Publicações da UE pa a download (Fiddicke e al., 2021;
Moya-Colo ado e al., 2021);
• Es á au o izada a sua eu ilização e ep odução – desde que mencionada a on e (Moya-Colo ado
e al., 2021);
• É de u ilização g a ui a (Fiddicke e al., 2021; Ribei o-Lopes e al., 2022; Takagi e al., 2019;
Takagi & Va ajão, 2019);
• Fo nece explicações su icien es pa a se adqui i uma isão comple a da abo dagem de GP
adicional, em con o midade com a ISO 21500 e o PRINCE2, com a ges ão do po ólio e o
concei o “ágil” (Pan ou akis, 2017);
• O e ece uma ce i icação, a a és da PM² Alliance, que le a a um econhecimen o global aos
p o issionais e que pe mi e às o ganizações demons a em os seus conhecimen os sob e es a
me odologia (Moya-Colo ado e al., 2021);
85
• Possui expe iências de á ios p oje os da Comissão Eu opeia (Fiddicke e al., 2021);
• Faz e e ência ao IPMA-ICB (que não p esc e e um ciclo de ida de p oje o especí ico) (Moya-
Colo ado e al., 2021; Pan ou akis, 2017);
• Concebe uma mudança do p oje o adicional pu o – onde a esponsabilidade de odos os
aspe os do p oje o, após o início do p oje o, pe ence ao ges o de p oje o, pa a uma isão
holís ica – onde a esponsabilidade dos aspe os do p oje o cabe ao ges o de p oje o e a dos
aspe os elacionados com o negócio cabe ao ges o de negócios (Pan ou akis, 2017).
A me odologia PM² possui uma abo dagem de p ocessos que simpli ica mui o o sis ema de p ocessos.
Além disso, es a me odologia ambém cons ói uma lógica única do ciclo de ida do p oje o, possuindo
um conjun o mínimo de documen os e soluções necessá ias pa a as ansições de ase. Como an agem
ainda se pode apon a o ac o de a me odologia en a iza uma dis inção en e en egas e e ei os do
p oje o, uma ez que em uma á ea especial de ges ão da implemen ação – as ansições de ase
(Ka unina & Fomina, 2021).
Segundo Pan ou akis (2017), quando se alcança uma disposição é ica que liga obje i os e habilidades,
com ca á e e i ude mo al, o na-se mais simples a ende às necessidades dos di e sos públicos com
base em obje i os e alo es. Es a me odologia desc e e pon os o es/ i udes indi iduais, como, po
exemplo, a hones idade, co agem e hon a, que se encon am ligadas às di e sas compe ências
compo amen ais, o que, ambém, cons i ui uma an agem des a me odologia. No en an o, a desc ição
de compe ências e i udes é limi ada e agmen ada. As compe ências são ap esen adas de uma o ma
eó ica, apenas como a i udes ge ais dos p o issionais de GP, e não são exibidas in o mações cla as e
especi icas sob e como essas compe ências podem se usadas na ges ão eal de um p oje o, não é
ap esen ado nenhum c i é io de medição pa a a sua a aliação. De o ma a esol e es e p oblema o
au o in es iga a aplicabilidade do IPMA-ICB ao ciclo de ida do p oje o PM², uma ez que o IPMA-ICB
o nece um modelo de e e ência adequado e concebido pa a a a aliação da compe ência de ges o es
de p oje os, p og amas e po ólios indi iduais (Pan ou akis, 2017).
A PM² p opo ciona uma melho coo denação e pa ilha de in o mações de ido a es a o e ece
empla es
dos a e ac os p on os a se em usados e uma es u u a e o ien ação aos ges o es de p oje o e memb os
das equipas nas di e en es ases (Moya-Colo ado e al., 2021).
Moya-Colo ado e al. (2021) ci am Mu ii hi e C aw o d (2003) pa a e idencia que a me odologia PM²
con a com um modelo de go e nança que o nece uma es u u a adap á el que pe mi e auxilia na ges ão
das edes de
s akeholde s
complexas, que são ca ac e ís icas des es p oje os. Moya-Colo ado e al.
(2021) ci am ainda Ika e Hodgson (2014) pa a mos a que como a me odologia PM² é lexí el, ela acaba
86
po es imula a adap ação das necessidades especí icas das o ganizações e dos p oje os que a uam em
se o es e con ex os mais complexos como é o caso do
In e na ional De elopmen Coope a ion
(IDC).
Como alado na secção 3.4.2 – Van agens e des an agens da en e is a, os guias e as me odologias
a uais não abo dam cla amen e a ges ão do sucesso em odas as ases do p oje o. No caso da
me odologia PM², Takagi e Va ajão (2019), Takagi e al. (2019) e Takagi e Va ajão (2020) e idenciam
que exis em a i idades especí icas pa a iden i ica a o es e c i é ios de sucesso nas ases de iniciação e
planeamen o. A me odologia PM² iden i ica os a o es de sucesso na ase de iniciação, com o Pedido de
Início do P oje o e o Caso de Negócio e de ine os c i é ios pa a a aliação do sucesso do p oje o na ase
de planeamen o, que são incluídos no Manual do P oje o. Po ém após es a iden i icação e de inição, a
PM² não o nece a i idades de ges ão sob e esses a e ac os, não exis e uma moni o ização e con olo
ao longo do p oje o. Tudo is o pode le a a que a o ganização in is a em ecu sos que não con ibuem
pa a o seu sucesso. Ou o aspe o elaciona-se com o ac o de os c i é ios e a o es do sucesso pode em
se al e ados, eliminados ou su gi a necessidade de c ia no os, depois da iden i icação inicial (após as
ases de iniciação e planeamen o). A ges ão de mudança do p oje o exis en e na PM² pode não se
su icien e pa a ge i e con ola a e olução da pe ceção do sucesso, uma ez que não abo da es e ema
de o ma di e a (Takagi e al., 2019; Takagi & Va ajão, 2019, 2020). Como solução pa a o p oblema
encon ado, Takagi e Va ajão (2019) p opõe um p ocesso de ges ão de sucesso in eg ado na me odologia
PM², con o me ap esen ado na Figu a 45.
Figu a 45 - In eg ação do p ocesso de ges ão de sucesso na me odologia PM²
(Takagi & Va ajão, 2019, p. 370)
Es e modelo in eg a i o em como obje i o o aumen o da obus ez da ges ão de sucesso e in eg a a
ges ão de c i é ios e a o es de sucesso nas ases de planeamen o, execução, ence amen o,

87
moni o ização e con olo. Pa a in eg a a ges ão de sucesso com o PM², Takagi e Va ajão (2019)
adequa am o p ocesso de ges ão de sucesso pa a melho se adap a à me odologia PM². O p ocesso de
ges ão do sucesso oi in eg ado na PM² a a és de a i idades que p ocu am complemen a e di eciona
a ges ão e e i a do sucesso, en ol endo planeamen o, execução, ence amen o, moni o ização e
con olo. Ribei o-Lopes e al. (2022) ci am Takagi e Va ajão (2019) pa a mos a a des an agem da
me odologia PM² elacionada com o ac o de não possui a i idades de moni o ização e con olo dos
a o es e c i é ios de sucesso, mesmo endo a i idades especí icas pa a os iden i ica .
Du an e um es udo sob e o papel das agências doado as na p omoção da ges ão pad onizada de p oje os
nas o ganizações não go e namen ais de desen ol imen o espanholas, exis iu uma dispa idade en e os
documen os analisados e os elemen os da PM², que não possuíam uma co espondência di e a, o que
cons i uiu uma limi ação (Moya-Colo ado e al., 2021).
A ca ência de abalhos cien í icos sob e o uso da PM² é ap esen ada an o como an agem, bem como
des an agem des a me odologia, uma ez que, po um lado ap esen a uma opo unidade de
ap endizagem pa a a aplica no p oje o em ques ão e po ou o lado co esponde a um desa io, uma ez
que é uma me odologia ela i amen e desconhecida em compa ação com ou as exis en es e exis em
poucas in o mações cien í icas sob e es a (Ribei o-Lopes e al., 2022).
No es udo de Ka unina e Fomina (2021) e i icou-se que a me odologia não oi implemen ada na
o alidade em nenhum dos p oje os em es udo, exis indo uma meno ele ância de alguns g upos de
p ocessos e p ocu a po ou os de ido às especi icidades da á ea emá ica. Segundo os au o es, inse i
odos os documen os da me odologia e e en es aos p oje os i ia complica a ges ão dos mesmos, uma
ez que es es exigiam apenas ce os mé odos de GP.
No es udo de Ribei o-Lopes e al. (2022), apesa dos a e ac os de e em o ien ações, a sua explicação
oi ap esen ada como não mui o cla a nem acessí el em e mos de comp eensão. Pa a melho a a
comp eensão da u ilização do guia, o a igo ap esen a como solução se adicionado um exemplo de
p oje o que englobe odos os documen os p eenchidos. Ou a des an agem elacionada com es a
me odologia elaciona-se com alguns documen os que são conside ados pelos au o es exaus i os e com
poucos bene ícios. Um exemplo dado pelos au o es oi a epe ição de algumas in o mações no Pedido
de Início do P oje o e o Caso de Negócio. Ou o exemplo diz espei o a alguns campos nos documen os
que acaba am po não se necessá ios no p oje o em es udo e po isso i e am de adap ados consoan es
as necessidades, o que cons i uiu, ambém, uma di iculdade ap esen ada pela equipa. Po im, ou a
di iculdade oi a necessidade da u ilização de a e ac os da me odologia das ases de planeamen o e
88
execução na ase de iniciação, de ido ao con ex o especí ico do p oje o em es udo (Ribei o-Lopes e al.,
2022).
Na Figu a 46 encon a-se ep esen ado um quad o esumo dos p ós e con as, e i ados da análise
mencionada p e iamen e, e e en es à me odologia PM².
Figu a 46 - Van agens e des an agens da me odologia PM² segundo os au o es
Na Tabela 12 encon am-se ep esen adas algumas das ca ac e ís icas e e en es à me odologia PM²
mencionadas an e io men e segundo os á ios au o es.
Tabela 12 - Ca ac e ís icas da me odologia PM² segundo os au o es
Au o e Ano
Ca ac e ís ica
A
2017
B
2019
C
2019
D
2020
E
2021
F
2021
G
2021
H
2022
Bom “li o de ecei as”
✓
Inclui a ges ão de ansição
✓
✓
Ab angen e
✓
✓
Simples e ácil de implemen a
✓
✓
✓
Linguagem pad onizada
✓
✓
Melho es p á icas de ou os co pos de
conhecimen o
✓
✓
✓
✓
✓
✓
✓
Pe sonalizá el
✓
Disponí el on-line
✓
✓
G a ui a
✓
✓
✓
✓
Mudança do p oje o adicional pa a uma isão
holís ica
✓
PM² Alliance dispõem de ce i icação
✓
Segue uma abo dagem de p ocessos
✓
Desc e e pon os o es/ i udes indi iduais
✓
✓
Desc ição de compe ências e i udes é
limi ada e agmen ada
✓
O e ece
empla es
dos a e ac os
✓
89
Au o e Ano
Ca ac e ís ica
A
2017
B
2019
C
2019
D
2020
E
2021
F
2021
G
2021
H
2022
A e ac os com explicações pouco cla as
✓
Meno dimensão
✓
Inclui a i idades especí icas pa a iden i ica
a o es e c i é ios de sucesso nas ases de
iniciação e planeamen o
✓
✓
✓
Não abo da cla amen e a ges ão do sucesso
em odas as ases do p oje o
✓
✓
✓
Ca ência de abalhos cien í icos sob e o seu
uso
✓
Legenda:
A – Pan ou akis (2017); B – Takagi e Va ajão (2019); C – Takagi e al. (2019); D – Takagi e Va ajão (2020); E – Moya-Colo ado e al.
(2021); F – Fiddicke e al. (2021); G – Ka unina e Fomina (2021); H – Ribei o-Lopes e al. (2022).
A a és da Tabela 12 e i ica-se que as ca ac e ís icas mais mencionadas sob e a me odologia PM²,
pelos au o es, elacionam-se com o ac o de a me odologia inclui as melho es p á icas de ou os co pos
de conhecimen o e se g a ui a.
Desa ios da me odologia PM² e linhas de in es igação suge idas
No caso do a igo sob e a aplicação da me odologia PM² na GP da c iação do OPGP, a ap o ação do
o çamen o é pa cial, uma ez que a equipa cen al e oda a es u u a de go e nança do p oje o são
olun á ias e o seu o çamen o só engloba pequenos alo es ela i os à c iação do si e do OPGP. Como
es a me odologia em como ca ac e ís ica o ac o de ge i qualque ipo de p oje o, pe mi iu a ealização
de ajus es (Ribei o-Lopes e al., 2022).
Ou o desa io des a me odologia elaciona-se com ca ência de abalhos cien í icos sob e o uso da PM²,
uma ez que é uma me odologia ela i amen e ecen e e desconhecida em compa ação com ou as
me odologias exis en es e com poucas in o mações cien í icas sob e ela (Ribei o-Lopes e al., 2022).
Ou o desa io ap esen ado elaciona-se com a ges ão de sucesso. Apesa da me odologia PM² iden i ica
os a o es de sucesso na ase de iniciação e de planeamen o, a mesma não o nece uma moni o ização
e con olo ao longo do p oje o. Além disso, a me odologia não p e ê que os c i é ios e a o es do sucesso
possam se al e ados depois das ases de iniciação e planeamen o (Takagi e al., 2019; Takagi & Va ajão,
2019, 2020). A al a de moni o ização e con olo ao longo do p oje o em elação aos c i é ios de sucesso
pode se conside ado um desa io. No en an o, o a igo de Takagi e Va ajão (2019) con ém um p ocesso
de ges ão de sucesso in eg ado na me odologia PM².
Ou o desa io encon ado elaciona-se com a al a de cla eza na explicação dos a e ac os, que pode se
esol ido a a és da adição de um exemplo de p oje o com odos os documen os p eenchidos (Ribei o-
Lopes e al., 2022).
90
Campos de aplicabilidade da me odologia PM²
A me odologia PM² oi desen ol ida com o obje i o de cob i as necessidades das ins i uições e p oje os
da União Eu opeia, no en an o es a pode se u ilizada po ou a qualque o ganização e p oje o (PM2
ALLIANCE, 2018).
A secção 5.2.1 – Análise das publicações, con a com um his og ama (Figu a 39) com as á eas de es udo
p esen es em cada um dos a igos selecionados. Como mencionado an e io men e, pode-se a i ma que
as publicações e e en es à me odologia PM² encon am-se mais den o das á eas da ciência da
compu ação e dos negócios, ges ão e con abilidade.
5.2.4 Conside ações PRiSM
Como a me odologia PRiSM em como base o
P5 S anda d o Sus ainabili y in P ojec Managemen
(Ca boni e al., 2018), o am analisadas as an agens, des an agens, desa ios e campos de
aplicabilidade, an o dos a igos que ala am da me odologia PRiSM, como os que abo da am a no ma
P5, como já oi mencionado an e io men e.
Van agens e des an agens da me odologia PRiSM
A an agem mais impo an e da no ma P5, segundo Szabó (2016), e e e-se a es a se a p imei a
e amen a de GP que engloba uma es u u a sis emá ica que possibili a a análise da sus en abilidade
de uma de e minada emp esa. Ve ba e I ano (2015) salien a um aspe o posi i o das me odologias
a uais, elacionado com a exis ência de uma me odologia que engloba p incípios da ges ão “ e de” –
undamen ais no p ocesso de omada de decisão da me odologia PRiSM.
A Me odologia PRiSM e a Es a égia P5 são u ilizadas pelas o ganizações como um guia pa a
implemen a obje i os sus en á eis e inclusi os, combinando os ês pa âme os básicos da RSC:
sociedade; meio ambien e; e economia (Salcedo Díaz e al., 2016).
Ve ba e I ano (2015) mencionam que ao in oduzi p incípios do DS na p á ica da GP o ma-se uma
e amen a que pe mi e implemen a uma es a égia o ien ada pa a o alo . De aco do com Szabó
(2016), exis em mui as in es igações que a i mam que a sus en abilidade é undamen al pa a o sucesso
de um negócio no u u o.
Uma an agem da análise P5, mencionada po Salcedo Díaz e al. (2016), elaciona-se com o ac o de
es a pode se desen ol ida em qualque e apa do p ocesso, mesmo que o p odu o ainda não exis a.
Uma des an agem associada à no ma P5, na opinião de endida po Szabó (2016), e e e-se a es a c ia
di iculdades de ido à di iculdade de in e p e a c i é ios de sus en abilidade ambien al e social no
con ex o de p oje o único. Segundo o au o , os c i é ios de sus en abilidade ambien al e social analisam
97
e de o ma ans e sal, a p o issão de ges o de p oje o, “… pe cebe as necessidades das o ganizações
e coloca o ganizações, in es igado es e uni e sidades em con ac o pa a (…) ga an i que aquilo que é
necessá io é aquilo que es á ambém a se o e ecido aos alunos”. O p oje o engloba a “… de ini uma
es u u a pa a o obse a ó io, c ia um
websi e
, aze dois inqué i os, um elacionado com a á ea de
ges ão de p oje os em ge al e ou o com os PMOs nas o ganizações nacionais, (…) o desen ol imen o
de um a igo cien í ico, (…) egis a a ma ca…” e “… e as edes sociais a i as”. P e endia-se c ia uma
es u u a pa a es abelece a ligação en e a pa e das uni e sidades e os in es igado es. A en e is ada
ealça que o obje i o p opos o pa a o p oje o já oi alcançado e ago a o “… p óximo passo se á en ão
pega na pa e emp esa ial…”.
Van agens obse adas com a u ilização da me odologia PM²
Ao longo da en e is a, a in es igado a menciona á ias an agens que oi obse ando com a u ilização
da me odologia, ap esen adas em seguida:
• G a ui a: “… a á mais sen ido po que compa a i amen e às ou as em a an agem de se
g a ui a…”;
• Dimensão mais eduzida em compa ação com ou as me odologias: “… se mui o mais pequena
do que as ou as me odologias…”;
• “…bem cons uída…”;
• “…é ú il…”;
• “…é bas an e álida…”;
• “… ácil de aplica , depois de conhece es, (…) mui o pa ecida com ou as o ien ações…”;
• “…não em assim p op iamen e nada que seja ino ado , que seja assim mui o o a da caixa”;
• Possibilidade de cus omização de odos os documen os: “… cus omiza odos os documen os
(…) ambém acili ou”.
Des an agens obse adas com a u ilização da me odologia PM²
A en e is ada ealça que quando começou com o p oje o não inha conhecimen o sob e a me odologia
PM². Além disso, conside a que os a e ac os são adap á eis e ajus á eis ao p oje o. No en an o,
menciona que es es “… são bas an es ex ensos e êm mui a in o mação, po que eles êm
guidelines
…”.
O ac o de e de es uda a me odologia, assim como os a e ac os e os es an es elemen os, uma ez
que não os conhecia, oi um p ocesso desc i o como pouco ag adá el pela en e is ada.
Uma des an agem ap esen ada pela in es igado a consis e na al a e di iculdade em encon a o mação
elacionada com a me odologia, alegando que o que exis e a ní el de o mação ainda é algo pouco isí el

98
e “…não é assim uma o e a mui o ácil de encon a ”. Na ealização do p oje o, a in es igado a sen iu
al a de uma o mação p é ia da me odologia.
A en e is ada conside a a ase inicial a “… mais con usa…”. Depois de conhece a me odologia, a
in es igado a op ou po co igi a ase inicial, ealçando que es a p ecisa de al e ações. Po exemplo, na
pa e inicial, a en e is ada e i icou que p ecisa a de documen os que se encon a am nou as ases do
p oje o. O exemplo dado pela mesma elaciona-se com o Te mo de Abe u a do P oje o, ealizado na
ase inicial, onde solici a as pa es in e essadas, sendo que a ma iz das pa es in e essadas apenas es á
p e is a se ealizada na ase de planeamen o. Com is o, ela op ou po desen ol e a ma iz das pa es
in e essadas na ase inicial e não na ase de planeamen o, como o p e is o pela me odologia.
A in es igado a c iou, du an e a ase inicial “... um documen o pa a a ecolha e análise de equisi os,
nes e caso a ma iz de as eabilidade de equisi os…”, alegando que al ou es e documen o na
me odologia.
Ainda na ase inicial, a en e is ada sen iu que o Pedido de Início do P oje o e o Caso de Negócio de e iam
se ealizados pelo clien e, a APOGEP, e não pela equipa de p oje o, como oi ealizado. Segundo ela,
“… a me odologia de ia da uma cla a ideia de que es es documen os são pa a se desen ol idos com
laço es ei o com o clien e ou en ão, se êm de se desen ol idos pelo clien e, e não pela equipa de
p oje o que já inha sido alocada ao p oje o”.
Depois da ase inicial, a en e is ada e i icou que “… as coisas o am mui o mais luidas, po que os
documen os es ão mui o mais bem o ganizados, aquilo que é p e is o u iliza não a iou assim an o…”
e a possibilidade de “… cus omiza odos os documen os (…) ambém acili ou”.
Ou o aspe o ealçado pela en e is ada elaciona-se com a ince eza de desen ol e odos os
documen os do plano de ges ão ou não.
A en e is ada mencionou, ambém, a ges ão de sucesso, conco dando com os a igos analisados
an e io men e (Takagi e al., 2019; Takagi & Va ajão, 2019, 2020). Segundo ela, a PM² “… in oduz
c i é ios de sucesso logo desde início…” mas depois “… só no úl imo documen o, no documen o de
echo do p oje o, é que ol am a ala nisso…”, conside ando uma alha. Como solução, ap esen a que
o
empla e
do ela ó io de p og esso “… podia já e um espaço pa a (…) i busca esses c i é ios de
sucesso que o am de inidos no início e depois i azendo um acompanhamen o ou pelo menos como
uma
ed lag
…”.
99
Desa ios obse ados com a u ilização da me odologia PM²
Além dos desa ios exp essos an e io men e nas des an agens encon adas na me odologia pela
in es igado a, ela menciona a pa e inal da me odologia, que con ém as e amen as, onde apenas é
ap esen ada uma lis a. Des e modo, ela p opõe que es a pa e seja mais explo ada.
A e ac os da me odologia PM²
Quando ques ionada sob e se u ilizou odos os a e ac os da me odologia, a in es igado a espondeu que
não, po exemplo não u ilizou o plano de ges ão da qualidade (es e oi desen ol ido apenas no Manual
do P oje o). Pa a ela, os a e ac os são in e essan es, mas p ecisam de se adap ados à ealidade do
p oje o. Ela conside a que os documen os e am odos ele an es, mas só não e am ele an es pa a o
p oje o que ela es a a a desen ol e .
Em elação à comunicação, a in es igado a e e e que hou e uma en a i a de usa em á ias
e amen as, mas que acaba am po as deixa de usa , jus i icando isso com a al a de conhecimen o
das pessoas em elação às e amen as e ao não se sen i em con o á eis com a sua u ilização: “Depois
hou e a ques ão da comunicação po que nós en amos usa á ias e amen as de comunicação e
acabamos po deixa de as usa . Eu acho que aí em ambém a e com as pessoas não conhece em as
e amen as, não se sen i em mui o con o á eis e oi isso a ní el da me odologia”.
Suges ões u u as obse adas com a u ilização da me odologia PM²
Além das suges ões já ap esen adas pela en e is ada aquando ap esen adas as des an agens da
me odologia, ela ap esen a uma no a suges ão. A suges ão dada pela in es igado a diz espei o à ges ão
da documen ação e consis e em “…passa da pa e dos documen os Wo d, Excel pa a uma pla a o ma,
um so wa e…”. No en an o, ela menciona que um p oblema que pode á su gi elaciona-se com a meno
“… acilidade de adap a a cada p oje o…”.
Sus en abilidade
A in es igado a menciona que não conhece a GPM, o P5 e a me odologia PRiSM.
Segundo a en e is ada, a PM² de ende que a GP de e se ealizada de “… o ma mais e icaz e e icien e,
com a o imização de ecu sos…” e que “… isso ai um bocadinho de aco do com a pa e da
sus en abilidade”, assim como “… o ac o de ela ambém se adap á el… o nando-se … mais ágil, mais
adap a i a”.
A in es igado a a i mou que “… en e as ês á eas, a ualmen e a menos desen ol ida é a do ambien e”.
Pa a ela a pa e social encon a-se p esen e, no sen ido em que conside a a PM² “… uma me odologia
que puxa mui o pelas pa es in e essadas”, na ma iz das pa es in e essadas exis e uma “… en a i a
100
de iden i ica odas as pa es in e essadas…” e pela ealização de “… uma análise em que ase do p oje o
é que elas são ele an es, como é que eu as posso con ac a , quando é que eu as de o con ac a …”. No
que diz espei o à pa e inancei a, ela conside a que há a “… en a i a de aze den o de um o çamen o,
den o de um p azo”. Na pa e ambien al ela começa po ala que a sus en abilidade se encon a
p esen e “… pela o imização de ecu sos, empo, disponibilidade de ecu sos”.
No en an o a in es igado a acaba po conclui que a me odologia não ala di e amen e na pa e
ambien al. Além disso, ela salien a que “… a me odologia az sen ido e pode se u ilizada pa a a á ea da
sus en abilidade”. A en e is ada conside ou, ainda, que a me odologia não p e ê c i é ios de
sus en abilidade e suge iu que a sus en abilidade seja inse ida no Te mo de Abe u a de P oje o, dizendo
que a ia sen ido es a na “… pa e de cus o, calendá io, ecu sos e sus en abilidade”. A in es igado a
conside a que a in e seção da sus en abilidade na me odologia é “… iá el, a é po que ela é (…)
adap á el…”
Ao se ques ionada sob e a impo ância de inclui a sus en abilidade na me odologia, a en e is ada
conside a que sim e que “… os c i é ios de sus en abilidade de em se incluídos cada ez mais…” e “…
as emp esas es ão cada ez mais a alo iza e pe cebe a impo ância de e alguém esponsá el pela
á ea da sus en abilidade nas o ganizações e isso consequen emen e ai se no a nos p oje os…”.
A Figu a 48 esume os pon os-cha e da en e is a com uma u ilizado a da me odologia PM².
Figu a 48 - Resumo dos esul ados ob idos da en e is a com u ilizado a da me odologia PM²
101
5.3.2 Resul ados ob idos da en e is a com M . Nicos Kou ounakis
Nes a secção se ão ap esen ados os esul ados ob idos da en e is a com Nicos Kou ounakis, coau o
da me odologia PM² (2012, 2016, 2018), do Agile PM² Guide (2014) e do P M² Po olio Managemen
Guide (2019) e p esiden e e CEO da PM² Alliance. A ansc ição comple a da en e is a encon a-se no
Apêndice M: T ansc ição da En e is a ao M . Nicos Kou ounakis, Coau o da Me odologia PM².
Sus en abilidade
Pa a o en e is ado, a GP e os p óp ios p oje os são impo an es eículos de mudança e de in es imen o
pa a as o ganizações e pa a a sociedade, que de em se usados pa a aumen a dimensões e obje i os
posi i os dos p oje os. No en an o, o p oje o em como obje i o a ingi os obje i os especí icos que lhe
são a ibuídos, que podem ou não inclui a dimensão da sus en abilidade.
Quando ques ionado sob e a ele ância da sus en abilidade na GP, o en e is ado a i ma que a
sus en abilidade é um ópico que pode se abo dado e melho ado um pouco na GP. No en an o, o
p opósi o da me odologia é ajuda a ge i qualque ipo de p oje o, qualque ipo de en ega, qualque
ipo de obje i o e, po isso, não pode á especi ica algo de uma o ma ão es i a.
Quando ques ionado sob e a iabilidade de inco po a a sus en abilidade numa p óxima e são da
me odologia PM², o en e is ado a i ma que a me odologia PM² já des aca, ou abo da, a ques ão mais
ampla da sus en abilidade. Segundo ele, a dimensão sus en abilidade encon a-se no Manual do P oje o,
nos obje i os adicionais e nos
mind-se s
PM². No en an o, a i ma que são decla ações gené icas que
podem-se aplica a mui os con ex os e obje i os di e en es, ealçando que é exa amen e isso que uma
me odologia de e aze , se adap á el a qualque ipo de p oje o, independen emen e de a
sus en abilidade se ou não um obje i o. Além disso, a i ma que o PM² pode melho a mais em di eção
à sus en abilidade e ou as p eocupações da época.
Segundo o en e is ado a adoção de me odologias como a c iada pela GPM depende do ipo de p oje o,
da sua pegada no meio ambien e, da dimensão da sus en abilidade do p oje o e dos seus obje i os. O
en e is ado a i ma que numa me odologia gené ica, a sus en abilidade ambien al não pode se uma
dimensão dominan e, mas a sus en abilidade dos esul ados é a p incipal p eocupação da ges ão do
p og ama p incipal. Realça no amen e que o PM² é uma me odologia gené ica e que en a e uma
abo dagem holís ica. Além disso, ealça que apesa de não inclui os mesmos pon os da GPM, ela inclui
ou os pon os-cha e.
Pa a conclui , o en e is ado salien a a impo ância da dimensão da sus en abilidade, mas es a p ecisa
se alcançada no ní el o ganizacional e cul u al. No en an o, depois do p oje o se encon a de inido
102
(obje i os especí icos e o çamen os a ibuídos) não se pode aze mui o pa a in eg a os obje i os de
sus en abilidade.
Ges ão de sucesso
Quando ques ionado sob e a des an agem da me odologia PM² le an ada po alguns au o es (Takagi e
al., 2019; Takagi & Va ajão, 2019, 2020) sob e a ges ão de sucesso – apesa dos a o es de sucesso
se em iden i icados na ase de iniciação e os c i é ios de a aliação do sucesso do p oje o se em de inidos
na ase de planeamen o, após essa iden i icação e de inição, o PM² não o nece a i idades de ges ão
sob e esses a e ac os, o en e is ado ealça que apesa dos a o es c í icos de sucesso e c i é ios c í icos
de sucesso se em abo dados na ase de iniciação, eles são in eg ados nos obje i os do p oje o. Segundo
o en e is ado, desde que um p oje o é de inido no e mo de abe u a e os qua o obje i os (âmbi o,
empo, cus o e qualidade) de um p oje o são es abelecidos, a equipa do p oje o e o p óp io p oje o em
de se concen a em a ingi os qua o obje i os mencionados an e io men e. O con olo e a moni o ização
e i icam o seguimen o ou alcançamen o ou não desses obje i os.
A me odologia i á ajuda a a ingi os obje i os, da o ma mais e icien e possí el com o uso, po exemplo,
das lições do passado. Segundo o en e is ado, é necessá io e cuidado em de ini o mas gené icas de
medi o sucesso na me odologia, jus i icando que cada p oje o em obje i os di e en es.
Pa a ele esses c i é ios e a i idades pa a medi o sucesso já se encon am no PM², no inal do p oje o
(nas lições ap endidas, ecomendações pós-p oje o e no g au de sucesso) e em cada ase do p oje o
(nos
phase ga es
, onde oco e uma a aliação in e na que ai a alia se os obje i os de cada ase o am
alcançados).
Segundo o en e is ado, o que acon ece na p odução, onde a qualidade dos esul ados de i a da
qualidade do p ocesso, é mui o semelhan e a algo que acon ece na GP. Pa a ge i p oje os com maio
qualidade é necessá io e os p ocessos em igo e segui os p ocessos com al os pad ões de qualidade,
alcançando a qualidade e o sucesso do p oje o.
O en e is ado ealçou que os obje i os são de inidos e ap o ados po uma go e nança adequada, depois
a GP e a me odologia c iam um Caso de Negócio obus o, pa a elimina o despe dício e maximiza alo .
No en an o, a pa i de um ce o momen o no p oje o, isso deixa de se desa iado, e é necessá io
descons ui e conc e iza . Segundo o en e is ado, um p oje o só pode alcança o sucesso a pa i da
de inição es i a dos obje i os do p oje o. Quando os obje i os são mal de inidos e não c iam alo
encon am-se o a dos limi es do p oje o.

103
Fal a de cla eza na explicação dos a e a os, mesmo com o ien ações
O en e is ado conside a os exemplos uma excelen e e aliosa o ma de ap ende . No en an o, conside a-
os bas an e especí icos, o que não se ia o obje i o da me odologia, que p e ende se algo gené ico que
pode se usado po qualque o ganização pa a qualque ipo de p oje o. Os exemplos que apa ece iam
na me odologia não se iam gené icos, e, mesmo sendo ú eis, i ia a ia consoan e o p oje o, núme o de
pessoas e a o ganização.
Pa a o en e is ado os exemplos não pe encem a uma me odologia. No en an o, ele conside a que ao
ní el da o ganização e educacional/ o mação, os exemplos de em se usados. Po im, o en e is ado
a i ma que a in odução de exemplos i ia o na a me odologia mais complexa.
A Figu a 49 ap esen a um quad o esumo que engloba os pon os-cha e da en e is a com M . Nicos
Kou ounakis.
Figu a 49 - Resumo dos esul ados ob idos da en e is a com M . Nicos Kou ounakis
5.3.3 Discussão
Du an e a en e is a, a u ilizado a da me odologia PM² mencionou algumas an agens (algumas delas já
e e idas po ou os au o es, e e idas na secção 5.2.3 – Conside ações PM²: disponí el de o ma
g a ui a; dimensão eduzida; ú il; bem cons uída; ácil de aplica ; semelhan e a ou as o ien ações de
GP; e adap á el. Pa a a u ilizado a da me odologia PM², es a me odologia menciona a sus en abilidade,
uma ez que é ajus á el e e e e que a GP de e se ealizada de o ma e icaz e e icien e com a o imização
dos ecu sos. No en an o, a en e is ada ambém salien a que a me odologia não menciona di e amen e
104
a sus en abilidade ambien al. Po im, ela ealça que a sus en abilidade pode se acilmen e inse ida
nes a me odologia, uma ez que é adap á el.
O en e is ado e e e que a sus en abilidade cons i ui uma dimensão impo an e, que p ecisa de se
alcançada ao ní el o ganizacional e cul u al, e um ópico que pode á se melho ado na GP. No en an o,
a me odologia PM² p e ende se gené ica e adap á el a qualque ipo de p oje o. Des a o ma, inse i a
sus en abilidade i ia limi a o âmbi o e di eciona a me odologia apenas pa a u ilizado es que p e endiam
e esse assun o em conside ação na ealização do p oje o. Assim, conclui-se que essa inse ção pode ia
não se adequada. No en an o, os u ilizado es que quei am u iliza a me odologia PM² e e em
conside ação a sus en abilidade podem incluí-la nos obje i os adicionais do p oje o e u iliza , po
exemplo, a A aliação de Impac o P5 e o Plano de Ges ão de Sus en abilidade, que se encon am
disponí eis de o ma g a ui a e
online
, adicionando-os aos en egá eis da me odologia PM². O mesmo
acon ece com os c i é ios de sucesso, segundo o en e is ado, as o mas de medi o sucesso necessi am
de se gené icas, uma ez que cada p oje o possui obje i os di e en es. No en an o, conside a-se que
pode iam exis i alguns ale as pa a lemb a os u ilizado es da sua exis ência e impo ância.
Em elação à inclusão de exemplos na me odologia PM², de o ma a pe cebe melho os a e ac os,
conco da-se com o en e is ado, i ia o na ealmen e a me odologia mais complexa e os exemplos
se iam especí icos de um de e minado p oje o. No en an o, conclui-se que mesmo não sendo gené icos
e se em exemplos especí icos de um de e minado p oje o, pode iam se ú eis pa a ajuda os lei o es na
comp eensão dos a e ac os.
105
6. CONCLUSÕES E SUGESTÕES DE TRABALHO FUTURO
Nes e capí ulo encon am-se as conclusões ob idas nes e p oje o de in es igação e as limi ações e
suges ões de abalho u u o.
6.1 Conclusões
A sus en abilidade é um ema que se encon a cada ez mais p esen e nos dias de hoje. Es e es udo
e e como obje i o analisa a p esença da sus en abilidade em guias de ges ão de p oje os e publicações
cien í icas elacionadas com a sus en abilidade na ges ão de p oje os. Ou o obje i o des e p oje o
consis iu em es uda duas me odologias de ges ão de p oje os ela i amen e ecen es, PM² e PRiSM,
compa ando-as e obse ando as suas an agens e des an agens, desa ios e campos de aplicabilidade,
com base em publicações cien í icas.
Rela i amen e à 1ª pe gun a de in es igação (
Qual o ní el de p esença da sus en abilidade em alguns
guias de GP a uais? E em publicações cien í icas p esen es nas bases de dados?
), concluiu-se que no
PMBOK, PRINCE2 e PM² a e e ência à sus en abilidade é insigni ican e. Além disso, e i icou-se que os
Es ados Unidos é o país que con a com mais publicações sob e a sus en abilidade na ges ão de p oje os
e a á ea que mais p oduziu publicações sob e es a emá ica é a engenha ia.
Em elação à 2ª pe gun a de in es igação (
Quais as p incipais di e enças e semelhanças das
me odologias PM² e PRiSM?
), concluiu-se ambém que a p incipal di e ença en e as me odologias PM²
e PRiSM consis e nos seus obje i os p incipais, a PRiSM em como obje i o o na o p ocesso de GP
mais sus en á el e a PM² p ocu a a ende as necessidades das ins i uições e p oje os pe ences es à
União Eu opeia. As de inições de p oje o ap esen adas na me odologia PRiSM e PM² são mui o
semelhan es. No en an o, a me odologia PRiSM de ine um p oje o como um in es imen o e a me odologia
PM² de ine-o como uma es u u a o ganizacional. Também se e i icou que os p incipais en egá eis
di e enciado es da me odologia PRiSM em elação a ou as abo dagens, incluindo o PM², são a A aliação
de Impac o P5 e o Plano de Ges ão de Sus en abilidade. Na me odologia PRiSM, a ques ão da
sus en abilidade encon a-se bas an e p esen e no ciclo de ida do p oje o. Con a iamen e ao que
acon ece na PRiSM, na me odologia PM² o ema da sus en abilidade não se encon a explici o em
nenhuma das suas ases do p oje o. Is o pode de e -se ao ac o da me odologia p e ende se gené ica
e adap á el a qualque p oje o. As duas me odologias possuem como en egas o Caso de Negócio e o
Documen o de Requisi os. A maio ia dos es an es en egá eis pa ecem semelhan es, em e mos de
âmbi o, no en an o possuem nomes um pouco di e en es. Além disso, ainda se e i icou que as Fases
106
de Ence amen o são semelhan es en e as duas me odologias e que os c i é ios de sucesso são
mencionados nas duas me odologias, mas encon am-se mais desen ol idos na me odologia PRiSM.
Em elação à análise das publicações que azem e e ência à me odologia PM² e PRiSM e i icou-se que
as publicações analisadas sob e a me odologia PM² pe encem maio i a iamen e ao con inen e eu opeu,
o que já se ia expec á el dado que es a me odologia oi desen ol ida pela Comissão Eu opeia.
Con a iamen e ao que acon ece na PM², na me odologia PRiSM e no ma P5, as publicações encon am-
se dispe sas pelo globo, não pe encendo maio i a iamen e ao con inen e eu opeu. Como a ONU é uma
o ganização mundial e a GPM p ocu a impulsiona negócios sus en á eis e a ingi os 17 ODS 2030,
pode-se dize que já se ia expec á el que as publicações se encon assem dispe sas pelo mapa mundo.
Em elação à 3ª pe gun a de in es igação (
Quais as an agens, des an agens, desa ios e campos de
aplicabilidade das me odologias PM² e PRiSM?
), concluiu-se que a ca ac e ís ica mais mencionada nas
publicações ela i as à me odologia PM² e e e-se à me odologia inclui as melho es p á icas de ou os
co pos de conhecimen o, seguindo-se do ac o de se uma me odologia g a ui a. Rela i amen e à
me odologia PRiSM e no ma P5, a ca ac e ís ica mais mencionada elaciona-se com ep esen a uma
ex ensão do
T iple Bo om Line
, uma ez que engloba ambém o p odu o e o p ocesso, seguindo-se do
ac o da no ma P5 pode se um caminho de o mação, que inclui a sus en abilidade, pa a es udan es
de engenha ia.
Po im, concluiu-se que a me odologia PM² p e ende se gené ica e adap á el a qualque ipo de p oje o.
Assim sendo, inse i a sus en abilidade nela pode ia não se adequado. Toda ia, os u ilizado es que
quei am inclui a sus en abilidade na ges ão dos seus p oje os e u iliza a me odologia PM², ou qualque
ou a abo dagem que não conside e a sus en abilidade, podem incluí-la nos obje i os adicionais do
p oje o e u iliza , po exemplo, a A aliação de Impac o P5 e o Plano de Ges ão de Sus en abilidade
(en egá eis que se encon am disponí eis
online
de o ma g a ui a), adicionando-os aos en egá eis do
p oje o. Assim, e i ica-se que a me odologia PRiSM pode complemen a a me odologia PM² em elação
à in eg ação da sus en abilidade, a a és dos seus en egá eis di e enciado es.
6.2 Limi ações e abalho u u o
O núme o de publicações e e en es à me odologia PM² e PRiSM é ela i amen e pequeno, o que se
pode de e ao ac o de se em duas me odologias ela i amen e ecen es, e cons i ui uma limi ação des e
es udo. Além disso, não oi possí el, em empo ú il, encon a u ilizado es da me odologia PRiSM, que
es i essem disponí eis pa a a ealização de en e is a, cons i uindo ou a limi ação cla a des e es udo.
113
T zeciak, M. (2021). Sus ainable isk managemen in i en e p ises.
Risks
,
9
(7).
h ps://doi.o g/10.3390/RISKS9070135
Tsai, M. H., Mom, M., & Hsieh, S. H. (2014). De eloping c i ical success ac o s o he assessmen o
BIM echnology adop ion: pa I. Me hodology and su ey.
Jou nal o he Chinese Ins i u e o
Enginee s
,
37
(7), 845–858. h ps://doi.o g/10.1080/02533839.2014.888811
Tsalis, T. A., Malama eniou, K. E., Koulou io is, D., & Nikolaou, I. E. (2020). New challenges o co po a e
sus ainabili y epo ing: Uni ed Na ions’ 2030 Agenda o sus ainable de elopmen and he
sus ainable de elopmen goals.
Co po a e Social Responsibili y and En i onmen al Managemen
,
27
(4), 1617–1629. h ps://doi.o g/10.1002/CSR.1910
Tuman, G. J. (1983). De elopmen and Implemen a ion o E ec i e P ojec Managemen In o ma ion and
Con ol Sys ems. Em
P ojec Managemen Handbook
(pp. 495–532). Van Nos and Reinhold.
Tu an, F. M., & Johan, K. (2016). Assessing sus ainabili y amewo k o au omo i e ela ed indus y in he
malaysia con ex based on GPM P5 s anda d.
ARPN Jou nal o Enginee ing and Applied Sciences
,
11
(12), 7606–7611.
Tu an, F. M., Johan, K., Lanang, W. N. S. W., & No , N. H. M. (2016). De elopmen o Sys ema ic
Sus ainabili y Assessmen (SSA) o he Malaysian Indus y.
IOP Con e ence Se ies: Ma e ials
Science and Enginee ing
,
160
(1). h ps://doi.o g/10.1088/1757-899X/160/1/012047
Tu ne , J. R., & Xue, Y. (2018). On he success o megap ojec s.
In e na ional Jou nal o Managing
P ojec s in Business
,
11
(3), 783–805. h ps://doi.o g/10.1108/IJMPB-06-2017-0062/FULL/PDF
UN. (2015). T ans o ming ou wo ld: he 2030 agenda o sus ainable de elopmen . Em
New Yo k: Uni ed
Na ions, Depa men o Economic and Social A ai s
.
h ps://sus ainablede elopmen .un.o g/pos 2015/ ans o mingou wo ld/publica ion
UNCSD. (2001).
Indica o s o sus ainable de elopmen : guidelines and me hodologies.
Uni ed Na ions.
h p://www.un.o g/esa/sus de /na lin o/indica o s/%0Aindisd/indisd-mg2001.pd
Valdes-Vasquez, R., & Klo z, L. E. (2013). Social sus ainabili y conside a ions du ing planning and design:
F amewo k o p ocesses o cons uc ion p ojec s.
Jou nal o cons uc ion enginee ing and
managemen
,
139
(1), 80–89.
Va ajão, J. (2016). Success Managemen as a PM Knowledge A ea – Wo k-in-P og ess.
P ocedia
Compu e Science
,
100
, 1095–1102. h ps://doi.o g/10.1016/j.p ocs.2016.09.256
Va ajão, J. (2018). A new p ocess o success managemen : b inging o de o a ypically ad-hoc a ea.
Jou nal o Mode n P ojec Managemen
,
5
, 92–99. h ps://doi.o g/10.19255/JMPM01510
Ve ba, Y., & I ano , I. (2015). Sus ainable De elopmen and P ojec Managemen : Objec i es and
In eg a ion Resul s.
Economic and social changes: ac s, ends, o ecas
,
5 (41)
, 135–146.
h ps://doi.o g/10.15838/ESC/2015.5.41.9
V cho a, J., Řehoř, P., Maříko á, M., & Pech, M. (2021). C i ical success ac o s o he p ojec
managemen in ela ion o indus y 4.0 o sus ainabili y o p ojec s.
Sus ainabili y (Swi ze land)
,
13
(1), 1–19. h ps://doi.o g/10.3390/su13010281
Wagne , R. (2020). P ojec i ica ion and i s impac on socie al de elopmen in Ge many.
PM Wo ld Jou nal
,
De oe 1697
, 2330–4480.
Wallace, M., & W ay, A. (2016).
C i ical Reading and W i ing o Pos g adua es
(Thi d Ed.). SAGE
Publica ions L d.
Wan Lanang, W. N. S., Tu an, F. M., & Johan, K. (2017). Sys ema ic Assessmen Th ough Ma hema ical
Model o Sus ainabili y Repo ing in Malaysia Con ex .
IOP Con e ence Se ies: Ma e ials Science
and Enginee ing
,
226
(1). h ps://doi.o g/10.1088/1757-899X/226/1/012049
WCED. (1987).
Ou common u u e
(Fi s Ed.). Ox o d Uni e si y P ess, Ox o d, GB.
Wells, H. (2012). How e ec i e a e p ojec managemen me hodologies? An explo a i e e alua ion o hei
bene i s in p ac ice.
P ojec Managemen Jou nal
,
43
(6), 43–58.
h ps://doi.o g/10.1002/pmj.21302

114
Whi ing on, R., Pe ig ew, A., Peck, S., Fen on, E., & Conyon, M. (1999). Change and Complemen a i ies
in he New Compe i i e Landscape: A Eu opean Panel S udy, 1992–1996.
O ganiza ion Science
,
10
(5), 583–600. h ps://doi.o g/10.1287/ORSC.10.5.583
Wool , C. R., Cass, W., & McEl oy, J. (1968). The use o “P og am E alua ion and Re iew Technique”
(PERT) in he design and con ol o a medical esea ch p ojec .
Compu e s and Biomedical
Resea ch
,
2
(2), 176–186. h ps://doi.o g/10.1016/0010-4809(68)90036-0
115
APÊNDICE A: DECLARAÇÃO DE CONSENTIMENTO PARA A REALIZAÇÃO DA ENTREVISTA
(PORTUGUÊS)
Decla ação de consen imen o pa a a ealização da en e is a
Es e es udo ealiza-se no âmbi o de uma in es igação académica le ada a cabo po Pa ícia Ma ques,
pa a a disse ação do Mes ado em Engenha ia Indus ial, no amo de Especialização de A aliação e
Ges ão de P oje os e da Ino ação, sob o ien ação da p o esso a Anabela Te eso e do p o esso Paulo
Sousa.
Pa a acili a a ecolha e análise de dados quali a i os, pedimos a sua au o ização pa a p ocede à
g a ação e à u ilização da in o mação p o enien e da en e is a pa a ins académicos e possí eis a igos
u u os.
A sua pa icipação é comple amen e olun á ia e a decisão de não pa icipa não lhe a á qualque
p ejuízo. Pode á desis i a qualque momen o e, se p e e i , a in o mação já ecolhida pode á se
imedia amen e des uída.
TERMO DE CONSENTIMENTO INFORMADO
Decla o que:
i. Recebi uma cópia des e documen o;
ii. Li e comp eendi a in o mação que cons a nes e documen o e que ui de idamen e in o mado/a
e escla ecido/a ace ca dos obje i os e das condições de pa icipação nes e es udo;
iii. Ti e opo unidade de ealiza pe gun as e de se escla ecido/a ace ca de ou os aspe os;
i . E que, como al, acei o pa icipa olun a iamen e nes e es udo.
Assina u a: ___________________________________________
Ag adecemos a sua pa icipação.
116
APÊNDICE B: DECLARAÇÃO DE CONSENTIMENTO PARA A REALIZAÇÃO DA ENTREVISTA
(INGLÊS)
Decla a ion o consen o he in e iew
This s udy is ca ied ou wi hin he scope o an academic esea ch de eloped by Pa ícia Ma ques, o
he Mas e 's hesis in Indus ial Enginee ing, Specializa ion in P ojec E alua ion and Managemen and
Inno a ion, unde he guidance o P o esso Anabela Te eso and P o esso Paulo Sousa.
To acili a e he collec ion and analysis o quali a i e da a, we ask o you pe mission o eco d and use
he in o ma ion om he in e iew o academic pu poses and possible u u e a icles.
You pa icipa ion is en i ely olun a y and he decision no o pa icipa e will no p ejudice you. You can
wi hd aw a any ime and, i you p e e , he in o ma ion al eady collec ed can be immedia ely des oyed.
INFORMED CONSENT TERM
I decla e ha :
i. I ha e ecei ed a copy o his documen ;
ii. I ead and unde s ood he in o ma ion con ained in his documen and ha I was duly in o med
and cla i ied abou he objec i es and condi ions o pa icipa ion in his s udy;
iii. I had he oppo uni y o ask ques ions and be cla i ied abou o he aspec s;
i . And ha , as such, I olun a ily ag ee o pa icipa e in his s udy.
Signa u e: ___________________________________________
We app ecia e you pa icipa ion.
117
APÊNDICE C: NÚMERO DE PUBLICAÇÕES SOBRE A SUSTENTABILIDADE EM GESTÃO DE
PROJETOS POR PAÍS
Tabela 14 - Núme o de publicações sob e a sus en abilidade em GP po país
País
Nº de Publicações
País
Nº de Publicações
Uni ed S a es
1273
Bulga ia
8
China
722
Kuwai
8
Uni ed Kingdom
722
Ma occo
8
Aus alia
394
Es onia
7
Ge many
267
Zimbabwe
7
Canada
238
Alge ia
6
Sou h A ica
217
E hiopia
6
Ne he lands
190
Ecuado
5
Spain
155
Mozambique
5
I aly
154
Tanzania
5
Malaysia
153
Bu kina Faso
4
Hong Kong
152
Cos a Rica
4
India
140
Cuba
4
F ance
135
Cyp us
4
Sweden
132
Nepal
4
Russia Fede a ion
120
Pue o Rico
4
B azil
114
Uganda
4
Poland
97
Albania
3
Japan
94
Ba bados
3
Po ugal
89
B unei Da ussalam
3
Sou h Ko ea
68
Iceland
3
Aus ia
65
Laos
3
Swi ze land
64
Luxembou g
3
Tu key
61
Pales ine
3
No way
60
Panama
3
I an
59
T inidad and Tobago
3
Czech Republic
54
Tunisia
3
G eece
54
U uguay
3
Denma k
50
Uzbekis an
3
Nige ia
50
A ghanis an
2
Taiwan
50
Aze baijan
2
Finland
48
Bah ein
2
Belgium
43
Came oon
2
New Zealand
40
El Sal ado
2
Uni ed A ab Emi a es
40
Fiji
2
Indonesia
39
Jamaica
2
Pakis an
39
Mali
2
Thailand
39
Mal a
2
Egyp
38
Mau i ius
2
Romania
38
Mongolia
2
118
País
Nº de Publicações
País
Nº de Publicações
Singapo e
33
Namibia
2
Saudi A abia
31
No h Macedonia
2
Uk aine
28
Senegal
2
I eland
27
Yemen
2
Li huania
27
Angola
1
Slo enia
27
Bela us
1
Colombia
25
Belize
1
Qa a
25
Bhu an
1
Mexico
24
Boli ia
1
Chile
23
Bosnia and He zego ina
1
Se bia
22
Bu undi
1
Philippines
21
Cambodia
1
Slo akia
21
Cape Ve de
1
Vie Nam
21
Chad
1
S i Lanka
19
Gua emala
1
Kenya
18
Hondu as
1
Ghana
17
Leso ho
1
Hunga y
16
Macao
1
Bangladesh
15
Macedonia
1
Pe u
15
Madagasca
1
I aq
14
Malawi
1
C oa ia
13
Mon eneg o
1
Is ael
13
Myanma
1
A gen ina
12
Niue
1
Kazakhs an
12
Rwanda
1
Oman
12
Sie a Leone
1
Lebanon
10
Sudan
1
Jo dan
9
Sy ian A ab Republic
1
La ia
9
Tu kmenis an
1
Venezuela
9
Inde inido
888
Bo swana
8

119
APÊNDICE D: NÚMERO DE PUBLICAÇÕES SOBRE A SUSTENTABILIDADE EM GESTÃO DE
PROJETOS POR ANO
Tabela 15 - Núme o de publicações sob e a sus en abilidade em GP po ano
Ano
Nº de
Publicações
Ano
Nº de
Publicações
2022
250
2004
568
2021
459
2003
289
2020
417
2002
125
2019
380
2001
57
2018
280
2000
47
2017
348
1999
35
2016
314
1998
41
2015
271
1997
52
2014
232
1996
34
2013
252
1995
21
2012
163
1994
11
2011
200
1993
9
2010
195
1992
6
2009
159
1991
2
2008
230
1990
1
2007
302
1988
2
2006
466
1986
1
2005
550
120
APÊNDICE E: NÚMERO DE PUBLICAÇÕES SOBRE A SUSTENTABILIDADE EM GESTÃO DE
PROJETOS POR ÁREAS
Tabela 16 - Nº de publicações sob e a sus en abilidade em GP po á eas
Á ea de es udo
Nº de Publicações
Engenha ia
3790
Ciência ambien al
1555
Negócios, Ges ão e Con abilidade
1445
Ciências Sociais
1139
Ene gia
1119
Ciência da Compu ação
784
Ciências da Te a e Plane á ias
531
Ciências da Decisão
403
Ciência de Ma e iais
299
Ciências Ag á ias e Biológicas
251
Economia, Econome ia e Finanças
210
Ma emá ica
197
Engenha ia Química
183
Medicina
112
Física e As onomia
111
Química
89
A es e Humanidades
72
Bioquímica, Gené ica e Biologia Molecula
61
Mul idisciplina
29
Psicologia
18
En e magem
15
P o issões de saúde
14
Fa macologia, Toxicologia e Fa mácia
7
Imunologia e Mic obiologia
4
Medicina Ve e iná ia
3
Neu ociência
2
121
APÊNDICE F: NÚMERO DE PUBLICAÇÕES SOBRE A METODOLOGIA PM² POR ÁREAS
Tabela 17 - Nº de publicações sob e a me odologia PM² po á eas
Á ea
Nº de Publicações
Saúde Ocupacional Ambien al
Pública
1
Ciência e Tecnologia Ve de e
Sus en á el
1
Ciência ambien al
1
Ene gia
1
Engenha ia de so wa e
1
Sis emas de In o mação
1
Ciências Sociais
1
Ciências da Decisão
3
Negócios, Ges ão e
Con abilidade
4
Ciência da Compu ação
5
122
APÊNDICE G: NÚMERO DE PUBLICAÇÕES SOBRE A METODOLOGIA PRISM E NORMA P5 POR
ÁREAS
Tabela 18 - Nº de publicações sob e a me odologia PRiSM e no ma P5 po á eas
Á ea
Nº de Publicações
Ma emá ica
1
Bioquímica, Gené ica e
Biologia Molecula
1
Ene gia
1
Ciência da Compu ação
2
Ciência Ambien al
2
Economia, Econome ia e
Finanças
3
Negócios, Ges ão e
Con abilidade
4
Ciência dos Ma e iais
5
Engenha ia
8
129
ambém o que é que podemos aze com is o po que o nosso obje i o é e mos uma ede da qual depois
nós ambém possamos i a in o mação, com essa in o mação pa a já p oduzi in o mações sob e o
es ado da á ea de ges ão de p oje os em Po ugal e depois ambém ap o ei a a in o mação e en a
p opo soluções, o mesmo a ní el de o mação. Sei lá, imagina que se iden i ica um p oblema nas
o ganizações ou uma ques ão que odas as o ganizações ap esen am ela i amen e à á ea se calha
pensa mos:
O que é que es á aqui a alha ?
;
Como é que nós podemos en a ajuda aqui?
. No undo é
um bocado consegui mos ag ega a in o mação, pega nessa in o mação, a á-la, i a conclusões disso
e, cla o, uni odas as pa es in e essadas e is o, nes e momen o, é o que o Obse a ó io es á a en a
cons ui . O
websi e
se e como ag egado , pa ilha de in o mação en e as pa es in e essadas, ambém
como uma o ma de nós comunica mos aquilo que es á a se ei o, do nosso lado. As edes sociais
inham ambém es e obje i o, mas de uma o ma mui o mais luida, mui o mais ácil de chega a ou as
pessoas e ambém como o ma de di usão de inicia i as, po exemplo, nós quando iniciamos os
inqué i os oi maio i a iamen e a pa i das edes sociais que nós omos p omo endo, pa ilhado, não é?
Eu sei que a p o esso a en iou pa a a sua ede de conhecimen o e cada um de nós acabou ambém po
aze isso, mas o ac o de e mos as edes sociais e depois o Obse a ó io pa ilha e cada um de nós
pa ilha ez com que conseguíssemos a ingi ali um núme o que pa a nós oi azoá el conside ando a
dimensão dos inqué i os que e am bem ex ensos e p on o a ní el do Obse a ó io nes e momen o é is o.
Nós emos e es a a p e is o ainda um obje i o, mas nós ainda não o pusemos em p á ica po á ias
ques ões. P imei o nós não ínhamos uma pessoa esponsá el po is o que e a a cons ução de um
eposi ó io de a igos cien í icos, de disse ações, udo o que exis a elacionado com a á ea de ges ão de
p oje os em Po ugal. Ainda não izemos is o po que há ques ões de di ei os au o ais e além disso na
al u a já p ecisá amos de e o
websi e
o almen e desen ol ido pa a começa mos a e es e eposi ó io.
Depois ambém se colocou a ques ão se es a in o mação es a ia disponí el pa a odas as pessoas que
a quisessem consul a ou se da íamos acesso p i ilegiado a quem osse associado à APOGEP ou não,
no undo se ínhamos mesmo udo li e, ainda ha ia es as ques ões. Nes e momen o es amos a começa
ou a ez a pega nisso po que o
websi e
es á desen ol ido, emos ago a uma pessoa que es á a aze
melho ia do websi e que é um p oje o já des e ano, incluindo mais uncionalidades e é isso não sei se
espondi, se icou cla o.
PM: Sim. Vou passa à p óxima ques ão.
U: Se depois da en e is a hou e mais alguma ques ão que não enha icado escla ecida podes depois
me ques iona .

130
PM: Ok, ob igada. A p óxima ques ão é: quais o am as p incipais an agens que obse as e com a
u ilização do PM²?
U: Eu ou aze aqui um enquad amen o que eu acho que is o é álido não só com o PM², mas com
qualque me odologia. Nós se amos u iliza uma me odologia de ges ão de p oje os ou um
s anda d
ou
o que que que seja, p essupõe que quem a es á a u iliza enha conhecimen o sob e ela, o que não oi
o meu caso, ou seja, eu no início i e de aze aquele abalho de le os documen os e le o PM², apesa
de se mui o mais pequena do que as ou as me odologias, não é p op iamen e uma lei u a mui o
ag adá el, po an o essa pa e cus ou. E depois ainda inha a ques ão dos a e ac os, ou seja, aqueles
33 documen os que eem a acompanha a me odologia que nós en ão pegamos neles, adap amos e
ajus amos ao p oje o e esses documen os ainda são bas an es ex ensos e êm mui a in o mação, po que
eles êm
guidelines
, como se de e usa , o que é que é p e is o em cada pon o. En ão em pa alelo hou e
essa ques ão que é o obse a ó io é no o, é um p oje o explo a ó io, não em p op iamen e um âmbi o
bem de inido, ha ia ali mui as ques ões das expec a i as de cada um, po que os alunos que iam aze a
disse ação, cla o que o obse a ó io e a meio pa a isso mas ínhamos de conjuga as expec a i as do
que o obse a ó io p ecisa a com o que é que os alunos p e endiam pa a as suas disse ações e depois
ambém ha ia a ques ão de a p o esso a se a ges o a de p oje o mas eu é que es a a a esc e e os
documen os en ão hou e aquela ques ão da in o mação e de passa ambém pa a mim e nalguns
pon os a coisa não oi assim ão ácil po que a p o esso a ma ca a euniões com alunos e eu depois não
inha acesso a essa in o mação ou só inha quando ques iona a e alguém lemb a a de dize ah olha
po que nós de inimos is o e aquilo e p on o. En ão oi assim um bocadinho di ícil no início po que ainda
es a a a pe cebe o que e a a me odologia, como é que eu a podia u iliza e depois inha as ques ões
ine en es ao p oje o e ou as ques ões o a, ou seja são associadas à ges ão de p oje o, mas não
di e amen e, como a ques ão da comunicação e algumas ou as ques ões. Ti emos colegas que
acaba am depois po sai do p oje o en ão hou e ali um conjun o de si uações que i emos de ge i pa a
que a coisa co esse melho . Rela i amen e mesmo à u ilização da me odologia do p oje o quando eu
comecei a pe cebe melho como é que ela unciona a, o que é que ela p e ia e co igi o p ocesso da
ase inicial. Pa a mim é aquele que ealmen e em de se modi icado po que es ão ali algumas alhas
que são g andes, ou seja, u ao aze es a pa e inicial pe cebes que p ecisas de documen os que es ão
nou as ases do p oje o e eles não p e eem isso. Depois de passa essa ácil inicial ambém é a ase
em que é mais exigida a p esença do clien e, nes e caso a APOGEP, e oi um bocadinho di ícil po que
nós i emos duas euniões com eles, e a mui o di ícil es a mos a euni odos pa a ga an i o alinhamen o
das coisas. Depois dessa ase as coisas o am mui o mais luidas, po que os documen os es ão mui o
131
mais bem o ganizados, aquilo que é p e is o u iliza não a iou assim an o, o ac o de consegui es
cus omiza odos os documen os àquilo que u p ecisas ambém acili ou. Fo a ali a ques ão de que a
me odologia em o manual de p oje o na ase de planeamen o e depois em os planos de ges ão que
es ão e e idos no manual de p oje o mas se em quase como uma ex ensão ou seja, imagine, o manual
de p oje o p e ê o plano de ges ão de comunicação mas imagina no nosso caso nós emos mui as
euniões, emos mui as pa es in e essadas e decidimos aze um plano de comunicação, de ges ão de
comunicação mais ex enso en ão ele sai o a do manual de p oje o e passa pa a esse documen o. Aí
hou e aquela ques ão: ale a pena ou não ale a pena es a mos a desen ol e es es documen os? Po que
não são documen os de 15 páginas.
A minha disse ação em 325 páginas e 119 ou 111 é a disse ação e o es o é apêndices po que eu
nos apêndices coloquei odos os documen os que desen ol i. Que dize não oi odos po que, po
exemplo, só me i um exemplo de uma a a, um exemplo de uma agenda, um exemplo de um ela ó io de
p og esso, um exemplo de um pedido de al e ação, mas a ní el de manual de p oje o, o e mo de
abe u a, es á lá os documen os odos, ou seja, ainda deu um abalho g ande a desen ol e . Mas assim
de o ma global eu acho que a me odologia ela é bas an e álida, ela é ácil de aplica , depois de
conhece es, ela é mui o pa ecida com ou as o ien ações que nós encon amos, ela não em assim
p op iamen e nada que seja ino ado , que seja assim mui o o a da caixa. Aquilo que já me disse am,
quem conhece a me odologia PRINCE2, é que ela a é es á bas an e alinhada com a PRINCE2. A única
coisa que po aquilo que eu pe cebi é uma no idade é que a me odologia ela in oduz c i é ios de sucesso
logo desde início, ou seja, logo desde início u ais de ini o que é que p ecisa de acon ece pa a o meu
p oje o se bem-sucedido não é, e não sei quan os associados, e não sei quan as is as na página do
websi e
, e odos os en egá eis de inidos, p on o. Tu de ines isso, só que depois, e eu sen i isso, só no
úl imo documen o, no documen o de echo do p oje o, é que ol am a ala nisso, en ão eu acho que aí
é uma alha, acho que já que ens o ela ó io de p og esso po que há 2 ela ó ios é o de p og esso e o
de… ago a não me lemb o, mas depois posso e , mas ens 2 ela ó ios, que azes o acompanhamen o
ao longo do p oje o. O de p og esso é o que az o acompanhamen o ao longo do p oje o. O
empla e
podia já e um espaço pa a exa amen e se i busca esses c i é ios de sucesso que o am de inidos no
início e depois i azendo um acompanhamen o ou pelo menos como uma
ed lag
, es á lá u sabes okay
eu de ini is o como c i é io de sucesso das duas uma, se eu não es ou a cump i ou aço uma al e ação
ao e mo de abe u a do p oje o, ou en ão enho de e a enção a es e c i é io que eu de ini. E en ão sen i
ali um bocado no im que okay ou e que aze aqui uma al e ação ao âmbi o po que eu enho que
al e a es e e mo, es e c i é io de sucesso, mas is o ambém é uma coisa que já es á de inida ou já oi
132
al e ada pelo p o esso Va ajão, ele em um a igo que ala sob e a inclusão da ges ão de sucesso no
p oje o e depois de udo o que eu iz e de oda a análise ealmen e az odo o sen ido ha e um plano de
ges ão de sucesso que de e se ei a aquando o plano de ges ão de comunicação, da qualidade e po ai
o a.
PM: Eu ia e pe gun a isso mais à en e se conco da as. Não e ia dize quem e a o au o , mas ia- e
pe gun a isso mais à en e que e a se conside a as que isso de ia se inco po ado na me odologia,
mas já espondes e.
U: É po que eu acho que oi assim um bocado po que é assim eu es a a a esc e e a disse ação e eu
i e semp e a abalha e hou e ali umas ases que eu deixei a disse ação mais de lado. En ão en e o
desen ol imen o dos p imei os documen os do p oje o e dos úl imos passou p a icamen e um ano e
depois quando eu cheguei à pa e de começa a aze o documen o de ence amen o do p oje o, eu
comecei ali na al u a de se emb o po que hou e um colega que po exemplo o
websi e
oi concluído em
se emb o e ele disse que p ecisa a de sai do p oje o en ão eu dei po concluído aí. Eu comecei a olha
pa a o documen o de ence amen o do p oje o e oi em se emb o que eu i okay es á aqui uma coisa
que eu já nem me lemb a a que inha sido de inida no início e eu ago a ou e de con on a pa a
pe cebe se ealmen e is o es á ou não de aco do. Logo aí no
websi e
eu pe cebi ou e de aze um
pedido de al e ação ao âmbi o do p oje o po que nós ínhamos de inido que o
websi e
ia es a em
po uguês e em inglês, mas o colega disse que ia e de sai , não consigo aze em inglês, po an o ai
ica assim, não é? Po an o é um pedido de al e ação mui o ou é assim ou en ão não ha ia ou a manei a
de se aze isso. E quando eu iz isso, aí comecei ealmen e a olha e a pensa e eu ambém na al u a,
eu não esc e i is o na disse ação, mas eu comecei a pensa onde é que a ia sen ido passa a e os
c i é ios de sucesso p esen es, e um deles é ou nos ela ó ios de p og esso ou en ão mesmo nas a as
da eunião, ou seja, po que nós u ilizá amos a a a da eunião não só pa a a eunião mas nós
apon á amos ambém decisões, ações necessá ias e podia es a ambém lá os c i é ios de sucesso que
iam acompanhando odas as a as pa a nós ambém i mos cons an emen e lemb ando que e a p eciso
e em a enção aqueles c i é ios. Mas o a is o eu acho que a me odologia es á bem cons uída, ela é
ú il e no nosso caso a é não hou e assim an os ajus es, hou e na ase inicial, mas depois a é… a é
co eu bem.
PM: Tens mais alguma des an agem que gos a as de ealça sob e a me odologia? Que e a a p óxima
pe gun a, mas já os e alando.
U: Sim. Eu ou se hones a eu não sei se é uma des an agem ou uma di iculdade com alguns p oje os
que é u ens logo na ase inicial são conside ados ês a e ac os que é o pedido de início do p oje o, o
133
Caso de Negócio, o e mo de abe u a de p oje o. Os dois p imei os documen os, a me odologia
ecomenda a sua u ilização, ou seja, apa ece lá olha usas es e a segui azes es e e a segui azes es e.
O e mo de abe u a de p oje o é aquele que nós no malmen e na á ea de ges ão de p oje os dizemos é
es e o documen o que de ine a exis ência do p oje o e no nosso caso quando esses documen os
apa ece am eu dei-me ao abalho de os desen ol e e iz um eno me es o ço pa a os desen ol e só
que o que é que eu sen ia? Aqueles documen os não e am pa a a equipa de p oje o e isso es á mais ou
menos explíci o na me odologia, ou seja, o que é que eles dizem? O clien e em de es a di e amen e
en ol ido no p oje o, o pedido de início do p oje o é do clien e, an o é que o esponsá el po esse
documen o é o ges o de negócio al como o Caso de Negócio, são os dois documen os. E o que é que
um az? O eque imen o de p oje o ou pedido de início p oje o é no undo a o ganização dize okay o que
é que es á mal? Ah enho es e p oblema e o que é que me da a jei o e aqui pa a esol e es e p oblema?
No undo é um le an amen o das necessidades da o ganização, mas aí u já alas um bocadinho de
iscos, de p essupos os, há ali assim um abalho de al o ní el, ipo um
b ains o ming,
mas quem em
de aze es e documen o é a APOGEP, no nosso caso de ia e sido a APOGEP, e o que é que acon eceu?
Foi me di o assim esc e e aí umas coisas e depois nós en iamos, mas ambém se iu pa a eu pe cebe
melho o que é que eles que iam. E en ão oi o documen o pa a eles, depois de p eenchido, oi pa a a
p o esso a, pa a o p o esso , e en ão hou e á ios comen á ios. Ou seja, nós pe demos ali 3 semanas a
discu i um documen o que de ia e sido o clien e a aze , naquele o ma o ou nou o, que e a pa a nos
da as in o mações que e am necessá ias, a mesma coisa com o Caso de Negócio. No Caso de Negócio
o que é que acon ece? No nosso caso, nós já ínhamos de inido que que íamos, o desen ol imen o de
um obse a ó io, mas o Caso de Negócio o que ele az? pega nas necessidades ou expec a i as do clien e
e esc e e-se as opções, ou seja, opção A: não ha e o p oje o – a c iação do Obse a ó io, opção B:
desen ol e -se o obse a ó io, opção C: c ia den o da APOGEP, po exemplo um g upo mais pequenino,
mas den o da APOGEP sem da o nome e c ia uma di eção o a da APOGEP, po exemplo. E u aí es ás
a aze uma análise SWOT, ou seja, pon os posi i os, nega i os, opo unidades e ameaças ela i amen e
a cada um deles, o que é que eu sen i? No início nós já ínhamos de inido que íamos cons ui um
Obse a ó io, es i emos a aze um documen o que de ia e sido o clien e a aze , e depois ainda amos
pega naquilo que o clien e já de iniu e amos e de anda aqui a in en a opções pa a pe cebe se
aquilo oi ou não uma mais- alia, en ão o que é que eu achei? Que aqueles dois documen os azem mui o
mais sen ido pa a o clien e e não pa a nós. Eles a é podem usa aquilo como, de ez em quando, aze
uma análise da o ganização e pe cebe se es ão bem ou não, se êm ou não necessidade de melho a
alguma á ea a a és de um p oje o ou mesmo pa a pe cebe :
eu enho a ideia des e p oje o, az sen ido
134
na minha o ganização?
, deixa-me cá pô as minhas necessidades, as expec a i as, a o ien ação da
o ganização, não é? Faz sen ido eu es a a c ia o Obse a ó io, o que é que ele me ai aze que ai
colma a es as necessidades? En ão eu achei que esse abalho que oi desen ol ido po nós, a APOGEP
depois en ou, i emos euniões, mas eu achei que pe demos imenso empo nesses dois documen os e
que a me odologia de ia da uma cla a ideia de que es es documen os são pa a se desen ol idos com
laço es ei o com o clien e ou en ão se êm de se desen ol idos pelo clien e, e não pela equipa de
p oje o que já inha sido alocada ao p oje o. Po an o, achei que a ase inicial pa a mim p ecisa ali um
bocadinho mais de abalho e mesmo o p ocesso. Po exemplo, o e mo de abe u a de p oje o pede- e
as pa es in e essadas, a ma iz das pa es in e essadas só é p e is a desen ol e no planeamen o. En ão
o que é que nós izemos? Puxamos a ma iz pa a a ase inicial, desen ol emos an es do e mo de
abe u a de p oje o e na ase de planeamen o a única coisa que izemos oi okay ga an i que odas as
pa es in e essadas es ão aqui e a ançamos.
PM: Há mais algum desa io que sen is e que com a me odologia i es e de ul apassa , além dos que já
alas e a é ago a?
U: A me odologia ela no im em umas páginas que ala de e amen as que se pode usa , mas eu acho
que essa pa e pode ia se um bocadinho mais explo ada, ou seja, po exemplo az odo o sen ido aze
uns
b ains o mings
, az odo o sen ido usa mos, po exemplo e amen as como análise SWOT, PESTEL,
ambém, mas elas são mui o… é como se eles izessem uma lis a e olha desen asca es- e aí. Eu acho
que eles pode iam aze um abalho um bocadinho mais de, nes a ase aqui especí ica, usa es a
me odologia ou en ão olha se i e em es e p oblema no osso p oje o ou es a ambiguidade se calha
en a em usa es a e amen a, acho que pode ia se um pon o posi i o que a me odologia podia
melho a . A pa e das e amen as oi mui o aquilo que nós conhecíamos oi aquilo que nós usamos,
sendo que nós maio i a iamen e usamos o
b ains o ming
, qualque coisa es á amos ali a aze
b ains o ming
.
PM: U ilizas e odos os a e ac os da me odologia?
U: Não. O plano de ges ão da qualidade não oi desen ol ido à pa e, op ei po deixa apenas no manual
do p oje o a in o mação sob e o mesmo. Foi um bocadinho pa a odos os es an es o am desen ol idos,
deixa cá e se não desen ol endo ai e g ande impac o no p oje o, en ão esse não oi desen ol ido e
ambém po que na análise, po exemplo a nossa omada de decisão e a di e amen e com a p o esso a,
não ha ia uma g ande cadeia de omada de decisão e uma necessidade de c ia eg as mui o ígidas
pa a a ges ão da qualidade. Nas euniões e a ap esen ado o abalho desen ol ido e ha ia comen á ios
e alidação ou pedido de melho ia po pa e da p o esso a, e a assim. Ou o documen o que não enha

135
sido u ilizado, deixa pensa . A me odologia em qua o ichei os Excel que são os egis os, egis os de
inciden es, iscos, decisões e … são qua o, esqueço semp e um, mas são qua o ichei os Excel. O
egis o de inciden es eu esc e i um inciden e e que nem sei se oi bem um inciden e, que dize oi um
inciden e que oi um colega saiu e nós icamos des alcados pa a aquele a e ac o, não é? Mas o a isso
não hou e assim mais u ilização desses documen os. O egis o de decisões, no início ainda ui
esc e endo, mas imagina a quan idade de decisões e a an a que nós acabamos po op a po colocá-
las apenas na a a, e o que é que eu azia? Po exemplo inha hoje uma eunião, lia a a a da eunião
passada e copia a e aquilo que ainda es i esse em abe o eu deixa a ica na a a, ou seja, odas as
decisões ou necessidades de ação que ainda não i essem sido concluídas e ence adas man inham-se
na a a e cons an emen e eu ale a a:
a enção emos ainda es e pon o em abe o
e en ão e a assim que
nós azíamos a ges ão da omada de decisão e a necessidade de ações. Mas os documen os eles são
in e essan es só que, mais uma ez, eu acho que os egis os eles êm de se adap ados à ealidade do
p oje o po que pode ha e mui a coisa ali que não aça sen ido, sei lá, eles pediam o ganização, pediam
depa amen o, há ali um conjun o de coisas que podem se simpli icadas, mas acho que o a o plano de
qualidade, odos os ou os o am usados.
PM: Mas en ão conside as que esses a e ac os e am odos ele an es, mas só não e am ele an es pa a
o eu p oje o? Po exemplo se ossem adequados a ou o p oje o p o a elmen e já se iam ele an es.
U: Sim. Aliás eu posso dize se eu ago a nes e es ado, que já conheço bem a me odologia, já a a o po
u, se eu osse ago a a aze de início mui os documen os que o am desen ol idos eu não i ia
desen ol e po que depois ambém ha ia isso, eu que ia po um lado aze a ges ão de p oje o mas po
ou o ambém inha de es uda o a e ac o e e se alia ou não a pena in oduzi-lo e nes e momen o
ha e ia alguns que eu deixa ia em
s andby
, po exemplo o plano de ges ão de ansição não é? Po que
eles êm o plano de ges ão da implemen ação ope acional e plano de ansição. Eles pa ecem pa ecidos,
mas são um bocadinho di e en es po que um p essupõe passa do p oje o pa a a pa e das ope ações
e o ou o p essupõe o impac o que esse p oje o ai e sob e a o ganização. No nosso caso, o
Obse a ó io, apesa de se um sa éli e da APOGEP, o impac o que em é mui o pequeno e além disso
nós es amos ainda a c ia en egá eis que são a base de uncionamen o do Obse a ó io. En ão, po
exemplo o plano de ansição azia sen ido no nosso caso? Não, po que e e i amen e nós não es amos
a passa nada pa a a APOGEP. Nós es amos a pega nis o e ai se i de base pa a os p óximos p oje os,
se ia um que eu, po exemplo não e ia desen ol ido. Eu iz ambém um ela ó io de … há dois po que
há um que é de p og esso e há ou o que é de ou a coisa, há dois ela ó ios, eu ago a não me lemb o
do nome. Bem, mas eu ou explica e depois quando olha es pa a os a e ac os ais pe cebe . Há um
136
a e ac o que é o ela ó io de p og esso que é uma, duas páginas no máximo e depois u ens um ela ó io
que é mais ex enso e que é supos o aze es com maio espaçamen o e esse documen o, esse ela ó io
que é mais espaçado, que é mais ex ensi o, eu iz ambém um bocado pa a e uma noção de udo o
que nós ínhamos ei o, mas o desen ol imen o dele oco eu na ase de ence amen o do p oje o en ão
há ali mui a coisa que es á coinciden e com o documen o de ence amen o do p oje o. En ão a é que
pon o ez ou não sen ido desen ol e ? Mais uma ez aqui a ideia e a, po um lado, aze a ges ão de
p oje o, mas ambém analisa os a e ac os. Eu p e e i peca po excesso, ou seja, desen ol e o a e ac o
e depois comen a não u iliza ia, oi mais pa a pe cebe se ele azia ou não ou az ou não al a ao
desen ol imen o do p oje o do que es a a não desen ol e e depois acon ece alguma coisa que eu
dissesse al a aqui alguma coisa, aqui uma ajuda nes a ques ão e nós não e mos desen ol ido.
PM: Além daquilo que já alas e, achas que al a mais alguma coisa na me odologia? Que e a impo an e
es a e não es á.
U: Sim. Eu não acho que al e, o que eu acho que se ia in e essan e e a passa da pa e dos documen os
Wo d, Excel pa a uma pla a o ma, um so wa e, aí sem dú ida. Eu ago a não enho a ce eza se eu já i
alguém a en a c ia isso ou se eu i um comen á io de alguém a dize que se ia in e essan e aze isso,
mas eu sei que é uma coisa que já alguém comen ou po que é assim is o é um p oje o pequeno. Ago a
imagina es a mos a ala de uma o ganização que decide mesmo u iliza o PM². Mesmo a ní el da
comissão eu opeia cus a-me um bocado a c e que eles não enham uma coisa um bocadinho mais
au oma izada, não é? Po que não sei. Eu es ou a pensa , mas eu ambém es ou numa o ganização e
ainda há mui o coisa que ainda é ichei os Wo d, Excel, não é impossí el que seja. Mas eu acho que
se ia in e essan e ha e uma e amen a só que o que eu acho que ai se p oblemá ico da e amen a
é que se calha a acilidade de adap a a cada p oje o ai se meno , não sei digo eu, mas se ia
in e essan e en a a c iação de uma e amen a, um so wa e que pe mi e a ges ão mais adequada.
Po que as ezes a ges ão da documen ação pode se um bocadinho p oblemá ica apesa de eles e em,
es á p e is o a ges ão da con igu ação dos documen os, mas não sei acho que aí a ques ão da, mesmo
da ges ão de e sões, pode ia se uma u ilidade se exis isse um so wa e.
PM: Achas que inclui a sus en abilidade nes a me odologia se ia um ópico a pensa pa a o u u o, uma
mais- alia?
U: Olha eu ou se mui o hones a eu abalho na á ea da sus en abilidade, mas eu não conheço a á ea
da sus en abilidade na ges ão de p oje o. A p o esso a a é me passou o nome de uma me odologia que
é a G een qualque coisa…
137
PM: G een P ojec Managemen ?
U: É possi elmen e. É uma o ganização?
PM: Sim, u iliza o P5. Também em uma me odologia que é o PRiSM. Ia- e pe gun a se conhecias.
U: Não conheço. Ago a a minha ques ão ai pa a i, explica es-me um bocadinho em que consis e a
pa e da sus en abilidade ligada à ges ão de p oje os.
PM: Po exemplo inclui a alia o ní el de sus en abilidade da o ganização.
U: E essa sus en abilidade e e e-se aos ês pila es ou qua o, depende ambém?
PM: Sim são os ês mais p ocesso e p odu o, que são ês Ps – luc o, pessoas, plane a e depois mais
dois que é o p ocesso e o p odu o.
U: E supos amen e a u ilização da me odologia…. Aliás a pa e da sus en abilidade, ela i amen e à
ges ão de p oje o se ia na e icácia, ou seja, e uma ges ão de p oje o mais ágil, com menos p ocessos,
mais e icaz, mais e icien e? Se ia po aí?
PM: Também.
U: A p óp ia me odologia, a PM², ela cons an emen e isa isso que é…. Aliás exis e um mani es o da
PM² em que es ão lá um conjun o do que é que eles que em se e o que é que eles de endem e uma
das coisas que eles dizem é aze de o ma mais e icaz e e icien e, com a o imização de ecu sos, isso
ai um bocadinho de aco do com a pa e da sus en abilidade. E o ac o de ela ambém se adap á el,
cons an emen e a me odologia e e e, se ize sen ido, o adap a consoan e as necessidades, en ão se
o mos po esse pon o de is a acho que sim, ela ealmen e pode-se o na mais ágil, mais adap a i a.
Ago a o que eu acho é que ai exigi mais po pa e de quem es i e a aze a ges ão de p oje o, ou seja,
po que …. Ago a um apa e nes a me odologia uma coisa que eu acho que alha é não ha e o mação
sob e a me odologia. No meu caso eu i e de es a a pa i ped a po que se hou esse uma o mação
es u u ada se calha eu p e e ia e ei o a o mação e a segui esc e ia a disse ação, acho que e ia
sido um bocadinho mais ácil. Eu sei que eles es ão a desen ol e e já exis e qualque coisa, mas não é
algo mui o isí el, não é assim uma o e a mui o ácil de encon a .
PM: Se quise es eu posso e mos a o P5.
U: Sim, já ago a. Po que a p o esso a e e iu e eu disse aí ou da uma is a de olhos, mas depois olha
oi an a coisa.
[On ologia de P5, p esen e na Figu a 20 – secção 2.3.2 PRiSM]
U: Pa a se hones a eu acho que en e as ês á eas a ualmen e a menos desen ol ida é a do ambien e.
A inancei a em anos e anos, as pessoas acabou po e de se desen ol ida po que as pessoas
138
queixa am-se. O ambien e ago a é a úl ima. Mas nes e caso sim eu acho que a me odologia az sen ido
e pode se u ilizada pa a a á ea da sus en abilidade.
PM: Achas que há mais alguma ma é ia que de íamos e alado da me odologia ou mesmo da
sus en abilidade que achas que e a impo an e ala e não alamos a é ago a?
U: Não, eu acho que ocamos em odos os pon os. Eu na minha disse ação pus uma pa e de lições
ap endidas, mas não e e an o a e com a me odologia, em algumas associadas à me odologia, mas
em algumas ambém associadas à pa e da comunicação. Deixa me e .
U: Eu acho que o PM² sem ala di e amen e de sus en abilidade ele já a ín eg a po que puxa pelas
pessoas, acho que é uma me odologia que puxa mui o pelas pa es in e essadas. Mesmo na ma iz das
pa es in e essadas a en a i a de iden i ica odas as pa es in e essadas, aquelas que se conside e mais
ele an es, mesmo den o dessas iden i ica aquelas que são mesmo ele an es e aze es uma análise
em que ase do p oje o é que elas são ele an es, como é que eu as posso con ac a , quando é que eu
as de o con ac a , eu acho que aí já puxa a pa e social. A pa e inancei a eu acho que essa é a mais
cla a po que se hou e en a i a de aze den o de um o çamen o, den o de um p azo. A pa e
ambien al, essa pa e eu não sei a é que pon o não a á mais sen ido pa a alguns p oje os do que ou os.
No obse a ó io eu não consigo pensa numa ques ão ambien al que nós enhamos, izemos semp e
udo on-line apesa de a pa e on-line ambém em a pa e ambien al. Não sei, mas eu acho que ela puxa
a sus en abilidade pela o imização de ecu sos, empo, disponibilidade de ecu sos…
PM: Mas achas que a pa e ambien al é que es á menos desen ol ida, al ez?
U: Eu acho que ela não ala di e amen e, eu posso es a enganada, mas eu acho que aí ai depende
mui o do ipo de p oje o que enhas. Po exemplo, se es i e mos a ala de um edi ício… É mas a
me odologia não ala nada da ques ão de ges ão ambien al, não ala nada. Po que eu acho que a
me odologia PM² ela ad oga se aplicá el e cus omizá el a qualque ipo de p oje o, en ão ela não ai
en a especi icamen e nisso, mas ela a pa e ambien al ela não em. Sus en abilidade ambien al não
em nada.
U: Olha mas só pa a e dize ela i amen e às lições ap endidas as ques ões que se colocou oi ixa um
ho á io pa a as euniões, a g a ação das euniões que oi uma an agem, a ques ão da o mação p é ia
da me odologia que eu já e e i que ealmen e sen i que ez al a, ese a algum empo pa a a ase
inicial e inclui o clien e po que ealmen e oi… oi di ícil, hou e aqui a ques ão de inclui elemen os da
equipa cen al e hou e aqui um que oi: nós de inimos um p oje o e depois conside amos subp oje os
com cada um dos en egá eis, ou seja, inha o
websi e
que nós conside amos que e a um subp oje o
den o do p oje o. P imei o nós conside amos que ínhamos um p oje o com á ios en egá eis: o