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Anais Lei ienses – es udos & documen os – 3 [No emb o 2019]
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Anais Lei ienses – es udos & documen os – 3 [No emb o 2019]
NOVEMBRO DE 2019
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Comunicações ap esen adas
no Colóquio da Exposição
“Um Médico na G ande Gue a.
Fe nando da Sil a Co eia”,
ealizado a 22 de se emb o de 2018
em Caldas da Rainha
Coo denação de Joana Bea o Ribei o
[PH – Pa imónio His ó ico – G upo de Es udos]
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Anais Lei ienses – es udos & documen os – 3 [No emb o 2019]
Tí ulo: ANAIS LEIRIENSES – es udos & documen os – 3
Edi o : Ca los Fe nandes
Coo denado Cien í ico: Saul An ónio Gomes
(P o esso Associado com Ag egação do Depa amen o de His ó ia, A queologia
e A es da Faculdade de Le as da Uni e sidade de Coimb a)
Conselho Consul i o: C is ina Nob e, Isabel Xa ie , J. Ped o Ta a es, João
Boni ácio Se a, João Ped o Be na des, Luciano Coelho C is ino, Má io Rui
Simões Rod igues, Miguel Po ela, Ped o Redol e Rica do Cha e s d’Aze edo
Concepção e a anjo da capa: Gonçalo Fe nandes
Colecção: ANAIS LEIRIENSES – 3
© Ho a de Le , Unipessoal Lda.
U banização Vale da Cab i a
Rua D . A naldo Ca doso e Cunha, 37 - /c Esq.
2410-270 LEIRIA - PORTUGAL
e-mail: [email p o ec ed]
Tlm: 966739440
Re isão e coo denação edi o ial: Au o es e Ho a de le
Mon agem e concepção g á ica: Ho a de le
Imp essão: A ipol - www.a ipol.ne
1.ª edição: No emb o 2019
Edição 1019/19
Depósi o Legal: 454238/19
ISSN: 2184-4135
Rese ados odos os di ei os de aco do com a legislação em igo .
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Anais Lei ienses – es udos & documen os – 3 [No emb o 2019]
Vi ências da amília Rel as na "G ande
Gue a": en e negócios, a e e a polí ica
José Raimundo No as*
Nuno P a es**
* Licenciado em His ó ia e Mes e em His ó ia de A e pela Faculdade de Le as da Uni e sidade de
Coimb a (FLUC). In es igado in eg ado do CH-ULisboa. Es udan e de dou o amen o em His ó ia
(PIUDHis ) e a ualmen e Bolsei o da FCT (SFRH/BD/132222/2017, inanciada po undos eu opeus
do FSE e po undos do MCTES), com p oje o biog á ico sob e José Rel as. Colabo ado do Cen o
de In es igação T ansdisciplina "Cul u a, Espaço e Memó ia" (CITCEM) e do Cen o de In es igação
P o esso Dou o Joaquim Ve íssimo Se ão (CIJVS). Fo mado e p o esso nes as e nou as á eas
écnico e au o de á ios li os de his ó ia local e de uma o obiog a ia sob e José Relas. E-mail:
[email p o ec ed].
** Conse ado da Casa dos Pa udos - Museu de Alpia ça, desde 2011. Licenciado em His ó ia
(Va ian e de A queologia), e ambém em His ó ia, Va ian e de A queologia (Ramo de Fo mação
Educacional) pela FLUC, equen ou a licencia u a em His ó ia da A e, na mesma Uni e sidade.
Pós-g aduado em Museologia pela Uni e sidade de É o a e i ula do Cu so - In en á io do Pa imónio
Cul u al Ima e ial pela Uni e sidade Abe a. É ainda o mado na á ea e domínio da Didá ica da
His ó ia, pela Uni e sidade do Minho. Mes ando em Ges ão e Valo ização do Pa imónio Cul u al -
especialidade Pa imónio A ís ico e His ó ia da A e. P o esso de His ó ia, In es igado em His ó ia
Local e Regional e Museólogo. Tem colabo ado em algumas publicações, no âmbi o da sua á ea
académica e p o issional. Email: nuno.p a es@cm-alpia ca/[email p o ec ed]
À pa ida odos o conhecemos ou ou imos ala de José Rel as (1858-
1929) como o p oclamado da República. Po ém, no g ande público, a sua
biog a ia é um pouco desconhecida, pa a além desse ac o ou desse
epi enómeno, que icou c is alizado na nossa memó ia cole i a, desde os ban-
cos da escola.
José Rel as nasceu na Golegã no seio de uma amília de p op ie á ios
ag ícolas, sendo o pai Ca los Rel as (1838-1894), hoje mais conhecido pela
ligação à o og a ia, ambém, la ado , ca alei o au omáquico, in en o e jó-
quei. O seu a ô pa e no, José Fa inha Rel as (1791-1865), ixou-se na Golegã,
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no início do século XIX. Já po pa e da sua mãe, José Rel as es a a ligado
à a is oc acia libe al da Bei a. O a ô ma e no, Je ónimo de Aze edo (1805-
-1885), oi Go e nado Ci il de Viseu e ambém do Po o e ag aciado com os
í ulos Visconde e de Conde de Poden es. En e Viseu e Golegã, a sua mãe,
Ma ga ida de Aze edo Mendes Rel as (1837-1887), icou conhecida como
benemé i a, po suas ob as de ilan opia (MENDES, 1888). O assen o de
ba ismo do seu ilho, já publicado, in o ma que os seus pad inhos o am o a ô
pa e no e a a ô ma e na, Ma ia Libe a a da Cos a Mendes (1823-1906), Con-
dessa de Poden es (NORAS, 2009, pp. 18-19). Cons uímos um b e e ela o
biog á ico, e ap esen amos alguns documen os inédi os, co elacionados com
o pe íodo da G ande Gue a. São documen os que nos su p eendem e en u-
siasmam, como se abo dou nas comunicações do pe íodo da manhã.
José Rel as desde cedo mani es ou in e esse pelas a es, pelo
colecionismo e pelas an iguidades – b ic-à-b ac, na exp essão ancesa em
oga na época – como a es a uma o og a ia, do ace o da Casa dos Pa udos,
do seu gabine e de abalho, ainda no século XIX. Também causou su p esa
a a ibuição do í ulo hono í ico da O dem de Leopoldo, “po abalhos de apoio
à a queologia”, ainda com 29 anos de idade, ac o que con i mámos o icial-
men e jun o do go e no Belga e de que se gua da, no AHCP, a ca a do í ulo.
T a a-se da única hono i icência de que há egis o José Rel as e acei ado.
1 – José Rel as no seu gabine e de abalho
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Em nosso en ende , es e
econhecimen o de e es-
a associado à colabo a-
ção, com o pai, no Álbum
de Pho o ypias da Expo-
sição Re ospec i a de
A e O namen al (REL-
VAS, 1882, pp. 1-6), cuja
in odução oi um dos p i-
mei os ex os que José
Rel as publicou. Do mes-
mo modo, com adian e se
demons a á, já inha in-
e esse nos me cados de
a e e de an iguidades.
Não obs an e o gos-
o pela a e, la u sensu, a
pa i de 1882, e José Rel-
as assume-se como ges-
o ag ícola, an o da
“Casa Rel as” dos seus
pais, como, po ezes,
agindo em con ex o da a-
mília ala gada dos Mendes, g andes p op ie á ios, em e enos ús icos e u -
banos nas Bei as. Aliás, no âmbi o da amília ala gada, é mui o in e essan e,
mas pouco abo dada, a ligação do jo em Rel as com o “Tio Chico”, F ancis-
co An ónio da Sil a Mendes (1827-1898), o qual eio a ade i no inal da sua
ida ao Republicanismo (a “uma República pla ónica”) endo in luência na
isão do mundo do seu sob inho (PAZ, 2013, p. 106; AHCP, cx.29). José
Rel as con inua á a a i idade de la ado eo ganizando a p odução ag ícola
dos seus e enos do azei e e dos ce eais pa a o inho, onde ob ém sucesso
e econhecimen o, no século XIX.
Na sequência da ecupe ação de legislação inícola p o ecionis a pa a
a egião do Dou o, pelo úl imo go e no de João F anco (1855-1929), José
Rel as ade iu ao Pa ido Republicano Po uguês, em 1907. Ao mesmo em-
po, mobilizou, pa a essa causa, os seus co eligioná ios do mo imen o
associa i o ag á io do Riba ejo. (SERRA, 2008, p. 10, p. 65). Elei o memb o
2 – Ca a de í ulo da o dem de Leopoldo
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do Di e ó io em 1909, de endeu a necessidade de implemen a a República,
pela ia e olucioná ia. Nessa qualidade, o ganizou o núcleo ci il du an e a
Re olução de 1910 e e -lhe-á cabido a p imazia de inicia os discu sos de
p oclamação da República, a 5 de ou ub o. No go e no p o isó io, ocupou a
pas a das inanças, emá ica que aqui não i emos abo da .
Ainda como “conspi ado con empla i o”, azendo uso da exp essão do
p o esso Boni ácio Se a, oi p o agonis a de uma missão epublicana, em F ança
e na Ingla e a, cen os de decisão eu opeus, jun amen e com Magalhães Lima
(1850-1928) e com Al es da Veiga (1848-1924). Po in e médio des e úl imo,
exilado em F ança, e com apoio dos con ac os na Maçona ia eu opeia de Ma-
galhães Lima, con ac ou os go e nos ancês e inglês sob e a possí el e ol a
epublicana em Po ugal, bem como a imp ensa eu opeia e os me cados inan-
cei os, no sen ido de ga an i dos comp omissos in e nacionais po pa e de um
u u o go e no epublicano. (RELVAS, 1977, ol. I, p. 79-86).
Ainda du an e o seu manda o, no Go e no P o isó io, oi ambém elei o
depu ado à Assembleia Cons i uin e, po Viseu, e, na sequência da dissolu-
ção da câma a pa lamen a , i ia a se elei o pa a o Senado. No en an o, o
p esiden e do p imei o go e no cons i ucional, João Chagas (1863-1925), con-
ida-o pa a assumi unções diplomá icas em Mad id, si uação que acei ou
depois de a ponde a e de ob e au o ização especial do Senado, pa a o
e ei o (RELVAS, 1977, ol. II, p. 36). Em Mad id, p ocu a a i ma poli icamen-
e o no o egime, ga an i os comp omissos in e nacionais de Po ugal e a
sua in eg idade e i o ial, ob endo comp omisso o mal do go e no espanhol
ace ca do es a u o dos exilados polí icos e medidas con a as incu sões
moná quicas p o agonizadas po Pai a Coucei o. P ocu ou o comp omisso
pa a que o ganizassem “depósi os de emig ados polí icos” nou as zonas de
Espanha, de modo a a as á-los da on ei a. Conside a ia ambém que mui os
dos emig ados se iam po ezes enganados pelos seus che es, icando depois
nesse país izinho numa si uação de misé ia. Des e modo, Rel as ganha am-
bém ca isma, po não e ecusado qualque ipo de apoio diplomá ico com base
na ideologia dos que lhe pediam auxílio, bem como, a í ulo pessoal, e p es a-
do auxílio, po ezes económico, a á ios po ugueses em Espanha.1
Po ou o lado, a co espondência e os documen os diplomá icos, à gua -
da do AHCP, êm egis o de uma “con a sec e a” e de “a i idades de igilân-
1 Veja-se, a í ulo de exemplo, o caso da mala de Júlio do Rego Ba e o da Fonseca Magalhães (?-?),
Conde de A mil em “Ca a de José Ma ia San ’iago P ezado a José Rel as”, Lisboa – MNE – Gabine-
e do Minis o, 9/01/1912, AHCP – cx. 371 – PT/AHCP/FR/JMR/C/01/371.
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cia”, es ando pa a o e ei o a e o à Legação Po uguesa, um agen e sec e o,
an igo polícia espanhol, José de Lapuen e Ama (?-?). Es e desen ol eu á-
ios ela ó ios sob e exilados po ugueses, en e os quais memb os da amília
eal, en e os quais o in an e D. A onso (1865-1920), conhecido jocosamen e
como o a eda, de ida a in e jeição usada ao conduzi o seu au omó el.
Lapuen e Ama ambém inspecionou as áb icas de a mas espanholas, no
sen ido de denuncia e p ocu a comp o a jun o do go e no a complacência
ou al a da a uação das o ças mili a es e polícias pe an e os conspi ado es.
(AMAT, 1912, AHCP, cx. 317; e BASTISA, 2017, p. 43-51).
Po ou o lado, ou os dois g andes es eios da a uação diplomá ica o-
am a pa icipação de a is as po ugueses, a con i e o icial, na g ande Expo-
sição Pin u a Espanhola de 1912 e a negociação do a ado come cial com o
Go e no de Mad id, que Rel as deixou em ase adian ada de p epa ação.
José Rel as man e e boas elações com o jo nalis a e polí ico espanhol Luis
Mo o e (1864-1913)2 e com o indus ial e polí ico i aliano Edua do Gi e i (1864-
-1940)3, os quais de ende am uma “união aduanei a” pa a o se o da co iça,
nos países do sul da Eu opa, e es a am p óximos de ce os se o es polí icos
e económicos, de enso es de um maio p oximidade aduanei a en e Po u-
gal, Espanha e I ália, um quase “zol e ein” dos países la inos4.
Em Agos o de 1914, José Rel as esc e e uma longa ca a a João Chagas:
“(…) A sua ca a eio e ela -me o mais comple o desconhecimen o de
odos os an eceden es da possí el ap oximação de Po ugal e Espanha, e
po an o a ausência de in o mações desde a en e is a que i e em Maio (…)
O momen o g a íssimo, que ameaça a Eu opa, pode ia se habilmen e
ap o ei ado pela nossa diplomacia. (…) Nas suas g andes linhas, e plano de
polí ica in e nacional, que me eceu comple a ap o ação do Gabine e de Lis-
boa (A onso Cos a) em Maio de 1913, consis ia na en en e com Espanha,
que inha de se apoiada pela Ingla e a, acompanhando a p epa ação da
en en e F anco-espanhola, endo uma e ou a como esul ado inal a aliança
dos países ociden ais. (…)”5
2 Ace ca de Luis Mo o e, polí ico e jo nalis a, eja-se: Juan Sisinio Pé ez Ga zón (1976). Luis Mo o e,
la p oblemá ica de un epublicano (1862 -1913). Mad id: Cas alia.
3 Sob e Edoa do Gi e i, indus ial, polí ico e economis a i aliano eja-se Domenico Da Empoli, “GIRETTI,
Edoa do” em Diziona io Biog a ico degli I aliani - Volume 56 (2001), disponí el em linha: h p://
www. eccani.i /enciclopedia/edoa do-gi e i_(Diziona io-Biog a ico)/ . [Consul ado em 24/08/2018].
4 Veja-se ambém “Ca a de Edoua do Gi e i a José Rel as, B iche asio (I ália), 12/01/1911 [Sob e a publi-
cação da con . A Ques ão Económica Po uguesa], AHCP, cx. cx. 370 – PT/AHCP/FR/JMR/C/01/370.
5 “Ca a de José Rel as a João Chagas”, Viseu, 2/Ago/1914 em Co espondência li e á ia e polí ica
de João Chagas, 1956/57, ol. II, pp. 207-208.
Vi ências da amília Rel as na "G ande Gue a": en e negócios, a e e a polí ica
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A en en e en e Po ugal e Espanha, combinada com a Ingla e a, que pudes-
se a ai a I ália não oi bem comp eendia po João Chagas. O en ão minis o
po uguês em Pa is, en e an os ou os, semp e ez eco do “pe igo espa-
nhol”, suspei ando de uma ambição de domínio polí ico do nosso país po
A onso XIII (1886-1941).
Enquan o José Rel as esc e eu a ca a, eclodiu a p imei a gue a mun-
dial e oi pe en ó io na sua lei u a dos acon ecimen os, uma gue a en e a
Sé ia, a Rússia e o Impé io Aus o-Húnga o equi ale ia a uma gue a
eu opeia, conside ação bas an e acu ilan e. Tenhamos em a enção que me-
ses an es, na imp ensa, Teó ilo B aga (1843-1924) ala a na impossibilidade
da gue a pela o e solida iedade dos mo imen os ope á ios que a boico a i-
am (RELVAS, e . al., 1987, pp. 23, 29). A posição Rel as é ansmi ida a João
Chagas depois de es e deixa as unções de diploma a em Mad id, com e ei-
os p á icos em janei o de 1914. De ac o, a e o ma da lei elei o al de 1913
impedia-o de ecebe o encimen o de diploma a enquan o osse senado ,
ecebe ia apenas o subsídio dessa unção. José Rel as conside ou a o ma
da comunicação do o ício deson osa e uma g a e desconside ação pelas
suas unções, não as e omando, mesmo após insis ência do no o Minis o
dos Negócios Es angei os, à época in e inamen e Be na dino Machado (1851-
-1944). No undo, a a a do episódio inal de um co olá io de con li os polí i-
cos, en e Rel as e o “g upo Democ á ico” do Pa ido Republicano Po uguês
(PD/PRP), com aízes no empo do Go e no P o isó io.
Uma en e is a de Teó ilo B aga, dada em ab il de 1913 ao jo nal “O
Dia”, puse a em causa a c edibilidade e a hono abilidade dos diploma as po -
ugueses, no chamado “inciden e dos diploma as”. Nesse ex o, Teó ilo con-
side a a Rel as “um pa o” (pa ão) e na a a que oi apenas po ambição
pessoal que alcança a a pas a da Finanças, em 1913 (RELVAS, e . al., 1987,
pp. 32-33). An e io men e, em "O Século", c i ica a odos os diploma as po -
ugueses, dizendo que “ninguém os pode ia le a a sé io”. Rel as, Chagas e
Manuel Teixei a Gomes (1860-1941) exigi am uma e a ação pública ou p o-
ponham a demissão em bloco, ne as a pa a a República. No Pa lamen o,
B aga desmen iu o que inha di o, sem o desmen i , dizendo que a sua opi-
nião cien í ica e a pela abolição do co po diplomá ico, o a mal in e p e ada e
que jo nalis a inha abusado da sua boa- é. O mal-es a pe du ou en e al-
guns diploma as “ elhos epublicanos” e o go e no dos “democ á icos”. A
eleição de Teó ilo B aga pa a P esiden e da República, em 1915, consolidou
um o al a as amen o dos ca gos polí icos, no sen ido de c iação de um “ á-
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igu a eminina es á ep esen ada de pe il, en-
cos ada ao que pode á se uma pa ede, sob e a
qual a luz de en e, azendo pa ece uma jane-
la, se p essen e no os o da mulhe que a olha.
Bem como, comp ada p ecisamen e no
pe íodo em que se iu como embaixado em
Espanha, a ob a de a e mais impo an e de oda
es a coleção é o e a o de Domenico Sca la i
(1685-1757) a ibuído a Domingo An ónio
Velasco (c. 1745 – c. 1780), o qual cons i ui o
único e a o do amoso músico i aliano.
O “Senho dos Pa udos”, enquan o embai-
xado de Po ugal em Mad id, adqui iu o e a o
de Domenico Sca la i a Ma iano He nando, de
Mad id, po 3250 pese as, em 19 janei o de 1913.
No In en a io dos Objec os d´A e exis-
en es nas Salas dos Pa udos, na p. 19, José
Rel as desc e e a pin u a da se-
guin e o ma: DOMINGO ANTÓNIO
DE VELASCO. Quad o a óleo, e-
a o de Domenico Sca la i, ce-
leb e composi o . Ves ido com o
aje sump uoso da época, em
elludo e sêdas bo dadas, com
endas nos punhos. Es e e a o
oi ei o em Mad id depois de
Sca la i e es ado na Cô e de
Po ugal e quando o celeb e
músico oi Mes e da P incesa
das As u ias. Fei o no seculo
XVIII, ce ca de 1730.
Em conclusão, gos a íamos
de sublinha que a Casa dos
Pa udos e a coleção que es a en-
ce a cons i uem um legado de José Rel as e da sua amília à comunidade
onde i e am e ao país que ajuda am a ans o ma .
8 – Na cisos, Sousa Lopes, Óleo
Sob e Tela, Inícios do século XX,
CPMA 84.622
9 – Domenico Sca la i, A . Domingo An ónio Velasco,
Óleo Sob e Tela, 1738/39 (XVIII), CPMA 84.413
Vi ências da amília Rel as na "G ande Gue a": en e negócios, a e e a polí ica
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Anais Lei ienses – es udos & documen os – 3 [No emb o 2019]
Fon es e e e ências bibliog á icas
A qui o Dis i al de San a ém (ANTT/ADSTR)
Regis o de bap ismo de José Rel as, egis o de bap ismo, ombo da Golegã 1858,
PT/ADSTR/PGLG02.01.0001
A qui o His ó ico da Casa dos Pa udos (AHCP), Fundo Família Rel as, Sub undo
“José Masca enhas Rel as”, PT/AHCP/FR/JMR
“Co espondência ecebida po José Rel as”, cx. 01 a cx. 57;
“Ca a de Edoua do Gi e i a José Rel as, B iche asio (I ália), 12/01/1911 [Sob e a
publicação da con . A Ques ão Económica Po uguesa], AHCP, cx. cx. 370 –
PT/AHCP/FR/JMR/C/01/370.
“Ca a de José Ma ia San ’iago P ezado a José Rel as”, Lisboa – MNE – Gabine e
do Minis o, 9/01/1912, AHCP – cx. 371 – PT/AHCP/FR/JMR/C-C/01/371.
“Ca a de José Rel as a Rami o Guedes”, Alpia ça, 20 de julho de 1914, AHCP, cx
cx. 372, PT/AHCP/FR/JMR/C/01/372.
[RELVAS, José ] “No as omadas pa a o caso de Ca los se subme ido a julgamen o,
em i ude da au oção ei a em Maio de 1916, em San a ém accusando-o de
an i-pa io a pelo ac o de e c i icado com ace ba, mas mui o jus amen e, os
ac os c iminosos do Go e no e do Pa ido Democ a ico, AHCP, cx. 400, PT/
AHCP/FR/JMR/C-D/01/400.
Imp ensa pe iódica consul ada
O Deba e, San a ém, 1907-1919
A Lu a, Lisboa, 1907-1911
O Mundo, Lisboa, 1907-1911
Bibliog a ia a i a de José Rel as:
RELVAS, José, (1880) – O Di ei o do Senho oi uma medida iscal da p op iedade,
Lisboa: Imp ensa Nacional, 1880 (BN e AHCP).
RELVAS, José, (1883) – “In odução” em Ca los Rel as e Augus o Filipe Simões
(e . al.) Exposição Re ospec i a De A e O namen al Em Lisboa: MDCCCLXXXII:
Album De Pho o ypias A Bene icio Da San a Casa Da Mise ico dia Da Gollegã,
Clichés de C. Rel as, Pho yp. De J. Leipold, Lisboa: O icina de J. Leipold, 1883,
pp. 1-6 [Tex o bilingue po uguês e ancês].
RELVAS, José (1977) – Memó ias Polí icas, p e ácio João Medina, in odução e
no as Ca los Fe ão, Lisboa: Te a Li e, 1977
RELVAS, José (e . al.), (1987) – Teó ilo B aga e os epublicanos: dossie pessoal
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Anais Lei ienses – es udos & documen os – 3 [No emb o 2019]
de José Rel as, in odução e no a de Ca los Consiglie i, Lisboa: Vega, col.
“Documen a his ó ica”, n.º 9.
RELVAS, José (e . al.) (1986) – Elemen os pa a a His ó ia da 1.ª República – A
Economia e acção de José Rel as, In odução, no as e selecção de ex os de
Ca los Consiglie i e Ma ília Abel Ho ácio Reigado, Alpia ça, Câma a Municipal
de Alpia ça, 1986.
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BATISTA Eng ossa, Vanessa So ia Ba is a, (2016) – “Uma Diplomacia Es a égica:
José Rel as em Mad id (1911-1913)”, ese de mes ado ap esen ada à FLUL.
NORAS, José Raimundo, (2009) – Fo obiog a ia de José Rel as, Lei ia: Imagens e
Le as.
PAZ, Lau inda San os (2013) – A qui os de Casas-Museu. O A qui o da Casa dos
Pa udos (I) e Con ibu os pa a iden i icação dos a qui os das casas-museus
(II). disse ação de Mes ado em Ciência da In o mação e da Documen ação
ap esen ada à Uni e sidade de É o a (UE), sob o ien ação de Paulo Guima ães,
É o a: UE, 2 ols.
SERRA, João Boni ácio (coo d.) (2008) José Rel as: o conspi ado con empla i o,
Assembleia da República
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Fon es o ais:
En e is a com Nuno P a es (Conse ado da Casa dos Pa udos) conduzida po
José Raimundo No as, a 12/Fe e ei o/2018.
Ag adecimen os
Em p imei o luga gos a ia de ag adece à o ganização des e colóquio a quem
saúdo, bem como ao D . Nuno P a es. Foi ele quem p imei amen e me chamou a
a enção pa a es es abalhos, possibili ando a ealização, em conjun o, des a co-
municação ago a e ida em a igo. Gos a ia ambém de ag adece à Fundação
pa a a Ciência e Tecnologia (FCT), uma ez que oi a bolsa de es udo a ibuída me
pe mi iu-m ealiza , a empo in ei o, in es igação nes e úl imo ano. Tendo-me ocado
essencialmen e na co espondência ecebida, na p odução esc i a e nos docu-
men os polí icos de José Rel as, consul ando e e e enciando ce ca de 14000 do-
cumen os de um espólio que se es ima em ce ca de 100000, à gua da do A qui o
His ó ico da Casa dos Pa udos | Museu de Alpia ça (AHCP).