ENTREVISTA
D . Basílio Ho a
“A nossa Engenha ia
é uma bandei a da
in e nacionalização
de Po ugal”
Página 36
CASO
DE ESTUDO
Res au o
e Remodelação
do Thea o Ci co
em B aga.
Página 42
II Sé ie | Núme o 107 | 3
Se emb o/Ou ub o 2008
a engenha ia po uguesa em e is a
Di ec o
Fe nando San o
|
Di ec o -Adjun o
Vic o Gonçal es de B i o
A
I
n
e
n
A
c
I
o
n
A
l
I
z
A
ç
ã
o
d
A
e
n
g
e
n
h
A
I
A
P
o
u
g
u
e
s
A
II Sé ie | Núme o 107 | Se emb o/Ou ub o 2008 | Bimes al
PRIMEIRO PLANO
Recomendações da O dem dos Engenhei os
pa a mode niza e o na mais e icien e
o sis ema de licenciamen o p e is o
no Regime Ju ídico da U banização
e da Edi icação e demais legislação
Página 6
INOVAÇÃO
Rede EUREKA!
em mo imen o
Página 48
B AgA – hea o ci co
INGENIUM
II SÉRIE N.º 107 - SETEMBRO/OUTUBRO 2008
P op iedade: Ingenium Edições, Lda.
Di ec o : Fe nando San o
Di ec o -Adjun o: Vic o Gonçal es de B i o
Conselho Edi o ial:
Ema Paula Mon eneg o Fe ei a Coelho, An ónio Manuel Ai es Messias, Ai es
Ba bosa Pe ei a Fe ei a, Ped o Alexand e Ma ques Be na do, João Ca los
Mou a Bo dado, Paulo de Lima Co eia, Ana Ma ia Ba os Dua e Fonseca,
Miguel de Cas o Simões Fe ei a Ne o, An ónio Emídio Mo ei as dos San os,
Ma ia Manuela X. Bas o de Oli ei a, Má io Rui Gomes, Helena Fa all, Luis
Manuel Lei e Ramos, Ma ia Helena Te êncio, An ónio Ca asquinho de F ei as,
A mando Albe o Be encou Ribei o, Paulo Alexand e L. Bo elho Moniz
Edição, Redacção, P odução G á ica e Publicidade: Ingenium Edições, Lda.
Sede A . Sidónio Pais, 4-E - 1050-212 Lisboa
Tel.: 21 313 26 00 - Fax: 21 352 46 32
E-mail: gabine e.comunicacao@o demdosengenhei os.p
Região No e Rua Rod igues Sampaio, 123 - 4000-425 Po o
Tel.: 22 207 13 00 - Fax: 22 200 28 76
Região Cen o Rua An e o de Quen al, 107 - 3000 Coimb a
Tel.: 239 855 190 - Fax: 239 823 267
Região Sul A . Sidónio Pais, 4-E - 1050-212 Lisboa
Tel.: 21 313 26 00 - Fax: 21 313 26 90
Região Aço es Rua do Mello, 23, 2.º - 9500-091 Pon a Delgada
Tel.: 296 628 018 - Fax: 296 628 019
Região Madei a Rua da Aleg ia, 23, 2.º - 9000-040 Funchal
Tel.: 291 742 502 - Fax: 291 743 479
Imp essão: Lisg á ica, Imp essão e A es G á icas, S.A.
Rua Consiglie i Ped oso, 90 – Casal de S a. Leopoldina
2730-053 Ba ca ena
Publicação Bimes al | Ti agem: 46.000 exempla es
Regis o no ICS n.º 105659 | NIPC: 504 238 175
Depósi o Legal n.º 2679/86 | ISSN 0870-5968
O dem dos Engenhei os
Bas oná io: Fe nando San o
Vice-P esiden es: Sebas ião Feyo de Aze edo,
Vic o Manuel Gonçal es de B i o
Conselho Di ec i o Nacional: Fe nando San o (Bas oná io), Sebas ião
Feyo de Aze edo (Vice-P esiden e Nacional), Vic o Manuel Gonçal es de
B i o (Vice-P esiden e Nacional), Ge a do José Sa ai a Menezes (P esiden e
CDRN), Fe nando Manuel de Almeida San os (Sec e á io CDRN), Celes ino
Fló ido Qua esma (P esiden e CDRC), Valdema Fe ei a Rosas (Sec e á io
CDRC), An ónio José Coelho dos San os (P esiden e CDRS), Ma ia Filomena
de Jesus Fe ei a (Sec e á io CDRS).
Conselho de Admissão e Quali icação: João Lopes Po o (Ci il),
Fe nando An ónio Bap is a B anco (Ci il), Ca los Edua do da Cos a Salema
(Elec o écnica), Rui Leuschne Fe nandes (Elec o écnica), Ped o F ancisco
Cunha Coimb a (Mecânica), Luís An ónio de And ade Fe ei a (Mecânica),
Fe nando Plácido Fe ei a Real (Geológica e Minas), Nuno Feodo G ossmann
(Geológica e Minas), Emílio José Pe ei a Rosa (Química), Fe nando Manuel
Ramôa Ca doso Ribei o (Química), Jo ge Manuel Delgado Bei ão Reis (Na al),
An ónio Balcão Fe nandes Reis (Na al), Oc á io M. Bo ges Alexand ino
(Geog á ica), João Ca alão Fe nandes (Geog á ica), Ped o Augus o Lynce de
Fa ia (Ag onómica), Luís Albe o San os Pe ei a (Ag onómica), Ângelo Manuel
Ca alho Oli ei a (Flo es al), Ma ia Ma ga ida B. B. Ta a es Tomé (Flo es al),
Luís Filipe Malhei os (Me alú gica e de Ma e iais), An ónio José Noguei a
Es e es (Me alú gica e de Ma e iais), José Manuel Nunes Sal ado T ibole
(In o má ica), Ped o João Valen e Dias Gue ei o (In o má ica), Tomás Augus o
Ba os Ramos (Ambien e), A ménio de Figuei edo (Ambien e).
P esiden es dos Conselhos Nacionais de Colégios: Hipóli o José Campos
de Sousa (Ci il), F ancisco de La Fuen e Sanches (Elec o écnica), Manuel
Ca los Gamei o da Sil a (Mecânica), Júlio Hen ique Ramos Fe ei a e Sil a
(Geológica e Minas), An ónio Manuel Rogado Sal ado Pinhei o (Química),
José Manuel An unes Mendes Go do (Na al), JAna Ma ia de Ba os Dua e
Fonseca (Geog á ica), Miguel de Cas o Simões Fe ei a Ne o (Ag onómica),
Ped o Césa Ochôa de Ca alho (Flo es al), Rui Ped o de Ca nei o Viei a de
Cas o (Me alú gica e Ma e iais), João Be na do de Sena Es e es Falcão e
Cunha (In o má ica), An ónio José Gue ei o de B i o (Ambien e).
Região No e
Conselho Di ec i o: Ge a do José Sampaio da Sil a Sa ai a de Menezes
(P esiden e), Ma ia Te esa Cos a Pe ei a da Sil a Ponce de Leão (Vice-
P esiden e), Fe nando Manuel de Almeida San os (Sec e á io), Ca los Ped o
de Cas o Fe nandes Al es (Tesou ei o).
Vogais: An ónio Acácio Ma os de Almeida, An ónio Ca los Sepúl eda Machado
e Mou a, Joaquim Fe ei a Guedes.
Região Cen o
Conselho Di ec i o: Celes ino Fló ido Qua esma (P esiden e), Ma ia Helena
Pêgo Te êncio M. An unes (Vice-P esiden e), Valdema Fe ei a Rosas
(Sec e á io), Rosa Isabel B i o de Oli ei a Ga cia (Tesou ei a).
Vogais: Filipe Jo ge Mon ei o Bandei a, Al ino de Jesus Roque Lou ei o,
C is ina Ma ia dos San os Gaudêncio Bap is a.
Região Sul
Conselho Di ec i o: An ónio José Coelho dos San os (P esiden e), An ónio
José Ca asquinho de F ei as (Vice-P esiden e), Ma ia Filomena de Jesus
Fe ei a (Sec e á ia), Ma ia Helena Kol de Melo Rod igues (Tesou ei a).
Vogais: João Fe nando Cae ano Gonçal es, Albe o Figuei edo K ohn da Sil a,
Ca los Albe o Machado.
Secção Regional dos Aço es
Conselho Di ec i o: Paulo Alexand e Luís Bo elho Moniz (P esiden e), Vic o
Manuel Pa ício Co êa Mendes (Sec e á io), Manuel Rui Vi ei os Co dei o
(Tesou ei o).
Vogais: Manuel Hin ze Almeida Gil Lobão, José An ónio Sil a B um.
Secção Regional da Madei a
Conselho Di ec i o: A mando Albe o Be encou Simões Ribei o (P esiden e),
Vic o Cunha Gonçal es (Sec e á io), Rui Jo ge Dias Velosa (Tesou ei o).
Vogais: F ancisco Miguel Pe ei a Fe ei a, Elizabe h de Oli al Pe ei a.
SUMARIO
´
5 Edi o ial
A Engenha ia como ins umen o de c escimen o económico
6 P imEi o Plano
Recomendações da O dem dos Engenhei os pa a mode niza e o na mais e icien e o sis ema
de licenciamen o p e is o no Regime Ju ídico da U banização e da Edi icação e demais legislação
9 no ícias
11 B E Es
12 EgiõEs
16 Ema dE caPa
16 XVII Cong esso da O dem dos Engenhei os
20 A In e nacionalização da Engenha ia Po uguesa – sín ese da in e enção
do Bas oná io Fe nando San o na Sessão de Abe u a do Cong esso
23 Conclusões e Recomendações do Cong esso
30 O que de mais impo an e e i ou des e Cong esso?
36 En E is a
D . Basílio Ho a – P esiden e da Agência pa a o In es imen o e Comé cio Ex e no de Po ugal
“A nossa Engenha ia é uma bandei a da in e nacionalização de Po ugal”
4 2 caso dE Es udo
Res au o e Remodelação do Thea o Ci co de B aga
Desa io Geo écnico e Es u u al
4 8 ino ação
Rede EUREKA! em mo imen o
50 colégios
6 6 comunicação
66 ci il – As Va iá eis Explica i as do Valo de F acções de Esc i ó ios
70 ElEc o écnica – Cabos Supe condu o es em Redes de Ene gia de Média e Al a Tensão
76 mEcânica – P ojec o de um Sis ema de Ven ilação E icien e de um Edi ício Escola em Condições
de In e no na Região do Alga e
8 6 lEgislação
88 His ó ia
No Cen ená io da CUF – O “G ande Indus ial” Al edo da Sil a (1871-1942)
92 c ónica
O an idep essi o de Feynman
96 in E nE
97 li os Em dEs aquE
98 agEnda
Con e ência pelo P o . Daniel Bessa no XVII Cong esso
32dEs aquE
P oNIC® – Sis ema de Ge ação e Ges ão de In o mação Técnica
pa a Cade nos de Enca gos
82análisE
A Engenha ia como ins umen o
de c escimen o económico
Aac ual c ise inancei a in e nacional, e as conse-
quências nas di e en es economias, ize am e e
em baixa as pe spec i as de c escimen o dos paí-
ses, com pa icula e lexo na Eu opa e nos EUA.
Sem c escimen o económico não ha e á edução do
desemp ego, e as di iculdades de inanciamen o às
emp esas e aos pa icula es ag a a ão o ambien e de
ecessão que já se ins alou em alguns países, amea-
çando os es an es.
Segu amen e que uma pa e da c ise é eal, conse-
quência de di iculdades ac escidas, mas ou a pa e
é uma c ise de expec a i as, pe an e um ambien e
de con ínuo c escimen o da economia mundial nos
úl imos anos.
A edução da poupança, a acilidade de endi ida-
men o, com a edução das axas de ju o, e o conse-
quen e aumen o do consumo, não supo ado na p o-
dução de iqueza, con ibuí am pa a coloca as a-
mílias em si uação mais di ícil e ulne á el, pe an e
as al e ações ecen emen e egis adas.
Quando compa amos a ac ual c ise com as e i ica-
das nou as épocas, encon amos, como p incipal di-
e ença, uma maio dependência en e as economias
de di e en es países e egiões, u o do p ocesso de
globalização em cu so, em que odos es amos ligados
em ede.
Nes as épocas de “limpeza de p odu os óxicos”, como
e e em os economis as, os países endem a ede ini
es a égias de desen ol imen o, p ocu ando i a pa -
ido dos seus ecu sos e capacidades.
Po ugal não pode á e i a es a a aliação, e odas as
en idades e emp esas que êm esponsabilidades na
nossa sociedade de em e em con a es a ealidade.
Nesse sen ido, o ema do XVII Cong esso da O dem
dos Engenhei os, “A in e nacionalização da Engenha-
ia Po uguesa”, apesa de e sido decidido em ase
an e io aos ac os ela ados, eio a e ela -se de uma
opo unidade ac escida.
De um modo ge al, odas as in e enções acen ua-
am a impo ância da engenha ia na mode nização
dos sis emas p odu i os e o seu con ibu o pa a o
c escimen o das expo ações e pa a a in e naciona-
lização das emp esas que êm a engenha ia como
supo e da sua ac i idade.
Em 2007, os dois sec o es que mais con ibuí am
pa a as expo ações po uguesas, ep esen ando ce ca
de 1/3, o am a p odução de máquinas, apa elhos e
ma e ial eléc ico (19,8%) e a p odução de eículos
e ma e ial de anspo e (12,8%). Ao ní el da ex-
po ação de se iços de engenha ia e consul o ia, e-
gis ou-se a sua duplicação en e 2002 e 2006 e, pela
p imei a ez, em 2007, a balança de ansacções de
na u eza ecnológica oi posi i a. A pa da e olução
a o á el des es sec o es, ambém as emp esas de
cons ução inicia am, com êxi o, um p ocesso de in-
e nacionalização, a pa i de 2002.
Pa ece-nos cla o que a engenha ia con inua a se um
ecu so es a égico de um país, sendo necessá ias
polí icas públicas que incen i em e apoiem o seu
desen ol imen o e consolidação na sociedade po -
uguesa, começando pelo sis ema de ensino e mo i-
ação dos mais jo ens. In elizmen e, as opções que
êm sido seguidas, de c escen es acilidades pa a
a ibuição de diplomas e de edução da exigência,
não se ão o caminho que os sis emas p odu i os p e-
cisam. A e dadei a impo ância eside nas compe-
ências, não nos í ulos.
Po isso, a O dem dos Engenhei os em con inuado
o seu abalho de ce i icação de cu sos de engenha-
ia, ago a e o çado segundo os c i é ios eu opeus
da EUR-ACE.
Nes a edição da “Ingenium” des acamos o XVII Con-
g esso e uma en e is a ao D . Basílio Ho a, P esi-
den e da Agência pa a o In es imen o e Comé cio
Ex e no de Po ugal (AICEP), na qual acen ua os as-
pec os an e io men e e e idos.
No Cong esso o am di ulgadas as “Recomendações
da O dem dos Engenhei os pa a mode niza e o na
mais e icien e o sis ema de licenciamen o p e is o no
Regime Ju ídico da U banização e Edi icação”, como
con ibu o pa a uma maio anspa ência e cele idade
dos p ocessos, com consequências nos in es imen os
e na economia nacional.
Espe amos que o pode polí ico ap ecie as conclu-
sões do Cong esso, bem como as ecomendações
sob e o licenciamen o u bano, pa a que as polí icas
públicas possam inco po a a isão e o abalho dos
engenhei os que es ão na p imei a linha da ans o -
mação do conhecimen o em p odu os e se iços de
alo ac escen ado.
EDITORIAL
Espe amos que o
pode polí ico ap ecie
as conclusões do
Cong esso, bem como
as ecomendações
sob e o licenciamen o
u bano, pa a que
as polí icas públicas
possam inco po a
a isão e o abalho
dos engenhei os
que es ão na
p imei a linha
da ans o mação
do conhecimen o
em p odu os
e se iços de alo
ac escen ado.
Fo o: Paulo Ne o
Fe nando San o
Sín eSe execu i a do documen o
1 – enquad amen o
Na sociedade con empo ânea, a endendo à
c escen e di e sidade de in e esses e de
o e a de bens e se iços, o Es ado em a
ob igação de sal agua da o in e esse público
e os di ei os dos cidadãos, p oduzindo eg as
de cump imen o ob iga ó io aplicá eis aos
sis emas p odu i os, sob a o ma de no mas
e de egulamen os écnicos.
Também a c escen e e olução do conheci-
men o, com pa icula ele ância nas á eas
écnicas, exige que nos p ocessos p odu i os
in e enham écnicos quali icados, com com-
pe ências econhecidas, pa a ga an i em o
cump imen o das no mas e egulamen os
em igo , assumindo a ine en e esponsabi-
lidade na pe spec i a da sal agua da do in-
e esse público.
Pa a ga an i a subo dinação dos in e esses
pa icula es às eg as de inidas, o am c ia-
dos sis emas de licenciamen o inse idos
em p ocessos mais ou menos complexos,
que, po ezes, se a as am dos objec i-
os que es ão na sua o igem, passando
a se me os en a es adminis a i os.
A g adual pe da de e iciência dos sis-
emas de licenciamen o esul a da
o ma a ulsa como as leis, as no mas
e os egulamen os écnicos o am
p oduzidos ao longo de dezenas de
anos, aduzindo os alo es de cada
época, o ní el de conhecimen o cien í-
ico e o equilíb io dos in e esses em jogo.
Como esul ado, oi sendo p oduzida uma
complexa eia legisla i a, desac ualizada e
não ha monizada.
A condução do p ocesso pa a ob e um li-
cenciamen o co esponde à ges ão des e
ema anhado de disposições legais, com pa -
icula ele o nas ac i idades de u banização
e de edi icação, em que o e eno é a ma é-
ia-p ima base.
O ac ual Regime Ju ídico da U banização e
da Edi icação, publicado pelo Dec e o-Lei
n.º 555/99, de 16 de Dezemb o, com as al-
e ações pos e io men e in oduzidas, no-
meadamen e a Lei n.º 60/2007, de 4 de Se-
emb o, é um sucedâneo do Dec e o-Lei n.º
166/70, de 15 de Ab il, designado como
“Re o ma do P ocesso de Licenciamen o
Municipal de Ob as Pa icula es”.
Es e dec e o oi ino ado à época, pois, pela
p imei a ez, a ibuiu aos au o es dos p ojec-
os a esponsabilidade pela ga an ia do cum-
p imen o das no mas écnicas, ge ais e espe-
ciais de cons ução, bem como as disposições
egulamen a es aplicá eis, es ingindo-se,
assim, a in e enção dos se iços públicos.
Pa a de inição das quali icações p o issionais
dos écnicos que pode iam subsc e e p o-
jec os, oi publicado, em 1973, o céleb e
Dec e o 73/73.
2 – ca ac e ização do SiS ema
de Licenciamen o
Ao im de 38 anos sob e a publicação do
Dec e o-Lei n.º 166/70, é, de um modo
ge al, econhecido que o ac ual sis ema de
licenciamen o u bano se a as ou dos p incí-
pios e objec i os iniciais, podendo se ca ac-
e izado da seguin e o ma:
1. As ine iciências do sis ema de licencia-
men o são um obs áculo à ac i idade
económica, pois a isão pa cela e edu-
o a da e i icação de ac os adminis a-
i os i ele an es des ocou a impo ân-
cia da qualidade dos p ojec os e nou os
ac o es impo an es, como são os eco-
nómicos, os sociais e os ambien ais;
2. O alo das licenças esul an es dos ac os
adminis a i os passou a se mui o su-
pe io ao alo dos p ojec os que as un-
damen am;
3. A ob enção de um al a á de licencia-
men o depende da ap o ação de di e -
sos se iços da adminis ação cen al e
au á quica e das is o ias de di e en es
en idades com c i é ios pouco objec i-
os, não di ulgados e que mudam con-
soan e o município;
4. A a bi a iedade e a disc iciona iedade
êm pe mi ido aplica eg as pouco cla-
as, ou mesmo não publici adas, que de-
signamos po “ciências ocul as;
PRIMEIRO PLANO
A O dem dos Engenhei os ap esen ou ecen emen e ao P esiden e da República, à Assembleia da Re-
pública, ao Go e no, à Associação de Municípios Po ugueses e a ou as en idades públicas di ec a-
men e in e essadas no ema, um conjun o de Recomendações como con ibu o pa a a simpli icação do
sis ema de licenciamen o u bano exis en e em Po ugal. Nes as páginas ica a sín ese do documen o,
que se encon a disponí el, na sua o alidade, em www.o demdosengenhei os.p
Recomendações da O dem dos Engenhei os
pa a mode niza e o na mais e icien e o sis ema
de licenciamen o p e is o no Regime Ju ídico
da U banização e da Edi icação e demais legislação
5. As di iculdades esul an es des es p o-
cedimen os ul apassam os objec i os
cla os de uma au o ização, con ibuindo
pa a a ine iciência e a desmo i ação dos
in es ido es, nacionais e es angei os;
6.
O ac ual modelo de licenciamen o u -
bano não em sido sinónimo, nem ga an-
ia, da qualidade do o denamen o do e -
i ó io, do u banismo e das cons uções.
Se i esse cump ido a sua missão não
e íamos ce amen e o deso denamen o
e i o ial, a al a de qualidade das cons-
uções, a ine iciência ene gé ica, as p e-
ocupações com os iscos e com a segu-
ança e um sem núme os de ac i idades
ilegais, mas em uncionamen o;
7. Não exis e igo , nem ha monização, nas
de inições écnicas e na e minologia;
8. Não exis e uma de inição ac ualizada e
adequada das quali icações p o issionais,
en enda-se, compe ências que de e iam
se exigidas aos écnicos pa a assumi-
em a esponsabilidade po ac os de in-
e esse público;
O único Dec e o p oduzido sob e es a ma-
é ia é de 1973 e es á desac ualizado;
9. Não se olhou pa a o sis ema de licen-
ciamen o como azendo pa e de um
p ocesso p odu i o que nasce num in-
es imen o e e mina na u ilização do
bem p oduzido;
10. Exis em o ganismos públicos que, ao
cump i em a lei, a a és das compe ên-
cias a ibuídas, acabam po alimen a in-
e esses, que usam os que que em in-
es i como inanciado es de es udos que
de e iam se supo ados pelo Es ado;
11. A des alo ização das ca ei as p o issio-
nais e das compe ências dos écnicos da
adminis ação pública conduziu à sua
g adual subs i uição po pessoas sem a
quali icação p o issional equi alen e à
exigida pa a os au o es dos p ojec os;
12. As di iculdades c iadas pelo sis ema po-
enciam an agens compe i i as pa a os
écnicos da adminis ação pública, das
en idades concessioná ias e das en ida-
des iscalizado as, seja na elabo ação de
p ojec os ou na e i icação das condi-
ções de con o midade sujei as à emis-
são da licença de u ilização;
13. As peças dos p ojec os exigidas pa a a
ins ução dos p ocessos de licenciamen o
são mui o simpli icadas, não pe mi indo
execu a uma ob a, mas as inspecções
ealizadas no inal, pa a e i icação da
sua con o midade, omam como e e-
ência p ojec os de execução que não
exis em e eg as p óp ias de cada se -
iço ou município.
Pode íamos ainda ac escen a que:
•Osis emadelicenciamen odemons ou
não e conseguido de ende mui os dos
alo es que jus i ica am a sua implemen-
ação;
•
Passou a se is o como uma on e de dis-
ibuição de iqueza, de suspei a na con-
cessão de a o es e de co upção, a ec ando
a imagem de odos aqueles que abalham
no sec o , de o ma hones a, seja na admi-
nis ação pública ou p i ada;
•Tem sido u ilizado como a ma polí ica,
po enciando a descon iança, exigindo mais
in es igações, mais julgamen os e penali-
zações, en im, mais sis ema de jus iça, que
já demons ou não se a solução pa a os
p oblemas que es ão na o igem de an as
suspeições, com ou sem azão;
•Oscidadãos ambémalimen ames assus-
pei as, po que sabem, na p á ica, quan o
empo é necessá io pa a se ob e uma au-
o ização ou uma licença, assim como as
di iculdades que i e am que anspo ;
Po isso, a O dem dos Engenhei os en en-
deu analisa o sis ema de licenciamen o da
u banização e da edi icação, diagnos ica
e ca ac e iza as causas dos p oblemas e
iden i ica alguns exemplos p á icos, pa a
conclui com um conjun o de ecomenda-
ções que isam o na mais e icien e es e
sis ema.
Na nossa opinião, não é com mais in e en-
ção do sis ema judicial que se minimizam as
causas da ine iciência, mas in e indo nos
mo i os que es ão na o igem da doença.
A p e enção semp e oi a medida mais eco-
nómica e e icaz de esol e os p oblemas,
seja na sinis alidade odo iá ia, na segu ança
da a iação ci il ou no comba e aos iscos de
sismos, cheias ou incêndios.
Apesa des e quad o de aspec os menos
posi i os, há exemplos de boas p á icas que
o am implemen adas po se iços da ad-
minis ação pública cen al e au á quica e
que demons am que é possí el en a mos
uma con e gência nacional pa a uma e-
o ma do sis ema.
O sis ema de licenciamen o de e á se um
meio anspa en e e simpli icado pa a lega-
liza uma ac i idade e não um im em si
mesmo, al como hoje pa ece sucede em
mui as si uações.
3 – ecomendaçõeS
As ecomendações ap esen adas, a a és de
20 medidas, p e endem con ibui pa a uma
abo dagem di e en e do modelo que oi cons-
uído, mas que já não se e.
3.1 – e o mulação do sis ema legisla i o
pa a o na e icien e a sua aplicação
As medidas p opos as isam cla i ica a le-
gislação p oduzida, com o objec i o de se
ga an i o cump imen o do que é essencial
e simpli ica ou elimina o que é acessó io.
Pa a al, conside amos necessá ia a:
a)
Iden i icação da cadeia de alo do p o-
cesso p odu i o em que se inse em os ac os
adminis a i os conside ados necessá ios
pa a o licenciamen o de ac i idades de u -
banização e de edi icação, iden i icando os
in e enien es e a legislação a cump i em
cada ase ( e exemplo em anexo);
b) Iden i icação exaus i a de odas as No -
mas e Regulamen os que de e ão se ob-
se ados pa a desen ol imen o da ac i-
idade de u banização e da edi icação a
exigi pa a a emissão das espec i as li-
cenças ou al a ás;
c)
Redução e simpli icação dessas No mas e
Regulamen os, ansc e endo as mesmas,
de o ma ha monizada, pa a um Código
Técnico da U banização e da Edi icação,
com de inição dos concei os e e minolo-
gias aplicá eis e das eg as objec i as pa a
a e i icação do seu cump imen o;
d) Ob iga o iedade de subme e cada Regu-
lamen o a publica , e os já publicados, aos
seguin es p incípios:
•Es abelece osní eisdecomplexidade
ou de g aus das ma é ias eguladas;
•Iden i ica os écnicoscomquali ica-
ção p o issional adequada à complexi-
dade de cada ní el;
•Nomea umConselhoConsul i o,in-
se ido numa En idade Ges o a do P o-
cesso, a im de acompanha os esul-
ados da sua aplicação, ecolhe as dú-
idas e comen á ios e p omo e a sua
ac ualização;
PRIMEIRO PLANO
e)
Subs i uição dos egulamen os municipais
aplicá eis ao licenciamen o u bano po
egulamen os de especialidade, de âmbi o
nacional, eliminando os me cados p o e-
gidos deco en es da exis ência de 308
di e en es egimes de licenciamen o;
) De inição do concei o dos di e en es ipos
de á eas, de o ma ha monizada, a u ili-
za pa a a cons i uição da p op iedade
ho izon al, iscalidade e axas municipais,
a aliação pa imonial e come cialização
de imó eis.
3.2 – esponsabilidade dos écnicos
A ans e ência de esponsabilidades pa a os
écnicos com compe ências econhecidas
pa a a aplicação das No mas e Regulamen-
os, cons i ui a base da edução da in e en-
ção da adminis ação pública, pelo que:
a) A esponsabilidade pela concepção de
p ojec os, execução das ob as, iscaliza-
ção e e i icação de con o midades pa a
a sua u ilização de e á se assumida po
écnicos quali icados pelas espec i as as-
sociações públicas p o issionais, que ga-
an am o cump imen o das No mas e Re-
gulamen os que de e ão obedece aos
p incípios e e idos nos núme os an e io-
es, isando a sal agua da do in e esse
público;
b) A assunção da esponsabilidade pelos éc-
nicos quali icados pelas associações pú-
blicas p o issionais dispensa ia a e i ica-
ção bu oc á ica e adminis a i a po pa e
dos se iços públicos.
3.3 – acompanhamen o e con olo
da aplicação dos egulamen os
em ma é ias de ele ado
in e esse nacional
Pa a o acompanhamen o e con olo dos e-
gulamen os mais ele an es pa a o país e
ab angidos pelo licenciamen o de e ia se
ob iga ó io:
a) Designa pa a cada á ea de ele ado in e-
esse público uma En idade Ges o a da
aplicação dos espec i os Regulamen os,
assesso ada pelos Conselhos Consul i os
an e io men e e e idos, onde de e iam
pa icipa os ep esen an es das associa-
ções públicas p o issionais e de ou as as-
sociações que ep esen am os in e e-
nien es nos p ocessos p odu i os, à se-
melhança do que já oi es abelecido pa a
o sis ema de ce i icação ene gé ica;
b) Re isão pe iódica e ac ualização dos Re-
gulamen os a pa i da expe iência ob ida
com a sua aplicação e egis ada pela En-
idade Ges o a;
c) Iden i icação das en idades que êm com-
pe ência pa a in e i nas ac i idades es-
pecí icas inse idas no p ocesso p odu i o,
e i ica os p ocessos e emi i a espec-
i a au o ização.
3.4 – Fiscalização pa a emissão
de licenças de u ilização
a) De inição, de o ma cla a, das condições
écnicas essenciais a e i ica pela iscali-
zação e en idades inspec o as, du an e e
após a conclusão do p ocesso p odu i o,
e que condiciona ão a emissão da licença
de explo ação ou de u ilização.
A po meno ização e a especi icação éc-
nica dessas exigências de e iam se de
inclusão ob iga ó ia nos p ojec os de li-
cenciamen o;
b) Iden i icação das en idades que pode ão
iscaliza e inspecciona o que oi au o i-
zado, as suas compe ências e a quali ica-
ção p o issional dos écnicos que exe cem
essas unções.
3.5 – eo ganização
dos se iços públicos
a)
Reo ganização dos se iços públicos, com
iden i icação e alo ização das ca ei as
écnicas en ol idas nos ac os de licencia-
men o, exigindo-se a in e enção de éc-
nicos com quali icações p o issionais idên-
icas às eque idas pa a os au o es de p o-
jec os, segundo o g au de complexidade e
subme idos ao cump imen os dos códigos
de é ica e de deon ologia das associações
públicas p o issionais onde se encon am
insc i os;
b) De inição, de o ma igo osa, dos ac os
da adminis ação pública cen al e local,
ans e indo pa a os municípios a ges ão
do seu e i ó io, com sujeição aos planos
nacionais;
c)
Ob iga o iedade de cada município pu-
blici a , a é 31 de Janei o de cada ano, a
es a ís ica dos p ojec os de licenciamen o
ap o ados e não ap o ados, indicando
á eas lo eadas, á eas b u as de cons ução,
no as e eabili adas, empo médio de ap o-
ação de cada p ocesso, bem como o
empo mais cu o e o mais longo, po ipo
de ob a ou, em al e na i a, cons i ui um
Obse a ó io do U banismo e da Edi ica-
ção pa a di ulga es as in o mações;
d) Ob iga o iedade de cada en idade pública
in e enien e no p ocesso de licencia-
men o publici a , a a és de meios elec-
ónicos, a iden i icação dos mo i os mais
equen es de inde e imen o, po pe cen-
agem ela i a ao o al;
e)
Pa icipação às espec i as associações pú-
blicas p o issionais, pa a p ocedimen o em
sede de p ocesso disciplina , as si uações
de e i icação de não con o midade que
con a iem as decla ações dos écnicos.
3.6 – medidas a inclui no “Simplex”
a) De inição do modelo nacional pa a a cons-
i uição da p op iedade ho izon al, iden-
i icando os di e en es ipos de á eas que
in eg am as acções, espec i as de ini-
ções e indicação das que de e ão se u i-
lizadas pa a os di e en es ins (Cons i ui-
ção da p op iedade ho izon al; A aliação
pa imonial; Ficha Técnica da Habi ação;
Come cialização, en e ou os ins);
b) Iden i icação de odos os egulamen os
municipais ou de concessioná ias de se -
iços públicos e sua subs i uição po e-
gulamen os de âmbi o nacional, elimi-
nando-se, assim, di e en es p ocedimen-
os e c i é ios aplicá eis a ma é ias écni-
cas de igual na u eza.
Julgamos que, des a o ma, sem cus os ac es-
cidos, sem mais in e enien es, mas com
maio objec i idade e esponsabilização, se á
en ão possí el pedi a in e enção da jus iça
pe an e a negligência ou si uações que p e-
judiquem o in e esse público.
A ques ão base do o denamen o do e i ó-
io, a c iação de mais- alias nos e enos,
consequência da legislação p oduzida, em-
bo a seja iden i icada nes e documen o como
um elemen o essencial pa a o desen ol i-
men o dos p ocessos p odu i os e pa a ga-
an ia de maio anspa ência, não é objec o
de ecomendações, po en ende mos se
uma ques ão essencialmen e polí ica, onde
os aspec os écnicos en am a jusan e, de-
pois de se ca ac e iza a solução.
n
PRIMEIRO PLANO
No ícias
Associação Engenha ia pa a o Desen ol imen o
e Assis ência Humani á ia
A
c iação o mal da Associação Engenha ia
pa a o Desen ol imen o e Assis ência Hu
-
mani á ia (EpDAH) es á ma cada pa a o
Dia Nacional do Engenhei o, 22 de No emb o,
a a és da ou o ga da esc i u a da sua cons i
-
uição.
A Associação esul a da on ade indi idual de
um g upo de engenhei os que en ende am co
-
loca ao se iço das pessoas e dos países menos
a o ecidos, sob e udo os de língua o icial po
-
uguesa e cas elhana, os conhecimen os e com
-
pe ências com que a sua á ea de o mação os
capaci ou. Es e g upo de p o issionais, do qual
az pa e o Bas oná io da O dem, Eng.º Fe
-
nando San o, e o P esiden e do Colégio de En
-
genha ia do Ambien e, Eng.º An ónio B i o,
con a com o apoio ins i ucional da O dem dos
Engenhei os.
De aco do com os es a u os, a Associação em
po inalidade “p omo e acções conducen es à
sus en abilidade da explo ação dos ecu sos na
-
u ais, à equidade e dignidade social e à p e
-
se ação da iden idade cul u al dos po os, a
-
iculando o exe cício dos di e en es amos da
Engenha ia em p ol da coope ação e da assis
-
ência humani á ia, em con ex os des a o eci
-
dos e em si uações de eme gência”.
Segundo o Bas oná io, o p incípio base da p o
-
issão de engenhei o é a sa is ação das neces
-
sidades p imá ias da população, desen ol endo-
-se pa a ní eis c escen es de in e enção.
Numa época em que o a anço da sociedade,
sob e udo nos países mais desen ol idos, em
exigido da engenha ia pad ões de espos a de
ele ado ní el ecnológico, o Bas oná io consi
-
de a impo an e es e eg esso às o igens, po
-
quan o ainda exis em populações a necessi a
-
em desse ní el de in e enções, sem esquece
a in e enção em si uações de ca ás o e que
a ec am odas as sociedades. A c iação des a
o ganização oi anunciada publicamen e no XVII
Cong esso da O dem, endo me ecido do P e
-
siden e da AMI (Assis ência Médica In e nacio
-
nal), D . Fe nando Nob e, g ande apoio.
2.º Encon o das Associações
de Engenhei os Ci is
dos Países de Língua O icial
Po uguesa e Cas elhana
N
a sequência da inicia i a po uguesa de 12 Ma ço des e ano,
ai ealiza -se, en e 2 e 4 de Dezemb o, em B asília, o II En
-
con o das Associações de Engenhei os Ci is dos Países de
Língua O icial Po uguesa e Cas elhana. O e en o se á in eg ado no
p og ama do 3.º Cong esso Mundial de Engenhei os – WEC 2008,
que deco e á na capi al b asilei a du an e essa semana.
No Encon o se ão di ulgados os con ibu os das di e sas associa
-
ções sob e as exigências de cada país pa a o econhecimen o p o
-
issional de engenhei os ci is egis ados nou os países, e se ão dis
-
cu idos os es a u os de uma u u a con ede ação das associações
p o issionais dos países de língua o icial po uguesa e cas elhana.
Se á igualmen e de inido o abalho a desen ol e a é à ealização
do 3.º Encon o, em local e da a a designa .
Na abe u a da ce imónia, o Bas oná io da O dem, Engenhei o Fe
-
nando San o, ha ia sublinhado a capacidade da engenha ia po u
-
guesa, eco dando uma ideia com que p e aciou o li o, “As pon es
são das mais no á eis ob as de engenha ia ci il, pela conjugação de
ês ca ac e ís icas: a uncionalidade, a capacidade esis en e e a be
-
leza, assumindo o es a u o de ob as de a e”.
O Bas oná io acen uou ainda a de e minação da O dem dos Enge
-
nhei os na p omoção de ou as á eas da engenha ia po uguesa que
me eçam se documen adas.
Ao au o compe iu a b e e desc ição do p ocesso de p odução da ob a
e a explicação da o igem do in e esse de um engenhei o elec o éc
-
nico po in a-es u u as apa en emen e a as adas do seu domínio p o
-
issional.
A
Sala do Rei, na Es ação do Rossio, em Lis
-
boa, oi o espaço escolhido pa a o lança
-
men o do li o “Pon es dos Rios Dou o e
Tejo”, da au o ia do Eng.º An ónio Vasconcelos e
edição da Ingenium Edições – O dem dos Enge
-
nhei os.
A ce imónia deco eu no dia 4 de No emb o, endo
sido p esidida pelo Minis o das Ob as Públicas,
T anspo es e Comunicações, Eng.º Má io Lino. Na
sua in e enção, o Minis o ez uma ap esen ação sin é ica da ob a
e da di e sidade dos seus con eúdos, alou um pouco sob e o seu au o ,
An ónio Vasconcelos, Engenhei o Elec o écnico e Especialis a em T ans
-
po es e Vias de Comunicação pela O dem dos Engenhei os, lançando-
-lhe o desa io de u u as edições onde já possa se con emplada “aquela
que é uma das ob as mais impo an es lançadas pelo Go e no que
enho a hon a de in eg a : a Te cei a T a essia do Tejo”. “Es a pon e
(con inuou) p e is a pa a o co edo Chelas-Ba ei o, e á uma ex en
-
são es imada de 13 km, 7 dos quais sob e o io. T a a -se-á de uma
ob a única em Po ugal, pois combina á a componen e odo iá ia com
duas componen es e o iá ias: al a elocidade e e o ia con encio
-
nal”. Sob e os concu sos, e e iu que “i á se lançado, no início de
2009, o concu so ela i o à cons ução da TTT e do oço da linha e
-
o iá ia de Al a Velocidade a é ao Pocei ão”.
Pon es dos Rios Dou o e Tejo
No ícias
E
s á lançada a 6.ª edição do P imus In e Pa es, um P émio p o
-
mo ido pelo Jo nal Exp esso e pelo Banco San ande To a, e di
-
igido a inalis as dos cu sos de Mes ado em Engenha ia, Ges
-
ão de Emp esas e Economia.
As p é-candida u as de e ão se eme idas a é ao dia 15 de Dezem
-
b o e as candida u as a é 30 de Janei o de 2009. Reco de-se que a
edição do ano ansac o oi a p imei a a pe mi i a pa icipação de jo
-
ens es udan es de Engenha ia, após um p o ocolo i mado en e as
en idades p omo o as e a O dem dos Engenhei os, endo saído en
-
cedo da 5.ª edição do P imus um inalis a de Engenha ia.
De ealça que, no caso dos cu sos de Engenha ia, só pode ão insc e
-
e -se os alunos que equen am os cu sos onde é pe mi ida a dispensa
de exame de admissão à O dem dos Engenhei os, po aplicação do
sis ema de a aliação de qualidade da O dem.
O P émio P imus In e Pa es p e ende “con ibui pa a o desen ol i
-
men o de uma cul u a de igo , de p o issionalismo e de excelência na
ges ão de emp esas, a a és da concessão de opo unidades p i ile
-
giadas pa a o mação académica complemen a , in e nacional e na
-
cional, aos ês inalis as do úl imo ano do cu so de Mes ado” dos
cu sos já nomeados.
O P émio consis e no pagamen o, em bene ício dos 3 p imei os clas
-
si icados, dos cus os de ma ículas e p opinas ine en es à equência
de cu sos de pós-g aduação, em p es igiadas uni e sidades nacionais
ou in e nacionais.
Toda a in o mação em www.uni e sia.p
P imus In e Pa es
ai na 6.ª edição
I
no ação com Responsabili
-
dade Social” é o ema do 3.º
Cong esso Mundial de Enge
-
nhei os – WEC 2008 (Wo ld En
-
ginee s’ Con en ion), que acon
-
ece á na cidade de B asília en e
2 e 6 de Dezemb o, no Cen o
de Con enções Ulysses Guima ães. São espe ados mais de cinco mil p o
-
issionais, cien is as, in es igado es, emp esá ios, líde es polí icas e es u
-
dan es do mundo in ei o pa a um e en o onde se ão p omo idas discus
-
sões ac uais sob e o meio ambien e e engenha ia sus en á el.
O Cong esso, o ganizado pelo Conselho Fede al de Engenha ia, A qui ec
-
u a e Ag onomia (Con ea), se á compos o po deba es, ó uns, pales as,
isi as écnicas, ac i idades cul u ais e in e câmbio. Pa alelamen e, acon
-
ece ão ac i idades com en oque em ques ões mais especí icas, de en e
as quais se des aca o Fó um da Mulhe , com o ema “Papel das mulhe es
na engenha ia mundial: pe spec i as e desa ios”; o Fó um do Es udan e e
Jo ens Engenhei os, com o objec i o de o alece os deba es sob e o ma
-
ção p o issional, me cado de abalho e é ica nas ins i uições de ensino de
engenha ia; e a Exposição Tecnológica Mundial (Expowec), que a a de as
-
pec os como a bioene gia, ene gia eno á el e on es al e na i as.
Cong esso Mundial
de Engenhei os em B asília
N
o dia 5 de No emb o ealizou-se a ce imónia de abe u a solene
do ano lec i o na Academia Mili a , que oi p esidida pelo Ge
-
ne al Che e do Es ado-Maio do Exé ci o e con ou com a p e
-
sença de á ias en idades mili a es e académicas.
O Comandan e da Academia Mili a , Tenen e Gene al Fe nando Pai a
Mon ei o, o iundo da A ma de Engenha ia e memb o da O dem dos
Engenhei os, ez o esumo das ac i idades lec i as do ano ansac o,
e e indo que equen a am os cu sos pa a O iciais do Exé ci o e da
Gua da Nacional Republicana 735 alunos, dos quais 98 em cu sos
de Engenha ia.
Os alunos que e mina am o cu so no ano lec i o an e io são os p i
-
mei os a quem oi a ibuído g au de Mes e e oi e e ido o empenho
da Academia Mili a na plena adap ação cu icula aos p incípios de
Bolonha. Fo am mencionadas mui as ou as ac i idades académicas
e cu sos cu os e a exis ência de di e sos p o ocolos com ins i uições
nacionais e es angei as, sendo de sublinha os aco dos com ou as
Uni e sidades, onde a Academia Mili a assegu ou cu sos de lide
-
ança, inclusi amen e no IST, pa a ce ca de 250 alunos de Engenha
-
ia Ci il e A qui ec u a.
De salien a ainda a decisão do Comando da Academia Mili a de desig
-
na como pa ono do cu so de 2008/9, o Gene al João C isós omo de
Ab eu e Sousa, engenhei o e polí ico do século XIX, que oi sócio unda
-
do , p imei o di ec o e p esiden e hono á io da Associação dos Enge
-
nhei os Ci is Po ugueses, c iada em 1869 e p ecu so a da O dem dos
Engenhei os. T a a-se de um signi ica i o ac o simbólico, na linha do
p es ígio que as Engenha ias man êm no Exé ci o.
A lição inaugu al oi p o e ida pelo Engenhei o An ónio Ge ásio Almeida
Lei e, docen e da Academia Mili a , sob e o ema das “Rese as Ene gé
-
icas – Mi os e Realidades”, da qual se des aca uma exposição sob e a
o e a e p ocu a dos ecu sos ene gé icos con encionais e sob e os con
-
cei os de ese as p o adas, p o á eis e possí eis.
A ce imónia con ou ainda com a habi ual en ega de p émios escola es.
Academia Mili a dis ingue
Engenha ia
De aco do com um es udo ealizado pelo Ins i u o In e i Mais da
Escola Supe io de Bio ecnologia da Uni e sidade Ca ólica Po -
uguesa, apenas um e ço dos municípios po ugueses cump em o
manda o das Na-
ções Unidas i mado
na Cimei a do Rio,
em Junho de 1992,
ao ní el da Agenda
21 Local (A21L).
São 103 os municí-
pios po ugueses que
decla am e um p ocesso de Agenda 21 Local em cu so, aos quais
se jun am 23 eguesias, ascendendo a 126 os p ocessos em desen-
ol imen o em Po ugal. No en an o, dois e ços dos municípios po -
ugueses ainda não ence a am qualque inicia i a pa a cump i es e
manda o das Nações Unidas.
Con udo, apesa dos núme os apa en emen e desanimado es, a ea-
lidade nacional é p omisso a, apon a o Ins i u o In e i Mais. En e
2002 e 2008 o núme o de p ocessos c esceu cinco ezes e espe a-
-se que nos p óximos anos a axa de implemen ação seja bas an e
mais ele ada, ac o ao qual não são alheios os inanciamen os abe -
os nas á ias egiões no âmbi o do QREN 2007-2013. Re i a-se que
a Agenda 21 oi subsc i a po 178 nações, incluindo Po ugal.
Agenda 21 Local em Po ugal
B e es
A é 2011 o in es imen o em
Tecnologias da In o mação po
pa e da Adminis ação Pública
po uguesa ai c esce 36,4%
en e 2006 e 2011, com um c es-
cimen o anual médio de 6,4%.
Es es núme os su gem no es udo
“Adminis ação Pública Cen al
e Local, Saúde e Educação: Son-
dagem e P e isões, 2006-2011”
p omo ido pela IDC, que e ela
que o in es imen o em TI pela
Adminis ação Pública ai subi
dos 460 milhões de eu os egis-
ados em 2007, pa a 600 milhões
em 2011. As conclusões da con-
sul o a esul am de um inqué i o
ealizado jun o de 123 o ganiza-
ções da Adminis ação Pública e
do sec o da Saúde.
Segundo o es udo, os ac o es di-
namizado es do in es imen o em
ecnologias de in o mação da Ad-
minis ação Pública ão es a o-
calizados no desen ol imen o de
sis emas cen alizados no cidadão,
no aumen o da e iciência dos se -
iços e na c iação de condições
pa a a in eg ação e icaz dos se i-
ços que compõem a Adminis a-
ção Pública. Em e mos de in es-
imen o, a Adminis ação do Es-
ado de e á ep esen a 40% do
in es imen o o al em TI, seguindo-
-se a Segu ança Social, com 28%,
e a De esa, com quase 14%.
Adminis ação Pública apos a em Tecnologias da In o mação
Se os consumido es po ugueses op assem po u iliza as ecnolo-
gias mais e icien es disponí eis no me cado, pa a além de edu-
zi em a ac u a mensal de elec icidade, e i a am a emissão de 2
milhões de oneladas de dióxido de ca bono e a impo ação de 800
milhões de m
3
de gás na u al. Em oda a Eu opa, es a poupança im-
pedia a libe ação de mais de 100 milhões de oneladas de CO
2
pa a
a a mos e a.
Es as são as p incipais conclusões de um es udo eu opeu lide ado po
uma equipa de in es igado es do Ins i u o de Sis emas e Robó ica da
Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni e sidade de Coimb a.
Com um o çamen o global de 1,5 milhões de eu os, o p ojec o RE-
MODECE – Residen ial Moni o ing o Dec ease Ene gy Use and
Ca bon Emissions in Eu ope en ol eu, além de Po ugal, 11 países
da Eu opa, e oi inanciando em 50% pela União Eu opeia no âm-
bi o do P og ama Ene gia In eligen e Eu opa.
Pa a a de inição de es a égias u u as que pe mi am p omo e a e i-
ciência ene gé ica do sec o esidencial, a Di ec o a Técnica do p o-
jec o, Paula Fonseca, con i ma es a “a se c iada uma base de dados
eu opeia de consumos eléc icos no sec o domés ico e desen ol-
ido um so wa e que i á auxilia os consumido es na selecção e ope-
ação adequada dos equipamen os domés icos, pe mi indo-lhes a
a aliação das economias de ene gia eléc ica”.
In es igado es po ugueses lide am
es udo eu opeu sob e poupança ene gé ica
Op ojec o-pilo o de p odução sus en á el de adi-
i o e de pa a gasóleo acaba de ganha o P é-
mio “ABB Global Consul ing Awa d o Sus aina-
ble Technology”, no âmbi o dos “IChemE Awa ds
o Inno a ion & Excellence 2008”, e já exis em
emp esas in e essadas na sua come cialização.
Da au o ia de Alí io Rod igues, p o esso ca ed á-
ico do Depa amen o de Engenha ia Química da
FEUP e Di ec o do LSRE, e de Vi iana Sil a, In-
es igado a Auxilia des a unidade, es e p ojec o
ino ado encon a-se pa en eado desde 2005 pela
Uni e sidade do Po o.
É sabido que os mo o es a diesel são mais e icien-
es que os de gasolina, mas, a pa i de ago a, o ga-
sóleo pode passa ambém a se menos poluen e.
Foi es e o desa io ab açado há á ios anos po es es
In es igado es. O gala dão alcançado, que econhece
a excelência na in es igação química, oi assim a i-
buído ao p ojec o de in es igação “A Sus ainable
P ocess o G een Diesel Addi i es Syn hesis: Ace-
als p oduc ion by Simula ed Mo ing Bed Reac o ”
que, na p á ica, se aduz num p ocesso lexí el de
sín ese de adi i os e des pa a edução de emissões
de pa ículas na combus ão de gasóleo.
FEUP ganham p émio in e nacional com adi i o e de pa a gasóleo
TEMA DE CAPA
e capacidade de ino-
ação, a ans o ma
odas essas possibili-
dades em soluções p á-
icas” ga an iu o Eng.º
Fe ei a de Oli ei a, P esi-
den e da Galp Ene gia.
A in e nacionalização da ino ação de e,
pois, unciona como uma o ma de acele-
ação do c escimen o económico – c iando
alo accionis a e social –, como ac o dis-
in i o, ou ainda como mé odo de p ese a-
ção de lide ança de um negócio, ab indo
no os me cados e encon ando alo onde a
conco ência não o az.
Engenhei os em acção
As di iculdades e opo unidades em ambien e
de mudança de con ex o p o issional, esul-
an es de p ocessos de in e nacionalização e
coope ação das o ganizações, o am ques ões
azidas a es e cong esso. A globalização e as
es a égias de c escimen o das emp esas, que
impõem a necessidade de expansão dos ne-
gócios pa a ou as geog a ias, são p ocessos
que colocam no os desa ios quan o à ges ão
de ecu sos humanos. Se é e dade que a ex-
pe iência in e nacional pode p opo ciona be-
ne ícios p o issionais e inancei os, an o pa a
os p o issionais como pa a as o ganizações,
ambém é e dade que, nes a ques ão, o
g ande desa io passa, numa p imei a ase, po
sabe “desen ol e no as compe ências o ga-
nizacionais que pe mi am ao ges o -engenhei o
sabe ec u a , selecciona , o ma , mo i a e
e e alen os, como e e iu o D . Amândio
da Fonseca, CEO da Ego – Recu sos Huma-
nos, de endendo que nes a ma é ia “é neces-
sá io passa de uma ges ão po pa e nalismo
pa a uma ges ão po objec i os.”
Um bom exemplo da in e nacionalização da
engenha ia po uguesa e do desen ol imen o
de compe ências dos engenhei os po ugue-
ses no ex e io em sido o caso da engenha-
ia mili a nacional, que em, nos úl imos
anos, desempenhado um papel impo an e
em di e sos cená ios e ea os in e nacionais
onde é chamada a coope a , ao ab igo de p o-
ocolos o iciais. Po ou o lado, assen e num
quad o es a égico e no âmbi o de elações
in e nacionais com ins i uições e ou os paí-
ses, ambém a Fundação AMI – Assis ência
Médica In e nacional, a a és do seu P esi-
den e Fe nando Nob e, salien ou nes e Con-
g esso a impo ância que a engenha ia nacio-
nal em ido em odas as ma é ias que dizem
espei o à melho ia das condições sani á ias
das populações de odo o mundo, bem como
à melho ia da qualidade de ida e sob e i-
ência do p óp io habi a . Em ambien es al-
amen e mul idisciplina es, os engenhei os
pode ão da um con ibu o mui o impo an e
na p e enção e esolução de ques ões eme -
gen es pa a a humanidade. “Se a in e nacio-
nalização da engenha ia não omi i essas ques-
ões, algumas das quais es ão in imamen e
ligadas aos objec i os do milénio e ousa se
in e en i a e socialmen e pa icipa i a, e-
emos en ão a engenha ia que o séc. XXI u -
gen emen e eclama” concluiu.
Nes a á ea, o ac o emp eendedo ismo se á
ce amen e o meio de di e enciação da en-
genha ia po uguesa nas suas di e en es a-
lências. No en an o, e como de endeu o Eng.º
An ónio Be na do, Vice-P esiden e da Ro-
land Be ge – S a egy Consul an s, a in e -
nacionalização “pode nem semp e ge a alo ,
sendo impo an e não segui modas, ala an-
cando compe ências dis in i as, op imizando
sine gias en e unidades de negócio e, sob e-
udo, ga an indo e exigindo um g ande igo
na ges ão”.
De endendo que a engenha ia e os engenhei-
os são e de em con inua a se um impo -
an e ecu so es a égico nacional, e eco -
dando a sua impo ância na conc e ização
das g andes ob as públicas lançadas pelo ac-
ual execu i o, o Minis o da Economia e
Ino ação, D . Manuel Pinho, ence ou o
Cong esso da OE dizendo que “a ene gia e
o ambien e se ão o maio desa io que amos
en en a nas p óximas décadas” e que nes-
as á eas se o na “necessá io acele a a mu-
dança ecnológica que, no caso da ene gia,
em sido mais len a que no domínio das TIC
ou da saúde.” Cabendo ao Es ado o papel
de canaliza capi ais públicos pa a p ojec os
de e e ência, o Minis o deixou o ale a que
“isso não esol e udo” e que aos es an es
agen es nacionais, incluindo a OE, cabe am-
bém o impo an e papel de desen ol e e
po encia a economia nacional.
n
No início des e século es amos a assis i
ao im do modelo de desen ol imen o
iniciado com a Re olução Indus ial do
Século XIX, consolidado du an e o século
XX e que con ibuiu pa a o ele ado c esci-
men o económico e social de mui os países,
en e os quais Po ugal.
De ac o, a Re olução Indus ial, iniciada em
Ingla e a, eio al e a p o undamen e o mo-
delo de desen ol imen o dos países que op-
a am pela indus ialização, acen uando as
g andes assime ias en e o c escimen o eco-
nómico e social desses países e os es an es.
Pa a essa e olução começa am po se in-
dispensá eis a ene gia, as ma é ias-p imas,
como o e o, a ciência, já em desen ol i-
men o desde o século XV, e a capacidade da
engenha ia pa a ans o ma conhecimen o
em p odu os e se iços.
O p incípio de La oisie “Na na u eza nada
se c ia, nada se pe de, udo se ans o ma”,
encon ou nas ciências da engenha ia um
campo é il pa a se aplicado.
A úl ima me ade do século XIX oi no á el
pela ino ação, pela capacidade de conc e i-
zação dos p ojec os e pelos desa ios e opo -
unidades dados à ciência e aos engenhei os.
Es a e olução oi inicialmen e ma cada po
g andes a anços ecnológicos, ao ní el dos
meios de anspo e, da execução de g andes
in a-es u u as e da p odução de bens de a-
b ico indus ial, e eio a conhece no os im-
pulsos na segunda me ade do século XX.
Após a II Gue a Mundial iniciou-se a p o-
dução em massa de odo o ipo de p odu os,
o Homem chegou à Lua, e acen ua am-se os
me cados o ganizados segundo os p incípios
da li e conco ência, su gindo a publicidade
e o ma ke ing como pode osos ins umen os
pa a a come cialização dos p odu os.
Com a queda do mu o de Be lim, em 1989,
e pos e io men e com a implemen ação das
edes de In e ne , em 1995, iniciou-se um
p ocesso de globalização e ap oximação dos
países, das cul u as e das pessoas, pa a o qual
oi de e minan e o ápido desen ol imen o
das edes de comunicações e in o má ica.
Es e p ocesso, que conduziu à abe u a de
on ei as e a uma c escen e ci culação de
capi ais, pessoas e bens, al e ou signi ica i a-
men e a an e io o dem mundial e ez eme -
gi a economia de países que ap o ei a am
as mudanças, com des aque pa a os asiá icos
e pa a os p odu o es de pe óleo e gás na u-
al, mas ambém pa a os que passa am a apos-
a na economia do conhecimen o.
A posse da e a pa a p odução ag ícola ou
as ma é ias-p imas adicionais deixa am de
se os ac o es de e minan es na c iação de
iqueza, passando a educação, a o mação, o
conhecimen o, as compe ências e a capaci-
dade pa a a sua ans o mação em p odu os
e se iços a e um alo cada ez maio ,
acen uando-se as c escen es assime ias en e
países desen ol idos e os mais pob es.
Essas di e enças são isí eis no mundo ac-
ual onde coexis em milhões de pessoas a
i e em ês di e en es séculos: mui os ainda
i em com os mesmos ecu sos dos pob es
do século XIX, ou os bene iciam da e olu-
ção ob ida no século XX, e uma pequena
pa e já usu ui da e olução do conhecimen o
e do desen ol imen o do século XXI.
Mais de 800 milhões de pessoas i em com
menos de 80 cên imos po dia, 1.100 mi-
lhões não êm acesso a água po á el, 2.600
milhões não êm acesso a edes de sanea-
men o e mais de 1.500 milhões não êm
ene gia eléc ica.
A média do PIB pe capi a dos 10 países mais
icos é 300 ezes supe io à média do PIB pe
capi a dos 10 países mais pob es. Po ugal
em um PIB pe capi a de 21.019,00 dóla es,
o que co esponde a pouco menos de 1/3 da
média dos 10 países mais icos e a 100 ezes
mais que a média dos dez mais pob es.
Mas a pa de uma sociedade cada ez mais
ma cada pelas eg as da economia de me -
cado, mais desumanizada e que u iliza as
g andes assime ias de endimen os e a au-
sência de di ei os humanos como an agens
compe i i as, su gi am as ques ões da sus-
TEMA DE CAPA
A In e nacionalização
da Engenha ia Po uguesa
Fe nando San o *
en abilidade do nosso modelo de desen ol-
imen o.
Po an o, não é apenas uma no a o dem eco-
nómica, esul an e da globalização, que es á
a muda o mundo, mas ambém no os p o-
blemas, como o aumen o da dependência
ene gé ica, a al a de água po á el, as al e a-
ções climá icas e a deslocalização das popu-
lações do mundo u al pa a as cidades.
O c escimen o económico, o a anço da ciên-
cia e a melho ia das condições de ida e dos
cuidados de saúde con ibuí am pa a o c es-
cimen o da população mundial. Em apenas
duzen os anos, os habi an es da Te a passa-
am de 1.000 milhões de pessoas pa a 6.6 mil
milhões em 2007. Em 2050, a ONU es ima
que o núme o de habi an es seja de 9.500
milhões e mais de 60% i e ão nas cidades.
Pe an e es e quad o, mui as das nossas con-
icções es ão a se pos as em causa.
Os ecen es acon ecimen os que a ec a am o
sis ema inancei o in e nacional, a g ande a-
iação dos p eços dos combus í eis e dos ali-
men os e as g andes assime ias na dis ibui-
ção da iqueza e nas condições de ida da po-
pulação mundial, são apenas mais algumas das
a iá eis isí eis que não sabemos con ola .
Es e b e e esumo é o pon o de pa ida,
como que a o og a ia do mundo em que i-
emos, com a c escen e in e nacionalização
do que é bom e mau, da economia que pe -
mi e melho es condições de ida às popula-
ções e apoios sociais, mas ambém da eco-
nomia sem esc úpulos que não olha a meios
pa a a ingi os ins.
É nes e con ex o in e nacional que as ins i-
uições e as emp esas p ocu am desen ol e
as suas ac i idades, com mo i ações, amea-
ças e opo unidades de um mundo globali-
zado e mui o di e en e da época do “o gu-
lhosamen e sós”.
Po que en endemos que a engenha ia em
um papel undamen al na globalização dos
me cados, escolhemos como ema des e
Cong esso “A In e nacionalização da Enge-
nha ia Po uguesa”.
São á ios os ac o es de e minan es da in e -
nacionalização, mas aqui p e endemos alo i-
za os p ocessos que ligam as uni e sidades,
as ins i uições de in es igação e as emp esas
que u ilizam a engenha ia como supo e da
sua ac i idade. Signi ica que es as en idades
p ocu am c ia alo e ob e an agens com-
pe i i as nos me cados in e nacionais u ili-
zando a engenha ia e os engenhei os como e-
cu sos es a égicos pa a aplica o conheci-
men o, melho a a p odu i idade e ino a .
Na minha opinião, es a pe spec i a é de
eno me impo ância e é um g ande desa io
pa a a economia po uguesa.
Desde que Po ugal en ou pa a a EFTA, em
1960, a balança come cial ou, mais a de, a
balança de ansacções co en es, oi semp e
de ici á ia, e uma pa e signi ica i a da nossa
economia c esceu na base de um modelo as-
sen e em mão-de-ob a de baixo cus o.
Hoje alamos em c ise, mas em 1984 i e-
mos um pe íodo bem di ícil que ob igou à
in e enção do Fundo Mone á io In e na-
cional. As axas de ju o chega am a ul apas-
sa os 30%.
Com a en ada de Po ugal na CEE, em
1986, passámos a bene icia dos undos es-
u u ais e da g adual edução da in lação e
das axas de ju o. Uma pa e da nossa com-
pe i i idade oi ob ida à cus a da des alo i-
zação do escudo, e não à cus a de ou os ac-
o es compe i i os.
Com a nossa adesão ao eu o, em 2000, as-
sis imos à es abilização mone á ia e à edu-
ção das axas de ju o. Mas, em con apa -
ida, passou a não se possí el des alo iza a
moeda pa a ga an i a compe i i idade dos
nossos p odu os, que nos me cados in e -
nos, que na expo ação. O eu o passou a
alo iza -se em elação ao dóla sem que a
nossa p odução acompanhasse essa endên-
cia, e a necessidade de limi a o dé ice das
con as públicas c iou di iculdades não espe-
adas e mui o aquém das expec a i as ge a-
das após a adesão à UE.
Também a ele ada dependência ene gé ica
de Po ugal, que ob iga a impo a ce ca de
85% da ene gia consumida, e e g a es con-
sequências na ac u a a paga ao es angei o.
Em 1995, Po ugal impo a a 1.500 milhões
de dóla es de ene gia, enquan o que em 2007
essa ac u a a ingiu os 8.000 milhões, sem
um c escimen o da economia que jus i icasse
es e ac éscimo. Pelo con á io, en e 2002
e 2007, o c escimen o acumulado do nosso
PIB oi in e io , em 7%, ao da média dos paí-
ses da UE, acen uando a nossa di e gência,
após um longo pe íodo de con e gência.
Ao im de 22 anos da adesão à UE e depois
de dezenas de milha es de milhões de eu os
de inanciamen os comuni á ios, Po ugal
passou, em compa ação com os es an es 14
países que en ão in eg a am a UE, de um
endimen o pe capi a de 55,1 %, em 1986,
pa a 64,5%, em 2007, ou seja, c escemos
menos de 10 %; enquan o que a Espanha
c esceu, no mesmo pe íodo e na mesma base,
de 69,8 % pa a 91 %, o que co esponde a
um c escimen o supe io a 21%.
Es a é a nossa o og a ia! Uma o og a ia que
nos de e deixa p eocupados, mas com on-
ade de eagi , po que emos uma his ó ia que
já demons ou, em di e en es pe íodos, qual
a melho es a égia pa a a nossa a i mação.
De ac o, a engenha ia, enquan o ecu so
pa a a in e nacionalização, não começou
ago a. Os descob imen os iniciados pelos
po ugueses, e que cons i uí am a p imei a
ase da globalização, são um g ande exem-
plo da capacidade da engenha ia da época
e da sua in eligen e u ilização pelo pode
polí ico, colocando-a ao se iço de uma es-
a égia.
Desde a cons ução na al, passando pelos ins-
umen os de na egação ma í ima, a é às o -
alezas que pe mi i am uni ica e man e os
e i ó ios, a engenha ia e e um papel un-
damen al.
Já mui os séculos an es, o Impé io Romano
inha u ilizado a engenha ia pa a i cada ez
mais longe e deixa as ma cas de uma ci i-
lização a ançada pa a a época.
En ámos no século XXI, com alguns países
a assumi a e olução ecnológica e a socie-
dade do conhecimen o como g andes opo -
unidades, mas ou os ica ão pa a ás, caso
não p es em a enção aos ac o es que i ão
aze a di e ença pe an e a compe i i idade
dos me cados e a c iação de iqueza.
A necessidade do c escimen o económico,
da edução das axas de desemp ego, da ma-
nu enção e inc emen o das polí icas sociais,
e os impac es no ambien e ge ados po um
desen ol imen o que não é sus en á el, são
desa ios que de e ão mobiliza os engenhei-
os na busca das melho es soluções.
De uma o ma sin é ica, a e o-me a e e i
algumas á eas que de e ão me ece especial
a enção po pa e dos esponsá eis polí icos,
pois, em nosso en ende , se ão undamen ais
pa a o nosso u u o.
Ensino
Ao ní el do ensino, é necessá ia uma maio
apos a na o mação dos alunos em ciências
base da engenha ia, como a ma emá ica, a í-
sica e a química, desde o ensino básico, pas-
sando pelo secundá io, como o ma de e -
mos à en ada das escolas de ensino supe io
XVII CONGRESSO DA ORDEM DOS ENGENHEIROS
de engenha ia ou dos cu sos p o issionais, alu-
nos melho p epa ados, pa a que se e i em
as polí icas de acili ismo que con e em di-
plomas mas não assegu am compe ências.
Fo mação écnica p o issional
em engenha ia
É necessá io um aumen o da o mação p o-
issional, a pa i do 10.º ano, mas em mol-
des mais exigen es, com p o esso es com
compe ência e expe iência nas ma é ias que
ensinam, e com labo a ó ios, o icinas e p á-
icas adequadas às necessidades das emp e-
sas de odas as dimensões. As necessidades
das emp esas do país eal não podem con i-
nua a se igno adas pelas escolas.
In e câmbio en e uni e sidades
po uguesas e es angei as
As nossas uni e sidades e alunos de em e
acesso e bene icia da in es igação desen ol-
ida nas uni e sidades e nos cen os de in-
es igação mais a ançados, com is a à sua
aplicação. Quando são dadas opo unidades
a mui os dos nossos alunos e p o esso es,
emos capacidade pa a acompanha os me-
lho es.
Ligação Uni e sidades / Emp esas
A ans e ência do conhecimen o pa a as
emp esas, isando a sua ans o mação em
p odu os e se iços de alo ac escen ado, é
da maio impo ância. É p eciso concilia os
in e esses cien í icos das uni e sidades com
as eais necessidades das emp esas.
Redução da dependência ene gé ica
A diminuição da impo ação de ene gia e a
sua p odução in e na a p eços mais eduzi-
dos é um dos g andes desa ios nacionais com
e lexos em oda a economia. A in e enção
da engenha ia é de e minan e pa a alcança
es e objec i o.
Países de língua o icial
po uguesa e cas elhana
De ido à g ande a inidade cul u al e écnica
en e os países de língua o icial po uguesa
e cas elhana, conside amos que aqueles paí-
ses, que no o al ep esen am 630 milhões
de pessoas, são um me cado na u al da nossa
economia, jus i icando-se um maio es o ço
de ap oximação com odos.
Excesso de legislação
O excesso de legislação e as di iculdades de
licenciamen o das ac i idades económicas
são dos maio es en a es ao desen ol imen o
da nossa economia. Apesa do econhecido
es o ço des e Go e no pa a in oduzi o Sim-
plex, os egulamen os municipais, os p oce-
dimen os e os c i é ios aplicados po di e-
en es se iços da adminis ação cen al e
au á quica, con inuam a p omo e c escen-
es di iculdades que ga an em a manu enção
de um sis ema que designo po “Complicó-
me o” e que ende a anula o Simplex.
No sen ido de con ibui mos pa a melho a
o sis ema de licenciamen o, o nando-o mais
mode no e e icien e, a O dem dos Enge-
nhei os p epa ou uma p opos a com um con-
jun o de ecomendações, na qual az o diag-
nós ico da si uação e enuncia os p incípios
que de e ão o ien a a p odução legisla i a
de ma é ias de na u eza écnica.
Pa a e mina , en endo que os engenhei os,
de ido ao impac o da sua acção na sociedade
e ao ac ual quad o da globalização, de e ão
assumi uma c escen e esponsabilidade so-
cial que in oduza uma dimensão humanis a,
pe an e alo es que êm es ado esquecidos,
como seja a dignidade humana e o es abele-
cimen o de condições mínimas pa a o seu de-
sen ol imen o.
Os engenhei os não pode ão se eduzidos
a écnicos especialis as do século XXI que
igno am o con ex o da sua ac i idade. Pa a
além de écnicos especialis as, de e ão se
ambém os ilóso os que e lec em e discu-
em sob e o sen ido e consequências do seu
abalho.
Es e é o e cei o e úl imo Cong esso que
ajudei a o ganiza como Bas oná io.
Em 2004, escolhemos como ema a “Impo -
ância da Engenha ia pa a a Compe i i i-
dade”. Em 2006, “O con ibu o da Enge-
nha ia pa a o Desen ol imen o do País”, e
e minamos es e ciclo com “A In e naciona-
lização da Engenha ia Po uguesa”.
Há um io condu o nos emas des es Con-
g essos: coloca a engenha ia e os engenhei-
os como ecu so es a égico pa a a esolu-
ção dos p oblemas nacionais.
Es ou ce o que o caminho seguido e as ex-
celen es con ibuições de odos os que in-
e ie am nos Cong essos e, po que não dizê-
-lo, ambém em dezenas de seminá ios p o-
mo idos pela O dem, ajuda am a pe cebe
melho o indispensá el papel da O dem dos
Engenhei os, do alo do conhecimen o, das
compe ências, da impo ância do igo e da
exigência, pe an e os g andes desa ios que
emos pela en e.
Não se á ce amen e pelos engenhei os que
Po ugal ica á pa a ás, assim o pode po-
lí ico en enda o alo da pa ce ia público-
-p i ada, en e a decisão polí ica e a sua un-
damen ação écnica.
Sin o que cump imos a missão p e is a nos
es a u os, olhando mais pa a os p oblemas
do país do que pa a os in e esses da nossa
classe p o issional.
* Bas oná io da O dem dos Engenhei os
Sín ese da in e enção p o e ida
na Sessão de Abe u a do XVII Cong esso
TEMA DE CAPA
OXVII Cong esso da OE, ealizado em B aga, no Thea o Ci co,
de 1 a 3 de Ou ub o de 2008, e e como ema cen al a In e -
nacionalização da Engenha ia Po uguesa.
Na linha dos an e io es Cong essos, elegeu-se um ema ele an e e
ac ual na sociedade po uguesa, onde exis e e idência de pa icipa-
ção e alioso con ibu o da engenha ia e dos engenhei os pa a o de-
sen ol imen o da economia nacional.
Depois de mais de in e anos sob e a in eg ação na Comunidade Eu-
opeia, a economia po uguesa al e ou de o ma d ás ica os pa adig-
mas de desempenho e o peso ela i o dos di e sos sec o es, pa âme-
os e indicado es que a e em a p odução da iqueza nacional.
A endência das ans o mações ope adas não oi di e en e do que
se passou nos es an es países eu opeus, mas o pe cu so nacional
em especi icidades p óp ias.
Passou-se de uma economia condicionada e p o egida pa a uma eco-
nomia o almen e abe a, com o e endência pa a o inc emen o
dos se iços e com cla os sinais de g adual abandono da adicional
p odução baseada em baixos cus os sala iais e com aca inco po a-
ção na cadeia de alo .
A eduzida dimensão do me cado nacional ambém ob igou as emp e-
sas po uguesas a expo a em os bens e se iços p oduzidos, com al-
gumas excepções, como é o caso da indús ia da cons ução, que a é
2002 concen ou a sua ac i idade no me cado in e no.
Com a adesão ao eu o, em 2001, a economia po -
uguesa deixou de con a com a des alo ização do
escudo como ac o pa a melho a a compe i i i-
dade, ag a ando-se a conco ência nos me cados
in e nacionais, em esul ado da adesão de mais 14
países à UE e ao desen ol imen o das economias
asiá icas.
Como espos a aos no os desa ios, a Es a égia de
Lisboa, assumida em 2001, du an e a P esidência
Po uguesa da UE, de iniu o conhecimen o, a ino-
ação e a in es igação e desen ol imen o de p o-
du os de c escen e alo ac escen ado como o caminho a segui .
Nes e con ex o, e depois de um ímido a anque no início da dé-
cada de no en a, a in e nacionalização das emp esas po uguesas
em-se g adualmen e ei o sen i em di e sos sec o es e em no os
me cados.
O sis ema económico nacional em indo a acompanha o mo i-
men o de globalização da economia mundial, exp esso sob e udo
pela queb a das on ei as polí icas e a é geog á icas, na ans e ên-
cia de in o mação e no luxo de bens e de se iços.
XVII CONGRESSO DA ORDEM DOS ENGENHEIROS
XVII CONGRESSO DA ORDEM DOS ENGENHEIROS
In e nacionalização da Engenha ia Po uguesa
Conclusões e Recomendações do Cong esso
TEMA DE CAPA
A pe cepção da impo ância da engenha ia
pa a a ans o mação de conhecimen o em
p odu os e se iços de alo ac escen ado é
uma das p incipais conclusões do Cong esso,
sendo necessá ias polí icas que enquad em a en-
genha ia e os engenhei os como um ecu so es a-
égico nacional, a endendo a seu papel na sociedade
po uguesa.
Fo am deba idas as linhas es a égicas de ac uação e es emunha am-
-se expe iências de in e nacionalização de sec o es di e si icados que
con am com emp esas dinâmicas, si uadas na p imei a linha da con-
quis a de no os me cados e que ac uam com signi ica i a en ol en e
de engenha ia e de engenhei os.
Iden i ica am-se os ac o es c í icos de sucesso, as a iá eis mais sig-
ni ica i as em cada um dos me cados e apon a am-se as o ien ações
e os caminhos u u os pa a a con inuidade e e o ço do sucesso a é
ago a alcançado.
As p eocupações com o elemen o humano salien a am os aspec os
especí icos da mobilidade, do abalho e da i ência em países es-
angei os e ainda as adap ações no e o no a Po ugal.
O sis ema de ensino em Po ugal de e á se igo oso e exigen e,
não apenas no ensino supe io mas ambém no ensino médio p o-
issional, o mando écnicos compe en es que consigam esponde
às necessidades das emp esas e que con ibuam pa a melho a a
compe i i idade.
As polí icas de in es igação e desen ol imen o, ino ação e educa-
ção exe cem uma o e in luência na capacidade das emp esas pa a
compe i nos me cados ex e nos.
Pa a além das ac i idades económicas, o am abo dadas as ac i ida-
des de engenha ia em missões mili a es de manu enção e de es au-
ação da paz e em acções de apoio humani á io a populações.
A O dem dos Engenhei os di ulgou a decisão de apoia a c iação de
uma associação au ónoma de engenha ia pa a o desen ol imen o e
assis ência humani á ia, conc e izando uma ou a e en e da in e -
nacionalização da Engenha ia, undamen al pa a apoio aos mais ca-
enciados num mundo globalizado, onde ninguém de e se excluído
ou abandonado em azão da geog a ia, das condições na u ais ou das
ag essões humanas.
A sessão inaugu al oi p esidida pelo Eng.º Má io Lino, Minis o das
Ob as Públicas, T anspo es e Comunicações e a sessão de ence a-
men o oi p esidida pelo D . Manuel Pinho, Minis o da Economia
e da Ino ação.
Ambos, além de da em público es emunho do ap eço que êm pela
comunidade nacional dos engenhei os, ep esen ada pela O dem
dos Engenhei os, explana am impo an es linhas de acção go e na-
i a nas espec i as es e as minis e iais.
O P esiden e da Agência pa a o In es imen o e Comé cio Ex e no
de Po ugal (AICEP), D . Basílio Ho a, mani es ou a in enção de,
em colabo ação com a O dem dos Engenhei os, analisa a possibili-
dade da c iação de um pólo de compe i i idade da engenha ia po -
uguesa.
Além da con e ência inicial p o e ida pelo P o . Daniel Bessa e das
in e enções do P esiden e da Câma a Municipal de B aga, Eng.º
Mesqui a Machado, e dos memb os do Go e no, o Cong esso con-
ou com mais 54 in e enções, dis ibuídas po 14 sessões, em que
pa icipa am ep esen an es de 30 emp esas ligadas a p ocessos de
in e nacionalização.
Regis a am-se ce ca de 400 cong essis as, e nas sessões de abe u a
e de ence amen o es i e am igualmen e p esen es di e sos con i-
dados, dos quais se des acam o Che e da Casa Ci il de Sua Exce-
lência o P esiden e da República, bem como ep esen an es de di-
e sas au o idades ci is, académicas, ins i uições públicas, O dens
P o issionais e ep esen an es do CONFEA – Conselho Fede al de
Engenha ia, A qui ec u a e Ag onomia do B asil.
As conclusões do Cong esso pode ão se sin e izadas nas seguin-
es mensagens:
O Con ibu o da Engenha ia
pa a o Desen ol imen o da Economia Po uguesa
1.
A edução do dé ice e a balança de pagamen os de e á se uma p io-
idade nacional, dado que em 2007 as expo ações de bens apenas
cob i am 65,9% das impo ações.
A apos a nas á eas da engenha ia pa a o na mais compe i i os os
nossos p odu os e se iços, e eduzi o desequilíb io da balança de
pagamen os em p azo azoá el é de e minan e pa a se a ingi esse
objec i o.
2. A análise dos sec o es p odu i os que mais êm con ibuído pa a
o aumen o das expo ações po uguesas con i mam que:
a) Os sec o es com maio inco po ação da engenha ia são os que
mais êm con ibuído pa a as expo ações po uguesas, des a-
cando-se o ab ico de máquinas e e amen as e equipamen-
os, ma e ial eléc ico e elec ónico e ma e ial de anspo e e
indús ia au omó el, que, no seu conjun o, em 2007, ep e-
sen a am 32,6 % das expo ações po uguesas;
b) Os sec o es mais adicionais, como o es uá io, que ep esen-
a am, em 2007, 6,9% das expo ações, êm indo a so e
uma acen uada mode nização ecnológica a a és da in e en-
ção das á eas de engenha ia.
3.
Em 2007, e pela p imei a ez, o saldo da Balança de Pagamen os
Tecnológica Nacional oi posi i a. Em 2000, po cada eu o expo -
ado necessi á amos de impo a ce ca de 2,3 eu os, enquan o
que em 2007 aquele alo eduziu-se pa a 0,9 eu os.
A c iação de emp esas de base ecnológica c esceu 60% en e
2000 e 2006.
4. As expo ações de se iços de engenha ia e consul o ia duplica-
am de alo en e 2002 e 2007.
5. As emp esas de cons ução que inicia am p ocessos de in e na-
cionalização em 2002 êm egis ado um o e inc emen o da sua
ac i idade nos me cados in e nacionais, con ando com a colabo-
ação dos engenhei os po ugueses e demais écnicos en ol idos
nos p ocessos p odu i os.
6.
As expec a i as de in es imen o di ec o es angei o em sec o es ec-
nológicos são mui o posi i as, cons i uindo um alioso con ibu o
pa a a emp egabilidade dos engenhei os nacionais e pa a o desen ol-
imen o da engenha ia p oduzida em Po ugal.
7. O ac o de mui as das emp esas que con ibuem pa a as expo -
ações po uguesas se em p edominan emen e de idas e ge idas
po capi al es angei o, não diminui a impo ância nem a ele ân-
cia da engenha ia po uguesa.
Dispo de engenhei os e, em ge al, de p o issionais quali icados
nas á eas cien í ica e ecnológica, cons i ui, hoje em dia, um ac-
o c í ico de sucesso na a acção de in es imen o di ec o es an-
gei o num país com as nossas ca ac e ís icas.
A Es a égia pa a a In e nacionalização
e os Fac o es C í icos de Sucesso
1. A in e nacionalização da economia po uguesa é um es ágio a an-
çado da expo ação de bens e se iços.
2.
Não exis em p esc ições únicas pa a o p ocesso de in e nacionali-
zação. Pa a cada me cado e sec o de ac i idade de e-se iden i i-
ca os ac o es undamen ais a obse a . São comuns a compe ên-
cia, a é ica e o emp eendedo ismo, qualidades uni e salmen e e-
conhecidas aos engenhei os.
3. De en e os ac o es c í icos de sucesso, o am des acados os e-
cu sos humanos, sendo essencial a disponibilidade de quad os su-
pe io es e in e médios compe en es, com conhecimen os de lín-
guas e disponí eis pa a abalha numa sociedade globalizada.
4. A expe iência ecen e da in e nacionalização do sec o da cons-
ução, pelos ensinamen os que acul a e pelas conclusões que
dele se podem ex ai , de e á se analisada po ou os amos de
ac i idade que ambém se subme e am a expe iências de in e -
nacionalização.
5. A in e nacionalização nem semp e c ia alo , sendo indispensá el
analisa cuidadosamen e a complexidade de cada me cado, de-
sen ol e espí i o c í ico, e uma isão in eg ada e não de e li-
mi a -se a segui endências ou modas. A di e si icação do isco
do po e ólio é cada ez mais es a égica.
6.
O me cado dos países do designado Les e Eu opeu con inua a e
um po encial de c escimen o mui o ele ado, mas há que apos a
mais nos me cados ex acomuni á ios que, apesa de e em um
peso in e io a 25% das nossas expo ações, egis am maio es axas
de c escimen o anuais (12% em 2007) e maio es opo unidades.
7. A p udência ecomenda que o es o ço das emp esas po uguesas
não se dispe se po um núme o excessi o de me cados, de endo-
-se e i a dispe são de compe ências e capi al, e p i ilegiando as
á eas de negócios onde a emp esa em o es compe ências de
ní el in e nacional.
8. O c escimen o ins i ucional mais céle e pode se alcançado po
ia de cons i uição de pa ce ias, alianças ou aquisições locais,
semp e ala ancadas po compe ências p óp ias dis in i as ou po
conhecimen os em amos especializados.
9.
Não é indi e en e pa a o êxi o da in e nacionalização o modelo de
go e nance escolhido ou as al e ações a in oduzi na p óp ia o ga-
nização da emp esa mãe, a endendo às di e enças de cul u a e de
con ex o, que podem ambém ob iga a uma maio lexibilidade.
10. As emp esas po uguesas eúnem condições pa icula men e
a o á eis pa a a adap ação a p ocessos de in e nacionalização,
dadas as ca ac e ís icas e capacidade dos ecu sos humanos,
sem a ogância e p econcei os.
A P á ica da In e nacionalização
Não exis em soluções únicas pa a o p ocesso de in e nacionalização.
O con olo dos iscos da in e nacionalização ob iga a abalho p é io
ao ní el do conhecimen o dos me cados, da disponibilidade de ecu -
sos humanos, ma e iais e e en uais pa cei os, enquad amen o legal e
iscal, en e ou os, sendo undamen al o con ibu o da diplomacia
económica po uguesa que de e se e o çado. Nos múl iplos sec o-
es económicos onde oco eu in e nacionalização, as emp esas po u-
guesas com o e componen e de engenha ia adqui i am apidamen e
a necessá ia ma u idade e comp eensão dos me cados globais.
Cons ução
No p ocesso de globalização do sec o o am conside ados decisi os os
seguin es aspec os:
•
Solidez e dimensão das emp esas, o que, ace à pequena dimen-
são das emp esas po uguesas, ecomenda concen ações e e i-
calização como o ma de c ia dimensão e eduzi iscos;
•
A expe iência e a especialização são decisi as em me cados in e -
nacionais, mas es as êm que se conseguidas p imei amen e no
me cado nacional, que de e se es á el, com es a égias de médio
e longo p azo.
Se iços
Fac o es de sucesso na in e nacionalização das emp esas de se iços
de engenha ia:
•
Me cado nacional sus en á el, com e o ço da c edibilidade a a-
és da pa icipação em es udos e p ojec os de g andes emp een-
dimen os nacionais;
•
Especialização ou dimensão (massa c í ica) das emp esas;
XVII CONGRESSO DA ORDEM DOS ENGENHEIROS
TEMA DE CAPA
•
Recu sos humanos compe en es e com
p odu i idade;
•
Capacidade inancei a;
•
Apoio ins i ucional (diplomacia económica);
•
Con í io cul u al, in eg ação e domínio de lín-
guas.
Pa a melho a os p ocessos de in e nacionalização, consi-
de a-se necessá io:
•
Possibili a uma maio isibilidade dos p ojec is as e emp esas de
se iços nacionais;
•
Maio in eg ação dos p ojec is as e consul o es nacionais po pa e
dos p omo o es po ugueses no es angei o.
Tecnologias de in o mação
As emp esas do sec o das TIC necessi am de ocaliza a sua es a-
égia:
•
Em á eas bem de inidas de ac uação (como exemplo: e alho, mo-
bilidade, cen o de con ac o, e c.);
•
Na pe spec i a de que os clien es se encon am em qualque pa e
do mundo;
•
Na ges ão dos ecu sos de o ma global.
Só des a o ma é possí el aspi a em a se emp esas in e nacionais
de sucesso, assegu ando axas de c escimen o ele ado, da o dem
dos 20 a 30%.
Ambien e
A in e nacionalização da engenha ia no domínio do ambien e cons i-
ui uma inicia i a em consolidação e/ou de c escimen o e que é a ac-
i a pa a um conjun o di e so de pe is emp esa iais, ab angendo
odas as ases dos ac os de engenha ia, mas ocando-se, sob e udo,
nos se iços de p ojec o e consul ado ia e na execução de emp ei a-
das, podendo ainda en ol e a explo ação de sis emas ambien ais.
A selecção de me cados depende, sob e udo, de um conjun o de
ac o es de índole local, nomeadamen e a escolha de pa cei os lo-
cais, o en endimen o das ques ões sociais, cul u ais, de géne o e lin-
guís ica, a iden i icação de janelas de opo unidade, bem como o
modelo de negócio em causa.
A u ilização de écnicas de mecena o pa a melho in eg ação em
me cados de g ande especi icidade cul u al, pode a o ece o en ai-
zamen o das emp esas no ecido local.
As emp esas posicionam-se em unção das especi icidades dos me -
cados mas, em qualque ci cuns ância, a qualidade da engenha ia é
um ac o essencial pa a assegu a a sua compe i i idade.
Ma e iais e Bioengenha ia
O u u o Labo a ó io Ibé ico de Nano ecnologias, que ica á si ua -
do em B aga, é o p imei o cen o eu opeu de in es igação especia-
lizado em nano ecnologia com es a u o in e nacional mul ila e al,
que ajuda á a impulsiona a compe i i idade in e nacional de Po -
ugal e Espanha nes e campo, e con a á com 200 in es igado es. A
sua excelência cien í ica e es a u o in e nacional pe mi i ão desen-
ol e no os modelos de ges ão de I&D, onde se á es imulada a c ia-
ção de spin-o s e a ob enção de e o nos que a o ece ão o desen-
ol imen o do País.
As qua o á eas p io i á ias de in es igação, pela sua impo ância es-
a égica no con ex o in e nacional, são: a nanomedicina, o con olo
ambien al, a segu ança e moni o ização da qualidade alimen a , a
nanoelec ónica, a nanomáquinas e a nanomanipulação.
A bioengenha ia e os desa ios colocados pelo aumen o do p eço dos
p odu os pe olí e os são cla amen e opo unidades no domínio dos
bioma e iais e biocombus í eis.
Os pe cu so es o gânicos pa a a indús ia de políme os e os e en uais
desen ol imen os de in e aces en e a bioengenha ia, as nano ecno-
logias e a in o má ica, assim como a sua impo ância económica ac ual
são ambém bons indicado es pa a a engenha ia po uguesa.
A ligação en e a bioengenha ia e os medicamen os e a pe spec i a u-
u a do seu ápido desen ol imen o de o ma a da espos a à p ocu a
de no os medicamen os e melho es al os, de e á se e o çada.
Os melho es kayaks do mundo, que azem des es ba cos um dos p o-
du os po ugueses de opo, con inuam a e olui , a melho a e a c esce
com o supo e da ecnologia de desen ol imen o de p odu os u ilizada
pelos seus engenhei os e da p ocu a de no os e melho es ma e iais.
Nos p odu os químicos indus iais oi comunicado o p ojec o de du-
plicação da capacidade da áb ica de Es a eja da CUF e das boas pe s-
pec i as de e olução sus en ada em ino ação e ecnologia des e sec o
da indús ia.
Ene gia e T anspo es
– A Engenha ia na Pesquisa de Pe óleo
Exis em mui as écnicas no as bas an e p omisso as que eque em
a in e enção de engenhei os, sendo que, de aco do com in o ma-
ções disponí eis, exis e p esen emen e um g ande dé ice de enge-
nhei os, p e endo-se que na p óxima década mais de me ade dos
p o issionais ac uais a ingi á a idade da e o ma.
– A Expo ação de Ma e ial Ci culan e
A iden i icação de necessidades signi ica i as de ma e ial ci culan e
de me cado ias, mui o po enciado pela libe alização da ac i idade
na Eu opa, conduz à exis ência de opo unidades de ab ico de ma-
e ial des e ipo, o que em como p essupos os a consolidação e o
desen ol imen o das compe ências exigí eis pa a o e ei o, nomea-
damen e em e mos de engenha ia e de capacidade indus ial.
Ap o ei amen o Ene gé ico da Biomassa Flo es al
A u ilização acional da biomassa é um impo an e con ibu o pa a
a p odução de ene gia eléc ica nacional que ob iga a um p ocesso
de p odução in eg ado da ges ão lo es al – que cons i ui uma no a
opo unidade de alo ização da lo es a –, de endo se explo ada,
de o ma in eligen e, a cadeia de alo da ilei a da madei a po en-
ciando o seu maio alo ac escen ado.
Os Recu sos Humanos
1.
Os engenhei os, pela sua o mação e pos u a p o issional, es ão es-
pecialmen e p epa ados pa a p o agoniza ca gos de ep esen ação
ex e na de emp esas po uguesas, assimilando com acilidade as
es an es compe ências necessá ias, incluindo a capacidade de so-
cialização e de comp eensão das especi icidades cul u ais;
2. A disponibilidade pa a a mobilidade e pa a o p osseguimen o de
uma ca ei a p o issional em emp esas en ol idas em p ocessos
de in e nacionalização é baixa de ido a ques ões cul u ais e ao
con o o e segu ança dados pelas emp esas. Os p incipais mo i-
os de ecusa p endem-se com p eocupações ela i as à adap a-
ção da amília aos no os locais, à cul u a dos países de acolhi-
men o, aos ní eis de emune ação e à di iculdade de comp een-
são das línguas. Es a disponibilidade é ainda condicionada pelo
dé ice de engenhei os no me cado nacional de emp ego;
3.
A engenha ia po uguesa é apon ada como uma an agem compe-
i i a, mas é p eciso e o ça o mações especí icas pa a a globali-
zação: no plano écnico, línguas, ges ão con a ual e enquad amen o
legisla i o;
4. Os aspec os do econhecimen o p o issional de em se ap o un-
dados pelo Es ado e pela O dem dos Engenhei os;
A Ino ação
1. Ino a p essupõe ans o ma conhecimen o em alo , sendo ne-
cessá io sabe ge i , de um modo planeado e sis emá ico, o p o-
cesso p odu i o, de modo a que uma boa ideia e uma boa base
de conhecimen o enham os meios e ecu sos pa a se con e e-
em em alo com in e esse p á ico, c iando iqueza;
2. A ino ação em a iculação com as uni e sidades em modelos de
edes cons i uiu um elemen o de apoio à in e nacionalização da
engenha ia po uguesa;
3.
A ino ação em con ibuído pa a p ese a a lide ança no negócio,
pa a ab i no os me cados e, sob e udo, pa a encon a alo ;
4. O alo in angí el das o ganizações e a P op iedade In elec ual
assumem impo ância c escen e, sendo po isso impe iosa a sua
ges ão, com egis o e ex ensão de pa en es a ou os me cados;
5.
A no malização con ibui de o ma decisi a pa a o desen ol imen o
da ino ação e da compe i i idade, acili ando o acesso aos me ca-
dos, pe mi indo a in e ope abilidade en e os p odu os, os se iços
e os p ocedimen os no os e já exis en es, melho ando a p o ecção
dos u ilizado es, p omo endo a con iança dos consumido es e di-
ulgando os esul ados da in es igação;
6.
Po que disponibilizam in o mação, as no mas êm um papel impo -
an e como es ímulo numa ac i idade de conhecimen o in ensi o
como é a ino ação, pe mi indo e olui das “melho es p á icas” pa a
“as no as p á icas”.
O Emp eendedo ismo
1.
A ques ão c í ica que se coloca a quem que aze uma expe iên-
cia in e nacional a pa i de ideias p é-exis en es (como po exem-
plo, uma ese de dou o amen o) es á na capacidade de ans o má-
-las em negócio e e a noção que udo demo a mais empo do que
inicialmen e se admi ia;
2.
Quando se o mula um caminho, há que aze uma opção mui o e-
lec ida sob e a base em que se ai especializa – p odu os ou se i-
ços – mui o embo a a combinação de ambos possa se i uosa;
3. Os p ojec os de ca ác e expe imen al podem es a ecnologias
e o ien a a acção pa a no as pe spec i as de me cado;
4.
O Webma ke ing é um ecu so ins umen al de eno mes po en-
cialidades, de endo se semp e a aliado e explo ado;
5. A cons i uição de pa ce ias pode se uma boa ia pa a c esce em
me cados menos conhecidos;
6. A en ada em me cados consolidados em cus os mui o ele ados,
embo a a compe ição seja mui o mais ag essi a no me cado de
no os p odu os.
A Engenha ia em Acções Humani á ias
1.
A engenha ia e e, em e e á um papel a desempenha no apoio
aos países e populações mais ca enciados, no âmbi o das ope ações
de p o ecção ci il ou de coope ação mili a , seja em si uações de
ca ás o e, seja em si uações de con li o;
XVII CONGRESSO DA ORDEM DOS ENGENHEIROS
TEMA DE CAPA
2. A engenha ia es á p esen e no dia-a-dia
do se humano, seja nas si uações acima
mencionadas ou em si uações de es abilidade
e p ospe idade, com acções que ão do sim-
ples abas ecimen o de água às populações a é à
u ilização, pela medicina, dos mais so is icados equi-
pamen os como meios complemen a es de diagnós ico,
sendo, po isso, um ecu so ines imá el do se humano e que es á
ou de e á es a i e u a elmen e ao seu se iço.
A A aliação do Ensino Supe io e a Quali icação dos Engenhei os
1.
A O dem dos Engenhei os de ende que o nosso País de e á adop-
a uma e o ma do sis ema de ensino supe io que, no espei o da
le a e do espí i o dos aco dos do P ocesso de Bolonha, ga an a a
capacidade compe i i a de Po ugal e da sua engenha ia na pa ici-
pação em pa ce ias eu opeias e a capacidade compe i i a dos seus
engenhei os no me cado eu opeu de abalho;
2. Não há um quad o cla o de quali icações p o issionais ap o ado
a ní el nacional;
3. O sis ema de ga an ia de qualidade, in e no e ex e no, não un-
ciona;
4. A o e a de o mações es á longe do sis ema biná io desc i o;
5. As ins i uições do ensino supe io i em, no plano académico,
um egime de au onomia não audi ada, adop ando medidas que
êm como o ça mo iz p incipal o impe a i o de p eenchimen o
das agas que o e ecem.
P esen emen e, exis e uma o e a de 317 cu sos pa a en ada no
ensino supe io na á ea das engenha ias, dos quais somen e 141 exi-
gem ma emá ica como disciplina especí ica de en ada, e dos quais
somen e 50 exigem ma emá ica e ou a disciplina.
Adicionalmen e, mui o desses cu sos adop am designações con u-
sas, isando esses mesmos ins a cap ação de alunos.
São es es sin omas p eocupan es de cedência da qualidade à p es-
são da sob e i ência de uma ede do ensino supe io dis o cida, que
le an a, nes e quad o, sé ias dú idas sob e as eais compe ências
p o issionais de mui os dos seus diplomados;
6.
No enquad amen o de coope ação e compe ição eu opeia em que
i emos, a OE en ende que é necessá io e e a ede e a o e a do
sis ema do ensino supe io , como é necessá io adop a , sem com-
p omissos, c i é ios de qualidade mais igo osos.
É necessá io adop a um sis ema de qualidade com base num qua-
d o de quali icações;
7.
É necessá io p omo e , no mais cu o p azo, uma o e a adequada
de cu sos ocacionais cu os e de cu sos de p imei o ciclo de pe -
is complemen a es, com uma co ec a possibilidade de comuni-
cação en e es es cu sos, que esponda às necessidades do país e
às mo i ações, ape ências e compe ências dos jo ens na escolha
di ícil, mas i al, dos 16 e dos 18 anos de idade;
8.
É necessá io, em simul âneo, adop a pa a o acesso ao p imei o ciclo
do Ensino Supe io uma polí ica de exigência de qualidade mui o
mais igo osa do que aquela que hoje se p a ica, nomeadamen e exi-
gindo o conhecimen o e as compe ências julgadas mínimas nas á eas
nuclea es das engenha ias.
Só assim se ga an i á um Po ugal das ge ações u u as compe i i o
e pa cei o igual na Eu opa.
A Regulamen ação P o issional
1.
A egulamen ação p o issional em ac i idades que con igu am ma-
é ias onde es á em causa a con iança pública de e con inua a se
um objec i o es a égico da in e enção da O dem, que de e igual-
men e pugna po se econhecida como um pa cei o ac i o do Es-
ado, das au a quias e de odos os es an es s akeholde s, na p epa-
ação de legislação e egulamen ação pe inen e pa a as ac i idades
e pa a as in e enções da engenha ia e dos engenhei os.
A O dem dos Engenhei os pe an e os Desa ios do Século XXI
1. A c escen e de esa do in e esse público exige:
•
A a ibuição dos ac os p óp ios aos que demons em compe-
ências pa a a sua execução, assumindo a esponsabilidade pe-
an e a sociedade;
•
Op imização das soluções pe an e ecu sos cada ez mais limi a-
dos (decisões polí icas com undamen ação écnica);
•
Discussão pública das ma é ias écnicas que in luenciam o mo-
delo de desen ol imen o a ec ando o u u o;
•
Maio di ulgação do alo da engenha ia.
2. P omo e ecomendações pa a o na mais e icien e o nosso sis-
ema p odu i o, como são os casos das ecomendações pa a e-
dução dos des ios de cus os e de p azos nas emp ei adas de ob as
públicas e pa a o na mais e icien e o sis ema de licenciamen o
u bano;
3. Pe an e os desa ios à escala global, é necessá io ede ini os ac-
o es c í icos de sucesso pa a o desen ol imen o da economia
po uguesa, endo pa icula a enção ao papel da engenha ia como
imp escindí el ecu so es a égico;
4.
Aos engenhei os, a a és da sua associação pública, cabe a eno me
esponsabilidade de assumi em os deba es necessá ios pa a que
es a e idência seja ambém pe cebida po odos os po ugueses;
5.
É a a és de uma sólida comp eensão da sua esponsabilidade so-
cial, colocando as suas compe ências e mo i ações ao se iço do
país, que os engenhei os melho de endem os seus in e esses.
n
Qual a p incipal missão da AICEP?
A missão p incipal é se i as emp esas. É a
c iação de um bom clima onde as emp esas
possam desen ol e bem os seus negócios
que jus i ica a nossa exis ência. O nosso
g ande objec i o é possibili a que a econo-
mia po uguesa se in e nacionalize, se equi-
lib e, que expo e mais e melho , que seja
capaz de p oduzi bens ansaccioná eis e
que subam na escala de alo . A nossa o ga-
nização in e na e lec e esse mesmo objec-
i o, na medida em que emos dois g andes
cen os de negócios, um pa a as g andes em-
p esas, odas as que êm in es imen os iguais
ou supe io es a 25 milhões de eu os ou um
olume de negócios igual ou supe io a 75
milhões de eu os, e um segundo depa a-
men o pa a apoio às PME ao ní el da in e -
nacionalização.
Que em á ios pólos po mui os países?
Es amos nos 5 con inen es, emos 72 esc i-
ó ios abe os, es amos em 45 países, e in-
luenciamos 80 me cados.
Exis em emp esas po uguesas nesses 45
países?
Sim, em odos. E é essa a nossa ede ex e na
de apoio às emp esas. Depois, emos ou o
ins umen o, que é a negociação do c édi o
pa a in es imen os elacionados com a in-
e nacionalização das emp esas, que em e -
mos de p omoção, que em e mos de ino-
ação. Todos são ap eciados e a aliados aqui,
e ambém compe e à AICEP a a aliação e
ap esen ação de p opos as em sede de cus-
os de con ex o.
O que é isso exac amen e?
Os cus os de con ex o são os obs áculos que
se colocam à ida económica nacional, e às
emp esas em pa icula , e que de em se e-
mo idos pa a que as emp esas enham me-
lho compe i i idade. A AICEP em a unção
de auscul a as emp esas, sabe quais são esses
obs áculos e encon a soluções, nomeada-
men e com a ap esen ação de p opos as ao
Go e no que conduzam à eliminação de obs-
áculos conc e os ou de al e ação legisla i a.
E essa ligação em sido e icaz?
Tem, ambém po que nós, além dos cus os
de con ex o, emos aqui na Agência uma
coisa chamada CAAPIN, que é a Comissão
de A aliação e de Apoio aos P ojec os de In-
e esse Nacional.
“Nes e momen o emos 61 p ojec os PIN
em acompanhamen o, o que signi ica
qualque coisa como 14,5 mil milhões
de eu os e 46 mil pos os de abalho”
E já exis em os PIN (P ojec os de Po en-
cial In e esse Nacional).
Há um só, que é a Galp Ene gia. Temos à
ol a da mesa odas as en idades que se p o-
nunciam sob e os p ojec os, emos o Minis-
é io do Ambien e, o Minis é io da Economia
e a é emos um ep esen an e da P esidência
do Conselho de Minis os, que em ido uma
ac i idade mui íssimo ú il.
Mas odos os p ojec os que não são consi-
de ados PIN não são a o ecidos?
Podem se . Se êm cus o de con ex o podem
se a o ecidos, ainda que não sejam PIN. Os
p ojec os que podem se PIN são odos os que,
em se e condições, obedeçam a pelo menos
qua o, mas há ês condições undamen ais:
in es imen o igual ou supe io a 25 milhões
de eu os – excep o se o um p ojec o com
uma mais- alia eno me em e mos de ino a-
ção ou de ans e ência de ecnologia –; se o
u ismo, o p ojec o e á que en ol e um ho el
com pelo menos cinco es elas; em que e
iabilidade económica e em que e suscep-
ibilidade de e sus en abilidade e i o ial e
En e is a
D . Basílio Ho a,
P esiden e da Agência pa a o In es imen o e Comé cio Ex e no de Po ugal (AICEP)
M
ão-de-ob a de qualidade e compe i i a é, segundo o P esiden e da AICEP, D . Basílio Ho a, o
maio un o po uguês quando em causa es á a compe ição em me cados es angei os. Tam-
bém em p imei o luga , mas no pódio da balança nacional de expo ações, es ão os ins umen-
os de média e al a ecnologia.
O esponsá el pela a acção de in es imen o es angei o pa a Po ugal e pela conquis a de me cados
ex e nos pelas emp esas nacionais, con essou-se, em con e sa com a “Ingenium”, adep o de um sis-
ema de me cado libe al mi igado e de uma globalização egulada e disciplinada.
“A nossa Engenha ia é uma bandei a
da in e nacionalização de Po ugal”
Tex o Ma a Pa ado
Fo os Paulo Ne o
ambien al. Os p ojec os sem essa suscep ibi-
lidade são chumbados. O que é que o es a u o
PIN con e e? Um es udo do clien e que acom-
panha o p ojec o a é ao licenciamen o inal.
Depois não dá mais nada. Dá uma agilização
nos p ocedimen os adminis a i os em sede
de licenciamen o, não dá nenhum di ei o a i-
nanciamen o, não dispensa de nenhuma au o-
ização que a lei exija, nada disso.
Exis em nes e momen o mui os p ojec os
nessas condições?
Há a iadíssimos p ojec os em execução, do
sec o u ís ico e dos sec o es do papel, me-
alomecânico, da ene gia, dos cimen os. Ao
odo são 61 p ojec os PIN em acompanha-
men o, o que signi ica qualque coisa como
14,5 mil milhões de eu os e 46 mil pos os
de abalho. Desses, só 21 es ão em execu-
ção. Os ou os es ão a se acompanhados
pela CAAPIN, a se licenciados.
E exis em emp esas es angei as en ol idas
nesses p ojec os?
Cla o que exis em. A IKEA oi um p ojec o
PIN ap esen ado po um g upo sueco, a Pes-
cano a po um excelen e g upo galego, a Rep-
sol, há á ios, odos p ojec os mui o impo -
an es. Mas há ou os p ojec os que não sendo
PIN ambém podiam se impo an es mas
que, in elizmen e, às ezes, são í imas da
bu oc a ização. Temos ei o mui o nes a ma-
é ia mas, se calha , ainda não se ez udo.
A ossa polí ica em dado u os?
Bom, isso os ou os é que êm que dize …
Mas o senho é que lida com as si uações.
A única coisa que lhe posso ga an i é que
emos abalhado mui o e os esul ados es ão
à is a. No ano passado con a ualizámos 3
mil milhões de eu os de in es imen o.
Foi supe io a 2006?
Foi o melho ano de semp e. Os 3 mil mi-
lhões de eu os con a ualizados signi icam
mais do que odo o in es imen o ei o desde
a cons i uição da Agência Po uguesa de In-
es imen o (API) a é 2006. Foi mui o bom
e, pa a es e ano, o meu objec i o e a a ingi
ou a ez os 3 mil milhões de eu os, mas é
possí el que, com es a c ise, não o consiga,
mas espe o não ica abaixo dos 2,5 mil mi-
lhões de eu os, e se á o e cei o melho ano
de semp e.
Quais os sec o es po ugueses que se pe -
ilam pa a dinâmicas de in e nacionaliza-
ção?
P imei o, o sec o dos se iços é cada ez
mais impo an e na nossa economia. Nas
nossas balanças já co esponde a mais de
20%, e aqui a Engenha ia em um papel im-
po an íssimo a desempenha . O sec o dos
se iços, a é Julho, inha c escido 9,8%,
quando as expo ações no seu conjun o c es-
ce am apenas 4%. Den o dos se iços en-
globam-se as iagens e u ismo (36%), os
anspo es (28%) e os ou os 36% es ão nos
se iços p es ados às emp esas: engenha ia,
ecnologias de in o mação, pa en es… e aqui
emos um la go campo em que Po ugal é
bas an e compe i i o. No campo das ecno-
logias de in o mação emos conquis ado me -
cados e in es imen os em países como a I -
landa e a Ingla e a.
E êm conquis ado emp esas?
Temos azido g andes emp esas como a Cisco,
a Fuji su, a Nokia Siemens (com 2400 enge-
nhei os). O sec o ecnológico é impo an ís-
simo e nós aí somos mui o compe i i os, so-
b e udo pela g ande qualidade dos nossos
écnicos, nomeadamen e a nossa engenha ia.
Não es ou a dize is o po es a a ala con-
sigo, mas a nossa engenha ia hoje es á en e
as melho es do mundo.
En ende que há uma mais- alia g ande nas
emp esas?
Mui o g ande. A nossa engenha ia é uma
bandei a da in e nacionalização de Po ugal.
Aliás, quando se ai nas isi as com o S .
P esiden e da República ou com o S . P i-
mei o-Minis o, emos ocasião de cons a a
o al o g au em que a engenha ia po uguesa
é ida no ex e io . Não é p eciso se nes as
iagens, mas aí emos essa noção ao mais al o
ní el. As ob as que a nossa engenha ia as-
sina, as es adas, as ba agens, as pon es, os
p ojec os, … são de al o dem impo an es
que eu, no Cong esso da O dem, i e oca-
sião de p opo a c iação de um pólo de com-
pe i i idade da engenha ia po uguesa, que
eu acho que inha mui o in e esse, e o S .
Bas oná io já me disse que es a ia disponí-
el pa a começa a abalha nesse sen ido,
e es a a a e esse pólo com ês secções: a
secção de p ojec os, a secção de execução
de ob as e a secção de adminis ação e ex-
plo ação de ob as.
Esse pólo se ia no sen ido da o mação de
consó cios e associações de emp esas?
Exac amen e. No sen ido de o ganiza a
o e a. Aumen a a capacidade de espos a
e p og edi na cadeia de alo . Embo a o
nosso po o não seja mui o a ei o a es e ipo
de abalho, es ou con encido que as pes-
soas e oluídas, como é o caso dos engenhei-
os, pe cebem pe ei amen e is o. T a a-se
de um aciocínio que se pode i a aze , po -
que hoje o p og esso é conhecimen o e o
conhecimen o é ans e sal.
Es e pólo ainda es á só na base da ideia?
Sim, não es á nada de e minado. É uma ideia
nossa que que emos desen ol e com a O dem,
e o que podemos aze é disponibiliza os nos-
sos se iços e os nossos écnicos pa a, em con-
jun o com a O dem, encon a aqui um es-
a u o e um caminho ú il pa a a engenha ia.
Se a engenha ia en ende que não p ecisa ou
que é desnecessá io, deixamos cai a ideia.
Ao ní el do TGV “i emos aze odo o
possí el pa a que udo o que pude se
ei o em Po ugal o seja, mas, pa a isso,
ambém há que o ganiza as emp esas”
As emp esas po uguesas que p e endam
in e nacionaliza -se de e ão alia -se aos seus
pa es locais dada a sua dimensão? Po que
uma emp esa g ande em Po ugal se á pe-
quena em mui os países.
Tudo depende dos me cados e da na u eza da
p ocu a. Admi o que haja p ocu a que não
necessi a dessa coo denação po que pode se
espondida indi idualmen e, mas, pa a ce os
me cados ou p ojec os, é necessá io. Es amos
a e os consó cios ei os pa a o TGV, po
exemplo. E aí há dois planos: uma coisa é aze
o TGV, ou a é a a de odos os componen-
es do p ojec o. Aqui, nós i emos aze odo
o possí el pa a que udo o que pude se ei o
em Po ugal o seja, mas, pa a isso, há que o -
ganiza as emp esas. Po que as linhas que ão
se pos as a concu so ão se de dimensão que
en abilize o p óp io p ojec o. Não se pode
não en abiliza o p ojec o pa a ag ada ao pe -
il da emp esa po uguesa, não é possí el. As
emp esas po uguesas é que êm de adap a -
-se à en abilidade do p ojec o.
Têm de ganha dimensão.
Têm de ganha dimensão e adap a -se a odas
as componen es das ca uagens, desde os
En e is a
bancos, à pa e me alomecânica, à pa e êx-
il dos es o os, a componen e elec ónica, a
udo que nós podemos o nece . A é nos a-
essões dos ca is nós podemos aze á ias
coisas. Se á mui a pena se coisas que nós po-
demos aze em Po ugal o em ei as po
es angei os.
E a localização no es angei o, é mais ácil
a a és de ag egações?
É possí el. Há me cados que exigem que as
emp esas es ejam lá. Angola, po exemplo, é
um me cado impo an e mas ob iga a que as
pessoas se ins alem; na Polónia, nos países de
Les e, nos EUA ambém há esc i ó ios. Se
que emos en a a sé io nos me cados emos
de es a lá. Es a boa in e nacionalização ne-
cessi a de ecu sos inancei os po que cus a
ca o e há um pe íodo de empo em que não
se ganha dinhei o. Po an o, é necessá io que
a in e nacionalização das emp esas po ugue-
sas comece aqui, com a es u u ação inan-
cei a, de p odu o, de es udo de me cado, de
ma ke ing in e nacional que pe mi a da o
sal o, no malmen e p imei o pa a Espanha,
depois pa a o es o da Eu opa e depois pa a
o mundo.
E já emos mui as emp esas nessas condi-
ções?
Não emos as su icien es mas emos mui o
mais do que ínhamos. Temos de e a e o-
lução que Po ugal e e. Du an e um ce o
pe íodo, ha ia p o eccionismo, ha ia o cau-
cionamen o indus ial, as indús ias i iam
num me cado in e no al amen e p o egido
e as g andes emp esas i iam ambém no
me cado que e am as an igas p o íncias ul-
ama inas po uguesas. Depois, ha ia algu-
mas, poucas, emp esas que expo a am, que
inham g ande ele o in e nacional, e am
g andes e inham um g ande pode econó-
mico e polí ico. Pos e io men e, com a ade-
são à EFTA, Po ugal começou a ab i -se e
começou a ha e conco ência in e na e e e
que ha e uma adap ação maio . Depois eio
o 11 de Ma ço, com e lexos mui o g andes
nas es u u as das emp esas. A segui eio a
adesão à EU, o me cado único, Schengen e
Maas ich e, po im, a moeda única. Po -
an o, de epen e, a economia po uguesa
iu-se con on ada com uma conco ência
in e na sem p o ecção, po que é uma eco-
nomia abe a, com uma conco ência que
inha ido opo unidades que a nossa econo-
mia não e e, pelo con á io, enquan o as
ou as economias i e am es abilidade, nós
i emos aqui g andes pe íodos de ins abili-
dade logo a segui ao 25 de Ab il. Pe an e
is o, hoje emos que dize : que g andes em-
p esá ios que nós emos em Po ugal! Con-
segui am passa es e pe íodo e es ão a adap-
a -se a no as ealidades. Veja o êx il. Quando
a China en ou na OMC oda a gen e disse:
o êx il po uguês acabou. Hou e diminui-
ções da o dem dos 20% nas expo ações do
êx il e do calçado, mas hoje o calçado es á
a aumen a com g ande qualidade.
“A p imei a an agem compe i i a
de Po ugal é a qualidade da sua
mão-de-ob a. Nunca esquece isso”
É essa a nossa mais- alia? A qualidade?
As nossas mais- alias são a capacidade de
adap ação dos nossos emp esá ios e a quali-
dade da nossa mão-de-ob a. Nunca esquece
isso. A mão-de-ob a po uguesa é da melho
que há no mundo, com maio capacidade de
adap ação e maio dedicação às emp esas,
são os emp esá ios es angei os que es ão cá
que o dizem.
E a aca p odu i idade? Deco e da al a
de o ganização?
Veja a p odu i idade da Con inen al Mo o s
ou da Volkswagen, da IKEA…
Ou seja, nós abalhamos bem, mas o ga-
nizados pelos es angei os?
Com bons emp esá ios nacionais ambém.
Há pequenas e médias emp esas nacionais
com al íssimas axas de p odu i idade, ago a,
há ou as que não êm po al a de p epa a-
ção. Há emp esas que echam e despedem
milha es de abalhado es nes e momen o
po esse mundo o a e em Po ugal a é ago a
não acon eceu. Olhe a PSA, a Renaul ... mas
ago a pode pe gun a : mas hou e algumas
que o am? Hou e, mas não oi ago a na c ise,
o am emp esas que ie am pa a Po ugal
com base no cus o de mão-de-ob a ba a o e
o am embo a po que, g aças a Deus, já não
a aímos in es imen o po esse mo i o.
Já não emos mão-de-ob a ba a a?
Temos mão-de-ob a compe i i a, que é di-
e en e de se ba a a.
Compa ando com a Eu opa.
Compa ando com a Eu opa. Ago a, se i um
engenhei o de sis emas po uguês com al ís-
sima classi icação, mui os deles com MBA’s
ei os nos Es ados Unidos ou Ingla e a, êm
En e is a
D . Basílio Ho a,
P esiden e da Agência pa a o In es imen o e Comé cio Ex e no de Po ugal (AICEP)
En e is a
um índice de p odu i idade, cus o-bene ício,
mui o maio do que um espanhol, do que
um i landês ou do que um islandês.
En ão as nossas an agens compe i i as são
a qualidade da nossa mão-de-ob a e a dos
nossos p odu os?
A p imei a an agem compe i i a de Po u-
gal é a qualidade da sua mão-de-ob a. Nunca
esquece is o. Eu lemb o-me de ala com o
p esiden e da Toyo a, no Japão, há dois ou
ês anos que me disse e indo pa a Po -
ugal há 50 anos pela qualidade da mão-de-
-ob a po uguesa. Depois, há um segundo
aspec o que é impo an e: nós somos uma
economia pe ei amen e in eg ada na Eu-
opa, uma zona do mundo que em uma es-
abilidade polí ica global e um país igual-
men e es á el, o que é uma mais- alia eno me
pa a a economia. Po isso, quando os emp e-
sá ios, num inqué i o, dizem quase odos
que o seu desejo é que haja maio ia absolu a
em Po ugal, como eu os pe cebo… é pe -
ei amen e na u al que seja assim po que a
ins abilidade polí ica é o pio ad e sá io dos
emp esá ios.
Nós i emos ainda não há mui o empo
ins abilidade polí ica, com Go e nos a su-
cede em-se e á ios minis os…
E isso oi péssimo. Mas nos úl imos ês anos
não em acon ecido. Ou as an agens que
emos é se mos um país onde é bom i e ,
em um bom clima, é o sé imo país mais se-
gu o do mundo, há a con a ualização de bons
incen i os iscais e inancei os e há es e em-
penho do pode polí ico em a ai o in es i-
men o e man ê-lo. O nosso maio p oblema
em Po ugal, penso eu, é ainda e mos, em
alguns sec o es, descon iança em elação ao
in es ido e, em ez de o acolhe como um
amigo de Po ugal po que é um homem que
em c ia emp egos e iqueza, es ou a ala
no bom in es ido po que há de udo…
Temos a ideia de que em oma con a do
país?
De que em oma con a do país ou que em
explo a -nos, c ia di iculdades, e isso é mui o
mau po que dá uma má imagem do país.
“A legislação que exis e não pode se
ão ouxa que liquide as p eocupações
ambien ais, nem ão ígida que liquide
a economia”
Eu ia p ecisamen e ala -lhe na ques ão da
bu oc acia e dos ambien alis as.
É um aspec o impo an e, mas mesmo com
a bu oc acia há aspec os posi i os. Po exem-
plo, o p ocesso da Repsol demo ou um ano
e pouco desde a en ada do p ojec o a é à
máquina es a a unciona no e eno. É um
eco de. A IKEA demo ou um ano. O dono
disse-me que nem nos EUA.
Mas isso é pa a esses p ojec os…
Pa a os p ojec os que espei am as eg as
ambien ais e adequam os seus p ojec os a
essas eg as.
Exis em ainda g andes di iculdades, a é
pa a as emp esas po uguesas.
Exis em algumas di iculdades, ninguém o es-
conde, mas, em unção das eg as que exis-
em, ou se mudam ou se cump em. O p o-
blema é sabe se as eg as que exis em são as
adequadas e é essa análise que podemos aze .
Mas pa a isso emos que pe gun a que país
é que nós que emos e . Nós emos ainda uma
na u eza e um ambien e que não se compa-
am a ou os países. Que emos nós, de uma
manei a de ini i a, sac i ica esses alo es a
um c escimen o económico deso denado?
Não. Não amos po aí. E sabe po quê? Po -
que depois pe dem-se os p óp ios in es imen-
os po que ninguém que i e e in es i num
país que não espei a o ambien e, que não es-
pei a o o denamen o do e i ó io. Mas que-
emos nós um país com uma isão adical do
ambien e? Em que o ambien e não se e as
pessoas mas concei os e abs acções? Também
não. Po an o, emos de e bom senso, equi-
líb io e p ocu a o chamado desen ol imen o
sus en á el. Temos que c ia ha monia en e
ambien e, desen ol imen o económico e de-
sen ol imen o social, iqueza que espei e o
ambien e e seja jus amen e epa ida. É is o
que nós emos que aze e, po isso, a legisla-
ção que exis e não pode se ão ouxa que
liquide as p eocupações ambien ais, nem ão
ígida que liquide a economia.
Na á ea dos licenciamen os, a O dem dos
Engenhei os ap esen ou, como sabe, algu-
mas ecomendações no Cong esso. Como
comen a?
Eu acho que a O dem az mui o bem em
ap esen a o seu pon o de is a sob e isso.
O caso de Sines, po exemplo. Du an e
mui o empo, não e e Plano de U baniza-
ção (PU) e inha um PDM desajus ado a um
pa que indus ial que é o maio que emos
e que ai se uma das jóias da co oa da eco-
nomia po uguesa, depois de an o empo
como “ele an e b anco”. Quando o Go e no
decide aze um PU pa a Sines e põe à con-
e sa odas as en idades que ão usu ui
desse plano é um bom abalho. Não e a
possí el es a mos a con a ualiza in es i-
men os sem e mos licenciamen o no e -
eno. Mas mesmo an es des e apelo, nós
semp e i emos do P esiden e da Câma a
uma g ande comp eensão. A Repsol, po
exemplo, demo ou menos de um ano. Ago a
es e o denamen o que o PU ai aze à zona
de Sines e ou as medidas que ão se o-
madas são mui o posi i as pa a aquela zona
po que egula izam, sis ema izam, dão se-
gu ança e anspa ência às decisões e dão ce-
le idade aos p ocessos. Acho que aí es á a
se ei o um bom abalho.
Como é que es á a balança en e a in e na-
cionalização das emp esas po uguesas e a
cap ação de in es imen o es angei o?
Nes e momen o, e de aco do com os núme-
os de Junho, o que se passa em e mos das
expo ações é que c escem 4,2%, sendo que
den o da Eu opa c escem 1,3%, e o a da
Eu opa 13,6%, com Angola e Singapu a como
p incipais me cados a c esce . Em e mos glo-
bais, Angola é o quin o me cado, Espanha é
o p imei o, seguido da F ança, Ingla e a e
Alemanha. Fo a da Eu opa, Singapu a começa
a se o e cei o. Temos, em sex o, os EUA.
Den o da Eu opa, os melho es me cados
es ão a se os de Les e, nomeadamen e a Po-
lónia. A Espanha, a é Julho, con inua a c es-
ce , embo a menos, a Alemanha con inua a
c esce menos, a F ança es á p a icamen e
idên ico, em Ingla e a pe demos me cado.
E po quê?
Po á ios mo i os. P imei o po que a GM
endia pa a Ingla e a os Combi, e depois
po que a Ingla e a es á mui o na zona do
dóla e da lib a, das des alo izações.
A Gene al Mo o s oi um g ande ombo...
Sim, oi mui o mau. Paga am-nos uma in-
demnização de 18 milhões de eu os. Foi a
p imei a ez que um in es ido que não cum-
p iu um con a o pagou uma indemnização.
Em e mos de expo ação, a nossa p e isão
pa a Julho é de 4,2%, pa a Agos o é de 3,9%.
En e is a
D . Basílio Ho a,
P esiden e da Agência pa a o In es imen o e Comé cio Ex e no de Po ugal (AICEP)
Nós amos e uma queb a mas, mesmo
assim, con inuamos a c esce , pouco
em compa ação com os 9% de De-
zemb o, mas ainda a c esce .
Quais os p imei os p odu os na ba-
lança de expo ações po uguesa?
São os ins umen os e apa elhos de
média e al a ecnologia. Es e é o p i-
mei o g upo de expo ação. O segundo
é componen es de au omó eis e o e -
cei o é au omó eis, anspo es. A maio-
ia dos ca os que anspo am as pes-
soas nos ae opo os do mundo in ei o
é ei a na Sal ado Cae ano, líde mun-
dial nes e segmen o. Em elação ainda
à nossa balança de ansacções, há meia
dúzia de anos, aquilo que nós expo á-
amos de média ecnologia e a 10% das
nossas expo ações, hoje é 40%. Pode
dize : mas a maio ia das emp esas que
expo am média e al a ecnologia são es an-
gei as. En ão e depois? É uma emp esa es-
angei a que es á em Po ugal e emp ega
mui os po ugueses. Hoje em dia, do que eu
gos o mesmo de ala é em bom in es imen o,
es u u an e, enha de onde ie , que c ie
emp ego, bens ansaccioná eis, ecnologia e
boa ino ação.
“O me cado pode se uma a ma
an ás ica, mas ambém pode se
uma a ma ho í el. E pode se ão
ho í el que a é se pode pô con a
a p óp ia democ acia”
Como é que analisa a si uação ac ual do
país?
Toda es a en e is a em e e ência ao mundo
que emos e a e dade é que ninguém sabe
ainda as consequências des a c ise b u al que
nos a ec a. A é ago a, só o am anunciadas
medidas económicas, mais dinhei o no sis-
ema (700 mil milhões), mas não imos ainda
decisões polí icas.
O Go e no já anunciou apoios às pes-
soas…
Eu quando disse decisões polí icas escolhi
mal a exp essão. Po que no undo odas as
decisões são polí icas, mesmo as económicas.
O que eu que ia dize e a que es ão odas li-
gadas à si uação conc e a que es amos a i e .
As decisões de sis ema ainda não o am o-
madas, como se ai, ou não, ha e p o eccio-
nismo. Como é que se ai egula o me cado?
Que ipo de e ei os na o dem económica
mundial é que essas al e ações ão p oduzi ?
A Agenda de Lisboa man ém-se em igo ?
Os objec i os de Doha man êm-se em igo ?
Tudo is o, que no undo em sido a ca ilha
que nos em guiado, man ém-se ou não? Essa
espos a não es á dada.
Qual é a sua opinião sob e essas ques ões?
De e ha e p o eccionismo?
P imei o, eu ac edi o no me cado mas não
enho uma é absolu a no me cado, nunca i e.
Es a é a minha opinião pu amen e pessoal.
O capi alismo não unciona?
Eu não gos o dessa exp essão. É que não há
um único capi alismo, há capi alismo p i ado,
há capi alismo de Es ado. Eu acho que há
sis emas que são libe ais, e den o des es há
os libe ais pu os e os mi igados, há sis emas
condicionados e sis emas u elados. Eu sou
adep o de um sis ema de me cado libe al
mi igado. Ti e uma expe iência go e na i a
e i de pe o que o me cado pode se uma
a ma an ás ica, mas ambém pode se uma
a ma ho í el. E pode se ão ho í el que
a é se pode pô con a a p óp ia democ acia.
Na minha opinião, a abe u a do comé cio
in e nacional oi ei a de uma manei a exces-
si amen e des egulada e e en ualmen e á-
pida demais. Hou e a ambição de i pa a al-
guns países subdesen ol idos explo a a mão-
-de-ob a ba a a e depois expo a . E quais
são os e ei os da libe alização o al? A
China p oduzia apenas p odu os de
uma ecnologia udimen a ou in e -
média e ago a es á a p oduzi memó-
ias de compu ado ão bem ou me-
lho que os países mais desen ol idos,
po que copiou e in es iu em ino ação.
Fez g andes in es imen os inancei os
e em uma compe i i idade imba í el
ao ní el labo al: não em salá ios, não
em egulação. E pe gun a-se: é is o o
me cado a unciona ? E que e ei os é
que is o e e? São exemplos que êm
que se idos em con a.
E o que é que há a aze ?
Há que egula e disciplina a globali-
zação endo semp e em is a os di ei-
os das pessoas e o al desen ol imen o
sus en á el. Disciplina os egimes la-
bo al e sala ial. Como é que se pode
compe i a aze memó ias de compu ado
quando um écnico ganha 100 e o compe i-
do ganha 20? Quando o écnico em di ei o
à g e e e a oi o ho as de abalho e o ou o
não em e abalha de noi e e de dia se o
p eciso e não em di ei os sindicais? Como
é que is o é compa í el?
A base compe i i a de e ia se igual.
De e ia pelos menos se endencialmen e
igual. E enquan o não osse igual de e iam
ha e medidas egulado as e disciplinado as.
O que é que acha que Po ugal de ia aze a
cu o p azo pa a en a mi iga es a c ise?
A e dade é que es amos a e a Islândia a-
lida. Não pa ou pagamen os po que a Rús-
sia, de um dia pa a o ou o, emp es ou 4 mil
milhões de eu os. E e a um país em que
odos ala am num g ande p og esso. A I -
landa ambém en ou em ecessão.
O que é que podemos espe a pa a Po u-
gal?
A é ago a não en ámos. Pelo menos é o que
é di o a é pelo Banco de Po ugal, que é uma
en idade independen e. As nossas expo a-
ções c escem imidamen e, o nosso P odu o
ai c esce , pouco, mas c esce. O que emos
de aze é con inua o que es amos a aze :
a capaci a as pessoas, a o má-las bem, a
a ai bom in es imen o, a melho a a mão-
-de-ob a, da condições aos in es ido es, con-
inua a abalha .
n
1. In odução
O p ocesso pa a o es au o e emodelação
do Thea o Ci co de B aga e e início com
a assina u a do con a o en e a Câma a Mu-
nicipal de B aga, P op ie á ia do edi ício
desde 1988, e o Minis é io da Cul u a, em
Junho de 1999, endo sido concluído em
2007. Os abalhos o am desen ol idos po
uma equipa mul idisciplina , sendo, no p e-
sen e a igo, des acados os p incipais aspec-
os de concepção e execução associados às
soluções geo écnica e es u u al.
O edi ício, p ojec ado pelo A qui ec o Mou a
Cou inho en e 1910/1911, e e o início da
sua execução no ano seguin e, sendo pa cial-
men e inaugu ado em 1915. Em 1922 são
concluídos o Salão Nob e e o 1.º balcão, em
subs i uição da bancada amo í el que a é
en ão se encon a a colocada ao ní el da pla-
eia. O edi ício es a a ence ado desde De-
zemb o de 1998 po não euni condições
de segu ança.
Quando em 1999 se pensa numa in e en-
ção pa a a eabili ação do Thea o Ci co, es-
a a-se em ace de um edi ício com ex ensas
al e ações, p a icamen e sem zonas de es a
ou á eas comuns, bas an e desca ac e izado
ao ní el da sua olume ia in e io , com g a-
es de iciências no que se e e e às condições
écnicas pa a a elabo ação de espec áculos e
ambém sem condições de segu ança e de
con o o pa a u en es, ac o es e écnicos.
Des e modo, pa a cump imen o do p og ama
p é-es abelecido, oi desenhado um segundo
audi ó io com capacidade pa a 240 espec-
ado es, en e ado e localizado sob a pla eia
o iginal, que eio a cons i ui o maio desa-
io cons u i o des e P ojec o.
O eposicionamen o do edi ício na cidade,
no início de um no o século, com as ans-
o mações p o undas que en e an o oco -
e am e a longe idade das opções écnicas
omadas, po enciando ao máximo o uso do
no o edi ício e con o nando as mui as limi-
ações de uma “sala à i aliana”, o am as jus-
i icações pa a a ex ensão e complexidade
da in e enção, como já e e ido, iniciada
em 1999 e concluída pa cialmen e em 2006,
endo o ence amen o dos abalhos oco -
ido no início de 2007.
2. Esca ação e Con enção Pe i é ica
No enquad amen o desc i o, os abalhos es-
pei an es à cons ução da no a sala sob a pla-
eia inicial de e mina am a necessidade de
e ec ua uma esca ação com ce ca de 11.0 m
de al u a máxima, no in e io do edi ício, man-
endo in ac a a sua es u u a, essencialmen e
cons i uída po pa edes em al ena ia de ped a
ou ijolo e po pila es em e o undido. Es es
abalhos exigi am a p ese ação, sob e a á ea
de esca ação, da zona co esponden e à pla-
eia e à en ada p incipal do Thea o, na pa e
cen al do edi ício. Foi igualmen e necessá io
ap o unda a zona sob o palco inicial da sala
p incipal (Figu as 1, 2 e 3).
Caso de Es udo
Figu a 1 – is a do início dos abalhos de esca ação
Res auRo e Remodelação do hea Ro CiRCo em BRaga
desa io geo écnico e es u u al
Alexand e Pin o *
A endendo à necessidade de p ese a a in-
eg idade do edi ício, conside ou-se unda-
men al que a in e enção osse e ec uada de
modo a que o seu impac o na es abilidade e
apa ência do mesmo osse minimizado. Nes e
con ex o, oi impo an e a adopção de solu-
ções cons u i as compa í eis com o ecu so
a equipamen os ajus ados aos espaços e aces-
sos disponí eis e que pe mi issem a execu-
ção dos abalhos limi ando a oco ência de
ib ações e de uídos. Des e modo, consi-
de ou-se indispensá el que as soluções u i-
lizadas não a ec assem a in eg idade e un-
cionalidade das edi icações izinhas. Assim,
de e iam se p i ilegiadas as soluções com
ecu so a equipamen os de esca ação e de
u ação e sá eis, capazes de ope a em pé
di ei o eduzido e, no caso da u ação, de
uncionamen o eléc ico (Figu a 4).
No que espei a aos aspec os geológicos, o
edi ício do Thea o Ci co encon a-se un-
dado numa zona ca ac e izada pela oco ên-
cia supe icial de uma camada de solo ege-
al e de a e os, com ce ca de 2.0 a 6,5 m de
possança, sob e solo esidual g aní ico, com
compacidade baixa. Sob es e úl imo, oi de-
ec ado o maciço g aní ico, a p o undidades
a iá eis en e os 4.0 e os 15.0 m. No que
se e e e à p esença de ní el eá ico, a mesma
não oi assinalada acima da co a inal de es-
ca ação. No en an o, du an e a execução da
ob a, e i icou-se a p esença de a luência de
água à zona mais baixa da esca ação, de ido
a esco ências pon uais, associadas ao es ado
de ac u ação do maciço e a pe íodos de
maio plu iosidade, o que de e minou a exe-
cução de uma caixa de ecolha de águas sob
o palco do audi ó io in e io (Figu a 5).
Nes e con ex o, an es de se p ocede à es-
ca ação, oi necessá io de ini quais as solu-
ções de con enção que de e iam se adop-
adas. A endendo aos condicionamen os exis-
en es, pode conside a -se que a con enção
pe i é ica oi cons uída a a és de dois ipos
de solução, condicionadas pela necessidade
de não execu a anco agens de ini i as nas
zonas de maio pé di ei o, co esponden es
às pa edes pe i é icas do no o audi ó io.
Solução A – Zonas onde a in e enção só
podia se e ec uada do lado da esca ação: oi
adop ada uma con enção a a és de uma es-
u u a em be ão a mado, p o iso iamen e
anco ada e/ou esco ada. A con enção pe i-
é ica oi ealizada de aco do com a ecnolo-
gia denominada de “Munique”, ap esen ando
a an agem de pe mi i execu a , du an e a
esca ação, a pa ede pe i é ica de ini i a po
painéis, apoiados p o iso iamen e em mic o-
es acas e icais de co oa ci cula em aço de
al a esis ência, com ensão de cedência su-
pe io a 560 MPa. Nas zonas onde e a ne-
cessá io ga an i um pé-di ei o supe io a um
piso, sem a ealização de anco agens de ini-
i as, a pa ede oi execu ada de aco do com
a ecnologia “Munique”, com uma espessu a
de 0,30 m nos painéis dos ní eis supe io es
e de 0,50 m nos painéis localizados nos ní-
eis in e io es. Os pila es e as pa edes pe -
encen es à es u u a inicial e localizados ime-
dia amen e no a doz da con enção, o am
igualmen e ecalçados, de o ma a e i a que
a espec i a undação se iesse a localiza no
in e io da cunha de impulso de e minada
pela esca ação (Figu as 6 e 7).
Solução B – Zonas onde e a pe mi ida a exe-
cução do ecalçamen o das pa edes exis en-
es com esca ação de ambos os lados: eali-
zação de duas con enções ipo “Munique”
co en e, simé icas em elação ao plano da
pa ede exis en e, endo sido ei a a solida-
ização das pa edes em be ão localizadas dos
dois lados da esca ação a a és de i an es
(Figu as 8 e 9).
Em ambas as soluções conside ou-se como
mui o impo an e o cump imen o do asea-
men o cons u i o, em pa icula o in e alo
de empo en e as ope ações de esca ação,
be onagem e ensionamen o das anco agens
Caso de Es udo
Figu a 2 – plan a do piso é eo 1
Figu a 3 – co e longi udinal 1-1
Figu a 4 – is a dos abalhos de u ação pa a execução
das mic oes acas sob pé di ei o eduzido
Figu a 5 – pe il geológico – co e 1-1
Figu a 6 – con enção solução A – co e ipo
Figu a 7 – con enção solução A – is a dos abalho
na sua ase inal
Figu a 8 – con enção solução A – co e ipo
Caso de Es udo
e i an es, ac o es e, em ge al, c í ico pa a
o sucesso da aplicação da ecnologia de con-
enção ipo “Munique”.
3. Recalçamen o da Es u u a O iginal
Em pa alelo com os abalhos de esca ação,
oi necessá io ma e ializa o ecalçamen o
dos pila es e das pa edes localizados no in e-
io da zona de esca ação ou a es a adjacen-
es. Es a ope ação oi e ec uada a a és do
ecu so a mic oes acas de co oa ci cula , em
aço de al a esis ência, com ensão de cedên-
cia supe io a 560 MPa, solida izadas no seu
co oamen o aos pila es e pa edes a a és de
maciços ou igas de ecalçamen o em be ão
a mado. Es es úl imos elemen os inham
como p incipal unção a ansmissão das ca -
gas das undações o iginais do edi ício pa a
as mic oes acas. De o ma a acili a es a p i-
mei a ans e ência de ca ga, a solida ização
dos elemen os e icais ecalçados aos maci-
ços de encabeçamen o das mic oes acas oi
execu ada a a és de mecanismos de cos u a
cons i uídos po ba as, p é-es o çadas po
ape o (Figu as 10, 11, 12, 13 e 14). Sendo
assim, o aseamen o oi o seguin e:
1. Execução das mic oes acas em o no do
elemen o a ecalca ;
2. Execução dos maciços de encabeçamen o
das mic oes acas;
3. Solida ização dos maciços de encabeça-
men o aos elemen os e icais a ecalça
po meio de cos u as com ba as p é-es-
o çadas;
4. Esca ação, com des uição pa cial ou o al
da undação dos elemen os e icais exis-
en es e com ans e ência das ca gas des-
ses elemen os pa a as mic oes acas.
De ido à al u a de esca ação, ce ca de 11.0
m, no caso das mic oes acas localizadas no
in e io da á ea de esca ação o am execu-
ados maciços in e médios de be ão a mado,
a ados po pe is me álicos, de o ma a as-
segu a o con a amen o ho izon al das mi-
c oes acas e a diminui o espec i o comp i-
men o de encu adu a, assegu ando que o
coe icien e de esbel eza de cada mic oes aca
não osse supe io a 120.
Os e e idos maciços dispunham ainda da
unção de p o ecção das mic oes acas con-
a e en uais impac os p o ocados du an e
os abalhos de esca ação (Figu as 15, 16 e
17). De o ma a con ola a de o mação axial
das mic oes acas, além da limi ação da es-
pec i a esbel eza, conside ou-se ainda como
impo an e a limi ação da ensão de se iço
nos ubos a ce ca de um qua o da espec-
i a ensão de cedência (150 MPa).
4. No a Es u u a
Após a conclusão dos abalhos ela i os à
esca ação e con enção pe i é ica, assim como
ao ecalçamen o de pila es e pa edes locali-
zados no in e io ou anexos ao ecin o da es-
ca ação, p ocedeu-se à execução, de baixo
pa a cima, da no a es u u a, que apoia a ou
da a con inuidade aos elemen os e icais
da es u u a exis en e.
Na zona si uada a ás da boca de cena oi
execu ada uma es u u a com ês pisos en-
e ados e oi o pisos ele ados. O pa imen o
Figu a 9 – con enção solução A – is a dos abalhos
na sua ase inal
Figu a 11 – co e longi udinal 1-1 e co e 2-2
Figu a 10 – á ea de esca ação
Figu a 12 – 1.ª ans e ência de ca ga
Figu a 13 – 2.ª ans e ência de ca ga
Figu a 14 – is a da esca ação na sua ase inal
Figu a 15 – is a da ci culação de eículos
jun o às mic oes acas
Figu a 16 – is a do ecalçamen o das pa edes
e dos pila es dos balcões
Figu a 17 – is a do ecalçamen o dos pila es localizados
jun o à en ada p incipal e oye
Caso de Es udo
do piso –3 oi cons i uído po um ensolei a-
men o ge al com 0.50 m de espessu a. A
maio pa e do piso –2 oi cons i uída po
um pa imen o é eo o mado po uma laje
de be ão a mado, com 0.15 m de espessu a,
assen e sob e uma camada de b i a compac-
ada. A es an e á ea do piso –2 oi cons i-
uída po uma laje maciça com 0.20 m de
espessu a, apoiada nas pa edes da con enção
pe i é ica e ga an indo o a amen o des a.
Pa a os pisos –1, 0 e 2 a 8 oi u ilizada uma
es u u a cons i uída po uma laje ne u ada
mis a, com uma espessu a o al de 0.11 m,
execu ada com co agem me álica colabo-
an e, apoiada em igas, o madas po pe is
me álicos.
Na zona do no o audi ó io en e ado, oi p o-
jec ada uma es u u a do ipo adicional,
sendo os pa imen os em lajes maciças de
be ão a mado, com espessu as a a ia en e
0.20 m e 0.40 m. Es as lajes o am apoiadas
em pó icos o mados po igas e pila es ou
em pa edes igualmen e em be ão a mado.
Na pe i e ia, onde possí el, as lajes apoia am
na pa ede de con enção pe i é ica an e io -
men e execu ada. Depois de ealizado es e
apoio, as anco agens p o isó ias o am desac-
i adas, passando a pa ede de con enção a
unciona como elemen o apoiado nas lajes
e pa edes da no a es u u a. Em ace do e -
eno exis en e à co a de undação, op ou-se
po uma solução de undações di ec as, di-
mensionadas pa a a ansmi i ao e eno uma
ensão, em se iço, de ce ca de 400 kPa.
A zona a c ia sob a an iga sala da pla eia de-
sen ol eu-se desde a co a 100.00 (co a da
zona da en ada, man ida inal e ada) a é à
co a 88.80 ( undo do osso da o ques a). As
duas salas o am sepa adas po uma laje em
be ão a mado, que, po exigências acús icas,
oi desligada da es an e es u u a. Sendo
assim e dado os ãos a ence (ce ca de 15.00
m), oi adop ada pa a es e pa imen o de se-
pa ação en e as duas salas uma solução em
laje maciça com espessu a de 0.20 m, com
ãos de ce ca de 4.0 m, apoiada em igas in-
e idas, em be ão a mado p é-es o çado,
com as dimensões de 0.60x0.85 m
2
, po sua
ez apoiadas em pó icos de be ão po in e -
médio de apa elhos de apoio em neop ene
cin ado, que ma e ializa am a sepa ação exi-
gida. Es a laje cons i uiu o ec o do no o au-
di ó io, endo-se mon ado sob e ela uma es-
u u a em madei a que cons i uiu o piso da
sala p incipal.
5. Ligação da No a Es u u a
à Es u u a O iginal
As lajes a ás e e idas de cobe u a do no o
audi ó io en e ado, com espessu a máxima
de 0.40 m, apesa de ence em ãos edu-
zidos, de am apoio a algumas das pa edes de
al ena ia exis en es, que se encon a am e-
calçadas com o auxílio das mic oes acas. No
en an o, depois de execu adas essas lajes, al-
gumas mic oes acas i e am ine i a elmen e
que ica si uadas em zonas no in e io da
á ea do no o Audi ó io, pelo que, após a
conclusão da no a es u u a e das ope ações
associadas à ans e ência de ca gas pa a a
mesma, as e e idas mic oes acas o am sec-
cionadas e emo idas. Pa a acili a es a ope-
ação, os espec i os maciços de encabeça-
men o i e am de se execu ados de o ma
a que o espaço en e a sua co a in e io e a
co a supe io das no as lajes osse pequeno,
com ce ca de 0.05 m.
No cená io desc i o, após a execução dos
no os elemen os de undação e da no a es-
u u a, assegu ando o consequen e apoio
de ini i o da es u u a ecalçada, a a és da
segunda ans e ência de ca ga, as mic oes-
acas e odos os elemen os p o isó ios não
compa í eis com o dispos o no P ojec o de
A qui ec u a o am de idamen e secciona-
dos e/ou demolidos. O p ocesso adop ado
nes a segunda ans e ência de ca ga con-
emplou o ecu so a macacos planos, do ipo
pe dido, ga an indo assim a limi ação das
de o mações, bem como o necessá io ajus e
das ligações en e a no a es u u a e a exis-
en e, a a és do alí io p é io das ca gas aco-
modadas pelas mic oes acas. O alo e o a-
seamen o da ca ga aplicada aos macacos
o am unção da análise do compo amen o
global, à da a da e e ida ope ação, da es u-
u a ecalçada, a e ido a a és da análise i-
sual da mesma es u u a e dos esul ados do
Plano de Ins umen ação e Obse ação im-
plemen ado. Os macacos u ilizados o am
accionados indi idualmen e, pelo que, du-
an e as ope ações de ans e ência de ca ga,
os mesmos o am p o iso iamen e p een-
chidos com óleo, de o ma a pe mi i a e-
gulação e a a inação do seu compo amen o
conjun o. Após a conclusão das ope ações
de egulação e de calçamen o de odos os
macacos, o óleo oi subs i uído po a gamassa
luída de al a esis ência (Figu as 18 e 19).
No deco e das ope ações associadas à se-
gunda ans e ência de ca ga, exis iu semp e
a p eocupação de que os macacos planos não
induzissem ca gas demasiado al as que pudes-
sem de e mina o esmagamen o local da es-
u u a ecalçada, pelo que o c i é io associado
à u ilização dos macacos oi, ace ao his o ial
da ob a a é à da a da segunda ans e ência de
ca ga, o ien ado apenas pa a a es abilização
dos assen amen os oco idos nas ases an e-
io es e não pa a a sua ecupe ação. Es e p o-
cedimen o e e po base os esul ados ob idos
na ins umen ação e obse ação da ob a.
A opção pela ins alação de macacos planos
apenas na ase associada à segunda ans e-
ência de ca ga oi e ec uada a pa i da aná-
lise p é ia do es ado de conse ação da es-
u u a exis en e, assim como da es ima i a
das de o mações axiais máximas das mic o-
es acas. Re i a-se, ainda, que, semp e que
possí el, p ocu ou-se e i a a ealização da
segunda ans e ência de ca ga, posicionando
as mic oes acas em zonas compa í eis com
a sua in eg ação nas soluções p e is as nos
p ojec os de A qui ec u a e de Es abilidade,
de o ma a pode dispensa o espec i o co e
(Figu as 20 e 21).
Figu a 19 – is a do accionamen o de um macaco plano
Figu a 18 – uncionamen o esquemá ico dos macacos planos
Figu a 20 – laje do piso é eo
Caso de Es udo
46 INGENIUM |
Se emb o/Ou ub o 2008
Figu a 21 – posicionamen o ela i o
das mic oes acas de o ma a minimiza a necessidade
do espec i o seccionamen o
Figu a 23 – plan a de localização dos al os opog á icos
Figu a 22 – plan a de localização das éguas opog á icas
6. Plano de Ins umen ação e Obse ação
O Plano de Ins umen ação e Obse ação
(P.I.O.) implemen ado oi de inido com o
objec i o de pe mi i o con olo sis emá ico
do compo amen o da es u u a do Thea o
Ci co, em pa icula du an e as ope ações
de ans e ência de ca ga e de esca ação.
O P.I.O consis iu na ins alação de um con-
jun o de pon os objec o em locais c í icos
do desempenho es u u al, em pa icula pa-
edes de con enção pe i é ica, pila es e pa-
edes ecalçados, assim como da espec i a
obse ação, segundo p ocedimen os e éc-
nicas ap op iadas, de o ma a con ola os
deslocamen os conside ados como condicio-
nan es pa a o compo amen o da es u u a
exis en e.
Na de inição do P.I.O. o am de idamen e
con abilizados os c i é ios de concepção e
de dimensionamen o das soluções adop a-
das, assim como o aseamen o cons u i o,
nomeadamen e a esca ação e as duas ases
de ans e ência de ca ga, onde exis ia o isco
de oco ência de inciden es p o ocados po
pessoas e po equipamen os. No enquad a-
men o desc i o, jus i ica a-se, em pa icula ,
a moni o ização de deslocamen os, em es-
pecial os al imé icos. No mesmo âmbi o,
conside ou-se igualmen e impo an e a ne-
cessidade de moni o iza alguns deslocamen-
os ho izon ais, de o ma a p e eni a possi-
bilidade de oco ência de enómenos de ins-
abilidade la e al, em pa icula nas mic o-
es acas, nos pila es e pa edes ecalçados e
ainda nas pa edes da con enção pe i é ica.
Pa a e ei os da de e minação dos desloca-
men os e icais o am ealizadas obse a-
ções diá ias, du an e as ases c í icas da ob a,
a a és de ni elamen o geomé ico óp ico,
com p ecisão de +/– 0,2mm.
Pa a e ei os da de e minação dos desloca-
men os ho izon ais eco eu-se à u ilização
de um sis ema in eg ado de moni o ização
óp ica 3D. T a ou-se de um sis ema espe-
cialmen e concebido, com p ecisão de lei-
u a de +/– 1 mm, pa a a de e minação de
dis âncias ela i as en e pon os objec o, em
pa icula con e gências/co das. Nes e caso,
os pon os objec o e am al os planos, e o-
- e lec o es, cons i uídos po mic op ismas
de e lexão, sob e uma base plás ica au o-
ade en e.
Tendo po base os objec i os da implemen-
ação do Plano de Ins umen ação e Obse -
ação e da análise dos esul ados ob idos,
podem se des acadas as seguin es conside-
ações (Figu as 22 e 23):
Os deslocamen os e icais obse ados co -
esponde am aos alo es expec á eis, pelo
que, em ge al, o am alidados os c i é ios
de concepção. Ve i icou-se que a maio a-
iação, ce ca de 6 mm, oco eu aquando da
p imei a ans e ência de ca ga, coincidindo
p a icamen e com o encu amen o elás ico
dos ubos me álicos das mic oes acas. Cons-
a ou-se ainda um ligei o inc emen o dos
deslocamen os e icais com a e olução dos
abalhos de esca ação ao longo do empo,
em i ude des es úl imos e em de e mi-
nado o inc emen o do comp imen o de en-
cu adu a das mic oes acas.
Du an e as ope ações ela i as à segunda
ans e ência de ca ga, o inc emen o de
deslocamen os e icais oi mínimo. O alo
inal máximo dos assen amen os oi de
ce ca de 8 mm, o que se e elou compa-
í el com o bom compo amen o da es u-
u a ecalçada, con i mando a adequação
da gene alidade das opções de concepção
e de execução omadas.
7. Conside ações Finais
A in e enção de es au o e emodelação do
Thea o Ci co de B aga, em pa icula a cons-
ução de um no o audi ó io en e ado sob a
es u u a o iginal e p ese ada, cons i ui um
desa io, em e mos de concepção e execução,
em pa icula nas e en es geo écnica e es-
u u al, que oi possí el ul apassa a a és
de um abalho de pe manen e in e acção
en e es as a as es an es especialidades. Con-
side a-se ainda impo an e des aca a ele ân-
cia do Plano de Ins umen ação e Obse a-
ção, como e amen a undamen al na ges ão
pe manen e do isco associado aos abalhos
de esca ação e ecalçamen o.
n
dono de oBRa
Câma a municipal de B aga
PRojeC o de aRqui eC uRa
a q o. sé gio Bo ges oli ei a mo ei a da Cos a, C. m. de B aga
exeCução / FisCalização e ges ão de oBRa
a q o. sé gio manuel machado de Ca alho, C. m. de B aga
aRqui eC uRa de Cena
a q o. Flá io i one, a suna
a q o. Paulo Ramos, espaço empo e u opia
a q a. Cidália Wo m, espaço empo e u opia
Res auRo
a q o. sé gio Bo ges oli ei a mo ei a da Cos a, C. m. de B aga
a q o. sé gio manuel machado de Ca alho, C. m. de B aga
a q o. es agiá io Rica do josé ma ques maia, C. m.de B aga
engenhaRia Ci il, es Ru uRas
eng.º jo ge Cha es, soa es da Cos a, s.a.
eng.º manuel joaquim Pona, soa es da Cos a, s.a.
eng.º ma co an ónio, a400
engenhaRia Ci il, geo eCnia
* eng.º alexand e Pin o, je sj geo ecnia (à da a do P ojec o
in eg a a a emp esa ecnasol Fge, au o a do P ojec o geo écnico
de esca ação, Con enção Pe i é ica e Recalçamen o)
engenhaRia Ci il, aCús iCa
eng.º F ancisco ma ques da Rocha
engenhaRia Ci il, hidRáuliCa
eng.º luís az, C. m. de B aga
engenhaRia eleC Ro éCniCa
eng.º josé luís Canedo, C. m. de B aga
eng.ª mónica lei e, C. m. de B aga
emPRei eiRos
sociedade de Cons uções soa es da Cos a, s.a.
ecnasol Fge – Fundações e geo ecnia, s.a.
aBB – alexand e Ba bosa Bo ges, s.a.
ds – domingos da sil a eixei a, s.a.
Ficha Técnica
N
o dia 28 de Janei o de 2009 ai deco e ,
no Cen o de cong essos do LNEC, um
Encon o sob e So wa e Li e de In o mação
Geog á ica pa a a Adminis ação Pública.
A inicia i a é da esponsabilidade do G upo
pa a a Explo ação de So wa e Li e no âm-
bi o da In o mação Geog á ica, GESLIG,
do Ins i u o Geog á ico Po uguês (IGP), e
con a com o apoio do Cen o de Tecnolo-
gias de In o mação do LNEC e do Colégio
Nacional de Engenha ia Geog á ica da O dem
dos Engenhei os.
Os objec i os do Encon o são os seguin es:
Di ulga as po encialidades do So wa e
Li e pa a a á ea da In o mação Geog á-
ica, da Ges ão e da I&D em ge al;
Demons a as an agens que a Adminis-
ação Pública (AP) Cen al e Local pode
e i a da sua u ilização. Es a demons a-
ção se á ealizada a a és da ap esen ação
de exemplos conc e os;
Sublinha a necessidade da u ilização, po
pa e da AP, de p odu os que espei em as
no mas in e nacionais exis en es pa a a o -
ma ação dos di e sos con eúdos.
Colégios
Ana Ma ia Ba os Dua e Fonseca Tel.: 21 844 37 79 Fax: 21 844 33 61 E-mail: [email p o ec ed]
ENGENHARIA
GEOGRÁFICA
Realizou-se no Cen o de Cong essos do
Labo a ó io Nacional de Engenha ia
Ci il, de 12 a 15 de Maio de 2008, o Sim-
pósio In e nacional “Measu ing he Chan-
ges” o qual in eg ou o 13.º Simpósio da Fe-
de ação In e nacional de Geóme as (FIG),
dedicado ao ema “De o ma ion Measu e-
men s and Analysis”, e o 4.º Simpósio da
Associação In e nacional de Geodesia (AIG),
sob e “Geodesy o Geo echnical and S uc-
u al Enginee ing”.
O simpósio oi o ganizado pelo Labo a ó io
Nacional de Engenha ia Ci il conjun amen e
com o G upo de T abalho 6.1 “De o ma ion
Measu emen and Analysis” da FIG ( ep e-
sen ado pelo P o . Adam Ch zanowski) e a
Comissão 4.2 “Applica ions o Geodesy in
Enginee ing” da AIG ( ep esen ada pelo
P o . Ch is Rizos). A Comissão O ganiza-
do a en ol eu um g upo de cinco engenhei-
os geóg a os endo sido p esidida pela Eng.ª
Ma ia João Hen iques, enquan o a Comis-
são Cien í ica, p esidida pelo P o . João Ca-
saca, in eg ou especialis as de 16 países.
A ce imónia de abe u a oi p esidida pelo
P esiden e do LNEC, Eng.º Ma ias Ramos,
sendo ainda de des aca a p esença do Bas-
oná io da O dem dos Engenhei os, Eng.º
Fe nando San o.
Nes e simpósio es i e em p esen es ce ca de
170 especialis as de 27 países, um e ço dos
quais po ugueses. Du an e ês dias, o am
ap esen adas 105 comunicações em 18 ses-
sões écnicas e em duas sessões de pos e s.
No úl imo dia do simpósio deco eu uma i-
si a écnica às ba agens de Alque a e Ála-
mos. As comunicações ab ange am emas e-
lacionados com GNSS, Equipamen o, Lase
Scanning, Rada , Modelação, Topome ia,
nomeadamen e em aplicações elacionadas
com a moni o ização em Engenha ia Es u-
u al e Geociências. Nes e simpósio icou
cla o que a au oma ização, a in eg ação de
mul i-senso es, o egis o con ínuo de dados,
a análise in eg ada e in e p e ação ísica, assim
como o inc emen o da exac idão e da iabi-
lidade, são emas dominan es em no os sis-
emas de moni o ização.
De en e os p esen es há a des aca a pa i-
cipação de se e jo ens in es igado es, pa i-
cipação es a possí el g aças ao pa ocínio de
di e sas en idades.
Pa alelamen e ao simpósio, deco eu uma
exposição écnica, com s ands com equipa-
men os geodésicos e de obse ação es u u-
al das ma cas Leica, So kkia, Topcon, T im-
ble, Fibe Sensing e Measu and Geo echni-
cal. Os ep esen an es des as ma cas o am
pa icipan es ac i os, endo p omo ido a de-
mons ação de equipamen o no in e io e
no ex e io do Cen o de Cong essos. Mui-
os pa icipan es i e am, assim, possibili-
dade de expe imen a e ecebe in o mação
p á ica pe sonalizada ace ca do equipamen o
expos o.
Encon o sob e So wa e Li e de In o mação
Geog á ica pa a a Adminis ação Pública
Simpósio “Measu ing he Changes”
Colégios
A
Pic ome ia é uma écnica de aquisição
de imagens aé eas e p ocessamen o de
dados desen ol ida e pa en eada pela emp esa
Pic ome y In e na ional Co p, sedeada em
Roches e , No a Io que, EUA. A di e ença
undamen al en e es a ecnologia e a o og a-
me ia aé ea con encional é que, pa a além
da aquisição e ical das imagens, ambém são
egis adas imagens oblíquas, à cus a de um
sis ema de senso es cons i uído po cinco câ-
ma as, uma di igida pa a o nadi e ou as qua-
o apon ando pa a a en e, pa a ás, pa a a
esque da e pa a a di ei a (Figu a 1). A geo-
me ia das cinco câma as é igo osamen e ca-
lib ada, possibili ando, em conjugação com a
ecnologia in o má ica ac ual, no as aplica-
ções. É disponibilizada geo e e enciação di-
ec a a a és da in eg ação dos sis emas GPS
e Ine cial a bo do da ae ona e.
A Agência de Ca og a ia, Cadas o e Re-
gis o de P op iedade dos Países Baixos es á
a ealiza , em colabo ação com a emp esa
GeoTexs de Del e a emp esa The Ne he -
lands and Blom In o dinama quesa, um a-
balho de in es igação pa a a alia as po en-
cialidades des a ecnologia pa a ins cadas-
ais. Es á a deco e a aquisição de imagens
de odas as cidades eu opeias com mais de
50 000 habi an es. A ecnologia pa en eada
pe mi e aos u ilizado es isualiza e medi
nas imagens o o ec i icadas e nas imagens
oblíquas e pe mi e a c iação de uma base de
dados do mundo eal dado que as imagens
podem se p ocessadas em ambien e GIS.
Apesa de se uma ecnologia ecen e, a Pic-
ome ia já a aiu a a enção de á ios ins i-
u os cadas ais na Eu opa. Embo a es a ec-
nologia enha sido anunciada como uma e -
amen a de isualização e não como uma
e amen a de le an amen o o og amé ico,
es es p elimina es demons am que pode
se alcançada p ecisão o og amé ica e que,
num con ex o cadas al, a Pic ome ia pode
se i como auxílio na di isão ou aglu inação
de pa celas.
Po ou o lado, pa ece se um ins umen o
adequado pa a a de e minação p elimina
de limi es no no á io e de comunicação en e
a adminis ação pública e o cidadão. Os a-
balhos de in es igação que es ão a deco e
êm po objec i o a alia :
1. P ecisão;
2. Con eúdo in o ma i o;
3.
U ilização de imagens oblíquas geo e e en-
ciadas na o og ame ia con encional;
4. Possibilidade de apoia a de inição de on-
ei as cadas ais p elimina es e de medi-
ção de no as on ei as cadas ais;
5. Cus os.
Uma ca ac e ís ica in e essan e do modelo
emp esa ial é que, an ecipando o c escen e
in e esse em geo-in o mação po pa e dos
u ilizado es não con encionais e pa cialmen e
induzida pelo sucesso do Google Ea h, a
Blom adqui e p imei o as imagens e, em se-
guida, abo da os po enciais clien es copiando
o modelo já exis en e há décadas pa a a ob-
se ação da Te a a pa i de sa éli es. Qual-
que pessoa pode, en ão, ob e uma licença
pa a u iliza a biblio eca pad ão de imagens
po um p eço po quilóme o quad ado.
Figu a 2 – Imagem obliqua da zona do Pa que
Edua do VII em Lisboa (edi ício da O dem
dos Engenhei os) (h p://maps.li e.com/).
(In D . Ma hias Lemmens, Ch is iaan Lemmen
and Ma in Wubbe, he Ne he lands - Pic ome y:
Po en ials o Land Adminis a ion).
www. ig.ne /pub/mon hly_ icles/index.h m
Pic ome ia
Uma no a ecnologia pa a o cadas o?
Figu a 2 – Imagem obliqua da zona do Pa que Edua do VII
em Lisboa (edi ício da O dem dos Engenhei os)
(h p://maps.li e.com/)
Figu a 1 – O Sis ema de aquisição de Imagens da Pic ome ia (Co esia: G upo Blom)
Colégios
O
Simpósio “Geologia Económica”, desen-
ol ido no âmbi o do 5.º Cong esso Luso-
-Moçambicano de Engenha ia, ealizou-se no
dia 3 de Se emb o na cidade de Mapu o.
O objec i o p incipal do e en o, p omo ido
e coo denado pelo INETI, oi con ibui pa a
o desen ol imen o de me odologias de aná-
lise e de écnicas de p ospecção pa a o co-
nhecimen o dos ecu sos mine ais em Mo-
çambique, pe mi indo aumen a a compe-
i i idade e o p og esso nes e sec o de ac-
i idade, bem como inc emen a a impo -
ância dos ins i u os públicos e das emp esas
po uguesas em Moçambique e nos países
a icanos da CPLP.
A indús ia ex ac i a con ibui pa a o desen-
ol imen o económico e social da sociedade
mas, em mui os casos, é um ac o de inegá-
el impac o ambien al, pelo que nela de e ão
se p omo idos os alo es das boas p á icas
de p o ecção ambien al e de desen ol imen o
sus en á el que em si uação de la a ac i a,
que em si uação de ence amen o da ac i i-
dade minei a. Assim, a compa ibilização en e
a ac i idade ex ac i a e a p o ecção ambien-
al de e á cons i ui uma me a essencial das
polí icas adminis a i as, uma ez que, em-
bo a in e e indo na qualidade do meio ísico
e ecológico ci cundan e, es a ac i idade é un-
damen al pa a o melho amen o da qualidade
de ida da sociedade.
Es a abo dagem global do ciclo de ida dos
ecu sos mine ais, que engloba ainda a p e-
se ação do pa imónio his ó ico que lhe es á
associado, é de e minan e no con ex o da
União Eu opeia em que Po ugal se inse e,
de endo se man ida e p omo ida no seu
elacionamen o com ou os espaços geog á-
icos com os quais exis em a inidades his ó-
icas, cul u ais e cien í icas, p io i a iamen e
com os países de exp essão po uguesa.
O Simpósio con ou com a pa icipação de
á ios engenhei os po ugueses e moçambi-
canos e a sessão de abe u a e e a p esença
da P esiden e em exe cício do INETI a Eng.ª
Te esa Ponce de Leão. De en e os p o issio-
nais moçambicanos, des acam-se o Di ec o
Nacional de Geologia, o Che e do Depa a-
men o de Geologia da Uni e sidade Edua do
Mondlane e o P esiden e da Associação Geo-
lógica e Minei a de Moçambique.
Foi impo an e da a conhece aos pa es in-
e nacionais os abalhos ealizados pelo
INETI e no país, nomeadamen e nas á eas
da geologia, mine ação, pa imónio e o de-
namen o do e i ó io.
As comunicações o ais ap esen adas no Sim-
pósio o am: O Planeamen o Sec o ial da
Indús ia Ex ac i a e sua Impo ância pa a
os Ins umen os de O denamen o do Te i-
ó io: o Caso de Po ugal (Pa ícia Falé e Ale-
xand a Mendonça); Indicado es Geológicos
e Ambien ais pa a o O denamen o da Ac i-
idade Ex ac i a – O Caso do An iclinal de
Es emoz (Po ugal) (Jo ge M. F. de Ca a-
lho e Pa ícia Falé); Aplicação de Modelos
Eu opeus de Análise de Risco de Locais Con-
aminados a Uma Mina de U ânio Abando-
nada (Po ugal) (Ru h Pe ei a, Sa a C. An-
unes, Sé gio M. Ma ques, Ma ia J. Sil a
Fe ei a, Ca a ina R. Ma ques, Ma ia de Fá-
ima Ne es, Ana And é, J.P. Sousa, Júlia Nie-
meye , Ana C. F ei as, T.A.P. Rocha-San os
e F. Gonçal es); Ca og a ia de Fácies Vul-
cânicas Aplicada à P ospecção de Recu sos
Mine ais (Ca los J.P. Rosa e Jo ge M.R.S.
Rel as); Pesquisa da P o undidade de Oco -
ência de uma Camada A gilí ica a a és de
GPR (Agos inho A. Ben a, Helde Ta eco,
Hélde Ma anhão, Claudino Ca doso); P os-
pecção de Sul u e os Maciços no Sec o Po -
uguês da Faixa Pi i osa Ibé ica (João Xa ie
Ma os e Ped o Sousa); O e-Geo – Sis ema
Nacional de In o mação Geocien í ica (Ped o
Pa inha e C is ina An unes).
Ped o Alexand e Ma ques Be na do Tel.: 21 841 74 48 Fax: 21 841 90 35 E-mail: [email p o ec ed]
ENGENHARIA
GEOLÓGICA E DE MINAS
C acó ia, na Polónia, país de o e adição e know-how minei o,
ecebeu, en e 7 e 12 de Se emb o de 2008, o XXI Wo ld Mi-
ning Cong ess.
Po ugal pa icipou nes a ocasião écnica de excelência a a és de
cinco memb os do Colégio, ep esen an es da Di ecção-Ge al de
Ene gia e Geologia, da EDM e da SEC, S.A..
Os emas mais impo an es discu idos no âmbi o do Cong esso (em
C acó ia) o am:
No as ecnologias pa a a explo ação minei a,
Mé odos de explo ação sub e ânea e a céu-abe o,
Ambien e sub e âneo em Minas,
Tecnologias de in o mação na indús ia minei a;
Desen ol imen o sus en á el na indús ia minei a.
Geologia Económica no 5.º Cong esso
Luso-Moçambicano de Engenha ia
21s Wo ld Mining Cong ess
Colégios
Pa alelamen e, e e luga um conjun o de sessões ex e nas, em ci-
dades p óximas (em locais minei os), onde o am abo dados emas
como:
Explo ação de ca ão – opo unidades e desa ios (Ka owice);
Explo ação sub e ânea de jazigos minei os – endências e desa-
ios (Lubin);
Explo ação a céu-abe o de jazigos minei os – endências e desa-
ios (Belcha ow);
A Mina como es emunha pa a a his ó ia e como monumen o da
ecnologia (Wieliczka);
Aspec os legais associados às ac i idades minei as (Ka owice).
O Cong esso oi ainda in eg ado po euniões écnicas, nomeada-
men e a 17.ª Con e ência In e nacional em Au omação Minei a
(ICAMC’2008), um Seminá io sob e ges ão do isco e subsidência
minei a, um Simpósio In e nacional (o ganizado pelo IBSM – In e -
na ional Bu eau o S a a Mechanics) sob e as con ibuições da Me-
cânica das Rochas pa a a maximização da segu ança ocupacional na
indús ia minei a e um Seminá io sob e economia e ges ão na in-
dús ia minei a.
Du an e odo o cong esso emas de in e esse minei o, não ap esen-
ados o almen e ou não di ec amen e elacionados com os emas
an es e e idos, o am abo dados numa exposição de pos e s que
deco eu du an e odo o pe íodo do e en o.
No dia 9 de Se emb o deco eu, em Sosnowiec, a Mining EXPO
2008, uma exposição écnica minei a, a qual euniu mais de duas
cen enas de emp esas o necedo as de se iços, p odu os di e sos
e equipamen os especí icos pa a a indús ia minei a.
No Cong esso oi emi ida a Decla ação de C acó ia, cujo con eúdo
se ep oduz em seguida. Os in e essados pode ão consul a a lis a
de abalhos publicados e espec i os esumos em h p://wmc-
expo2008.o g/ iles/ABSTRACTS_21WMC.pd . Po se conside a
es a ocasião de in e esse máximo pa a os engenhei os que exe cem
a sua ac i idade na indús ia minei a nacional, o Colégio de Enge-
nha ia Geológica e de Minas solici ou au o ização explíci a à o ga-
nização do cong esso pa a a di ulgação de odos os abalhos publi-
cados ( e sões comple as), em supo e digi al, si uação que pode á
i a da o igem à sua di ulgação po in e médio de um CD con-
endo odas as comunicações e sob e a qual da emos mais po me-
no es logo que possí el.
Ped o Alexand e Ma ques Be na do Tel.: 21 841 74 48 Fax: 21 841 90 35 E-mail: [email p o ec ed]
ENGENHARIA
GEOLÓGICA E DE MINAS
Nós, os pa icipan es no 21s Wo ld Mining Cong ess, ep esen-
ando 40 países que compa ece am a es e Cong esso e à Mi-
ning EXPO 2008, subsc e emos o con eúdo dos pon os seguin es
e comp ome emo-nos a desen ol e odos os es o ços no sen ido
do seu cump imen o.
1. A ac i idade minei a ainda é conside ada a indús ia-cha e pa a
o desen ol imen o económico e social em mui as egiões do
globo. A nossa maio p eocupação con inua a se – como idea-
liza e e ec i a os mé odos de coope ação mú ua, en e países,
pa a os es imula a segui o caminho do desen ol imen o sus-
en á el em de imen o de ou as mo i ações di e en es, desig-
nadamen e polí icas. O p oblema da segu ança na explo ação
dos ecu sos mine ais em ganho cada ez mais impo ância no
mundo ac ual. Es a em de se a linha o ien ado a pa a o desen-
ol imen o u u o da ac i idade minei a.
2.
O maio desa io da ac i idade minei a no século XXI é a u iliza-
ção acional dos ecu sos mine ais que, não sendo eno á eis e
es ando a se ex aídos, conduz a que a indús ia minei a “ama-
nhã” não seja a mesma que hoje. Tal ac o ob iga a um econhe-
cimen o con ínuo dos ecu sos exis en es nas di e en es egiões
do globo, al como o desen ol imen o de ecnologias e mé odos
que pe mi am a sua ex acção, com a máxima ecupe ação. É
igualmen e essencial p ese a os ecu sos e conside a a sua u-
u a explo ação nos planos de desen ol imen o local.
3. O ou o desa io pa a es a ac i idade passa ambém pela neces-
sidade de acede a jazigos cada ez mais p o undos, que em
explo ações a céu-abe o, que em explo ações sub e âneas.
Tal signi ica que c escem os iscos associados, os quais êm im-
pac e di ec o nas condições ocupacionais de segu ança o e eci-
das aos abalhado es. São necessá ios no os mé odos de eco-
nhecimen o, de p e isão e p e enção des es iscos, assim como
de mi igação dos mesmos.
4.
Os empos da ene gia abundan e e a baixo cus o acaba am. Mui-
as si uações indicam que o mundo es á a en a num pe íodo
em que a ene gia se á econhecida como um bem cada ez mais
a o e mais dispendioso, do qual esul a á ou o desa io pa a a
indús ia minei a, no domínio do desen ol imen o de mé odos
e ecnologias cada ez mais e icazes.
5. A necessá ia edução do enómeno conhecido como “aqueci-
men o global”, esul ando em pa e da queima de combus í eis
ósseis (designadamen e o ca ão), eque acções acionais, co-
Decla ação de C acó ia
Colégios
o denadas e mú uas, en e os di e sos países. Apenas jun ando
os es o ços de odos se consegui á eduzi es e e ei o, na escala
p e endida.
6. As ac i idades minei as ac uais es ão mui o dependen es das
ci cuns âncias ambien ais. Assim, a de inição acional das egu-
lamen ações co esponden es de e se elabo ada de o ma a
pe mi i a explo ação dos ecu sos mine ais, obse ando es as
limi ações concomi an emen e com a edução dos cus os asso-
ciados à sua implemen ação.
7. De o ma a p o idencia o con ínuo desen ol imen o ecnoló-
gico das explo ações de ecu sos mine ais, a indús ia minei a
e á de se basea no conhecimen o cien í ico, de aco do com os
equisi os da economia cien í ica.
8.
Um dos mais impo an es ecu sos mine ais do mundo é os com-
bus í eis ósseis (e o ca ão, em pa icula ). Todas as acções le a-
das a cabo no domínio da sua explo ação e u ilização limpas são de-
sejadas e necessá ias. Es as e ão de se implemen adas pelas em-
p esas, designadamen e as do sec o da p odução ene gé ica. De
igual modo, de em ealiza -se abalhos de desen ol imen o de ec-
nologias al e na i as pa a a u ilização des e ecu so, assim como o
desen ol imen o de ecnologias al e na i as da ges ão do CO2 emi-
ido, nomeadamen e as que comp eendem o seu a mazenamen o
sub e âneo em o mações geológicas ap as pa a o e ei o.
9. É necessá io con inua a o ma , ex ensi amen e, especialis as
no domínio des a ac i idade indus ial.
10. Há que maximiza a esponsabilidade polí ica pa a o abas eci-
men o segu o dos ecu sos mine ais, a a és do desen ol imen o
de es a égias adequadas a longo p azo.
11.
Se á necessá io p es a mais a enção à explo ação dos ecu sos
não ene gé icos, assim como aos do sec o das ochas indus iais
(pa a a cons ução). Conside a-se que o econhecimen o mundial
associado à impo ância e ao in e esse es a égico des as explo a-
ções é limi ado ou, po ezes, inexis en e, sendo conside ados com
p io idade mínima po mui os go e nan es no mundo.”
* T adução li e a pa i da língua inglesa
Os cu sos uni e si á ios da á ea do colégio de Engenha ia Geoló-
gica e de Minas i e am, pa a o ano lec i o de 2008/2009, uma
excelen e p ocu a, com axas de p eenchimen o das agas disponí-
eis de 100% em 5 dos 6 es abelecimen os de ensino supe io onde
os cu sos são minis ados.
Es abelecimen o
IST ISEP U.A ei o U.É o a UNL UP
Vagas (n) 20 20 20 20 30 10
Admissões (%) 100 100 100 50 100 100
No a mínima de en ada 124,8 14,05 123,0 114,6 128,6 142,0
Es e domínio da Engenha ia, em que o sabe écnico es á elacionado
com a in e enção em o mações geológicas pa a a ob enção de ma-
é ias-p imas mine ais e sua alo ização, ou no apoio à ealização de
in a-es u u as, isando o bem-es a e desen ol imen o da socie-
dade, em ido, nos úl imos anos, uma g ande isibilidade. Es e au-
men o de isibilidade esul a das al as alo izações que se i e ac ual-
men e no me cado das “commodi ies”, o iginando um impo an e
aumen o de ac i idade no sec o ex ac i o a ní el mundial e nacio-
nal, assim como do impo an e olume de cons ução de ob as de
in a-es u u a ealizadas nas úl imas duas décadas no país.
A a iação posi i a a que se assis e nos úl imos anos no alo das
ma é ias-p imas mine ais em jus i icado a e oma de p ojec os mi-
nei os, que a é ecen emen e não inham condições económicas de
iabilidade, mas que no ac ual quad o pode ão já e jus i icação. A
pe cepção des es ac os pelos jo ens que ago a en am na Uni e -
sidade, pode á es a elacionado com o maio in e esse po es a á ea
da Engenha ia.
Os cu sos da á ea da Engenha ia Geológica e de Minas são, his o i-
camen e, cu sos de eduzida dimensão e, como al, de em se pe s-
pec i ados pa a o u u o, já que as ma é ias-p imas mine ais são al-
amen e dependen es dos ciclos económicos mundiais, mas cuja
manu enção é impo an e (apesa da sua dimensão se eduzida),
que do pon o de is a es a égico pa a o país, que na in e acção
des e com a comunidade dos países de exp essão po uguesa, onde
se localiza, po encialmen e, uma boa pa e dos ecu sos mine ais
mundiais.
Cu sos da Á ea de Engenha ia
Geológica e de Minas com P ocu a em Al a
Colégios
OP og ama UT Aus in|Po ugal, inanciado pela Fundação pa a a Ciência e Tecnolo-
gia (FCT) no âmbi o das Pa ce ias pa a o Fu u o, celeb ou em Se emb o o seu p i-
mei o ano e meio de exis ência. Lançado em Ma ço de 2007, o p og ama con a já com
uma comunidade de bolsei os, emp esas e ins i uições en ol idas nas á eas de Digi al
Media, Compu ação A ançada e Ma emá ica.
Es e p og ama, c iado no âmbi o da es a égia go e namen al de p omoção da capaci-
dade cien í ica e ecnológica nacional e do e o ço das ins i uições cien í icas po ugue-
sas a ní el in e nacional, en ol e uma pa ce ia en e a Uni e sidade do Texas e di e sas
ins i uições uni e si á ias e labo a ó ios de in es igação nacionais.
Du an e es es p imei os 18 meses de exis ência, o p og ama ealizou uma sé ie de pa-
les as e wo kshops que ouxe am p o esso es e in es igado es no e-ame icanos das mais
a iadas á eas a é ao nosso país e le a am os in es igado es po ugueses a é Aus in. En e
os exemplos con am-se con e ências com Rosen al Al es (Jo nalismo Online), Geo
Ma sle (Animação), Hugh P yo and Je emy Wood (Desenho po GPS) e o Wo kshop
MAMOS (Ma emá ica), assim como o sucesso dos p og amas de Ve ão que se desen ol-
e am nas ês á eas: o Summe Ins i u e em Digi al Media, que deco eu na FCSH/
UNL e na FCT/UNL, o TACC Summe Wo kshop, que e e luga na Uni e sidade de
Coimb a, a Summe School de Ma emá ica, que oco eu no IST/UTL, e o NSF Sum-
me Wo kshop in Ma hema ics, que le ou os es udan es po ugueses a é à UT Aus in.
No o al, as ac i idades do p og ama já con a am com a pa icipação de la gas cen enas
de pessoas, nas di e en es á eas que es e ab ange.
O g upo de ges ão do P og ama c iou ambém uma newsle e mensal: o “CoLabSqua e”,
que pe mi e aze a pon e en e odos os en ol idos no p ojec o: bolsei os, uni e sida-
des, emp esas e po enciais in e essados. Es a newsle e p e ende se uma o ma de odos
pa icipa em no p ojec o, a a és da publicação de no ícias, in o mações e anúncios na
mesma. O egis o pa a ecebe o “CoLabSqua e” é ei o na página o icial do p og ama
(www.u aus inpo ugal.o g), onde os in e essados de e ão insc e e o seu e-mail no local
e e en e à newsle e .
Um dos objec i os des e p og ama é ambém cap a o maio núme o de emp esas de
base ecnológica pa a que pa icipem ac i amen e nas ac i idades desen ol idas pelo UT
Aus in|Po ugal, a a és do P og ama de Indus ial A ilia es.
A é ao momen o, são eze as emp esas que já ade i am ao P og ama, en e elas a Du i-
deo, a Po o Edi o a, a Casa da Música, a C i ical So wa e, a In eli, o Público e a YD e-
ams, es ando em cu so negociações com ou as emp esas e g upos nacionais. Do g upo
de emp esas ag egadas ao P og ama UT Aus in-Po ugal, a YD eams é a p imei a a es a-
belece -se na cidade de Aus in, Texas. Com a abe u a dos esc i ó ios nes a cidade no e-
-ame icana no inal de 2007, o p og ama p e ende que a e olução da YD eams seja um
exemplo a segui pelas ou as emp esas que azem pa e dos Indus ial A ilia es do UT
Aus in-Po ugal.
Pa a mais in o mações isi e o si e o icial do P og ama em www.u aus inpo ugal.o g
ou en ie um e-mail pa a [email p o ec ed]
Má io Rui Gomes Tel.: 21 423 32 11
E-mail: [email p o ec ed]
ENGENHARIA
INFORMÁTICA
P og ama UT Aus in|Po ugal ajuda a po encia
o desen ol imen o ecnológico po uguês
O5.º Encon o Nacional do Colégio de
Engenha ia Mecânica da O dem dos
Engenhei os e á luga a 13 e 14 de Fe e-
ei o de 2009, na Pousada de San a Ma-
inha, em Guima ães.
O Objec i o do e en o, cuja o ganização
es á acome ida ao Colégio de Engenha ia
Mecânica da Região No e, é ap esen a
e discu i os a anços écnicos e cien í i-
cos, pe spec i a o u u o, bem como di-
ulga expe iências p o issionais conc e-
as, do ipo casos de es udo, que se e-
nham e i icado no passado ecen e nos
domínios da Ene gia e dos T anspo es.
B e emen e se á di ulgado um Apelo a
Comunicações pa a o Encon o e inse ida
in o mação ela i a ao mesmo no po al
da O dem dos Engenhei os.
A Di ecção do Colégio con ida os Enge-
nhei os Mecânicos, bem como os memb os
das es an es especialidades, a conside a-
em a possibilidade de pa icipação no e en o
e de ap esen ação de comunicações.
Encon o Nacional
do Colégio
de Engenha ia
Mecânica
ENGENHARIA
MECÂNICA
Colégios
Em Maio de 2009, de 24 a 29, deco e á,
na cidade de Busan, na Co eia, a 11 h
In e na ional Con e ence on Ai Dis ibu-
ion in Rooms – Room en 2009, na qual
se ão abo dados emas elacionados com a
Qualidade do A In e io , as Es a égias de
Ven ilação, os Ambien e In e io es (con o o
é mico, p odu i idade, saúde, acús ica, e c.),
As Técnicas de Medição, Visualização e Si-
mulação de Escoamen os e a Sus en abili-
dade do Ambien e Cons uído.
In o mações mais de alhadas sob e a Con e ência
podem se consul adas em www. oom en 2009.o g
Room en 2009
Ai es Ba bosa Pe ei a Fe ei a Tel.: 21 389 15 45 Fax: 21 389 14 86 E-mail: [email p o ec ed]
Numa o ganização do INEGI, da Facul-
dade de Engenha ia da Uni e sidade do
Po o, deco e á, de 20 a 24 de Julho de
2009, a Con e ência In e na ional IRF’2009
– In eg i y, Reliabili y and Failu e.
No e en o es a ão em discussão aspec os e-
lacionados com a u ilização de mé odos e
ma e iais a ançados e adicionais pa a a me-
lho ia do p ojec o mecânico.
In o mações complemen a es pode ão se
ob idas a a és do P o . Joaquim Sil a Gomes
([email p o ec ed]), p esiden e da comissão
o ganizado a, ou da página Web
h p://paginas. e.up.p /clme/IRF2009/index.h m
IRF 2009
De 13 a 17 de Se em-
b o de 2009, e á
luga a Con e ência He-
al hy Buildings 2009, na
cidade de Si acusa, no es-
ado de No a Io que, nos
Es ados Unidos da Amé-
ica. A con e ência é o -
ganizada pelo Cen o de
Excelência em Ambien e
e Sis emas Ene gé icos da
Uni e sidade de Si acusa
e é uma das con e ências o iciais da ISIAQ (Sociedade In e nacional de Qualidade do A
e Climas In e io es).
In o mações complemen a es disponí eis em www.hb2009.o g
Heal hy Buildings 2009
Colégios
No Cen o de In es igação de Ma e iais (Cenima /I3N) da Fa-
culdade de Ciências e Tecnologia (FCT), da Uni e sidade No a
de Lisboa (UNL) oi p oduzido, pela p imei a ez, um ansís o
que in eg a uma camada de papel na sua es u u a.
No a igo “High Pe o mance Flexible Hyb id Field E ec T ansis o s
based on Cellulose Fibe -Pape ”, publicado em Se emb o na e is a
IEEE – Elec on De ice Le e s (1), El i a Fo una o e colegas mos-
am, ainda, que o no o disposi i o i aliza em desempenho com as
mais a ançadas ecnologias de ilme ino. Resul ados p omisso es que
pode ão se explo ados: ec ãs de papel, e ique as e paco es in eli-
gen es, chips de iden i icação ou aplicações médicas.
Ac ualmen e, assis e-se a um c escen e in e esse da indús ia elec-
ónica pelo desen ol imen o de disposi i os com biopolíme os, pois
es es po enciam um manancial de aplicações ba a as. A celulose é
o p incipal biopolíme o da Te a. Po isso, alguns es udos in e na-
cionais ela a am, ecen emen e, a u ilização de papel como supo e
ísico de componen es elec ónicos. Po ém, a é hoje, ninguém inha
eco ido ao papel como pa e in eg an e de um ansís o .
Numa abo dagem ino ado a, o g upo de in es igação do CENIMAT/
I3N, coo denado pelos P o esso es El i a Fo una o e Rod igo Ma -
ins, ab icou dois ansís o es de ilme ino nos quais uma das ca-
madas – o dieléc ico – é uma ulga olha de papel. Um ansís o
é um disposi i o com ês e minais – on e, d eno e po a. Nos
ansís o es de e ei o de
campo (FET, Field E ec
T ansis o ), como é o caso,
a co en e eléc ica que
passa en e a on e e o
d eno é con olada pela ensão aplicada ao e cei o e minal, a po a.
Pa a udo is o unciona , a po a em de es a isolada elec icamen e
da on e e do d eno. Daí a impo ância da al camada dieléc ica.
Mas os cien is as da No a o am mais longe: lemb a am-se de ab i-
ca os FETs u ilizando os dois lados de uma olha de papel. Numa
das aces deposi a am o ma e ial que ope a como po a e, na ou a,
cons uí am a es u u a co esponden e aos es an es e minais. Des a
o ma, o papel ac ua simul aneamen e como isolan e eléc ico e como
supo e do p óp io disposi i o. Os es es às p op iedades eléc icas
dos disposi i os mos a am que es es são ão compe i i os como os
melho es ansís o es de ilme ino baseados em óxidos semicondu-
o es (á ea de pon a na qual es a equipa de ém pa en es in e nacio-
nais). Es es esul ados, aliados à possibilidade de es es FETs se em
p oduzidos em la ga escala e ao baixo cus o do papel, augu am p o-
misso as aplicações no campo da elec ónica desca á el.
(1) A IEEE (o iginalmen e, um ac ónimo de Ins i u e o Elec ical and Elec onics
Enginee s) é uma associação p o issional sem ins luc a i os, dedicada
ao desen ol imen o ecnológico.
E
l i a Fo una o, Engenhei a
de Ma e iais, P o esso a e
In es igado a no CENIMAT –
Cen o de In es igação de Ma-
e iais da UNL, ecebeu 2,25
milhões de Eu os do Eu opean
Resea ch Council pa a inancia-
men o do p ojec o INVISIBLE,
com is a ao desen ol imen o
de ecnologia pa a p oduzi ec ãs anspa-
en es. Es a ecnologia ela i amen e ecen e
pe mi e que objec os, como o id o do au-
omó el ou uma simples olha de ace a o,
sejam ans o mados em ec ãs. Uma ez des-
ligados da co en e eléc ica, p emindo um
simples bo ão, es es man êm as p op ieda-
des o iginais a que es amos habi uados.
A equipa que se encon a a desen ol e es a
ecnologia in eg a es udan es de dou o amen o
da Faculdade de Ciências e Tecnologia da No a
e é coo denada pelos P o esso es El i a Fo -
una o e Rod igo Ma ins, do Depa amen o
de Ciência dos Ma e iais e in es igado es do
Cen o de In es igação de Ma e iais (CENI-
MAT). A ideia que deu o i-
gem a es e p ojec o su giu
quando se en ou sabe se
ma e iais con encionais,
como os óxidos, pode iam
e aplicações ele an es na
á ea da elec ónica, pa a
além das con encionais,
como po exemplo subs i-
ui o silício na p odução de ansís o es.
Ou seja, a expe iência aduz-se em eu-
iliza ma e iais de aplicações con encionais
em aplicações di as não con encionais e de
ele ado alo ac escen ado, endo po base a
u ilização de nano ecnologias. Po exemplo, é
possí el u iliza o óxido de zinco, compos o
com bas an e u ilização na indús ia a ma-
cêu ica/cosmé ica e na p óp ia indús ia ali-
men a , en e ou as, como ma e ial semicon-
du o ac i o em mic oelec ónica.
As p incipais unções de um ec ã anspa en e
são á ias, nomeadamen e pe mi i uma maio
esolução e con as e, op imização do ângulo
de obse ação, inexis ência de egiões opacas,
en e ou as, podendo-se des aca a sua u i-
lização nas seguin es á eas/aplicações:
Sis emas de segu ança (ala mes in isí-
eis);
Mos ado es do ipo LCD ou O/PLED;
Sis emas de p ojecção;
Fo ocopiado as supe compac as;
Janelas in eligen es;
Indús ia au omó el (sis emas de na ega-
ção, janelas, e c.);
Indús ia mili a ;
Publicidade in e ac i a e dinâmica;
B inquedos/Jogos.
Ma ia Manuela Oli ei a Tel.: 21 092 46 53 Fax: 21 716 65 68 E-mail: [email p o ec ed]
ENGENHARIA
METALÚRGICA E DE MATERIAIS
Cien is as po ugueses desen ol em p imei o ansís o com papel
Cien is a Po uguesa dis inguida pelo Eu opean Resea ch Council
A
s Con e ências do DEQ – Depa amen o de Engenha ia Química
do ISEL – Ins i u o Supe io de Engenha ia de Lisboa, isam p o-
mo e , jun o da comunidade escola o in e esse pela in es igação cien-
í ica, desen ol imen o ecnológico e ino ação nas di e sas á eas de
especialização comp eendidas nas ciências e engenha ias química, bio-
lógica e do ambien e. Com es a inicia i a, que e e início no passado
mês de Maio, é p e endido, igualmen e, omen a o ap o undamen o
de colabo ações e pa ce ias cien í icas e écnicas den o da escola e
com ou as ins i uições do sis ema cien í ico e emp esa ial po uguês.
Adicionalmen e, as Con e ências do DEQ comp eendem a p omo-
ção e di ulgação da p o issão de Engenhei o Químico enquan o ele-
men o-cha e pa a o p og esso e bem-es a da sociedade.
Assim, e ace ao p imei o con ex o, as con e ências ab i am com a
pales a “Desen ol imen o de ca alisado es pa a a combus ão ca a-
lí ica de compos os o gânicos olá eis”, p o e ida pelo P o . João
Sil a, que deu a conhece os mais ecen es abalhos desen ol idos
no seio do seu g upo de I&D. O ema seguin e, “Tecnologias de se-
ques ação de CO2: es ado ac ual e pe spec i as de desen ol imen o
u u o”, oi ap esen ado pelo P o . João Gomes, que enunciou e ana-
lisou as ecnologias adicionais e eme gen es de cap u a e de seques-
ação de CO
2
. Fo am ainda p o e idas con e ências pelo P o . Amin
Ka mali sob e “Aspec os da bioca álise em Engenha ia Química e
Biológica”, incidindo pa icula men e no domínio da ecnologia de
enzimas, e pelo P o . Manuel Ma os que ap esen ou o ema “Elec-
ónica Molecula : OELDs, biosenso es e eléc odos selec i os”.
No âmbi o do segundo objec i o, o am con idadas a pa icipa duas
emp esas: a Ho ione, emp esa do sec o químico- a macêu ico, e a
Fisipe, emp esa p odu o a de ib as ac ílicas. A p imei a ez-se e-
p esen a pelo Eng. Rui Teixei a, que ap esen ou a pales a “Ho-
ione: a Emp esa, a Ino ação e as Opo unidades”, endo a segunda
pales a “A Fisipe e os desa ios do u u o”, sido p o e ida pelo Eng.
Paulo Mo a. Em ambos os casos, a ap esen ação das espec i as em-
p esas oi aliada ao es emunho pessoal de sucesso p o issional de
dois ex-alunos do DEQ-ISEL.
À da a de echo des a edição da “Ingenium” es a a a e início o
ciclo de Ou ub o das Con e ências do DEQ.
Colégios
João Ca los Mou a Bo dado Tel.: 21 841 91 82 Fax: 21 841 91 98 E-mail: [email p o ec ed]
ENGENHARIA
QUÍMICA
O
Depa amen o de Engenha ia Biológica da Uni e sidade do
Minho o ganizou, conjun amen e com o Colégio de Engenha ia
Química da O dem dos Engenhei os, a 10.ª edição da CHEMPOR
– Con e ência In e nacional de Engenha ia Química e Biológica.
A CHEMPOR deco eu em ins alações da Uni e sidade do Minho,
em B aga, de 4 a 6 de Se emb o e con ou com o apoio da Sociedade
Po uguesa de Química e da Sociedade Po uguesa de Bio ecnologia.
A CHEMPOR é, no malmen e, uma impo an e ocasião pa a eu-
ni a comunidade in e nacional de Engenha ia Química pa a discus-
são dos mais ecen es desen ol imen os nas di e en es e en es
des a á ea do conhecimen o. A p esen e edição iu ala gado o seu
âmbi o à Engenha ia Biológica com e e ência p óp ia na designação
e escopo da con e ência.
O p og ama cien í ico da con e ência o ganizou-se em o no dos se-
guin es emas:
In eg ação de Engenha ia e Ciências da Vida
Desen ol imen o Sus en á el de P ocessos e P odu os a a és de
Química Ve de
A anços nos Fundamen os de Engenha ia Química e Biológica
Ap oximações mul i-disciplina es e mul i-escala na ino ação de
p ocessos e p odu os
Fe amen as e mé odos sis emá icos pa a lida com a complexi-
dade
Educação de Engenhei os Químicos e Biológicos pa a os desa ios
eme gen es.
O p og ama cien í ico incluiu, pa a além da ap esen ação de 120
comunicações o ais e 390 ca azes, 6 pales as con idadas da es-
ponsabilidade dos P o esso es James Cla k, da Uni e sidade de Yo k
(Reino Unido), Cha les Cooney, do MIT (EUA), Edwa d Cussle ,
da Uni e sidade do Minneso a (EUA), Sebas ião Feyo de Aze edo,
da Uni e sidade do Po o, Ra iqul Gani, da Uni e sidade Técnica
da Dinama ca, e Ka Ming Ng, da Uni e sidade de Ciência e Tecno-
logia de Hong Kong.
Na ocasião egis a am-se 30 anos da ealização em B aga da 2.ª edi-
ção des a sé ie de con e ências. Um momen o especial es e e e-
se ado pa a homenagea o P o . Reg. Bo , P o esso Emé i o da
Uni e sidade de Bi mingham, esponsá el, conjun amen e com o
seu 1.º aluno de Dou o amen o, o saudoso P o . J. J. Ba bosa Ro-
me o, an igo Rei o da Uni e sidade do Minho, pela p omoção e
o ganização das p imei as edições da CHEMPOR. A sessão de ho-
menagem oi conduzida pelos an igos P o esso es da Uni e sidade
do Minho, P o . João de Deus Pinhei o e P o . Luís Soa es.
A CHEMPOR 2008 egis ou a adesão de 550 pa icipan es, p o e-
nien es de 45 países, endo sido uma excelen e opo unidade de
ap esen ação e discussão de esul ados de desen ol imen os e in-
es igação ei os na á ea da Engenha ia Química e Biológica.
Con e ências do DEQ – Depa amen o de Engenha ia Química do ISEL
CHEMPOR 2008
10.ª Con e ência In e nacional
de Engenha ia Química e Biológica
Colégios
O5.º Cong esso Luso-Moçambicano de Engenha ia, coinciden e
com o 2.º Cong esso de Engenha ia de Moçambique, ealizou-
-se em Mapu o, Moçambique, en e 2 e 4 de Se emb o de 2008.
Es e e en o con ou com ce ca de 400 pa icipan es p o enien es,
undamen almen e, dos países lusó onos, com pa icula des aque
pa a Po ugal e Moçambique. De egis a o apoio das O dens dos
Engenhei os de Po ugal e de Moçambique ao Cong esso, assim
como da Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o e da
Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade Edua do Mondlane. O
ema p imo dial do Cong esso cen ou-se no papel da engenha ia
no comba e à pob eza, no desen ol imen o e no aumen o da com-
pe i i idade dos países, endo sido ap esen adas ce ca de 440 co-
municações, en e os 600 esumos p opos-
os à o ganização. O Cong esso comp een-
deu a ealização de con e ências plená ias de ca iz écnico e ambém
ins i ucional e ainda de sessões pa alelas o ganizadas sob a o ma de
seminá ios, sob e di e sos emas ac uais na á ea da Engenha ia.
Um des es seminá ios, o ganizado pelo P o . João Gomes, do De-
pa amen o de Engenha ia Química do ISEL, oi dedicado à Ca á-
lise e P ocessos Ca alí icos, no qual o am ap esen adas 8 comuni-
cações e 2 pos e s, sob e emas especí icos ela i os a es as discipli-
nas da engenha ia química, ais como o desen ol imen o de no os
ca alisado es pa a a p odução de biodiesel, no as ias de p odução
de p odu os mine ais, con olo de ope ações uni á ias de indús ia
química e de e minação de pa âme os ciné icos pa a ap o ei a-
men o ene gé ico de esíduos opicais.
CLME 2008 – 5.º Cong esso Luso-Moçambicano de Engenha ia
Alice F ei as Tel.: 21 313 26 60 Fax: 21 313 26 72 E-mail: [email p o ec ed]
ESPECIALIZAÇÃO EM
ENG. de SEGURANÇA
A
pós á ios a anços e ecuos, oi inalmen e ap o-
ado o no o Regime Ju ídico da Segu ança con-
a Incêndio em Edi ícios e Recin os (SCIE).
Em 25 de Maio de 2004, o Se iço Nacional de Bom-
bei os e P o ecção Ci il – SNBPC (ac ual Au o idade
Nacional de P o ecção Ci il - ANPC) ap esen a a, na
sua sede de Ca naxide e pe an e uma nume osa pla-
eia, a sua decisão de elabo a uma p opos a de “Re-
gulamen o Ge al de Segu ança con a Incêndio em Edi-
ícios”, cuja mac oes u u a e a, en ão, explicada. O
an e-p ojec o de Dec e o-Lei é ap o ado pela Subco-
missão de Regulamen ação de Segu ança con a In-
cêndio do CSOPT em Ma ço de 2006 e, em Maio do
mesmo ano, pela CNPC. Em 25 de Janei o de 2007 o
Conselho de Minis os ap o a, na gene alidade, o p o-
jec o de Dec e o-Lei, que é cons i uído po 307 a igos
e 8 anexos. Em inais de 2007, é decidido ans o ma
o Regulamen o Ge al num eduzido Dec e o-Lei, com
o egime ju ídico e as po a ias julgadas necessá ias,
nomeadamen e a que con e á o Regulamen o Técnico.
É es e documen o que ai se ago a publicado, pelo
que a O dem dos Engenhei os, a a és da sua Espe-
cialização em Engenha ia de Segu ança, conside a
opo uno in o ma os seus memb os ace ca dos no os
con eúdos egulamen a es e man e o deba e abe o
sob e es a emá ica. Nes e sen ido, ai ealiza um pai-
nel de deba e no p óximo dia 26 de No emb o, no Au-
di ó io da O dem, em Lisboa.
Se ão con e encis as o Eng.º João Po o, que a á uma
in odução ao no o egime ju ídico da SCIE; um ep e-
sen an e da ANPC, que ap esen a á o posicionamen o
da ANPC ace à no a Regulamen ação de SCIE; a Eng.ª
Filomena Fe ei a, que da á con a de como é ei a a
aplicação da no a Regulamen ação da SCIE pela Câ-
ma a Municipal de Lisboa; e o Eng.º Ca los Fe ei a de
Cas o, que a a á o ema “O p ojec o e os p ojec is-
as à luz da no a Regulamen ação de SCIE”.
Insc ições e In o mações
O dem dos Engenhei os
–
Sec . dos Colégios
Tele .: 21 313 26 62 / 3 / 4 – Fax: 21 313 26 72
E-mail: [email p o ec ed]
O No o Regulamen o de Segu ança
con a Incêndio em Edi ícios e Recin os
Alice F ei as Tel.: 21 313 26 60 Fax: 21 313 26 72 E-mail: [email p o ec ed]
ESPECIALIZAÇÃO EM
ENG. ACÚSTICA
A
Associação Po uguesa de Engenha ia de Áudio,
APEA – secção po uguesa da Audio Enginee ing
Socie y, AES, em colabo ação com o ISEL – DEETC,
p omo e o seu 10.º Encon o nos dias 12 e 13 de De-
zemb o de 2008, com os seguin es objec i os:
Di ulga abalho cien í ico e ecnológico na enge-
nha ia do áudio. As comunidades académica e ec-
nológica podem subme e a igos e pos e s sob e
abalhos o iginais nes a á ea;
Realiza pales as com o ado es con idados da in-
dús ia e do meio académico;
P omo e o Concu so de Realizações Tecnológicas
em Engenha ia de Áudio pa a os alunos do ensino
supe io ;
P omo e o Concu so de Mis u a & Mas e ização
de som;
Es abelece e o alece a in e acção en e a indús-
ia e as ins i uições de ensino;
P omo e o con ac o di ec o en e os alunos e os
p o issionais;
O ganiza sessões de ap esen ação, exposições e
demons ação de ecnologias eme gen es na á ea
do áudio. As emp esas do sec o do áudio p o is-
sional podem ese a um espaço de exposição e
sala de demons ações disponí eis pa a o e ei o.
O Encon o con a á, ainda, com a p odução e ealiza-
ção de um e en o musical supo ada po p ojecção de
ídeo, o e ecendo aos pa icipan es um momen o mu-
sical, acompanhado da explicação écnica no deco e
do espec áculo dos di e en es p ocedimen os e ope-
ações que en ol em a ealização de um espec áculo
ao i o com g a ação em mul i-pis a. Pos e io men e,
o esul ado da mis u a e mas e ização ealizada, codi-
icada em o ma o come cial, se á ap esen ado numa
sala dedicada pa a o e ei o a a és de um sis ema de
ep odução mul icanal áudio e ídeo u ilizado pa a au-
dição em casa.
Os memb os da O dem dos Engenhei os e ão uma
edução de 50% nos cus os de insc ição.
Mais in o mações no si e o icial: www.aes.o g.p
ou em [email p o ec ed]
10.º Encon o da APEA – secção po uguesa
da Audio Enginee ing Socie y, AES
dieléc icas, ascendem a 0.1 – 1.5 W/m/
/ ase, dependendo dos ma e iais, do desenho
dos condu o es e da ampe agem nominal.
As con igu ações possí eis pa a a e ige a-
ção incluem uma linha de e o no sepa ada,
e ige ação em con a luxo e e ige ação
unidi eccional em á ias condu as de cabos
(Fig. 6). Uma ou a possibilidade consis e
na p odução de a líquido ou de azo o lí-
quido no sis ema de e ige ação e o çá-lo
a en a na ex emidade dis an e do cabo ou
em á ios pon os ao longo do comp imen o
do cabo (Fig. 7). Po ou o lado, es a me o-
dologia pe mi e e dis âncias mui o mais
longas en e es ações de e ige ação.
Os cálculos pa a a de e minação da dis ân-
cia en e es ações de e ige ação, en ol e a
u ilização de concei os sob e mecânica de
luidos, jogando com a edução da p essão,
as ocas de calo no in e io do cabo, o calo
especí ico, o aumen o da empe a u a do lí-
quido e ige an e e, em algumas con igu a-
COMUNICAÇÃO
ELECTROTÉCNICA
ções, a en alpia de ebulição e o calo espe-
cí ico do gás.
Pa a sis emas de ci culação ida/ e o no, a dis-
ância p á ica en e es ações de e ige ação
é da o dem de 2-6 km pa a cabos ela i a-
men e compac os. Se os diâme os in e nos
do cabo e do c ios a o o em aumen ados, o
luxo necessá io pode a ingi comp imen os
de 10-30 km. Toda ia, se o luido e ige a-
do se e apo a ao longo do comp imen o do
cabo, esul a que comp imen os de e ige-
ação a é á ias dezenas de quilóme os podem
se possí eis, pa a diâme os da condu a do
cabo na gama de 250-300 mm.
O endimen o das máquinas de e ige ação
a iam em unção da ecnologia, ma u idade
e empe a u a do p ocesso. P oduzindo LN2
em g andes unidades, o cus o é de 20-25 W
po wa e ec i o de e ige ação a 77K (20-
-25 W/W). U ilizando as mais e icien es má-
quinas ac ualmen e exis en es, a inge-se 10-13
W/W a 77K. Re ige ado es mais pequenos
e ecnologias mais ecen es, como e ige a-
do es “pulse- ube“, es ão p esen emen e nos
23 W/W, ap oximando-se dos 17 W/W.
Signi ica que a e ige ação em ci cui o e-
chado, u ilizando máquinas com longos pe-
íodos de se iço, como e ige ado es “pulse-
ube“, é p e e ida em sis emas cu os em
que a po ência de e ige ação seja baixa (4-
-10 kW). Es es sis emas cu os podem se
mul iplicados em dis âncias de 1-10 km.
Pa a longos sis emas de ansmissão, pode
se uma solução a cons ução de uma uni-
dade de e ige ação em um ou em dois lu-
ga es ao longo da linha, e o ça o luido e-
ige an e pa a o ambien e em á ios pon os
ao longo da linha.
In eg ação do Sis ema e Cus o
Com a ele ada po ência nominal e os longos
comp imen os c í icos que pe mi e, a ec-
nologia de cabos HTS pode se usada pa a
liga g andes on es de ene gia eno á el, ais
como g andes “quin as de en o”, à ede de
ene gia. Pode ainda se usada pa a e o ça
a ede, no sen ido de emo e es angula-
men os. Reduzindo a ensão de ope ação,
eduz-se ambém o cus o de ligação o -
nando-se o cus o dos disjun o es, ans o -
mado es e edi ícios das subes ações mais
baixos, bem como o di ei o de passagem
menos in usi o.
Reduzindo-se os cus os de ligação às linhas
de al a po ência, as economias das comuni-
dades locais, que hos ilizam o di ei o de pas-
sagem, podem se es imuladas. Ligando a ní-
eis de 50 kV, 132 kV ou 150kV, se á signi-
ica i amen e menos cus oso do que liga a
ní eis mais al os de 345-400 kV. Também, o
cus o mais eduzido da ligação pe mi e que
um maio núme o de p ojec os de ene gia
eno á el seja economicamen e iá el.
Em 2007, a ecnologia dos cabos HTS ainda
e a signi ica i amen e mais ca a do que a dos
cabos sub e âneos con encionais e das li-
nhas aé eas. Há, oda ia, uma o e endên-
cia de edução desses cus os, à medida que
Fig. 5 – a) Layou do sis ema pa a uma ma iz de e ige ado es o necendo 10kW de po ência de e ige ação
e edundância N+2 – b) Unidades indi iduais de e ige ação do ipo “pulse- ube” que p opo cionam ele ada
iabilidade e longos in e alos de manu enção. (Ilus ações e o o co esia da P axai Inc.)
A B
Fig. 6 – Esquemas do layou de e ige ação
em ci cui o echado, onde o luido de e ige ação
ci cula a a és do cabo e eg essa po :
a) linha de e o no sepa ada; b) con a luxo;
c) luxo unidi eccional em cabos múl iplos.
Cable sys em
Re u n line
C yos a duc
Cable co e
Cable 1
Cable 3
Cable 2
A
Fig. 7 – Esquema de um layou de e ige ação
em ci cui o abe o, em que a e apo ação do luido
e ige ado é usada pa a e ige a o cabo.
Reduz-se, assim, o luxo necessá io de e ige ação
e a pe da de ca ga associada
Ene gy
Lique ac ion
sys em Cable sys em
Ai
Hea
O2
LN2
N2
B
C
a ecnologia amadu ece e os olumes de p o-
dução aumen am.
Cálculos de base dos ma e iais ing edien es
pa a o supe condu o p op iamen e di o,
mos am que o cus o pa a anspo a 1000A
a 1 me o de dis ância desce á pa a alo es
in e io es ao do cob e ( e Fig. 8). Is o pe -
mi i á a u ilização de maio in ensidade no-
minal e de ensões mais baixas.
O cus o mais ele ado dos componen es adi-
cionais do cabo HTS, como a condu a c ios-
á ica e o sis ema de e ige ação é compen-
sado pelos cus os mais eduzidos da subes a-
ção e o eduzido cus o de pe missões, di ei-
os de passagem e pe das de ene gia. Os cus-
os exac os de um sis ema p ecisam de se
a aliados de alhadamen e, caso po caso.
Exemplos
50kV Sis ema de sub ans-
missão T iax
Numa aplicação em Ames e -
dão, p ecisa am de se abas-
ecidos 200 MVA, no cen o
da cidade. É eque ida uma
edundância de N+2. A so-
lução p opos a é de u iliza
dois cabos da cidade, de 150
kV, já exis en es, e ins ala um no o sis ema
de 50 kV HTS T iax. Um ans o mado de
250 MVA é ans e ido da subes ação cen-
al HK pa a a subes ação pe i é ica NDK
[8-10].
O cabo HTS ac escen a apenas ce ca de 5-7
kA ms de co en e de de ei o ao sis ema
de ido à ele ada esis i idade do ma e ial
HTS pa a co en es que excedam a co en e
c í ica. Disjun o es ápidos ligam o cabo HTS
à ede, de o ma a e i a o aquecimen o ex-
cessi o do cabo. O ans o mado 150/50kV
colocado na subes ação NDK pode e um
baixo luxo de ugas, pe mi indo que a maio-
ia da ca ga no mal lua a a és do cabo HTS.
Em si uação de manu enção na linha T iax
HTS, os dois cabos de cidade con encionais,
anspo a ão a ca ga.
A e ige ação do sis ema de cabos T iax
HTS é assegu ada po duas es ações de e-
ige ação, uma em cada ex emidade do
cabo (Fig. 10). Com dimensões ap op iadas
Fig. 8 – E olução do cus o his ó ico e p ojec ado da
capacidade de ansmissão de 1kAm, u ilizando
ma e ial da p imei a ge ação Bi2S 2Ca2Cu3Ox (1G)
e segunda ge ação Y1Ba2Cu3, ilme ino (2 G)
compa ado com a banda de p eço do cob e. Valo es
baseados em cus os de ma e iais de 2006. (Dados
do g á ico em pa e o necidos po T i ho Gmbh)
Fig. 9 – 6 km de um sis ema em cabo T iax HTS de 50 kV p opos o pa a
a baixa de Ames e dão (elemen os em pa e o necidos po NUON b )
Fig. 10 – Con igu ação pa a a e ige ação em con a luxo p opos a pa a a aplicação em Ames e dão
e baixas ugas é micas da condu a c ios á-
ica, se á possí el e ige a o sis ema in ei o
com as es ações de e ige ação dis anciadas
de 6km. As ele adas pe das nos condu o es
e minais são e ige adas po meio de um
anel de e ige ação local, pa a e i a o ans-
po e desse calo a a és do comp imen o
global do cabo.
Sis ema de T ansmissão
a 150 kV Coax
A linha Coax de 150 kV, 1039 MVA subs-
i ui um cabo sub e âneo num local onde
não é possí el a ins alação de linhas aé eas.
O comp imen o do sis ema é de 100 km. A
cu o p azo, a ca ga é mica do cabo é da
o dem de 1-2 W/m po ase. A ca ga é -
mica o al é de 450kW pa a o sis ema. O
endimen o das máquinas de e ige ação é
22W/W. O consumo o al de ene gia é 9.9
COMUNICAÇÃO
ELECTROTÉCNICA
MW ou seja 0.95% da po ência nominal.
A longo p azo, a ca ga é mica do cabo é e-
duzida pa a a o dem de 0.7 W/m po ase e
a e iciência da máquina de e ige ação é au-
men ada pa a ní eis da o dem de 11W/W. A
ca ga é mica o al é en ão de 210 kW, e o
consumo o al de ene gia é eduzida pa a 2.3
MW, ou seja, 0.22% da po ência nominal.
Exis em duas p opos as pa a o o necimen o
do sis ema de e ige ação. A p imei a p o-
pos a é um sis ema em ci cui o echado com
11 es ações de e ige ação espaçadas de
10km (Fig. 11.a). A segunda p opos a é com
um sis ema único de lique acção numa po-
sição e e apo ado es em cada 2km, po exem-
plo nos locais das junções do cabo. Os e a-
po ado es são pa e in eg an e das junções
do cabo. As necessidades de e ige ação
pa a a o alidade dos 100km podem se as-
segu adas po uma pequena quan idade de
2-4 li os de azo o líquido po segundo, o -
necida a a és dos ês cabos (Fig. 11.b).
Conclusão
Es amos a a ingi 10 anos de expe iência em
ope ação com sis emas de cabos HTS em
aplicações eais de ede. Um p imei o p o-
du o pa a aplicações de MV (Média Tensão)
em edes de dis ibuição oi es ado em e -
mos de ensaio de ipo, es ando a deco e o
ensaio de longa du ação.
As aplicações, no mundo eal, des a no a ec-
nologia de cabos, inicia am-se em á eas u -
banas de g ande densidade populacional com
ligações de 1-6 km comp imen o. Os p imei-
os p ojec os em cu so localizam-se em No a
Io que, No a O leães e Ames e dão.
Dadas as an ajosas p op iedades eléc icas,
bem como a endência de edução de cus-
os com a c escen e ma u idade e olume
de p odução, a ecnologia em o po encial
de pe mi i a ligação de g andes on es de
ene gia eno á el e de ansmi i po ência
em g andes dis âncias a a és da Eu opa.
Os p incipais desa ios são ago a a e ige a-
ção de sis emas de cabos com longos com-
p imen os. Pa a o na isso possí el se á ne-
cessá io melho a o isolamen o é mico em
e mos de p eço e pe o mance, bem como
demons a a iabilidade e uncionalidade
de sis emas eais com comp imen os cada
ez maio es
1 NKT Cables
2 Nano a
[1] O. Tønnesen, M. Däumling, K. H. Jensen, S. K o ning,
S. K. Olsen, C. T æhol , E. Veje, D. Willén and J. Øs-
e gaa d, “Ope a ion expe iences wi h a 30 kV/100
MVA high empe a u e supe conduc ing cable sys em”,
Supe cond. Sci. Technol. 17, pp. S101-S105,
(2004);
[2] J. P. S o all, J. A. Demko, P. W. Fishe , M. J. Gouge, J.
W. Lue, U. K. Sinha, J. W. A ms ong, R.L. Hughey, D.
Lindsay, and J. C. Tolbe , “Ins alla ion and Ope a ion
o he Sou hwi e 30-m High Tempe a u e Supe con-
duc ing Powe Cable”, IEEE T ansac ions on Applied
Supe conduc i i y, ol. 11, Ma ch 2001, pp. 2467
–2472;
[3] I. Saue s, D.R. James, A. R. Ellis, M. O. Pace, “High-
- ol age es ing o a 5-me e iaxial HTS cable”, IEEE
P oc. Appl. Supe cond. Con . 2006, pape 5LJ05 (in
p ess);
[4] J.A. Demko, I. Saue s, D.R. James, M.J. Gouge, D.
Lindsay, M. Roden, J. Tolbe , D. Willén, C. T æhol ,
C.T. Nielsen, “ T iaxial HTS Cable o he AEP Bixby
P ojec ”, IEEE P oc. Appl. Supe cond. Con . 2006, pape
2LA06 (in p ess);
[5] J.A. Demko, R.C. Duckwo h, P. W. Fishe , M.J. Gouge,
C. M. Rey, M. A. Young, D. Lindsay, M. Roden, J. Tol-
be , D. Willén, C. T æhol , C.Thidemann, “Tes ing o a
liquid-ni ogen cooled 5-me e , 3000 A T i-axial high-
- empe a u e supe conduc ing cable sys em”, CEC2006
(in p ess);
[6] D. Willén, C. T æhol , C.Thidemann, D. Lindsay, M.
Roden, J. Tolbe , “Type es ing and pilo ins alla ion o
a 13.2 kV, 69 MVA high- empe a u e supe conduc ing
iax cable sys em” p oc. o he AUPEC’06 con . (Mel-
bou ne, 2006);
[7] Da id Lindsay, Ma k Roden, Randy Denmon, Dag Wil-
lén, Ben Meh aban, Albe Ke i, “Ins alla ion and com-
missioning o T iax supe conduc ing cable” 7 h In e -
na ional Con e ence on Insula ed Powe Cables (JICA-
BLE). Pa is-Ve sailles, F ance. June 2007;
[8] Geschie e A, Willén D, Piga E, Ba end eg P, Albaugh
K “Ins alling a long dis ance T iax HTS cable”. 7 h In-
e na ional Con e ence on Insula ed Powe Cables (JI-
CABLE). Pa is-Ve sailles, F ance. June 2007;
[9] Geschie e A, Willén D, Piga E, Ba end eg P, Royal J
and Lynch N “Long dis ance T iax HTS cable”, P oce-
edings o he 19 h Con e ence and Exibi ion on Elec i-
ci y Dis ibu ion (CIRED). Vienna, Aus ia. May 2007;
[10] Geschie e A, Willén D, Ba end eg P “Remaining chal-
lenges o HTS, a b eak h ough is needed: long dis-
ance applica ion”, Session P oceedings Cig e n.º 41.
Pa is, F ance. Augus 2006.
REFERÊNCIAS
Fig. 11 – Um sis ema de cabos com 100km de comp imen o ope ando a 150 kV e ansmi indo 1039MVA
de po ência. a) Layou de e ige ação usando 11 es ações de e ige ação in e aladas de 10km;
b) Layou de e ige ação usando uma única unidade de lique acção e e apo ado es em cada 2 km ao longo do cabo
Cable 1
Ene gy
Lique ac ion
sys em
Ai
Hea
O2
A
B
Cooling
sys em
Ene gy Hea
Cable 2
Cable 3
Cable 1
Cable 2
Cable 3
Cooling
sys em
Cooling
sys em
Ene gy Hea Ene gy Hea
LN2LN2LN2
E c...
Cable 1 Cable 1 Cable 1 Cable 1
Cable 2 Cable 2 Cable 2 Cable 2
Cable 3 Cable 3 Cable 3 Cable 3
E apo a o E apo a o E apo a o E apo a o
N2N2N2N2
E c...
Resumo
Nes e abalho se á u ilizado um so wa e
que simula a espos a é mica de edi ícios
com opologia complexa e a alia a qualidade
do a em ambien es in e io es, no p ojec o
é mico de um sis ema de en ilação e i-
cien e a se implemen ado num edi ício es-
cola , em condições de In e no, na egião do
Alga e. O edi ício escola es udado nes e
abalho, com dois pisos e águas u adas, é
cons i uído po 97 compa imen os, sendo
o ciclo de ocupação diá ia de 800 pessoas.
O sis ema de en ilação mis o, que con ola
a qualidade é mica a pa i do índice PMV
e a qualidade do a a pa i da concen ação
de Dióxido de Ca bono, com ní eis de con-
sumo ene gé ico eduzidos, pode se comu-
ado en e uma en ilação o çada p o e-
nien e dos co edo es, uma en ilação o -
çada p o enien e do ambien e ex e io ou
uma en ilação o çada p o enien e de um
colec o de a sola , colocado na zona do e-
lhado.
COMUNICAÇÃO
MECÂNICA
In odução
A egião do Alga e, de uma o ma ge al,
ap esen a um clima com um ní el ele ado
de adiação sola du an e a maio pa e do
ano. Es a egião ca ac e iza-se igualmen e
po ní eis de empe a u a do a ela i a-
men e baixos du an e o In e no e ele ados
du an e o Ve ão. A maio pa e dos meses
escola es, endo em con a que nos p incipais
meses de Ve ão os alunos se encon am de
é ias, e i ica-se du an e as es ações do In-
e no, P ima e a e Ou ono. Con udo, nes e
ipo de clima, é equen e encon a em-se
simul aneamen e salas de aula descon o á-
eis po calo e ou as po io du an e es as
es ações.
Pa a a alia o ní el de con o o é mico, em
espaços ocupados, são u ilizados os índices
PMV ( o ação média p e isí el) e PPD (pe -
cen agem de pessoas e micamen e insa is-
ei as), como se pode obse a em Fange
(1970). A no ma CR 1752 (1998), u ili-
zando es es índices, classi ica os ambien es
é micos segundo ês ca ego ias de quali-
dade: A, B e C. Es a classi icação em a an-
agem de, à pa ida, selecciona o ipo de
ambien e é mico de aco do com os objec-
i os p e endidos.
Na sequência de abalhos an e io es [ e
Conceição e al. (2004) e Conceição e Lúcio
(2005), po exemplo], onde o am e ec ua-
dos es udos é micos com e sem ocupação
no p esen e edi ício escola , mas sem qual-
que ipo de sis ema de en ilação o çada
ou de aquecimen o, oi cons a ado que nos
á ios in e io es, du an e o in e alo, e nos
compa imen os com janelas ol adas a Su-
des e e Sudoes e são a ingidos ní eis de con-
o o. Nos espaços de maio dimensão com
janelas ol adas que a Sul, que a No e,
são a ingidos ní eis mínimos de con o o,
nos espaços com janelas ol adas a Sul são
a ingidos ní eis de descon o o po alo es
posi i os do índice PMV, enquan o que nos
espaços com janelas ol adas a No e, mesmo
com ocupação, não é possí el a ingi ní eis
de con o o acei á eis.
No que diz espei o à qualidade do a , ela i-
amen e à de e minação da axa e do caudal
de eno ação do a no in e io dos espaços
ocupados, nes e abalho se ão u ilizadas as
ecomendações ap esen adas pela no ma ANSI/
ASHRAE 62.1 (2004) e pelo Dec e o-Lei n.º
P ojec o de um Sis ema
de Ven ilação E icien e de um
Edi ício Escola em Condições
de In e no na Região do Alga e
Eusébio Z. E. Conceição
1
e Ma ia Manuela J. R. Lúcio
2
79/2006 de 4 de Ab il, que de inem á ios
caudais de en ilação po ocupan e, os quais
dependem do ipo de espaço. Es as no mas
conside am igualmen e uma concen ação ab-
solu a de Dióxido de Ca bono no in e io dos
espaços não supe io a 1800 mg/m
3
, ap oxi-
madamen e.
P og ama Numé ico U ilizado
O p og ama u ilizado nes e abalho, desen-
ol ido pelos au o es do mesmo, simula a es-
pos a é mica de edi ícios com opologia com-
plexa e a alia a qualidade média do a nos es-
paços in e io es [ endo sido alidado em con-
dições de In e no em Conceição e al. (2004)
e em condições de Ve ão em Conceição e
Lúcio (2006 a)], calcula os alo es da empe-
a u a do a no in e io dos compa imen os
e das condu as, da empe a u a das camadas
dos co pos opacos do edi ício (pa edes, pla-
cas, po as, chão, elhados, …), da empe a-
u a dos co pos anspa en es ( id os das ja-
nelas), da empe a u a dos co pos in e io es,
da massa de apo de água e ou os gases no
in e io dos compa imen os e das condu as
dos di e en es sis emas, do apo de água à
supe ície dos co pos do edi ício, do apo de
água e de ou os gases na ma iz sólida dos
co pos opacos e in e io es, da humidade ela-
i a e da elocidade média do a no in e io
dos compa imen os e da empe a u a média
adian e no in e io dos compa imen os. O
so wa e calcula ainda a adiação sola nas su-
pe ícies ex e io es, a adiação sola que en a
a a és das janelas e que incide nas supe ícies
dos co pos p incipais e in e io es, as ocas de
calo po adiação en e supe ícies ex e io es
do edi ício e o céu ou as supe ícies en ol en-
es, as ocas adia i as e i icadas no in e io
dos di e en es compa imen os, as p op ieda-
des adia i as dos id os, os coe icien es de
ansmissão de calo e massa, os ac o es de
o ma no in e io de cada um dos compa i-
men os, o ní el de con o o é mico médio
em cada espaço, a po ência de aquecimen o/
a e ecimen o do sis ema de clima ização,
en e ou os pa âme os. Mais po meno es
pode ão se consul ados em Conceição (2003),
Conceição e al. (2004), Conceição e Lúcio
(2005) ou Conceição e Lúcio (2006 a).
Dados de En ada no P og ama
A simulação ap esen ada nes e abalho é
ela i a ao dia 18 de Janei o de 2004. Es e
dia oi escolhido pa a o e ei o po ap esen-
a alo es ípicos de um dia de In e no nes a
egião, de aco do com os dados medidos no
e e ido ano. De o ma a e em con a a iné -
cia é mica do edi ício, o am simulados os
cinco dias an e io es.
O ciclo de ocupação conside ado nes e es-
udo, com ce ca de 800 ocupan es, conside a
aulas com uma du ação de 90 minu os e in-
e alos de 15 minu os. Inclui um es udo es-
a ís ico à e olução da ocupação das di e en-
es salas de aula, sala de p o esso es, sec e-
a ia, audi ó io, can ina, biblio eca, bu e e,
cozinhas, ep og a ia, papela ia, co edo es,
salas dos ó gãos de ges ão e dos di ec o es
de u ma, en e ou as.
Es e edi ício é cons i uído po ês blocos li-
gados en e si ( e igu a 1): um p imei o
bloco localizado a Sul, um segundo locali-
zado a No e (sendo ambos u ilizados pa a
ac i idades lec i as) e o e cei o localizado
a Es e, sendo des inado à alimen ação (piso
1) e à ges ão (piso 2). Nes e edi ício, cons-
i uído po 97 compa imen os, 1277 co -
pos opacos do edi ício e 211 janelas equipa-
das com id o simples anspa en e, exis em
g andes e ei os de somb eamen o du an e o
dia, em consequência das supe ícies in e -
nas e ex e nas, que in luenciam a ca ga é -
mica nos compa imen os, os ní eis de con-
o o é mico dos ocupan es e o ní el de
consumo ene gé ico do edi ício.
No que conce ne aos dados de en ada no
modelo ela i os à componen e ambien al,
du an e o dia da simulação, o am u ilizados
alo es da empe a u a do a , humidade e-
la i a do a , elocidade e di ecção do en o
medidos nes e dia, enquan o a de e mina-
ção da adiação sola di ec a e di usa oi cal-
culada nume icamen e, a pa i de um con-
jun o de equações empí icas ap esen adas
em Iqbal (1983).
O esquema de en ilação u ilizado nes e a-
balho, o qual é ligado de manhã no início das
aulas e desligado à a de no im das mesmas,
consis e em ins ala (em cada espaço com
ocupação pe manen e), um sis ema con ínuo
de ex acção do a , cujo caudal é dependen e
do núme o de pessoas p esen es no espaço.
Nes e es udo oi conside ada uma axa média
de eno ação do a , nos espaços com ocupa-
ção pe manen e, ob ida a pa i da no ma
ANSI/ASHRAE 62.1 (2004), pa a ecin os
N
S
Figu a 1
Esquema da malha p incipal ge ada nas supe ícies do edi ício escola analisado nes e abalho pa a o p imei o piso
a) e o segundo piso b), a qual em po base a geome ia da Escola EB 2,3 Poe a Emiliano da Cos a (Es ói, Fa o)
A
B
escola es. Rela i amen e aos espaços com
ocupação não pe manen e (como os co e-
do es), a en ilação é e ec uada a pa i do
a que en a nos espaços ocupados e que p o-
ém dos mesmos co edo es. Os espaços não
ocupados (como as a ecadações, po exem-
plo) são en ilados com uma axa de eno-
ação na u al do a po in il ação de 0.7 h
-1
( alo médio ob ido a a és de es es expe-
imen ais u ilizando o mé odo da concen a-
ção dec escen e de gás açado ). Es e úl imo
alo é ambém u ilizado em odos os com-
pa imen os, que an es do início, que após
o im das aulas, quando o sis ema de en i-
lação o çada es á desligado.
O a que en a no espaço ocupado, que de-
pende do ní el de con o o é mico (índice
PMV) e da qualidade do a (concen ação
de Dióxido de Ca bono), pode p o i do
ambien e ex e io , do co edo ou do colec-
o de a sola :
Op ção 1: O caudal de eno ação do espaço,
a a és de a no o à empe a u a ex e na,
é p o enien e di ec amen e do ambien-
e ex e io . Es e ipo de en ilação p o-
cessa-se simplesmen e a a és de o i í-
cios que comunicam di ec amen e com
o ex e io (p incípio de uma es a égia
ee-cooling);
Op ção 2: O caudal de eno ação do espaço,
a a és de a já ela i amen e iciado, é
p o enien e di ec amen e dos co edo-
es, a uma empe a u a supe io à do am-
bien e ex e io mas in e io à do colec o
de a sola . Nes e ipo de en ilação, o a ,
nos espaços com ocupação não-pe ma-
nen e, é aquecido que a pa i da adia-
ção sola que en a a a és das janelas lo-
calizadas nos co edo es e nos á ios, que
a a és do ele ado núme o de alunos que
pe manecem nes es ecin os no in e alo.
Nes a iloso ia, é conside ado que o a
en a a a és das po as p incipais, loca-
lizadas no és-do-chão, passa a a és dos
co edo es (que do és-do-chão, que do
p imei o piso) en a nos o i ícios locali-
zados nas po as (ou nou o local) dos es-
paços ocupados e sai a a és do sis ema
de exaus ão pa a o ambien e ex e io ,
a a és de a o çado, localizado nas jane-
las (ou nou o local);
Op ção 3: O caudal de eno ação do espaço,
a a és de a no o a uma em-
pe a u a mais ele ada, é p o-
enien e di ec amen e de um
colec o de a sola , ocupando
o almen e a zona dos elha-
dos ( e igu a 2). Nes e ipo
de en ilação o a é aquecido
num conjun o de ês g andes
colec o es de a sola es, ins a-
lados na á ea do elhado (cons-
i uindo a cobe u a do mesmo)
e injec ado nos compa imen os a a és
de um sis ema de condu as isoladas e -
micamen e.
A iloso ia u ilizada no sis ema de con olo,
do ní el da qualidade é mica (índice PMV)
e do a (concen ação do Dióxido de Ca -
bono), a se ins alado em cada uma das salas
ocupadas pode se obse ada na Tabela 1.
Nes a Tabela es ão ap esen adas, en e pa-
ên esis, as opções de en ilação a u iliza
conside adas nes e abalho, que na p imei a
coluna pa a a qualidade do a ecomenda-
ções ap esen adas pela no ma ANSI/ASHRAE
62.1 (2004) e pelo Dec e o-Lei n.º 79/2006
de 4 de Ab il, que na p imei a linha pa a a
qualidade é mica [ca ego ia C da no ma
CR 1752 (1988)], enquan o que nos es an-
es campos des a abela são ap esen adas as
suges ões inais. Na iloso ia u ilizada nes e
es udo, semp e que possí el, e -se-á em
conside ação que a u ilização de a p o e-
nien e do co edo ( e exemplo a) na Ta-
bela 1), de o ma a aumen a a eno ação
do a nes a zona, que a poupança de ene -
gia do colec o de a sola ( e exemplo b)
na Tabela 1), de o ma a e i a o consumo
de ene gia cap ada e a mazenada no colec-
o endo em con a o baixo ní el de adia-
ção sola du an e o In e no.
Ap esen ação e Discussão de Resul ados
Nas Figu as 3 a 6 podem se obse adas as
e oluções do ní el de con o o é mico, ín-
dice PMV, a que os ocupan es es ão sujei os
du an e as ac i idades lec i as, ob idos du-
an e o dia de simulação. Na Figu a 7 pode
se obse ada a e olução do alo da empe-
a u a do a nos colec o es, enquan o que
na Figu a 8 es á ep esen ada a e olução do
alo da concen ação do Dióxido de Ca -
bono libe ado pelos ocupan es em á ios
ipos de espaços. Em ambas as igu as, no
eixo das abcissas, encon a-se ep esen ado
o empo no sis ema cen esimal.
COMUNICAÇÃO
MECÂNICA
Figu a 2
Esquema dos colec o es de a sola es colocados na zona dos elhados ( ep esen ados a e melho)
PMV<-0.7
(colec o )
-0.7≤PMV≤0.7
(colec o /co edo /
ex e io )
PMV>0.7
(ex e io )
CO2<1800 mg/m3
(colec o /co edo /ex e io ) colec o co edo a) ex e io
CO2≥1800 mg/m3
(colec o /ex e io ) colec o ex e io b) ex e io
Tabela 1 – P o eniência do caudal de a em unção
da qualidade é mica (colunas) e da qualidade do a (linhas).
a) Encon a-se associado à u ilização de a mais esco do co edo ;
b) Encon a-se associado à poupança de ene gia dos colec o es
de a sola es, semp e que possí el.
De aco do com os esul ados ob idos na simulação é possí el con-
clui que:
De uma o ma ge al, em salas de aula ( e Figu a 3) com es e ipo
de sis ema de en ilação, a pa i do meio da manhã, é possí el
ga an i ní eis acei á eis de con o o é mico: nas salas com jane-
Figu a 3
E olução do índice PMV ob ido em salas de aula com janelas ol adas
a No e (sala 89), a Sul (sala 47) e simul aneamen e a Sul e a No e (sala 7)
-1,4
-0,7
0,0
PMV
0,7
1,4
8,50 10,25 12,00 13,75 15,50 17,25 empo (h)
PMV-7
PMV-47
PMV-89
Figu a 4
E olução do índice PMV ob ido em gabine es de abalho com janelas ol adas
a No oes e (sala 73), a Sudoes e (sala 76) e a Es e (sala 60)
PMV
-1,4
-0,7
0,0
0,7
1,4
8,50 10,25 12,00 13,75 15,50 17,25 empo (h)
PMV-60
PMV-73
PMV-76
Figu a 5
E olução do índice PMV ob ido nos co edo es localizados na en ada (sala 4),
na zona p incipal (sala 80) e secundá ia (sala 74)
PMV
-1,4
-0,7
0,0
0,7
1,4
8,50 10,25 12,00 13,75 15,50 17,25 empo (h)
PMV-4
PMV-74
PMV-80
Figu a 6
E olução do índice PMV ob ido em ou os compa imen os, nomeadamen e
a can ina dos alunos (sala 26), a biblio eca (sala 59), o audi ó io (sala 64)
e a sala dos p o esso es (sala 84)
PMV
-1,4
-0,7
0,0
0,7
8,50 10,25 12,00 13,75 15,50 17,25 empo (h)
PMV-26
PMV-59
PMV-64
PMV-84
Figu a 7
E olução do alo da empe a u a do a nos colec o es localizados
a No e (espaço 97), a Es e (espaço 96) e a Sul (espaço 95)
Ta (ºC)
empo (h)
10
15
20
25
30
35
8,50 10,25 12,00 13,75 15,50 17,25
PMV-95
PMV-96
PMV-97
Figu a 8
E olução do alo da concen ação do Dióxido de Ca bono libe ado pelos
ocupan es na can ina (sala 26), numa sala de aula (sala 52), no audi ó io (sala 64),
num gabine e (sala 73), num co edo secundá io (sala 74) e p incipal (sala 80)
e na sala dos p o esso es (sala 84)
C (mg/m3)
empo (h)
500
1.000
1.500
2.000
2.500
3.000
8,5 10,25 12 13,75 15,5 17,25
C-26 C-52 C-64 C-73 C-74 C-80 C-84
las ol adas a Sul po alo es posi i os do índice PMV, nas salas
ol adas a No e po alo es nega i os do mesmo índice, enquan o
que nas salas com janelas ol adas simul aneamen e a Sul e a No e
são ga an idas condições óp imas de con o o é mico;
Nos gabine es localizados no bloco Es e ( e Figu a 4), de uma
o ma ge al, as condições de con o o são ga an idas na pa e da
a de, enquan o que nos gabine es localizados nos ou os blocos
es as condições são ga an idas na maio pa e do dia. Nes a Figu a
pode obse a -se que nos gabine es 76 e 60, ao inal da a de, se
ob ém um bom con olo do sis ema de en ilação ao ga an i um
ní el es á el do índice PMV;
Nas zonas de en ada dos co edo es, os ní eis de con o o não
são ga an idos. No en an o, na zona p incipal e secundá ia dos co -
edo es e á ios, do p imei o piso, no in e alo, de ido à p esença
dos ocupan es, são ga an idas condições acei á eis, p incipalmen e
na pa e inal do in e alo ( e Figu a 5);
Nos ou os compa imen os ( e Figu a 6), são conseguidos, de
uma o ma ge al, ní eis acei á eis de con o o é mico, e o sis ema
de en ilação, p incipalmen e na pa e da a de, quando exis e
ene gia cap ada e acumulada em ní eis su icien es nos colec o es
de a sola es, consegue ga an i ní eis acei á eis de con o o en-
quan o os espaços es ão ocupados;
O colec o mais pequeno, localizado no bloco Es e, em mais di i-
culdade em ga an i ní eis de con o o é mico de ido às dimen-
sões eduzidas, o que não acon ece com os ou os dois colec o es
( e Figu a 7). Uma solução pode á se a u ilização de a quen e
no bloco Es e, p o enien e de ou os blocos. No en an o, es a ilo-
so ia implica uma ges ão ligei amen e di e en e dos caudais de a ;
Rela i amen e à qualidade do a , a me o-
dologia p opos a ga an e ní eis acei á eis
na maio pa e dos compa imen os, ape-
sa de alguns picos e i icados nos co edo-
es p incipais du an e os in e alos, nos ins-
an es iniciais das aulas no audi ó io, a meio
do ho á io de almoço, na pa e inal dos in-
e alos na sala dos p o esso es e na pa e
inal do dia nos gabine es ( e Figu a 8).
Es es picos de em-se ao ac o dos sis emas
de ex acção de a se em dimensionados e
ins alados em espaços com ocupação pe -
manen e e não e em em conside ação a
ocupação não pe manen e, como é o caso
dos co edo es. Es e p oblema pode á se
solucionado u ilizando uma co ecção no
cálculo de caudal olúmico de eno ação
nos espaços com ocupação pe manen e [ e
Conceição e Lúcio (2006 b)].
Conclusões
Nes e abalho oi ap esen ado um p ojec o
de um sis ema de en ilação e micamen e
mais e icien e a se implemen ado num edi-
ício escola , em condições de In e no, na
egião do Alga e. O sis ema de en ilação
ap esen ado, baseado na eno ação do a
em espaços ocupados p o enien e do am-
bien e ex e io , de colec o es de a sola es
e dos co edo es, e a me odologia de con-
olo desen ol ida pe mi e, de uma o ma
ge al, p opo ciona aos ocupan es ní eis
acei á eis de qualidade do a e, simul anea-
men e, de con o o é mico, com eduzi-
dos ní eis de consumo ene gé ico po pa e
des e ipo de edi ícios.
Os colec o es de a sola es ap esen ados con-
seguem assegu a , p incipalmen e no inal da
manhã e du an e a a de, ní eis de aqueci-
men o acei á eis na maio pa e dos espaços
ocupados, apesa do colec o mais pequeno
ap esen a uma maio di iculdade em ga an-
i es as condições do que os maio es. Uma
das possibilidades pa a ul apassa es e as-
pec o menos a o á el pode á se a u ilização
de a quen e p o enien e dos colec o es de
maio dimensão de ou os blocos, no aqueci-
men o de espaços do bloco si uado a Es e.
A me odologia ap esen ada pe mi e assegu-
a ní eis acei á eis de qualidade do a (à
excepção de pequenos picos) e de con o o
é mico, com baixos ní eis de consumo de
ene gia. A qualidade é mica é melho no
inal da manhã e na pa e da a de, enquan o
que a qualidade do a é melho na pa e da
manhã.
No u u o se ão desen ol idos pad ões de
u ilização dos sis emas de en ilação ípicos,
de o ma a sup imi o sis ema de con olo
au omá ico nes e ipo de iloso ia de en i-
lação. Es es di e en es pad ões de u ilização,
pa a os á ios espaços e pa a di e en es ho-
á ios, pode ão p opo ciona um sis ema de
en ilação al e na i o, em que as opções da
p o eniência de eno ação do a são p e ia-
men e de inidas e pode ão se con oladas
manualmen e ao longo do dia.
Ag adecimen os
Es e abalho oi ealizado no âmbi o de um
p ojec o ap o ado e inanciado pela Funda-
ção pa a a Ciência e a Tecnologia e pelo P o-
g ama Ope acional Ciência e Ino ação 2010
(POCI 2010), compa icipado pelo Fundo
Comuni á io Eu opeu FEDER.
1 Faculdade de Ciências do Ma e do Ambien e,
Uni e sidade do Alga e
Campus de Gambelas, 8005-139 Fa o, Po ugal
E-mail: [email p o ec ed]
2 Ag upamen o Ve ical P o esso Paula Noguei a /
Di ecção Regional de Educação do Alga e
R. Comunidade Lusíada,
8700-000 Olhão, Po ugal
E-mail: [email p o ec ed]
ANSI/ASHRAE S anda d 62.1, 2004. Ven ila ion o accep-
able indoo ai quali y, ASHRAE, A lan a.
Conceição, E. e Lúcio, M.ª M., 2005. Es udo é mico de
edi ícios escola es na egião do Alga e em condições de
In e no, Qua o Encon o Nacional do Colégio de Enge-
nha ia Mecânica, Lisboa, Po ugal, 2 a 4 de Junho de
2005.
Conceição, E. e Lúcio, M.ª M., 2006 a. Nume ical s udy
o he mal esponse o school buildings in Summe con-
di ions, Heal hy Buildings 2006, Lisboa, Po ugal, 4 a 8 de
Junho de 2006.
Conceição, E. e Lúcio, M.ª M., 2006 b, Ai quali y inside
compa men o a school building: ai exchange moni o-
ing , e olu ion o ca bon dioxide and assessmen o en-
ila ion s a egies, The In e na ional Jou nal o Ven ila ion,
Reino Unido, Vol. 5, N. 2, Sep embe 2006.
Conceição, E., 2003. Nume ical simula ion o buildings
he mal beha iou and human he mal com o mul i-node
models. Building Simula ion 2003, Eindho en, Holanda,
11 a 14 de Agos o de 2003.
Conceição, E., Sil a, A. e Lúcio, M.ª M., 2004. Nume ical
s udy o he mal esponse o school buildings in Win e
condi ions. RoomVen 2004, Coimb a, Po ugal, 5 a 8 de
Se emb o de 2004.
CR 1752, 1998. Ven ila ion o buildings design c i e ia o
he indoo en i onmen . CEN. B uxelas.
Dec e o-lei n.º 79/2006 de 4 de Ab il. Regulamen o dos
sis emas ene gé icos de clima ização em edi ícios (RSECE),
Diá io da República, I Sé ie-A, N. 67, 4 de Ab il.
Fange , P., 1970. The mal com o : analysis and applica-
ions in en i onmen al enginee ing. McG aw-Hill Book
Company. Es ados Unidos.
Iqbal, M., 1983. An in oduc ion o sola adia ion, Acade-
mic P ess, Canada.
BIBLIOGRAFIA
COMUNICAÇÃO
MECÂNICA
a ual de supo e à ealização dos á ios ipos de ob as, que no -
malmen e é p oduzida no âmbi o do p ojec o pela equipa p ojec-
is a, ap esen a-se sob di e sos o ma os e com con eúdos mui o
díspa es em ex ensão e subs ância, não dispondo o meio écnico de
e amen as auxilia es écnicas e o ganiza i as que lhe acili em o
abalho.
Des e modo, o na-se consensualmen e econhecida pelos di e en-
es in e enien es na ac i idade, a necessidade de u ilização de sis-
emas es u u ados de in o mação écnica que in eg em con eúdos
s anda dizados de e e ência e p ocessos uncionais pa a a sua ges-
ão e o ganização.
Iden i icada es a necessidade, di e sos países dispõem já, que de
modelos de p ocessos adap ados aos di e en es ipos de ob as, que
de in o mação écnica e e amen as in o má icas pa a ges ão des a
in o mação. Em mui os casos es e abalho em sido p omo ido ou
pa ocinado pelo Es ado como o ma de in e i no sen ido da me-
lho ia do sec o .
Com o desen ol imen o do p ojec o P oNIC
®
p e ende-se, à se-
melhança do que acon eceu nos casos e e idos, con ibui pa a a
esolução das debilidades iden i icadas no pano ama nacional.
Es u u a e Con eúdos P oNIC
®
A e amen a P oNIC
®
é cons i uída po uma base de dados de co-
nhecimen o sob e os abalhos de cons ução e po um conjun o de
aplicações in o má icas que pe mi em a ges ão e a iculação dos
con eúdos, e a sua u ilização pelos di e en es agen es do p ocesso
cons u i o.
In odução
P oNIC
®
designa o “P o ocolo pa a a No malização da In o mação
Técnica na Cons ução” e e e e-se a um p ojec o de in es igação
cujo objec i o essencial é desen ol e um conjun o sis ema izado e
in eg ado de con eúdos écnicos c edí eis, supo ados po uma e -
amen a in o má ica mode na, e que se p e ende possam cons i ui
um e e encial pa a odo o sec o da cons ução po uguesa.
O p ojec o oi ap o ado em Dezemb o de 2005, no âmbi o do P o-
g ama Ope acional Sociedade do Conhecimen o (POSC) e e e
como en idades p omo o as a DGEMN (Di ecção Ge al dos Edi-
ícios e Monumen os Nacionais), o INH (Ins i u o Nacional da Ha-
bi ação) e a EP (Es adas de Po ugal). Recen emen e, com a ex in-
ção da DGEMN e do INH, a esponsabilidade da ges ão do p o-
jec o passou a se assumida pelo IHRU (Ins i u o da Habi ação e
Reabili ação U bana) e pela EP.
O desen ol imen o do abalho écnico do P oNIC
®
é assegu ado
po um consó cio, c iado pa a o e ei o, no qual pa icipam o Ins i-
u o da Cons ução (IC-FEUP), o Labo a ó io Nacional de Enge-
nha ia Ci il (LNEC) e o Ins i u o de Engenha ia de Sis emas e Com-
pu ado es do Po o (INESC-Po o).
Debilidades Iden i icadas no Sec o
A cons ução po uguesa ap esen a ainda p oblemas de e iciência
em múl iplos domínios, que se aduzem, que em al a de quali-
dade das ealizações, que em en abilidades das o ganizações in e -
enien es no p ocesso cons u i o in e io es às possí eis de alcança ,
com a consequen e epe cussão nos cus os dos p odu os.
As causas des as debilidades es ão associadas a á ios ac o es, po-
dendo-se, no en an o, a i ma que, en e os ele an es, se incluem
os p oblemas de comunicação en e os di e en es agen es do sec o
e que esul am, designadamen e, de:
ausência de documen os écnicos de e e ência ela i os à in o -
mação sob e a execução dos abalhos e ma e iais que lhes es ão
associados;
di iculdade de eunião e di ulgação das no mas, especi icações e
ex os écnicos;
inexis ência de con eúdos de u ilização gene alizada pa a ge ação
de Mapas de T abalhos e Cade nos de Enca gos.
Assim, no con ex o ac ual, a documen ação de índole écnica e con-
ANÁLISE
P oNIC®
Sis ema de Ge ação
e Ges ão de In o mação
Técnica pa a Cade nos
de Enca gos
Documen os écnicos
con a uais
Edi ícios:
Cons ução no a
Edi ícios: Reabili ação
Es adas
ÂMBITO
Es u u a de desag egação
de abalhos
Especi icações de abalhos
de cons ução
Especi icações de ma e iais
Cus os e Recu sos
In o mação sob e
manu enção e segu ança
Pla a o ma Elec ónica:
Módulos de in e ace com o u ilizado
Base de Dados
de Con eúdos Técnicos
No que se e e e ao âmbi o ab angido pelo P oNIC
®
, o abalho de-
sen ol ido con empla duas g andes á eas da cons ução: Edi ícios
em Ge al e In a-Es u u as Rodo iá ias. Nos Edi ícios são a adas
as á eas da Cons ução No a e da Reabili ação.
A base de dados inclui a in o mação écnica que pe mi e ge a :
a iculados de alhados e exaus i os pa a c iação de Mapas de T a-
balhos e Quan idades;
ichas de Execução de T abalhos;
ichas de Ma e iais.
Nas ob as de Edi ícios es abeleceu-se um p imei o ní el de desa-
g egação em que se incluem dois g andes g upos de abalhos: os
abalhos de cons ução em ge al e as écnicas de eabili ação.
O modelo de desag egação adop ado nos abalhos de cons ução
em ge al segue, no undamen al, os c i é ios habi uais que êm po
base as eg as de medição do LNEC (Fonseca, M., 1997), is o é,
uma di isão da ob a em capí ulos co esponden es às di e en es
“a es” ou especialidades, endo-se in oduzido algumas modi ica-
ções ao modelo no malmen e u ilizado, de o ma a aduzi a e o-
lução dos p ocessos, me odologias, ecnologias de cons ução e pe s-
pec i as no ma i as eu opeias (Figu a 1).
O g upo dos abalhos especí icos de eabili ação (que a é à da a
não se encon a a a ado de uma o ma sis ema izada) segue uma
abo dagem po écnicas de in e enção enca adas como um con-
jun o in eg ado, sendo es as écnicas enquad adas em capí ulos se-
guindo a mesma desag egação da ob a no a.
A desag egação pa a os ní eis seguin es é e ec uada po c i é ios e-
lacionados com os elemen os de cons ução e com os ipos de ma-
e iais u ilizados, pe co endo-se uma es u u a em á o e a é se
de ini um a igo que co esponda a uma medição de um abalho
especí ico a que co esponde á um p eço uni á io indi idualizado.
No que se e e e às ob as de in a-es u u as odo iá ias, a opção
omada oi a de man e a iloso ia de desag egação p imá ia es abe-
lecida no Cade no de Enca gos da EP, is o é, di isão po capí ulos
co esponden es aos g andes g upos de abalhos de es adas, e adap-
a o p ocesso de cons ução do a iculado à me odologia adop ada
pa a as ob as de edi ícios (Figu a 2).
ANÁLISE
1Es alei o 14 Elemen os de Ca pin a ia
2T abalhos P epa a ó ios 15 Elemen os de Se alha ia
3Demolições 16 Elemen os de Ma e iais Plás icos
4Mo imen os de Te as 17 Isolamen os e Impe meabilizações
5A anjos Ex e io es 18 Re es imen os e Acabamen os
6Fundações e Ob as de Con enção 19 Vid os e P eenchimen os
7Es u u as de Be ão A mado
e P é-es o çado
20 Pin u as e En e nizamen os
21 Ins alações e Equipamen os de Águas
8Es u u as Me álicas 22 Ins alações e Equipamen os Mecânicos
9Es u u as de Madei a 23 Ins alações e Equipamen os Eléc icos
10 Es u u as de Al ena ia e Can a ia 24 Ascenso es, Mon a-Ca gas,
Escadas Mecânicas e Tape es Rolan es
11 Es u u as Mis as
12 Pa edes 25 Equipamen o Fixo e Mó el
13 Elemen os de Can a ia 26 Di e sos
Figu a 1 – Ob as de Edi ícios – Es u u ação dos Capí ulos
HISTORIA
go dos, óleos ou qualque espécie, azei es,
go du as, e c.; 2.º – Explo a as indús ias
de sabão e elas, e as indús ias anexas; 3.º
- Explo a as indús ias dos ácidos: sul ú-
ico, clo íd ico e ní ico, dos supe os a os,
dos adubos em ge al, dos sais de cob e e e o,
e ou as co ela i as; 4.º - Exe ce a indús-
ia dos anspo es e es es, lu iais ou
ma í imos, ou coope a nela em o dem a a-
cili a e melho a as condições da explo a-
ção dos es abelecimen os que lhes pe ençam
ou adminis e; 5.º - Explo a qualque ou a
indús ia, quando assim o en endam o Con-
selho de Adminis ação e o Conselho Fiscal;
6.º - Exe ce o comé cio de ma é ias-p imas
e p odu os manu ac u ados; e 7.º – Adqui i
e explo a quaisque concessões minei as ou
de ou a na u eza, p i ilégios e quaisque es-
abelecimen os indus iais e come ciais”.
16
Em Agos o de 1921 a sede da CUF é ans-
e ida da A . 24 de Julho pa a a Rua do Co-
mé cio.
É já a a és da no a Sociedade Ge al de Co-
mé cio, Indús ia e T anspo es, Lda., que
Al edo da Sil a in e ém, em 1920, na ad-
minis ação da Companhia do Congo Po -
uguês, pa a ga an ia dos seus c édi os nes a
emp esa, e pa a o desen ol imen o do co-
mé cio e explo ação de concessões colo-
niais.17 Começa a se cada ez mais e iden e
o in e esse do indus ial da CUF em ala ga
a sua ac i idade nas colónias. Logo no ano
seguin e cons i ui-se, sob o nome de An ó-
nio Sil a Gou êa, Lda., uma sociedade, endo
como sócios An ónio da Sil a Gou eia e a
Sociedade Ge al de Comé cio, Indús ia e
T anspo es, Lda.. A sociedade inha em is a
a nacionalização do comé cio da colónia,
onde An ónio da Sil a Gou eia domina a o
comé cio local e o me cado das oleaginosas.
Em b e e a Casa Gou eia domina ia boa
pa e da economia da Guiné.
Chegou en ão o empo e a opo unidade de
Al edo da Sil a en a no mundo bancá io:
quando em Ma ço de 1921 é modi icada a
cons i uição e ele ado o capi al da Casa Hen-
iques To a e C.ª, que passa a denomina -
-se José Hen iques To a, Lda., a Sociedade
Ge al adqui iu mais de me ade do capi al
subsc i o
18
.
Al edo da Sil a pe manecia em Mad id mas
iaja a cada ez mais amiúde a é Lisboa. No
decu so de mais um eg esso de comboio a
Mad id, dois dias depois da ágica “noi e
sang en a”, Al edo da Sil a é de no o al o
de um a en ado a i o de que sai e ido.
Acon eceu em Lei a, no dia 21 de Ou ub o
de 1919.
Semp e ins alado no Ri z, o seu exílio e-
pa e-se ago a en e Pa is e Mad id (onde
mon a um esc i ó io da CUF). Daí comanda,
con ola e ela pelo con ínuo c escimen o
dos seus negócios. Todos os anos c esce o
núme o de unidades ma í imas que a Socie-
dade Ge al ai adqui indo em Ingla e a, em
Po ugal (aos T anspo es Ma í imos do Es-
ado), em Espanha, na Alemanha ou na Ho-
landa, cons i uindo uma o a come cial de
conside á el dimensão. Ins ala em edi ício
p óp io uma áb ica de enxo e em Vila No a
de Gaia, em 1924.
Assis e ao golpe mili a de 28 de Maio de
1926 com expec a i a e simpa ia no mesmo
ano em que adqui e a áb ica me alú gica
“P omi en e” (cujas ins alações con ina am,
pa a lá do des io do apeadei o, com a União
Fab il). E, quando nesse ano se encon a em
e isão o egime pau al, são pa cialmen e
a endidas algumas das eclamações da Com-
panhia União Fab il, des inadas a impedi
a li e conco ência do es angei o aos su-
pe os a os e óleos comes í eis de p odução
nacional.
19
Os en áculos da sua ac i idade chegam a
odos os sec o es e a odo o lado, a é po que
é signi ica i o o in es imen o na ins alação
de pos os de enda di ec a ao público po
odo o País. E, os es a u os da CUF, no a-
men e al e ados, au o izam-na a explo a ,
além das que já explo a, qualque ou a in-
dús ia, ainda que o exe cício dela dependa
de licença, au o ização, con énio ou con a o,
e imponha ex ensão dos enca gos e ob igações
a assumi ; igual au o ização ica es abelecida
ela i amen e a concessões minei as ou dou-
a na u eza, p i ilégios e quaisque es abe-
lecimen os come ciais ou indus iais.
20
Embo a nesse ano enha acassado uma p o-
pos a que ap esen ou pa a a enda os Ca-
minhos-de- e o do Es ado, 1927 é mais uma
da a emblemá ica na his ó ia da ac i idade
do i ã indus ial. É ano em que, po esc i-
u a de 1 de Agos o, Al edo da Sil a c ia A
Tabaquei a, de que a Sociedade Ge al e a
Casa José Hen iques To a, Lda. de êm, em
conjun o, 60% do capi al social. É o im do
monopólio do abaco na mão da Companhia
Po uguesa de Tabacos, com a bênção do ge-
ne al Sinel de Co des, que, e e indo-se ao
assun o da adjudicação, p es a a Al edo da
Sil a uma signi ica i a homenagem, decla-
ando publicamen e que o céleb e indus ial
sabe mui o bem o que az e de modo nenhum
imobiliza ia os seus capi ais sem a compe-
en e con apa ida.
21
O in es imen o em no os sec o es não im-
pede que Al edo da Sil a á cons an emen e
eape echando, eno ando e mode nizando
as suas ins alações ab is mais an igas. No
inal dos anos 20 es á em cu so um p og ama
de ans o mação das áb icas e de cons u-
ção de no as ins alações no Ba ei o. En am
em labo ação duas áb icas de ácidos, é con-
cluída a cons ução de uma no a áb ica de
sul a o de cob e que pe mi i á duplica a p o-
dução da Companhia, en am em labo ação
as no as áb icas de sul a o de cob e e de
oxigénio, deco em os abalhos de cons u-
ção de uma no a áb ica de ecelagem, é
cons uída uma pon e-cais pe mi indo a acos-
agem di ec a de apo es a é 1500 onela-
das, e de lanchões e aga as em odas as
ma és, ao mesmo empo que se le am a cabo
expe iências sob e a adubação acional dos
igos.
22
P ossegue, ambém, o p og ama de
cons ução de a mazéns de enda di ec a ao
16 Álbum ... op. ci ., p. 26. | 17 Idem, p. 27. | 18 Idem. | 19 Idem, p. 29. | 20 Idem, p. 30. | 21 A. Dias Miguel, op. ci ., p. 163. | 22 Idem, p. 166-167.
23 Álbum ... op. ci ., p. 33. | 24 Álbum ... op. ci ., p. 34. | 25 Álbum ... op. ci ., p. 35. | 26 A. Dias Miguel, op. ci ., p. 183. | 27 Álbum ... op. ci ., p. 37.
P epa ação e empaco amen o de ciga os e cha u os
nas o icinas de “A Tabaquei a”, no Poço do Bispo
público dos p odu os da Companhia pelo
país o a que se p olonga á nos anos seguin-
es. Já no início dos anos 30 e mina o a-
b ico de ju a na áb ica do Ra o, azendo-se
a sua cen alização no Ba ei o
23
pa a onde
se ão igualmen e ans e idas a áb ica de a-
pe es e passadei as do Ra o
24
e a áb ica de
óleo de mendobi do La go das Fon aínhas.
En usias a da Campanha do T igo, lançada
pelo Go e no da Di adu a, da qual e á sido
um dos g andes bene iciá ios na medida em
que a campanha incen i ou a u ilização de
adubos, Al edo da Sil a assis e à ascensão
de Salaza ao pode , compa ilhando com ele
a on ade de e um go e no o e capaz de
epo os p incípios basila es da o dem e da
disciplina inancei a, en e ou os. Ins i ucio-
nalizado o Es ado No o, Al edo da Sil a oi
p ocu ado à Câma a Co po a i a na I Le-
gisla u a (1934-1938), azendo pa e da sec-
ção das Indús ias Químicas e Me alú gicas.
Já em 1934 ap o ei a a liquidação da Com-
panhia do Congo Po uguês pa a a CUF pas-
sa a assumi oda a ac i idade an e io men e
exe cida po aquela emp esa, que em Á ica,
que no con inen e e no es angei o.
25
Passados dois anos decide lança -se em mais
um p ojec o a ojado e de impo an e im-
pac o pa a a indús ia nacional ao conco e
ao a endamen o do Es alei o Na al do Es-
ado, com a explo ação das o icinas e das
docas do Po o de Lisboa. Po dec e o de 15
de Dezemb o de 1936, Al edo da Sil a en-
a a no amo da cons ução na al. No ano
seguin e es a am em cons ução no es alei o
na al da CUF os bacalhoei os C eoula e
San a Ma ia Manuela.
Eclode a II Gue a Mundial, quando, no Ba -
ei o, se mon a a um no o o no pa a aços
eléc icos e es a am em ias de conclusão as
ob as pa a o ab ico de sabão po meio do
apo . A gue a coloca -lhe-á, como já acon-
ece a no passado, di iculdades de abas eci-
men o, mas a ac i idade da CUF é eb il, a
sua independência económica e inancei a
c escen e. Aos p o ei os habi uais jun am-
-se os ge ados pelos “negócios de gue a” e
as opo unidades aga adas de aumen a o
seu impé io indus ial adqui indo a áb ica
de ecidos Villa Augus o Ba ei os ou mon-
ando uma se alha ia em Sou e ou, mais
impo an e, comp ando, na P ima e a de
1941, a he dade da Pa ada (no Rossio ao
Sul do Tejo) pa a a ins alação de uma indús-
ia de azo o
26
, udo is o enquan o deco ia
a cons ução dos edi ícios pa a as áb icas de
ex acção do bagaço de azei ona em Canas
de Senho im e Sou e. No ano seguin e,
ob ém a licença necessá ia pa a a ins alação
de uma no a áb ica de ácido os ó ico, o
que lhe pe mi i á ab ica adubos concen-
ados
27
.
Em 1942 Al edo da Sil a en a do amo
dos segu os undando, po esc i u a de 23
de Ab il, a Companhia de Segu os Impé io
no que e á con ado com a impo an e pa -
icipação do seu gen o Manuel de Mello.
Poucos meses depois, a 22 de Agos o, mo -
eu em Sin a. Cump indo a sua exp essa
de e minação, os seus
es os mo ais o am as-
ladados em 1949 pa a o
Ba ei o pa a mausoléu
p óp io si uado nos e -
enos do cen o indus-
ial po ele c iado.
Cons uções e epa ações na ais. No as unidades
lançadas ao ma e ba cos an igos em epa ação.
O
ísico ame icano Richa d Phyllips Feyn-
man (1918-1988) oi um dos cien is as
mais ca ismá icos de odos os empos.
De um b ilhan ismo e o iginalidade in en-
sas, a sua ida e ca ei a e lec em não ape-
nas uma eno me paixão pela Física mas,
acima de udo, pela ida.
Feynman é ão amoso pela sua colabo ação,
enquan o ecém-dou o ado, na equipa de
cien is as que em Los Alamos concebeu a
bomba a ómica, como pelas b incadei as que
azia, como di e i -se a ab i os co es- o -
es onde e am escondidos os seg edos a ó-
micos. Pela sua c iação da Elec odinâmica
Quân ica, que lhe aleu o Nobel da Física
em 1965, como po se equen ado de ba es
de opless (onde, e iden emen e, se concen-
a a em p oblemas de Física – desenha a
diag amas de Feynman nos gua danapos).
Pelas suas magis ais Feynman Lec u es on
Physics, com que no início dos anos 60 e-
o mou o ensino da Física no Cal ech (e
ainda são in e nacionalmen e ob a de e e-
ência no ensino da Física), como pela sua
paixão po oca bongo (há ídeos de Feyn-
man a oca bongo no you ube). Pela sua
explicação, em en e a câma as de TV, do
aciden e do Challenge , me gulhando uma
anilha de bo acha em água gelada, mos-
ando que pe dia a elas icidade, ou po des-
ila no Ca na al do Rio com escolas de
samba.
As Feynman s o ies são às dezenas – peque-
nas his ó ias pa adigmá icas que ilus am
an o a sua cu iosidade como a abo dagem
p o undamen e acional e no-nonsense das
mais a iadas ques ões, da Física Teó ica mais
abs ac a à ida p á ica. O p óp io Feynman
decidiu coligi-las em dois an ás icos olu-
mes au obiog á icos, Es á a b inca , S . Feyn-
man e Nem semp e a b inca , S . Feynman,
edi ados em Po ugal pela G adi a.
Feynman e a um homem com ace as sem
dú ida geniais – a cu iosidade, a in eligên-
cia, a apidez e p o undidade de aciocínio.
Mas e a um se bem humano, com as limi-
ações, con adições e aquezas dos se es
humanos. Tal ez uma das ca ac e ís icas mais
ma can es do seu génio osse p ecisamen e
a o ma como conseguia não enega , mas
sim conhece e con i e bem com a sua hu-
manidade.
Uma his ó ia que ilus a bem es a sua ca ac-
e ís ica é a que icou conhecida como osci-
lação de Feynman.
O jo em e b ilhan e Feynman inha concluí -
do o seu Dou o amen o em 1942, na Uni-
e sidade de P ince on. Mesmo an es de o
conclui já inha sido econhecido como um
dos ísicos mais alen osos da no a ge ação;
C ónica
O an idep essi o
de Feynman
Como um génio ecupe ou da dep essão,
e o mulando a Física e ganhando o Nobel pelo caminho
Jo ge Buescu *
C ónica
assim, oi imedia amen e ec u ado pa a o
P ojec o Manha an, em Los Alamos, onde
conheceu e con i eu com odos os g andes
nomes da Física do seu empo.
Ao mesmo empo, a sua ida pessoal es a a,
aos 23 anos, em desag egação. A sua paixão
de semp e, A line, com quem i ia casa assim
que e minasse o Dou o amen o, con aí a
ube culose, na al u a uma doença mo al
(os an ibió icos especí icos ainda não inham
sido ap o ados).
Censu ado pela amília, Feynman casou com
A line, que se mudou pa a um sana ó io
pe o de Los Alamos. Du an e mais de dois
anos Feynman abalhou em Los Alamos,
indo isi a A line semp e que podia. A p in-
cípio não se ape cebeu, mas ela de inha a,
indo a mo e em Junho de 1945. P o un-
damen e a ec ado, Feynman oi passa umas
semanas com os pais, eg essando ao No o
México pa a assis i ao u o do seu aba-
lho: a p imei a explosão nuclea – acon eci-
men o indelé el pa a odos os p esen es, e
expe iência com algo de aus iano.
Te minada a II Gue a Mundial, Feynman é
con a ado pela Uni e sidade de Co nell, e
muda-se pa a lá assim que pode. Ten a pô
as suas aumá icas expe iências pa a ás
das cos as. Mas dali a pouco empo mo e
o seu pai, po quem inha eno me a ec o e
admi ação.
Aos 26 anos, em poucos meses, Feynman
inha pe dido odos os elos com a sua ida
passada. E a iú o, ó ão de pai e quase não
inha elação com a mãe (que se inha opos o
ao casamen o). Vi ia a essaca da expe iên-
cia aus iana de os Alamos. E a um excelen e
p o esso em Co nell, mas inha pe dido o-
almen e o p aze em aze Física. E sen ia-
-se mui o culpado po isso, o que só ag a-
a a a sua impo ência.
Hoje em dia di -se-ia que Feynman es a a
em dep essão p o unda.
O p óp io Feynman con a o que se passou a
pa i daqui no capí ulo O P o esso Digni i-
cado do li o Es á a b inca , S . Feynman.
A sua si uação de cien is a b ilhan e em ase
de bu nou de ia se mais ou menos e i-
den e: Feynman oi chamado po Robe
Wilson, di ec o do labo a ó io de Co nell.
Wilson começou po e i a a p essão de
cima de Feynman, dizendo-lhe pa a não se
p eocupa de odo com es a ase imp odu-
i a da sua ca ei a, libe ando-o do sen i-
men o de culpa.
Feynman sen iu-se mais le e. E depois e-
lec iu sob e o que se es a a a passa con-
sigo. A Física não lhe da a p aze ago a; mas
ele cos uma a gos a de aze Física. Po quê?
Nas suas pala as:
“Eu cos uma a b inca com ela. Cos uma a
aze aquilo que me ape ecia – não po que
osse impo an e pa a o desen ol imen o da
Física Nuclea , mas sim po que e a in e es-
san e e di e ido pa a mim. Quando es a a
no liceu, olha a pa a um io de água que es-
co ia de uma o nei a, e endo-o a ica mais
ino à medida que caía, e pensa a em de e -
mina a o ma dessa cu a. (...) Não inha
de o aze ; não e a impo an e pa a o u u o
da Ciência; ou as pessoas já o inham ei o.
Mas isso não azia di e ença: eu in en a a
coisas pa a minha p óp ia di e são.”
“Desen ol i po an o es a no a a i ude. Ago a
que es ou esgo ado e que sei que nunca hei-
-de consegui aze nada, enho es a boa po-
sição na Uni e sidade ensinando coisas de
que gos o, e leio as 1001 Noi es po p aze ,
ou apenas b inca com a Física, sem me
impo a minimamen e com a impo ância
do que es ou a aze .”
Feynman inha dado o p imei o passo pa a
sai do ciclo icioso da dep essão: libe ando-
-se do sen imen o de culpa, inha decidido
abalha apenas nos assun os que lhe des-
sem p aze , que o di e issem – indepen-
den emen e da sua impo ância in ínseca.
Uma semana depois, Feynman es a a na ca-
e a ia da Uni e sidade. Um es udan e a i-
ou um p a o ao a , em o ação, e Feynman
no ou um ac o cu ioso. Concen ando-se
no mo imen o do medalhão e melho da
Uni e sidade e i icou que, à medida que o
p a o oda, o plano de o ação oscila ligei a-
men e pa a cima e pa a baixo. Feynman e-
pa ou ambém que a oscilação e a mais á-
pida do que a o ação.
O comum dos mo ais, sob e udo em es ado
dep essi o, e mina ia o seu ca é e eg essa-
ia à sua dep essão. Mas não Feynman. Eis
o que ele diz sob e o assun o:
“Não inha nada pa a aze , po an o come-
cei a esol e as equações do mo imen o do
p a o em o ação. Descob i que, quando o
ângulo é mui o pequeno, o medalhão oda
duas ezes mais dep essa do que a oscilação
do p a o – uma azão de dois pa a um. Is o
deduzia-se de uma equação mui o complexa!
Depois pensei se pode ia ha e uma o ma
mais undamen al de deduzi essa azão de
dois pa a um. Não me lemb o como é que
o iz, mas consegui demons a , olhando pa a
as o ças e pa a a dinâmica, que a azão en e
as equências é dois pa a um”.
B incadei a p oposi ada pa a engana o lei o
desp e enido, bem ao es ilo de Feynman?
C ónica
Alguns diag amas
de Feynman
Simples
con usão ao
desc e e os ac-
os 40 anos depois?
Nunca sabe emos. A e -
dade é que a azão das e-
quências acima desc i a es á in-
e ida: o p a o oscila com equên-
cia duas ezes supe io à equência de
o ação, e não o con á io. O lei o pode en-
a es a expe iência no con o o do seu la :
bas a a i a ao a um p a o em o ação num
plano ligei amen e inclinado em elação à
e ical. No en an o, a azão en e as e-
quências é de ac o dois pa a um.
Feynman icou en usiasmado com a sua des-
cobe a. Depa ou-se com o ísico Hans Be he
(um dos esponsá eis pela sua ida pa a Co -
nell e u u o p émio Nobel em 1967) e con-
ou-lhe udo sob e o p a o em o ação. A
eacção de Be he oi: “Pa ece in e essan e,
Feynman. Mas qual é a impo ância disso?”
“Hah!”, esponde Feynman. “Não em im-
po ância nenhuma. Es ou a aze is o po -
que me di e e”.
A no a a i ude de Feynman e a a de e p a-
ze na Física e aze a Física que lhe desse
p aze . E oi es e o an idep essi o de Feyn-
man: uma descobe a que não podia es a
mais no in e io da Mecânica Clássica: a es-
sonância 2:1 na oscilação de um p a o em
o ação. Es e enómeno é conhecido hoje
em dia como oscilação de Feynman (Feyn-
man wobble). O lei o pode encon a uma
explicação des e enómeno, bem como uma
apple in e ac i a que o simula, em h p://
k.upjs.sk/~ uleja/ science/osp/con en s/
physicsClub/ eynmanPla e.h ml.
No en an o, es e é apenas o p incípio de uma
his ó ia com inal eliz – na e dade, com o
inal mais eliz possí el pa a um ísico: o P é-
mio Nobel. O encon o com Be he não o
desenco ajou, pelo con á io. Vol emos a da
a pala a a Feynman:
“Con inuei a desen ol-
e as equações das oscilações.
Depois comecei a pensa na o ma como
as ó bi as dos elec ões se mo em po e ei-
os ela i ís icos. E na equação de Di ac em
elec odinâmica. E depois na Elec odinâmica
Quân ica. E, an es mesmo de da po isso ( oi
udo mui o ápido), es a a a “b inca ” – a a-
balha , na e dade – com o an igo p oblema
de que gos a a an o, no qual inha deixado
de abalha quando ui pa a Los Alamos: os
meus p oblemas de Dou o amen o; odas
essas coisas ma a ilhosas e o a de moda”.
Em 1947, “ o a de moda” de e le -se como
signi icando que Feynman não es a a a aba-
lha em assun os de pon a em Física Nuclea
(a g ande p io idade do pós-Gue a). O que
Feynman es a a a aze e a a epensa os un-
damen os da Mecânica Quân ica a pa i das
in e acções mais básicas da Elec odinâmica.
Em pa icula , embo a não seja explici amen e
a i mado, a pon e pa ece e sido a in e p e-
ação do ac o de o elec ão e spin 1/2 em
e mos de um análogo ela i ís ico da esso-
nância 2:1 do p a o oscilan e.
E Feynman con inua: “Fazia-se sem es o ço.
E a ácil b inca com es as coisas. E a como
des apa uma ga a a: udo jo a a sem es-
o ço. Eu quase en a a esis i ! O que eu
es a a a aze não pa ecia e impo ância;
mas acabou po e . Os diag amas [conheci-
dos po diag amas de Feynman] e odas
aquelas coisas pelas quais ganhei o P émio
Nobel o am consequência de anda a pen-
sa na oscilação do p a o”.
Mesmo dando o descon o a uma ce a libe -
dade poé ica nes a desc ição (só pa a um
génio do calib e de Feynman é que a Elec-
odinâmica Quân ica, o in eg al de cami-
nho e as in e acções undamen ais em e -
mos dos diag amas co esponden es pode-
iam e “jo ado sem es o ço”), a his ó ia
da oscilação de Feynman não deixa de se
ex ao diná ia. Pa a lá do decisi o papel que
e e na esolução do p oblema pessoal da
dep essão de Feynman, ela pa ece suge i
algumas conclusões ge ais sob e a ac i idade
cien í ica.
Em p imei o luga , em p oblemas de in es-
igação undamen al a libe dade do in es i-
gado pa ece undamen al. Se Feynman i-
esse seguido a manada de ísicos que se de-
dica am exclusi amen e à Física Nuclea ,
possi elmen e não e ia ganho o P émio
Nobel. E, mesmo que o i esse ganho, a Fí-
sica se ia hoje mais pob e, pois não dispo ia
da o mulação adicalmen e o iginal de Feyn-
man da Mecânica Quân ica.
Em segundo luga , de des aca uma ca ac e-
ís ica no á el da in es igação cien í ica: a sua
imp e isibilidade. Há 60 anos, ninguém po-
de ia imagina que os undamen os da Física
Teó ica se iam e o mulados po um cien is a
dep imido que olha a pa a um p a o a oda .
Igualmen e, ninguém pode ia imagina que a
g ande e olução ecnológica do século XX
i ia de conside a a junção en e dois ipos
de semicondu o es (o que conduziu à in en-
ção do ansís o e, subsequen emen e, aos
chips e a oda a elec ónica ac ual.
Po ezes, as g andes ino ações êm mesmo
de onde menos se espe a. Ninguém conse-
gue imagina de que amo da Ciência ac ual
pode á i o que daqui a 50 anos possa se
conside ado como “uma con ibuição un-
damen al”.
Finalmen e, uma lição que a oscilação de
Feynman em pa a ensina a qualque jo em
aspi an e a cien is a, qualque que seja a sua
á ea de ac i idade: é p eciso e p aze a aze
Ciência. A qualidade essencial que ma ca
um bom cien is a (não necessa iamen e um
Feynman!) é consegui di e i -se ao aze
Ciência; e p aze não apenas no pon o de
chegada mas em pe co e o caminho.
Como Feynman.
O au o ag adece à P o .ª Ana Nunes, do
Dep. Física da FCUL, que ouxe à sua a en-
ção a oscilação de Feynman.
* P o esso na Faculdade de Ciências
da Uni e sidade de Lisboa
In e ne
As e is as Enginee cong egadas num si e.
No ícias “ escas” sob e á ias á eas da en-
genha ia, p o enien es das á ias e is as En-
ginee , que são edi adas em odo o mundo.
No si e em acesso às no ícias do dia, em
des aque, e às no idades po á eas de in e-
esse. Pode ainda subsc e e o RSS, icando,
assim, com as no idades no seu compu a-
do ou elemó el. Pa a além disso, pode
ambém insc e e -se na newsle e elec ó-
nica pa a ecebe as no idades no seu e-
-mail. As no ícias ão desde in o mações sob e
os p odu os mais ino ado es do me cado, pas-
sando po no as descobe as e aplicações nas
mais di e sas á eas.
Engenha ia em e is a
www.enginee li e.com
Es e si e pe mi e ma-
nipula online 1.700
es u u as ana ómi-
cas desde o sis ema
muscula , ao ne -
oso, ósseo, u iná-
io e ou os. A a és
da pla a o ma Vi-
sible Body é pos-
sí el explo a o
co po humano de
uma o ma mui o
ealis a, conseguindo
obse a em po meno o co po
humano e a o ma como é com-
pos o. Es a pla a o ma in e ac i a,
que inicialmen e oi pensada pa a p o issionais de saúde, aca-
bou po o na -se num se iço de acesso li e. Pa a acede ao
se iço é p eciso egis a -se como u ilizado e aze o down-
load de um plug-in pa a pode começa a sua a en u a de ex-
plo ação do co po humano.
O co po humano is o à lupa
www. isiblebody.com
Uma in e essan e página web que cong ega eco es de imp ensa e opi-
niões sob e o O çamen o de Es ado pa a 2009, p o enien es de ó gãos de
comunicação social e blogues de odo o país. Idealizado e esc i o po Paulo
Que ido, es e especial mul imeios sob e o OE 09 é, ambém, o p imei o
exemplo do géne o jo nalismo colabo a i o. In eg a as suges ões do cidadão
a a és do mic oblogging (Twi e ) e das bookma ks (Delicious). E dá espaço
às ecomendações de jo nalis as e blogge s con idados. Usa exclusi amen e
ecnologia open sou ce, além do código esc i o p oposi adamen e pa a o
e ei o de ligação e ap esen ação dos componen es. E é ac ualizado em con-
ínuo, com as a edu as de con eúdos p ocessadas de 5 em 5 minu os.
O çamen o de Es ado
is o pelos media
h p://o camen oes ado2009.in o
A e a digi al ouxe con-
sigo um p oblema no que
oca ao a mazenamen o
das o os digi ais. Os
an igos álbuns com as
o os de amília são
quase obsole os po -
que a maio das o os
que i amos não são
imp essas. Es e si e,
o Animo o, ajuda a
a uma es as ima-
gens, o e ecendo o ex a
de as anima em slideshows
que depois pode em se is os
em amília ou com os amigos.
Pa a e acesso a es a e amen a bas a insc e e -se e pode
ca ega as suas o os. Pa a além do simples slideshow, o
si e pe mi e jun a as suas músicas a o i as, e da conjun-
ção de ambas a e amen a c ia um ídeo que mos a, de
uma o ma o iginal, as o os que ca egou.
A uma as imagens da e a digi al
h p://animo o.com
O nome pode engana aqueles que conhecem a ini-
cia i a do Go e no “e-escola”, mas es e po al não es á
ligado a ela. Es e “e-escola” é um po al de di ulga-
ção cien í ica, que ap esen a no idades nas á eas da biologia, ísica, ma emá ica, química e ciências da
engenha ia, dando ambém a conhece alguns dos os os mais impo an es na á ea da ciência. In e es-
san e o acesso ao “e-Lab”, onde podem se ealizadas expe iências eais a a és da In e ne . O po al é
da esponsabilidade da Uni e sidade Técnica e pe mi e a insc ição pa a pode comen a os ópicos das
á ias á eas. Simples, mas in e ssan e pa a aqueles que se in e essam po es as ma é ias.
Di ulgação cien í ica em po uguês
www.e-escola.p
LIVROS EM DESTAQUE
O objec i o des e li o, abundan emen e ilus ado e icamen e p oduzido,
é di ulga as pon es que, no pe cu so nacional, a a essam os dois mais
impo an es ios de Po ugal. Pa a além das in a e ês pon es
ac ualmen e exis en es, são ambém ci adas ou as seis, que en e an o
o am demolidas ou econ e idas pa a á ego odo iá io ligei o. Cada
“ob a de a e” é acompanhada de uma Ficha Técnica que a ca ac e iza.
Pa a além das desc ições das quase 40 pon es a adas, a ob a é ainda
compos a po ex os sob e pon es odo iá ias e e o iá ias, Mapas
geog á icos dos ios Dou o e Tejo, com a localização das e e idas
pon es, C onologia, Bibliog a ia, No as biog á icas dos engenhei os
p ojec is as, Ranking mundial de pon es e Glossá io de e mos écnicos.
Pon es dos Rios
Dou o e Tejo
Au o : An ónio Vasconcelos
Edição: Ingenium Edições –
– O dem dos Engenhei os
Es a ob a esul a de uma adução do o iginal “The Heal h and Sa e y Coach
– Compendium o Risk Assessmen Ques ionai es”, que “p e ende deixa
cla o que, pa a se al e a em compo amen os e se e adica em as más
p á icas, que são as causas de an os aciden es de abalho, é necessá io que
os ges o es sejam desa iados nas suas suposições, enham pode de decisão
e es ejam en ol idos na busca de soluções p óp ias pa a a p e enção de
iscos no local de abalho”.
Es e documen o inclui mais de 100 ques ioná ios e lis as de e i icação
ela i as à á ea da Segu ança, Higiene e Saúde no T abalho (SHST),
que ajuda ão o ges o a oma consciência das eais condições do local
de abalho que depende de si.
A aliação do Risco em Segu ança, Higiene
e Saúde no T abalho
Au o : Ch is ine Ma in
T adu o : Miguel Ta o Diogo
Edição: Moni o
T a a-se de um li o com u ilidade pa a odas as á eas de engenha ia. Começa
po jus i ica o in e esse do es udo des as eo ias no cu so e na ida p o issional,
ap esen ando depois, no âmbi o das p obabilidades, a Teo ia Elemen a
e as a iá eis Alea ó ias, e no âmbi o da es a ís ica, a Es imação Pa amé ica,
os Tes es Pa amé icos, o Tes e Não-pa amé ico do Qui-Quad ado e a
Reg essão Es a ís ica”. A ob a es á cons uída de o ma a demons a , de aco do
com as p io idades da engenha ia, a aplicação da eo ia à esolução de
p oblemas. O documen o é ainda compos o po 150 exemplos já esol idos
e 250 p oblemas p opos os ao lei o , mas com soluções.
P obabilidades
e Es a ís ica pa a Engenha ia
Au o : Jo ge And é
Edição: LIDEL
“Cada pequeno ex o des e li o é uma janela de obse ação de um dado
ema – que não eque que ou as janelas enham sido já abe as. Cinco
minu os são su icien es pa a a maio ia das obse ações”. Os emas que
compõem es a ob a encon am-se o ganizados em 9 á eas: aspec os
posi i os e nega i os da ida o ganizacional e suas implicações pa a a
elicidade e a oxicidade; líde es e lide ados, lide ança e “seguidança”;
a aliação de desempenho, con olo e igilância; e icácia o ganizacional,
es u u as o ganizacionais e decisão; Po ugal e os po ugueses,
idiossinc asias e “pecados”; a a e e a ges ão, e a a e da ges ão; é ica,
esponsabilidade social e sus en abilidade; mi os e ealidades da melho ia, da
mudança e da ino ação; global e local, globalização e localização. A ménio
Rego oi du an e á ios anos o mado dos Cu sos de É ica e Deon ologia
P o issional da O dem dos Engenhei os – Região Sul.
Es e li o ap esen a a Topog a ia na sua e en e clássica, mas inco po a,
igualmen e, as no as ecnologias que êm indo a desen ol ê-la, de que é
exemplo o Sis ema Global de Posicionamen o (GPS). A ob a “comp eende
noções de Geodesia e ca og a ia, medição de ângulos e dis âncias,
ni elamen o, edes de apoio, le an amen o opog á ico, implan ação
e abalhos sob e ca as.
O ex o é acompanhado de exemplos p á icos, com is a a acili a a u ilização
po pa e dos es udan es de Topog a ia ou de ou as á eas a ins. Pa a além
dos es udan es, os p o issionais das á eas geog á icas são ou o ipo
de público pa a o qual o li o oi p oduzido.
Topog a ia – Concei os e Aplicações
Au o : José Albe o Gonçal es,
Sé gio Madei a e J. João Sousa
Edição: LIDEL
Sismo 1998 – Aço es.
Uma década depois
Au o : Vá ios
Edição: C. Sousa Oli ei a (Ins i u o
Supe io Técnico, UTL), Aníbal Cos a
(Uni e sidade de A ei o), João C. Nunes
(Uni e sidade dos Aço es)
9 de Julho de 1998 icou na memó ia de uma g ande pa e dos habi an es
dos Aço es como a da a em que oco eu uma das maio es ca ás o es do
A quipélago. 10 anos ol idos, um g upo de 56 écnicos e cien is as lançou-
-se na p ese ação dessa memó ia, num ela o “do que oi e ep esen ou o
sismo e a década que se lhe seguiu, p ocu ando (…) e a a os p incipais
acon ecimen os associados que ao sismo, que à econs ução”. Es a ob a
az ambém o pon o da si uação do conhecimen o exis en e ao ní el da
sismologia nos Aço es.
Ges ão em Pequenas Doses:
ideias simples e p á icas
Au o es: A ménio Rego e
Miguel Pina e Cunha
Edição: Edi o a RH
AgendA
AgendA
NACIONAL
INTERNACIONAL
Expo Ene gia 2008
3.ª Expocon e ência Nacional da Ene gia
25 a 27 No emb o 2008, Taguspa k, Oei as
www.ambien eonline.p
Fu u ália – Fei a da Ju en ude, Quali icação e Emp ego
10 a 13 Dezemb o 2008, Fei a In e nacional de Lisboa
www. il.p
GESCON 2008 – Fó um In e nacional
da Ges ão da Cons ução
11 e 12 Dezemb o 2008, Fac. de Eng. da Uni e . do Po o
www. e.up.p
Seminá io “Aplicação da Engenha ia de Segu ança
con a Incêndios no P ojec o de Edi ícios”
5 Dezemb o 2008, Lab. Nac. de Eng. Ci il – LNEC, Lisboa
www.lnec.p
(Ve pág. 51)
Colóquio De ecção Remo a: Obse ação da Te a
4 e 5 Dezemb o 2008, Sociedade de Geog a ia de Lisboa
10.º Encon o da APEA – Secção Po uguesa
da Audio Enginee ing Socie y, AES
12 e 13 Dezemb o 2008, Ins . Sup. de Eng. de Lisboa (ISEL)
www.aes.o g.p
(Ve pág. 65)
Seminá io “Inspecção e Reabili ação de Edi ícios”
27 No emb o 2008, Audi da O dem dos Engenhei os, Lisboa
(Ve pág. 51)
Impac o dos Ae opo os no Desen ol imen o Regional
28 No emb o 2008, Ins i u o Supe io Técnico, Lisboa
www.apd .p
Encon o Nacional de Engenha ia de Es u u as –
– Os No os Eu ocódigos Es u u ais
26 No emb o 2008, Lab. Nac. de Eng. Ci il – LNEC, Lisboa
www.lnec.p
Painel de Deba e – O No o Regulamen o
de Segu ança con a Incêndio em Edi ícios e Recin os
26 No emb o 2008, Audi . da O dem dos Engenhei os, Lisboa
(Ve pág. 65)
Au omechanika Shanghai 2008
Shanghai In e na ional T ade Fai o Au omo i e
Pa s, Equipmen and Se ice Supplie s
10 a 12 Dezemb o 2008, Shanghai New In e na ional
Expo Cen e, Pudong, au omechanika.messe ank u .com
2.º Encon o das Associações de Engenhei os
Ci is dos Países de Língua Po uguesa e Cas elhana
2 a 4 Dezemb o 2008, B asília, B asil
www.con ea.o g.p
ECEMEI-5 – 5 h Eu opean Con e ence on Economics
and Managemen o Ene gy Indus y
30 No emb o 2008 – Da a limi e pa a en ega dos esumos
das Comunicações, 14 a 17 Ab il 2009, Ho el Dom Ped o Gol
Reso , Vilamou a, www.cene ec.p /ecemei
Ap esen ação do P ojec o da No a T a essia
Rodo- e o iá ia Chelas-Ba ei o
18 Dezemb o 2008, Ins alações da RAVE, Lisboa
www.o demengenhei os.p
(Ve pág. 51)
Wa e jec P opulsion 5
11 e 12 Dezemb o 2008, Lond es, Reino Unido
www. ina.o g.uk/wa e je
Expona al – In e na ional Ma i ime De ense
Exhibi ion & Con e ence o La in Ame ica
2 a 5 Dezemb o 2008, Valpa aiso, Chile
www.expona al.cl
SMEM 2008 – Sea ade Middle Eas Ma i ime
14 a 16 Dezemb o 2008, Dubai
www.sea ade-middleeas .com
WEC 2008 – Wo ld Enginee s’ Con en ion
2 a 6 Dezemb o 2008, B asília, B asil
www.wec2008.o g.b
XIV Olimpíadas do Ambien e
19 Dezemb o 2008 – Da a limi e p/ insc ição, Escola Supe io
de Bio ecnologia da Uni e sidade Ca ólica Po uguesa
www.esb.ucp.p /olimpiadas
1.º Cong esso Nacional sob e Segu ança
e Conse ação de Pon es
2 a 3 Julho 2009, edi . da Rei o ia da Uni e . No a de Lisboa
1 Dezemb o 2008 – Da a limi e pa a en ega dos esumos
das Comunicações, www.ascp.p
Seminá io “No as Tecnologias e Soluções Ambien ais ao
Se iço da Indús ia”
4 de Dezemb o, Audi . da Agência Po ug. do Ambien e, Lisboa
www.apeme a.p
CNCG 2009 – VI Con e ência Nacional
de Ca og a ia e Geodesia
7 e 8 Maio 2009, Caldas da Rainha
30 Dezemb o de 2008 – da a limi e pa a a submissão dos
esumos das comunicações, www.o demengenhei os.p /cncg
n O V e M B R O
D S T Q Q S S
F
2345678
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
2330 24 25 26 27 28 29
d e Z e M B R O
D S T Q Q S S
F2 3 4 5 6
7F9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 N26 27
28 29 30 31
n O V e M B R O
D S T Q Q S S
F
2345678
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
2330 24 25 26 27 28 29
n O V e M B R O
D S T Q Q S S
F
2345678
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
2330 24 25 26 27 28 29
n O V e M B R O
D S T Q Q S S
F
2345678
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
2330 24 25 26 27 28 29
n O V e M B R O
D S T Q Q S S
F
2345678
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
2330 24 25 26 27 28 29
n O V e M B R O
D S T Q Q S S
F
2345678
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
2330 24 25 26 27 28 29
d e Z e M B R O
D S T Q Q S S
F2 3 45 6
7F9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 N26 27
28 29 30 31
d e Z e M B R O
D S T Q Q S S
F2 3 4 5 6
7F9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 N26 27
28 29 30 31
d e Z e M B R O
D S T Q Q S S
F2 3 456
7F9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 N26 27
28 29 30 31
d e Z e M B R O
D S T Q Q S S
F2 3 4 5 6
7F910 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 N26 27
28 29 30 31
d e Z e M B R O
D S T Q Q S S
F2 3 4 5 6
7F9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 N26 27
28 29 30 31
d e Z e M B R O
D S T Q Q S S
F2 3 4 5 6
7F9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 N26 27
28 29 30 31
d e Z e M B R O
D S T Q Q S S
F2 3 4 5 6
7F9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 N26 27
28 29 30 31
d e Z e M B R O
D S T Q Q S S
F2 3 4 5 6
7F9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 N26 27
28 29 30 31
d e Z e M B R O
D S T Q Q S S
F2 3 4 5 6
7F9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 N26 27
28 29 30 31
d e Z e M B R O
D S T Q Q S S
F 2 3 45 6
7F9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 N26 27
28 29 30 31
d e Z e M B R O
D S T Q Q S S
F 2 3 4 5 6
7F9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 N26 27
28 29 30 31
d e Z e M B R O
D S T Q Q S S
F 2 3 4 5 6
7F9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 N26 27
28 29 30 31
d e Z e M B R O
D S T Q Q S S
F2 3 4 5 6
7F910 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 N26 27
28 29 30 31
d e Z e M B R O
D S T Q Q S S
F2 3 4 5 6
7F9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 N26 27
28 29 30 31
d e Z e M B R O
D S T Q Q S S
F2 3 4 5 6
7F9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 N26 27
28 29 30 31