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Is o é a e? De den o pa a
o a, de o a pa a den o
Helena Pi es & Za a Pin o-CoelHo
[email p o ec ed]; [email p o ec ed]
Cen o de Es udos de Comunicação e Sociedade (CECS), Ins i u o
de Ciências Sociais, Uni e sidade do Minho, Po ugal
Assis imos, hoje, a uma elas icidade no mundo das a es sem p e-
ceden es, ao mais ousado expe imen alismo de no as écnicas, no as lin-
guagens, a p á icas e p ocessos que desa iam os limi es disciplina es p é-
es abelecidos. A nossa expe iência enquan o espec ado es, obse ado es,
ou in es, públicos, exige-nos que pe manen emen e esga emos os
modelos e as e e ências já conhecidas, numa en a i a de comp een-
são, e mui as ezes de in u í e a classi icação, das ob as com as quais
nos depa amos. Cingindo-nos, pa a começo de explanação, ao con ex o
de p odução c ia i a em Po ugal, eja-se o designado “no o ci co”, no
qual econhecemos o ecu so, mesmo que pon ual ou de passagem, ao
malaba ismo, ao apezismo, à mímica e à ges ualidade ipi icada do pa-
lhaço, ao uso do mas o chinês, do chico e de ades amen o, da co da e
de an os ou os signos uni e sais, ao mesmo empo que somos su p een-
didos pelo no o ca á e co eog á ico dos mo imen os dos a is as, pelos
inusi ados déco s, pela deslocação das pe o mances pa a o a das habi uais
endas, dando a ez a exibições nos luga es mais imp o á eis, pela mis u a
de linguagens ou in en i os modos de miscigenação, de que azem pa e
a d ama u gia, a dança, a pe o mance, a música. O ac oba a João Paulo
San os é um dos nomes a apon a , conside ado pionei o na in odução do
ci co con empo âneo em Po ugal. Mas ambém na dança con empo â-
nea, no ea o, na música, obse amos a uações híb idas, desa ian es pe-
las di iculdades de lei u a que nos lançam, pelo con i e a um no o olha
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sob e as ob as já expe ienciadas, p esen es e passadas, pelos e ei os de
con ágio que con idam a no as o mas de aze a e, ciência ou iloso ia.
Con inuando a exempli ica com os a is as que nos são mais p óximos, po-
de íamos e e i Vic o Hugo Pon es, c iado que começou po se des aca
a pa i de Guima ães Capi al Eu opeia da Cul u a, em 2012, e cuja ob a é
ilus a i a de um no o expe imen alismo, si uado algu es en e a música-
- ea o-dança, pon ualmen e apoiado pelo ecu so a “a is as de ua” que
dialogam com baila inos p o issionais, en e ou as an as sub e sões dos
cânones clássicos e me odologias p ocessuais c ia i as. Rui Ho a, Olga
Ro iz, Joana P o idência ou Ve a Man e o são ou os an os c iado es que,
de o mas di e sas e mui o peculia es, o am con ibuindo pa a edesenha
os limi es da dança no pano ama nacional. Também no mundo das a es
isuais e da escul u a (melho se á dize , das en e- ans-a es), a is as
con empo âneos como Helena Almeida, Ana Ha he ly, Ped o Cab i a Reis
ou Albe o Ca nei o, en e an os ou os, in a am con enções, mis u ando
écnicas, linguagens, códigos disciplina es. Inquie ações e pe plexidades
ou as su gem nos domínios da p odução con empo ânea cinema og á ica
e audio isual, na o og a ia, nas new media a s. Obse am-se c iações que
combinam de modo mais ou menos su p eenden e múl iplas disciplinas,
mo imen ações e diálogos en e campos di e sos, mig ações a iscadas e
com e ei os inespe ados. A e e na u eza, a e e ida, a e e não-a e jus a-
põem-se, en elaçam-se, elidem-se mu uamen e.
Como le a a e con empo ânea, nos pano amas nacional e global,
uma ez despojados – os c í icos e ou os mediado es, os públicos, ou
mesmo os p óp ios a is as – de disposi i os eó icos e ins umen ais, ins-
i ucional e uni e salmen e legi imados? Que sen idos (ou não) pa a os no-
os expe imen alismos, os iscos, as sub e sões, as deambulações que ani-
mam as a es – ou alguns dos modos de ( e)c ia – na con empo aneidade?
A iden i icação da a e com a ob a, no seu sen ido clássico, en endida
enquan o a e ac o imbuído de alo in ínseco anscenden al, condição
da a i mação da sua au onomia, excluindo-se “o p ocesso p odu i o e as
ideias do a is a, as mediações do his o iado , do c í ico, do cu ado e do
ilóso o, como ainda a eceção do público” (Pe niola, 2000/2005, p. 7), é
ejei ada po di e sos a is as, en e os quais Duchamp ou, mais a de, Ka-
p ow, Wa hol, e c. A a pop, o minimalismo ou o concep ualismo i iam a
acen ua o desmo ona dos limi es de de inição da a e, po meio do exe cí-
cio de uma libe dade c ia i a o al e in eg ado a dos a e ac os e o mas i-
iais. Comp eende -se-á es e no o posicionamen o ace à p óp ia de inição
de a e na sequência do desapa ecimen o da c ença na au a e o iginalidade,
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ou o a associadas ao es a u o, em úl ima análise “sag ado”, da ob a úni-
ca, de que nos dá con a Benjamin (1992), no seu conhecido ensaio “A ob a
de a e na e a da sua ep odu ibilidade écnica”, publicado o iginalmen e
em 1955. No campo da es é ica, são á ios os au o es e modelos que o am
con ibuindo pa a o ala gamen o de abo dagens, endo em is a esponde
à ques ão de sabe o que é a a e. Desde os ep esen acionalismos, come-
çando com a eo ia g ega da imi ação (mimesis) a é ao neo- ep esen acio-
nalismo de A hu Dan o ou Nelson Goodman, que de endem que a a e é
semp e uma o ma de conhecimen o do mundo; passando pelos modelos
emo i is as, exp essionis as ou exp essi is as, nomeadamen e o modelo
de R. G. Collingwood, segundo os quais o alo da a e assen a na possibi-
lidade de acesso ao uni e so da psique humana, dos seus sen imen os e
emoções; ou pelo o malismo, de Cli e Bell e Roge F y, que de ende o alo
in ínseco do enómeno a ís ico, baseado nas suas qualidades imanen es
e mani es as; e não esquecendo a eo ia ins i ucional da a e, de Geo ge
Dickie, segundo a qual a posição que as ob as de a e ocupam num dado
con ex o ou enquad amen o ins i ucional de e mina o seu alo 1, ce o é
que a impossibilidade de es abilização do concei o de a e se impôs, po
si, como condição de ap eciação es é ica na con empo aneidade (G aham,
2005; Mou a, 2009).
É comum, hoje, a i ma -se que nunca a a e se e á imiscuído an o
na sua ín ima elação com a banalidade quo idiana. O mesmo se pode á
dize da sua ap oximação às di e en es o mas de mediação e aos média.
O e mo “a e” é a cada passo jus apos o, combinado, ag egado: a e- ida,
a e-comunicação, a e-comunidade, a e-polí ica… Pe niola (2000/2005)
en ende que a a e con empo ânea, despida da sua dimensão me a ísica, e
libe a das ama as eó ico- ilosó icas que p ocu am esis i à sua indelimi-
ação, desenhando-lhe eno ados pa âme os de alo ação e legi imação,
se eduz à “coisi icação” e à “ci culação”, condizen es com o p incípio da
democ a ização da a e:
aquilo que o na possí el a ca ego ia de a e e a igu a do
a is a é conside ado uma supe icialidade me a ísica de
que é p eciso p escindi , uma pesada he ança de que nos
de emos libe a o mais dep essa possí el, um inú il o -
namen o que op ime a e dadei a ida da a e. Em suma,
1 Podemos con oca , po a inidade, a p opósi o da eo ia ins i ucional da a e, A hu Dan o, ilóso o,
c í ico e eó ico de a e, men o do concei o “mundo da a e”, ap esen ado no conhecido a igo “The
a wo ld” (o con ex o cul u al e his ó ico no qual uma ob a é c iada), publicado no The Jou nal o
Philosophy, em 1964. De es o, é de no a que, a pa i dos anos 80, o ema do “ im da a e” ocupa
mani es amen e o pensamen o de Dan o (1997).
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conside a-se “na u al” que alguns obje os sejam ob as de
a e e que algumas pessoas sejam a is as; qualque ou o
ipo de ques ões pa ece se supé luo. (p. 9)
Em Je Koons, a mais escandalosa banalidade ans o ma-se em an-
asia e em ob a de a e. Disso são exemplo os seus cães-balões, um dos
quais, o Ballon Dog (O ange), oi endido pela Ch is ie’s, em 2013, pelo
impensá el alo de 43,5 milhões de eu os2. O que dis ingue es e a e ac o,
com mais de ês me os, em aço inoxidá el, dos milhões de cães-balões
em minia u a dis ibuídos pelos palhaços de ua em odo o mundo? A es-
cala? A sua composição ma e ial? Ou, ão só, o seu con ex o ins i ucio-
nal? Es a é uma ques ão que em ocupado la gamen e a discussão pública,
pa ilhada nos média e nas edes sociais. Apesa da sua inques ioná el
no o iedade, a uma escala global, o a is a em-se is o en ol ido em su-
cessi as polémicas, em i ude de acusações, nomeadamen e, de plágio.
O desapa ecimen o da o iginalidade e da au en icidade enquan o c i é ios
de alo ação e de de inição do enómeno a ís ico impossibili a-nos, hoje,
o disce nimen o en e os di e en es ipos de a e ac os? A ulga idade dos
obje os que Koons eplica é desmesu adamen e sublinhada pelo a is a,
a a és da manipulação de dimensão, pelo jogo écnico e e ei os o mais
lamejan es. No seguimen o de Duchamp e Wa hol, desa iam-se as on-
ei as en e a e e consumo de massas, en e a pe manência e o pe ecí el,
en e o luxo e o lixo.
Damien Hi s , po seu u no, discípulo de Koons, celeb izou-se com
A impossibilidade ísica da mo e na men e de alguém i o, uma escul u a, de
1991, que consis e num uba ão- ig e p ese ado em o mol, numa i ine.
Ambos os a is as su gem associados ao escândalo, ap esen ando “ob as”
equen emen e pa odian es e com o e impac o jun o dos públicos, desa-
iando quaisque con enções. As suas c iações es ão en e as mais co adas
no me cado da a e con empo ânea e os espe i os a is as en e os mais
amosos e icos. A eo ia ins i ucional da a e, de Dickie (1979, 1997), expli-
ca á, em pa e, a impo ância dos con ex os ins i ucionais, que o sis ema
do me cado da a e, que as lógicas, in e ligadas, de legi imação, ine en-
es a de e minados espaços exposi i os. Além do mais, a obscenidade (no
sen ido de im da cena) que es es e ou os a is as celeb am, exp essa no
ompimen o de quaisque expec a i as de acei abilidade ou no ma i idade
social, não deixa de se insc e e na linha de c iação expe imen al que, em
inícios do século XX, já p enuncia a o “ im da a e”. Desse pon o de is a,
2 Ve “Is o é a e?, con inua a pe gun a Je Koons” (Lucas, 2014).
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es a emos pe an e o mas de exp essão a ís ica he dei as de uma obses-
são com o exe cício au o élico da a e que se pensa a si mesma. Ainda as-
sim, impo a á pe gun a se o no o cená io de “misé ia simbólica” de que
nos ala S iegle (2004/2018), e le indo sob e as implicações en e a es é-
ica e a polí ica na e a hipe indus ial, não nos le a á a suspei a sob e a di-
iculdade de a a e se libe a da sua sujeição aos impe a i os da p odução
capi alis a. Te á a a e pe dido a sua ocação e dadei amen e sub e si a,
iludindo essa mesma ocação com o exace bado e apa en e ompimen o
dos seus limi es es é ico- o mais?
A en e-se na seguin e passagem:
a edução da a e às ob as e à comunicação acabou po
p oduzi alguns e ei os posi i os. Não só ap oximou a a e
de massas de camadas cada ez mais amplas de público e
de indi íduos pouco escla ecidos e incapazes de pe cebe
a di e ença en e a dimensão eal e simbólica, mas sob e u-
do ala gou de o ma no á el as on ei as da a e, azendo
incidi uma no a a enção sob e a “coisi icação” e a “ci cu-
lação” que as concepções demasiado espi i uais e me a í-
sicas da a e não conheciam. (Pe niola, 2000/2005, p. 9)
O ala gamen o de on ei as a que o au o se e e e ex ai a a e da
adicional es e a sup a-mundana, ca apul ando-a pa a o mundo do “ eal”.
Pe niola (2000/2005) apon a, a es e p opósi o, o “ eg esso do ealismo
na expe iência das a es ac uais” (p. 11). Pensando sob e o eal que i om-
pe na a e con empo ânea, o au o obse a a celeb ação da “abjeção” e
da “náusea” (Sa e, 1938/2018) que abalam o ideal de uma con emplação
pu a e eclamam o co po na sua p omíscua elação com a a e. É lidando
com uma al pe da de e e ências que alguns dos enómenos a ís icos
con empo âneos se ein en am, pa a lá do im da a e, massi icando-se
a a e e udi a e nobili ando-se a a e popula , mesclando-se os es ilos, os
géne os, as o mas. Podemos dize que assis imos ao o al desmo ona-
men o de quaisque c i é ios es é icos e c í icos? Te á o nojo (dégoû ) sido
ele ado a ca ego ia p incipal da es é ica con empo ânea ocupando o luga
do gos o? P ecisamen e, uma ez mais, Pe niola (2000/2005) deixa no a a
seguin e suspei a: “o ealismo ex emo de hoje em sob e udo es a p e en-
são: mos a o exis en e sem qualque mediação eó ica” (p. 20). Po ou-
as pala as, pode á in e oga -se a ingenuidade de uma abo dagem que
ambiciona acede à “essência do eal”, pa a lá das mediações da linguagem
e do pensamen o. O au o p opõe mesmo a exp essão “ ealismo psicó ico”
pa a designa , em essonância com o enómeno da pe da de iden idade, a
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“con usão en e a a e e a ida”, a dissolução do sujei o numa ex e io ida-
de adical que dispensa qualque mediação es é ica (ou, podemos ac es-
cen a , simbólica). As expe iências de S ela c que dis endem em mui o o
sen ido do co po sac i icial ou da body a de Gina Pane dos anos 60, con-
duzindo ao desaba de on ei as en e o in e io e o ex e io , da -nos-iam,
po sua ez, ma é ia pa a indagação. Com S ela c, a pele deixa de sepa a
o den o e o o a inaugu ando-se no os modos de sen i e de pe cebe .
Expe iência igualmen e inspi ado a é suge ida com Ve o (1929), em The
man o he mo ie came a (O homem da câma a de ilma ), e idenciando-se
a incu são numa quase-a e- ida ou a sub e são da simples ep esen ação
ou mimese en e a cidade e a imagem cinema og á ica. Como in e p e a a
a e con empo ânea? Te ão sido deslocados os limi es da in e p e ação, ao
jei o de Umbe o Eco (2004), no sen ido da expansão/con ação do espaço
ansi i o en e c iado -ob a-lei o ?
De enhamo-nos em Beuys (2010), econhecendo-lhe um impo an-
e con ibu o pa a a p esen e discussão. Com Joseph Beuys, a e e ida
in ome em-se mu uamen e, pe u bando os pa âme os de en endimen o
c í ico das ob as e a is as. Nas suas en ão céleb es lec u es abe as, ampla-
men e pa icipadas pelo público em ge al, discu e-se in ensamen e o papel
da a e e dos a is as na sociedade, assim como na es e a polí ica. Beuys
(2010) chega a oci e a , no con ex o de uma dessas acesas pales as, algo
como, “dei em as minhas ob as pela janela o a…, impo an e é a oca de
ideias, o que es á a acon ece aqui e ago a” (p. 163). O concei o de a e,
na pe spe i a do a is a, amplia-se e ecupe a as o mas mais básicas da
exp essão humana: “ ejo o pensamen o humano ambém de uma o ma
plás ica, a p imei a o ma plás ica que su giu do se humano” (Beuys, 2010,
p. 137). Diz ainda o a is a, “po que odo o conhecimen o humano p ocede
da a e. Toda a capacidade p ocede da capacidade a ís ica do se humano,
ou seja, de se a i o c ia i amen e” (Beuys, 2010, p. 121). F equen emen e,
Beuys desenha a diag amas, em quad os de lousa, ep esen ando as ideias
em discussão e econhecendo-lhes in e esse plás ico. Rejei ando o es a u o
de genialidade do a is a – eco de-se que de ce o modo oda a sua eo ia
da a e se pode á esumi ao slogan “cada homem um a is a” –, Beuys
de ende a impo ância da a e na sua dimensão de a e-comunicação ou
de a e-conhecimen o, is o é, enquan o exp essão socialmen e pa ilhada
do pensamen o e co-cons i u i a, de algum modo, do sen ido de comu-
nidade poli icamen e comp ome ida. Dizia o a is a, de es o, que oda a
sua a e pode ia se conside ada a e pública. Com Beuys, a ob a, o a is a
e o público são, pois, deslocados pa a lá dos e i ó ios con encionais, o
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que con e e ca á e o emen e polémico a oda a sua a i idade ao longo
da ida. 7000 oaks pode á conside a -se uma das suas ob as “cole i as”
p ecu so a dos p ocessos de a e pública co-c iada, onde a au o ia (em pa -
e) se dilui, a i mando-se de ini i amen e um no o modelo a ís ico, cuja
na u eza se a i ma pela deses abilização e i e e ência ace aos pad ões
clássicos, há mui o o ados ao desc édi o. Po ou o lado, a conc e ização
de uma ob a de al en e gadu a exigi ia inanciamen os colossais que le a-
iam o a is a, pa adoxalmen e, a sac i ica o alo da libe dade o al da a e
na sua elação com o sis ema capi alis a, denunciando-se, assim, algumas
das con adições en e os discu sos e a complexidade da ealidade que en-
quad a a c iação a ís ica con empo ânea.
Se é ce o que de algum modo os momen os da explicação e com-
p eensão he menêu icas, ine en es à eo ia da in e p e ação de Ricoeu
(1976/1987), de am luga ao discu so da pa icipação dos públicos na co-
-signi icação e mesmo da co-c iação, as di e en es mani es ações a ís icas
con empo âneas dão sinais con á ios, o a de incen i o, o a de e ação, da
a i idade gene a i a e da dimensão dialogan e.
Di unde-se a imp essão gene alizada de que o público se e á, hoje,
ap oximado mais do que nunca da a e, de ubando os mu os in isí eis da
e udição. “Gos o” ou “não gos o”, como ad e e Pe niola (2000/2005),
impõe-se, apa en emen e, como o único c i é io de alo ação da a e. Po-
demos, nes e sen ido, dize que o que é e o que não é a e deco e da
ap eciação imedia a do público? Repo ando a Heinich (1998), Pe niola
(2000/2005) dis ingue en e:
o pa adigma mode no (pa a o qual o alo a ís ico eside
na ob a3 e udo o que lhe é ex e io só pode i jun a -se
ao alo in ínseco da mesma) e o pa adigma con empo-
âneo (pa a o qual o alo a ís ico eside no conjun o de
elações — discu sos, acções, edes, si uações e e ei os
de sen ido — es abelecidas em ol a ou a pa i de um
objec o, que é apenas ocasião ou p e ex o ou pon o de
passagem). (p. 79)
Ac escen a o au o ,
oda a expe iência da a e con empo ânea pode se in e -
p e ada como uma ansg essão de on ei as e uma ex-
ao diná ia expansão do seu e i ó io; no en an o, essa
ul apassagem de limi es não de e se en endida como
uma ausência de no mas, mas como uma complexa
3 En enda-se aqui “ob a” no sen ido de a e ac o dessac alizado, ob a “coisi icada”.
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es a égia de desa io e de escândalo, que pa ece e mais a
e com a economia da comunicação e da in o mação do
que com a dos p odu os a ís icos en endidos como objec-
os de colecção. (Pe niola, 2000/2005, p. 79)
Obse a-se em Pe niola (2000/2005) uma descon iança nos e ei os
da ansposição de on ei as na a e con empo ânea, sob a o e suspei a
de que a subo dinação aos impe a i os do sis ema de comunicação e de
me cado explica á as azões mais p o undas que mobilizam um exe cício
me amen e o mal de apa en e sub e são. P es emos a enção ao om cla-
amen e c í ico e desolado que no eia o seguin e exce o:
a ansg essão das on ei as da a e não se ia po an o
um mo imen o p og essis a, mas e ia como objec i o e-
i a ao a is a, ao c í ico e ao cu ado oda a au onomia,
azendo-os desce ao ní el da ealidade, ou seja, da sua
dependência di ec a dos impe a i os económicos. Sob
es e aspec o, a ei indicação da au a das ob as de a e e da
au onomia dos mundos simbólicos assumi ia hoje um sig-
ni icado de con es ação social, po que cons i ui ia a úl ima
de esa nos con on os do o al e di ec o domínio do capi-
al. Pa adoxalmen e, no en an o, quem abalha con a as
mediações cul u ais, a a o do espon aneísmo comunica-
i o e exposi i o, não obs an e as suas in enções p og es-
si as, não a á mais que acele a o p ocesso de liquidação
dos mundos simbólicos. (Pe niola, 2000/2005, p. 81)
Pe niola (2000/2005, p. 91) de ende que o limi e do ala gamen o da
noção adicional de a e esul a de dois mo imen os: o mo imen o da an i-
-a e si uacionis a e o da a e concep ual. De um lado, exe cendo uma o e
c í ica à sociedade neo-capi alis a, encabeçada, en e ou os, po Debo d, o
in e nacional si uacionismo ha e ia de ap oxima a a e da dimensão e ene-
mencial, em oposição ao espe áculo enquan o elação social encenada se-
gundo a lógica de pode e media izada pelas imagens. Do ou o, a a e con-
cep ual, designadamen e com Kosu h (1966/1990), de ine-se pelas in enções
do a is a: “daí que o a is a concep ual exija pa a si as unções do c í ico e
se di ija a um público de a is as” (Pe niola, 2000/2005, p. 98). Em comum,
ambos os mo imen os pa ilham o c uzamen o da A e com a Filoso ia e a
“ ecusa da o ma”. Di o de ou o modo, assim se con a ia o essencialismo
es é ico que “apa ece demasiado ligado a p essupos os me a ísicos: en a
aze ale como uni e salmen e álidos gos os e c i é ios que es ão es ei-
amen e ligados a ac o es his ó ico-sociais” (Pe niola, 2000/2005, p. 99).
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Nas p imei as décadas do século XX, usa a-se já a exp essão “ im da
a e” pa a aduzi o sen imen o de que mudanças adicais ob iga am a e-
pensa os limi es e os c i é ios ou o a acei es pa a a alia e econhece aos
a e ac os o seu es a u o a ís ico. Duchamp, como an os ou os a is as,
e e um papel especialmen e acu ilan e na polemização dos pa adigmas
a é en ão igen es. Pa adoxalmen e, assis e-se, hoje, a um eno ado in e-
esse pelo géne o, e em pa icula pela pin u a. No dize de Sa do (2006),
con a iamen e à escul u a, a pin u a “nunca pe deu uma iden i icação
com a his ó ia do seu p óp io p ocesso” (p. 7). De es o, sob e a p imei a
e e e o au o :
em 1978, Rosalind K auss, num ex o mui o amoso sob e
escul u a, es abeleceu que o campo da escul u a se inha
ans o mado num “campo expandido”. De ac o, pelo
menos desde o início da década de sessen a que a escul u-
a inha indo a pe de odas as suas ca ac e ís icas ipo-
lógicas que a aziam consubs ancia um géne o, ou uma
p á ica de iní el, com on ei as que pudessem o nece
uma en idade pa a o nome “escul u a”, em p imei o luga
po que deixou de se p a icada a pa i das écnicas que
a his ó ia solidi icou, a sabe , o esca ado, o moldado e o
edi icado. Tan as o am as al e ações da p á ica escul ó i-
ca, nomeadamen e a in odução da imagem p ojec ada,
a inco po ação ou mesmo a u ilização exclusi a de som,
bem como a saída de um concei o uni á io que de i asse
da adição do monumen o ou do obje o, que “escul u a”
passou a se uma abs ação, um nome que não designa a
já qualque ipologia econhecí el. (Sa do, 2006, p. 7)
Vol ando à pin u a e en endendo-se es a como um dos enómenos
a ís icos clássicos mais ances ais, pode emos conside a a sua e olução
como um ba óme o ela i amen e às ans o mações ope adas, ainda que
com as espe i as di e enças, no campo ge al das a es. Assim, impo a
ecua no empo pa a comp eende mos a paula ina dissolução e expansão
da pin u a pa a o a dos limi es es abelecidos:
Ca a aggio como exemplo do pa adoxo da ep esen ação
na pin u a e pela in ação. Rubens pela abe u a de que é
p o agonis a, são casos quase simul âneos que podemos
en ende como p ecu so es, num ce o sen ido, da mo e
e enascimen o do espaço pic ó ico, ou po ou as pala-
as, da insu iciência das con enções que na al u a egiam
o espaço pic ó ico e da necessidade da sua expansão. (Sa-
bino, 2000, p. 76)
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Is o é a e? De den o pa a o a, de o a pa a den o
Helena Pi es & Za a Pin o-Coelho
ausência [de um absolu o eligioso], o simulac o” (Magda, 2004, p. 17),
que a au o a ala. Ac esce que, se conside a mos a descons ução da me a-
ísica a pa da edi icação da on ologia da p esença, à manei a de Heidegge
(1927/2009) e De ida (2009), a á sen ido conside a uma no a conceção
es é ica, p enunciada pelo seguin e exce o: “assim, a T ansmode nida-
de como no o pa adigma ap esen a um modelo global de comp eensão
do nosso p esen e, anspo ando abe u as de desen ol imen o a odos
os ní eis, sem alsos echamen os gnoseológicos ou i enciais” (Magda,
2004, p. 18). Mais p ecisamen e, sob e o “ní el es é ico” da ansmode ni-
dade, e e e a au o a:
a a e sai dos museus, o a is a con e e-se no seu p óp io
obje o a ís ico, a ob a ans o ma-se em ação, o ma e ial
em i ual. P opaga as o mas des e azio pa ece hoje
a única saída. Assumi as me á o as e as possibilidades
ans na sua o ma híb ida e con aminada, mu an e e ci-
be né ica, pode compo a o as ainda não explo adas de
odo. (Magda, 2004, p. 20)
O conjun o de ex os que compõem es e li o exp essa bem as in-
e s icialidades que ca a e izam a a e con empo ânea e p e ende con i-
bui , segundo di e en es pe spe i as, pa a o ala gamen o dos ho izon es do
deba e sob e os limi es do se da a e e da ida.
Em “Con a a co en e. Sob e a e e on ei a: de signi ican e azio à
po osidade con empo ânea”, Fe nando José Pe ei a, coloca a ques ão da
al e ação do concei o de on ei a na con empo aneidade, indo do con ex o
em que se impôs a necessidade imp escindí el da mesma a é ao da in-
de e minação da sua exis ência pa a ol a , no mundo de hoje de pendo
neolibe al, a econ igu a -se. De ende o au o que, apesa do echamen o
sociopolí ico, as p á icas a ís icas pe sis em em ema con a a ma é e
insis em en usias icamen e na “abe u a medial” que pe mi e um ala ga-
men o cons an e de um espaço que é, em si mesmo, “elás ico”. É esse o
lema que diz segui no seu abalho a ís ico, azendo sua a ideia da a e
como “mecanismo de a i ação da memó ia e da his ó ia”. No capí ulo, o
au o ap esen a imagens de duas ob as ealizadas em empos e con ex os
sociopolí icos dis in os, mas cen adas ambas na ques ão da on ei a.
A on ade de desloca on ei as a é que explodam in eg a ambém o
abalho a ís ico azido po So ia A onso, no capí ulo “Pa a uma e(s é) ica
de ques ionamen o”. Nes e ex o, ap esen a-se um caso de c uzamen o
de pe is ou linguagens, p o agonizado po descenden es de emig an es
po ugueses, com o obje i o de demons a como a a e pode po encia
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Helena Pi es & Za a Pin o-Coelho
um deslocamen o da isão no ma i a que ainda pe du a sob e a expe iên-
cia mig a ó ia. Pa indo do abalho de um núcleo de cinco a is as de a e
con empo ânea-po uguesa, p o enien es de á ios domínios a ís icos,
descenden es de emig an es po ugueses, e esiden es nou os países, a
au o a p ocu a e idencia como o desdob amen o c í ico p oduzido em
a e se abei a do desdob amen o c í ico p oduzido pela expe iência na a-
da, num exe cício au o- e lexi o de desinsc ição iden i á ia.
“Todas as ca as de Rimbaud e Rebuçados enezianos. En e um ilme
e ou o” é o í ulo do ex o de Edmundo Co dei o. Mo ido pela o ça do
acon ecimen o, do inédi o que ele ence a e pela ene gia da poesia, mo o
que ob iga a cons ui , o ilme de que o au o nos dá con a, in i ulado Todas
as ca as de Rimbaud, su ge da “possibilidade de ilma um dom e uma dá-
ida”, “Cinema = Memó ia” (p. 65). Ha ia no início a possibilidade de c ia
uma composição, a pa i de elemen os da ob a de Ma ia Filomena Molde ,
chamada Rebuçados enezianos, e de uma das sessões dos seus seminá-
ios na Uni e sidade No a de Lisboa, e ha ia ambém a necessidade de
in e cede , co espondendo à i alidade das pala as da ilóso a. Não pa a
ala do eu, mas pa a, a a essando o eu, “ala ga mais o impé io”. O au o
con ida-nos a acompanhá-lo na composição des a ob a mágica, “onde o
sop o de uma ida e de um pensamen o en am como que em combus ão
espon ânea” (p. 65), e ap esen a-nos as suas a iações, planos, camadas
e pa ições.
No ex o “A secção e o a elling: Lisboa de pe il em ês planos”,
João Rosmaninho, con ic o da ligação inex incá el en e a a qui e u a e
o cinema, coloca a ques ão: se á o pe il, concebido como “uma is a que
eúne as ca ac e ís icas cons an es e co an es da secção na a qui e u a
e do a elling no cinema” (p. 72), u o de um plano-sequência cinema-
og á ico ou de uma sequência de planos a qui e ónicos? Como e i ó io
de es udo, escolhe a cidade de Lisboa, is a a pa i de ês paisagens em
passagem, endo po obje i o iden i ica “na secção a qui e ónica o seu pa
cinema og á ico e ice- e sa” (p. 72). No cen o da sua in e p e ação es ão
ês pe is, ela i os a zonas dis in as da cidade, e ês planos-mo imen os
com di e en es pe sonagens, e i ados de longas-me agens de icção po -
uguesa, a sabe A Fo ça do A i o (Ped o M. Rui o, 1992); Ossos (Ped o
Cos a, 1997); e La ado em Lág imas (Rosa Cou inho Cab al, 2006).
Começando po e oca E ik Sa ie, Joana Gama, no ex o chamado
“Ce que je suis: A mul idisciplina idade como modus ope andi ou a ansg es-
são como iloso ia”, mos a-nos como alguém com uma o mação clássi-
ca em piano, de quem se espe a ia con encionalmen e uma ca ei a de
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Helena Pi es & Za a Pin o-Coelho
in é p e e de epe ó io canónico, não é imune à o ça do acon ecimen o
nem dos encon os elizes ou a ações que inspi am a ul apassa limi es,
apa en emen e in ansponí eis, e a ab i caminhos ou os pa a, no undo,
eg essa a si. Focando-se em momen os especí icos do seu abalho ao
longo dos anos, a au o a con a-nos como a a és da música se ligou à ida
e a ou as o mas a ís icas, que hoje comp eendem as á eas da composi-
ção, da dança ou da edição.
B aga, snapsho s in i ual eali y é o esul ado de uma sequência de
comissões a ís icas de algumas peças de media a ealizadas po João
Ma inho Mou a, ap esen adas nos cen os his ó icos da cidade de B aga,
em 2012, México, Ba celona, e P aga, em 2015, Beijing, em 2017, e B u-
xelas, em 2019. No ex o “B aga, snapsho s in i ual eali y: Do sen i ao
pensa ”, da au o ia cole i a de Helena Pi es, João Ma inho Mou a, Né Ba -
os e Paulo Fe ei a-Lopes, de ende-se que a expe iência da i ualidade
não se con ina à expe iência ecnológica. A gumen a-se ambém que a ex-
ensão da pe ceção a a és das ecnologias é po enciado a an o do co po
ísico, como do co po i ido e an o da ação inco po ada como da ação
imaginada, esul ando em múl iplos sen idos de es anheza pelos e ei os
sucessi os de desin eg ação e ecomposição dos mo imen os do sen i e
do pensa . Pa indo da peça de João Ma inho Mou a, mos a-se como as
ecnologias usadas na cap ação e ap esen ação da imagem es imulam um
mo imen o ciné ico pa icula que expandem as compe ências do sen i
dos pa icipan es.
Em “A cu ado ia (expandida) como p ocesso de comunicação da a e
con empo ânea”, Helena Pe ei a p ocu a explica po que é que o cu ado ê
o seu espaço de pode aumen a como nenhum ou o agen e do sis ema da
a e con empo ânea. Como hipó ese de explicação pa a a ascensão des a
igu a, no con ex o da p odução a ís ica e cul u al da pós-mode nidade,
ad oga que o cu ado é quem em o pe il p o issional que se ap oxima mais
das exigências de e icácia e da e iciência associadas à ideia socialmen e do-
minan e de p odu i idade, o que az dele o “p incipal a i ado do sis ema”
(p. 132). Segundo a au o a, “o cu ado é o in e locu o , o in e mediá io, o
mediado ” (p. 152). Responsá el pela c iação de um discu so sob e a ob a
de a e, capaz de aze a pon e en e “a incomunicá el” p odução a ís ica
con empo ânea e os públicos, o abalho de cu ado ia o na-se assim “um
(ou o) meio de comunicação da p odução a ís ica con empo ânea” (p. 152).
No ex o in i ulado “Fac s, ac s and pa hs. Viagem em ês a os à ‘T ie-
nal de Oslo’ de 2019”, Ana Vila e le e sob e as possibilidades que deco -
em da conjugação en e cu ado ia de a qui e u a e pe o mance, a pa i
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Helena Pi es & Za a Pin o-Coelho
de um es udo de caso, a ienal de a qui e u a de Oslo (OAT 2019), assen e
numa in es igação simul aneamen e obse ado a e pa icipan e. A au o-
a mos a que as hipó eses semió icas ine en es às ações, a os e a i udes
insc i as nas p opos as cu a o iais, ónica que conc e iza e e o ça a di u-
são de on ei as, pode ão signi ica um plo wis às es a égias cu a o iais
con empo âneas de A qui e u a.
Luísa Magalhães, em “A e e cul u a lúdica em o og a ia de ins a-
lação – O caso dos sou eni s ‘B aga a b inca ’”, dá con a de um abalho
que isou explo a as possibilidades de in e ação en e o espaço u bano do
cen o his ó ico de B aga com um conjun o de b inquedos, mos ados em
si uações especí icas, a a és da o og a ia de ins alação (pho oplay), que
os colocou em zonas u ís icas e monumen ais da cidade. Cada imagem
mo i ou a cons ução de uma na a i a imaginada segundo os espaços
e empos escolhidos pa a cená io da ins alação. Com o in ui o de ala ga
o alcance e impac o des a inicia i a explo a ó ia, as na a i as o am a-
duzidas pa a Inglês e F ancês, endo em is a uma possibilidade de me -
chandising u ís ico in e nacional. Ao o na os b inquedos p o agonis as
de uma na a i a pa a c ianças, a au o a p ocu ou cons ui um “li o/sou-
eni ” adequado ao público in an il, pensando p incipalmen e no con ex o
do u is a.
A e mina o conjun o de ex os que in eg am es a cole ânea, Ma-
ia E. Pé ez-Peláez, Amado Ce nuda e Félix O ega, no ex o “Cons uindo
con iança e edes em polí icas de comunicação nas indús ias cul u ais: O
caso da dança”, ap esen am uma e isão da es u u a e das polí icas de co-
municação das p incipais emp esas es a ais de balle , po meio da análise
das suas páginas na in e ne , da p esença nas edes sociais e da análise
das suas aplicações, no quad o de um p oje o que in eg a ambém uma
análise do uso e consumo dessas p á icas pelos jo ens a a és de able s
e sma phones. A in es igação ealizada a é ao momen o indica cla amen e
uma coexis ência en e espaços ísicos e i uais, no que diz espei o ao
consumo e à p odução de con eúdos.
Nes a abe u a, in e ogamo-nos sob e os sen idos a da (ou não)
aos no os expe imen alismos, aos iscos, às sub e sões e deambulações
que animam as a es ou alguns dos modos de ( e)c ia na con empo a-
neidade. E escu amos uma di e sidade de ozes e modos de aze que, ao
acon ece em e po acon ece em, ganham sen idos pa icula es, sem p e-
ensões de de ini caminhos. Pa a aseando C aenen (2016), pe gun amos:
a é onde nos conduz a ansdisciplina idade? Pa indo da a e pode emos aca-
ba não se sabe bem onde?
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