Na a i as In e a i as Como Linguagem
do Jo nalismo
A iane Fe ei a Lopes da Sil a
Mes ado em Mul imédia da Uni e sidade do Po o
O ien ado : D . Paulo F ias Cos a (P o esso Dou o )
Junho de 2021
“Tem ho a que in o ma não é su icien e, é p eciso sensibiliza ”
© A iane Fe ei a Lopes da Sil a, 2021
Na a i as In e a i as Como Linguagem do
Jo nalismo
A iane Fe ei a Lopes da Sil a
Mes ado em Mul imédia da Uni e sidade do Po o
Ap o ado em p o as públicas pelo Jú i:
P esiden e: P o esso Dou o B uno Sé gio Gonçal es Gies ei a, P o esso Auxilia ,
Faculdade de Belas A es da Uni e sidade do Po o
Vogal Ex e no: P o esso Dou o Fe nando An ónio Dias Zami h Sil a, P o esso
Auxilia , Faculdade de Le as da Uni e sidade do Po o
O ien ado : P o esso Dou o Paulo F ias da Cos a, P o esso Auxilia , Faculdade de
Le as da Uni e sidade do Po o
Resumo
O cibe jo nalismo mundial es á consolidado como p incipal on e de in o mação no mundo
dada sua pene ação a a és da in e ne . Po ém, as edações des es eículos, ainda buscam
o ma os e linguagens com as quais possam in o ma e ideliza sua audiência, alcançando, po
consequência, maio sus en abilidade econômica. É nes e aspec o que es a in es igação ealizou
a publicação de uma epo agem em o ma o de Na a i as In e a i as, em pa ce ia com um
eículo na i o digi al de nicho, e assim comp eendeu, a a és da análise de na egação e inqué i o
com lei o /espec ado /ou in es (usuá ios), que a al e ação da linguagem e o ma o da in o mação
in luem na decisão do usuá io em pe manece ou não iel a um meio de comunicação. Es es dados,
bem como o ap o undamen o bibliog á ico da adap ação do jo nalismo às no as pla a o mas
ecnológicas po es a in es igação ap esen ados, dão mecanismos pa a que os meios de
comunicação possam p oje a seus p odu os, bem como pa a a academia an ecipa endências de
comunicação pa a o cibe espaço.
Pala as cha es: jo nalismo, na a i as in e a i as, comunicação social, cibe espaço,
cibe jo nalismo, linguagem, semió ica, linguagens mul imédias, linguagens ecnológicas
Abs ac
The cybe jou nalism is al eady consolida ed as he main sou ce o in o ma ion in he
wo ldwide, howe e , he news ooms o hese medias s ill seek o ma s and languages wi h which
hey can in o m and e ain hei audience, hus achie ing g ea e economic sus ainabili y. I is in
his aspec , his in es iga ion ca ied ou he publica ion o a epo in Na a i es In e ac i es’
o ma in pa ne ship wi h a niche digi al na i e media, and hus unde s ood, h ough na iga ion
analysis and su ey wi h use s, ha he change o he o ma and language o an a icle in luences
he use 's decision o emain ai h ul o no o a means o communica ion. These da a, as well as
he bibliog aphic p oduc ion o jou nalism's adap a ion o new echnological pla o ms p esen ed
by his in es iga ion, p o ide mechanisms o he media o design hei p oduc s, as well as o
he academy o an icipa e communica ion ends o cybe space.
Ag adecimen os
Inicio es a disse ação p es ando um ag adecimen o especial ao meu o ien ado , o P o esso
D . Paulo F ias Cos a, po p es a o ien ação de pesquisa, ao mesmo empo em que p omo eu
ce a libe dade pa a que eu pudesse desen ol e minha pesquisa endo po base minha expe iência
empí ica que egis a -se-ão 15 anos como jo nalis a p o issional, com sólida a uação no
cibe jo nalismo.
O ag adecimen o mais que especial é pa a meus pais, G aziela Fe ei a e José Lopes, que
p es a am apoio incondicional pa a que eu pudesse alcança o obje i o de conclui meu g au de
mes ado. Ag adeço ambém às minhas i mãs, Jéssica e Laís de Fá ima, pela pa ce ia e apoio
nes e pe íodo con u bado que i emos longe de nossa casa, o B asil.
Ag adeço ainda à p o esso a So aia Fe ei a, com quem me ap o undei nos conhecimen os
do desen ol imen o das na a i as in e a i as, com os quais pude pensa sua aplicação no
jo nalismo. Ag adeço ambém a odos colegas que ize am pa e des e caminho, em especial
E is aldo Cos a, Dan Bueno, Rose Fe ei a, Gab iela O nelas e Joana Malague a. Também a
minha biblio ecá ia a o i a, Regina Bu aldi, que mesmo dis an e de mim po 11 mil quilôme os,
du an e es e mes ado me ajudou encon a es udos que já inha pe dido as espe anças de e po
e e ência.
Dedico um ag adecimen o especial ao meu di e o de edação, Fab izio Gallas, que
comp eendeu meu momen o em di idi minha a enção en e o abalho e o mes ado, bem como
demais colegas. Que o ainda ag adece o apoio de meus ex-colegas de Sphe a Spo s, com os
quais ap endi mui o en e e os e ace os na cons ução de um no o meio de comunicação, na i o
digi al, sup anacional e com uma no a linguagem. Sem eles, al ez, eu não i esse olhos pa a
enxe ga essa opo unidade de pesquisa.
Ressal o e ag adeço o apoio, comp eensão e pa ce ia, do meu g ande amigo e pa cei o no
p oje o Rock S.A, Roge io Oli ei a, que es e e ao meu lado na decisão de pa alisa mos nosso
p oje o de podcas , al ez num momen o de maio pulsão do me cado b asilei o, em azão des e
mes ado. Comp eende que ele es a a comigo nes e momen o oi de uma impo ância gigan esca
e não há como paga isso. Ag adecimen o semelhan e deixo ao meu companhei o de Backhand
na Pa alela, Je Pai a. A Roge io, Je e nossos ou in es, minha g a idão e e na.
x i
Figu a 15 - In e ace Tiny pa a publicação de epo agens da agência TN. Fon e: O
au o 84
Figu a 16 - Dados de acesso po idade no In e a i o.si e. Fon e: O au o 88
Figu a 17 - G á icos de pe il de acesso. Fon e: O au o 89
Figu a 18 - G á ico ob ido de espos as ao inqué i o sob e on e de in o mação. Fon e:
O au o 89
Figu a 19 - Rep odução de homepage do In e a i o. Fon e: h p://www.in e a i o.si e 91
Figu a 20 - G á ico que apon a a p imei a imp essão do usuá io pa a com o In e a i o.
Fon e: O au o 91
Figu a 21 - G á ico sob e as sensações dos usuá ios ao esponde em a pe gun a da NI.
Fon e: O au o 92
Figu a 22 - Fluxo de compo amen o de usuá ios indi iduais egis ado em " empo
eal" pelo Google Analy ics com acesso em 13/09/2021. Fon e: O au o 93
Figu a 24 - G á ico com espos as sob e ino ação no o ma o de NI aplicados ao
jo nalismo. Fon e: O au o 94
Figu a 23 - G á ico com espos as da pe cepção da in e ação da NI. Fon e: O au o 94
Figu a 25 - G á ico com apon amen o do público que a i ma já ha ia ido con a o com
NI an e io men e, pa a os eículos que e iam u ilizado do o ma o. Fon e: O
au o 95
Figu a 26 - G á ico de p e e ência pa a con eúdo em o ma o de ídeo. Fon e: O au o 95
Figu a 27 - G á ico com as sensações dos usuá ios após le a NI. Fon e: O au o 96
Figu a 28 - G á ico de o igem de acesso ao In e a i o. Fon e: O au o 98
x ii
Lis a de Tabelas
Tabela 1 - : Inqué i o de ecu sos mul imídia na NI. Fon e: O au o 97
In odução
xix
Ab e ia u as e Símbolos
HIIG
The Humbold A Ins i u e o In e ne and Socie y
MEMEX
Memo y Ex ension
MIT
NI
NT
Ins i u o de Tecnologia de Massachuse s
Na a i as In e a i as
Na a i as T ansmídias
NSF
NFB
Na ional Science Founda ion
Na ional Film Boa d
RTP
Rádio e Tele isão de Po ugal
SAPO
Se ido de Apon ado es Po ugueses Online
UOL
Uni e so Online
TN
TPJ
Tênis News
The Pho og aphíc ]ou nal
WWW
Wo ld Wide Web
1. In odução
Com o a anço do alcance da in e ne pa a com di e en es públicos e a a és de di e en es
pla a o mas, o jo nalismo p ecisa se ein en a e ino a cada ez mais ápido pa a man e sua
ele ância em e mos de audiência e c escimen o exponencial de me cado pa a sua
sus en abilidade. Ainda mais nos empos a uais, com a conco ência a i a das pla a o mas de
edes sociais e seus “p odu o es de con eúdo”. Po es a azão, es a in es igação em po obje i o
comp eende as Na a i as In e a i as (NI) como uma possí el linguagem do jo nalismo online,
ou cibe jo nalismo, como p e e e pon ua a academia.
As Na a i as In e a i as são um ecu so pa a ap esen a uma his ó ia, dando ao
lei o /espec ado /jogado , que aqui de ini emos como ‘usuá io’, e amen as de “con ole” des a
na a i a e a é mesmo con ole do caminho ealizado pelas pe sonagens (McE lean, 2018) e
(C aw o d, 2005), no que ica de inido po “in e ação”. As NI são, em poucas pala as, o ecu so
de con a uma his ó ia a pa i das decisões e escolhas do usuá io, que dispõe de opções de
escolhas a a és de di e en es modos de in e ação e con ole. Den o do ópico 2.8 des e abalho
comp eende emos melho o que é a cons ução de na a i as e os di e enciais das Na a i as
In e a i as. A ap esen ação des as NI pode se ei a po di e en es pla a o mas de ecu sos da
mul imídia, po ém, aqui e emos po base o ambien e digi al - o cibe espaço (De ouzos, 1997) -
, onde o jo nalismo ealizado pa a es a pla a o ma ecnológica e que ecebe o nome de
“cibe jo nalismo” (Cas ells e al., 2011).
O obje i o cen al aqui é comp eende as NI como uma no a o ma de jo nalismo, como
uma linguagem p óp ia. Es e obje i o se o igina da condição empí ica de abalho com o
cibe jo nalismo dos ealizado es des a pesquisa, que iden i icam cada ez mais, no dia a dia de
sua a i idade p o issional, a necessidade de u iliza no os ecu sos de comunicação pa a a
ap esen ação das in o mações, e ao con a his ó ias e a os ele an es. Bem como a necessidade
de desen ol e no as linguagens pa a “simpli ica ” e o na ‘a a i a’ a in o mação e, assim,
aumen a seu alcance. O jo nalismo em po p incípio in o ma , e bem, o maio núme o de pessoas
possí el e em ambien es como o cibe espaço, essa uni e salidade do jo nalismo é cada ez mais
ealizá el. Po an o, quan o ou mais linguagens de emissão da in o mação o em possí eis,
melho se á a execução da a i idade jo nalís ica, em seu p incípio base, e, ambém, me cadológico
que é de e di e en es o mas de inanciamen o de seus cus os, a é a chegada do luc o po pa e
des as emp esas de mídia.
In odução
2
1.1 Con ex o de In es igação
O obje o de es udo des a disse ação é pa e in eg an e dos es udos de Comunicação Social,
bem como a análise pela ó ica em Cul u a e A es do uso das ecnologias mul imídias. E assim o
az pela escolha das pla a o mas de ap esen ação, as Na a i as In e a i as, às quais são aplicadas
as écnicas e o ma ações do jo nalismo.
Como já pon uado, os ealizado es des a disse ação êm po obje i o p o issional e,
ambém, acadêmico, busca , aplica e en ende no as linguagens pa a o jo nalismo, em especial
ao ap esen ado no cibe espaço, aqui ambém chamado de ‘pla a o ma online’ e/ou ‘meio digi al’.
Es a não é uma busca apenas des a pesquisa, mas de edações (meios de comunicação social) e
p o issionais do se o , em odo o mundo, desde o início da p á ica do cibe jo nalismo na década
de 1990 (Cal o, 2010).
A c iação da ede mundial de compu ado es, WWW, e po consequência a ampliação do
cibe espaço, p opo cionou a cons ução do cibe jo nalismo, nos mesmos moldes das
ans o mações ecnológicas an e io es do jo nalismo, que se ap op iou e adap ou linguagens a
in enção de cada no a pla a o ma ecnológica de comunicação e mídia. Com o cibe jo nalismo
nasceu a possibilidade de alcance do jo nalismo jamais imaginado. A in o mação/ a o ele an e
deixou de se egional apenas e passa a se global, ao mesmo empo em que es e mesmo ambien e
p opo ciona aos meios de comunicação a cons ução ampliada de audiências de “nicho”, nos quais
os a os ele an es deixam de se “ egionais” (geog a icamen e) e passam a se “de in e esse
comum”, po ém, nem semp e “globais” em o alidade. Es es eículos de nicho dedicam-se a
epo a emas cujas in o mações e/ou a os ele an es in e essem a uma pequena pa e das
pessoas, po exemplo ãs de uma modalidade especí ica de espo e. Com a chegada des es
eículos no cibe espaço, a audiência deixa de se pa a um “g upo especí ico” numa egionalidade
especí ica, e passa a se apenas do “g upo especí ico”, num alcance geog á ico mui o maio .
Dis o, nasce um desa io aos comunicado es, em especial os jo nalis as, pa a o encon o das
melho es linguagens pa a a ap esen ação des es a os ele an es. E é aqui que as NI passam a se
uma possibilidade eal, p incipalmen e, pelo que o e ecem.
“In e ac i e na a i es o e he iewe a ying deg ees o na iga ional con ol o he
s o y. Pa hways may be o mula ed and plo ed o c ea e new expe iences and
in e p e a ions o he ex . Mul iple pe spec i es c ea e a unique expe ience o each
iewe ”, ((McE lean, 2018, p. 120)).
1.2 P oje o: In e a i o
Pa a esponde as pe gun as p opos as po es a in es igação oi ealizada uma pa ce ia com
dois eículos de comunicação social no B asil pa a a publicação da epo agem “20 Anos do
In odução
3
Co ação T icampeão de Guga Kue en
1
”, publicada em o ma o de NI, sob e os 20 anos de uma
das p incipais conquis as espo i as de um a le a p o issional b asilei o.
Pa a a pa ce ia, a agência Tênis News
2
disponibilizou seu si e, na i o digi al especializado
na cobe u a do ci cui o p o issional de ênis há quase duas décadas, como ambien e pa a a
publicação da epo agem que colabo a pa a esponde as hipó eses des a disse ação, bem como
o espaço na edi o ia de ênis do maio jo nal espo i o do B asil, o Lance!
3
. A pa ce ia oi i mada
em consonan e com o ínculo emp ega ício da idealizado a des e p oje o (A iane Fe ei a Lopes
da Sil a) com a agência ci ada há oi o anos. Op ou-se pela adap ação de uma epo agem que
o iginalmen e se ia publicada em a igo (em o ma o de hipe ex o) com a inclusão de alguns
ecu sos mul imídia, no que Lenzi (2016) classi ica como “mul imídia jus apos a”; modelo
c i icado po Sala e ía (2014) e Neg edo & Sala e ía (2009). Po an o, ha e á po azão do
con eúdo ap esen ado um meno con ole da na ação, dian e dos pa âme os das NI (C aw o d,
2005), mas que em mui o ai de encon o às p opos as de Ros (2014) e Scola i (2008) que
de inem in e a i idade como o mas de p opo ciona pode de decisão aos usuá ios.
Como se á ap esen ado no ópico de “NI como Linguagem do Jo nalismo (3)” des e p oje o,
se á possí el iden i ica que pa a a ealização des a NI, di e sas linguagens de p og amação web
o am es adas e po im, se de iniu pela cons ução de uma página independen e, websi e
especí ico (ho si e), pa a a ap esen ação do “ P oje o In e a i o”, bem como a NI a se obse ada
nes e es udo.
1.3 P oblemas, Hipó eses e Obje i os de In es igação
Inúme os são os eó icos e pesquisado es que buscam comp eende a dinâmica da
p oblemá ica audiência e sus inanciamen o e sus p odução de qualidade dos eículos de
comunicação, em especial os do ambien e digi al. Pa a Jenkins (2008), mui os dos meios de
comunicação e g andes conglome ados do se o demo a am a pe cebe e acei a a “necessidade
da con e gência das mídias pa a esponde os anseios do público”. Ao mesmo empo que em seus
25 anos dedicados aos es udos dos meios de comunicações digi ais, o P o esso Dou o da
Uni e sidade de Na a a, na Espanha, Ramón Sala e ía, concluí que “o mundo digi al pede
c ia i idade dos jo nalis as
4
”.
É aplicando es es dois concei os pa a a cons ução de uma manei a pa a in o ma o que é
ele an e, que essa in es igação eco e aos ecu sos de in e a i idade mul imídia, indo além de
in og á icos “animados” com ecu sos de p og amação em Flash
5
; E comp eendendo ecu sos e
1
h ps://in e a i o.si e/
2
www. enisnews.com.b
3
h ps://www.lance.com.b / enis
4
En e is a ao jo nal La Ho a, de Loja, no Equado , publicada em 29 de julho de 2019 e que pode se lida em:
h p://www.sala e ia.es/blog/2019/07/29/el-mundo-digi al- eclama-c ea i idad-de-los-pe iodis as/
5
C iado pela ADOBE, a linguagem Flash pa a sis emas g á icos na web oi descon inuada em 31 de dezemb o de 2020.
Con o me os na egado es de in e ne o em a ualizados, es es i ão pe dendo a capacidade de ap esen a os g á icos
em Flash (h ps://www.adobe.com/p /p oduc s/ lashplaye /end-o -li e.h ml)
In odução
4
elemen os das linguagens HTML
6
, Ja aSc ip
7
e CSS
8
, somados à aplicação de design in eligen e
(No man, 2013; Unge & Chandle , 2012) como e amen as de cons ução das NI na
ap esen ação do jo nalismo. A cons ução des a NI o na -se-á uma ‘pla a o ma’, que se á
u ilizada pa a esponde pe gun as como: Ap esen adas nes e o ma o que se u iliza de di e sas
linguagens mul imídia e em di e sas ezes se assemelha a um ideojogo, as epo agens podem
con ibui com o senso c í ico dos usuá ios? Uma mudança g á ica com design pensado pa a o
u ilizado , UX, (J. Nielsen, 1995a; Unge & Chandle , 2012), pode ideliza a audiência? E po
im, po ém, o p oblema mais impo an e des a in es igação: Se á o usuá io capaz de iden i ica
e econhece uma Na a i a In e a i a como jo nalismo?
Pa indo da isão do jo nalis a e ou di e o es das edações, algumas hipó eses podem i a
se con i madas. Quando Lenzi (2016) ap esen a seu es udo de “mul imidialização” do
jo nalismo, endo como obje o de análise o UOL TAB
9
, é possí el in e i que a edação de
epo agens pensadas com linguagens g á ica e audio isual, em o ma de complemen os
in o ma i os, já é uma ealidade pa a p o issionais de jo nalismo online, que u ilizam-se dos
símbolos pa a emi i com cla eza uma in o mação, mesmo com a ausência de ex o, den o do
sis ema de signi icação de endido po Eco (1976) e que ai ao encon o do pensamen o de Ba hes
(1971). Eco e Ba hes alam da p esença de conec o es (pala as, símbolos e/ou a é imagens
g á icas), que cons oem no ecep o da mensagem a “imagem” audi i a/ isual da in o mação,
que são o mados com base em seus con ex os sociais e de conhecimen o, que auxiliam no
en endimen o des a mensagem/no ícia. Po an o, é cada ez mais necessá io pa a os p o issionais
do jo nalismo a necessidade de se em c ia i os pa a comunica uma no ícia.
Pa a Díaz Nos y (2013) a mo e anunciada do jo nalismo “ adicional” é uma ealidade
p esen e, em g ande pa e, em azão do a anço da in e ne , com sua apidez e e iciência. É na
in e ne que cada ez mais pessoas eco e em pa a es a em cien es de a os que acon ecem no
mundo e ao seu edo e manei a b e e em empo, sem espe a pelo jo nal do dia seguin e pela
manhã. Dados o ela ó io anual do Ins i u o Reu e s apon am que cobe u a da in e ne no B asil
é de 71% da população, mesmo índice de Po ugal (Digi al News Repo 2021 - Reu e s Ins i u e,
2021). Po es a azão, as “in o mações”, p incipalmen e as mais p óximas, chegam numa
elocidade maio que a do jo nalismo, mesmo o online, que eque apu ação. A “in o mação”
chega ia ede social, compa ilhada po um amilia , amigo ou conhecido e ao usuá io lhe pa ece
ão iá el quan o a in o mação jo nalís ica p o issional. Po es a “compe ição” po audiência que
é necessá ia a c ia i idade dos jo nalis as, bem como dos eículos de comunicação, na busca não
apenas po in o ma co e amen e, como man e suas audiências e suas ecei as (In e na ional
Con e ence o Communica ion e al., 2011; Neg edo e al., 2020; Sala e ía, 2005; Sánchez-
6
Hype Tex Make up Language, a mais u ilizada pa a a cons ução de páginas na WWW e que em sua quin a ge ação
HTML5 o nou possí el a inclusão de elemen os iniciais pa a a cons ução de maio es in e ações e ime são dos
usuá ios (h ps://h ml.spec.wha wg.o g/# oc-seman ics).
7
Uma das p incipais ecnologias de linguagem da in e ne (h ps://www.ja asc ip .com/)
8
Jun o com o Ja aSc ip e a linguagem de p og amação HTML, o CSS é das mais impo an es e u ilizadas ecnologias
pa a in e ne e cons ução de páginas. (h ps://css- icks.com/)
9
h ps:// ab.uol.com.b /
In odução
5
Ga cía & Sala e ía, 2019). Nes e cená io, as NI su gem como uma possí el solução e essa
in es igação ainda p opõe discu i o âmbi o do jo nalismo p o issional, com pa ece empí ico. É
possí el qualque jo nalis a elabo a uma epo agem nes es signi ican es? E mais: as NI são um
ecu so pa a idelização de audiência?
Há, pa a es es úl imos ques ionamen os, a hipó ese de que pa a a maio ia dos eículos de
comunicação social do ambien e digi al ainda não es ão p epa ados em e mos de es u u a
ecnológica e/ou inancei a pa a a cons ução de p oje os como o In e a i o, mesmo que essa
equência se dê mensalmen e, como é pa a o UOL TAB. O suca eamen o da unção jo nalís ica
po pa e dos g andes meios de comunicação social, bem como a mig ação dos ecu sos de
publicidade di ecionados a p odu o es de con eúdos em edes sociais, in iabilizam p oje os
demo ados, mesmo que se a e de epo agens que eque em demasiado empo de apu ação e
análise de dados pa a sua publicação, ainda que se a e de um simples a igo em o ma o ex ual.
Conside ando ainda que o luxo pelos eículos de mídia online pa e cada ez mais das edes
sociais, é possí el salien a que é p o á el que a di ulgação de epo agens em edes sociais exija
c ia i idade pa a a ai a audiência do que a c ia i idade no desen ol imen o das epo agens. O
mesmo luxo de edes sociais demanda dos eículos de comunicação a agilidade de emas,
assun os e ópicos, azendo com que es es, cada ez mais se o nem in e dependen es na
ep odução de con eúdo, em especial, in e nacional, pa a cump i a “exigência” de um g ande
luxo de no ícias. E assim, a linguagem dos ‘no os mídia’ ( eículos na i os online) seguem ainda
um pad ão de p odução e ap esen ação o iundos das mídias não-digi ais (Mano ich, 2002), apesa
da in odução de no os elemen os como hipe ex ualidade (Cana ilhas, 2014), mul imídia (J.
Nielsen, 1995b) e in e a i idade (Ros , 2014; Sala e ía, 2005; C. Scola i, 2013).
1.4 Me odologia de In es igação
Pa a alcança espos as pa a o p oblema des a in es igação: “Se á o usuá io capaz de
iden i ica e econhece uma Na a i a In e a i a como jo nalismo?”; bem como a hipó eses
aqui le an adas, se á necessá io um conjun o de dados em di e en es en es. A p incipal é a
ealização de inqué i o quali a i o jun o aos lei o es da NI ealizada no p oje o des a in es igação.
Pa a pode esponde a esse inqué i o, os usuá ios o am expos os à NI “20 Anos do Co ação
T icampeão de Guga Kue en
10
” pa a que pudessem in e agi da o ma que melho lhe
con iessem, gos assem, e na sequência esponde ao inqué i o anônimo sob e suas pe cepções da
NI. Es e inqué i o inha po p incipal obje i o esponde à pe gun a cen al des a in es igação,
mas ambém comp eende a elação do usuá io em azão de o ma os e ecu sos mul imídias pa a
o consumo do jo nalismo. Os usuá ios o am, po an o, ques ionados sob e seu o ma o,
in o mações, in e a i idade, dados, ecu sos mul imídia e in e p e ação.
10
h ps://in e a i o.si e/
In odução
6
Em uma segunda ase, a expe iência empí ica da cons ução da NI pa a o p oje o, se á
u ilizada pa a esponde as hipó eses pon uadas em azão da a i idade do jo nalis a. Dados de
empo, cus o e adap ação de linguagem se ão u ilizados pa a al. Bem como analisa a p epa ação
e ecu sos de eículos de comunicação na i o digi al pa a es as mudanças. Es es dados, se ão
ap esen ados com le an amen o empí ico da a i idade.
1.5 Es u u a da Disse ação
Há na academia e demais es udos um concei o não dec e ado de que os p odu os na a i os
in e a i os, seja um jogo, um documen á io, uma animação ou uma epo agem, são ainda algo
expe imen al, sem consolidação. So a (2016) nos ap esen a que a li e a u a acadêmica especí ica
do ema é bas an e pequena. En e an o, há uma sé ie de li os e mé odos ensinando como ealiza
uma NI. É como se nes e momen o, as expe imen ações a a és da ecnologia ossem an ecipadas
à academia, numa e olução acele ada especí ica an o quan o nossos empos. Hoje, mui o do que
é desen ol ido em e mos de ecnologia e mesmo linguagens de comunicação, são em g ande
pa e pensadas e es adas o a da academia, no me cado comum, e só en ão, com esul ados de
ace os e e os é que a academia se ol a pa a comp eende a azão das coisas. Foi assim que as
NI su gi am, u o de uma busca pa a cons ução e ap esen ações de his ó ias de manei a não-
linea , bem como esul an e de uma demanda econômica das audiências po in e a i idade,
con ole e apidez.
Pa a chega ao pon o em que as NI passam a se es adas no cibe jo nalismo – aqui obje o
cen al -, é p eciso comp eende os p incípios básicos do jo nalismo (deon ologia) e como esse
elemen o undamen al da ida em sociedade e das democ acias oi se adap ando a cada no a
pla a o ma c iada, no que aqui se ap esen a como ‘E a Digi al’, c iando o mas de linguagem de
ap esen ação em conco dância com a pla a o ma.
Quem melho comp eendeu as cons uções de linguagem dos meios na ‘E a Digi al’, an o
pa a o jo nalismo como pa a a chamada ‘cul u a de massa’, oi Mashall McLuhan, que aqui é
e isi ado pa a uma comp eensão an o des a adap ação do jo nalismo pa a as no as pla a o mas,
como a comp eensão do público espec ado sob e oda a comunicação emi ida nas di e en es
o mas de p odução de comunicação e en e enimen o. O en endimen o de McLuhan (1964) de
que “o meio é a mensagem”, az comp eende melho a elação do usuá io com o con eúdo
ap esen ado, po que de aco do com a pla a o ma (meio) a linguagem di e a en ega con eúdo
como o p óp io “meio” en ega uma “mensagem” po exis ência. Comp eende essa na a i a não
“con ada” do meio é impo an e pa a que o jo nalismo consiga adap a -se melho às pla a o mas,
pois a deon ologia de e mina a necessidade de ‘simpli icação’ da in o mação pa a um
en endimen o de qualque pessoa que enha acesso a ela, além de ela a com igo , exa idão e
hones idade os “ a os”. Ao conhece a pla a o ma que u iliza á, bem como sua “mensagem”, o
jo nalis a consegue es abelece quais símbolos de comunicação u iliza (Caesa , 1999; Eco, 1999;
Ki cho , 2010).
Re isão Bibliog á ica
13
iden i ica am e ealizado o egis o de imagem que ia pa a além da li og a ia/li og a u a
12
, que
já e a de ce o modo popula na F ança pa a ep odução de imagens e já e a u ilizada na imp ensa
da época pa a ilus a alguns de seus ex os e o na a in o mação melho comp eensí el, an o
como o ma de ap esen a a in o mação no que i ia a ecebe o nome quase um século depois de
in og á icos, quan o em ep odução de imagens e e en es à no ícia esc i a, num egis o não
empo al como ‘ es emunha’.
Es e segundo aspec o do uso da li og a u a, e a o que Dague e e Niepce iden i icam como
po encial do que ha iam c iado e ainda não possuía nome. Sua sociedade busca a cons ui uma
manei a de ixa a imagem da câma a escu a no papel/cou o b anco, após a e elação po ni a o
de p a a. Po ém, Niepce aleceu an es de encon a uma espos a. Dague e se man e e
pesquisando e ao coloca o nega i o em uma solução de água e sal (ibid, p. 17) man e e a imagem
inal e ada. O nome “ o og a ia” é, em mui as li e a u as, c edi ado à John He sche, po ol a de
1839, mas He be Flo ence, um ancês adicado no B asil, já ha ia mencionado a pala a
pho og a ie em documen os seus em 1833 (ibid, p. 54). Dague e não ha ia ba izado, mas ha ia
c iado a o og a ia.
Seu modelo de ixação da imagem oi chamado de “dague ó ipo” e espalhou-se com ce a
apidez pelo mundo ociden al pa a os egis os de amílias abas adas, paisagens e mesmo
cons uções. Nes e p imei o momen o, documen a Newhall, a década de 1840 su gem as
p imei as e is as com o og a ias. Em 1841 é egis ada, pelo dague ó ipo, a imagem da
p ocissão do cen ená io do impe ado Joseph II em Viena, na Áus ia, que pa a di e sos au o es
é o início do o ojo nalismo. Das e is as o og á icas, a inglesa The Pho og aphíc ]ou nal é das
mais p es igiadas da época ao lado da Illus a ed London News. É nes e ambien e e e escen e
que Roge Fen on, a despei o de di e sos colegas o óg a os dedicados a egis os locais, decidi
i às en es de comba e da Gue a da C imeia
13
, onde ealizou o os do con li o, que o am
expos as na gale ia Wa e Colou Socie y em Lond es e e e sua p incipal o og a ia “O Vale da
Somb a da Mo e” (Figu a 2) publicada no segundo olume da TPJ de 1855, em sua página 221
(Newhall, 2006, p. 86). A imagem em acompanhada de uma no a do edi o :
“Com sua e í el suges ão, já não aquela que despe a a memó ia, mas aquela que
coloca ma e ialmen e dian e dos olhos, com a ep odução o og á ica, balas de canhão
espalhadas ao undo do ale como o im de um mon e de ne e de e ida”. (Edi o TPJ,
1855)
12
Uma écnica de g a u a, que consis e na c iação de ma cas numa ma iz (ped a calcá ia), sem incos e p o undidades,
a a és de um lápis ‘go du oso’, e a ealização das cópias imagens se da a po meio da máquina de p ensa manual.
A écnica oi c iada po Alois Sene elde .
13
Con li o que du ou en e 19853 e 1856 en e o Impé io Russo e o Impé io O omano e seus aliados, den e eles a
F ança e o Reino Unido.
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14
Es a a de e minada ali, como em di e sas publicações simul âneas em di e sos luga es, a
p imei a aliança do jo nalismo esc i o com uma pla a o ma ecnológica. Também ali nascia uma
linguagem jo nalís ica, a do o ojo nalismo.
2.2.2 Cinema Pa a In o mação
A c iação da o og a ia auxilia ia, décadas depois, na in enção do cinema, que de i a
basicamen e das écnicas de cap ação de imagem po câma a escu a e p ojeções óp icas como
especi ica Masca ello (2012):
“Os ilmes são uma con inuação na adição das p ojeções de lan e na mágica
14
, nas
quais, já desde o século XVII, um ap esen ado mos a a ao público imagens colo idas
p oje adas numa ela, a a és do oco de luz ge ado pela chama de que osene, com
acompanhamen o de ozes, música e e ei os sono os”. (ibid, p. 18)
Como acon eceu com a o og a ia e di e sos ou os in en os des a ‘e a ecnológica’, o
cinema não em apenas um in en o , como egis a Masca ello (2012). A c iação des a no a
pla a o ma de comunicação se dá numa sé ie de acon ecimen os, que êm suas exibições a
es emunhas egis adas como ma co inicial:
14
Um ap esen ado expunha imagens colo idas p oje adas numa ela, a a és do oco de luz ge ado pela chama de
lampa inas de que osene. As exibições e am acompanhadas de e ei os sono os, música e ozes.
Figu a 2 - O Vale da Somb a da Mo e de Roge Fen on, dos p imei os egis os de
o ojo nalismo da his ó ia. Fon e: A qui o Público BBC
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15
“As p imei as exibições de ilmes com uso de um mecanismo in e mi en e acon ece am
en e 1893, quando Thomas A. Edison egis ou nos EUA a pa en e de seu
quine oscópio, e 28 de dezemb o de 1895, quando os i mãos Louis e Augus e Lumiè e
ealiza am em Pa is a amosa demons ação, pública e paga, de seu cinema óg a o.”
(ibid, p. 18)
Pela aiz a ís ica o iunda das aspi ações das dinâmicas de exibições de imagem, o cinema é
a eba ado numa p imei a o dem como uma o ma de egis a a ealidade, sem uma abo dagem
jo nalís ica, apenas como p á ica e apidamen e é omado pelas a es, em especial o ea o que
le a suas écnicas e ex os pa a o p imei o plano do cinema. Mesmo assim, o cinema acaba
a uando em duas en es impo an es, pois ao egis a o co idiano, ambém conseguiu documen a
ações, a os e con ex os especí icos pa a man ê-los como egis os his ó icos, assim como az o
jo nalismo. Pa a além disso, como linguagem de en e enimen o, o cinema semp e se u ilizou de
sua pla a o ma pa a ques iona , elogia , d ama iza ou c i ica a os da ealidade, mesmo sob um
ex o iccional. Um dos mais emblemá icos egis os nes e aspec o do cinema em suas décadas
iniciais é o ilme usso ‘Encou açado Po emkin’
15
(Figu a 3), di igido po Se guei Eisens ein e
lançado em 1925. O ilme e a a, ainda no cinema mudo, uma ebelião oco ida em 1905 en e
os ipulan es do na io de gue a so ié ico Po emkin con a seus supe io es. A ebelião ealmen e
acon eceu e oi uma das bases da e olução ussa, que e e seu des echo his ó ico eal em 1917,
com a queda da mona quia ussa que le ou ao pode o Pa ido Bolche ique sob comando de
Vladimi Lenin.
15
Em Po ugal o ilme ecebeu o nome de ‘O Cou açado Po emkine’.
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16
Já na época do sucesso da ob a de Eisens ein, su gia a escola de cinema ‘documen al’, mui o
o e na Ingla e a, que inha po p opos a única se uma espécie de ‘documen o o icial’ dos a os
his ó icos da época. Há nes a p opos a uma semelhança com pa e da p opos a do jo nalismo, que
é documen a e no icia os a os e, po consequência, o na -se um e e encial his ó ico como
e elação da e dade de um pe íodo, com dados especí icos. Po ém, é a o his ó ico egis ado
po F ancisco Elinaldo Teixei a em colabo ação com Masca ello (2012) ci ando Ca alcan i
(1995), que g ande a maio ia das ob as documen ais iniciais, a a am de ob as com eco e e iés
ideológico de seus ealizado es pa a com um a o. Ou seja, mui o dis an e do que é o jo nalismo.
Um dos g andes exemplos disso é “Nanook, O Esquimó” ilme documen á io ealizado po
Robe Flahe y, lançado em 1922, con a a “ ida eal de um na i o do á ico”. En e an o, anos
mais a de icou p o ado a a -se em g ande pa e de uma his ó ia iccional, c iada a pa i do
pon o de is a de seu ealizado , Flahe y, conside ado um dos ‘pais do cinema documen al’. Na
década de 1950, es es ieses do cinema documen al são azidos à ona, mui os ealizado es
discu em seu o ma o e ao pe cebe ambém o mas de jo nalismo, o cinema de documen á io
alcança sua “escola mode na”, po ém não a ada po emp esas de jo nalismo e dis an e dos
g andes es údios (Teixei a em Masca ello, 2012, p. 253-287). Apesa do con on o inicial com a
icção, o cinema de documen á io passou a se uma das o mas de linguagem do cinema, em
alguns aspec os pa alelo ao jo nalismo, em ou os à p óp ia icção ou mesmo à li e a u a poé ica,
dependendo semp e do eco e p opos o pelo ealizado . De ou o modo, a a és de alguns de seus
ealizado es e mui as ezes de emp esas jo nalís icas, o cinema documen al é uma linguagem
ambém do jo nalismo, mui as ezes des inados à ele isão como bem de ine Cue as Ál a ez
(2018). Es e o ma o ganha o nome de “documen á io exposi i o” a pa i de Nichols (1997).
Figu a 3 - Emblemá ica cena do cinema ei a po Eisens ein na escada ia de Odessa (a ual
Uc ânia), onde apo ou o Po emkin. Fon e: Rep odução do ilme
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17
Todas es as de inições e ap esen ações o am possí eis, após di e sas análises e di e izes
pensadas e epensadas pelos p óp ios ealizado es do cinema.
“As iden idades se de iniam de ou a manei a, mas con inua am de inidas; a na a i a
con inua a e az, ealmen e e az em ez de ic iciamen e- e az. Só que a e acidade
da na a i a não ha ia deixado de se uma icção" (Deleuze, 2005, p. 182).
2.2.3 Rádio pa a no Jo nalismo
De ol a ao im do século XIX, no mesmo pe íodo da c iação do cinema, o i aliano
Guglielmo Ma coni consegue execu a a p imei a emissão adio ônica da his ó ia de uma pon a
(emisso ) à ou a ( ecep o ), p ecisamen e em 1895, após a eunião de uma sé ie de descobe as
ei as po ele p óp io e de ou os cien is as do mesmo pe íodo, como o in en o no e-ame icano
Nikolas Tesla e o alemão Hei inch He z. Todas es as descobe as são o iundas dos es udos e
eo ias do ísico inglês James Cle k Maxwell (1873), que a a és de um conjun o de equações e
ó mulas ap esen ou um que “campo elé ico a iá el” ge a um “campo magné ico” e ice e
e sa. Des es campos elé icos su gi am as “ondas do ádio”.
Documen ada como de Ma coni na Eu opa, po ém egis ada como de Tesla nos Es ados
Unidos, o sis ema de adiodi usão nasce das eo ias de Maxwell pos as à p o a em labo a ó io
pelo p o esso alemão Hei inch He z en e os anos 1885 e 1889. Os es es c edi am à He z (1892)
a p imei a emissão de mensagem ia ádio, a a és da cons ução do p imei o apa elho de ádio
( ecep o ) em 1887, an o que as ondas de emissão des e ipo de mensagem ecebem seu nome. O
abalho de He z é de cu íssima dis ância em sua p imei a emissão, po es a azão, di e sos
his o iado es apon am Ma coni como “o p imei o emisso ” adio ônico. De ce o, po ha e
egis os con umazes e es emunhas, o i aliano ambém ealizou a p imei a emissão en e
con inen es e c iou a p imei a es ação de ádio do mundo, na Ingla e a.
A c iação do ádio a pa i de p ecei os ma emá icos e ísicos, modi ica ia pa a semp e a
p incipal o ma de in e ação en e se es humanos: a comunicação a a és da ala, e ou o campo
das ciências: as humanidades. Na mesma época, as ecnologias desen ol idas ajuda am a
melho a p odu os de comunicação e jo nalismo já exis en es, como as e is as e jo nais de maio
pe iodicidade, endo como des aque uma melho esolução g á ica.
A melho ia das ecnologias c iou nas pessoas a “necessidade” de consumi mais
en e enimen o e uma “melho in o mação”. Des a necessidade, ampliou-se apidamen e o
núme o de jo nais e e is as em odo o mundo e omen ou a expansão das ádios ca apul adas po
shows de alen os musicais, ea os e adiono elas - es e um enômeno de g ande impo ância na
cons ução da adio onia do B asil (Sa oldi & Mo ei a, 2005).
Bem como o cinema, o ádio omou o caminho de p io iza o en e enimen o em odo o
mundo, a se um espaço pa a músicos da época e ex os ea ais como p e iamen e ci ado. Sua
g ande o ça de c escimen o e expansão de audiência se deu en e as décadas de 1930 e 1960, que
Re isão Bibliog á ica
18
em mui os países ge ou o con on o com a TV. Pa a seus p incipais in es ido es e abalhado es,
a unção de “in o ma ” cabia aos jo nais. Po ém, os con ex os egionais e empo ais semp e
omen a am o uso das ecnologias e po es a azão, num pe íodo de pós-gue a com países
de as ados e ou os como o B asil, ainda o mados de maio ia da população anal abe a, a
comunicação o al, a a és da ádio, e a caminho a se consolidado e e o çado. Como discu sou
Gilbe o de And ade, di e o da Rádio Nacional do Rio de Janei o, quando omou posse de seu
ca go, após a ádio e sido “abso ida” pelo go e no de Ge úlio Va gas em 1940:
“Não podemos deses ima a ob a de p opaganda e de cul u a ealizada pelo ádio e,
p incipalmen e, a sua ação ex a-escola ; bas a dize que o ádio chega a é onde não
chegam a escola e a imp ensa, is o é: aos pon os mais longínquos do país e, a é, à
comp eensão do anal abe o.”(Sa oldi, 2018, p. 4)
O caso da Rádio Nacional do B asil se assemelha a si uações pa es em odo o mundo
ociden al, e po isso es á aqui exempli icada. Mesmo em se a ando de um go e no di a o ial, a
adminis ação Va gas colocou à Nacional pa a ba alha po audiência e a u a uma pa cela do
me cado publici á io da época. Assim, omen ou adiono elas, musicais, p og amas cul u ais e
p io izando a cul u a nacional pa a que “os ou in es pudessem en ende e se iden i ica com o
que es a am ou indo” (ibid, p.6), mas aos poucos ab iu espaço em sua p og amação pa a
an ecipa algumas das in o mações dos jo nais do dia seguin e, bem como “comen a ” e mesmo
amplia discussões p opos as pa a epo agens “do dia”. Ao en ega seu ca go de di e o da Rádio
Nacional em 1946, And ade ez ques ão de pon ua que dos 6.720 minu os semanais de
p og amação da Nacional, 740 minu os - ce ca de 12 ho as e 20 minu os - e a dedicado a
in o ma i os e c ônicas. Cons uía-se ali, aos poucos, o jo nalismo de ádio do B asil, que se
consolidou já na década de 1950 e que em 1991 ecebeu sua p imei a emisso a com oda sua
p og amação dedicada às no ícias, a CBN
16
.
O espí i o do ádio, enquan o meio de comunicação social, oi esumido Lou i al Fon es,
che e do Depa amen o de Imp ensa e P opaganda (DIP) do go e no Va gas, em discu so ei o
em 1941, na inaugu ação do g ande es údio da Nacional no Rio de Janei o:
“Não sabemos com segu ança o que nos agua da e de emos es a igilan es. O ádio,
cada manhã, pela apidez da pala a se á semp e agen e e icaz dos p opósi os que nos
animam e das cau elas que as con ingências nos impõem”. (Sa oldi & Mo ei a, 2005, p.
36)
16
Cen al B asilei a de No ícias, conhecida pela sigla CBN, é uma ede de ádios de no ícias com unidades em odo o
B asil, inaugu ada em 1º de ou ub o de 1991. A CBN pe ence ao g upo Globo de Comunicações.
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19
2.2.3.1 Imp esso em Con li o com o Rádio
Como es e abalho se p opõe a discu i a adap ação de uma no a opção de o ma o de
comunicação em pla a o ma ecnológica, as NI em se iço online, é impo an e essal a que
mesmo com uma apa en e ‘ha monia’ en e o jo nalismo adicional (imp esso) e as ecnologias
su gidas en e o século XIX e o XX, as elações nem semp e o am amis osas.
Do exemplo do cinema, emos em conc e o que a en a i a de usão das duas linguagens
(cinema e jo nalismo) de a o não oco eu com o mais pu o de cada p opos a e acabou sendo
adap ado em di e en es o ma os e a é pa a ou as pla a o mas ecnológicas, encon ando um
ela i o sucesso come cial e de p odução na ele isão, que e emos adian e.
O desen ol imen o des as pla a o mas ecnológicas, dado seu imedia ismo, semp e causou
um u o de eliminação da ecnologia an e io . Foi assim com a o o, dada a c iação do cinema,
da mesma o ma com a imp ensa, a o o e o cinema, dada a c iação do ádio e pos e io men e do
ádio pa a com a ele isão. Assim, um dos momen os mais ensos do pon o de is a de ges ão dos
meios de comunicação oi o su gimen o do ádio e a sua opção de e bole ins in o ma i os, como
explica Sa oldi à Vaz Filho (Vaz Filho, 2009):
“Quando o ádio começou p incipalmen e nos Es ados Unidos e na Eu opa, esses
emp esá ios acha am que o meio, sendo ão ins an âneo, da a a no ícia an es do jo nal
sai . Eles ac edi a am que o no iciá io adio ônico pode ia p ejudica os negócios deles
e com o passa do empo, começa am a bloqueá-lo, mas depois passa am a en ende que
o ádio inha indo pa a ica e que eles não pode iam mais i a as cos as pa a esse
eículo de comunicação e que o in e esse popula po ele e a an o que começou a
ocupa as páginas dos jo nais e e is as. Assim, emp esá ios da imp ensa esc i a
passa am a pensa que pode iam e suas p óp ias emisso as. C ia am-se assim edes de
jo nal e de ádio”, (ibid, p. 15).
Es a mo imen ação oi ociden al e é possí el pon ua que em dado momen o, as mídias ádio
e jo nal/ e is as imp essas se e oalimen a am enquan o p odu os. Pa a além de c ia suas
p óp ias ádios, como documen a Sa oldi em odo seu his ó ico de pesquisas acadêmicas, os
meios de comunicação imp essos amplia am suas endas ao aze em in o mes, no ícias,
en e is as e o os com os a is as (músicos, a o es e locu o es) consag ados do ádio, bem como
da am ao ádio s a us de espaço das a es, não apenas popula es, pa a que es a alcançasse as
adicionais audiências eli izadas dos meios imp essos.
2.2.4 Tele isão
Com a p esença e e olução ápida an o do ádio como do cinema, a c iação da “ ele isão”,
como um apa elho domés ico de ecepção de imagem e som de uma base emisso a, passou a se
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20
o obje i o de di e sos in en o es e pesquisado es da época. Po ém, é c edi ada ao escocês John
Logie Bai d, a p imei a emissão ele isi a em 1924 (Bai d, [s.d.]). Bai d c iou um sis ema
mecânico com di e sos disposi i os adap ados pa a o apa elho ecep o ( ele isão) e ez essa
p imei a emissão de uma imagem êmula apenas com me os de dis ância do apa elho emisso ,
uma câme a de cinema com uma mesa de cap ação de áudio adap ada. Em janei o de 1926, Bai d
consegue aze a p imei a emissão de TV à dis ância na p esença de ce ca de 50 cien is as. Em
ab il do ano seguin e, a Bell Telephone Labo a o ies ap esen ou um apa elho melho p oje ado
pa a a ansmissão de ele isão po linhas ixas e links de ádio.
Na década de 1930 iniciou-se uma espécie de ‘co ida ecnológica’ pa a esol e os
p oblemas ap esen ados pelos p imei os p oje os de ele isão. Em pa ce ia com a Ma coni
Wi eless Teleg aph Company a EMI in es iu £100 mil, no p oje o de pesquisa que culminou na
ecnologia conhecido po 405 linhas, descobe o pela equipe do engenhei o Isaac Shoenbe g em
pa ce ia com o ambém engenhei o elé ico Alan Blumlein, que é o ‘pai’ do sis ema de
ansmissão es é eo (s e eo). O sis ema de 405 linhas oi escolhido pela equipe de engenhei os
em ab il de 1938, pela acilidade de sua emissão simul ânea de ídeo e áudio. Bu ns (2000)
explica:
“P io o EMFs decision o p opose he 405-line s anda d, mechanical scanne s had been
cons uc ed o p oduce 243 in e laced lines pe pic u e, and synch onising pulses om
hese scanne s had been used o he expe imen al Emi on came a. The me hod was
in lexible; an elec onic pulse gene a ing sys em was equi ed which could be se o
di e en line s anda ds (ibid, p. 193.)
Dadas as p imei as ecnologias de comunicação com en io e en ega de mensagens,
emp esas que nasce am nes e ambien e de comunicação - como a p óp ia EMI, que a ua a com
ádio e cinema; ou a Ma coni com ádio, eleg amas e simila es - p ocu a am apos a al o e nis o
in es i no desen ol imen o de no as ecnologias pa a seus p odu os (a comunicação em suas
di e sas e en es) e assim, amplia as linguagens de emissão de mensagem.
É nes e úl imo século que se desen ol em os concei os de comunicação como me cado ia
(commodi ie), que no ociden e ecebe o s a us de se o “qua o pode ” ou “pode mode ado ” das
democ acias, dada a impo ância que os meios de comunicação conquis a am em um cu o
pe íodo. Es a denominação em po base as ideias de Mon esquieu (1995), ci ado po Albuque que
(2009):
“O p incípio da di isão de pode es oi ap esen ado po Mon esquieu como um p é-
equisi o pa a a exis ência de libe dade polí ica em uma sociedade, de modo a que
“ninguém seja cons angido a aze coisas que a lei não ob iga e a não aze coisas que
a lei pe mi e” (1982: 186). De aco do com ele, pa a e i a o abuso de pode , é p eciso
que ‘o pode eie o pode ’” (ibid, p.6).
Re isão Bibliog á ica
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Tendo o B asil no amen e como um eco e do uso das ecnologias, sabendo que ali oi ei o
o mesmo pos o em p á ica nos Es ados Unidos e países da Eu opa como a Ingla e a, a ele isão
é inaugu ada no país em se emb o de 1950, com ansmissão di e as, sem emissão e com poucos
ecu sos em e mos de capacidade de a mazenamen o de g a ações. Des a o ma, ainda sem a
aplicação dos p ocessos de edição já mui o e oluídos no cinema, que a TV b asilei a po meio
sua pionei a a Tupi em em 19 de se emb o de 1950 a p imei a edição de um elejo nal, o “Imagens
do Dia” ( e Figu a 4), com egis os de a os g a ados e não edi ados no deco e daquele dia,
segundo Mello (2009).
Apesa de “mais no a” dian e de ou as ecnologias de comunicação, a é aquele momen o,
a ele isão abso eu de manei a mui o ápida a linguagem dos meios de comunicação imp essos
e do ádio. Com a o ça da imagem, em seus p imó dios, sem edição o que azia ao espec ado
uma ideia maio e melho de “ e acidade” e “na u alidade” em elação às ou as mídias, a TV
posicionou-se mui o apidamen e no opo da p e e ência do público, incluindo pa a o consumo
de no ícias.
Es a ep odução é um dos a os egis os digi alizados do elejo nal ‘Imagem do Dia’
disponí eis na in e ne e pode se acessado em:
h ps://www.you ube.com/wa ch? =SYSnA_9P6PE
Figu a 4 - Rep odução do YouTube do elejo nal ‘Imagens do Dia’ do dia 24 de agos o de
1954 no iciando o suicídio do, en ão, P esiden e do B asil Ge úlio Va gas.
Re isão Bibliog á ica
22
“O jo nalismo p a icado na ele isão em ca ac e ís icas p óp ias. Uma das p incipais é
a impo ância da imagem inculada à na a i a. Na cons ução de uma epo agem, po
exemplo, es a no local do acon ecimen o c ia uma sine gia en e o jo nalis a, o a o em
si e o elespec ado , que consegue se imagina pa icipando daquela de e minada ação”.
(Felbe g, 2017, p. 4)
Es a sine gia, que comunica a os às pessoas com mui a li e acia, com meno li e acia e a é
anal abe os da mesma manei a, acabou po c esce e o na -se e e encial de linguagem na a i a
pa a os demais meios de comunicação, como explicou Ramone :
“Se a ele isão assim se impôs, oi não só po que ela ap esen a um espe áculo, mas
ambém po que ela se o nou um meio de in o mação mais ápido do que os ou os,
ecnologicamen e ap a, desde o im dos anos 80, pelo sinal de sa éli es, a ansmi i
imagens ins an aneamen e, à elocidade da luz. Tomando a dian ei a na hie a quia da
mídia, a ele isão impõe aos ou os meios de in o mação suas p óp ias pe e sões, em
p imei o luga com seu ascínio pela imagem. E com es a ideia básica: só o isí el
me ece in o mação; o que não é isí el e não em imagem não é ele isioná e
17
l,
po an o não exis e midia icamen e. (Ramone , 1999, p. 26–27)
O su gimen o da TV mudou mui o a o ma do mundo se comunica , incluindo as a es
cênicas e a música, e cla amen e não deixa ia o jo nalismo de o a, an o que mesmo “an iga”
dian e da in e ne no cibe espaço que conhece emos adian e, a ele isão di a eg as e c ia
endências po e simpli icado a in o mação e p incipalmen e a “mensagem” que se que
ansmi i , como en ende emos a segui com He be Mashall McLuhan.
2.3 Comunicação a a és das ecnologias
Ainda no século XVIII, o b i ânico Thomas Paine publica um a ado in i ulado “Common
Sense” (‘Senso Comum’ em adução li e al), no qual de ende que qualque pessoa, mesmo as
mais “comuns”, pode ia go e na g andes nações ou mesmo cidades. A aiz de seu pensamen o
inha po p incípio básico a obse ância de go e nan es, em especial eis, que go e na am como
bem en endiam suas nações, mais p eocupados em abalha sua linha sucessó ia no pode ao
ealmen e cuida em das necessidades do po o. O a ado classi ica os pode osos como “ilhas”
que go e nam “con inen es”. “Ilhas” po es a em a as ados po comple o do que ealmen e
auxilia ia numa boa go e nança, “a in o mação” (Paine, 2009). Paine é esponsá el po sus en a
17
Te mo cunhado pelo au o pa a de ini o que pode se emi ido a a és da ele isão.
Re isão Bibliog á ica
29
“campo de ba alha” eal (Vie nã) e imaginá io (Es ados Unidos, g aças a ele isão). Como se
ossem um só, com a indi e ença de quem en a domina com o ho o de quem en a não se
dominado po ele.
Após isso, sem medo de e a no os p ognós icos, jun o ao aluno e designe g á ico Quen in
Fio e, ap esen ou em “The Medium is he Massage
22
” ambém em imagens e abalhos g á icos,
as ecnologias como “ex ensão do homem”. Assim, se o ho o da gue a nunca omen ou um
desejo amplíssimo de paz, apenas ge ou mo imen os sociais de maio ou meno ab angência na
his ó ia - caso dos hippies sob e a Gue a do Vie nã -; a ansmissão “ao i o” do que oco e em
uma pa e dis an e do plane a, o na aquele luga a sala de ou a pessoa, g aças á TV.
Em con apon o, Umbe o Eco le ou seus es udos de semiologia a ex os jo nalís icos e pa a
a pe cepção dos meios de cul u a de massa, que em di e sas en es acadêmicas da época o am
apon ados po pa e da academia como “di ecionado es do pensamen o cul u al cole i o”. Como
ou os es udiosos, o i aliano não comp eendia es as p oduções como sis ema de comunicação em
mão única e e e endou:
“Exis e, dependendo das ci cuns âncias sociocul u ais, uma a iedade de códigos, ou
melho , de eg as de compe ência e in e p e ação. A mensagem em uma o ma
signi ican e que pode se comple ada com di e en es signi icados. Assim, ha ia ma gem
pa a a suposição de que o emisso o ganiza a a imagem ele isual com base nos
p óp ios códigos, que coincidiam com aqueles da ideologia dominan e, enquan o Os
des ina á ios a comple a am com signi icados "abe an es'' de aco do com seus códigos
cul u ais especí icos"”, (Eco, 1983, p. 90)
Pa a Eco, o sis ema de comunicação ap esen ado com o ad en o da TV é plu al de
in e p e ação, apesa de sua dominância, em e mos de a enção do público. Como McLuhan aça
em sua “galáxia”, começando pela obse ância da esc i a, os meios de comunicação não são
absolu os. Eco conclui: “esse modelo compe e com os ou os (cons i uídos po es ígios
his ó icos, cul u a de classe, aspec os da al a cul u a ansmi idos pela educação, e c)” (Eco, 1983,
p. 98).
Des as obse âncias da comunicação de massa e a chegada da in e ne solidi ica a ‘E a da
In o mação/Conhecimen o’ em con apon o à ‘E a Indus ial’ e um desdob amen o da ‘E a
Tecnológica’ num momen o em que “os abalhado es começam a u iliza mais a in o mação do
que me amen e a p odução de bens”, O nellas & Mon ei o (2006, p. 554). A demanda po
in o mação e oca de conhecimen o cons ói o ambien e do cibe espaço, com a cons ução de
22
O nome o iginal do li o e a a amosa ase de McLuhan: “The médium is he message” (O meio é a mensagem, em
adução li e al nossa), mas um e o de digi ação ao desen ol e em o layou no momen o da imp essão, ocou
“message” (mensagem) po “massage” (massagem), que se o nou um ocadilho com a elabo ação linguís ica da
ob a. Po isso, os au o es op a am po segui com a imp essão, apesa do e o.
Re isão Bibliog á ica
30
no as e amen as ecnológicas, des a ez, a a és dos compu ado es e da in e ne (De ouzos,
2006).
Comp eende McLuhan o na-se impo an e aqui, pois as NI, como linguagem não-linea de
ecu sos múl iplos de p odu os mul imídia aplicados como p odu o do jo nalismo, ap esen am-
se, p io i a iamen e, como uma o ma de da in o mação em meios digi ais, que pode se ei o ia
compu ado ou mobile, ia ex o, o os, in og á icos, ídeos, áudios e possibilidade de ideojogos.
A escolha de quais a i ícios u iliza pode modi ica po comple o a elação do
usuá io/lei o /espec ado com a in o mação de uma NI jo nalís ica.
2.4 E a do Conhecimen o
Mui os au o es c edi am a McLuhan a alcunha de “p o e a da ecnologia”, po que ao es uda
e comp eende as in e ações humanas com os p odu os linguís icos o iundos das no as
ecnologias, em especial a ele isão, pe cebeu que a in e ação homem-máquina al e a não apenas
a “pe cepção de mundo” do homem em ques ão, como suas elações sociais.
En e an o, há um ou o pesquisado e p o esso do MIT, o g ego Michael De ouzos da á ea
da engenha ia elé ica e compu acional, que dedicou mais de 40 anos de sua ida a pesquisas no
se o , “a humaniza as descobe as ecnológicas” nas pala as de Bill Ga es. Ainda nos anos de
1970, De ouzos p e iu: “Em meados da década de 1990, ês de cada qua o la es ame icanos
e ão um compu ado desk op
23
”. Em sua obse ação labo a o ial e dian e de colegas de ou os
depa amen os, como o p óp io McLuhan, De ouzos pe cebeu um aumen o da busca po
“in o mação” e “conhecimen o” po pa e das pessoas. As ecnologias desen ol idas nos
labo a ó ios inham, já naquele momen o, uma in enção de amplia o acesso à in o mação, mesmo
que em medidas de demandas especí icas. Em sua pa icipação no “Technology and Humani y in
he 21 h Cen u y”, e apa do ci cui o MIT Wo ld Se ies: Asia Paci ic Con e ence, em ma ço de
2001 (em ídeo disponí el na web em h p:// ideolec u es.ne /mi wo ld_de ouzos_ h/)
De ouzous e ela, po exemplo, que a c iação de sis ema de edes de compu ação, que o iginou
a in e ne , oco eu po uma necessidade dos labo a ó ios do MIT de oca em conhecimen o e
in o mação, mas pe de am o o çamen o que cus ea a o anspo e dos dados ia memó ias ísicas.
Dian e daquele ei o, melho ado e ampliado com auxílio de ou os g upos mundo a o a, De ouzos
pe cebeu que a g ande demanda social, compa ilhada po odas as es e as sociais e locais no
mundo, e a po “conhecimen o” e ele es a ia disponí el com os PCs, que em b e e chega iam ao
me cado e se o na iam obje o de acesso a essa “in o mação” al como um dia oi a TV.
De ouzos p e iu, es udou e explicou o que e a es a ‘E a da In o mação’ que es a a po i :
“Se á um me cado do século XXI, onde pessoas e compu ado es, endem, comp am e ocam
in o mação” (1997). Em en e is a ao jo nal b asilei o Folha de S.Paulo, em 18 de e e ei o de
23
Também chamados de compu ado es pessoais e conhecidos pela sigla PC.
Re isão Bibliog á ica
31
1998 (disponí el em h ps://www1. olha.uol.com.b / sp/especial/ j19029806.h m), De ouzos
explicou em de alhes sua isão: “A e olução da in o mação es á nos dando " a o es ele ônicos"
pa a exe ce as unções humanas de semp e. Ela nos ajuda á a comp a , a ende e, o mais
impo an e, a oca li emen e in o mações e abalho elacionado à in o mação. Na mesma
en e is a, des acou a p incipal mudança azida pela in e ne .
“A e olução da in o mação impõe uma p essão de uni icação. Recuemos a Desca es,
Bacon e ao Iluminismo. Um e í el e o oi come ido na época, sepa ando a é da azão
e o homem da na u eza.
Aquilo o nou possí el um eno me p og esso na ciência, e a Re olução Indus ial. Mas
descob imos que al a a alguma coisa - não nos sen íamos in eg almen e humanos.
Com a In e ne e uma ealidade i ual inco pó ea, essa di isão en e ecnologia e
humanismo ai se e o ça como nunca. Se quise mos en ende um mundo cada ez
mais complexo, que não se di ide igualmen e em peças humanís icas e ecnológicas,
e emos de combina as duas coisas e ap ende a lida melho com o u u o.” (De ouzos,
à Folha de S.Paulo em 1998)
Se ol a mos à Sa e (1987), comp eendemos que o homem é um p odu o de si mesmo, que
al e a o ambien e em que i e a a és da comp eensão de no as necessidades. Assim, do pe íodo
P é-his ó ico à E a do Conhecimen o, o homem desen ol eu e amen as, desde lanças aos
compu ado es, ao en a modi ica o meio em que i ia e/ou c ia uma acilidade pa a si em
elação a alguma a i idade. Todas es as al e ações são, de ce a o ma, mudanças ecnológicas,
que c iam “no as necessidades” e dão “ alo ” ao homem e seu “ abalho”. Como esume Sa e:
“É, pois, pe ei amen e exa o que o homem é p odu o de seu p odu o: as es u u as de
uma sociedade que se c iou pelo abalho humano de inem pa a cada um uma si uação
obje i a de pa ida: a e dade de um homem é a na u eza de seu abalho e é seu salá io”.
(ibid, p. 157).
Sil a e al. (2015) ci ando Nicolaci-da-Cos a (2002), essal a que an o a Re olução
Indus ial quan o a ‘E a do Conhecimen o’ são p opulso as de “mudanças sociais, polí icas,
cul u ais, elacionais, nos modos de abalho”, ees u u ando assim, o sis ema econômico social
igen e em boa pa e do mundo, o capi alismo. Es as mudanças, como exempli ica Cas ells (2006)
ci ando B uce Mazlish (1993), êm ans o mado signi ica i amen e “as ca ego ias segundo as
quais pensamos odos os p ocessos” (p. 111).
Po an o, é de des aque que o emp ego de ecnologias, en endidas em g ande pa e da his ó ia
po melho ias de p ocessos, al e a ambien es sociais, essigni ica modos de ida ou mesmo amplia
espaços e sis emas sociais de exis ência. Des a o ma, os p odu os da ‘E a Tecnológica’ não
Re isão Bibliog á ica
32
azem apenas uma no a manei a de se comunica , c iando necessidades cul u ais inexis en es ou
ap oximando pon os dis an es geog a icamen e, como já des acado aqui. Es es p odu os
concedem, a a és de suas melho ias/e oluções, uma no a possibilidade aos homens, em um
ambien e com espaço e empo di e en es. E ei o es e que é des acado nos compu ado es.
2.4.1 Cibe espaço
As discussões sob e a de e minação des e “ambien e” c iado da elação homem-máquina e
homem-homem a a és da máquina, e e seu início na academia en e as décadas de 1940 e 1950
e oi ap esen ado po No be Wiene (1950) ao es abelece o pa adigma da comp eensão do
homem pa a com as máquinas e a manei a como isso pode ia a e a as in e ações sociais. Adian e,
Wiene (1961) es abelece, como já imos (2.1), o “go e no” (cybe ) desse ambien e, que ganha
o nome de “cibe espaço” (do inglês cybe space) a a és de William Gibson em sua p emoni ó ia
ob a de icção Neu omance (1984). Gibson desc e e o cibe espaço como uma “paisagem i ual”
que con inha “ odas as in o mações do mundo” e a a a-se de uma “consciência desenca nada”
que se conec a a “em ede” pa a es a em um campo de ba alha, no qual alguns humanos
“pode iam en a isicamen e” pa a lu a . Se nos eme e mos ao cinema, é possí el a i ma que o
‘cibe espaço’, e mo in en ado po Gibson, é como a Ma ix
24
.
Ali, “um no o mundo” se ia c iado segundo Michael De ouzos (1997) dada a pa icipação
cada ez mais in ensa e ex ensa das ecnologias no co idiano das pessoas. Es e ambien e, que a é
a c iação da WWW, es a a es i o a g upos acadêmicos e mili a es, o na -se-ia um g ande
me cado, cujo p incipal p odu o se ia a in o mação.
2.4.1.1 Comunicação no Cibe espaço
A de e minação des e ambien e " i ual", no qual a comunicação é o p incipal meio de
in e ação en e pessoas de o ma não-p esencial, é elabo ada po mui as “men es eó icas”, como
já apon amos, que iden i icam di e en es ca ac e ís icas des e “local” que não exis e no mundo
ma e ial, exa amen e po se i ual
25
. Po ém, como nos lemb a Cas ells (2006), po mais “ i ual”
que seja, o cibe espaço an es e depois da in e ne só exis e g aças a “g andes es u u as ísicas,
máquinas po en es de p ocessamen o e en io de dados”, os compu ado es e se ido es.
24
Ma ix é um ilme de icção cien í ica, lançado em 1999 com di eção de Lily e Lana Wachowski, es elado pelo a o
Keanu Ree es, que se o nou uma ilogia, cujo úl imo, The Ma ix Re olu ions, oi lançado em 2003.
25
Vi ual seman icamen e signi ica “sem consequência eal, exis ência em eo ia”, po isso po escolhida pa a
de e mina esse “espaço”, que ganhou um segundo signi icado: “ esul ado de uma demons ação ou simulação
c iada po um p og ama de compu ado ”.
Re isão Bibliog á ica
33
Le y (1997) apo a seu p óp io concei o de “ i ual” pa a de e minação des e cibe espaço,
dis an e de semân ica, que pode se en endida em ês sen idos di e en es: o ligado a in o má ica,
o co en e e o ilosó ico, que con undem-se en e si, segundo o au o , dada a ascinação e g ande
imaginá io causado pela ideia de “ ealidade i ual”. Pa a an o, “o i ual sus en a-se a mon an e
da conc e ização e e i a ou o mal (a á o e es á i ualmen e p esen e na semen e). No sen ido
ilosó ico, o i ual é e iden emen e uma dimensão mui o impo an e da ealidade. Mas em
sen ido co en e, a pala a “ i ual” soa assim como um oximo o, um passe de mágica mis e ioso”
(Le y, 1997, p. 51). O au o em ainda po pon o de is a que o “cibe espaço” de Gibson (1984)
e ado ado po mui os usuá ios é dis an e da ealidade que obse a:
“Exis e hoje no mundo uma p o usão de co en es li e á ias, musicais, a ís icas e al ez
a é polí icas que se dizem pa e da "cibe cul u a". Eu de ino o cibe espaço como o
espaço de comunicação abe o pela in e conexão mundial dos compu ado es e das
memó ias dos compu ado es. Essa de inição inclui o conjun o dos sis emas de
comunicação ele ônicos (aí incluídos os conjun os de edes he zianas e ele ônicas
clássicas), na medida em que ansmi em in o mações p o enien es de on es digi ais
ou des inadas à digi alização” (Le y, 1997, p.93-94).
Pa a além dos concei os pensados po Wiene e a c iação ic ícia de Gibson, o cibe espaço
conquis a signi icância com a ampliação das o mas de comunicação a a és da in e ação homem-
máquina e p incipalmen e da in e ação homem-homem a a és da máquina. Es as in e ações são
ampliadas em e mos de ecu sos e de alcance com o ad en o da WWW, a in e ne , nascida da
men e do b i ânico Tim Be ne s-Lee, em ma ço de 1989 e melho ada a a és de uma sé ie de
p o ocolos, es udos, colabo ações e ace os in e nacionais. Como a c iação da In e ne Socie y,
que é uma ins i uição sem ins luc a i os, undada po inicia i a da NSF
26
, com a esponsabilidade
de coo dena emp esas já exis en es de in e ne , a In e ne Ac i i ies Boa d e a In e ne
Enginee ing Task Fo ce - emp esas p i adas que a ua am na cons ução do sis ema de edes
(cabos globais) pa a amplia o alcance da web. (Cas ells, 2006, p.82-89)
A c iação da in e ne modi ica po comple o a comunicação a a és das máquinas, azendo
com que mui os dos agen es acadêmicos da época pensassem o cibe espaço como uma “ e cei a
dimensão”, pa a além das dimensões ísica e espi i ual. Quando Benedik (1991) pensa os
p imei os passos do cibe espaço e o obse a como es a e cei a dimensão o iunda de uma
“ ealidade i ual” com uma de ini i a in e ace homem-compu ado . Ele pensa o cibe espaço
como “um mundo a i icial in ini o onde os humanos na egam em um espaço baseado em
in o mações”. Pensamen o es e que di e ge em ce a medida com John Pe y Ba ow, o “gu u do
26
Agência do go e no ede al dos Es ados Unidos que p omo e pesquisas e educação em odos os campos das ciências
e engenha ia.
Re isão Bibliog á ica
34
cibe espaço”, denominado assim po Bell (2006) e que oi o p imei o a u iliza o e mo
“cibe espaço” pa a desc e e a compu ação em ede (Bell, 2006, p. 16).
É a o que a WWW e a o elemen o ecnológico que al a a pa a que as in e ações
p opo cionadas a a és de compu ado es pudessem se expandi ao pon o de le a seu po encial e
possibilidades às casas das pessoas, das mais comuns, bem como o mo imen o ealizado
apidamen e pela ele isão. Po es a azão, o pensamen o de Bell, sob e o que de a o é o
cibe espaço, con e ge não apenas com os pensado es já ap esen ados, mas ou os que i ão, bem
como com a ealidade p á ica usual da a i idade co idiana no cibe espaço obse ado po es a
pesquisa.
“Cybe space is a complex e m o de ine; indeed, i s de ini ion can be e ac ed h ough
ou h ee s o y- elling opes o gi e us di e en ( hough o en o e lapping) de ini ions.
We can de ine cybe space in e ms o ha dwa e, o example - as a global ne wo k o
compu e s, linked h ough communica ions in as uc u es, ha acili a e o ms o
in e ac ion be ween emo e ac o s. Cybe space is he e in he sim o all hose nodes and
ne wo ks ('wha i is'). Al e na i ely, a de ini ion based pa ly on he symbolic ope
could de ine cybe space as an imagined space be ween compu e s in which people
migh build new sel es and new wo lds ('wha i means'). In ac , cybe space is all his
and mo e; i is ha dwa e and so wa e, ans i is images and ideas - he wo a e
insepa able" (Bell, 2000, p. 6-7).
O desen ol e de ideias ace ca do cibe espaço mui o ai de encon o à conclusão de Bell,
que já e a elabo ada po ele em seus p imei os es udos, não apenas em sua publicação ao im do
milênio. Le y, po sua ez, des aca as po encialidades de comunicação e aspec os écnicos de
comunicação que sus en am a ‘ ecnologia’ na base do cibe espaço em sua de inição:
“Eu de ino o cibe espaço como o espaço de comunicação abe a pela in e ligação
mundial dos compu ado es e das memó ias in o má icas. Es a de inição inclui o
conjun o de sis emas de comunicação ele ônicas (comp eendendo o conjun o das edes
he zianas e ele ônicas clássicas) na medida em que acompanham in o mações
p o enien es de on es digi ais des inadas à digi alização. [...] A pe spec i a da
digi alização ge al das in o mações e das mensagens p o a elmen e a á do cibe espaço
o p incipal canal da comunicação e o p imei o supo e de memó ia da humanidade a
pa i do p incípio do p óximo século”. (Le y, 1997, p. 95 e 96)
Toda es a capacidade de a mazenamen o de in o mação, bem como sus en ação de canais
de oca de in o mações, o na possí el uma no a “ e olução” social, a “E a do Conhecimen o”,
que sus en a a ideia de Benedik sob e o que é, em ação, o cibe espaço:
Re isão Bibliog á ica
35
“A new uni e se, a pa allel uni e se c ea ed and sus ained by he wo ld's compu e s and
communica ions lines. A wo ld in which he global a ic o knowledge, sec e s,
measu emen s, indica o s, en e ainmen s and al e -human agency akes on o m: sigh s,
sounds, p esences ne e seen on he su ace o he ea h blossoming in as elec onic
ligh ”. (Benedik , 1991, p. 29)
2.4.1.2 Tempo alidades
An es mesmo da consolidação des a ‘E a do Conhecimen o’ de manei a globalizada, o
cibe espaço dá seus p imei os passos ainda den o da academia, da obse ância da comunicação
es abelecida nos ambien es sociais nos quais já p omo iam a in e ação homem-máquina, nes e
caso especí ico compu ado es, e homem-homem a a és da máquina (compu ado ). Ali, não há a
exis ência de empo alidades “comuns” que pe meiam a “exis ência eal” dos homens e nasce
nele um ambien e “ i ual” no sen ido de “não eal em empo” como desc i o po Rheingold (
1993).
A discussão de empo alidades é impo an e pa a comp eende o cibe espaço, que é um
ambien e de in e ações humanas, semp e a p esença de empo. Cabe essal a que as ações
humanas, em especial os a anços ecnológicos, se dão mui o em azão da pe spec i a de empo,
em especial “um empo u u o”, como ap esen a ao mundo o pensamen o exis encialis a de Sa e
(2007). A necessidade empo al do se humano impulsiona mudanças de pa adigmas. De aco do
com o pensamen o sa iano, “a empo alidade é e iden emen e uma es u u a o ganizada, e esses
ês p e ensos “elemen os” do empo, passado, p esen e, u u o, não de em se conside ados como
uma coleção de dados (da a) cuja soma de e se e e uada - como, po exemplo, uma sé ie in ini a
de “ago as” na qual uns ainda não são, ou os não são mais - e sim como momen os es u u ados
de uma sín ese o iginal” Sa e (2007, p.158). Pa a o au o , o passado é “memó ia” do que já “não
é mais”, enquan o o p esen e é a “ ealidade do ago a” e o u u o é uma espécie de possibilidade,
que “exis e apenas em si” e quando oco e é “p esen e” (ago a).
Dian e des e pa adoxo exis encialis a, é possí el dize que no cibe espaço udo é p esen e,
incluindo o passado e o u u o. As p imei as obse âncias das in e ações em ede, an es da c iação
da in e ne , po meio de comunicação po código e e-mails, o cibe espaço já es a a de e minado,
po ém nem odas as in e ações e am simul âneas. Ao mesmo empo que uma comunicação mili a
ou acadêmica pudesse se ei a po meio de in e ace de dados com p on a espos a do ecep o
pa a o emisso do dado (simul âneas), a maio pa e das comunicações se da a de manei a não
simul ânea, como a a és de e-mails e paco es de a qui os de hipe media
27
(Leão, 1999), em que
a comunicação oi ealizada e emi ida an e io men e (passado) e que em dado momen o (no
u u o) é ecebido e p omo e in e ação (p esen e) com ecep o .
27
Te mo cunhado po Ted Nelson (1960) pa a designa a eunião de di e en es mídias ( ex o, áudio, imagem e ídeo)
supo ados po sis emas ele ônicos de comunicação.
Re isão Bibliog á ica
36
Na compu ação, bem como no cibe espaço, a memó ia não é o passado de Sa e, mas é a
capacidade de a mazenamen o e p ocessamen o de dados (in o mações), an o em empos
simul âneos quan o não. Po es a azão, o cibe espaço es á semp e lidando com a empo alidade
p esen e e a concei uação humana da pe cepção do que já oi, do que é e o que se á, é dos
p incipais ma cos de “colonização” humana des e ambien e po encial ( i ual) e que ai o nando-
se cada ez mais imp escindí el pa a o jo nalismo p a icado des e ambien e. O a anço das
ecnologias e a c iação da WWW p omo eu a simul aneidade, a a és de edes sociais, salas de
ba e-papo e disposi i os de mensagens ins an âneas, bem como emissão e ecepção de
in o mações.
“C iado e man ido pelo homem, o cibe espaço é um p oje o indi idual/cole i o, haja
is a que cada indi íduo que o inco po a ao seu p oje o singula es á ag egando a si
p oje os alheios e, ao agi nesse ambien e, soma a odos os demais p oje os o seu p óp io
que, po sua ez, é ambém in e io izado po ou os. Nesse palco, as elações ambém
se dão de manei a dialé ica, con udo, de o ma di e enciada do espaço ao i o, an o em
sua ma e ialidade, empo almen e, como nas ações e elações humanas.” (Sil a e al.,
2015)
Com o en endimen o das possibilidades do que se ia o cibe espaço, a academia se ol a pa a
comp eende os e ei os das elações es abelecidas en e homem-compu ado e a a és des a
elação p imá ia no cibe espaço. Da a-se início aí aos es udos mul idisciplina es que compo iam
o en endimen o de “cibe cul u a”.
An es comp eende es es concei os - que são de suma impo ância pa a a comp eensão das
na a i as in e a i as como linguagem do jo nalismo, já que elas se ão em g ande pa e,
ap esen adas ao ‘público’ no ambien e digi al, des a cibe cul u a de e minada -; é p eciso
comp eende o concei o de cul u a, aplicado pa a es as obse âncias. A cul u a como
conhecemos nos úl imos séculos, nos con a La aia (2001), é uma concepção gené ica de
obse ações an opológicas, ge adas de obse ações e nocên icas em p incipal medida, que oi
compelida nes e e mo pelo an opólogo b i ânico Edwa d B. Tylo , que o malizou o pensamen o
ace ca do ema elabo ado pelo ilóso o John Locke (1632-1704) em um ensaio do en endimen o
humano. Cul u a é en ão: o conhecimen o, as c enças, a a e, a mo al, a lei, os cos umes e odos
os ou os hábi os e capacidades adqui idos pelo homem como memb o de uma sociedade, sem
obse ância de he ança gené ica. La aia esume o en endimen o ci ando Ma in Ha is (1969):
“Nenhuma o dem social é baseada em e dades ina as, uma mudança no ambien e
esul a numa mudança no compo amen o”, (La aia, 2001, p. 29).
Pa indo des a comp eensão de cul u a, mui as o am as obse ações e es udos ei os de
como o conhecimen o, as c enças, a a e, as leis, cos umes e a é códigos mo ais se iam
Re isão Bibliog á ica
37
desen ol idos no cibe espaço, dada conexão de pessoas a a és da ede, de di e en es cul u as,
mui as ezes em colabo ação pa a a elabo ação de alguma in o mação ou conhecimen o na
p óp ia ede.
2.4.1.3 Ha away: Ambien e Iguali á io
Como imos, as mulhe es o am mui o impo an es, apesa de subjugadas ou apagadas dos
egis os his ó icos da e olução ecnológica. Sem Ada Lo elace e seu algo i mo p imá io da
“Analy ical Engine”, al ez, a humanidade não es i esse nes e momen o em que a discussão do
ambien e i ual e seu impac o social, al ez a humanidade nem i esse um “mundo i ual”, pois
sem ela não ha e ia seque compu ado es.
E é numa academia com homens a uando no desen ol imen o e nos es udos de no as
ecnologias, em um pe íodo em que as icções cien í icas que e a am usão en e humanos e
máquinas, que a ilóso a no e-ame icana Donna Ha away esc e e seu “Mani es o o Cybo gs:
Science, Technology and Feminism in he 1980s”, que oi publicado em 1985. Nele, impulsionada
pela de esa do eminismo na busca po equidade, an o no ambien e i ual como eal, Ha away
esc e e do ada de i onia sob e a ideia de uma ci ilização cole i a, sem gêne o, aça e pací ica,
o almen e conec ada às máquinas. A p opos a de elação pa a o mundo cibe né ico da au o a
se ia plenamen e pau ada pelas ideias socialis as de opo unidades e condições iguais pa a odos
no ambien e i ual. Pa a Clough & Schneide (2001) ci adas po Bell (2007), o mani es o de
Ha away en elhece mal po que g ande pa e de suas ques ões pe ence ao pe íodo em que oi
esc i o. Po ém, as au o as econhecem a impo ância e a necessidade das c í icas azidas po
Ha away:
“No o he cul u al c i ic has had mo e in luence han Ha away in b inging o wa d
di icul ques ions ha poin o he ways scien i ic wo k and knowledge a e in e
implica ed wi h a wide ange o global and local p ac ices o exploi a ion and
domina ion. In his wo k she has es ablished links be ween cul u al s udies and science
s udies ha bene i bo h lines o wo k.” (Clough & Schneide , 2001, ci ados em Bell,
2007, p. 94)
A p óp ia Ha away comp eende a o ma como seu mani es o o na-se obsole o e busca o
essigni ica , u ilizando da me á o a cybo g pa a ap esen a pon os de con adições na eo ia e
iden idade eminis as, bem como u iliza pon os que conside a bons alice ces do eminismo pa a
c i ica o capi alismo.
“The e is no hing abou being emale ha na u ally binds women oge he in o a uni ied
ca ego y. The e is no e en such a s a e as 'being' emale, i sel a highly complex
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38
ca ego y cons uc ed in con es ed sexual scien i ic discou ses and o he social p ac ices
(Ha away, 1991, p. 152)
E com o nascimen o da in e ne e a consolidação do mundo eal em que humanos es ão
ealmen e conec ados à compu ado es, Ha away abalha a ideia de uma sociedade iguali á ia, das
bases p opos as de seu mani es o, mas e isi adas semp e com um olha iguali á io do pon o de
is a de aça e gêne o, bem como econômico. A au o a ez se e as c í icas aos usos “capi alis as”
do cibe espaço.
A isão de um ambien e i ual, social, iguali á io, onde há espaço pa a a discussão des as
pau as pa a a busca des a eal igualdade é impo an e, pa a es a pesquisa na busca da comp eensão
de como o jo nalismo ap esen ado nes e cibe espaço em o ma de NI pode in o ma e con ibui
na discussão e ap esen ação da es u u ação, sem aze des es obje os das epo agens.
2.4.1.4 Cibe cul u a no ‘Mundo Real’
Ou o pesquisado impo an e de cibe cul u a é o sociólogo espanhol Manuel Cas ells, que
cons uiu sua ca ei a acadêmica o a de seu país na al, com g ande p odução in elec ual ealizada
na Uni e sidade de Be kley, nos Es ados Unidos, dedicado ao en endimen o dos impac os que as
no as ecnologias e iam sob e o mundo do abalho, as elações humanas e a comunicação. O
au o semp e oi um c í ico da linha de análise ecnológica acompanhando “au o es de icção
cien í ica”, em suas ob as op ou em di e sos momen os de nomea o cibe espaço como “ambien e
i ual”.
Cas ells (1996) inicia sua busca nas es u u as da “E a da In o mação”, que cons oem a
‘sociedade em ede’, em uma ob a de ês olumes que iden i ica dois aspec os impo an es: o
‘in o macionalismo’ e ‘modo in o macional de desen ol imen o’, que p omo em impac os eais
no me cado de abalho, na execução de a i idades p o issionais, e icalização de p odução, uma
maio acilidade de ealiza p oduções ansnacionais e o mais impo an e apon amen o: um
eposicionamen o dos se o es inancei os dian e do capi alismo, numa ação de “ eno ação” do
modelo pa a concede ôlego pa a economias.
“A ecnologia digi al pe mi iu o empaco amen o de odos os ipos de mensagens,
inclusi e de sons, imagens e dados, c iou-se uma ede que e a capaz de comunica seus
nós sem usa cen os de con oles. A uni e salidade da linguagem digi al e a pu a lógica
das edes do sis ema de comunicação ge a am as condições ecnológicas pa a a
comunicação global ho izon al”. (Cas ells, 2006, p. 82)
Cas ells an es mesmo de publica o p imei o olume de sua ‘Sociedade de Rede’, pe cebe o
mesmo mo imen o de De ouzos (1991), que é a chegada da in e ne e a ampliação dos dados e
in o mações compa ilhadas pela ede, a ia com que em pouco empo a ‘necessidade’ de e um
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45
mo imen o de chegada à in e ne po pa e das emp esas de mídia se deu de manei a
deso ganizada, sem mé odo ou p incípios básicos de linguagem, e a é os dias de hoje (2021) não
possui uma o ma ação p óp ia, se não á ias. Não exis e consenso sob e como é ei o o
cibe jo nalismo e nem como é cus eado, as únicas ce ezas que as emp esas de mídia, g andes ou
pequenas, possuem são: o mé odo jo nalís ico de apu ação e in es igação p ecisam se
minimamen e p ese ados; a digi alização do jo nalismo no cibe espaço é um caminho sem ol a;
e é necessá io desen ol e linguagens e o ma os pa a que o cibe jo nalismo seja sus en á el
enquan o “p odu o”.
2.5.1 Desen ol imen o do Cibe jo nalismo
A maio ia das ce ezas que emos ace ca do cibe jo nalismo hoje, o am comp eendidas nas
úl imas ês décadas, ao mesmo empo em que o jo nalismo adicional oi adap ando-se e c iando
uma p óp ia linguagem na en ão mais ecen e pla a o ma: ‘o cibe espaço’. Es as adap ações o am
de inidas pela academia em “ ases/e apas/ge ações” jo nalís icas no ambien e digi al. Algumas
des as já abandonadas, ou as e oluí am com o deco e dos empos e con o me a espos a da
audiência. Pa lik (2001) apon a que o cibe jo nalismo passou po ês ases e iden es, que
demons a iam uma “e olução la en e” da p odução jo nalís ica pa a es e meio. Pa a o
pesquisado , as ases, em alguns casos de mídias, se sob epõem ou mesmo são p a icadas em
simul âneo, nes e caso po opção da emp esa de mídia especí ica.
Na p imei a ase, disco e o au o , os meios de jo nalismo online e am dominados po
no ícias e in o mações p oduzidas em p imei a mão pa a ou os meios (pla a o mas). Como
e emos a segui num desenho do jo nalismo online em B asil e Po ugal (2.5.3), es a ase oi
i ida em ambos os países, po ém, em pe íodos empo ais um pouco dis in os. Pa lik apon a
como meados dos anos 1990 como o “ápice” desse p imei o mo imen o, no qual os eículos de
jo nalismo adicional, em especial imp essos, u ilizam o cibe espaço pa a ep odução de
epo agens já ealizadas pa a suas e sões “ adicionais”. Em mui os dos casos, mundo à o a, os
jo nais imp essos se designa am apenas a disponibiliza uma e são digi alizada das mesmas
páginas que se iam encon adas nas bancas, po ém, com as limi ações g á icas (imagens e
esoluções) dos códigos na época. Pa lik chama de “segunda ase”, o momen o em que os g upos
de mídia se eem “ e éns” da audiência demandada em suas e sões online e passam a p oduzi
con eúdos especí icos pa a es a pla a o ma, já incluindo alguns ecu sos anexos de in o mação
como o os e g á icos simples. Nes a ase, pa a mui o meios de comunicação, acon ece ainda nos
anos 1990. Po ém, ainda de aco do com demanda e núme o de audiência, bem como da expansão
e i o ial dos sinais de conexão de in e ne em mui os países, essa segunda ase acon ece apenas
no no o milênio. Há ainda es u u as de cibe jo nalismo de países mais pob es, como os em
Á ica, em que a p imei a ase p a icamen e não exis iu, dado o a aso do a anço do alcance da
in e ne nes as populações, bem como a in luência das expe iências de meios em países
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46
desen ol idos e em desen ol imen o . A e cei a ase, iden i icada po Pa lik já na i ada do
milênio, ala do desen ol imen o de na a i as especí icas pa a o meio online, da u ilização de
ecu sos de hipe ex ualidade e a é mul imídia.
A isão de Pa lik é bas an e pa ecida com a de endida po Benigno Ne o (2007), que apon a
que cibe jo nalismo é ca ac e izado po ases, pa a além da p imei a com a p esença online, dela
su ge a sequência, na qual pa e dos g upos jo nalís icos pe cebem que “pa a chama a a enção
na in e ne ” e a p eciso dedica con eúdo exclusi o, com o in ui o de “cons ui o hábi o” do
acesso aos seus si es pa a le as no ícias. Es e mo imen o dos meios de comunicação ai em
co espondência ao que p e iu De ouzos (1997), que apon ou o “negócio da enda da
in o mação” na in e ne (2.4). Ainda segundo Benigno Ne o, ci ando Mielniczuk (2001), a e cei a
ase ala di e amen e sob e a en ada de emp esas da á ea de elecomunicações e comunicação
adicional do jo nalismo na ede.
Benigno Ne o (2007) apon a ainda pa a a ase da en ada do con eúdo mul imídia no
cibe jo nalismo, sepa ado po ele em dois momen os “Mul imídia Incomple a” e “Mul imídia
Comple a”. Num p imei o momen o, o cibe jo nalismo, apon a o au o , az uso de imagens,
ídeos, in og á icos e a é áudios em meio a seus ex os “de o ma con usa, pois e a possí el le e
ou i a mesma no ícia, ou ainda, assis i ao ídeo com o mesmo ex o. Nesses casos, a no ícia se
o na edundan e e mani es a a incapacidade de pensa o meio digi al como um meio de in eg ação
de linguagens” (ibid 2007:11). Já na o ma comple a: “os múl iplos ecu sos dialogam de o ma
a en iquece a in o mação e não apenas epe i a no ícia em á ios o ma os. Ao se le uma
epo agem, pode-se e acesso ao áudio de en e is as que o am impo an es na cons ução do
ex o inal, ou ainda a ídeos que comp o am o que es á esc i o” (ibid).
Seguindo a mesma isão de ês ases como pila es do desen ol imen o do cibe jo nalismo
po Pa lik (2001), Mielniczuk (2001 e 2003) e Benigno Ne o (2007), Lenzi (2016) ci ando Suzana
Ba bosa (2007) apon a uma chamada qua a ase/ge ação, que es á baseada nos dados ob idos das
na egações dos usuá ios/lei o es pelas páginas online dos eículos de comunicação. Nes a ase,
os dados o nam-se um pon o “es u u an e da a i idade jo nalís ica” a uando da p é-p odução a é
o pós-consumo da in o mação, passando po odas as e apas de p odução,
disponibilização/ci culação e consumo. Pa a além de in e e i nos aspec os cha e da cons ução
dos si es jo nalís icos numa c iação mais dinâmica, di e en e do o ma o es á ico an e io . Es e
concei o de qua o “ge ações/ ases” do cibe jo nalimo é de inido po Sala e ía & Co es (2005,
p. 148-149) como um p ocesso e olu i o em qua o es ágios: epe ição, en iquecimen o,
eno ação e ino ação.
Adian e em seus abalhos de pesquisa e análise do cibe jo nalismo, Ba bosa (2013), e i ica
a exis ência de uma quin a e apa no p ocesso de p odução jo nalís ica, que classi ica como
“con inuum mul imídia”, que em como p incipais ca ac e ís icas: medialidade, ho izon alidade,
mídias mó eis, aplica i os e p odu os au óc ones (ibid, p.42). Ainda segundo a au o a a p esença
de disposi i os ele ônicos com acesso à in e ne , como sma phones e able s, desencadeou uma
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47
no a necessidade de adap ação dos meios de comunicação digi al. Es a necessidade p omo eu
uma econ igu ação de odo o p ocesso: a p odução, publicação, dis ibuição, ci culação,
eci culação, consumo e ecepção dos con eúdos jo nalís icos mul ipla a o ma, ainda segundo
Ba bosa (2013) . A au o a ainda pon ua que es es “aplica i os au óc ones” são “o iginalmen e
desenhados, c iados, edi ados po equipes especí icas” (ibid, p. 43) e que apesa de se em um
mesmo u o do cibe jo nalismo, possui dinâmicas p óp ias de p odução, g amá ica e a é mesmo
modelo especí ico de negócios. Des e modelo, podemos pon ua a cole a de dados de
compo amen o dos usuá ios pa a aplica os concei os da qua a ge ação de “pe sonalização” dos
con eúdos ap esen ados em um p imei o momen o ao usuá io, como ambém pa a o me cado
publici á io, ge ando es e no o modelo de negócios. Essa di e enciação pode se obse ada nas
imagens a segui
33
. Na Figu a 5, é possí el e i ica a “homepage” da e são online do The New
Yo k Times
34
, sendo isi ada com acesso ei o po um assinan e.
Já na Figu a 6, é possí el e i ica o acesso ao aplica i o do The New Yo k Times pa a
disposi i o mó el e sis ema ope acional And oid, que possui uma pa e especí ica de no ícias
pe sonalizadas àquele assinan e, a sessão “Fo You
35
”, que possui um algo i mo p óp io que az
as suges ões de lei u a com base em acessos an e io es do lei o , bem como le a em conside ação
33
Tan o Figu a 5 quan o a Figu a 6 o am egis adas em 7 de se emb o de 2020 a a és da mesma con a de assinan e
(A iane Fe ei a) e no mesmo ins an e, às 12h39 pelo ho á io o icial de Lisboa, Po ugal.
34
h ps://www.ny imes.com/
35
Fo You: em adução li e al ‘P a ocê’
Figu a 5 - Homepage da e são online do The New Yo k Times com usuá io/assinan e a i o.
Fon e: Rep odução do NY imes.com
Re isão Bibliog á ica
48
buscas ecen es e compa ilhamen os com o igem na con a do lei o , independen emen e da
pla a o ma de acesso – in o mações p esen es nos ‘Te mos de P i acidade’ da aplicação.
Es a no a ge ação do cibe jo nalismo exige do p o issional de jo nalismo o mações an es
pouco equisi adas. O p o issional p ecisa comp eende dados, g á icos e o ma ação mul imídia
pa a pode execu a “bem” seu abalho. Es a quin a ge ação o na as NI um p odu o jo nalís ico
ainda mais iá el.
Em seu li o dedicado a jo nalis as mul imídia - aqueles que p oduzem in o mação
mul ipla a o ma (de ecnologias), mas na i os do cibe jo nalismo - , Duy Linh Tu (2015) esume
o ‘ o ma o’ do jo nalismo aplicado ao ambien e digi al, chamando os con eúdos in o ma i os e
no ícias de “his ó ias”:
“Some s o ies should be 400 wo ds. Some should be 140-cha ac e wee s. Some
s o ies should be a single pho o. Some should be da a-d i en mul imedia
ex a aganzas. And, o cou se, some should be ideo. All hese o ma s a e
possible online”, (Tu, 2015, pág.15).
Re isão Bibliog á ica
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2.5.2 Ca ac e ização do cibe jo nalismo
Como Tu (2015) de e mina, as his ó ias no ambien e digi al, incluindo as his ó ias
jo nalís icas, podem se con adas de á ias manei as e o ma os, po ém, há a possibilidade de que
odas es as o mas es ejam jun as numa g ande his ó ia compos a po mui as his ó ias a a és do
uso da hipe ex ualidade. En e an o, an es de nos ap o unda nis o, eco emos a Scola i (2008),
que eúne uma sé ie de concei os u ilizadas po di e en es au o es pa a desc e e o jo nalismo
Figu a 6 - P in da página com copilação especí ica de no ícias pa a o assinan e no aplica i o do
The New Yo k Times. Fon e: Aplica i o NYTimes con a des e au o
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p a icado e ap esen ado no ambien e i ual e delas comp eendeu que o que di e encia o
cibe jo nalismo são:
• A ans o mação ecnológica (digi alização)
• Con igu ação de mui os a mui os ( e icula idade)
• Es u u as ex uais não-linea es (hipe ex ualidade)
• Con e gência de mídia e linguagens (mul imedialidad
36
)
• Pa icipação a i a dos usuá ios (in e a i idade)
Aqui, Scola i de ine es as ca ac e ís icas como as que o jo nalismo ganha em elação à p odução
adicional da in o mação ao chega ao ambien e digi al. Pa a o au o , não exis e mais local de
pe encimen o:
“Si la ieja indus ia cul u al cons i uía un sis ema donde cada medio y lenguaje
ocupaba su luga , en la nue a mediaes e a odo iende a combina se en en o nos
mul imedia. Además, las p ác icas in e ac i as ompen con el consumo pasi o de
los medios massi os”. (C. Scola i, 2013, p. 79)
O au o ainda des aca que a “digi alização dos meios de comunicação”, incluindo ádio e
ele isão, acili a po comple o a “ ansmissão da in o mação” em longas dis âncias, po que no
ambien e i ual ela “não se pe de” e não passa ia pelo e ei o “ ele one sem io”. Na p á ica,
es udos mais ecen es, como Sala e ía (2019), apo am um in e esse da academia em es uda
melho o enômeno das edes sociais, que em alguns luga es e dian e de alguns emas uncionam
como uma espécie de “ ele one sem io” de no ícias p oduzidas pelos eículos de imp ensa,
mesmo que digi ais e com seu acesso ácil a “um clique”, como des aca a como posi i o Scola i.
Mas es á na digi alização dos meios de comunicação, segundo Neg opon e (1995), ci ado po
Scola i (2013), o “po encial de um no o con eúdo o iginado a pa i de uma combinação
o almen e no a de on es”. Pa a Sala e ía (2005): “A digi alização e o ad en o das edes
in e a i as êm sido, na e dade, o maio deses abilizado da mídia”. E a i ência empí ica labo al
des a pesquisado a sal agua da a análise de Sal a e ía e encon a eco em es udos de ecu sos
digi ais especí icos, que em mui o são mal u ilizados ou comp eendido pelos meios de
comunicação. Pa a an o, es a pesquisa segue.
2.5.3 Cibe jo nalismo: B asil e Po ugal
Es e oi o mo imen o das emp esas jo nalís icas no início da e a da in e ne . Os meios de
comunicação c ia am suas páginas web, ou websi e, pa a publica ali pa e do seu con eúdo da
e são imp essa ou mesmo a e são comple a. O in ui o e a ma ca sua p esença no ambien e
36
Te mo cunhado po Scola i (2008) que não encon a adução li e al ou pala a de mesmo signi icado em língua
po uguesa.
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online, mas pouco esul ou. Já no início da WWW, bem como no exemplo do San Jose Me cu y
News, algumas emp esas, mesmo que mais a dias, pe cebe am a necessidade de uma p odução
de con eúdo especí ica pa a a in e ne . Den e mui os casos em odos o mundo, apo amos o
su gimen o da Folha Online
37
, nome dado pelo maio jo nal do B asil em i agem imp ensa, a
Folha de S.Paulo, pa a sua e são online, que azia sinopses das epo agens do dia; e do
Es adão
38
, nome dado à e são online do segundo jo nal mais an igo do B asil, que ambém azia
sinopses das ma é ias de sua e são imp essa e inha como di e encial no ícias de “úl ima ho a
39
”
p oduzidas pela edação de sua agência de no ícias, a Agência Es ado. Ambos no p imei o
imes e do ano de 1995 (Mohe daui, 1999 ci ada em Benigno Ne o, 2006). O mo imen o das
emp esas b asilei as acompanha a o no e-ame icano The New Yo k Times
40
, que ao im de 1994
ganha sua p imei a página na web, ambém publicando sinopses de suas epo agens e que já em
meados de 1995 compôs sua p imei a equipe ol ada a p oduzi jo nalismo pa a o ambien e
online. Mo imen o es e que oi acompanhado pelos meios de comunicação b asilei os, já ao im
daquele ano e com a companhia da e são online de O Globo
41
, que o a acompanhada pelo
websi e da maio ede de ele isão do país e pa e de seu g upo de en o , a TV Globo. Nes e
momen o, o único ecu so de ampliação do con ex o in o ma i o e a a possibilidade dos
hipe ex os (disponibilizados a a és de hipe links). Em azão do sis ema de conexão, a inclusão
de con eúdo mul imídia, em especial imagens em mo imen o, e a pouco u ilizada.
Em Po ugal, segundo Bas os (2010) ci ando G anado 2010, é de 1993 o egis o do p imei o
si e de um meio de comunicação po uguês, o da RTP
42
, e é de maio de 1995 que o p imei o jo nal
imp esso do país, o Público
43
, egis a seu domínio, cujas a i idades são pionei as no país, mas
iniciam-se a diamen e dian e de pa es em ou os luga es do mundo:
“Du an e ce ca de ês anos, o Público limi ou-se a o nece na WEB uma e são
ele ónica do jo nal imp esso. Foi em Se emb o de 1999, em plena c ise de Timo -Les e,
que começou a p oduzi in o mação p óp ia, com a in odução do se iço <<Ul ima
Ho a>>. Os dois jo nalis as que c ia am o si e, José Vi o Malhei os, na al u a edi o de
Ciência e Tecnologia do jo nal, e Ana Ge schen eld, jo nalis a da mesma secção,
começa am po u iliza um compu ado que eles p óp ios ouxe am de casa como
se ido . Além deles, apenas ês jo nalis as e um in o má ico assegu a am inicialmen e
as ac ualizações do “Úl ima Ho a”, ei as en e às 8h e as 24 ho as. Em 2005, o se iço
37
h ps://www. olha.uol.com.b /
38
h ps://www.es adao.com.b /
39
Te mo u ilizado no jo nalismo b asilei o pa a de inição do inglês “b eaking news” ou no ícias do momen o.
40
h ps://www.ny imes.com/
41
h ps://oglobo.globo.com/
42
h ps://www. p.p /
43
h ps://www.publico.p /
Re isão Bibliog á ica
52
es a ia a ca go de onde dos 20 jo nalis as que in eg a am a edacção do público.p ”
(Bas os, 2010, p. 47)
No amen e endo B asil e Po ugal po pa âme o de apon amen os eais, o b asilei o UOL
44
é um des es “meios na i o digi al” c iado po uma emp esa de elecomunicação, a OFL S.A.
Fundado em 1996, o UOL e a o p imei o websi e que os assinan es dos paco es da OFL de acesso
à in e ne , ao qual os usuá ios inham acesso. Ao elabo a em um con eúdo in o ma i o ápido,
a ualizado e cus omizado pa a a in e ne , esses chamados “po ais” c ia am a elação que os meios
de comunicação planeja am quando inicia am o p ocesso p odu i o pa a suas equipes online. Em
Po ugal, o simila é o SAPO
45
, que nasceu no cen o de in o má ica da Uni e sidade de A ei o
em 1995 como um se iço de acesso à in e ne e e-mails.
2.5.4 P incípios do Cibe jo nalismo
Pa a além das e apas da cons ução do cibe jo nalismo que já imos, bem como suas
ca ac e izações, é possí el dize que a academia elabo ou des as ases e de mui os es udos, uma
sé ie de p incípios, que de inem ca ac e ís icas pa a cons ução e ap esen ação do jo nalismo, que
p ecisam se conhecidas e aplicadas nas linguagens que o em ado adas pelo modelo de negócio
do cibe jo nalismo, den e elas as NI.
Cana ilhas (2014) euniu alguns de p incipais pesquisado es da comunicação social e em
especial o cibe jo nalismo pa a ala das “7 di e enças que ma cam” o cibe jo nalismo, ou
webjo nalismo, como de ine o í ulo do li o o iundo des e p oje o. Es as 7 di e enças, que
denominados como “p incípios”, que o am inco po ando-se ao o ma o de ap esen ação do
jo nalismo online, con o me as ecnologias e linguagens o am sendo ap imo adas e em g ande
pa e em azão da demanda eque ida pelo público lei o . Es es p incípios são: Hipe ex ualidade,
Mul imedialidade, In e a i idade, Memó ia, Ins an aneidade, Pe sonalização e Ubiquidade.
Comp eende emos um pouco da cons ução de cada uma das e amen as que ge am es es
p incípios, bem como como di e sos des es p incípios êm po base uma linguagem base, a
hipe ex ualidade.
2.5.4.1 Hipe ex ualidade
A ideia de hipe ex ualidade nasce da necessidade pe cebida pelo ísico e ma emá ico
ame icano Vanne a Bush em a mazena in o mações (dados) e associá-las en e si. Bush
ap esen a em 1945, a a és de um a igo in i ulado ‘As we may hink’, publicado na e is a The
A lan ic Mon hly, seu sis ema de compu ação de dados, pa a um acesso associa i o mais ápido.
44
h ps://www.uol.com.b /
45
h ps://www.sapo.p /
Re isão Bibliog á ica
53
A ideia, que ecebeu o nome de MEMEX, e a espelha a memó ia humana, que acessa egis o em
suas memó ias po associações, e o na assim mais ápido e e e i o o acesso a documen os,
imagens e a ins. Como quase oda e olução ecnológica do século XX, oi desen ol ido pa a a
possibilidade de uma gue a. Bush e a conselhei o e sec e á io do p esiden e F anklin D.
Roos el . As ideias e es udos do p ocesso de Bush o am sendo elabo adas, a é que Theodo e
Nelson, que pa a o desen ol imen o de um p oje o colabo a i o pa a a biblio eca da Uni e sidade
de Ha a d, o melho ou e lhe deu o nome de P oje o Xanadu.
Des e p oje o, nasce o concei o de “hipe ex o”, que se a a de uma na egação não-
sequencial - com unidades mínimas de blocos de ex o, pala as, imagens e sons -, links e lexias.
So a (2016) eco da a de inição que Nelson ez sob e o hipe ex o: “Um conjun o de blocos de
ex os in e conec ados po links, que o mam di e en es i ine á ios pa a o usuá io” (Nelson, 1992
em So a, 2016, p. 107).
“[The] legenda y and da ing P ojec Xanadu, an ini ia i e owa d an ins an aneous
elec onic li e a u e; he mos audacious and speci ic plan o knowledge, eedom and
a be e wo ld ye o come ou o compu e dom. he o iginal (pe haps he ul ima e)
hype ex sys em. Do no con use i wi h any o he compu e book.” (He ada-Sala,
1993 ci ado em So a, 2016, p..107).
Baccin (2017) des aca que não exis e hipe ex o sem link, que é um elemen o que pe mi e a
conexão das lexias. Es as lexias são um e mo pensado po Roland Ba hes, a pa i da c iação de
ob as li e á ias não-linea es, que imaginou uma ex ualidade sem começo e sem im, apenas com
concei os como pon os, aje o ou lexia, que busca de ini a unidade ex ual. So a eco e ao
p óp io Ba hes pa a explica lexia: “Es e ex o é uma galáxia de signi ican es e não uma es u u a
de signi icados, não em p incípio, mas sim di e sas ias de acesso, sem que nenhuma delas possa
quali ica -se como a p incipal, os códigos que se es endem a é onde a alcança a is a; são
in e miná eis” (Ba he s, 1976, ci ado em So a, 2016, p. 109).
Exis e na academia, desde o anúncio do p oje o Xanadu, uma sé ie de es udos sob e
hipe ex ualidade e suas “al e na i as”. O en endimen o ge al é que se a a de bloco de ex os
e/ou imagens, dispos os ele onicamen e e que o necem inúme os e múl iplos aje os e numa
ex ualidade abe a, semp e inacabada e desc i a po suas “ amas”. Na esc i a digi al, apon a
Baccin (2017): “o espaço isual é idimensional, é o hipe ex o que possibili a essa
idimensionalidade, po que há algo ocul o que es á em ou a camada de in o mação”. Nes a
con igu ação, Baccin ci a Mielniczuk (2003:110), os links de hipe ex o digi al des acam-se po
seu “ ecu so écnico que ai po encializa a u ilização de ais ca ac e ís icas” e não sua
in e ex ualidade
46
ou não-linea idade.
46
É a p opos a de abe u a ex ual, pa a qual o ex o é compos o de unidades disc e as de lei u a. De inição de De ida
(1971) ci ado po Baccin (2017).
Re isão Bibliog á ica
54
2.5.4.1.1 Hipe ex ualidade no cibe jo nalismo
Apesa de ap esen a -se como um ecu so de in ini as possibilidades den o da esc i a digi al,
a hipe ex ualidade não es á, em g ande medida, como pa e usual dos con eúdos de
cibe jo nalismo. Baccin (2017) apon a que os ex os jo nalís icos, mesmo na web, ap esen am
uma hie a quia e o dem na a i a, o que e i a em pa es as ca ac e ís icas hipe ex uais des es.
“Os jo nais e i am conduzi o lei o pa a o a das epo agens, limi ando a in e ex ualidade”
(Baccin, 2017).
Os con eúdos jo nalís icos, mesmo de eículos imp essos, são do ados de ca ac e ís icas de
in e ex ualidade e lexia e são esses elemen os que conduzem a lei u a dos ex os. A e e ência,
po exemplo, de um a o an e io de conhecimen o público ao a o que es á sendo no iciado,
p omo e no lei o a in e ex ualidade que auxilia na in e p e ação da hie a quia daquela
in o mação. Po sua ez, as lexias são elemen os do ex o ou mesmo sua ausência, que ins iga o
lei o a pe manece na lei u a.
En e an o, apesa das quali icações que ex os po si só possuem, den o de uma cons ução
na a i a, pa a a ‘ idelização’ do lei o àquele ex o, o não uso ou o uso escasso de ecu sos de
hipe ex ualidade no cibe jo nalismo é uma pe da e Baccin (2017) pon uou ace ca do ema,
eco endo à Tsui (2008) e Meye (2012):
“No jo nalismo, en endemos que o link, além de possibili a a conexão en e ex os que
possam se comple a , pode desempenha ou o papel impo an e: a e i c edibilidade
aos dados e às in o mações que o jo nalis a ap esen a na epo agem, como po
exemplo: po meio de links às on es de in o mação (base de dados, documen os
o iginais, en e is as e depoimen os b u os). O link pode da anspa ência às on es
supo ando a e acidade das in o mações e e elando ao lei o a elação en e o que os
jo nalis as sabem e como eles sabem. Nas mídias adicionais (e aqui ambém incluímos
as do espaço de esc i a digi al que não ap o ei am as possibilidades do link), o lei o
em acesso apenas à ci ação da on e, se quise conhece a in o mação b u a necessi a i
a ás da on e. Tan o o jo nalis a pode disponibiliza aos lei o es o link pa a a on e,
como o lei o pode, po meio das hipe ligações em si es de busca, acessa as on es sem
p ecisa de mui o es o ço e de deslocamen o.” (Baccin, 2017, p.90).
2.5.4.2 Mul imedialidade
O concei o de “Mul imedialidade” e/ou “Mul imidialização” (Lenzi, 2016; Sala e ía, 2014)
do jo nalismo, é u o a p esença de e amen as “mul imídias” e a análises de seus usos em
especial no ambien e digi al.
Re isão Bibliog á ica
61
Lo enz (2014) a a da pe sonalização da in o mação em g aus. No p imei o g au, a
pe sonalização se dá po meio da “ epos a” do meio de comunicação, como na adap ação do
con eúdo pa a o amanho da ela especí ica, seja ela webpage, ela de able s ou mesmo
sma phones. Num segundo g au, o eículo man ém sua homepage de aco do com o pe íodo do
dia (manhã, a de ou noi e), espei ando a o ma como seu público busca no ícias con o me o
pe íodo do dia (u ilizando-se de dados de na egação), bem como espei ando ambém o dia em
que se a a. Po exemplo, em uma sex a- ei a à a de pa a o público médio b asilei o, é uma
es a égia de pe sonalização boa um eículo des aca pau as que en ol am p og amações
espo i as e cul u ais de im de semana, bem como epo agens, po exemplo, que a em da
ealização de pequenas es as em casa. Ou o dado de pe sonalização ainda espei ando o concei o
de dia e ho a se dá pa a si es e/ou aplica i os de meios de comunicação que azem mudança pa a
“ ela no u na”
56
. Te cei o g au a a da possibilidade de in e a i idade do usuá io e ápida
espos a, que ambém auxilia no qua o g au “ajuda na decisão”, que é a o ma como eículo de
comunicação social podem con ibui com in o mações concisas, p ecisas e de ácil
en endimen o, que podem colabo a com a omada de decisão do usuá io a espei o de um
p oblema. Pa a Lo enz, o quin o g au a a da “calib ação e algo i mos”, aqui já a ados e o sex o
g au ala di e amen e da capacidade dos eículos de comunicação e jo nalis as de se adap a em e
muda em a linguagem de aco do com a demanda das audiências, sem nunca deixa de lado a é ica
e os p ocessos do jo nalismo.
2.6 Con e gência das Mídias
Em meados dos anos 2000, o p o esso Hen y Jenkins e olucionou os es udos a uais de
mídia e comunicação de massa ao de ende o que chamou de “cul u a da con e gência”. Pa a ele,
se as g andes emp esas de comunicação, independen e se a ua am no se o do en e enimen o ou
da in o mação, quisessem se man e a uais e en á eis no no o século, e a necessá io abso e a
in e ne e o público consumido como pa e de si e en ende melho o anseio des es consumido es.
O a anço da in e ne domés ica no im dos anos de 1990 mudou a elação en e p odu o es de
con eúdo e seus consumido es, que culminou em uma ‘cul u a pa icipa i a’ po pa e dos
ãs/espec ado es, mas passou a se ejei ada pelas emp esas de mídia, que po sua ez, passa am
a se í imas de uma espécie de “in eligência cole i a”.
A pe cepção de Jenkins le a a comunicação pa a além de pensa um p odu o, desde o
p incípio pa a a unção ansmídia, que pensa um p odu o que uncione em di e en es pla a o mas
e o mas de con eúdo.
56
É um dos nomes pa a a ela escu a, cujo undo que po ho a é b anco, ganha ons de cinza escu o ou p e os, pa a
diminui a emissão de luz azul ao usuá io e pa a colabo a com diminuição do g au de a enção do cé eb o do usuá io
e incen i ando a p odução da mela onina, que é o ho mônio do sono.
Re isão Bibliog á ica
62
“Po con e gência e i o-me ao luxo de con eúdos a a és de múl iplos supo es
midiá icos, à coope ação en e múl iplos me cados midiá icos e ao compo amen o
mig a ó io dos públicos dos meios de comunicação, que ão a quase qualque pa e em
busca das expe iências de en e enimen o que desejam. Con e gência é uma pala a que
consegue de ini ans o mações ecnológicas, me cadológicas, cul u ais e sociais,
dependendo de quem es á alando e do que imaginam es a alando”. (Jenkins, 2008, p.
27).
Pa a o au o , a con e gência, apesa de e sido p opos a há 15 anos o iginalmen e, é um
p ocesso não concluído. Ela é mais do que uma mudança ecnológica, al e a a elação en e as
ecnologias, os me cados, as indús ias, os públicos e a é os gêne os de linguagem e/ou a ís icos.
T a a-se ambém das pessoas assumindo o con ole dos meios de comunicação.
“A con e gência não depende de qualque mecanismo de dis ibuição especí ico. Em
ez disso, a con e gência ep esen a uma mudança de pa adigma, um deslocamen o de
con eúdo midiá ico especí ico em di eção a um con eúdo que lui po á ios canais. em
di eção a uma ele ada in e dependência de sis emas de comunicação, em di eção a
múl iplos modos de acesso à con eúdos midiá icos e em di eção a elação cada ez mais
complexas en e a mídia co po a i a, de cima p a baixo, e a cul u a pa icipa i a, de
baixo p a cima”. (ibid, p. 310)
Assim, Jenkins alcança um esul ado di e en e ao obse ado po W. Russel Neuman, que em
1991 publicou seu en endimen o do hábi o do consumido de mídia, denominado “psicologia da
audiência de mídia”, concluindo que es a não es a a in e essada nas in e a i idades dispos as
pelas ecnologias da época. Neuman apon ou que a audiência é “p eguiçosa”, no sen ido de não
dedica demasiada a enção ao que i ia assis i e ao a o de di idi a enção da TV, po exemplo,
com a aze es domés icos, po exemplo. A conclusão é con á ia ao con á io que mui os eó icos
en endem, á ios em aco do com o que McLuhan.
“As descobe as acumuladas em cinco décadas de pesquisa sis emá ica de ciências
sociais e elam que a audiência da mídia de massa, seja ou não cons i uída de jo ens,
não es á desampa ada, e a mídia não é oda-pode osa. A eo ia em e olução sob e os
e ei os modes os e condicionais da mídia ajuda a ela i iza o ciclo his ó ico do pânico
mo al a espei o do no o meio de comunicação (Neuman em Cas ells, 2003, p. 419).
John B. Thompson (2004) comp eende que o uso dos meios de comunicação “implica a
c iação de no as o mas de ação e de in e ação no mundo social, no os ipos de elações sociais
e no as manei as de elacionamen o do indi íduo com os ou os e consigo mesmo”. Jenkins ai
de encon o a es e pensamen o e ac edi a que a maio mudança p omo ida pelo consumo dos
Re isão Bibliog á ica
63
meios de comunicação, em conjun o com a p esença do consumido no cibe espaço, p omo e a
subs i uição do consumo indi idualizado e pe sonalizado pelo consumo como uma p á ica
in e ligada em ede. Es a o ça é ap esen ada pelo andom
57
, que é ao mesmo empo a
ep esen ação do ideal de “in eligência cole i a” ap esen ado po Le y (2007) como uma “u opia
ealizá el”, pois ‘ninguém sabe udo e odo mundo sabe um pouco”.
Des a o ma, Jenkins apos a num p ocesso de mudança dos meios de comunicação, ealizado
em pa ce ia com as audiências e pa a a abso ção de no as audiências. Não é a pu a ans o mação
em um p odu o de uma mídia especí ica em um p odu o “ ansmídia” e sim o anspo e de
pla a o mas. Um exemplo cla o, den o do jo nalismo que é o oco des e es udo: “s eams de
con eúdo jo nalís icos com p odu os ealizados pa a ele isão, cinema e/ou meios digi ais”.
Em e mos dos meios de in o mação, Jenkins decide dedica empo a pensa a con e gência
des es. Pa a ele, o pessimismo le an ado po ou os au o es e es udiosos a espei o do domínio e
concen ação dos media jo nalís icos em g upos especí icos de meios de comunicação e g andes
amílias, não con ibui com a análise des es, mas omen am no público a uma descon iança e a é
mesmo sua insu gência. O que pa a ele en aquece as emp esas de in o mação. Jenkins, po ém,
ambém ece c í icas às oliga quias dos meios de comunicação e apon a que há “concen ação,
não há di e sidade” em e mos cul u ais. Pa a o au o , com a concen ação, os g andes meios de
comunicação passam a igno a suas audiências a é ce a medida, enquan o os meios de
comunicação de nicho buscam adap a -se ao seu público.
Jenkins eco da a eo ia da “cauda longa
58
” de Ch is Ande son como um a o impo an e
pa a a ação de g andes meios de comunicação pa a acei a e enca a o p ocesso da con e gência.
Pa a ele, ao ou i os “ andoms”, os meios de comunicação não es a ão p eocupados com a
“democ a ização” da comunicação de massa, mas mo idos po in e esses econômicos, de
sob e i ência e manu enção de ele ância. Enquan o os consumido es es ão mo i ados a busca
con eúdos con e gidos ou mul ipla a o mas po in e esses cole i os cul u ais e polí icos.
É possí el conclui que de odos os meios da comunicação de massa, as emp esas
jo nalís icas o am as que menos eagi am à p opos a de Con e gência de Jenkins e cla amen e
“deu de omb os” pa a o que sua audiência pedia. Somando esse dis anciamen o à desc ença
aplicada não apenas na academia, mas no meio social, os meios de comunicação dedicados ao
jo nalismo co em “a ás do p ejuízo”, buscando o mas de a ende os in e esses cole i os
cul u ais e polí icos de suas audiências, em linguagem acessí el.
Es e mo imen o/decisão das g andes emp esas muda na segunda década do no o milênio,
mui o após as cúpulas des es g andes g upos de comunicação pe cebe em a e e i idade da
p opos a de Jenkis (2003) em ou os p odu os da comunicação e cul u a, em c iações ansmídias
(Be e i & Seg e o, 2020, 2020; Campalans e al., 2014; Phillips, 2012; P a en, 2011; C. Scola i,
57
Fandom é pala a em inglês pa a de ini um g upo o ganizado de ãs de qualque assun o, ema, con eúdo de mídia
ou a e.
58
Teo ia publicada em 10 de ou ub o de 2004 e es á disponí el online em: h ps://www.wi ed.com/2004/10/ ail/
Re isão Bibliog á ica
64
2004; Tomasciko a, 2009) e c oss-media (Ib us & Scola i, 2012, 2013; C. A. Scola i & Rapa,
2019), bem como sen i em os e ei os econômicos da mig ação de suas audiências pa a meios de
in o mação de nicho ou com p opos as de expe imen ações de linguagens no ambien e digi al; e
p incipalmen e a mig ação de suas audiências jus amen e pa a p odu os da indus ial cul u al
p oduzidas nes es moldes. Tudo isso c iou em especí ico a “con e gência jo nalís ica”,
amplamen e explo ada na academia na Espanha e que pode se de inida po Sala e ía, Ga cía
A ilés e Masip, ci ados em (Ba bosa, 2013, p. 35):
“(...) un p oceso mul idimensional que, acili ado po la implan ación gene alizada de
las ecnologías digi ales de elecomunicación, a ec a al ámbi o ecnológico, emp esa ial,
p o essional y edi o ial de los médios de comunicación, p opiciando una in eg ación de
he amien as, espacios, mé odos de abajo y lenguajes an e io men e disg egados, de
o ma que los pe iodis as elabo an con enidos que se dis ibuyen a a és de múl iplas
pla a o mas, median e los lenguajes p opios de cada una” (Sala e ía, Ga cía A ilés e
Masip, 2010, p. 59).
2.7 Linguagem: uma b e e pe cepção
Como es a pesquisa em po obje o comp eende “Na a i as In e a i as como Linguagem
do Jo nalismo”, é necessá io aze aqui um pequeno eco de de es udos de linguagem, em especial
de semió ica, pa a comp eende como os símbolos (le as, imagens – g á icas, o os, ídeos -,
e/ou mesmo sons) podem se ag upa e emi i uma mensagem cla a, no obje o des e es udo: uma
in o mação jo nalís ica. Po es e a o, eco emos a Roland Ba hes e Umbe o Eco pa a en ende
como os símbolos cla i icam uma in o mação.
É impo an e ambém pon ua que a linguagem, po si só, não se ap esen a necessa iamen e
em um ag upamen o de símbolos e po es a azão há a di isão dos es udos de semió ica e ilosó ica
da linguagem (Eco, 2014). Na semió ica, a busca é pela obse ação das ó mulas u ilizadas na
comunicação, pa indo símbolos/concei o (signi icado), ao signi ican e, que é como es es
símbolos são comp eendidos. Essa ideia de es udo nasce da pe cepção de Sassu e (2012) pa a as
‘imagens sono as’ (signi ican e) em seus es udos de linguís icas. O pesquisado suíço pe cebe que
há uma di e ença en e o signi icado dos símbolos e a in e p e ação deles, signi ican e, com base
em psicologia social e ge al, pa a comp eende suas eg as.
“o ca á e psíquico de nossas imagens acús icas apa ece cla amen e quando obse amos
nossa p óp ia linguagem. Sem mo e mos os lábios nem a língua, podemos ala conosco
ou eci a men almen e um poema” (de Sassu e, 2012, p. 80)
Re isão Bibliog á ica
65
Essa habilidade humana de c iação e comp eensão da linguagem, oi apon ada po Noam
Chomsky (1955) como “g amá ica ge a i a ans o macional”, que a a ia se uma ca ac e ís ica
p óp ia dos se es humanos pa a aduzi símbolos em linguagens sono as (os idiomas, po an o a
g amá ica). Essa eo ia de Chomsky, que adian e oi e is a pelo p óp io au o , pau ou di e sos
es udos sob e signi icado e signi ican e (semió ica) po décadas, como ambém oi undamen al,
pa a alguns au o es, na cons ução da ‘ iloso ia da linguagem’ mais mode nas.
Umbe o Eco de ende em oda sua ob a dedicada aos es udos da semió ica, que os símbolos
e signi icados podem se comp eendidos de manei as di e en es, dados os con ex os sociais. Pa a
o i aliano, a linguís ica, em seus es udos g ama icais e de es u u a, pouco em a e com as
cons uções de símbolos e o mas pa a a missão mais p ecisa dos signi ican es. Mesmo que a
linguís ica de Chomsky seja comple amen e e dadei a (é eo ia), os con ex os psíquicos
apon ados décadas an es po Sassu e, é que ge am signi icados. Eco abalha em especial com
olha pa a o jo nalismo, de que os símbolos de uma comunicação bem ei a, p ecisam es a
alinhados de início ao im, com o signi icado que os mesmos e ão em suas audiências (Caesa ,
1999). Eco comp eende que há, po o ício, uma necessidade de domínio da iloso ia da linguagem
(g amá ica e es u u a das línguas), po ém, pa a o p o issional da comunicação é p eciso
comp eende os signi ican es. Nes e caso, pa a com a audiência que se alcança, pois semp e que
um enunciado e bal (linguís ico) é emi ido, o ecep o o aduzi á em um enunciado isual e eles
p ecisam se equi ale .
“Se do essimo o a e una analogia con p oblemi linguis ici do emmo i a ci al
p oblema dell'aspe uali à. Nessuno neghe ebbe che Gio anni esce di casa, Gio anni
usci a di casa, Gio anni uscì di casa, Gio anni s a a uscendo di casa, ce amen e
esp imono o signi icano cose di e se e non sono ce amen e enuncia i di e si
iconducibili alla s essa p oposizione, a meno che la nos a semio ica non p i ilegi una
me a nomencla u a negando che le o me e bali con ibuiscano alla cos uzione del
signi ica o di un enuncia o. Pe i o a e enomeni analoghi in un'ope a isi a, ma non
a abili allo s esso modo di un enuncia o e bale, occo e elabo a e ca ego ie p op ie
a quella modali à di app esen azione senza compie e il co o ci cui o della
e balizzazione del sogge o del quad o. Sia chia o che non s o delineando una
di e enza a unzione seman ica e unzione es e ica del quad o: s o dicendo che o si
colgono le modali à seman iche dell'enuncia o isi o, o ci si iduce a nega e al isi o
in quan o ale la capaci à di comunica e signi ica i – così negando che esis ano
signi ica i non immedia amen e in e p e abili in e mini linguis ici.” (Eco, 2014, p. 15)
Des as obse ações, a enção demandada aos úl imos es udos de Eco quando o esc i o ,
semiólogo e jo nalis a i aliano já es a a há décadas a uando com os símbolos pa a concebe
mensagens. Em p imei a pa e, análise de linguagem não-linea , que é exa amen e a única
linguagem ixa das na a i as in e a i as.
Re isão Bibliog á ica
66
2.7.1 McLuhan e Ba hes: A não-linea idade da comunicação
Como imos an e io men e, McLuhan desen ol eu seus es udos de linguagem a a és da
pla a o ma de ecnologias igen es, mas buscou semp e deixa cla o sua di e ença de pe cepção
da comunicação de massa pa a com ou os pensado es de sua época. O canadense abalha
cla amen e a colagem e jus aposição da linguagem, sem busca a cons ução de uma ligação
acadêmica de eo ias, po ém, os esul ados de seus es udos con e gem com ou as abo dagens.
Ma chessaul (2005) aça um pa alelo en e ob as, The Mechanical B ide (McLuhan, 1951)
e My hologies (Ba hes, 1952), que po base analisam a linguagem de massa em anúncios, e is as
em quad inhos, o og a ias, enciclopédias e jo nais. Pa e da semelhança das in e p e ações êm
a e com o a o de ambos se em in luenciados pela li e a u a mode nis a. Segundo Ma chessaul ,
os au o es es a am in luenciados, em especial, po poe as mode nis as e ap esen a dos nomes de
Edga d Allan Poe, Gus a e Flaube , S ephané Malla mé e Cha les Baudelai e, que
comp eendiam a linguagem como es u u a não-linea e não sequencial. Pon ua a au o a:
“I is his non-linea i y ha makes bo h McLuhan and Ba hes’ expe imen al ex s
eadily unde s andable o a new gene a ion aised on compu e games and digi al
media.” (Ma chessaul , 2005, p. 53)
A adoção des a o ma de explo a a linguagem ge ou uma sé ie de c í icas aos au o es e seus
expe imen os ex uais. Den e dos que publicamen e c i ica am McLuhan ou Ba hes, es á James
Ca ey, que classi icou em 1968, ci ado po Ma chessaul , o abalho de McLuhan como
“ilegí imo” e dec e ou: “É uma mis u a de cap icho, ocadilho e insinuação (ibid:53)”. Um dos
de a o es públicos de Ba hes oi Richa d Pica d, deno ando ao es udioso ancês uma
“sis ema ização p ecipi ada" das imp essões ob idas da linguagem que “desconside a as eg as
elemen a es da ciência e a simples a iculação do pensamen o” (ibid: 54). Po ém, os c í icos dos
au o es não pe cebe am na al u a, a di e ença básica en e McLuhan e Ba hes, o p imei o nega
po comple o o es udo de símbolos de Fe dinand de Saussu e (1857-1913), a semiologia,
enquan o o segundo é di e amen e in luenciado po ele.
Comp eende os símbolos linguís icos pela ó ica da semiologia muda po comple o a
pe cepção de ex os não-linea es e cla amen e muda a base de in e p e ação da pe cepção da
comunicação a a és das di e en es pla a o mas. O que ao longo da ida oi pe cebido e
documen ado pelo Ba hes, como em sua biog a ia:
“In daily li e, I eel o hings I see and hea a so o cu iosi y, almos an in ellec ual
a ec ion, which is o a no elis ic o de ”. (Ba hes, 1981, p. 192).
Adep o da semiologia de Saussu e, Ba hes ap esen a uma condição semelhan e à de
McLuhan, quando conclui que a ida co idiana é uma equalização da ealidade - que no ambien e
Re isão Bibliog á ica
67
do século XX ap esen a-se a a és da in o mação jo nalís ica -, e da icção - que se ap esen a no
mesmo pe íodo não apenas a a és da li e a u a e a música, como ambém da ele isão, do ádio,
do cinema, e mais ecen emen e da in e ne . Os caminhos de linguagem de massa pa a al
conclusão são di e en es en e os au o es, como já imos an e io men e, mas possuem o mesmo
mo i ado , segundo Ma chessaul (2005), que é a “missão despe a o público lei o , conscien izá-
lo das ope ações que são inconscien es na ida co idiana” (ibid:55). Pa a ela, a di e ença
undamen al en e as ob as es á na iden idade do capi alismo pa a ambos. Enquan o Ba hes es á
na sociedade ancesa en ando des aze a ‘ideologia bu guesa’, McLuhan es á nos Es ados
Unidos, como imig an e, i endo o auge da u opia do ‘sonho ame icano’ e em no ‘gêne o’ o
pon o cen al pa a a o ganização do consumo.
2.7.2 His ó ias isuais
Pa a além dos símbolos “não cla os” na disposição das na a i as, sejam elas jo nalís icas
ou não, bem como a cons ução de símbolos e mensagens de manei a não-linea ; a
semió ica/semiologia abalha com elemen os de sequência das his ó ias, no caso do jo nalismo,
no malmen e uma sequência c onológica dos a os. Po ém, como de ende Eco (1993), as his ó ias
que impac am e são con adas pelos se es humanos es ão semp e p óximos da cons ução de um
“unicó nio” (mi o), an o pa a uma melho comp eensão, como pa a a c iação de um ínculo do
lei o /ou in e/espec ado com a his ó ia con ada. Há semp e que ha e um ganho, acional ou
i acional, po pa e do lei o /ou in e/espec ado , caso con á io não há conexão.
Pa a Webe (2020), a cons ução de uma na a i a isual com base de dados pode se uma
das e amen as do jo nalismo do no o milênio. Pa a o au o , o conhecido mo e “mos e, mas não
con e” que guia o jo nalismo p o issional desde o século an e io , g aças a adição de no as
ecnologias (imagens e sons), já não é a ual. Pa a Webe , com o uso dos dados ap esen ados de
manei a isual é necessá io que a linguagem jo nalís ica “mos e e con e” quais são os dados e o
po quê de seus símbolos, pois “apenas um dado ans o mado em in o mação isual” não p ende
a a enção do usuá io (lei o /espec ado ). Webe encon a uma mudança na na u eza da na a i a
jo nalís ica, g aças a composição de o mas e manei as de ap esen a dados.
A cons ução de símbolos isuais e ex uais nes e jo nalismo pau ados nos dados de uma
his ó ia espei am uma “sequência”, que acili a o sis ema de na egação, no caso do
cibe jo nalis a, a a és da ‘ olagem’ das páginas - semp e pa a baixo ou no sen ido da di ei a do
usuá io. Es as his ó ias podem se di ecionadas de duas o mas: conduzidas pelo au o ou
conduzidas pelo lei o (Webe ci ando Segel & Hee , 2010). Assim, a cons ução na a i a
ap esen a-se:
Re isão Bibliog á ica
68
“By au ho -d i en, hey unde s and a s ic linea pa h h ough he isualiza ion, hea y
messaging, and no in e ac i i y, whe eas eade -d i en means ‘no p esc ibed o de ing
o images, no messaging, and a high deg ee o in e ac i i y’ (Segel & Hee , 2010,
p. 1146). In case o high in e ac i i y, he use is gi en maximum in o ma ion o explo e
he da a isualiza ion”. (Webe , 2020, p. 300)
2.8 Na a i a
A ‘na a i a’ az pa e do p ocesso humano de p oduzi e epassa qualque ipo de
in o mação a ou os de sua espécie há milênios. Um es udo ealizado em análise-compa a i a do
in elec o de macacos e se es humanos, comandado pelo psicólogo e pesquisado D . Daniel
Po inelli, encon ou nos se es humanos um impulso ina o pa a conec a passado, p esen e e u u o
e é des a ca ac e ís ica que nasce a o ma de comunicação humana, em cons uções na a i as
(ci ado em Mille , 2014, p. 5). Quando Chomsky (1975) elabo a os es udos de que a “linguagem”
é ine en e ao se humano dada sua na u eza social, ele diz, indi e amen e, que o p ocesso na a i o
é pa e da cons i uição da lógica do se humano. Po es a azão, é supos o dize , os p imei os se es
humanos, ainda i en es nas ca e nas, u iliza am- se de imagens, as pin u as upes es, pa a
e a a suas i ências e/ou o que es emunha am a olhos nus, pa a ou os se es humanos. Aqueles
egis os, alguns ainda p ese ados po odo o plane a, e que ambém incluem es a ue as e
escul u as dos pe íodos paleolí ico
59
, neolí ico
60
e idade dos me ais
61
, são na a i as daquele
empo, como p ocesso in o ma i o da ado de passado, que pode ia epe i -se num u u o e do qual
oma a-se conhecimen o no p esen e - momen o do con a o com a na a i a.
Assim pos o, o a o de na a é an e io à ala. E podemos a i ma isso po que especialis as,
como o an opólogo e p o esso Robe Foley
62
, conseguem iden i ica , a a és de ósseis
humanos, que as ca ac e ís icas do co po que mos am que aquelas pessoas já aziam uso do
ecu so da ala, mui o p imá ia, são de 600 mil anos, no im do pe íodo paleolí ico. An es disso,
as na a i as e am ei as po a es em imagem.
De aco do com Tomasciko a (2009), na a é o a o de explica , in o ma algo.
E imologicamen e, sua o igem es á inculada à ideia de sabe , como um ins umen o pa a
ap endizagem e/ou pa a explica o mundo aos ou os. Es a necessidade de ap ende e explica ,
ine en e ao se humano, oi encon ando o mas de se ap esen a de aco do com a p óp ia
e olução do homem. Do supos o, não há e idências his ó icas, desenho na a eia e/ou solo, o se
humano descob iu as pa edes de ochas das ca e nas, pos e io men e aos pigmen ado es na u ais
e assim c iou a a e upes e, en ão desen ol eu a ala, a linguagem po símbolos - a esc i a - que
se desen ol e de uma simbologia isual (hie ógli os, po exemplo) e passa po “ e inamen os”
59
Paleolí ico: pe íodo es ipulado en e 2,5 milhões de anos e 10 mil A.C
60
Neolí ico: pe íodo en e 10 mil e 5 mil A.C
61
Idade dos Me ais: pe íodo en e 5 mil e 3.500 A.C
62
Explicação em en e is a à BBC B asil h ps://www.bbc.com/po uguese/cu iosidades-48757500
Re isão Bibliog á ica
69
como os ca ac e es chineses a é chega ao al abe o a ábico, cuja simbologia é o al abe o que
u ilizamos no ociden e, e pela qual es a disse ação é desen ol ida.
Um dos p imei os esc i os, em o ma de e lexão, sob e “na a i as”, do mundo ociden al é
de Pla ão, em sua ob a III República, que discu e e c ia a p imei a eo ia de cons ução na a i a.
Es a e lexão, ad ém dos concei os da época de my hos (con os) e logos (his ó ia), que são
di ididos pelo ilóso o como my hos em 3 pa es e logos como ansc ição de a os eais com
o dem c onológica - o p incípio básico do jo nalismo, nosso obje o de es udo. Os my hos podem
se alsos, em sen ido de ealidade, como os que ap esen a am os deuses como se es com
ca ac e ís icas humanas (qualidades e de ei os), pa a Pla ão “deus” é pe ei o, po isso “con os”
com cons uções na a i as que não co obo am com a o al “ ealidade”, nes e exemplo, a isão
do ilóso o de “deus”. Pla ão iden i ica ainda o my hos e dadei o que cons i ui numa
ap esen ação de um se eal com ce a c onologia; e my hos an asioso, do qual não se pode
e i ica a e acidade.
Po ém, é seu pupilo, o ambém ilóso o A is ó eles, quem iden i ica, apon a e egis a
ca ac e ís icas na a i as de aco do com a “ o ma” ap esen ada. Isso se dá no li o Poé ica, da ado
de 300 anos A.C (1991), que se o igina nas ano ações dos alunos do ilóso o, que discu e poesia
e a e, buscando di e encia elemen os en e a poesia e a agédia. A is ó eles (1991) pon ua que
a na a i a, quando bem cons uída, é cons i uída de seis elemen os: pe sonagens (e hos),
pensamen o (dianoia), ala (lexis), música (melo), espe áculo (opsis) e a gumen o (my hos: mi o).
E es a es u u a con igu a uma “coe ência” (social e/ou c onológica e/ou lógica) da ob a do pon o
de is a do espec ado , no caso da análise do ilóso o. Po ém, que se con i ma em qualque meio
em que seja a na a i a aplicada/ap esen ada como pon uam, di e a ou indi e amen e, odos os
au o es consul ados po es a pesquisa.
A is ó eles ponde a que a cons ução na a i a se dá pela imi ação ou ep esen ação
(mimesis) do que é eal. Assim, pon ua, sem de ende , que de a o oda cons ução na a i a, seja
ela uma con e sa in o mal en e amigos, a desc ição de um a o oco ido, uma aula em um liceu,
uma ob a poé ica ou ágica ou ainda mesmo nas a es plás icas, nada mais é que a ep esen ação
do que se en ende po “ ida”, sob a ó ica de um po o (e hos).
Des a o ma, o p incipal componen e da na a i a é o “a gumen o” (my hos) no qual a
pe sonagem é ap esen ada e no deco e da his ó ia/ ábula/música/poesia/no ícia/a e plás ica, e
passa a en en a pon os em sua aje ó ia que podem ou não segui a hipó ese-dedu i a (dianoia)
mais cla a a quem acompanha a na ação. A pe sonagem pode come e um e o c ucial (hama ia)
que muda po comple o seu des ino e pode se o pon o de i ada da his ó ia (pe ipe eia), que ainda
pode se o igina do descob imen o da pe sonagem de dados essenciais de sua pe sonalidade ou
pessoas p óximas (anagnosis). A pe ipe eia da na a i a pode ainda se o igina ou se esoluciona
na ca a se
63
da pe sonagem.
63
A is ó eles comp eende ca a se como a pu i icação da alma po meio de uma desca ga emocional p o ocada po um
auma.
Re isão Bibliog á ica
70
Po an o, A is ó eles de ende que a na a i a nada mais é que a cons ução de um mi o
ap esen ado ao público independen e do “meio” que se á usado pa a sua ap esen ação. Es a ideia
de “mi o” adian e passa a se o na uma ó mula de cons ução (li e á ia, ea al e mais
ecen emen e cinema og á ica) es udada, ca alogada e esumida po di e sos au o es (Ba hes,
2006; Campbell, 2004, 2009; Eco, 1993; Lé i-S auss, 2008; McKee, 1997; P opp, 1968; Vogle ,
2007).
2.8.1 Na a ologia
A base dos pensamen os de Pla ão e A is ó eles ace ca da cons ução na a i a humana,
ge ou milênios mais a de a “na a ologia”, que nada mais é que es udo ap o undados sob e
o mas de se con a “his ó ias”. Tomasciko a (2009) apon a que a na a ologia se desen ol eu de
es udos de c í icos li e á ios e em po base o o malismo usso (P opp, 1968) e o es u u alismo
ancês de Lé i-S auus, Roland Ba hes e Tz e an Todo o , odos ap esen ando publicações no
deco e de 1977 (ibid).
Pa a Tomasciko a, a na a ologia pode se di idida em ês e en es. O p imei o g upo,
o mado po o malis as e es u u alis as sus en a que uma na a i a nada mais é que uma
“sequência de a os” con ados em o dem de sucessão, independen e do meio em que é expos o.
A segunda e en e de ende que oda na a i a é um discu so, com mensagem a se epassada. A
au o a ci a seus p incipais de enso es: Gé a d Gene e, Mieke Bal (1985) e Seymou Cha man
(1978). Já a úl ima e en e a gumen a que uma na a i a é um a e a o comple o, no qual o
ecep o da na a i a é que lhe dá signi icado. Tomasciko a (2009) ci a os es udos pós-
es u u alis as como conclusi os pa a o e cei o g upo em au o es como Roland Ba hes (2004),
Umbe o Eco (1979), Jean F ançois Lyo a d (1991b) (ibid).
Apesa de odos es es g upos de pesquisas, alguns sucessi os a ou os como uma “e olução”,
é de en endimen o ge al que a cons ução na a i a em po obje i o “da sen ido” ao mundo, o
explicando e/ou o in o mando e/ou ap endendo sob e ele. Alguns au o es ampliam as ma gens
des e en endimen o dando no as azões às na a i as. É o caso de Je ome B unne , ci ado po
Scola i (2013), que ê as na a i as como o ma de se “con ence alguém” sob e algo, a a és de
duas o mas: o ela o de a os e/ou odas as o mas de jo nalismo e a na a i a, que a a
de his ó ias in en adas, ábulas, po ém que sejam e ossímeis no uni e so ao qual es á inse ida,
como esume Scola i (2013) ci ando B unne :
“B unne sos iene que hay dos o mas de da sen ido al mundo que nos onda: una
mane a lógica- o mal, basada en a gumen os, y o a na a i a undada en los ela os”
(Scola i, 2013, p.17).
Ou os, como Be ge (1997), sin e izam ainda mais esse “sen ido” às coisas, concebidos pela
cons ução na a i a:
Re isão Bibliog á ica
77
O quin o o ma o é ‘Na a i a Concên ica’ (Figu a 11), que em es u u a in e ações e
desdob amen os da his ó ia que o bi am no en o no de um pon o cen al, que possui á ios pon os
de is a, que podem le a o usuá io ao cen o da na a i a ou em ou os caminhos de aco do com
suas escolhas e com a as de e minações do au o .
Figu a 11 - "Th eaded Na a i e" modelo pensado e ep esen ado e g á ico po Rob Munday,
em po uguês "Na a i a Encadeada"
Figu a 10 - "Concen ic Na a i e" modelo pensado e ep esen ado e g á ico po Rob
Munday, em po uguês "Na a i a Concên ica"
Obje i o
79
3. NI como Linguagem do
Jo nalismo
Es a in es igação em po obje i o iden i ica se o público ge al consumido de jo nalismo
em língua po uguesa em a pe cepção de que um con eúdo jo nalís ico ap esen ado a a és da
linguagem das Na a i as In e a i as. O p oblema que aqui ap esen amos e buscamos encon a
solução é se o público em ge al, consumido de jo nalismo independen e do g au de consumo, dá
ao o ma o das NI o signi ican e de que se a a de um con eúdo in o ma i o/jo nalís ico.
Pa a chega à obse ância da espos a des e p oblema, es a in es igação se p opôs a
desen ol e um p oje o inédi o de epo agem e adap a a mesma à linguagem das NI. A escolha
do ema/his ó ia a se con ado pela epo agem se deu após i ma pa ce ia com um eículo de
comunicação social, que nes e caso oi a agência de no ícias espo i as Tênis News, do B asil,
em pa ce ia com a e são online do jo nal espo i o Lance!, o maio do B asil. Após echa a
pa ce ia com os meios de comunicação, oi de e minada que a publicação de e ia se ei a no
início do mês de junho de 2021 e a pa i des a da a, oi elabo ada uma lis a de assun os a se em
abo dados e icou decidido, que dada a na u eza expe imen al do o ma o pa a os meios de
comunicação, o ema a a ia de uma epo agem especial, não ac ual, a espei o de um ema
espo i o. Des as opções, es a in es igação e seus pa cei os de e mina am que a epo agem em
NI se ia sob e o “ani e sá io” de 20 anos da conquis a do icampeona o de Roland Ga os
68
pelo
b asilei o Gus a o Kue en
69
.
68
Roland Ga os é o nome pelo qual é conhecido do o neio de ênis mais adicional da F ança, que em po nome
o icial Abe o da F ança. O o neio é um dos qua o G and Slams da modalidade espo i a, ou seja, é um dos
p incipais o neios do espo e a ní el global. O Abe o da F ança é ealizado anualmen e, en e o im do mês de
maio e o início de junho, no complexo espo i o de Roland Ga os em Pa is. O o neio é ainda o único dos qua o
G and Slams dispu ado no piso saib o (ou e a ba ida – em e e ência ao pó que se ob ém de ochas de qua zo-
eldspá icas).
69
Também conhecido como Guga, Kue en é na u al da cidade de Flo ianópolis, no Es ado de San a Ca a ina, e o nou-
se nos anos 2000, um dos maio es a le as b asilei os. Jogado de ênis, Guga e e uma ca ei a encedo a, que
começou com o í ulo de Roland Ga os em 1997. P o issional do ênis desde 1995, Kue en ence ou sua ca ei a
p o issional no ano de 2008. Nes es 13 anos, Kue en conquis ou 20 í ulos na eli e do ênis p o issional na dispu a
de simples (indi idual) e ou os 5 em duplas. Dos í ulos indi iduais, os p incipais o am os í ulos em Pa is (1997,
2000 e 2001). Gus a o Kue em oi ainda o núme o 1 do anking de enis as p o issionais de simples, ei o que
alcançou em 04 de dezemb o de 2000, nas quad as do Mas e s Cup em Lisboa, e pe maneceu com o melho enis a
do mundo po 43 semanas.
Obje i o
80
A epo agem ganhou o í ulo “20 anos do Co ação T icampeão de Guga Kue en” e inha
como p opos a se publicada no local de uma epo agem adicional eco dando a his ó ia do
í ulo, e que con a ia com ecu sos habi uais do cibe jo nalismo como mul imedialidade,
hipe ex ualidade e memó ia.
3.1 Desen ol imen o
Com a de inição do ema da epo agem a se elabo ada, es a in es igação passou a abalha
no desen ol imen o da epo agem que se ia obje i o inal da in es igação com o público. Em
uma p imei a ase, o am aplicadas as écnicas jo nalís icas com le an amen o e apu ação de
dados, edação da epo agem, cu ado ia de imagens e ídeos. Com o ex o base da epo agem
adicional elabo ado, en ou-se em uma segunda ase de elabo ação, que oi a adap ação da
epo agem pa a uma NI, espei ando os concei os de na a i as p opos os po (Campbell, 2004,
2009; Vogle , 2007) e ambém a es u u ação das na a i as in e a i as e cons ução s o y elling
(B yan Alexande , 2017; C aw o d, 2005; Domínguez-Ma ín, 2015; Koeni z, 2018; McE lean,
2018; Mille , 2004; Nunes e al., 2017; Phillips, 2012; Ros , 2014; So a, 2016; Tu, 2015). Pa a a
e dadei a cons ução de uma NI, oi escolhido o modelo de “Na ação Encadeada” (Munday,
2016) pa a media as in e ações e o ma de con oles dos usuá ios (lei o es) da epo agem. Em
deco ência de di iculdades na implan ação do modelo jun o aos pa cei os (de alhes adian e), “20
anos do co ação icampeão de Guga Kue en” acabou ganhando no os laye s de his ó ias e po
consequência ado ou a es u u a de “Na a i a Concên ica” (ibdem) e, ambém, “Na a i a
Pa alela” (ibdem). Os ês p incipais ‘capí ulos’ da his ó ia são:
• Rei do Saib o: Que con a a aje ó ia de Gus a o Kue en desde o início de sua
aje ó ia no ênis ainda c iança, passando po agédias, caminhos pelo espo e,
p êmios.
• Co ação T icampeão: Es a pa e con a o caminho de Gus a o Kue en à chegada
de seu 3º í ulo em Roland Ga os. Guga oi o p imei o e único sul-ame icano a
conquis a al ei o.
• Roland Ga os de Mul icampeões: Tópico dedicado a con a a his ó ia de odos
os campeões da edição 2001 do Abe o da F ança, que inclui cha e eminina, cha es
de duplas eminina, masculina e duplas-mis as.
Po an o, a NI des a in es igação é concên ica pa indo de seu início “20 anos do Co ação
T icampeão de Guga Kue en” e em cada um de seus “capí ulos” é cons uído um no o o ma o
dos p opos os po Munday. Sendo assim, a Figu a 12 ap esen a uma isão ge al da NI:
Obje i o
81
3.1.1 Veiculação
Com a cons ução da na a i a elabo ada e os caminhos de in e a i idade açados, a e apa a
segui da de inição dos ex os de cada ase de in e ação, é o inal do p ocesso de cons ução do
cibe jo nalismo, a “publicação”, ambém chamada de eiculação da epo agem. O p ocesso de
publicação de uma epo agem depende de uma sé ie de supo es de p og amação web e de
in e ace de design, que o nam mais ou menos possí eis a publicação de uma epo agem com
as e amen as do cibe jo nalismo ( e ópico 2.5.4).
Figu a 12 - Es u u a de in e ações da na a i a de '20 anos do Co ação T icampeão de Guga
Kue en'. Fon e: O au o
Obje i o
82
Foi nes a e apa que o p imei o p oblema pa a implemen ação da NI desen ol ida su giu. Em
um p imei o momen o, o sis ema de p og amação de epo agens do Lance! Online que não se
mos ou amigá el pa a a implemen ação de in e a i idades que desse ao usuá io pleno domínio
sob e sua aje ó ia na epo agem. A pla a o ma de publicação u ilizada pelo Lance! pa a a
publicação de seus a igos e epo agens é Xalok
70
, que oi desen ol ida pa a se uma pla a o ma
de publicação global, u ilizada po di e sos meios de comunicação social pelo mundo com
des aque pa a as páginas online dos jo nais espanhóis El Pais
71
, El Mundo
72
e Ma ca
73
.
A pla a o ma Xalok possui in eg ação com as edes sociais, publicação ins an ânea, SEO
in eg ado, possibilidade de e amen as de “ao i o” (em di e o) com a ualização em pequenos
ópicos e possibilidade de e-dimensão de o os na p óp ia pla a o ma (Con i a na Figu a 13 a
imagem da in e ace pad ão pa a publicação de epo agem do websi e Lance!). En e an o, o
máximo que essa pla a o ma possibili ada de c iação de in e a i idade en e o usuá io/lei o e o
con eúdo p oduzido é a in e ação com gale ia de imagens. A pla a o ma Xalok, po exemplo, não
possibili a a inco po ação (embed) de nenhum con eúdo publicado em pla a o mas do Google,
como o You ube, além de limi a inco po ações de con eúdos de ou as edes sociais como
Twi e , Facebook e Ins ag am.
70
h ps://www.xalok.com/
71
h ps://elpais.com/
72
h ps://www.elmundo.es/
73
h ps://www.ma ca.com/
Figu a 13 - In e ace Xalok pa a publicação de epo agens no Lance!. Fon e: O au o
Obje i o
83
Na p á ica, a Xalok unciona mui o bem pa a publicação de ex o com uma imagem e/ou
gale ia e a inclusão de hipe links – no caso do si e u ilizados pa a na egação po con eúdo já
publicados (Ve Figu a 14). Sendo assim, a pla a o ma de publicação é incapaz de ge a uma
epo agem eiculada com g andes p ocessos de in e ação, po ém, ealizada den o do concei o
de mul imedialidade (Sala e ía, 2014).
Foi e i icado, po an o, que a publicação da NI di e a no websi e do Lance! se ia
impossí el. Algumas al e na i as de in e ações e g a ismos o am pensadas, po ém, se aplicadas,
i a am da epo agem o aspec o da linguagem das na a i as in e a i as e a de ol e ia pa a a
hipe ex ualidade. Desca ou-se a publicação no meio de comunicação, man e e-se a p omoção
do con eúdo, assim que osse publicado.
A segunda al e na i a de eiculação jun o aos pa cei os se ia a publicação na página da
agência Tênis News. Nela, a pla a o ma de publicação de ex os é a Tiny
74
, que é uma pla a o ma
de código abe o e colabo ação global pa a acili a a publicação de ex os pa a di e en es modelos
de in e ace de design, em código C#, CSS e HTML5. Como é possí el obse a na Figu a 15, a
in e ace de uso do Tiny é bas an e simples e eque conhecimen os básicos de esc i a de código
HTML5 pa a e e i a inco po ações e demais ecu sos de mul imedialidade.
74
h ps://www. iny.cloud/
Figu a 14 - Imagem de uma epo agem adicional publicada, com di e sos hipe links pa a
epo agens publicadas an e io men e. Repo agem essa em hipe ex ualidade Fon e: Rep odução
web
Obje i o
84
Enquan o e amen a, o Tiny em uma maio gama de possibilidades pa a a adição de mais
ecu sos mul imídias na publicação, po ém, a mesma a ques ão de in e a i idade p opos as pela
na a i a cons uída necessi a ia de uma sé ie de páginas publicadas sepa adamen e, in e ligadas
po hipe links. O que no amen e o na ia a publicação, uma epo agem em hipe ex ualidade.
Apesa de pa ece um bom ecu so, em azão do código PHP do websi e TN, as páginas ica iam
disponí eis pa a acessos indi idualizados aos usuá ios, o que descon igu a ia a in e a i idade e
con ole p opos os pelo p oje o.
Com es es p oblemas pa a a publicação ao lado dos pa cei os, a esolução pensada oi a
cons ução de uma publicação do ze o, em o ma de ho si e
75
. A es e ho si e oi dado o nome de
‘In e a i o
76
’, que e e o design de expe iência do usuá io (UX) desen ol ida pelo designe de
75
Ho si e é um ecu so mui o u ilizado pelo ma ke ing digi al pa a a p omoção de campanhas especí icas ou p odu os
especí icos. Um ho si e é um si e, que a ende a uma companhia, po ém meno em amanho e núme o de páginas
que o si e “o icial” da companhia. No malmen e, o acesso des e ho si e se dá a a és do si e o iginal da companhia,
que ao p omo e ( ia banne ou aba de na egação) o con eúdo do ho si e, acaba a aindo o olha e o click do
usuá io.
76
h ps://in e a i o.si e/
Figu a 15 - In e ace Tiny pa a publicação de epo agens da agência TN. Fon e: O au o
Obje i o
85
p odu os E is aldo Cos a da agência Ac i oin
77
. Nele, o am ap esen adas odas as possibilidades
de in e ação p opos as pela cons ução da na a i a ap esen adas na Figu a 12. Já as imagens de
cada uma das páginas e p ocessos de in e ação no ho si e es ão disponí eis na sessão ‘Anexos’
des e abalho.
3.2 Resumo e Conclusões
Po mais que hou esse um aco do de publicação i mado pa a a NI com os eículos em
ques ão e o pleno conhecimen o sob e o o ma o de design da na a i a in e a i a que se ia
p oduzida, ao coloca em p á ica o p oje o da NI, as limi ações ecnológicas, no que ange a
sus en ação dos eículos de comunicação social, mesmo do po e dos pa cei os, mos ou-se como
o g ande empecilho pa a a ein enção do cibe jo nalismo.
En ende-se po “limi ações” os pon os de limi e da u ilização de de e minados códigos e
e amen as de publicação online, dos ecu sos que se dispõe pa a cada meio de comunicação.
Não nos e e imos aos limi es da ecnologia, que desde an es da in enção da in e ne , como imos
po odo o ópico 2.1, não são u ilizados no o al de suas capacidades. As emp esas, mesmo as
que não são de comunicação, não azem uso pleno das ecnologias disponí eis no me cado.
Tal ez po uma ques ão de cus os e de eadap ações e gas os com einamen o de pessoal, os
eículos de comunicação do ambien e digi al es ão semp e um passo a ás da úl ima ecnologia
ge ada, em especial das e amen as de publicação.
Dian e des e p oblema, a solução encon ada não é algo comum as p oduções de meios de
comunicação social em odo o mundo. A opção po um ho si e, nasce de uma adequação de uma
e amen a mui o u ilizada pelo ma ke ing digi al, que em po p opósi o ende p odu os
especí icos ou inicia a enda de algo, a a és de um ambien e pe sonalizado do p odu o e
di ecionado ao público-al o. O concei o de “si e quen e” (ho si e) pa e do p incípio de que o
clique pa a chega a é ele pa e da “cu iosidade despe a po um anúncio b e e”, do “clique
aciden al enquan o se maneja ou a página in e ligada” e/ou do “clique de busca po aquele
p odu o”.
Po an o, oi u ilizando-se des a e amen a que o In e a i o conseguiu anga ia sua
audiência e ainda ge a nos lei o es do ho si e o desejo de “compa ilha ” aquele con eúdo, em
especial pelas edes sociais. Inclusi e e emos adian e a p opo ção, em e mos de audiência, que
a opção po um ho si e ecebeu. O o ma o de ho si e somado à linguagem (NI) c iou uma ime são
do usuá io a pon o de decidi em compa ilha com os seus a expe iência. Uma ime sibilidade
di e en e de Domínguez-Ma ín (2015), em que o usuá io se sen e “ ecebido” pela his ó ia e não
pa e dela, como p é-de e mina a escolha po um ho si e.
77
h ps://www.ac i oin.com
Implemen ação
93
de 1 minu o e 45 segundos, a é a página “Roland Ga os 2001”, que em empo médio de 5
minu os e 9 segundos de na egação. O Google Analy ics não soma ao “ empo gas o na página” o
pe íodo sem in e ação ( olagem da página) ou de acesso a con eúdos ex e nos inco po ados como
gi s, pos s em edes sociais e ídeos publicados no You ube. O luxo médio de á ego no si e
possui o caminho açado na Figu a 22.
O inqué i o ques ionou os usuá ios: “Você gos a ia que i essem mais pe gun as in e a i as
no especial?” e 71,7% esponde am “sim”, con a 12% “não” e 16,3% como “não sei esponde ”.
Os en e is ados econhecem em 91% que o In e a i o se a a de “uma epo agem especial sob e
um ei o de Guga Kue en”, enquan o 5% não soube esponde e ou os 4% a i mou que “não”.
Pa a 61% dos que esponde am ao inqué i o, a NI p opo cionou “uma in e ação que não pensei
se possí el” (Figu a 23), enquan o 13% não soube am esponde e o es an e assinalou “não”.
Figu a 22 - Fluxo de compo amen o de usuá ios indi iduais egis ado em " empo eal" pelo
Google Analy ics com acesso em 13/09/2021. Fon e: O au o
Implemen ação
94
Ainda 61% dos que esponde am o inqué i o apon am a NI como uma “linguagem
ino ado a”, enquan o 22% não soube am esponde e 17% não econhecem o o ma o como
ino ado . (Figu a 24). Ques ionados se “demo a am a comp eende que se a a a de uma
epo agem”, numa escala de 1 a 5, em que 1 ep esen a disco da o almen e e 5 conco da
o almen e, 40% espondeu disco da o almen e, 23% disco da pa cialmen e, 24% sen i em-se
neu os, 7% conco da pa cialmen e e 6% conco da am o almen e.
De odos os que esponde am a es e inqué i o, 62% a i mam nunca e lido ou as
epo agens no o ma o de NI, quan o 27% a i mam já e lido e ou os 11% não soube am
esponde . Ao p imei o e úl imo g upos ques ionamos em quais eículos de comunicação social
o o ma o inha sido lido pelos usuá ios e cu iosamen e 79,3% a i mou e ido con a o com o
o ma o em epo agens do UOL, que u iliza-se como p oje o edi o ial especial do p ocesso de
mul imedialidade (Lenzi, 2016; Sala e ía, 2014) e g a ismos em suas publicações. Meios de
comunicação social p emiados po epo agens em o ma o de NI são apon ados imidamen e po
Figu a 24 - G á ico com espos as da pe cepção da in e ação da NI. Fon e: O au o
Figu a 23 - G á ico com espos as sob e ino ação no o ma o de NI aplicados ao jo nalismo.
Fon e: O au o
Implemen ação
95
quem espondeu es e inqué i o, com des aque de 31% pa a a BBC Online, 13,8% espec i amen e
pa a The Gua dian e The New Yo k Times e 17,2% pa a a The New Yo ke (Figu a 25).
O público que espondeu a es e inqué i o mos ou-se bas an e mis o quando ques ionado se
p e e em uma epo agem com mui os ecu sos mul imídias ( ídeos, o os e pon os de in e ação)
em compa ação a ex os com poucas imagens. Numa escala de 1 a 5, em que 1 é pa a disco da
o almen e e 5 conco da o almen e, 27% do público conco da o almen e e 22% disco da
o almen e ( e Figu a 26).
Figu a 25 - G á ico com apon amen o do público que a i ma já ha ia ido con a o com NI
an e io men e, pa a os eículos que e iam u ilizado do o ma o. Fon e: O au o
Figu a 26 - G á ico de p e e ência pa a con eúdo em o ma o de ídeo. Fon e: O au o
Implemen ação
96
Há ou os con as es no inqué i o, 52% conco dam o almen e com a a i mação “Gos a ia de
le mais epo agens como o especial”, com 24% conco dando pa cialmen e, 14% quase neu o,
7% disco dando pa cialmen e e 1% disco dando o almen e. Já pa a a a i mação: “Não gos o de
epo agens longas”, 33% disco dam o almen e, 24% disco dam pa cialmen e, 18% se sen em
neu os, 8% conco dam pa cialmen e e 17% conco dam o almen e. Dian e da a i mação “Uma
en e is a de ídeo (pa a o You ube) se ia melho que o especial”, 31% disco dam o almen e,
28% disco dam pa cialmen e, 28% se sen em neu os, 5% conco dam pa cialmen e e 8%
conco dam o almen e.
Dos sen imen os despe os pela in e ação com a NI especial, 35% conco da am o almen e
com a a i mação “Sen i-me ime so na epo agem” e ou os 32% conco da am pa cialmen e, já
20% mos a am-se neu os, enquan o 7% disco da am pa cialmen e e 6% disco da am o almen e.
Dian e da a i mação: “Em azão do o ma o, sin o que ago a conheço mui o mais da his ó ia
con ada no especial”, 44% conco da am o almen e, enquan o 34% conco da am pa cialmen e,
15% sen em-se neu os, 6% disco dam pa cialmen e e 1% disco da o almen e da a i mação. Já
dian e da a i mação “Le o especial ez com que eu conhecesse melho pe sonalidades que eu
acha a que conhecia” 33% conco dam o almen e, 36% conco dam pa cialmen e e apenas 4%
disco dam o almen e (Figu a 27).
4.4 Na egação e con eúdo mul imídia como pa e da NI
O p ocesso de na egação pelo ho si e e, ambém, a pe cepção das e amen as mul imídias
ap esen adas na NI ap esen ada po es a in es igação, ambém o am le an adas du an e a ase de
inqué i o. A elocidade com qual o In e a i o ca ega a seu con eúdo oi ques ionado e 47,4%
Figu a 27 - G á ico com as sensações dos usuá ios após le a NI. Fon e: O au o
Implemen ação
97
a i mou “disco da o almen e” da a i mação que o si e se ia “pesado”; ou os 26,3% disco da am
da a i mação, enquan o 15,8% conco da am pa cialmen e. Já quando a a i mação é de que há
“demasiadas imagens” no especial 57,9% disco dam da a i mação, ao pon o que 31,6% icam
indi e en e a a i mação e apenas 10,6% conco dam.
Ainda den o de uma escala de 0-5 em que 0 é pa a disco da o almen e das a i mações e 5
pa a conco da o almen e, ques ionamos os usuá ios a espei o da uncionalidade dos ecu sos
mul imídias a elados a NI “20 Anos do Co ação T icampeão de Guga Kue en”. Con o me
demos ado na Tabela 1:
Tabela 1 - : Inqué i o de ecu sos mul imídia na NI. Fon e: O au o
A i mações
0
1
2
3
4
5
As o os comple am a his ó ia no
especial
2%
12,1%
16,2%
69,7%
As o os dão in o mações a mais à
his ó ia con ada pelo especial
1%
4%
2%
11,1%
22,2%
59,6%
As gi s dão g au de descon ação ao
especial
2%
4,1%
12,2%
15,3%
21,4%
44,9%
O amanho das imagens di icul ou le
o especial
44,3%
15,5%
14,4%
12,4%
8,2%
5,2%
Sem imagens e a melho pa a le o
especial
68,7%
18,2%
4%
5,1%
2%
2%
Os ídeos o am impo an es pa a
en ende a his ó ia con ada no
especial
5,1%
5,1%
9,2%
16,3%
19,4%
44,9%
Te con ole pa a execu a ídeos é
impo an e pa a eu decidi se que o
ou não ê-los
1%
5,1%
22,4%
71,4%
Não assis i aos ídeos p ejudicou
meu en endimen o da his ó ia
34,4%
12,5%
17,7%
24%
8,3%
3,1%
4.5 Resumo
Da implemen ação do p oje o In e a i o, é possí el iden i ica que apesa das al as
expec a i as ace ca de con eúdos p oduzidos na in e ne , há uma “su p esa” po pa e do usuá io
(lei o /espec ado /ou in e) ao pe cebe que o jo nalismo pode se explo ado em de e en es
Implemen ação
98
o mas, incluindo g á icas. Também é possí el pe cebe , a a és do inqué i o, que pa a o usuá io,
o jo nalismo é uma o ma de con a his ó ia es á ica, onde a possibilidade de se aça caminhos
pa a comp eende uma his ó ia não é possí el, já que is o é ei o pelo jo nalis a, que con a a
his ó ia e em po ob igação de o ício se “impa cial”.
A su p esa de odos eio dada a opção de “ esponde uma pe gun a” enquan o se lê uma
epo agem. A pe gun a oi ida po pa e da audiência como um “ es e”, em que odos espe a am
po uma espos a asse i a do In e a i o sob e seu e o ou ace o. Enquan o alguns espe a am
sabe se ha ia “ace ado” a espos a, ou os enca a am como uma eal possibilidade de análise de
sua in e p e ação de ex o. Na sessão anexos des a pesquisa há o ópico com as espos as a única
pe gun a de espos a li e de opções do inqué i o que ques iona a “sensação” de e a
consequência de sua escolha du an e a pe gun a.
Nes a espos a “li e”, a pala a que mais se epe iu oi “in e essan e”, das 92 espos as
colhidas en e os 100 p imei os que esponde am ao inqué i o, que oi a ma gem que escolhemos
pa a es a pesquisa. E é “in e essan e” po se um no o o ma o pa a algo já conhecido. No
cibe espaço, as possibilidades de ações di e en es pa a “coisas adicionais” é que mo em os
usuá ios. Além de mo e , p omo em o ão necessá io “engajamen o”, que nada mais é que a
audiência dedicada em empo e dis ibuição, ampliando a qualidade des as elações.
Engajamen o, inclusi e, é a pala a de o dem do p oje o In e a i o, pois como de alhado
acima, ao menos me ade da audiência o al do ho si e e, ambém, do inqué i o se deu g aças ao
compa ilhamen o dos links ia edes sociais. De aco do com os dados mé icos do Google
Analy ics, no úl imo mês de acesso do In e a i o, 53% de odos os acessos são o iundos de
compa ilhamen o em edes sociais, sendo 41,2% o iundos do Twi e , 5,9% o iundos do
Ins ag am e ou os 5,9% o iundos do LinkedIn (Figu a 28).
Figu a 28 - G á ico de o igem de acesso ao In e a i o. Fon e: O au o
Implemen ação
99
Chama, aqui, a a enção da não o igem de usuá ios pa indo do Facebook, o que ai de
encon o com es udos em andamen o pela Columbia Uni e si y de que cada ez menos con eúdos
jo nalís icos são compa ilhados a a és do Facebook, algumas pessoas e iam eceio de en a em
em p odu o es de no ícias alsas (Fake News), ou as não con ia iam em compa ilhamen os na
ede e o dado apon ado po eículos de comunicação de odo o mundo, que a i ma que sem o
pagamen o de anúncios e a impulsão, median e a pagamen o de publicidade, po pa e das con as
des es eículos, o Facebook diminui cada ez mais o alcance des as publicações.
Pa a além das di iculdades écnicas apon adas no ópico 3 des a in es igação, a
implemen ação do In e a i o p opo cionou aze uma obse ância de que com pouca
“publicidade”, em e mos de p omoção do especial, o con eúdo conside ado bom e ap o undado
do jo nalismo ge a an o ou mais engajamen o que publicações ípicas das edes sociais e as
i alizações. Também apon a que não é possí el mais alcança audiência apenas com lei o es
“ iéis” aos meios de comunicação e é necessá io que os meios de comunicação e os jo nalis as
saibam aze uso das edes sociais e ou as e amen as de ma ke ing.
Conclusões e T abalhos Fu u os
100
5. Conclusões e T abalho Fu u o
Ao elabo a a na a i a in e a i a “20 anos do Co ação T icampeão de Guga Kue en”,
ealiza sua publicação em pa ce ia com meios de comunicação sociais do cibe espaço com
décadas de adição e a ealização de um inqué i o quali a i o, es a in es igação e i icou a maio
necessidade de lexibilização dos con eúdos e o ma os ap esen ados po eículos jo nalís icos,
em especial no cibe espaço. Como a e isão bibliog á ica de alha em seu ópico sob e a E a
Tecnológica, no passado, o jo nalismo es e e na angua da da adap ação de ecnologias de
comunicação pa a a cons ução de linguagens p óp ias pa a a di ulgação de in o mações, bem
como a idelização das audiências, que mesmo com a opção de consumi ou os ipos de
con eúdos cul u ais nas ais pla a o mas ecnológicas ( ele isão, ádio, cinema e a ins), ainda
ese a a empo pa a o consumo da in o mação jo nalís ica, auxiliando a cons ui g andes
conglome ados de comunicação mundo a o a no deco e do século XX. Po ém, como ambém é
possí el e i ica na e isão de li e a u a po nós ealizada, que no im do úl imo século e com o
ad en o da in e ne , as g andes emp esas de comunicação social do mundo pe de am empo ao
não e i ica em o imedia ismo p opos o pela no a pla a o ma e que em an o ala ia com a
ocação p incipal do jo nalismo: in o ma bem, com exa idão e apu ação, no meno empo
possí el pa a da e amen as e dados ao público pa a omadas de decisões e posições.
Quando Jenkins (2008) ala sob e “ esponde os anseios do público” a a és de uma
con e gência, ele ala cla amen e des a necessidade que a cibe cul u a (Cas ells, 2006; Holle e
e al., 1999; Le y, 1997; Pa lik, 2001; Pi es e al., 2017; Sala e ía, 2019; Tu kle, 2005, 2011)
impu ou a cada usuá io e ago a impõe à ealidade de cada um deles, de o ma impe cep í el,
po ém i e e sí el (Tu kle, 2011), mesmo que se epense a elação no ambien e online, como
Tu kle semp e p opôs, bem como De ouzos (1997), o caminho das con e gências e in e ligação
das e amen as pa a a ende aos sen idos e expec a i as dos usuá ios (Domínguez-Ma ín, 2015;
Jenkins, 2008; Sala e ía, 2014; Sánchez-Ga cía & Sala e ía, 2019; C. Scola i, 2013; C. A.
Scola i & Rapa, 2019) é um caminho sem ol a. E mais uma ez, como desde o início do
cibe espaço com es a ligação em ede (in e ne ), a indús ia do jo nalismo mos a-se a asada e
apegada a o ma ações que não uncionam mais. Não uncionam pa a os usuá ios, que mig am
cada ez mais pa a os con eúdos e in o mações p oduzidas pelas edes sociais e seus p odu o es
de con eúdo, deixando cada ez mais pa a o jo nalismo a pon ualidade do “Ha d News”, a
Conclusões e T abalhos Fu u os
101
in o mação ápida e pon ual sob e si uações co idianas como um aciden e em ia de á ego,
a aso no uncionamen o do anspo e público ou g e es de uncioná ios públicos, po exemplo.
Com isso, as audiências podem mui o bem se di eciona em em momen os especí icos do dia pa a
a ele isão ou o ádio e deixa cada ez mais os meios de comunicação social online.
Pa a além desse en endimen o acadêmico e o p á ico, ao e di e sos p oblemas pa a a
publicação da NI, es a in es igação conseguiu obse a es e “a aso” na pe cepção de odos os
usuá ios que esponde am a nosso inqué i o quali a i o. A a és des e inqué i o oi possí el
iden i ica que há uma audiência, que não é pequena, in e essada em p odu os jo nalís icos
di e enciados, ca en e de no as linguagens e epo agens ap o undadas. Os
lei o es/ou in es/espec ado es (usuá ios) es ão dispos os a explo a his ó ias mais p o undamen e
mesmo que es as es ejam di e amen e ligadas a a os que es emunha am ou acompanha am, ou
apenas a os que “se ou iu ala ”. En e an o, o imedia ismo e a elocidade que o ambien e digi al
lhes impõe, c iam uma necessidade al a de e di e en es con eúdos, odos ao mesmo empo e
dada a possibilidade da lei u a em pa es, as na a i as in e a i as apon am como uma al e na i a,
ela i amen e ba a a, pois a a de ecu sos que as edações de meios de comunicação online já
dispõem, como jo nalis as mul imídia, e eque em apenas adequações de publicação.
a. Sa is ação dos Obje i os
O p incipal obje i o des a in es igação e a esponde à pe gun a “Se á o usuá io capaz de
iden i ica e econhece uma Na a i a In e a i a como jo nalismo?” e com a
implemen ação do p oje o In e a i o e a aplicação de inqué i o quali a i o, pa a além de
espos as di e as nas edes sociais – não ap esen adas na a gumen ação des a pesquisa, mas que
e ão alguns des es comen á ios em anexo -, oi possí el a chega a uma espos a de ini i a: o
usuá io (lei o /espec ado /ou in e) consegue, em sua g ande maio ia, iden i ica uma na a i a
In e a i a como con eúdo jo nalís ico. Pa e da in e p e ação dos usuá ios pa e do concei o
p óp io a espei o de no ícia e epo agens, po an o, ao iden i ica em nos ex os, imagens e
demais con eúdos da NI elemen os base de con eúdo jo nalís ico, já econhecem a na a i a
in e a i a como es e p odu o. Pa a além disso, há alguns elemen os comuns em eículos de
comunicação do cibe espaço, como es es in e a i os que ge am in o mação e ap esen ações
g á icas di e enciadas que podem con undi um pouco o lei o dian e de uma NI, que pode i a
se in e p e ada como um “ es e” ou ainda uma ime são g á ica e/ou gale ia de imagens.
Elemen os que podem se eliminados da pe cepção dos usuá ios con o me o c escendo o núme o
de meios de comunicação social que azem uso dela. Po an o, o p incipal obje i o des a
in es igação oi espondido di e amen e e ainda concedeu dados que podem auxilia meios de
comunicação social na cons ução de suas NI, amplia em suas audiências e sua ele ância.
Ou os dois pon os discu idos ao longo des a in es igação alam da necessidade da
con e gência das mídias, explo adas po Jenkins (Jenkins, 2008; Jenkins & Tho bu n, 2003) no
Conclusões e T abalhos Fu u os
102
início do milênio, bem como o c escimen o da aplicação dos concei os ansmidia e c oss-media
((A nau , 2015; Be e i & Seg e o, 2020; Campalans e al., 2014; Díaz Nos y, 2013; Domínguez-
Ma ín, 2015; Gue e o-Pico & Scola i, 2016; Ib us & Scola i, 2012, 2012; In e na ional
Con e ence o Communica ion e al., 2011; Jenkins & Tho bu n, 2003; McE lean, 2018; Phillips,
2012; P a en, 2011; Sala e ía, 2019, 2020; C. Scola i, 2004, 2009; Spinelli & Basso, 2015) ao
con eúdo jo nalís ico p oduzido no cibe espaço. Es a in es igação e i icou, an o a a és da
implemen ação do p oje o In e a i o, como nas espos as ob idas de o ma espon ânea em edes
sociais, bem como do inqué i o, de que a necessidade des as a i idades não su ge ão somen e
com o in ui o de que g andes e médias co po ações da comunicação social possam “economiza ”
ao ge a em um con eúdo que anscendem o ma os especí icos de pla a o mas especí icas. É
ambém é a necessidade do usuá io, essa al ez maio , como já de endia Jenkins, pois a a de
uma necessidade que em a e com o disposi i o que o usuá io em pa a acessa de e minado
con eúdo e a que ho a do seu dia o consumo des a in o mação é ge ado.
A í ulo de cu iosidade, segundo dados do Google Analy ics, o p oje o In e a i o con ou
com picos de audiência em ho á ios especí icos du an e os 3 meses em que es á no a . Os ho á ios
de p e e ência dos usuá ios são en e 7h e 9h da manhã, en e 12h e 13h e en e 17h e 19h.
Conside ando que mais de 50% dos acessos ao p oje o o am o iginá ios de disposi i os mó eis
como celula e able s, é possí el a i ma que o público es á dispos o a di idi seu empo en e ida
ao abalho, ol a do abalho pa a casa e pe íodo de almoço, com con eúdos jo nalís icos que
p omo am ce a ime são em his ó ias e demandem dedicação do usuá io. Es es são, inclusi e, os
ho á ios em que dois elemen os da comunicação possuem picos de audiência: os s eams de
con eúdo cul u al e os in o mes de no ícias 24h (canais de TV e/ou ádios) dedicados ao Ha d
News. (Com dados Ibope Media B asil).
b. T abalho Fu u o
A e mo de p opo abalhos u u os, es a in es igação iniciou, po ém não inalizou com
núme o conside á el de en e is ados, uma in es igação jun o a edi o es de meios de
comunicação social de di e en es países a espei o da implemen ação ou não de linguagens e
o ma os di e enciados como as na a i as in e a i as. É necessá io comp eende , em especial
jun o aos edi o es execu i os, po que há essa esis ência po mudanças g aduais e dedicadas a
con eúdos (pau as) especí icos po pa e des es meios de comunicação.
O me cado do cibe jo nalismo exige p o issionais cada ez mais mul i ace ados,
independen es e que conheçam ao mesmo empo a deon ologia do jo nalismo, as linguagens das
edes sociais, as pla a o mas ecnológicas e como usá-las, en e an o, não disponibilizam, em
mui os momen os, espaço pa a que ino ações eais sejam ealizadas. Há, sim, uma c ise
econômica dos meios de comunicação, em especial os dedicados ao jo nalismo online, como bem
pon ua e in es iga Sala e ía (2019), po ém, poucos são os mo imen os pa a a busca de uma
Anexos
109
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Anexos
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Anexos
111
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Anexos
112
7. Anexos
Abaixo os anexos ele an es pa a a cons ução das conclusões des a in es igação.
a. Pe gun as do Inqué i o sob e a NI
78
Segue odas as pe gun as ealizadas no inqué i o des a pesquisa, a ando-se de 11 páginas
de um o mulá io publicado pela pla a o ma do Google Fo m.
Pesquisa da ap esen ação 'Co ação T icampeão'
Olá,
Es e é um inqué i o/pesquisa pa a que ocê possa a alia o especial "20 ANOS DO
CORAÇÃO TRICAMPEÃ DE GUGA KURTEN", publicado em h p://in e a i o.si e em
pa ce ia edi o ial com o si e Tênis News B asil (@ enisnewsb asil), ealizado e edi ado pela
jo nalis a A iane Fe ei a (@eua iane ) com design de E is Cos a (@ac i oin).
IMPORTANTE: Todas as espos as dadas nes a pesquisa se ão u ilizadas pa a a sus en ação
de dados da disse ação de mes ado 'Na a i as In e a i as Como Linguagem do Jo nalismo'
ealizada no âmbi o do Mes ado em Mul imédia - Cul u a e A es da Uni e sidade do Po o.
PRIVACIDADE: Todos os dados inse idos nas espos as são de uso exclusi o da pesquisa
e p i ados, p o egidos pela lei de p i acidade na in e ne homologada pela União Eu opeia
(Gene al Da a P o ec ion Regula ion - 05/2018) e álida em odos os seus Es ados memb os, bem
como pela b asilei a Lei Ge al de P o eção de Dados - LGPD (nº 13.709/18).
Em caso de dú idas, não hesi e em con a a -nos pelo e-mail: [email protected] o.p .
A pesquisa não de e oma mais de 5 minu os do seu empo.
Ag adecemos a pa icipação.
Equipe In e a i o
Sob e Você
Que emos apenas e conhece um pouco.
78
h ps://docs.google.com/ o ms/d/e/1FAIpQLS LgM6duYETQ5zaoibTCF OF-
E7 WgikEyxmkSMy3g9l1kbQ/ iew o m
Anexos
113
Idade
0-18
19-24
25-30
31-40
41-15
46-50
51-60
61- mais
Como ocê se iden i ica?*
Mulhe
Homem
Não-biná io
P e i o não esponde
Você cos uma e acesso a no ícias a a és de qual desses meios (Assinale quan os o em
necessá ios)
Jo nais e e is as imp essos
Jo nais e Po ais de No ícias online
No ícias no Twi e e Facebook
Wha sapp
Canais do You ube
Tele isão
Rádios
Não gos o de no ícias
Onde ocê mo a?*
B asil
Po ugal
Ou o
Respondeu ‘B asil’ é di ecionado – Em qual egião ocê mo a?
No e
No des e
Cen o-oes e
Sudes e
Sul
Respondeu ‘Po ugal’ é di ecionado - Em qual egião i es?
No e
Cen o
Lisboa
Alen ejo
Anexos
114
Alga e
Como ocê chegou a é o especial?
Redes Sociais (Twi e , Facebook, Ins ag am, Wha sapp, Teleg am e a ins)
Um amigo me indicou
Achei no Google
Ou os
Você acessou de onde? *
Compu ado
Table
Celula / Telemó el
Ao ab i a p imei a página ocê pensou a a de uma no ícia? *
Sim
Não
Tal ez
Fiquei em dú ida
Não sei esponde
Con o me ocê na egou pelas páginas, ocê se sen iu lendo uma in o mação
jo nalís ica? *
Sim
Não
Fiquei em dú ida
Não sei esponde
Ao le a página "Co ação T icampeão" (h ps://in e a i o.si e/co acao- icampeao/) e
se depa a com uma pe gun a no meio do ex o pa a esponde , o que ocê pensou? *
Que e a um es e pa a sua memó ia
Que e a um es e pa a sabe se li co e amen e
Não en endi o po quê da pe gun a
Fiquei sem ação
Não pensei nada
Você conseguiu esponde a pe gun a?
Sim
Não
Ten ei
Não sei esponde
Anexos
115
Como ocê se sen iu ao e o esul ado da sua espos a? *
Mui o bem
Gos ei
Fiquei is e
Achei cu ioso
Não sei esponde
Conside ando a espos a an e io , nos ale sob e como oi clica nas opções e e o
esul ado de sua espos a? *
Responda com as suas pala as, não exis e ce o e e ado, que emos apenas
comp eende como ocê eagiu ao e que sua epos a da a um seguimen o pa a a
epo agem.
Após e que a espos a da a sequência ao especial, ocê con inuou lendo? *
Sim
Não
Sim, mas em ou o momen o
P e e i pa a
Não sei esponde
Você gos a ia que i essem mais pe gun as in e a i as no especial? *
Sim
Não
Não sei esponde
Você conseguiu e odas as imagens e o os do especial?
Sim
Não
Não sei esponde
IMAGENS
Com base nas imagens que iu no especial, diga como ocê obse ou os ecu sos
isuais do especial
As o os complemen am a his ó ia con ada pelo especial
Disco do o almen e
0
1
2
Anexos
116
3
4
5
Conco do o almen e
As o os dão in o mações a mais à his ó ia con ada pelo especial
Disco do o almen e
0
1
2
3
4
5
Conco do o almen e
As gi s dão g au de descon ação ao especial
Disco do o almen e
0
1
2
3
4
5
Conco do o almen e
O amanho das imagens di icul ou le o especial
Disco do o almen e
0
1
2
3
4
5
Conco do o almen e
Sem imagens e a melho pa a le o especial
Disco do o almen e
0
1
2
3
4
5
Anexos
117
Conco do o almen e
Os ídeos o am impo an es pa a en ende a his ó ia con ada no especial
Disco do o almen e
0
1
2
3
4
5
Conco do o almen e
Te con ole pa a execu a ídeos é impo an e pa a eu decidi se que o ou não ê-los
Disco do o almen e
0
1
2
3
4
5
Conco do o almen e
Não assis i aos ídeos p ejudicou meu en endimen o da his ó ia
Disco do o almen e
0
1
2
3
4
5
Conco do o almen e
P e e ia esse especial em ídeo ( ídeo documen á io)
Disco do o almen e
0
1
2
3
4
5
Conco do o almen e
CONTEÚDO
Anexos
118
Pa a inaliza , conside e udo que leu e iu no especial "20 Anos do Co ação
T icampeão de Guga Kue en" pa a esponde as p óximas pe gun as. (Todas as pe gun as
são ob iga ó ias)
T a a a-se de uma epo agem especial sob e um ei o de Gus a o Kue en *
Sim
Não
Não sei esponde
O ex o oi ap esen ado com uma linguagem ino ado a? *
Sim
Não
Não sei esponde
A epo agem me p opo cionou uma in e ação que não pensei se possí el? *
Sim
Não
Não sei esponde
Demo ei a comp eende que se a a a de uma epo agem *
Disco do o almen e
1
2
3
4
5
Conco do o almen e
P e i o epo agens com ídeos, o os e pon os de in e ação a ex os com poucas
imagens *
Disco do o almen e
1
2
3
4
5
Conco do o almen e
Gos a ia de le mais epo agens como o especial *
Disco do o almen e
1