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Sermam da conversam do Bom Ladram

Diego de la Anunciación

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s E R M A M r DA CONVERSAM Do BOM LADRAM. E P R E G A T> O yuarta Feyrada Semana Santa, no Real Convento «pde Santa Clara da Cidade de Coimbra: . P. M D IO GO T> A ^NNVNCIAÇ AM> onego Secular da Congregação deSao loao Evangelisla. „ OFFERECEO f J pv AO ILLVSTRISSIMO SENHOR. ■ "* s^SlMAM DA GAMACortina de S. Alteza,Doutor na Sagrada Theologia,CoConn? ^ anta L isboa, Deputado do Santo Officio,do e iho do Sereniílimo Princepe D. Pedro,& meritiflimo Reytor da V niveríidade de Coimbra. M. DC. LXXXIII. Com todas as licenças neceffarias . dedicatória SENHOR Om efte Sermaõ,que agora impri¬ mo, fegundavez fàhe ao grande theatrodo mudo o foberano No* , me~de V.S.patrocinando aos meus efe i t o s , para que poíTaó correr fem algúa p^raos meus eícricos: E fendo eormim delióto bufcar fóra da PeíToa de V.S, paro, mais do que de V.S. a fuafom* Por juftiça .eftou obrigado a náo dara Co 6 ^ a P e * ou t r o MecenasjaíTím pelo Autor, P e t a matéria. Pelo Autor, pois o pri- ,r ° Sermaó , que publiquei em o Prélo, e ^ r c u amparado de V. S. pelos olhos dos e^^idos, com tanta ventura, que dentro ^ r J^ a n n ° f e vi o na Patria duas vezes imJ^&.emÇaftellaemdiverfoIdioma na A ii fegun- fegunda Parte da LaureaLufitana traduzido* Pela matéria; pois fendo eftaaconverfaó de hum peccador 5 p o r t e n t o f amente arrependi' do,a quem fe havia de dedicar,fenão a h oí ? Prelado foberanamente o mais reformado • Se eu náo temera,que em húa fô acção t0 ' ma va muitas confianças, muitas provas p°' dèra dar defta verdade no muito tépo q ü ° tenho da honra de afllftir a V. S. mas o certo he,que o que em os demais, he acquirido c ° osannos.foiem V,S herdado com o fangU^ pois teve a ventura de nafcer de hum Tro^ co taõ maravilhofojque fe no Palaçiod&i 6 > vou a virtude,hoje nosClauftrps daRefig^ 0 poem em fufpenfaó a fantidade, íervindo inundo de exemplo para o aflbmbro, o parece, queparaa imitaçaóhe itnp 0 ^ 6 fervir de exemplo. Deos guarde a V.S.os nosque lhe pedimos feus aíTeiçoados. C°. iegio do Evangeliíla. Coimbra 25. de Am 1 Capdlam dc V.S. Diogo da Annunciaçdffl' A A A A A A A A • A A A A è <5 à Al A-n^A% A. A «'<:-^^ , i í>1 ^’ fJ: V 7: V ;i ' M 2 »> r>70:.*Tí.rrjkríjívijr»-^ír ^a,PniyPo7h ci.fj $ . ^ ^ <*• ■ $ Q Q $: ■ $.$ ■ ■ $ . T, 9 Q Q f.Q 9 V 9 *$«& dominejjtèníétítômei>dum veneris in Rcqnwm tuum. Lucíc o 2 5 - I Mais venturofo Ladraõ>l& ornaisctógraçado peccador, temos liajeem hunxmefma-monte, fe bem que crucificados, enrummtpi diverfas cruzes: Dimas foy o Ladraò venturofo,6c GeJ ftas foy o peccador defgraçado rfoy-Geftas o ach Dll ’~"“ nsJ peccador defgraçacto,poisem o porto da vida f ° J P ois° natl ^ ra gio da morte y foy Dimas d Ladrão venturoPoft 0 ^ m ° n aufragio da morte , encontrou com o melhor c u h rab ^ Vl da. Que hum homem em lugar-ido natifmgid deí* giofa, m e § Uro mais importante, efifa he a ventura mausj prodi- ^is Pj as 4 ll c em luga r do feguro^encontre CQtn o rimifragio yo rV( A ‘ ~ ’ ~ • v - - • - - * e^ehefi.hea defgraçamais eftupenda / Que ma* ^lh eu ^ ira P°is, que a de Dimas, pois em o lugar'dá morte |pQèft as ÜCes iruitosdavida; E que mayor defgraça quea f 3 n :io rte? P 01Scin a aBvqreda vida colheu os amargos fnikos em * q dous h omens afiim tãoíguaesemavjda,pois ?° r te, pj^mo peccadoi companheiros tão deiiguaesna aí ^Ufp Q( a & perdeu,ôt QutrofeÊilvou, temos-hnje-pcx íu M ro . acu l d,q.ueaonoflb difcurfodevecaufar o mayor tj as o-mcfraoiGalvario,dctidD&> das amarras de j^Os^J.^fobre a anchorade fetis.peccados,temos paráda ^ u °Us h a ‘ líl ^ u oraae iaw. peLüiu.os,remos para* W t 0 ^ntnr! XeiS defuas confciencias,& tam desbaratados - ■ L °la temnpfí-nrU - _ >_ amboa'" tem P eftadeíie feus delidos, quea arvore fecca c°m as ondas de dous bem empoladps mares, A iii Pois Pois indo ambos cofteando o cabo da vida, ambos hiam , & com íigo em o promontorio da morte. Iuntaramfe tanto 3 agoas em o Calvario,que corriaó em hum fò lugar doús '10[ res j untos, o Vermelho no fangue do Filho,6c o Oceano e W 0 \ olhos da May. Neftafurioía defenquietaçaõ,em que eoi?^ as aguas,fez naufragio obaxel da coriícfentjá de Geítas n° c 3 bo da vida, & te, ve feliz fucceüo. o ba^el ,da. CQi}fcien^4' ? Dimas no prdniontorio da morte. ‘ v ^ Sambem diderentes as cruzes , porque a hum Fervo cruz, para o feu tormento, a fua culpâf a^ncie paga fcus d e ctos > 6c ao outro ferve de cruz para o feu martyrio,a dorm. mamente e ntranhavel dosfeiis peccados^nde^mtfcm foi apura a Contriçam de feus defeitos: mas como Geílas he o aflumpto derfe dia f porque fó Dimas hc b alvo onde ^ ra o difouríb nefta hora] deixemos a Geílas fepultado na's^ defgraçis'i&.'tratemos de Domas tnumfante cni fiias ven tl, ^ r tV-enturqfo .Ladram, poisatè cm as mefmas^éefi^aças qX$ ventirrofo/ Foy Dimas em as fuas defgraças venturoío? ^ confiítmdo nafuamorte afuadefgraça,ipoftrou com í0 ^ to& * cabalidadé a Providencia Divina* quefoty a fua morte,^ Fuadiftaq fendo tu leu xoubcbxfua ruma, ioy o, feu felicidade ? 6c poDiífoy parece^ ue foyPimaso porqiréfabendoTroábar parafe; perder, também foube t° parafe fálvar. o r.v ■ . <0 r ou 'Repare y c om cu ri o íkkd e cm que morrendo Ch rl * ^ ttódcfusLadrocHs, Dimas i&iGeftasj)htflni.feíchamou °? r r ^ caitxoòMao ppoisjí dam bo» Foram companheiros em cs $ cintos,fè ambos aprenderão a roubar emq mcfma cfcol * ambos nnbaãdado o nheírno tempoaòfeu pcccado,com dia hum írr Bomi-ádrãOjÔc ooiitro Mâo sj Hea cauW^jii virtãoncüa d s> c uifrcibs.jkGeflas furtbureni a vida ^ quizr furtar ema.-morte, furtou em a vida, &t bíla foy à an 1( tf porque o prenderão* também quiz furtara Chríd 0 ^^^^ te a itotfiiida :.Saiwtimfac te múlbjum^tàrftos. E ^ y ° íC r\â c por^e^qMaiiçmnarjjiFemdaCaíljgaõ , porq llc P c 1 “ “5 r^ ap u a : cniz onde tinha a fua falvàçaõ,querendo roubar iy ln Y^em que tinham fua defgraça: Dejcende de Crnce j& co m eu U ?°i l cm a Vlda > & também furtou em a morte ; mas d er Qs ra rença 3 que fe os-furtos da vida eraó para fe?permtiTí r U r tos - d a m orce foram para fe fal var j .'& ■ furtar hum bo¬ tar hun^ re para P erder > iffo he fer mâo Ladraõ, mas furiíTo w ' c ^ nei n para fe perder, & faber furtar para fe fal var , q s ^ Bom Ladram. rou hos de n° S ^ mas na v * da > ° puzeraõ na morte, mas os 4.ue '.rouba Ulmas na morte >o puzeram ha vida. Os Ladroem; ü a Iu(b c m em ^ L ? m R e yno, fe fe paífaõ a outro ,nám toma Lias caufa c ?^Lecimento dos íeus delicfcos, ríemfentencèa as Ladram ni , Com o foyDimas,nam fo bom, masdifcreto' P ar a n u ou “ ° U; n á vida na temqque era Reyno do mundo, dena fiern n T ^ omens nao julgaflfem a fua cauíà, nem o conpe ^°$ifu r t io ^ eu c rime,namorte paífoufea roubarem o Ceo> 5 üe fez dn°r^ U e ^ ez em a terra 0 caltigàraó , & pelos roubos, ^fénte^ n 0, ° abfoLfJèram j.eraDima-s.L-a^-**^ 1 - P° ls ^Lad - ' 0 P e ^ os latròcinios que fizèra r fLadraóemo mun- -ctufn pelos larr °cinios que fizera na vidadQue fez, ei2er is it, x >°‘ Paífoufea outro Reyno na morte: Dum o e Pel Qs xq^ 7111 ^ P ara o n am haverem de caftigar em arnorca ) em C ^ U C ^ z e ra na V1 da: Eu nam quero roubarfdiz j> ^ v re dos f 0 rniIn dó 5 °nde atègora furtey., porque para fid r ^ n °deQ} 1 l ! 11 í OS< ^ a ' v ^ a i rne paffo agora ha morre para o da* 01 ern a vida ° - m ven Wi* *» Rcgnmn tman. Eu fuy Laho Crtl a «lorte 3 ^ 1S eu ^ le y de Purtar cm a morte, porque írifd qq e a nao he Y d e deixar as inclinaçoens da vida. Elte Poíf Ue jL 4 U1 morre comigo, eftando deípojado. de tudo, fu5 as ) induí>riL m ° ria,& ^ t em hum Reyno i pois alto f diz râf t Q b m e moria ?° f n ? i. a r 0 ^ bar,cilhc y d c VCT fc lhe Poffo dc n,e 1 » prcven^/ 6 he P ofs ° R)l| h ai<> Reyno,& por lhe ri¬ de db^oitrar tale/ 0 "!,^ C fe podc acautclar de mim, hcy «te fj® nd er a fua c ™ £ Cn Í! ado com a / u a P cflda , que lhe hey 8 ree niof eu T rn : Hlc . a Ute, r‘l b Í l mal, g€‘t Eparaquc Trono, hey de.defendelo nefta fua infamia: o< mia * Neqnê tu tintes x D mm . Eu para lhe furtar o Reyno > 0 11 lhe héy de entrar pela porta, ou lhe hey de fubir pelos mn r ° * para fazer pelos muros a minha fortida, neceílito. de ef& por onde vença a diíhculdade de íua fubicía ; para lhe efltf ^ pela porta, para lha abrir, me he precifa a cha ve,que me fr aíl quee a entrada. Pois bom remedio [diz Dimas ] aqui tenho c inftrumentos para o meu roubo. Eu eílou crucificado em i# Cruz, a qual juntamente he chave, &: he efeada , em e\ v ‘ chave abrirmeha a porta,para me facilitar a entrada,ík em to efeada arrimalahey aos muros * porque fe forf entid 0 ^ porta,efeajarey os muros para lhe haver de entrar em 0 Reyno: Rouballo aqui em o Calvario, íífo nam tem c ° n . c ? porque vera muita gente o meu furto. Pois que rem^ 1 0 cr Deixallopregarna Cruz, porque entaõ hirlhehey fahir^ 0 minho,&fe neceílito da noite para fazer o meu furto cot ? gurança, aqui tenho o mundo todo cuberto de trevas,& a ^ agora poífo principiar o meu roubo. Senhor ( dizia v itla dos felices inftrumentos, que a boa fortuna lhe defc 0 para ter bom fim o feu intento ] todo enternecido*# t oí * .^i. • fechiofo: Senhor, lembrai vos de mim; 'Domine ,; 0 * 2 Lembraivosdemim,paraque occupando a minha p c - Q . voíla lembrança, aílim vos poíla furtar a voíía memofl* > * ^ rèmfejaquando vos vires no voílo Reyno : Dum 'V^ - Regnum tuim. Porque aílim vos poílo eu roubar o vo|f° t<°: ...—-•- qi no, eftando introduzido em o voílo Reyno. Vòs Senho > p mm m wmm -hoje eftais dando a vida pelos voííos inimigos, queçais defte peccadòr, que pelas fuas culpas tem guerra contra vòS, cohio fe fora o maior contrario vou ^ ^ mineçnemcnto mei. E desfazendo com as fuas lagrimas nhafco de feu coração,# a pedra de fua dureza^ilüift^^.-^ j do com os rayos de fua Fè. Hoje (lhe refpondco O A jf lias de eftar comigo no Paraifo : Hodie meam & ts /o. Oh venturofo Ladram/ que traçando hoje os teL ; tU! ^ 0 ; coníegiies hoje os teus furtos j Oh Ladram ihais nos roubos da mortej do que o foftes com os fhrt° s c ? 0ls Pondote os furtos da vida na morte, te pozeraõ os furtos ^ morte na vida ! tendo nos da vida o mayor trabalho, vens a ex p erimentar nos da morte o mayor deícanço j porque fe i ^. ks te caufáraõ o mayor tormento , eftes tc introduzem °^ e S°a melh « r f >ara ^° : Hodie mccítm cr is m c Paradifo. ^ Lfte f 0 y o fuccefíb prodigiofo defte Ladram admiraveí: hum 1 ? 1 ^ ou ^ er bem o quefoy efte íucceílo, achará a Chrifto lanei ° n ^ e ^br, abfolvendo a hum Ladram,& no Ladraó falfeífor ^ Q < Tl phnfto/verà hum penitente aos pèsde hum ConSylv.tcm. hnio S abjòlvk Lâtronem p anitentem :diz o Doutiff.fi 5 - 8 9 . dade - V€ira * °ra prefupoftaefta doutrina, que hetaõ ver0 f u ^ COm o engenhoía(advirtaõ agora todos,que aqui eftà ino rre a n 3 ento d 0 Sermam.] O Ladram queemo Calvarip fc conf duas vezes C diz Santo Thomàs ) em toda a vida fto em e “°u, hõa com Pilatos em o Pretonc^outra com Chri- ? m o C aív Ve as D ~ ^aivario. A confifíaõ que fez com Pilatos, como tedef e ^ 0 P r ^ e dades de hum peccador,que te confeflà mal,foy iac l ue ^ ez com Cbrifto, como teve os requifitos Ver dadeL C ° r *bdaõ de hum lufto, que fe confeífa bem , foy dram ^ primeira como foy defe&uofa, foy para o T ~ ittias lt0 arr ^ c adaia fegunda como foy verdadeira,foy Lapaííf Ca da a . ma ^ s venturofaj foy a primeira para o Ladraó ar- ^ lmas m u 1 S ° p oZas P ortas da morte > f °y a P ara p . Thsm f P° r tasd y Ve I lturoía ’P ols das portas da morte o tirouparaF * Cate ' ^ J e ^uit Ur ;, a VI da: C oramTilatoconfejjuseftfcelera } &pamfoLxo-jÀn a ^ U l ^ion rí Con f e JJ l °fit ad.falutem. Feita a primeira con filam lkc. 13. devi a j 0S a Cirnas, para ver qual dia foy, & a fegunda zj : diff^^ ^ er: Súbitoeiimillurmnavit m iâitio S pir itv.s Sand. Au£ n di^ a a * lto Aguftinho aom .ventura, 6c com delgadezj. kic. íí^tç a Ladram,jà me confefley, Confejjus-, mas nam obnhacon fiffaó eft ou em oontosde me perder, Pana m ^haf*í P ara me deixar aílim acabar, corre muitos rifeos naf a í . jpj_„ __ Ine di 0 ? p Va Çam, pois eftà certa a minha ruina ; pois què rcDlr»- . A arn mo _ rf , 1 l l)Ie Poder rlf m e deixar aflim acabar, morro impenitente fem ' Var > porque defechiofamente me confefley. j pois B 1 6 . p peccado: Que o Ladra© tivefse em fua primeira confifa 0 te defeito , lie coufa que não tem algüa duvida * porque o IA drao quando diante do Iuiz depõem o feu roubo,fempr e ^ culpa para com o Iuiz as circunftancias aggravantes do * e furto: Ah fim, diz Dimas, alumiado jà por Deos: Súbito & illumnavit míditio Spintus San EH. E efte foy o defeito da & nha primeira connfsam 7 nr»i« ifsn pm^nHarei ímnra ^ 7 pois ifso emendarei eu agora ^ gunda; eu confefsarei hoje o meu peccado, fem dimin^, f ^ menor circunftancia do meu delicio : Nos qivdm rccipjmus. Exaqui Chriftãos hum defeito da confiísaó,q 11 ^ va muita gente ab Inferno j confefsar o vofso peccado > & - minuir nas circunftancias do vofso delicio para dar húa c ^ 5 à* vofsa culpa, nam faltar na fuftahcia do vofso peccado* ^ calar a circunftancia da vofsa culpa. Oh / quem pudera ap ? , car remedio a efta doença,pois fíe taõ perigoíbelle Caufoumefempre grande defvelo a perd i ç am de porque fe Iudas peccou,também Iudas moftrou que ,l 7 ’ pendera :F'<efMent'uiduãus> Se Iudas furtou , tambefl* * -p reftituio: Retuht trigintaargenteos. Pois fe Iudas fez tU f e o to, como fe perdeu Iudas ? Eu o direi: Iudas confeísou °^, peccado quanto à fuftancia, Feccavi j mas calou a c * rC V n u£ \o : cia que aggravava a fua culpa, & fazia mutante o feu de ^ difse que peccou entregando o Sangue do Iufto: Tfdwjl giãncm hjti devendo de dizer, pequei entregando o . de Deos • mas fendo Deos a pefsoa a quem vejidera,di .s^ Q 0 o Iufto for-a a quem entregara* & peccador que confeE* feu pedcado,aílim diminue na circunftancia do feu quc-por diminuir no feu pescado,falta em dizer a cir cl .^scia da fua culpa, aílim íe confefsa, que fe perde coín< jL pef" ‘Miliiôr: Iudas Gonfefsando o feu delilto difse, que o cado fora entregar o Sangue do Iufto * vede agora la? zo formaria o Confefsor d efte peccado ? Pcrfuadirft ventura, que contra Deos fora aqticlla culpa ? dizendo que o oftendido fora jufto,podia oConí que era.fo homenvoaíígravadOi 6c peccadof que aii f c (&> I 4 *7 mü j 5 - ^ ue ^ e P oem a &a culpa, de modo quê o Confefíbr fórcJf i Crí ° juízo do que he o feu peccado, por diminuir, ou ren^ ' F 0 feu delido, eíTe em vez de levar na confiíTaó o feu ar 0> ^ eva na con ^ ^ sa d o feu dano, porque leva na confifRar a p Ua morte: Laqueo fe fifpendit. Melhor nefte mefmo lueíled P ° rcilie nam lla de aproveitar a ludas a fuaconfiflao/e Zer r a C rí?^^ arni ^°y ta ° amante ? que atè o feu nome quer diVlo ! am: ludas , idefl 3 confejjio ? Sabeis porque ? Ora ounem . m as Con f eílbu o peccado da entrega, tradensfanguido do aS 0Ccu ^ t0U ° peccado da cobiça > confeífou o peccac ° n f e |r n ^ an °j tr adens 3 mas occultou o peccado da Simonia > P e ccad° l ri 0 P ecca d° do homicidio, fanguinem , mas calou o fó P art°H avareza - E peccador que quando fe confefia, diz nam llf, • ^ eus peccados,calando a alguns dos feus delidos, fahe deli U l ^ ° rta a * u a con d d a m, fahe delia perdido, porque y em a ^uito peior do que veyo. engana ? a °^ e m ce »°5 v e m ca peccador ignorante, a quem gaíiar, D Confeflbr,ou a Deos ? A Deos nam o pòdes entü es o ^ r( l u e te çonheceiao Confeílbr não o enganas,porque Çouf a t ^- e t e P er des. Ora ouvi, & pode ferque tremais. He *nda o Q ° P er igofa para a confiífaó nam dizer hum penitente kncio ç 6 n , am tem obrigação dc confefiar, que ainda eflfe fl- £ ad 0l: . í! n<a ° fobre efta matéria, deve de fazer tremer ao pecnartl fam S i P ecca dos veniaes, faõ fò matéria fuíhcientô, mas da que v° S P ecca dos veniaes matéria neceíTaria, & eíla mateTfal. 3 coufa '‘tOpa,. uuu^aiu ut ucjjui ,u uu-uuiiu* ^ Ue íbis ob[ eCe ^ r ’ & jl uc ^ era ° dlencio daquelles peccados, • - w um ' i-a Rey, quoniam tacui, invc- 'l d,t r ojnniá ofia meajum clamarem tota die. Eu, dizia Da- ^Uava ' ^ ue ^ando todo o dia, também me calei quãd ‘' e - qu« ndr ‘ p ran ^ e duvida! Sc David clamou todoo dia.rofó 0 fe cal °U ? (am f E fe David nam falloma uai he a i8 coufa,que David nam diííe, que tanto o faz tremer, qité '• o faz recear? Titelmano o deixou efcrito: Tacuit < JDa c v^> Títelma». %n Pft 1 ' hoc intelligendum eft de venialibus. Olliai,o clamar de P aV ^ s era a fua confiífam, o que dizia quando fe confefsavajera 1 11 peccados mortaes, que cometera,6c o que calava eraó os P ^ cados veniaes,em que cahira: Ah fim, diz David, & que eu tal, que me confefiafse de maneira,que calaíle os meusp e cados, indaquefofiem veniaes efies delidos/ Oh qu e f 1 meu filendo me faz tremer, efte meu filencio me faz di' Qitoniam tacuijnveteraverunt omnia ojja mea. E que o zer hum peccado na confiífam, que David nam tinha ob J V f çam de depòr, o fizefse tremer / E que o calar hum pe cca Q nafuaconfifsamaquillo,quetcmobrigaçam de défcobr^j, nam faça pafmar / o nam faça tremer / grande defgraça > ; quanta gente leva a confifsaó ao Inferno / pois vindo o p eC ^ f , dor a fe confefsar, ou cala o feu peccado,ou diminue n*, q cunílancia da fua culpa,para dar hCia capa ao feu deli^ '^ peccador que fe quizer íalvar, nenhüa coufa deve faztfV*^ 0 outra executar, haveis de depòr a vofsa culpa, fem enC<£ ^ vofso peccado, porque íica facrilega a vofsa confifsam^^ peita a voífa dor, haveis de vos confefsar como o D 1 que dizendo o feu peccado, fe nam meteu com outra Cp 11 confifsam de feu delido: Nos qmdem digna fatfú rectf inl . ‘ç r Ora eu quero refponder a luia pergunta, que me P°^ e $ zer qualquer ouvinte, que tenho nefte^Auditorio. P? ra .^ a confefsar bem, bailará dizer o meu peccado, fem dimUj ^ circunitancia do meu delido ? Para vos confefsares bc*y perfeitamente, nam baila ííto; pois que falta ? fazer o cutou Dimas: Nos qmdemjujlédignafatfis recip^nusO fou o feu peccado, fem diminuir cm a circunitancia delido,& nam deu nenhüa defculpa ao feu peccado 0 miferia, antes culpou tanto o feu delido, que contefsotf> j. era iguala fua pena à fua culpa: lujtc digna Mas vós nas confiísoens que fazeis, fe depondes todas fas culpas, falcayoseíla circunitancia de Dimas >. dr ^efculpais os vofsos peccados ; &c por ifso Dimas fe falvoíi e ^Curofamente, & vos defgraçadamente vos perdeis, a D * e ccou David,&; peccou Saui,veyo Naran para abfolver amK V e y° Sanuíel para abfolver aSaul j confefsaraófe ^ > fizeram as confifsoens tam conformes, que ambos fe „ ^cuiaraõpelomefmo eftylo: P eccaviDomno , difse David . , \ c ' Quia? ^ pequei contra o meu Senhor: Peccavi ,,. c% út[Q r í \ V aricatU5 fi m 'f ™ onem c Domini i di(sc Saul.Eu fuy taõ i y, lhe a f C l do > ft u e P ec l liei contra ° meu Senhor, quebrandoVec j e Ua Ley. Viftes já confifsoens mais femelhantes ? Ora deufe a f ra a difFerença que tiveram j falvoufe David, & perniod ^ P°* s ^ e ^ es ^ lomens confefsam pelo mefmo f e f a {^ a | 0Sj fe le confefsaõ ambos pelo proprio eftylo,como q Ue ^ a h u m , & fe perde outro ? Sabeis porque ? Porque inda fe Conf Co r nf ^áiaõ pelo mefmo eftylo,quanto à fuftancia,naó p° rq e ^raõquanto às circunftanciaspelo mefmo modo; dornv ^ av i d difse, que peccára fomente, nam acrefcentan2 V*; Snadaa ^ ua coufifsaõ,&: Sauldifse( olhay o Texto ) o tem 0 lit ! mens p opulum. Eu pequei, he verdade Samue^, mas c °nfef r° P ovo í°Y a cau f i a do meu peccado: Ah fim,& vós c °nf e f • Vos ^ an do efcufas à vofsa culpa, pois inda que vos ^ 0r qu °n C ° m ° Sau *’ nam vos aveis de ^ a ^ ar como David. C0l fiad r diz a fua culpa íem desfazer no feu deliòto ovofso eilcu lpano feu peccado, & vòs.como Saul ,confefsais c ° n fifso^ eC ? d ° dc ^ cu ^Ipando como Saul vofsos deiuftos. Ah des p e ft Cns / acr ^ e B as ' a h confifsoés deftegenero,& que granc ° n fefs a CS f ° is das con fciuncias ! Provera a Deos, que vos naó tantos o r eSjíd Vos Avieis de confefsar allim •, poi* nam ferião yindov S V °^ Sos l^Çrilegios, nem tantos os vofsos deli&os, fcrje PeccS ° reme< ^^° de ruina,& a triaga de veneno. Toma hoe itiq u ^ o r ° exemplo em o Ladram, porque fe fe confefsou to a lumí t j P ecca ^ or tantos defeitos, foube fazer em quan¬ do àpirit °r d o klpitito Santo: Súbito Hluminaiit cum crudi - Va b qiie d > ^ ãn ^ 1: ™ ia Con f ifi iam taó verdadeira para fefalPoz o feu peccado com todas as circunftancias de C ij fua lua culpa, íem defculpar para com Deos,nem para com os J 1 ' mensoV av ^ men< ^ as offenfas,que tinha cometido C(,ntt3 Divindade: Nos quidêjuftéjignafatfis recipmas. ‘Dominó mento rnei. I I I. O Terceiro defeito que em a confifsaò tem o p que fc confefsa mal, he o pouco propofito que tem de p íf verar em fua emenda, pois depondo hoje o feu peccado?^^ nhaã logo torna a cometer o proprio delidto: Que NN tivefse na fua primeira confifsam efte defeito, he coufa fl ue ‘ bre fer muito clara, he também muito manifeíía *, pois o < aI pendimento,que hum Ladram tem do feu roubo , hefom ^ te em quanto fe vè nas mãos da Iuítiça, 6c fe coníidera c° ^ fua vida em contingências com a fua morte > mas fef e v , ■ 0 vre da cadeya,em que o prenderam, torna outra vez ao m e ^ delieto: Porque le caftiga ? Porque nam deli lie do r°uk°^ el i fe aparta do furto: Ah fim,6t vòs Senhor alumiaifxnc q . juizoparaeu ver os defeitos de minha primeira confi» s Siibito illuminavit eum eruditio Sfiritus Sanei u Pois o erro? \ eu nella contra vòs cometi, a gora neítao quero emendar • na minha primeira confifsam tive hum propofito tain firme, que fendo a minha culpa o roubar, furtar quero a ^ pregado nefta Cruz, onde eftou para morrer j p°is*_be ^ lembrayvos.de mim ia no dia do Iuizo, £ Z )ytn veneris- ^ ^ cu, meu Deos, & levaime comvofco, porque fe eu m ^ mundo, pofso ter occaíioes para mais roubar , 6c eu aln quero arrepender, que antes quero morrer,do que torna tar. , \] c) c Pois Ladram Santo, pi mas penitente , aflim com ^ pedis a Chrilto o perdam de voísas culpas>porque lhe 0 e p dss a vida, para a íatisfaçam de vofsos crimes, & p ara íl da de vofsos peccados ? U h que andou Dimas m ulto ^ ffi to /Ei, na morte, diz o Ladram, eftouíeguro de torfla £ çn liC^ tar,mas cu na vida pofso tornar a delinquir 5 pois nam, * jj f 1 1 2 Cirnas, perca fe a vida, porque nam fique eu no perigo de frao-^ 1 ^ Cu ^ P a > n ani quero vida, porque pcíTo tornar a nau- , gar nas ondas, quero morte,porque naõ poílb mais peccar, a que cheguei a morrer. q que propofito taó necefiario para a coji fiííaõ 7 & oh je h C ° l u a ta ° P ouco ptadicada do penitente ! ConfeíTafe ho- “ or u e m,& logo hoje torna a peccar j homem ignoranfta s ? r\ le P r °pofito he o teu, fe hoje abraças, o que hoje detcmente 6 ernenc ^ a a tua > dizendo hoje, proponho firme - tra ve ' C m te ^ evantan d o dos pès do Confefior,vàs bufear ouquiz 2 a tlla Cl dp a ? Trata de fer como o Ladram, quer antes ta a q ° rFer do que ficar em o riíco de tornar a delinquirfimí¬ dia do 1 / naS5 c i ue antes qui 2 e h ar pregado em híia Cr U2 are o ^u. O r dia l2o > do que tornara roubar, hüa vez que fe confie fan^, r ? 0 uv ^ um Texto,que nam íeyfe o ouviítes algum gerarem o Púlpito h°uv e ^ ut ln diebus Noejic iffud erit mihi. Aílim como eu me ffii cap. °utre l a C ° m os ^ omens no tempo de Noè,aílim ha de ha ?+• F e l° PfQí^ 3 q ue do meímo modo fe haja para mim, d i z i )eos *e ente nc ] e ta ^ a ias: eíle Texto tem muita diíficuldzde para I er ^ er ra com p n J m ° o entende da Encarnaçaó, porém eu por agp Tj porque vaream muito os Padres em o explica - rui . J m ° o entende da Encarnaçaó, porém eu por age ?° 0 crite^^^' t(x * os os Lxpofitores, que o explicarão co- • m j p or nQCrarn5 ° ^ e y de explicar da Convenam do LaCl dop e i d U e ua opinião dò doutiflimo Paez C mais conhe- *eu nome] & he ddgraça . 1 •^ l r os. o,. 0r tuguez,lhe kubam ofeu nome mais os eilraut . er lam d e i? s nat u r aes / Ao pé da letra o entende elíe da Conk ^fegnj, j lr ? i S > como dle o explica em a íua Semana Sanr , e j} 1 a, a ° oermamdelie Ladram admiravel; a explicação s j , a de fer minha ( faço d)a adveitcnciaaoscn- ‘ go. Aí]i m er ln ^ e ^ a dmm o dia. ; Ora adverti, Se ídecoL n , e N 0 ;T ^ m ° e “ mc houve para com os homens notenv la ^ortjJ?°. Lad I am f ehaverá comigo no tempo dc • Pite hc o fentido que fazem eftas palavras, feC iij guindo 11 Genef.c). guindo efta expofrção tão douta , como verdadeira * Sc P° f que razam fc ha de haver Dimas para C hriílo em a fua C^ [ aflim como Deos fe houve para comnofco em aquell£ t e ? po ? Sicut m diebtis Noe ? Porque? Vede a razam * no ternp 0 ^ Noè deu Deos hum diluvio de agua íbbre a terra, &: p ro íjf teu, que nunca mais havia com agua de alagar a terra: A erunt ultra aqiue diltrvij ad delendtm umverjam carnempois defta promefía houve mais diluvio ? Nam } pois porque o Ladram fe ha de haver para Chnílo , aíliri) c°fL Deos fe houve para com o mundo j porque aflim conio ** pois do propoíito de nam haver mais diluvio, nam Deos mais ao mundo com agua, aflim depois do Lad#^ confeflar,&: prometer de nunca maisdclinquir, depois &^ propoíito nunca mais peccou, depois deita promeíía mais quebrou fua palavra. Oh idea de penitentes ! oh & cí , pio de peccadores / Confeflarme,& nam tornar a peccar , c '• íeílarme de roubar,& nunca mais tornara delinquir E P° r ^ Dimas teve eftc propoíito, por iflb Dimas fe falvou; que nós nas noílas contiílbés nam temos efta firmeza,p° r np nos perdemos como Geftas, & nos nam falvamos co&° * C ' mas. Homem, como he firme o teu propoíito, Penam te ^ó) nhiía emenda ? Homem, como he verdadeira a tua cov fc vàs continuando em os teus peccados, íem te aparta* teus dei idos? . vjr Direis ( que bem fey que a duvida cftà à flor da terl ^ 0 fí reis que por ifso o Ladram nam furtou mais,porque tn° r que vòs, que por ííso peccais, porque ainda nam m ° rí j Vr " vòs morrais por peccar, iflb íey eu, mas que por pena car morrais,ifso nam quero eu crer: mas em louvor de V vede o engano do voíso difeurfo ■ , o Ladram por ifso flj! tou, porque morreo j antes por iflb morreo , porque pr tam lirme foy o propoíito da fua emenda, que inda fl ^ ^ mas vivera, Dimas nunca mais furtara. Ora ouvi a pi°' propriedade,& com agudeza. i ... r_ b • . . cum aguucza. , .. David na fua mocidade,toda a occupaçam da * ci la % defpedaçar Feras,Sc matar Leoensr Trocou o campo J; 0 Palacio, a Corte pelo deferto, o cajado pelo Cetro, o furPela Purpura j & deixou logo David todo o exercício pa- °nli de tal maneira, que nam encontrareis em toda a Efcrira jque ti v-effe David a mefma occupaçaõ. Valhame Deos' nto valorem David na mocidade,ôc já agora em David tanl as p C ° esfor ǰ •' Na mocidade efpedaça os Leoens, & dezaíía tini Cr r S> ^ a g° ra nam dezafia a hüa fó fera,nem mata hum f>av°H am ? ^ lz ^ anto Ephrem,porque os fucceíTos de do j , n o Cam p o com as feras, forao pronoífico do fuccefso D.Ephr. 1 tr 0 in p r am em ° Cal vario: ürfus ejt ‘Diabolm, cáries eft Lahic / & Cl bus rucQ ^fmit David arietem 3 ita Chnjlus Latronem kjduSap. Par. ^hú° rttS exemt ‘ Ah > & os fuccefsos de David na mo- ?***» *» p 0lsa ^ ra m figurada Converfaõde Dimas em o Calvarioj Cai1t : E ~ ra S)jà Un feha de mudar, que fe atègora defpedaçava as fe-^^*/* ^ e ixef ^° ra nam ^ a matar brutos; perpetuefe a vida, c ulpa a lnc b n açam, continnefe na exiftencia, mas deixefe a v i dj i^ r e ^°lvime a deixaras feras, pois nunca mais, diz Daas feras de experimentar o meu valor. Oh Lad ram j°: oh Dimas bem afortunadoque conhecendo o teu P r op oí ] 3 1Cla vezdeteílada a tua culpa, foy tam firme o teu r °do o p°; c l l!e nam tornaíles mais ao teu roubo* dei xailes de v ida tc t J Irto > quizeftes mais a morte que a vida * porque fe a p a ,. a 2 l a a contingência de furtar,a morte te deu o dezen- ^ P^Ucn r llaiS nam delinqmr. Peccador,o teu propofito he ° lrme ; 6c pòdes dormir/ pòdes defcançar/ vás da t 3 n i te conr ei0r ^ u c Vlc ^ es a penitencia,& nam tremes / 8 c de n llr í ^ es ' ven * ao Confcfsor para te ouvir,8c prome3 out ra am P ecc ar, tornas logo outra vez a dei inquir / torp ‘ ^ois e ez a P cccar / cuidas que em te confefsar eflà o ponh Cc ^o n S^naítC} opontoeità cm confeflár dc maneira o ta ^ ST* ^^ rc ^ anc ^° o delido feja o propofito firme paia jU v a v r a ac * m i tir efsc ptceado * 6c fe cite propofito te falDç Clvn. Ua Fedida com a tua cònfifsam. ltoem-a fuaCruzdifse David húas palavras, que tem / 9 PfA. 75 T. S jlv.tom y.fioiy A. 6o. H tem tmiíta dííHculdade: De cJio audiium feciftijudiciu ra tremuit,& qttievit. S enhor, diz David, vòs em a vofsa CM pozefte vos a julgar a terra, ella tremeu, Sc defcançou: op c . terra cremefse à vifta do Iuizo, bem eílà, mas que ágora eíW* defcançada aquella terra, que ha tam pouco efteve táo m^ f0 fa / Ora aílim havia de íer como fuccedeoj Chrifto em a C r u eftavacomo Iuiz,ÔceftavacomoConfefsor, porque o íefsor também he Iuiz, 6c a terra temerofa cra figura de hV* peccador arrependido: O peccado da terra qual he ? Ü? Occultar os corpos mortos 3 Sc que fazia agora a terra ? QHu . Lançavaos fóra: Multa corpora, qua doí ' nwrant, JirrrcXtf 111 ' . * E por ventura tornou a terra a receber a efses corpos qu e . 1 çára? Nam 3 porque eftes,na melhor opinião, nunca terra fe entrega raõ, porque nunca mais morreram. E ?° iS Q \\ quando a terra, figura do peccador,treme,pelos pcccados > que lançadoseftes peccados cõ propofitp firme de na6í outra vez admitidos, deve entaõ o peccador defcançat j tremer,porque o peccado ainda naò fahio , depois 2t[ ulíJ ;etv . por ^ ue o peccado mais fe nam ha de cometer: 6c que d eV ^ do iito fer aíTirn, andem os peecadores as avefsas / defc^ 11 ^ quando tornaó ao peccado, 6c nam tremem quando l0ií çfr ao feu delido ! defcança quando diante do Iuiz,queh e 0 r 3 fefsor,afiim depõem fuas culpas, indo com animo de torI1 m $ - - - - - wâ&m cometer as mefmas olfenfas ! Oh ! nam feja aílim, p e do ' de lefus Chrillojfcjamos como Dimas.que fò tratou ^^0 canço do Paraifo, depois quedeteítou o roubo com P to ^ c0 p # firme de nam tornar mais ao furto 3 6c fe hoje nos diz nos havemos de coníefsar, aprendamos a nos çonfeto ^ prf neira,que elle fe confefsou,que conhecendo o mahqM^^jaí meira conhfsam feaccuzára, fez hoje fegunda, P* r *, C !Lji os erros da primeira: Domine, memento mei.Hk coftjw ftilutem-. iv. I v. O quarto defeito,que tem a confiísaõ do Pf cCa ^° 1; p^ c ^ fc conleLsa hem, ethi da parte do penitente y & ^ C°* ■ PB : %s ' ^onfeflbr *, eftâ da parte do penitente* porque devendo bufi r ao Medico, que melhor entendeíTe da chaga, cõmumente tá d a ° Confeílor,que tem menos experiencia da ferida> efx ^ a parte do ConfeíTor, porque devendo curar a ferida, deic a c h aga i'em remedio. Ohdefgraça.' que para a doença do ,° r Po fe bufqueao melhor Medico,&que para a enfermidade a alma fe efcolha o ConfeíTor menos prudente / Oh laílima/ via P° rc l ue nam perigue o corpo, tenha hum homem, de fua at antodefvello, &. da fua alma, para que nam perigue,que La*ri tÇn ^ a 0 P ecca ^ or nenhum cuidado / Que a coníiífam do 0 r ^tivefie efte defeito,eu o moftro: A primeira vez que as ac * r am fe confeíTou, foy com Pilatos,& com Pilatos com a lrcií nftancias de luiz.O Iuiz quando o Ladram lhe depoé preh Cu ^P a > ouvelhe a confiífam do feu roubo,mas nam lhe re- ^uli^ e ° feu delido, nem lhe encarece a fealdade da fua ttien ^^eaconfiílamdofeupeccado, Ôcfemlhe dizer a o L a ^ r ra, lhe dà a penitencia da fua culpa: Ah fim, diz bvi^ 3^3 & eu para a minha primeira confiflaõ bufquei a eu °nfeíTor, que fe mc ouvio, nam me reprehendeo > pois jC° n ^ roit te hoje confeífar, para emendar a minha primeira qu ero ailí > Senhor, haveis de fer o meu ConfeíTor,mas eu naó que f e íejais meu Confefsor como ahi eftais: quero, fim, em 0 J a is o meu ConfeíTor neíía Cruz, como haveis de eftar tem Qu luizo ’• veneris in Regnum. E pois que mais ^e?p lri ^ 0 com °luiz> que como Senhor em o Cal vario? te n ^ 0 ara ConfeíTor tem muito* porque Chriílo em a Cruz tfa 0s ouvidos abertos para nos ouvir, tinha a boca fecha¬ is ouv^ n ° S re P re ^ en< ^ er: won aperiens osfunm: 8c no luizo ha jfai ^<kç a lrnos J uias ha de reprehendernos: Congregabogentes 4 * 0 ^ € “ s m valiem lozaphat : & difccptabo cum eis . Ah fim, Joel . 3 . n am f^j 1 , ram > P°i s eu nam quero ConfeíTor que ouça.&: que Conf c |r° 3 ^nero ConfeíTor que falle,& que ouça •, nam quero CU a Q u e* 1 '^ ueou S a >& porque iíTo he confefsarme íc prehen!? m enamre P rcliencla 5 eu quero Confefsor, que me porque quero, que a minha cófiíTam mc aproveite. D Tor- nhor, & nam em outro dia, ha de fer o de minha confí^ que guardar para mais tarde a minha penitencia, he pòf e grande rifco a minha alma:Lançay vós agora meu Conf^. iJivino a abíplviçam íobre tantas culpas * nam vos hey deu e xar os pes,em quanto como o Ladram nam ouvir a vofsa W para que imitando a Dunas nos feus acertos, tenha cc& ^ mas a íua ventura por meyo da Graça, &c. ■