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GESTÃO DA QUALIDADE DOS DADOS EM CONTEXTO DE DADOS ABERTOS Rúben Gonçalo Teixeira Pagaime Caso de Estudo de Lisboa Trabalho de Projeto apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Gestão de Informação
i NOVA Information Management School Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação Universidade Nova de Lisboa GESTÃO DA QUALIDADE DOS DADOS EM CONTEXTO DE DADOS ABERTOS CASO DE ESTUDO DE LISBOA por Rúben Gonçalo Teixeira Pagaime Trabalho de Projeto apresentado como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em Gestão de Informação, Especialização em Gestão do Conhecimento e Business Intelligence Orientador/Coorientador: Professor Miguel de Castro Neto, PhD Novembro 2018
ii AGRADECIMENTOS Gostaria de agradecer ao meu orientador Dr. Miguel Neto pela disponibilidade demonstrada em assumir a orientação deste projeto, assim como pelo apoio prestado. Gostaria também de agradecer à minha família e aos meus amigos pelo apoio demonstrado ao longo deste caminho, e pela compreensão demonstrada devido à minha falta de disponibilidade para estar presente em diversos eventos de convivência social. Não posso deixar de agradecer à minha entidade empregadora e aos seus responsáveis pela compreensão e flexibilidade demonstrada, que facilitaram em diversas ocasiões a minha ausência no local de trabalho. Gostaria também de agradecer aos meus colegas que estiveram envolvidos comigo nos mais diversos projetos do curso, nomeadamente a Ana Sousa, o Ricardo Apolinário e a Sónia Bernardes, pois foram fundamentais neste percurso. Por fim, agradeço a todos os docentes da NovaIMS que estiveram presentes neste percurso académico e à escola pelas condições proporcionadas.
iii RESUMO Nos últimos anos foi verificado um aumento considerável do entusiamo em relação à temática dos dados abertos. Dados Abertos são dados que estão disponíveis publicamente e que podem ser acedidos, utilizados e redistribuídos gratuitamente. No entanto, a reutilização destes dados para a criação de novos produtos e novos serviços tem como base a qualidade dos mesmos. A falta de qualidade dos dados abertos que são disponibilizados publicamente pode comprometer o objetivo da sua reutilização. É neste contexto que foi desenvolvido este trabalho de projeto, que consiste no desenvolvimento de uma framework que tenha como resultado a indicação de diversos parâmetros da qualidade dos Dados Abertos que são disponibilizados no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa. A análise da literatura será iniciada com uma descrição dos conceitos de Smart Cities, da influência da ‘Internet of Things’ (IoT) e do surgimento do conceito de Dados Abertos dentro do contexto das Smart Cities. Será também efetuado um estudo da temática dos Dados Abertos, nomeadamente sobre a qualidade dos mesmos, a sua gestão e metodologias para a avaliação e melhoria dessa mesma qualidade, de modo a que possam ser retiradas métricas de avaliação para serem aplicadas sobre os dados do Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa. Após a aplicação dessas métricas, serão apresentados os resultados, de modo a que exista uma boa ideia do estado atual da qualidade dos dados que são disponibilizados no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa, dentro dos parâmetros estudados. Com base neste estudo serão deixadas indicações e orientações para que se consigam resultados ainda melhores em futuras investigações sobre este tema, nomeadamente com o estudo de outros parâmetros que não serão investigados neste trabalho de Projeto. PALAVRAS CHAVE Smart Cities; Lisboa; Dados Abertos; Qualidade dos Dados; Dashboard
iv ABSTRACT In recent years there has been a considerable increase in the enthusiasm for open data. Open Data is data that is publicly available and can be accessed, used and redistributed free of charge. However, the reuse of this data for the creation of new products and new services is based on their quality. The lack of quality of open data that is made publicly available may undermine the purpose of its reuse. It is in this context that this project work was developed, which consists on the development of a framework that results in the indication of several parameters of the Open Data quality that are available in the Open Data Portal of the city of Lisbon. The literature review will begin with a description of Smart Cities concepts, the ‘Internet of Things’ (IoT) influence and the emergence of the Open Data concept within Smart Cities context. Will be carried out an Open Data study, the quality of the data, its management and methodologies for the evaluation and improvement of its quality, so that, evaluation metrics can be taken to be applied to the data of the Portal of Open Data of the city of Lisbon. After applying these metrics, there will be a presentation of the results, so that we can see the current state of data quality that are available in the Open Data Portal of the city of Lisbon, within the studied parameters. Based on this study, indications and guidelines will be left to obtain even better results in future research on this topic, namely with the study of other parameters that will not be investigated in this Project work. KEYWORDS Smart Cities; Lisbon; Open Data; Data Quality; Dashboard
v ÍNDICE 1. Introdução .................................................................................................................... 1 1.1. Enquadramento e Identificação do Problema ...................................................... 1 1.2. Objetivos do Estudo............................................................................................... 2 1.3. Importância e Relevância do Estudo ..................................................................... 3 1.4. Metodologia .......................................................................................................... 4 2. Revisão da Literatura .................................................................................................... 9 2.1. Smart Cities ............................................................................................................ 9 2.1.1. Smart Cities e a IoT ....................................................................................... 10 2.1.2. Smart Cities e os Dados Abertos .................................................................. 11 2.2. Dados Abertos ..................................................................................................... 12 2.2.1. Portal de Dados Abertos da Cidade de Lisboa ............................................. 17 2.2.2. Qualidade dos Dados Abertos ...................................................................... 21 2.2.3. Gestão da Qualidade dos Dados .................................................................. 23 2.2.4. Metodologias para avaliação e melhoria da qualidade dos dados .............. 25 2.2.5. Dimensões e Métricas .................................................................................. 31 2.2.6. Tipos de Dados ............................................................................................. 33 2.3. Dashboards .......................................................................................................... 35 2.3.1. Características do desenho de um Dashboard ............................................. 36 2.3.2. Utilizadores alvo do Dashboard ................................................................... 37 2.4. Proposta conceptual do modelo de avaliação da qualidade dos dados ............. 38 2.4.1. Wireframe do Dashboard ............................................................................. 39 3. Desenvolvimento ........................................................................................................ 41 3.1. Framework para a avaliação da qualidade dos dados ........................................ 41 3.1.1. Arquitectura da framework .......................................................................... 42 3.1.2. Fontes de Dados ........................................................................................... 46 3.2. Módulo ‘Knowledge Extractor’ ............................................................................ 46 3.3. Módulo ‘Staging Area’ ......................................................................................... 47 3.4. Módulo ‘Data Warehouse’ .................................................................................. 48 3.5. Processos de ETL .................................................................................................. 49 3.5.1. Control Flow ................................................................................................. 50 3.5.2. Data Flow ...................................................................................................... 54 4. Resultados e Discussões ............................................................................................. 56
vi 4.1. Dimensões/Características .................................................................................. 56 4.1.1. Traceability – Histórico de Criação de um Conjunto de Dados .................... 56 4.1.2. Traceability – Histórico de Atualizações de um Conjunto de Dados ........... 57 4.1.3. Currentness - Indicação de versão atualizada de um Conjunto de Dados ... 57 4.1.4. Expiration - Indicação do atraso após a expiração da versão atual de um Conjunto de Dados 58 4.1.5. Completeness – Indicação da percentagem de células que não estão vazias em cada coluna dos Conjuntos de Dados ............................................................................. 60 4.1.6. Understandability - Indicação do valor da percentagem de colunas com metadados associados, por Conjunto de Dados ............................................................. 60 4.2. Dashboard – Mockup .......................................................................................... 61 4.3. Avaliação dos Resultados .................................................................................... 62 5. Conclusões .................................................................................................................. 63 5.1. Limitações do Projeto .......................................................................................... 64 5.2. Recomendações para Trabalhos Futuros ............................................................ 64 6. Bibliografia .................................................................................................................. 65 7. Apendice ..................................................................................................................... 71
vii ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1.1 - Modelo de Processo da metodologia DSRM, retirado do estudo de (Peffers et al., 2007) ................................................................................................................................... 5 Figura 2.1 – Visualização do Processo de Extract, Transform, Publish (ETP), retirada do estudo de (Carrara, Oudkerk, Steenbergen, & Tinholt, 2016) ..................................................... 17 Figura 2.2 - Página principal do Portal de Dados Abertos da Cidade de Lisboa ...................... 19 Figura 2.3 - Visualização do circuito fechado de uma gestão de qualidade de dados orientada com uma vertente económica, adaptada do estudo de (Heinrich et al., 2011) .............. 32 Figura 2.4 - Wireframe do Dashboard com os indicadores da Qualidade dos Dados que foram avaliados na framework de avaliação da qualidade dos dados ....................................... 40 Figura 3.1 – Arquitetura da framework de avaliação da Qualidade dos Dados, adaptada do estudo de (Batini et al., 2007) .......................................................................................... 42 Figura 3.2 – Exemplo de arquitetura do tipo Star, retirada de (www.datawarehouse4u.info, n.d.) .................................................................................................................................. 43 Figura 3.3 – Desenho da Arquitetura do DW para análise da qualidade dos dados que serão inseridos no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa ............................................. 45 Figura 3.4 – Modelo de dados do DW para a avaliação da qualidade dos dados do Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa ................................................................................. 45 Figura 3.5 - Modelo de dados do módulo de Staging Area ..................................................... 48 Figura 3.6 – Main Containers do Processo de ETL ................................................................... 50 Figura 3.7 – Exemplo de carregamento por fluxos – SA Load Dimension Sources .................. 51 Figura 3.8 - Exemplo de carregamento por fluxos – SA Load Fact Sources ............................. 53 Figura 3.9 - Exemplo de carregamento em DW – DW Load Dimensions e Load Facts ............ 54 Figura 3.10 – Exemplo de utilização da task “Derived Column” .............................................. 54 Figura 3.11 – Exemplo da Utilização de Stored Procedure com recurso a uma variável ......... 55 Figura 4.1 – Gráfico dos resultados da medição da Dimensão ‘Traceability – Histórico de criação de um Conjunto de Dados’ .................................................................................. 56 Figura 4.2 - Gráfico dos resultados da medição da Dimensão ‘Traceability – Histórico de atualizações de um Conjunto de Dados’ .......................................................................... 57 Figura 4.3 – Gráfico dos resultados da medição da Dimensão ‘Currentness – Indicação de versão atualizada de um Conjunto de Dados’.................................................................. 58 Figura 4.4 - Gráfico dos resultados da medição da Dimensão ‘Currentness – Indicação de versão atualizada de um Conjunto de Dados (%)’ ........................................................... 58 Figura 4.5 – Gráfico dos resultados da medição da Dimensão ‘Expiration – Indicação do atraso após a expiração da versão atual de um Conjunto de Dados’ .............................. 59
viii Figura 4.6 - Gráfico dos resultados da medição da Dimensão ‘Expiration – Indicação do atraso após a expiração da versão atual de um Conjunto de Dados (%)’ ................................... 59 Figura 4.7 - Gráfico dos resultados da medição da Dimensão ‘Completeness – Indicação da percentagem de células que estão preenchidas em cada coluna dos Conjuntos de Dados’ ............................................................................................................................... 60 Figura 4.8 - Gráfico dos resultados da medição da Dimensão ‘Understandability – Indicação do valor da percentagem de colunas com metadados associados, por Conjuntos de Dados’ ............................................................................................................................... 61 Figura 4.9 – Mockup do Dashboard com os indicadores da Qualidade dos Dados que foram avaliados na framework de avaliação da qualidade dos dados ....................................... 61
4 Neste momento, a CML colabora com um conjunto de outras organizações num projeto de Dados Abertos (http://dados.cm-lisboa.pt/). Este projeto consiste num portal que disponibiliza um conjunto de dados sobre a cidade de Lisboa, produzidos pela CML e pelas entidades parceiras do programa Lisboa Aberta. O acesso aos dados é livre, pretendendo-se com isso potenciar a sua reutilização e a criação de bens e serviços que acrescentem valor aos conteúdos disponibilizados. Atualmente, são treze as entidades que colaboram no projeto de Dados Abertos da cidade de Lisboa, que podem criar, gerir e publicar nos conjuntos de dados e esses dados podem ser catalogados em grupos, como por exemplo, Ambiente, Educação, Turismo e Lazer, entre outros, num total de dezoito grupos. Com o desenvolvimento deste projeto, pretende-se então o desenvolvimento de uma framework para a avaliação e o tratamento da qualidade dos dados que são colocados no portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa, para promover uma maior reutilização por parte dos cidadãos para a criação de novos produtos e serviços. A implementação de um sistema de gestão de qualidade dos dados em contexto urbano pode trazer benefícios económicos e sociais à CML, na medida em que será possibilitado o acesso a uma informação que irá ajudar consideravelmente na tomada de decisão no que respeita a temas que dizem respeito a todos os cidadãos como o planeamento urbano, segurança, saúde, sistemas de transportes em termos de mobilidade e poluição, entre outros. (Rathore, Ahmad, Paul, & Rho, 2016) 1.4. METODOLOGIA A metodologia escolhida para o desenvolvimento deste projeto é a metodologia denominada como “Design Science Research Methodology” (DSRM). Segundo (Hevner & Chatterjee, 2010), o conceito de “Design Science Research" é um paradigma de pesquisa em que um designer responde a questões relevantes para problemas humanos através da criação de artefactos inovadores, contribuindo com novo conhecimento para o conhecimento científico e esses artefactos são úteis e fundamentais para a compreensão do problema em questão. No paradigma de "Design Science Research", o conhecimento e a compreensão do domínio de um problema e a sua solução são alcançados na construção e aplicação de um artefacto, portanto, este processo pode ser visto como um processo de solução para problemas. (Ardakan & Mohajeri, 2009) No caso concreto deste projeto, os artefactos são as metodologias de controlo da qualidade dos dados que são aplicadas a cada um dos tipos de dados que compõem o Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa. Segundo o estudo de (Peffers, Tuunanen, Rothenberger, & Chatterjee, 2007), o desenvolvimento da metodologia DSRM requer o desenvolvimento de um processo. Deste estudo resultou a apresentação de um modelo de processo composto por seis atividades numa sequência nominal (Figura 1.1).
5 Figura 1.1 - Modelo de Processo da metodologia DSRM, retirado do estudo de (Peffers et al., 2007) As setas que surgem na parte inferior da Figura 1.1 enfatizam a importância da iteração como parte do DSRM. Elas mostram que atividades como a Avaliação e a Comunicação resultam muitas vezes na revisão dos objetivos e desenho dos artefactos. A iteração está enraizada no processo de "Design Science Research" e o estudo de (Hevner & Chatterjee, 2010) ilustra esse facto com o seu loop de compilação e avaliação: a avaliação fornece informações de feedback sobre o artefacto projetado e uma melhor compreensão do problema que leva a uma re-iteração do processo de desenho. (Geerts, 2011) O estudo de (Geerts, 2011) apresenta o Modelo de Processo da metodologia DSRM da Figura 1.1 explicado numa tabela. A primeira coluna da Tabela 1.1 lista as seis atividades que compõem o DSRM como uma sequência nominal. A segunda coluna descreve cada uma das atividades em detalhes: o que fazer? A terceira coluna liga a base de conhecimento às diferentes atividades: como as atividades são executadas. A base de conhecimento fornece as matérias-primas através das quais a pesquisa científica é realizada. É composta por ferramentas de conhecimento, tais como teorias, estruturas, instrumentos, construções, modelos, métodos e instâncias. Tabela 1.1 - Tabela com a descrição das atividades que compõem o Modelo de Processo da metodologia DSRM, retirada do estudo de (Geerts, 2011) Atividades da DSRM Descrição da Atividade Base de Conhecimento Identificação do Problema e Motivação Qual é o problema? Definir o problema e justificar o valor de uma solução Compreender a relevância do problema e as suas soluções atuais com as suas fraquezas. Definir os objetivos de uma solução Como resolver o problema? Além dos objetivos gerais, como a viabilidade e o desempenho, quais são os critérios específicos que uma solução para o problema definido no ponto 1 deve atender. Conhecimento do que é possível e o que é viável. Conhecimento de métodos, tecnologias e teorias que podem ajudar na definição dos
6 objetivos. Desenho e desenvolvimento Criar um artefacto que resolva o problema. Criar modelos, métodos ou instâncias em que uma contribuição da pesquisa seja incorporada. Aplicação de métodos, tecnologias e teorias para criar um artefacto que solucione o problema. Demonstração Demonstrar o uso do artefacto. Provar que o artefacto funciona solucionando uma ou mais instâncias do problema. Conhecimento sobre como usar o artefacto para solucionar o problema. Avaliação O artefacto funciona corretamente? Observar e medir bem se o artefacto suporta uma solução para o problema, comparando os objetivos com resultados observados. Conhecimento de métricas relevantes e técnicas de avaliação. Comunicação Comunicar o problema, a solução, a utilidade e eficácia dessa solução para os investigadores e outros públicos relevantes. Conhecimento da cultura disciplinar. No contexto deste Projeto, pode-se caracterizar as seis atividades que compõem o DSRM como uma sequência nominal: 1. Identificação do Problema e Motivação: Nesta primeira etapa, irá ser justificada a importância da implementação de um sistema de avaliação da qualidade dos dados que são colocados no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa. Isso será feito através da revisão da literatura que irá ajudar a ter uma melhor compreensão de como existe uma necessidade cada vez maior das organizações terem acesso a dados de qualidade no contexto da temática dos dados abertos. A revisão de literatura também irá ajudar a verificar que existe a necessidade de implementar metodologias de avaliação da qualidade desses dados antes da sua disponibilização e quais são as metodologias aplicáveis aos diferentes tipos de dados presentes no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa. 2. Definir os objetivos de uma solução: Com base na revisão de literatura, irão ser identificados os requisitos para uma possível solução. A revisão de literatura irá permitir verificar o estado atual das Smart Cities com a influência cada vez maior da IoT na sua evolução, e do surgimento dos Portais de Dados Abertos. A revisão de literatura irá também permitir verificar o conceito de Dados Abertos, o seu estado atual de implementação, os seus benefícios, e a importância que a qualidade dos dados tem no sucesso dos portais de Dados Abertos e concretamente, do Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa.
7 Irá também ser efetuada uma revisão de literatura para verificar as metodologias de avaliação da qualidade dos dados existentes e a sua aplicação aos diferentes tipos de dados existentes no Portal. Assim, será possível ter as ferramentas para o desenvolvimento de uma framework para a avaliação e o tratamento da qualidade dos dados que são colocados no portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa, para promover uma maior reutilização por parte dos cidadãos para a criação de novos produtos e serviços. 3. Desenho e Desenvolvimento: Nesta fase irá ser desenhado e desenvolvido o projeto com base nos objetivos definidos no passo anterior. Este projeto tem como base o desenvolvimento de uma framework para a avaliação e o tratamento da qualidade dos dados que são colocados no portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa, para promover uma maior reutilização por parte dos cidadãos para a criação de novos produtos e serviços. Numa fase inicial irá ser efetuada uma análise do Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa de modo a construir uma matriz para identificar os diferentes tipos de dados existentes, e posteriormente irão ser identificadas algumas metodologias de controlo de qualidade dos dados existentes na literatura e a forma como devem ser aplicadas aos diferentes tipos de dados encontrados no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa. Na última fase do desenvolvimento deste projeto será testada a aplicação das metodologias de controlo de qualidade dos dados que foram identificadas para cada tipo de dados presente no Portal. 4. Demonstração: Nesta etapa irá ser demonstrada a aplicação das metodologias de controlo de qualidade dos dados que foram identificadas para cada tipo de dados presente no Portal de Dados Abertos da Cidade de Lisboa. 5. Avaliação: Durante a fase de avaliação, será seguida uma abordagem exploratória. Irão ser avaliados conjuntos de dados dos vários tipos de dados identificados, com a aplicação nos dados das metodologias de controlo da qualidade dos dados identificadas. Esta avaliação exploratória irá permitir verificar o estado de alguns parâmetros de qualidade dos dados que são colocados no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa, validando se este projeto suporta uma solução para o problema, comparando os objetivos com resultados observados e verificando assim se os requisitos de implementação de um sistema de gestão da qualidade dos dados que são disponibilizados no Portal de Dados Abertos da Cidade de Lisboa são cumpridos. 6. Comunicação: As contribuições científicas das diferentes fases deste projeto poderão ser disponibilizadas publicamente no Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP) e no Repositório da Universidade Nova (RUN). Este processo é estruturado numa ordem nominalmente sequencial. Ainda assim, não existe a expectativa de que os investigadores prossigam sempre numa ordem sequencial desde a atividade 1 até à atividade 6. Na realidade, os investigadores podem começar em quase
8 qualquer passo e ir seguindo para os outros. Uma abordagem centrada num problema é a base da sequência nominal, começando pela atividade 1. (Peffers et al., 2007)
9 2. REVISÃO DA LITERATURA No presente capítulo será apresentada a revisão de literatura que serve de base teórica para o desenvolvimento deste projeto. Esta revisão de literatura fornecerá toda a fundamentação para a elaboração de todos os modelos conceptuais para responder às necessidades do projeto. Este capítulo inicia-se com uma breve descrição do conceito de Smart City, seguido de uma breve descrição do conceito de Internet of Things e do papel que desempenha no desenvolvimento das iniciativas que são tomadas no contexto da temática das Smart Cities. Este capítulo contém também a descrição das características e objetivos do conceito de Dados Abertos, seguida da apresentação do Portal de Dados Abertos da Cidade de Lisboa, designado como Lisboa Aberta. Esta descrição é complementada também com a descrição da importância e o relevo da qualidade dos dados que são colocados no Portal, para posterior reutilização dos mesmos. Este capítulo contém ainda uma descrição do conceito de Qualidade, com enfoque na descrição da Qualidade dos Dados, as suas características e os tipos de dados que são objeto de análise nesta disciplina, além do estudo de diversas metodologias de avaliação da qualidade dos dados. Por fim, será também apresentado um capítulo com as características do desenho de Dashboards para a apresentação da informação ao utilizador final e quais são as características tipo desse utilizador final. 2.1. SMART CITIES Existe um alto nível de acordo na literatura em como não existe ainda nenhuma definição comum sobre o que é uma Smart City. A crescente difusão de modelos, standards e definições do conceito de Smart City cria uma situação de ambiguidade e dificulta a estimativa sobre se as smart cities existentes acompanham as expectativas e os ideais reivindicados pelos promotores deste paradigma. (Grossi & Pianezzi, 2017) No geral, a componente de IT parece ser fundamental para o conceito de uma smart city e os defensores deste paradigma urbano destacam os benefícios decorrentes da adoção de tecnologias, técnicas e visões que sejam científicas, objetivas, de senso comum e apolíticas. (Grossi & Pianezzi, 2017) O rótulo "smart city" é um conceito ainda um pouco confuso e é utilizado numa forma que nem sempre é consistente. Não existe um enquadramento único nem uma definição única do conceito de smart city. (Albino, Berardi, & Dangelico, 2015) Para se poder ter uma ideia geral sobre uma possível definição do conceito de smart city, é apresentada uma tabela (Tabela 2.1) que reporta algumas das diferentes definições apresentadas pelos diferentes autores na literatura.
10 Tabela 2.1 - Tabela adaptada com definições de Smart Cities propostas nos estudos de (Grossi & Pianezzi, 2017) e (Albino et al., 2015) Definição Referência As smart cities representam um modelo conceptual de desenvolvimento urbano com base na utilização do capital humano, coletivo e tecnológico para a melhoria do desenvolvimento e da prosperidade nos aglomerados urbanos. (Angelidou, 2014) O conceito de smart city ocorre quando os investimentos em capital humano e social e em infraestruturas de comunicação tradicional (transportes) e moderna (TIC) fomentam um crescimento económico sustentável e um maior nível de qualidade de vida, com uma boa gestão dos recursos naturais através de uma governação participativa. (Caragliu, Del Bo, & Nijkamp, 2011) Uma smart city implica uma cidade avançada e com um alto grau tecnológico que conecta pessoas, informação e elementos da cidade recorrendo às novas tecnologias para criar uma cidade sustentável, mais verde, competitiva e com alto grau de inovação, com um consequente aumento da qualidade de vida. (Bakici, Almirall, & Wareham, 2013) Duas ideias principais: 1) as smart cities devem fazer tudo o que for relacionado com a governação e a economia utilizando novos paradigmas de pensamento e 2) as smart cities resumem-se a redes de sensores, dispositivos inteligentes, dados em tempo real e a integração das TIC em todos os aspetos da vida humana. (CRETU, 2012) As iniciativas de Smart Cities tentam melhorar a performance urbana utilizando dados, informação e tecnologias de informação para fornecer serviços mais eficientes aos cidadãos, para monitorizar e otimizar a infraestrutura existente, para incrementar a colaboração entre os diferentes atores económicos e para incentivar modelos de negócios inovadores em ambos os setores público e privado. (Marsal-Llacuna, Colomer-Llinàs, & Meléndez-Frigola, 2014) 2.1.1. Smart Cities e a IoT O surgimento da Internet das Coisas (IoT) e das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) promoveu diversos conceitos e a "Smart City" é um desses conceitos. Tem sido um tema em foco na arena política nos últimos anos, e continua a ser, através da sua natureza específica que inclui pessoas, economia, mobilidade, ambiente, infraestruturas de TIC, estilos de vida e administração pública. (Sta, 2017) O rápido crescimento da densidade populacional nas cidades exige que seja fornecida uma infraestrutura e serviços que vão de encontro às necessidades dos seus habitantes. Assim, tem existido um aumento no número de dispositivos, sejam eles sensores ou smartphones, levando a um potencial de negócio bastante considerável nesta nova era da Internet das Coisas (IoT), em que todos
11 os dispositivos estão capacitados para se interligarem e comunicarem entre eles através da Internet. (Rathore et al., 2016) A definição de Internet of Things (IoT) consiste em milhões de objetos conectados e que comunicam entre si, espalhados por todo o mundo, gerando enormes quantidades de dados usando os seus sensores a cada segundo. Os dispositivos que se encontram interligados entre si irão tornar-se os maiores consumidores e produtores de dados em vez dos humanos. (Karkouch et al., 2016) Na atualidade, estima-se que cerca de 15 bilhões de dispositivos estão conectados e está previsto que este número irá disparar para 50 bilhões em 2020, particularmente nos centros urbanos e em torno deles. As Smart Cities estão a abraçar as tecnologias da Internet of Things (IoT) por todo o mundo, de modo a agilizar as suas operações a ir de encontro às expectativas cada vez maiores dos seus cidadãos. Nos dias de hoje, os cidadãos nas cidades mais vibrantes estão já a verificar o surgimento de cada vez mais iniciativas destinadas a tornar os serviços urbanos mais inteligentes, seja para transporte, estacionamento, iluminação, tráfego e gestão de resíduos, segurança ou nas forças policiais. (Bellavista et al., 2017) 2.1.2. Smart Cities e os Dados Abertos As Smart Cities visam melhorar o serviço que prestam aos seus cidadãos, tanto em termos de economia com um maior grau de eficiência, como em termos sociais, através de um maior conhecimento sobre as necessidades e desejos de todos os intervenientes. A realização desses objetivos não depende apenas dos dados fornecidos pelos governos e decisores, mas também pelos dados fornecidos pelos cidadãos, uma vez que podem ser vistos como sensores inteligentes. Neste sentido, todos os dados recolhidos são úteis para tomar decisões mais cedo e melhores, proporcionando melhores serviços aos cidadãos. (Aguilera, Peña, Belmonte, & López-de-Ipiña, 2016) Um aspeto crucial para mudar e manter as cidades inteligentes é o uso de dados e informação, uma vez que são a base da maior parte dos serviços, ou podem até ser o próprio serviço. As novas tecnologias estão a permitir a utilização dos dados gerados por organizações públicas e a construção de serviços automatizados que respondem a questões ou problemas relacionados com a administração pública e, apesar dos dados necessários nem sempre estarem disponíveis numa forma fácil de utilizar, têm um grande potencial para criar serviços que melhorem a vida dos cidadãos e o funcionamento da sociedade. No entanto, ainda não é claro como é que os governos interagem com as partes interessadas para fornecer serviços e informações que se encaixem naquilo que as pessoas realmente querem. Existe ainda uma falta de atenção naquilo que são as necessidades e questões dos cidadãos, pelo que os dados abertos são uma forma de mitigar a separação comum entre as organizações públicas e os cidadãos. (Pereira, Macadar, Luciano, & Testa, 2017) As multiplicidades de dados armazenados pelas administrações públicas tornaram-se uma enorme fonte de informações devido ao seu volume e diversidade. No entanto, foi apenas com o surgimento dos portais de dados abertos que esse enorme volume de dados permitiu a criação de novos modelos de negócio por partes de todas as partes envolventes numa Smart City. (Zotano & Bersini, 2017)
12 Segundo o estudo de (de Castro Neto et al., 2017), as estratégias de dados abertos permitem às cidades alcançar quatro objetivos chave: 1. Transparência: permitir que os cidadãos tenham acesso a mais informação, de modo a que possam entender, examinar e questionar as decisões que são tomadas. 2. Participação: dar acesso aos cidadãos e às suas comunidades a dados relacionados com o seu município contribui para incentivar a uma participação mais ativa e informada. 3. Melhoria do serviço e ganhos de eficiência: o fornecimento de dados abertos e a sua partilha proporciona resultados expectáveis ao nível da melhoria de serviços e de ganhos de eficiência. 4. Desenvolvimento económico: a libertação dos dados abertos permitiu às empresas e aos desenvolvedores criar novas aplicações, novos produtos e serviços, levando assim a uma promoção da atividade económica e comunitária. 2.2. DADOS ABERTOS Ao longo dos últimos anos, os governos de todo o mundo começaram a desenvolver e a implementar iniciativas de dados abertos para permitir a divulgação de dados em formatos abertos e reutilizáveis, sem restrições ou cobrança de dinheiro pela sua utilização por parte da sociedade. Como resultado, tem surgido em todo o mundo um grande número de repositórios, catálogos e portais de dados abertos. (Máchová & Lněnička, 2017) A proliferação e disponibilização de conjuntos de dados tornados públicos e o surgimento de mercados de dados apresentam uma oportunidade sem precedentes para governos, empresas e empresários para aproveitar o valor desses dados para conseguir ganhos económicos, sociais e científicos. (Sadiq & Indulska, 2017) A reutilização de dados abertos promove um efeito económico positivo na inovação e no desenvolvimento de numerosas ferramentas para aumentar a eficiência, não apenas no setor privado, mas também na administração pública. (de Castro Neto et al., 2017) Segundo (Pereira et al., 2017), os dados devem estar disponíveis para todos os que tenham um propósito para a sua utilização, e podem ser acedidos, modificados e reutilizados para qualquer finalidade. Isso significa que os dados abertos devem estar disponíveis e acessíveis, e devem poder ser reutilizados e redistribuídos para que se consiga uma participação universal, ou seja, para que toda a gente possa utilizar os dados abertos sem discriminação por campos, pessoas ou grupos. Uma importante condição subjacente no funcionamento de uma democracia é o acesso à informação. Cidadãos informados são mais capazes de contribuir para processos democráticos, têm uma maior capacidade de compreender e aceitar as bases das decisões que os afetam e têm uma maior capacidade de se adaptarem às situações que vão ocorrendo no dia-a-dia. Nesse sentido, podemos verificar na literatura (Attard et al., 2015; Jetzek, 2016; Sieber & Johnson, 2015; Thorsby, Stowers, Wolslegel, & Tumbuan, 2017; Verhulst et al., 2016) que existem diversas definições que apontam às plataformas de dados abertos o papel de promoção dos processos democráticos e da transparência das decisões através da publicação de conjuntos de dados governamentais e
13 oferecendo a oportunidade de participar ativamente nos processos de decisão e resolução de problemas públicos. As plataformas de dados abertos visam também estimular a inovação, o crescimento económico e melhorar a prestação de serviços. (Ruijer, Grimmelikhuijsen, & Meijer, 2017) Em particular, com o acesso aos dados abertos, espera-se que o público possa usar os dados do governo para tomar melhores decisões e melhorar a sua qualidade de vida, enquanto se espera que os governos possam ter acesso a um conjunto de dados com um alcance cada vez mais amplo para promover a tomada de decisão baseada em evidências. (Ubaldi, 2013) Existe um pressuposto de que os dados abertos criam e geram mais valor do que a venda de data sets. Os seus benefícios podem ser agrupados em benefícios políticos e sociais, económicos e operacionais e técnicos (Tabela 2.2). (Janssen, Charalabidis, & Zuiderwijk, 2012) Segundo (Carrara, San Chan, Fischer, & van Steenbergen, 2015), os efeitos da utilização e reutilização de dados abertos podem ser traduzidos em benefícios diretos e indiretos. Os benefícios diretos são benefícios traduzidos em valores monetários e são realizados em transações de mercado sob a forma de receitas, número de empregos envolvidos na produção de um produto ou serviço ou na poupança que podem gerar. Os benefícios indiretos da geração e reutilização de dados abertos podem ser divididos em benefícios económicos, políticos e sociais. Os benefícios económicos podem ser traduzidos em potenciais novos empregos, novos produtos e serviços, o crescimento da economia do conhecimento e maior eficiência nos serviços públicos. A nível político, os benefícios podem ser traduzidos em maior transparência e responsabilidade, participação cívica, consciencialização política e acesso à informação. Do ponto de vista social, os benefícios podem ser assumir uma forma de maior inclusão social, participação cívica, acesso à informação e suporte à tomada de decisão. Tabela 2.2 - Tabela com alguns dos benefícios dos dados abertos, proposta no estudo de (Janssen et al., 2012) Categoria Benefícios Políticos e Sociais Maior Transparência, Responsabilidade Democrática, Maior participação dos cidadãos, Criação de confiança no Governo, Maior escrutínio dos dados, Igualdade no acesso aos dados, Novos serviços governamentais para os cidadãos, Melhoria dos serviços prestados aos cidadãos, Melhoria da satisfação dos cidadãos, Melhoria dos processos de formulação de políticas, Maior visibilidade para o fornecedor dos dados, Estimulação para novo conhecimento, Criação de novas visões no setor público, Novos serviços sociais (inovativos)
20 6. Desporto 7. Gestão Urbana 8. Economia e Inovação 9. Energia e Comunicações 10. Planeamento Urbano 11. Habitação e Desenvolvimento social 12. Informação Base e Cartografia 13. População 14. Outros Equipamentos e Serviços 15. Saúde 16. Transparência 17. Turismo e Lazer 18. Mobilidade De acordo com o estudo de (Lourenço, 2015), existem uma série de características chave que um portal de dados abertos deve respeitar de modo a que o portal seja uma plataforma que promova a transparência e a responsabilidade: 1. Qualidade Os cidadãos esperam que os dados divulgados pelas entidades oficiais tenham qualidade no sentido em que são dados oficiais e, portanto, devem ser dados precisos e confiáveis. 2. Integridade dos dados Ao publicar um determinado conjunto de dados, as entidades públicas devem considerar o nível de detalhe em que esses dados são divulgados. Dados demasiado detalhados podem comprometer sua compreensibilidade e "esconder" os dados relevantes, mas a falta de detalhes pode criar conjuntos de dados incompletos. 3. Acesso e Visibilidade Devem existir poucas ou nenhumas barreiras ao acesso dos cidadãos aos dados relevantes 4. Usabilidade e Compreensão A usabilidade dos portais de dados abertos refere-se à facilidade com que os utilizadores conseguem aceder às informações e navegar no portal. A compreensão dos portais de dados abertos visa garantir que os utilizadores conseguem entender e interpretar adequadamente
21 a informação a que acedem no portal de dados abertos. Os dados não devem conter significados ambíguos ou jargão. 5. Temporalidade dos dados Os dados colocados no portal de dados abertos devem ser “atuais” e devem ser atualizados ao longo do tempo, de modo a promover a sua usabilidade por parte dos utilizadores. 6. Valor e utilidade As entidades públicas não devem tentar publicar todos os dados que possuem. Devem começar por identificar os dados mais relevantes com mais alto valor e maior impacto que mais beneficiam os utilizadores. 7. Granularidade Os dados devem ser publicados no portal de dados abertos como chegaram da fonte, ou seja, com um grau de granularidade mínimo, sem agregações ou alterações. Os dados publicados não devem dar aos utilizadores uma visão pré-formatada ou tendenciosa. 2.2.2. Qualidade dos Dados Abertos A difusão das iniciativas de dados abertos nos últimos anos manteve um ritmo muito elevado. No entanto, existem evidências de que a divulgação de dados sem um controlo apropriado da qualidade pode comprometer a reutilização dos mesmos e afetar negativamente a participação cívica. (Vetrò et al., 2016) Embora existam inúmeros sucessos de inovação baseados no paradigma dos dados abertos, existe alguma incerteza sobre a qualidade dos dados nos conjuntos de dados disponibilizados. Essa incerteza é uma ameaça ao valor que pode ser gerado a partir desses dados. (Sadiq & Indulska, 2017) A qualidade dos dados pode ser definida como um grau em que um conjunto de características dos dados cumpre com determinados requisitos. Essas características podem ser: integridade dos dados, validade, precisão, consistência, disponibilidade e atualidade dos dados. Os requisitos são definidos conforme a necessidade ou expectativa que é declarada, geralmente implícita ou obrigatória. O standard ISO 9001:2015 considera a qualidade dos dados como um conceito relativo, largamente dependente de requisitos específicos que resultam da utilização dos dados. Isto significa que os mesmos dados podem ser de boa qualidade para um tipo de utilização e completamente inúteis para outro. (Bicevskis, Bicevska, & Karnitis, 2017) O estudo de (Batini, Cappiello, Francalanci, & Maurino, 2009) apresenta uma análise das abordagens existentes para a avaliação da qualidade dos dados e a identificação de requisitos, indicando que tais abordagens incluem tipicamente três aspetos principais: análise dos dados e dos processos, análise dos requisitos da qualidade dos dados e análise da qualidade dos dados. A análise dos dados e dos processos inclui o estudo dos schemas dos dados, a realização de reuniões com os utilizadores para que se possa alcançar uma compreensão completa dos dados, as suas regras e restrições e os processos de criação e consumo desses dados. A análise de requisitos da
22 qualidade dos dados inclui geralmente sondagens aos utilizadores e administradores dos dados para que se possam identificar problemas na qualidade dos dados, com o objetivo específico de identificar conjuntos de dados críticos, definir métricas para medir a qualidade dos dados e definir metas. A análise da qualidade dos dados refere-se às atividades relacionadas com a exploração e avaliação dos conjuntos de dados em relação às métricas da qualidade de dados definidas anteriormente. (Batini et al., 2009) À medida que a quantidade e a variedade das fontes de dados vão aumentando, é importante criar bons metadados (descrições, cobertura geográfica, limitações, etc.), a fim de permitir que as partes interessadas, que não têm um grande conhecimento sobre o assunto, facilmente pesquisem e consumam os dados. Em certo sentido, a noção de que todos os dados divulgados devem ter qualidade é evidente, mas esse conceito não é fácil de identificar no contexto dos dados abertos, e o requisito para a qualidade dos dados pode ser considerado como abrangendo diversas características. (Máchová & Lněnička, 2017) Os cidadãos esperam que os dados divulgados pelas entidades oficiais tenham qualidade no sentido em que são dados oficiais e, portanto, devem ser precisos e confiáveis. Por vezes não é claro qual a organização em particular que é responsável por um portal, e mesmo quando isso é conhecido, os cidadãos podem não estar cientes da sua credibilidade. Além disso, quando os dados apresentados foram recolhidos e processados por entidades externas, os portais podem não ser diretamente responsáveis pela sua qualidade. Por outro lado, os cidadãos comuns não possuem os conhecimentos necessários para avaliar, por si mesmos, a qualidade dos dados divulgados, que podem variar de acordo com cada conjunto de dados específico. (Lourenço, 2015) A qualidade da informação pode variar e ser muito baixa. Os cidadãos esperam que o governo seja responsável pela qualidade dos dados. A abertura de dados que não possuem uma qualidade de informação adequada pode resultar em discussões, confusões, menos transparência, e em menos confiança no próprio governo. Este último ponto pode ser explicado pelo facto da baixa qualidade da informação resultar em recursos que são desperdiçados e em resultados confusos ou incorretos. O ditado "garbage in, garbage out" é realmente verdadeiro no que toca aos dados abertos. (Janssen et al., 2012) Os decisores políticos preferem simplesmente disponibilizar os dados, sem se preocuparem com a proveniência ou o enriquecimento dos mesmos. Este mito indica que os dados podem ser disponibilizados sem quaisquer atividades adicionais. Os dados de origem geralmente não podem ser utilizados de imediato e a avaliação da qualidade e o processamento dos dados são fundamentais para a sua utilização. (Janssen et al., 2012) Um dos maiores riscos relacionados com a utilização dos dados abertos prende-se com a falta de consciência da qualidade dos dados. Os consumidores de dados abertos normalmente não são os produtores e, portanto, não existe uma estratégia bem definida para a limpeza dos dados, que geralmente resulta numa má limpeza e transformação dos mesmos. Os consumidores de dados abertos podem, portanto, investir esforços significativos para gerar resultados valiosos a partir dos dados, apenas para perceber que os resultados são inadequados, ou não perceberem que os dados são de má qualidade e confiar em resultados incorretos. (Sadiq & Indulska, 2017)
23 As medidas sobre a qualidade dos dados podem ser aplicadas no domínio dos dados abertos. O sucesso dos dados abertos depende fortemente da qualidade dos conjuntos de dados disponibilizados, uma vez que existe uma grande variedade na qualidade dos conjuntos de dados libertados e os utilizadores também podem ter uma preocupação com a qualidade dos dados abertos. Experiências recentes mostram também que a qualidade dos registos do catálogo de dados pode afetar a capacidade dos utilizadores de localizar os dados do seu interesse. (Máchová & Lněnička, 2017) A literatura fornece uma ampla gama de técnicas para avaliar e melhorar a qualidade dos dados, tais como as ligações entre registos, regras de negócio ou medidas de similaridade. Ao longo do tempo, essas técnicas evoluíram para lidar com a crescente complexidade da qualidade de dados em sistemas de informação em rede. Devido à diversidade e complexidade dessas técnicas, a pesquisa concentrou-se na definição de metodologias que ajudam a selecionar, personalizar e aplicar técnicas de avaliação e melhoria da qualidade dos dados. (Batini et al., 2009) 2.2.3. Gestão da Qualidade dos Dados De acordo com a norma ISO 9000:2005, o conceito de Qualidade define-se pelo grau com que um conjunto de características inerentes cumpre os requisitos. Segundo a mesma norma, o conceito de Requisito define-se pela necessidade ou expectativa que é declarada, geralmente implícita ou obrigatória. Assim sendo, podemos verificar que a Qualidade dos Dados se define por dados que vão de encontro aos requisitos dos utilizadores. Segundo o standard (ISO 9001, 2008), a adoção de um sistema de gestão da qualidade deverá ser uma decisão estratégica da organização. A conceção e a implementação do sistema de gestão da qualidade de uma organização é influenciada: a) pelo seu ambiente organizacional, por mudanças nesse ambiente e por riscos associados a esse ambiente; b) por necessidades variáveis; c) por objetivos particulares; d) pelos produtos que proporciona; e) pelos processos que utiliza; f) pelas suas dimensões e estrutura organizacional. Esta norma fomenta a adoção de uma abordagem por processos quando se desenvolve, implementa e melhora a eficácia de um sistema de gestão da qualidade, para aumentar a satisfação do cliente ao ir ao encontro dos seus requisitos. A adoção de uma abordagem por processos tem como base uma atividade ou conjunto de atividades utilizando recursos, gerida de forma a permitir a transformação de entradas em saídas e em que a saída de um processo constitui diretamente a entrada do seguinte. Uma vantagem da abordagem
24 por processos é o controlo passo-a-passo que proporciona sobre a interligação dos processos individuais dentro do sistema de processos, bem como sobre a sua combinação e interação. Quando utilizada dentro de um sistema de gestão da qualidade, tal abordagem enfatiza a importância: a) de entender e ir ao encontro dos requisitos; b) da necessidade de considerar processos em termos de valor acrescentado; c) de obter resultados do desempenho e da eficácia do processo; d) da melhoria contínua dos processos baseada na medição dos objetivos. Neste modelo de um sistema de gestão da qualidade baseado em processos, os clientes têm um papel significativo na definição de requisitos como entradas e a monitorização da satisfação do cliente requer a avaliação da informação relativa à perceção, por parte deste, quanto à organização ter ido ao encontro dos seus requisitos. Segundo esta norma ISO 9001:2008, a gestão de topo deve assegurar que a política de Qualidade: a) é apropriada ao propósito da organização; b) inclui um comprometimento de cumprir os requisitos e de melhorar continuamente a eficácia do sistema de gestão da qualidade; c) proporciona um enquadramento para o estabelecimento e a revisão dos objetivos da qualidade; d) é comunicada e entendida dentro da organização; e) é revista para se manter apropriada. A gestão de topo deve assegurar que os objetivos da qualidade são mensuráveis e consistentes com a política da Qualidade. A organização deve planear e desenvolver os processos necessários para a realização do produto. No planeamento da realização do produto, a organização deve determinar, conforme apropriado, o seguinte: a) objetivos da qualidade e requisitos para o produto; b) a necessidade de estabelecer processos e documentos, e de proporcionar os recursos específicos para o produto; c) as atividades requeridas de verificação, validação, monitorização, medição, inspeção e ensaio específicas do produto e os critérios de aceitação do produto; d) os registos necessários para proporcionar a evidência de que os processos de realização e o produto resultante vão de encontro aos requisitos
25 2.2.4. Metodologias para avaliação e melhoria da qualidade dos dados As consequências da má qualidade dos dados são verificadas muitas vezes na vida quotidiana das empresas, mas, na maioria das vezes não são efetuadas as conexões necessárias para apurar as causas. A qualidade dos dados tem sérias consequências para a eficiência e eficácia das empresas. (Batini, Barone, Mastrella, Maurino, & Ruffini, 2007) Para as empresas, garantir a qualidade dos dados é uma tarefa múltipla que exige que os dados sejam atualizados, completos, consistentes, válidos e acessíveis para melhorar as interações com o cliente. Dado este desafio global e recorrente e num contexto de recursos escassos, os erros nos dados precisam de ser abordados por metodologias orientadas por um sentido de economia. Ou seja, para uma melhoria na qualidade dos dados devem ser escolhidas as metodologias de acordo com a sua eficácia e, em seguida, aplicadas numa sequência eficiente. (Kleindienst, 2017) Existem várias metodologias que foram propostas na literatura, com conjuntos de métricas, características e dimensões para avaliar a qualidade de conjuntos de dados. Uma metodologia de avaliação da qualidade dos dados é definida como o processo de avaliação da adequação dos conjuntos de dados às informações que os utilizadores necessitam num caso específico. O processo envolve a medição das dimensões de qualidade relevantes para o utilizador e, posteriormente comparando os resultados da avaliação com os requisitos de qualidade do utilizador. (Rula & Zaveri, 2014; Vetrò et al., 2016) De acordo com o estudo de (Batini et al., 2009), a sequência de atividades de uma metodologia de qualidade de dados é composta por três fases: 1. Reconstrução do Estado da situação: que visa a obtenção de informações contextuais sobre processos e serviços organizacionais, obtenção de dados e procedimentos de gestão relacionados, e questões relacionadas com a qualidade e custos correspondentes. 2. Avaliação / medição: que mede a qualidade da coleta de dados ao longo de algumas dimensões de qualidades relevantes; no termo 'medição' é medido o valor de um conjunto de dimensões de qualidade de dados. O termo 'avaliação' é utilizado quando essas medidas são comparadas com os valores de referência, de modo a permitir um diagnóstico de qualidade. 3. Melhoria: diz respeito à seleção das etapas, estratégias e técnicas para alcançar os novos objetivos de qualidade de dados Após uma pesquisa na literatura, na Tabela 2.7 pode-se verificar um conjunto de metodologias de avaliação e melhoria da qualidade dos dados. Tabela 2.7 – Lista de Metodologias consideradas neste artigo Acrónimo da Metodologia Designação Referência HDQM Heterogenous Data Quality Methodology (Batini et al., 2009; Carlo, Daniele, Federico, & Simone, 2011)
26 TDQM Total Data Quality Methodology (Batini et al., 2009; Wang, 1998) TIQM Total Information Quality Management (Batini et al., 2009; English, 1999) AIMQ A methodology for information quality assessment (Batini et al., 2009; Lee, Strong, Kahn, & Wang, 2002) CIHI Canadian Institute for Health Information methodology (Batini et al., 2009; Long & Seko, 2002) ISTAT ISTAT methodology (Batini et al., 2009; Falorsi, P.D.; Pallara, S.; Pavone, A.; Alessandroni, A.; Massella, E.; and Scannapieco, 2003) COLDQ Loshin Methodology (Costeffect Of Low Data Quality) (Batini et al., 2009; Loshin, 2001) DaQuinCIS Data Quality in Cooperative Information Systems (Batini et al., 2009; Scannapieco, Virgillito, Marchetti, Mecella, & Baldoni, 2004) CDQ CDQ - Comprehensive methodology for Data Quality management (Batini, Cabitza, Cappiello, & Francalanci, 2006; Batini et al., 2009) DWQ DWQ - The Data Warehouse Quality Methodology (Batini et al., 2009; Jeusfeld, Quix, & Jarke, 1998) DQA Data Quality Assessment (Batini et al., 2009; Pipino, Lee, Wang, Lowell Yang Lee, & Yang, 2002) IQM Information Quality Measurement (Batini et al., 2009; Eppler & Helfert, 2004) AMEQ Activity-based Measuring and Evaluating of product information Quality (AMEQ) methodology (Batini et al., 2009; Su & Jin, 2004) QAFD Methodology for the Quality Assessment of Financial Data (Batini et al., 2009; De Amicis, Barone, & Batini, 2006) SPDQM Square-Aligned Portal Data (Moraga, Moraga, Calero, &
27 Quality Model Caro, 2009; Vetrò et al., 2016) PDQM Portal Data Quality Model (Calero, Caro, & Piattini, 2008) ORME-DQ ORME-DQ, a methodology and a framework for data quality assessment (Batini et al., 2007) MAMD 2.0 MAMD – Modelo Alarcos de Mejora de Datos (Carretero, Gualo, Caballero, & Piattini, 2017) WIQA WIQA - Information Quality Assessment Framework (Bizer & Cyganiak, 2009) A qualidade dos dados é normalmente definida como uma construção multidimensional com a definição popular "aptidão para o uso". A qualidade dos dados pode depender de vários fatores (dimensões ou características), tais como Accuracy, Timeliness, Completeness, Relevancy, Objectivity, Believability, Understandability, Consistency, Conciseness, Availability, Verifiability. (Zaveri et al., 2012) A avaliação da qualidade dos dados envolve a medição de dimensões e critérios de qualidade relevantes para o consumidor. As dimensões podem ser consideradas como as características de um conjunto de dados. (Zaveri et al., 2012) Na Tabela 7.1 da secção de Apêndices, pode ser consultada a descrição de todas as dimensões/características, encontradas na literatura que foi estudada. Na Tabela 2.8 podemos verificar um mapeamento entre as metodologias presentes neste documento e as suas dimensões/características. Tabela 2.8 – Tabela com mapeamento entre as metodologias presentes neste documento e as suas dimensões/características Acrónimo da Metodologia Dimensões/Características Referência HDQM Accuracy, Currency (Batini et al., 2009; Carlo et al., 2011) TDQM Accessibility, Appropriateness, Believability, Completeness, Concise/Consistent representation, Ease of manipulation, Value added, Free of error, Interpretability, Objectivity, Relevance, Reputation, Security, Timeliness, Understandability (Batini et al., 2009; Wang, 1998) TIQM Dimensões inerentes: Definition conformance (consistency), Completeness, Business rules conformance, Accuracy (to (Batini et al., 2009;
28 surrogate source), Accuracy (to reality), Precision, Nonduplication, Equivalence of redundant data, Concurrency of redundant data Dimensões Pragmáticas: Accessibility, Timeliness, Contextual Clarity, Derivation Integrity, Usability, Rightness (fact completeness), Cost. English, 1999) AIMQ Accessibility, Appropriateness, Believability, Completeness, Concise/Consistent representation, Ease of operation, Freedom from errors, Interpretability, Objectivity, Relevancy, Reputation, Security, Timeliness, Understandability (Batini et al., 2009; Lee et al., 2002) CIHI Accuracy, Timeliness Comparability, Usability, Relevance, Over-coverage, Under-coverage, Simple/correlated response variance, Reliability, Collection and Capture, Unit/Item non response, Edit and imputation, Processing, Estimation, Timeliness, Comprehensiveness, Integration, Standardization, Equivalence, Linkage ability, Product/Historical comparability, Accessibility, Documentation, Interpretability, Adaptability, Value (Batini et al., 2009; Long & Seko, 2002) ISTAT Accuracy, Completeness, Consistency (Batini et al., 2009; Falorsi, P.D.; Pallara, S.; Pavone, A.; Alessandroni, A.; Massella, E.; and Scannapieco, 2003) COLDQ Schema: Clarity of definition, Comprehensiveness, Flexibility, Robustness, Essentialness, Attribute granularity, Precision of domains, Homogeneity, Identifiability, Obtainability, Relevance, Simplicity/Complexity, Semantic consistency, Syntactic consistency. Dados: Accuracy, Null Values, Completeness, Consistency, Currency, Timeliness, Agreement of Usage, Stewardship, Ubiquity Apresentação: Appropriateness, Correct Interpretation, Flexibility, Format precision, Portability, Consistency, Use of storage, Política de informação: Accessibility, Metadata, Privacy, Security, Redundancy, Cost. (Batini et al., 2009; Loshin, 2001) DaQuinCIS Accuracy, Completeness, Consistency, Currency, (Batini et al., 2009; Scannapieco et al.,
29 Trustworthiness 2004) CDQ Schema: Correctness with respect to the model, Correctness with respect to Requirements, Completeness, Pertinence, Readability, Normalization Dados: Syntactic/Semantic Accuracy, Semantic Accuracy, Completeness, Consistency, Currency, Timeliness, Volatility, Completability, Reputation, Accessibility, Cost. (Batini et al., 2006, 2009) DWQ Correctness, Completeness, Minimality, Traceability, Interpretability, Metadata Evolution, Accessibility (System, Transactional, Security), Usefulness (Interpretability), Timeliness (Currency, Volatility), Responsiveness, Completeness, Credibility, Accuracy, Consistency, Interpretability (Batini et al., 2009; Jeusfeld et al., 1998) DQA Accessibility, Appropriate amount of data, Believability, Completeness, Freedom from errors, Consistency, Concise Representation, Relevance, Ease of manipulation, Interpretability, Objectivity, Reputation, Security, Timeliness, Understandability, Value added (Batini et al., 2009; Pipino et al., 2002) IQM Accessibility, Consistency, Timeliness, Conciseness,Maintainability, Currency, Applicability, Convenience, Speed, Comprehensiveness, Clarity, Accuracy, Traceability, Security, Correctness, Interactivity (Batini et al., 2009; Eppler & Helfert, 2004) AMEQ Consistent representation, Interpretability, Case of understanding, Concise representation, Timeliness, Completeness Value added, Relevance, Appropriateness, Meaningfulness, Lack of confusion, Arrangement, Readable, Reasonability, Precision, Reliability, Freedom from bias, Data Deficiency, Design Deficiency, Operation Deficiencies, Accuracy, Cost, Objectivity, Believability, Reputation, Accessibility, Correctness, Unambiguity, Consistency (Batini et al., 2009; Su & Jin, 2004) QAFD Syntactic/Semantic accuracy, Internal/External consistency, Completeness, Currency, Uniqueness (Batini et al., 2009; De Amicis et al., 2006) SPDQM Accessibility, Accuracy, Amount of data, Applicability, Attractiveness, Availability, Completeness, Compliance, Concise Representation, Confidentiality, Consistency, Consistent Representation, Credibility, Currentness, Customer Support, Documentation, Ease of operation, Effectiveness, Efficiency, Expiration, Flexibility, Interactive, Interpretability, (Moraga et al., 2009; Vetrò et al., 2016)
36 abordagens supervisionadas que combinam a capacidade computacional com a descoberta de padrões e distinções semânticas inatas para os seres humanos, de modo a permitir a avaliação visual da qualidade dos dados. (Borovina Josko & Ferreira, 2017) Através de representações visuais interativas, quem avalia a qualidade dos dados consegue pesquisar, extrair, correlacionar e entender os significados (padrões, relacionamentos e métricas) em diferentes granularidades até serem indicadas evidências semânticas que confirmem ou refutem um defeito nos dados. (Borovina Josko & Ferreira, 2017) Os sistemas de visualização projetados para suportar um processo de análise da qualidade dos dados baseiam-se em duas abordagens. A abordagem denominada como reconhecimento de qualidade, que denota a utilização de recursos computacionais para extrair métricas de qualidade dos dados que são visualmente comunicadas através de highlights ou rótulos. A abordagem denominada como orientação para o diagnóstico visual, que denota uma análise visual intensiva de significados para detetar defeitos de dados. (Borovina Josko & Ferreira, 2017) Neste projeto irá ser desenvolvido um sistema de visualização, através do desenvolvimento e implementação de um mockup de um Dashboard que suporte um processo de análise da qualidade dos dados apoiada na abordagem denominada como reconhecimento de qualidade, que denota a utilização de recursos computacionais para extrair métricas de qualidade dos dados que são visualmente comunicadas através de highlights ou rótulos. Nenhum exemplo de visualização de dados ocupa um lugar mais proeminente na consciência das pessoas de negócios que um dashboard. O display de um Dashboard combina toda a informação que é necessária para monitorizar rapidamente o cenário de um determinado aspeto do negócio num único ecrã. Quando são projetados de forma apropriada para uma comunicação visual eficaz, os dashboards oferecem uma imagem do que está a ocorrer, o que nunca poderia ser efetuado através de relatórios tradicionais. (Few, 2007) 2.3.1. Características do desenho de um Dashboard Segundo o estudo de (Yigitbasioglu & Velcu, 2012), as características do desenho de um Dashboard podem ser divididas em dois tipos, as características funcionais e as características visuais. As características funcionais são as características que se relacionam indiretamente com a visualização, mas que descrevem o que um Dashboard pode fazer. É importante que as características funcionais de um Dashboard se ajustem aos seus objetivos, uma vez que um ajuste inadequado pode resultar em resultados que não serão os mais perfeitos, fornecendo indicações incompletas a quem necessita do Dashboard para tomar as melhores decisões. As características funcionais permitem o ajuste cognitivo com os diferentes tipos de utilizadores de um Dashboard e são compostas pelos seguintes pontos: • Tipos de formato da apresentação (Gráficos vs. Tabelas) • Flexibilidade no formato da apresentação • Drill down and drill up • Análise do cenário
37 • Seleção do formato da apresentação guiada pela teoria • Alertas automáticos No entanto, mesmo que as características funcionais de um Dashboard estejam bem ajustadas aos objetivos (ou seja, que todas as informações e recursos necessários estão disponíveis ao utilizador), uma má definição das características visuais (por exemplo, a utilização excessiva de cores, uma baixa taxa de utilização de cores na representação dos dados, etc.) pode confundir e distrair o utilizador do Dashboard. As características visuais de um Dashboard potenciam uma melhor visualização da informação e são compostas pelos seguintes pontos: • Página única • Uso frugal de cores • Alta taxa de utilização de cores na representação dos dados • Utilização de linhas de grelha em gráficos 2D e 3D 2.3.2. Utilizadores alvo do Dashboard Um dos aspetos mais importantes, se não o mais importante, é a apresentação no Dashboard dos indicadores que realmente importam para os utilizadores alvo, tendo em conta os objetivos e o problema que foi definido. A identificação das variáveis cruciais associadas a um Dashboard tem uma enorme importância e a seleção de dados adequados para a eficácia do sistema de medição baseado num Dashboard também é um aspeto fundamental. (Marco, Mangano, & Zenezini, 2015) Segundo o estudo de (Juice, 2009), os Dashboards são úteis porque aquilo que é medido é melhorado e porque é muito importante um entendimento compartilhado do estado do negócio. No contexto deste projeto é importante determinar os motivos específicos pelos quais a utilização de um Dashboard irá ser útil para a resolução do problema e o estudo de (Juice, 2009) indica três questões chaves a que se deve dar resposta: 1. Quem é o utilizador alvo do Dashboard? • A Equipa de Gestão do Portal de Dados Abertos da Cidade de Lisboa 2. Qual o valor que o Dashboard irá adicionar? • Definir metas e expectativas para a equipa de Gestão da Qualidade dos Dados relacionadas com as diversas dimensões e características da qualidade dos dados que são inseridos no Portal de Dados Abertos da Cidade de Lisboa • Encorajar ações específicas sobre os conjuntos de dados antes de serem colocados no Portal de Dados Abertos de Lisboa, de modo a promover uma maior qualidade nos dados que ali serão colocados
38 • Realçar exceções e fornecer alertas quando existirem problemas na qualidade dos dados que irão ser colocados no Portal de Dados Abertos da Cidade de Lisboa • Comunicar o progresso e o sucesso da aplicação das diferentes metodologias da qualidade dos dados nos dados que serão colocados no Portal de Dados Abertos da Cidade de Lisboa • Fornecer uma interface comum para interagir e analisar os resultados da aplicação das diferentes metodologias de qualidade dos dados aos dados que irão ser disponibilizados no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa 3. Qual o tipo de Dashboard deve ser criado? • Um tipo de Dashboard focado no âmbito da aplicação de metodologias de qualidade dos dados • Fornecendo uma visão focada na qualidade dos dados que irão ser colocados no Portal de Dados Abertos da Cidade de Lisboa • Com um horizonte temporal histórico, de modo a ir verificando a evolução da qualidade dos dados ao longo do tempo, depois de aplicadas algumas correções • Apresentado com uma visão única para todos os utilizadores, com vários níveis de detalhe, proporcionando a capacidade de o utilizador efetuar drill down, para ter acesso a números mais detalhados para ganhar mais contexto • Com um ponto de vista exploratório, em que o utilizador tem a liberdade de interpretar os resultados conforme achar mais apropriado Os Dashboards bem-sucedidos são aqueles que contribuem para melhorar a tomada de decisões e o desempenho organizacional através da utilização dos dados certos no momento certo, para tomar as decisões mais acertadas. (Anandarajan & Jones, 2017) 2.4. PROPOSTA CONCEPTUAL DO MODELO DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DOS DADOS O modelo de avaliação da qualidade dos dados que irá ser implementado neste projeto tem como base o estudo na literatura de um modelo de dados que permita implementar uma framework para a avaliação e tratamento da qualidade dos dados que irão ser colocados no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa. Esse modelo de dados deve permitir a aplicação de diferentes metodologias de tratamento da qualidade dos dados, já estudadas no capítulo 2.2.4. Esta proposta de modelo de avaliação da qualidade dos dados e que foi a base para o desenvolvimento do projeto encontra-se descrita no capítulo 3.1. No seguimento da implementação do modelo de avaliação da qualidade dos dados que irão ser colocados no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa, irá ser desenvolvido um mockup de um Dashboard de modo a apresentar aos utilizadores os resultados do funcionamento da framework de tratamento da qualidade dos dados que irão ser colocados no Portal de Dados Abertos da cidade de
39 Lisboa. A proposta de protótipo do Dashboard encontra-se descrita no ponto 2.4.1. através de um wireframe. 2.4.1. Wireframe do Dashboard A utilização de protótipos para a visualização de interfaces (geralmente conhecidas como mockups ou wireframes), provaram aumentar a eficiência na perceção dos requisitos das aplicações. Uma das suas vantagens prende-se com o facto dos wireframes serem tecnicamente valiosos para os programadores e, ao mesmo tempo, serem totalmente compreensíveis para os utilizadores finais. (Rivero et al., 2014) A maioria dos clientes preocupa-se principalmente como vão interagir com o produto e preocupa-se menos com os detalhes. Para terem uma ideia clara do produto têm de visualizar o mesmo e isso pode ser alcançado através do desenvolvimento de um mockup do produto antes do desenvolvimento das especificações. Este tipo de mockup é muitas vezes chamado de wireframe, é barato de criar e uma ferramenta de comunicação muito eficaz. (Kreitzberg, 2004) Criar um wireframe no processo inicial de criação da interface das aplicações com o utilizador é muito útil como meio de comunicação entre os utilizadores e quem desenvolve o produto. O wireframe serve como guia visual que é utilizado para sugerir o conteúdo e a estrutura do produto, assim como as interações e as relações na utilização do mesmo, que serão afinadas até que exista acordo com os utilizadores. Assim sendo, no âmbito deste projeto foi desenvolvido um wireframe do Dashboard que irá servir para apresentar aos utilizadores os resultados do funcionamento da framework de tratamento da qualidade dos dados que irão ser colocados no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa, que pode ser verificado na figura 2.4.
40 Figura 2.4 - Wireframe do Dashboard com os indicadores da Qualidade dos Dados que foram avaliados na framework de avaliação da qualidade dos dados O wireframe do Dashboard que irá ser desenvolvido e que se encontra representado na figura 2.4, contém: • Uma imagem no topo que irá conter o título do Dashboard • Um conjunto de botões que irá ter a função de slicer e cada botão deverá representar um grupo de dados daqueles que compõem o Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa. • Um conjunto de gráficos que irão representar as métricas de cada dimensão que foram calculadas para indicar os níveis de qualidade dos dados que irão ser colocados no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa. Através dos botões que têm a função de slicer, o utilizador poderá ir verificando os indicadores de qualidade de cada dimensão que foram calculados em cada grupo de dados. Inicialmente serão apresentados os dados gerais, sem qualquer tipo de filtro. Este wireframe foi elaborado com recurso a uma ferramenta de construção de wireframes, denominada como ‘Mockflow’ e está disponível através do site (https://www.mockflow.com/).
41 3. DESENVOLVIMENTO Como já foi mencionado na definição da metodologia, o desenvolvimento deste projeto tem como base um processo cíclico, o que significa que é um método iterativo usado para um controlo contínuo e melhoria dos artefactos. Para iniciar o processo, uma sugestão inicial deve ser feita. Isso conduzirá a uma fase de implementação e, finalmente, a uma fase de avaliação dos resultados. A avaliação determinará o início de um novo ciclo ou à conclusão do projeto. A fase inicial deste processo de desenvolvimento prende-se com o estudo na literatura de um modelo de dados que permita implementar uma framework para a avaliação e tratamento da qualidade dos dados que irão ser colocados no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa. Esse modelo de dados deve permitir a aplicação de diferentes metodologias de tratamento da qualidade dos dados, já estudadas no capítulo 2.2.4. Numa fase seguinte, irá ser iniciada uma fase de implementação da framework para a avaliação e tratamento da qualidade dos dados que foi estudada e será desenvolvido um protótipo inicial para verificar o comportamento do funcionamento da framework e os seus indicadores. Este capítulo irá terminar com o desenvolvimento de um mockup de um Dashboard de modo a apresentar aos utilizadores os resultados do funcionamento da framework de tratamento da qualidade dos dados que irão ser colocados no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa. 3.1. FRAMEWORK PARA A AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DOS DADOS Os dados abertos são uma parte do conteúdo ou dos dados, com o intuito de alguém poder utilizálos, reutilizá-los e também redistribuí-los. A maioria dos conjuntos de dados abertos divulgados está ainda em formato bruto e o seu sucesso depende fortemente da sua qualidade. (Máchová & Lněnička, 2017) A difusão dos Dados Abertos manteve um ritmo muito elevado nos últimos anos. No entanto, existem evidências que indicam que a divulgação de dados sem o controlo de qualidade adequado pode comprometer a reutilização dos conjuntos de dados e afetar negativamente a participação cívica. (Vetrò et al., 2016) Formalmente, a Qualidade dos Dados é definida na Norma ISO 25012 como "a capacidade de dados para satisfazer necessidades declaradas e implícitas quando usadas sob condições especificadas". Além dessa definição, a Qualidade dos Dados pode ser definida como a capacidade de uma coleta de dados que vão de encontro às necessidades dos utilizadores, ou seja, que tenham uma "adequação ao uso" tendo em conta o ponto de vista do utilizador sobre a qualidade que esses dados devem ter. (Batini et al., 2009; ISO/IEC 25012, 2008; Vetrò et al., 2016; Wang & Strong, 1996) É neste contexto que o estudo de (Batini et al., 2007) apresenta uma framework para a avaliação da qualidade dos Dados, que no caso concreto deste projeto, serão os dados que irão ser disponibilizados no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa.
42 A arquitetura desta framework (Figura 3.1) é composta por cinco módulos (e respetivos repositórios associados), sendo que o desenvolvimento deste projeto irá ter em conta os seguintes quatro módulos: • Knowledge Extractor – O módulo ‘Knowledge Extractor’ permite a definição de todos os relacionamentos entre os dados utilizados nos processos, serviços e pelas unidades de negócio, armazenando-os num repositório. • Data Quality Assessment - O módulo ‘Data Quality Assessment’ é responsável por avaliar a qualidade das fontes de dados, aplicando diferentes algoritmos e técnicas, armazenando todos os resultados num repositório. • Analysis – O módulo ‘Analysis’ tem como objetivo o processamento e análise da informação retirada do módulo de ‘Data Quality Assessment’, sendo que a análise OLAP é armazenada num repositório. • Monitoring & Reporting – O módulo ‘Monitoring & Reporting’ permite a realização de atividades de monitorização e de relatórios sobre as informações mais importantes. Figura 3.1 – Arquitetura da framework de avaliação da Qualidade dos Dados, adaptada do estudo de (Batini et al., 2007) 3.1.1. Arquitectura da framework Com base na framework de avaliação da Qualidade dos Dados apresentada no ponto anterior, irá ser implementado um sistema de Data Warehouse (DW) com uma arquitetura do tipo Star (Figura 3.2.), onde existirão tabelas factuais ligadas às suas respetivas dimensões através de Surrogate Keys. Serão criados Jobs de extract-transform-load (ETL), responsáveis pela extração, tratamento/transformação e posterior carregamento nas tabelas do DW. As Dimensões são tabelas que armazenam os conceitos de negócio, os quais irão caracterizar os registos das tabelas factuais. As dimensões implementadas no DW de Gestão da Qualidade dos dados serão do tipo zero, um e dois. As dimensões do tipo zero, são normalmente carregadas uma vez e não sofrem mais alterações dos seus registos. As dimensões do tipo um, podem sofrer alterações a alguns os seus campos, sendo o sistema capaz de efetuar atualizações a esses registos.
43 Por último as dimensões do tipo dois, são idênticas às do tipo um, mas permitem reter histórico das alterações dos seus campos, através de um campo de ‘start date’ e ‘end date’, o qual representa o período temporal em que determinado registo é válido. Os registos atuais são caracterizados por possuírem o campo ‘end date’ com o valor ‘NULL’. As tabelas factuais servem o propósito de armazenar os dados transacionais diários, possuindo diversos campos com métricas úteis para a avaliação da qualidade dos dados. Cada uma das transações será sempre caracterizada pela dimensão tempo e por um conjunto de chaves de outras dimensões que caracterizam a relação. Figura 3.2 – Exemplo de arquitetura do tipo Star, retirada de (www.datawarehouse4u.info, n.d.) Numa primeira fase, irá ser efetuado o levantamento e identificação das fontes de informação do sistema operacional, que no caso deste Projeto se encontram todas no Portal de Dados Abertos da Cidade de Lisboa. Este é maioritariamente constituído por ficheiros externos em formato CSV, GeoJSON, JSON ou PDF. Numa segunda fase, e seguindo o modelo da framework indicada no estudo de (Batini et al., 2007) será implementado um módulo designado como ‘Knowledge Extractor’, que irá conter a definição de todos os relacionamentos entre os dados utilizados nos processos, serviços e pelas unidades de negócio, armazenando-os num repositório.
44 Numa terceira fase, irá ser desenvolvida a definição dos processos ETL para obter os dados da BD operacional e ficheiros fonte, carregando estes dados numa base de dados denominada por Staging Area. Esta área tem como objetivo melhorar a performance da fase de ETL, sendo os dados carregados dos sistemas fontes de uma forma ainda pouco transformada. As tabelas da Staging Area são igualmente eficientes pois não efetuam armazenamento de dados históricos, sendo que os dados contidos nestas tabelas são apagados no início de cada execução, permitindo carregamentos mais céleres e consultas mais eficientes na fase de carregamento das tabelas DW. Esta área reflete também o módulo de ‘Data Quality Assessment’ indicado na framework do estudo de (Batini et al., 2007). Numa quarta fase, são efetuadas as transformações finais aos dados existentes na Staging Area e são feitos os carregamentos das tabelas de Dimensões e tabelas Factuais. O DW terá cerca de 3 dimensões e 1 tabela fatual. Esta área reflete o módulo de ‘Analysis’ indicado na framework do estudo de (Batini et al., 2007). Na figura 3.3. é possível verificar o desenho da Arquitetura do DW para análise da qualidade dos dados que serão inseridos no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa. Na fase final, será implementado um mockup de um Dashboard, de modo a que o utilizador final possa realizar atividades de monitorização sobre as informações mais importantes, que neste caso concreto serão as métricas apuradas sobre a qualidade dos dados a serem colocados no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa. Esta área reflete o módulo de ‘Monitoring & Reporting’ indicado na framework do estudo de (Batini et al., 2007). As ferramentas que irão ser utilizadas na elaboração do DW será o ‘SQL Server Management Studio 2016’ (SSMS). Os processos de ETL serão definidos em ‘SQL Server Integration Services’ (SSIS) através da ferramenta de desenvolvimento ‘SQL Server Data Tools 2015’ e o desenvolvimento do mockup do Dashboard irá ser efetuado com recurso à ferramenta ‘Power BI’.
45 Figura 3.3 – Desenho da Arquitetura do DW para análise da qualidade dos dados que serão inseridos no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa As tabelas de DW seguiram o modelo de relações que se pode verificar na figura 3.4: • Factual de Métricas Figura 3.4 – Modelo de dados do DW para a avaliação da qualidade dos dados do Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa
52 feitas num conjunto de dados. Currentness Indicação de versão atualizada de um Conjunto de Dados Tabela Indicação da atualidade da versão de um Conjunto de Dados. (Batini et al., 2009; Vetrò et al., 2016) Expiration Indicação do atraso após a expiração da versão atual de um Conjunto de Dados Tabela Indica a relação entre o atraso na publicação de um conjunto de dados após a data de expiração da sua versão anterior e o período de tempo referido pelo conjunto de dados, em meses. (Vetrò et al., 2016) Completeness Percentagem de células completas em cada coluna das Tabelas Atributo Indica a percentagem de células que não estão vazias em cada coluna das tabelas (Batini et al., 2009; Vetrò et al., 2016) Understandability Percentagem de colunas com metadados, por Tabela Tabela Indica o valor da percentagem de colunas com metadados, por tabela (Vetrò et al., 2016) Na figura 3.7, pode ser verificado o exemplo do carregamento dos fluxos de carregamento das tabelas ‘SA_Metric’ e ‘SA_TableOD’. Na figura 3.8, pode ser verificado o exemplo do carregamento da tabela ‘SA_Measurement’, em que são ilustrados os containers com o fluxo, quer por Tabela (Datasets), quer por Atributo (Cell), respeitando o nível de análise que consta na tabela 3.4.
53 Figura 3.8 - Exemplo de carregamento por fluxos – SA Load Fact Sources 3.5.1.2. Control Flow – DW O fluxo específico de carregamento dos dados na área de “Control Flow” em contexto de DW seguiu a seguinte ordem: 1. Efetuar a operação de carregamento da tabela de uma das dimensões, a tabela ‘D_Metric’ 2. Efetuar a operação de carregamento da tabela de uma das dimensões, a tabela ‘D_TableOD’ 3. Para ser evitada uma duplicação quando existe a necessidade de efetuar um reprocessamento, será efetuada uma operação de delete por ‘Period_ID’, procedendo-se posteriormente ao carregamento da tabela fatual, a tabela ‘F_Measure’ Na figura 3.9, pode ser verificado o exemplo do carregamento dos fluxos de carregamento das tabelas ‘D_Metric’, ‘D_TableOD’ e da tabela ‘F_Measure’.
54 Figura 3.9 - Exemplo de carregamento em DW – DW Load Dimensions e Load Facts 3.5.2. Data Flow Os processos de “Data Flow” seguem igualmente uma lógica idêntica de execução. Contudo, dadas as especificidades das fontes e das operações necessárias para executar, iremos apresentar as opções técnicas adotadas para resolver estes casos específicos. Em diversos casos foi tomada a opção de fazer transformações nos dados através de SQL nas tasks de Sources. Desta forma foi procurado obter uma performance superior em relação a efetuar a mesma transformação no SSIS, dado que a performance SQL é superior. • Inserção do ‘Period_ID’ no carregamento dos dados - de forma a registar o ‘Period_ID’ do fluxo em execução nos dados a serem inseridos, foi utilizada a task “Derived Column”, que obtém o valor da variável Period_ID, e a mapeia nos dados. (Figura 3.10). Figura 3.10 – Exemplo de utilização da task “Derived Column” • Carregamentos incrementais das tabelas fatuais - de forma a elaborar um carregamento incremental da tabela fatual através do ‘Period_ID’ definido para o fluxo, criámos diversas variáveis do tipo String, que armazenam a query concatenada com a variável ‘TableID’ ou ‘AttributeID’, conforme o tipo de validação pretendido. Posteriormente na task de Source, é utilizada essa variável para definir a obtenção dos dados. (Figura 3.11)
55 Figura 3.11 – Exemplo da Utilização de Stored Procedure com recurso a uma variável
56 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES Neste capítulo irão ser apresentados os resultados globais apurados do processo de avaliação da qualidade dos dados que irão ser colocados no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa. Será também apresentado o mockup do Dashboard desenvolvido para mostrar os resultados dessa avaliação ao utilizador final. 4.1. DIMENSÕES/CARACTERÍSTICAS Nesta secção irão se apresentados os resultados globais apurados do processo de avaliação da qualidade dos dados para cada uma das dimensões/características que foram estudadas neste Projeto. 4.1.1. Traceability – Histórico de Criação de um Conjunto de Dados Conforme indicado na tabela 3.4, o apuramento da medição relativa à dimensão ‘Traceability – Histórico de criação da Tabela’ indica a presença ou ausência de metadados associados ao processo de criação de um conjunto de dados. Após a execução da métrica que apurou os resultados, foi verificado que, para a amostragem de conjuntos de dados (43) que foram analisados neste projeto (tabela 7.3), todos continham a presença de metadados associados ao seu processo de criação, como pode ser verificado na figura 4.1. Figura 4.1 – Gráfico dos resultados da medição da Dimensão ‘Traceability – Histórico de criação de um Conjunto de Dados’
57 4.1.2. Traceability – Histórico de Atualizações de um Conjunto de Dados Conforme indicado na tabela 3.4, o apuramento da medição relativa à dimensão ‘Traceability – Histórico de criação da Tabela’ indica a presença ou ausência de metadados associados às atualizações efetuadas num conjunto de dados. Após a execução da métrica que apurou os resultados, foi verificado que, para a amostragem de conjuntos de dados (43) que foram analisados neste projeto (tabela 7.3), todos continham a presença de metadados associados ao seu processo de atualizações, como pode ser verificado na figura 4.2. Figura 4.2 - Gráfico dos resultados da medição da Dimensão ‘Traceability – Histórico de atualizações de um Conjunto de Dados’ 4.1.3. Currentness - Indicação de versão atualizada de um Conjunto de Dados Conforme indicado na tabela 3.4, o apuramento da medição relativa à dimensão ‘Currentness – Indicação de versão atualizada de um Conjunto de Dados’, que indica a atualidade da versão de um conjunto de dados. Após a execução da métrica que apurou os resultados, foi verificado que, para a amostragem de conjuntos de dados (43) que foram analisados neste projeto (tabela 7.3), em 39 dos casos verificouse que continham versões atualizadas, mas em 4 dos casos foi verificado que continham versões desatualizadas, como se pode verificar na figura 4.3. Na figura 4.4, é possível ainda verificar estes dados em termos de percentagem de Conjuntos de Dados com versões atualizadas e com versões desatualizadas.
58 Figura 4.3 – Gráfico dos resultados da medição da Dimensão ‘Currentness – Indicação de versão atualizada de um Conjunto de Dados’ Figura 4.4 - Gráfico dos resultados da medição da Dimensão ‘Currentness – Indicação de versão atualizada de um Conjunto de Dados (%)’ 4.1.4. Expiration - Indicação do atraso após a expiração da versão atual de um Conjunto de Dados Conforme indicado na tabela 3.4, o apuramento da medição relativa à dimensão ‘Expiration – Indicação do atraso após a expiração da versão atual de um Conjunto de Dados’, que indica a relação entre o atraso na publicação de um conjunto de dados após a data de expiração da sua versão anterior e o período de tempo referido pelo conjunto de dados, em meses. Após a execução da métrica que apurou os resultados, foi verificado que, para a amostragem de conjuntos de dados (43) que foram analisados neste projeto (tabela 7.3), em 39 dos casos verificouse que continham versões atualizadas, mas em 4 dos casos foi verificado que continham versões desatualizadas. Em termos de atraso após a expiração da versão atual, desses 4 casos, 3 conjuntos de
59 dados apresentaram uma versão desatualizada de 3 meses e 1 conjunto de dados apresentou uma versão desatualizada de 21 meses, conforme se pode verificar na figura 4.5. Na figura 4.6, é possível ainda verificar estes dados em termos de percentagem. Figura 4.5 – Gráfico dos resultados da medição da Dimensão ‘Expiration – Indicação do atraso após a expiração da versão atual de um Conjunto de Dados’ Figura 4.6 - Gráfico dos resultados da medição da Dimensão ‘Expiration – Indicação do atraso após a expiração da versão atual de um Conjunto de Dados (%)’
60 4.1.5. Completeness – Indicação da percentagem de células que não estão vazias em cada coluna dos Conjuntos de Dados Conforme indicado na tabela 3.4, o apuramento da medição relativa à dimensão ‘Completeness – Indicação da percentagem de células que estão preenchidas em cada coluna dos Conjuntos de Dados’, que indica a percentagem de células que não têm qualquer valor, em cada coluna dos conjuntos de dados que foram analisados. Após a execução da métrica que apurou os resultados, foi verificado que, para a amostragem de conjuntos de dados (43) que foram analisados neste projeto (tabela 7.3) e para um total de 522 colunas ou atributos, em 426 colunas nenhuma das suas células estava vazia. No ponto oposto, verifica-se que 43 colunas não apresentavam qualquer valor preenchido. No gráfico da figura 4.7, pode-se verificar a distribuição da percentagem de células que estão preenchidas em cada coluna dos Conjuntos de Dados. Figura 4.7 - Gráfico dos resultados da medição da Dimensão ‘Completeness – Indicação da percentagem de células que estão preenchidas em cada coluna dos Conjuntos de Dados’ 4.1.6. Understandability - Indicação do valor da percentagem de colunas com metadados associados, por Conjunto de Dados Conforme indicado na tabela 3.4, o apuramento da medição relativa à dimensão ‘Understandability – Indicação do valor da percentagem de colunas com metadados associados, por Conjuntos de Dados’, que indica a percentagem de colunas que têm metadados associados, nos conjuntos de dados que foram analisados. Para cada conjunto de dados foram avaliadas 8 colunas que contêm metadados associados. Após a execução da métrica que apurou os resultados, foi verificado que, para a amostragem de conjuntos de dados (43) que foram analisados neste projeto (tabela 7.3), em 27 casos foi verificado que todas as colunas que contêm metadados associados estão preenchidas. Na figura 4.8, pode-se
61 verificar a distribuição da percentagem de colunas com metadados associados, por conjunto de dados. Figura 4.8 - Gráfico dos resultados da medição da Dimensão ‘Understandability – Indicação do valor da percentagem de colunas com metadados associados, por Conjuntos de Dados’ 4.2. DASHBOARD – MOCKUP Após o apuramento dos resultados globais apurados do processo de avaliação da qualidade dos dados que irão ser colocados no Portal de Dados Abertos da cidade de Lisboa, foi desenvolvido um mockup de um Dashboard (figura 4.9) na ferramenta ‘Power BI’, que permita ao utilizador final uma visualização rápida e bastante compreensível dos resultados dessa avaliação. O desenho deste mockup teve como base o wireframe descrito na figura 2.4., do capítulo 2.4.1 deste documento. Figura 4.9 – Mockup do Dashboard com os indicadores da Qualidade dos Dados que foram avaliados na framework de avaliação da qualidade dos dados
68 from https://www.iso.org/standard/35736.html ISO 9001. (2008). Sistemas de da qualidade. Requisitos (ISO 9001:2008), 406, 2008–11. Retrieved from https://www.iso.org/standard/46486.html Janssen, M., Charalabidis, Y., & Zuiderwijk, A. (2012). Benefits, Adoption Barriers and Myths of Open Data and Open Government. Information Systems Management, 29(4), 258–268. https://doi.org/10.1080/10580530.2012.716740 Janssen, M., van der Voort, H., & Wahyudi, A. (2017). Factors influencing big data decision-making quality. Journal of Business Research, 70, 338–345. https://doi.org/10.1016/j.jbusres.2016.08.007 Jetzek, T. (2016). Managing complexity across multiple dimensions of liquid open data: The case of the Danish Basic Data Program. Government Information Quarterly, 33(1), 89–104. https://doi.org/10.1016/j.giq.2015.11.003 Jeusfeld, M. A., Quix, C., & Jarke, M. (1998). Design and Analysis of Quality Information for Data Warehouses. In Proceedings of the 17th International Conference on Conceptual Modeling (pp. 349–362). Springer, Berlin, Heidelberg. https://doi.org/10.1007/978-3-540-49524-6_28 Juice. (2009). A Guide to Creating Dashboards People Love to Use. Juice Analytics. Retrieved from http://www/juiceanalytics.com/poster/ Karkouch, A., Mousannif, H., Al Moatassime, H., & Noel, T. (2016). Data quality in internet of things: A state-of-the-art survey. Journal of Network and Computer Applications, 73, 57–81. https://doi.org/10.1016/j.jnca.2016.08.002 Kleindienst, D. (2017). The data quality improvement plan: deciding on choice and sequence of data quality improvements. Electronic Markets - The International Journal on Networked Business, 27(4), 1–12. https://doi.org/10.1007/s12525-017-0245-6 Kreitzberg, C. B. (2004). Strategic Business Leaders Reducing Outsourcing Risk Through Visual Communication. Retrieved from http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.86.1906&rep=rep1&type=pdf Lee, Y. W., Strong, D. M., Kahn, B. K., & Wang, R. Y. (2002). AIMQ: A methodology for information quality assessment. Information and Management, 40(2), 133–146. https://doi.org/10.1016/S0378-7206(02)00043-5 Long, J., & Seko, C. (2002). A New Method for Database Data Quality Evaluation at the Canadian Institute for Health Information (CIHI). Proceedings of 7th International Conference on Information Quality. Retrieved from www.statcan.ca Loshin, D. (2001). Enterprise Knowledge Management. The Data Quality Approach. Morgan Kaufmann. Lourenço, R. P. (2015). An analysis of open government portals: A perspective of transparency for accountability. Government Information Quarterly, 32(3), 323–332. https://doi.org/10.1016/j.giq.2015.05.006 Máchová, R., & Lněnička, M. (2017). Evaluating the quality of open data portals on the national level. Journal of Theoretical and Applied Electronic Commerce Research, 12(1), 21–41. https://doi.org/10.4067/S0718-18762017000100003
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71 7. APENDICE Tabela 7.1 – Tabela com a descrição das Dimensões/Características encontradas na revisão de literatura Dimensões / Características Descrição Referências Accessibility O grau em que um portal Web fornece uma navegação simples e acessível, de modo a que o utilizador consiga obter os dados de uma forma rápida e fácil. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Accuracy O grau que indica a medida em que os dados estão livres de erros, estão corretos e são confiáveis. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Adaptability O grau que indica a capacidade de adaptação. É uma característica da metodologia CIHI. (Long & Seko, 2002) Agreement of Usage Acordo de Utilização dos Dados. (Loshin, 2001) Amount of Data O grau que indica a medida em que a quantidade ou volume de dados entregue pelo portal Web é apropriado para a tarefa em questão. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009; Pipino et al., 2002) Applicability O grau que indica a medida em que os dados são específicos, úteis e fáceis de aplicar para os utilizadores alvo. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Appropriateness O grau que indica a quantidade de informação adequada a uma determinada utilização. (Su & Jin, 2004; Wang, 1998) Arrangement O grau que indica a disposição ou ordenação dos dados (Su & Jin, 2004) Attractiveness O grau que indica a medida em que os dados que constam no portal são atraentes para seus visitantes (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Attribute granularity O grau que indica a medida de granularidade dos atributos dos schemas onde estão guardados os dados. (Loshin, 2001) Availability O grau que indica a medida em que os dados estão disponíveis através do portal Web e possuem atributos que os permitem ser utilizados por utilizadores e aplicações autorizadas. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Believability O grau que indica a medida em que os dados e a sua (Calero et al., 2008)
72 fonte são aceites como estando corretos. Business rules conformance O grau que indica a medida em que os dados estão em conformidade com as regras de negócio. (English, 1999) Clarity of definition O grau que indica a medida em que se verifica que a definição dos dados está efetuada de uma forma clara. (Loshin, 2001) Completeness O grau que indica a medida em que os dados podem atender às necessidades de informação de um utilizador, com uma amplitude, profundidade e alcance suficientes para a tarefa em questão. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Compliance O grau que indica a medida em que os dados possuem atributos que vão de encontro aos padrões, convenções ou regulamentos em vigor e regras similares relativas à qualidade dos dados num contexto específico de uso. (Moraga et al., 2009) Concise Representation O grau que indica a medida em que os dados estão representados de uma forma concisa, sem elementos supérfluos e que permitam a deteção de descrições incorretas. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Confidentiality O grau que indica a medida em que os dados possuem atributos que garantem que só são acessíveis e interpretáveis por utilizadores autorizados num contexto específico de uso. (Moraga et al., 2009) Consistency O grau que indica a medida em que um conjunto de dados possui dados que não violam as regras semânticas que foram definidas, que possuem atributos que estão livres de contradições, que são coerentes com outros dados e que são apresentados no mesmo formato num contexto específico de uso. (Batini et al., 2009; Moraga et al., 2009) Consistent representation O grau que indica a medida em que os dados são sempre apresentados no mesmo formato, que são compatíveis com dados anteriores e consistentes com outras fontes. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Correct Interpretation O grau que indica a medida em que é efetuada uma interpretação correta dos dados, na sua apresentação. (Loshin, 2001) Correctness O grau que indica a medida em que os dados estão (Batini et al., 2006)
73 corretos, tendo em conta os requisitos ou o modelo. Cost O grau que indica a medida dos custos da falta de qualidade dos dados e os custos da melhoria dessa qualidade. (Batini et al., 2006) Credibility O grau que indica a medida em que os dados possuem atributos considerados verdadeiros, corretos e credíveis pelos utilizadores. (Moraga et al., 2009) Currency O grau que indica a medida em os dados que se encontram no portal não estão obsoletos, ou seja, se os dados se encontram atualizados, apesar de possíveis discrepâncias causadas por alterações temporárias ao valor correto. (Batini et al., 2009; Moraga et al., 2009) Currentness O grau que indica a medida em que os dados possuem atributos que não se encontram obsoletos e estão atualizados num contexto específico de uso. (Moraga et al., 2009) Customer Support O grau que indica a medida em que o portal Web onde se encontram os dados fornece suporte on-line através de texto, email, telefone, etc. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Documentation Grau que indica a quantidade e utilidade dos documentos com informação dos metadados. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Duplicates O grau que indica a medida em que os dados no portal contêm dados duplicados. (Calero et al., 2008) Ease of manipulation O grau de facilidade de manipulação dos dados. (Pipino et al., 2002) Ease of operation O grau que indica a medida em que os dados são facilmente geridos, podem ser aplicados em diferentes tarefas e podem ser manipulados (ou seja, atualizados, movidos, agregados, etc.) (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Effectiveness O grau que indica a medida em que até que ponto são utilizadas técnicas analíticas adequadas nos dados que estão no portal. (Moraga et al., 2009) Efficiency O grau que indica a medida em que os dados do portal possuem atributos que podem ser processados e fornecem os níveis de desempenho esperados, através da utilização de tipos e quantidades adequadas de recursos. (Moraga et al., 2009)
74 Expiration O grau que indica a data conhecida de validade dos dados. (Moraga et al., 2009) Flexibility O grau que indica a medida em que os dados são expansíveis, adaptáveis e facilmente aplicados a outras necessidades. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Freedom from errors O grau que indica o nível de ausência de erros dos dados. (Lee et al., 2002) Interactive O grau que indica a medida em que a forma como os dados são acedidos ou recuperados pode ser adaptada às preferências pessoais de alguém através de elementos interativos. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Interpretability O grau que indica a medida em que os dados do portal encontram-se com um idioma e unidades que são apropriadas para a capacidade do utilizador. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Meaningfulness O grau que indica a medição da significância dos dados. (Su & Jin, 2004) Metadata O grau que indica a medição da informação sobre os metadados dos dados. (Loshin, 2001) Novelty O grau que indica a medida em que os dados obtidos do portal influenciam o conhecimento e as novas decisões. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Null Values O grau que indica a quantidade de dados com valores a null. (Loshin, 2001) Objectivity O grau que indica a medida em que os dados são imparciais, sem preconceitos e não tendenciosos. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Organization A organização, configurações visuais ou características tipográficas (cor, texto, fonte de letra, imagens, etc.) e as combinações desses vários componentes. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Portability O grau que indica em que medida os dados possuem atributos que os permitem ser instalados, substituídos ou movidos de um sistema para outro, preservando a sua qualidade. (Moraga et al., 2009) Precision O grau que indica em que medida os dados do portal possuem atributos que são exatos ou que oferecem discriminação de dados no portal e como ajudam os utilizadores a encontrar resultados relevantes e a (Moraga et al., 2009)
75 evitar os resultados irrelevantes. Privacy Indicador da política de privacidade dos dados. (Loshin, 2001) Readability A medida que indica que o texto é legível e é apresentado de uma forma fácil de ler. (Moraga et al., 2009) Recoverability O grau que indica a medida em que os dados possuem atributos que os permitem manter e preservar um nível especificado de operações e qualidade, mesmo em caso de falha. (Moraga et al., 2009) Relevancy O grau que indica em que medida os dados são aplicáveis, úteis e proveitosos para as necessidades dos utilizadores, na tarefa em questão. (Bizer & Cyganiak, 2009; Calero et al., 2008; English, 1999; Long & Seko, 2002; Loshin, 2001; Moraga et al., 2009; Pipino et al., 2002; Su & Jin, 2004) Reliability A medida que indica que os utilizadores podem confiar nos dados, nas suas fontes e na perceção do utilizador final sobre o funcionamento técnico adequado do portal onde se encontram os dados. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009; Su & Jin, 2004) Reputation A medida que indica que os dados são confiáveis ou altamente considerados em termos da sua fonte ou conteúdo, e a informação é altamente tida em consideração em termos da sua origem ou conteúdo. (Batini et al., 2006; Calero et al., 2008; Lee et al., 2002; Moraga et al., 2009; Pipino et al., 2002; Su & Jin, 2004; Wang, 1998) Response time A quantidade de tempo decorrido até que a resposta chega completa ao utilizador. (Calero et al., 2008; Jeusfeld et al., 1998) Scope O grau que indica a medida em que os dados têm uma amplitude, profundidade e alcance suficientes para a tarefa em questão. (Moraga et al., 2009) Security O grau que indica em que medida são passadas informações de forma privada do utilizador para a fonte da informação e vice-versa. (Calero et al., 2008; Eppler & Helfert, 2004; Jeusfeld et al., 1998; Lee et al., 2002; Loshin, 2001; Pipino et al., 2002;
76 Wang, 1998) Specialization Grau de especificidade dos dados, que deve incorporar todos os detalhes que podem ser vistos pelos utilizadores. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Timeliness O grau que indica em que medida os dados mudaram dentro dos limites de tempo especificados pela organização de destino, se os dados são transitórios ou estáveis e se os dados estão suficientemente atualizados para a tarefa em questão. (Batini et al., 2009; Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Timeliness (Currency, Volatility) Este grau contém dois componentes: a idade e a volatilidade. A idade é uma medida que indica a idade da informação, com base no tempo decorrido deste que os dados foram gravados. A volatilidade é uma medida de instabilidade da informação, ou seja, a frequência de alteração dos valores dos atributos das entidades. (Batini et al., 2009) Timeliness Comparability Medida que indica a comparação temporal dos dados. (Long & Seko, 2002) Traceability O grau que indica em que medida os dados estão bem documentados, verificáveis, facilmente atribuídos a uma fonte e fornecem uma via de auditoria de acesso aos dados e a qualquer alteração que tenha sido efetuada nos dados. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Unambiguity O grau que indica em que medida existem informações insuficientes, ou seja, os dados podem ser interpretados por mais de uma maneira. (Su & Jin, 2004; Wand & Wang, 1996) Understandability O grau que indica em que medida os dados possuem atributos que os permitem ser lidos, que são claros, sem ambiguidade, facilmente compreensíveis, bem interpretados pelos utilizadores e que são expressos em linguagens, símbolos e unidades apropriadas num contexto específico de utilização. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Uniqueness O grau que indica o número de dados duplicados. (Batini et al., 2009) Usability A usabilidade é definida pelo estado da acessibilidade, documentação e nível de interpretação dos dados. (Long & Seko, 2002)
77 Usefulness A extensão da avaliação do utilizador tanto da probabilidade de a informação melhorar as suas decisões como da sua satisfação com a utilidade do conteúdo, no que toca ao uso de linguagem apropriada e à utilidade da informação, de acordo com as necessidades da audiência a quem é dirigida. (Moraga et al., 2009) Validity O grau que indica em que medida os utilizadores podem julgar e compreender os dados entregues pelo portal. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Value added O grau que indica a medida em que os dados são benéficos e proporcionam vantagens a partir da sua utilização. (Calero et al., 2008; Moraga et al., 2009) Verifiability A extensão das referências a fontes originais. (Moraga et al., 2009)
84 Escolas Privadas - 1º Ciclo Ensino Superior Ensino Superior Centros de Investigação e de Estudos Equipamentos Escolares XLSX X Agrupamentos de Escolas de Lisboa Beneficiários da Ação Social Escolar Programa de Apoio à Natação Curricular Orquestra Geração XLS Passaporte Escolar População Escolar Alimentação Escolar XLSX Segurança e Socorro Sistema de Videovigilância Bairro Alto GeoJSON X Protecção Civil Polícia de Segurança Pública Polícia Municipal Bombeiros
85 Índice de Atropelamentos em Lisboa TIFF X Desporto Outras Instalações Desportivas (Dados 2009) GeoJSON X Instalações Desportivas - Municipais e Concessões (Dados 2015) Equipamentos de Fitness ao Ar Livre Desporto Entidades Desportivas Desporto Actividades Radicais Eventos e Programas Desportivos previstos para Lisboa XLSX, XLS X Programa Desporto Mexe Comigo XLS Programa de Apoio à Natação Curricular XLSX Programa Clubes de Mar XLS Gestão Urbana Áreas suscetíveis de recurso ao Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU 2020) GeoJSON X Repavimentações UCT Publicidade em Painéis Publicidade em MUPE (Mobiliário Urbano de Promoção Económica) Processos de obras de edificação e demolição abrangidas pelo RJUE
86 Ocupações Temporárias de Espaço Público - Licenciadas Ocupações Temporárias de Espaço Público - Histórico Ocupaçoes Temporárias de Espaço Público Agendadas não Licenciadas Limite de Concelho Oficial Limite Unidades Territoriais - Macro Intervenções Diversas Instalações Sanitárias Públicas Automáticas Freguesias-2012 Candeeiros de Iluminação Pública Alvarás para obras de edificação e demolição emitidos ao abrigo do RJUE Principais obras de promoção da SRU-OCIDENTAL SHP X Principais Obras de Iniciativa Municipal Principais obras de promoção da EMEL Edifícios com Necessidade de Grandes Reparações XLS X Idade Média dos Edifícios Edifícios Licenciados para Construção
87 Habitação Social Áreas suscetíveis de recurso ao Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU 2020) Economia e Inovação Construção e Reparação Naval GeoJSON X Biotecnologia Atividades Portuárias e Marítimas Artes Performativas - Teatro, Dança e Música Ambiente e Exploração Marítima Turismo Náutico Rádio e Televisão Recenseamento Comercial 2010 Recenseamento Comercial 2009 Publicidade Recenseamento Comercial 2008 Recenseamento Comercial 2007 Recenseamento Comercial 2006 Recenseamento Comercial 2005 Recenseamento Comercial 2004
88 Recenseamento Comercial 2002 Recenseamento Comercial 2000 Recenseamento Comercial 1998 Recenseamento Comercial 1996 Recenseamento Comercial 1995 Recenseamento Comercial 1993 Recenseamento Comercial 1991 Produção de Hardware Produção de Fármacos Prestação de Cuidados Pesca e Derivados Outras Instituições de I&D e Fundações Náutica de Recreio e Património Nanotecnologia Música Museus, Bibliotecas e Arquivos Mercados
89 Mapa do Conhecimento - Incubadoras Laboratórios Associados Institutos Instituições Infraestruturas e Parques de Ciência e Tecnologia Impressão e Reprodução Gráfica I & D I & D Genómica Fundações Governação e Outras Entidades Feiras Faculdades, Escolas e Institutos Espaços e Bairros Criativos Espaços e Ambientes Criativos Ensino de Atividades Criativas e Culturais Ensino Superior
90 Ensino Ensino Edição (Livros, Jornais e Revistas) Design Defesa e Segurança Cosmética Comercialização de Hardware e Software e Serviços Cinema e Video Centros de Investigação e de Estudos Centros de Investigação Centros de Formação Profissional e Outros Centros Comerciais Associações Arquitetura Apoio e Financiamento à Inovação Ganho Médio Mensal JSON Constituição e Dissolução de Empresas XLS, JSON X
91 Volume de negócios das empresa XLS Índice de Polarização de Emprego Taxa de Sobrevivência das Empresas Volume de Negócios dos Estabelecimentos Número de Estabelecimentos Número de empresas Energia e Comunicações Postos de Carregamento Mobi E GeoJSON X Consumos Eléctricos Edifícios CML XLS X Instalações de Iluminação Pública SHP X Traçado e Georeferenciação da Rede de Distribuição Elétrica Carta do potencial solar de Lisboa TIFF X Planeamento Urbano Área de Reabilitação Urbana (ARU) GeoJSON X Área Urbana de Génese Ilegal (AUGI) Limite de Planos de Urbanização Limite de Planos de Pormenor Limite de Concelho Oficial Limite de Concelho
92 Superfície das unidades territoriais por localização geográfica (NUTS - 2013) JSON Habitação e Desenvolvimento Social Contratos de Empreitadas de Obras Públicas e de Aquisição de Serviços XLSX X Fundo de Emergência Social de Lisboa - Agregados Familiares - Pedidos de apoio solicitados e concedidos por finalidade dos apoios Fundo de Emergência Social de Lisboa - IPSS e outras entidades sem fins lucrativos Serviço de Teleassistência (STA) - N.º de equipamentos de teleassistência instalados, ativos e n.º de beneficiários apoiados por freguesia Apoio Financeiro ao abrigo do Regulamento de Atribuição de Apoios pelo Município de Lisboa (RAAML) Programas de Apoio à Habitação Beneficiários do RSI JSON X Edifícios por Localização Geográfica e Tipo XLSX X Edifícios por Tipo de Utilização XLS Edifícios por Dimensão de pisos e Época de construção XLSX Alojamentos por Tipo de Alojamento Face à Forma de
93 Ocupação e Edifício Taxa de Desemprego XLS Edifícios com Necessidade de Grandes Reparações Encargos Médios com Habitação Idade Média dos Edifícios Alojamentos familiares clássicos e Regime de ocupação XLSX Edifícios Licenciados para Construção XLS Edifícios por Dimensão de Pisos e Materiais Usados na Construção XLSX Valor Médio das Rendas de Habitação Social XLS Habitação Social Alojamentos Familiares Clássicos, por Época de Construção e Existência de Estacionamento ou Garagem XLSX Alojamentos Familiares Clássicos por Escalão de Divisões e Escalão de Área Útil Alojamentos Familiares e Existência de Instalações Alojamentos Familiares por Existência de Água Canalizada Alojamentos Familiares com Existência de Instalação de Banho ou Duche
100 Rede Viária (Escala <1/20000) Rede Ferroviária Postos de Carregamento Mobi E Painéis de Mensagem Variável Localização de radares Estações de Metro Estações de Comboio Estações Fluviais Elevadores e Ascensores Docas de Recreio e Marinas Ciclovias da Cidade de Lisboa Modelo Batimétrico do Porto de Lisboa SHP Avisos Locais - Porto de Lisboa PHP X Previsão de Marés - Porto de Lisboa Informação sobre Transportes Públicos da Cidade de Lisboa - Metropolitano de Lisboa PDF, GTFS X Informação sobre Transportes Públicos da Cidade de Lisboa - CP - Comboios de Portugal
101 Informação sobre Transportes Públicos da Cidade de Lisboa - Transportes Sul do Tejo Informação sobre Transportes Públicos da Cidade de Lisboa - Fertagus Informação sobre Transportes Públicos da Cidade de Lisboa - Transtejo Informação sobre Transportes Públicos da Cidade de Lisboa - Carris Informação sobre Transportes Públicos da Cidade de Lisboa - Soflusa Informação sobre Transportes Públicos da Cidade de Lisboa - Rodoviária de Lisboa EMEL - Sinalização EMEL XLSX EMEL - Parquímetros EMEL EMEL - Lugares de estacionamento na via pública EMEL - Parques de estacionamento na via pública MAPPe - Mapa de Potencial Pedonal de Lisboa TIFF Declive Longitudinal da Rede Viária GeoJSON X Índice de Atropelamentos em Lisboa TIFF
102 Tabela 7.3 – Tabela com o mapeamento entre os conjuntos de dados do Portal de Dados Abertos que foram estudados e as tabelas em SQL Server que foram criadas no âmbito deste projeto Grupo de Dados Conjunto de Dados Extensão Tabelas – Base de Dados – ‘LisbonOD’ Administração Pública e Justiça Administração Central - Finanças GeoJSON PublicAdmin.TaxOffice Ambiente Anomalia da média anual da temperatura média CSV Environment.AnomTempMediaAnual Ambiente Anomalia da média anual da temperatura máxima CSV Environment.AnomTempMaxAnual Ambiente Anomalia da média anual da precipitação CSV Environment.AnomPreciMedAnual Ambiente Anomalia da média anual da temperatura mínima CSV Environment.AnomTempMinAnual Ambiente Vidrões GeoJSON Environment.GlassWaste Cultura e Património Cinemas GeoJSON Culture.Cinema Cultura e Património Conjuntos de Interesse Público GeoJSON Culture.PublicInterestSet Cultura e Património Teatros GeoJSON Culture.Theater Educação Agrupamentos de Escolas de Lisboa XLSX Education.SchoolsGroup Education.SchoolsNonGroup Educação Faculdades, Escolas e Institutos GeoJSON Education.HighEduInstitutions Educação Escolas Públicas - Secundário GeoJSON Education.PublicSecSchool Segurança e Socorro Polícia de Segurança Pública GeoJSON SecurityAid.PoliceStation
103 Segurança e Socorro Bombeiros GeoJSON SecurityAid.FireDep Desporto Desporto Entidades Desportivas GeoJSON Sport.SportEntity Desporto Instalações Desportivas - Municipais e Concessões (Dados 2015) GeoJSON Sport.SportFacility2015 Gestão Urbana Publicidade em Painéis GeoJSON UrbanMan.AdvertisingPanel Gestão Urbana Candeeiros de Iluminação Pública GeoJSON UrbanMan.LightingFixture Economia e Inovação Museus, Bibliotecas e Arquivos GeoJSON EconInov.MuseumLibrArch Economia e Inovação Centros Comerciais GeoJSON EconInov.ShoppingCenter Energia e Comunicações Postos de Carregamento Mobi E GeoJSON EnergyCom.MobiE Habitação e Desenvolvimento Social Edifícios por Localização Geográfica e Tipo XLSX HousingDev.BuildingsGeoLocType Habitação e Desenvolvimento Social Alojamentos por Tipo de Alojamento Face à Forma de Ocupação e Edifício XLSX HousingDev.AccommodationByTypeOfAccomm Habitação e Desenvolvimento Social Edifícios por Tipo de Utilização XLSX HousingDev.BuildingsTypeOfUse Informação Base e Cartografia Topónimos GeoJSON Cartography.Toponym População População Empregada por Sexo, Sector de Atividade Económica e Situação na Profissão XLSX PopulationDem.PopEmployedBy_Sex_EAS_Sit
104 População População residente por sexo, grupo etário e nível de escolaridade XLSX PopulationDem.ResidentPopBy_Sex_AgeG_EducL População População Residente Empregada ou Estudante por Sexo, Condição Perante o Trabalho e Local de Trabalho/Estudo XLSX PopulationDem.ResidentPopBy_Sex_Empl_Student Outros Equipamentos e Serviços Loja do Cidadão GeoJSON ServiceEqui.CitizenShop Outros Equipamentos e Serviços Embaixadas GeoJSON ServiceEqui.Embassy Outros Equipamentos e Serviços Instalações Sanitárias GeoJSON ServiceEqui.Lavatory Saúde Hospitais Públicos GeoJSON Health.PublicHospital Saúde Farmácias e Parafarmácias GeoJSON Health.Drugstore Saúde Centros de Saúde GeoJSON Health.HealthCenter Transparência Projetos vencedores referentes ao Orçamento Participativo de Lisboa XLSX Transparency.ParticipatoryBudget Turismo e Lazer TukTuk - Estacionamentos GeoJSON Tourism.TukTukParkLot Turismo e Lazer Alojamento GeoJSON Tourism.HotelEstablishment Turismo e Lazer Jardins - Parques Urbanos GeoJSON Tourism.GardensAndParks Mobilidade Estações de Metro GeoJSON Mobility.UndergroundStation
105 Mobilidade Estações de Comboio GeoJSON Mobility.RailwayStation Mobilidade Estações Fluviais GeoJSON Mobility.RiverPier Tabela 7.4 – Tabela com a descrição de todos os campos que compõem a tabela ‘Staging_Area.SA_Metric’ Chave Campo Tipo Null Descrição PK SK_Metric Int Not Null Surrogate Key MetricID Int Not Null Identificador da Métrica MetricName Nvarchar(100) Not Null Designação da Métrica MetricDescription Nvarchar(MAX) Not Null Descrição da Métrica MetricFormula Nvarchar(300) Null Formula da Métrica Active Bit Not Null Estado da Métrica (1 – Ativa, 0 – Inativa) DQ_DimensionName Nvarchar(100) Not Null Designação da Dimensão a que pertence a Métrica DQ_DimensionDescription Nvarchar(MAX) Null Descrição da Dimensão a que pertence a Métrica MethodologyName Nvarchar(100) Not Null Designação da Metodologia ao qual pertence a Dimensão MethodologyDescription Nvarchar(200) Null Descrição da Metodologia ao qual pertence a Dimensão Period_ID Nchar(10) Not Null Identificador do Período
106 Tabela 7.5 - Tabela com a descrição de todos os campos que compõem a tabela ‘Staging_Area.SA_TableOD’ Chave Campo Tipo Null Descrição PK SK_TableOD Int Not Null Surrogate Key TableID Int Null Identificador da Tabela TableSchema Nvarchar(100) Null Designação do Schema da Tabela TableName Nvarchar(200) Null Designação da Tabela Source Nvarchar(200) Null Fonte de informação da Tabela Author Nvarchar(200) Null Autor da fonte de informação da Tabela LastUpdate Date Null Data da última atualização da Tabela CreateDate Date Null Data da criação da Tabela Actualization Nvarchar(30) Null Indicação do Período de Atualização ActualizationMonths Int Null Período de Atualização em número de meses LastDataActualization Date Null Data da última atualização dos dados da Tabela Language Nvarchar(50) Null Linguagem contida na Tabela Publisher Nvarchar(100) Null Indicação do divulgador da Tabela AttributeID Int Null Identificador do atributo da Tabela
107 AttributeName Nvarchar(200) Null Designação do atributo da Tabela OrdinalPosition Int Null Posição ordinal do atributo na Tabela DataGroupID Int Null Identificador do grupo de dados da Tabela DataGroupName Varchar(100) Null Designação do grupo de dados da Tabela DataBaseName Nvarchar(200) Null Designação da base de dados onde se encontra a Tabela Period_ID Nchar(10) Not Null Identificador do Período Tabela 7.6 - Tabela com a descrição de todos os campos que compõem a tabela ‘Staging_Area.Measurement’ Chave Campo Tipo Null Descrição PK SK_Measurement Int Not Null Surrogate Key MetricID Int Not Null Identificador da Métrica TableOD_ID Int Null Identificador da Tabela MeasureValue Decimal (10,2) Not Null Valor da métrica aplicada a um conjunto de dados ou atributo MeasurementUnit Char(10) Null Unidade de valor da métrica Period_ID Nchar(10) Not Null Identificador do Período
108 Tabela 7.7 - Tabela com a descrição de todos os campos que compõem a tabela ‘Dimensions.D_Date’ Chave Campo Tipo Null Descrição PK Date_ID Int Not Null Identificador da Data Date_day Date Null Data com o formato ‘DD/MM/AAAA’ Full_date Nvarchar(50) Null Data com o formato ‘DD MM AAAA’, com o mês escrito por extenso Day_number Int Null Dia Day_name Nvarchar(50) Null Nome do Dia Day_name_short Nvarchar(50) Null Nome do Dia Resumido Week_day_FLG Nvarchar(50) Null Indicação se é dia útil Month_number Int Null Mês Month_name Nvarchar(50) Null Nome do Mês Month_name_short Nvarchar(50) Null Nome do Mês Resumido Trimester_number Int Null Trimestre Trimester_name Nvarchar(50) Null Nome do Trimestre Semester_number Int Null Semestre Semester_name Nvarchar(50) Null Nome do Semestre Year Int Null Ano
109 Tabela 7.8 - Tabela com a descrição de todos os campos que compõem a tabela ‘Dimensions.D_Metric’ Chave Campo Tipo Null Descrição PK MetricID Int Not Null Surrogate Key Business_MetricID Int Not Null Identificador da métrica MetricName Nvarchar(100) Not Null Designação da Métrica MetricDescription Nvarchar(MAX) Not Null Descrição da Métrica MetricFormula Nvarchar(300) Null Formula da Métrica Active Not Null Estado da Métrica (1 – Ativa, 0 – Inativa) DQ_DimensionName Nvarchar(100) Not Null Designação da Dimensão a que pertence a Métrica DQ_DimensionDescription Nvarchar(MAX) Null Descrição da Dimensão a que pertence a Métrica MethodologyName Nvarchar(100) Not Null Designação da Metodologia ao qual pertence a Dimensão MethodologyDescription Nvarchar(200) Null Descrição da Metodologia ao qual pertence a Dimensão Period_ID Nchar(10) Not Null Identificador do Período