Na egações
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Ensaios
Exce o onde especi icado di e en emen e, a ma é ia publicada nes e pe iódico é licenciada
sob o ma de uma licença C ea i e Commons - A ibuição 4.0 In e nacional.
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Edições po uguesas das ob as de Casimi o de Ab eu
Po uguese edi ions o Casimi o de Ab eu’s wo ks
Elsa PE Ei a
Uni e sidade de Lisboa
Resumo: Em 1856, com apenas dezasse e anos de idade, o esc i o b asilei o Casimi o de
Ab eu i mou em Lisboa um con a o de edição, cedendo ao edi o Fe nandes Lopes os di ei os
do d ama Camões e o Jau, bem como a eedição das poesias que p e endia le a à es ampa no
B asil. Após a mo e do poe a, sucede am-se em Po ugal as eedições d’ As P ima e as, não só
pela mão do imp esso lisboe a que assina a o con a o (1864, 1867), mas ambém po inicia i a
de ou os edi o es que, en e 1866 e 1948, publica am consecu i as edições ac escen adas
do li o. Os en ando a designação de “Ob as Comple as”, algumas des as edições passa am
a ado a , a pa i de 1871, uma no a disposição dos ex os, con o me p opos a po Joaquim
No be o, no olume da Ga nie que p e endeu euni a o alidade da p odução casimi iana.
Pala as-cha e: edições; di ei os; au o ; Casimi o; Ab eu.
Abs ac : In 1856, he 17-yea -old B azilian au ho Casimi o de Ab eu signed a publishing
con ac wi h he Po uguese publishe Fe nandes Lopes in Lisbon. This ag eemen assigned
publishing igh s o he d ama Camões e o Jau, as well as he epublica ion o Ab eu’s
poe y, which was in ended o be done in B azil. A e he poe ’s dea h, se e al edi ions o As
P ima e as we e p in ed in Po ugal, no only by he publishe ha signed he con ac (1864,
1867), bu also by o he book p in e s, who illegally published se e al augmen ed edi ions o
he book, be ween 1866 and 1948. Iden i ied as "Comple e Wo ks", some o hese edi ions ha e
adop ed a new disposi ion o he ex s, as p oposed by Joaquim No be o in he Ga nie ’s 1870
olume, which in ended o collec Casimi o de Ab eu’s ope a omnia.
Keywo ds: edi ions; Po ugal; copy igh ; Casimi o; Ab eu.
Filho de um come cian e po uguês na u al da p o-
íncia do Minho, o poe a omân ico Casimi o de Ab eu
(1839-1860) i eu em Po ugal, en e inais de 1853 e
meados de 1857, e aí con ac ou com o meio in elec ual,
compondo alguns dos seus poemas mais conhecidos.12
Numa das biog a ias publicadas sob e o au o , Nilo
B uzzi (1949, p. 82) diz-nos que o jo em b asilei o, ao
chega a Po ugal no dia 7 de dezemb o de 1853, azia
consigo uma ca a do po uguês José Feliciano de Cas ilho
(en ão a i e no Rio de Janei o), ecomendando-o
em Lisboa a An ónio José Fe nandes Lopes, um bem
sucedido edi o , com li a ia na Rua Áu ea e o icina
ipog á ica na T a essa da Vi ó ia, de onde odos os
anos saíam á ias ob as li e á ias,1 bem como alguns dos
1 Pa a uma lis a de alhada do seu ca álogo, d. A Illus ação Luso-
B azilei a, II, 48 (1858), p. 384.
2 Além da Sé ie III d’ O Pano ama (Lisboa: Typog aphia de A. J. F.
Lopes, 1852-1858) e d’ A Illus ação Luso-B azilei a (Lisboa: Typ.
do Pano ama, 1856-1859), es e edi o oi ambém esponsá el pelos
jo nais O Fu u o (Lisboa: União Typog a ica, 1858-1860) e A Discussão
pe iódicos da capi al.2 En e es es, ha e iam de con-
a -se dois semaná ios que acolhe am as p imei as
composições de Casimi o em Po ugal: O Pano ama
e A Illus ação Luso-B azilei a, cujo p oje o edi o ial
se o ien a a, an es de mais, pa a o me cado além-ma ,
onde Fe nandes Lopes dispunha de uma ede de dis i-
buido es,3 apoiados, no Rio de Janei o, po uma sucu sal
da li a ia, adminis ada pelo seu pa en e, An ónio
Alexand e Lopes do Cou o. Su p eenden emen e, no
en an o, Casimi o de Ab eu (que aí debu a a ao lado
de alguns nomes sonan es das le as po uguesas) aca-
ba ia po se o único au o b asilei o a colabo a de
ac o nas páginas des a e is a com p e ensões in e na-
cionais, o que e ela bem a con eniência desde logo
(Lisboa: Typog aphia Uni e sal, 1860), que acaba iam po se undi n’ A
Poli ica Libe al (Lisboa: Typog aphia do Fu u o, 1860-1862).
3 Como se pode le n’ A Illus ação Luso-B azilei a – I, 25 (1856), p. 200 –,
es a publicação dispunha no B asil de uma sé ie de dis ibuido-
es, sediados no Rio de Janei o, Pe nambuco, Baía, Ma anhão, Cea á
e Pa á.
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assumida pelo poe a, na es a égia come cial do edi o
luso.4
Assim se comp eende que, a 12 de julho de 1856,
quando Casimi o inha apenas publicado uma dúzia de
composições a ulsas,5 seja es e mesmo li ei o quem lhe
o e ece um con a o de edição, ex ensí el ao emb ioná io
olume de poesias que o jo em ambiciona a da a lume
na sua e a na al.
O documen o, gua dado no A qui o Nacional do Rio
de Janei o e já ansc i o po Luís No on, encon a-se
assinado po Casimi o de Ab eu, que a i ma:
Eu abaixo assignado decla o que con ac ei com
o Senho An onio José Fe nandes Lopes, Edi o ,
e p op ie a io, es abelecido com loja de li os na
ua Au ea nume o duzen os in e e se e, e duzen os
in e e oi o, a eimp essão dos meus e sos que se
hão de in i ula PRIMAVERAS dos quais já enho
algumas colligidas, e ou as que ou colligi no Rio
de Janei o, aonde enciono imp imi a p imei a edição
pa a p esen ea os meus amigos; e o di o Senho
Lopes pode á eimp imi an as edições quan as lhe
app ou e , po em com a condição de que só depois de
passados dois annos da da a d’aquella p imei a edicção,
que enciono publica no Rio: Ou o sim pode ambem
jun a nos eimp essos, que em de aze as poesias po
mim esc ip as, que em sido publicadas nos seus jo naes
li e a ios, o Pano ama, e a Illus ação Luso-B asilei a;
cujas me comp ou e pagou, e lhe pe encem; assim
como lhe ica pe encendo desde hoje pa a semp e a
minha scena d ama ica o iginal, in i ulada O Camões e
o Jáo que lhe endi a p op iedade, e nes a da a ecebi
o seu impo e. E po assim e mos con ac ado me
ob igo a não con ac a com ou a qualque pessoa,
a eimp essão des as duas ob as, nem eimp imilas
po minha con a, subgei andome á lei igen e des e,
e do meu paiz. Ou o sim o Sn . Lopes ob iga-se a
en ega em Lisboa a mim ou á minha o dem, cem
exempla es b oxados das di as p ima e as de cada
uma das eimp essões que ize , cujos exempla es são
como alo da enda e cessão que lhe iz. Lisboa doze
de Julho de mil oi ocen os cincoen a e seis. Casimi o
de Ab eu.678
4 A es e p opósi o, d. San 'Anna (2007, p. 109-110).
5 Re i o-me ao poema “Lemb as- e” (n’ O Pano ama) e às composições
que A Illus ação Luso-B azilei a publicou en e 19 de ab il e 12 de
julho de 1856: “Minha e a”, “Saudades”, “A osa”, “Suspi os”, “Roza
mu cha”, “Elisa”, “A ida”, “O cas igo”, “A amizade”, “Os meus sonhos”
e o omance inacabado “Camilla”.
6 Apud Lima, 1939, p. 14-15 – ansc ição dos Au os da Relação do Rio de
Janei o: Apelação Ci el nº 11.267 em Que É Apelan e D. Luiza Joaquina
das Ne es e Apelado An ónio Alexand e Lopes do Cou o.
7 Segundo Blake (1893, p. 96), “o au og apho igu ou na exposição
camoneana da biblio heca nacional de 10 de junho de 1880 e é da ado
de 1 de dezemb o de 1855, incomple o, pa ecendo o p imei o esboço da
composição”.
8 ABREU, 1856. No p ólogo, o au o e e e-se a es e poeme o como “a
p imei a composição minha, ao menos a p imei a que passou da pa e dos
meus acanhados ensaios ao dominio da c i ica”, in iabilizando, desde
Como se sabe, a peça Camões e o Jáo (compos a em
dezemb o de 18557 e le ada à cena com o pa ocínio do pai
de Casimi o, a 18 de janei o seguin e) deu e e i amen e
en ada nos p elos da ipog a ia de Fe nandes Lopes,8
jun amen e com um p ólogo da ado de 27 de ma ço de
1856, onde o au o aludia à sua eceção “no meio de b a os
applausos”.9 A a és des e con a o de exclusi idade, no
en an o, ica a ambém sal agua dada, desde logo, a
eedição d’ As P ima e as em Po ugal, depois da inda
a lume no B asil.
Na e dade, as poesias de Casimi o de Ab eu apa-
ece am edi adas pela p imei a ez no Rio de Janei o, em
se emb o de 1859. O olume (ABREU, 1859), dado à
es ampa na ipog a ia de Paula B i o, comp eendia en ão
um p ólogo e uma dedica ó ia em e so, seguida de
se en a poesias, ag upadas em ês li os p incipais (além
do chamado “Li o neg o”) (Fig. 1, adian e).
A julga pelos pe iódicos da al u a, a edição e á
sido ecebida com alguma indi e ença no meio li e á io
b asilei o,10 saldando-se em endas diminu as, a é à
mo e de Casimi o (a 18 de ou ub o de 1860), al u a
em que os condiscípulos do G émio Li e á io Po uguês
emp eende am uma sé ie de homenagens, designadamen e
no Acajá – Ó gão Li e á io dos Caixei os da Cô e do
Rio de Janei o. A pa i desse momen o, o li o o na-se
obje o de g ande en usiasmo en e a classe come cian e,
não a dando a esgo a -se no B asil.
É assim que, em 1864, quan o passa am cinco anos
des e a publicação de Paula B i o, An ónio José Fe nandes
Lopes, alendo-se dos di ei os con a ados oi o anos
an es, decide emp eende em Lisboa uma segunda edição
d’ As P ima e as (ABREU, 1864). Além do p ólogo, da
dedica ó ia e dos ês li os do olume b asilei o, o edi o
ac escen a ainda, no inal, um “Supplemen o ás poesias”,
onde ep oduz, a pa i d’ O Pano ama, d’ A Illus ação
Luso-B azilei a e do Almanach de Lemb anças,11 dez
composições apa en emen e não incluídas no olume
o iginal. Uma lei u a mais a en a, no en an o, acilmen e
e i ica que duas dessas poesias cons i uíam apenas
e sões p elimina es de ou os an os poemas já con idos
logo, o hipo é ico olume Canções do Exílio que Blake (1893, p. 96) diz
e sido publicado na capi al po uguesa, em 1854. Ano e-se, en e an o,
que o olhe o des a cena d amá ica, endido a 100 éis o exempla ,
ecebe ia mais a de uma segunda edição (ABREU, 1867).
9 Ab eu, 1856, p. VI. A ausência de e e ências elogiosas na imp ensa da
al u a pa ece, no en an o, desmen i o alegado êxi o.
10 Segundo B uzzi (1949, p. 112), os olumes “não i e am nenhuma
epe cussão nos al os meios li e á ios da Cô e. [...] os homens que
aziam e des aziam gló ias de esc i o es não de am uma pala a. O
p óp io F ancisco O a iano de Almeida Rosa, que di igia o Dia io
Me can il, gua dou silêncio. Foi coisa eneb osa pa a Casimi o que udo
espe a a do seu li o e do jo nal, cujo di e o homenagea a com a dedi-
ca ó ia”.
11 In i ulado Almanach de Lemb anças en e 1850 e 1853, es e pe iódico
di igido po Alexand e Magno de Cas ilho ado ou depois o í ulo
Almanach de Lemb anças Luso-B azilei o, en e 1854 e 1872.
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no Li o II, embo a com í ulo di e en e. Re i o-me às
composições “P an o de i gem” (ABREU, 1864, p. 182)
– que epe e o poema in i ulado “Quando u cho as”
(ABREU, 1864, p. 65) – e “O Cas igo” (ABREU,
1864, p. 176), onde su p eendemos algumas a ian es
ela i amen e à e são in i ulada “Scena in ima”
(ABREU, 1864, p. 45).
Embo a o ac escen o, em igo , não iolasse o
con a o edigido po Casimi o de Ab eu, a opção
edi o ial de publica , sob o í ulo As P ima e as, um
conjun o de lições p o isó ias, en e an o já p e e idas em
a o da edação de ini i a, con igu a ia al ez um caso
de iolação dos di ei os mo ais do au o , mas a e dade
é que, na al u a, como se sabe, es a ma é ia es a a ainda
en ol a num azio legal, só mais a de p eenchido pela
Con enção de Be na de 1886, sob e udo no A . 6 bis.
De es o, a p imei a edição po uguesa d’ As
P ima e as icou celeb emen e ma cada po uma dispu a
in e nacional em o no da p op iedade da ob a li e á ia.
Quando, em 1864, Fe nandes Lopes emp eende a sua
edição em Lisboa, azia-o a endendo não só ao me cado
po uguês, mas sob e udo às con ínuas solici ações de
olumes que chega am à sucu sal da sua li a ia, no Rio
de Janei o, onde já se esgo a a a edição de Paula B i o.
Comp eendendo a opo unidade de negócio que se ab ia
do ou o lado do A lân ico, o imp esso po uguês en iou
pa a a li a ia ca ioca da Rua da Qui anda, adminis ada
pelo seu pa en e, uma emessa de 933 exempla es,12 que
apidamen e pe ize am a quan ia de 2.011$500.
12 Segundo cons a no Libelo A Fl. 3 do p ocesso, “o éo es abelecido com
loja de li os na ua da Qui anda nume o in a e um [...], in oduziu e poz
á enda no ecen os e in a e es exempla es da ci ada ob a, seiscen os e
qua en a e dois b ochados, duzen os e no en a e um encade nados, que
endidos como o o am, a dois mil o olume das p imei as, e dois mil e
quinhen os éis o das segundas az a somma de dois con os onze mil e
quinhen os éis” (ABREU, 1871, p. 232-233).
Fig. 1
Fig. 2
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Pe an e o apa ecimen o de uma edição po uguesa
que se supunha ilegal, a mãe e he dei a do poe a, Dª
Luísa Joaquina das Ne es T a anca, con a a, em maio
de 1864, o ad ogado Vicen e Au élio de F ei as Cou inho,
que p on amen e aciona um pedido de indemnização,
no alo de 4.023$000 – o dob o da quan ia ob ida pela
enda desses exempla es no B asil –, ac escida de ju os
de mo a e das espe i as cus as do p ocesso.
Cu iosamen e, a ação, ins au ada na Segunda Va a
C iminal, não isa a o edi o luso, mas o seu dis ibuido
no Rio de Janei o, An ónio Alexand e Lopes do Cou o. O
p ocesso, p ódigo em libelos e con a iedades,13 a as a -
se-ia nos ibunais b asilei os, en e 1864 e 1869, quando
o Acó dão da Relação ei e a a sen ença do Magis ado
José da Sil a Cos a, dando po p o ada a legalidade da
edição po uguesa, con o me o con a o assinado po
Casimi o aos dezasse e anos de idade.
Enquan o o li ígio co ia no B asil, oda ia, a edição
lisboe a esgo a a-se, susci ando o in e esse dos lei o es
po ugueses, cuja p ocu a (à semelhança de ou as ob as
b asilei as14) ia ab indo caminho à especulação li ei a.
Assim, e quando passa am apenas dois anos desde
o emp eendimen o de Fe nandes Lopes, su ge no Po o
uma no a edição d’ As P ima e as, pelo imp esso A.
R. da C uz Cou inho (ABREU, 1866). Vendido a 600
éis, o olume ap esen a a-se como “segunda edição
ac escen ada”, ab indo, no on ispício, com a designação
“Ob as Comple as”. Es a exp essão (usada desde inais do
séc. XVIII pa a e e i o conjun o dos ex os p oduzidos
po um au o 15) aduzia – é ce o – um concei o ambíguo,
na medida em que o olume não aba ca a e e i amen e
a o alidade das composições de Casimi o de Ab eu,
mas pe mi ia, desde logo, coloca o en oque sob e o
complemen o en ão anexado ao li o o iginal.
Na e dade, a edição po uense compila a não
apenas o p ólogo (ago a desp o ido da dedica ó ia a
F ancisco Oc a iano), a in ocação à “doce i gem dos
meus sonhos” e as se en a poesias d’ As P ima e as,
mas ac escen a a, no inal, dois capí ulos adicionais: um
“Li o IV” (con endo se e poesias espa sas) e um “Li o
V”, com o ex o em p osa “A i gem lou a (paginas do
co ação)”.
13 Pa a uma consul a po meno izada, d. os “Documen os pelos quaes
se p o a pe ence , unica e exclusi amen e, a An onio José Fe nandes
Lopes, a p op iedade des e li o in i ulado P ima e as de Casimi o
d’Ab eu” (Ab eu, 1871, p. 231-237). Leiam-se ambém as ansc ições
de Lima (1939, p. 20-21), a pa i dos Au os de Apelação.
14 A popula idade que en e nós goza am nomes como Casimi o de Ab eu,
Ál a es de Aze edo, Cas o Al es ou Fagundes Va ela é co obo ada po
Camilo Cas elo B anco: “Os ap eciado es da ly a b asilei a dis inguem
com especial lou o Fagundes [Va ella]. É bas an e ci ado es e paulis a,
e ão lido cá, ao que pa ece, que a especulação a eimp imiu no Po o em
1875” (BRANCO, 1927, II, p. 203).
15 Sob e o concei o de ob as comple as, d. Sga d; Volpilhac-Auge (1999).
Fig. 3
Embo a ap esen adas como “inédi as”, as com-
posições e am na e dade coligidas da imp ensa pe iódica
em que Casimi o colabo a a, ap o ei ando duas das
poesias suplemen a es já incluídas na edição lisboe a
(“Desejos” e “A Faus ino Xa ie de No aes”). Quan o ao
es o, o olume de C uz Cou inho co igia as epe ições
e i icadas no Suplemen o lisboe a (en e “Cas igo” /
”Scena in ima” e “P an o de i gem” / “Quando u
cho as”), mas in oduzia uma ou a duplicação ainda mais
lag an e: o mesmo poema “Lemb ança” (pe encen e ao
Li o III) apa ece ep oduzido nas p. 127 e 216.
Cumula i amen e, o omo ab ia ainda com um
p e ácio de Ramalho O igão, onde o esc i o po uguês
se e e ia às P ima e as como “me a collecção de poesias
ugi i as”, esc i as não po “um genio desen ol ido nem
um g ande li e a o”, mas po “uma g ande alma e um
g ande in eliz” (ABREU, 1866, p. II-III). Ao p e ácio, o
imp esso jun a a ainda uma ecensão de Jus iniano José
da Rocha (ABREU, 1866, p. XXI-XXII),16 eze lou o es
que os companhei os do poe a ha iam publicado po
al u a da sua mo e (ABREU, 1866, p. XXIII-LXXXIX)17
e ainda o ex o com que Maciel do Ama al assinala a
o qua o ani e sá io da mo e de Casimi o de Ab eu
(ABREU, 1866, p. XIII-XX).
Po es a al u a, en e an o, pa ece incon es á el a
g ande popula idade que o a e luminense goza a em
Po ugal. Assim se explica que, imedia amen e depois da
inicia i a po uense, Fe nandes Lopes – já com a sen ença
16 T a a-se do único pa ece publicado em ida de Casimi o de Ab eu (no
B asil, de 14 de ou ub o de 1859), onde o poe a e a ap esen ado como
me a p omessa, des inada a “composições de mais alen o”.
17 E am es es ex os assinados pelos jo ens Ped o Luiz Pe ei a de Sousa,
J. M. Velho da Sil a, Reinaldo Ca los Mon ó o, E nes o Cib ão, B uno
Seab a, Almeida Cunha, J. V. da Sil a Aze edo, Climaco Ananias Ba bosa
d’Oli ei a e pelos edac o es do Acajá, bem como a composição de
Gonçal es B aga a que Casimi o eplica no poema “O meu li o neg o”.
132 Pe ei a E.
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a o á el do ibunal b asilei o – decida emp eende uma
no a edição (ABREU, 1867),18 apos ada em compe i com
o olume do Po o (onde o edi o conside a a iolados
os seus di ei os de p op iedade19). Os exempla es, saídos
dos p elos em 1867, o am po isso colocados à enda
pela módica quan ia de 400 éis (menos 200 do que a
conco ência po uense), ap esen ando-se, no on ispício,
como compilação de “Todas as ob as que se conhecem a é
hoje”.
Na e dade, o li o ac escen a a, no inal, um
e o çado “Supplemen o ás P ima e as” (ABREU, 1867,
p. 160-231), onde cons a a não apenas o anexo de 1864
(com as epe ições já apon adas), mas ambém as poesias
que a edição po uense (1866) compila a a pa i dos
pe iódicos, bem como o d ama “Camões e o Jáo” e ainda
uma secção de p osas, ep oduzindo “A Vi gem Lou a” (já
incluída na edição do Po o) e o omance “Camila” (que
o au o deixa a inacabado, nas páginas d’ A Ilus ação
Luso-B azilei a).
Fig. 4
Assumindo-se como a edição “mais comple a das
ob as de Casimi o d’Ab eu” (ABREU, 1867, p. 231), o
olume ep oduzia ainda os a igos compilados no Po o
po C uz Cou inho, exce uando o “Segundo P ólogo” de
Maciel do Ama al e o p e ácio de Ramalho O igão, que
Fe nandes Lopes subs i ui po um an e ex o de Pinhei o
Chagas (ABREU, 1867, p. V-XII), essal ando a “me ecida
popula idade” do malog ado poe a, “comp o ada pela
necessidade da epublicação das suas poesias” (ABREU,
1867, p. XII).1819
En e an o, no B asil, ao comple a em-se dez
anos sob e a mo e do au o , a legislação az cai As
P ima e as no domínio público. É assim que, em 1870,
Joaquim No be o de Souza e Sil a decide emp eende
uma edição assumidamen e in i ulada Ob as Comple as
de Casimi o J. M. de Ab eu. O olume, dado à es ampa
pela Li a ia Ga nie , p ome ia sup imi as epe ições
e i icadas nos exempla es po ugueses, eunindo a
o alidade da p odução casimi iana, incluindo os ex os
em p osa e o poeme o d amá ico Camões e o Jáo, bem
como os ex os c í icos e as homenagens que se ha iam
publicado ao longo dos anos.20
Mais ainda, se as edições po uguesas ha iam
man ido a é aí uma pos u a conse ado a, espei ando
a o dem dos poemas (dispos os pelo au o na ob a-
p ima de 1859) e limi ando-se a ac escen a , no inal do
olume, um anexo com os ex os ecolhidos da imp ensa
pe iódica, o o ganizado b asilei o ese a a-se, pelo
con á io, o di ei o de p ocede com maio libe dade,
inse indo as composições a ulsas na es u u a o iginal d’
As P ima e as, mo endo poemas de um li o pa a o ou o
e a ibuindo í ulos a cada uma das pa es.
Jus i ica a-se o edi o , dizendo que o p óp io Casimi o,
an es de adoece , se mos a a insa is ei o com a disposição
das suas poesias, no li o já publicado (in ABREU, 1870,
p. 8). Embo a sem es emunhos que alidem al depoimen o,
o ce o é que a o dem es abelecida po Joaquim No be o
se con e e ia na eg a seguida pela maio ia das edições
subsequen es,21 incluindo as po uguesas.
E e i amen e, não chega ia a deco e um ano
desde o lançamen o da Ga nie , pa a que Fe nandes
Lopes ep oduzisse no seu país o no o a anjo das ob as
de Casimi o de Ab eu. Os exempla es, in i ulados As
P ima e as e pos os à enda pelo p eço de 400 éis, ab iam
com uma p uden e decla ação de p op iedade, insc i a no
e so do os o e eme endo pa a as úl imas páginas a lei u a
dos au os judiciais que econheciam o imp esso lisboe a
como de en o exclusi o das ob as con a adas.22
18 No e-se o lapso na indicação do os o: “2ª edição (3ª de Lisboa)”.
T a a a-se, na e dade, da 3ª edição po uguesa (2ª de Lisboa).
19 Vd. “Ad e encia do Edi o ” in Ab eu, 1867, p. 231.
20 Além da ap esen ação de Joaquim No be o de Souza e Sil a, o li o
incluía juízos c í icos de Jus iniano Rocha, J. C. Fe nandes Pinhei o,
Ped o Luiz, J. M. Velho da Sil a, E nes o Cib ão, o anónimo W.,
Reynaldo Ca los Mon ó o, Maciel do Ama al, J. D. Ramalho O igão e
M. Pinhei o Chagas. Ac esciam ainda as homenagens poé icas de B uno
Seab a, Almeida Cunha, J. V. da Sil a Aze edo, E nes o Cib ão, C. A.
Ba bosa d’Oli ei a, Nuno Al a es Pe ei a e Sousa e Edua do Ca alho.
21 A p óp ia edição c í ica de Sousa da Sil ei a ha e ia de acei a a o dem
es abelecida po J. No be o, mui o embo a o edi o essal asse que
p e endia “ado a ou a se iação das poesias”, em edição pos e io
(ABREU, 1955, p. XVII).
22 “A p op iedade d’es e li o pe ence a An onio José Fe nandes Lopes,
como se póde ê nos documen os publicados a pag. 231 d’es a edição”
– ABREU, 1871, os o .
Edições po uguesas das ob as de Casimi o de Ab eu 133
Na egações
, Po o Aleg e, . 9, n. 2, p. 128-135, jul.-dez. 2016
Depois do p ólogo de Pinhei o Chagas (ABREU,
1871, p. 1-8) e dos juízos c í icos e i ados da edição de
1867 (ABREU, 1871, p. 9-67), o olume seguia de pe o a
o ganização de Joaquim No be o de Souza e Sil a: além
dos ês li os o iginais e do chamado “Li o neg o”, uma
secção inal acolhia a cena d amá ica “Camões e o Jáo” e
as composições em p osa “A i gem lou a” e “Camilla”
(ABREU, 1871, p. 199-230).
Quan o às no idades in oduzidas no Li o I, o
edi o azia desloca pa a a secção inicial (ago a in i ulada
“Canções do Exílio”) ou os poemas alusi os às saudades
da pá ia – “T es can os” e “Ilusão” (o iginalmen e
pe encen es ao Li o III) e “Suspi os” (a é aí incluído
no Suplemen o das edições lisboe as) –, enquan o as
“B azilianas” passa am a acolhe a poesia “No la ”
(p o enien e da secção an e io ). Ademais, ao a ibui o
í ulo “Canções do exílio” à p imei a pa e do Li o I,
duas poesias homónimas aí incluídas passa am a in i ula -
se, segundo p opos a de Joaquim No be o, “Exilio”
(ABREU, 1871, p. 73) e “O meu la ” (ABREU, 1871,
p. 78).
Pa a o Li o II (ago a in i ulado “Can os de amo ”),
o edi o ansi a a o poema “Sonhando” (do Li o
III), inse indo ambém as composições “Lemb as- e”,
“Desejos” e “Hon em á noi e” (publicadas no Suplemen o
das an e io es edições lisboe as), ao mesmo empo que
mo ia pa a o Li o III as poesias “Cla a” e “O que é
sympa hia”.
Em elação a es e Li o III (a ibuído às “Poesias
di e sas”), a opção decalcada de Joaquim No be o
passa a po acolhe “A osa”, “A Faus ino Xa ie de
No aes”, “A amizade” e “No album de Nicolau Vicen e
Pe ei a” (que as edições lusas ha iam coligido no
“Supplemen o ás P ima e as”). Além disso – e apesa das
c í icas que o edi o b asilei o apon a a já às epe ições
obse adas nas imp essões po uguesas, en e “Cas igo” /
”Scena in ima” e “P an o de i gem” / “Quando u cho as”
– a no a edição de Fe nandes Lopes insis ia em man e
as e sões p elimina es desses poemas, a i ando-as pa a o
inal do Li o III (ABREU, 1871, p. 164-165).
Mais consensual e a a ans e ência – daí pa a o
“Li o Neg o” (ago a de ini i amen e au ónomo) –
das composições p edominan emen e melancólicas:
“Lemb ança”, “Minh’alma é is e”, “Á mo e de A onso
de A. C. Messede ”, “No lei o” e “Risos”. Além des as
qua o composições, esse úl imo li o, iden i icado com
as “Poesias elegiacas”, passa a ainda a acolhe os ca mes
do Suplemen o que com ele pa ilha am o mesmo om
nos álgico: “Lemb ança”, “A ida”, “A J.”, “Os meus
sonhos” e “Meu li o neg o”.
Po in eg a na es u u a o iginal d’ As P ima e as
ica am pois somen e o d ama “Camões e o Jáo” e os
ex os em p osa, que ence a am o olume (ABREU,
1871, p. 199-230).
Ao ep oduzi o modelo de Joaquim No be o, o
no o emp eendimen o de Fe nandes Lopes pa ecia assim
i ao encon o das expec a i as do público po uguês,
Fig. 5
134 Pe ei a E.
Na egações
, Po o Aleg e, . 9, n. 2, p. 128-135, jul.-dez. 2016
ce amen e a en o às no idades edi o iais que chega am
de além-ma . O sucesso come cial ga an ido em 1871
não se ia aliás caso isolado, es endendo-se po mais duas
eimp essões lisboe as: em 187523 e em 1883, quando os
he dei os do edi o ans e em a p op iedade das ob as
de Casimi o de Ab eu pa a os li ei os Ma os Mo ei a &
Ca dosos, con o me decla ação explíci a:
A p op iedade d’es a ob a pe ence ac ualmen e aos
edi o es Ma os Mo ei a & Ca dosos, po comp a
ei a a um dos ilhos e he dei o do an igo p op ie a io,
s . An onio José Fe nandes Lopes. Qualque con a-
acção ou ep oducção se á punida na con o midade
da lei.
Como sabemos, po ém, o om in imida ó io des e
a iso, imp esso no e so do os o da edição de 1883, não
impediu As P ima e as de con inua em a i a lume em
Po ugal, pela mão de ou os edi o es... A é meados do
século XX, a edição po uense de 1866 con inua ia assim
a se sucessi amen e eimp essa pela Li a ia Cha d on,
de José Pin o de Sousa Lello & I mão: em 189424, 190925,
192126, 192527, 194528 e inalmen e 1948.29
Po essa al u a, Nilo B uzzi es ima a que oi en a e
duas edições d’As P ima e as i essem sido lançadas
em ambas os lados do A lân ico... “não se alando nas
clandes inas, nas dos co déis, nas an ologias, nos li os
escola es, nos jo naizinhos do in e io , o que udo soma
pa a mais de um milhão de exempla es” (BRUzzI, 1949,
p. 180).
No que a Po ugal unicamen e diz espei o, Casimi o
de Ab eu oi pois ce amen e um dos au o es b asilei-
os mais popula es, e a sua ob a-p ima um bes -selle
incon o ná el na his ó ia edi o ial do país.
Re e ências
A Illus ação Luso-B azilei a (di . Luiz Augus o Rebelo da
Sil a). Lisboa: Typog aphia do Pano ama, 1856-1859.
ABREU, Casimi o. Camões e o Jáu. Scena D ama ica, O iginal
de Casimi o Ab eu Rep esen ada no Thea o de D. Fe nando,
23 Nes e olume, essal a a mais uma ez a asse i a decla ação, no e so
do os o: “A p op iedade d’es e li o pe ence a An onio José Fe nandes
Lopes, como se póde e nos documen os publicados a pag. 233 d’es a
edição; qualque exempla sem o ca imbo do auc o , en ende-se se
con a acção, e p ocede -se-ha em con o midade da lei”.
24 Embo a in i ulada como Te cei a Edição, a a a-se, na e dade, da 7ª
edição po uguesa, que ep oduzia a 3ª edição (2ª po uguesa).
25 Embo a in i ulada como Te cei a Edição, a a a-se da 8ª edição
po uguesa, que ep oduzia a 3ª edição (2ª po uguesa).
26 Embo a in i ulada como Qua a Edição, a a a-se da 9ª edição
po uguesa, que ep oduzia a 3ª edição (2ª po uguesa).
27 Embo a in i ulada como Quin a Edição, a a a-se da 10ª edição
po uguesa, que ep oduzia a 3ª edição (2ª po uguesa).
28 Embo a in i ulada como Sex a Edição, a a a-se da 11ª edição
po uguesa, que ep oduzia a 3ª edição (2ª po uguesa).
29 Embo a in i ulada como Se ima Edição, a a a-se, na e dade, da 12ª
edição po uguesa, que ep oduzia a 3ª edição (2ª po uguesa).
em 18 de Janei o de 1856. Lisboa: Typog aphia do Pano ama,
1856.
ABREU, Casimi o J. M. de. As P ima e as de Casimi o J. M.
de Ab eu. Na u al da P o incia do Rio de Janei o: 1855-1858.
Rio de Janei o: Typog aphia de Paula B i o, 1859.
ABREU, Casimi o J. M. de. As P ima e as de Casimi o J. M.
de Ab eu. Na u al da P o incia do Rio de Janei o: 1856-1859:
Segunda Edição. Lisboa: Typog aphia do Pano ama, 1864.
ABREU, Casimi o J. M. de. As P ima e as. Segunda Edição
Acc escen ada com Poesias Inedi as do Au ho , o Juizo C i ico
de Di e en es Esc ip o es e um P ologo po J. D. Ramalho
O igão. Po o: Typog aphia do Jo nal do Po o, 1866.
ABREU, Casimi o. Camões e o Jau. Cena D ama ica,
Rep esen ada no Tea o de D. Fe nando em 18 de Janei o de
1856. Lisboa: Typog aphia do Pano ama, 1867.
ABREU, Casimi o J. M. de. As P ima e as. 2ª Edição (3ª
Edição de Lisboa) Acc escen ada com No as Poesias, O
Camões e o Jáo e Dois Romances em P osa, o Juizo C i ico de
Va ios Esc ip o es B azilei os e Um P ologo po M. Pinhei o
Chagas. Lisboa: Typog aphia do Pano ama, 1867.
ABREU, Casimi o J. M. Ob as Comple as de Casimi o J. M.
de Ab eu. Colligidas, Ano adas, P ecedidas de um Juizo C i ico
dos Esc ip o es Nacionaes e Es angei os e de Uma No icia
sob e o Auc o e Seus Esc ip os po J. No be o de Souza Sil a.
Rio de Janei o: Ga nie , s/d. [1870].
ABREU, Casimi o J. M. de. As P ima e as. No issima Edição
Acc escen ada de No as Poesias e da Scena D ama ica O
Camões e o Jao e Dois Romances em P osa: es a Edição É
P ecedida do Juizo C i ico de Va ios Esc ip o es B asilei os e
de Um P ologo po M. Pinhei o Chagas. Lisboa: Imp ensa de
Joaquim Ge mano de Sousa Ne es, 1871.
ABREU, Casimi o J. M. de. As P ima e as. No issima Edição
Acc escen ada de No as Poesias e da Scena D ama ica O
Camões e o Jáo e Dois Romances em P osa: es a Edição É
P ecedida do Juizo C i ico de Va ios Esc ip o es B asilei os e
de Um P ologo po M. Pinhei o Chagas. Lisboa: Imp ensa de
J. G. de Sousa Ne es, 1875.
ABREU, Casimi o J. M. de. As P ima e as. Poesias, O Camões
e o Jáo (Scena D ama ica), Dois Romances em P osa: es a
Edição É P ecedida de Um Juizo C i ico de Va ios Esc ip o es
B asilei os e de Um P ologo po M. Pinhei o Chagas. Lisboa:
Li a ia Edi o a de Ma os Mo ei a & Ca dosos, 1883.
ABREU, Casimi o J. M. de. As P ima e as. Com Poesias
Inedi as do Auc o , o Juizo C i ico de Di e en es Esc ip o es e
um P ologo po J. D. Ramalho O igão. Te cei a Edição. Po o:
Li a ia Lello & I mão, 1894.
ABREU, Casimi o J. M. de, As P ima e as. Com Poesias
Inedi as do Auc o , o Juizo C i ico de Di e en es Esc ip o es e
um P ologo po F. [sic] D. Ramalho O igão. Te cei a Edição.
Po o: Li a ia Cha d on de Lello & I mão, 1909.
ABREU, Casimi o J. M. de. As P ima e as. Com Poesias
Inedi as do Auc o , o Juizo C i ico de Di e en es Esc ip o es
e um P ologo po F. [sic] D. Ramalho O igão. Qua a Edição.
Po o: Li a ia Cha d on de Lello & I mão, 1921.
ABREU, Casimi o J. M. de. As P ima e as. Com Poesias
Inedi as do Auc o , o Juizo C i ico de Di e en es Esc ip o es
e um P ologo po F. [sic] D. Ramalho O igão. Quin a Edição.
Po o: Li a ia Cha d on de Lello & I mão, 1925.
Edições po uguesas das ob as de Casimi o de Ab eu 135
Na egações
, Po o Aleg e, . 9, n. 2, p. 128-135, jul.-dez. 2016
ABREU, Casimi o J. M. de. As P ima e as. Com Poesias
Inedi as do Auc o , o Juizo C i ico de Di e en es Esc ip o es
e um P ologo po F. [sic] D. Ramalho O igão. Sex a Edição.
Po o: Li a ia Lello & I mão, 1945.
ABREU, Casimi o J. M. de. As P ima e as. Com Poesias
Inedi as do Auc o , o Juizo C i ico de Di e en es Esc ip o es
e um P ologo po F. [sic] D. Ramalho O igão. Se ima Edição.
Po o: Li a ia Lello & I mão, 1948.
ABREU, Casimi o. Ob as de Casimi o de Ab eu. O ganização,
Apu ação do Tex o, Escô ço Biog á ico e No as po Sousa da
Sil ei a. 2. ed. Rio de Janei o: Minis é io da Educação e Cul u a,
1955 (1. ed. São Paulo: Companhia Edi o a Nacional, 1940).
BLAKE, Sac amen o. Casimi o José Ma ques de Ab eu.
In: Dicciona io Bibliog aphico B azilei o. Rio de Janei o:
Imp ensa Nacional, 1893. Vol. II, p. 96-97.
BRANCO, Camilo Cas elo. Cancionei o Aleg e de Poe as
Po uguezes e B azilei os. 4. ed. Po o: Li a ia Cha d on de
Lello & I mão, 1927. 2 .
BRUzzI, Nilo. Casimi o de Ab eu. Rio de Janei o: Au o a,
1949.
LIMA, Hen ique de Campos Fe ei a. Casimi o de Ab eu em
Po ugal. São Paulo: Depa amen o de Cul u a, 1939 (Sepa a a
da Re is a do A qui o, LVIII, p. 14-15).
SANT'ANNA, Benedi a de Cássia Lima. Ilus ação B asilei a
(1854-1855) e a Ilus ação Luso-B asilei a (1856, 1858, 1859):
uma con ibuição pa a o es udo da imp ensa li e á ia em língua
po uguesa. 2007. Tese (Dou o ado) – Faculdade de Filoso ia,
Le as e Ciências Humanas da Uni e sidade de São Paulo,
São Paulo, 2007. Disponí el em: <h p://www. eses.usp.b /
eses/disponi eis/8/8156/ de-02102007-141548/>. Acesso em:
9 ab . 2016.
SGARD, Jean; VOLPILHAC-AUGER, Ca he ine (O g.). La
No ion d'Oeu es Complè es. Ox o d: Vol ai e Founda ion, 1999.
Recebido: 23 de ma ço de 2016
Ap o ado: 25 de maio de 2016
Con a o: [email p o ec ed]