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De Cabo Verde para Lisboa: Cartas e Remessas Científicas da Expedição de João da Silva Feijó (1783-1796). Vol. I – Documentação do Arquivo Histórico Ultramarino

Abstract

A documentação que se publica integra-se no conjunto de documentos produzidos pelas primeiras expedições naturalistas e respeita especificamente aos trabalhos, na sua maioria inéditos, do Naturalista Régio João da Silva Feijó, nas Ilhas de Cabo Verde, entre 1783 e 1796. Neste primeiro volume publicam-se os manuscritos existentes no Arquivo Histórico Ultramarino e um estudo organizando e interpretando as informações recolhidas nestes documentos relativas à permanência e atividade científica de João da Silva Feijó nas Ilhas de Cabo Verde

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De Cabo Verde para Lisboa: Cartas e Remessas Científicas da Expedição de João da Silva Feijó (1783-1796). Vol. I – Documentação do Arquivo Histórico Ultramarino

Author: Roque, Ana,Manuel Ferraz Torrão, Maria
Publisher: Instituto de Investigação Científica Tropical
Year: 2013
Source: https://repositorio.ulisboa.pt/bitstream/10451/38282/1/Livro%20-%20Feij%c3%b3%20I.pdf
De Cabo Ve de pa a Lisboa:
Ca as e Remessas Cien í icas da Expedição
Na u alis a de João da Sil a Feijó (1783-1796)
Vol. I - Documen ação do A qui o His ó ico Ul ama ino
Publicação inanciada pela Fundação pa a a Ciência e a Tecnologia
De Cabo Ve de pa a Lisboa:
Ca as e Remessas Cien í icas da Expedição
Na u alis a de João da Sil a Feijó (1783-1796)
Vol. I - Documen ação do A qui o His ó ico Ul ama ino
Lisboa, Junho de 2013
Coo denação
Ana C is ina Roque e Ma ia Manuel To ão
§4
Índíce
No a de Ap esen ação
Ana C is ina Roque e Ma ia Manuel To ão 8
1. Um Na u alis a nas Ilhas de Cabo Ve de: A Ci culação do
Conhecimen o Cien í ico no Século XVIII
Ma ia Manuel To ão e Ana C is ina Roque 11
2. Documen ação do A qui o His ó ico Ul ama ino: Conselho
Ul ama ino, Caixas de Cabo Ve de 26
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 41, doc. 33 26
Ca a do Bispo F ei F ancisco de São Simão, go e nado das ilhas de Cabo Ve de ao minis o
Ma inho de Mello e Cas o. Ilha de San iago, 24 de ab il de 1783
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 41, doc. 35 28
Ca a do Na u alis a João da Sil a Feijó pa a o minis o Ma inho de Mello e Cas o. Ilha B a a,
24 de maio de 1783
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 41, doc. 57 29
Ca a do Na u alis a João da Sil a Feijó pa a o minis o Ma inho de Mello e Cas o. Ilha do Fogo,
21 de dezemb o de 1784
Lis a dos caixo es que es ão p on os pa a se em en iados pa a Lisboa. Ilha do
Fogo, 21 de dezemb o de 1783
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 42, doc. 8 32
Ca a do Na u alis a João da Sil a Feijó pa a o minis o Ma inho de Mello e Cas o. Ilha de
San iago, 29 de e e ei o de 1784
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 42, doc. 13h 34
Ca a do Na u alis a João da Sil a Feijó pa a o minis o Ma inho de Mello e Cas o. Ilha de
San iago, 4 de ab il de 1784
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 42, doc. 20 36
P imei a emessa da expedição ei a na ilha de S. Nicolau po João da Sil a Feijó, en iada
pa a o minis o Ma inho de Mello e Cas o, em 30 de Maio de 1784
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 42, doc. 28 40
Ca a do Ou ido José Fe ei a da Sil a pa a o minis o Ma inho de Mello e Cas o. Ilha de
§5
San iago, 29 de junho de 1784
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 43, doc. 35 42
Ca a do Go e nado An ónio Machado de Fa ia e Maia pa a o minis o Ma inho
de Mello e Cas o, Ilha de San iago, 6 de Julho de 1784
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 43, doc. 53A 45
Ca a do Na u alis a João da Sil a Feijó pa a o minis o Ma inho de Mello e Cas o. Ilha de
S. Nicolau, 30 de maio de 1784
Ca a do Na u alis a João da Sil a Feijó pa a o minis o Ma inho de Mello e Cas o. Ilha do Fogo,
em 4 de agos o de 1786
Memó ia sob e a no a e upção do ulcão da ilha do Fogo de 11 de agos o de 1786
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 43, doc. 62 60
Relação dos p odu os na u ais da ilha do Fogo eme idos pa a o Real Gabine e, em
11 de agos o de 1786, pelo Na u alis a João da Sil a Feijó
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 43, doc. 63 76
Ca a do Na u alis a João da Sil a Feijó pa a o minis o Ma inho de Mello e Cas o. Ilha do Fogo,
17 de agos o de 1786
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 44, doc. 10 77
Ca a do go e nado An ónio Machado de Fa ia e Maia pa a o minis o Ma inho de
Mello e Cas o. Ilha de San iago, 9 de Julho de 1787
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 44, doc 17. 78
Ca a do go e nado das ilhas de Cabo Ve de, An ónio Machado de Fa ia e Maia
pa a D. Ma inho de Mello e Cas o. Ilha de San iago, 2 de maio de 1788
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 44, doc. 55 79
Ca a do go e nado das ilhas de Cabo Ve de, An ónio Machado de Fa ia e Maia pa a
D. Ma inho de Mello e Cas o. Ilha de San iago, P aia, 2 de maio de 1788
Relação do que de e i pe a o Na u alis a égio João da Sil a Feijó.
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 45, doc. 7 80
Ca a do go e nado An ónio Machado de Fa ia e Maia pa a o minis o Ma inho de
Mello e Cas o. Ilha de San iago, 7 de ma ço de 1789 (2ª ia)
Calculo sob e a p odu o da expe iencia do peixe seco, pelo Na u alis a João da Sil a Feijó
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 45, doc. 8 84
Relação da ac u a do peixe seco en iada pelo Na u alis a João da Sil a Feijó ao
go e nado An ónio Machado de Fa ia e Maia, em 1789
Ca a do go e nado An ónio Machado de Fa ia e Maia pa a o minis o Ma inho de Mello e Cas o.

§6
Ilha de San iago, 7 de ma ço de 1789 (1ª ia)
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 45, doc. 15 89
Relação dos olumes en iados ao Real Gabine e de His ó ia Na u al pelo Na u alis a
João da Sil a Feijó, em 12 de ma ço de 1789
Ca a do go e nado An ónio Machado de Fa ia e Maia pa a o minis o Ma inho de
Mello e Cas o. Ilha de San iago, 10 de ma ço de 1789
In o mação do go e nado das ilhas de Cabo Ve de, An ónio Machado de Fa ia e Maia
pa a D. Ma inho de Mello e Cas o. Ilha de San iago, 21 de ma ço de 1789
Conhecimen o do Mes e da Escuna Nossa Senho a Mad e de Deus sob e um ca egamen o
pa a a Sec e a ia de Es ado, em 20 de ma ço de 1789
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 46, doc. 1 93
Ca a do go e nado An ónio Machado de Fa ia e Maia pa a o minis o
Ma inho de Mello e Cas o. Ilha de San iago, 14 de janei o de 1790
Lis a das despesas que ez à Real Fazenda das ilhas de Cabo Ve de, o Na u alis a
João da Sil a Feijó. Ilha de San iago, 30 de dezemb o de 1789
Relação das emessas dos p odu os na u ais das ilhas de Cabo Ve de ei as pelo
Na u alis a João da Sil a Feijó de 1786 a 1789, di igidas ao Real Museu da Ajuda
pelo go e nado An ónio Machado de Fa ia e Maia. Ilha de San iago,
30 de dezemb o de 1789
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 46, doc. 5 102
Ca a do Na u alis a João da Sil a Feijó pa a o minis o Ma inho de Mello e
Cas o. Ilha de San iago, 24 de janei o de 1790
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 46, doc. 7 104
Ca a do go e nado F ancisco José Teixei a Ca nei o pa a o minis o Ma inho de
Mello e Cas o. Ilha de San iago, 20 de e e ei o de 1790
Relação dos olumes que se eme em a pa i das ilhas de Cabo Ve de pa a o
Real Gabine e de His ó ia Na u al. San iago, 15 de janei o de 1790
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 46, doc. 11 105
Ca a do go e nado F ancisco José Teixei a Ca nei o pa a o minis o Ma inho de
Mello e Cas o. Ilha de San iago, 25 de ab il de 1790
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 48, doc. 11 106
Ca a do go e nado F ancisco José Teixei a Ca nei o pa a o minis o Ma inho de
Mello e Cas o. Ilha de San iago, 3 de se emb o de 1793
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de 48, doc. 82 108
Ca a de F ancisco da Sil a e João de And ade pa a o minis o Ma inho de Mello
e Cas o. Ilha de San iago, 5 de dezemb o de 1795
§7
Reque imen o do Na u alis a João da Sil a Feijó, s/d.
Cópia de uma ca a de D. Ma inho de Mello e Cas o pa a o Go e nado de Cabo
Ve de, An ónio Machado Fa ia e Maia. Queluz, 23 de no emb o de 1785
3.Relação de documen ação a publica no Volume 2
Anexos 113
Ficha écnica 120
§8
Nos úl imos anos em sido mani es o um in e esse c escen e pelas ques ões ligadas à biodi e sidade e
à ges ão e ap o ei amen o dos ecu sos na u ais. O conhecimen o desses ecu sos e das suas o mas de
ap o ei amen o em, po isso, cons i uído obje o de es udo especí ico no sen ido de uma a aliação dos
ecu sos disponí eis e da p ocu a de soluções que isem a sua p ese ação e ges ão acional sem p ejuízo
das o mas secula es de u ilização que as populações deles êm ei o.
A ans e salidade des a ma é ia en ol e á ias á eas disciplina es e idenciando as suas múl iplas e en es
e o mas de abo dagem, susci a discussões que ul apassam os domínios especí icos das á eas cien í icas
en ol idas, apela à p ocu a de soluções no domínio do conhecimen o dos sabe es e p á icas adicionais
e, nes e con ex o, eme e ambém pa a o conhecimen o his ó ico do seu supo e e con ex ualização na
pe spe i a duma melho comp eensão da sua e olução.
Nas á eas geog á icas ma cadas pela p esença e/ou in luência po uguesa es a con ex ualização eme e-
nos po ezes pa a pe íodos especí icos, como o da Expansão e Descob imen os, ou da Ocupação
Colonial, sendo que do p imei o deco eu a p odução de um conjun o de egis os hoje idos como o co pus
documen al mais an igo pa a mui as egiões. Des aca-se, nes e con ex o, a documen ação dos séculos
XV-XVI que incluí os p imei os egis os sob e algumas dessas egiões e que, in o mando sob e di e sos
aspe os de á ias egiões e dos seus habi an es, cons i ui hoje um e e encial ele an e pa a uma melho
comp eensão e a aliação da si uação a ual das á eas desc i as.
A pa i do século XVI, a ixação dos Po ugueses em Á ica e no O ien e, e em mui os casos a sua
in eg ação nas comunidades locais, pe mi iu o melho conhecimen o dos ecu sos locais e do seu
ap o ei amen o, nomeadamen e das o mas e es a égias u ilizadas po quem deles dependia. Es e
p ocesso, e le iu-se no acesso aos conhecimen os écnicos e sabe es especí icos des as comunidades e
possibili ou, sob e udo a pa i do século XVIII, uma base de abalho que enquad ou e supo ou as
expedições cien í icas incen i adas na Eu opa pelas ideias iluminis as.
Nes e con ex o, as expedições na u alis as conhecidas como “Expedições Filosó icas”, emp eendidas
pelos eu opeus no século XVIII nos di e en es e i ó ios ul ama inos, cons i uem ma é ia p i ilegiada
pa a o es udo da ci culação de sabe es e de conhecimen os cien í icos num imenso espaço geog á ico que,
desde logo, se a i mou como in e con inen al e mul icul u al.
Às i ências e ap endizagens nes es espaços, ma cados an o pela in luência po uguesa quan o pela
in e ação epis émica esul an e do con ac o en e as á ias comunidades em p esença, es as missões
ac escen a am, pela p imei a ez, um egis o cien í ico minucioso que sublinha a sua na u eza
in e disciplina .
No a de Ap esen ação
§9
Nes e con ex o, os ela ó ios e as coleções delas esul an es são impo an es eposi ó ios de in o mação
écnica e cien í ica, e elado es não só do abalho de ecolha e econhecimen o sis emá ico que en ão
oi ei o, como de um p ocesso de in e ação epis émica que impo a es uda a aliando, em simul âneo, a
impo ância da ecupe ação da in o mação que en ão oi coligida.
A documen ação que ago a se publica in eg a-se no conjun o de documen os p oduzidos po es as
p imei as expedições na u alis as e espei a especi icamen e aos abalhos, na sua maio ia inédi os1, do
Na u alis a Régio João da Sil a Feijó, nas Ilhas de Cabo Ve de, en e 1783 e 1796, e encon a-se dispe sa
po ês A qui os, em Lisboa, a cujos esponsá eis se ag adece o acesso aos manusc i os e a au o ização
pa a a sua publicação.
T a a-se de ês núcleos di e enciados mas complemen a es que, no seu conjun o, pe mi em uma isão
mais ampla dos abalhos e ecolhas des e Na u alis a nas ilhas de Cabo Ve de, e das mui as di iculdades
que ali e e de en en a pa a cump i a missão que lhe oi a ibuída.
O p imei o des es núcleos, encon a-se no A qui o His ó ico Ul ama ino (AHU). T a a-se de um
conjun o de manusc i os cons i uídos po documen ação a ulsa dispe sa, na sua maio ia, ca as pa a D.
Ma inho de Melo e Cas o, esc i as po João da Sil a Feijó e pelos di e sos go e nado es das ilhas de
Cabo Ve de, en e 1783 a 1795.
O segundo, es á gua dado nos Rese ados da Biblio eca Nacional de Po ugal (BNP) e eúne uma coleção
de 7 ca as sob e a Ilha B a a e a Ilha do Fogo, da adas de 1783, num mesmo manusc i o in i ulado “Rel-
lação das Ilhas de Cabo Ve de dispos o pelo me hodo epis ola di igidas ao Ill.mo e Exmo Senho Ma inho
de Melo e Cas o pelo Na u alis a Régio das mesmas Ilhas João da Sil a Feijó”.
O e cei o, pe ence ao A qui o do Museu Nacional de His ó ia Na u al e da Ciência da Faculdade de
Ciências da Uni e sidade de Lisboa e é cons i uído po documen ação a ulsa, designadamen e ca as
en iadas po João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazzi, en e 1783 a 1796, e pelo in en á io das emessas
en iadas po Feijó das di e sas ilhas de Cabo Ve de pa a Lisboa, ao longo da sua es ada naquelas Ilhas.
Os dois olumes de De Cabo Ve de pa a Lisboa: Ca as e Remessas Cien í icas da Expedição Na u alis a de João da
Sil a Feijó (1783-1796) eúnem assim, ca as, ela ó ios, in en á ios e lis as de emessas dispe sas que, des e
modo, ganham coe ência e unidade no quad o des a expedição pe mi indo, em simul âneo, segui passo
a passo o dia-a-dia do Na u alis a, acompanhando a sua passagem po odas as Ilhas do a quipélago
(Anexo 2), pe cebendo as suas ligações pessoais (Anexo 1) e egis ando as suas ecolhas (Anexo 3).
Nes e p imei o olume publicam-se os manusc i os exis en es no A qui o His ó ico Ul ama ino e um
es udo o ganizando e in e p e ando as in o mações ecolhidas nes es documen os ela i as à pe manência
e a i idade cien í ica de João da Sil a Feijó nas Ilhas de Cabo Ve de.
No segundo olume, publicam-se os manusc i os da Biblio eca Nacional de Po ugal e do A qui o do
Museu Nacional de His ó ia Na u al e da Ciência, al como no p imei o olume, um es udo sob e a
cons i uição das emessas cien í icas en iadas po João da Sil a Feijó.
1 - Pa a os ex os já publicados eja-se o Anexo 4.Ti emos ecen emen e a in o mação de uma publicação sob e João da Sil a
Feijó e a sua ob a, à qual não conseguimos e ainda acesso, mas de que deixamos a e e ência SANTOS, Rosangela Ma ia
Fe ei a dos e PEREIRA, Magnus Robe o de Mello, 2012, João da Sil a Feijó um homem de ciência no An igo Regime po uguês,
Cu i iba, Edi o a UFPR, Colecção Ciência e Impé io
§16
Pe manecendo desde ab il de 1784 a agos o de 1785 nas ilhas do Ba la en o, João da Sil a Feijó p osseguiu
os seus abalhos, e i icando-se, no en an o, alguns desen endimen os com as au o idades locais (Pe ei a,
2002).
Es as discó dias e mesmo ameaças de mo e já ha iam sido e e enciadas pelo na u alis a, logo após o
alecimen o do Bispo, D. F ancisco de São Simão, oco ido em 10 de agos o de 1783, no Ta a al, que,
como já se e e iu, o a a au o idade local que enquad a a a sua chegada às ilhas, descon iando Feijó que
o a assassinado pelos homens pode osos das ilhas.
E e i amen e, an o ele como mui os dos seus companhei os na u alis as dispe sos po á ios pon os do
Impé io Po uguês encon a am esis ência às suas a i idades po pa e de mui os dos memb os das eli es
locais, como se pode dep eende des e exce o de uma das ca as de Feijó em que se e e e ao co onel
João F ei e de And ade, homem pode oso das ilhas de Cabo Ve de e que assumiu po á ias ezes a
di eção dos go e nos in e inos cama á ios:
“Não sei que mal enho ei o a es e Senho que aqui go e na que não az mais que me ul aja
sem eu da couza a is o diz que se ha de inga de mim pe eu manda dize a V. Excelência
que ele e a dispo ico nes a Ilha; iz lhe hum eque imen o ob igado pela necessidade pe a que
me mandasse sa is aze o meu o denado ensido, espondeo e balmen e que V. Excelência não
go e na a na Fazenda Real e que não inha o dem nem A iso algum de Sua Mages ade pe a
isso” (AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 42, doc.13, de 4 de ab il de 1784).
Mui os dos memb os do o iciala o local inham di iculdade em comp eende os obje i os das missões
des es homens da ciência. Acei a que ha ia uncioná ios do go e no de Lisboa que e am en iados pa a
es es espaços geog á icos pa a se ocupa em somen e na obse ação, ecolha e ano ação de in o mações
sob e plan as, conchas, ped as, e as, animais em ge al, e de inse os e bo bole as em pa icula , ecebendo
um pagamen o po al se iço, e a algo conside ado po mui os quase como um ul aje. Suspei a am que
ais missões de iam, p o a elmen e, obedece a p opósi os nebulosos ou mesmo obscu os, en ol endo
in ui os de “espionagem” encapo ada com o i o de igia em as a i idades dos o iciais locais. O a, es es
homens pode osos, es abelecidos nos á ios pon os do Impé io, não podendo de e i o seu desag ado
con a as decisões omadas pelos Minis os do Reino aziam ecai o seu descon en amen o pela p esença
dos na u alis as sob e os p óp ios homens de ciência. Es es sen iam a udeza e a displicência pelo seu
abalho, sendo al o de injú ias, c í icas e desap o ação pelos seus compo amen os. Não admi a,
po an o, que, po exemplo, o ou ido das ilhas José Fe ei a da Sil a, que anda a semp e em conluios
com o já mencionado Co onel João F ei e de And ade, se e e isse a João da Sil a Feijó da seguin e
o ma:
“Ainda não i ao Na u alis a, dizem-me que p ezen emen e se acha na Ilha de São Nicolao e que
aly em ei o algumas dezo dens, na do Fogo pa ece que ainda o ão maio es” (AHU, C.U. Cabo
Ve de, Caixa 42, doc.28, de 29 de junho de 1784).
Não se sabe exa amen e quais os ecos que es as no ícias e epa os quan o ao compo amen o de Feijó
i e am, em Lisboa, jun o do Minis o Mello e Cas o e de Júlio Ma iazzi, um dos esponsá eis das
expedições dos Na u alis as. Con udo, há no ícias ela i as à insa is ação des es dois di igen es, um
polí ico e ou o cien is a, quan o aos en ios ealizados po Feijó a pa i de Cabo Ve de. A pob eza
do ma e ial en iado e a al a de um acondicionamen o e icaz das emessas o am as p incipais queixas
mencionadas quan o à a uação de João da Sil a Feijó, independen emen e das condições em que es e
abalhou e que, udo indica, não o am idas em con a nes as c í icas.
Po ém, pe an e a pob eza das p oduções na u ais exis en es passí eis de se em ecolhidas em Cabo
Ve de, as di iculdades em se soco e de mé odos de conse ação minimamen e sa is a ó ios, de dispo

§17
de meios pa a os embala con enien emen e e de encon a anspo e pa a os aze chega ao Reino
em espaço de empo azoá el que não pe mi isse a sua de e io ação, pode ia Feijó e ido uma a uação
mais e icaz?
Pa a quem conhece o a quipélago e as condições em que nele se i ia no inal do século XVIII, mui o
di icilmen e espe a ia que Feijó ealizasse um abalho melho do que aquele que e e uou.
Não sendo aqui o espaço p óp io pa a equaciona a con o é sia des a ques ão, não podemos deixa
de nos ques iona sob e a classe de iluminis as que exis ia em Po ugal. Que “iluminados” e am es es
que inham di iculdade em comp eende que as ilhas de Cabo Ve de di icilmen e pode iam o nece
p oduções na u ais de g ande iqueza? Como e a possí el não en ende que, numas ilhas en ão ão
a as adas das o as de ci culação me can is do A lân ico, se ia di ícil ob e os ma e iais necessá ios a uma
boa conse ação dos en ios cien í icos e encon a quem acei asse ca ega nos seus na ios ma e iais
que, supos amen e, não inham qualque u ilidade económica nem p á ica?
No en an o, apesa des as ad e sidades, Feijó não abdicou dos seus obje i os cien í icos nunca se coibiu
de e e as in o mações já an e io men e egis adas. Veja-se, po exemplo, o que sucedeu quando, po
indicação de Júlio Ma iazi, Feijó ealizou uma cu a passagem na ilha B a a, pa a con e i e eanalisa o
sali e, que já inha ecolhido an e io men e, mas a que, segundo opinião dos seus supe io es em Lisboa,
não de a a a enção de ida, dado que nem en ia a amos as su icien es passí eis de se em analisadas no
Reino, nem ap esen a a conclusões conc e as ou “cien i icamen e” p o adas sob e a exis ência de jazidas
economicamen e ap o ei á eis. Assim, depois de uma segunda e i icação da qualidade e do alo des e
miné io, Feijó concluiu e in o mou que a explo ação dos ilões exis en es na ilha B a a, não inha iabilidade
“Pella mesma Galle a is sien e a V.Exa. da quime ica ideia que se em ei o sob e o imagina io
sali e da ilha B a a: ui aquela Ilha posi i amen e pe a cump i com as de e minasoens de
V. Excelência donde não pude ob e mais do que a pequena quan ide (sic) que nes a ocasião
eme o: eu já iz e a V. Excelência que em p imei o luga o que chama ão de sali e naquella
Ilha não o e a, nem podia se pelas ezões chimicas que aleguei como ão bem ainda que osse hum
e dadei o sali e não e a coiza de concequencia pela pouquíssima quan idade que se acha como
e lo escencia na mais pe igosa oxa daquela Ilha” (AHU, C. U., Cabo Ve de, Caixa 43, doc.63, de 17
de agos o de 1786).
Depois de cump ida mais es a missão es abeleceu-se, en ão, na ilha do Fogo pa a se deb uça
demo adamen e sob e o es udo das p oduções na u ais deco en es do aciden e ulcânico oco ido em
1785 e egis a os esul ados da obse ação do enómeno ulcânico.
Visi ou as imediações da c a e a do ulcão po ês ezes, ecolheu amos as e o ganizou-as a im de
as eme e pa a Lisboa e edigiu uma Memó ia sob e a no a i upção ulcânica do Pico da Ilha do Fogo, onde
enume ou odas as di e en es p oduções que se espalha am e o ma am depois da e upção, e à qual
anexou duas es ampas desenhadas pela sua p óp ia mão, ep esen ando g a icamen e egis os cien í icos
da e upção. Tendo e minado udo em Agos o de 1786, eme eu pa a Lisboa, pa a o Real Gabine e, além
de uma elação de in e e uma páginas dos p odu os na u ais da ilha do Fogo, uma ba ica com di e en es
peixes em agua den e, uma caixa de olha da Fland es com ês abulei os de bo bole as ecolhidas na
ilha de San iago e ou a com as amos as das p oduções da e upção ulcânica da ilha do Fogo com
suas elações e a e e ida Memó ia; nou o na io en iou mais oi o caixões com as amos as mine ais
ecolhidas pe o do ulcão e as da ilha B a a, udo acompanhado com as suas espe i as elações (AHU,
C.U., Cabo Ve de, Caixa 43, doc. 53 A e doc. 62). Em simul âneo, João Feijó in o ma a D. Ma inho de
Melo e Cas o de que:
“P esen emen e ico nes a ilha /do Fogo/, a im de o ma nes as agoas, o no o he bá io, e ou a
§18
collecção de semen es e bo bole as …po se es e o empo p óp io pa a isso e logo que is o o
concluído de o passa a S. Nicolao e S o An am pe a ecolhe e aze eme e os laga os e peixes
que me o em possí eis, com o mais que o da minha ob igação” (AHU, A ulsos de Cabo Ve de,
Caixa 43, doc. 63, de 17 de agos o de 1786).
Impo a assinala que, no caso dos egis os sob e o ulcão da Ilha do Fogo e ao con á io do que e a
habi ual em Po ugal, a in o mação esc i a oi complemen ada po ilus ações (AHU, CARTm- Cabo
Ve de, doc.1323/24), que hoje, cons i uem um documen o único não só pa a a his ó ia da ciência em
Cabo Ve de, como pa a a his ó ia do ulcanismo da ilha do Fogo, uma ez que são os p imei os desenhos
que se conhecem sob e es e enómeno na u al.
Riscadas pela mão de João da Sil a Feijó, as duas g a u as são, segundo as suas p óp ias pala as um
complemen o de dois documen os esc i os designadamen e, a 5ª Ca a da Relação das Ilhas de Cabo
Ve de, esc i a po Feijó logo em 1783 e a Memó ia sob e a no a i upção ulcânica do Pico da Ilha do Fogo,
edigida na mesma época em que desenhou as duas es ampas. E, e e i amen e, os dois ipos de egis o
são impo an es pa a que se enha uma ideia mais cla a e comple a do ulcão da ilha do Fogo e des a
e upção de 1785.
Po um lado, só as es ampas da am-nos um depoimen o isual do ulcão mas, dado que e am um
es emunho limi ado e es ingido ao desenho de um enómeno oco ido num empo ci cunsc i o, se iam
ni idamen e insu icien es pa a ap eende mos oda a mul iplicidade de enómenos en ol idos na e upção
ulcânica ( ipo de solo, du ação da e upção, ipo de e upção, egiões a e adas, aciden es na u ais su gidos
na sequência da e upção, e c.); po ou o lado, só os ex os esc i os, embo a do ados de uma g ande
iqueza de po meno es, ob iga am a um es o ço de isualização di ícil pa a quem não conhecia o espaço
geog á ico da ilha do Fogo.
Es e sen ido de cump imen o das suas ob igações e o ecu so a odos os meios possí eis e disponí eis pa a
os conc e iza , designadamen e a a és da ilus ação do que apenas podia obse a e não en ia pa a
Lisboa em caixo es ou ascos, é um cons an e nas missi as de João da Sil a Feijó, que, apesa de se sen i
incomodado com a p essão que sob e ele aziam os seus esponsá eis em Lisboa, pe sis e em ea i ma o
seu in en o de cump i com o maio des elo os p opósi os da sua missão cien í ica:
“Deos pe mi a, Ilus íssimo Senho que odo es e meo abalho seja do ag ado de V. Excelência
pois só de o assegu a a V. Excelência. que busco po cump i com o meo de e con o me as
minhas o sas. Sob e udo V. Excelência. me o dene o que o de seu se iso pe a conhece no
complemen o das minhas ob igasoens” (AHU, A ulsos de Cabo Ve de, Caixa 44, doc. 55, de 2 de
maio de 1788).
Com e ei o, sabe-se que, depois de e mina mais es as ecolhas na ilha do Fogo e após uma passagem
pela ilha de San iago, o na u alis a emba cou no amen e pa a as ilhas do Ba la en o, onde pe maneceu
a é aos p imei os meses de 1789. Em San o An ão, onde a Co oa inha ins alações pa a a explo ação
expe imen al do anil, pesquisou a explo ação des a plan a in u ei a e das suas aplicações, endo esc i o
a sua Memó ia sob e a Fáb ica do Anil da Ilha de San o An ão.
Comp eendido e ap eciado pelo go e nado , An ónio Machado de Fa ia e Maia, Feijó p osseguiu as suas
ecolhas bene iciando do apoio des e go e nado que, pa a acili a os abalhos do Na u alis a pedia
que, de Lisboa, ossem en iados os ma e iais necessá ios pa a se em u ilizados na conse ação e en io das
emessas cien í icas, como, po exemplo, caixas de olhas da Fland es com abulei os, al ine es, alcan o
(os seja, cân o a), papel de ma ca pa a a coleção das plan as e ba is com alçapão (AHU, C.U., Cabo Ve de,
Caixa 44, doc. 55, de 2 de maio de 1788).
§19
Impo a salien a que o go e nado An ónio Machado de Fa ia e Maia, bem como o seguin e, F ancisco
Teixei a Ca nei o, e am homens mui o in e essados nes es abalhos de índole na u alis a e que, ao in és de
ou os o iciais égios locais, p ocu a am semp e apoia e elogia as a i idades do Na u alis a Real nes as ilhas.
Reg essado das ilhas do Ba la en o à ilha de San iago no inicio de 1789, sabe-se que em Fe e ei o de
1789 já es a a na p incipal ilha do a quipélago, dado que desen ol eu expe iências sob e a conse ação
do peixe, de que esul ou um pequeno ensaio in i ulado Relação da Fac u a do Peixe Seco que po o dem de
Vossa Senho ia oi aze ao Po e e João da Sil a Feijó Na u alis a Real nes as Ilhas (AHU, C.U. Cabo Ve de, caixa
45, doc. 7). Feijó es e e no Po e e — local que dis a a ce ca de uma légua da ila da P aia — a mando
do Go e nado An ónio Machado Fa ia e Maia, uma ez que o p óp io o icial supe io ambém inha
in e esse no conhecimen o e explo ação da auna piscícola das ilhas e que o indi iduo en iado do Reino
pa a execu a al missão não o ize a. O na u alis a pe maneceu no Po e e de 3 a 9 de Fe e ei o de 1789
e embo a es e po o não osse dos mais abundan es em peixe pe mi iu a ecolha de 85 bicudas, 32 bicas e
26 badejos; es a ação de índole económico-cien í ica oi sin e izada pelo e e ido Go e nado da seguin e
o ma:
“Alli se de mo ou o Na u alis a poucos dias, po que se o e eceo oppo unidade de o manda a
Ilha de Sam Nicolau en a a mesma ob a: com udo, em ão poucos dias como V. Excelência
e á no seu jo nal nº1 e a peza de en os u iozos, de e pouca gen e de abalho e hua mui o
piquena canoa, semp e p epa ou 223 oneladas de peixe que eu acho de excellen e qualidade e em
sido app o ada po alguns Ame icanos” (AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 45 doc. 7, de 7 de ma ço
de 1789).
En endia ainda es e go e nan e que es e peixe se pode ia ap o ei a pa a ap o isiona na ios de gue a
o que, jun amen e com a signi ica i a quan idade de ca ne que e a possí el euni nas ilhas p oceden e
do gado aí exis en e, pe mi i a uma solução e icaz e não mui o dispendiosa pa a sup i as necessidades
de abas ecimen o das a madas em ci culação no A lân ico.
Ainda em ab il de 1790 há menção a uma en a i a de en io de mais uma emessa cien í ica que não
chegou a se emba cada po não se conside ada ca ga p io i á ia pelo mes e da emba cação.
“Que endo aze emba ca na p ezen e chapula os olumes da Expediçam que me en egou o
Na u alis a, con udo pa icipo a V. Excelência não me oi possí el po me dize o Mes e della que
não inha luga a bo do pa a os ecebe ” (AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 46, doc. 11, de 25 de ab il
de 1790).
De e ia se pa icula men e di ícil abalha não só com a al a de condições exis en es em Cabo Ve de,
como com o p óp io desin e esse de quem pode ia aze chega ao Reino os esul ados dos seus es udos.
Ha ia uma indiscu í el indi e ença po es as ecolhas conside adas po mui os como a i idades dile an es
e sem qualque u ilidade, não azendo qualque p o ei o ou luc o. Todas as ou as me cado ias inham
p imazia no emba que pa a Lisboa. Plan as, e as, ped as, peixes em agua den e ou inse os em abulei os
e am pa a mui os simples cu iosidades não en endendo mui os de que o ma es es despachos pode iam
con ibui pa a um a anço dos conhecimen os do mundo na u al e consequen emen e conduzi a uma
mudança na ida dos homens a médio e longo p azo.
Não admi a, pois, que nesse mesmo ano de 1790, já no amen e es abelecido em San iago, João da Sil a
Feijó pedisse pa a eg essa a Lisboa, dando po concluída a sua missão na u alis a:
“A is e si uação em que me con emplo depois de se e anos de abalhos e desgos os em hum país
ão e í el como é es e pe a onde oi V. Excelência se ido manda -me, me ob iga no amen e a
§20
se impo uno na p esença de V. Excelência ogando lhe se digne po comise ação lemb a se de
mim e aze que eu seja emo ido pe ou a qualque pa e onde possa da p o as do que desejo
ag ada a V. Excelência, a é po que não ha e pe a es as ilhas mais coiza algua digna de a enção dando
me pe concluídas as minhas obse ações” (AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 46, doc. 5, de 24 de janei o
de 1790).
Ca a es a em udo semelhan e a uma já eme ida ce ca de 6 anos an es, logo em e e ei o de 1784, ce ca
de um ano após a chegada de Feijó a Cabo Ve de e após o en io das p imei as emessas p oceden es da
B a a e do Fogo, onde e e ia:
“Po ul imo pe mi a me V. Excelência a licença de lhe pedi que se digne concede me a aculdade
de pa a o anno p óximo chega a he essa Cidade a im de se me es abelleso a minha saúde que a
enho oda pe dida como posso exp essa a V. Excelência segu ando a V. Excelência de o na a
ol a logo na p imei a ocazião que pe a cá se o e ece ”(AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 42, doc.
8, de 29 de e e ei o de 1784).
Mesmo endo solici ado insis en emen e o eg esso ao Reino e suplicado que se lemb assem dele e o
li assem das ag u as daquela e a, nem os pedidos das au o idades locais consegui am um ápido
e o no a Po ugal. A es e p opósi o, eja-se o eo da ca a en iada a Ma inho de Mello e Cas o pelo
go e nado F ancisco José Teixei a Ca nei o, em 1793, que não su iu qualque e ei o, dado que depois
da sua edação João Feijó icou ainda mais ês anos em Cabo Ve de
“Es e pob e Na u alis a que já se acha aqui a dez pe a onze annos se em compo ado em odo
o empo de meu go e no digno de que V. Excelência o a enda e o elici e. V. Excelência pelos
es ímulos de humanidade de que he di ado quei a lemb a-se da sua in eliz si ução a endendo a
seus oga i os”(AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 48, doc. 11, de 3 de se emb o de 1793).
A pa i de 1790 Feijó deixou de lado a sua a i idade de “na u alis a no e eno” e começou a ocupa
ca gos do o iciala o égio, como o ma de assegu a a sua subsis ência económica e de domina um
pouco os meand os polí icos e sociais das ilhas de Cabo Ve de (AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 48, doc.
82, de 5 de dezemb o de 1795). Embo a es a seja uma ace a da a i idade de Feijó que não se p e ende
explo a nes e es udo, impo a menciona que a assina u a des e na u alis a su ge na documen ação
como “sec e á io in e ino do go e no (AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 46, doc. 21, /an . a 6 de julho
de 1790), con inuando a exe ce es e mesmo ca gonos anos de 1791 a é meados de 1795, quando
na documen ação su ge a seguin e in o mação “José de Rezende da Cos a que se iu de sec e á io a
impedimen o do ac ual o esc e e ” (AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 48, doc. 68, /an . 15 de julho de
1795/. O nome de João da Sil a Feijó su ge ambém como esc i ão da ma icula de gue a (AHU, C.U.,
Cabo Ve de, Caixa 47, doc. 26) ha endo queixas de que Feijó se ap op ia a inde idamen e do ca go de juiz
dos ó ãos, endo-se en ol ido em algumas amóias e des ios de bens em conluio com o Co onel F ei e
de And ade (AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 44, doc. 55, de 2 de Maio de 1788); pa a além des e o ício, oi
igualmen e sa gen o-mo de uma companhia de o denanças, endo sido, pos e io men e, conduzido ao
pos o de sa gen o-mo da Ribei a G ande (AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 48, doc. 24).
Ao mesmo empo, supõe-se que se dedicou à o ganização po esc i o das suas ecolhas, publicadas mais
a de sob a o ma de Memó ias. Quan o ao despacho de ecolhas de espécies cien í icas, após 1790, apenas
em Se emb o de 1793 se egis ou mais uma en a i a de um en io de p oduções na u ais da Ilha pa a
o Real Museu da Ajuda. Es a componha-se de um caixo e com uma á o e de mad épo a6 e melha,
6. Mad épo a é a designação comum a di e sos co ais- pé eos, impo an es o mado es de eci es de co al dos ma es opicais,
in Dicioná io Houaiss da Língua Po uguesa, 2007, omo XII:5174-5715.
§21
di e sas conchas e ês espécies de go goneas7, mais um casal de cab as anãs nascidas na Boa is a e uma
gazela da cos a do Senegal (AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 48, doc.11, de 20 de se emb o de 1793);
con udo, es e despacho não chegou a e e ua -se. Foi o co e de ini i o en e Feijó na u alis a em a uação
no espaço de Cabo Ve de e Feijó o o icial local azendo po sob e i e em e as opicais ão o adas ao
abandono po pa e das au o idades do Reino.
A conjugação de odas es as in o mações pe mi e di idi em dois pe íodos, de ce ca de 6 anos e meio
cada um, a es ada de João da Sil a Feijó nas ilhas de Cabo Ve de.
A p imei a, en e inais de 1783 e inais de 1789, como “na u alis a no e eno” ca ac e izada pela
obse ação, análise, ecolha, o ganização, conse ação e en ios egula es de ma e iais cien í icos de
Cabo Ve de pa a Lisboa. Daí que no inal de 1789 lhe enham sido ei as as con as dos seus o denados
ela i os a oi o anos de abalho – de Janei o de 1783 a Dezemb o de 1789 – que mon a am a 2.800.000
eis, co espondendo a 400 mil eis anuais, 1.800.000 eais de comedo ias e ou as despesas. Ascendiam,
igualmen e, as despesas com ma e iais pa a as emessas cien í icas ei as du an e o seu exe cício a
319.575 eis, en endendo o go e nado An ónio Machado Fa ia e Maia que Feijó nunca ize a gas os
excessi os, bem pelo con á io o a mui o cau eloso nas despesas ealizadas, auxiliado pelo zelo do
p óp io go e nado :
“Pa ece me que se não pode e ei o com mais economia e exacção; endo eu pessoalmen e
zelado quan o he possí el p ocu ando os meios mais p opo cionados pe a diminui as despezas
des a Expedição”(AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 46, doc. 1, 14 de janei o de 1790).
O segundo pe íodo de pe manência de Feijó nas ilhas, oco ido en e 1790 e 1796, pau ou-se po uma
época dedicada à o ganização das suas no as, começando a esboça os seus p imei os esc i os que
i iam a da o igem às á ias Memó ias que edi ou mais a de. Uma ase que se pode designa de ação
de “na u alis a de gabine e mas no e eno da ecolha”, e em, ao mesmo empo, Feijó se in eg ou na
sociedade local, exe cendo ca gos o iciais, como já se mencionou, encon ando o mas de aze ace à
si uação de “semi-esquecimen o” a que o a o ado, pelo seu mes e Júlio Ma iazzi e pelo minis o Mello
e Cas o.
Finalmen e, eg essou a Lisboa em 1796, ap esen ando-se a Domingos Vandelli em Se emb o desse
ano, ol ou ao con ac o com alguns dos seus an igos companhei os, nomeadamen e Alexand e
Rod igues Fe ei a; dedicou-se a o ganiza no Real Museu da Ajuda um he bá io com as espécies, ainda
minimamen e conse adas, que en ia a das ilhas de Cabo Ve de na década de 17808.
Depois da já e e ida passagem po Lisboa, Feijó eg essou ao B asil, sua e a de be ço. Aí em Jo nais
Li e á ios como O Pa io a9, e em Lisboa, nas Memó ias da Real Academia das Ciências publicou algumas das
Memó ias e Ensaios Filosó icos e Económicos sob e as Ilhas de Cabo Ve de, sob e os seus habi an es,
sob e as suas p oduções, sob e a u zela, sob e a áb ica do anil de San o An ão. Nunca Feijó o ou ao
abandono os egis os da sua es ada nas ilhas de Cabo Ve de e p ocu ou, mesmo da -lhes isibilidade
como se pode a alia pela lis a de publicações e e idas no Anexo 4.
É de e e i que, embo a do p imei o g upo de Na u alis as en iado pa a as á ias zonas do Impé io
nos p imei os anos da década de 1780, Alexand e Rod igues Fe ei a i esse sido o único a se admi ido
como memb o da Real Academia das Ciências, mas João da Sil a Feijó oi, de a o o único a edi a
7. Go gónia designação comum aos cnidá ios go gonáceos do géne o go gónia, conhecidos como leques-do-ma in Ibidem, omo
X, p. 4215.
8. Segundo se sabe o na u alis a alemão Hein ich-F ed ich Link, que es e e em Po ugal en e 1797 e 1799 examinou o di o
he bá io e elogiou-o. “ A Ilus ação em Po ugal e no B asil. Cien is as & Viajan es” h p://www.cedope.u p .b /joao_ eijo.h m.
9. Em Lima, no Pe ú, exis ia uma publicação simila a es a denominada O Me cú io, onde ambém se publica am ex os de índole
cien í ica simila aos edi adas po João da Sil a Feijó. Veja-se Ga cia, 2012:323-346

§22
Memó ias na publicação des a Academia.
Assim, impo a ques iona o que se ez ealmen e com an os esc i os e memó ias ilosó icas e com
as emessas en iadas, nes e caso, das ilhas de Cabo Ve de pa a Lisboa. Pouco ou mui o pouco pa a
an a in o mação…Quem lia es as in o mações, o que se azia ou ez com elas? De an o in es imen o
esul ou e e i amen e o quê e pa a que ins? Es as são ques ões que subsis em sem espos a e que impo a
a ualmen e escla ece .
Hoje é di ícil, pa a não dize impossí el, consegui localiza , iden i ica , obse a e conhece com exa idão
as emessas cien í icas en iadas po João da Sil a Feijó desde as ilhas de Cabo Ve de pa a Lisboa. Sabe-
se, po exemplo, que pa e do seu he bá io oi incluído no de Sain -Hilai e e le ado, pa a o Museu de
His ó ia Na u al de Pa is, em 1808, po ocasião das in asões ancesas10. Con udo, a documen ação
que icou nos A qui os, nomeadamen e no A qui o His ó ico Ul ama ino e no A qui o His ó ico
do Museu de His ó ia Na u al, bem como as in o mações que se ex aem dos seus Ensaios e Memó ias
acima mencionadas, pe mi em conhece em pa e o espaço na u al geog á ico, populacional, hid og á ico,
pedológico, mine alógico, bo ânico e zoológico de algumas das ilhas de Cabo Ve de no inal do século XVIII.
A lo a, a auna, os solos, os mine ais e a p óp ia população insula nunca, a é en ão, inham sido obje o
de um le an amen o e obse ação, egis o e en a i a de in e p e ação sis emá ica de o ma ão exaus i a
como a que Feijó ealizou. Apesa das lacunas, das imp ecisões, da aca qualidade das emessas e do
mau acondicionamen o das mesmas, e e idas pelos men o es de Feijó em Po ugal – Júlio Ma iazzi e
Ma inho de Mello e Cas o - jamais o a dado a conhece no Reino oda es a panóplia de conhecimen os
cien í icos ace ca do espaço na u al cabo e diano. As no as p á icas iluminis as ado adas pelos di igen es
da época na Eu opa es ende am-se, nes e caso conc e o, à ealidade das ilhas de Cabo Ve de. P ocu ou-
se, pela p imei a ez, de o ma conside ada me ódica na época em ques ão, encon a p oduções que
pe mi issem uma en abilização das di e en es egiões do Impé io Po uguês, e nes e caso conc e o nas
ilhas de Cabo Ve de.
João da Sil a Feijó esidiu 13 anos nas ilhas de Cabo Ve de (1783 – 1796). A ele se de em as p imei as as
emessas de solos, mine ais, plan as e animais en iadas de Cabo Ve de pa a Lisboa que, acompanhadas
das espe i as memó ias esc i as cons i uí am um p imei o con ibu o pa a uma ampliação do sabe
cien í ico sob e a população, geog a ia, mine alogia, pedologia, bo ânica e zoologia des a egião.
Pa a já pa a não menciona apenas o le an amen o mais ou menos me ódico das espécies bo ânicas ou
dos inse os e pa icula men e as bo bole as, nunca a é en ão ha iam sido ob idas amos as de es os de
la as e de solos num pe íodo de empo ão cu o a segui a uma e upção do ulcão da ilha do Fogo; da
mesma o ma, sabia-se que ha ia uma iquíssima a iedade de auna piscícola nes a egião, mas es a
jamais o a cuidadosamen e es udada, do pon o de is a, da sua po encial en abilização pa a as ecei as
do a quipélago, bem como nunca se en a a explo a de idamen e o anil, e a in u ei a ão impo an e
da co às manu a u as p oduzidas no a quipélago.
Algumas das amos as cien í icas pe de am-se, ou as chega am em mau es ado - o que não se á de
es anha se se a ende aos mé odos de conse ação da época e à al a de meios exis en es em Cabo Ve de,
como se mencionou ao longo do ex o - mas, g ande pa e, da in o mação esc i a icou e pe maneceu
a é hoje disponí el a odos que a quei am consul a . A ação de João da Sil a Feijó oi indiscu i elmen e
signi ica i a pa a um aumen o do conhecimen o cien í ico sob e es a egião, pa a uma acumulação de
in o mações sob e es es espaços geog á icos insula es, con ibuindo pa a um ac escen o do sabe e uma
no a o ma de enca a a p óp ia his ó ia a lân ica.
10. Libe a o, 1994:15-38; B igola, 2011
No en an o, con ém e e i que es a expedição ilosó ico-na u alis a não e e qualque seguimen o
imedia o de ou as missões cien í icas semelhan es nem consequências e e i as ela i amen e às ilhas de
Cabo Ve de. Embo a imbuído de uma dou ina ideológica iluminis a, João da Sil a Feijó não ep esen ou
de o ma alguma a “chegada” do Iluminismo a es e espaço geog á ico. Fez o que lhe oi possí el den o
das condicionan es locais, con udo a he ança daqui deco en e oi pouco signi ica i a, não po culpa
p óp ia, mas essencialmen e po que pa a a diminu a classe de Iluminis as es abelecidos em Po ugal e
as ilhas de Cabo Ve de e am indiscu i elmen e um espaço ma ginal aos seus in e esses dado que não
dispunham nem de iquezas economicamen e an ajosas de explo a , nem de elemen os na u ais que
despe assem uma signi ica i a cu iosidade cien í ica.
Con udo, não se pode igno a que au o es pos e io es, quando ize am as desc ições do a quipélago de
Cabo Ve de, as missões cien í icas do século XIX quando pa i am pa a es e e eno insula , dispunham
já de um Know-how p é io da egião, um pon o de pa ida compa a i o pa a as suas no as obse ações,
he dado do abalho de João da Sil a Feijó. Mais pe o ou mais a as adas da ealidade, as emessas
cien í icas, as memó ias esc i as e ensaios económicos e ilosó icos aumen a am, al e a am e en iquece am
o que an e io men e se sabia sob e as ilhas de Cabo Ve de.
O papel do sabe e a sua unção nas sociedades eu opeias de Se ecen os e de Oi ocen os icou mais
i mado e ampliado com es as p imei as expedições cien í icas de ca iz na u alis a de que João da Sil a
Feijó se o nou uma igu a incon o ná el quando se e e e o espaço na u al cabo e diano.
Re e ências no Tex o
Fon es Manusc i as
AHU, C.U., Caixa 41,doc.33, de 24 de ab il de 1783.
AHU, C.U., Caixa 41,doc.35, de24 de maio de 1783.
AHU, C.U., Caixa 41, doc. 57, de 21 de no emb o de 1783.
AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 42, doc. 8, de 29 de e e ei o de 1784.
AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 42, doc. 13, de 4 de ab il de 1784.
AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 42, doc.28, de 29 de junho de 1784.
AHU, C.U., Cabo Ve de, caixa 43, doc.53 A, de11 de agos o de 1786.
AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 43, doc. 62, de 11 de agos o de 1796.
AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 43, doc.63, de 17 de agos o de 1786.
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AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 48, doc. 24
AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 48, doc. 82, de 5 de dezemb o de 1795.
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g andeza e al u a das suas mon anhas”, “Do clima, en os e e c”, “Das p oduções” “ Dos
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An ónio (ap esen ação e comen á ios), (1986), Ensaio e Memó ias Económicas sob e as Ilhas de
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“Memó ia sob e U zela de Cabo Ve de”, in Memó ias Económicas da Real Academia das Sciências de
Lisboa, omo V, 1815, pp.145-154 e publicado po CARREIRA An ónio (ap esen ação e
comen á ios), (1986), Ensaio e Memó ias Económicas sob e as Ilhas de Cabo Ve de (século XVIII),
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“Memó ia sob e a Fáb ica Real do Anil da Ilha de San o An ão”, in Memó ias Económicas da
Real Academia das Sciências de Lisboa, omo I, 1815 e publicado po CARREIRA An ónio
(ap esen ação e comen á ios), (1986), Ensaio e Memó ias Económicas sob e as Ilhas de Cabo
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§32
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de
42, doc. 8
Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a D. Ma inho de Mello e Cas o
in o mando-o da sua saída da ilha do Fogo e chegada à ilha de San iago. Menciona
ambém o en io dos caixo es com as ecolhas de p odu os e e en es às expedições
na ilha B a a e na ilha do Fogo.
San iago, P aia, 29 de e e ei o de 1784
Illus íssimo e Excelen íssimo Senho
Depois de eu ha e pe dido as espe ansas de sahi da Ilha do Fogo com a mo e do Excelen íssimo
Bispo, po me al a em as p o idencias necessa ias, e ica dezenganado da pa e dos Adminis ado es da
Sociedade a quem esc e endo eu pe a que ou essem de me ale nas ci cuns ancias em que me acha a
pa icipando-os da pa e de V. Excelência pe a que quando i essem occazião de emba cação pe a essa
cidade hou essem de manda po aquella Ilha ecebe os caixoens das Remessas da Expedição Real pa a
S. Mages ade, em que não e ia demo a algua po se acha em p omp os, e os pode oma ainda mesmo
nella, icando se os que a mesma Senho ia lhes paga ia odas as despezas que izessem, esponde ão que
es a am p omp os a se i em a S. Mages ade po em naquillo que osse do se iso da mesma Sociedade
e que seos na ios não podiam se emba asados com qualque p e ex o que osse, ainda mesmo no caso
de es e illidade, chegou inalmen e a 15 do p ezen e mez hum Ba gan im da mesma Socciedade que
com a mudansa dos no os Adminis ado es oi com o dem de me anspo a , como ambem de expo a
udo quan o osse pe a S. Mages ade: logo me is conduzi pe a es a capi al onde me acho não com
pequeno sus o, onde cheguei aos 20 de p ezen e ; e como es a a pa i a Galle a da mesma Soccidade
pe a essa is en ega de odos os caixoens da Expedição ao p imei o Adminis ado , cuja hon a e zello
de se i a S. Mages ade inha demo ado a mesma emba cação pe a esse im // [ l.1 ] o qual depois
que os ecebeo oi pessoalmen e en ega ao Cappi am da mesma Galle a, e lhe in imou izesse pô udo
com oda a cau ela e cuidado possi el na maio a ecadação, o e ecendo-se me igualmen e pe a udo
quan o eu pe cizasse, ainda que elle não inha o dens alguas de seos Di ec o es em Lisboa pe a me aze
coisa algua po em que pe a udo es a a p omp o pella hon a e glo ia que concebia em e ocasião de
se i a S. Mages ade e a V. Excelência: donde enho colligido que an a he hon a e se iedadade des e
p oximo Adminis ado , como o il p ocedimen o e pouco espei o do ou o, que acabou, que occupado
unicamen e com os seos in e esses p op ios, se esquecia dos de e es de homem de bem.
Finalmen e es a he a p imei a emessa que eu enho a hon a de aze a V. Excelência das duas Ilhas
B a a, e Fogo; dezeja ia e encon ado coisas dignas do depozi o pa a onde são des inadas; V. Excelência
bem sabe que em mim só es á a diligencia, e na minha o una a elicidade de encon a p eciosidades:
encluzamen e ão as lis as das emessas das p oducçoens das duas Ilhas, ai uma collesão de Bo bole as,
e ou os insec os, aes quaes pude encon a ; odas as ped as e e as, que achei, e as plan as com suas
semen es que obse ei e en e ellas alguas no as, de que omo a ousadia de o e ece hua dellas a V. Excelência
em sinal do g ande espei o que de o a V. Excelência de cujo a e ido a ojo espe o o pe dão da g andeza
de V. Excelência; is sem du ida oda a diligensia de que me não escapasse algua; ão mais alguns peixes
que mais hi ião // [ l.2] se me i essem dado a agoa den e necesa ia pe a cuja al a se pe de ão duas
ca implo as delles; V. Excelência ique se o de que disso eu não sou o culpado, pois a minha ob igação he
pedi ; ão mais ou as coisas que udo comp eende 13 ollumes: goa do a Rellação Topog a ica, isica e
Mo al daquelas Ilhas, al qual eu pude o ma , pe a quando V. Excelência me de e mina seja eme ida,
pois me lemb o da ecomendação que V. Excelência de que o não a ligisse com papeis.

§33
En e os mesmos 13 ollumes ai hum que he amos a de peixes p epa ada a manei a do
Bacalhao, cuja pesca ia me ecomendou V. Excelência isse eu se podia es abelece nes as Ilhas, na
e dade he hua das coizas que não só podem aumen a es as decaden es Ilhas pela g ande abundancia
que ha de peixe, como pelo aba imen o que ha-de necessa iamen e occaziona ao Bacalhao dos Inglezes:
ha dois sogei os na Ilha do Fogo dos p incipais, e abonados que es ão p omp os a es abelece em a di a
pesca ia, a quem iado na suas pessoas encinei o me hodo de o p epa a , e is segu os do pa ocinio de V.
Excelência: elles es ão p on os, e ja icão de algua manei a p incipiando a sua pesca ia po em mos a ão
me que sem que V. Excelência lhes assa segu os as suas condisoens, e os pa ocine, não pode ão aze
coisa algua; incluzo ap esen o a V. Excelência o que elles pedem pe a aquelle im. V. Excelência como
au o des e es abelecimen o e p o ec o do bem commum de e mina á o que o se ido; elles p ome em
do 2º anno em dian e da em sem alencia pe a sima de 5 emba cacoens de peixe annualmen e // [ l.2 ].
Po descuido do Excelen íssimo P elado não is em Junho passado a p imei a emessa e po
culpa delle não es ou mais adian ado nas a e iguacoens des as Ilhas pois a eimou a não me que e deixa
p incipia pela p imei a Ilha em que en ei: V. Excelência capasi e se de que elle inha mui pouco gos o
nes as coisas de que azia mui pouco cazo; não digo sob e is o mais pe a não abuza da a enção de V.
Excelência esegu o a V. Excelência que cheio de an os desgos os quan os eu enho so ido e so o, me
ejo p esen emen e en e gonhado de se descompos o p ezen emen e pelo Jullio sem ezão; paciensia, eu
não sei que mais possa aze pe a pode ag ada a quem de o obedece .
Aqui me acho nes a Capi al e pe a ugi a huas coizas que encub o a V. Excelência ico de pa ida
pe a S. Nicolao e se não osse o emo de cahi em o desag ado de V. Excelência eu hia sem du ida
p os a me aos pes de V. Excelência pe a aze as p o idencias que necessi o, po es imo mais o mo e
do que cahi da g aça de V. Excelência donde espe o oda a elicidade
A maio a lição que enho he o e me só sem e quem me ajude no labo ioso Exe cicio, em que me
acho; se eu i esse hum homem pe a a p epa ação dos passa os e peixes, e ou o que copiase as plan as, segu o
a V. Excelência a ia bellissimas emessas, po em só eu só e de isco e pin u a e de p epa ação não sei.
Po ul imo pe mi a-me V. Excelência // [ l.3] a licensa de lhe pedi se digne concede me a aculdade
de pe a o anno p oximo chega a he essa cidade a im de se me es abelleso a minha saude, que a enho
oda pe dida como eu posso exp essa a V. Excelência segu ando a V. Excelência de o na a ol a logo
na p imei a occazião que pe a cá se o e ece .
A emessa que ai cons a de 13 olumes aos quais omei a ouzadia de ag ega mais 5 que en io
pe a a minha caza se V. Excelência não le a a bem eu ica ei ad e ido pe a ou a es ao Julio pa icipo
disso pe a que ob endo a Licensa de V. Excelência possa aze a en ega no meu P ocu ado .
Depois de ha e concluído es a longa elação ose ão-me aqui hum papel pe a o aze ap esen a
a V. Excelência eu o li, e se não isse que con inha coisa de impo ância digna de V. Excelência sabe ,
se amen e não oma ia o a e imen o de eme e : V. Excelência me pe doe o a ojo que he nascido da
on ade de aze bem p incipalmen e aos a li os, e nes a mesma occazião ai hum sogei o po -se aos pes
de V. Excelência pela mesma cauza.
Eu enho na e dade, Excelen íssimo Senho que pa icipa a V. Excelência, po em al a-me a
Libe dade pe a o pode aze : V. Excelência me de e mine os seos pe sei os pe a os execu a como de o.
Deos Gua de e p ospe e os dias de V. Excelência
Vila da P aia 29 de Fe e ei o de 1784
De V. Excelência
O mais obdien e e humilde subdi o
João da Syl a Feijó
§34
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de
42, doc. 13
Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a D. Ma inho de Mello e Cas o
desc e endo o e í el a aque de “doença da e a” de que so e a que o impedi a
de p ossegui as suas expedições nas ilhas do Ba la en o. Menciona ambém o en io
de um casal de alcões com ca ac e ís icas especí icas quan o à o ma de caça , e
queixa-se dos ul ajes a que em sido sujei o pelas au o idades locais.
P aia, San iago, 4 de ab il de 1784
Illus íssimo e Excelen íssimo Senho
Po es a pa ecipo a V. Excelência de como, po causa de hum o íssimo a aque de doensa
da e a que me sob e eio há hum mez não enho con inuado com a Real Expedição pelas Ilhas de
Ba la en o como e a a minha in enção: es a a a pa i pe a San o An am, e de epen e sob e eio me
hua am g ande eb e que me oob igou ao 3º dia a con essa me, e dispo me a deixa es a ida; du ou
7 dias depois a o sa de emedios oi se diminuindo deixando me na maio dibilidade que não posso
explica , com hum insopo a el as io, que ainda me acompanha: passados 5 dias o nei a cahi a hua
g ande sezão de 48 o as as quaes não me em deixado a he aqui, dando-me so de en e alo 6 ho as, po
consequência aqui me acho nas cazas da Companhia p os ado em huma cama quase ao desampa o sem
e quem me adminis e os emedios, nem cuide de mim: al he a minha elicidade Illus íssimo Senho .
Es e desampa o como ambém o que e e se asso huma colleção de Peixes pe a hi em na
Co e a, que dizem pa e pe a Lisboa po odo Junho, me ob iga a emba ca , e pa i pa a S. Nicolao
em hum Be gan im que es a a pa i , que he da Sociedade.
Pello capi ão des e Ba gan im que oi do Bispo com quem eu im, e a quem eu sou ob igado,
eme o hum cazal de hua espésie de Falcoens, que quan o a mim são os mais ex ima eis pelo di e en e
modo com que cassão; es es chamão-se Asou ado es, seu modo de casa he celeb e, logo que em casa
eixão as azas, deixão-se cahi com oda a o sa sob e eles de so e que se a não ma am p ocu am de
so e que ica e ida e a o doada, logo o não a subi // [ l.1 ] ao a , e de lâ o não a dese a i busca
a cassa nas ondas; e he am o e o al encon ão que elles dão que se pilhão a hum homem se amen e o
de ubão: hei-de e o gos o que la cheguem i os, como são pequenos, e no os, pode se que cheguem,
pois i e hum g ande ja p omp o que du ou 2 mezes i o, e po não ha e ocasião de o eme e , e elle se
mui o b a o mo eu.
Não sei que mal enho ei o a es e Senho que aqui go e na, que não az mais que me ul aja
sem eu da causa a is o, dis que se há de inga de mim po eu manda dize a V. Excelência que ele e a
dispo ico nes a Ilha: is-lhe um eque imen o ob igado pela necessidade pe a que me mandasse sa is aze
o meu o denado encido, espondeo e balmen e que V. Excelência não go e na a na Fazenda Real,
e que não inha o dem nem A izo algum de Sua Mages ade pe a isso, e que nas o dens ul imas do
Ma ques dAngeja não inha al de e minação, e que po essas he que se ha ia de guia , e não pelo que V.
Excelência dissesse sem a izo exp esso de Sua Mages ade: udo is o Excelen íssimo Senho são pa ece es
de hum homem pe e so que aqui ha que eio deg edado do Reino pe a aqui, o que he o que dá os dias
San os, e so se az, o que elle dis, e nada mais, o que em cauzado hum no a el p ejuizo publico, elle
chama-se João da Syl a, odos os o icios de esc i aninha são po elle ocupados, jamais se despacha coiza
algua quenão seja elle que dê o ascunho pe a isso, an o no Judicial, como no Mili a , Ci il e c. e sob e os
§35
demais p ocedimen os não digo nada, V. Excelência // [ l.2] acilmen e pode a e g ande no icia delle
se se in o ma .
Pesso a V. Excelência po quem he me não desampa e com o seu pa ocínio, e que me conceda
licensa de me e i a , logo que conclua a Expedição des as Ilhas, pois não sei se a acaba ei pelo deplo á el
es ado em que me acho, pelo que deseja a hi es i ui -me a minha pe dida saúde a esses a es; e V. Excelência
ha de es a lemb ado que me disse se eu me achasse mal, que pedisse Licensa ao Bispo, e com ella pode ia
i : V. Excelência lemb e se des e des e in elix, que se e de odas as pa es pe seguido pois se me al a o
pa ocinio de V. Excelência que ha de se de mim. Deus Gua de e elici e os dias p eciosos de V.Excelência
po mui os anos como lhe deseja que he com o mais p o undo espei o
Vila da P aia 4 de Ab il de 1784
De V. Excelência
Ilus íssimo e Excelen íssimo Senho
O súbdi o mais obdien e e o C iado mais ob igado
João da Sil a Feijó
§36
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de
42, doc. 20
Lis a da p imei a emessa da expedição ei a na ilha de S. Nicolau en iada po João
da Sil a Feijó pa a o minis o Ma inho de Mello e Cas o
S. Nicolau, 30 de maio de 1784
P imei a Remesa da Real Expedição ei a em
a Ilha de S. Nicolao e eme ida ao Illus issímo
e Excelen íssimo Senho Ma inho de Mello e
Cas o pa a o Real Gabine e d’Ajuda em 30 de
Maio de 1784
Ped as
3 Caixoens
Nº1
Le a es e 23 ped as di e en es
Nº2
Le a es e 32 ped as di e en es
Nº3
Le a es e 12 ped as di e en es
Te as
1 Caixão
Nº4
Le a es e 87 saquinhos com as a mos as e das di e en es e as
Peixes
3 Caixoens
Nº5
Le a es e 8 peixes
Nº6
Le a es e 16 peixes
Nº7
Le a es e 8 peixes
§37
Ped as e Te as
1 Caixão
Nº8
1º Le a ped as nume adas e a ulsas
2ºTe as em saquinhos nume ados
3º Hum ins umen o muzico e ou o de que uzão pe a o go e no das suas cal agadu as
Plan as
1 Caixão
Nº9
1º Le a plan as secas 24 e semen es
2º …hua espécie de Mad epo a da mesma, que ai na ca implo a
3º …Conxas e Go goneas
P odusons do Ma
1 caixão
Nº10
1º Le a conglu inasoens de Tubipo as
Nº2 Esponjas ma inhas
Nº3 Conxas, Go goneas e Co alinas
Peixes em agua den e
1 Ca implo a
Nº11
1º Le a 28 peixes di e en es mui os
2º … Cama oens das Ribei as
3º … Mad epo as das que ão no Caixão nº 9

§38
§39
§40
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de
42, doc. 28
Ca a do ou ido José Fe ei a da Sil a pa a D. Ma inho de Mello e Cas o na qual
es e o icial égio menciona que o Na u alis a égio João da Sil a Feijó se encon a a
na ilha de São Nicolau onde inha causado algumas deso dens.
San iago, P aia, 29 de junho de 1784
Illus íssimo e Excelen íssimo Senho Ma inho de Mello e Cas o
Dou pa e a V. Excelência que omando posse do luga de Ou ido des as Ilhas, e en ando logo
em Co eicam isi ei o P ezidio, o Fo e Real, e Balua es da Cidade, e achei udo em am deplo a el
es ado, que passa a se e gonhoso; pois alem de es a em as Mu alhas mui o a uinadas, não se acha a
mon ada huma so pessa, nem ambem pe a is o ha ia ca e as em e mos, po que odas es a ão ei as
em pedaços; as espinga das sem eixos e a algumas dellas lhes se ião de b açadei as huns co deis:
Passei depois à Villa da P aya na mesma diligencia, e achei que o Capi am Mo des a P aça cuida a em
Repa a as mu alhas da Fo aleza, e em e como inha mui as pessas mon adas em boas ca e as, que
segundo me cons ou, se de em ao seu cuidado, po em as espinga das se acha ão no mesmo es ado que
as da Cidade, de que o mesmo Capi am Mo mui o se las ima a; e eu me pe suado que os Go e nado es
pouco zelosos em sido a cauza de am las imoso es ado, não o ep esen ando a V. Excelência pe a da
as p ecisas p o idencias.
En ando depois dis o a examina o es ado da ag icul u a achei ambém es a na maio decadencia,
po que os mo ado es des a Ilha se en egão in ei amen e ao ocio: eu lhes enho ei o mui as admoes ações
pe a os capaci a do quan o lhes he u il, e do ag ado de S. Mages ade que se a e da ag icul u a com
maio zelo: elles po em não que em delibe a se, e dizem que não cul i ão an o, como pode ão cul i a
po que alem de não pode em da ex acção aos seos uc os, e de não e em esc a os bas an es; não ha
quem po jo nal quei a abalha ; nes a a endi el ci cuns ancia, olhando eu pe a o g ande nume o de
gen e ociosa que ha nes a Ilha, e que absolu amen e dizem que não que em abalha , me lemb ei dize
a V. Excelência; que pa a se des e a de huma ez a al ociozidade, se ia con enien e de e mina //
[ l.1 ] S. Mages ade, que odos os que não quizessem sogei a se ao abalho po jo nal, que as Cama as
lhes baixassem, ou não quisessem cul i a po sua con a icassem esc a os da Real Fazenda; cuja pena me
pe suado não chega ia a e i ica se, po que odos es imão, e desejão a sua libe dade.
O Excelen íssimo Bispo e a alecido ao empo que cheguei a es a Ilha, como a V. Excelência
ja se a cons an e; pois se me es ce o que o Go e no in e ino ha ia dado con a a V. Excelência. Nes e
Go e no achei o Co onel João F ei e de And ade, e o Juiz o dina io mais elho que se i a de Ou ido ;
po em so o di o Co onel e a econhecido po Go e nado , e julgo que somen e em seu nome se passa ão
as Pa en es, pelo que mos ão os Passapo es das ou as Ilhas; mas logo que omei posse, e que i e a
ce eza de que o Tezou ei o Mo se acha a subs i uindo o ca go de Deão, e que como al de ia se
Adjunc o no di o Go e no, segundo a disposisam da Lei de 12 de Dezemb o de 1770, lhe dei pa e ainda
que is o oi con a a on ade do di o Co onel, que mui o o impugna a.
O in en a io do espolio do mesmo Excelen íssimo Bispo ambem se acha a ja ei o ao empo que
cheguei, e se ez um Leilam, em que se endeu pa e do di o espolio, ainda daquelas mesmas couzas, que
não es a ão sogei as a co upção, e dolozamen e . La ou o Esc i am alguns e mos de a ema açãm;
§41
não decla ando nelles com especi icação o que se a ema a a, is o he, pelo que pe encia ao nume o,
pezo ou medida sem du ida com p ejuízo conside á el; mas como ambém me dizem que de udo se da á
con a a S. Mages ade pelo mesmo Go e no, pa ece que não de o adian a –me aqui mais.
Ainda não i o Na u alis a; dizem que p esen emen e // [ l.2] se acha na Ilha de S. Nicolao, e
que aly em ei o alguas deso dens; na do Fogo pa ece que ainda o ão maio es, po que a he chegou a
de e mina em nome de S. Mages ade e aos Juizes e os o iciaes da Cama a ; que não la gassem no im
do anno a Ju isdição, nem ab issem os Pilou os sem de e minação da mesma Senho a pela con a que
p e endia da : Is o o ize ão ce o os mesmos o iciaes da Cama a em ca a que esc e e ão a es e Juizo da
Co eicam quando eu o às di as Ilhas a e igua ei udo, e da ei pa e a V. Excelência .
Deos Gua de a V. Excelência po dila ados annos. Ilha de San ’Iago de Cabo Ve de 29 de
Junho de 1784
De V. Excelência
O mais humilde e e dadei o Subdi o
O Ou ido Joze Fe ei a da Sil a
§48

§49
que de e se i de Suplemen o a Le a Filozo ica nº 5º sob e o mesmo objec o Pello
Na u alis a J. S. Feijó 11/08/1786 //
Memo ia Sob e
a no a i upção olcanica
do Pico da Ilha do Fogo
Illus issímo e Excelen issímo Senho
Vossa Excelência em-me ei o a hon a de o dena me que osse segunda es izi a a Ilha do Fogo
pa a obse a , e disc e e a no a i upção Volcanica sucedida em o dia 24 de Janei o do anno p oximo
passado, e a e igua suas p oduçoins p incipalmen e o Enxo e calcolando a sua quan idade, e despezas
que pode ia aze na sua Ex ação, e anspo e.
Em comp imen o a es a de e minação de V. Excelência is me anspo a aquella Ilha honde
cheguei em 26 de Ab il p oximo passado e logo me conduzi po 3 ezes ao luga da sob edi a e upção
aonde is odas aquellas obse açoins possi eis de que me acho enca egado as quaes debaxo do i olo
Memo ia sob e a ul ima i upção Volcanica do Pico da Ilha do Fogo, enho a hon a de po na p ezença
de V. Excelência // [ l.1 ] com aquella Con iança que me inspi a a Summa bondade de V. Excelência.
Tenho p ocu ado que odas es as minhas no as in es igaçoins ossem undadas na pu a Ve dade,
e que o Calcolo que as acompanha osse coe en e, e Raciona el.
De o dize a V. Excelência que es e meu discu ço de e se i de Suplemen o a minha 5ª Le a
Fizica di igida a V. Excelência com a da a de dizemb o de 1783 a que me epo o pa a sua mayo
Cla eza, e endo igu ado pa a isso mesmos duas es ampas que aCompanhão a mesma memo ia em hua
mos o em spac o a disposicão, e luga da no a i upção, e na Segunda o odo do Pico is o da pa e de
Les e.
O pouco empo que ali se pode demo a hum obse ado e os limi ados conhecimen os que V.
Excelência sabe o na o meu Espi i o se ão // [ l.2] su icien es mo i os pa a se em pe duados os meus
descuidos em hum pon o que so elle po an os anos em occupado idas en ei as de sabios Na u alis as.
O mayo sen imen o que enho de g andeza he do p o undo Respei o com que sou
Illus issímo e Excelen issímo Senho Ma inho de Melo e Cas o
De V. Excelência
O mais humilde e obidien e Subdi o e C iado
João da Sil a Feijó //
Ilha do Fogo 11/8/1786
Vidimus undan em up is o nacibus Ae nam
Flama um que globos lique ac a ol e e saxa
Vi gil. Geo g. Lib. 1º . 472 //
§50
Memo ia Sob e
A no a i upção olcanica
do Pico
da Ilha do Fogo
§. 1
O Pico olcanico da Ilha do Fogo, que ha 12 anos es a a como ex inc o, acaba ul imamen e de aze no a
i upção em o dia 24 de Janei o do anno p oximo passado de 17852, as onze o as pe a o meio dia.
§. 2
Hua g ande commução sub e anea que aballou, e se ez sen i po oda a Ilha com o issimos es ondos
em o in e io do Pico oi o p imei o enomeno que p ecedeo aquella i upção.
§. 3
Depois des e signal §2 p incipiou o Pico a en //[ l 1. ] de -se pe pendicula men e e a lansa pellas
endas do seo in e io , como em gol adas quan idade de cinzas esco i o mes (a)3, o nando depois a
eixa -se icando no seo p imei o es ado.
§. 4
A ma e ia insendida que ci cula a no cen o daquelle ulcano, co endo po onde menos ezis encia encon a a,
oi ab indo logo pellos lados daquella mon anha, que olhão pe a L.; e L.N.E., e no co po da Se a (b)4 aqui,
e ali a he o mâ , di e en es ombos po onde lansou o en es de ogo; e de di e sas la as (c)5 e umo, endo
sido a ul ima explosão an iga em o ou o lado oppos o que olha pe a L.S.E. onde chamão mon e d’Aipo (d)6.
§. 5
A g ande abundancia das ma e ias, que o ão expulsadas (§4) // [ l.2] pa e em o mado 4 não pequenos
mon icolos (e)7 successi amen e hum immedia o ao ou o em a mesma di ecção jun o ao chamado mon e
de Losna, ou o an igo mon icolo olcanico ex inc o( )8: ou a pa e descendo pello lado de L.S.Es e
e di idindo-se em dois amos, hum delles oi en ulha hua g ande e p o undissima Ribei a ou Valle,
2 Pala a sublinhada no ex o
3 (a) Nº M Esco a p e a, ina, que o Pico lansou nes a i upção; he hua so e de la a.
4 (b) A Se a he a e minação dos mon es da Ilha, que unidos o mão da pa e de Les e., onde es a o Pico, hum como mu o
a pique, que com a me ade da ci cum e encia do mesmo Pico, disc e e concen icamen e hum semici colo: es a e a não he
sepa ada delle, senão po hum g ande alle, que chamão Xão de Caldei a (Es . 1ª le a aa) a qual em de comp imen o ½ le-
gua. sob e ¼ de la gu a, is o he da Se a ao Pico (Le a bb): hê mais baixa que o mesmo Pico; e sua igu a da pa e d’Oes e //
[ l.1 ] he hum conico uncado; ella he ep esen ada nas le a ccc da mesma es ampa. Es a pozição, que se asemelha com a de
mui os olcanos da I alia ja ex inc os, me pe suade que ella, e o Pico não e ão an igamen e senão hua só mon anha de igu a
conica in ini amen e mais as a, e mais elle ada do que he hoje o mesmo Pico; e que sua ex emidade oi a eba ada po algum
o issimo ogo sub e aneo, donde aba endo-se den o de si mesmo em dado o igem a hum alle ci cula , cujo pon o cen a
oi o Pico, não es ando hoje do alle, pelas epe idas i upsoens, mais que a meia ci cum e encia que he a Xam de Caldei a e
quem sabe se es e mesmo Pico i a ãobem algum dia a aba e -se, po que es á occo, e passa á a o ma com as suas pa edes hua
ci cum e ência e o seu undo, ou cen o hum lago ci cula com o em succedido em mui os ex inc os ulcanos. ( id: as minhas
Le as Filoso icas ca a 5).
5 (c) Os Na u alis as chamão la a a oda // [ l.2 ] ma e ia queimada, que he ans o mada, e lansada pelos olcanos como a
Pouzollana, bazal es, e c.
6 (d) Aipo: mon icolo an igo olcanico jun o ao qual es á a boca da ul ima i upção, onde ainda se acha algum enxo e
impu o.
7 (e) São ep ezen ados na Es ampa 1ª em as le as e, , g, h: a le a (d) ep ezen a o Pico.
8 ( ) Losna he ou o an igo mon icolo olcanico, compos o d’esco as p e as, e em na sua sumidade hua boca do ei io de hum
unil; oda a sua supe ície he cobe a de Losna, donde lhe em o nome, e da mesma so e odo aquelle si io.
§51
que chama ão de An oninha, que ali ha ia, de so e que pa ece não e nunca exis ido naquelle luga
semelhan e Ribei a (g)9: o ou o amo em im oi allaga hum g ande plano enclinado, immedia o aquella
Ribei a onde se dis a Rel a (h)10 onde ha ia alguas cazas, e as de semen ei as, inhas, e algodoei os,
icando pa e debaixo des a innundação. //[ l.2 ]
§. 6
A ma e ia que co eo pellas ou as bocas (§4) innunda ão igualmen e mui a po ção de e eno, e da
ul ima, que demo a jun o ao mâ (i)11 onde chamão João Ma inz oi a he en a pelo mesmo mâ den o
mais de 20 lansas azendo ali naquella cos a, onde e a hua enceada, hua pon a de ped as queimadas (l)12.
§. 7
Du ou es a i upção 32 dias succeci os a he 25 de Fe e ei o sendo a sua maio o sa nos p imei os 7 dias,
e a he hoje (m)13 ain- // [ l.3] da con inua o ogo, po em em maio p o undidade p incipalmen e em os
no os mon es, onde he in ensissimo mesmo na supe ície do e eno.
§. 8
Es a ma e ia (§4) que ge almen e em sido expulsada, pa e hé hua la a p e a, pezada ca e noza com
alguns c is aes p e os de Schols pod es, embu idos, que pa ece não se ou a coiza senão o saxum
o din á io (n)14 a que chamão ped a do Lagido, queimado, al he a que em co ido p incipalmen e pello
Si io da Rel a, e en ulhado a Ribei a de An oninha (§5).
§. 9
A ou a so e de la a e a expulsada em es ado de luidez, e co ia mansamen e a manei a de hum me al
em uzão (o)15 o mando g ossos bancos, em abobedas, icando po baixo g andes e dila ados canaes
sub e aneos, e alguns //[ l.3 ] delles de 2 a as de la gu a; al he a so e de la a que em sido expulsada
das bocas do Si io de João Ma inz p incipalmen e, e an o mais se pene a o in e io des a la a, quan o
mais densa, e compac a, e i me se encon a.
§. 10
Sob e es a 2ª so e de la a (§. 9) ainda co eo ou a 3ª especie, p e a, espumoza, a manei a de esco a
me alica (p)16, e ei o, que sem du ida p o em do a , que es ando, comp esso, o ma no meio das co en es
de la a g andes bolhas, ou acuos que depois azem a sua supe ície mui aspe a, esponjoza, le e, e
desigual; no seo cu so ai omando a ias com igu asoens ag ada eis (q)17; e a p imei a is a pa ece com
a ma e ia de que se ab icão os cadilhos de Alemanha ( )18.
9 (g) An oninha: assim se chama a a hum p o undíssimo alle, que ha ia daquela pa e jun o ao si io que se chama Rel a; a cheia
que co eo dos mon es no os a en ulhou de so e que udo o ma hum só plano di ei o.
10 (h) Rel a: he a pa e do e eno que he mais é il em oda a Ilha: he compos o de cinzas, e esco as olcanicas; ali p oduz
mui a mandioca, mui o milho, eijão, inhas, anil e c.
11 (i) Na p imei a Es ampa são ep ezen adas es as bocas pelas le as i, l, m, n, o, as ês p imei as em o si io de Domingos
Fe nandez; n.o. em João Ma inz.
12 (l) Es ampa 1ª le a p.
13 (m) Tenho isi ado es e olcano po ezes, sendo ul imamen e em 20 de Ju // [ l.3] lho de 1786.
14 (n) Nº A la a p e a e c. que co eo em g ossas massas e em o mados bancos em os luga es de Domingos Fe nandez e João
Ma inz.
15 (o) Nº Nº B. F. G.; G. co eo po baixo da p eceden e em ondas e c. //.
16 (p) [ l.3 ] N.Nº C. D. E. La a esco i o me espumoza, le e que co eo pela supe icie de ou a mais solida e pezada, o mando
igu as.
17 (q) N. E. igu as de la a.
18 ( ) Es a la a na cô asemelha-se com o Lapis de que se cons oem os cadilhos em Alemanha. //
§52
§. 11
As bocas olcânicas que se ab i ão em Domingos // [ l.4] Fe nandez (s)19 são in e io men e ado nadas
de ag ada eis con igu açoens o aceas ( )20 e melhas (u)21 p ocedidas de ha e -se ali demo ado o ogo
po mais empo.
§. 12
A la a que cons i ue os no os mon es (§. 5) he em ge al hua esco a, inc a de oc a de e o, mais, ou
menos g ossa (x)22. O p imei o des es mon es, a que chamão da Rainha (z)23 em hua pa e des a esco a
sus en ada sob e g ossos bancos de ou a la a (§. 9) p e a, pezada ca e noza, dispos a de manei a que
cons i ue hua g ande abobeda endida po in ini as pa es pela o sa do ogo sub e aneo, a que em
pa es se deixa ê escal ada.
§. 13
Em cada hum des es no os mon es se obse ão g andes e p o undissimas bocas pe pendicula es com
a igu a // [ l.4 ] de hum unil, g u as, e dila adas endas, que mos ão e i eis p ecipícios, po onde
exala do in e io po espassos gol adas de in encissimo, e insupo a el calo , e chei o o e, e so ocan e de
enxo e.
§. 14
Encon a-se po es as ca idades (§. 13) e pella supe icie dos aes mon es no os quan idade de enxo e,
e capa oza, em di e en es es ados, que com a o sa do calo (§. 13) exala do in e io daquelle olcano,
em o ma de apo es, de que pa e sublimando-se pelas abobedas das g u as, e nas supe ícies in e io es
das ped as que cob em aquelles mon es (aa)24 se ai unindo em o ma de inissimas agulhas (bb)25 e ou a
pa e se espalha pela a hmos e a, donde p o em o insupo a el chei o sul u eo, e su ocan e, que se sen e
naquelle si io, e odo o seu con o no. // [ l.5]
§. 15
Es as ch is alizaçons de enxo e (§. 14) se deixão ê ao p imei o golpe de is a em hum es ado admi a el
unindo-se huâs âs ou as agulhas pe a o ma em hua massa maio , p incipalmen e naquellas no as g u as
(13) onde se obse a, a manei a de s a ec i es, g ossos pedassos de pu issimo enxo e penden es pellas
abobedas (cc)26 que po se ali mui o e o calo , se ai des azendo, e succeci amen e egene ando sem
u ilidade algua po se pe igozissima a sua ex acção, emquan o p ezis i aquelle ogo.
§. 16
Em as pa edes in e io es da boca27 do 2º mon e no o chamado do P incepe (dd)28, que e á 5-6 a as de
diame o, ãobem se obse a enxo e i gem; po em igualmen e inu il pelas mesmas // [ l.5 ] causas (§. 15)
19 (s) [ l.4] Es ampa 1ª le a i. l. m.
20 ( ) To us, se chama a oda a comc eção ei a pelo ogo.
21 (u) Nº caixa 2 são as amos as des e To o.
22 (x) N. M.
23 (z) Es e he hum dos no os mon es que ica immedia o ao Pico e he o maio de odos os 4. //
24 (aa) [ l.4 ] Toda a ped a que se le an a da supe icie daquelles mon es p incipalmen e nos do Maxado, Cas o, e P incipe, se
acha na sua supe icie que es a a i ada pe a baixo, agulhas de enxo e como em lo , e ca ando ali não se acha es igio algum
delle mais, donde he de p ezumi que pela sublimação ali se ai o mando ( ide amos a N. 66). //
25 (bb) [ l.5] N.66 N. I. lo de Enxo e.
26 (cc) N. O. Enxo e pu o que se acha pellas g u as do mon e da Rainha.
27 As pala as “da boca” o am ac escen adas na ma gem esque da do ex o.
28 (dd) Fica immedia o ao mon e da Rainha (Es ampa 1ª le a ) e logo jun o o chamado de Cas o (le a g) e immedia o a es a
a do Maxado (le a h). //
§53
§. 17
A p imei a is a pa ece que odos es es no os mon es não con êm senão udo enxo e, pela cô que
a ec ão, p incipalmen e o mon e da Rainha, cuja supe ície he a maio pa e de hua e a ama ellada,
que não he ou a coiza mais do que hum seleni es calca eo (ee)29 com a mis u a de algum enxo e
descompos o (§. 13) donde em que algua po ção della pega o ogo mais ou menos como o mesmo
enxo e ( )30, o que em ei o engana aquelles, que pouco sien es nos conhecimen os mine alogicos se
pe suadi ão que udo e a enxo e passando logo pe un o iamen e a pa icipa ao Es ado a sua copioza
abundancia, comp ome endo igualmen e logo p ojec os de se ca ega Na ios; e he na e dade des a
qualidade de e a que hâ abundancia. // [ l. 6]
§. 18
Nes a mesma le a gipsosa (§. 17) se encon a quan idade de ped as (huas le es po ozas como pomes, e
b ancas como ca amellos (gg)31, e ou as ãobem b ancas pezadas, em laminas solidas, e spa ozas (hh))32
em cujos in e s icios se obse ão ch ys aes de enxo e pu o.
§. 19
A p opo ção, que es e calo (§. 12) se ai ex inguindo, ãobem ai cessando a o mação do no o enxo e,
donde sem du ida se pode conclui se es a ma e ia, digo Minna apa en e, e não consequen e e de du ação.
§. 20
Pella supe ície do e eno daquelles no os mon es, e endas dos seos bancos de la a, se c ia em quan idade
hua e lo escencia salina i iolica, que não he ou a coiza senão hua e dadei a capa oza (ii)33, e em al
// [ l.6 ] guas pa es com mis u a de ped a lume: em o mon e da Rainha ha duas so es des e mesmo
i iolo; hua sai como em espuma pelas endas da abobeda de la a (§. )34; e ou a debaixo da o ma de
hua e a ama ella a een a, humida, p incipalmen e jun o aos bancos de ped as.
§. 21
Es e mesmo sal (§. 20) se obse a em abundancia, pelas pa edes in e io es das bocas, dos ul imos dois
mon es no os, Cas o, e Maxado, em massas b ancas queimadas ou calcinadas pela o sa do ogo
sub e aneo (ll)35, po em o calo in ensissimo, e umo que de den o sai, e a pozição das mesmas bocas
não o deixão ex ahi senão com g ande isco de ida.
§. 22
En e as la as que o ão inunda o si io da Rel a // [ l.7] (§. 5) se encon ão pequenos possos de sal ma inho
(mm)36 coalhado em g ossas massas d’àgoa do mâ que necessa iamen e oi expulsada pela o sa do ogo
sub e aneo na mesma i upção, e que me as pe suadi da communicação des e olcano com o mâ .
29 (ee) [ l.5 ] Seleni es, especie de sal neu o de baze e ea, compos o de e a calca ea, e acido os o ico.
30 ( ) N.73, e a gipsosa, que se acha an o em o mon e no o da Rainha, como no ex inc o olcano do mon e d’Aipo, que ica
da pa e de L.S.Es e do Pico. //
31 (gg) [ l.6] N. H. acha-se mis u ada es a ped a com a spa oza do (N. hh) sup a.
32 (hh) Es e spa o pa ece me o que os Mine alogicos chamão uzi el. //
33 (ii) [ l.6 ] N. A. Vi iolo e de, ou Romano ou capa oza, que se acha nas endas da e a. N.B. Vi iolo e de espomozo que
cospe das endas dos bancos de La a C o mesmo com mis u a. //
34 Assim no ex o.
35 (ll) [ l.7] N. D. Capa oza queimada com mis u a de seleni es.
36 (mm) N. G. Sal gema, ou ma ino.

§54
§. 23
Pellas endas dos canaes sub e aneos, e suas ca idades, o mados pelas endas que co e ão em os si ios
de Domingos Fe nandez, e João Ma inz (§. )37 se obse a hua e lo escência salina b anca em a inha de
hum sabo o inozo (nn)38 que não he sem du ida ou a coiza senão hum sal ammoniacal que pela len a
sublimação se o ma naquelles luga es.
§. 24
Es a sublimação (§. 23) se az naquellas ca idades // [ l.7 ] depois de ex inc o o ogo, que azia a de oda
aquella ma e ia, donde necessa iamen e es a subs ancia salina azia an es pa e do o al daquella massa
a den e, e sendo ola il de sua na u eza, não se e a o a a; al ês po que os seos p incipios cons i u en es
ainda não es a ão unidos.
§. 25
Es es p incipios cons i uin es (§. 24), odos sabem, são hum acido ma ino, e hum alkali ola il: he di icil
de pe suadi -se, que possão exis i naquelles olcanos aes subs ancias, p incipalmen e o alkali ola il:
po em o Chimico expe imen al, o não pode du ida : po que p imei amen e o acido ma ino he acil de
p ezumi , que enha do Sal commum da agoa do mâ (§.22); em 2º luga não sem undamen o se pode
conjec u a que a modi icação, e degene ação do alkali mine al, base do sal ma ino, pelo acido os o ico
do ogo dê o igem ao alkali ola il. // [ l.8]
§. 26
A he aqui he a desc ipção izica des a no a i upção olcanica, com a elação de seos enomenos e
p oducçons, es a-me pe a o complemen o des e discu so, aze alguas necessa ias e lexons sob e seos
p odu os, mos ando quaes são os incon enien es que se oppoem a sua u ilidade, e quaes sejão inalmen e
os meios pe a de algua so e os emedia , a im de que eles enhão e a u ilidade que he possi el espe a -se.
§. 27
Não necessi o lemb a quan a seja hoje a necessidade do enxo e e capa oza, nas manu ac u as da
pol o a, ecidos, inc o ia e c. po se coiza que odos sabem, como ambem quall seja a an age dellas,
endo es es se es no p op io pays; não sendo pe ciso hi mendiga los dos es angei os: daqui se ê quan a
se á a u ilidade de hua igual minna sendo p op ia; na // [ l.8 ] e dade es as minnas que apa ece ão
não são icas nem se podem pô em compa ação com as g andes e pe ennes da I alia, e de ou os payzes,
po em são nossas, e po isso não podem deixa de se em assim mesmo luc a i as, pois es ou ce o que
sendo bem di igidas po hua mão pe i a, paga ão quando menos os seos abalhos, e cob i ão as mesmas
despezas que de em aze na ex acção, e conducçons de seos p odu os: al he o meo pensa .
§. 28
He ce o que ac ualmen e não ha po ção d’enxo e pu o, ou i gem coalhado naquellas minnas, po se
e ja colhido, o que oi possi el de ex acção; po em he p o a el, pelo que se disse no 17º§ que possa
o nece annualmen e quan idade su icien e, não pa a aze ca ega hum só na io pequeno, como se
dezia, po em a ul ada, que jun amen e com a capa oza dê // [ l.9] algum in e esse á sua expo ação.
§. 29
Pa a isso se ia summamen e indispensa el acudi , e emedia os dannos que ac ualmen e se p a icão
po igno ancia naquellas minnas, onde a a a eza dos que ecolhem não dá Luga pe a que a Na u eza
37 Assim no ex o.
38 (nn) N. F. Sal ammoniaco. //
§55
o me, e coalhe aquelle enxo e em g ossas massas, no que es á pe ennemen e sublimando emquan o
du a o calo sub e aneo: an es pelo con á io e ol endo a odo o ins an e aquelle e eno pe a
ajun a em daqui, e dali alguas colhe es dos ch is aes do no o enxo e, azem pe u ba a o dem da
mesma o mação, e po consequencia jamais es as minnas se ão de u ilidade indo em pouco empo a
ex ingui -se, sem que se ap o ei e nem ainda o pouco que ella nos o nece.
§. 30
Penso, e não sem undamen o, que aquella mesma pa e // [ l.9 ] do enxo e que se pe de pella
a hmos e a (§14) se pode ia ap o ei a ha endo o cuidado de cob i com ped as aquellas endas (§13) de
manei a que aquelles apo es sublimando-se se apaguem, e se unão nas suas supe ices in e io es, is o he
emquan o p esis e o calo in e io pe a aquella sublimação, pois que logo que es e se ex ingui como ai
succedendo, não se pode á p oduzi no o enxo e.
§ 31
He igualmen e o sozo pe a se aze hua ca egação, que se ap o ei e oda a qualidade de enxo e que
se acha impu o (§§17,18) naquelles mon es, pois he ce o que nem odo pode se pu o, e a maio pa e
necessa iamen e hade se mis u ado com e as, e ped as; e nem odo quan o nos em azido pelos
ex angei os he ecolhido daquela so e de sua minna: a maio po ção he c û, e impu issimo, e assim o
le ão as suas ab icas da pu i icação, donde depois sahe // [ l.10] como o emos no comme cio: aquelle
mesmo que se acha mis u ado com o seleni es (§17) ali nos no os mon es, como em o ex inc o olcano
do mon e d’Aipo (§4) e o que es a imbu ido pellas ped as (§18) pode se ap o ei ado, pois quando não
se quei a oma o abalho de o manda pu i ica , pode se i bellamen e uni -se com o alca ão em
u ilidade das emba casoens.
§ 32
Em hua pala a o que enho di o do enxo e se de e en ende do i iolo Romano (§§20,21), e igualmen e
mili a ia com o sal ammoniaco, se ou esse igual quan idade; po em não que o dize que seja is o udo
de concequência, sem que se possa espe a an agens a ul adas, pois de o dize po ul imo que is o he
apa en e, e imagina io.
§ 33
Ex aqui po concluzão o calcolo p o a el da // [ l.10 ] quan idade des es dois p odu os, que se em
ecolhido nes e anno a he o p ezen e e o que pode i a empo a as suas despezas po quin al a he se
pos o em Lisboa. Pella mui a ex ima i a chega ia a colhei a do enxo e pouco mais ou menos de 40 – 50
quin aes de oda a qualidade encluindo algua po ção do pu o que pode se a he 6 quin aes: da Capa oza
pode -ha e colhido pouco mais ou menos de 5 quin aes: he e dade que es a colhei a em sido diminu a
não po que não haja quan idade su icien e della po em oi pelo pouco cuidado que hou e nisso: e sem
du ida ica oda em isco de se pe de se ou e naquelles mon es cheias de xu a nes as agoas.
§ 34
Tem es abelecido po quin al de qualque des es se es, 1280 eis pelo p imei o cus o pos o em po o da
F eguesia dos Mos ei os daqui de e // [ l.11] necessa iamen e dispende pe a se pos o em a Villa po
ma 300, adindo-se a despeza que de e aze em o acondiciona , e emba ca 400, ajun ando-se 1000
de e e pe a Lisboa e ali 500 eis das ul imas despezas em a aze o o al de impo ância de 3480, não
mencionando o que necessa iamen e de e se adido pelas di idas commisoens de 25 po sen o: Ex aqui
o p uden e e aciona el calcolo que ao p ezen e se pode aze sob e es es p oduc os a he chega a Lisboa
aes quaes a Na u eza aqui o e ece.
Dice
§56
§57
§64
N.41 e a oc acea impu a ama elada
N.42 Te a co de cob e a gipsosa le e em lamminas do si io da Comba
N.43 ou a da mesma qualidade co de cinza
N.44 ou a da mesma qualidade do mesmo luga co de al ayade
N.45 alco do mon e de João Fe nandes
N.46 e a e uginosa e melha conglu inada
N.47 e a da mesma qualidade po em mais ina
N.48 e a oc acea de hum ama ello queimado com mis u as de esco as p e as
N.50 Esco a e uginosa conglu inada que // [ l.5] cons i uem bancos de á ios mon es
N.51 e a co de cinza olcanica
N.52 Te a oc acea ca mezim
N.53 A mesma que a p eseden e po em mais cla a
N.54 e a c e asia co de abaco
N.55 e a e melha
N.56 Esco a olcanica
N.57 Te a oc acea e melha do Vale de Ca alei a
N.58 Ou a ama elada que se acha jun o a Villa jun o a Ribei a de São Joao
N.59 Co ia el ama elado com mis u a de basal os da mesma Ribei a
N.60 C eda co de abaco da mesma Ribei a
N.61 Esco a que se acha en e os bancos de cos supe io es ad mesma Ribei a
N.62 Esco a olcanica e uginosa azullada // [ l.5 ] do mon e chamado San a Glz.(?)
N.64 Cinza olcanica lansada da boca do Pico que cons e ue a mayo pa e do e eno de les e
da Ilha onde se chamão Ribei a balea
N.63 Cinza olcanica com pequenos globollos micanos como aljo es he do Si io da on e
Cu al
N.65 Esco a p e a do Si io do mon e de nhaha An onia
N.66 La a que cob e o e eno dos no os mon es Volcanicos que mos a a manei a Com que se
o ma o enxo e na sublimação
N.67 Ped a espa oza b anca que o ma hum g osso banco de hum dos mon es des a Ilha

§65
N.68 U zella e de
N.69 u zella de oza
N.70 ou a espécie de u zella // [ l.6]
N.71 ou a especie de u zella
N.72 u zella o dina ia
N.73 e a soleni ica ama elada com alguma po são de Enxo e que cons i ue a mayo pa e do
e eno supe icial dos mon es no os olcânicos p incipal
Caixão 7º
La as da boca do Guinxo ex inc o olcano
Caixão 8º
N.A Vi iolo e de das endas dos Mon es no os
N.B Vi iulo e de, que a manei a de Espuma sai das endas dos Bancos de la a do Mon e
da Raynha
N.C Idem mis u ado com ch is aes Enxo e
N.D Idem que se acha pelas Pa edes das Bocas P incipe e Cas o, he b anco calsinado, e
a inaceo // [ l.6 ]
N.E Idem com alguma mis u a de Ped a úme
N.F Sal amoniaco de João Ma ins
N.G Sal Gema do Pico
N.H Spa o uzi el (?) com Enxo e
N.J Flo de Enxo e
N.L Ped a pomes p e a
N.M Esco a de que se compõem os Mon es no os
N.N Esco a id en a p e a pezada dos mesmos Mon es
N.O Enxo e i gem dos Tec os das G u as, e Lapa do Mon e da Raynha
N.P Capa oza com mis u a de Ped a úme
§66
N.Q La a conglu inada lançada pelo pico
N.R Enxo e mene alizado com capa oza
N.S Fungos da e a
N.1 Pimen a de Guine // [ l.7]
N.2 Caccao de Se a Leoa
Plan as
Monad ia
semen es
N.1 Palha do bixo Boe haa ia 1
N.2 Aypo C. V. u ge ão Rosma inos 2
N.3 - Jus icia 3
T iand ia
N.4 O elha de Ra o Comelina e ec a “
N.5 - Comelina “
N.6 Milho de Maneledo “
N.7 Pé de galinha 11
N.8 Gogo 5
N.9 Rabo de Ga o 10
N.10 Pega caya 12
N.11 Gege “ // [ l.7 ]
N.12 Palha chinxi o e B iza 4
N.13 - -
N.14 Ba ba de Bode 8
N.15 Sabão de ca i o Mollugo pen aphilla
N.16 Palha assou a
§67
N.17 Pega meya
N.18 Tona
N.19 Palha de b anco 7
N.20 Pé de Galo
N.21 Su u u
N.22 Balanco
N.23 Finca p e a
N.24 Zagaya de Sanxo
N.25 Junça Cipe us
N.26 Junsinha Cipe us
N.27 Che a peixe
N.28 Alho b abo
N.29 - - //
[ l.8]N.30 -
N.31 -
N.32 -
Te and
N.33 - Oldelandia 17
N.34 - Idem
N.35 - Idem
N.36 - Plan ago Psyllium
N.37 Velho ezo ou Luculane Cephalan us 16
Peland ia
N.38 Panasco Chenopodium 29
N.39 Cossa cossa
N.40 Funxo 27
§68
N.41 - E ol ulos 26
N.42 Bo age Bo ago
N.43 Calbacei a de Po co Ipomea 23
N.44 Cu iola Con ol ulus 24
N.45 Palha Go gole a Helio opium 18 //
[ l.8 ]N.46 Lingoa de aca Equium
N.47 Sapa o de Sanxo es ei o Con ol ulus
N.48 Palha co da Con ol ulus 19
N.49 Olho de aca Solanum
N.50 - E onimus
N.51 Banana de inados Phicalis 20
N.52 Sapa o de Sanxo la go Con ol ulus
N.53 Idem
N.54 Lan isco Pe iploca
N.55 - S acie
N.56 -
N.57 E a dosse
Decand
N.58 Mundu o Cassia 34
N.59 Ma apas o Aicassia 31
Mundu o maxo Cassia
Sene de palma Cassia 32
N.62 Ab olho T ibulus // [ l.9]
Dodecand ia
N.63 Soldinha Eupho bia
Ou a espécie Idem
§69
Polyand
N.65 Banana de Sanxo Co cho us 34
N.66 - Cis us 35
Didinamia
N.67 Mo oyo Chinopodium 36
N.68 E a sid ei a Thimus 41
N.69 Palhinha de ol do ma An i hinum 38
N.70 - Lamium
Te adinamium
N.71 Pas el Alyssum
N.72 -
Manadelph
N.73 Lolo p e o Sida 43
N.74 Lolo b anco - 44
N.75 Lolo Melachia conca ena a 42 //
[ l.9 ]N.76 Gua da caminho 48
N.77 - Cida c ispa -
N.78 Bassalo S .Wa ia 47
Diadelph
N.80 Ma ia chingua e de Hedi a um 64
N.81 Monco de Pe um -
N.82 Fo quilha emea 60
N.83 Ca apa o -
N.84 Chei a mal -

§70
N.85 Caixinha de codo nis 50
N.86 G ãos de a o 57
N.87 Ma ia chingua Hedi a um
N.89 Pio o ama elo
N.90 Feijão de Gallo
N.91 Piu inha 62
N.92 Pio o p e o 61
N.93 Palha co umo //
[ l.10]N.94 Palha o quilha macho 58
Singenesia
N.95 Se a de cão Bidens 65
N.96 Se a Bidens
N.97 Se a de po co Bidens Subula a 68
N.98 - Eupa o ium
N.99 - Idem
N.100 Loina Absin ium
N.101 Pe pe ua Gnaphalium
N.102 Ma cella - 67
N.103 Sa alha -
N.104 - Aie a ium
N.105 Ma cella b anca -
N.106 Ma celinha -
Monoecia
N.107 B edus b ancos Amaxan us
N.108 B edus Idem
§71
N.109 Ve gonha de homem And achene //
Polygamia
[ l.10 ]N.110 Rapucaya -
C yp ogamia
N.111 Nho Tom Plan a no a
N.112 Fe al de Pa ede Polipodium
N.113 Zaguinha -
N.114 Do adinha Asplenium
N.115 Ay enquinha -
N.116 Rabo de Capão Polipodium
N.117 Ay enca Asplenium capil ene is
N.118 Fe al Polipodium
N.119 - -
Plan as no as
N.120 Balneda Julca 77
N.121 Alec im b abo Cas ea
N.122 - F ansinea 78
N.123 Joamea 77 //
[ l.11]N.124 Celsia 79
Suplemen o de Semen es
Ba a a de A o Con ol ulus 22
Lasos de inado Aspa agus 21
San a Cla a p e a Ca dios pe mum
alicacabum
30
Rosmaninhum S achis 37
§72
Teuc ium 39
Co dão de ade - 40
Hibiscus 46
Mal aisco Sida Asia ica 45
Begueje Hibiscus 49
Tin a emea Indigo e a 59
Tin a macho Indigo e a 56
Calbaginha - 52
Talga - 70
- C epis 69
- Cod illa 66 //
[ l.11 ] Espinho Mimoza 70
Abelão - 79
Malpica - 71
- Seline 72
- - 74
Ca epa ei a - 75
Bonge ama gozo - 53
Su u u - 3
Bongolim Phasselus 54
O elha de Ra o - 53
Ba ica de Peixe
N. 9
Ga opa Polombe a
Bizugo Co co ada
A mado Sa gos
§73
Peixe Rey Cas anhe a
Che ne Mou o
Tambil Peixe Espinha //
[ l.12] Xa ocho Budiom
Velha Mo ea
Cassão Sa go penedo
Sa go Beado
Passa os
Junco Alca as
§80
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de
45, doc. 7
(2 documen os di e en es)
Ca a do go e nado das ilhas de Cabo Ve de, An ónio Machado de Fa ia e
Maia pa a D. Ma inho de Mello e Cas o sob e as ecolhas de peixe e sal que
em mandado ealiza em á ios locais das ilhas de Cabo Ve de. O Na u alis a
égio João da Sil a Feijó em es ado nas mencionadas ecolhas, nomeadamen e em
Po e e, na Ilha de San iago.
San iago, 7 de ma ço de 1787
Calculo sob e o p odu o da expe iência do peixe seco, ealizado pelo Na u alis a
égio João da Sil a Feijó.
3 de e e ei o de 1789
Illus issímo e Excellen issímo Senho Ma inho de Mello e Cas o1
F ancisco Xa ie d’ Oli ei a, Capi ão da Escuna Nossa Senho a da Penha de F ança, em 19
do mez de Dezemb o me en egou a Ca a de V. Excelência da ada em 13 de No emb o p oximo
passados, pela qual Sua Mages ade me mandou ecommenda , que eu izesse p o ege a expe iencia
sob e a pesca ia, que manda a en a nés as Ilhas An onio Lou enço Ma ques. Há mui o empo, que eu
dezeja a p omo e es e Ramo de indus ia, pa ecendo-me da ia su icien e u ilidade pela boa colhei a,
que se póde aze nes es Ma es. Eu mesmo dezejei aze alguas Ten a i as po minha con a, á que obs ou
o emo de que ans o nassem a e dadei a cauza do meu abalho, e da minha despeza. Depois que
ecebi Ca a de V. Excelência i e a mesma on ade, e o mesmo sus o, ainda que bem longe da espe ança
de pecca con a a minha hon a, pois que enho eu hua pequena Emba cação, sómen e a emp ega ia em
manda pesca pa a a a a minha Caza, e pa a na ega o mais pa a essa Co e.
Logo que chegou o di o Capi ão, lhe acili ei odo o auxilio, e os meios p opo cionados pa a
u iliza o seo abalho; po ém elle, emp egado em liquida hua piquena Ca egação, se demo ou nes a
Ilha a hé o dia 10 de Fe e ei o, em que pa io pa a a Ilha B a a, aonde não sei o que e á ei o; mas
ce amen e não hé o melho luga pa a a Pesca ia, e o melho empo hé passado.
Vendo eu, que o al Capi ão não podia acudi a udo, mandei passa o Na u alis a João da Sil a
Feijó ao Po e e daqui dis an e hua legoa, que hé hum Po o su icien e pa a pesca ; mas não dos mais
abundan es. Ali se demo ou o Na u alis a poucos dias; po que se o e eceo oppo unidade de o manda
a Ilha de Sam Nicoláu en a a mesma ob a: em ão poucos dias, como V. Excelência e á no seu jo nal
Nº1, e apeza de en os u iozos, de e pouca gen e de abalho, e hua mui o piquena Canôa, semp e
p epa ou 223£ de peixe, que eu acho de excellen e // [ l.1 ] qualidade, e em sido app o ado po
alguns Ame icanos. Toda és a ac u a em sido á minha cus a; po que eu p e endo a seu empo ambem
eque e a Sua Mages ade sob e es e a igo. Reme o hua Amos a, que ai em hum Caixo e, quei a V.
Excelência mandallo examina , e decla a -me se chegou bom.
Tenho pe gun ado, o que há a es e espei o em odas es as Ilhas e os mais expe ien es me
in o mão, que há bas an e, p incipalmen e na do Sal, Te a al de Sam Nicoláu, e em odo o No e des a
Ilha, e do Maio. O Na u alis a p o es a ha e bas an e na de Sam Vicen e, e na de San o An ão. Do Fogo
e B a a espe o in o mação pa icula , o que en eguei ao g ande cuidado do Capi ão Mó des a ul ima.
Consequen emen e so eceio o Clima, que não sei se se á sadio ela i amen e ao peixe pela p oximidade
do Sol, e pela humidade, que aqui se expe imen a: a não obs a es as ci cums ancias, não póde deixa de
p oduzi bom e ei o; po que o Sal hé ba a o e mui o o e, p incipalmen e o do Maio, que se assemelha
mui o a Ni o, e há bas an e gen e se quize emp ega -se, p incipalmen e San o An ão, que o miga de
1. No a inse ida no can o supe io di ei o do documen o: “N.4º”

§81
Habi an es, g ande pa e sem o icio nem bene icio. Os o iciaes do Ba gan im, e da Chalupa ingleza, que
ie ão pa a sal a os Bens do Na io Ha well, em o mez de Ma ço do anno passado me ize am p ezen e
de hum pouco de Peixe, apanhado na Ilha do Sal, que achei de excellen e gos o, e são; depois me mandou
hum pouco o Capi ão F ancou , que eu julgo pescado em o mez de Junho ou Julho, igualmen e gos ozo,
e são; não obs an e e mos en ão o Sol sob e és as Ilhas, e a izinhança das agoas, e dos en os Sués. A
unica couza que nes e ul imo achei, oi não e boa igu a como o Bacalháo, e algua humidade. Ago a
cabe a p epozi o con a a V. Excelência o que passei com o Capi ão João da Cos a, que he hum elho
es abelecido no Po o, que em, ou e e alguas P op iedades de Cazas na no a Villa do Alga e, que se
es abeleceo pa a pesca , o qual me segu ou, que V. Excelência o conhecia // [ l.2] mui o bem de Lond es,
e de Lisboa, e pa ece, que hé hum dos que em en ado es e amo de indus ia, e hum dos P e enden es
pa a Sua Mages ade ha e de Li a o peixe secco dos T ibu os que paga am: Elle me déo algum Peixe
excellen e na is a, e melho bene iciado que ce amen e excedia o Bacalháo; po ém não o achei ão
gos ozo como o des as Ilhas. Es e Capi ão sahindo dessa Co e no p incipio do anno passado, se encos ou
á Cos a de Lés e, pa a aze a sua expe iencia, que não concluio po mui o máo empo, e po aze ou a
Negociação. Como en ão eu espe a a anspo a -me pa a essa Co e, me en egou elle hua Amos a,
pa a le a á P ezença de V. Excelência e a es e espei o me inha dado alguas ins uccoens: a ince eza
de minha hida ou demo a me ez gua da na minha mão o peixe, pe dendo a ocasião do Be gan im, que
daqui pa io a 14 de Maio; e como João da Cos a me disse, que não hindo eu, não mandasse a Amos a,
po se mui o diminu a; e po que elle azia con a de o na aqui na ol a, que izesse das Ilhas d’ Ame ica,
pa a onde le ou Boys po lhe se mui o commodo en a a mesma ob a de caminho. Véio com e ei o no
im do anno passado mas sem algua pesca ia; po e encon ado empo imp op io. Es e homem pois hé
o que enho conhecido mais capaz, e mais pe i o pa a es a cas a de ob a, pela sua i eza, ac i idade, e
expe iencia, e unicamen e acho, que podem obs a os seos mui os anos.
Demais, des e a igo in o mo a V. Excelência que po es as Ilhas passão mui as Baléas pa a
o Sul. Eu as enho is o mui as ezes den o des e Po o á e a dos mesmos Na ios: mui as ezes ão
sahi pelas p aias: o anno passado duas na do Fogo, hum Baleo e na do Maio, e ou as mui as. Os
Na ios Es angei os, que passão pa a o Cabo d’ O ne, e da Boa Espe ança, p imei o se esnsáião nes as
izinhanças; e Eu que não desp eso odas as no icias soube, que o anno passado apanha ão a hé 50 pelas
Ilhas de Sal, e Sam Vicen e; e o Be gan im de Halli ax, in ocado Ha ie , do Capi al Dannel Helly, que
anco ou nes e po o a 20 de Fe e ei o passado, p imei o se en e e e qua o mezes pelas // [ l.2 ] Ilhas de
Ba la en o, colhendo Baléas; pelo que julgo, que es e a igo da ia g ande Luc o aos En e p endo es, que
inhão o g ande Po o da Ilha de Sam Vicen e, pa a es abelece a sua A mação, quando não quizessem
de e e mesmo no Ma , ou nas mais Ilhas.
Cazo que Sua Mages ade hája de app o a a pesca ia dés as Ilhas, lemb o que nellas se póde
aze Peixe pa a os Na ios de Gue a, que ica á mui o mais ba a o, sendo anspo ado ou nos mesmos,
ou em ou os pe encen es a Sua Mages ade; Lemb o ambem que de caminho pódem aze Ca nes,
que nés a Ilha são de hum gos o excellen e, e há bas an e nume o. Não digo, que se pode á expo a hua
in inidade de a obas, sem diminuí em a especie; po ém p uden emen e calculando, pódem sahi a hé 300
Bois, icando a Libe dade aos C iado es de ende em ao Ex angei o as Cabeças, que o dina iamen e se
póde calcula de cem a hé duzen as, os quáes eles pagão segundo a sua g andeza, e a qualidade de Na ios
de dez, doze, qua o ze a hé dezesseis pa acas; que o dize os Na ios da India, e alguns de Gue a pagão
qua o ze e dezesseis pa acas; os mais, e p incipalmen e aquelles, que ca egão pa a as Ilhas do Oes e de
dez a doze. Is o não pode á aze -se odos os annos pela incons ancia des e Clima, que em mui os não
a o ece com agoas bas an es, cauzando não só al a de sus en o pa a o Homem; mas pa a o Animal, o
que p ezen emen e es amos expe imen ando, consequencia do que a V. Ex. exp essei na Ca a de 20 de
Sep emb o do anno passado; endo icado azo sem hua eb a de eno, ou palha o espaço de Te eno de
mais de doze Legoas desde o Po o da Gou éa, que demo a ao OesSudoes e, co endo pa a o Sul a hé o
§82
po o de San Iágo a Les e; en ando bas an e pela e a den o; pelo que em mo ido bas an e Gado, e
conside a elmen e emmag ece o ou o que pa a escapa , de e passa pa a o luga dos Milhos, e pa a o
No e; po ém o péio hé que, de endo p incipia -se as Semen ei as em Junho p óximo u u o, não em o
Gado de que i a, emquan o não c esce a He a; e nés as Te as cos umado o Po o a não execu a a Ley,
e a a opella os bons // [ l.3] cos umes, em Luga de coima em, ma ão sem piedade, e sem aciocinio;
ainda que o Animal lhe enha ei o bem pouco danno na sua Ho a; po que cada hum que se hum
Rey, ainda que não coma senão Feijão sem Sal, e não enha maio casa, que hua co a com pa edes de
ped a sol a cobe a de palha, cuja en ada se não pode aze senão de ga inhas; po e a Po a somen e 5
palmos de al o, e 3 de la go: po que o amo do P oximo não hé p ecei o en e eles; e po que as Cama as
são huas Fan asmas occupadas quaze semp e po ce os imbecilles, que apenas sabem abisca no papel,
e são os mais indigen es, quando não são libe os do Ca i ei o ainda hon em; não sendo oda ia ine eis
pa a o o gulho, aidade, e sobe ba: e assim hé que se enche o espi i o da Ley em ma e ia de Pilou os;
deixando de o a os Homens Bons, e p incipalmen e os B ancos não alendo as minhas ecomendaçoens,
nem a minha p e endida i annia, illudida a hé pelo Minis o, que an o me ou io a es e espei o e a seu
exemplo pelo P eziden e des es g andes Senado es, a que chamão Juiz Ou ido , o qual hé ambém o
P o edo da Fazenda po pecados.
Se Sua Mages ade pois manda aze ca nes, de e i hum Na io pa a es e im, e de e passa
ao Te a al aonde o Gado hé excelen e; mui o e pode comp a -se mais ba a o. De em i os Ba is,
Tanoei os, e algum Homem expe ien e de salga : e não se ia máo algum bocado de Ni o. Dés a o ma
julgo que 40 dias, pouco mais ou menos, hé bas an e pa a aze ezen os Bois, que cus a ão a 3.000 eis,
dando huns po ou os ou o ou no e a obas de ca ne com ossos, e seis de ca ne limpa, endo p imei o
ca egado o Sal necessa io em qualque das Ilhas, que o c ião, como p e e encia o do Maio. Toda
és a ob a se a á sem cus a hua dô de cabeça á gen e nella emp egada, chegando aqui o Na io nos
p incipios de Dezemb o.
Pa a aze espei a , anima , e ab e ia és a Comissão, pa ece mui o necessa io i hua F aga a
de Gue a, ainda que seja passando pa a Ame ica, e na minha opinião, como já disse a V. Excelência,
pa a es a Colonia hé o pon o de Sal ação se izi ada po Na ios de Gue a. Hé o que posso dize a
V. Excelência sob e es e assump o, que V. Excelência le a á á Real P ezença de Sua Mages ade . Deus
Gua de a V. Excelência mui os annos. Ilha de San iágo 7 de Ma ço de 17892
An onio Machado de Fa ia e Maia
2. Na ma gem in e io esque da do documen o es á esc i o: “2ª V.a”.
§83
Calculo
Sob e o p oduc o da expe iencia do peixe secco
que, po o dem do Illus issímo Go e nado
des as Ilhas ui aze no Si io do Po e e des a Ilha
de S. Thiagoem o dia 3 de Fe e ei o do p ezen e
anno de 1782
P oduc o
26 Badejos, depois de seccos, peza ão £ 68
85 Bicudas £ 143
32 Bicas £ 28
143 Soma £ 239
Despeza
26 Badejos cus a ão £ 720
85 Bicudas £ 2550
32 Bicas £ 100
1 1/2 de alquei e de sal £ 125
Soma £ 3.495
Concluzão
As 239 Lib as do mencionado peixe sahi ão pello p imei o cus o, po 3495 Reis; que em a se 560 eis
a ou a 16 eis a lib a
João da Syl a Feijó
Na u alis a de Sua Mages ade F.F. nes as Ilhas
1789
§84
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de
45, doc. 8
(2 documen os di e en es)
Relação da a u a do Peixe Seco que, o Na u alis a égio, João da Sil a Feijó oi
aze ao Po e e.
1789
Ca a do go e nado das ilhas de Cabo Ve de, An ónio Machado de Fa ia e
Maia pa a D. Ma inho de Mello e Cas o sob e as ecolhas de peixe e sal que
em mandado ealiza em á ios locais das ilhas de Cabo Ve de. O Na u alis a
égio João da Sil a Feijó em es ado nas mencionadas ecolhas, nomeadamen e em
Po e e, na Ilha de San iago (1ª ia).
San iago, 7 de ma ço de 1787
N.º 1
Relação da ac u a do Peixe Secco que po
O dem De Vossa Senho ia oi aze ao Po e e
J. S. Feijó
N. R. nes as Ilhas
1789 //
Illus issímo Senho Go e nado
Na p ezen e elação ponho na p ezença de Vossa Senho ia o ezul ado da expe iencia da
pesca ia, e ac u a do peixe secco, que po pozi i a O dem de Vossa Senho ia ui aze a baia do Po e e
des a Ilha (dis an e des a Villa 1 legoa) em o dia 3 do co en e mez de Fe e ei o .
As 7 ho as da manhã pa i pe a aquele Si io, que demo a na cos a de Co deas 81/2 cheguei;
p imei o os o es empo aes, que ha dias az não deixa ão, sahi o a do po o a pequena canoa, que se
acha ali pe a aze a pesca ia, e po concequencia nes e dia não ou e peixe algum.
No seguin e dia 4, pela mad ugada, que o empo deu algum jazigo, sahio a canoa, e pelas 8 ho as
da manhã se ecolheo com 121 bicudas, e o nando de a de, eio com 21 badejos, que udo oi logo con-
// [ l.1 ] ce ado, e pos o no Sal.
No dia seguin e 5, apeza de se acha o mâ ainda empes uoso, pode a canoa sahi pela
mad ugada; po em a apidez das co en es emba aça ão a pesca ia, ecolhendo-se unicamem e com 6
bicudas, que o ão logo conce adas: o nou a sahi de a de, e eio com 16 pequenos peixes, en e eles,
3 me os que se p epa a ão, e se poze ão no sal.
No seguin e dia 6 sahio a canoa, e po que as co en es ainda se conce a ão no mesmo modo
que hon e, não pescou mais que 19 bicudas, 3 me os pequenos, 1 Doi ado, 6 Bicas, e alguas ga opas, de
que se p epa a ão 10 bicudas, os 3 me os, Doi ado, e as 6 Bicas.
1. Pala a sublinhada no ex o
§85
No dia 7 seguin e acha a-se o mâ mais socegado, e o en o menos o e, sahio a canoa pela
mad ugada, e ecolheo-se as 10 ho as, com 13 bicudas; e o nando a sahi pela a de, em pouco empo,
que se demo ou, pescou 7 bade- // [ l.2] jos, 1 o cado, 5 pequenos me os, e 22 bicas, e alguas ga opas:
exce o es as, udo o mais oi conce ado, e pos o no sal.
No dia seguin e 8, que oi Domingo, não quize ão os pescado es sahi ao mâ , apeza de ja es a
o empo mais bonançozo; e nes e dia is a ega o peixe ecolhido.
No seguin e dia 9 os o izon es, que a he ali se acha ão mais encinzei ados, amanhece ão cla os; o
en o mui o mais b ando e o mâ socegado; e inalmen e as co en es mais se enas: sahio a canoa ao mâ
pela mad ugada, e ecolheo-se pelas 10 ho as com 49 bicudas que o ão p epa adas; e não endo hua
co da pe a da undo, onde os Na u aes chamão Cálas (luga es no undo do mâ jun o a cos a de al u a
de 40 – 50 e 100 b aças onde con inuamen e ha co as de peixes g andes) não pôde sahi a pesca ia de
a de em cuja ma ê se espe a a a ul ada pesca. //
[ l.2 ] No mesmo dia pella meia noi e ecebi o A izo de V. Senho ia pe a e i a -me no seguin e dia; o
que is pa indo pe a es a Villa as 7 ho as da manhã com odo o ezul ado da pesca ia que he o seguin e
com o calculo de sua despeza.
Peixe Nº Pezo Cus o
Bicudas 85 £ 143 2$550
Badejos 26 £ 68 $720
Bicas 32 £ 12 $100
Soma 143 £ 223 3$370
Adindo-se a impo ancia de 1 alquei e e ¼ de sal
Soma
Vem a sahi po a quase 500 pelo p imei o cus o, is o he sendo o peixe comp ado aos pescado es,
po que sendo a pesca ia ei a po hum ce o ajus e, sahi á mui o mais comodo2.
2. Pala a asu ada no ex o

§86
Illus issímo e Excellen issímo Senho Ma inho de Mello e Cas o3
F ancisco Xa ie de Oli ei a, Capi ão da Escuna Nossa Senho a da Penha de F ança, em 19 do
mez de Dezemb o me en egou a Ca a de V. Excelência da ada em 13 de No emb o p oximo passado, pela
qual Sua Mages ade me mandou ecommenda , que eu izesse p o ege a expe iencia sob e a pesca ia, que
manda a en a nés as Ilhas An onio Lou enço Ma ques. Há mui o empo, que eu dezeja a p omo e es e
amo de indus ia, pa ecendo-me da ia su icien e u ilidade pela boa Colhei a, que se póde aze nes es Ma es.
Eu mesmo dezejei aze alguas en a i as po minha con a, a que obs ou o emo de que ans o nassem a
e dadei a cauza do meu abalho, e da minha despeza. Depois que ecebi Ca a de V. Excelência i e a
mesma on ade, e o mesmo sus o, ainda que bem longe da espe ança de pecca con a a minha hon a, pois
que endo eu hua pequena Emba cação, sómen e a emp ega ia em manda pesca pa a a a a minha
Caza, e pa a na ega o mais pa a essa Co e.
Logo que chegou o di o Capi ão, lhe acili ei odo o auxilio, e os meios p opo cionados pa a u iliza
o seu abalho; po ém elle, emp egado em liquida hua piquena ca egação, se demo ou nes a Ilha a hé ao
dia 10 de Fe e ei o, em que pa io pa a a Ilha B a a, aonde não sei o que e á ei o; mas ce amen e não hé
o melho luga pa a pesca ia, e o melho empo hé passado.
Vendo eu, que o al Capi ão não podia acudi a udo, mandei passa o Na u alis a João da Sil a
Feijó ao Po e e daqui dis an e hua Legoa, que hé hum Po o su icien e pa a pesca ; mas não dos mais
abundan es. Ali se demo ou o Na u alis a poucos dias; po que se o e eceo oppo unidade de o manda a
Ilha de Sam Nicoláu en a a mesma ob a: com udo, em ão poucos dias, como V. Excelência e á no seu
jo nal Nº1, e apeza de en os u iozos, de e pouca gen e de abalho, e hua mui o piquena Canôa, semp e
p epa ou 223£ de peixe, que eu acho de excellen e qualidade, e em sido app o ado po alguns Ame icanos.
// [ l.1 ] Toda és a ac u a em sido á minha cus a; po que eu p e endo a seu empo ambem eque e a
Sua Mages ade sob e es e a igo. Reme o hua Amos a, que ai em hum Caixo e, quei a V. Excelência
mandalloexamina , e decla a -me se chegou bom.
Tenho pe gun ado, o que há a es e espei o em odas es as Ilhas e os mais expe ien es me in o mão,
que há bas an e, p incipalmen e na do Sal, Te a al de Sam Nicoláu, e em odo o No e des a Ilha, e do Maio.
O Na u alis a p o es a ha e bas an e na de Sam Vicen e, e na de San o An ão. Do Fogo e B a a espe o
in o mação pa icula , o que en eguei ao g ande cuidado do Capi ão Mó des a ul ima. Consequen emen e
so eceio o Clima, que não sei se se á sadio ela i amen e ao peixe pela p oximidade do Sol, e pela humidade,
que aqui se expe imen a a não obs a es as ci cums ancias, não póde deixa de p oduzi bom e ei o; po que
o Sal hé ba a o, mui o o e, p incipalmen e o do Maio, que se assemelha mui o a Ni o, e há bas an e gen e,
se quize emp ega -se, p incipalmen e San o An ão, que o miga de Habi an es, g ande pa e sem o icio
nem bene icio. Os o iciaes do Be gan im, e da Chalupa ingleza, que ie ão pa a sal a os bens do Na io
Ha well, em o mez de Ma ço do anno passado me ize am p ezen e de hum pouco de Peixe, apanhado na
Ilha de Sal, que achei de excellen e gos o, e são; depois me mandou hum pouco o Capi ão F ancou , que eu
julgo pescado em o mez de Junho ou Julho, igualmen e gos ozo, e são; não obs an e e mos en ão o Sol sob e
és as Ilhas, e a izinhança das agoas, e dos en os Sués. A unica couza que nes e ul imo achei, oi não e boa
igu a como o Bacalháo, e algua humidade.
Ago a cabe a p epozi o con a a V. Excelência o que passei com o Capi ão João da Cos a, que he
hum elho es abelecido no Po o, que em, ou e e alguas P op iedades de cazas na no a // [ l.2] Villa
do Alga e, que se es abeleceo pa a pesca , o qual me segu ou, que V. Excelência o conhecia mui o bem
de Lond es, e de Lisboa, e pa ece, que hé hum dos que em en ado es e amo de indus ia, e hum dos
P e enden es pa a Sua Mages ade ha e de Li a o peixe secco dos T ibu os que paga ãm: Elle me déo
algum Peixe excellen e na is a, e melho bene iciado que ce amen e excedia o Bacalháo; po ém não o achei
ão gos ozo como o des as Ilhas. Es e Capi ão sahindo dessa Co e no p incipio do anno passado, se encos ou
3. No a inse ida no can o supe io di ei o do documen o: “N.4º”
§87
á Cos a de Lés e, pa a aze a sua expe iencia, que não concluio po mui o máo empo, e po aze ou a
Negociação. Como en ão eu espe a a anspo a -me pa a essa Co e, me en egou elle hua Amos a, pa a
le a á P ezença de V. Excelência e a es e espei o me inha dado alguas ins uccoens: a ince eza de minha
hida ou demo a me ez gua da na minha mão o peixe, pe dendo a occasião do Be gan im, que daqui pa io
a 14 de Maio; e como João da Cos a me disse, que não hindo eu, não mandasse a Amos a, po se mui o
diminu a; e po que elle azia con a de o na aqui na ol a, que izesse das Ilhas da Ame ica, pa a onde le ou
Boys po lhe se mui o commodo en a a mesma ob a de caminho. Véio com e ei o no im do anno passado
mas sem algua pesca ia; po e encon ado empo imp op io. Es e homem pois hé o que enho conhecido
mais capaz, e mais pe i o pa a es a cas a de ob a, pela sua i eza, ac i idade, e expe iencia, e unicamen e
acho, que podem obs a os seos mui os annos.
Demais, des e a igo in o mo a V. Excelência que po es as Ilhas passão mui as Baléas pa a o Sul.
Eu as enho is o mui as ezes den o des e Po o á e a … dos mesmos Na ios: mui as ezes ão sahi pelas
p aias: o anno passado duas na do Fogo, hum Baleó e na do Maio, e ou os mui os. Os Na ios Es angei os,
que passão pa a o Cabo de O ne, e da Boa Espe ança, p imei o se esnsáião nes as Vizinhanças; e Eu que não
desp eso odas as no icias soube, que o anno passado apanha ão a hé 50 pelas Ilhas de Sal, e Sam Vicen e;
e o Be gan im de Halli ax, in ocado Ha ie , do Capi al Dannel Helly, // [ l.2 ] que anco ou nes e po o a
20 de Fe e ei o passado, p imei o se en e e e qua o mezes pelas Ilhas de Ba la en o, colhendo Baléas; pelo
que julgo, que es e a igo da ia g ande Luc o aos En e p endo es, que inhão o g ande Po o da Ilha de Sam
Vicen e, pa a es abelece a sua A mação, quando não quizessem de e e mesmo no Ma , ou nas mais Ilhas.
Cazo que Sua Mages ade hája de app o a a pesca ia dés as Ilhas, lemb o que nellas se póde aze
Peixe pa a os Na ios de Gue a, que ica á mui o mais ba a o, sendo anspo ado ou nos mesmos, ou em
ou os pe encen es a Sua Mages ade; Lemb o ambem que de caminho pódem aze Ca nes, que nés a
Ilha são de hum excellen e gos o, e há bas an e nume o. Não digo, que se pode á expo a hua in inidade de
a obas, sem diminuí em a especie; po ém p uden emen e calculando, pódem sahi a hé 300 Bois, icando
a Libe dade aos C iado es de ende em ao Ex angei o as Cabeças, que o dina iamen e se póde calcula
de 100 a hé 200, os quáes eles pagão segundo a sua g andeza, e a qualidade de Na ios de 10, 12, 14 a hé 16
pa acas; que o dize os Na ios de India, e alguns de Gue a pagão 14 e 16 pa acas; os mais, e p incipalmen e
aquelles, que ca egão pa a as Ilhas do Oes e de 10 a 12. Is o não pode á aze -se odos os annos pela
incons ancia des e Clima, que em mui os não a o ece com agoas bas an es, cauzando não só al a de sus en o
pa a o Homem; mas pa a o Animal, o que p ezen emen e es amos expe imen ando, consequencia do que
a V. Excelência exp essei na Ca a de 20 de Sep emb o do anno passado; endo icado azo sem hua eb a
de eno, ou palha o espaço de Te eno de mais de doze Legoas desde o Po o da Gou éa, que demo a ao
OesSudoes e, co endo pa a o Sul a hé o po o de San Iágo a Les e; en ando bas an e pela e a den o; pelo
que em mo ido bas an e Gado, e conside a elmen e emmag ece o ou o // [ l.3] que pa a escapa , de e
passa pa a o luga dos Milhos, e pa a o No e; po ém o péio hé que, de endo p incipia -se as Semen ei as
em Junho p óximo u u o, não em o Gado de que i a, emquan o não c esce a He a; e nés as Te as
cos umado o Po o a não execu a a Ley, e a a opella os bons cos umes, em Luga de coima em, ma ão
sem piedade, e sem aciocinio; ainda que o Animal lhe enha ei o bem pouco danno na sua Ho a; po que
cada hum que se hum Rey, ainda que não coma senão Feijão sem Sal, e não enha maio Casa, que hua
Co a com pa edes de ped a sol a cobe a de palha, cuja en ada se não pode aze senão de Ga inhas; po
e a po a somen e sinco palmos de al o, e es de la go: po que o amo do P oximo não hé p ecei o en e
eles; e po que as Cama as são huas an asmas occupadas quaze semp e po ce os imbecilles, que apenas
sabem abisca no papel, e são os mais indigen es, quando não são libe os do Ca i ei o ainda hon em; não
sendo oda ia ine eis pa a o o gulho, aidade, e sobe ba: e assim hé que se enche o espi i o da Ley em
ma e ia de Pilou os; deixando de o a os Homens Bons, e p incipalmen e os B ancos não alendo as minhas
ecommendaçoens, nem a minha p e endida i annia, illudida a hé pelo Minis o, que an o me ou io a es e
espei o e a seu exemplo pelo P eziden e des es g andes Senado es, a que chamão Juiz Ou ido , o qual hé
§88
ambém o P o edo da Fazenda po pecados.
Se Sua Mages ade pois manda aze ca nes, de e i hum Na io pa a es e im, e de e passa ao
Te a al aonde o Gado hé excelen e; mui o e pode comp a -se mais ba a o. De em i de Ba is, Tanoei os,
e algum Homem expe ien e de salga : e não se ia máo algum bocado de Ni o. Dés a o ma julgo que
40 dias, pouco mais ou mesmos, hé bas an e pa a aze 300 Bois, que cus a ão a 3.000 eis, dando huns
po ou os no e ou dez a obas de ca ne com ossos, e seis de ca ne limpa, endo p imei o ca egado o Sal
necessa io em qualque das Ilhas, que o c ião, como p e e encia o do Maio. Toda és a ob a se a á sem cus a
hua dô de cabeça á gen e nella emp egada, chegando aqui o Na io nos p incipios de Dezemb o.
Pa a aze espei a , anima , e ab e ia és a Comissão, pa ece mui o necessa io i hua F aga a de
Gue a, ainda que seja passando pa a // [ l. 3 ] Ame ica, e na minha opinião, como já disse a V. Excelência,
pa a es a Colonia hé o pon o de Sal ação se izi ada po Na ios de Gue a. Hé o que posso dize a V.
Excelência sob e es e assump o, que V. Excelência le a á á Real P ezença de Sua Mages ade .
Deus Gua de a V. Excelência mui os annos. Ilha de San iágo 7 de Ma ço de 17894
An onio Machado de Fa ia e Maia
4. Na ma gem in e io esque da do documen o es á esc i o: “1ª V.a”.
§89
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de
45, doc. 15
(4 documen os di e en es)
Relação dos olumes que se eme em pa a o Real Gabine e de His ó ia Na u al
pelo Na u alis a égio João da Sil a Feijó.
12 de ma ço de 1789
Ca a do go e nado das ilhas de Cabo Ve de, An ónio Machado de Fa ia e
Maia pa a D. Ma inho de Mello e Cas o sob e as emessas de p odu os na u ais
ecolhidas pelo Na u alis a égio João da Sil a Feijó e que es ão p on as pa a se em
en iadas pa a Lisboa. Rela a igualmen e a ida do mesmo Na u alis a a San o An ão
à Fáb ica do Anil.
San iago, 10 de ma ço de 1789
In o mação do go e nado das ilhas de Cabo Ve de, An ónio Machado de Fa ia
e Maia pa a D. Ma inho de Mello e Cas o desculpando-se po não eme e a
in o mação do Na u alis a égio João da Sil a Feijó sob e o anil, po al a de empo
pa a passa o ex o a limpo
San iago, 21 de ma ço de 1789
Conhecimen o do mes e da Escuna Nossa Senho a da Mad e de Deus e São José
acusando a ecepção de ce as emessas de p odu os na u ais que lhe ha iam sido
en egues pelo go e nado das ilhas de Cabo Ve de, An ónio Machado de Fa ia e
Maia.
San iago, 20 de ma ço de 1789
Relação
dos olumes que se eme em pa a
o R. Gabine e da H. Na u al
No p ezen e anno de 1789
N.1º - 1 Ba il g ande com 40 peixes de 15 di e en es especies conse ados em agoa den e
N. 2º - 1 Caixa com 5 abolei os, cheios de Insec os
Po João da Syl a Feijó
Na u alis a de S. Mages ade nes as Ilhas de Cabo Ve de //
§96
30
Dezemb o
Despendeo a Fei o ia da Ilha de S. Nicolau em Agoa den e
pe a conce a dos peixes, passa os e c.; 12 aboas pe a caixoes,
4 ba is; cus o dos Peixes; despeza com hum lambo e que oi
mandado ás Deze as; jo naes de ca pin ei os; e e a hua
lancha que oi le a huns ba iz a bo do do Ba gan im S. João
Bap is a; como mais pa icula men e se decla a na Rellaçam
das Remessas ei as pe a o Real Muzeo, e ap esen ada ao
Go e nado des as Ilhas pelo mesmo Na u alis a
61$225 91$275
1789 I em Nes a e mais Ilhas adjacen es e c.
16
Fe e ei o
22 F ascos d’a goa den e pe a conce a dos peixes e c. 6$000
2 Ab il 30 di os da di a Po uguesa di a di a 12$000
2 Ma ço 14 Galoes d’a goa den e Ame icana di a di a 7$000
3 Va as de Linhagem pe a lac a os caixões de Insec os $750
5 Agos o 6 F ascos d’a goa den e ecebida na Fei o ia da Ilha de S.
Nicolau pe a conse a de passa os e c.
3$000
27
Dezemb o
10 Di os da Di a pe a o mesmo ecebida nes a Ilha 4$000
30
Dezemb o
15 Di os da Di a pe a eno a a conce a dos passa os; 6$000
Pagamen o que se ez pelo e e ao Capi am do Ba gan im S.
João Bap is a Joze Falcão, do anspo e da ul ima dig eção do
di o Na u alis a pelas Ilhas
18$000 56$750
Soma 319$575
Recebi a sob edi a quan ia de ezen os e dezano e mil,
quinhen os e se en a e cinco eis, nas pa celas mencionadas.Ilha
de S. Tiago e a sup a
João da Syl a Feijó //
[ l.2]
Nº2
Ilha de S. Tiago
30 de Dezemb o de 1789
Rellaçam das Remessas das amos as das di e en es p oducçoes na u aes das Ilhas de
Cabo Ve de, ecolhidas pelo Na u alis a João da S. Feijó desde o anno de 1786 a he o
de 1789, di igidas as Real Muzeo da Ajuda pello Go e nado das mesmas Ilhas An onio
Machado de Fa ia e Maia, na qual se decla ão as espec i as despezas a cada Remessa.

§97
1786 1a Remessa ei a da Ilha do Fogo em o mez de Agos o
pella Galle a a Fa inhei a
Nº1 1 Ba il com peixes, passa os e ou os animaes em agoa den e
Nº2 1 Caixa de olha com He ola io da mesma Ilha, e di en es
amos as das p oducçoes olcanicas da ul ima e upçam de
1785
Despendeo
1 Ba il d’a cos de e o 3$000
82 F ascos d’agoa den e pe a a conce a dos peixes e c. 40$500
19 Di os da di a que se queb a ão 7$600
1½ Peça de Pe ical pe a en ol e os peixes, e c. 7$500
F e e a hua lancha, que oi aos Ilheos da B a a apanha os
passa os
2$000
1 Cadiado pe a a caixa da olha $450 61$050
1786 2a Remessa ei a da mesma Ilha em o mesmo mez
pella Cu e a S. F ancisco de Paula
Nº3 7 Caixoes com as amos as das p oducçoes na u aes da Ilha
B a a, e olcanicas do Pico da do Fogo da ul ima e upção de
1785
Despendeo
26 Taboas de casquei a pe a os caixoes 10$400
35 P egos de galio a pe a os di os $700
8 Va as de Linhage pe a saquinhos que se i ão pe a gua da
os saes enxo e e c.
2$000
Fio de ella pe a cose os di os $100
Jo nal do ca pin ei o 2$200
F e e a hua lancha que anspo ou o em da Expediçam da
Ilha B a a pe a a do Fogo
6$400 //
[ l.2 ] Soma e segue 61$050
Vem da Lauda e o 15$400
Jo nal a quem na Ilha do Fogo desemba cou o em e o conduzio 2$500
§98
Dinhei o que se pagou na Ilha B a a a quem abalhou na
Expedicam daquella Ilha, que o ão 18 homens
10$000 33$900
1787
3a Remessa
Fei a na Ilha de S. Tiago
N.º 4 – 1 Ba il com peixes e c.
N.º 5 – 1 Caixa com Insec os
N.º 6 – 1 Di o com alguns abolei os com os di os e a ias
Go goneas e c.
N.º 7 – 1 Di o g ande com He ola io da Ilha de S. Tiago,
semen es e c.; 4 ascos em ou o pes.º ollume com a ios
Musgos ma inhos, e animaes em agoa den e
Despendeo
1 Ba il 1$000
31 F ascos dagoa den e pe a conce a os peixes e c. 10$700
4 Vaias de be anha pe a os en ol e 1$600
4 Peças de chumbo pe a a caça dos pássa os $320
4 F ascos pe a a ios musgos e c. $960
4 Ca as de al ine es pe a os Insec os 1$200
1 Papel de agulhas de coze pe a p ega alguns dos di os $250
3 Cadiados pe a as 3 caixas de olha 1$350
A hum Tanoei o pe a conce a o ba il sob edi o $360
Alugueis de bes as, que se i ão no exe cicio da Expediçam
des a Ilha de S. Tiago
17$860 35$600
1788
4a Remessa
Fei a pelo Ba gan im S. João Bap is a,
de S. Tiago em o mez de Junho
N.º 8 – 1 Ba il com lamengos, e ca boei os em agoa den e
N.º 9 e 10 – 2 Di os com peixes, Laga os das Deze as, e c.
em agoa den e
Despendeo
1 Ba il com Flamengos e c. 3$000
§99
87 F ascos dagoa den e pe a conse a dos di os 26$875
8 F ascos de chumbo pe a a caça dos di os $640
Conduçoes des e Ba il em Boa Vis a $700 31$215 //
[ l.3] Soma e segue 130$550
Vem da olha e o 31$215
2 Ba is que o ão com os peixes e Laga os 2$800
115 F ascos dagoa den e pe a a conce a dos di os 39$405
8 Va as de Be anha, que se despende ão em in ol e alguns
Flamengos, e Peixes
3$200
Cus o do Peixe14$4001
Despeza que se ez com hum lambo e que oi mandado ás
Deze as apanha laga os e que se pe deo
10$335
Di a de e e de hua lancha da Ilha de S. An am, que oi ás
mesmas Deze as pe a o mesmo
10$850
Di a do di o de e e a ou o que oi le a os ba is a bo do do
Ba gan im
$600 71$630
Soma 102$845
1789
5a Remessa
Fei a po hua Escuna da Ilha da Boa Vis a
N.º 11 – 1 Ba il com peixes em agoa den e
N.º 12 – 1 Caixa com abolei os com Insec os
N.º 13 – 1 Di a di a di a
Despendeo
1 Ba il 3$000
76 F ascos dagoa den e pe a os peixes 25$200
Cus o do peixe 3$800
Pe ical pe a en ol e alguns dos di os 1$000
12 Taboas p. as caixas com abolei os 6$300
200 P egos pe a os di os $400
1. Es e mon an e encon a-se asu ado no ex o
§100
Jo nal do ca pin ei o 1$845
5 Ca as dal ine es pe a os di os Insec os 1$500
8 Va as de Linhagem pe a lac a as caixas $750 43$795
6a Remessa
P omp a pe a sê eme ida
N.º 14 – 1 Ba il com passa os e c. em agoa den e
N.º 15 – 1 Caixa com abolei os com Insec os
N.16 – 1 Di a di os di os
Despendeo
1 Ba il 1$500
42 F ascos dagoa den e 15$400
3 Ca as dal inen es e agulhas que se oca ão po al inen es 1$150
6 Taboas pe as as caixas 1$800
200 P egos pe as as di as $400
Jo nal do ca pin ei os $900
4 Peças de chumbo pe a a caça dos passa os $320 21$470
[ l.3 ] Soma e Segue 298$660
//
Pagamen o que se ez ao Capi am Joze Falcão pelo e e das
ul imas passagens do di o Na u alis a pe a as Ilhas adjacen es
18$000
Soma 316$660
Recebeo como cons a da olha das Despezas po elle asignada
a quan ia de ezen os, e dezano e mil, quinhen os, e se en a
e sinco eis
319$575
De e 2$915
[ l.4]Nº 3
Ilha de S. Tiago
30 de Dezemb o de 1789
Despeza que ez a Real Fazenda des as Ilhas de Cabo Ve de, po O dens dos
Go e nado es das mesmas, com o Na u alis a João da Sil a Feijó, a con a de seos
O denados de qua ocen os mil eis, que ence annualmen e segundo as Reaes O dens
§101
1783 a he 1785
Adminis açam
da Sociedade
Recebeo da mesma Adminis açam da Sociedade po o dem do
Go e no In e ino, de cuja quan idade se passou Le a pe a o Real
E a io de Lisboa pelo Go e nado An onio Machado de Fa ia e
Maia
479$345
1785 a he 1787
Adminis açam
da Sociedade
Recebeo da mesma Adminis açam, po comedo ias, e ou as
despezas, segundo as O dens do Go e nado An onio Machado de
Fa ia e Maia, desde o mez de Agos o de 1785, a he Ma ço de 1787
789$849
1787 a he 1789
Fazenda Real
Recebeo do Tizou ei o da Fazenda Real nes a Ilha, e dos Fei o es
das Adjacen es, po a comedo ias, desde o mez de Ab il de 1787, a he
Dezemb o de 1789 que são 33 mezes po o dem do mesmo Go e nado
Di o mais do di o Tizou ei o, e Fei o es, pe a alugueis de cazas, e ou as
despezas
330$000
200$806
Soma
Tem encido o di o Na u alis a, desde o mez de Janei o de 1783 a he o
im de Dezemb o de 1789, se e anos
De e
1.800$000
2.800$000
1.000$00
João de Deos F ide ico

§102
Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó a D. Ma inho de Mello e Cas o
solici ando-lhe que lhe pe mi a eg essa ao Reino, depois de 7 anos de abalho
in enso nas ilhas de Cabo Ve de.
San iago, 24 de janei o de 1790
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de
46, doc. 5
§103
A is e si uação em que me con emplo depois de se e anos de abalhos, e desgos os em hum
pays am e i el como he es e pe a onde oi V. Excelência se ido manda -me, me ob iga no amen e a
se impo uno na P esença de V. Excelência ogando-lhe se digne po comize ação Lemb a -se de mim
de hua pob e molhe , e de hum inocen e, e in elix ilho de quem osse a maio pa e de seos in o unios.
Tenho Excelen íssimo Senho buscado odos os meios de comp i com os meos de e es, o quan o me
em sido possi el apesa de não e a o una de me ece o seu beneplaci o, con udo os excessi os desejos
no ace o de meos de e es, jun o com os explica eis incomodos e dissabo es que enho su ido po an o
empo se ião Senho , su icien es mo i os pe a me ece a compaixão de V. Excelência e es as ezoes jun as
com o exemplo da elicidade que V. Excelência em ei o aos ou os meos companhei os que sahi ão
despachados no mesmo empo, me azem espe a que V. Excelência digna -se-ha alle -me, concedendo-
me algum emp ego ou nessa cidade ou na minha Pa ia, pelo qual Senho eu possa melho a de o una,
pois que a en a idade em que se acha hum ilho que enho es a ja a exigi de mim o cuidado de sua
educação; e como a pode ei busca -lhe se V. Excelência Excelen íssimo Senho , não se compadece de
minha si uação! Quei a Senho condoe -se de ês in elizes que p os ados na P ezença de V. Excelência
ansiosamen e implo ão o seu Pa ocinio, e que semp e i e ão na espe ança de se em a o ecidos pela
Bondade de V. Excelência segundo a p omesa, que po ezes se dignou V. Excelência aze -me quando
ui expedido pe a es as Ilhas.
Não p ocu o ce amen e no que implo o, o sub ahi -me as ob igações, de que V. Excelência se
dignou a enca ega -me, e com que in ini amen e me hon a, an es ico na espe ança de que V. Excelência
in o mando-se do Exmo Go e nado des as Ilhas An onio Machado de Fa ia e Maia sob e // [ l.1 ]
meu zelo e não ha e po es as Ilhas mais coiza algua digna de a enção, dando-me po concluidas as
suas obse ações, aze que eu seja emo ido pe a ou a qualque pa e onde possa da p o as do quan o
dezejo ag ada a V. Excelência.
Ao mesmo Excelen íssimo Go e nado eu i e a sa is ação de da as minhas con as, segundo elle
in o ma a a V. Excelência e ella mesmo me passou hua Le a pe a o Real E a io sob e hum con o de eis
que se me de e de meos o denados, cuja soma i o na espe ança de que V Excelência se se i a aze -me
a Me cê de manda que seja sa is ei a.
Ao mesmo Excelen íssimo Go e nado eque i manda -se paga -me a quan ia de seis con os
e eze mil eis, que an o se me em i ado de meos o denados pe a comedo ias, e alugueis de minha
ezidencia, desde o anno de 1785 a he o p ezen e, os quais segundo o espi i o da O dem de V. Excelência
di igida em 3 de Janei o de 1783 ao Excelen íssimo e Re e endíssimo Bispo D. F ei F ancisco de S.
Simão, de ia eu ecebe da Fazenda Real como V. Excelência mesmo mo signi icou pe a Julio Ma iazi,
po em o di o Excelen íssimo Go e nado espondeo me po hum despacho que eque e-se e eco e-se
imedia amen e a Sua Mages ade, pelo que ponho na P ezença de V. Excelência pe a que achando se
jus o manda que se me paguem.
Deus Gua de a V. Excelência. S. Tiago 24 de Janei o de 1790
Sou com o maio espei o
Illus íssimo e Excelen íssimo Senho Ma inho de Mello e Cas o
De V. Excelência
O mais a en o e iel C iado
João da Syl a Feijó
1790
§104
Ca a do go e nado F ancisco José Teixei a Ca nei o a D. Ma inho de Mello e
Cas o sob e a pessoa e o abalho do Na u alis a égio João da Sil a Feijó, que lhe
o a ap esen ada pelo seu an ecesso , An ónio Machado de Fa ia e Maia.
San iago, 20 de e e ei o de 1790
Relação dos olumes que se eme am a pa i das ilhas de Cabo Ve de pa a o Real
Gabine e de His ó ia Na u al
San iago, 15 de janei o de 1790
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de
46, doc. 7
(2 documen os di e en es)
Illus íssimo e Excelen íssimo Senho Ma inho de Mello e Cas o
Dou pa e a Vossa Excelência que logo depois que omei posse des e Go e no se me deu a no icia
de ha e alecedo João de Melo, Sa gen o Mó Commandan e da Ilha do Fogo oi o dias depois da sua
posse, pa a que Vossa Excelência quei a digna -se pô na Real p esença de Sua Mages ade a im de da
as p o idencias que o se ida, e en e an o a ei da aquellas que as ci cuns ancias o pode em pe a o
bom sucego daqueles Insolanos.
En e as encinuacoens que po o dem de S. Mages ade e de Vossa Excelência aqui me deu o
meu An eceso oi ãobem o ap esen a -me o Na u alis a João da S. Feijó, e as o dens que sob e elle oi
Vossa Excelência se ido de eji a es e Go e no; Segu o a Vossa Excelência que oma ei a meu pa icula
cuidado, o aze-lo a alha o quan o o possí el pe a ag ada mo a Vossa Excelência; e penso que não
se -me-há mui o cus ozo pella boa endole que lhe obse o, e pelas boas in o macoens que sob e a sua
p ezen e condu a me deu o di o meu An eceso , // [ l.1 ] Elle me en ega dois caixoens de insec os, e
hum pequeno Ba il com passa os como cons a da Relação incluza o que eme o a Vossa Excelência pello
p ezen e B ega im con o me o conhecimen o jun o. Taobem pa icipo a Vossa Excelência que endo-
se nas ul imas con e encias que hou e am em Jun a da Real Fazenda assen ado pelas ep ezen acoens
do Esc i ao della o de e -se cuida no aumen o e pe eição de hua Fab ica Real de Anil, que ha em a
Ilha de S. An ão, e se o di o Na u alis a o unico capaz que ha pa a is o pellos conhecimen os que em
des a ma e ia, e já e hido á dez anos aquella Ilha a aze suas espe iencias sob e o mesmo objec o po
o dem de meu An eceso cujas amos as elle eme eo a Vossa Excelência em o anno p oximo passado,
enho de e minado que o di o passe aquella Ilha com es e im de cujos esul ados pa ecipa ey a Vossa
Excelência como de o. E po esso de e á aobem ao mesmo empo aze as amos as do peche, e ca nes
secas que se pedem pello Real E a io, e elle e pa a // [ l.2] isso segundo me dizem in eligencia, quize a
que Vossa Excelência osse se ido lemb a -se de aze en ia pa a es a Ilha sincoen a a he sessen a homens
que i essem alguns o icios, pois he … sen i -se e nao ha e hum so ped ei o, e hum so ca pin ei o com
no a el p ejuizo do publico, he o que posso p ezen emen e pa ecepa a Vossa Excelência quem Deus
Gua de mui os anos.
Ilha de S. Thiago de Cabo Ve de 20 de Fe e ei o 1790
F ancisco Joze Teixei a Ca nei o
§105
Ilha de S. Thiago 15 de Janei o de 1790
Relação dos olumes que se eme em pa a o Real Gabine e da His ó ia Na u al, os quais con em animais
ecolhidos pello Na u alis a João da Sil a Feijó.
2 Caixoes com abolei os de di e sos Incec os da Ilha de San o An am, e da de S. Thiago
1 Ba il com passa os em agoa den e
Ca a do go e nado F ancisco José Teixei a Ca nei o a D. Ma inho de Mello e
Cas o explicando que os olumes das emessas ecolhidas pelo Na u alis a égio
João da Sil a Feijó não seguiam pa a Lisboa po al a de espaço a bo do.
San iago, 25 de ab il de 1790
A.H.U., C.U., cx de Cabo Ve de
46, doc. 11
Illus íssimo e Excelen íssimo Senho Ma inho de Mello e Cas o
Que endo aze emba ca na p ezen e Chalupa os olumes da Expediçam que me en egou o Na u alis a
com enho pa icipado a V. Excelência não me oi possí el po me dize o Mes e della que não inha
Luga a Bo do pa a os ecebe o que pa icipo a V. Excelência assegu ando lhe que os a ei a eme e na
p imei a ocasião que se o e eça.
Deus Gua de a V. Excelência. Ilha de San ’Iago de Cabo Ve de 25 de Ab il de 1790
F ancisco Joze Teixei a Ca nei o
§112
13. CN/F-13 Cópia da ca a de Júlio Ma iazi pa a o Na u alis a égio João da Sil a Feijó em 25 de
no emb o de 1785
14. CN/F-14 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha do Fogo de 1
de Agos o de 1786
15. CN/F-15 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha do Fogo de 15
de Agos o de 1786
16. CN/F-16 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha de São Nicolau
em 21 de ma ço (?) de 1788
17. CN/F-17 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha de San iago em
12 de ma ço de 1789
18. CN/F-18 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha de San iago em
25 de ab il de 1790
19. CN/F-19 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha de San iago em
6 de julho 1794
20. CN/F-20 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha de San iago em
26 de janei o de 1796
21. CN/F-21 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Domingos Vandelli, de Lisboa em 23
de Se emb o de 1796
22. CN/F-22 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, sem local e sem da a.
Remessas
1. Nº558 a – Lis a da p imei a Remessa da Real Expedição à ilha de São Nicolau ei a em 1784
2. Nº558 b – Lis a da segunda Remessa da Real Expedição à ilha de São Nicolau ei a em 1784
3. Nº558 c – Lis a das p oduções da ilha de San a Luzia e ilhéus B anco e Raso eme ida pa a o Real
Gabine e em 1784
4. Nº558 d – Lis a das Remessas da Real Expedição à ilha de San o An ão eme ida pa a o Real Gabine e
em 16 de Junho de 1785
5. Nº558 e – Lis a das Remessas da Real Expedição à ilha de São Vicen e eme ida pa a o Real Gabine e
em 12 de Julho de 1785
6. Nº558 – Lis a das Remessas da Real Expedição à ilha do Fogo eme ida pa a o Real Gabine e em
28 de janei o de 1784
7. Nº 559 - Lis a das Remessas da Real Expedição à ilha de são Nicolau eme ida pa a o Real Gabine e
em 1784
8. Nº560 – Calculo Ge al sob e as despesas da ex ação do enxo e do ulcão da ilha do Fogo a é ao
emba que pa a Lisboa, 20 de agos o de 1786
9. Nº561 - Relação da Remessas de p odu os na u ais ei a ao Real Museu em 26 de julho de 1787
10. Nº 562 – Explicação sob e o modo de aze a in a azul com que se cos uma ingi os panos em Cabo Ve de

§113
Anexo 1
Ligações pessoais de João da Sil a Feijó no âmbi o da Expedição Na u alis a a Cabo
Ve de (1783-1796)
Ma inho de Mello e Cas o (1716-1795)
Diploma a e polí ico po uguês que desempenhou ca gos de ele o nos einados de D. José e D. Ma ia I.
Exe ceu as unções de sec e á io de Es ado da Ma inha e do Ul ama en e 1770 e 1795.
Domingos Vandelli (Pádua, 8 de Julho de 1735, Lisboa, 27 de Junho de 1816)
Es udou medicina na Uni e sidade de Pádua e em 1764 oi con a ado pa a ensina ciências
químico-na u ais em Lisboa no Colégio dos Nob es, mas dado que es e ensino nunca chegou a
se implemen ado eg essou a Pádua. Em 1768 oi-lhe a ibuída a incumbência de c ia o Ja dim
Bo ânico da Ajuda e em se emb o de 1772 oi nomeado len e de His ó ia Na u al e Química da
Uni e sidade de Coimb a onde undou o Ja dim Bo ânico.
Di igiu as expedições ilosó icas po uguesas de inais do século XVIII le adas a cabo po á ios
alunos seus da Uni e sidade de Coimb a e oi o di e o do Labo a ó io Químico do Museu
Machado Cas o de Coimb a.
Júlio Ma iazzi
Auxilia de Domingos Vandelli na o ganização e eceção das emessas das expedições ilosó icas
po uguesas de inais do século XVIII, oi o p imei o ja dinei o do Ho o Bo ânico de Pádua e
di e o do Ja dim Bo ânico da Ajuda
Bispo D. F ei F ancisco de São Simão (Ab il a Agos o de 1783)
Foi o Bispo D. F ei F ancisco São Simão que ecebeu João da sil a Feijó em São Nicolau, e o
le ou em sua companhia a é San iago, dando-lhe as p imei as ins uções não só quan o às suas
expedições cien í icas como ambém ela i amen e à o ma de se elaciona com a eli e local.
Quando o Na u alis a chegou à ilha de San iago em ab il de 1783, a Câma a da a posse ao bispo
D. F ei F ancisco de São Simão, enquan o go e nado . Toda ia, o go e no do Bispo du ou pouco
mais de 3 meses pois es e eio a alece a 10 de agos o de 1783.
Co onel João F ei e de And ade (1783- ab il de 1785)
En e a mo e do Bispo e a chegada do no o go e nado em 1785, o go e no das ilhas es e e
en egue ao co onel João F ei e de And ade, que al como na acância an e io , dado que e a o
co onel de pa en e mais an iga, omou nas suas mãos a di eção do go e no in e ino.
A sua elação com o Na u alis a João da Sil a Feijó oi mui o con li uosa chegando es e a a i ma
“ Não sei que mal enho ei o a es e Senho que aqui go e na que não az mais do que me ul aja
e diz que se há de inga de mim” (AHU, CU, Cabo Ve de, Cx. 42, doc,13)
Anexos
§114
An ónio Machado de Fa ia e Maia (ab il de 1785-janei o de 1790)
Chegou a San iago a 1 de ab il de 1785 e não podendo con a com o apoio do ou ido -ge al
com quem es a a em pe manen e con li o e endo de en en a os cons an es en a es colocados
à sua ação go e na i a pelo co onel João F ei e de And ade e seus co eligioná ios, o go e nado
An ónio Machado de Fa ia e Maia iu-se ob igado a exe ce o pode com g ande au o idade e
i meza. Te e, no en an o, uma elação de g ande co dialidade com João da Sil a Feijó, acili ando-
lhe semp e o abalho, elogiando-o e in e essando-se ele p óp io pelas ecolhas na u alis as.
F ancisco José Teixei a Ca nei o (janei o de 1790- ma ço de 1795)
Tendo omado posse em 21 de janei o de 1790, F ancisco José Teixei a Ca nei o deixou-se
manob a pelo co onel F ei e de And ade que ap o ei ando-se da sua aqueza, e i alizou o
seu pa ido e p ocu ou coloca os seus co eligioná ios em pos os ci is e mili a es de che ia. No
en an o, à semelhança do seu an ecesso e e ambém uma elação ex emamen e co dial com
João da Sil a Feijó, chegando a in e cede á ias ezes a seu a o jun o das au o idades do
Reino, no sen ido de lhe pe mi i o eg esso a Lisboa.
F ancisco José Teixei a Ca nei o oi subs i uído pelo go e nado José da Sil a Maldonado de
Eça em 19 de junho de 1795 que apenas go e nou pe o de ês meses, endo alecido a 10 de
se emb o do mesmo ano da sup adi a doença da e a.
§115
Anexo 2
De Ilha em Ilha: T eze anos de pe cu sos de João da Sil a Feijó pelas ilhas de Cabo Ve de
(1783-1796)
Da a Pe cu sos e Pe manências Co a
1783, e e ei o 3 Saída de Lisboa AHMHN, CN/F -1
Viagem de Lisboa pa a São Nicolau
1783, e e ei o 28 Chegada a São Nicolau indo de Lisboa AHU, CU, CV, 41, 33
AHMHN, CN/F -1
1783, e e ei o 28 a
1783, ab il 3
Pe manência em São Nicolau
1783, ab il 3 / ab il
11
Passagem pela ilha de Maio e pela ilha do Sal AHU, CU, CV, 41, 33
AHMHN, CN/F -1
1783, ab il, 12 Chegada à ilha de San iago AHU, CU, CV, 41, 33
AHMHN, CN/F -1
1783, ab il, 3 a 1783
meados de maio
Pe manência em San iago
(c. de 1 mês e meio)
1783, maio 21 Chegada à ilha B a a ido de San iago
Início da expedição cien í ica na ilha B a a
AHMHN, CN/F -3
AHU, CU, CV, 41, 35
1783, maio 21 a 1783,
junho 20
Pe manência na ilha B a a
(c. de 1 mês)
1783, junho 20 Chegada à ilha do Fogo, ido da ilha B a a
Início da expedição cien í ica na ilha do Fogo
AHU, CU, CV, 41, 57
1783, junho 20 a
1784, e e ei o 15
Pe manência na ilha do Fogo
(c. de 8 meses)
AHMHN, CN/F -4 e 5
1784, e e ei o 20 Chegada à ilha de San iago ido da ilha do
Fogo
AHU, CU, CV, 42, 8
1784, e e ei o, 20 a
1784, meados de ab il
Pe manência na ilha de San iago
(c. de 2 meses)
So eu de um o e a aque de “doença da
e a” em San iago
AHU, CU, CV, 42, 13
AHMHN, CN/F -7
§116
1784, ab il 19 Chegada a São Nicolau ido da ilha de
San iago
Início da expedição cien í ica na ilha de São
Nicolau
AHU, CU, CV, 42, 28
AHU, CU, CV, 43, 53 A
AHMHN, CN/F -8 e 9
1784, ab il 19 a 1785
ab il
Pe manência na ilha de São Nicolau com
expedições pon uais a ou as ilhas do
Ba la en o (c. de 1 ano)
AHMHN, CN/F -2
Expedições à ilha de San a Luzia e ilhéus
adjacen es, á ilha da Boa is a e à ilha do Sal
AHMHN, CN/F -2
1785, ab il Chegada á ilha de San o An ão
Início da expedição cien í ica na ilha de san o
An ão
AHMHN, CN/F -2
AHMHN, CN/F -10
1785, ab il a 1785
agos o
Pe manência na ilha de San o An ão
(c. de 4 meses)
1785, agos o Chegada à ilha de San iago AHMHN, CN/F -11
1785, agos o a 1786
ma ço
Pe manência na ilha de San iago
(c. de 7 meses)
Segunda expedição cien í ica à ilha B a a AHMHN, CN/F -14
AHU, CU, CV, 43, 53 A
Pe manência na ilha B a a
1786, ab il 26 Chegada á ilha do Fogo ido da ilha B a a
Início da expedição cien í ica e e en e á
ecolha de p odu os na u ais p oceden es da
e upção ulcânica do ano an e io .
AHMHN, CN/F -14 e 15
AHU, CU, CV, 43, 53 A
1786, ab il 26 a 1787
início de ab il
Pe manência na ilha do Fogo
(c. de 1 ano)
1787, ab il 11 Chegada á ilha de San iago ido da ilha do
Fogo
AHU, CU, CV, 45, 7
1787, ab il 11 a 1788
maio
Pe manência na ilha de San iago
(c. de 1 ano)
1788, maio Chegada à ilha de São Nicolau AHMHN, CN/F -16
§117
1788, maio a 1789,
janei o
Pe manência na ilha de São Nicolau com idas
a San o An ão
(c. de 7 meses)
AHU, CU, CV, 45, 15
1789, janei o Chegada à ilha de San iago AHU, CU, CV, 45, 15
AHMHN, CN/F -17
1789, janei o /
meados de e e ei o
Pe manência na ilha de San iago AHU, CU, CV, 45,7
1789, meados de
e e ei o
Ida à ilha de S. Nicolau AHU, CU, CV, 45,7
1789, e e ei o a
1796, se emb o
Reg esso à ilha de San iago e pe manência
nes a ilha
(c. de 7 anos)
AHU, CU, CV, 46,5
AHU, CU, CV, 46,7
AHU, CU, CV, 48,82
AHMHN, CN/F -18, 18
e 20
1796, se emb o Chegada a Lisboa indo da ilha de San iago AHMHN, CN/F -22

§118
Anexo 3
Lis as e emessas en iadas po João da Sil a Feijó das ilhas de Cabo Ve de
pa a Lisboa (1784-1793)
Da a Designação Co a
1784, janei o/ e e ei o En io das emessas da expedição à ilha
do Fogo e da B a a
AHU, CU, CV, 42, 8
1784, ab il En io de um casal de alcões da ilha de
San iago
AHU, CU, CV, 42, 8
1784, maio En io das 1ª e 2ª emessas da expedição
á ilha de São Nicolau
AHMHN, Remessas 558 a,
558 b, 559
AHU, CU, CV, 43, 53 A
1784, maio En io da lis a das p oduções da ilha de
San a Luzia e ilhéus adjacen es
AHMHN, Remessas 558 c
1785, junho 16 En io das emessas da expedição á ilha
de San o An ão
AHMHN, Remessas 558 d
1785, julho 12 En io das emessas da expedição á ilha
de São Vicen e
AHMHN, Remessas 558 e
1786, agos o En io das emessas da 2º expedição à
ilha do Fogo
AHU, CU, CV, 43, 62
1786 agos o 20 En io do calculo da despesa da ex ação
do enxo e do ulcão do Fogo a é se
emba cado pa a Lisboa
AHMHN, Remessas 560
1787 ma ço En io do calculo sob e o p odu o da
expe iencia do peixe seco de San iago
AHU, CU, CV, 45,7
1788 julho En io de 2 bodes da ilha de San iago AHU, CU, CV, 44, 10
1789 ma ço En io das emessas da expedição à ilha
de San o An ão
AHMHN, Remessas 562
1790, janei o En io de emessas de di e en es ilhas de
Cabo Ve de
AHU, CU, CV, 46,7
1793, se emb o En io de emessas de p oduções na u ais
da ilha de San iago
AHU, CU, CV, 46,7
§119
Anexo 4
Tex os de João da Sil a Feijó já publicados
Ensaio polí ico sob e as ilhas de Cabo Ve de pa a se i de plano à his ó ia ilosó ica das mesmas
– 1797”, publicado no Jo nal Li e á io O Pa io a, Rio de Janei o, omo III, nº5, No emb o de
1813, e in Memó ias Económicas da Real Academia das Sciências de Lisboa, omo V, 1815
e ambém publicado po An ónio Ca ei a (ap esen ação e comen á ios), Ensaio e Memó ias
Económicas sob e as Ilhas de Cabo Ve de (século XVIII), P aia, Ins i u o Cabo Ve diano do
Li o, 1986, pp.1-26
Memó ia i ada do Ensaio Filosó ico e Polí ico sob e as Ilhas de Cabo Ve de” (ac escen o do
ex o an e io com os capí ulos sob e “ Do núme o e con igu ação das ilhas”, “Da g andeza
e al u a das suas mon anhas”, “Do clima, en os e e c”, “Das p oduções” “ Dos ege ais”,
“Dos mine ais”, “Dos animais”), Manusc i o do A qui o Nacional do Rio de Janei o, Secção
Adminis ação, Caixa nº 721, Paco ilha nº2, doc. 57, publicado po An ónio Ca ei a (ap esen ação
e comen á ios), Ensaio e Memó ias Económicas sob e as Ilhas de Cabo Ve de (século XVIII),
P aia, Ins i u o Cabo Ve diano do Li o, 1986, pp.27-33.
Memó ia sob e U zela de Cabo Ve de”, publicado in Memó ias Económicas da Real Academia das
Sciências de Lisboa, omo V, 1815, pp.145-154 e publicado po An ónio Ca ei a (ap esen ação
e comen á ios), Ensaio e Memó ias Económicas sob e as Ilhas de Cabo Ve de (século XVIII),
P aia, Ins i u o Cabo Ve diano do Li o, 1986, pp.35-43.
Memó ia sob e a Fáb ica Real do anil da Ilha de San o An ão”, publicado in Memó ias
Económicas da Real Academia das Sciências de Lisboa, omo I, 1815 e publicado po An ónio
Ca ei a (ap esen ação e comen á ios), Ensaio e Memó ias Económicas sob e as Ilhas de Cabo
Ve de (século XVIII), P aia, Ins i u o Cabo Ve diano do Li o, 1986, pp. 45-56.
Memó ia sob e a úl ima e upção do pico da Ilha do Fogo de Cabo Ve de” publicado no Jo nal
Li e á io O Pa io a, Rio de Janei o, Tomo III, nº5 e O lando Ribei o, A Ilha do Fogo e as suas
e upções, Lisboa, A.G. U, 1954; CNPCDP, 1997, pp.217-230.
§120
Ficha écnica
Tí ulo:
De Cabo Ve de pa a Lisboa: Ca as e Remessas Cien í icas da Expedição Na u alis a de João da Sil a Feijó
(1783-1796). Vol. I - Documen ação do A qui o His ó ico Ul ama ino
Coo denação:
Ana C is ina Roque e Ma ia Manuel To ão
T ansc ição de manusc i os:
Lí ia Fe ão
Re isão de ex os:
Ana C is ina Roque, Lí ia Fe ão e Ma ia Manuel To ão
Edi o :
Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical
P odução: P oje o FCT 0075/2009 Conhecimen o e Reconhecimen o em Espaços de In luência
Po uguesa: egis os esc i os, expedições cien í icas, sabe es adicionais e biodi e sidade na Á ica
Subsa iana e Insulíndia
Design g á ico e paginação:
Tiago Ribei o
Imp essão: Aos Papéis
1ª Edição
Ti agem: 300 exempla es
Copy igh :
Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical
ISBN: 978-989-742-012-2
Ag adecimen os
AHU – A qui o His ó ico Ul ama ino
BNP – Biblio eca Nacional de Po ugal
MUHNAC – Museu Nacional de His ó ia Na u al e da Ciência da Uni e sidade de Lisboa
Apoio
Fundação pa a a Ciência e Tecnologia
P oje o FCT 0075/2009 Conhecimen o e Reconhecimen o em Espaços de In luência Po uguesa: egis os
esc i os, expedições cien í icas, sabe es adicionais e biodi e sidade na Á ica Subsa iana e Insulíndia