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Heritage Language and Dialect Maintenance among Slovene Immigrants and their Descendants in North America

Nada Šabec; Mihaela Koletnik

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S aipsniai / A icles 219 NADA ŠABEC Uni e si y o Ma ibo Campos de pesquisa: dialec ologia, sociolingüís ica, linguís ica de con a o. MIHAELA KOLETNIK Uni e sidade de Ma ibo Campos de pesquisa: dialec ologia, sociolingüís ica, linguís ica de con a o. HERANÇA LINGUÁRIA E Manu enção de diale os En e os eslo enos Imig an es e seus Descenden es no No e Amé ica do No e Imig an es eslo enos e seus palikuonių na Amé ica do No e pa eldė osios kalbos i a mės išsaugojimas Ano ação O a igo concen a-se no con a o linguís ico eslo eno-inglês na Amé ica do No e. É desc i a a si uação linguís ica ge al em duas comunidades eslo enas ame icanas e canadenses (Cle eland, Vancou e ), en a izando a elação en e o g au de manu enção da língua ma e na ou da língua he dada dos imig an es e dos seus descenden es, po um lado, e o seu sen ido de iden idade é nica, po ou o. Os aspec os his ó icos, sociais e cul u ais da imig ação eslo ena pa a os EUA e o Canadá são abo dados. Segue-se uma análise linguís ica po meno izada dos dados ob idos a a és de en e is as g a adas em i a de in o man es indi iduais pe encen es a ês ge ações. Es amos pa icula men e in e essados nas a iedades sociais de eslo eno u ilizadas pelos in o man es (diale o, língua coloquial egional, eslo eno pad ão), bem como na p esença do inglês no seu discu so (mani es ado que NADA ŠABEC, MIHAELA KOLETNIK 220 Ac a Linguis ica Li huanica LXXVII como emp és imo, oca de código ou na o ma de des ios da no ma eslo ena nos ní eis onológico, mo ológico e sin á ico. O papel do diale o como a o de iden i icação é nica é discu ido. Pala as-cha e: imig ação, língua he dada, língua ma e na, diale o, con ac o eslo eno-inglês ANOTACIJA S aipsnyje analizuojami slo ėnų i anglų kalbų kon ak ai Šiau ės Ame ikoje. Ap ašoma bend oji kalbinė d iejų Ame ikos i Kanados slo ėnų bend uomenių (Kli lando i Vanku e io) si uacija, pab ėžian imig an ų i jų palikuonių gim osios pa eldė osios kalbos išsaugojimo i au inio apa umo san ykį. Ap a iami is o iniai, socialiniai i kul ū iski iamas socialinėms niai slo ėnų imig acijos į JAV i Kanadą aspek ai. S aipsnyje pa eikiama išsami ijų ka ų in o man ų į dik o oną į ašy ų in e iu duomenų ling is inė analizė. Ypa ingas dėmesys in o man ų a ojamoms slo ėnų kalbos a mainoms ( a mei, egioninei šnekamajai kalbai, bend inei slo ėnų kalbai) bei anglų kalbos a ojimui jų kalboje (skoliniams, kodų kai ai a nuk ypimams nuo slo ėnų kalbos no mos onologiniame, mo ologiniame i sin aksiniame lygmenyje). Ap a iamas a mės kaip au inio iden i e o ak o iaus aidmuo. ESMINIAI ŽODŽIAI: imig ação, pa eldė oji kalba, gim oji kalba, a mė, slo ėnų i anglų kalbų kon ak ai. 1. INTRODUÇÃO A língua é uma pa e essencial da iden idade, azão pela qual a elação en e os dois ap esen a um ópico in e essan e a explo a a ní el indi idual e social. Is o aplica-se a ci cuns âncias o diná ias, mas ainda mais a con ex os especiais, como a imig ação, onde os dois podem in e agi de manei as ela i amen e complexas e in igan es. De aco do com a eo ia da acul u ação de Be y (1990), os imig an es podem adap a -se ao no o ambien e a a és de qua o es a égias al e na i as: assimilação, ma ginalização, sepa ação e in eg ação. Os ês p imei os en ol em um abandono comple o da cul u a o iginal ou a adesão a ela a é o pon o de se comple amen e isolado da sociedade con encional. No en an o, uma es a égia mui o mais bem sucedida, que melho desc e e a expe iência eslo ena, é a in eg ação, na qual os imig an es ize am udo o que es a a ao seu alcance pa a e sucesso no No o Mundo, ado ando a cul u a e a língua da sociedade dominan e, ao mesmo empo em que consegui am man e elemen os (ou pelo menos uma a i ude posi i a em elação) à sua he ança. S aipsniai A igos 221 e 221 He i age Language and Dialec Main enance among Slo ene Immig an s and hei Descendan s in No h Ame ica É, po an o, o nosso objec i o explo a o g au em que a língua ma e na oi p ese ada en e os p imei os imig an es eslo enos (lingua he dada no caso das ge ações mais jo ens). Isso depende de uma sé ie de a o es, que ão desde o amanho da comunidade de imig an es a é as manei as em que a enência da is ansmi ed om gene a ion o gene a ion, esul ing ei he in language main- língua, a mudança de língua ou a é mesmo a ex inção da língua. Po azões ób ias, ambém são ap esen adas as manei as em que o inglês in luencia sua língua. Os emp és imos e a oca de códigos, como dois ipos dis in os de discu so bilíngue ipicamen e u ilizados po di e en es ge ações, são examinados, assim como os des ios in luenciados pelo inglês em elação à no ma eslo ena nas seções eslo enas dos dados. Todas as a iedades de eslo eno são ocus emains on he p esence o a ious ea u es o egional and local dialec s conside adas, mas de aco do com o ema des e a igo, o nosso p incipal de eslo eno de ec ado no discu so dos in o man es. 2. Um b e e his ó ico e social OUTLINE DE IMIGRACÃO SLOVENICA Pa a a Amé ica do No e Com exceção de alguns indi íduos, a maio ia dos eslo enos emig ou pa a os EUA em duas g andes ondas de mig ação: a p imei a en e a i ada do século XIX e 1924 como imig an es econômicos e a segunda após a Segunda Gue a Mundial como imig an es polí icos. Eles se es abelece am em á ias pa es dos Es ados, com a maio comunidade se o mando em Cle eland, OH2. Em e mos de amanho, sua con apa e canadense é To on o3, On a io, onde a maio ia dos imig an es se es abeleceu após a Segunda Gue a Mundial. Mais chegadas econômicas chega am a ambos os países nas décadas de 1960 e 1970, mas em g ande pa e em núme os insigni ican es. Os p imei os imig an es i iam em comunidades seg egadas, onde es abelece am uma ede de o ganizações é nicas que se iam an o como agências de ajuda mú ua quan o como cen os de a i idade cul u al. Fo a do abalho, eles e am em sua maio pa e capazes de unciona em eslo eno: seus ilhos, no en an o, que se bene icia am do sis ema educacional ame icano-canadense, ap ende am inglês, p og edi am social e economicamen e e, pos e io men e, se muda am pa a os subú bios. Em 1924, os Es ados Unidos ap o a am a Lei de Imig ação, que es ingiu mui o o núme o de no os imig an es. Os dados do censo de 1910 lis a am 14.332 eslo enos em Cle eland, o nando-a na época a e cei a maio cidade eslo ena do mundo (depois de Ljubljana e T ies e). Hoje, Cle eland em ap oximadamen e 50.000 pessoas que ei indicam he ança eslo ena. 3 To on o em ap oximadamen e 10.000 pessoas de ascendência eslo ena. NADA ŠABEC, MIHAELA KOLETNIK 222 Ac a Linguis ica Li huanica LXXVII endência in ensi icada com as ge ações mais jo ens; linguis icamen e, como consequência, obse amos um ciclo ípico de ês ge ações, du an e o qual o eslo eno oi em g ande pa e deslocado pelo inglês dominan e. A única ge ação que ainda é (pelo menos em pa e) bilíngue é, po an o, a segunda, enquan o as ge ações mais jo ens possuem um conhecimen o ex emamen e pob e ou nenhum de sua língua he dada. Independen emen e disso, a ex ensa pesquisa ealizada em Cle eland, Washing on, DC, Laguna Niguel, CA, To on o, ON e Vanoco e , BC (Šabec 1995, 1997, 2006, 2011, 2016; Šabec, Kole nik 2017) mos a que, pelo menos em um ní el simbólico, a língua con inua a desempenha um papel impo an e em sua iden i icação é nica. O mesmo se aplica à cul u a, uma ez que a maio ia se conside a ame icana ou canadense, mas se o gulha das suas aízes eslo enas. 3. DESENHO DE INVERSIÃO De aco do com o obje i o da nossa pesquisa, decidimos compa a o discu so alado de in o man es o iginá ios de á ias pa es da Eslo énia, ou seja, aqueles que alam diale os di e en es. O eslo eno é um idioma ex emamen e he e ogêneo (usado a ní el nacional, guage (Topo išič 2000). I con ains s anda d and non-s anda d a ie ies, he o me including he codi ied o mal li e a y a ie y e e ed o as S anda d especialmen e na esc i a) e um idioma coloquial pad ão, es e úl imo consis indo em a iedades coloquiais egionais e diale os locais. Há mais de cinquen a diale os di e en es alados na Eslo ênia, e idealmen e nosso es udo ab ange ia odos eles. É possí el, embo a imp o á el, que a nossa pesquisa em andamen o possa p oduzi dados ão ab angen es, no en an o, a nossa es a égia de pesquisa oi analisa qualque diale o que nossos indi íduos selecionados alea o iamen e alassem. A im de não excede o escopo des e a igo, e ainda assim ap esen a os diale os que sen imos exibi as di e enças mais ma cadas, escolhemos os alados em P ekmu je, Es í ia, Ro e, No anjska e em Ma ibo . O nosso objec i o e a de e mina qual dos diale os escolhidos es á melho p ese ado e, especi icamen e, quais são as ca ac e ís icas dialec ais que p edominam no discu so dos in o man es. Também p ocu amos inclui memb os de di e en es ge ações e ealiza nossa pesquisa em dois cená ios: Cle eland como a maio comunidade eslo ena-ame icana e Vancou e 4 como uma das meno es canadenses. O objec i o e a a alia a impo ância do amanho e da i alidade das comunidades no compo amen o linguís ico dos indi íduos pa icipan es nes e es udo e es abelece a ex ensão em que a língua des es 4 Há ap oximadamen e 2000 canadenses de ascendência eslo ena em Vanocu e , 400 dos quais são memb os a i os da sua única o ganização é nica […] a Sociedade Eslo ena de Vancou e . S aipsniai A igos 223 e 223 He i age Language and Dialec Main enance among Slo ene Immig an s and hei Descendan s in No h Ame ica Os indi íduos são um e lexo da i alidade e nolinguís ica das comunidades (Giles, Bou his, Taylo 1977; Ehala 2009). Os dados pa a a nossa análise o am ob idos a a és de en e is as e na a i as g a adas; A sua in e p e ação é apoiada pela obse ação dos pa icipan es du an e o abalho de campo ealizado no ou ono de 2016. As en e is as consis iam em pe gun as elacionadas com a imig ação dos indi íduos, os seus pad ões de socialização e ac i idades é nicas, bem como com o seu uso da linguagem e a i udes (con e sando sob e á ios ópicos, com á ios in e locu o es e em ambien es o mais e in o mais).5 Fo am semi-es u u ados de modo a pe mi i que os indi íduos elabo assem ópicos indi iduais, compa ilhando sua expe iência pessoal mais li emen e. Embo a um maio núme o de indi íduos o necesse um quad o sociolingüís ico mais ab angen e das comunidades in es igadas6, decidimos, no in e esse de uma análise linguís ica mais de alhada, examina apenas os dados ecolhidos de se e alan es indi iduais (que, no en an o, pa eciam se bas an e ep esen a i os das suas comunidades). Fo am g a adas 19 ho as de ma e ial, sendo a du ação média da en e is a Duas ho as e meia. Os esul ados são ap esen ados de aco do com a ge ação ( ês) e o diale o. Em odos os casos, as sen ed alongside hei S anda d Slo ene (SSl.) equi alen s. The emphasis is on ca ac e ís icas dialec ais iden i icadas são a p e onologia, em pa e sob e a mo ologia e a sin axe, e ambém sob e as á ias manei as em que o inglês in luencia o eslo eno dos nossos in o man es. 4. Análise linguís ica dos dados Colec ado 4.1 Imig an es de p imei a ge ação Dos qua o in o man es pe encen es à p imei a ge ação, um i e em Cle eland e ala o diale o P ekmu je, enquan o os ou os ês são de Vancou e , dois alam o diale o Ro e e um a língua coloquial egional da cidade de Ma ibo . Todos são imig an es econômicos e ie am pa a os EUA/Canadá no inal dos anos 50 e início dos anos 60. 5 Semelhan e às pe gun as do ques ioná io do es udo de Cle eland (Šabec 1997). 6 O es udo de Cle eland (Šabec 1997), po exemplo, baseou-se nos dados ecolhidos a pa i de 200 indi íduos. NADA ŠABEC, MIHAELA KOLETNIK 224 Ac a Linguis ica Li huanica LXXVII 4.1.1. The P ekmu je dialec Nossa in o man e eio pa a Cle eland com mui o pouca educação o mal em eslo eno (escola p imá ia), mas con inuou sua educação nos Es ados Unidos, High School Equi alency Diploma. She is now e i ed, bu in he pas wo ked ganhando um emp ego como sec e á ia em um negócio p i ado. Ela ainda é mui o a i a na ida é nica da comunidade e em mui os con a os sociais com ou os eslo enos, p incipalmen e aqueles que alam o mesmo diale o que ela. O diale o de P ekmu je pe ence ao g upo de diale os panônicos e é alado na Eslo ênia mais o ien al. Além disso, ambém é usado em algumas aldeias a les e e ao no e de Radgona, na Áus ia, e ao longo do io Raba (a chamada egião de Po abje) na Hung ia. Es e diale o, que no passado ajudou a p ese a o ca á e eslo eno da egião ao longo do io Mu a, es á i memen e en aizado en e o po o e é o símbolo mais salien e da iden idade P ekmu je7. Po an o, não su p eende que seja o diale o mais bem p ese ado en e os imig an es eslo enos em Cle eland. As seguin es ca ac e ís icas do diale o o am iden i icadas na en e is a com o nosso in o man e: (1) colocação dialec al ípica de ên ase com odas as e acções de ên ase (p. ex., zàčne […]i begins[…], SSl. začnè) e ogais cu as que podem oco e em qualque sílaba de pala a (p. ex., àmišz […]you unde s and[…], SSl. azúmeš); (2) a p esença de odas as ogais ípicas do diale o de P ekmu je jun amen e com os di ongos dialec ais [e[…]] em ez do ya p o o-esla o (p. ex., s e[…] wo ld[…]) e [o[…]bo >] em ez do longo p o o-esla o (p. ex., […]schools[…]) e nasal (p. dialec al [ü] em ez de u/ (po exemplo, d ügi ‘ou o, [ö] em ez de u, i/ quando adjacen e a um sono an (po exemplo, ö a ‘ho a, šö ki ‘la go) e [u] desen ol ido a pa i do ocálico […] (po exemplo, puno […] ull[…], uk […]wol […] (3)), a longa p o o-esla a, que no diale o pe manece abe a (po exemplo, d a […] wo[…]), enquan o a cu a é labializada (po exemplo, b å […] a […]). "i mão". Os des ios do diale o na di eção do eslo eno pad ão são jus os. Depois de um b e e pe íodo de ly a e and include occasional use o he ollowing: monoph hongs ins ead o independência sob o p íncipe eslo eno Kocelj, os eslo enos de P ekmu je i e am sob o domínio húnga o (874-1919). Eles ambém o am expos os à in luência c oa a-Kajka ian. Apesa das ci cuns âncias his ó icas mui o di íceis, eles consegui am p ese a sua iden idade é nica e linguís ica e hoje a é êm li e a u a esc i a no diale o P ekmu je. O T a ado de T ianon (1920) a ibuiu a maio pa e do e i ó io en e os ios Mu a e Raba à Eslo ênia, enquan o 9 aldeias ao longo do Raba pe manecem na Hung ia. luga de es esse. Além disso, o agudo ma ca o comp imen o e 8 S anda d diac i ic ma ks a e used: he acu e ( ˊ), he b e e ( ˋ) and he ci cum lex ( ˆ ) ma k he a p oximidade de e e o, o b e e […] a b e idade e a abe u a de e e o, e o ci cun lexo […] o comp imen o e a abe u a de e e o. A semi- ocal é wi en como . S aipsniai A igos 225 e 225 He i age Language and Dialec Main enance among Slo ene Immig an s and hei Descendan s in No h Ame ica di ongos dialec ais (po exemplo, pa a […] his[…] em ez de dialec al o[…], snek […]snow[…] em ez de dialec al sne[…]k), a p onúncia não a edondada em ez de a edondada de u (po exemplo, u […]he e[…] em ez de dialec al ü), e o luga de ên ase eslo eno pad ão (po exemplo, lepó […]nice[…], samó […]only[…] em ez de dialec al lé[…]po, sàmo). As consoan es são, como eg a ge al, p onunciadas dialec almen e; As únicas expec a i as são ocasionalmen e encon adas com x, e m. No diale o, x/ é silencioso ou subs i uído po j/, mas às ezes é p onunciado como no eslo eno pad ão (po exemplo, xodili […] eles caminha am[…], s ax […] medo[…] em ez de odili dialec al, s aj […]). / an es que uma consoan e não sono an e pe ca sua sono idade, mas pode, em casos a os, pe manece sono an e como no eslo eno pad ão (po exemplo, küp "jun os" em ez de küp dialec al /). Como o m/, isso é subs i uído po n/ no diale o, mas às ezes é p onunciado da mesma o ma que no eslo eno pad ão (po exemplo, am […] he e[…] em ez de an dialec al /). Em odos os casos, obse amos o uso de pad ões de in lexão dialec al. Is o aplica-se às declinações, às conjugações e à compa ação de adje i os. Os des ios são encon ados em subs an i os masculinos singula es no caso loca i o, onde a e minação -u do eslo eno pad ão é ocasionalmen e usada em ez do -i dialec al (po exemplo, do[…]mu […]em casa[…] em ez do dialec al do[…]mi). O mesmo é e dade pa a os subs an i os emininos singula es no caso ins umen al, onde a e minação dialec al -o (< -o ) é ocasionalmen e subs i uída pelo eslo eno pad ão -o (z ma e jo "com mãe" em ez do dialec al z ma e jo ). O diale o p ese ou os ês gêne os, bem como o uso do dual. En e as ca ac e ís icas dialec ais ípicas es ão ambém cons uções de pa ículas, ases exclama ó ias, in e jeções, ad e bios dialec ais o iginais (po day’, nikaj ‘no hing’, p le ‘be o e’, ano ‘ea ly’, sigda ‘always’, zaj a ‘in he mo n- ing’), pa icles (e.g. šče ‘s ill’, e(j) ‘bu ’), and conjunc ions (e.g. ka ‘ ha ’, dokič exemplo, ednok […]once[…], gnes […] o- […]un il[…], da […]when[…]). Da mesma o ma, encon amos epe ições de odos os ipos e ico ocabulá io panônico (po exemplo, belice […] o os […], be ežen […] ill […], deca […] c ianças […], guča i […] ala […], iža […] uma casa […], obi […] almoço […], zna i […] sabe […]). É in e essan e que alguns alec al equi alen s, such as sumič, kuk ca, e i, bu occasionally also by Ge man- lexemas eslo enos pad ão, como koma , ko uza, ukaj, sejam subs i uídos não apenas po seus diismos. Es es o am emp es ados pa a o diale o P ekmu je já nos pe íodos alemão an igo e médio (po exemplo, cuk […] ain[…] ← Ge m. Zug, cuke […] açúca […] ← Ge me. Zucke , g išno […](pa a)cla o,[…] ← MHG. Gewiss, janka […] uma saia[…]← Ge m. Janke […]um ipo de oupa pa a homens ou mulhe es[…], ku e […] mala[…] ← Ge m. Co e , lage […] campo […] ← Ge m. Lage , penezi […]money[…] ← OHG p enni(n)g […]coin[…], p oba i […] o y[…]← Ge m. p obie en, žlah a ‘pa en es ← OHG slah a, MHG slah e, slah ‘ ibo. NADA ŠABEC, MIHAELA KOLETNIK 226 Ac a Linguis ica Li huanica LXXVII 4.1.2. O Diale o Ro e O diale o Ro e é alado em uma ex ensa á ea mon anhosa e a bo izada localizada a oes e da capi al Ljubljana. Na época do assen amen o esla o, es a e a uma á ea ela i amen e pouco po oada. Os nossos dois in o man es são ma ido e mulhe . Eles alam o diale o local de V hnika, que az pa e do diale o Ho jule, um dos seis diale os um pouco di e sos que compõem o g upo dialec al Ro e9. O diale o Ho jule p ese ou con as es onémicos e quali a i os. É semelhan e ao eslo eno pad ão em que seu sis ema ocálico consis e em mono ongos; As únicas exceções são os di ongos [je] e [ a] usados em ez do longo e abe o e in e o. Ambos os in o man es alam a a iedade coloquial eslo ena cen al en elaçada com elemen os de seu diale o na i o. Isso e a espe ado, uma ez que, an es de imig a em pa a o Canadá, um deles se o mou no ensino médio e o ou o em uma aculdade em Ljubljana. Eles abalha am como écnico médico e con abilis a ce i icado, espec i amen e, mas ago a es ão aposen ados. Eles êm alguns amigos eslo enos, mas não azem nenhum es o ço especial pa a se en ol e em a i idades é nicas. Embo a enham pe dido as ca ac e ís icas onêmicas dialec ais, p ese a am as quali a i as. Na sua ala não há di ongos dialec ais; Em ez disso, eles p onunciam mono ongos eslo enos pad ão, como kosa […]scy he[…] (dialec al k asa) e ses a […]sis e […] (dialec al sjes a). A sin axe simpli icada, bem como a edução de ogais cu as acen uadas em semi- ogais, é ípica de sua língua coloquial egional (po exemplo, jəs < < < I <, əm […], bəl […]mo e […]), assim como a pe da de ogais não acen uadas (zlo […] e y […], ko […]so[…], člo k […]a man/human being[…]) e o uso de Ge coloquial. Assim, os cu os e manisms (e.g. amilja ‘ amily’, penzija ‘ e i emen ’, pajzel ‘a shabby oom’). acen uados em sílabas echadas e são p onunciados como semi- ocais (po exemplo, nəç […]no hing[…], kəp […]a heap[…], (assim) blə […] hey we e[…]). Além disso, eles se en ol em no chamado […]akanje[…], ou seja, a ansição do não es essado […]o[…] em […]a[…] (po exemplo, sašolci […]companhei os de escola[…], z b a am […]com i mão[…]). Ou as ca ac e ís icas dialec ais incluem a pe da da sílaba- inal kupui/ em pa icipios plu ais em -l e no caso nomina i o de adje i os plu ais (po exemplo, začel […] eles começa am[…], poslal […] eles en ia am[…], dobə […] bom[…]), a sílaba- inal -el, […]il e […]e p onunciada como [u] (po exemplo, eku […] ele disse[…], […] ele comp ou[…], ce ku […] uma ig eja[…]), a edução de uma sílaba não acen uada após uma sílaba acen uada (po exemplo, boga […] boga ich), e a pala ização de consoan es pala al (po exemplo, […] she […], […] zamenjali […]). Na mo ologia, a in luência dialec al explica a masculinização dos subs an i os neu os (po exemplo, ( sak) le < ( sako) le o […]( odos) os anos[…]), a pe da do dual (po exemplo, o s a obed ble e lepe punce […] ambos e am meninas boni as[…]) e o uso de pala as cu as 9 Os diale os o am nomeados em homenagem à pala a alemã eu en, que signi ica co a madei as. S aipsniai A igos 227 e 227 He i age Language and Dialec Main enance among Slo ene Immig an s and hei Descendan s in No h Ame ica o mas in ini i as (po exemplo, mo am eč […]I ha e o say[…], smo ho eli us a […]we wan ed o c ea e[…]). 4.1.3. A língua coloquial egional de Ma ibo De emos no a que a língua alada na cidade de Ma ibo não é um diale o, mas sim uma língua coloquial egional do no e da Es í ia. Na e dade, é uma a iedade sup adialec al, desempenhando unções semelhan es às do eslo eno pad ão a ní el nacional. É o esul ado da in e seção di e a dos g upos de diale os es í io e panônico, o p imei o es ando em con a o com Ma ibo no sul e oes e e o úl imo no no e e les e. Nossa in o mado a nasceu em Ma ibo , onde ambém se o mou no ensino médio. No Canadá, ela se ma iculou na aculdade e abalhou como designe de in e io es eelance an es da aposen ado ia. Ela é mui o a i a na ida social e é nica da comunidade. Seus dados mos am as seguin es ca ac e ís icas ípicas da língua coloquial de Ma ibo : (1) e acções de ên ase (dialec ais) ecen es (p. ex., láhko […]easily[…], p ê eč […] oo much[…], p íšla […]she came[…] em ez de SSl. lahkó, p e èč, p išlá) e ên ase dupla em pala as complexas (p. ex., ob á o ódja […] o eman[…], SSl. ob a o ódja); (2) a pe da de con as es quali a i os e a a iação na qualidade das ogais, em que o e e o acen uados, p onunciados como onemas abe os no eslo eno pad ão, são owels; (3) e en hough S anda d Slo ene and he Ma ibo speech con ain only monoph hongs, due o he in luence o he dialec s in close con ac wi h Ma - p onunciados como mui o p óximos ibo , nosso in o mado ocasionalmen e usa di ongos, bem como mono ongos e di ongos de o ma in e cambiá el (p. ex. es […] e[…]s […] eally[…], šola […]la […]school[…], le o […] li[…] "ano", "bem" ou "bem". Em ogais sem ên ase, no amos alguma edução de ogais mode nas, enquan o o sis ema de consoan es mos a e lexos dialec ais no caso do pala all[…]/ (po exemplo, posla […]bed[…], p ija l […] iend[…] em ez de SSl. pos elja, p ija elj). A consoan e nj/ não é pala alizada no diale o, mas p onunciada da mesma o ma que no eslo eno pad ão (po exemplo, z njimi […]com eles[…], ži lenje […] ida[…]). O sono an e an es de consoan es não sono an es e em posições inais de pala as é p onunciado como [ ], semelhan e aos diale os do no e da Es í ia e da Panônia (po exemplo, se […]all[…], saki […]e e y[…]). O mesmo é e dade pa a a p onúncia dialec al de -l sem ên ase em pa icipios masculinos (po exemplo: eko […]he said[…], oženo […]he ma ied[…] em ez de SSl. ekel, oženil). Os subs an i os neu os plu ais são eminizados (po exemplo, jabolke […]maçãs[…], okne […] janelas[…] em ez de SSl. jabolka, okna). Há ambém uma endência a usa a e minação eminina -a em declinações masculinas, mesmo que es as sejam usadas de o ma in e cambiá el com as e minações -i eslo enas pad ão (po exemplo, bazenih […] nas piscinas […], po domo ah […] nas casas […]). Da mesma o ma, obse amos a coexis ência de dialec al e pad ão NADA ŠABEC, MIHAELA KOLETNIK 234 Ac a Linguis ica Li huanica LXXVII p oclamou a c ença de odas as ge ações de que a língua ma e na/língua he dada é um impo an e a o de iden i icação é nica. Na ealidade, é a cul u a que ealmen e p eenche esse papel, que os eslo enos ame icanos e canadenses pe cebem como en iquecendo suas idas e aumen ando sua au o-imagem posi i a. O es udo o nece, assim, uma isão ascinan e da au o-pe cepção dos imig an es eslo enos e de seus descenden es, bem como da complexidade da elação en e a manu enção da língua ma e na e o sen imen o de iden idade é nica. Também sublinha a impo ância do diale o em oposição ao eslo eno pad ão, pois pa ece que, pa a aqueles que ainda alam eslo eno, um diale o é um modo de exp essão mais au ên ico. Li e a u a e li e a u a John Be y W. 1990: Psicologia da Acul u ação em Neb aska. […] John J. B emen (ed.) Simpósio de Mo i ação de Neb aska. Vol. 37: Pe spec i as in e cul u ais. Lincoln: Imp ensa da Uni e sidade de Neb aska, 201[…]235. Ehala Ma in 2009: Uma ma iz de a aliação pa a a i alidade e nolinguís ica. […] Susanna Pe o , Tom P ies ly, Colin Williams (ed.) Di ei os, p omoção e ques ões de in eg ação das línguas mino i á ias na Eu opa. Palg a e Macmillan, em 123137. Giles Howa d, Richa d Y. Bou his, Da id M. Taylo 1977: Em di eção a uma eo ia da linguagem nas elações de g upos é nicos. […] Howa d Giles (ed.) Língua, E nia e Relações In e g upos. Lond es: Academic P ess, 307-348. (em inglês) Kole nik Mihaela 2005: Ma ibo ski pogo o ni jezik. 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[…] DiG 25, 51[…]67. […] DiG 25, 51[…]67. […] DiG 25, 51[…]67. […] DiG 25, 51[…]67. […] DiG 57, […]DiG 57, […]DiG 57, […]DiG 57, […]DiG 57, […]DiG 57, […]DiG 57, […]DiG 57, […]DiG 57, […]DiG 57, […]DiG 57, […]DiG 67 […]DiG 67 […]DiG Š umbe ge Saška 2009: Algumas ca ac e ís icas do discu sojenega lingua Slo ence Nemčiji. […] Ve a Smole (ed.), Slo enska na ečja med sis emom in abo. Ljubljana: Znans ena založba Filozo ske akul e e (Faculdade de Filoso ia da Uni e sidade de Ljubljana). The ns on S ephan 1980: Enciclopédia de Ha a d de G upos É nicos Ame icanos. Camb idge, MA: Imp ensa da Uni e sidade de Ha a d. Topo išič Jože 2000: Eslo ênia eslo ênica. Ma ibo : Založba Obzo ja. (em inglês) Imig an es eslo enos e seus palikuonių na Amé ica do No e pa eldė osios kalbos i a mės išsaugojimas SANTRAUKA (em inglês) S aipsnyje analizuojami slo ėnų i anglų kalbų kon ak ai Šiau ės Ame ikoje, pab ėžian gim osios pa eldė osios kalbos išsaugojimo i au inio apa umo san ykį. ga, ilha do cen o Pa eikiama is o inė, socialinė i kul ū inė slo ėnų imig acijos į JAV i Kanadą apž al- de k eipian em Kli landą, como a maio pa e da comunidade ame icana eslo ênica, em Vanku e į, como um dos meno es bend uomenių Kanadoje. Išsami kalbinės si uacijos abiejose bend uomenėse analizė a skleidė pe ėjimo nuo slo ėnų p ie anglų kalbos p ocesą. Daugeliu a ejų ai į yks a pe is ka as: pi mosios ka os imig an ai is da kalba slo ėniškai, jų aikai daugiausia y a d ikalbiai, o ečiosios ka os na iai jau nebekalba slo ėnų kalba a kalba ja ik išim iniais a ejais. Vis dėl o slo ėnų kalba, kaip NADA ŠABEC, MIHAELA KOLETNIK 236 Ac a Linguis ica Li uanica LXXVII gim oji pa eldė oji kalba, užima labai s a bią ie ą au inio iden i e o požiū iu (aukš esnę ie ą užima ik kul ū a). Aukš as Ame ikos i Kanados slo ėnų gim osios pa eldė osios kalbos e inimas, no s kai ku iais a ejais ik simbolinis, į odo jų sėkmingą in eg aciją į slo ėnų kalbos socialinėms a mainoms. De ido a es as azões, isuomenę neapleidžian sa o au inio iden i e o. Ling is inės analizės dalyje daugiausia dėmesio ski iama in o man ų a ojamoms o am escolhidos á ios a mių bei egioninės šnekamosios kalbos a s o ai, siekian a skleis i nes anda inių kalbos a mainų i bend inės slo ėnų kalbos san ykį. Į dik o oną į ašy ų in e iu me u su ink i duomenys odo, kad pi mosios ka os imig an ai sklandžiai kalba slo ėniškai i daugiausiai kalba a miškai. P ekmu jės egiono a mė y a ge iausiai išlikusi, o ai y a yškiausias egiono apa umo požymis. An a e us, Ro ės a me bei Ma ibo o mies o šnekamąja kalba kalbančiųjų disku sas nė a g ynas jame andama kai ku ių cen inių slo ėnų šnekamosios kalbos i ne gi bend inės slo ėnų kalbos požymių. An osios ka os in o man ė jau nebekalba ik slo ėniškai, be kalbėdama pe eina nuo slo ėnų p ie anglų kalbos. Jos slo ėnų kalba y a iš ė ų pe im os Š i ijos a mės i kalbos ku suose išmok os bend inės slo ėnų kalbos mišinys. Duos e cei os ca os in o man ai inglês kalbą já empo sa o gim ąja kalba, o slo ėnų kalba jiems y a pa eldė oji kalba. Taigi jie kalba angliškai, ačiau į sa o na a y ą į e pia am ik ų iš sa o No anskos a me kalbėjusios senelės bei aikys ėje lanky uose kalbos ku suose išmok ų žodžių. T ijų ka ų a s o ų palyginimas odo spa ų slo ėnų kalbos įgūdžių nykimą i anglų kalbos į akos augimą. T ijų ka ų a s o ų palyginimas odo spa ų slo ėnų kalbos įgūdžių nykimą i anglų kalbos į akos augimą. No caso dos in o man es de ensino supe io eslo enos, ou nos Es ados Unidos ou no Canadá, no caso dos es udos de ensino supe io , ou no caso dos alunos de ensino supe io , no caso dos alunos de ensino médio. Pasku iniojoje g upėje aip pa pas ebimi yškūs nuk ypimai nuo slo ėnų kalbos no mos onologiniame, mo ologiniame i sin aksiniame lygmenyje. Remian is gim osios pa eldė osios kalbos išsaugojimo laipsniu, galime eig i, kad a mė y a pag indinė kalbos a maina iems y imo daly iams, ku ie u i ge iausius slo ėnų kalbos įgūdžius. Ki aip a ian , a mė y a socialinė kalbos a maina, ku i y a au en iškiausia y imo daly ių iš aiškos o ma i s ip esnis e ninio i kul ū inio iden i e o ak o ius nei bend inė kalba. Į eik a 2017 m. ugpjūčio 29 d. NADA ŠABEC Depa amen o de Es udos Ingleses e Ame icanos Faculdade de A es, Uni e sidade de Ma ibo Ko oška ces a 160, SI-2000 Ma ibo , Eslo ênia [email protected] MIHAELA KOLETNIK Depa amen o de Línguas e Li e a u as Esla as Faculdade de A es, Uni e sidade de Ma ibo Ko oška ces a 160, SI-2000 Ma ibo , Eslo ênia mihaela.kole [email p o ec ed]