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História oral da Viola da Terra na ilha de São Jorge, Açores

Nascimento, Darren Tyler

Abstract

O presente documento constitui um relatório de um Estágio Curricular desenvolvido no Museu Francisco de Lacerda, instituição fundada no Concelho de Calheta, ilha de São Jorge, Açores. O estágio foi realizado entre Outubro de 2020 e Abril de 2021 no âmbito da conclusão do Mestrado em Ciências Musicais, variante em Etnomusicologia, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. No relatório descrevem-se as tarefas desempenhadas durante o estágio na instituição, com particular destaque para o trabalho de realização de entrevistas a músicos da ilha de São Jorge, destinados ao armazenamento no museu e ao apoio a futura investigação no domínio da música.

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I 57682 História Oral da Viola da Terra na ilha de São Jorge, Açores Darren Tyler Nascimento Nome Completo do Autor Relatório de Estágio Curricular do Mestrado em Ciências Musicais, variante em Etnomusicologia Versão Corrigida e Melhorada após Defesa Pública Orientador académico: Rui Cidra Orientador no local do estágio: Virgínia Neto Abril 2021 I Relatório de Estágio apresentado para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Ciências Musicais realizado sob a orientação científica de Professor Rui Cidra II AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar quero agradecer à minha família, por tudo o que me transmitiu e por fazer de mim a pessoa que sou. Obrigada por me ensinarem a trabalhar e a cuidar. Agradeço ao Professor Rui Cidra pela preocupação demonstrada ao longo deste projeto, toda a orientação quando necessária, as perguntas por email e as dúvidas de última hora. Agradeço o incentivo que me deu para a apresentação do seminário de acompanhamento, e por me ter obrigado a sair da minha pequena zona de conforto. Agradeço também à Professora Doutora Luísa Cymbron pela forma como me acolheu e por tudo o que me transferiu ao longo do mestrado. Agradeço do fundo do coração à Doutora Virgínia Neto por me ter acolhido no Museu Francisco de Lacerda, por ter tomado conta de mim e por me ter deixado trabalhar. O estágio curricular e o presente relatório não seriam de todo possíveis sem o seu incentivo, que me permitiu fazer aquilo que gosto de fazer. Agradeço ao colega e amigo Tiago Cardoso, que me acompanhou na aventura de gravar entrevistas. Obrigado pelo entusiamo antes da realização de cada entrevista. Nunca deixou de acreditar em mim e de me ajudar, mesmo quando as coisas ficaram difíceis. Sem ele não teria conseguido terminar. Agradeço a todos os meus colegas de mestrado que me inspiraram, motivaram e ajudaram a aprender e a refletir com os meus erros, permitindo-me melhorar enquanto aluno. Agradeço à família do Museu Francisco de Lacerda. Gostaria ainda de registar o contributo de Marco Bettencourt, Aldora Brasil e Rui Moreira, pessoas que, por diversas razões, foram muito importantes para a realização deste trabalho. A todos os professores, que de uma forma mais ou menos presente, me ensinaram a aprender e a crescer. Aos meus amigos, que pela sua presença me ajudaram e inspiraram à conclusão desta etapa. Agradeço o apoio dos meus pais pelo constante apoio nas minhas escolhas, pelas conversas esclarecedoras, e por toda ajuda no desenvolvimento deste texto. III Agradeço também à doutora Olga Cunha, pelo acompanhamento durante o mestrado na Universidade Nova e pelo auxílio na procura de estágio. Um agradecimento especial aos músicos por todo companheirismo, amizade e paciência nos períodos de entrevistas e execuções musicais. IV Relatório de Estágio Curricular em Ciências Musicais História Oral da Viola da Terra na Ilha de São Jorge, Açores Darren Tyler Nascimento RESUMO Palavras-chave: Música tradicional açoriana; ilha de São Jorge; viola da terra; história oral; entrevistas. Resumo: O presente documento constitui um relatório de um Estágio Curricular desenvolvido no Museu Francisco de Lacerda, instituição fundada no Concelho de Calheta, ilha de São Jorge, Açores. O estágio foi realizado entre Outubro de 2020 e Abril de 2021 no âmbito da conclusão do Mestrado em Ciências Musicais, variante em Etnomusicologia, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. No relatório descrevem-se as tarefas desempenhadas durante o estágio na instituição, com particular destaque para o trabalho de realização de entrevistas a músicos da ilha de São Jorge, destinados ao armazenamento no museu e ao apoio a futura investigação no domínio da música. V ABSTRACT Keywords: Azorean traditional music; island of São Jorge; viola of the land; oral history; interviews. Abstract: This document is a report of a Curricular Internship developed at the Francisco de Lacerda Museum, an institution founded in the municipality of Calheta, São Jorge island, Azores. The internship was held between October 2020 and April 2021 as part of the conclusion of the Master in Musical Sciences, variant in Ethnomusicology, at the Faculty of Social and Human Sciences of Universidade Nova de Lisboa. The report describes the tasks performed during the internship at the institution, with particular emphasis on the work of conducting interviews with musicians from the island of São Jorge, intended for storage in the museum and to support future research in the field of music. VI LISTA DE ABREVIATURAS Abreviaturas: CESEM – Centro de Estudos em Sociologia e Estética da Música; EUA – Estados Unidos da América; FCSH, UNL – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa; IPSS – Instituições Particulares de Solidariedade Social MFL – Museu Francisco de Lacerda; NIPAA – Núcleo de Integração Profissional e Antigos Alunos. VII Índice Introdução ......................................................................................................................... 8 1 O Museu Francisco Lacerda ...................................................................................... 11 1.1 História da Instituição: ........................................................................................ 12 1.2 Acervo e Coleções: .............................................................................................. 14 1.3 Atividades culturais ............................................................................................. 15 1.4 Missão Social ....................................................................................................... 16 1.5 Equipa do Museu ................................................................................................. 18 2 Experiência de trabalho no museu ............................................................................. 20 2.1 Experiência pessoal de trabalho no museu e tarefas desempenhadas .................. 20 2.2 Realização das entrevistas: condições e meios tecnológicos utilizados .............. 22 2.3 Músicos entrevistados .......................................................................................... 23 2.4 Questões aprofundadas através do guião de entrevista ........................................ 26 2.5 Pistas para investigação futura ............................................................................. 29 Bibliografia ......................................................................... Erro! Marcador não definido. Anexo A: Músicos entrevistados .................................................................................... 36 Anexo B: Exemplos de Guiões de Entrevista ................................................................. 52 8 Introdução O presente trabalho constitui o relatório do estágio que realizei no Museu Francisco Lacerda, entre 15 de outubro de 2020 e 19 de abril de 2021. À medida que fui concluindo a parte curricular do mestrado em Ciências Musicais, variante em Etnomusicologia, reuni-me algumas vezes com a Dra. Olga Cunha, psicóloga da Faculdade Ciências Sociais e Humanas, da Universidade NOVA de Lisboa, com a Dra. Sofia Jacob Soares, ligada ao NIPAA (Núcleo de Integração Profissional dos Antigos Alunos) e com o meu orientador, o Prof. Rui Cidra, de modo a tentar perceber que componente eu iria realizar na conclusão do mestrado: tese ou estágio curricular. Após decidirmos pela opção de realização de estágio, efetuei vários contactos no sentido de encontrar uma instituição onde pudesse estagiar. A instituição que, num primeiro momento, se revelou mais interessada em acolher-me enquanto estagiário foi o Museu da Música. Contudo, com o início da pandemia covid-19 e o aumento de casos em Portugal Continental em março 2020, o museu suspendeu o seu programa de estágios. Desse modo começámos a ponderar a possibilidade de eu escrever uma tese de mestrado em vez de realizar um estágio. Durante o mês de abril de 2020, o professor Rui Cidra, propôs que eu fizesse um projeto de tese de mestrado. Iniciei então a escrita de um projeto sobre música tradicional açoriana e política cultural. Durante o mês de junho contactei a diretora do Museu Francisco Lacerda e futura orientadora de estágio, a Dra. Virgínia Neto, para me ajudar a desenvolver o projeto. Contactei igualmente a Dra. Ana Beatriz, Diretora de Serviços Externos e Ação Cultural da Direção Regional de Cultura dos Açores de modo a esclarecer-me sobre a política cultural em torno da música no arquipélago. Durante este período, também requisitei alguns livros sobre música açoriana, nomeadamente na ilha de São Jorge. Após estes primeiros contactos, a Dra. Sofia Jacob Soares, encetou contactos com a Dra. Virgínia Neto no sentido de eu vir a realizar um estágio curricular no museu. Atendendo à resposta positiva da diretora do museu, houve uma primeira reunião que incluiu igualmente a Dra. Olga Cunha e o Prof. Rui Cidra para formalizar o início do estágio e definir as suas tarefas e objetivos. Estabeleceu-se como principal meta do estágio, a realização de entrevistas a músicos da Ilha de São Jorge cujas 15 1.3 Atividades culturais Desde a criação do então Museu de São Jorge, atualmente Museu Francisco de Lacerda, o Plano de Atividades sempre contemplou um vasto conjunto de iniciativas culturais. Desde exposições, concertos, palestras, conferências, workshops, ateliers, oficinas, comemorações de dias internacionais, espetáculos de dança e teatro, e ações de divulgação do livro e da leitura através de projetos como “Semana da Leitura” e “Bibliocaixas”. A programação conta com mais de uma dezena de atividades culturais anuais. O plano de ação do Museu Francisco de Lacerda, baseia-se não só nas atividades culturais, como em todo o trabalho rotineiro que esta instituição tem, como, atendimento ao público que visita o museu, atendimento ao público que vem ao centro de documentação (biblioteca), atendimento e apoio às instituições de caráter cultural, conservação e inventariação do espólio que faz parte da instituição, montagem e desmontagem de exposições. Na realização das suas atividades, o Museu Francisco de Lacerda relaciona-se em proximidade com diversas instituições, públicas e privadas, para a dinamização de ações culturais. O serviço educativo e a equipa de promoção do livro e da leitura desenvolvem ações diversas junto das instituições de ensino, juntas de freguesia, IPSS (Institutos Particulares de Solidariedade social), Casas do Povo, entidades privadas, coletivas e individuais, reafirmando o Museu, enquanto museu de ilha, de alcance territorial amplo. As actividades culturais representam uma função crucial para a sociedade e cultura jorgense, pois sem a presença das actividades culturais, a ilha de São Jorge dificilmente conseguiria reproduzir a sua própria cultura e manifestações. 16 1.4 Missão Social O Museu da Ilha de São Jorge, hoje designado como Museu Francisco de Lacerda, tem como missão estudar e preservar o património e, através dele, promover e divulgar a cultura e identidade jorgense e açoriana, privilegiando um conjunto de atividades de cariz pedagógico, para estimular o interesse e o conhecimento de públicos de diferentes origens e idades. Essa missão é atingida através da valorização das coleções do atual Museu Francisco de Lacerda, as quais serão enriquecidas com o novo conjunto patrimonial adstrito às novas exposições permanentes, bem como através do estudo, investigação, conservação preventiva, restauro, realização de exposições, conferências, promoção do livro e da leitura e de ações de carácter educativo, cultural, de lazer, entre outras. A integração, no Museu Francisco de Lacerda, da Igreja de Santa Bárbara, permitiu e contribuirá para a conservação, exposição e valorização dos bens culturais que constituem o acervo desse espaço, situado na freguesia das Manadas, bem como a respetiva promoção pública de uma igreja, classificada como Imóvel de Interesse Público, desde 1950. O Museu Francisco de Lacerda pretende ser um serviço público de excelência na salvaguarda do património cultural jorgense e açoriano para as novas gerações, através da transmissão que produz e da partilha dos recursos que gere, pautando-se sempre pelos seguintes valores: o respeito pelo património cultural, como materialidade, memória, identidade local e regional; a excelência de padrões de qualidade, rigor técnico e científico, patenteados na competência, no profissionalismo, na qualidade do acolhimento dos públicos e no relacionamento com a sociedade; a independência exercendo as suas competências com critérios de ordem técnica, de transparência, de isenção e imparcialidade, em benefício do património cultural e da sociedade; a igualdade no acesso e tratamento de todos, incluindo os cidadãos com deficiência e incapacidade, não obstante de conceitos de género, cultura, política, conduta social, religião ou etnicidade. 17 Fig. 2 – Museu Francisco de Lacerda Polos: Igreja de Santa Bárbara Fig. 3 – Igreja de Santa Bárbara Centro de Documentação Fig. 4 – Centro de Documentação 18 1.5 Equipa do Museu Os recursos humanos do Museu Francisco de Lacerda caraterizam-se por uma equipa multidisciplinar que trabalha em prol da divulgação do património cultural da ilha de São Jorge. A equipa é composta por: Virgínia Maria da Silva Neto — Diretora do Museu, Rui Jorge Teixeira Moreira, Técnico Superior — Centro de Documentação, Coordenador do Serviço Educativo/Apoio à gestão do museu; Alexandra Isabel Almeida Gomes, Técnico Superior — Investigação/ Organização de Exposições e Eventos/Plano de Comunicação e Marketing; Catarina Dias da Rosa, Técnico Superior — Serviço Educativo/Centro de Documentação Magda Meneses Lima, Técnico superior — Investigação/visitas guiadas e orientadas no MFL; Vitor Reis, Técnico Superior (Núcleo da Igreja De Santa Bárbara) — Receção e visitas guiadas/projeto museológico e museográfico da ISB/inventariação; Maria Teresa Pereira Fagundes, Assistente Técnico — Administração; Aldora Maria Matos Brasil, Assistente Técnico (Área de Museografia) — Gestão do acervo Museografia e Museologia/Inventariação; Vera Lúcia Silveira, Assistente Técnico — Conservação e restauro/Inventariação; Maria Manuela Neves, Assistente Técnico — Conservação e restauro; Tiago Emanuel Soares Cardoso, Assistente Técnico — Manutenção/Apoio na organização de exposições e eventos/atendimento ao público; Joana Filipa Medeiros Almada, Assistente Técnico — Receção/Vigilância e visitas guiadas; 19 Álvaro Silveira, Assistente Técnico (Núcleo da Igreja De Santa Bárbara) — Receção/ Visitas guiadas/ Inventariação; Sara Silva, Assistente Técnico - Serviço Educativo/Centro de documentação; Isolda Maria da Silva, Assistente Operacional — Centro de documentação/Projetos de Promoção da Leitura; Marco André Bettencourt, Assistente Operacional — Conservação e restauro; 20 2 Experiência de trabalho no museu 2.1 Experiência pessoal de trabalho no museu e tarefas desempenhadas O estágio iniciou-se no dia 19 de outubro de 2020, no antigo Museu Francisco de Lacerda. No meu primeiro dia de trabalho, a Dra. Virgínia Neto mostrou-me as salas de trabalho dos assistentes técnicos e técnicos superiores, a sala de receção, a sala do espólio, a sala de arquivos e o auditório. A partir do dia 26 de outubro de 2020, já feita a mudança do museu para o novo espaço, continuei o meu estágio. A abertura ao público deu-se um pouco mais tarde, no 10 de novembro. Comecei por elaborar diferentes tipos de guiões de entrevista etnográfica a músicos naturais da ilha de São Jorge ou aqui sedeados, concretamente executantes de viola da terra, violão, bandolim e guitarra. Procurei apoiar esse trabalho em bibliografia e fontes escritas existentes no centro de documentação do museu. Em 19 de março de 2021 desloquei-me à ilha Terceira onde permaneci cinco dias para fazer pesquisa e consultar bibliografia na Biblioteca e Arquivo Regional da Ilha Terceira. Durante o estágio, como documentação e suporte ao meu trabalho de entrevista etnográfica, assisti igualmente a registos em vídeo de bailes regionais na ilha de São Jorge, de músicos da viola da terra e de outros instrumentos ligados à música tradicional dos Açores, assim como de construtores de instrumentos ou luthiers. Em paralelo ao trabalho relacionado com a música, no dia-a-dia de trabalho no museu realizei outras tarefas. Na tarefa de acondicionamento de fotos em papel vegetal do maestro Francisco de Lacerda, tive a colaboração da colega Joana Almada e assistente técnico Aldora Brasil. Trabalhei igualmente na organização de arquivos, pedida pelo técnico superior Rui Moreira. Neste trabalho, tive a colaboração do colega Tiago Cardoso, que me ajudou a armazenar cada um dos documentos. Também separei artigos de jornais antigos de outros mais recentes para arquivo nas reservas do Centro de documentação do atual museu, conjuntamente com as técnicas superiores Alexandra Gomes e Catarina Rosa e com a técnica operacional Isolda Silva. No apoio na preparação das exposições de curta duração, participei com Tiago Cardoso, Marco Bettencourt, Alexandra Gomes, Vera Silveira e Aldora Brasil na montagem do material 21 para a exposição temporária de arquipélago, da ilha de São Miguel no início de novembro, assim como na sua desmontagem a partir do mês de abril de 2021. No mês de dezembro ajudei a técnica administrativa de museografia Aldora Brasil a organizar colchas nas reservas. Colaborei no transporte dos móveis da indumentária das reservas. Até meados de dezembro, fiz apoio ao trabalho nas reservas com Aldora Brasil, Vera Silveira, Marco Bettencourt e Tiago Cardoso. No mês de fevereiro de 2021, participei no trabalho de arrumação de livros para o centro de documentação, com a ajuda da Isolda Silva, Catarina Silva e Sara Rocha da Silva. A tarefa suscitou-me grande interesse uma vez que alguns dos livros eram sobre música. Participei ainda em outras tarefas como a colocação das bandeiras da União Europeia, de Portugal e dos Açores na parte fronteira do museu, importante por altura de visitas protocolares, a medição do palco do auditório, a arrumação de mesas e cadeiras. Em suma, colaborei num conjunto de tarefas relacionado com a instalação do museu na sua nova localização. 22 2.2 Realização das entrevistas: condições e meios tecnológicos utilizados Após escolher os músicos que queria entrevistar, encetei, com pouco tempo de antecedência, o contacto com eles, uma tarefa em que tive o apoio da Aldora Brasil. As duas primeiras entrevistas (a Ermenegildo Matos e Pieter Adriaans) foram realizadas em casa dos músicos. Nestes dois casos, a Dra. Virgínia Neto acompanhoume, tentando mostrar como as entrevistas podiam ser conduzidas daí em diante e quais os aspetos técnicos a garantir (montagem do tripé da câmara, manuseamento desta, etc.). Mais tarde, as entrevistas aos músicos Sérgio Oliveira e Luís Brasil, igualmente realizadas em suas casas, foram conduzidas com o apoio dos meus colegas Tiago Cardoso e Aldora Brasil, respetivamente. A partir de fins de novembro, as entrevistas começaram a ser realizadas maioritariamente no auditório do museu, dada a qualidade da acústica do auditório e o facto de existirem dois microfones que podiam ser utilizados pelo entrevistador e entrevistado. As entrevistas no auditório do museu eram gravadas em vídeo e som para serem armazenadas nas melhores condições possíveis no arquivo do museu e oferecerem a melhor qualidade a futuros investigadores. As entrevistas realizavam-se geralmente à tarde. No auditório do museu, as cortinas estavam geralmente abertas, para dar mais iluminação à sala e conseguir dar maior nitidez à imagem e vídeo. Os meios tecnológicos utilizados foram a câmara digital da marca Canon EOS 250D EF-S 18-15 IS STM Kit e a mesa de som do auditório do Museu Francisco de Lacerda. Antes de cada entrevista, fazíamos um teste de som para que o técnico responsável pelo som ajustasse o volume e timbre do microfone. Era dada igualmente atenção ao posicionamento dos microfones, à sua correta instalação e à correta organização da cablagem. Com esta prática, foram identificadas localizações convenientes para a realização das gravações e, no caso de entrevistas envolvendo a performance musical, para a definição das diferentes sonoridades que podem ser atingidas através dos diferentes instrumentos. Todo este conhecimento foi aperfeiçoado através de muita experimentação, com o bom aproveitamento do espaço acústico da sala e de seus equipamentos. Após a conclusão de cada uma das entrevistas, as gravações em vídeo e áudio eram transferidas para uma pendrive do museu para depois serem armazenadas no arquivo do museu. 23 2.3 Músicos entrevistados Hermenegildo Matos, executante de violão. A entrevista foi realizada na sua residência, no lugar Biscoitos, no dia 5 de novembro de 2020, com a duração de cerca de 30 minutos. Pieter Adriaans, executante de violão. A entrevista foi realizada na sua residência, nas Manadas, no dia 13 de novembro de 2020, com a duração de cerca de 30 minutos. João Sabino, executante de viola da terra. A entrevista foi realizada na sua residência, na Ribeira Seca, no dia 20 de novembro de 2020, com a duração de cerca de 50 minutos. Duarte Silveira, executante de baixo (viola-baixo). A entrevista foi realizada no auditório do Museu Francisco de Lacerda, na Calheta, no dia 24 de novembro de 2020, com a duração de cerca de 45 minutos. Gil Berquó, executante de guitarra eléctrica. A entrevista foi realizada no auditório do Museu Francisco de Lacerda, na Calheta, com a duração de cerca de 36:05 minutos, no dia 27 de novembro de 2020. Alcindo Bettencourt, executante de guitarra portuguesa. A entrevista foi realizada no auditório do Museu Francisco de Lacerda, na Calheta, no dia 4 de dezembro de 2021, com a duração de cerca de 45 minutos. 24 Fernando Reis, executante de violão. A entrevista foi realizada no auditório do Museu Francisco de Lacerda, na Calheta, no dia 7 de janeiro de 2021, com a duração de cerca de 25 minutos. Agostinho Azevedo, executante de bandolim. A entrevista foi realizada no auditório do Museu Francisco de Lacerda, na Calheta, no dia 08 de janeiro de 2021, com a duração de cerca de 30 minutos. Alberto Inácio, executante de bandola (instrumento idêntico ao bandolim). A entrevista foi realizada no auditório do Museu Francisco de Lacerda, na Calheta, no dia 15 de janeiro de 2021, com a duração de cerca de 30 minutos. Gil Ávila, executante de viola da terra. A entrevista foi realizada no auditório do Museu Francisco de Lacerda, na Calheta, no dia 18 de janeiro de 2021, com a duração de cerca de 60 minutos. Bruno Oliveira, executante de viola da terra. A entrevista foi realizada no auditório do Museu Francisco de Lacerda, na Calheta, no dia 22 de janeiro de 2021, com a duração de cerca de 60 minutos. Joelma Sequeira, executante de violão. A entrevista foi realizada no auditório do Museu Francisco de Lacerda, na Calheta, no dia 23 de janeiro de 2021, com a duração de cerca de 30 minutos. Renato Bettencourt, executante de viola da terra. A entrevista foi realizada no auditório do Museu Francisco de Lacerda, na Calheta, no dia 27 de janeiro de 2021, com a duração de cerca de 15 minutos. 31 Poucos músicos realizaram gravações musicais. As gravações existentes referem-se acima de tudo à sua participação em grupos etnográficos. A partir dos dados recolhidos através das entrevistas constatei igualmente que o seu contacto com a diáspora, sobretudo com os Estados Unidos da América e Canadá, dá-se através das comunidades migrantes açorianas residentes naqueles países. Os músicos que imigraram para a região da Califórnia, empregaram-se maioritariamente como operários fabris. Participavam em agrupamentos musicais, alguns tendo atuado em festivais neste país. Segundo a maioria dos músicos, há cada vez mais jovens dedicados à música tradicional da ilha de São Jorge e à viola da terra, surgindo cada vez mais bailes regionais. Os “mandadores”, que nos bailes de roda são as pessoas que decidem as diferentes coreografias dos diferentes momentos do baile, têm sido fundamentais para que a frequência dos bailes regionais se mantenha. A internet e as redes sociais vieram ajudar a divulgar eventos musicais na ilha de São Jorge, nomeadamente através da Info-Fajãs TV, um canal do facebook que divulga vídeos e fotos relacionados com a ilha jorgense da autoria de Mark Marques, e do canal de António Faria, um outro divulgador da cultura jorgense no site de partilha de vídeos Youtube e que apresenta muitos vídeos de bailes regionais, atuações musicais de grupos etnográficos, entre outros. Estas são, em conclusão, algumas das principais pistas lançadas pelo projeto de história oral que realizei e que poderão ser desenvolvidas no futuro no âmbito de investigação mais aprofundada. 32 Bibliografia Andrade, Júlio (S.D.) Balhos, Rodas e Cantorias Subsídios para o registo do folclore das ilhas do Faial, Pico, Flores e Corvo. Horta: Comissão de recolha e divulgação do folclore. Borba, Tomás (1986) A viola de arame. Angra do Heroísmo: Atlântida, Instituto Açoriano de Cultura, Volume XXII, 129-132. 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(2018) Dia da Viola da Terra nasce do Festival de Cordas Consultado em 14 de abril de 2021, disponível em https://www.audiencia.pt/dia-da-viola-da-terranasce-do-festival-cordas/ Viveiros, Américo Natalino (2019) O interesse pela Viola da Terra está a aumentar com a gravação de discos e concertos em diversas ilhas, consultado em 22 de outubro de 2020, disponível em http://correiodosacores.pt/NewsDetail/ArtMID/383/ArticleID/16481/%E2%80%9COinteresse-pela-Viola-da-Terra-est225-a-aumentar-com-a-grava231227o-de-discos-econcertos-em-diversas-ilhas%E2%80%9D 36 Anexo A: Músicos entrevistados Fig. 5 – Ermenegildo Matos Autoria: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10212191619374636&set=t.100008676337 269&type=3 acedido a 22 de janeiro de 2021. Idade: 08 de abril de 1943. Local de Residência: Biscoitos. Instrumentos executados: Viola da terra, baixo e violão. Papeis desempenhados no campo da produção musical e cultural nos Açores: Membro de um grupo na diáspora da Califórnia como baixista; Atuou em Bodos do Espírito Santo; Atua em bailes regionais. 37 Fig. 6 – Pieter Adriaans Autoria: https://vimeo.com/295161099 acedido a 22 de janeiro de 2021. Idade: 07 de junho de 1955. Local de Residência: Manadas. Instrumentos executados: Viola da terra, trombone, bombardino e guitarra. Papeis desempenhados no campo da produção musical e cultural nos Açores: Músico holandês que se interessou pela música açoriana e pela viola da terra. 38 Fig. 7 – João Sabino Autoria: https://www.facebook.com/photo/?fbid=110957746699985&set=a.110957760033317, acedido a 22 de janeiro de 2021, foto de Jorge Blayer Gois. Idade: 07 de abril de 1932. Local de Residência: Ribeira Seca. Instrumentos executados: Viola da terra e violão. Papeis desempenhados no campo da produção musical e cultural nos Açores: Desempenhou um papel importante na diáspora, contribuindo para o ensino da viola da terra e para manter a cultura açoriana; Atuou em bailes regionais, bodos do Espírito Santo e no cantar aos Reis. 39 Fig. 8 – Duarte Silveira Autoria: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=713532078667160&set=pb.100000311246 634.-2207520000..&type=3 acedido a 22 de janeiro de 2021. Idade: 25 de junho de 1962. Morte: 15 de abril de 2021. Local de Residência: Calheta. Instrumentos executados: Viola da terra, bandolim, acordeão, baixo e violão. Papeis desempenhados no campo da produção musical e cultural nos Açores: Já tocou em grupos de baile, como Gente Nova; Participou em bailinhos de Carnaval; Músico no grupo “Tributo”; Executa viola da terra em Bodos do Espírito Santo e em bailes regionais; Executante de viola-baixo no grupo de versões “Os Conexão”. 40 Fig. 9 – Gil Berquó Autoria: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=805023732843433&set=pb.100000074425 983.-2207520000..&type=3 acedido a 22 de janeiro de 2021 Idade: 15 de maio de 1956. Local de Residência: Calheta. Instrumentos executados: Clarinete, violão e viola da terra. Papeis desempenhados no campo da produção musical e cultural nos Açores: Fez parte do Grupo Etnográfico da Calheta sendo tocador de violão e viola da terra; Atua em Bodos do Divino Espírito Santo; Faz parte de outros grupos musicais, como por exemplo a banda Conexão. 47 Fig. 16 – Joelma Sequeira Autoria: Darren Nascimento. Idade: 9 de junho de 1989. Local de Residência: Santo António Instrumentos executados: Viola da terra, violão, órgão, trompa e clarinete. Papeis desempenhados no campo da produção musical e cultural nos Açores: Atuou em bailes regionais; Acompanhou cantigas ao desafio. 48 Fig. 17 – Renato Bettencourt Autoria: https://www.youtube.com/watch?v=XmC6csyuDvA acedido a 22 de janeiro 2022. Idade: 11 de janeiro de 1984. Local de Residência: Velas. Instrumentos executados: Viola da terra, violão, violino, bandolim e trombone. Papeis desempenhados no campo da produção musical e cultural nos Açores: Membro responsável pelo Grupo de Tocadores de Viola da Terra da ilha de São Jorge; Atuou em bailes regionais; Participa em várias bandas filarmónicas; Compôs hinos para banda filarmónica, marchas populares e canções infantis para o Festival Infantil da Canção. 49 Fig. 18 – Sérgio Oliveira Autoria: http://info-fajas.pt/index.php/2019/02/07/som-danossa-gente-na-sociedade-uniao-urzelinense-urzelina-ilha-sao-jorge-c-video/ acedido a 22 de janeiro de 2021. Idade: 11 de agosto de 1968. Local de Residência: Beira. Instrumentos executados: Viola da terra, bandolim e violão. Papeis desempenhados no campo da produção musical e cultural nos Açores: Membro do Grupo Etnográfico da Beira; Participou em bodos do Espírito Santo e em bailes regionais. 50 Fig. 19 – Fernando Fagundes Autoria: https://vimeo.com/125232416 acedido a 22 de janeiro de 2021. Idade: 23 de novembro de 1995. Local de Residência: Lourais. Instrumentos executados: Viola da terra e violão. Papeis desempenhados no campo da produção musical e cultural nos Açores: Membro do Grupo Etnográfico da Beira; Participou em bodos do Espírito Santo e em bailes regionais. 51 Fig. 20 – Luís Brasil Autoria: LUÍS BRASIL (MELRO) UM MÚSICO JORGENSE DOS QUATRO COSTADOS – Ilha de São Jorge (c/ vídeo) - Info - Fajãs (info-fajas.pt) acedido a 22 de janeiro de 2021. Idade: 25 de fevereiro 1953. Local de Residência: Santo Antão. Instrumentos executados: Viola da terra, violino, gaita e violão. Papeis desempenhados no campo da produção musical e cultural nos Açores: É membro do Grupo de Tocadores de Viola da Terra da Ilha de São Jorge; Participou em bodos do Divino Espírito Santo e em bailes regionais. 52 Anexo B: Exemplos de Guiões de Entrevista Guião de entrevista a Fernando Fagundes I. Biografia e percurso do músico 1.1. Gostaria de começar por lhe perguntar o seu nome completo, a data e o local de nascimento. R: 1.2. Como começou o seu percurso musical? R: 1.3. Aprendeu a tocar com outros músicos? R: 1.3.1. Se sim, com quem, concretamente? R: 1.4. Na sua opinião, a formação musical que adquiriu ajuda-o a interpretar a música tradicional dos Açores? R: 1.4.1. Se sim, como? R: 1.5. Quais os repertórios que começou por aprender, entre canções concretas, géneros musicais e ritmos particulares? R: 1.6. Em que ocasiões é que começou a tocar? R: 1.7. Fez parte de algum grupo de bailinhos de Carnaval? R: 1.7.1. Se sim, como se chamavam este grupo de bailinhos? R: 53 1.7.2. Se sim, como era o ambiente dos ensaios nos bailinhos de Carnaval nessa época? R: 1.8. Já tocou em algum grupo de Reis? R: 1.8.1. Se sim, como se chamavam este grupo de Reis? R: 1.8.2. Se sim, como era o ambiente dos ensaios nos Reis nessa época? R: 1.9. Fez algumas gravações no início da sua carreira? 1.9.1. Estas gravações estão guardadas em algum arquivo? 1.9.2. Gravou algum disco? 1.9.3. Se sim, qual o título? II As práticas e sociabilidades da música na Ilha de São Jorge 2.1.1. Como era a música jorgense no tempo em que começou a envolver-se com a prática da música? R: 2.1.2. Porque acha que as pessoas se reuniam para tocar e ouvir música? R: 2.2.1. Como os músicos eram vistos pela população em geral nessa altura? R: 2.2.2. E hoje, como é que acha que é hoje? R: 2.3. Os bailes regionais já eram um evento social importante na época em que começou a tocar? R: 2.4. Participou em grupos musicais de modo fixo? R: 54 2.4.1. Se sim, como se chamavam? R: 2.4.2. Que repertórios tocavam? R: 2.5. Em algum desses contextos os músicos eram pagos por tocarem? R: 2.6. Como é que se inicia o seu envolvimento com o Grupo Etnográfico da Beira? R: 2.7. Como é que começou o seu envolvimento com o Grupo de Tocadores de Viola da Terra da ilha de São Jorge? R: 2.8. Como é que começou o seu envolvimento nas Festas das Ferras nas Ganadarias? R: 2.9. Toca outro instrumento de cordas, para além de viola da terra? R: 2.9.1. Qual é que considera ser o seu instrumento principal, ou seja, que instrumento é que gosta mais? R: 2.10. Quais as principais características da música jorgense que a seu ver a distinguem da música das restantes ilhas dos Açores? R: III. Indústria da música e diáspora 3.1. Qual o seu contacto com a indústria da música, sobretudo em termos de gravações (nos EUA e no Canadá)? R: 3.2. Na sua experiência de músico, teve contacto com a diáspora açoriana (Estados Unidos e Canadá, entre outros)? R: 55 3.2.1. Se sim em que época? R: 3.2.2. Se sim, como? Através de concertos ou digressões à América do Norte? R: 3.3. Já trabalhou com artistas da música tradicional de outros contextos que não são provenientes de Portugal? R: 3.3.1. Se sim, com quem? R: 3.3.2. Como foi a experiência? R: 3.4. Na sua opinião existem mais jovens dedicados à música tradicional na Ilha de São Jorge atualmente? R: 3.5. E à viola da terra? R: 3.6. E os bailes regionais, também se tornaram mais frequentes na atualidade, desde que começou a tocar? R: 3.7. Desde que começou a mandar nos bailes regionais, também se tornaram mais frequentes os bailes regionais? R: 3.8. Por último, como acha que as redes sociais transformaram a divulgação da música? R: Obrigado por partilhar toda esta informação! 56 Guião de entrevista a João Sabino e a Ermenegildo Matos I. Biografia do músico 1.1. Gostaria de começar por lhe perguntar o seu nome completo, a data e o local de nascimento. R: 1.2.Como começou o seu percurso musical? R: 1.3. Aprendeu a tocar com outros músicos? R: 1.3.1. Se sim, com quem, concretamente? R: 1.4. Na sua opinião, a formação musical que adquiriu ajuda-o a interpretar a música tradicional dos Açores? R: 1.4.1. Se sim, como? R: 1.5.Quais os repertórios que começou por aprender (Canções concretas ou mesmo géneros musicais ou ritmos particulares)? R: 1.6. Em que tipo de eventos começou a tocar? R: 1.7.Os bailes regionais já eram um evento social importante na época em que começou a tocar? 63 II. Emigração para os Açores e as práticas e sociabilidades da música na Ilha de São Jorge 2.1. Em que região ou cidade residia na Holanda? R: 2.2. Em que trabalhava? R: 2.3. Em que ano emigrou para Portugal, concretamente para os Açores? R: 2.4. Porque decidiu emigrar? R: 2.5. Como se integrou profissionalmente na vida dos Açores? R: 2.6. Como começou a interpretar música e a tocar com outras pessoas nos Açores? R: 2.7.Em que contextos é que costumava tocar (bailes populares, festas, entre outras)? R: 2.8.Participou em grupos musicais de modo fixo? R: 2.8.1. Se sim, como se chamavam? R: 2.9.Que géneros e repertórios tocavam? R: 2.10. Como foi aprendendo a música tradicional dos Açores? R: 2.11. Na sua opinião, a formação musical que adquiriu na Holanda ajuda-o a interpretar a música tradicional dos Açores? R: 2.11.1. Se sim, como? 64 R: 2.12. Houve músicos que o influenciaram mais na sua prática como músico nos Açores? R: 2.12.1. Se sim, quais? 2.13. Porque escolheu a viola da terra como instrumento? R: 2.14. Que outros instrumentos ligados à música tradicional é que toca? R: 2.15. Qual é que considera ser o seu instrumento principal? R: 2.16. Também compõe repertório ou só interpreta música tradiconal já existente? 2.17. Que géneros da música dos Açores é que interpreta? R: 2.18. Interpreta repertórios ou géneros específicos da Ilha de São Jorge? R: 2.18.1. Se sim, quais? R: 2.19. Quais as principais características da música jorgense que, a seu ver, a distinguem da restante música dos Açores? R: 2.20. E quais as características da música de São Jorge e daquela dos Açores que a distinguem da música tradicional holandesa? R: 65 III. Indústria da música 3.1. Quer na Holanda, quer em Portugal qual o seu contacto com a indústria da música, sobretudo em termos de gravações? R: 3.2. Podia falar da sua experiência de concertos ou digressões, quer nos Açores, quer em Portugal continental, Europa ou América do Norte? R: IV. Jovens e a experiência da música tradicional em São Jorge na atualidade 4.1.Na sua opinião existem muitos jovens dedicados à música tradicional na Ilha de São Jorge atualmente? R: 4.2. E à viola da terra? R: 4.3. E os bailes regionais, também são muito frequentes na attualidade, desde que viveu em São Jorge? R: 4.4. Por último, e a música propriamente dita, como se transformou desde o tempo em que chegou aos Açores? R: Obrigado por partilhar toda esta informação!