scieee AI-readable full text Open interactive document viewer

Protótipo de oficina de capacitação em acessibilidade visual em mídias sociais digitais

Moreira, Tainá Bernardes Esteves; Oliveira, Guilherme Ferreira de; Maciel, Suely

Abstract

Com a evolução da tecnologia no último século o ambiente digital vem cada vez mais se consolidando como espaço de participação e troca entre indivíduos, de maneira que as dinâmicas desenvolvidas online chegam a ditar o ritmo em que a própria sociedade se desenrola. As Relações Públicas, caracterizadas como agentes sociais responsáveis pela manutenção da esfera pública, encontram no ambiente digital um campo essencial para sua atuação e devem trabalhar em prol da promoção dessa participação online, atividade que é diretamente ameaçada pelas barreiras de acesso que impedem alguns públicos de participar desse local, como é o caso das pessoas com deficiência visual. Assim, considerando a vertente educativa das Relações Públicas e utilizando-se de uma pesquisa qualitativa de caráter exploratório-descritivo e pesquisa bibliográfica de revisão narrativa, propõe-se um modelo de oficina formativa sobre acessibilidade visual em mídias sociais digitais, objetivando enfrentar as barreiras de acesso nas plataformas (Instagram, Facebook, X e LinkedIn) a partir da difusão do conhecimento de técnicas e diretrizes de produção de conteúdo acessível. Após aplicação e validação, o modelo de oficina se mostra efetivo para a difusão do conhecimento tanto teórico quanto prático sobre acessibilidade em mídias sociais digitais e o reconhecimento de suas importâncias nas rotinas de produções de profissionais de comunicação, organizações e usuários em geral.

Full text

72-89 Nº 65 | VERANO 2024 ISSN: 1139-1979 | E-ISSN: 1988-5733 10.12795/Ambitos.2024.i65.04 Protótipo de oficina de capacitação em acessibilidade visual em mídias sociais digitais Prototype of a workshop on visual accessibility in digital social media Tainá Bernardes Esteves Moreira Universidade Estadual Paulista (Unesp) | Avenida Engenheiro Luís Edmundo Carro Coube, 14-01 - Vargem Limpa, Bauru | Brasil 0000-0003-4108-7096 | [email protected] Guilherme Ferreira de Oliveira Universidade Estadual Paulista (Unesp) | Avenida Engenheiro Luís Edmundo Carro Coube, 14-01 - Vargem Limpa, Bauru | Brasil 0000-0002-1424-0254 | [email protected] Suely Maciel Universidade Estadual Paulista (Unesp) | Avenida Engenheiro Luís Edmundo Carro Coube, 14-01 - Vargem Limpa, Bauru | Brasil 0000-0003-4103-6942 | [email protected] Recepción 28/02/2024 · Aceptación 22/05/2024 · Publicación 15/07/2024 Resumo Com a evolução da tecnologia no último século o ambiente digital vem cada vez mais se consolidando como espaço de participação e troca entre indivíduos, de maneira que as dinâmicas desenvolvidas online chegam a ditar o ritmo em que a própria sociedade se desenrola. As Relações Públicas, caracterizadas como agentes sociais responsáveis pela manutenção da esfera pública, encontram no ambiente digital um campo essencial para sua atuação e devem trabalhar em prol da promoção dessa participação online, atividade que é diretamente ameaçada pelas barreiras de acesso que impedem alguns públicos de participar desse local, como é o caso das pessoas com deficiência visual. Assim, considerando a vertente educativa das Relações Públicas e utilizando-se de uma pesquisa qualitativa de caráter exploratório-descritivo e pesquisa bibliográfica de revisão narrativa, propõe-se um modelo de oficina formativa sobre acessibilidade visual em mídias sociais digitais, objetivando enfrentar as barreiras de acesso nas plataformas (Instagram, Facebook, X e LinkedIn) a partir da difusão do conhecimento de técnicas e diretrizes de produção de conteúdo acessível. Após aplicação e validação, o modelo de oficina se mostra efetivo para a difusão do conhecimento tanto teórico quanto prático sobre acessibilidade em mídias sociais digitais e o reconhecimento de suas importâncias nas rotinas de produções de profissionais de comunicação, organizações e usuários em geral. Palavras-chave: acessibilidade, relações públicas, inclusão, deficiência visual, mídias sociais digitais. Abstract With the evolution of technology in the last century, the digital environment has been increasingly consolidating itself as a space for participation and exchange among individuals, to the point that the dynamics developed online often dictate the pace at which society itself unfolds. Public Relations, characterized as social agents responsible for maintaining the public sphere, find in the digital environment an essential field for their actions and must work towards PROtótIPO dE OfIcINA dE cAPAcItAçãO Em AcESSIbIlIdAdE VISuAl Em mídIAS SOcIAIS dIgItAIS tainá bernardes Esteves moreira / guilherme ferreira de Oliveira / Suely maciel 73 ÁmbItOS. REVIStA INtERNAcIONAl dE cOmuNIcAcIóN · Nº 65 · VERANO 2024 10.12795/Ambitos.2024.i65.04 · ISSN: 1139-1979 · E-ISSN: 1988-57334 72-89 promoting this online participation, an activity that is directly threatened by access barriers that prevent some audiences from participating in this space, such as people with visual impairments. Thus, considering the educational aspect of Public Relations and using a qualitative exploratory-descriptive research approach and narrative literature review, a model of formative workshop on visual accessibility in digital social media is proposed, aiming to tackle access barriers on platforms (Instagram, Facebook, X, and LinkedIn) through the dissemination of knowledge on techniques and guidelines for producing accessible content. After the application and evaluation, the workshop model proves to be effective for the dissemination of both theoretical and practical knowledge about accessibility on social networks and the recognition of its importance in the routines of communication professionals, organizations, and social media users in general. Keywords: accessibility, public relations, inclusion, visual impairment, social media. 1. Introdução Embora no princípio a internet tenha sido idealizada como algo universal (Berners-Lee, 1997), com a ampliação dos websites, das mídias sociais digitais e das formas de produção (seja de programação de websites ou de conteúdos), um valor basilar da produção digital e em rede se transformou em uma recomendação de boas práticas. Muitas vezes a importância de se considerar as condições de acesso foram deixadas em segundo plano, transportando as barreiras de acesso do mundo analógico para o virtual (Ellis & Kent, 2011), inclusive na concepção de processos comunicacionais que não consideram as deficiências (Magalhães & Maciel, 2021) e a diversidade de formas de acesso. Para assegurar o pleno acesso de todos ao meio digital, e, consequentemente, possibilitar que as pessoas participem desse espaço, é necessário trabalhar no enfrentamento das barreiras de acesso existentes na sociedade conectada (Decreto nº 6.949, 2009). Uma maneira de se enfrentar algumas dessas barreiras é a consideração de recursos e parâmetros de acessibilidade na produção de conteúdo. Já existem diversos manuais e diretrizes (Álvarez-Peréz et al., 2013; W3C, 2018; Peñas & Hernández, 2019; Ferraz, 2020; Pereira, 2021), que indicam formas de se aplicar esses parâmetros em conteúdos, além de leis que garantem o direito de acesso (Lei nº 13.146, 2015), porém, é possível perceber uma lacuna na difusão desse conhecimento e na aplicação dessas técnicas no dia a dia (Leite & Luvizotto, 2017). Considera-se o ambiente digital das mídias sociais como um espaço importante de atuação das Relações Públicas (Terra, 2019), por ser essa uma área responsável pela criação e gestão de um espaço de participação pública (Van-Ruler & Verčič, 2003). Ainda, considera-se que as Relações Públicas desempenham um papel educativo, tanto dentro das organizações (Van-Ruler & Verčič, 2003), quanto também na sociedade como um todo. Somado a isso já se encontram perspectivas na área sobre a existência de um escopo de atuação voltada para a consideração dos recursos de acessibilidade nos produtos comunicacionais desenvolvidos pelos profissionais de Relações Públicas (Oliveira et al., 2023), o que potencializa seu espaço de participação dentro da temática e justifica o desenvolvimento de um material sobre assunto, uma vez que não foi encontrado dentro do campo de pesquisa da área material instrucional com foco em difusão do conhecimento. Assim, pensando na ampliação da formação da população e das organizações, observa-se a oportunidade de criação de um modelo específico e instrucional que compile de forma didática os PROtótIPO dE OfIcINA dE cAPAcItAçãO Em AcESSIbIlIdAdE VISuAl Em mídIAS SOcIAIS dIgItAIS tainá bernardes Esteves moreira / guilherme ferreira de Oliveira / Suely maciel 74 ÁmbItOS. REVIStA INtERNAcIONAl dE cOmuNIcAcIóN · Nº 65 · VERANO 2024 10.12795/Ambitos.2024.i65.04 · ISSN: 1139-1979 · E-ISSN: 1988-57334 72-89 principais pontos para a aplicação dessas ferramentas, com foco em recursos voltados para pessoas com deficiência visual. Dessa forma, esse trabalho objetiva apresentar o processo de desenvolvimento do modelo de oficina para capacitação de acessibilidade visual em mídias sociais digitais, a partir da exposição dos principais fundamentos e de aplicações cotidianas de recursos de acessibilidade e de parâmetros de produção de conteúdo. Além disso, busca-se compreender o papel educativo das Relações Públicas no que tange a formação de seus públicos, em especial, produtores de conteúdo para mídias sociais digitais; e também difundir e alocar o conhecimento teórico e técnico de acessibilidade visual em mídias sociais nas rotinas de produção de conteúdo. Assim, a seguir serão discutidas as relações públicas, seu papel educativo, e sua intersecção com a comunicação digital e a acessibilidade nesse meio, explorando também os conceitos de acesso à informação por pessoas com deficiência na internet. Na sequência, será apresentado o percurso metodológico traçado para o desenvolvimento da oficina, e então exposto os resultados, com aprofundamento em cada parte do produto final. Por fim, serão destrinchados os resultados da avaliação do produto, levando às conclusões e possibilidades que nascem a partir dessa pesquisa. 2. Relações Públicas e seu potencial formativo A definição e a delimitação dos campos de estudo e atuação das Relações Públicas têm sido um debate constante desde a formulação da área no século XX (Kunsch, 2022). Apesar de todo o avanço na pesquisa e da consolidação da disciplina, ainda existe grande discrepância de opiniões referentes a produção e reprodução de conhecimento, principalmente se considerarmos diferentes pontos geográficos (Lemos, 2018). Por muito tempo, de acordo com Kunsch (2022), no Brasil, as relações públicas foram amplamente influenciadas pelo paradigma norteamericano, mormente até a década de 1980. Para falar sobre a história das relações públicas no país, o ponto de partida para as narrativas recorrentes era, sempre, descrever o que ocorreu nos Estados Unidos. (p. 18) Geralmente centrada em uma perspectiva pragmática e funcionalista, a literatura brasileira sobre Relações Públicas se debruçava principalmente sobre a preocupação de como seria o relacionamentos das empresas com seus respectivos públicos, em prol de melhorar a imagem das organizações, sem considerar uma visão mais ampla do contexto sociocultural (Kunsch, 2022). A partir de ações de assessoria de imprensa, gestão de imagem e reputação, gestão de relacionamentos, gestão de crise, produção de comunicações dirigidas e gestão de eventos, as Relações Públicas se moldam dentro desse contexto empresarial, e a maior parte das linhas de pesquisa e de atuação se voltam para essa frente, em uma parceria cultural e socioestrutural com o campo da Comunicação Organizacional (Lemos, 2018). A sociedade, porém, enfrenta problemas cada vez mais complexos e ao se voltar apenas para o âmbito organizacional as Relações Públicas parecem exacerbar a situação em vez de melhorar esse cenário, faltando preparação do campo para lidar com esses novos desafios (Stoekle & Adi, 2023). Lemos (2018) aponta que ao compreender as organizações como “espaços de mediação social e institucional e, principalmente, como agentes do processo comunicativo” (p. 184), já é possível entender o porquê que as Relações Públicas, mesmo que principalmente voltadas para o campo empresarial, já deveriam PROtótIPO dE OfIcINA dE cAPAcItAçãO Em AcESSIbIlIdAdE VISuAl Em mídIAS SOcIAIS dIgItAIS tainá bernardes Esteves moreira / guilherme ferreira de Oliveira / Suely maciel 75 ÁmbItOS. REVIStA INtERNAcIONAl dE cOmuNIcAcIóN · Nº 65 · VERANO 2024 10.12795/Ambitos.2024.i65.04 · ISSN: 1139-1979 · E-ISSN: 1988-57334 72-89 considerar esse cenário externo. Entretanto, a área acaba por se limitar quando não trabalha com essa visão mais macro do cenário geral. De acordo com Stoekle e Adi (2023), as Relações Públicas são incapazes de compreender, e muito menos responder adequadamente, a tais desafios. Seu alinhamento com o desempenho corporativo e o já mencionado ‘foco em metas e objetivos ou gestão por objetivos’ não consegue captar a amplitude e a profundidade das questões abordadas. (p. 90) Dessa forma, apesar da pesquisa estar concentrada nessa área, vê-se necessária a exploração de outras visões sobre Relações Públicas. Foi apenas após a virada dos anos 1980 que começou a se explorar um pensamento autônomo em Relações Públicas no Brasil, com o desenvolvimento de uma linha de pesquisa com viés social e comunitário, alinhado à ampliação das discussões sobre comunicação pública e política (Lemos, 2018). Porém, em outras partes do globo, o entendimento social das Relações Públicas já vinha sendo discutido, como é o caso da Europa. As pesquisas europeias se baseiam na perspectiva de que as Relações Públicas são responsáveis pela criação de uma base para o debate público (Van-Ruler & Verčič, 2003). Essa perspectiva não quer dizer que o fazer das Relações Públicas está totalmente desconectado das organizações, uma vez que, majoritariamente, é nesse ambiente que se desenvolvem as atividades. Porém, segundo Van-Ruler e Verčič (2003) enxerga-se a área como algo que não é “[...] um fenômeno para ser descrito e definido e nem uma função profissional administrativa” (p. 168). Na visão destes autores, as Relações Públicas deveriam ser vistas como um processo estratégico de enxergar uma organização desde um olhar externo e social. Dessa forma, identificam-se quatro eixos nas Relações Públicas europeias: gerencial, operacional, reflexivo e educacional (Van-Ruler & Verčič, 2003). Dentre esses, o reflexivo e o educacional se destacam por serem exclusivos dessa vertente: ambos consideram a visão externa às organizações, de maneira que traz-se a sociedade para o cotidiano do profissional, e sugere atividades formativas dentro da organização. A educacional, especialmente, segundo Van-Ruler e Verčič (2003), coloca no escopo das Relações Públicas o dever de “ajudar todos os membros da organização a se tornarem competentes comunicacionalmente, com o objetivo de responder melhor às mudanças das demandas da sociedade” (p. 163), o que pode vir a ser um primeiro passo para a superação do despreparo da área frente aos novos grandes desafios da sociedade (Stoekle & Adi, 2023). A partir da noção deste papel das Relações Públicas, como área responsável pela construção de projetos de educação junto aos públicos internos das organizações, promovendo competências comunicacionais (Andrelo, 2016), entende-se que as atividades formativas podem se expandir para uma atuação voltada à formação de outros públicos que não somente o interno. Ainda, para o campo da comunicação, na atualidade, não se pode desconsiderar a ampla influência da comunicação digital nos processos comunicacionais e de formação da opinião pública (Saad-Corrêa, 2020). A atuação do relações-públicas vai além da simples presença online: deve englobar estratégias para construção e manutenção de relacionamentos, gerenciamento de crises de reputação e fomento da participação significativa dos mais diversos públicos de interesse. O profissional de Relações Públicas desempenha um papel fundamental na construção dos sentidos do que são as organizações, seus valores e seus principais atributos significativos para os públicos em um cenário digital dinâmico PROtótIPO dE OfIcINA dE cAPAcItAçãO Em AcESSIbIlIdAdE VISuAl Em mídIAS SOcIAIS dIgItAIS tainá bernardes Esteves moreira / guilherme ferreira de Oliveira / Suely maciel 76 ÁmbItOS. REVIStA INtERNAcIONAl dE cOmuNIcAcIóN · Nº 65 · VERANO 2024 10.12795/Ambitos.2024.i65.04 · ISSN: 1139-1979 · E-ISSN: 1988-57334 72-89 e influente, e deve se adaptar a fim de saber lidar com esse cenário. Dreyer (2017) explica que os relações-públicas devem entender a comunicação digital como “elemento transversal no processo de comunicação, e não como outro campo científico” (p. 83). É importante ressaltar o caráter interativo que as mídias sociais digitais possuem, empoderando novas vozes até então silenciadas, assim gerando uma reinvenção das Relações Públicas (Dreyer, 2017). Esse espaço permite a troca de informações e significados entre os públicos de maneira simultânea, transformando o usuário em consumidor e produtor de conteúdo ao mesmo tempo e impulsionando as atividades das Relações Públicas Digitais (Terra, 2019). Assim, o profissional precisa se adaptar para compreender e trabalhar o potencial dessas novas vozes, alinhados com os interesses das organizações e também em prol da esfera pública criada no ambiente digital. Para que essa adaptação seja possível, no entanto, é necessário entender como trabalhar com seus públicos de interesse dentro dessa nova esfera: identificar quem são esses públicos e como eles agem dentro desse ambiente, levando em consideração a forma como consomem conteúdo e como se dá o acesso e a fruição à informação. Logo, percebe-se os desafios em relação a isso, pois nem todos os públicos estão ativamente participando do debate online devido às barreiras de acesso que as impedem de participar, como é o caso das pessoas com deficiência (Ellis & Kent, 2011). Já despontam na literatura da área algumas possibilidades de atuação de Relações Públicas em prol da inclusão das pessoas com deficiência nos processos comunicacionais digitais a partir da consideração da acessibilidade (Oliveira et al., 2023), que se potencializam ao se apropriarem do eixo educativo apresentado pela vertente europeia das Relações Públicas. 3. Acesso à informação e à comunicação por pessoas com deficiência visual A deficiência é considerada um conceito em evolução, de acordo com a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e seu Protocolo Facultativo (Decreto nº 6.949, 2009). Aqui partimos do modelo biopsicossocial: Gesser et al. (2012) explicam que “essa perspectiva propõe o rompimento de concepções sobre a deficiência que reduzem a compreensão do fenômeno às lesões e aos impedimentos do corpo e objetiva uma virada conceitual ao incorporar questões sociais e políticas em sua análise” (p. 559). A deficiência passa a ser compreendida como um fenômeno que ocorre quando em interação com a sociedade, a qual se organiza de formas a construir barreiras de acesso que impedem a plena participação das pessoas com deficiência (Ellis & Kent, 2011). Tal concepção é corroborada pela Lei Brasileira de Inclusão (LBI) (também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência) (Lei nº 13.146, 2015), que define a pessoa com deficiência como “aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.” As barreiras de acesso se apresentam em diferentes dimensões, podendo ser essas arquitetônicas, comunicacionais, metodológicas, instrumentais, programáticas e atitudinais (Sassaki, 2009). Ao nos voltarmos especificamente para a dimensão comunicacional, encontramos diferentes barreiras no processo de acesso à informação, em especial pela não consideração da diversidade sensorial. PROtótIPO dE OfIcINA dE cAPAcItAçãO Em AcESSIbIlIdAdE VISuAl Em mídIAS SOcIAIS dIgItAIS tainá bernardes Esteves moreira / guilherme ferreira de Oliveira / Suely maciel 77 ÁmbItOS. REVIStA INtERNAcIONAl dE cOmuNIcAcIóN · Nº 65 · VERANO 2024 10.12795/Ambitos.2024.i65.04 · ISSN: 1139-1979 · E-ISSN: 1988-57334 72-89 Diversas são as formas de acesso à informação: a partir da audição, em mídias como música, rádio, podcasts, audiolivros; a partir da visão, em obras audiovisuais como filmes e séries, imagens, fotografias, obras de arte etc; e a partir do tato, com materiais em braille, maquetes táteis e superfícies e produtos com diferentes texturas. Assim, podemos identificar a oportunidade de combater essas barreiras com a disponibilização de um mesmo conteúdo em mais de um formato (Ellis & Kent, 2011; Maciel, 2022), permitindo que uma pessoa com deficiência sensorial acesse a informação de diferentes maneiras. No ambiente digital, as barreiras que se desenvolveram no mundo analógico foram transpassadas para o digital e perpetuam-se na criação de conteúdo, que na maioria das vezes não considera parâmetros de acessibilidade (Ellis & Kent, 2011; Magalhães & Maciel, 2021). Por se tratar de um ambiente que possibilita a multimidialidade, existem algumas dimensões a serem consideradas no acesso aos conteúdos (figura 1). De certa forma, essa multimidialidade pode ser entendida como uma oportunidade para a diversidade e a ampliação de acesso ao conhecimento em uma perspectiva inclusionista, conforme explica Orero (2022). Figura 1 Dimensões da acessibilidade multimidiática Fonte. Orero (2022). As três primeiras dimensões estão além do escopo de atuação do usuário, normalmente, e são direcionadas para organizações e desenvolvedores e na consideração da disponibilização e uso de Tecnologias Assistivas (TA). A Lei Brasileira de Inclusão define TAs como “produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivem promover a funcionalidade, relacionada à atividade e à participação da pessoa com deficiência” (Lei nº 13.146, PROtótIPO dE OfIcINA dE cAPAcItAçãO Em AcESSIbIlIdAdE VISuAl Em mídIAS SOcIAIS dIgItAIS tainá bernardes Esteves moreira / guilherme ferreira de Oliveira / Suely maciel 78 ÁmbItOS. REVIStA INtERNAcIONAl dE cOmuNIcAcIóN · Nº 65 · VERANO 2024 10.12795/Ambitos.2024.i65.04 · ISSN: 1139-1979 · E-ISSN: 1988-57334 72-89 2015), e as Tecnologias Assistivas se diferem de tecnologias de reabilitação (Bersch, 2017) e de informação e comunicação (Sardenberg & Maia, 2021), no geral por estarem voltadas principalmente ao papel de ampliar e promover a participação das pessoas com deficiência com autonomia e independência. Já o centro do diagrama de Orero (2022) se refere à acessibilidade no conteúdo multimídia, que está diretamente ligada à atuação do usuário na mídia social digital. Aqui consideram-se parâmetros de acessibilidade a serem seguidos pelo próprio criador em seu conteúdo, os quais podem ser utilizados no dia a dia para garantir o acesso: inclusão de audiodescrição nos produtos audiovisuais, de legendas (em seus mais variados tipos) etc... Portanto, como forma de enfrentamento das barreiras de acesso no ambiente digital, é de extrema importância que o usuário aprenda a seguir esses parâmetros e diretrizes de produção no cotidiano, a fim de caminhar cada vez mais em direção a uma sociedade digital realmente participativa e inclusiva. Muito do que foi apresentado até então, em relação ao acesso à informação no ambiente digital, está diretamente relacionado à diversidade sensorial, enfoque deste trabalho. Dentre as deficiências sensoriais se encontra a deficiência visual, composta pela cegueira total ou baixa visão, que impossibilita ou dificulta o usuário de acessar a informação por meio de estímulos visuais. Assim, diversas são as tecnologias assistivas voltadas para esse público, pensando tanto na adaptação como na disponibilização das informações em multiformatos: leitores de tela, descrições de imagens, ampliadores de tela e adaptadores de cores, displays de Braille e audiodescrição (Magalhães & Maciel, 2021). Além desses, também devem ser considerados outros recursos pelos próprios usuários na elaboração de seus produtos/publicações digitais: questões de escolha tipográfica (Scudeler, 2013; Salton et al., 2017), contraste e uso de cores (W3C, 2018), dentre outros da seara da acessibilidade cromática (Pereira, 2021). Reconhece-se o papel dos usuários (sejam pessoas, coletivos ou organizações de qualquer setor da sociedade) na construção de uma web mais inclusiva e participativa a partir da consideração dos parâmetros de acessibilidade na comunicação digital, como na disponibilização de formatos acessíveis (Luvizotto & Magalhães, 2023). E, considerando a atuação das Relações Públicas no ambiente digital (Dreyer, 2017; Terra, 2019) e seu papel educativo (Van-Ruler & Verčič, 2003), o leque de recursos e parâmetros de acessibilidade podem incorporar o grande escopo de habilidades comunicacionais e profissionais desta área. O tratamento da questão da acessibilidade no campo das Relações Públicas é uma possibilidade já identificada por Oliveira et al. (2023), principalmente “à respeito do uso de recursos de acessibilidade por organizações em suas páginas em redes sociais e/ou websites para garantir o acesso aos conteúdos” (p. 106). Mas, para isso, precisa-se de um entendimento por parte dos profissionais da área do “como realizar isso”. Oliveira et al. (2023) identificam que um passo futuro para a ampliação da intersecção entre ambas áreas (Relações Públicas e Acessibilidade) é a “sistematização de ferramentas e técnicas estratégicas que possibilitam a inclusão” (p. 107). Assim, para que todos os parâmetros de acessibilidade possam ser utilizados de maneira adequada e efetiva, é imprescindível que o usuário (os comunicadores e Relações Públicas inclusos) se capacite e estude essas diretrizes para que possam ser aplicadas no cotidiano, trabalhando diretamente no PROtótIPO dE OfIcINA dE cAPAcItAçãO Em AcESSIbIlIdAdE VISuAl Em mídIAS SOcIAIS dIgItAIS tainá bernardes Esteves moreira / guilherme ferreira de Oliveira / Suely maciel 79 ÁmbItOS. REVIStA INtERNAcIONAl dE cOmuNIcAcIóN · Nº 65 · VERANO 2024 10.12795/Ambitos.2024.i65.04 · ISSN: 1139-1979 · E-ISSN: 1988-57334 72-89 enfrentamento das barreiras de acesso e, dessa forma, como apontam Luvizzotto e Magalhães (2023) “adaptem os ambientes de interação e reconfigurem lógicas dominantes e excludentes” (p. 114). 4. Percurso metodológico Para o desenvolvimento desse projeto foi realizada uma pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter exploratório-descritivo. Foi utilizado o método de pesquisa bibliográfica, partindo de uma revisão narrativa de literatura (Rother, 2007). A revisão narrativa é mais abrangente, e busca descrever e discutir o desenvolvimento ou o ‘estado arte’ de um determinado assunto, a partir da coleta seletiva e intencional de quais materiais bibliográficos irão integrar a pesquisa (Rother, 2007). Aqui, buscase elencar textos, manuais e diretrizes a fim de compreender os principais tópicos e técnicas para se desenvolver a oficina. Uma oficina, enquanto modelo de ensino-aprendizagem (Aguiar & Silva, 2021), pode ser compreendida como uma atividade prática e coletiva que promove um momento de interação em grupo que desenvolve diferentes habilidades e conhecimentos, baseados em um tema. Aqui, o diálogo é um dispositivo fundamental para a metodologia, que se baseia nessa troca de experiências entre os participantes. Ainda, esse modelo de formação complementar se faz necessário, visto a lacuna existente no ensino sobre a acessibilidade e produção acessível para pessoas com deficiência no currículo regular da universidade, que pode ser percebida no campo do jornalismo (Berni, 2022) e se desdobra no campo da comunicação, como é o caso das Relações Públicas. A partir da pesquisa bibliográfica, foi desenvolvido um “embrião” do que viria a ser a oficina de acessibilidade visual em mídias sociais. Para entender o percurso metodológico trilhado para a elaboração deste produto é necessário contextualizar onde ele foi primeiramente desenvolvido. A oficina “Acessibilidade Visual em Redes Sociais” foi criada em 2019 como uma atividade da equipe de Comunicação Externa do Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em Mídia e Acessibilidade “Biblioteca Falada”. O Biblioteca Falada, em atuação desde 2004, é um laboratório da Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design (FAAC) da Unesp Bauru, que tem o objetivo de ampliar o repertório informativo, educativo e cultural das pessoas com deficiência visual, além de ser uma espaço para realização de pesquisa e divulgação científica sobre acessibilidade e inclusão e também atividades de ensino, em especial a capacitação de profissionais externos e dos próprios integrantes do Laboratório, sobre acessibilidade midiática, cultural e educacional. A demanda por uma oficina de acessibilidade visual em mídias sociais digitais surgiu da solicitação da Comissão Organizadora do 20º Encontro Interdesigners, que buscava oficinas sobre acessibilidade e inclusão para compor sua programação. A equipe de Comunicação Externa, responsável pela gestão das mídias sociais do laboratório, já produzia conteúdo seguindo parâmetros e diretrizes de acessibilidade, e encontrou nesse convite a oportunidade de difundir esse conhecimento. Assim, sistematizaram o conhecimento prático que já tinham, por conta do trabalho cotidiano e pesquisas realizados no projeto com base em duas iniciações científicas de ex-membros da equipe (Santana, 2021; Magalhães & Maciel, 2021), e elaboraram uma primeira versão da oficina, com um foco maior no viés do design na produção de conteúdo. PROtótIPO dE OfIcINA dE cAPAcItAçãO Em AcESSIbIlIdAdE VISuAl Em mídIAS SOcIAIS dIgItAIS tainá bernardes Esteves moreira / guilherme ferreira de Oliveira / Suely maciel 80 ÁmbItOS. REVIStA INtERNAcIONAl dE cOmuNIcAcIóN · Nº 65 · VERANO 2024 10.12795/Ambitos.2024.i65.04 · ISSN: 1139-1979 · E-ISSN: 1988-57334 72-89 Após a primeira edição, a busca pela oficina cresceu, chamando a atenção de outros projetos e coletivos universitários. Os membros da equipe de Comunicação Externa então buscaram aprofundar os conhecimentos sobre Acessibilidade, Design Universal e Tecnologias Assistivas a partir da pesquisa bibliográfica sobre o tema, a fim de aprimorar cada vez mais o conteúdo teórico da oficina. A cada edição que era ministrada os membros coletavam os feedbacks dos participantes utilizando questionários e avaliavam o modelo, em busca de adaptações conforme a necessidade de cada público. Foram ministradas três edições em 2019 de maneira presencial e após o início da pandemia e a adaptação do formato para o modelo remoto, ocorreram oito edições em 2020 e oito em 2021, para diferentes projetos de extensão, instituições, organizações e Organizações Não-Governamentais (ONGs), de dentro e fora de Bauru. O modelo de oficina com tempo de duração entre 90 e 120 minutos. Com o retorno das atividades presenciais e reformulação da equipe no período pós-pandêmico, a oficina foi descontinuada em 2022, e retomada somente na ocasião deste trabalho: ela foi reformulada apresentada novamente ao público como parte do II Ciclo de Atividades sobre Acessibilidade na Comunicação e na Cultura, evento promovido pelo Biblioteca Falada. A reformulação foi feita pelos ex-responsáveis pela primeira elaboração da oficina, autores deste trabalho, que a partir da revisão bibliográfica narrativa supracitada, revisitaram todos os tópicos, complementando a base teórica e atualizando informações que estavam defasadas devido ao tempo que a oficina ficou sem receber alterações. Foram selecionados trabalhos recentes - apresentados no referencial teórico acima - para enriquecer o material com perspectivas atuais sobre acessibilidade. Dessa forma, chegaram ao modelo final, apresentado e testado no Ciclo em 31 de outubro de 2023. Para essa primeira aplicação-teste pós-reformulação foi elaborado um questionário estruturado para a avaliação da atividade. O questionário conta com perguntas abertas e fechadas (Novelli, 2005) e foi disponibilizado de maneira digital, na plataforma Google Forms, no final da oficina. O principal objetivo dessa avaliação foi entender a eficácia do novo formato, a relevância dos novos temas tratados após a reformulação e a percepção do público sobre a atividade e seu papel na difusão da acessibilidade, possibilitando a validação dos objetivos do modelo e abrindo possibilidades de melhoria. 5. Resultados e apresentação do produto 5.1. Objetivo da oficina Difundir o conhecimento teórico e técnico de acessibilidade visual em mídias sociais digitais, a partir de exposição dos principais fundamentos e de aplicações cotidianas de recursos de acessibilidade e de parâmetros de produção de conteúdo. 5.2. Público O público de interesse dessa oficina é composto por qualquer pessoa que use as mídias sociais digitais, pessoal ou profissionalmente, e tenha interesse em aprender a aplicar parâmetros de acessibilidade em sua criação de conteúdo. Também se encaixam aqui as organizações, de qualquer um dos três setores, que procuram ampliar o alcance de seu conteúdo digital por meio da ampliação de públicos, possível PROtótIPO dE OfIcINA dE cAPAcItAçãO Em AcESSIbIlIdAdE VISuAl Em mídIAS SOcIAIS dIgItAIS tainá bernardes Esteves moreira / guilherme ferreira de Oliveira / Suely maciel 87 ÁmbItOS. REVIStA INtERNAcIONAl dE cOmuNIcAcIóN · Nº 65 · VERANO 2024 10.12795/Ambitos.2024.i65.04 · ISSN: 1139-1979 · E-ISSN: 1988-57334 72-89 Declaración sobre la contribución específica de cada una de las autorías, según la taxonomía CrediT • Conceptualización– Autora 1, Autor 2 y Autora 3. • Curación de datos– Autora 1. • Investigación– Autora 1, Autor 2 y Autora 3. • Metodología– Autora 1. • Administración del proyecto– Autora 1. • Recursos– Autor 2. • Supervisión– Autora 3. • Validación– Autora 3. • Visualización– Autora 1. • Redacción– borrador original– Autora 1. • Redacción– revisión y edición– Autor 2. * Los items de la taxonomia credit que no constan es porque no han sido llevados a cabo en este estudio. Semblanza de los autores Tain Bernardes Esteves Moreira. Graduada em Relações Públicas pela Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design (FAAC) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Campus de Bauru. Colaboradora do Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em Mídia e Acessibilidade “Biblioteca Falada”. Realiza pesquisas nas áreas de Relações Públicas e Mídias Sociais, Comunicação e Acessibilidade, Mídia e Deficiência e Media Accessibility. Guilherme Ferreira de Oliveira. Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Mídia e Tecnologia (PPGMiT) da Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design (FAAC) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Campus de Bauru. Graduado em Relações Públicas pela mesma universidade. Membro do Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em Mídia e Acessibilidade “Biblioteca Falada” e dos Grupos de Pesquisa “Linguagem e Mídia Acessível” (Gelima/CNPq), e “Relações Públicas e Comunicação: Opinião Pública, Educação e Interculturalidade”. Realiza pesquisas nas áreas de Comunicação Organizacional, Comunicação e Acessibilidade, Mídia e Deficiência e Media Accessibility. Suely Maciel. Docente dos cursos de Jornalismo e Relações Públicas e do Programa de Pós-Graduação em Mídia e Tecnologia (PPGMiT) da Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design (FAAC) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Campus de Bauru. Coordenadora do Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em Mídia e Acessibilidade “Biblioteca Falada” e Líder do Grupo de Pesquisa “Linguagem e Mídia Acessível” (Gelima/CNPq). Realiza pesquisas nas áreas de Jornalismo de Viagens, Comunicação e Acessibilidade, Mídia e Deficiência e Media Accessibility. PROtótIPO dE OfIcINA dE cAPAcItAçãO Em AcESSIbIlIdAdE VISuAl Em mídIAS SOcIAIS dIgItAIS tainá bernardes Esteves moreira / guilherme ferreira de Oliveira / Suely maciel 88 ÁmbItOS. REVIStA INtERNAcIONAl dE cOmuNIcAcIóN · Nº 65 · VERANO 2024 10.12795/Ambitos.2024.i65.04 · ISSN: 1139-1979 · E-ISSN: 1988-57334 72-89 Referências Aguiar, M. de M., & Silva, APM. da. (2021). Oficinas educativas como metodologia no processo ensinoaprendizagem: construção e práticas. Pesquisa e Debate em Educação, 11(2), 1–13. https://doi. org/10.34019/2237-9444.2021.v11.31842 Álvarez-Pérez, R., Bonachera-Álvarez, E., Bustamante-Muñoz, C., Galiana-Carmona, T., García-González, S., Gómez-Fernández, A., Jiménez-González, S., López-Pardo, A., Molina-Perales, A., Márquez-Peinado, I., Navarro-Moreno, JA., Pérez-Gresa, L., Quesada-Lara, MDM., Ruiz-Rosas, RM., Segura-Velasco, I., Torres-Vela, B., Vargas-Pabón, A., Vega-Negrete, M., & Vélez-Mateo, C. (2013). Guía de buenas prácticas sobre personas con discapacidad para profesionales de la comunicación: manual de estilo. Consejería de Salud y Bienestar Social. Andrelo, R. (2016). As Relações Públicas e a Educação Corporativa: uma interface possível. Editora Unesp. Bersch, R. (2017). Introdução à tecnologia assistiva. Porto Alegre. https://bit.ly/3Knkcsa Berners-Lee, T. (1997). World Wide Web Consortium (W3C) Launches International Web Accessibility Initiative. Web Accessibility Initiative (WAI). https://bit.ly/3R4AJoT Berni, FC. (2022). As pessoas com síndrome de Down e os estudos em comunicação: o que os Anais da Intercom (não) revelam? [Trabalho apresentado em congresso]. 45º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, João Pessoa. https://bit.ly/4bHOHFl Carletto, A., & Cambiaghi, S. (2016). Desenho universal: um conceito para todos. Instituto Mara Gabrilli. Decreto nº 6.949 de 25 de agosto de 2009. (2009). Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 20 de março de 2007. Brasília, DF. https://bit.ly/4dWldoF. Dreyer, BM. (2017). Relações Públicas na Contemporaneidade: Contexto, modelos e estratégias. Summus. Ellis, K., & Kent, M. (2011). Disability and New Media. Routledge. Ferraz, R. (2020). Acessibilidade na Web: Boas práticas para construir sites e aplicações acessíveis. Casa do Código. Gesser, M., Nuernberg, H., & Toneli, M.J.F. (2012). A contribuição do modelo social da deficiência à psicologia social. Psicologia & Sociedade, 24(3), 557-566. https://doi.org/10.1590/S0102-71822012000300009 Jesus, PS. (2018). #PraCegoVer: um diálogo sobre redes sociais, deficiência visual e outras cegueiras. [Trabalho apresentado em congresso]. 19º Encontro Internacional Virtual Educa, Salvador. https://bit.ly/4bC1dpX Kunsch, MMK. (2022). Relações Públicas no Brasil: retrospectiva, evolução conceitual e das práticas profissionais. In M. M. K. Kunsch, F. P. Lima, & A. O. Sampaio (Orgs.). Comunicação organizacional e relações públicas: 15 anos da Abrapcorp (pp. 15-35). EDUFBA/Abrapcorp. Leite, FPA., & Luvizotto, CK. (2017). Participação, Acessibilidade Digital e a inclusão da pessoa com deficiência. CONPEDI Law Review, 3(2), 240-261. http://doi.org/10.26668/2448-3931_conpedilawreview/2017.v3i2.3718 Lei no 13.146, de 06 de julho de 2015. (2015). Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF. https://bit.ly/3Kj6Zka. Lemos, E. (2018). Cosmovisões disciplinares, abordagens e escolas de pensamento em relações públicas: uma proposta crítico-interpretativa. [Trabalho apresentado em congresso]. 14º Congreso de la Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación San José. https://bit.ly/3yMKWjc. Luvizotto, CK., & Magalhães, G.M. (2023). Comunicación organizacional y recursos de accesibilidad en el entorno digital: influencias de la pandemia del COVID-19 en la página de Facebook de Burger King Brasil. Contratexto, (039), 99-117. https://doi.org/10.26439/contratexto2023.n39.6143 PROtótIPO dE OfIcINA dE cAPAcItAçãO Em AcESSIbIlIdAdE VISuAl Em mídIAS SOcIAIS dIgItAIS tainá bernardes Esteves moreira / guilherme ferreira de Oliveira / Suely maciel 89 ÁmbItOS. REVIStA INtERNAcIONAl dE cOmuNIcAcIóN · Nº 65 · VERANO 2024 10.12795/Ambitos.2024.i65.04 · ISSN: 1139-1979 · E-ISSN: 1988-57334 72-89 Maciel, S. (2022). Comunicação e inclusão: desenho universal e produção acessível de informação especializada em viagens e turismo na Espanha. Relatório de Pesquisa. Fapesp. Magalhães, GM., & Maciel, S. (2021). Parâmetros de Acessibilidade nas Redes Sociais: consumo de marcas por pessoas com deficiência visual no Facebook. Culturas Midiáticas, (15), 168-188. https://abrir.link/mbyTQ Novelli, ALR. (2005). Pesquisa de Opinião. In J. Duarte & A. Barros (Orgs.), Métodos e técnicas de pesquisa em comunicação (pp. 164-179). Atlas. Oliveira, GF., Moreira, TBE., Bueno, LGV., Porém, ME., & Maciel, S. (2023). A pesquisa em Comunicação Organizacional e Relações Públicas sobre Acessibilidade e Inclusão: um levantamento do Congresso Abrapcorp. In D. Stasiak, L. Casaroli, M. Carareto (Orgs.) Perspectivas da Pesquisa e dos Pesquisadores em Relações Públicas na atualidade (pp. 92-110). Cegraf UFG. Orero, P. (2022). La accesibilidad a los medios. Una oportunidad para la diversidad, la inclusión y la educación. In S. A. C. Ladaga, L. Rangel Alanís (Ed.). Accesibilidad: comunicación y educación para todas las personas (pp. 69-91). LMI. Peñas, E, & Hernández, P. (2019). Guía de estilo sobre discapacidad para profesionales de los medios de comunicación. Real Patronato sobre Discapacidad. Pereira, T. (2021). Guia de acessibilidade cromática para daltonismo: princípios para profissionais da indústria criativa. UFSM. Rother, ET. (2007). Systematic literature review X narrative review. Acta Paul Enferm., 20(2), v-vi. https://doi. org/10.1590/S0103-21002007000200001. Saad-Corrêa, E. (2020). A comunicação das organizações diante de públicos, esfera pública e opinião pública: como as plataformas sociais digitais se encaixam nisso? Organicom, 17(33), 39-48. https://doi. org/10.11606/issn.2238-2593.organicom.2020.175986 Salton, BP., Agnol, AD., & Turcatti, A. (2017). Manual de acessibilidade em documentos digitais. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul. Santana, T. R. (2021). A comunicação organizacional pelo olhar educativo: a diversidade na cultura organizacional, com enfoque na inclusão da pessoa com deficiência visual. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Bauru/SP. Sardenberg, T., & Maia, H. (2021). Tecnologia da informação e comunicação e tecnologia assistiva: aproximações e distanciamentos. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, 16(esp.4), 3072–3085. https://doi. org/10.21723/riaee.v16iesp.4.16068 Sassaki, RK. (2009). Inclusão: Acessibilidade no lazer, trabalho e educação. Revista Nacional de Reabilitação (Reação), ( 7), 10-16. Scudeler, F. (2013). Acessibilidade Web - Tipografia. Princi Agência Web Blog, 16 de maio de 2013. https://abrir. link/igPxU Stoeckle, T., & Adi, A. (2023). Relações públicas, pós-verdade e grandes desafios: uma melhor pesquisa para o valor social. Organicom, 20(42), 86-102. https://doi.org/10.11606/issn.2238-2593.organicom.2023.210366 Terra, CF. (2019). RP Digitais: cruciais para a visibilidade e influência das organizações. In M. E. Porém, J. Hidalgo & J. Yaguache (Orgs.). Inovações em Relações Públicas e Comunicação Estratégica (pp. 14-26). Ria Editoral. Van-Ruler, B., & Vercic, D. (2003). Perspectivas europeias das relações públicas. Comunicação & Sociedade, 24(39), 155-172. https://bit.ly/3wUHpyP. World Wide Web. (2018). Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG) 2.0/ 2.1. https://bit.ly/3Vj6CMJ.