Coas al Tou ism, En i onmen , and Sus ainable Local
De elopmen
Edi o es: Ligia No onha; Nelson Lou enço; João Paulo Lobo-Fe ei a; Anna
Lleopa ; En ico Feoli; Kalidas Sawka ; A G Chachadi. TERI: New Delhi.2003
Ma ia do Rosá io Jo ge
Cen o de In es igação da Uni e sidade A lân ica
O li o
Coas al Tou ism, En i onmen , and Sus ainable Local
De elopmen
é um dos esul ados do p ojec o de in es igação
“Measu ing, Moni o ing and Managing sus ainabili y: he
coas al dimension”, inanciado pela UE (INCO-DC In e na ional
Coope a ion wi h De eloping Coun ies) en e 1998 e 2002.
Es e abalho en ol eu ês equipas indianas1e qua o ins i u-
os e uni e sidades eu opeias2e con ou com a pa icipação de
um conjun o de disciplinas, incluindo a sociologia, a economia,
a geog a ia, a biologia, a bo ânica, a química e a hid ologia.
Com es e es udo p e endeu-se comp eende o impac o dos
ac o es socioeconómicos (ou o ças mo o as) nos
ecossis emas, a a és da análise da in e acção das ques ões
sociais e ambien ais, da análise dos p oblemas a conside a no
planeamen o e ges ão do desen ol imen o sus en á el das
á eas cos ei as e a necessidade de p omo e o mas de
decisão mais pa icipadas pelos agen es sociais en ol idos.
A publicação con a ainda com uma comp eensi a e acessí el
desc ição da análise, dos esul ados e dos ins umen os de
apoio à decisão cons uídos pa a medi , moni o iza e ge i o
desen ol imen o do u ismo em á eas cos ei as. A abe u a a
no as pe spec i as na p ocu a de es a égias sus en á eis pa a
o desen ol imen o des as á eas é, em la ga medida, uma
azão pa a o o na in e essan e pa a écnicos de planeamen o
e ges o es de á eas cos ei as, in es igado es da ac i idade
u ís ica e, de um modo ge al, odos os in e essados no
desen ol imen o da “sus en abilidade”.
A in es igação e es iu-se de um ca ác e in e disciplina , com-
binando as ciências na u ais e sociais, em que a in eg ação das
di e en es abo dagens disciplina es pe mi iu es abelece liga-
ções en e ambien e, sociedade e desen ol imen o. De salien-
a que a noção de sus en abilidade, subjacen e a es a opção
me odológica, eque uma abo dagem in eg ada e in e ac i a
que pe mi e comp eende as elações complexas en e
sociedade e na u eza. Os di e en es caminhos pa a a ingi o
desen ol imen o sus en á el de em, assim, conside a as
in e ações dos sis emas sociais e ecológicos, que êm
epe cussões na o ma como os e i ó ios es ão o ganizados.
As o ças mo o as socie ais e os ecossis emas cos ei os o am
os pa âme os es udados pa a analisa a mudança e a
sus en abilidade nas á eas cos ei as da Índia. A iden i icação
dos ac o es que mais con ibui am pa a a mudança do uso do
solo e da ocupação do e i ó io conduziu a in es igação
ap o undada pa a cinco o ças mo o as dominan es das á eas
cos ei as daquele país: a indús ia, o u ismo, as ac i idades
po uá ias, o p ocesso de u banização, a ag icul u a e a
aquacul u a in ensi as.
Numa p imei a ase, o es udo iden i icou as á eas onde
p oblemas socioeconómicos e bio ísicos conduzi am a si uações
de p essão no li o al Indiano. Fo am cons uídos indicado es de
p essão e de es ado da “ ulne abilidade” das á eas cos ei as.
Es es indicado es o am usados pa a ca ego iza 66 dis i os no
li o al oes e e les e do sub-con inen e, e e i ica os que
es a am mais sujei os a si uações de p essão ambien al. Es e
p ocedimen o pe mi iu selecciona as ês egiões mais sujei as
1O Ene gy and Resou ces Ins i u e, o Na ional Ins i u e o Oceanog aphy e a Goa
Uni e si y; 2Em Po ugal, a Uni e sidade No a de Lisboa e o Labo a ó io Nacional de
Engenha ia Ci il; em Espanha, o Ins i u o Ca og a ic de Ca alunya; e em I ália, a
Uni e si a Degli S udi di T ies e. Coo denado da equipa po uguesa da Uni e sidade No a
de Lisboa: Nelson Lou enço.
a si uações de p essão e que simul aneamen e ep esen am as
o ças mo o as esponsá eis pela mudança nas á eas
cos ei as: o u ismo na egião no e de Goa; a indús ia e
u banização na á ea indus ial de Thane, Bombaim; e a
ag icul u a e aquacul u a in ensi as em Eas Goda a i. O li o
ap esen a apenas os esul ados do es udo ela i os aos
impac os do u ismo.
O li o es á o ganizado em ês pa es, que e lec em as p eo-
cupações de in es igação do p ojec o. A Pa e I
Tou ism D i e
and Coas al Ecosys ems
oca a dinâmica do u ismo na á ea de
es udo de Goa. A análise salien a a dimensão espacial do u is-
mo e o seu papel como o ça mo o a da mudança social, eco-
nómica e ambien al. O c escimen o do núme o de u is as e de
in aes u u as su ge como ac o de mudança da população
local, do uso e ocupação do solo e dos pad ões de u ilização
dos ecu sos na u ais. A c iação de uma ipologia de des inos
u ís icos, ealizada a pa i das ca ac e ís icas do alojamen o,
pe mi iu cons ui es ima i as de uso dos ecu sos na u ais dos
di e en es ipos de u ismo. Pa alelamen e, a análise dos ipos
de ocupação do solo en e 1989/1999 e 1999/2000 pe mi e
conclui que, enquan o o
No malized Di e ence Vege a ion
Index
aumen ou, a di e sidade das espécies diminuiu com a
pe da de ege ação o iginal. O es udo de alhado da ege ação
cos ei a na á ea de abalho pe mi e conclui que nas
localidades u ís icas, a ege ação aumen ou com o objec i o
de o na o espaço mais a ac i o pa a os u is as, que pelo
e ei o es é ico que pelo alo exó ico das espécies. A análise
da paisagem e ela ainda que as ac i idades elacionadas com
o u ismo i e am um o e impac o na á ea de es udo,
conc e amen e da lo es a e das ac i idades adicionais, ais
como a ex ação de sal e a ag icul u a e a aquacul u a
adicionais. Pa a além disso, os luxos na u ais das ma és e
das águas es ua inas o am se e amen e a ec ados, a aixa
a enosa da linha de cos a oi eduzida, com os campos de
dunas a asados pa a da luga a in aes u u as u ís icas. A
necessidade de espaço le ou, assim, à expansão da cin u a
u ís ica cos ei a pa a á eas si uadas cada ez mais no in e io .
A in es igação sob e o sis ema de águas sub e âneas,
nomedamen e a a aliação da sua ulne abilidade, e ela que
as águas cos ei as pe manecem despoluídas, ao con á io dos
ios e ibei as que ap esen am ní eis ele ados de
con aminação bac e iológica esul an e das desca gas de
águas esiduais. Os esul ados suge em ainda que a
manu enção dos ní eis ac uais de ma é ia o gânica não põe
em causa a qualidade do ambien e ma inho.
A Pa e II
Linking Social and Ecological Sys ems
abo da a
ligação en e os sis emas social e ecológico, a aliando as
mudanças sociais e no ecossis ema. Com base nas endências
analisadas são es abelecidas as ca gas ambien ais que
esul am da ac i idade u ís ica e são cons uídos modelos que
pe mi em de ini p ojecções pa a 2021. São ainda
desen ol idos cená ios al e na i os, pe mi indo ap o unda a
discussão sob e as po encialidades dos ecossis emas pe an e
os di e en es cená ios. As mudanças de ocupação do solo,
p ojec adas de aco do com os di e en es cená ios possí eis,
podem en ão se simuladas com o apoio dos sis emas de
in o mação geog á ica.
Na Pa e III
Designing New App oaches o Managing Coas al
Tou ism
, o li o ap o unda a discussão das á ias abo dagens
na ges ão sus en á el do u ismo em á eas cos ei as. A
cons ução de cená ios em em linha de con a a in eg ação dos
di e en es agen es sociais exis en es nes as á eas. São
ap esen ados e discu idos no os mé odos, di e en es ipos de
indicado es e ins umen os que pe mi i ão cons ui sis emas
mais e icien es no apoio à omada de decisão. No úl imo capí-
ulo a discussão cen a-se no modo como as polí icas podem
se implemen adas na di ecção de um u ismo sus en á el.
Nº 6, Ma ço 2004 Página 3
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