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Recibido: 18-12-2018 | Acep ado: 17-02-2019
ÁMBITOS. REVISTA INTERNACIONAL DE COMUNICACIÓN
N0. 44 (2019) | © Uni e sidad de Se illa
ISSN: 1139-1979 | E-ISSN: 1988-5733
Nº DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/Ambi os
Fo ma de ci a :
Texei a D., Remondes J., y Cos a A.P. (2019). Comunicação go e namen al: o exemplo do minis é io da elicidade dos Emi ados
Á abes Unidos. Ámbi os. Re is a In e nacional de Comunicación, 44, 54-72. doi: 10.12795/Ambi os.2019.i44.04
Comunicação go e namen al: o exemplo do minis é io da
elicidade dos Emi ados Á abes Unidos
Go e nmen communica ion: he case o he minis y o happiness o
he Uni ed A ab Emi a es
Diaman ino José Texei a Ribe o, Uni e sidad de Lusó ona do Po o
[email p o ec ed] | h p://o cid.o g/0000-0002-7168-8821
Rua de Augus o Rosa 24, 4000-098 Po o
Jo ge Remondes, Uni e sidad de Lusó ona do Po o
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An ónio Ped o Cos a, Uni e sidade de A ei o
[email p o ec ed] | h ps://o cid.o g/0000-0002-4644-5879
Campus Uni e si á io de San iago, 3810-193 A ei o, Po ugal
Resumo
A Felicidade é um ema explo ado desde a an iguidade, al o de uma cons an e abo dagem ao
longo da his ó ia da humanidade, in eg ado nos seus á ios aspe os sob e udo os sociais e os
emocionais. Desde os inais do século passado, a elicidade começou a aze pa e da economia
endo indo a cons i ui -se como ciência au ónoma. A c iação do Minis é io da Felicidade, po
pa e dos Emi ados Á abes Unidos (EAU), pode conside a -se um ma co na ação go e namen al
o ien ada pa a a Felicidade dos cidadãos. Nes e âmbi o, os au o es êm indo a desen ol e
um es udo sob e a c iação do e e ido Minis é io. Nes e abalho, ap esen am-se pa a análise
as duas p imei as no ícias sob e o Minis é io da Felicidade. Os ex os analisados o am
publicados em ou ub o de 2014 e em e e ei o de 2016 espe i amen e. Com es e abalho
p e endeu-se iden i ica e comp eende as ases de conceção do o ganismo go e namen al
e da c iação e e i a. P econizamos a análise de con eúdo como écnica de análise de dados
u ilizando como e amen a de apoio o so wa e webQDA. A análise pe mi iu ob e os concei os
e pala as mais equen es em cada um dos ex os. Os esul ados pe mi i am conclui que
não exis i am al e ações subs anciais na comunicação en e os dois momen os, ainda que
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seja pe ce í el uma e olução no discu so incluindo emá icas não ap esen adas inicialmen e.
A endendo à ele ância do es udo na á ea da comunicação go e namen al, os esul ados
suge em o in e esse na con inuidade do acompanhamen o da comunicação do Minis é io da
Felicidade.
Abs ac
Happiness is one heme ha has been s udied since an iqui y and has been he subjec o a cons an
app oach h oughou he his o y o humani y, in eg a ed in i s a ious aspec s, especially social and
emo ional. Since he end o he las cen u y, Happiness began o o m pa o he economy and
has become an au onomous science. The c ea ion o he Minis y o Happiness by he Uni ed A ab
Emi a es (UAE) can be unde s ood as a miles one in go e nmen ac ion aiming a he Happiness o
ci izens. In his con ex , he au ho s ha e been de eloping a s udy on he c ea ion o his Minis y. In
his pape , he i s wo published news abou he Minis y o Happiness a e subjec o analysis. The
analysed ex s we e published in Oc obe 2014 and in Feb ua y 2016 espec i ely. Wi h his wo k
we ied o iden i y and o unde s and be ween he phase o he concep ion o he go e nmen al
o ganism and o i s e ec i e c ea ion. We ad oca e con en analysis as a da a analysis echnique
h ough he webQDA so wa e. The analysis allowed o ob ain he mos equen concep s and
wo ds in each o he ex s. The esul s allowed o conclude ha he e we e no subs an ial changes
in he communica ion be ween he wo momen s, al hough an e olu ion in he discou se including
opics no p esen ed ini ially was pe cep ible. Gi en he ele ance o he s udy in he a ea o
go e nmen communica ion he esul s sugges he in e es in he con inui y o he moni o ing o
he communica ion o he Minis y o Happiness.
Pala as-cha e: análise Quali a i a, Comunicação, Go e no, Minis é io da Felicidade, webQDA.
Keywo ds: quali a i e analysis, Communica ion, Go e nmen , Minis y o Happiness, webQDA.
1. INTRODUÇÃO
Pa a Amado (2016) aze ciência é con ibui pa a a comp eensão da ealidade. De o ma análoga,
a opo unidade su gida de analisa a comunicação do Minis é io da Felicidade dos EAU e Dubai,
pode á pe mi i di ulga e amplia o conhecimen o sob e o concei o de desen ol imen o.
Ao c ia um Minis é io pa a abalha a á ea da Felicidade, o Go e no dos Emi ados Á abes Unidos
eio despole a opo unidades de in es igação académica sob e es a inicia i a. Ao es uda a
Comunicação Go e namen al p e ende-se, po um lado, comp eende o abalho desen ol ido
pelo Minis é io da Felicidade, e po ou o, pe cebe a o ma como o Go e no comunica as polí icas
e ações des e Minis é io. Enquad ado num Es udo de Caso elacionado com a comunicação
go e namen al na pe spe i a da comunicação pa a o desen ol imen o, um dos obje i os ge ais
da in es igação é comp eende os bene ícios da c iação do Minis é io da Felicidade dos EAU e
se as suas polí icas podem se eplicá eis com sucesso nou os países.
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No âmbi o do lançamen o e c iação do Minis é io da Felicidade do Dubai e EAU, o Go e no
publicou á ias no ícias. Es e abalho em como obje i o analisa o con eúdo das duas p imei as
comunicações di ulgadas sob e o Minis é io da Felicidade: a p imei a comunicação si ua-se no
ano de 2014 e e e e a in enção de c ia o Minis é io e a segunda no ano de 2016 comunica a
sua c iação e e i a; es a úl ima dá inclusi amen e a conhece a nomeação de He Excellency
Ohood Al Roumi1 pa a o ca go de Minis a de Es ado da Felicidade e Bem-Es a . En e as duas
comunicações deco eu um pe íodo empo al de ap oximadamen e um ano e meio. O obje i o
p incipal oi o de analisa e compa a as p incipais semelhanças e di e enças dos dois ex os.
A comunicação go e namen al, em en e ou os, o p opósi o de di undi emas signi ica i os da
ação go e namen al. Po se conside a a c iação e implemen ação do Minis é io da Felicidade
um a o signi ica i o da comunicação go e namen al, en endeu-se que a análise dos ex os se ia
ele an e pa a compa a os dois momen os.
Em e mos ge ais, no âmbi o da conjugação dos concei os de Desen ol imen o Humano,
Felicidade, Comunicação e Comunicação Go e namen al en endeu-se pe inen e p ocede ao
es udo do con eúdo dessa comunicação de modo a comp eende a e olução des e p oje o de
ele ado in e esse polí ico, mas essencialmen e social.
A compa ação des as duas publicações e e po obje i o esponde às seguin es ques ões:
01. Exis em al e ações signi ica i as en e a ideia da c iação do Minis é io da Felicidade (ano
de 2014) e o lançamen o/implemen ação (ano de 2016) do mesmo?
02. Exis em di e enças nos dois ex os ela i amen e ao ipo de comunicação?
No que diz espei o à es u u a do abalho, começa-se po ealiza um b e e enquad amen o
eó ico abo dando os concei os de Felicidade, Bem-Es a e Desen ol imen o. Pos e io men e,
ap esen am-se as opções me odológicas. Na secção seguin e desen ol e-se o es udo de caso,
ap esen am-se os esul ados, az-se a análise dos mesmos e a espe i a discussão. No inal, são
ei as algumas conside ações sob e o es udo ealizado.
2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO
A is ó eles de iniu a Felicidade “...p a icamen e como uma espécie de boa ida e boa ação. (…)
Felicidade é uma a i idade da alma de aco do com a pe ei a i ude (…)” (A is ó eles, 2000, pp.
12-18)2. A is ó eles concebe a Felicidade (pala a que de i a do e mo g ego eudaimonia) como
o p incípio essencial que o ien a o se humano em odas as suas mo i ações, e po isso, não se
aduz no me o p aze ou sa is ação de desejos, implicando a excelência mo al ca ac e ís ica da
na u eza humana, onde o como se eliz se aduz no como i e bem, endo em con a o sen ido
é ico do e mo. No en an o, apesa de se e começado po des aca A is ó eles, impo a salien a
que o p imei o ilóso o a ques iona a na u eza da Felicidade no mundo ociden al, oi o g ego
Demóc i o que abo dou a Felicidade com base numa pe spe i a subje i is a, de endendo que
a Felicidade não esul a de um des ino a o á el ou de ci cuns âncias ex e nas, mas an es do
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modo de pensa do se humano (Ta a kiewicz, 1976). Es a pe spe i a di e gia da de Sóc a es e
do seu discípulo Pla ão, que en endiam a Felicidade como “...gozo segu o do que é bom e boni o”
(Pla ão, 1999, p. 80)3.
A E a Mode na eio a i ma a ideia de que o se humano de e se eliz e, po isso, as pe spe i as
clássicas e medie ais que igo a am e que en endiam a Felicidade como uma i ude ou como
pe eição o am ex in as, pelo que a Felicidade passou a e e i -se ao ac o do indi íduo se sen i
bem e não em o indi íduo se bom (McMahon, 2006).
No deco e do século XIX a Felicidade in eg ou os con ex os p o issional e amilia . Des e modo,
“a ideia de que o abalho e a Felicidade se iam compa í eis começou a su gi , ge ando
no os pa âme os no local de abalho. Na es e a amilia , mulhe es e mães de amília e am
incen i adas a omen a um ambien e de Felicidade em casa, de o ma a compensa os
seus ma idos que abalha am a duamen e, e com o in ui o de c ia c ianças de sucesso.
Es a ideia de que a Felicidade se ia impo an e pa a as c ianças e le iu-se ambém nos
manuais de educação, que começa am po dissemina a c ença que uma das p incipais
esponsabilidades dos pais se ia omen a a Felicidade dos seus ilhos. (San os, 2015, p.
33)
Nos úl imos anos a in es igação sob e a Felicidade ganhou des aque, p ocu ando iden i ica e
explica os de e minan es da sa is ação com a ida ou do Bem-Es a subje i o (Cla k, F ij e s &
Shields, 2008; De Ne e e al., 2012; Keng & Wu, 2014; Saba ini, 2014). Nes a linha de pensamen o
pode dize -se que, Felicidade “é sem dú ida uma conquis a momen ânea, cuja impo ância
é su icien emen e mani es a” (Sen, 2011, p. 308), exis indo “mui o boas azões pa a busca
p omo e a Felicidade das pessoas, incluindo a nossa” (Sen, 2011, p. 307).
A Economia da Felicidade su ge pa a e oma os es udos sob e a Felicidade na economia baseada
em e idências empí icas, endo em linha de con a os aspe os subje i os da ida do se humano,
uma ez que “o p opósi o e eno das pessoas de ca ne e osso em qualque luga do plane a é
alcança a Felicidade e aze o melho de que são capazes de suas idas” (Gianne i, 2002, p.
59). De ac o, a Felicidade cen a-se na sa is ação com a ida como um odo, sendo conside ada
e apon ada po mui os como o p incipal mo i o pa a i e (F ey, 2008; Mo a, 2009).
No que espei a à á ea da economia, os especialis as êm ocado a sua a enção na in luência que
a economia exe ce na Felicidade, pa icula men e o endimen o e a sua dis ibuição, bem como
a egulação do me cado de abalho, o desemp ego e a in lação (Cla k, F ij e s & Shields, 2008;
De Ne e e al., 2012; Dolan, Peasgood & Whi e, 2008; Eas e lin, 1995). Segundo Lima (2007),
no que espei a à á ea de economia, a Felicidade semp e ma cou p esença nas conside ações
económicas, mesmo an es da ciência económica se assumi como al. É, po an o, comp eensí el
que a conceção de Felicidade no con ex o da economia enha e oluído ao longo do empo,
endo-se começado po ala e ques iona a Felicidade na economia, pa a hoje se ala de uma
Economia da Felicidade.
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O p imei o au o a usa a exp essão “publica elici à” (On public happiness) oi o i aliano Ludo ico
An ónio Mu a o i em 1749, sendo seguido po á ios economis as con e âneos como Guiseppe
Palmie i (Re lexions on he public happiness) ou Pie o Ve i (Discou se on happiness) (Niza, 2007).
Ao longo do empo comp eendeu-se que a me a abo dagem obje i is a po pa e da economia
clássica le an a a dú idas de ca á e eó ico e empí ico (F ey & S u ze , 2002), o que conduziu
à conjugação (necessá ia) de dados p o enien es de es udos sob e a Felicidade das á eas da
Psicologia e da Economia. Passou a econhece -se a necessidade de se medi a Felicidade com
base numa abo dagem obje i a e subje i a. O esponsá el pela ino ação na abo dagem obje i a
e subje i a da Felicidade oi Eas e lin (1974), com o seu es udo “Does economic g ow h imp o e
he human lo ? Some empi ical e idence”. Po seu u no, o concei o de Felicidade In e na B u a
é um indicado sis émico baseado num p og ama c iado po Jigme Singya Wangchuck, ei do
Bu ão que da a de 1972. O concei o de Felicidade In e na B u a oi concebido, em conjun o com
o P og ama das Nações Unidas pa a o Desen ol imen o, como al e na i a ao P odu o In e no
B u o; após se colocado em p á ica eio a a ai a a enção mundial pa a es a no a ó mula que
pe mi e medi o p og esso de uma comunidade ou nação (Oli ei a & Al., 2016). A sua inalidade
é a de medi a qualidade de ida e o p og esso social de o ma mais holís ica e a longo p azo,
sendo po isso conside ado um mé odo mul idimensional. De ende que o desen ol imen o de e
es a em equilíb io com o bem-es a dos indi íduos e que o Go e no é o esponsá el po c ia
um ambien e que possibili e a Felicidade do seu po o (U a, Alki e, Zangmo, & WangdiI, 2012).
A ualmen e, a in es igação no âmbi o da Economia da Felicidade es uda os a o es económicos
que con ibuem pa a a Felicidade indi idual, en e eles o emp ego, a in lação e o endimen o.
Pa alelamen e, es uda os a o es não económicos que p omo em a Felicidade dos indi íduos,
como condições adequadas de saúde, boas ins i uições e a exis ência da elação pa imonial na
explanação sob e Felicidade. P ocu a-se ambém pe cebe a elação exis en e en e endimen o
e Felicidade, endo em linha de con a a análise do consumo e os di e en es ipos de consumo
pa a o aumen o do bem-es a (Niza, 2007). Além disso, êm-se em conside ação di e sas
a iá eis socioeconómicas, como o sexo, a idade, habili ações e escola idade, e a iá eis
mac oeconómicas, como a in lação e o desemp ego (Niza, 2007). A Economia da Felicidade isa
po isso a alia o Bem-Es a , eco endo à conjugação de écnicas de economis as e psicólogos,
p i ilegiando noções mais ab angen es de u ilidade quando compa ada com a di a economia
adicional (Campe i & Al es, 2015).
Conside a-se que Economia da Felicidade, ao o e ece um conhecimen o mais amplo dos a o es
que de e minam a Felicidade dos indi íduos, pe mi e ex apola as p emissas do senso comum
– enda como sinónimo de Felicidade – e az à ona uma maio comp eensão dos p ocessos
psicológicos básicos; pe mi e a p omoção de inicia i as ocadas na melho ia da qualidade de ida
e pode o e ece uma o ma adequada de a aliação das polí icas sociais e económicas cen adas
no desen ol imen o económico (Zucco, 2015).
A pe spe i a de concei os abs a os como os da Felicidade e do Bem-Es a podem se encon adas
em populações com aízes, eligiões e cul u as mui o di e en es, conside a-se na e dade um
a o de espe ança pa a o desen ol imen o, sob e udo social, das sociedades. Pa a além disso,
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nes e concei o es ão con idos odos os g andes obje i os de desen ol imen o da a ualidade.
Nes e con ex o, en ende-se que é de e minan e o papel da Comunicação e, em pa icula , a
Comunicação Go e namen al.
Comunica é um mecanismo essencial pa a o se humano, sendo a a és dele que es e in e age
com os seus semelhan es. A comunicação é, po isso, um “disposi i o que possibili a as elações
sociais ao longo da exis ência humana, luindo, segundo a exigência de cada época” (Sil a, 2016,
p. 3). Ao ní el social é a a és da comunicação que o se humano se inse e na sociedade, uma
ez que es e p ocesso lhe pe mi e elaciona -se com os ou os, adqui indo os modos de agi e de
pensa que igo am na sua sociedade e desen ol endo, ao mesmo empo, as suas capacidades
de comunicação (Ca aça, s/d).
Da mesma o ma, do pon o de is a da o ganização social, é undamen al a elação comunicacional
en e o Go e no e a sociedade. A comunicação go e namen al, ou es a al, é uma “comunicação
o mal, o iginá ia nas edes e no sis ema o icial, inse ido nas o ganizações públicas, e em como
a e a di undi , pa a a opinião pública, ques ões ou emas signi ica i os da á ea go e namen al,
isando ao conhecimen o e à pa icipação do cidadão” (Salgado, 2011, p. 255) e, além de
in eg a di e en es modalidades, um dos p incipais obje i os da comunicação go e namen al é
acili a a comunicação en e o Es ado e a Sociedade (Ma os, 1999). Pode conside a -se, que “a
comunicação go e namen al é uma necessidade social” (To qua o, 1985, p. 44) a a és da qual
são dadas a conhece aos cidadãos as ações ou polí icas dos di e en es se o es cons i uin es de
cada Go e no; a a és da ede de comunicação go e namen al os go e nan es omam ambém
conhecimen o das expe a i as e desejos dos cidadãos. Pa a além dos aspe os e e idos no
pa ág a o an e io , pode ac escen a -se que pa a os go e nos a comunicação go e namen al
pode se ambém um “ins umen o de alo ização das ações de go e no e dos pode es públicos”
(Aze edo, 2007, p. 38). Pa a conc e iza as ações de comunicação o Go e no em o apoio de
p o issionais especializados como Relações Públicas, Publicidade e Jo nalismo, e c. Impo a,
po isso, ealça que a comunicação go e namen al assen a em dois aspe os undamen ais da
comunicação: os p ocessos e os meios. Os p ocessos eme em pa a os aspe os sociolinguís icos
enquan o os meios eme em pa a os canais e ecnologias que se em de eículo à comunicação.
B andão (2009) de ende que a comunicação go e namen al pode se en endida como uma
o ma de comunicação pública, as quais pa ilham algumas pa ecenças, po que a comunicação
go e namen al isa se um ins umen o de cons ução da agenda pública assim como um
mecanismo de p es ação de con as e um es ímulo à pa icipação social.
A unção da comunicação go e namen al é ansmi i aos cidadãos o que acon ece no âmbi o do
go e no e po es a azão, é um ins umen o que pe mi e que os cidadãos conheçam as ações
go e namen ais e, simul aneamen e, que es es possam ansmi i as suas expec a i as (To qua o,
1985). O mesmo au o e e e que a comunicação go e namen al de e se desen ol ida endo
em con a o p essupos o de que é undamen al pa a a cons ução de uma cidadania. De ende
que a comunicação de e se en endida como um de e da adminis ação pública e um di ei o
dos usuá ios e consumido es dos se iços. Des e modo, pode-se dize que é undamen al pa a
o Go e no in e agi com a sociedade, sendo a comunicação um ins umen o de alo ização das
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ações de go e no e dos pode es públicos, possibili ando uma sus en ação e legi imação de
polí icas de de e minada ges ão e con a com p o issionais de di e sas á eas, como Relações
Públicas, Publicidade e Jo nalismo, en ol endo uma sé ie de sub-á eas da comunicação, ais
como: imp ensa, ádio, ele isão e a é mesmo comunicação in o mal (Aze edo, 2007).
O ecu so às edes sociais po pa e do go e no, como ou o canal de comunicação, deu
o igem a uma no a o ma de comunicação go e namen al (San os & Fe nandes, 2014), o que
ambém pe mi iu que es e mode nizasse a a uação da Adminis ação Pública e in es isse no
seu elacionamen o com a sociedade (Ma eus, 2008). Com o passa do empo, a in e ne , após
a implemen ação das edes sociais, o nou-se num meio de comunicação incon o ná el, pelo
que a democ acia nas edes sociais ambém pode se ca ac e izada como um conglome ado de
mo imen os sociais, no sen ido de le a ao consenso, c iando um pad ão de mobilização que
a ualmen e ai do i ual ao eal in e e indo na o ma como a comunicação go e namen al em
sendo di igida (San os & Fe nandes, 2014).
Conjugando alguns dos mais impo an es a o es elencados nos pa ág a os an e io es, em 2014
o Sheik Mohammed bin Rashid Al Mak oum (EAU) ap esen ou o Índice pa a a Felicidade com o
obje i o de medi o g au de sa is ação dos cidadãos dos Emi ados ela i amen e aos se iços
go e namen ais. No início de 2016, su p eendeu os media ia Twi e com a indicação de que
i ia nomea um Minis o pa a a Felicidade. Dias depois, nomeou a senho a Ohood Al Roumi4pa a
assumi o ca go de Minis a de Es ado pa a a Felicidade, azendo pa e in eg an e do gabine e
do Go e nan e e cuja p incipal missão se ia supe isiona planos, p oje os, p og amas e índices
que melho assem o clima ge al do país.
Na omada de posse, a Minis a e e iu que o obje i o do seu abalho e a c ia Felicidade au ên ica
e genuína nos se iços públicos. Pouco mais de um mês após e omado posse, a Minis a
ap esen ou um paco e de inicia i as posi i as e Felicidade ins i ucional no Go e no ede al. O
P og ama Nacional pa a a Felicidade e Posi i idade (PNF) oi ap o ado no Dia In e nacional da
Felicidade, 21 de ma ço. O PNF comp eende 3 á eas p incipais:
01.
Inclusão da Felicidade nas polí icas, p og amas e se iços de odos os ó gãos go e namen ais
bem como o ambien e de abalho;
02.
Consolidação dos alo es de posi i idade e Felicidade como um es ilo de ida na comunidade
dos Emi ados Á abes Unidos;
03. Desen ol imen o de e amen as e índices pa a medi os ní eis de Felicidade.
O p og ama ap o ado pelo go e no inclui ambém:
01.
A nomeação de um CEO pa a elicidade e posi i idade em odos os ó gãos go e namen ais;
02. O es abelecimen o de conselhos de elicidade e posi i idade em en idades ede ais;
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03.
De e minadas ho as se ão alocadas pa a p og amas e a i idades elacionadas com a
elicidade no go e no ede al;
04. C iação de esc i ó ios de elicidade e posi i idade;
05.
Cen os de a endimen o ao clien e se ão ans o mados em cen os de elicidade do clien e;
06. P og amas especiais são adap ados pa a muda a cul u a dos uncioná ios do go e no,
pa a se i os clien es e o ná-los elizes;
07. O p og ama ambém inclui índices anuais, pesquisas e ela ó ios pa a medi a elicidade
em odos os segmen os da comunidade.
Desde a ap o ação do P og ama o Go e no e, essencialmen e a a és da Minis a, em-se
desdob ado em inicia i as, que ão desde a o mação cien í ica de ges o es especializados em
Felicidade à in eg ação das mulhe es e c ianças em ações que isam p omo e a Felicidade e
a Posi i idade. En e an o, o p og ama oi ala gado ao se o p i ado e em cap ado o apoio dos
g andes g upos económicos do País. Cons a ou-se que já ou os países esboça am en a i as
de c iação de Minis é ios da Felicidade, mas nenhum deles ap esen ou uma o ma consis en e
de comunicação e implemen ação das polí icas o ien adas pa a a Felicidade dos Cidadãos.
No en an o, os EAU são a ualmen e um dos g andes pon os de desen ol imen o do globo, em
pa icula , ao ní el da cons ução e da ecnologia. Pa alelamen e é ambém um dos pon os
do globo onde mais se de inem e alinham isões pa a g andes p oje os elacionados com o
desen ol imen o, sus en abilidade e u u o5, como é o caso da ‘Visão 2030”, o “Fujai ah 2040 Plan”
o P og ama “Cen ennial 2071” e o p og ama “2030-2117”. Em e mos conc e os, o Go e no em-se
es o çado po di ulga ao máximo a sua adesão ao concei o c iado nos anos 70 no Reino do Bu ão.
Pa a isso, em al e ado a designação de se iços públicos (a loja do cidadão passou a chama -
se Cen o de Felicidade), de pa ques de di e são e despo o como po exemplo, a no a zona
da cidade que es á a se cons uída jun o ao u u o ae opo o do Dubai (ex. Dubai Wo ld) e que
passa á a chama -se Cidade da Felicidade. Pa a além disso, em incen i ado á ios o ganismos
a lança em inicia i as pa a a Felicidade dos seus abalhado es, como é o caso da Dubai Cul u e
que implemen ou o p og ama “Make i Happen”. O Go e no ac edi a que abalhado es elizes
con agiam os clien es e que ambém que as emp esas p i adas abalhem pa a o na os seus
clien es elizes. Pa alelamen e, o P esiden e dos Emi ados Á abes Unidos incluiu, pos e io men e,
no Plano Nacional da Felicidade a adesão ao Ano da Doação, elacionando a Felicidade com o
olun a iado e o apoio do se o público e p i ado aos cidadãos de comunidades necessi adas.
Em e mos globais, o Go e no ansmi e ainda que o modelo eó ico e o gânico do Minis é io
pode á se eplicado in e nacionalmen e e, nesse sen ido p omo e a ecolha cons an e de
opiniões do público e de pe i os de e e ência. Assim, pa a além das medidas que já êm sendo
implemen adas pelo Minis é io da Felicidade o Go e no abalha em p oje os mais ino ado es e
ambiciosos; po exemplo, e e ei o de 2018 oi o “Mês da Ino ação dos EAU” sendo que um dos
p oje os lançados no con ex o des a inicia i a oi o p og ama UAE Hacka on / Da a o Happiness6.
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U ilizamos a me odologia quali a i a pa a analisa o con eúdo dos dados disponí eis e baseamo-
nos na p opos a de Amado, Cos a & C usoé (2014) que de ine a análise de con eúdo como um
p ocesso na u al, espon âneo, e u ilizado pa a des aca ideias num ex o, passando de seguida
pa a a sua o ganização e sín ese, de o ma a comp eende e des aca essas mesmas ideias.
U ilizamos como e amen a de apoio à in es igação o so wa e webQDA pois pe mi e maio
apidez, igo e p ocessos de al a complexidade ealizá eis com segu ança.
3. METODOLOGIA
Nes e abalho p ocedeu-se à análise de con eúdo de duas publicações sob e o Minis é io da
Felicidade, e e en e a dois momen os com uma dis ância empo al de ce ca de um ano e meio
(Ribei o, Cos a & Remondes, 2018) sendo a análise anco ada nos se e passos de inidos po
Cos a & Amado (2017a; 2017b)7:
01. De inição do p oblema, obje i os de abalho e undamen ação eó ica;
02. O ganização do Co pus de Dados;
03. Lei u a dos Dados;
04. Ca ego ização e Codi icação;
05. Fo mulação de Ques ões;
06. Ma izes de Análise;
07. Ap esen ação dos Resul ados.
Pa indo da o ganização ealizada, como p é-análise aos dois ex os ealizou-se uma lei u a a i a.
A segunda lei u a já inha como in enção obse a di e enças ou semelhanças en e os dois ex os
ela i as às p incipais ques ões o muladas pa a a in es igação, pelo que es a oi uma lei u a
analí ica. Em seguida p ocedeu-se à impo ação dos ex os pa a a pla a o ma webQDA e com
base no co po eó ico, c ia am-se as seguin es ca ego ias:
a. Felicidade;
b. Posi i idade;
c. Bem-Es a .
As ca ego ias c iadas, acili a am a ex apolação e o ganização do con eúdo dos ex os pa a
pos e io análise. Pa alelamen e, cons uiu-se uma nu em das pala as equen es de cada um
dos ex os. A pa i daqui oi possí el elabo a as lis as das pala as mais equen es e coloca
em e idência as semelhanças e di e enças en e cada um dos ex os.
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6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pa i da análise ealizada é possí el de e mina que há ealmen e uma in enção de coloca o oco
da comunicação no concei o de Felicidade e que o Go e no p e ende c ia ou melho a Se iços
que con ibuam pa a essa Felicidade. Apesa de se e i ica em mudanças ou ajus amen os
em e mos de con eúdo, al não pe mi e conclui que enha exis ido al e ação dos obje i os do
Go e no; admi e-se uma al e ação na abo dagem e o ma de ansmissão do mesmo. De uma
o ma global, da análise e discussão dos esul ados, dep eende-se que há uma linha o ien ado a
no discu so, mas en e os dois ex os exis em algumas al e ações emá icas. Assim, concluiu-se
que se obse am al e ações en e a mensagem dos dois ex os, mas pode in e i -se que não oi
e i ado con eúdo ele an e; pelo con á io pode conclui -se que hou e maio oco no concei o
essencial: Felicidade.
Sem p e ende ob e conclusões de ini i as, podemos in e i que o Go e no, aquando da
implemen ação do Minis é io da Felicidade, colocou logo à pa ida em des aque ês concei os
em simul âneo: Felicidade, Bem-Es a e Posi i idade e, numa ase pos e io , ac escen ou a
doação/g a idão como a o impo an e pa a a Felicidade. Es e abalho eio demons a que an es
dessas al e ações, o Go e no já inha ealizado alguns ajus amen os em e mos dos concei os-
cha e p eponde an es na comunicação go e namen al ela i a a es e ema. Po ou o lado, não
oi possí el de e mina a exis ência de alguma mensagem sublimina nos ex os analisados.
O passo seguin e da in es igação se á a análise dos ex os publicados nos á ios ó gãos de
comunicação social disponí eis no co pus la en e du an e o p imei o ano após a c iação do
Minis é io da Felicidade (ma ço de 2016 a e e ei o de 2017). A a és do u u o es udo p e ende-
se, en e ou os aspe os, es uda as ações conc e as ealizadas pelo Minis é io da Felicidade
du an e o e e ido pe íodo. Após oda a ecolha p e ende-se elabo a um es udo de caso.
De e e i ambém que pa a uma maio consis ência da in es igação, esse es udo de caso (já em
cons ução) p e ê a ealização de uma en e is a a Sua Excelência a S a. Minis a da Felicidade
e do Bem-Es a com a ealização da co esponden e análise de con eúdo.
No as
1 h ps://www.uaecabine .ae/en/de ails/cabine -membe s/he -excellency-ohoud-bin -khal an-al- oumi.
Sua Excelência Ohood bin Khal an Al Roumi é a Minis a de Es ado pa a a Felicidade no no o Gabine e dos EAU,
con o me anunciado em e e ei o de 2016. O no o Minis é io em como obje i o p omo e os planos, p og amas e
polí icas dos EAU pa a p omo e a elicidade da sociedade dos EAU.
2 Ob a o iginalmen e publicada em no século IV a.C.
3 Ob a o iginalmen e publicada no século III a.C.
3 h ps://www.happy.ae/en
5 h ps://go e nmen .ae/en/abou - he-uae/uae- u u e
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6 Fon e: h ps://hacka hon.go e nmen .ae/Home/De aul
7 Fon e: h ps://www.webqda.ne /analise-de-con eudo-um-caminho- ei o-de- a ios-caminhos/
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