scieee Science in your language
[po] (orig)

A eficácia dos projectos especiais de urbanismo comercial: evidências de Braga

Abstract

Este artigo tem como objectivo analisar o processo de implementação dos programas públicos Procom e Urbcom na cidade de Braga. Estes programas foram concretizados no território através dos designados projectos especiais de urbanismo comercial, mecanismos peculiares no âmbito das intervenções de regeneração urbana das áreas comerciais em Portugal por disponibilizarem fundos integrados para a modernização dos estabelecimentos comerciais, reabilitação do espaço público e animação comercial. Para analisarmos a eficácia de ambos os projectos elaboramos 50 inquéritos a empresários que aderiram aos projectos e quatro entrevistas a stakeholders com conhecimento acerca dos mesmos. Concluímos que o processo de modernização dos estabelecimentos já estava em curso e ia efectuar-se mesmo sem a adesão aos projectos, tal como também já se encontrava a decorrer a reabilitação das ruas do centro da cidade, tendo a contribuição do Procom e Urbcom sido reduzida. As acções promocionais realizadas pela associação comercial foram efémeras e concentradas em poucos eixos comerciais, o que restringiu a sua capacidade de produzir impactos positivos. De forma geral, pelo que foi dito acima e porque não foram capazes de minimizar as ameaças externas, concluímos que ambos os projectos foram ineficazes na regeneração do tradicional centro de comércio da cidade de Braga.

Read accessible full text

A eficácia dos projectos especiais de urbanismo comercial: evidências de Braga

Author: Guimarães, Pedro Porfírio
Publisher: Universidade de Lisboa, Centro de Estudos Geográficos
Year: 2016
Source: https://repositorio.ulisboa.pt/bitstream/10451/35685/1/Guimar%c3%a3es%20Pedro_2016.pdf
Finis e a, LI, 102, 2016, pp. 47-64
doi: 10.18055/ inis7320
a igo
A EFICÁCIA DOS PROJECTOS ESPECIAIS DE
URBANISMO COMERCIAL.
EVIDÊNCIAS DE BRAGA
Ped o Guima ães1
RESUMO – es e a igo em como objec i o analisa o p ocesso de implemen ação dos
p og amas públicos P ocom e U bcom na cidade de B aga. es es p og amas o am conc e-
izados no e i ó io a a és dos designados p ojec os especiais de u banismo come cial,
mecanismos peculia es no âmbi o das in e enções de egene ação u bana das á eas come -
ciais em Po ugal po disponibiliza em undos in eg ados pa a a mode nização dos es abe-
lecimen os come ciais, eabili ação do espaço público e animação come cial. Pa a analisa -
mos a e icácia de ambos os p ojec os elabo amos 50 inqué i os a emp esá ios que ade i am
aos p ojec os e qua o en e is as a s akeholde s com conhecimen o ace ca dos mesmos.
Concluímos que o p ocesso de mode nização dos es abelecimen os já es a a em cu so e ia
e ec ua -se mesmo sem a adesão aos p ojec os, al como ambém já se encon a a a deco e
a eabili ação das uas do cen o da cidade, endo a con ibuição do P ocom e U bcom sido
eduzida. as acções p omocionais ealizadas pela associação come cial o am e éme as e
concen adas em poucos eixos come ciais, o que es ingiu a sua capacidade de p oduzi
impac os posi i os. De o ma ge al, pelo que oi di o acima e po que não o am capazes de
minimiza as ameaças ex e nas, concluímos que ambos os p ojec os o am ine icazes na
egene ação do adicional cen o de comé cio da cidade de B aga.
Pala as-cha e: B aga; P ocom; U bcom; p ojec os especiais de u banismo come cial;
egene ação u bana.
ABSTRACT – he e ec i eness o he special p ojec s o comme cial u ba-
nism. e idence om B aga. The aim o his a icle is o analyse he p ocess o implemen a-
ion o he public p og ammes P ocom and U bcom in he ci y o B aga. These p og ammes
we e implemen ed in he e i o y h ough he special p ojec s o comme cial u banism,
peculia mechanisms o he u ban egene a ion o comme cial a eas in Po ugal based on
in eg a ed unding o he mode niza ion o shops, he ehabili a ion o public space and com-
me cial anima ion. o analyse he e ec i eness o bo h p ojec s we conduc ed 50 su eys wi h
ecebido: agos o 2015. acei e: e e ei o 2016.
1 in es igado da Uni e sidade de Lisboa, ins i u o de Geog a ia e O denamen o do e i ó io, Cen o de es udos Geog á i-
cos, ua B anca edmée Ma ques, 1600-276, Lisboa, Po ugal. e-mail: ped oguima[email p o ec ed]
48
en ep eneu s and ou in e iews wi h ele an s akeholde s. Ou indings show ha he
mode niza ion o he ou le s was al eady unde way and i was going o be ca ied ou e en
wi hou adhe ing o he p ojec s. in a simila p ocess, he physical ehabili a ion o he own
cen e was al eady unde way. Thus, he ole o he P ocom and U bcom p ojec s was e y
limi ed. The p omo ional ac ions ca ied ou by he Chambe o Comme ce we e epheme al
and concen a ed in a limi ed numbe o comme cial s ee s, which es ic ed hei abili y o
p oduce posi i e impac s. O e all, due o his and he inabili y o minimize ex e nal h ea s
we conclude ha bo h p ojec s we e ine ec i e in he egene a ion o he ci y cen e o B aga.
Keywo ds: B aga; P ocom; U bcom; special p ojec s o comme cial u banism; u ban
egene a ion.
RESUME – L’e icaci é des p oje s spéciaux d’u banisme comme cial. Le cas
de B aga. Ce a icle anlyse le p ocessus de mise en œu e de p og ammes publics P ocom
e U bcom dans la ille de B aga. ils on é é éalisés à a e s des “P oje s spéciaux
d’U banisme Comme cial”, mécanismes qui, dans le cad e des in e en ions de enou elle-
men u bain des qua ie s comme ciaux au Po ugal, p ésen en la pa icula i é de ou ni
des onds à la ois pou la mode nisa ion des é ablissemen s comme ciaux, pou la éhabili-
a ion de l’espace public e pou l’anima ion comme ciale. a in d’analyse l’e icaci é des deux
p oje s, 50 enquê es on é é menées aup ès d’en ep eneu s ayan adhé é aux p oje s, ainsi
que 4 en e iens aup ès d’ac eu s ayan connaissance de ces p og ammes. Les ésul a s mon-
en que le p ocessus de mode nisa ion des é ablissemen s é ai déjà en cou s e qu’il allai
de ou e açon s’e ec ue même sans adhésion aux p oje s. De la même maniè e, la éhabili-
a ion des ues du cen e- ille é ai déjà en cou s. La con ibu ion des p oje s P ocom e
U bcom appa aî donc édui e. Les ac ions de p omo ion éalisées pa l’associa ion comme -
ciale on é é éphémè es e se son concen ées su un nomb e édui d’axes comme ciaux, ce
qui a diminué leu capaci é à p odui e des impac s posi i s. D’une maniè e géné ale, pou les
aisons men ionnées plus hau e pa leu incapaci é à minimise les menaces ex e nes, il
esso en conclusion que les deux p oje s on é é ine icaces dans la égéné a ion du cen e-
- ille de B aga.
Mo s clés: B aga; P ocom; U bcom; p oje s spéciaux d’u banisme comme cial; égéné-
a ion u baine.
i. in ODUÇÃO
ace à o e elação en e o comé cio e os cen os u banos, algumas ans o mações
naquele sec o p o oca am impac os signi ica i os na es u u a hie á quica dos cen os
de comé cio das cidades (Ba a a-salguei o & e kip, 2014; Cachinho, 2014). es as mudan-
ças acen ua am-se desde meados do século passado com o apa ecimen o de no os o -
ma os come ciais e a sua localização o a dos adicionais cen os de comé cio, o desen-
ol imen o de no as écnicas de enda e o ala gamen o dos ho á ios de uncionamen o,
colocando em causa a iabilidade e a i alidade dos cen os das cidades e do seu ecido
come cial (Balsas, 2007; ins one & obe s, 2006; Thomas & B omley, 2003). num p o-
Ped o Guima ães
49
cesso que pa ilha algumas semelhanças com o que se e i icou na maio ia dos países da
eu opa Ociden al, em Po ugal es as ans o mações deco e am um pouco mais a dia-
men e (Guima ães, 2013), endo ei o sen i -se de o ma mais incada já du an e as déca-
das de 1980 e 1990.
salien ando a impo ância do an igo cen o das cidades e do seu apa elho come cial,
o sec o público em eagido a a és de um conjun o de medidas que usualmen e se clas-
si ica como azendo pa e do planeamen o come cial, en endido como a egulação le ada
a cabo pelo Go e no sob e o sis ema come cial (Guy, 2007). em Po ugal, a pa da in o-
dução da ob iga o iedade da au o ização p é ia pa a os es abelecimen os e conjun os
come ciais de maio dimensão, des acam-se os p og amas de u banismo come cial, dis-
ponibilizando undos pa a a mode nização dos es abelecimen os come ciais, pa a a ea-
bili ação do espaço público das á eas in e encionadas e pa a a elabo ação de acções de
animação e p omoção come cial. Designados po P ocom e U bcom, o am conside a-
dos ele an es na egene ação de di e sos cen os de comé cio das cidades em Po ugal,
sob e udo pela disponibilidade inancei a e pela conside á el adesão de emp esas, câma-
as municipais e associações come ciais. nes e a igo amos analisa o p ocesso de imple-
men ação dos p ojec os P ocom e U bcom, execu ados na cidade de B aga no inal da
década de 1990 e década de 2000, espec i amen e. Pa a al, eco e emos ao concei o da
e icácia, al como desc i o no guia E alsed da Comissão eu opeia (2008), e i icando se
os objec i os o am a ingidos e se as soluções u ilizadas o am as adequadas. en endemos
que aqueles p ojec os se enquad am na de inição de egene ação u bana al como en en-
dida po obe s (2000: 17): comp ehensi e and in eg a ed ision and ac ion which leads
o he esolu ion o u ban p oblems and which seeks o b ing abou a las ing imp o emen
in he economic, physical, social and en i onmen al condi ion o an a ea ha has been sub-
jec o change. ambém i emos aludi ao concei o de eabili ação, nes e caso com um
ca ác e mais es ic o e pa a nos e e i mos às in e enções que apenas i e am como
objec i o a in e enção ísica no e i ó io.
embo a já exis am alguns es udos nacionais que dedica am alguma a enção aos p o-
g amas de u banismo come cial [Balsas, (1997, 1999, 2002); e nandes, e al., (2000);
e nandes, (2012)], nunca se p ocedeu a uma a aliação dos impac os que os seus p ojec-
os p o oca am nas á eas in e encionadas. apesa da especi icidade daqueles p og a-
mas, es a si uação não é exclusi a do con ex o nacional. ambém yle e al. (2013) e
indlay e spa ks (2009) econhece am que exis e uma lacuna de bibliog a ia que oque os
impac os dos á ios p ojec os de egene ação u bana. Des e modo, a pesquisa ealizada
pa a es e a igo p e endeu da um con ibu o pa a sup i aquela lacuna e pode se do
in e esse pa a dois conjun os de lei o es. Po um lado, pa a os in es igado es que se pos-
sam deb uça sob e as expe iências desen ol idas em Po ugal ou que encon em nos
casos de es udo desen ol idos nes e a igo um e lexo de expe iências desen ol idas em
ou os países. Po ou o lado, pa a os deciso es nacionais, ep esen an es de au a quias e
de associações come ciais e ou os s akeholde s. apesa des es p ojec os já e em e mi-
nado na década de 2000, de ac o alguns p og amas públicos com um ca iz p óximo
daqueles que analisamos nes e a igo con inuam a se implemen ados ac ualmen e. Des a
a e icácia dos p ojec os especiais de u banismo come cial. e idências de B aga
50
o ma, é possí el ap ende com a expe iência dos p ojec os já e minados e que analisa-
mos nes e a igo. ao assumi mos es a pos u a ap oximamo-nos de alexande (2006) que
de ende que o objec i o da a aliação ex-pos é ap ende a pa i da expe iência, na medida
em que as conclusões ob idas podem se lições ú eis pa a o u u o. ademais, G eene
(2009) ealça a impo ância do exe cício de a aliação como um mecanismo pa a in o -
ma os á ios s akeholde s se os p og amas pa a os quais con ibuí am consegui am a in-
gi os impac os desejados.
ii. O PLaneaMen O COMe CiaL
O planeamen o come cial é uma das e en es do planeamen o e i o ial. Con udo,
impo a dis ingui-lo do u banismo come cial, po ezes con undidos e u ilizados como
sinónimo. Com es e p opósi o u ilizamos a de inição de Mé enne-schoumake e B owe
(1988) que o conside ou como o campo do u banismo que se deb uça sob e o sec o
come cial, na busca das localizações mais adequadas, com os aspec os a qui ec ónicos e
uncionais, com os mecanismos de alo ização das unções de animação e cen alidade
do comé cio e com a de e minação de c i é ios pa a a a aliação da necessidade de espa-
ços come ciais. ainda que pos e io men e Cachinho (1992) enha ala gado aquela de i-
nição, conside amos que o planeamen o come cial en ol e ou as alências, ap oxi-
mando-o do concei o de Guy (2007: 1) que conside ou que o planeamen o come cial (…)
is usually desc ibed as a pa o he p ocess o go e nmen egula ion o he e ail sys em.
a es e p opósi o en endemos ha e um pa alelismo com a dis inção en e o denamen o
do e i ó io e o planeamen o al como e ec uada po e ão (2014). es e au o conside-
ou es e úl imo concei o como in eg ado do o denamen o do e i ó io e, simul anea-
men e, anscenden e. assim, po conside a mos que o u banismo come cial al como
en endido an e io men e é edu o , adop amos o concei o de planeamen o come cial
pela sua ab angência. Baseado no abalho dos au o es e e idos, Guima ães (2015) de i-
niu o planeamen o come cial como a egulação e ec uada sob e o sec o come cial onde
de e es a p esen e, di ec a ou indi ec amen e, a es a égia de desen ol imen o do sec o
come cial em de e minado con ex o nacional. não obs an e, o concei o de u banismo
come cial man ém a sua alidade e adequa-se às in e enções ealizadas no âmbi o do
P ocom e U bcom.
embo a ao longo das úl imas décadas enha so ido algumas a iações signi ica i as
(Da ies, 2004), já na década de 70 Dawson (1979) inha dis inguido duas abo dagens nas
polí icas come ciais que ainda se man êm ela i amen e inal e adas. a p imei a p ocu a
a e iciência do sec o , a a és da compe ição en e emp esas, excluindo aquelas que, num
quad o compe i i o, sejam menos capazes. a segunda oca a equidade, exige uma maio
pa icipação do sec o público, com o in ui o de pe mi i o abas ecimen o da o alidade
da população, independen emen e da sua localização. es as di e en es abo dagens não
deco em isoladamen e, o que le a a que num de e minado momen o os objec i os do
planeamen o come cial se assumam como con adi ó ios. De ac o, al como seip e
Ped o Guima ães
51
Voogd (1998, in Go e , e al., 2003) cons a a am, dois dis in os objec i os coexis em
simul aneamen e: po um lado, a p ocu a do c escimen o e eno ação come cial e, po
ou o lado, a manu enção da unção come cial do cen o da cidade. a plena conc e iza-
ção do p imei o objec i o implica uma maio des egulamen ação enquan o a ob enção
do segundo exige uma egulação mais o e.
ainda que omando em conside ação os dois objec i os e e idos e econhecendo as
an agens ine en es à mode nização do sec o , mas ambém a necessidade de abas ece a
o alidade da população (Da ies, 1995), na eu opa Ociden al, a opção po abo dagens
mais ou menos es i i as em a iado no empo e consoan e o país (Guy, 1998; Howe,
2003). embo a nunca assumindo posições ex emadas, de o ma ge al, es a a iação em
sido isí el em di e en es países, al como a Holanda (e e s, 2002; spie ings, 2006), G ã-
-B e anha (Guy, 2007), suécia ( anzén, 2004; Ka holm & nylund, 2011) e Dinama ca
(so ensen, 2004).
Conside ando os di e en es objec i os, em-se dado p e e ência a soluções in e mé-
dias, ainda que com a iações. Des e modo, em-se op ado po não es ingi o almen e
a mode nização do sec o come cial, a a és de no os o ma os e localizações e, simul a-
neamen e, êm-se in oduzido um conjun o de medidas de disc iminação posi i a do
an igo cen o das cidades e do seu apa elho come cial, sob e udo aquele cons i uído po
emp esas de meno dimensão (Guima ães, 2015). no p imei o caso des acam-se algu-
mas medidas e ins umen os, como a Lei Roye em ança (Colla, 2003), as polí icas PDV
e GDV na Holanda (spie ings, 2006) ou a polí ica do Town Cen e Fi s no eino Unido
(Guy, 2007). no caso das medidas de disc iminação posi i a pa a o cen o das cidades e
o seu comé cio, o des aque em sido dado às es u u as de own cen e managemen já
di undidas po um conjun o ala gado de países e, mais ecen emen e, os Business Imp o-
emen Dis ic si que, após o apa ecimen o na amé ica do no e, êm indo a adqui i
um papel de ele o, em especial no eino Unido.
iii. Ma e iaL e MÉ ODOs
Os p og amas de u banismo come cial execu ados em Po ugal enquad am-se no
conjun o de medidas de disc iminação posi i a dos cen os das cidades. a u ilização de
um caso de es udo pe mi iu ap o unda o conhecimen o ace ca do p ocesso de implan-
ação dos p ojec os especiais de u banismo come cial. escolhemos B aga po se uma
cidade ma cada pela ele ância do seu p incipal cen o. O p ojec o P ocom implemen-
ado nes a cidade, usualmen e apelidada po “capi al do comé cio”, oi um dos que ob e e
uma axa de adesão mais ele ada (DGae, 2010). Conside ando que na g ande maio ia
das cidades apenas se conc e izou um p ojec o de um dos dois p og amas de u banismo
come cial, B aga oi uma das poucas onde oi execu ado um p ojec o P ocom e um ou o
no âmbi o do U bcom (as es an es cidades em que al sucedeu são: Coimb a, Guima ães,
Lisboa e Pó oa de Va zim). assim, a escolha da cidade de B aga como caso de es udo
pe mi iu analisa os p ojec os dos dois p og amas.
a e icácia dos p ojec os especiais de u banismo come cial. e idências de B aga

52
a hipó ese de inida pa a es a in es igação pa e do a gumen o que os p ojec os
implan ados pe mi i am a mode nização dos es abelecimen os come ciais, a eabili ação
do espaço público da á ea de in e enção e a ealização de acções p omocionais, embo a
a e icácia de in e enção enha icado ci cunsc i a ao pe íodo de execução dos p ojec os.
adop amos o concei o de e icácia al como enquad ado pela Comissão eu opeia no Guia
E alsed ( ig. 1). ao con á io dos ou os concei os, a ab angência do concei o de e icácia
acili a a análise de odo o p ocesso de implemen ação dos p ojec os, desde a ase inicial,
onde se delimi am os p oblemas que se p e endem colma a , passando pelos inpu s e
ou pu s, onde se analisa o mon an e inancei o disponibilizado, as emp esas ade en es e
suas in e enções, a é à ase inal em que se analisam os impac os que os p ojec os p o o-
ca am na á ea in e encionada.
ig. 1 – esquema concep ual pa a a a aliação de p og amas.
Fig. 1 – Concep ual amewo k o p og ammes e alua ion.
on e: Comissão eu opeia (2008) (baseado)
Du an e Ma ço de 2014 o am ealizados 50 inqué i os a emp esá ios, cujos es abeleci-
men os ade i am ao P ocom e/ou U bcom. Como alguns emp esá ios pa icipa am nos
p ojec os com mais do que um es abelecimen o, es es inqué i os co espondem a 61 e 10
es abelecimen os ade en es ao P ocom e U bcom e a 36,1% e 52,6% do o al de es abeleci-
men os apoiados, espec i amen e. no caso da análise dos impac os da in e enção anali-
sada no quad o Vi, apenas nos i emos cen a no p ojec o P ocom po que somen e dois
emp esá ios ade en es ao U bcom consegui am da -nos in o mação ace ca dos impac os
que o p ojec o p o ocou no e i ó io. De o ma complemen a o am en e is ados qua o
esponsá eis das seguin es ins i uições: Di ecção-Ge al das ac i idades económicas
(DGae), enquan o en idade esponsá el pela ap o ação e moni o ização dos di e sos p o-
jec os implan ados a ní el nacional; Con ede ação do Comé cio e se iços de Po ugal
(CCP), na qualidade de es u u a ep esen a i a das associações come ciais a ní el nacio-
nal; associação Come cial de B aga; e Câma a Municipal de B aga. Pa e da in o mação
ecolhida des as en e is as oi colocada ao longo do ex o como ci ação, endo o nome do
en e is ado sido excluído pa a sal agua da a sua iden idade. es as ci ações dis inguem-se
das demais pela designação “en e is a”, sendo que o núme o a ibuído co esponde ao da
ins i uição ep esen ada pelo en e is ado al como ap esen ado no quad o i.
Ped o Guima ães
53
Quad o i – Lis a de en idades en e is adas e da a da sua ealização.
Table I – Lis o en i ies in e iewed and da e o he mee ing.
Nº da en e is a En idade Da a de ealização
1 Di ecção-Ge al das ac i idades económicas 10-12-2014
2 Con ede ação do Comé cio e se iços de Po ugal 26-06-2014
3 Câma a Municipal de B aga 20-03-2014
4 associação Come cial de B aga 04-04-2014
iV. O PLaneaMen O COMe CiaL eM PO UGaL
O planeamen o come cial em Po ugal ambém se em ca ac e izado pelas a iações
nas polí icas de con olo do sec o come cial ( e nandes & Chamusca, 2014). em pa e,
es a semelhança de e-se à ansposição pa a o con ex o nacional de algumas polí icas e
ins umen os implan ados em ou os países, pois, al como Pe ei a e al. (2002) assume,
algumas polí icas adop adas em Po ugal o am imi adas do modelo ancês, po in lu-
ência da Lei Roye e es an es diplomas legais. oi com base naquela lei que em 1989
su giu a p imei a medida mode na enquad á el no planeamen o come cial em Po ugal,
com a in odução da ob iga o iedade de au o ização p é ia pa a a implan ação de g an-
des supe ícies come ciais (Ba a a-salguei o, 1996). no en an o, pa a Ba a a-salguei o
(1995), po ia do ca ác e e éme o e da inexis ência de ligação en e a legislação que
egula a o comé cio e a que egula a o planeamen o do e i ó io, não se podia a i ma
ca ego icamen e que o planeamen o come cial enha exis ido em Po ugal a é meados da
década de 1990. es a opinião oi co obo ada po e nandes e al. (2000), pa a quem, no
início do no o milénio, não exis ia uma polí ica pa a o comé cio. al como em ou os
países da eu opa Ociden al (Da ies, 1995), a egulação dos ho á ios de uncionamen o
ambém oi u ilizada nes e pe íodo pa a con ola o sec o . em 1995, a in odução de
limi ações ao ho á io de uncionamen o das g andes supe ícies come ciais con ínuas
aos Domingos p e endeu disc imina nega i amen e aqueles es abelecimen os, limi-
ando o núme o de ho as em que podiam es a abe os. a in odução des as medidas
es i i as acaba po con a ia a endência en ão igen e no no e da eu opa. segundo
( e nandes, 1994:105) nos anos 80 e na p imei a me ade dos anos 90 (…) pene a no o de-
namen o a iloso ia libe al des egulamen ado a (no No e da Eu opa e no Reino Unido em
pa icula ) que con ibuiu pa a a p oli e ação de g andes unidades e complexos come ciais.
a pa da in odução des as medidas, o Go e no Po uguês desen ol eu um conjun o
de p og amas de apoio ao comé cio, sob e udo o de pequena dimensão, com o objec i o
de acili a a mode nização do ecido come cial mais an iquado que, de o ma mais acen-
uada, inha sen ido o impac o das no as o mas de comé cio e que inha pe dido uma
signi ica i a quo a de me cado. O p imei o p og ama oi o simc – sis ema de incen i os
à mode nização do comé cio – c iado em 1991 e cujo oco se cen ou em exclusi o na
in odução de p ocessos ino ado es nos es abelecimen os come ciais. em 1994, cons-
cien e de que a in e enção isolada não ha ia azido g andes bene ícios pa a a mode niza-
ção do apa elho come cial di o adicional, oi c iado um no o p og ama. Denominado
a e icácia dos p ojec os especiais de u banismo come cial. e idências de B aga
54
po P ocom – P og ama de apoio à mode nização do comé cio – a génese des e p o-
g ama es á no u banismo come cial p a icado em ança (en e is a 1). Pa a além dos
undos pa a a mode nização dos es abelecimen os come ciais, o am disponibilizadas
e bas pa a a eabili ação do espaço público e pa a a execução de um plano de p omoção
e animação come cial das á eas in e encionadas, dando o igem aos p ojec os especiais
de u banismo come cial e conc e izando des a o ma um no o modelo de egene ação
u bana que ca ac e izou a in e enção nas á eas adicionais de comé cio em Po ugal
du an e mais de uma década. O ca ác e in eg ado des a in e enção aplicada em Po -
ugal oi ainda acen uado ao aze depende as e bas disponí eis pa a a eabili ação do
espaço púbico e pa a as acções p omocionais do núme o de es abelecimen os ade en es
ao espec i o p ojec o. Com o igem em e bas eu opeias a a és do segundo Quad o
Comuni á io de apoio (QCa ii), es e p og ama despole ou g ande in e esse jun o dos
emp esá ios, das associações come ciais e das câma as municipais. Com o im do QCa
ii no inal da década de 1990, sen iu-se a necessidade de da sequência ao P ocom. assim,
anco ado no no o QCa (iii), em 2000 oi egulamen ado o U bcom – sis ema de incen-
i os a p ojec os de u banismo come cial. Os p incípios e ipologias de in e enção o am
semelhan es aos do p og ama que o p ecedeu. no en an o, a ibui-se ao U bcom uma
meno ele ância po e ido uma do ação o çamen al bas an e mais eduzida, o que
esul ou em axas de adesão mui o in e io es (en e is a 1).
De o ma ge al, a ní el nacional o am in es idos mais de 634 milhões de eu os no
P ocom (quad o ii), cuja maio a ia se de eu ao in es imen o ealizado pelas emp esas
ade en es, num o al de 8114 es abelecimen os in e encionados. O in es imen o na ea-
bili ação u bana ealizado pelas au a quias ascendeu a 86 milhões de eu os e as associa-
ções come ciais in es i am 28 milhões de eu os nas acções p omocionais. O incen i o
a ibuído a undo pe dido oi ce ca de 50% dos alo es in es idos, sendo supe io no caso
das associações come ciais po que o am es as que ica am enca egues de elabo a os
es udos que de am o igem aos di e en es p ojec os, designados po es udos globais.
Quad o ii – in es imen o ealizado em Po ugal no âmbi o dos p og amas P ocom e U bcom, em eu os.
Table II – In es men made in Po ugal unde he P ocom and U bcom p og ammes, in eu os.
In es imen o ealizado po ipo de ins i uição, em € P og ama To al
P ocom U bcom
emp esas 519 293 467 9 803 106 529 096 573
au a quias 86 880 763 1 344 116 88 224 879
associações come ciais 28 197 191 1 531 114 29 728 305
o al 634 371 421 12 678 336 647 049 757
on e: elabo ação p óp ia a pa i de dados da DGae (2010)
Du an e a igência do U bcom o alo in es ido oi signi ica i amen e in e io , po
ia da meno disponibilidade inancei a des e p og ama. apesa des a diminuição, o
Go e no en ou apoia o maio núme o possí el de p ojec os. Pa a al, baixou de o ma
Ped o Guima ães
55
cla a a pe cen agem do incen i o (pa a as emp esas), passando de um máximo de 66,6%
no P ocom pa a 45% no U bcom, o que le ou a que emp esá ios, associações come ciais
e au a quias i essem ido elu ância em ade i ao p og ama (en e is a 2). Consequen-
emen e, apenas 294 es abelecimen os ade i am a es e p og ama a ní el nacional, ace aos
8114 que ade i am ao P ocom.
De seguida i emos analisa o p ocesso de implemen ação dos p ojec os especiais de
u banismo come cial dos p og amas P ocom e U bcom na cidade de B aga e analisa
quais os impac os que p oduzi am.
V. CasO De es UDO: B aGa
a cidade de B aga é econhecida a ní el nacional pelo dinamismo do seu ecido
come cial, adop ando nas suas es a égias p omocionais a designação de “capi al do
comé cio” (Guima ães, 2014). É ainda ac ualmen e uma cidade ca ac e izada pela ele-
ância do seu cen o enquan o des ino de comé cio e laze , aspec o ainda mais ma cado
em meados da década de 1990, quando começou a se pensado o p ojec o P ocom.
naquele pe íodo, os p incipais p oblemas e am de ca iz in e no e es a am elacionados
com a an iguidade do apa elho come cial, que do espaço ísico, que das écnicas de
enda e ambém com a aca o mação p o issional dos abalhado es e emp esá ios do
sec o (Câma a Municipal de B aga, 1997).
a implan ação do P ocom, assim como o do U bcom ez-se na sua á ea cen al,
embo a o p imei o p ojec o i esse ab angido as p incipais uas come ciais da cidade.
inicialmen e compos a po no e uas, a á ea de in e enção oi ala gada pa a um o al de
22 uas, es ando as es an es eze ( ig. 2) incluídas na á ea de in e enção do U bcom.
na al u a da candida u a ao p ojec o P ocom, es a am a e i ica -se algumas al e ações
de ele o nes a cidade. no seguimen o da c iação em 1985 do Gabine e écnico Local e
em 1991 da Di isão de eno ação U bana, o cen o da cidade já es a a a se in e encio-
nado, limi ando um conjun o ala gado de uas à ci culação pedonal (en e is a 3).
oi ainda nes e pe íodo que an o a cidade de B aga como o seu apa elho come cial
conhece am algumas ans o mações impo an es. Uma ace isí el des a mudança oi o
apa ecimen o de um no o ecido come cial que su giu na consequência da expansão da
cidade que se e ec uou pela cons ução de no as u banizações, sob e udo a que se locali-
zou no Vale de Lamaçães. a cidade de B aga já possuía um conjun o signi ica i o de
cen os come ciais, ainda que ossem na sua maio ia condomínios come ciais sem ges ão
p o issional e localizados em g ande núme o no cen o da cidade, plenamen e enquad a-
dos na malha u bana (Guima ães, 2015). no inal da década es a si uação al e a-se com a
inaugu ação dos cen os come ciais Minho Cen e , em 1997, e do B agaPa que, em 1999,
ambos com uma localização pe i é ica ace ao cen o da cidade. Po úl imo, des aca-se a
inaugu ação da au o-es ada nº 3 que pe mi iu a ápida ligação en e as cidades do Po o
e B aga no inal da década de 1990, o que ez com que o ecido come cial de maio
dimensão exis en e no Po o se o nasse uma ameaça supe io pa a o exis en e em B aga
a e icácia dos p ojec os especiais de u banismo come cial. e idências de B aga
62
ec os como a inaugu ação da ligação B aga-Po o a a és da au o-es ada colocou o
comé cio do cen o da cidade sob maio conco ência.
não obs an e, al como ansmi ido em di e sas euniões sob e a emá ica e desc i o
po um dos en e is ados (en e is a 2), es e p ojec o semp e e e associada uma imagem
de sucesso, cuja explicação se de e a di e en es mo i os. em p imei o luga , po que englo-
bou um g ande núme o de emp esas. no en an o, al como analisamos, em pa e dos casos
a pa icipação no p ojec o não oi essencial pa a a sua mode nização. em segundo luga ,
po que oi in es ido um alo a ul ado pelas emp esas, ainda que, al como cons a amos no
quad o iV, o in es imen o oi demasiado cen ado na eabili ação ísica dos es abelecimen-
os quando ou o ipo de in e enção ambém e a p emen e. em e cei o luga , po que lhe
o am a ibuídos mé i os de odo o p ocesso de eabili ação do cen o da cidade, quando na
ealidade apenas uma p aça e uma ua o am in e encionadas com undos do P ocom. Po
úl imo, po que aquando da execução des e p ojec o a conco ência de ou as cen alidades
come ciais ainda es a a numa ase inicial e es a á ea ainda e a o p incipal des ino come cial
da cidade, si uação que se al e ou com a abe u a de cen os come ciais B agaPa que e
Minho Cen e , com a expansão u bana de B aga e com a maio acessibilidade ao ecido
come cial de maio dimensão que exis ia na cidade do Po o.
De o ma ge al, a adesão ao P ocom e ao U bcom pa ece e cump ido com a neces-
sidade da associação come cial e da au a quia em in e i naquela que é a á ea cen al da
cidade. no en an o, a pos u a adop ada oi de me a esis ência in e na ace às al e ações
no sec o come cial, não le ando em conside ação a na u al e olução da á ea. a es e
p opósi o impo a e e i que es a esis ência apenas se des inou aos emp esá ios cujas
emp esas já inham alguma dimensão e cuja i alidade inancei a pe mi iu aze ace à
exigência de capi ais p óp ios, um dos equisi os pa a pa icipação nos p ojec os. Des a
o ma, o desenho dos p og amas de u banismo come cial excluiu as emp esas mais debi-
li adas inancei amen e e cujos p op ie á ios ap esen a am maio oposição à mudança
po que mesmo ha endo um inanciamen o signi ica i o a undo pe dido, di icilmen e
consegui iam aze ace ao in es imen o inicial.
e omando o concei o de e icácia, concluímos que ambos os p ojec os não o am
e icazes po que não consegui am e o ça a cen alidade come cial da á ea ace às amea-
ças ex e nas que en e an o o am su gindo e po que g ande pa e do in es imen o que
acabou po se inanciado pelos p ojec os já o ia se pelo sec o p i ado. De ac o, pode á
e acele ado o p ocesso de mode nização do apa elho come cial e a é e omen ado
alguns ac éscimos na in e enção ealizada mas não desencadeou es es p ocessos nem
oi essencial pa a a sua execução.
em e mos de ecomendações de polí ica e conside ando que p og amas semelhan-
es ainda es ão em igo em 2016, de em se ponde ados quais os eais des ina á ios dos
p og amas. en endendo que em úl imo caso es a é uma decisão de ca iz polí ico, icou
cla o que caso se p e enda a mode nização de odo o sec o come cial, incluindo aqueles
apelidados como “his ó icos”, e não apenas os es abelecimen os come ciais que já e ão
alguma capacidade de se mode niza , no os ins umen os e ão de se aplicados. num
p ocesso elacionado com a du ação dos impac os, ecomenda-se a in odução de ins u-
men os mais dinâmicos e pe manen es como as es u u as de ges ão de cen os u banos
Ped o Guima ães

63
que, de o ma mais ágil e ápida consigam acompanha a dinâmica u bana e de cons an e
mudança que ca ac e iza as cidades. Caso con á io, al como oi possí el ap ende com
es es p og amas, quando se e mina um p ojec o, já exis e necessidade de execu a um
no o pa a aze ace aos desa ios que en e an o apa ece am.
aG aDeCiMen Os
a pesquisa pa a es e a igo oi desen ol ida no âmbi o de uma Bolsa de Dou o amen o inanciada
pela undação pa a a Ciência e a ecnologia com a e e ência s H/BD/69355/2010. ica um ag ade-
cimen o à P o esso a e esa Ba a a-salguei o pela o ien ação des e dou o amen o.
O au o ag adece à equipa edi o ial da inis e a e aos e iso es os comen á ios e ec uados.
e e ênCias BiBLiOG Á iCas
alexande , e. (2006). e olu ion and s a us: whe e is
planning-e alua ion oday and how did i ge
he e?. in alexande , e. (ed.), E alua ion in Plan-
ning – e olu ion and p ospec s (pp. 3-16). ingla-
e a: ashga e.
associação Come cial de B aga (aCB) (1995). U ba-
nismo come cial – p ojec os especiais – acções de
e i alização do comé cio no cen o his ó ico de
B aga. B aga: associação come cial de B aga.
associação Come cial de B aga (aCB) (n.d.). Ficha éc-
nica de candida u a a p ojec o especial. B aga:
associação come cial de B aga.
Balsas, C. (2007). Ci y cen e e i aliza ion in Po ugal:
a s udy o Lisbon and Po o. Jou nal o U ban
Design, 12 (2), 231-259.
Balsas, C. (2002). U banismo come cial e pa ce ias pú -
blico-p i adas. Lisboa: Obse a ó io do comé cio.
Balsas, C. (1999). U banismo come cial em Po ugal e a
e i alização do cen o das cidades. Lisboa: GePe.
Balsas, C. (1997). e ail planning in Po ugal: an ins u-
men o u ban planning. in ahe n, J. & Machado,
J. (eds.), En i onmen al challenges in an expanding
u ban wo ld and he Role o Eme ging In o ma ion
Technologies (pp. 37-48). Lisboa: CniG.
Ba a a-salguei o, . (1996). Do comé cio à dis ibuição –
o ei o de uma mudança. Oei as: Cel a edi o es.
Ba a a-salguei o, . (1995). e ail planning in Po ugal. in
Da ies, . (ed.), Re ail planning policies in Wes e n
Eu ope (pp. 182-199). Lond es: ou ledge.
Ba a a-salguei o, . & e kip, . (2014). e ail planning
and u ban esilience - an in oduc ion o he spe-
cial issue. Ci ies, 36, 107-111.
Bússola (2005). Es udo global U bcom B aga. B aga:
Bússola.
Cachinho, H. (2014). Consume scapes and he esil-
ience assessmen o u ban e ail sys ems. Ci ies,
36, 131-144.
Cachinho, H. (1992). L’u banisme come cial: un ins u-
men au se isse de l’amenagemen des ac i i és
comme ciales. in Ba a a-salguei o, . (ed.),
Re ailing, Public Policy and U ban Re ail Plan-
ning (247-260). Lisboa: GeCiC.
Câma a municipal de B aga (1997). Candida u a da Câma a
Municipal de B aga ao p ojec o de u banismo come -
cial de B aga. B aga: Câma a munici pal de B aga.
Colla, e. (2003). ance. in Howe, s. (ed.), Re ailing in
he Eu opean Union: s uc u es, compe i ion and
pe o mance (pp. 23-55). Lond es: ou ledge.
Comissão eu opeia (2008). EVALSED: The esou ce o
he e alua ion o Socio-Economic De elopmen .
Luxembou g: O ice o O icial Publica ions o
he eu opean Communi ies.
Da ies, . (2004). Planning policy o e ailing. in eynolds,
J., Cu hbe son, C. (eds.), Re ail S a egy, he iew
om he b idge (pp. 78-95). eino Unido: else ie .
Da ies, . (1995). P e ace. in Da ies, . (ed.), Re ail
Planning Policies in Wes e n Eu ope (pp. xiii-xx).
Lond es: ou ledge.
Dawson, J. (1979). The ma ke ing en i onmen . Lond es:
C oom Helm.
DGae (2010). Dinamização económica dos cen os his-
ó icos. Lisboa: DGae.
e e s, D. (2002). The ise (and all?) o na ional e ail
planning. Tijdsch i oo Economische en Sociale
Geog a ie, 93, 107-113.
e nandes, J. (2012). Os p ojec os de u banismo come -
cial e a e i alização do cen o da cidade. Re is a
Memó ia em Rede, 2 (6), 76-89.
a e icácia dos p ojec os especiais de u banismo come cial. e idências de B aga
64
e nandes, J. (1994). U banismo Come cial – a expe-
iência po uguesa. e is a da Faculdade de
Le as, I sé ie, X/Xi, 105-125.
e nandes, J. & Chamusca, P. (2014). U ban policies,
planning and e ail esilience. Ci ies, 36, 170-177.
e nandes, J., Cachinho, H. & ibei o, C. (2000).
Comé cio adicional em con ex o u bano – dinâ-
micas de mode nização e polí icas públicas. Po o:
GeDes-UP.
e ão, J. (2014). O o denamen o do e i ó io como
polí ica pública (2ª edição). Lisboa: undação
Calous e Gulbenkian.
indlay, a. & spa ks, L. (2009). Li e a u e Re iew: Poli-
cies Adop ed o Suppo a Heal hy Re ail Sec o
and Re ail Led Regene a ion and he Impac o
Re ail on he Regene a ion o Town Cen es and
Local High S ee s. edimbu go: sco ish Go e n-
men .
anzén, M. (2004). e ailing in he swedish Ci y: The
mo e owa ds he ou ski s. in anzén, M. &
Halleux, J. (eds.), Eu opean Ci ies Dynamics –
Insigh s on Ou ski s (pp. 93-112). B uxelas:
eu opean science ounda ion.
Go e , C., nijkamp, P. & Klame , P. (2003). The a ac-
ion o ce o ou -o - own shopping malls: a case
s udy on he un- un shopping in he ne he -
lands. Tijdsc i oo Economische en Sociale Geo-
g a ie, 94 (2), 219-229.
G eene, . (2009). assessing he impac o policy in e -
en ions: he in luence o e alua ion me hodol-
ogy. En i onmen and Planning C: Go e nmen
and Policy, 27, 216-29.
Guima ães, P. (2015). O planeamen o come cial em Po -
ugal, os p ojec os especiais de u banismo come -
cial. Disse ação de dou o amen o em geog a ia.
Lisboa: Uni e sidade de Lisboa.
Guima ães, P. (2014). The p ospec i e impac o new
shopping cen es on he e ail s uc u e o B aga.
Bulle in o Geog aphy. Socio-economic Se ies, 25,
167-180.
Guima ães, P. (2013). The ools o ci y cen e e i aliza-
ion in Po ugal. Jou nal o Place Managemen
and De elopmen , 6 (1), 52-66.
Guy, C. (2007). Planning o e ail de elopmen , a c i ical
iew o he B i ish expe ience. Oxon: ou ledge.
Guy, C. (1998). Con olling new e ail spaces: The
imp ess o planning policies in Wes e n eu ope.
U ban S udies, 35 (5-6), 953-979.
Hall, . (2006). U ban Geog aphy (3ª edição). Oxon:
ou ledge.
Howe, s. (2003). Uni ed Kingdom. in Howe, s. (ed.),
Re ailing in he Eu opean Union: s uc u es, com-
pe i ion and pe o mance (pp. 155-187). Lond es:
ou ledge.
ins one, P. & obe s, G. (2006). P og ess in e ail led
egene a ion: implica ions o decision-make s.
Jou nal o Re ail and Leisu e P ope y, 5, 148-161.
Ka holm, M. & nylund, K. (2011). escala ing Con-
sump ion and spa ial Planning: no es on he
e olu ion o swedish e ail spaces. Eu opean
Planning S udies, 19 (6), 1043-1059.
Mé enne-schoumake , B. & B owe , a. (1988). Localisa-
ion du magasin, Guide p a ique. B uxelas:
Comi e Belge de la dis ibu ion.
Pe ei a, M., eixei a, J. a. & Biaggio, s. (2002). Regula-
ção do equipamen o come cial nos países da
União Eu opeia. Lisboa: Gabine e de es udos e
P ospec i a económica.
obe s, P. (2000). The e olu ion, de ini ion and pu -
pose o u ban egene a ion. in obe s, P. &
sykes, H. (eds.), U ban egene a ion – a hand-
book (pp. 9-36). eino Unido: sage publica ions.
so ensen, M. (2004). e ail De elopmen and Planning
Policy change in Denma k. Planning, P a ice &
Resea ch, 19, 219-231.
spie ings, B. (2006). The e u n o egula ion in he
shopping landscape? e lec ing on he pe sis en
powe o ci y cen e p ese a ion wi hin shi ing
e ail planning ideologies. Tijdsch i oo Econo-
mische en Sociale Geog a ie, 97, 602-609.
s ubbs, B., Wa naby, G. & Medway, D. (2002). Ma ke -
ing a he public/p i a e sec o in e ace; own
cen e managemen schemes in he sou h o
england. Ci ies, 19 (5), 317–326.
Thomas, C. & B omley, . (2003). e ail e i aliza ion
and small own cen es: he con ibu ion o
shopping linkages. Applied Geog aphy, 23, 47-71.
yle , P., Wa nock, C., P o ins, a. & Lanz, B. (2013).
Valuing he Bene i s o U ban egene a ion.
U ban S udies, 50 (1), 169-190.
i a Lei Roye oi um diploma legal implemen ado em ança, em 1973, com o objec i o de con ola a expansão dos es abele-
cimen os come ciais de maio dimensão, em especial os hipe me cados. as polí icas PDV e GDV são ins umen os do planeamen o
come cial Holandês que egulam a localização dos es abelecimen os come ciais. a polí ica do Town Cen e Fi s no eino Unido es á
elacionada com a limi ação da abe u a de es abelecimen os e conjun os come ciais na pe i e ia das cidades e com uma o ien ação
p ó-ac i a de de esa da i alidade e iabilidade do cen o das cidades. as es u u as de Town Cen e Managemen e Business Imp o e-
men Dis ic s desc i as nes e a igo são ins umen os que e lec em es a o ien ação.
Ped o Guima ães