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Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f xxii LISTA DE ACRÓNIMOS E SIGLAS IMB SPSS Statistics – Sotwere de tratamento de dados quantitativos. INIDE - Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento da Educação. LBSE. - Lei de Bases do Sistema da Educação. MED - Ministério da Educação. MPLAMovimento Popular para Libertação de Angola UNESCO–Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura UNITA - União Nacional pela Independência Total de Angola FNLAFrente Nacional para a Libertação de Angola NEE - Necessidades Educativas Especiais EEEducação Especial ISCEInstituto Superior de Ciências Educativas N.RNão Responde ISPOCABInstituto Superior Politécnico Católico de Benguela EFP-Escolas de Formação de Professor IMNE - Instituto Médio Normal de Educação RAREARelatório da Avaliação da Reforma Educativa em Angola OCDEOrganização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico
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Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 10 Carvalho, Barão de Mossâmedes. A cidade de «Mossâmedes» foi fundada em 1840 e passou em 14 de Novembro de 1953 a escrever-se «Moçâmedes», e assim se chamou até 1985, passando a chamar-se de Namibe até Junho de 2016, tendo então sido de novo alterado por Dec-Lei de 27 Junho de 2016, para cidade de «Moçâmedes».O município tem 8.916 km² e cerca de 335.892 habitantes. É limitado a Norte pelo município de Baía Farta, a Este pelos municípios de Camucuio, Bibala e Virei, a Sul pelo município de Tômbua e a Oeste pelo Oceano Atlântico. A cidade dispõe de duas instituições de ensino superior ligadas à Universidade Mandume ya Ndemufayo, sendo a Escola Superior Politécnica do Namibe e a Escola Superior Pedagógica do Namibe. Outra instituição que mantém polo em Moçâmedes é a Universidade Privada de Angola. De nível técnico/tecnológico existe a Academia de Pesca e Ciências do Mar do Namibe, inaugurada em 2017. 1.3. Breves considerações sobre o sistema educativo. Dois anos após a independência, Angola realiza a primeira reforma educativa que pretendia “adequar a educação ao sistema de economia de mercado, favorecer a escolarização a todas as crianças em idade escolar, reduzir os índices de analfabetismo e aumentar a eficácia do sistema educativo” (Alfredo & Tortella, 2014, p.248). Em 2002 Angola implementou a segunda reforma educativa e os objectivos que nortearam mormente a sua implementação à luz da Lei nº 17/16, de 7 de Outubro (Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino) já reformulada em 2020 por não se ajustar ao contexto actual. O propósito consistiu essencialmente na correcção das falhas da primeira reforma realizada em 1978. Desta feita, a segunda reforma, de acordo com o Relatório da Avaliação da Reforma Educativa em Angola [RAREA], (2014), tinha quatro objectivos fundamentais, nomeadamente, “(i) expandir a rede escolar; (ii) melhorar a qualidade do processo de ensino-aprendizagem; (iii) reforçar a eficácia do sistema de educação; e (iv) melhorar a equidade do sistema de educação”(p.41). De acordo com os regulamentos da reforma educativa, a sua implementação tinha de ser faseada até 2012, ano da avaliação e generalização. A avaliação consistiria “nos currículos, no processo de ensino e aprendizagem, na formação de professores, na administração e a gestão dos materiais e das escolas” (Alfredo & Tortella, 2014, p.248). Os diversos normativos orientadores ou indicadores produzidos pelo INIDE tais como o currículo do ensino primário (2003,2005 e a segunda edição de 2011), o currículo de
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Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 18 privilegiando a avaliação como forma de regulação das próprias escolas e do sistema educativo”(p.11). No entanto, as mudanças aceleradas e profundas no círculo laboral, científico, interdisciplinar e tecnológicos segundo o que escreve Torelló (2008), seguem marcando as sociedades e suas formas de ser constantemente. Mais ainda, elas afectam e interferem de maneira significativa o mundo da educação. A mesma ideia é afiançada por Tejada (2002) que escreve dizendo que, educar-se hoje requer uma adaptação aos diferentes âmbitos, tais como: o cultural, o social, o laboral, o profissional e o pessoal. O mesmo é dizer que, o educar-se implica colocar-se ao ritmo da mudança e da sua velocidade, condensando novas explicações de concepções culturais, de produção, social, económico e das relações laborais. Interessante ainda, nesse sentido, a afirmação de Torelló (2008, p.75), segundo a qual: é importante conhecer em que direção aponta as grandes mudanças sociais que se estão produzindo (globalização, revolução tecnológica, multiculturalismo, entre outros) para, posteriormente, se poder determinar as repercussões e as implicações formativas. Do nosso ponto de vista, apraz-nos exprimir que o exercício de ensinar/educar em qualquer sociedade, cumpre determinados fins dos quais o próprio professor deve reflectir com o intuito de realizar diversas actividades, fazendo recurso a um conjunto de habilidades necessárias para o alcance dos mesmos. É neste contexto que Klau, Lübeck & Silva, (2018), reconhecem como um dos principais desafios que o professor enfrenta no exercício de sua profissão é saber agir diante da diversidade. (…), embora a diversidade possa possibilitar a todos os envolvidos conhecer pessoas e culturas. Porém, o desconhecido, para muitos, provoca desconforto. O modo como se lida com a diversidade na prática, sobretudo numa sala de aula, passa a ser mais desafiador e complexo do que sugere a teoria (p. 551). Vale reconhecer que o papel do professor é complexo, partindo do pressuposto de que nele intervém diversos elementos relacionados quer seja com a sua actividade quanto ao aluno, e ainda podemos considerar que estão presentes traços da personalidade de ambos bem como as qualidades da ciência que ensina e outros aspectos como a abordagem didáctica dos programas de ensino/ planos curriculares. Cremos que a consciência de renovação de metodologias por parte do próprio professor é a base para a necessidade de sua formação para aquisição de novas competências como reflecte Ruiz (2011, p.291), que em vez de reformulações de conteúdos e objectivos na formação de competências do
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Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 26 CAPÍTULO II: JUSTIFICAÇÃO TEÓRICO A parte da justificação teórica é uma fase importante no processo de investigação uma vez que orienta e ajuda na busca dos factos, de noções e de princípios do objecto de estudo, bem como para entender a problemática da investigação e procurar possíveis soluções, ou seja, encontrar respostas para os problemas apontados ou levantados.“É necessário, como em toda a investigação, partir do conhecimento de conceitos e realidades que engloba o contexto no qual se desenvolva o trabalho” (Carballo, 2018, p.27). De acordo com Martins & Theófhilo (2009, p.27) o termo teoria tem sido empregue de diferentes maneiras para indicar distintas questões. Ao revisar a literatura, para construção de um trabalho científico, encontram-se expressões contraditórias e ambíguas: conceitos como teoria; orientação teórica; marco teórico; esquema teórico; referencial teórico; plataforma teórica; utilizados como sinónimos. Em outras situações o termo teoria serve para indicar uma série de ideias que uma pessoa tem a respeito de algo [...]. Outro uso do termo é o de se entender teoria como o pensamento de um autor como por exemplo: teoria de Max e teoria de Freud etc. Assim sendo, para a presente investigação, consideramos essencial o ponto de partida deste processo de justificação teórica: a contextualização e evolução histórica do atendimento de pessoas com necessidades educativas especiais. Posteriormente efectuamos uma análise de experiências da educação inclusiva e a escola para todos. A última parte dedicamos a análise das necessidades formativas dos professores para a atenção à diversidade. Em suma, a justificação teórica orienta-se por três grandes eixos. Para todos os casos, fizemos uma revisão de literatura pertinente e recente relacionada com o problema de investigação. Figura 5 Esquematização dos três grandes eixos da Justificação teórica Elaboração própria Educação inclusiva e a escola para todos Necessidades formativas dos professores para atender a diversidade.
Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 27 2.1. Contextualização e evolução histórica do atendimento de pessoas com necessidades educativas especiais Em todas as sociedades a escola surge como o meio privilegiado de transmissão da cultura. Espera-se que os alunos que a frequentam aprendam os valores, as normas da comunidade onde se inserem, assim como os instrumentos de saber que lhes permitam desempenhar um papel activo nessa comunidade. Para adquirir esses instrumentos a criança precisa de aprender a observar, deduzir, raciocinar, analisar e tirar conclusões. Contudo, para algumas crianças a aquisição dessas competências torna-se difícil levando-as a manifestar necessidades educativas especiais. Esta situação mobilizou vários pensadores a questionarem-se sobre a possibilidade eventualmente de dar oportunidade a essas crianças. No final dos anos 70 e século XX, o conceito de necessidades educativas especiais (NEE) começou a ser utilizado e assinala um marco importante na forma como se equaciona a criança diferente e os seus problemas de aprendizagem. Passou-se da tradicional classificação tipológica das diferentes deficiências, baseada em critérios médicos, e procurou-se centrar nos problemas de aprendizagem que qualquer criança poderá ter no seu percurso escolar, não decorrendo estes, obrigatoriamente, de défices individuais (Madureira & Leite, 2003). Casanova (1990; citado em Madureira &Leite, 2003) descreve as necessidades educativas especiais como, “(…) aquelas que têm certos alunos com dificuldades maiores que o habitual (mais amplas e mais profundas) e que precisam, por isso, de ajudas completamente especificas. Determinar que um aluno apresenta necessidades especiais supõe que para atingir os objectivos educativos necessita de apoios didácticos ou serviços particulares e definidos em função das suas características pessoais (…)” (p.30). Graças a Conferência Mundial sobre NEE, realizada em 1994, em Salamanca que concluiu que as “crianças e jovens com NEE devem ter acesso às escolas regulares e a elas devem adequar, através de uma pedagogia centrada na criança, capaz de ir ao encontro com estas necessidades” (UNESCO, 1994,p.3). De lá a esta parte, tem-se defendido, de igual modo, que as escolas devem ajustar-se a todas as crianças, independentemente das suas condições físicas, sociais, linguísticas ou outras. É através deste conceito que devem ser incluídas as crianças com NEE, crianças de rua, crianças de minorias linguísticas. Assim, as escolas devem encontrar formas de educar com sucesso estas crianças.
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Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 29 físicas, motoras, sensoriais, mentais e emocionais significativas em relação à restante população, restitui a imagem da evolução da própria sociedade ao longo das épocas (Madureira& Leite, 2003). Estes indivíduos são considerados “deficientes”, e como tal, necessitam de apoios e tratamentos especiais. Foi esta necessidade que levou ao surgir das Necessidades Educativas Especiais (NEE). Segundo Madureira & Leite, (2003) o conceito de NEE rapidamente passou a ser utilizado para referenciar qualquer tipo de problema e/ou dificuldades dos alunos. As profundas mudanças nos princípios subjacentes à acção educativa e a evolução dos conceitos no campo da EE que os diferentes países atravessaram ao longo dos tempos estão em estreita ligação com os caminhos percorridos por muitos países. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência adoptada em 2006 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU, 2006) é o pleno reconhecimento dos direitos das pessoas com deficiência, tal como expresso no artigo 1º: "A finalidade da presente Convenção é promover, proteger e assegurar o exercício pleno em condições de igualdade de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais para todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade inerente". O momento que actualmente vivemos é de grandes pressões, transformações a todos os níveis, e essas mudanças reflectem-se a nível educacional. Torna-se um desafio por parte de todos os intervenientes no processo educativo, romper com o tradicional currículo existente para dar início a novas práticas educativas mais perto de uma realidade social. De facto, “o dinamismo que caracteriza o mundo actual, inexistente em épocas anteriores, não só que seja mais veloz, senão mesmo que afecta profundamente as práticas sociais” como afirmam Bernal, Gozálvez, & Burguet, (2017, p. 2). Considerando que o aluno actual vive constantemente num contexto de mudanças repentinas, num mundo onde a informação emerge a um ritmo assustador que o sufoca, necessita, por isso, de orientação do educador / professor para poder avaliar qual a informação necessária para a sua formação como cidadão. Actualmente, o aluno do novo milénio não se ajusta a um professor que dita apenas a sua matéria, mas sim de um professor colaborativo, orientador que lhe indique caminhos, que lhe mostre estratégias e que o auxilie na preparação para o exercício da sua profissão. O impacto provocado pela globalização, pelas inúmeras transformações na educação, exige mudanças de forma significativa, na formação dos professores, principalmente em áreas que
Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 30 se relacionam com a manipulação de instrumentos e ferramentas que geralmente, regem a vida moderna em sociedade. 2.1.1. Desenvolvimento histórico do conceito dos alunos com necessidades educativas especiais Markoni & Lakatos (2003), idealizam a reflexão segundo a qual, a ciência utiliza símbolos de termos e conceitos para a síntese das coisas e dos fenómenos perceptíveis na natureza, do mundo psíquico do homem ou da sociedade, para tornar mais precisa a comunicação evitando a ambiguidade do objecto de estudo. Para Rodrigues & Lima Rodrigues (2011), pensar de forma nova sobre um determinado assunto implica criar novas formas de dizer o que se quer comunicar.O conceito dos alunos com necessidades especiais teve um longo percurso no qual divergiram e convergiram várias abordagens a favor e a desfavor. São conhecidos os mitos e as alegorias produzidos antigamente e sobretudo em algumas realidades socias a volta de pessoas potadoras de deficiência. Voltando ao assunto, o próprio percurso da educação especial também teve diferentes ritmos tendo em conta as alterações ideológicas, políticas a construção social, histórica e cultural. Para Mendonça & Silva (2015) o atendimento educacional às pessoas com deficiência passou por vários paradigmas (institucionalização total, parcial, integração e inclusão), funcionando e evoluindo de acordo com as ideias científicas predominantes em cada época, com as concepções e os modelos de homem e de sociedade presentes nos diversos momentos históricos. (2015, p. 513). O trabalho com crianças portadoras de deficiência segundo Sanches &Teodoro (2006) “foi (...) desenvolvido por pessoas individuais, as quais, por razões de ordem diversa, acreditaram que era possível mudar o status quo e elegeram a escolarização destas crianças como a bandeira das suas vidas e a ela entregaram-se sem reservas.” (p.66). É nesta perspectiva que o mesmo autor considerou como pioneiros do trabalho com crianças portadoras de deficiência as instituições pariticulares nomeadamente instituições de caridade que acreditaram no sucesso e progresso dessas crianças o que revelou “a incompatibilidades, incompreensão e ignorância do sistema educativo e seus agentes e da sociedade em geral” Sanches e Teodoro (2006, p. 66). Pois é uma questão importante e ao mesmo tempo problemática porque segundo Díez (2004): durante muitos anos se alimentava o conceito segundo o qual, as respostas as pessoas não incluídas na tradição categoria de “normalidade” era da responsabilidade exclusivamente da educação. Com a abordagem inclusiva foi abandonada esta ideia para defender que a resposta
Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 31 a diversidade é da responsabilidade da comunidade educativa e não de uma única modalidade específica (p.38). Voltando ao contexto, a perspectiva actual entende a pessoa com deficiência como aquela que tem necessidades especiais e, para ver assegurada a sua inclusão social, ela necessita de respostas especiais, sendo-lhe reconhecidos: direitos, necessidades e potenciais. Nos dias de hoje o atendimento de crianças com necessidades de apoio implica uma nova concepção de escola cuja palavra de ordem é inclusão. A construção de uma Escola para todos tornou-se uma prioridade face à preocupação crescente no domínio da educação, a procura de uma resposta educativa para todas as crianças na perspectiva da Declaração de Salamanca (1994). O início recente da educação especial organizada confirma que a história da educação das pessoas com deficiência teve um longo percurso de segregação, marcado pela negação do acesso a formas de sociabilidade e de contacto com a cultura que lhes garantiriam um padrão mínimo de socialização e de desenvolvimento mental, a partir do qual podiam adquirir o estatuto de pessoa num dado grupo social. E apesar das mudanças nas últimas décadas, ainda há um certo olhar de desconfiança em relação às suas possibilidades de aprender e de se relacionarem com os outros (Ministerio de Educación, 2018, p. 6). O conceito de Necessidades Educativas Especiais tem origem no “Relatório Warnock”, publicado em 1978. O referido Relatório Warnock “resulta do pedido do governo do Reino Unido, com o objectivo de conhecer a situação escolar das crianças com deficiência” (Ministerio de Educación, 2018). Actualmente o paradigma referencial do novo conceito de Necessidades Educativas Especiais muda em consideração as declarações de Salamanca (1994). Portanto, considera-se hoje uma criança com necessidades educativas especiais: “aquela que apresenta algum problema de aprendizagem ao longo da sua escolarização”o que pressupõe uma atenção singular e recursos adeguados a sua especificidade.“Esta definição implica duas noções estreitamente relacionadas, os problemas de aprendizagem e a resposta da escola” (Ministerio de Educación, 2018, p.8). O mesmo autor sublinha que “o aspecto mais relevante, inovador, deste conceito é centrar-se nos problemas de aprendizagem e evitar a linguagem da deficiência e a linguagem médica, a ênfase é colocado na escola e na resposta educativa.” (2018, p. 8). Nesse sentido, refira-se que Ainscow & Muncey (1989) realizaram um conjunto de estudos com o objectivo de identificar quais os factores que caracterizam as escolas regulares consideradas eficazes no atendimento aos alunos com NEE. E analisando os resultados obtidos pela pesquisa, constata-se que os procedimentos em causa centram-se,
Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 32 essencialmente, a ampla gama de experiências curriculares de forma a satisfazer as necessidades de todos os alunos, formas organizadas de apoio aos professores de turma e registo e avaliação dinâmica dos progressos dos alunos. A sua concretização pressupõe a efectivação de algumas mudanças organizativas na generalidade das nossas escolas, dado que a constatação empírica salienta para a existência de práticas não conformes aos procedimentos em causa. Segundo Sanches & Teodoro (2006, p. 64; em Jomtien, 1990),“a ruptura formal com a Educação especial dá-se com a Conferência Mundial sobre Educação para Todos e reforça-se com a Conferência Mundial sobre Necessidades educativas especiais que deu origem à Declaração de Salamanca (1994).” Pretende-se assim, assumir o compromisso da participação de cada um dos elementos, na tomada de decisões, expectativas e interesses rumo a criação de condições fundamentais para a inclusão. 2.1.2. Dificuldades na formação com crianças com necessidades educativas especiais na perspectiva de uma educação inclusiva São inúmeras as dificuldades e desafios que necessitam de ser superados pelos docentes, para uma efectiva inclusão escolar e social da pessoa com dificuldades de aprendizagem. O padrão inclusivo evidencia a diferença como aspecto básico para a sociedade e seus membros. É conhecido como o modelo que sucede a “integração”, modelo no qual o aluno integrado é obrigado a adaptar-se, o que na realidade evidencia a exclusão desse aluno do qual não se tem em conta a sua realidade. A perspectiva da inclusão significa avançar para um único sistema educacional que seja mais diversificado, substituindo o método de ensino onde existe a separação entre programas e modalidades diferenciados e orientados a diferentes grupos de alunos o que implica a escola complementar este plano em alunos que apresentem necessidades de carácter permanente que os impeçam de qualquer forma de adquirir as competências e aprendizagens do currículo comum. A educação inclusiva (Moriña, 2004, p.35) “pode ser considerada como uma filosofia e prática educativa emergente que pretende melhorar o acesso a uma aprendizagem de qualidade nas classes ordinárias para todos os alunos através de contextos de aprendizagens inclusivos desenvolvidos desde o marco do currículo comum”. Vale recordar que na prática e na execução desses planos se confunde a integração com a inclusão como afirma Blanco (2006, p.5).
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Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 42 da diversidade como uma riqueza e não como um problema a resolver dando sentido a diversidade como um contributo na aprendizagem de todos e de cada um/a na sua singularidade (p.99). A educação inclusiva exige “foratelcer os laços entre as escolas e a sociedade, a fim de possibilitar as famílias e as comunidades a participar e contribuir para o processo educativo” (UNESCO, 2008, p.20). Na perspectiva de Canjeque (2018) a escola inclusiva rege-se pelo respeitode que todo o ser humano merece e garante a todas as crianças uma educação e instrução para a sua inserção na sociedade. Nesta ordem de ideias, torna-se fácil perceber que a educação inclusiva se contrapõe aos princípios da integração dos alunos com necessidades educativas especiais em sala de aulasnormais e em salas especialmente destinadas a alunos com necessidades de apoio. Promover a inclusão é principalmente criar serviços de qualidade e não democratizar para todas as carências. Neste confronto de ideias, paraMoriña&Parrilla (2006)“desde a educação inclusiva, se concebe a escola e a aula como uma comunidade que deve garantir o direito que todos os alunos têm de aprender juntos desde um currículo comum.”(p.518). O que se torna mais difícil perante o contexto educativo, é colocar em prática essa educação inclusiva, é muitas vezes encarada como uma introdução a técnicas e métodos específicos que possam permitir a aprendizagem individual das crianças. Actualmente, o enfoque sobre a diferença permanece o mesmo no espaço escolar, na medida em que o olhar do professor está no que ele espera que a criança produza, conforme o seu planeamento semanal, deixando de considerar a sua individualidade. A este propósito, Slee (2012), no seu livro “La escuela extraordinaria: exclusión, escolarización y educación inclusiva”, defende a ideia da não existência de um ponto de partida para educação inclusiva considera apenas um conjunto de elementos em todo o processo: a educação especial tradicional; a teoria crítica e a nova sociologia da educação; os estudos da descapacidade na educação, culturais e da teoria feminista, do desenvolvimento e da teoria crítica da raça; a teoria política; a sociologia política, o currículo, a pedagogia e a evolução; a formação do professor; a geografia social as metodologias de investigação (p.102). A par destes indicadores o autor ressalta a importância de um novo elemento que se sintetiza na “investigação” que deu corpo, definiu, desenvolveu e distinguiu diferentes conceitos aliados a interesses específicos em torno a educação no âmbito geral.
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Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 44 vocabulário congruente que nos livre da fortificação de tradições escolares antigos (Slee, 2012, p.181). A concepção de Sanches (2011) é aquela de que as escolas inclusivas, parece a transparecer a óptica segundo a qual este tipo de escola dá aos alunos a possibilidade e o direito de viver e de desenvolvem as suas aprendizagens no seu próprio ambiente entre os seus colegas. Podíamos também assim dizer, na lógica do autor que as escolas inclusivas reproduzem a imagem de igualdade de direitos e deveres, procuram ultrapassar todas as dificuldades que possam minar o processo de inclusão numa determinada instituição escolar, educam para a cultura democrática e têm como meta final a aprender a ser, a saber fazer, a viver ou estar com o diferente. Numa única expressão e sem medo de errar, a escola inclusiva deve ser “uma comunidade dos “diferentes” onde reina a justiça, a equidade, a igualdade e o respeito acima de tudo”. Sandoval at. al., (2002) salientaram que o guia para a avaliação e melhoria da educação inclusiva que corresponde a tradução do Index for Inclusion em Castelano é, em primeiro lugar, um documento indicador para a reflexão sobre os pressupostos teóricos a que, frequentemente nos aproximamos pelo facto das diferenças individuais. O texto se mostra como eminentemente prático e versátil, porquanto nos apresenta os passos sequenciados de um processo de inovação e melhoria nas escolas que desejam dirigir suas práticas educativas com uma orientação inclusiva. A esse proposto faz-se referência os quatro âmbitos: • O primeiro âmbito diz respeito ao próprio conceito de “educación inclusiva” como construção unificadora de uma perspectiva nova e ampla para a educação escolar; • O segundo diz respeito ao estudo sobre as condições escolares que leva certas escolas a serem mais convincentes na tarefa de dar respostas equitativas à diversidade de alunos que aprendem e que conectam com os estudos que demonstram como levar acabo “processos ou ciclos de melhoria”; • O terceiro é relativo ao vínculo a uma” perspectiva social crítica respeitante ao aluno em desvantagem educativa; • O quarto diz respeito ao conceito de dificuldades de aprendizagem e da participação de acordo com as ditas desvantagens vistas como realidades substantivas dos próprios alunos e que certamente dificultam ou inibem as possibilidades de aprendizagem daqueles alunos que tradicionalmente eram vistos como especiais.
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Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 47 de ideias, sendo a comunidade educativa constituída pelos alunos, pais e encarregados de educação, professores, funcionários não docentes das escolas, empresas e outras entidades que colaboram no processo de formação dos alunos, o sucesso do processo educativo supõe grande parte da responsabilidade de todos os membros da comunidade educativa. De certo modo que a mudança é emergente, a questão da inclusão educativa (princípio da atenção à diversidade dos alunos) deve ser assumida em conjunto com a comunidade educativa. Para se atingir uma cultura escolar inclusiva a família e a escola devem assumir-se como “elementochave na aquisição e promoção de comportamentos relevantes no contexto escolar” (Genol & Gamero, 2020, p. 309). De outro modo, a própria (UNESCO, 2008) na sua 48ª sessão apela pela “promoção de culturas e ambientes escolares adaptados à criança, que são propícios a aprendizagem significativa, respeito pela igualdade de gênero, papel activo e a participação dos próprios alunos, suas famílias e suas comunidades” (p. 20). De outra forma, pode-se dizer que, a presença das famílias para um trabalho em conjunto com o centro educativo estabelece um vínculo da qualidade na inclusão educativa. A propósito, Ferreira (2018) defende que: a relação família-escola é de grande importância para o trabalho inclusivo, pois através de tal relacionamento é possível promover qualidade na inclusão, pois a comunicação da família junto à escola vem só a contribuir para o processo social dentro desses dois ambientes conjuntamente. Incluir envolve não somente o “corpo interno” escolar, mas sim toda a sociedade em que a escola está inserida, pois é fato que a realidade local deve ser considerada para tomada de decisões. (p.127-128). Concordamos que o contributo da família na colaboração, abordagens de desafios, podem ser um recurso que facilite o processo da atenção à diversidade, na medida em que pode aproximar-se de outras culturas, experiências profissionais ou colaborar na realização de objectivos específicos para algum aluno/ aluna. Aucoin (2014) considera que para eliminar as desigualdades e criar escolas inclusivas requer-se um câmbio sistemático. Pois esta mudança envolve nesse sentido, professores, pais, directores, políticas educativas bem como os académicos numa partilha conjunta de um projecto colectivo que busca superar as barreiras e criar capacidades. Embora o processo seja lento, do nosso ponto de vista, todos nós necessitamos de reconhecer e acreditar na educação inclusiva, de compreender, acima de tudo, os princípios teóricos e práticos que envolvem o processo, reconhecer a importância da inclusão escolar e cada um a seu nível tomar responsabilidades a respeito do assunto. A
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Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 50 Nesse sentido, os sistemas educativos não devem estar alheios a esta realidade, mas preparados para dar a resposta a estes fenómenos desafiantes. Em todo este panorama dizem os autores, que a atenção à diversidade tem de ser contemplada desde o ponto de visto ético mais que do ponto de vista psicopedagógico. Essa ideia é reforçada da seguinte maneira por Díez & Martín (2005, p.94), “ou pomos ao serviço da educação nossos valores como pessoa educadora ou nos pomos ao serviço do sistema de poder que nesse momento marca as linhas educativas a seguir”. A investigação de Alonso & Aguilella (2012), com os agentes vinculados ao processo inclusivo, como é o caso dos professores, famílias e os próprios alunos, aponta como principais problemas mais importantes produzidos durante o ensino secundário a interacção social e a necessidade de trabalhar as atitudes e educar a auto-estima. Outro aspecto de relevância que os dados indicam, segundo os autores, prendem-se com a actualização dos currículos para que os conhecimentos teóricos abram caminhos para os conteúdos práticos. Foi também referenciado o aspecto de reajustamento do marco legislativo, criando mais espaços que permitam dar continuidade aos estudos. A propósito, justificam-se essas dificuldades pelo facto da deterioração dos elementos fundamentais de uma inclusão satisfatória como é o caso dos conteúdos ensinados, da mobilidade de professores, do contacto com as famílias e dos apoios a dar aos alunos. Considera-se necessário unir esforços para afrontar essas dificuldades que parecem ser obstáculo as boas práticas inclusivas e incrementá-los durante a mudança de ciclo educativo. 2.2.5. A educação multicultural como estratégia para uma educação inclusiva Os benefícios de uma educação multicultural se convertem numa sociedade aberta plural e, por conseguinte, em formação de homens e mulheres capazes de se inserirem na sociedade e enfrentarem qualquer desafio, afirmam Gómez & González (2014). Acreditar que todos temos direitos iguais, quer seja na escola ou na vida profissional, é fundamental para pensar no princípio do conceito principal do reconhecimento do outro com a sua cultura, o que pode significar o respeito à diversidade, ou seja, esta forma de conceber a educação no contexto actual, de forma geral, leva a uma maior consciência da responsabilidade individual e colectiva na sociedade. Compartilhamos com Medina (2012, citada em Gómez& González, 2014, p.22), que defende a educação intercultural como sendo regido pelos seguintes princípios fundamentais:
Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 57 A propósito, dizem Mujika & Lasarte (2007, p.28), “a convivência se constrói quando o outro se senta ao nosso lado”. O mesmo é dizer, a convivência se realiza quando aceitamos o outro como ele é, ou seja, o seu ser pessoa acima de tudo. A temática da educação inclusiva, parece ser um dos temas mais discutidos neste século pela sua relevância que se circunscreve nos direitos de todas as pessoas sem olhar para a sua condição. São várias as abordagens ligadas a diferentes autores consideradas como ponto de referência desse processo e seu percurso como se pode ler em Ainscow (2002) sobre as suas experiências que originaram em um instrumento “Indice” de grande contributo: Para que as escolas sejam inclusivas; incentiva os professores a compartilhar e construir conhecimentos que têm sobre o que impede a participação e aprendizagem e ajudá-los a fazer uma análise detalhada das possibilidades de melhorar a capacidade de aprendizagem e participação em todas as questões relacionadas à escola e para todos os seus alunos. Presume-se que esta não é uma iniciativa adicional que os centros empreendem, mas uma forma sistemática de comprometer-se na planificação do desenvolvimento escolar, definir prioridades para a mudança, implementar melhorias e monitorar o progresso. É importante entender que o conceito de inclusão, apresentado no índice é amplo e vai mais além de muitas das definições que têm sido utilizadas anteriormente. Se esforça para minimizar todas as dificuldades de aprender e de participar, sem apontar a quem as experimenta e onde quer que estejam localizadas – as culturas, as políticas ou as práticas das escolas. Insiste na mobilização de recursos desperdiçados em termos de professores, alunos, directores, pais e outros membros da comunidade escolar. Neste contexto, a diversidade é vista como um recurso rico que pode apoiar o desenvolvimento do ensino e da aprendizagem (p. 74). Voltando ao assunto, este instrumento para nós se converte num modelo de questionamentos e tomadas de decisões para as escolas rumo ao progresso e desenvolvimento das aprendizagens de todos como direito atinente a todo o ser humano. Apesar de ser um grande desafio, corrobora nesta ideia Muntaner (2014) ao considerar necessário um câmbio de modelo mais bem-adaptado a realidade actual e que responda adequadamente as exigências e necessidades de hoje. Portanto, os centros devem realizar um desenvolvimento curricular, fazendo uso de sua autonomia para adequar a acção educativa as possibilidades e as características de cada contexto e a realidade de cada centro como especifica.
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Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 61 professor deverá possuir para ser bem-sucedido na sua profissão” (p. 44). Tratando de uma formação específica que é a da gestão da atenção à diversidade, partimos da ideia que se tem sobre a atenção à diversidade na perspectiva de Díez& Martín (2005, p.94) segundo a qual,o termo “atenção à diversidade” foi introduzido dentro do âmbito da educação especial, como um princípio ideológico não susceptível de ser operacionalizado, que configurava um sistema de valores e crenças como caminho para a acção e o comportamento”. A este respeito, o termo desofuscou os modelos antigos de compreender os alunos e suscitou a ideia de novos modelos curriculares, câmbios na organização dos centros e nas estratégias do ensino e aprendizagem para todos. Agência Europeia para o Desenvolvimento da Educação do aluno com Necessidades Educativas Especiais (2011) apresenta os resultados dos relatórios dos países participantes de um estudo efectuado e desses resultados apreende-se que “é possível introduzir novos conteúdos que fazem os futuros profissionais”para a atenção as necessidades dos alunos que têm ou não necessidades educacionais especiais, bem como “outros alunos em risco de exclusão ou fracasso escolar” (p. 486). A atenção à diversidade é “o princípio ideológico”, visto que o seu estudo e sua expressão implicam uma educação em atitudes e valores, enquadrado a nível individual como atitude de entrega, vocação e sentimento a entender e atender o aluno fundamentalmente como pessoa em desenvolvimento, e porque deu sentido a expressão da ideologia que deve enquadrar todo o projecto educativo de um centro (Díez & Martín, p.94). Com tudo isto, pressupõe-se que a atenção à diversidade reconhece o aluno como o centro da educação. A mesma ideia é partilhada por Alonso & Castedo (2010) segundo a qual o termo atenção à diversidade: baseia-se, em igual medida, nos aspectos curriculares, como também nos organizativos, e que existe uma certa semelhança na consideração da mesma como uma maneira de adequar o currículo ao momento evolutivo dos alunos pondo-se ao seu nível de conhecimentos e fazendo-o avançar frente a adaptação de objectivos, conteúdos ou actividades segundo as necessidades educativas, ou medidas educativas planificadas para que o aluno atinja a máxima socialização e individualização (p.58). O pensamento dos autores espelha a existência de uma consciência clara segundo a qual os alunos não devem ser homogeneizados em perfis estáticos válidos para todos os casos e todos os tempos. Suas necessidades obedecem a um processo em contínua evolução na medida em que progridem através do ciclo de vida, sujeito a mudanças segundo as circunstâncias. A mesma ideia se reflecte em Hernández (2014) ao afirmar que a atenção à diversidade vai unida a um tipo de competência docente baseada na responsabilidade compartida e na
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Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 63 singularidade. Desta forma, se pode esperar do professor contribuição com soluções justas e adequadas aos novos desafios impostos pelo princípio da atenção à diversidade dos alunos. Desde uma perspectiva mais geral, Estepa, Mayor, Hernández, Sánchez, Rodríguez, Altopiedi, & Torres (2005) definem a necessidade como a carência de algo que se considera inevitável ou desejável em direção a mudança e a melhoria. Atenção à diversidade na perspectiva de Cortés, (2012), exige do professor “a aprender a trabalhar em equipa, pondo em prática as habilidades que ensinará aos seus alunos: escutar, dar feedback construtivo, partilhar os conhecimentos, negociar e respeitar as experiências dos demais” (p.235). 2.3.1. A formação do professor face aos desafios do princípio da atenção à diversidade A escola enquanto lugar de aprendizagens vive da proficiência e qualidade dos professores, que ainda são vistos como detentores de competências pedagógicas. Para Kitahara & Custódio (2017), o professor como “mediador do processo de ensino aprendizagem, deve estar preparado para actuar de modo menos preconceituoso, sendo peça fundamental na implementação de propostas e outras acções que visam a eficácia e eficiência das proposições legais e práticas inclusivas” (p.79). A esse respeito Moriña (2017) considera “necessário e imprescindível que o professor tenha a oportunidade e o espaço para formar-se e dar respostas educativas a diversidade” (p.23). Tudo isto reflecte a relevância da formação do professor para intervier e reflectir sobre as suas práticas e a pertinência dos projectos levados acabo na escola e na sociedade em geral. O Foro Mundial de la Educación em Dakar (2000) evidencia a necessidade de ajudar os docentes na sua formação para ajudarem os educandos; é evidente que os professores cumprem um papel essencial no provimento da educação e a qualidade da instrução depende em grande medida em salas de aulas com o pessoal docente competente e bem capacitado. A Agência Europeia para o desenvolvimento da educação do aluno com NEE (2011) na perspectiva de apoiar a formação dos professores para a educação inclusiva, bem como da análise das barreiras e desafios encontrados pelos participantes de 25 países, após, “o relatório destaca três questões-chave comuns: a necessidade de delimitar a terminologia coerentes dos conceitos de inclusão e diversidade; desenvolver políticas educativas integrais e interconectadas e melhorar a colaboração entre os profissionais” (2011, p.486). Lamentavelmente, números obstáculos impedem dotar as aulas de professores competentes a medíocre remuneração, a baixa categoria, a pesada carga de trabalho, a quantidade excessiva de alunos por classe e a falta de desenvolvimento profissional.
Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 64 Hernandéz (2011, p.622), espelha a necessidade de aumentar as capacidades profissionais dos docentes desde o melhoramento da formação inicial, contínua e dando mais apoio e condições de trabalho quotidiano, possibilidades de desenvolvimento contínuo através da formação, exigindo-lhes o dever do cumprimento da sua efectividade e trabalho docente, avaliação da própria docência, da planificação de estratégias e metodologias de actuação com os alunos e adaptação as características dos mesmos. Arrozola & Bozalongo (2014) defendem a ideia de que experimentar e explorar com planificações que combinam os distintos aspectos do ensino e aprendizagem criativos pode considerar-se uma alternativa na preparação dos professores para a diversidade tal como se lê em muitos autores. Sanches (2011) é apologista de que a inclusão constitui um novo modelo que impõe novas formas a sociedade e a escola e que se sintetiza no respeito mútuo. Percebe-se que hoje, a responsabilidade é tanto quanto da escola como da própria sociedade. Quanto a esta questão, Marcelo (2011) defende que a profissionalização dos professores está marcada pelas exigências do sistema educativo, pela necessidade de potenciar a escola ao serviço da sociedade e demonstrar sua pertinência social, as funções dos professores e suas capacidades para as desenvolver em excelentes condições. Nessa lógica, considera-se o papel do professor transformado pelo facto de este assumir mais responsabilidade e ter aumentado as exigências da sua profissão. Os desafios que abordam as mudanças educativas levam a novas reflexões sobre o processo de construção de um docente, desde a sua formação inicial, permanente e desempenho profissional como alguns países mostram a sua preocupação em elevar a qualidade de preparação inicial e fortalecer as outras etapas de preparação contínua do professor dando possibilidades para a qualificação profissional na perspectiva da garantia de melhores condições de trabalho UNESCO (2012). Para Freire (2012) é necessária a coerência entre o ser e o fazer do professor relativamente à autonomia e à identidade do aluno. Ou seja, a acção do professor exige dele uma congruência entre o seu fazer e o seu ser diante de seus alunos e da sociedade. Nesse sentido o professor significa um espelho e modelo a seguir. Na opinião de Parrilla (2002) as ditas reformas efectuadas concebem um processo de adição de novos alunos antes excluídos e neste raciocínio (Verdugo, 2009) afirma que, a atenção a diversidade (inclusão) exige modificar atitudes negativas e estereótipos, qualificar o professorado e os demais profissionais, quer isto dizer que, implica mudar as dinâmicas de programação educativa e o desenho curricular habitual e outras actuações educativas no centro.
Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 65 Os desafios que abordam as mudanças educativas -levam a novas reflexões sobre o processo de construção de um docente, desde a sua formação inicial, permanente e desempenho profissional. A exemplo de outros muitos países que, mostram sua preocupação em elevar a qualificação docente dando-lhe a possibilidade de melhorar o seu perfil na perspectiva da garantia de melhores condições de trabalho UNESCO, (2012). A formação de professores como afirma Rodrigues e Lima-Rodrigues (2017) deve ter o carácter motivacional para o futuro profissional da educação para se sentirem mais confortáveis e capazes de ensinar sem excluir. Na verdade, hoje verifica-se uma certa desarmonia entre o modelo de formação e o aceleramento vertiginoso de mudanças sociais. Afirmam, Estepa et. al. (2005) que “a formação oferecida aos professores apresenta dificuldades sobretudo em aprender a ensinar, formação de grupos de aprendizagens e de integração dos alunos nos grupos, organização da planificação disciplinar e atenção tutorial dos alunos. Ainda, outros autores como Gómez & González (2014) adicionam a esta discrepância a inexistência da formação, o que suscita o interesse pela abordagem da formação intercultural. Relativamente aos princípios que regem a atenção à diversidade, Alonso e Castedo (2010) afirmam: Os resultados obtidos indicam que estes não se alcançaram porque seguimos um sistema educativo mais integrador que inclusivo. […]. Entretanto como consequência verifica-se a insuficiência preparação dos docentes e um importante desfase entre os aspectos teóricos e sua aplicação na prática diária dos centros educativos primários (p. 50). É pertinente a apresentação e análises dos modelos e bases da formação dos professores, Gómez & González (2014, p.133a) invocam Sabariego (2002), que recolhe os modelos desenvolvidos por De Vicente (1992), que na nossa reflexão são relevantes a realidade actual. Tabela 3 Modelos e bases de formação dos professores segundo De Vicente (1992) Modelos e bases de formação dos professores Tipologia de modelos Objectivo O desenvolvimento dirigido individualmente: Refere-se ao processo de planificação e realização de actividades encaminhadas a promover a própria aprendizagem. Tem como o sujeito principal o próprio professor que desenha sua própria aprendizagem O modelo de observação /evolução Proporciona a informação necessária sobre acções educativas e resultados de sua prática docente, realiza uma análise mediante o feedback. O processo de Este modelo tem a sua origem na necessidade de resolver um problema
Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 66 desenvolvimento e melhoria surgido no centro educativo. Portanto implica a participação dos professores num processo de aquisição de habilidades para melhorar a escola. O modelo baseado no treinamento Realiza-se mediante a participação a workshops ou seminários orientados por experto. Constitui a forma mais comum da formação. Modelo de pesquisa/ investigação Incide sobre o aspecto da detenção da problemática de interesses que se pretende investigar, recolha de dados, sua interpretação, entre outras acções próprias das fases de uma investigação. Elaboração própria.Fonte: De Vicente (1992), A este respeito, Sabariego, (2002) propôs um novo “modelo de inovação na formação dos professores” que poderíamos chamar de modelo de “participação do professor nos processos de inovação educativa e de reflexão na acção”, que se sintetiza em um conjunto de interrogantes: Quais são os objectivos mais convenientes para os promover, quais são os métodos de ensino mais apropriados ou quais são os métodos que facilitam a obtenção desses objectivos através da investigação. Esta forma de reflexão promove a figura do professor como um profissional reflexivo com capacidade de articular a própria formação com a actividade reflexiva, investigadora e a inovação em educação intercultural (p.30). Hernández (2014) defende que as reformas educativas por si só não são capazes de responder as desigualdades sociais, escolares, étnicas, etc. É necessário fomentar práticas educativas para todos, ou seja, desenhar “uma escola para todos onde cada um se retracta e é reconhecido de acordo com um sistema educativo normalizado e não especial. Assim, a escola passa a ser um lugar que oferece recursos e serviços adequados a cada aluno, optando pela actividade e tomadas de decisões num círculo colaborativo, tendo como base o princípio de que todas as crianças podem ser ensinadas e obterem êxitos. Uma educação que contempla a atenção a diversidade dos alunos como um valor humano deve enveredar por estratégias novas tais como: • Fomentar redes naturais de apoio, tutela entre companheiros, círculos de amigos; • Adaptar o ensino da aula de maneira a beneficiar os outros, é outra estratégia; • Não obstante, tudo isto, é importante capacitar os alunos para prestarem apoio aos seus companheiros; • Fomentar a compreensão das diferenças individuais;
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Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 98 CAPÍTULO IV: APRESENTAÇÃO, ANÁLISE, INTERPRETAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS O capítulo supracitado evidencia os resultados obtidos na pesquisa que nos permitiram identificar as principais necessidades formativas dos professores do ensino primário e secundário que se revelam nas suas práticas pedagógicas que emergem da gestão da diversidade dos alunos em Angola. Os resultados ora apresentados foram confrontados com os estudos já realizados sobre a área temática. 4.1. Caracterização da amostra A caracterização dos indivíduos da amostra foi realizada no geral. O referido estudo apresentado foi realizado em duas províncias vizinhas (Benguela e Namibe) situadas na faixa do litoral, fazendo parte das 18 províncias de Angola, cada uma com características diversificadas em termos de investimentos, cultura, beleza, zonas turísticas, costumes, designadamente. O critério da selecção das duas províncias e a indicação das escolas deu-se por uma certa afinidade tendo em canta o factor da possibilidade de acesso às escolas. A escolha dos professores foi de maneira aleatória simples. São todos professores frente ao aluno, embora um ou outro esteja a desempenhar as funções de chefe de actividades extras escolar, ou ainda coordenador de turno. Destes professores, uma maioria parte frequenta o ensino superior de formação de professores, já alguns com a licenciatura feita, e outros com ensino médio geral ou de formação de professores e há ainda neste grupo aqueles professores cujas áreas de formação académica não são especificamente para a educação. Todavia, estão dando aulas certa fragilidade em temos de competências didáctico/ pedagógica. Todos são professores pagos pelo estado de acordo com o tempo de serviço e do grau académico pelo serviço que prestam tanto em escolas públicas quanto em escolas públicas privadas (comparticipadas). Todos vivem mais ou menos próximos do seu local de serviço com a excepção de quatro professores que trabalham a quarenta km de suas residências. Em termos de participação tanto do questionário quanto da entrevista, notou-se uma participação regular, “não equilibrada” pelo facto de ter havido muitas omissões de questões sem respostas o que se repercute na análise de dados. Em sequência os dados quantitativos foram analisados de forma descritiva calculando-se as frequências, percentagens e os valores mínimos, máximos, média e desvio padrão para as variáveis com escala de Likert. Foi utilizado o software estatístico IBM SPSS Statistics 22 ®.
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Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 130 Conclusão geral da categoria E: Dos 5 professores do ensino primário de Benguela, apenas 2 responderam acerca da concepção que a Instituição tem sobre a atenção à diversidade dos alunos na sala de aulas. Um diz que a escola tem feito muito pouco e o outro professor diz que a escola tem feito muito, no entanto ambos não explicam o quê em concreto. Apenas dois professores responderam sobre como é abordada a questão da atenção à diversidade na sua escola, um diz que se deveria reflectir diariamente sobre esta temática e o outro professor refere que a escola deveria acompanhar mais de perto os professores. Três professores responderam que a escola procura estratégias para uma cultura inclusiva, um diz que através de encontros. Quanto à questão sobre o que é que a escola tem organizado para que os professores tenham competências estratégicas para atender a diversidade dos alunos apenas um professor respondeu referindo que não se juntam os alunos reprovados numa só turma, tentam enquadrar os alunos mesmo havendo diferenças de idade e havendo patologias. Em relação à política de superação dos professores para a atenção a diversidade dos alunos na sala de aulas os 5 professores responderam e referem os seminários realizados quinzenalmente mais formação, encontros de professores e debates. Também um sugere a criação de um gabinete psicopedagógico que ajude o professor e aluno e outro professor sugere a assistência às aulas e mais acompanhamento individual aos professores. Apenas dois professores responderam que o projecto educativo não tem em conta a diversidade dos alunos. Quanto à questão se a planificação das aulas abrange a diversidade de alunos, os quatro professores que responderam 2 dizem que sim e os outros dois professores dizem que realizam uma planificação geral. Somente um professor respondeu como avalia a participação dos pais nos projectos educativos da escola dizendo que de forma geral quando são convocados alguns aparecem. Quanto à questão sobre o contributo da família no processo da atenção à diversidade dos alunos ser importante, três professores responderam. Um diz que é suficiente e os outros dois dizem ser importante, insubstituível e imprescindível. É a família que passa a maior parte do tempo com o aluno e que o conhece melhor.
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Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 234 secundário do Namibe. Em contrapartida promovem trabalhos de grupos, mandam tarefas para casa sem diversificação das mesmas o que compromete o princípio da atenção à diversidade. Parece-nos que a metodologia tradicional continua a influenciar as actuais práticas pedagógicas dos professores. Nessa lógica, parece existir para este grupo de professores uma necessidade de práticas de novas metodologias face ao desafio do princípio de atenção à diversidade. A categoria comunicação engloba os seguintes itens: linguagem oral do professor; cedência do direito do uso da palavra aos alunos; permitir os alunos de fazer perguntas relativamente as suas inquietações; valorização das palavras e da intervenção dos alunos; expressão das emoções por parte dos alunos; reconhecimento e atenção as emoções dos alunos tais como: alegria, afecto e tristeza; desenvolvimento da capacidade de expressão das emoções sentidas. Os resultados da referida categoria, na generalidade, expressam algumas debilidades dos professores no que concerne a componente: “valorização das palavras e da intervenção dos alunos” bem como da componente “desenvolvimento da capacidade de expressão das emoções sentidas”. Apesar da diferença ser pouco significativa, nota-se que os professores de ensino secundário de Benguela tendem a desenvolver nas suas práticas pedagógicas o espírito comunicativo e valorização das palavras e intervenção dos alunos. Tabela 130 Análise comparativa das observações das prática educativas dos professores do ensino primário e secundário de Benguela e do Namibe na categoria relação Categorias Registo de indicadores Níveis da escala de classificação 1 Excelente 2 Bom 3 Regular 4 Mau 5 Nulo Relação A P1-1; P2-1, P2-2; S1-2 P1-2; S1-1; S2-2; S2-1 B P1-1; P2-1; S2-2; S1-2 P1-2; S1-1; P2-2; S2-1 C P1-1; P1-2; P2-1; S2-1 S1-1; S1-2; P2-2; S22 D S1-1; S1-2 P1-2; S2-1; S22; P2-2 P1-1; P2-1 a-Contacto inicial com os alunos; bRelação professor/ aluno; cRelação aluno/ aluno e cFormação de valores tais como; do respeito, a solidariedade, a equidade Tabela 131 Análise comparativa das observações das prática educativas dos professores do ensino primário e secundário de Benguela e do Namibe na categoria participação Categorias Registo de Níveis da escala de classificação
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Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 238 ensino primário e secundário de Benguela em relação aos professores do Namibe no que concerne o princípio da atenção à diversidade dos alunos em sala de aula. Para efectuar a triangulação, procuramos criar uma relação entre os dados resultantes do estudo empírico do contexto angolano tendo como instrumentos (inquérito por questionário, que é um instrumento de pesquisa em Ciências Sociais, que de acordo com a perspectiva de Martín Izard (2010), “consiste numa série de perguntas ou itens sobre um determinado problema ou questão que se deseja investigar e cujas respostas devem ser anotadas” (p. 148), observações de aulas, é uma técnica utilizada na pesquisa educacional, ou seja, é um processo sistemático que visa descrever com precisão eventos de interesse. Seu principal interesse está no registo do comportamento ou conduta manifestada de forma válida e confiável (Matos &Pasek, 2008). De outra forma, pode ser considera como um sistema de codificação para operacionalizar os resultados (Ballester, 2001). Dito de outra forma, os resultados emergem dos instrumentos quantitativos e qualitativos para permitir o conhecimento do nível de consciência entre os resultados obtidos dos diferentes instrumentos dos quais nos servimos nesta investigação. Tendo em conta o volume dos resultados, optamos por apresentar a triangulação de forma codificada e para uma melhor compreensão dos passos que se seguem, passamos à explicação inerente aos participantes da investigação da seguinte maneira: Aos 20 professores do ensino primário de Benguela que participaram do questionário atribuímos o seguinte código: P1-1, P1-2, P1-3, P1-4, P1-5…P1-20) e aos 20 do ensino secundário da mesma província denominam-se por: S1-1, S1-2, S1-3, S1-4, S1-5… S1-20. Relativamente aos 20 professores do Namibe, do ensino primário que participaram do questionário cognominamos por: P2-1, P2-2, P2-3, P1-4, P2-5……P2-20) e aos 20 professores do ensino secundário da mesma província por: S2-1, S2-2, S2-3, S2-4, S2-5... S2-20). Para as entrevistas dos 10 professores de cada província seguiu-se a seguinte codificação: P 1-1, P1-2, P1-3, P1-4, P1-5 (professores de ensino primário de Benguela) e S1-1, S1-2, S1-3, S1-4, S1-5 (professores do ensino secundário da mesma província). Para os professores da província do Namibe a codificação é a seguinte: P2-1, P2-2, P2-3, P2-4, P2-5 (professores de ensino primário) e S2-1, S2-2, S2-4, S2-5 (professores de ensino secundário do Namibe) em função das unidades / cotegorias de análise como se poder ler. Quanto aos 8 professores observados entre Benguela e Namibe representam-se da seguinte maneira: P1-1 e P1-2 (professores observados do ensino primário de Benguela), S1-1 e S1-2 (professores observados do ensino secundário de Benguela). P2-1 e P2-2 (professores observados da província do Namibe) sendo S2-1 e S2-2 (professores observados do ensino secundário da província do Namibe). Para o Focus group como critério
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Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 240 B C D E Entrevista semiestruturada P1-4, P1-5S1-1, S1-2, S1-3, S1-4, S1-5 P2-4, P2-5 S2-1, S2-2, S2-4, S2-5 4.3.5 Conhecimentos da atenção à diversidade. Pressupostos para mitigar as necessidades formativas dos professores Focus group 5 professores 4.3.6 Relação Ecologia Aprendizagem, Participação Diferenciação, Metodologia Comunicação Observações P1-1, P1-2 S1-1, S1-2 P2-1, P2-2 S2-1, S2-2 4.4.1. 4.4.2 A tabela da triangulação dos dados ora apresentada, confere que os resultados conquistados desde as unidades/ categorias de análise e recurso aos dados quantitativos e qualitativos, possibilita-nos dizer que em alguns aspectos existem semelhanças e algumas poucas diferenças de necessidades formativas entre professores de Benguela entre si, professores do Namibe entre eles e entre professores de Benguela em relação aos do Namibe relativamente ao princípio de atenção à diversidade dos alunos na sala de aulas que a baixo descrevemos: Em Benguela as poucas diferenças que se verificam entre os professores do ensino primário e professores de ensino secundário, desde os dados do questionário algumas se reflectem no número de professores que responderam as questões colocadas em relação aos que não responderam. Os professores do ensino primário tiveram maior variação a respeito da falta de respostas em algumas destas questões. Na nossa análise, pode esse dado significar o indicativo do nível de conhecimentos/ necessidades que os professores têm atinente a certos conceitos e termos associados a linguagem da inclusão como princípio da atenção à diversidade, bem como da pertinência e actualidade do tema nos contextos escolares de Angola. O mesmo se pode dizer entre os professores do Namibe sendo que algumas diferenças não significativas existentes entre os professores do ensino primário e professores do ensino secundário, na nossa opinião podem ser evidências do nível de conhecimentos/ necessidades relativamente ao processo da inclusão e quiçá pela pertinência do tema e dos termos a ele associados.
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Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 242 CAPÍTULO V: DISCUSSÃO DOS RESULTADOS E CONCLUSÕES GERAIS DA INVESTIGAÇÃO O presente capítulo ostenta a discussão dos resultados seguidos pelas limitações e futuras linhas de investigação bem como as conclusões gerais da investigação. Tal como foi referido no marco metodológico, a ordem das conclusões segue a forma como foram analisadas as necessidades formativas dos professores do ensino primário e secundário para a atenção à diversidade dos alunos em salas de aula. Desta forma, a primeira conclusão recai sobre os professores do ensino primário (Benguela e Namibe) no que concerne as suas necessidades formativas para a atenção à diversidade dos alunos. A segunda conclusão representa os professores do ensino secundário (Namibe e Benguela na perspectiva da comparação de suas necessidades formativas). A terceira conclusão resulta da comparação de necessidades formativas existentes entre professores do ensino primário e os professores de ensino secundário exclusivamente da província de Benguela. A quarta conclusão reflecte as necessidades formativas existentes entre professores do ensino primário e professores do ensino secundário apenas da província do Namibe. A quinta diz respeito as diferenças e semelhanças de necessidades formativas entre professores de Benguela e do Namibe. Para uma questão de clarificação dos resultados, tendo em conta o volume, também apresentamos as conclusões específicas com base nos objectivos e para uma maior clarificação as mesmas estão apresentadas em mapas conceptuais. 5.1. Discussão dos resultados O trabalho que nos propusemos a concretizar, interessa de forma peculiar na análise das necessidades de formação dos professores do ensino primário e secundário para a gestão da diversidade na sala de aula para melhorar o atendimento e as aprendizagens dos alunos e desenvolver uma educação que se fundamenta numa cultura inclusiva. Desta forma, a nossa acção incidiu na confirmação das necessidades que os professores têm relativamente a questão em estudo. 5.1.1. Informações gerais Neste item analizamos os dados pessoais dos participantes da investigação cuja informação incide sobre a faixa etária situada entre 25 e 51 anos de idade, o sexo com predomínio ao feminino, o tempo de serviço que vai de 3 e 23 anos, as habilitações literárias desde a formação média à formação superior pedagógica e o superior de educação, o número de alunos por turma que curiosamente chama atenção pela diferença entre uma província e
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Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 251 gabinete psicopedagógico que ajude o professor e o aluno, a assistência às aulas e mais acompanhamento individual dos professores e a adaptação dos currículos as necessidades dos alunos. O projecto educativo e a planificação de aulas não reflecte a diversidade dos alunos e para metade dos professores a presença dos pais nos projectos é indispensável com maior realce ao contributo que podem oferecer. Entrementes, eles estão ausentes e aparecem apenas quanto são chamados para algum assunto pontual. Nesta ordem de ideias, aos professores do ensino primário do Namibe, pode-se concluir da seguinte forma: a maioria dos participantes reconhece que não tem conhecimentos acerca do princípio de atenção à diversidade, mas em contrapartida, a maioria afirma reunir estratégias/ metodológicas e didácticas para a gestão da diversidade em sala de aula, tais como: avaliação das dificuldades dos alunos juntamente com os encarregados de educação e o psicólogo, colocação dos alunos mais desatentos ou com dificuldades em lugares mais próximo do professor e o uso de algumas metodologias de ensino. Na nossa opinão, diante do exposto, entendemos que existe um paradoxo e desordem, quanto se afirma reuinir estratégias de algo não conhecido. As iniciativas de formação para a atenção à diversidade na óptica dos participantes passam pelo incentivo do professor para dar maior atençãoaos alunos, conferir o respeito, a cidadania, a diversidade e a equidade. A existência de um projecto educativo é evidente, tanto mais que existe um projecto chamado “amigo da criança” elaborado pela direcção da escola com a colaboração dos pais e encarregados da educação, e para uma cultura inclusiva os professores conversam como os alunos.Curiosamente, não se sabe o que é que os professores conversam como os alunos. Para uns, a tarefa para a casa é abrangente e para outros não. Identificam como reais necessidades formativas: a formação continuada, especializações na área da educação inclusiva, melhores condições de trabalho, mais esforço dos professores e mais colaboração dos pais. Do nosso pnto de vista, as melhores condições de trabalho, o esforço dos professores e a colaboração dos pais, parecem que não constituem necessecidades formativas dos professores este modo de responder leva-nos a pensar que o facto do tema ser novo, conduziu os participantes às respostas um tanto quanto desapropriadas. Outrossim, os participantes reconhecemque as suas necessidades formativas são iguais às necessidades dos professores do ensino secundário, porque o professor é sempre professor seja qual for o ciclo em que lecciona o importante é munir-se de métodos e estratégias para alcançar os seus objectivos. Para educar-se e educar para a diversidade são necessárias: mais formação,
Código seguro de Verificación : GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f | Puede verificar la integridad de este documento en la siguiente dirección : https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida ÁMBITOPREFIJO CSV FECHA Y HORA DEL DOCUMENTO GEISER GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 01/03/2022 07:41:07 Horario peninsular Nº registro DIRECCIÓN DE VALIDACIÓN O00008744e2200011299 https://sede.administracionespublicas.gob.es/valida GEISER-8835-de0a-24cd-445a-a5b0-66d3-87e9-df0f 252 palestras, colóquios e outras acções formativas visto que a formação atinente ao tema em estudo é escasso. Das poucas respostas dadas se percebe que existe uma preocupação para mitigar as dificuldades de aprendizagem e da não exclusão dos alunos e procura-se interagir com a área de psicologia/psicopedagogia, com os professores e encarregados de educação para se ultrapassar as dificuldades que os alunos apresentam no processo de ensino e aprendizagens, e por outro lado os mesmos professores afirmam que a escola não tem condições, portanto cada professor resolve o problema dos seus alunos a sua maneira.A planificação de aulas é abrangente e se valoriza a presença da família no processo da atenção à diversidade dos alunos. Se verifica deste grupo poucas respostas em algumas questões um ou apenas dois professores responderam. Evidentemente, há aqui, dificuldades entre os professores da mesma escola em perceber a questãovisto que as respostas nos parecem desapropriadas e isto pode significar a não perecepção das questões ou o desconhecimento do assunto.Dito de outra forma, não existe coerência nas poucas respostas dadas para além da ausência de respostas de uma maioria dos professores inquiridos e entrevistados. 5.3. Conclusões de necessidades formativas de professores de ensino secundário: Namibe e Benguela A continuação, apresentamos as conclusões gerais do estudo de caso comparativo efectuado sobre as necessidades formativas de professores de ensino secundário da província de Benguela e os da província do Namibe para a atenção à diversidade dos alunos na sala de aula. Dos respectivos dados se conclui que: Os participantes de Benguela deste grupo de professores tinham idades entre os 33 e 51 anos com predomínio do sexo feminino, com o tempo de serviço entre 3 e 23 anos, cujas habilitações académicas vão de Bacharel a licenciatura. O número de alunos por turma varia entre os 40 e 47 alunos. Os professores do ensino secundário de Namibe com idade compreendida entre os 27 e 51 anos, com predominío a sexo feminino situados entre 4 e 11 anos de serviço com habilitações académicas de Bacharel, licenciatura e frequência do ensino superior cujo número de alunos por turma varia entre os 22 e 37 alunos. Os participantes de Benguela afirmam ter conhecimentos e estratégias/ metodológicas e didácticas para a atenção a diversidade dos alunos na sala de aula, e habitualmente trabalham com os alunos tendo em conta os níveis de capacidade, ensinar a partir de um nível mais básico, trabalhar com o encarregado de educação, apoiar os alunos com mais dificuldade
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