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A Historiografia no Âmbito dos Estudos Regionais

Abstract

A reflexão que vou apresentar sobre os estudos regionais e a historiografia surge no contexto da preparação de uma entrada para o Dicionário de Historiadores Portugueses, a qual deve abranger o período que medeia entre a fundação da Academia das Ciências e o final do Estado Novo (1779-1974). Sobre a questão dos estudos regionais e da história local há abordagens mais gerais e introdutórias sobre os problemas metodológicos, como a de Luís Reis Torgal (1987), J. Amado Mendes (1990, alargado em 2000), Jorge Borges de Macedo (1993), de António Oliveira (1995 e 2000) e José Viriato Capela (1995), mas os trabalhos que pretendem fazer uma história da história são poucos e, em geral, de âmbito também regional ou abrangendo um período cronológico mais limitado. Compreende-se: o levantamento de fontes e a sua análise é um trabalho vastíssimo e requer a constituição de uma equipa que utilize os recursos informáticos para se poder realizar um estudo abrangente que nos permita estabelecer: (i) uma tipologia e um quadro diacrónico das transformações e mudanças verificadas no período considerado; (ii) as condições de produção e de publicação dos textos (artigos ou obras de maior vulto); (iii) a caracterização sociológica dos produtores das histórias regionais e locais; (iv) as relações entre estas abordagens de escala espacial mais reduzida e a história nacional ou mesmo transnacional. Esse será um desafio para o futuro. Hoje a nossa ambição é mais limitada e procuraremos analisar como é que nesse domínio da produção historiográfica, num período de quase 200 anos (1779-1974), a história foi ganhando uma dimensão própria, com o recurso às fontes primárias e aos métodos críticos, sem deixar de dialogar com as outras ciências sociais, em particular a geografia humana e a etnografia/antropologia. Em causa vão estar os problemas da delimitação espacial e do desenvolvimento deste ramo da história que tem tido as suas dinâmicas próprias, sem deixar de reflectir o que se passa no contexto mais geral.

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A Historiografia no Âmbito dos Estudos Regionais

Author: João, Maria Isabel
Publisher: Centro de História da Universidade de Lisboa
Year: 2017
Source: https://repositorio.ulisboa.pt/bitstream/10451/34649/1/Historiografia%20e%20Res%20Publica%202017_Isabel%20Jo%c3%a3o.pdf
Sé gio Campos Ma os & Ma ia Isabel João (o gs.)
HISTORIOGRAFIA E RES PUBLICA
Lisboa
Cen o de His ó ia da Uni e sidade de Lisboa
Cen o de Es udos das Mig ações e das Relações In e cul u ais da Uni e sidade Abe a
2017
Sé gio Campos Ma os & Ma ia Isabel João (o gs.)
NOS DOIS ÚLTIMOS SÉCULOS
Tí ulo | Ti le
His o iog a ia e Res Publica
Nos dois úl imos séculos
Di ecção da Colecção | Se ies Edi o s
Sé gio Campos Ma os & Co adonga Valdaliso
O ganização | O ganisa ion
Sé gio Campos Ma os & Ma ia Isabel João
Edi o | Edi o
Sé gio Campos Ma os
Assis en es de Edição | Edi o ial Assis an s
Gonçalo Ma os Ramos, Rica do de B i o
Comissão Edi o ial | Edi o ial Boa d
Luís Filipe Ba e o, Valdei A aújo
Capa | F on co e
De alhe da ep esen ação da Di ina Comédia de Dan e Alighie i. Almada Neg ei os, 1961. Pó ico da en ada da
Faculdade de Le as. A e pa ie al, g a u as incisas colo idas sob e pa ede e es ida a can a ia de calcá io, Faculdade
de Le as da Uni e sidade de Lisboa. Fo og a ia de A mando No e.
F on ispício | F on ispiece
De alhe de Cabeça Mecânica (O Espí i o da Nossa E a). Raoul Hausmann, c. 1920. Mon agem. Pa is, Musée Na ional
d’A Mode ne, Cen e Pompidou.
Con a-capa | Backco e
Musa (Clio?) lendo um uolumen. Pin o de Klügmann, c. 435-425 BCE (Beócia?). Leky hos, ce âmica á ica de igu as
e melhas, Museu do Lou e, CA 220.
His o iog a ia – His ó ia Con empo ânea – Memó ia | 930(469) MAT,S
Edi o a | Publishe
Cen o de His ó ia da Uni e sidade de Lisboa & Cen o de Es udos das Mig ações e das Relações In e cul u ais da
Uni e sidade Abe a | 2017
Concepção G á ica | G aphic Design
B uno Fe nandes
Imp essão G á ica | P in ing Shop
Se sili o-Emp esa G á ica Lda.
ISBN 978-989-8068-22-4
Ti agem 300 exempla es
P.V.P. 15.00€
Cen o de His ó ia da Uni e sidade de Lisboa | Cen e o His o y o he Uni e si y o Lisbon
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men ioned license and complying wi h he FCT di ec i e “Polí ica sob e Acesso Abe o a Publicações Cien i icas esul an es de P ojec os de I&D Financiados pela FCT (05/05/2014)”.

ÍNDICE
SOBRE A ESCRITA DA HISTÓRIA NOS DOIS ÚLTIMOS SÉCULOS
Sé gio Campos Ma os e Ma ia Isabel João
I – HISTÓRIA, TEMPO, CIDADANIA
O HISTORIADOR NA CIDADE: HISTÓRIA E POLÍTICA
Fe nando Ca oga
HISTOIRE GLOBALE, HISTOIRE NATIONALE?
COMMENT RÉCONCILIER RECHERCHE ET PÉDAGOGIE
Ch is ophe Cha le
AS FORMAS DO PRESENTE.
ENSAIO SOBRE O TEMPO E A ESCRITA DA HISTÓRIA
Temís ocles Ceza
CONTINUIDADES E RUPTURAS HISTORIOGRÁFICAS:
O CASO PORTUGUÊS NUM CONTEXTO PENINSULAR (C.1834 - C.1940)
Sé gio Campos Ma os
II – DIRECÇÕES DE ESTUDO
MODERNIZAÇÃO E BLOQUEIOS:
PROBLEMAS DO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO
NA MEMÓRIA HISTÓRICA
José Luís Ca doso
A HISTÓRIA SOCIAL EM PORTUGAL (1779-1974)
ESBOÇO DE UM ITINERÁRIO DE PESQUISA
Nuno Gonçalo Mon ei o
ESPIRITUALIDADE E RELIGIÕES:
UNIVERSOS DE MOTIVAÇÃO E DE CRENÇA
An ónio Ma os Fe ei a
11
25
27
89
115
131
161
163
183
203
AS MIGRAÇÕES NA HISTORIOGRAFIA PORTUGUESA (1779-1974)
Jo ge Fe nandes Al es
O IMPÉRIO E AS SUAS METAMORFOSES NA HISTORIOGRAFIA
Diogo Ramada Cu o
A HISTORIOGRAFIA NO ÂMBITO DOS ESTUDOS REGIONAIS
Ma ia Isabel João
III – PERIODISMO E HISTÓRIA
HISTÓRIA, OPINIÃO PÚBLICA E PERIODISMO
José Augus o dos San os Al es
DIVULGAR O CONHECIMENTO HISTÓRICO
AS PUBLICAÇÕES COLECTIVAS DA ACL SOB O LIBERALISMO (1820-1851)
Daniel Es udan e P o ásio
O CONTRIBUTO D’O PANORAMA NA DIVULGAÇÃO HISTÓRICA
EM PORTUGAL NO SÉCULO XIX (1837-68)
Rica do de B i o
DIFERENTES CONCEPÇÕES DE HISTÓRIA NA VÉRTICE
DURANTE O ESTADO NOVO (1942-1974)
José de Sousa
OS ARQUIVOS DO CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS (1969-1993):
UMA “COLECTÂNEA ERUDITA” AO SERVIÇO DA HISTÓRIA
And eia da Sil a Almeida
A HISTÓRIA DE PORTUGAL NA SEARA NOVA:
A BUSCA NO TEMPO PASSADO PARA A CONSTRUÇÃO
DE UM PRETENDIDO FUTURO
Joaquim Rome o Magalhães
217
241
253
283
285
309
337
355
375
403
257
lisbon his o ical s udies | his o iog aphica
adminis a i as, as jun as de eguesia não se des acam pelo núme o de publicações
egis adas na Po base, apesa do seu núme o se supe io a ês milha es an es da
úl ima eo ganização do espec i o mapa. A maio pa e dos egis os é pos e io
a 1974 e é equen e que o edi o seja a p óp ia Jun a de F eguesia. Tal ealidade
e idencia a impo ância dos pode es locais como ac o de es ímulo e de apoio a
es e géne o de es udos e publicações.
Ou as á eas que apa ecem nos es udos locais são as ci cunsc ições
eclesiás icas, desde logo a pa óquia que oi objec o de inqué i os no século XIX e é
hoje cen al nos es udos demog á icos, mas ambém a diocese e a abadia. As coma cas
ambém dão luga a alguns abalhos, mas a sua impo ância no caso po uguês não
se compa a com o que assume nos es udos locais em Espanha e, nomeadamen e,
na Galiza, onde “hay decenas de monog a ias his ó icas sob e coma cas y las
pa oquias y ninguna, has a uma época bien ecien e, sob e los municipios”3. Ramón
Ba ei os en a iza na de inição de his ó ia local duas componen es: a e i o ialidade
e a comunidade in eg ada no e i ó io. Nes e sen ido, não se a a somen e de
conside a uma ci cunsc ição adminis a i a ou uma á ea geog á ica de e minada,
mas de e em a enção que o local é um “elemen o o gánico de sociabilidad”4.
Em suma, pa a se pe cebe a o ma como a his ó ia egional e local em
sido ei a, como se ai dis inguindo da massa dos es udos sob e as á eas espaciais
in anacionais e se cons i ui como um pila impo an e das cons uções iden i á ias
das di e en es comunidades e i o iais é necessá io ope a com um concei o la o de
his o iog a ia, si uando-se numa zona de on ei a en e a his ó ia e a memó ia. Além
disso, de um pon o de is a espacial, são á ias as escalas que en o mam os es udos,
mas a maio pa e deles e e e-se a espaços i idos, espaços de sociabilidade e de
p oximidade en e as populações que êm neles as suas aízes e i ências. Po isso,
nes e géne o his o iog á ico i e am semp e um papel mui o impo an e cu iosos,
amado es e igu as das eli es cul as locais que se dis inguiam na ida pública das
suas egiões.
3 Xosé Ramón Ba ei os. «His o iog a ia de la his o ia local gallega». In Joseba Agi eazkuenega, Mikel U quijo (ed.)
- Pe spec i as de his o ia local: Galicia y Po ugal. Bilbao: Se icio Edi o ial Uni e sidad del Pais Vasco, 1996, p. 53.
4 Idem, ibidem.

258 his o iog a ia e es publica
Linhas de desen ol imen o no século XIX
Podemos emon a os es udos egionais e o in e esse pela his ó ia local ao
século XVI. Bas a eco da as Saudades da Te a, de Gaspa F u uoso, a Desc ição da
cidade de Lisboa, de Damião de Góis, ou a His ó ia da An iguidade da cidade de É o a,
de mes e And é de Resende. Con udo, oi no século XVIII que, sob o in luxo
do desen ol imen o das academias, a a enção ao es udo das egiões e localidades
se começou a desen ol e . Na base desse in e esse es i e am ac o es polí icos
e cul u ais. Os p imei os p endiam-se com o conhecimen o do e i ó io e das
suas gen es que e a undamen al pa a o Es ado mode no pode cons i ui -se e
ope a sob e odo o país, o que p opiciou o desen ol imen o das co og a ias, das
opog a ias, da “es adís ica”, de desc ições e memó ias que pe mi iam i conhecendo
o eino5. Os segundos elaciona am-se com o con ex o cul u al do humanismo
e do iluminismo que desencadeou um in e esse no o pelo desen ol imen o do
conhecimen o nos á ios amos do sabe e, em pa icula , em udo que se e e ia
à ida das nações e das suas á ias pa es, ao passado e às p óp ias o igens. Des e
modo, a Academia Real de His ó ia (1720) pa ocinou á ias opog a ias e pelo
menos uma His o ia de San a em, de Ignacio da Piedade e Vasconcelos (1740, 2
omos). A Academia Real das Ciências (1779) não deixou de con empla nas
á ias memó ias que o am publicadas – económicas, da ag icul u a e his ó icas –
di e en es egiões e e as de Po ugal.
Nas p imei as décadas do século XIX, num con ex o pa icula men e ad e so
de ido às in asões ancesas e às gue as ci is, a abo dagem co og á ica, es a ís ica
e opog á ica man ém g ande impo ância no quad o dos es udos egionais, o que
se i á p olonga ao longo da cen ú ia. Podemos e e i como exemplo desse ipo
de es udos a publicação a Memo ia es adis ica sob e o concelho de La ões, de Joaquim
Bap is a (1823) ou a Co og a ia ou memo ia economica, es adis ica, e opog a ica do eino
do Alga e, João Bap is a da Sil a Lopes (1841). Con udo, a his ó ia e a geog a ia
ão pe meando mais esses es udos e en iquecendo-os com no os elemen os. Um
bom exemplo disso é a ob a de Hen iques Seco, p o esso da Uni e sidade de
5 J. Rome o Magalhães e Manuel Lopes de Almeida - As desc ições geog á icas de Po ugal: 1500-1650: esboço de
p oblemas. Sepa a a da Re is a de His ó ia Económica e Social, 1980.
259
lisbon his o ical s udies | his o iog aphica
Coimb a, Memo ia his o ico-cho og aphica dos di e sos concelhos do dis ic o adminis a i o de
Coimb a (1853). Algumas dessas ob as assumem a o ma de dicioná io, seguindo
o exemplo do pad e Luís Ca doso, Dicciona io geog a ico, ou no icia his o ica de odas as
cidades, illas, luga es, e aldeas, ios, ibei as, e se as dos Reynos de Po ugal, e Alga e, com
odas as cousas a as, que nelles se encon aõ, assim an igas, como mode nas (1747-1751).
En e odas podemos e e i o Po ugal an igo e mode no: dicciona io geog aphico, es a is ico,
cho og aphico, he aldico, a cheologico, his o ico, biog aphico e e ymologico de odas as cidades,
illas e eguezias de Po ugal e de g ande nume o de aldeias, de Augus o Soa es d’Aze edo
Ba bosa de Pinho Leal (1873-1890). Nos Aço es, Gab iel de Almeida publicou, já
pa a o inal do século, o Dicciona io his o ico-geog aphico dos Aço es (1893).
Além das desc ições mais ou menos minuciosas do e i ó io de ipo
co og á ico e geog á ico, com apon amen os his ó icos, um géne o que e e uma
ex ao diná ia o una e que podemos dize que domina o pano ama das publicações
sob e as egiões e as localidades são os ela os de pendo li e á io que i e am nas
Viagens na minha e a, de Almeida Ga e , uma on e de inspi ação (1846). O olha
pa a a di e sidade das paisagens e da gen e, o pi o esco e os edi ícios e monumen os
pon uam essas na a i as, po ezes bas an e ligei as, que não descu am ambém
a no a sob e as an iguidades locais e o egis o his ó ico. Es e ipo de ob as
desen ol eu-se com o p og esso dos anspo es e comunicações, sob e udo com
o caminho-de- e o, e com o u ismo, dando o igem aos guias e o ei os de Po ugal
e das di e sas egiões. Alguns exempla es suges i os: Cin a pin u esca, ou memo ia
desc ip i a da Villa de Cin a, Colla es, e seus a edo es.... , do isconde de Ju omenha
(1838); O Minho pi o esco, de José Augus o Viei a (1886); a coleção Po ugal Pi o esco
e Illus ado, de Al edo Mesqui a, onde se des aca Lisboa, com qua ocen as g a u as
(1903); os á ios abalhos de Albe o Pimen el, nomeadamen e o guia do iajan e
na cidade do Po o e seus a abaldes (1877) e O Po o po o a e po den o (1878).
Em 1924, a Biblio eca Nacional publicou o Guia de Po ugal, di igido po Raul
P oença, pos e io men e p osseguido pela Fundação Calous e Gulbenkian, que é
um monumen o do géne o his ó ico-geog á ico e desc i i o do país6.
6 Guia de Po ugal – Lisboa: O icinas G á icas da Biblio eca Nacional de Lisboa e ou as. 1924-1970. 5 ols em 8
omos. Edição abundan emen e ilus ada com mapas, plan as e g a u as e com a colabo ação po alguns dos
mais ele an es nomes da li e a u a po uguesa: Miguel To ga, Jo ge Dias, Aquilino Ribei o, Jaime Co esão,
Reynaldo dos San os, Diogo de Macedo, Teixei a de Pascoais, Vi o ino Nemésio, Raul B andão, Amo im
260 his o iog a ia e es publica
Ou o ipo de es udos assume um ca ác e mais his ó ico e de eposi ó io de
ac os ele an es pa a as memó ias locais, compilando in o mação de di e sa índole
sob e os sucessos, as igu as, o pa imónio, em especial os monumen os a ís icos e
eligiosos, a que se jun a am lendas e na a i as di e sas. Numa p imei a ase, a base
documen al desses esc i os é udimen a e baseiam-se mui o nas obse ações e nos
es emunhos, em egis os que a memó ia de alguns no á eis locais e as populações
o am conse ando ao longo de ge ações. Os a qui os públicos e am a os, mal
ape echados e ainda pio o ganizados. Além disso, as e amen as me odológicas e
c í icas dos es udiosos e elam-se pa cas e a pene ação de ideias que alo iza am as
on es e o abalho a qui ís ico a u ado, minucioso, de endidas com eemência po
A. He culano e po ou os au o es e udi os an es dele, não encon a am condições
pa a se expandi en e os cul o es da his ó ia local. De ce o modo ep esen a i as
desse ipo de his ó ia são as ob as do olissipóg a o Júlio de Cas ilho (1840-1919)
sob e Lisboa An iga (Bai o Al o – 1879; Bai os O ien ais – 1884-1890).
Po ém, o caminho ai sendo ei o no sen ido de uma his ó ia mais obje i a e a
publicação dos Po ugaliae Monumen a His o ica (1º ol., 1856) não só az documen os
com in e esse pa a a his ó ia local, mas ambém dá um bom exemplo nes e ipo
de publicações. A ob a di igida po A. He culano em na linha de abalhos de
académicos e udi os que pugna am pela sal agua da e di ulgação dos documen os,
como Be na dino J. de Sena F ei as que inha publicado uma Collecção de memo ias e
documen os pa a a his o ia do Alga e (1846) e oi depois incumbido pela Academia Real
das Ciências de o ganiza os a qui os nas ilhas de S. Miguel e Te cei a. Na sequência
desse abalho deu à es ampa uma Memo ia His o ica sob e o In en ado Descob imen o de
uma Supos a Ilha ao No e da Te cei a nos anos de 1649 e 1770, com mui as no as illus a i as
e documen os inedi os (1845). A alo ização dos documen os ap o undou-se ainda
com a di ulgação em Po ugal das co en es his o iog á icas da chamada “escola
me ódica” ou “posi i a” e, po isso, no úl imo qua el do século XIX su gi am aliosas
colec âneas documen ais e his ó ias locais com p eocupação c í ica e de objec i idade.
Gi ão, Fe ei a de Cas o, Egas Moniz, Aa ão de Lace da, José Rod igues Miguéis, Mon al ão Machado,
A onso Lopes Viei a, An ónio Sé gio en e ou os.
A coleção em a seguin e o ganização: 1º olume — Lisboa e A edo es; 2º olume — Es emadu a,
Alen ejo e Alga e; 3º olume — Bei a Li o al, Bei a Baixa e Bei a Al a (2 omos); 4º olume — En e
Dou o e Minho (2 omos); 5º olume — T ás-os-Mon es e Al o Dou o (2 omos). Os ês p imei os olumes
o am publicados pela Biblio eca Nacional e os es an es pela Fundação Calous e Gulbenkian.
261
lisbon his o ical s udies | his o iog aphica
En e as publicações documen ais e i a-se o A chi o dos Aço es (12 ol, 1878-
1892), di igido po E nes o do Can o e publicado em ascículos, os Documen os
his o icos da cidade de É o a (1885-1891), o ganizados pelo a qui is a Gab iel Pe ei a,
e os Elemen os pa a a his ó ia do município de Lisboa (15 ol., 1882-1911), e ec uados po
Edua do F ei e de Oli ei a que ambém desempenha a o mesmo o ício na Câma a
Municipal. No domínio dos es udos pode des aca -se: Viana do Cas elo: Esboço
his ó ico (1878), de Luís de Figuei edo da Gue a, onde combina o conhecimen o de
au o es clássicos, com o conhecimen o de c ónicas e a ados medie ais e mode nos
e o domínio de documen os epig á icos, a queológicos e documen ais, exis en es
em ca ó ios e a qui os públicos e p i ados7. No ano an e io , Albe o Pimen el
publica a a Memo ia sob e a his o ia e adminis ação do Municipio de Se úbal (1877), que
eúne a iadíssima in o mação sob e a cidade e o concelho, com um alioso supo e
documen al. Também exempla des e ipo de abalhos mais e udi os e undados
nas on es his ó icas são os Es udos Ebo enses, de Gab iel Pe ei a, publicados em
ascículos emá icos en e 1884-1894.
O século XIX dis ingue-se, po conseguin e, pela expansão dos es udos
his ó icos e, no caso em ap eço, pela alo ização da his ó ia egional e local.
Di e sos au o es, en e os quais dois nomes cimei os da cul u a oi ocen is a, A.
He culano e Oli ei a Ma ins, inham de endido em momen os dis in os que o
desen ol imen o da his ó ia local e a undamen al pa a se pode aze a his ó ia
nacional. O úl imo esc e eu no p e ácio a uma ob a sob e Oli ei a do Hospi al8:
“Conside ei semp e que um dos subsídios p incipaes pa a a his o ia ge al do
paiz consis e nas monog aphias locaes, onde se es uda a a queologia e a his o ia, as
biog a ias e as adições, com os documen os á is a e á mão dos a chi os municipaes
e pa icula es.”
Re e e a p opósi o a po a ia de 8 de no emb o de 18479 que inha ins ado
7 A mando da Sil a – O Minho nas Monog a ias (sécs. XIX-XX). No as pa a uma e isão sis emá ica dos
es udos locais. B aca a Augus a. Re is a Cul u al de Regionalismo e His ó ia da Câma a Municipal de B aga, nº. 94-95,
1991/92, p. 30.
8 Adelino de Ab eu - Oli ei a do Hospi al: aços his ó ico-c i icos. Coimb a: Imp ensa da Uni e sidade, 1893.
9 Vide po a ia em A mando da Sil a – O Minho nas Monog a ias (sécs. XIX-XX). No as pa a uma e isão
sis emá ica dos es udos locais. B aca a Augus a. Re is a Cul u al de Regionalismo e His ó ia da Câma a Municipal de
262 his o iog a ia e es publica
as Câma as Municipais a man e um egis o anual dos p incipais acon ecimen os da
ida do concelho, “cuja memo ia seja digna de conse a -se”, de endo pa a o e ei o
nomea uma comissão compos a po e eado es ou ogais do Conselho Municipal
mais ap os. Em empos de ele ados ní eis de anal abe ismo, os esul ados o am
modes os e o abade de Tagilde e e e que somen e conhece onze concelhos onde
alguns abalhos se ize am na sequência dessa p o idência go e namen al10. Nos
Aço es, a ob a Anais do Município das Lajes das Flo es, iniciada po João Augus o da
Sil ei a e con inuada pelo ne o homónimo, é um exemplo desse ipo de abalhos11.
O p óp io Oli ei a Ma ins, no p e ácio e e ido, ci ou a p opósi o a ob a do pad e
An ónio de Macedo e Sil a, Annaes do municipio de Sanc -Yago de Cassem desde emo as
e as a é ao anno de 1853 (1866), como exemplo de uma publicação p oduzida na
sequência dessa medida do go e no.
Também na Uni e sidade de Coimb a o p o esso José F ede ico La anjo
p opunha aos seus alunos que izessem a his ó ia dos concelhos, segundo um
esquema que con empla a capí ulos sob e as o igens e o desen ol imen o,
a população, as indús ias, a Mise icó dia, con a ias e es abelecimen os de
bene icência, as associações e as ins i uições de c édi o12. Daí esul a am pelo
menos duas monog a ias publicadas, uma sob e o concelho de Se pa (José Ma ia da
G aça A eixo, 1884) e ou a sob e Mesão-F io (Ál a o Ma ia de Fo nelos, 1886).
Tudo se oi conjugando pa a uma ideia de monog a ia local que ipicamen e de ia
engloba os múl iplos aspe os opog á icos, geog á icos, his ó icos, a queológicos,
económicos, a ís icos e cul u ais que pe mi iam aça um pano ama do e i ó io
e da ida da sua gen e. A mando Malhei o da Sil a ala de “monog a ia de ipo-
con empo âneo”, ca ac e izada pela di e sidade das abo dagens em oco, mas
ambém pelo “amo da e a e a apologia das suas i udes”13. As ob as mais bem
conseguidas não dispensa am, na u almen e, a consul a de a qui os e a ecolha de
B aga, nº. 94-95, 1991/92, p. 60.
10 Ci . Augus o San os Sil a – Os luga es is os de den o: es udos e es udiosos locais do século XIX po uguês.
Re is a Lusi ana (No a sé ie). 13-14, 1995, p. 70.
11 Ma ia Isabel João - Região, Nação e His o iog a ia Local: O caso dos Aço es. Sé gio Campos Ma os e Ma ia
Isabel João (o gs.), His o iog a ia e memó ias (Séculos XIX e XXI). Lisboa: Cen o de His ó ia da FLUL/CEMRI
da UAb, 2012, p. 81.
12 Ci . P. M. La anjo Coelho – Van agens do es udo das monog a ias locais pa a o conhecimen o da his ó ia ge al po uguesa.
Coimb a: Imp ensa da Uni e sidade, 1926, p. 15.
13 A mando da Sil a – O Minho nas Monog a ias (sécs. XIX-XX)…, p. 30.

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lisbon his o ical s udies | his o iog aphica
documen os pa a unda as suas na a i as, no que à his ó ia dizia espei o.
Nes e âmbi o dos es udos egionais oi ocen is as e do seu p og esso nas
úl imas décadas do século, não se pode esquece os abalhos de ca ác e e nog á ico
que en ão i e am uma conside á el expansão e ie am a in e liga -se es ei amen e
com a his ó ia. Podemos emon a ao in e esse omân ico pelo es udo das adições
e cos umes dos po os que o am, pos e io men e, desen ol idos no âmbi o das
concepções sociológicas posi i is as, com des aque pa a a ob a de Teó ilo B aga
(1843-1924) sob e O po o po uguês nos seus cos umes, c enças e adições (2 ols., 1885).
No domínio da his ó ia da li e a u a o am publicadas ecolhas e es udos sob e
o cancionei o popula e os con os adicionais po ugueses que esul a am de
pesquisas ei as em di e sas egiões do país. Em Lisboa, es a linha de in es igação
e nog á ica i ia a e um g ande desen ol imen o com Adol o Coelho (1847-
1919) e, sob e udo, J. Lei e de Vasconcelos (1858-1941), e no no e do país com o
g upo que se euniu em o no da publicação de Po ugalia: ma e iaes pa a o es udo do
po o po uguez, Rica do Se e o, (1869-1940), Rocha Peixo o (1866-1909) e A u da
Fonseca Ca doso (1865-1912), en e ou os.
A e e ência aos aspec os e nog á icos não e a uma absolu a no idade nos
es udos egionais e locais, mas ganhou um eno ado in e esse e p o undidade no
inal do século XIX. O e ei o conjugado do desen ol imen o des as á eas do sabe
e das endências cul u ais da época, neo- omân icas e nacionalis as, conjugou-se
pa a que as ge ações inissecula es iessem en iquece os es udos em domínios
como a e nog a ia, a an opologia, a ilologia, a a queologia e a his ó ia. Os u os
b o a am já no século XX. Não são ambém alheios, é cla o, ao desen ol imen o
sociocul u al do país, com o len o c escimen o das classes médias, o p og esso da
educação, a expansão da imp ensa egional e local e dos meios ma e iais suscep í eis
de con ibui pa a que osse possí el p oduzi e publica os abalhos ealizados.
Os es udiosos locais e am mui as ezes pad es, alguns bacha éis e
au odidac as locais, p o esso es, ad ogados, médicos, uncioná ios públicos, que
aziam pa e do es i o cí culo dos no á eis das e as. Nalgumas cidades inha
sido possí el c ia associações e sociedades cul u ais com publicações pe iódicas,
onde iam dando à es ampa os es udos (Ins i u o de Coimb a, 1852; Sociedade
Ma ins Sa men o, Guima ães, 1881). As suas mo i ações são e iden es: o amo
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da e a, is o é, um pa io ismo local bem a eigado que os desa ia a esc e e a sua
his ó ia e memó ias; a ei indicação da impo ância e alo da egião ou localidade
no con ex o nacional, alo izando-se, inclusi e, a o ma como pa icipa am nos
g andes acon ecimen os da ida da nação ─ a es au ação, a lu a con a as in asões
ancesas, a e olução libe al, e c.; o lamen o em elação à incú ia dos go e nos
e dos se iços públicos e a eclamação de melho amen os indispensá eis pa a a
e a, o que não deixa de apa ece em in oduções e p e ácios ou, na imp ensa, a
p opósi o da ap esen ação das ob as. Os es udos egionais e locais con ibuem,
des e modo, pa a a cons ução de imaginá ios e iden idades, mas ambém pa a
legi ima ei indicações, p opos as polí icas e pode es de âmbi o in anacional.
Con inuidade e mudanças no século XX
A expansão dos es udos egionais e locais no século XIX jus i icou a
elabo ação de bibliog a ias sob e o ema. Assim, em 1900, pa a a exposição uni e sal
de Pa is, B i o A anha publica a p imei a bibliog a ia das ob as po uguesas que
podem se i pa a o es udo das cidades, ilas, monumen os, ins i uições, adições
e cos umes, e c., de Po ugal Con inen al, das Ilhas dos Aço es e da Madei a e
das Possessões Ul ama inas. Edua do da Rocha Dias con inuou esse abalho em
anos pos e io es (1903-06, 1908) e o uncioná io da Biblio eca Nacional, An ónio
Mesqui a de Figuei edo, ez um abalho mais comple o, em 1933. Con udo, ambos
se ci cunsc e e am ao e i ó io do con inen e po uguês na Eu opa. Ao ní el
local, dis inga-se a Biblio heca Aço iana, publicada pelo incansá el E nes o do Can o,
em 1890, onde se incluíam ob as nacionais e es angei as conce nen es às ilhas
dos Aço es.
Po ou o lado, su gem ambém as p imei as e lexões em o no das
me odologias e da o ganização, mais sis emá ica, dos es udos egionais e locais.
Manuel da Sil a, em 1913, na Re is a de His ó ia, ap esen a o Schema d’his o ia
local, numa linha de abo dagem que con empla a iados aspec os: a geologia, a
an opologia ísica e o es udo das populações, a a queologia, a e nog a ia, a legislação
e a adminis ação local, a es a ís ica, a ilologia, a li e a u a adicional, as memó ias
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e no ícias locais, os documen os e a qui os, e po im os monumen os e a a e. O
ideal que se pe segue é de es udos mui o ab angen es que pode íamos classi ica
de globais, não o a o ac o de se a a na e dade de es udos agmen á ios, onde
se coligem ma e iais de di e sa índole sem um quad o eó ico que pe mi a a sua
in eg ação em e mos comp eensi os.
Mais de uma década passada, em 1925, P. M. La anjo Coelho ap esen a num
cong esso luso-espanhol a sua análise sob e as Van agens do es udo das monog a ias locais
pa a o conhecimen o da his ó ia ge al po uguesa e incen i a os es udiosos a desen ol e em
es e ipo de in es igação. A p opósi o aça um o ei o b e e do desen ol imen o
desse géne o de abalhos em Po ugal e p opõe o seu p óp io plano que de e
ab ange “os ac os essenciais pa a o es udo de uma localidade nos seus aspec os
geo- ísico, his ó ico, económico e social.”14. Encon amos nele a mesma ambição
global, ago a com uma sis ema ização e um desen ol imen o mais elabo ado. A
geog a ia, a demog a ia, a e nog a ia, a a queologia e a his ó ia, nas suas á ias
dimensões económica, polí ico-adminis a i a, a ís ica e cul u al, combinam-se pa a
aça um quad o ge al das egiões e localidades. Em 1934, numas lições p o e idas
na Academia das Ciências, ol a ia ao mesmo assun o, mos ando inclusi e es a a
pa do que em F ança se azia nes e domínio15.
A p eocupação com a ecolha de in o mação pa a o conhecimen o mais
ap o undado da ealidade do país inha le ado o minis o das ob as públicas,
comé cio e indús ia, An ónio Al edo Ba jona de F ei as, a lança um concu so
anual de monog a ias das eguesias u ais, em 1909. O ela ó io em que o ap esen a
é explíci o quan o aos obje i os que o o ien am. T a a-se, a inal, de inicia o ão
necessá io inqué i o à ida económica e social da nação po uguesa a pa i da
unidade adminis a i a mais pequena e homogénea, com uma la ga adição his ó ica,
que é a eguesia u al. No mesmo ano, a uni e sidade de Coimb a con idou o
sociólogo Léon Poinsa d pa a p o e i con e ências sob e os mé odos de es udos
das pequenas comunidades en ão usados no âmbi o da ciência social em F ança.
Daí esul a ia uma publicação de di ulgação do chamado “mé odo monog á ico”
e uma ob a de L. Poinsa d, Le Po ugal Inconnu, edi ada no bole im da sociedade
14 Ob. Ci ., p. 17-20.
15 Monog a ias Locais na Li e a u a His ó ica Po uguesa. Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa, 1935.
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in e nacional de ciência social, em 191016. Se ia publicada a adução po uguesa
em 191217. A desc ição económica e a es a ís ica demog á ica já inham, desde a
segunda me ade do século XIX, impo ância nos es udos egionais e locais, mas a
abo dagem sociológica e, a a és dela, os p imei os passos de uma his ó ia social,
só no início do no o século começa am a se se iamen e conside ados nes e âmbi o.
Na óp ica da alo ização dos es udos egionais e locais, das p imei as
décadas do século XX, de e ainda e e i -se Fidelino Figuei edo que oi um dos
undado es da Sociedade Po uguesa de Es udos His ó icos (1914). Apesa de não
se um his o iado e os seus in e esses se em polimo os, salien ou a impo ância
dos es udos his ó icos locais, chamando a a enção pa a a necessidade de se em
publicados “ olumes de documen os dos a chi os publicos e pa icula es,
elabo ados odos de aco do com um plano p e iamen e es abelecido, quan o à
manei a de ex ac a , de g upa e de classi ica , de aze os índices, e c.”18. Ao
mesmo empo, opina que quando hou esse su icien es es udos locais se ia possí el
inclui nos p og amas do ensino p imá io a his ó ia da egião ou da cidade ou ila
da na u alidade em que a maio ia da população acaba po passa a sua ida. Fidelino
Figuei edo azia pa e de uma ge ação em que o nacionalismo se compagina a
com alo es egionalis as e municipalis as. Não e am is os como opos os ou
con li uan es, mas como pa e do p ocesso de cons ução de uma ideia da nação
que não podia exclui , na u almen e, as suas á ias componen es.
Ainda no campo da eo ia e da me odologia é impo an e des aca a p opos a
que o p o esso Ma cello Cae ano ez aos seus es udan es da cadei a de Di ei o
Adminis a i o pa a ealiza em Monog a ias sob e os Concelhos Po ugueses (Lisboa: 1935).
Cla amen e dominado pela p eocupação didá ica ap esen a ins uções p ecisas sob e
o modo como de e iam se elabo ados os abalhos pa a e em alo académico,
des acando “o mé odo e cla eza da exposição; a p obidade das a i mações; o esc úpulo
na documen ação.” (o i álico é do p óp io au o )19. O plano po meno izado que
16 Sep. Bulle in de la Soc. In . de Science Sociale, 74-75. Pa is: Bu eaux de la Science Sociale, 1910; 1º .: Paysans,
ma ins e mineu s; 2º .: L'indus ie, le comme ce e la ie publique.
17 Po ugal igno ado: es udo social, economico e polí ico seguido de um appendice ela i o aos ul imos acon ecimen os. Po o:
Magalhães & Moniz 1912.
18 Ci . A mando da Sil a – O Minho nas Monog a ias (sécs. XIX-XX)…, p. 34.
19 Ma cello Cae ano. Monog a ias sob e os concelhos po ugueses. Lisboa: Uni e sidade de Lisboa, Faculdade de
Di ei o, 1935, p. 3.
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