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A medida da «satisfação» dos «utilizadores finais» de sistemas de informação na banca em Portugal: análise e ensaio interpretativo

Abstract

A presente comunicação tem como principal objectivo apresentar a metodologia e os resultados básicos de um estudo realizado em meados da década de «90» sobre o ambiente de utilizadores finais de sistemas de informação/tecnologias de informação (SI/TI) - end-user computing - no sector bancário em Portugal (Serviços Centrais e Balcões). Aborda-se, basicamente, a problemática da «satisfação» do utilizador de sistemas informáticos (aplicações). Esta investigação constituiu o ponto de partida para uma outra, em curso, relativa ao mesmo tema e sector, mas considerando agora, fundamentalmente, os efeitos da difusão da Internet e tecnologias associadas. A medida da «satisfação do utilizador final» de sistemas de informação constitui uma «proxy», em geral, da performance das organizações.

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A medida da «satisfação» dos «utilizadores finais» de sistemas de informação na banca em Portugal: análise e ensaio interpretativo

Author: Barata, José Monteiro
Publisher: Universidad de Sevilla
Year: 2005
Source: https://idus.us.es/bitstreams/6b149d83-349e-4f69-96dc-1fcf9a929dc3/download
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A MEDIDA DA «SATISFAÇÃO» DOS «UTILIZADORES FINAIS» DE SISTEMAS
DE INFORMAÇÃO NA BANCA EM PORTUGAL: ANÁLISE E ENSAIO
INTERPRETATIVO
José Mon ei o Ba a a
RESUMO
A p esen e comunicação em como p incipal objec i o ap esen a a me odologia e os esul ados
básicos de um es udo ealizado em meados da década de «90» sob e o ambien e de u ilizado es inais
de sis emas de in o mação/ ecnologias de in o mação (SI/TI) - end-use compu ing - no sec o
bancá io em Po ugal (Se iços Cen ais e Balcões). Abo da-se, basicamen e, a p oblemá ica da
«sa is ação» do u ilizado de sis emas in o má icos (aplicações). Es a in es igação cons i uiu o pon o
de pa ida pa a uma ou a, em cu so, ela i a ao mesmo ema e sec o , mas conside ando ago a,
undamen almen e, os e ei os da di usão da In e ne e ecnologias associadas. A medida da «sa is ação
do u ilizado inal» de sis emas de in o mação cons i ui uma «p oxy», em ge al, da pe o mance das
o ganizações.
PALAVRAS-CHAVE: Sis emas de In o mação, Sa is ação do U ilizado de Sis emas de In o mação
ABSTRACT
This pape aims o p esen he me hodology and he basic esul s eme ging om a s udy de eloped in
he middle o he 90s on he end-use compu ing en i onmen wi hin he Po uguese banking indus y
(Cen al Se ices and B anches). We analysed, basically, he measu emen o end-use compu ing
sa is ac ion (so wa e). This esea ch ep esen ed he s a ing poin o ano he one, al eady in
p og ess, conce ning he same opic and indus y, bu now, aking in o accoun , undamen ally, he
di usion e ec s o In e ne and o he associa ed echnologies. The measu emen o end-use
compu ing sa is ac ion cons i u es a p oxy, in gene al, o i m pe o mance.
KEY WORDS: In o ma ion Sys ems, End-use Compu ing Sa is ac ion
1 - INTRODUÇÃO: O CONCEITO DE UTILIZADOR FINAL DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
(END-USER COMPUTING)
O enómeno da explosão da compu ação pessoal (end-use compu ing) é um dos mais ma can es da e olução
ecen e dos «sis emas de in o mação o ganizacionais». Especialis as de ec a am axas de c escimen o mui o
ele adas des e segmen o ou ambien e dos sis emas de in o mação, assim como, uma ele ada abso ção de
ecu sos. A necessidade e iden e de ge i es a o ma de compu ação, em apelado à in es igação conducen e, em
pa icula , à de e minação dos ac o es que in luenciam o sucesso da u ilização di ec a de compu ado es pelos
colabo ado es em di e sos ní eis das emp esas. Em e mos ideais, a a aliação des a o ma de compu ação
de e ia passa pela medição da sua pa icipação no p ocesso de omada de decisão e do aumen o de
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p odu i idade e an agem compe i i a daí esul an es. Con udo, es a análise baseada na «decisão» não é
ge almen e iá el (DOLL, W. e ou o, 1988, p. 259). Em compensação, a «sa is ação do u ilizado inal» de
sis emas in o má icos é uma p oxy ida como po encialmen e a e ido a da u ilidade des es sis emas no p ocesso
de omada de decisão e, em ge al, da melho ia da pe o mance das o ganizações. E ec i amen e, a u ilidade de
uma aplicação in o má ica no apoio à omada de decisão eng andece-se quando os seus esul ados ão de
encon o às necessidades de in o mação desse u ilizado e é ácil de u iliza (use iendliness/ease o use). Nes e
es ádio, é con enien e in oduzi uma dis inção. O concei o de end-use compu ing supõe um ambien e em que o
u ilizado in e ac ua di ec amen e com o so wa e aplicacional (in oduzindo dados, p epa ando ela ó ios, e c.),
assen e numa ico omia «u ilizado -“so wa e” in e ac i o-sis ema in o má ico/bases de dados». Os «sis emas
de apoio à decisão» e as bases de dados ilus am bem os aços dominan es des e ambien e. Ao con á io, o
«ambien e adicional de p ocessamen o de dados» supõe uma in e acção indi ec a en e o u ilizado e o
compu ado . A elação es abelece-se p e e encialmen e a a és do analis a/p og amado . No ambien e de
«u ilizado es inais», o pessoal do depa amen o de in o má ica es á menos di ec amen e en ol ido no apoio ao
u ilizado no sen ido em que os u ilizado es assumem mais esponsabilidade pelas suas p óp ias aplicações.
Assim, as medidas pa a a alia a sa is ação ge al ob ida com a «in o mação» em con ex os adicionais de
p ocessamen o de dados não se adequam à a aliação da sa is ação ob ida pelo «u ilizado inal» que
di ec amen e in e ac ua com o so wa e. Nes e úl imo caso, a ocalização sob e uma aplicação e a « acilidade de
u ilização» (ease o use) são ac o es dis in i os e undamen ais da análise. Há, pois, luga à dis inção en e
«sa is ação do u ilizado de in o mação» e «sa is ação do u ilizado inal com uma aplicação especí ica». Es a
úl ima pe spec i a é a que es a á p esen e nes e ensaio.
No p ocesso g adual de de inição do papel do «u ilizado inal» de in o má ica é possí el de ini , pelo menos,
dois ipos de u ilizado es: os p imá ios e os secundá ios. Os p imei os omam decisões baseadas nos esul ados
dos sis emas. Os segundos in e ac uam com a aplicação, mas não u ilizam a in o mação ob ida di ec amen e pa a
o desempenho da sua unção. No ambien e end-use compu ing os dois ipos de u ilizado es undem-se num só:
quem u iliza o sis ema ambém o desen ol e ou manipula. Nes a Secção os «u ilizado es inais» são
sin e icamen e de inidos como: indi íduos que in e ac uam di ec amen e com o compu ado (55). Mais
conc e amen e, a «sa is ação do u ilizado inal» de in o má ica se á de inida como: a a i ude a ec i a
ela i amen e à aplicação in o má ica com a qual o u ilizado in e ac ua di ec amen e. Des e modo, o concei o de
end-use compu ing engloba a análise da «sa is ação do u ilizado de in o mação» - u ilização p imá ia,
independen e, po an o, da aplicação in o má ica em si ( on e da in o mação) - e a «sa is ação com a u ilização
da aplicação in o má ica» - o iunda de uma u ilização de ipo secundá io, mui o dependen e da acilidade de
lida com a aplicação (use iendliness).
2. METODOLOGIA DA INVESTIGAÇÃO: O INSTRUMENTO DE INQUIRIÇÃO
O ins umen o de in es igação seminal mais econhecido nes a á ea é o de J. Bailey e S. Pea son, 1983. Es es
au o es desen ol e am uma «escala di e encial semân ica» pa a a medição da «sa is ação global com a
u ilização de compu ado es». Com base nes e ins umen o, B. I es, M. Olson e S. Ba oudi, 1983, e ec ua am um
es udo empí ico e, a a és da u ilização de análise ac o ial, suge i am ês ac o es de «sa is ação»: 1) se iços e
(55) De aco do com a de inição de á ios au o es, com con ibuições seminais nes e domínio, como po exemplo, E. McLean, 1979, J. Ma in,
1982 e J. Rocka e L. Flanne y, 1983 - ci ados em DOLL, W. e ou o (1988), p. 261. Em YAVERBAUM, G. (1988), p. 76 exis e uma
de inição sin é ica e mui o cla a: «An end use may be b oadly de ined as any membe o an o ganiza ion who in e ac s wi h compu e
sys ems, bu who is no employed as a p og amme o sys ems analys ».
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apoio do s a do depa amen o de in o má ica; 2) con eúdo de in o mação (in o ma ion p oduc ); e, 3)
quali icação (knowledge) e en ol imen o. Es e ins umen o, apesa de algumas limi ações ap esen adas po
ce os au o es, é conside ado a melho medida de «sa is ação do u ilizado de in o mação». Po ém, es e
ins umen o oi concebido endo como e e ência p incipal o ambien e adicional de «p ocessamen o de dados»;
es e mede a sa is ação com o apoio e se iços de depa amen o do in o má ica, a na u eza e ipo da in o mação
ob ida, o en ol imen o/quali icação do u ilizado e não an o a «sa is ação ob ida com a u ilização de uma
aplicação especí ica». Em pa icula , os impo an es aspec os e e en es à « acilidade de u ilização», no con ex o
do in e ace homem-máquina, não são equacionados. Mesmo os se iços e apoio do depa amen o de
in o má ica, no ambien e de compu ação pessoal, de em e es i ou as ca ac e ís icas (melho ia global do
ha dwa e, ges ão de dados, segu ança, disas e eco e y, e c.). Va iá eis como, po exemplo, o apoio do s a de
in o má ica e a pa icipação/quali icação dos u ilizado es são idas mais como a iá eis in luenciado as da
«sa is ação» - a iá eis independen es e ge almen e co elacionadas posi i amen e com a «sa is ação» - do que
como i ens ou a iá eis da escala de sa is ação.
2.1. O INSTRUMENTO DE NOTAÇÃO PROPOSTO
Com base nes es elemen os p e endeu-se es a um ins umen o desenhado pa a a medição da sa is ação dos
u ilizado es inais de sis emas de in o mação (u ilizado es ex a p o issionais do depa amen o de in o má ica)
no âmbi o do sec o bancá io em Po ugal e em con ex o p é io à ecnologia In e ne que possibili asse: 1) a
análise da sa is ação com a in o mação ob ida; 2) a a aliação da « acilidade de u ilização» - o in e ace homem-
máquina; 3) o es e de elações plausí eis en e a «sa is ação» e a iá eis, ais como, a
expe iência/conhecimen o, o en ol imen o do u ilizado e ou o ipo de a iá eis e e en es à pe o mance da
o ganização(56). Nes e ensaio p opõe-se, como pon o de pa ida, o ins umen o desen ol ido po W. Doll e G.
To kzadeh, 1988. Es e ins umen o baseou-se, undamen almen e, no ensaiado po J. Bailey e S. Pea son, 1983,
ao qual inco po a am mais se e i ens e e en es à « acilidade de u ilização». Inicialmen e, o ins umen o e a
compos o po qua en a i ens (incluindo duas «ques ões-c i é io» ou de a e ição da coe ência das espos as). Após
um a u ado p ocesso de alidação e sín ese, o ques ioná io inal acabou po in eg a apenas doze i ens,
subdi ididos em cinco g upos: con eúdo de in o mação (con en - 4 i ens); exac idão (accu acy - 2 i ens);
o ma o ( o ma - 2 i ens); acilidade de u ilização (ease o use - 2 i ens); e, empo de espos a/ac ualização da
in o mação ( imeliness - 2 i ens). Es a escala é o pon o de pa ida do p esen e es udo. Após a consul a de ou a
li e a u a - nomeadamen e, os abalhos de: G. Ya e baum, 1988; W. DeLone, 1988; e A. Mon azemi (1988) -, a
escala p opos a po es a in es igação es á p esen e na Tabela 1. A submissão des e bloco do ques ioná io aos
u ilizado es inais (balcões/se iços cen ais) e a imedia amen e p ecedida pela iden i icação da aplicação
seleccionada ( e e ência pa a odo o ques ioná io). O ques ioná io - ipo Like - e a compos o po i ens
pon uados de 1 a 5 (1-nunca; 2-algumas ezes; 3-me ade das ezes; 4-a maio ia das ezes; 5-semp e).
Desc ição dos I ens
I1 - Conside a que a aplicação o nece a in o mação exac a que necessi a?
I2 - Conside a que o con eúdo de in o mação se ajus a às suas necessidades?
I3 - A aplicação p opo ciona ela ó ios que se ap oximam exac amen e do que p ecisa?
I4 - Conside a que a aplicação o nece su icien e in o mação?
I5 - Conside a que a aplicação é «exac a»?
(56) A in es igação inicial cons a da ob a do au o : Mon ei o Ba a a, J. (1995).
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I6 - Es á sa is ei o com a exac idão do sis ema?
I7 - Os esul ados da aplicação (ou pu ) são ap esen ados num o ma o adequado?
I8 - Conside a que a in o mação é cla a?
I9 - A aplicação é ag adá el de usa («simpá ica»)?
I10 - A aplicação é ácil de usa ?
I11 - Consegue ob e a in o mação no exac o momen o em que dela necessi a?
I12 - A aplicação p opo ciona in o mação ac ualizada?
Como classi ica a «sa is ação» ob ida com a u ilização des a aplicação?(*)
(*) Ques ão-c i é io (1-Nenhuma; 2-Pequena; 3-Razoá el; 4-G ande; 5-Excelen e)
Tabela 1 - Medidas de Sa is ação do U ilizado Final de Sis emas In o má icos (Tes e-Pilo o)
2.2. O TESTE-PILOTO
Com o objec i o de es a a capacidade do ins umen o pa a analisa o enómeno em ques ão e,
undamen almen e, pa a cap a as eacções dos inqui idos à o mulação das ques ões, oi conduzido um es udo-
pilo o en ol endo 27 u ilizado es, maio i a iamen e de balcões. Des e p ocesso, em que oi possí el ob e
suges ões de al e ação da edacção po esc i o e em mui os casos pessoalmen e, esul ou o ex o inal do
ques ioná io global pa a «u ilizado es» (balcões/se iços cen ais). Rela i amen e à escala em ques ão, apenas se
e o mulou a edacção de alguns i ens e adicionou-se o i em 13 da Tabela 2 ( e adian e).
Pa a se sabe se os i ens da escala mediam e ec i amen e o enómeno em causa, p ocedeu-se à análise da
« alidade de cada i em». Assim, na medida em que o i em se co elaciona com o sco e o al é assumida a sua
alidade. Ge almen e, em cada co elação, o sco e do espec i o i em é sub aído ao sco e o al pa a e i a
co elações espú ias; o esul ado p opo ciona o « o al dos i ens co igido». Ou o es e e ec uado com o mesmo
objec i o consis iu na análise, pa a cada i em, da « alidade elacionada com o c i é io» ( ambém designada po
« alidade conco en e» em B yman, A. e ou o (1993). Nes e caso, assumiu-se como medida álida as espos as
à ques ão-c i é io: «Globalmen e, como classi ica a sa is ação ob ida com a u ilização des a aplicação?»
Co elações ele adas en e os i ens e a ques ão c i é io são e elado as da alidade da escala. Admi e-se que se
de e exclui odos os i ens cuja co elação com o « o al dos i ens co igido» seja in e io a 0,5 ou cuja co elação
com a ques ão-c i é io (ou conjun o de ques ões-c i é io) seja in e io a 0,4. No caso e en e, as co elações dos
i ens com o «i em o al co igido» oscila am en e 0,70 e 0,96 e as co elações com a ques ão-c i é io en e 0,70
e 0,92. Todas es as co elações exibiam um ele ado ní el de signi icância (p<0,001). Apenas o i em 10 («A
aplicação é ácil de usa ?») não log ou a ingi os pad ões mínimos e e idos. Toda ia, oi man ido na escala e
ensaiado pos e io men e. Pa a os doze i ens da escala, a iabilidade ob ida oi 0,96 ( alo do al a de C onbach),
o que ga an e que a escala es á a medi um único concei o e que os i ens da escala possuem consis ência in e na -
o limi e mínimo ge almen e acei e é de 0,80. A exclusão do i em 10 p opo ciona ia uma iabilidade de 0,97. A
co elação en e o sco e o al e a ques ão-c i é io - « alidade da escala elacionada com o c i é io» - si uou-se em
0,92 (p<0,000.0), medida que sin e iza a alidade do ins umen o. Em suma, odos es es alo es apon a am pa a
a iabilidade e alidade do ques ioná io na análise da «sa is ação» do u ilizado e, indi ec amen e, do sucesso dos
sis emas (aplicações) (melho ia do p ocesso de omada de decisão - isco, e c. - ou inc emen o da pe o mance
na ealização das di e sas ope ações bancá ias).
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3. ANÁLISE DOS RESULTADOS DA INQUIRIÇÃO
Após o es udo-pilo o, iniciou-se o lançamen o da e são inal des e ins umen o jun o dos u ilizado es de SI/TI
(balcões/se iços cen ais). A in es igação baseou-se em 400 ques ioná ios ecolhidos. 219 e am e e en es a
balcões (131 balcões no país) e os es an es 181, a qua o di ecções ípicas dos se iços cen ais de quinze
bancos al o da in es igação.
A a és dos Di ec o es o am adminis ados inqué i os aos «u ilizado es inais» da espec i a Di ecção (no
máximo 10). Quan o aos «u ilizado es inais» dos balcões, o p ocesso desen olou-se a a és da acção do ge en e
de balcão que dis ibuía no balcão os inqué i os p epa ados pa a os «u ilizado es inais» - g osso modo, idên icos
aos dos se iços cen ais e no máximo 5. Es a oi a solução iá el em e mos p á icos e semelhan e à adop ada
po mui os es udos in e nacionais e e en es a SI/TI («end-use compu ing»).
O u ilizado - ipo (« esponden e») pode se ca ac e izado da seguin e o ma: géne o masculino, mais de in a
anos (média 36 anos), ensino secundá io comple o (embo a os licenciados ondem os 28 po cen o), ce ca de
qua o anos de an iguidade e ní el médio ligei amen e abaixo do dez.
A Di ecção mais ep esen ada é a de «Planeamen o/Con abilidade»; a p incipal zona de balcões é «Lisboa». A
maio ia dos balcões esponden es possuía en e 13 a 24 emp egados. A maio ia dos inqui idos possui qua o a
cinco anos de expe iência com sis emas in o má icos e possui o mação de ipo «in odu ó io» (mais de 40 po
cen o).
A pa i da amos a de pa ida (n=400), ob i e am-se 319 espos as e ec i as - após a eliminação de odas as
espos as com alo es missings pa a qualque i em da escala (55 po cen o de balcões e 45 po cen o de se iços
cen ais).
3.1. AS APLICAÇÕES INFORMÁTICAS
O en oque des e es udo sob e as «aplicações» ob igou a um es o ço de codi icação das mesmas. Iden i ica am-se
ce ca de 45 aplicações especí icas, pa a além daquelas conside adas «gené icas» (p ocessamen o de ex o, olha
de cálculo e bases de dados - mic oin o má ica). Es as aplicações, independen emen e da sua impo ância
in ínseca, podem conside a -se « esiduais» ace às es an es ub icas de classi icação de aplicações.
E ec i amen e, a sua de inição ad ém apenas da e e ência sucin a que o u ilizado e ec uou ao ipo de so wa e
mais u ilizado, desconhecendo-se os objec i os, uncionalidades, e c. A classi icação adop ada pa a as
aplicações, assim como pa a as espec i as «pla a o mas» - main ame (incluindo minicompu ado es) e sus
PC/LAN incluindo wo k-s a ions) -, aba cou as aplicações ípicas dos balcões e dos se iços cen ais. O Quad o
1 indica a composição ela i a das aplicações em es udo. Pode conclui -se que, na amos a de aplicações ob ida,
são as aplicações ela i as ao p ocessamen o de ansacções ( elep ocessamen o) e as assen es em packages
in o má icos la gamen e come cializados (mic oin o má ica) as mais ulga izadas - as p imei as, ob iamen e,
e e idas po u ilizado es dos balcões e as segundas mais e e idas pelos u ilizado es dos se iços cen ais.
Ambas são esponsá eis po mais de ês qua os das aplicações em análise (n=319). A pla a o ma mais
salien ada (segundo a in e p e ação dada às espos as dos inqui idos) é a assen e em main ame. A na u eza da

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aplicação e a pla a o ma em que «co e» não são, ob iamen e, independen es (con o me es e do Qui-quad ado
ealizado).
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Aplicações em es udo (n=319) Nº (%)
P ocessamen o ansaccional
(« on -o ice»/«caixas») 104
34,7
«Back-O ice»(1) 41
13,7
Adminis a i a/
Con abilidade 31
10,3
Financei a(2) 19
6,3
Gené ica (Packages de Mic oin o má ica) 105 35,0
TOTAL 300
100,0
«Missings» 19
To al Ge al 319
(1) Le as, Es angei o, In o mações come ciais, e c.
(2) Me cado mone á io/capi ais/cambial (FOREX); simulação e análise de isco/p odu os; «DSS/EIS».
Quad o 1 - Tipos de Aplicações Mais U ilizadas
3.2. A MEDIDA DA «SATISFAÇÃO» DO UTILIZADOR FINAL
No a amen o p elimina dos esul ados sob e a «sa is ação» do u ilizado es ou-se a iabilidade e alidade da
escala, ago a à luz de uma massa ap eciá el de dados - 319 espos as. Os p incipais esul ados des es es es es ão
pa en es na Tabela 2. O al a de C onbach ob ido oi 0,92 e a « alidade da escala elacionada com o c i é io»,
0,76 - g andezas cla amen e demons a i as da capacidade da escala p opos a pa a o es udo do enómeno em
ques ão.
O passo seguin e nes a análise é a iden i icação dos ac o es ou componen es subjacen es à «sa is ação» dos
u ilizado es inais. Nes e sen ido e ec uou-se uma análise ac o ial sob e os eze i ens da escala. U ilizou-se o
mé odo das «componen es p incipais» e o ação a imax. O es e de es e icidade de Ba le ap esen a a um
alo de 2305,6 (Signi . 0,000.0). Es e ac o suge e que a ma iz de co elações con ém bas an e a iância
comum pa a a ealização de uma adequada análise ac o ial. A medida KMO (adequação dos dados) indica a o
alo 0,91. Igualmen e, a azão en e a dimensão da amos a e o núme o de i ens (25:1) ul apassa la gamen e o
mínimo suge ido (10:1). O mé odo ex aiu duas componen es (com alo p óp io supe io a 1, «explicando» 60,6
po cen o da a iância o al). Cada uma des as componen es in eg a a uma amálgama de ace as: a p imei a,
con eúdo/exac idão/ ac ualização de in o mação; a segunda, acilidade de uso/ lexibilidade. Nes e con ex o, pa a
se ob e ac o es mais p ecisos e in e p e á eis, conduziu-se uma ou a análise eque endo mais do que dois
ac o es. A solução e ida baseia-se em qua o ac o es. Es es explicam 73,0 po cen o da a iância. Os qua o
ac o es e idos ep esen am, espec i amen e: 1) «con eúdo de in o mação» da aplicação; 2) « acilidade de
u ilização» (incluindo o « o ma o» do «ou pu »); 3) «exac idão»; e, 4) « empo de espos a/ac ualização da
in o mação» ( imeliness). A ma iz dos ac o es elucida es a conclusão (Quad o 2).
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(n=319)
Desc ição dos I ens
Co elação
com o « o al
dos i ens»
(co igido)1
Co elação
com o
«C i é io»1
I1 - Conside a que a aplicação o nece a in o mação exac a que necessi a? 0,68 0,57
I2 - Conside a que o con eúdo de in o mação se ajus a às suas necessidades? 0,68 0,58
I3 - A aplicação p opo ciona ela ó ios que se ap oximam exac amen e do que p ecisa? 0,65 0,56
I4 - Conside a que a aplicação o nece su icien e in o mação? 0,72 0,62
I5 - Conside a que a aplicação é «exac a»? 0,62 0,45
I6 - Tem o al con iança na aplicação? 0,66 0,49
I7 - Os esul ados da aplicação («ou pu ») são ap esen ados num o ma o adequado? 0,64 0,53
I8 – Conside a que a in o mação é cla a? 0,75 0,54
I9 - A aplicação é ag adá el de usa («simpá ica»)? 0,68 0,57
I10 - A aplicação é ácil de usa ? 0,55 0,45
I11 - Consegue ob e a in o mação no exac o momen o em que dela necessi a? 0,63 0,57
I12 - A aplicação p opo ciona in o mação ac ualizada? 0,51 0,45
I13 - A aplicação em capacidade pa a se adap a a no as si uações su gidas? 0,66 0,60
Como classi ica a «sa is ação» ob ida com a u ilização des a aplicação?(*)
(*) Ques ão-c i é io (1-Nenhuma; 2-Pequena; 3-Razoá el; 4-G ande; 5-Excelen e).
(1) Pa a odas as co elações: Signi . (p<0,000.0)
Tabela 2 - Medidas de Sa is ação do U ilizado Final de Sis emas In o má icos (En oque Aplicações). Fiabilidade e Validade
ITEM CONTEÚDO FACILIDADE
DE
UTILIZAÇÃO
EXACTIDÃO TEMPO DE
REPOSTA/
ACTUALIZAÇÃO
INFORMAÇÃO
Média Des io-pad ão
I2 0,88 3,85 0,78
I1 0,77 3,95 0,74
I4 0,75 3,72 0,87
I3 0,75 3,62 0,92
I10 0,86 4,03 0,92
I9 0,83 3,82 1,02
I7 0,63 037 3,78 0,88
I13 0,43 0,49 0,42 3,60 1,07
I5
0,80 4,14 0,79
I6
0,77 4,24 0,78
I8 0,45 0,42
0,55 4,03 0,76
I12 0,85 4,03 0,90
I11 0,40 0,53 3,71 0,84
No a: exclui am-se odos os «loadings» in e io es a 0,33
Quad o 2 - Ma iz dos Fac o es (Rodados): Ins umen o de 13 I ens
INNOVATIONS AND TECHNOLOGY PROJECTS AND OPERATIONS MANAGEMENT IN THE CITY DEVELOPMENT
211
O quad o acima mos a á ios i ens com loadings supe io es a 0,33 em mais do que um ac o . Com o objec i o
de ob e uma solução « ac o ialmen e pu a», odos os i ens que ap esen am loadings supe io es a 0,33 em ês ou
mais ac o es o am a as ados. É o caso dos i ens I8 e I13. Com a sup essão des es i ens, esul ou a adopção de
uma escala o mada po onze i ens e uma maio delimi ação e cla eza na in e p e ação dos ac o es. O núme o e
a de inição dos qua o ac o es pe manecem, con udo, inal e ados (explicando 76,0 po cen o da a iância), Em
e mos de iabilidade da no a escala (al a de C onbach), o alo ob ido oi de 0,90 e a « alidade da escala
elacionada com o c i é io», 0,75. Pa a cada um dos qua o ac o es, oi es imada a iabilidade (al a): «con eúdo»
(0,88); « acilidade de u ilização» (0,81); «exac idão» (0,78); e, « empo de espos a/ac ualização da in o mação»
(0,59) - sendo es e o ac o que me ece ese as em e mos de iabilidade. Quan o à « alidade da escala
elacionada com o c i é io», os alo es encon ados pa a os ac o es o am, espec i amen e: 0,68; 0,60; 0,52; e,
0,61. Os esul ados pa en es no Quad o 3 mos am a capacidade de análise do ins umen o - bem acima dos
pad ões mínimos -, independen emen e do ipo de aplicação, pla a o ma ou o ma de desen ol imen o da
aplicação.
Núme o de
casos
Al a de C onbach Co elação En e a
Escala e o «C i é io»
TODAS AS APLICAÇÕES 319 0,90 0,75*
TIPO DE APLICAÇÕES
P oces. ansaccional 104 0,90 0,73*
Back-o ice 41 0,90 0,75*
Admin./Con abilidade 31 0,86 0,73*
Financei a 19 0,92 0,93*
Gené ica 105 0,88 0,72*
PLATAFORMA
Main ame 144 0,90 0,76*
PC/LAN 131 0,89 0,74*
PARTICIPAÇÃO
Sim 32 0,91 0,79*
Não 285 0,89 0,75*
(*) Signi . (p<0,000.0)
Quad o 3 - Fiabilidade e Validade da Escala Segundo o Tipo de Aplicação, Pla a o ma e Pa icipação (11 I ens)
As es a ís icas mais signi ica i as ela i amen e à escala da «sa is ação» são: média, 42,9; des io pad ão, 6,7;
mediana, 44,0; mínimo, 23; e, máximo, 55 (ou seja, pon uação máxima - «cinco» - ezes o núme o o al dos
i ens - onze).
Tendo em con a os esul ados ob idos, é possí el conclui que o ins umen o é adequado que pa a a in es igação
académica que pa a a u ilização p á ica, no âmbi o da ges ão de end-use compu ing.
3.3 - EXPLORAÇÃO DO INSTRUMENTO DE INQUIRIÇÃO
Em e mos p á icos, es e ins umen o pode se aplicado pa a a alia aplicações in o má icas ao ní el do
u ilizado inal que em e mos globais que em e mos das suas componen es in e nas (con eúdo de in o mação,
acilidade de u ilização, e c.). Com base nos esul ados ob idos, inicia-se uma análise conducen e à compa ação