Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano - mariee edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros
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DESENVOLVIMENTO E IMPLEMENTAÇÃO NUMÉRICA DE UM MODELO DE ANÁLISE DE RISCO DE INCÊNDIO URBANO – MARIEE EDIFÍCIOS ADMINISTRATIVOS, ESCOLARES, HABITACIONAIS, HOSPITALARES E HOTELEIROS ANDRÉ GOMES FERREIRA ARAÚJO CORREIA Dissertação submetida para satisfação parcial dos requisitos do grau de MESTRE EM ENGENHARIA CIVIL — ESPECIALIZAÇÃO EM CONSTRUÇÕES Orientador: Professor Doutor Miguel Jorge Chichorro Gonçalves Coorientador: Professor Doutor António Leça Coelho JANEIRO DE 2014
MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA CIVIL 2013/2014 DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL Tel. +351-22-508 1901 Fax +351-22-508 1446 [email protected] Editado por FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO Rua Dr. Roberto Frias 4200-465 PORTO Portugal Tel. +351-22-508 1400 Fax +351-22-508 1440 [email protected] http://www.fe.up.pt Reproduções parciais deste documento serão autorizadas na condição que seja mencionado o Autor e feita referência a Mestrado Integrado em Engenharia Civil - 2013/2014 - Departamento de Engenharia Civil, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Porto, Portugal, 2014. As opiniões e informações incluídas neste documento representam unicamente o ponto de vista do respetivo Autor, não podendo o Editor aceitar qualquer responsabilidade legal ou outra em relação a erros ou omissões que possam existir. Este documento foi produzido a partir de versão eletrónica fornecida pelo respetivo Autor.
Aos meus pais e avós An investment in knowledge pays the best interest Benjamin Franklin
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros AGRADECIMENTOS O limitado espaço dedicado a esta secção não me permite agradecer, seguramente como devia, a todas as pessoas que ao longo do percurso académico me ajudaram direta ou indiretamente a superar os obstáculos presentes no caminho que prossegui. Felizmente, foram muitas! Deixo apenas algumas palavras, poucas, mas um sentido e profundo sentimento de reconhecido agradecimento: • Ao Professor Miguel Chichorro Gonçalves, pelo interesse e paciência demonstrados nas longas e inúmeras reuniões mas, sobretudo, pela partilha de conhecimentos essenciais para a presente dissertação e potencialmente para a minha vida. • Ao Professor António Leça Coelho, pelos imprescindíveis dados, informações e conceitos fornecidos e pela disponibilidade demonstrada ao longo da elaboração da presente dissertação. • Ao Professor Carlos Manuel Soares, pela ajuda, constante disponibilidade e interesse demonstrados na elaboração de um código, em linguagem R, que permitiu agrupar o gigantesco volume de dados gerado no decurso deste trabalho, tornando possível a sua análise. • Ao meu amigo Jorge Pissarra, que por força de ter realizado a sua dissertação no mesmo período temporal e sobre a mesma temática, me acompanhou diariamente. Foram inúmeras, complexas mas extraordinariamente profícuas as discussões que encetámos sobre a SCIE e sem as quais, provavelmente, não teria sido possível a realização da presente dissertação, tal como se encontra. • Aos meus colegas e amigos, por todos os momentos de diversão e companheirismo que vivemos juntos. Para meu regozijo, constituem um elevado número, sendo que o agradecimento individual a todos eles não é possível nesta página. • À Joana, pela espetacular coragem, resiliência, paciência e carinho demonstrados nesta minha viagem. Foi uma longa e dura caminhada, que não seria capaz de realizar com qualquer outra pessoa. Obrigado por tudo! • À minha família, que de certeza concorda que escolha alguém que para os devidos efeitos a represente condignamente. Obrigado, tia Fernanda Maria, pela tua constante preocupação com o meu bem-estar. Devo-te muito! • Aos meus pais, o meu profundo agradecimento por todos os sacrifícios que tiveram de passar para chegar onde cheguei. Espero, no futuro, conseguir compensar-vos. Sem vocês não era nada! Bem hajam! i
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Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros RESUMO Quase todos os dias somos confrontados com a notícia da ocorrência de um incêndio urbano. Destes resultam, normalmente, avultados prejuízos colocando em risco, não só o património histórico cujo valor e significado simbólico funcionam como referencial de um povo mas, principalmente a vida humana. Apesar do mediatismo dos incêndios florestais no período de verão, constata-se que são os incêndios urbanos aqueles que mais contribuem para a contabilidade das vítimas resultantes de incêndios. Tais factos justificam a necessidade de avaliar e conhecer o risco de incêndio em meio urbano para que, nos casos em que este se revele inaceitável, sejam delineadas possíveis intervenções com o objetivo de melhorar a Segurança Contra Incêndio dos Edifícios. A presente dissertação pretende assim contribuir com o desenvolvimento de um método de avaliação de risco de incêndio dos edifícios existentes, MARIEE, cuja aplicação seja fácil e intuitiva e os resultados compreensíveis, para os técnicos que trabalham na área específica da Segurança Contra Incêndios em Edifícios. Devido à complexidade dos fenómenos físicos associados ao fogo e à combustão, constantes na metodologia proposta, tornou-se imperativo o desenvolvimento de um modelo numérico, em Visual Basic for Applications, que permitisse a desejada facilidade de utilização. O autor apresenta parte do modelo desenvolvido. De modo a ratificar os valores resultantes da aplicação do método, foi feita a avaliação do risco de incêndio de cinco edifícios do centro histórico do Porto, com diferentes localizações e diferentes estados de conservação. Foi ainda proposto um conjunto de trinta medidas de intervenção nos edifícios, com o objetivo de alcançar um risco de incêndio aceitável, através da sequência crescente de exigência daquelas intervenções. Tais medidas foram aplicadas aos mesmos edifícios do centro histórico do Porto e foram apresentados os respetivos valores do risco de incêndio após implementação das medidas. O trabalho culmina com uma proposta de classificação do edificado nacional, de acordo com o respetivo risco de incêndio, introduzindo um novo parâmetro de valoração de mercado para o edificado. Pretendese assim dotar os promotores, as autoridades licenciadoras e os utilizadores finais de um instrumento que, com base no risco de incêndio, permita classificar edifícios novos, antigos, ou aqueles que venham a ser alvo de processos de reabilitação, revitalizando as cidades e proporcionando melhores condições para nelas se viver. Tal proposta de classificação permite ainda elaborar um mapa de risco de uma qualquer cidade, potenciando a análise política de intervenção urbanística associada à temática da Segurança Contra Incêndios em Edifícios. PALAVRAS-CHAVE: Incêndio urbano, Edifícios existentes, Análise de risco, MARIEE, Modelação numérica. iii
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Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros ABSTRACT Urban fires are increasingly common – hardly a day goes by without reports of yet another one hitting the news. Considerable damage to property is typically the result of these fires. Damage to historical buildings and loss of life are additional concerns – the media impact of summertime forest fires notwithstanding, it is clear urban fires result in a higher number of victims. An evaluation of fire risk in urban environments is therefore a requirement, with the purpose of improving fire safety in properties to acceptable levels. It is the objective of this paper to present a method of evaluating fire risk in existing property. Named MARIEE (note: Portuguese acronym for the phrase describing its purpose), it aims to be easily implemented and readily – to this effect, a mathematical model of the physical processes inherent to combustion has been developed in Visual Basic for Applications. In order to validate this approach, an evaluation of fire risk has been carried out for five buildings across different locations in the historical center of Oporto. The buildings chosen display varying degrees of ageing. This paper also details risk mitigation strategies. Again, these are validated against the five buildings mentioned above, and the resulting change in risk profile for these buildings is presented. Finally, this paper also proposes an approach for the classification of property according to fire risk profile. This introduces a new parameter in property valuation, applicable to any new-builds as well as existing and/or re-purposed buildings, and available to all market agents, including end users. The result: an improvement in the quality of life in urban spaces. KEYWORDS: Urban fires, Buildings, Risk analysis, MARIEE, mathematical modelling. v
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Cálculo do valor dos fatores parciais associados aos fatores globais POI, DPI e ESCI .......................................................................................................................................... 118 Cálculo do valor dos fatores parciais associados ao fator global CTI ....................... 119 4.6.2.1. Introdução ............................................................................................................. 119 4.6.2.2. Cálculo do valor do fator parcial CPICI ................................................................... 120 4.6.2.3. Cálculo do valor do fator parcial CPIVHE ................................................................. 121 4.6.2.4. Cálculo do valor do fator parcial CPIVVE ................................................................. 123 4.7. Código do modelo numérico referente ao cálculo do valor dos fatores globais . 125 Cálculo do valor do fator global POI ......................................................................... 125 Cálculo do valor do fator global CTI ......................................................................... 128 Cálculo do valor do fator global DPI ......................................................................... 129 Cálculo do valor do fator global ESCI ....................................................................... 130 Cálculo do valor do risco de incêndio (RI) ................................................................ 131 4.8. Depuração do código do modelo numérico ............................................................ 132 5. CASO DE ESTUDO: APLICAÇÃO DO MÉTODO MARIEE A ALGUNS EDIFÍCIOS DO CENTRO HISTÓRICO DO PORTO .......................................................................................................................................... 135 5.1. Introdução ................................................................................................................. 135 5.2. Edifício 1 – Bom estado de conservação ................................................................ 136 Descrição geral do edifício ....................................................................................... 136 Fatores parciais associados ao fator global probabilidade de ocorrência de incêndio (POI) .................................................................................................................................. 138 5.2.2.1. Caracterização da Construção (POICC) ................................................................. 138 5.2.2.2. Instalações de energia elétrica (POIIEE) ................................................................. 138 5.2.2.3. Instalações de aquecimento (POIIA) ...................................................................... 139 5.2.2.4. Instalações de confeção de alimentos (POIICONFA) ................................................. 139 5.2.2.5. Instalações de conservação de alimentos (POICONSA) ............................................ 140 5.2.2.6. Instalações de ventilação e condicionamento de ar (POIVCA) ................................ 140 5.2.2.7. Instalações de líquidos e gases combustíveis (POIILGC) ........................................ 141 5.2.2.8. Edifícios fronteiros (POIEF) .................................................................................... 141 5.2.2.9. Edifícios adjacentes (POIEA) .................................................................................. 142 5.2.2.10. Procedimentos ou planos de prevenção (POIPPP) ................................................ 142 5.2.2.11. Atividade (POIATIV) ............................................................................................... 143 5.2.2.12. Fator Global Probabilidade de Ocorrência de Incêndio (POI) .............................. 143 Fatores parciais associados ao fator global consequências totais de incêndio (CTI) 144 xii
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros 5.2.3.1. Consequências parciais de incêndio devido à potência calorífica libertada no cenário de incêndio (CPICIP) ........................................................................................................... 144 5.2.3.2. Consequências parciais de incêndio devido ao fumo produzido no cenário de incêndio (CPICIF) .............................................................................................................................. 146 5.2.3.3. Consequências parciais de incêndio devido aos materiais de revestimento no cenário de incêndio (CPICIMR) ......................................................................................................... 147 5.2.3.4. Fator parcial consequências parciais de incêndio no cenário de incêndio (CPICI) . 147 5.2.3.5. Fator parcial consequências parciais de incêndio nas vias horizontais de evacuação (CPIVHE) ............................................................................................................................. 148 5.2.3.6. Consequências parciais de incêndio devido ao fumo presente nas vias verticais de evacuação (CPIVVEF) .......................................................................................................... 148 5.2.3.7. Consequências parciais de incêndio devido aos materiais de revestimento das vias verticais de evacuação (CPIVVEMR) ..................................................................................... 149 5.2.3.8. Fator parcial consequências parciais de incêndio nas vias verticais de evacuação (CPIVVE).............................................................................................................................. 150 5.2.3.9. Fator Global Consequências Totais de Incêndio (CTI) .......................................... 150 Fatores parciais associados ao fator global desenvolvimento e propagação de incêndio (DPI) .................................................................................................................................. 151 5.2.4.1. Resistência, estanquidade e isolamento REI do cenário de incêndio e das vias de evacuação (DPIREIC) ........................................................................................................... 151 5.2.4.2. Estanquidade e isolamento EI das paredes e portas do cenário de incêndio (DPIEI) .......................................................................................................................................... 151 5.2.4.3. Afastamento entre vãos exteriores (DPIAV) ............................................................ 152 5.2.4.4. Proteção das paredes exteriores (DPIPE) .............................................................. 152 5.2.4.5. Organização e gestão da segurança (DPIOGS) ...................................................... 152 5.2.4.6. Fator Global Desenvolvimento e Propagação de Incêndio (DPI) ........................... 153 Fatores parciais associados ao fator global eficácia e socorro no combate ao incêndio (ESCI) ................................................................................................................................ 154 5.2.5.1. Grau de prontidão dos bombeiros (ESCIGP) .......................................................... 154 5.2.5.2. Vias de acesso ao edifício (ESCIAE) ...................................................................... 154 5.2.5.3. Hidrantes exteriores (ESCIHE) ............................................................................... 154 5.2.5.4. Extintores (ESCIEXT) .............................................................................................. 155 5.2.5.5. Redes de incêndio armadas (ESCIRIA) .................................................................. 155 5.2.5.6. Corpo privado de bombeiros (ESCICPB) ................................................................. 156 5.2.5.7. Fator Global Eficácia e Socorro no Combate ao Incêndio (ESCI) .......................... 156 Risco de Incêndio (RI) .............................................................................................. 157 5.3. Edifício 2 – Médio estado de conservação .............................................................. 158 Descrição geral do edifício ....................................................................................... 158 xiii
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Fatores parciais associados ao fator global probabilidade de ocorrência de incêndio (POI) .................................................................................................................................. 159 5.3.2.1. Caracterização da Construção (POICC) ................................................................. 159 5.3.2.2. Instalações de energia elétrica (POIIEE) ................................................................. 160 5.3.2.3. Instalações de aquecimento (POIIA) ...................................................................... 161 5.3.2.4. Instalações de confeção de alimentos (POIICONFA) ................................................. 161 5.3.2.5. Instalações de conservação de alimentos (POIICONSA) ........................................... 161 5.3.2.6. Instalações de ventilação e condicionamento de ar (POIIVCA) ................................ 162 5.3.2.7. Instalações de líquidos e gases combustíveis (POIILGC) ........................................ 162 5.3.2.8. Edifícios fronteiros (POIEF) .................................................................................... 162 5.3.2.9. Edifícios adjacentes (POIEA) .................................................................................. 163 5.3.2.10. Procedimentos ou planos de prevenção (POIPPP) ................................................ 163 5.3.2.11. Atividade (POIATIV) ............................................................................................... 163 5.3.2.12. Fator Global Probabilidade de Ocorrência de Incêndio (POI) .............................. 164 Fatores parciais associados ao fator global consequências totais de incêndio (CTI) 165 5.3.3.1. Consequências parciais de incêndio devido à potência calorífica libertada no cenário de incêndio (CPICIP) ........................................................................................................... 165 5.3.3.2. Consequências parciais de incêndio devido ao fumo produzido no cenário de incêndio (CPICIF)............................................................................................................................... 165 5.3.3.3. Consequências parciais de incêndio devido aos materiais de revestimento no cenário de incêndio (CPICIMR) ......................................................................................................... 165 5.3.3.4. Fator parcial consequências parciais de incêndio no cenário de incêndio (CPICI) . 166 5.3.3.5. Fator parcial consequências parciais de incêndio nas vias horizontais de evacuação (CPIVHE).............................................................................................................................. 166 5.3.3.6. Consequências parciais de incêndio devido ao fumo presente nas vias verticais de evacuação (CPIVVEF) .......................................................................................................... 166 5.3.3.7. Consequências parciais de incêndio devido aos materiais de revestimento das vias verticais de evacuação (CPIVVEMR) ..................................................................................... 167 5.3.3.8. Fator parcial consequências parciais de incêndio nas vias verticais de evacuação (CPIVVE) .............................................................................................................................. 167 5.3.3.9. Fator Global Consequências Totais de Incêndio (CTI) .......................................... 168 Fatores parciais associados ao fator global desenvolvimento e propagação de incêndio (DPI) .................................................................................................................................. 168 5.3.4.1. Resistência, estanquidade e isolamento REI do cenário de incêndio e das vias de evacuação (DPIREIC) ........................................................................................................... 168 5.3.4.2. Estanquidade e isolamento EI das paredes e portas do cenário de incêndio (DPIEI) .......................................................................................................................................... 169 5.3.4.3. Afastamento entre vãos exteriores (DPIAV) ............................................................ 169 xiv
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros 5.3.4.4. Proteção das paredes exteriores (DPIPE) .............................................................. 169 5.3.4.5. Organização e gestão da segurança (DPIOGS) ...................................................... 169 5.3.4.6. Fator Global Desenvolvimento e Propagação de Incêndio (DPI) ........................... 169 Fatores parciais associados ao fator global eficácia e socorro no combate ao incêndio (ESCI) ................................................................................................................................ 170 5.3.5.1. Grau de prontidão dos bombeiros (ESCIGP) .......................................................... 170 5.3.5.2. Vias de acesso ao edifício (ESCIAE) ...................................................................... 170 5.3.5.3. Hidrantes exteriores (ESCIHE) ............................................................................... 171 5.3.5.4. Extintores (ESCIEXT) .............................................................................................. 171 5.3.5.5. Redes de incêndio armadas (ESCIRIA) .................................................................. 171 5.3.5.6. Corpo privado de bombeiros (ESCICPB) ................................................................. 171 5.3.5.7. Fator Global Eficácia e Socorro no Combate ao Incêndio (ESCI) .......................... 172 Risco de Incêndio (RI) .............................................................................................. 172 5.4. Edifício 3 – Médio/Mau estado de conservação ...................................................... 174 Descrição geral do edifício ....................................................................................... 174 Fatores parciais associados ao fator global probabilidade de ocorrência de incêndio (POI) .................................................................................................................................. 175 5.4.2.1. Caracterização da Construção (POICC) ................................................................. 175 5.4.2.2. Instalações de energia elétrica (POIIEE) ................................................................. 175 5.4.2.3. Instalações de aquecimento (POIIA) ...................................................................... 176 5.4.2.4. Instalações de confeção de alimentos (POIICONFA) ................................................. 177 5.4.2.5. Instalações de conservação de alimentos (POIICONSA) ........................................... 177 5.4.2.6. Instalações de ventilação e condicionamento de ar (POIIVCA) ................................ 177 5.4.2.7. Instalações de líquidos e gases combustíveis (POIILGC) ........................................ 177 5.4.2.8. Edifícios fronteiros (POIEF) .................................................................................... 177 5.4.2.9. Edifícios adjacentes (POIEA) .................................................................................. 178 5.4.2.10. Procedimentos ou planos de prevenção (POIPPP)................................................ 178 5.4.2.11. Atividade (POIATIV) ............................................................................................... 178 5.4.2.12. Fator Global Probabilidade de Ocorrência de Incêndio (POI) .............................. 178 Fatores parciais associados ao fator global consequências totais de incêndio (CTI) 179 5.4.3.1. Consequências parciais de incêndio devido à potência calorífica libertada no cenário de incêndio (CPICIP) ........................................................................................................... 179 5.4.3.2. Consequências parciais de incêndio devido ao fumo produzido no cenário de incêndio (CPICIF) .............................................................................................................................. 179 5.4.3.3. Consequências parciais de incêndio devido aos materiais de revestimento no cenário de incêndio (CPICIMR) ......................................................................................................... 180 xv
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros 5.4.3.4. Fator parcial consequências parciais de incêndio no cenário de incêndio (CPICI) . 180 5.4.3.5. Fator parcial consequências parciais de incêndio nas vias horizontais de evacuação (CPIVHE).............................................................................................................................. 181 5.4.3.6. Consequências parciais de incêndio devido ao fumo presente nas vias verticais de evacuação (CPIVVEF) .......................................................................................................... 181 5.4.3.7. Consequências parciais de incêndio devido aos materiais de revestimento das vias verticais de evacuação (CPIVVEMR) ..................................................................................... 181 5.4.3.8. Fator parcial consequências parciais de incêndio nas vias verticais de evacuação (CPIVVE) .............................................................................................................................. 182 5.4.3.9. Fator Global Consequências Totais de Incêndio (CTI) .......................................... 182 Fatores parciais associados ao fator global desenvolvimento e propagação de incêndio (DPI) .................................................................................................................................. 183 5.4.4.1. Resistência, estanquidade e isolamento REI do cenário de incêndio e das vias de evacuação (DPIREIC) ........................................................................................................... 183 5.4.4.2. Estanquidade e isolamento EI das paredes e portas do cenário de incêndio (DPIEI) .......................................................................................................................................... 183 5.4.4.3. Afastamento entre vãos exteriores (DPIAV) ............................................................ 183 5.4.4.4. Proteção das paredes exteriores (DPIPE) .............................................................. 183 5.4.4.5. Organização e gestão da segurança (DPIOGS) ....................................................... 183 5.4.4.6. Fator Global Desenvolvimento e Propagação de Incêndio (DPI) ........................... 183 Fatores parciais associados ao fator global eficácia e socorro no combate ao incêndio (ESCI) ................................................................................................................................ 184 5.4.5.1. Grau de prontidão dos bombeiros (ESCIGP) .......................................................... 184 5.4.5.2. Vias de acesso ao edifício (ESCIAE) ...................................................................... 184 5.4.5.3. Hidrantes exteriores (ESCIHE) ............................................................................... 184 5.4.5.4. Extintores (ESCIEXT) .............................................................................................. 184 5.4.5.5. Redes de incêndio armadas (ESCIRIA) .................................................................. 185 5.4.5.6. Corpo privado de bombeiros (ESCICPB) ................................................................. 185 5.4.5.7. Fator Global Eficácia e Socorro no Combate ao Incêndio (ESCI) .......................... 185 Risco de Incêndio (RI) .............................................................................................. 186 5.5. Edifício 4 – Mau estado de conservação ................................................................. 187 Descrição geral do edifício ....................................................................................... 187 Fatores parciais associados ao fator global probabilidade de ocorrência de incêndio (POI) .................................................................................................................................. 188 5.5.2.1. Caracterização da Construção (POICC) ................................................................. 188 5.5.2.2. Instalações de energia elétrica (POIIEE) ................................................................. 189 5.5.2.3. Instalações de aquecimento (POIIA) ...................................................................... 189 xvi
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros 5.5.2.4. Instalações de confeção de alimentos (POIICONFA) ................................................. 189 5.5.2.5. Instalações de conservação de alimentos (POIICONSA) ........................................... 189 5.5.2.6. Instalações de ventilação e condicionamento de ar (POIIVCA) ................................ 189 5.5.2.7. Instalações de líquidos e gases combustíveis (POIILGC) ........................................ 190 5.5.2.8. Edifícios fronteiros (POIEF) .................................................................................... 190 5.5.2.9. Edifícios adjacentes (POIEA) .................................................................................. 190 5.5.2.10. Procedimentos ou planos de prevenção (POIPPP)................................................ 190 5.5.2.11. Atividade (POIATIV) ............................................................................................... 190 5.5.2.12. Fator Global Probabilidade de Ocorrência de Incêndio (POI) .............................. 190 Fatores parciais associados ao fator global consequências totais de incêndio (CTI) 191 5.5.3.1. Consequências parciais de incêndio devido à potência calorífica libertada no cenário de incêndio (CPICIP) ........................................................................................................... 191 5.5.3.2. Consequências parciais de incêndio devido ao fumo produzido no cenário de incêndio (CPICIF) .............................................................................................................................. 192 5.5.3.3. Consequências parciais de incêndio devido aos materiais de revestimento no cenário de incêndio (CPICIMR) ......................................................................................................... 192 5.5.3.4. Fator parcial consequências parciais de incêndio no cenário de incêndio (CPICI) . 193 5.5.3.5. Fator parcial consequências parciais de incêndio nas vias horizontais de evacuação (CPIVHE) ............................................................................................................................. 193 5.5.3.6. Consequências parciais de incêndio devido ao fumo presente nas vias verticais de evacuação (CPIVVEF) .......................................................................................................... 193 5.5.3.7. Consequências parciais de incêndio devido aos materiais de revestimento das vias verticais de evacuação (CPIVVEMR) ..................................................................................... 193 5.5.3.8. Fator parcial consequências parciais de incêndio nas vias verticais de evacuação (CPIVVE).............................................................................................................................. 194 5.5.3.9. Fator Global Consequências Totais de Incêndio (CTI) .......................................... 195 Fatores parciais associados ao fator global desenvolvimento e propagação de incêndio (DPI) .................................................................................................................................. 195 5.5.4.1. Resistência, estanquidade e isolamento REI do cenário de incêndio e das vias de evacuação (DPIREIC) ........................................................................................................... 195 5.5.4.2. Estanquidade e isolamento EI das paredes e portas do cenário de incêndio (DPIEI) .......................................................................................................................................... 195 5.5.4.3. Afastamento entre vãos exteriores (DPIAV) ............................................................ 195 5.5.4.4. Proteção das paredes exteriores (DPIPE) .............................................................. 196 5.5.4.5. Organização e gestão da segurança (DPIOGS) ...................................................... 196 5.5.4.6. Fator Global Desenvolvimento e Propagação de Incêndio (DPI) ........................... 196 Fatores parciais associados ao fator global eficácia e socorro no combate ao incêndio (ESCI) ................................................................................................................................ 197 xvii
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros 5.5.5.1. Grau de prontidão dos bombeiros (ESCIGP) .......................................................... 197 5.5.5.2. Vias de acesso ao edifício (ESCIAE) ...................................................................... 197 5.5.5.3. Hidrantes exteriores (ESCIHE) ............................................................................... 197 5.5.5.4. Extintores (ESCIEXT) .............................................................................................. 197 5.5.5.5. Redes de incêndio armadas (ESCIRIA) .................................................................. 197 5.5.5.6. Corpo privado de bombeiros (ESCICPB) ................................................................. 197 5.5.5.7. Fator Global Eficácia e Socorro no Combate ao Incêndio (ESCI) .......................... 197 Risco de Incêndio (RI) .............................................................................................. 198 5.6. Edifício 5 – Mau estado de conservação/devoluta ................................................. 200 Descrição geral do edifício ....................................................................................... 200 Fatores parciais associados ao fator global probabilidade de ocorrência de incêndio (POI) .................................................................................................................................. 203 5.6.2.1. Caracterização da Construção (POICC) ................................................................. 203 5.6.2.2. Instalações de energia elétrica (POIIEE) ................................................................. 203 5.6.2.3. Instalações de aquecimento (POIIA) ...................................................................... 203 5.6.2.4. Instalações de confeção de alimentos (POIICONFA) ................................................. 203 5.6.2.5. Instalações de conservação de alimentos (POIICONSA) ........................................... 203 5.6.2.6. Instalações de ventilação e condicionamento de ar (POIIVCA) ................................ 204 5.6.2.7. Instalações de líquidos e gases combustíveis (POIILGC) ........................................ 204 5.6.2.8. Edifícios fronteiros (POIEF) .................................................................................... 204 5.6.2.9. Edifícios adjacentes (POIEA) .................................................................................. 205 5.6.2.10. Procedimentos ou planos de prevenção (POIPPP) ................................................ 205 5.6.2.11. Atividade (POIATIV) ............................................................................................... 205 5.6.2.12. Fator Global Probabilidade de Ocorrência de Incêndio (POI) .............................. 205 Fatores parciais associados ao fator global consequências totais de incêndio (CTI) 206 5.6.3.1. Consequências parciais de incêndio devido à potência calorífica libertada no cenário de incêndio (CPICIP) ........................................................................................................... 206 5.6.3.2. Consequências parciais de incêndio devido ao fumo produzido no cenário de incêndio (CPICIF)............................................................................................................................... 207 5.6.3.3. Consequências parciais de incêndio devido aos materiais de revestimento no cenário de incêndio (CPICIMR) ......................................................................................................... 207 5.6.3.4. Fator parcial consequências parciais de incêndio no cenário de incêndio (CPICI) . 207 5.6.3.5. Fator parcial consequências parciais de incêndio nas vias horizontais de evacuação (CPIVHE).............................................................................................................................. 208 5.6.3.6. Consequências parciais de incêndio devido ao fumo presente nas vias verticais de evacuação (CPIVVEF) .......................................................................................................... 208 xviii
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros 5.6.3.7. Consequências parciais de incêndio devido aos materiais de revestimento das vias verticais de evacuação (CPIVVEMR) ..................................................................................... 208 5.6.3.8. Fator parcial consequências parciais de incêndio nas vias verticais de evacuação (CPIVVE).............................................................................................................................. 209 5.6.3.9. Fator Global Consequências Totais de Incêndio (CTI) .......................................... 210 Fatores parciais associados ao fator global desenvolvimento e propagação de incêndio (DPI) .................................................................................................................................. 210 5.6.4.1. Resistência, estanquidade e isolamento REI do cenário de incêndio e das vias de evacuação (DPIREIC) ........................................................................................................... 210 5.6.4.2. Estanquidade e isolamento EI das paredes e portas do cenário de incêndio (DPIEI) .......................................................................................................................................... 210 5.6.4.3. Afastamento entre vãos exteriores (DPIAV) ............................................................ 210 5.6.4.4. Proteção das paredes exteriores (DPIPE) .............................................................. 210 5.6.4.5. Organização e gestão da segurança (DPIOGS) ...................................................... 210 5.6.4.6. Fator Global Desenvolvimento e Propagação de Incêndio (DPI) ........................... 211 Fatores parciais associados ao fator global eficácia e socorro no combate ao incêndio (ESCI) ................................................................................................................................ 211 5.6.5.1. Grau de prontidão dos bombeiros (ESCIGP) .......................................................... 211 5.6.5.2. Vias de acesso ao edifício (ESCIAE) ...................................................................... 211 5.6.5.3. Hidrantes exteriores (ESCIHE) ............................................................................... 212 5.6.5.4. Extintores (ESCIEXT) .............................................................................................. 212 5.6.5.5. Redes de incêndio armadas (ESCIRIA) .................................................................. 212 5.6.5.6. Corpo privado de bombeiros (ESCICPB) ................................................................. 212 5.6.5.7. Fator Global Eficácia e Socorro no Combate ao Incêndio (ESCI) .......................... 212 Risco de Incêndio (RI) .............................................................................................. 213 5.7. Síntese dos resultados ............................................................................................. 214 6. MEDIDAS E INTERVENÇÕES POSSÍVEIS PARA A REDUÇÃO DO RISCO DE INCÊNDIO ................................................. 217 6.1. Introdução ................................................................................................................. 217 6.2. Medidas que permitem reduzir a probabilidade de ocorrência de incêndio ......... 217 6.3. Medidas que possibilitem uma eficaz, rápida e segura evacuação ...................... 218 6.4. Medidas de intervenção propostas ......................................................................... 219 Apresentação das medidas de intervenção .............................................................. 219 Combinações de medidas – Intervenções tipo ......................................................... 219 6.5. Aplicação das intervenções propostas ao caso de estudo ................................... 221 Introdução ................................................................................................................ 221 xix
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Intervenções propostas no Edifício 1........................................................................ 221 Intervenções propostas no Edifício 2........................................................................ 223 Intervenções propostas no Edifício 3........................................................................ 223 Intervenções propostas no Edifício 4........................................................................ 224 Intervenções propostas no Edifício 5........................................................................ 225 7. PROPOSTA DE CLASSIFICAÇÃO DO EDIFICADO DE ACORDO COM O RISCO DE INCÊNDIO ............................................ 227 7.1. Introdução ................................................................................................................. 227 7.2. Proposta de classificação ........................................................................................ 228 7.3. Aplicabilidade da classificação proposta a edifícios construídos depois de 2009 .......................................................................................................................................... 228 7.4. Aplicabilidade da classificação proposta a edifícios construídos antes de 2009 229 7.5. Proposta de diferenciação do risco de incêndio aceitável, consoante o ano de construção, para edifícios construídos antes de 2009 ................................................. 229 Introdução ................................................................................................................ 229 Proposta de diferenciação do risco de incêndio aceitável, consoante o ano de construção ......................................................................................................................... 229 Avalização da proposta com base nos resultados da aplicação do método mariee aos casos de estudo ................................................................................................................. 230 8 .CONCLUSÕES E DESENVOLVIMENTOS FUTUROS ......... 233 8.1. Conclusões................................................................................................................ 233 8.2. Desenvolvimentos futuros ....................................................................................... 234 Bibliografia ....................................................................................................................... 235 ANEXOS ANEXO A EXEMPLO DE UMA FOLHA DE CÁLCULO DO FATOR PARCIAL CPICIP ANEXO B EXEMPLO DE UMA FOLHA DE CÁLCULO DO FATOR PARCIAL CPICIF ANEXO C EXEMPLO DE UMA FOLHA DE CÁLCULO DO FATOR PARCIAL CPIVHEF ANEXO D EXEMPLO DE UMA FOLHA DE CÁLCULO DO FATOR PARCIAL CPIVVEF xx
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros ÍNDICE DE FIGURAS Figura 2.1 - Grande incêndio de Roma - 19 julho de 64 d.C, [4] ............................................................ 6 Figura 2.2 - Grande incêndio de Londres - 2 de setembro de 1666, [5] .................................................. 6 Figura 2.3 - Grande incêndio de Chicago - 8 de outubro de 1871, [6] .................................................... 6 Figura 2.4 - Incêndio no edifício Joelma, em São Paulo, Brasil - 1 de fevereiro de 1974, [7] ............... 7 Figura 2.5 - Incêndio da Torre Windsor, Madrid - 12 de fevereiro de 2005, [8] .................................... 7 Figura 2.6 - Incêndio na discoteca “Kiss”, na cidade de Santa Maria, Brasil - 27 de janeiro de 2013, [9] ................................................................................................................................................................. 7 Figura 2.7 - Incêndio na Biblioteca Newington, Londres - 25 de março de 2013, [10] .......................... 8 Figura 2.8 - Incêndio do Chiado - 25 de agosto de 1988, [11] ................................................................ 8 Figura 2.9 - Incêndio na Rua da Boavista, Porto - 6 de março de 2009, [3] ........................................... 9 Figura 2.10 - Incêndio no centro histórico de Guimarães - 23 de outubro de 2009, [12] ....................... 9 Figura 2.11 – Representação gráfica do risco, [36] ............................................................................... 13 Figura 3.1 – Estrutura do método MARIEE.......................................................................................... 29 Figura 3.2 – Evolução da regulamentação portuguesa nos últimos 63 anos ......................................... 30 Figura 3.3 – Evolução das tipologias construtivas em Portugal, [3] ..................................................... 31 Figura 3.4 - Fatores parciais do POI e respetivos valores limite ........................................................... 45 Figura 3.5 – Consequências parciais de incêndio no cenário de incêndio e nas vias horizontais e verticais de evacuação ......................................................................................................................................... 47 Figura 3.6 – Curvas características de crescimento da potência calorífica libertada de acordo com a NP EN 1991-1-2, [43]. ................................................................................................................................ 50 Figura 3.7 - Distância a percorrer pelos ocupantes até à saída do cenário de incêndio ........................ 54 Figura 3.8 – Velocidades de evacuação do cenário de incêndio ........................................................... 55 Figura 3.9 - Excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo das várias velocidades, tempos de percurso e tempos de atravessamento correspondentes a cada área e respetivo efetivo ...... 58 Figura 3.10 – Excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo do CPICIP, quando o cenário de incêndio não tem SADI nem sistema automático de extinção. ............................................ 59 Figura 3.11 - Excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo do volume de fumo produzido durante o incêndio ................................................................................................................ 61 Figura 3.12 - Excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo do volume de fumo acumulado no cenário de incêndio, com sistema ativo de controlo de fumo ........................................ 63 Figura 3.13 – Camada livre de fumo de dois metros ............................................................................. 63 Figura 3.14 - Excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo do CPICIF, quando o cenário de incêndio tem detetor ótico e sistema ativo de controlo de fumo .......................................... 65 Figura 3.15 – Sequência de cálculo para obtenção do tempo limite de fumo nas VHE ........................ 70 Figura 3.16 – Esquema para o cálculo das velocidades de evacuação nas vias horizontais de evacuação ............................................................................................................................................................... 72 Figura 3.17 - Excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo das várias velocidades e tempos de percurso correspondentes a cada comprimento, área e respetivo efetivo .......................... 73 Figura 3.18 - Excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo do CPIVHEF, quando o cenário de incêndio tem detetor termo-velocimétrico e sistema ativo de controlo de fumo .............. 74 Figura 3.19 - Excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo do volume de fumo acumulado nas vias verticais de evacuação ........................................................................................... 78 Figura 3.20 – Dimensões consideradas para as vias verticais de evacuação ......................................... 79 Figura 3.21 - Sequência de cálculo para obtenção do tempo limite de fumo nas VVE ........................ 81 Figura 3.22 - Esquema para cálculo das velocidades de evacuação nas VVE ...................................... 83 xxi
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Quadro 3.39 - Valores do ESCIRIA ........................................................................................................ 97 Quadro 3.40 - Valores do ESCICPB ........................................................................................................ 98 Quadro 5.1 – Limites do fator parcial CPICIP e respetivo valor do Edifício 1 ..................................... 145 Quadro 5.2 - Limites do fator parcial CPICIF e respetivo valor do Edifício 1 ...................................... 146 Quadro 5.3 - Limites do fator parcial CPICIMR e respetivos valores do Edifício 1 ............................... 147 Quadro 5.4 - Limites do fator parcial CPIVVEF e respetivo valor do Edifício 1 ................................... 149 Quadro 5.5 - Limites do fator parcial CPIVVEMR e respetivos valores do Edifício 1 ............................ 150 Quadro 5.6 - Limites do fator parcial CPICIMR e respetivos valores do Edifício 2 ............................... 166 Quadro 5.7 - Limites do fator parcial CPIVVEMR e respetivos valores do Edifício 2 ............................ 167 Quadro 5.8 - Limites do fator parcial CPICIMR e respetivos valores do Edifício 3 ............................... 180 Quadro 5.9 - Limites do fator parcial CPIVVEMR e respetivos valores do Edifício 3 ............................ 182 Quadro 5.10 - Limites do fator parcial CPICIMR e respetivos valores do Edifício 4 ............................. 192 Quadro 5.11 - Limites do fator parcial CPIVVEMR e respetivos valores do Edifício 4 .......................... 194 Quadro 5.12 - Limites do fator parcial CPICIMR e respetivos valores do Edifício 5 ............................. 207 Quadro 5.13 - Limites do fator parcial CPIVVEMR e respetivos valores do Edifício 5 .......................... 209 Quadro 5.14 – Síntese dos resultados dos edifícios analisados ........................................................... 214 Quadro 6.1 – Medidas de intervenção propostas ................................................................................. 219 Quadro 7.1 – Valor do risco de incêndio aceitável consoante o ano de construção ............................ 230 xxviii
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros SÍMBOLOS E ACRÓNIMOS 𝐴𝐴𝐶𝐶𝐶𝐶 − Área do cenário de incêndio (m2) 𝐴𝐴𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Área da claraboia (m2) 𝐴𝐴𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Área da via horizontal de evacuação (m2) 𝐴𝐴𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Área da via vertical de evacuação (m2) 𝑏𝑏𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Largura da via horizontal de evacuação (m) 𝑏𝑏𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Largura da via vertical de evacuação (m) 𝐶𝐶𝑝𝑝 − Calor específico dos gases libertados (kJ/kgºC) 𝑑𝑑 − Distância ao alvo (m) 𝑑𝑑𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝 − Distância percorrida por piso (m) 𝑑𝑑𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Distância percorrida na via horizontal de evacuação (m) 𝑑𝑑𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Distância percorrida na via vertical de evacuação (m) 𝐷𝐷𝐷𝐷 − Densidade adimensional (m2/m2) 𝑔𝑔 − Aceleração da gravidade (m/s2) 𝐺𝐺 − Gravidade das consequências decorrentes da ocorrência do evento 𝑙𝑙𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Comprimento da via horizontal de evacuação (m) 𝐿𝐿𝐿𝐿 - Somatório da largura das várias saídas do cenário de incêndio (m) 𝑚𝑚 − Caudal mássico de fumo produzido (kg/s) 𝑃𝑃 − Probabilidade de ocorrência de um evento 𝑃𝑃𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎 − Pressão atmosférica (Pa) 𝑞𝑞 − Radiação total libertada (kW/m2) 𝑄𝑄 − Potência calorífica libertada (W) 𝑄𝑄𝑎𝑎𝑎𝑎 − Potência libertada no instante de início de atuação dos sprinklers (kW) 𝑄𝑄𝑐𝑐 − Potência calorífica convectada (kW) 𝑄𝑄𝑙𝑙𝑝𝑝𝑎𝑎𝑝𝑝𝑎𝑎𝑙𝑙 − Potência calorífica limite (kW) 𝑅𝑅 − Constate do gás 𝑡𝑡0 −Instante de início da passagem de fumo do cenário de incêndio para a via horizontal de evacuação (s) 𝑡𝑡𝐴𝐴𝐴𝐴 − Tempo correspondente ao atravessamento das saídas (s) 𝑡𝑡𝐷𝐷𝑙𝑙𝑎𝑎 − Tempo de deteção de incêndio (s) 𝑡𝑡𝑉𝑉𝐴𝐴 𝐶𝐶𝐶𝐶 − Tempo de evacuação do cenário de incêndio (s) 𝑡𝑡𝑉𝑉𝐴𝐴 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Tempo de evacuação da via horizontal de evacuação (s) 𝑡𝑡𝑉𝑉𝐴𝐴 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Tempo de evacuação da via vertical de evacuação (s) xxix
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros 𝑡𝑡𝑙𝑙𝑝𝑝𝑎𝑎𝑝𝑝𝑎𝑎𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑎𝑎𝑝𝑝𝐶𝐶𝐶𝐶 − Tempo limite de fumo no cenário de incêndio (s) 𝑡𝑡𝑃𝑃𝑙𝑙𝑃𝑃 𝐶𝐶𝐶𝐶 − Tempo necessário para a realização do percurso para atingir a saída do cenário de incêndio (s) 𝑡𝑡𝑎𝑎𝑝𝑝𝑙𝑙𝑙𝑙𝑃𝑃â𝑛𝑛𝑐𝑐𝑝𝑝𝑎𝑎 − Tempo de tolerância (s) 𝑡𝑡𝛼𝛼 − Tempo necessário para se atingir uma potência calorífica de 1 MW (s) 𝑇𝑇 − Temperatura da camada de fumo (K) 𝑇𝑇0 − Temperatura ambiente (ºC) 𝑇𝑇𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴 − Temperatura ambiente (K) 𝑇𝑇𝐿𝐿𝐴𝐴𝐿𝐿 − Temperatura da camada de fumo (K) 𝑣𝑣𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Velocidade média com que se processa a ventilação na claraboia (m/s) 𝑉𝑉 − Caudal volúmico de fumo produzido (m3/s) 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐 𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒 𝐶𝐶𝐶𝐶 − Volume de fumo acumulado no cenário de incêndio, com sistema de desenfumagem ativa (m3) 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐 𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 −Volume de fumo acumulado nas vias verticais de evacuação, com sistema de desenfumagem ativa (m3) 𝑉𝑉𝐷𝐷 − Velocidade descendente de evacuação (m/s) 𝑉𝑉𝐷𝐷𝑉𝑉 − Velocidade descendente para condições de movimento de emergência (m/s) 𝑉𝑉𝐷𝐷𝐿𝐿 − Velocidade descendente para condições de movimento lento (m/s) 𝑉𝑉𝐷𝐷𝐴𝐴𝐿𝐿 − Velocidade descendente para condições de movimento muito lento (m/s) 𝑉𝑉𝐷𝐷𝑉𝑉 − Velocidade descendente para condições normais de movimento (m/s) 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Velocidade horizontal para condições de movimento de emergência (m/s) 𝑉𝑉𝑉𝑉𝐿𝐿 − Velocidade horizontal para condições de movimento lento (m/s) 𝑉𝑉𝑉𝑉𝐴𝐴𝐿𝐿 − Velocidade horizontal para condições de movimento muito lento (m/s) 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Velocidade horizontal para condições normais de movimento (m/s) 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑒𝑒𝑎𝑎 𝐶𝐶𝐶𝐶 − Caudal volúmico de fumo extraído no cenário de incêndio (m3/s) 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑒𝑒𝑎𝑎 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Caudal volúmico de extração de fumo nas vias verticais de evacuação (m3/s) 𝑉𝑉𝑙𝑙 − Volume de fumo de produzido (m3) 𝑉𝑉𝑉𝑉limite𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Volume limite de fumo nas vias verticais de evacuação (m3) 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑙𝑙𝑝𝑝𝑎𝑎𝑝𝑝𝑎𝑎𝑙𝑙 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Volume limite de fumo nas vias horizontais de evacuação (m3) 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑙𝑙𝑝𝑝𝑎𝑎𝑝𝑝𝑎𝑎𝑙𝑙𝐶𝐶𝐶𝐶 − Volume limite de fumo acumulado no cenário de incêndio (m3) 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑙𝑙𝑎𝑎𝑝𝑝 corrimão − Volume da coluna de fumo presente ao longo do corrimão da via vertical de evacuação (m3) 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑙𝑙𝑎𝑎𝑝𝑝 𝑙𝑙𝑙𝑙𝑎𝑎𝑝𝑝𝑎𝑎𝑝𝑝 𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝 − Volume limite de fumo que se pode acumular no último piso (m3) 𝑍𝑍𝐶𝐶𝑉𝑉𝐶𝐶𝐿𝐿 − Altura da claraboia (m) 𝑍𝑍𝐿𝐿𝐴𝐴𝐿𝐿 − Altura da camada de fumo (m) xxx
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros 𝜌𝜌𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴 − Densidade do ar à temperatura ambiente (kg/m3) 𝜌𝜌𝑙𝑙 − Massa volúmica do fumo (kg/m3) 𝑥𝑥 − Eficácia da radiação ANPC – Autoridade Nacional de Proteção Civil AQS – Águas Quentes Sanitárias ARICA – Análise do Risco de Incêndios em Centros Urbanos Antigos BCC – Boas Condições do Circuito elétrico BSB – Batalhão de Sapadores Bombeiros do Porto CF – Sistema de Controlo de Fumo CHP – Centro Histórico do Porto CI – Cenário de Incêndio CPB – Corpo Privado de Bombeiros CPI – Consequências Parciais de Incêndio CPICI – Consequências Parciais de Incêndio associadas ao Cenário de Incêndio CPICIF – Consequências Parciais de Incêndio associadas ao fumo produzido no Cenário de Incêndio CPICIMR – Consequências Parciais de Incêndio associadas à reação ao fogo dos Materiais de Revestimento no Cenário de Incêndio CPICIP – Consequências Parciais de Incêndio associadas à Potência libertada no Cenário de Incêndio CPIVHE – Consequências Parciais de Incêndio associadas às Vias Horizontais de Evacuação CPIVHEFCorrigido – Consequências Parciais de Incêndio associadas ao Fumo presente nas Vias Horizontais de Evacuação, devidamente corrigido CPIVHEMR – Consequências Parciais de Incêndio associadas à reação ao fogo dos Materiais de Revestimento nas Vias Horizontais de Evacuação CPIVVE – Consequências Parciais de Incêndio associadas às Vias Verticais de Evacuação CPIVVEFCorrigido – Consequências Parciais de Incêndio associadas ao Fumo presente nas Vias Verticais de Evacuação, devidamente corrigido CPIVVEMR – Consequências Parciais de Incêndio associadas à reação ao fogo dos Materiais de Revestimento nas Vias Verticais de Evacuação CR – Categorias de Risco CTI – Consequências Totais do Incêndio DPIAV – Fator Parcial Afastamento entre Vãos exteriores da mesma prumada DPIEI – Fator Parcial Estanquidade e Isolamento das paredes e portas do cenário de incêndio DPIOGS – Fator Parcial Organização e Gestão de Segurança DPIPE – Fator Parcial proteção das Paredes Exteriores xxxi
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros DPIREIC – Fator Parcial Resistência, Estanquidade e Isolamento dos cenários de incêndio e das vias verticais de evacuação ESCIAE – Fator Parcial associado às vias de Acesso ao Edifício ESCICPB – Fator Parcial associado ao Corpo Privado de Bombeiros ESCIEXT – Fator Parcial associado aos Extintores ESCIGP – Fator Parcial associado ao Grau Prontidão dos bombeiros ESCIHE – Fator Parcial associados aos Hidrantes Exteriores ESCIRIA – Fator Parcial associado às Redes de Incêndio Armadas DL – Decreto-Lei DO – Detetor Ótico DPI – Desenvolvimento e Propagação do Incêndio DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica DTV – Detetor Termo-Velocimétrico E – Exposição ao perigo EI – Estanquidade e Isolamento ESCI – Fator Global Eficácia de Socorro e Combate ao Incêndio FEUP – Faculdade de Engenharia Universidade do Porto IEE – Instalações de Energia Elétrica LR – Legislação de Referência MARIEE – Método de avaliação de risco de incêndio em edifícios existentes MCC – Más Condições do Circuito elétrico NFPA – National Fire Protection Association OGS – Organização e Gestão de Segurança P – Perigo potencial PC – Potência Contratada PE – Planos de Emergência PI – Potência Instalada POI – Probabilidade de Ocorrência do Incêndio POIATIV – Fator parcial Atividade POICC – Fator parcial Caracterização da Construção POIEA – Fator parcial Edifícios Adjacentes POIEF – Fator parcial Edifícios Fronteiros POIIA – Fator parcial Instalações de Aquecimento POIICONFA – Fator parcial Instalações de Confeção de Alimentos xxxii
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros POIICONSA – Fator parcial Instalações de Conservação de Alimentos POIIEE – Fator parcial Instalações de Energia Elétrica POIILGC – Fator parcial Instalações de Líquidos e Gases Combustíveis POIIVCA – Fator parcial Instalações de Ventilação e Condicionamento de Ar POIPPP – Fator parcial Procedimentos ou Planos de Prevenção PPP – Procedimentos ou planos de prevenção PVC – Policloreto de Vinila REBA – Regulamento de Estruturas de Betão Armado REI – Resistência, Estanquidade e Isolamento RGEU – Regulamento Geral das Edificações Urbanas RI – Risco de Incêndio RIA – Rede Incêndio Armada RJ-SCIE – Regime Jurídico de Segurança Contra Incêndio em Edifícios RSIUEE – Regulamento de Segurança de Instalações de Utilização de Energia Elétrica RT-SCIE – Regulamento Técnico de Segurança Contra Incêndio em Edifícios S – Sinalização de emergência SADI – Sistema Automático de Deteção de Incêndio SCIE – Segurança Contra Incêndio em Edifícios SEA – Sistema de Extinção Automática SFPE – Society of Fire Protection Engineers SI – Sinalização e Iluminação de emergência SIA – Societé Suisse dês Ingénieurs et dês Architectes SIS – Sinalização de emergência, Iluminação de emergência e Simulacros SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana SS – Sem Sinalização de emergência UT – Utilização Tipo VBA – Visual Basic for Applications VHE – Via Horizontal de Evacuação VLCI – Veículos Ligeiros de Combate a Incêndio VVE – Via Vertical de Evacuação xxxiii
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros INTRODUÇÃO 1.1. MOTIVAÇÃO Portugal conheceu, nas últimas décadas, um volume de construção nova sem precedentes. Ao invés, a reabilitação não tem revelado significativa expressão pelo que as consequências são visíveis e preocupantes, assistindo-se hoje a um esvaziamento e degradação progressiva dos centros urbanos, dos seus edifícios e espaços exteriores. O desajustamento legislativo, a falta de incentivos e um conjunto de obstáculos em matéria de reabilitação urbana, são a razão pela qual, em Portugal, existem cerca um milhão de casas devolutas que poderiam estar integradas no mercado habitacional estimulando por sua vez uma nova dinâmica de arrendamento, com claros benefícios sociais, ambientais e económicos para o país. Por consequência, o modelo de construção urbana, que privilegiou a edificação nova, apresenta hoje um mercado de oferta e procura totalmente desajustado, em que o período médio de venda passou de dois para treze meses e com os preços a registarem descidas consideráveis, [1]. Se a este facto acrescentarmos a falta de liquidez do mercado, a dificuldade das famílias acederem ao crédito de habitação, e em particular das mais jovens e em início de carreira, o excesso de endividamento destas, a gravidade da situação que atravessam os setores da construção e do imobiliário, bem como, o atual cenário de contração económico-financeira do país, verifica-se estar perante uma equação de difícil resolução. O caminho mais acertado é, certamente, o da adoção de medidas de simplificação e de incentivo ao mercado de reabilitação urbana, de modo a encetar um novo paradigma de revitalização do edificado e da regeneração das cidades. Tais intervenções de reabilitação urbana deverão, obviamente, proceder a uma avaliação do risco de incêndio dos edifícios existentes. A importância que a Segurança Contra Incêndio em Edifícios (SCIE) assume hoje é inquestionável. Desta depende a vida das pessoas, bem como, o património histórico cujo valor e significado simbólico funcionam como referencial de um povo. A ocorrência de inúmeros incêndios, de maior ou menor gravidade, levou a que se olhasse para esta temática com maior cuidado e interesse. Os incêndios urbanos têm uma dimensão muito maior do que a maior parte das pessoas intui, ocorrendo, em Portugal, cerca de 9000 incêndios por ano, [2]. 1
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros A presente dissertação pretende, assim, contribuir com um método de avaliação de risco de incêndio dos edifícios existentes, por forma a identificar as suas vulnerabilidades e propor medidas de intervenção nos edifícios em que o risco se apresente iminente e inaceitável. 1.2. OBJETIVOS O presente trabalho centra-se objetivamente no desenvolvimento e implementação numérica de um método de avaliação de risco de incêndio para edifícios existentes. Tendo por base o método desenvolvido por Ana Isabel Ramos da Costa (aluna que apresentou um método de avaliação de risco, MARIE&FEUP, em dissertação de mestrado em Engenharia Civil pela FEUP, em 2013), [3], a metodologia agora proposta pretende traduzir maior realismo e menor subjetividade, através da introdução dos fenómenos físicos associados ao fogo e à combustão, em todos os parâmetros em que tal seja possível. Constitui ainda objetivo desta dissertação, a aplicação da metodologia desenvolvida a casos de estudo, de forma a fazer uma avaliação qualitativa da sua aplicação e verificar a adequabilidade da metodologia. Embora consciente da necessidade de se efetuar uma posterior e exaustiva análise de sensibilidade ao método, esta já não será do âmbito da presente dissertação. Serão, obviamente, abordados outros assuntos que se considerem importantes e relevantes para atingir e complementar os objetivos propostos. 1.3. ÂMBITO DE APLICAÇÃO Pretende-se que o método proposto tenha um âmbito de aplicação genérico, independentemente da utilização-tipo (UT). No entanto, foi alvo de estudo desta dissertação apenas as UT I (Habitação), UT III (Administrativos), UT IV (Escolares), UT V (Hospitalares e lares de idosos) e UT VII (Hoteleiros e restauração). 1.4. ORGANIZAÇÃO DA TESE A presente dissertação encontra-se organizada em 8 capítulos, sendo que o primeiro apresenta o enquadramento e a justificação do tema, os objetivos inerentes à sua realização, o âmbito de aplicação e a estrutura da mesma. No Capítulo 2 é feita uma abordagem sobre o histórico dos incêndios urbanos e suas consequências, conceito de análise de risco, métodos de avaliação de risco de incêndio em edifícios e legislação em vigor relativamente à Segurança Contra Incêndios em Edifícios. No Capítulo 3 apresenta-se a proposta do método para avaliação do risco de incêndio em edifícios existentes, intitulado de “MARIEE”. No Capítulo 4 apresenta-se o desenvolvimento de um modelo numérico concebido em linguagem VBA (Visual Basic for Applications), que permite a aplicação do método de avaliação de risco de incêndio proposto. No Capítulo 5 é feita a caracterização dos casos de estudo, alvo da avaliação de risco de incêndio através da aplicação da metodologia proposta e são apresentados e analisados os respetivos resultados. 2
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros No Capítulo 6 expõem-se possíveis medidas de intervenção a adotar nos edifícios, com o objetivo de mitigar o respetivo risco de incêndio quando este se apresente inaceitável. Tais medidas são aplicadas aos casos de estudo e são apresentados e analisados os respetivos resultados. No Capítulo 7 é apresentada uma proposta de classificação do edificado nacional, de acordo com o respetivo risco de incêndio, que permita classificar edifícios novos, antigos, ou aqueles que venham a ser alvo de processos de reabilitação. Por último, no Capítulo 8, expõem-se as conclusões gerais do trabalho desenvolvido, bem como, possíveis desenvolvimentos futuros. 3
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Quadro 2.1 - Números de incêndios urbanos registados pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), [2] Número de incêndios Urbanos Registados pela ANPC Tipo de Edifício Ano 2006 Ano 2007 Ano 2008 Ano 2009 Ano 2010 Habitação 7 000 7 300 7 200 7 200 7 439 Estacionamento 65 60 80 60 55 Edifícios de serviço 270 250 167 180 235 Equipamento escolar 120 130 130 150 161 Equipamento hospitalar e lar 80 95 65 100 88 Edifícios de espetáculos, religioso 70 80 65 75 69 Hotelaria e similares 450 490 470 430 448 Edifício comercial 430 350 300 290 290 Edifício cultural 20 25 20 30 23 Industria, oficina e armazém 1 000 1 230 1 100 1 100 1 237 Total 9 505 10 010 9 597 9 615 10 045 Fonte: Anuário Ocorrências da Proteção Civil 2010. Como é possível constatar são inúmeros os registos destas catástrofes, não sendo possível referenciar a sua totalidade neste trabalho. Porém, são patentes, nos exemplos apresentados, as consequências nefastas decorrentes de incêndios urbanos. INCÊNDIOS DEFLAGRADOS, EM PORTUGAL, NO DECURSO DA ELABORAÇÃO DA PRESENTE DISSERTAÇÃO Enumeram-se, de seguida, alguns incêndios que ocorreram, em Portugal, durante o período de elaboração da presente dissertação. • 17 de novembro de 2013 – Incêndio no anexo de uma habitação na aldeia de Outeiro, Reguengos de Monsaraz, [13]: uma mulher de 70 anos ficou ferida com gravidade, na sequência de um incêndio no anexo da sua habitação. A idosa foi transportada para o hospital de Évora e posteriormente transferida de helicóptero para uma unidade hospitalar de Lisboa; • 28 de novembro de 2013 – Incêndio numa habitação em Castelões, Macedo de Cavaleiros, [14]: homem, com cerca de 40 anos, morreu carbonizado. Presume-se que na origem do incêndio tenha estado a lareira, tendo o fogo alastrado rapidamente a toda a casa, da qual restaram apenas as paredes. A vítima, que sofria de epilepsia, morava sozinha. Quando os bombeiros chegaram ao local, a casa já estava completamente tomada pelas chamas e só algumas horas foi encontrado o corpo do proprietário; • 14 de dezembro de 2013 – Incêndio numa vivenda na zona de Vale de Lobo, Loulé, [15]: o fogo começou quando o proprietário tentava acender a lareira, usando combustível líquido. O produto explodiu e provocou um foco de incêndio, tendo o proprietário sofrido ferimentos de alguma gravidade, sobretudo nas mãos. A sua mulher também sofreu ferimentos ligeiros; • 15 de dezembro de 2013 – Incêndio numa habitação em Almancil, [16]: duas pessoas ficaram feridas, uma delas com queimaduras graves. O incêndio deflagrou na sala da casa, tendo 10
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros causado queimaduras de primeiro, segundo e terreiro grau nas pernas, mãos, braços e rosto do proprietário. Outra pessoa sofreu queimaduras de segundo grau nas pernas; • 15 de dezembro de 2013 – Incêndio na zona histórica de Bragança, [17]: incêndio danificou seriamente um restaurante na zona histórica de Bragança. O fogo terá começado na estrutura de exaustão, sendo que a rápida intervenção dos bombeiros impediu a sua propagação aos edifícios contíguos; • 17 de dezembro de 2013 – Incêndio no bairro social de Horta da Areia, Faro, [18]: causou nove desalojados, tendo as suas habitações ficado completamente destruídas; • 19 de dezembro de 2013 – Incêndio numa habitação em Reguengos de Monsaraz, [19]: um homem de 75 anos sofreu queimaduras graves na perna direita, na sequência de um incêndio na sua habitação. O fogo afetou apenas o quarto da casa; • 20 de dezembro de 2013 – Incêndio numa moradia de Mourelos, Coimbra, [20]: cinco pessoas sofreram ferimentos ligeiros. O fogo eclodiu quando a proprietária saiu à rua, para ajudar uma pessoa idosa que caiu na via pública, e deixou o fogão ligado. No interior encontrava-se uma pessoa idosa acamada, que sofreu uma ligeira intoxicação, bem como, as quatro pessoas que a retiraram da habitação; • 20 de dezembro de 2013 – Incêndio num edifício de vários andares no Porto, [21]: incêndio com início numa garagem, obrigou à evacuação de um prédio de vários andares na Rua Augusto Lessa, no Porto. O fogo destruiu uma viatura; • 21 de dezembro de 2013 – Incêndio numa moradia na Ordem, Marinha Grande, [22]: deixou sete pessoas desalojadas, tendo as chamas destruído quase por completo a casa e o recheio. Os sete desalojados são membros da mesma família – um casal jovem com dois filhos (um bebé e uma criança com cinco anos de idade) e três irmãos menores do homem, que estão à sua guarda. No momento do incêndio, não se encontrava ninguém em casa; • 24 de dezembro de 2013 – Incêndio no Convento do Buçaco, [23]: destruiu uma obra da pintora portuguesa Josefa de Óbidos, avaliada em 40 mil euros. Na origem do incêndio terá estado um curto-circuito na instalação elétrica da igreja. Em comunicado, a Fundação Mata do Buçaco lamentou “a perda de uma obra única, num acontecimento imprevisível” e acrescentou que a pintura “é um dos mais valiosos quadros de arte sacra existentes no Convento de Santa Cruz do Buçaco e ficou totalmente destruída após o incêndio”; • 24 de dezembro de 2014 – Incêndio num apartamento em Mesão Frio, [24]: explosão, antecedida por um incêndio, fez voar a marquise de um apartamento em Mesão Frio. Uma fuga de gás terá estado na origem da explosão. Os estilhaços provocaram danos numa viatura e numa habitação vizinha. O apartamento ficou inabitável; • 1 de janeiro de 2014 – Incêndio em Vendas Novas, Évora, [25]: incêndio numa habitação, na Rua Alexandre Braga, em Vendas Novas, deixou quatro pessoas desalojadas. O fogo provocou danos no primeiro andar e numa dependência do segundo andar do edifício. Estiveram envolvidos no combate ao fogo 15 operacionais dos Bombeiros Voluntários de Vendas Novas, apoiados por cinco viaturas; • 1 de janeiro de 2014 – Incêndio em Ferreira do Zêzere, [26]: um homem, de 70 anos, morreu após incêndio na sua habitação. Quando os bombeiros chegaram ao local a habitação ardia, tendo encontrado no interior da mesma o cadáver do residente; • 5 de janeiro de 2014 – Incêndio em Valpaços, [27]: incêndio numa casa desabitada afetou o telhado da habitação adjacente, deixando sete pessoas desalojadas, incluindo cinco crianças; • 6 de janeiro de 2014 – Incêndio na Tapada das Mercês, Sintra, [28]: uma criança morreu e quatro pessoas ficaram feridas. O incêndio ocorreu no primeiro andar de um prédio de quatro, que ficou completamente destruído e inabitável; 11
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros • 7 de janeiro de 2014 – Incêndio uma habitação em Cruz da Légua, Porto de Mós, [29]: incêndio com início na garagem, destruiu uma viatura ligeira e provocou quatro desalojados – um casal e dois filhos menores. Todo o recheio da garagem foi consumido pelas chamas e provocou danos parciais na cozinha, sendo que toda a casa, de rés-do-chão e primeiro andar, devido ao fumo, ficou sem condições de habitabilidade; • 9 de janeiro de 2014 – Incêndio num parque de estacionamento em Viana do Castelo, [30]: incêndio seguido de seis rebentamentos fortes, num posto de transformação de eletricidade no parque de estacionamento subterrâneo da Avenida dos Combatentes, no centro de Viana do Castelo. Provocou um ferido ligeiro com queimaduras na face. O ferido era um eletricista que fazia a manutenção do posto de transformação de eletricidade; • 9 de janeiro de 2014 – Incêndio na aldeia de Nozelos, Valpaços, [31]: incêndio numa habitação centenária. Duas pessoas ficaram desalojadas, consequência do incêndio ter consumido todo o interior da casa. No combate ao fogo, cujas causas são desconhecidas, estiveram 15 bombeiros, apoiados por quatro viaturas; • 13 de janeiro de 2014 – Incêndio numa habitação em Vila Nova de Gaia, [32]: incêndio destrói casa devoluta na rua Santa Maria de Sandim. A moradia unifamiliar ficou completamente destruída; • 14 de janeiro de 2014 – Incêndio num edifício em Setúbal, [33]: incêndio destruiu habitação e causou quatro feridos, três adultos e uma criança. O edifício ardeu na totalidade, deixando desalojados as quatro vítimas. Na sequência do incêndio, um homem sofreu fraturas nos dois membros inferiores, depois de ter saltado para rua, uma mulher sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau e uma outra vítima foi transportada ao hospital por preocupação, já que se encontrava grávida; • 25 de janeiro de 2014 – Incêndio numa habitação na localidade de Boaldeia, Viseu, [34]: um incêndio numa habitação na localidade de Boaldeia, em Viseu, deixou duas crianças gravemente feridas. As vítimas do incêndio são uma bebé de 18 meses e um rapaz de 11 anos. A menina ficou com cerca de 30% da superfície corporal queimada (cara, cabeça, membros inferiores e superiores) e o rapaz entre 15 a 20% do corpo queimado (membros inferiores e superiores e face). A casa ficou inabitável, dado que o rés-do-chão da casa ficou todo destruído e o primeiro andar muito danificado. Segundo dados apurados junto da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), desde o início do ano de 2013 até dia 20 de dezembro, foram registados 5.300 incêndios urbanos em Portugal. Trinta e seis pessoas morreram e cerca de 500 ficaram feridas. O distrito de Lisboa lidera em todos os capítulos, com mais de 850 sinistros, seis mortos e 107 feridos. Porém, os números são melhores do que os referentes ao período homólogo do ano anterior, em que ocorreram mais 450 incêndios e mais 11 mortes, [35]. 2.3. CONCEITO DE ANÁLISE DE RISCO O risco pode ser definido como a incerteza da perda. No caso dos incêndios, essa perda, corresponde geralmente a vítimas mortais ou a danos materiais causados aos edifícios. Pode, no entanto, corresponder a perdas intangíveis significativas, tais como, a interrupção da atividade, a degradação do meio ambiente ou a destruição de bens culturais e históricos insubstituíveis. De uma forma geral, o risco (R) pode ser descrito como o produto da probabilidade de ocorrência de um evento (P) pela gravidade das respetivas consequências (G), equação 2.1. 12
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros 𝑅𝑅=𝑃𝑃×𝐺𝐺 (2.1) Em que: • R – Risco; • P – Probabilidade de ocorrência de um evento; • G – Gravidade das consequências decorrentes da ocorrência do evento. O risco pode ser, igualmente, representado através de um gráfico cujo eixo das ordenadas corresponde à probabilidade de ocorrência e o eixo das abcissas corresponde à gravidade das consequências, Figura 2.11. Figura 2.11 – Representação gráfica do risco, [36] Da análise da Figura 2.11, é possível constatar duas zonas de risco: aceitável e não aceitável. Face ao risco de incêndio real existente, importa perceber se esse risco é, ou não, admissível pela sociedade, isto é, se o risco é ou não aceitável. O risco aceitável é função de diversos fatores e pode ser variável no tempo. O que hoje é considerado risco aceitável, pode não o ser amanhã, no próximo ano ou na próxima década. As sociedades aceitam os riscos, se eles forem inferiores a determinados valores de referência (limiares de risco). Tal redução pode ser conseguida através de implementação de medidas de prevenção e de proteção. As primeiras destinam-se a prevenir a ocorrência do incêndio, enquanto as segundas destinamse a proteger a vida dos ocupantes e os bens materiais. Da análise da Figura 2.11, é ainda possível constatar a impossibilidade de se atingir um risco nulo, sendo apenas possível minimizar o risco por forma a torná-lo aceitável. Devem, por isso, ser adotadas medidas que permitam mitigar as consequências nefastas decorrentes do incêndio, estabelecendo uma evacuação dos locais tão rápida quanto possível e a rápida extinção do incêndio evitando a destruição do edifício e a possível propagação a edifícios contíguos ou fronteiros. 13
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros 2.4. MÉTODOS DE ANÁLISE DE RISCO DE INCÊNDIO INTRODUÇÃO A análise de risco e respetivas formulações matemáticas estão constantemente em desenvolvimento, por forma a satisfazerem as exigências para os diferentes tipos de atividade inerentes aos edifícios. A maioria dos métodos de avaliação de risco de incêndio reúne de um lado, um conjunto de fatores associados às características inerentes à edificação, agrupando do outro lado, as medidas de segurança para fazer frente a esse risco. Os métodos e modelos para a análise de risco de incêndio em edifícios envolvem um vasto conjunto de fatores que se podem agrupar em três domínios principais: • Probabilidade esperada de ocorrência; • Grau esperado de exposição ao acontecimento; • Capacidade potencial de afetação que o acontecimento pode gerar. Em seguida, é feita uma descrição sucinta dos métodos de avaliação de risco de incêndio com maior pertinência para a elaboração da presente dissertação: Método de Gretener, ARICA e Marie&FEUP. MÉTODO DE GRETENER O método de Gretener é um dos mais importantes e difundidos métodos de avaliação de risco de incêndio. Idealizado na década de 60, pelo engenheiro suíço Max Gretener, então diretor da Associação de Proteção Contra Incêndios Suíça, visava atender às necessidades das companhias de seguros. Este método foi publicado em 1965, e adotado pelo Corpo de Bombeiros, em 1968, para avaliação dos meios de proteção contra incêndio das edificações. Em 1984, depois de ter sido corrigido por um grupo de especialistas que adaptou o método ao atual conhecimento e experiência suíça e internacional, foi publicado pela SIA (Societé Suisse dês Ingénieurs et dês Architectes), sendo denominado SIA – 81 “Método de avaliação de risco de incêndio”. Em dezembro de 1996, o SIA – 81 foi novamente corrigido e atualizado, e serviu de base para a Comissão de Estudos da Associação Brasileira de Normas Técnicas na elaboração da norma sobre o potencial de risco de incêndio nas edificações. O método de Gretener baseia-se na análise do processo de incêndio, determinando os fatores que promovem o seu desenvolvimento, medindo os riscos de ativação em função do tipo de ocupação e ainda avaliando a contribuição das medidas de segurança para a redução do risco de incêndio. Este método é utilizado para avaliar e comparar o nível de risco de incêndio, com base em conceitos alternativos entre diferentes tipos de edificações. Os diversos parâmetros e os respetivos pesos utilizados para calcular o risco de incêndio neste método, foram obtidos por consenso do meio técnico e científico, com base em dados estatísticos testados pela sua larga aplicação prática. Assim, e segundo Neves e Valente [37], o método considera a existência de três tipos de edifícios, no que à propagação de incêndio diz respeito: • Tipo Z – Construção em células: dificulta e limita a propagação horizontal e vertical do edifício (células até 200 m2); • Tipo G – Construção de grandes superfícies: permite e facilita a propagação horizontal do fogo, exceto a vertical (áreas superiores a 200 m2, num só piso); • Tipo V – Construção de grande volume: favorece e acelera a propagação horizontal e vertical do fogo (vários pisos não compartimentados entre si). 14
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros O risco de incêndio efetivo (R) resulta do produto entre o fator de perigo de ativação (A) e do fator de exposição ao perigo (B), através da equação 2.2 𝑅𝑅=𝐴𝐴×𝐵𝐵 (2.2) Em que: • R – Risco de incêndio efetivo; • A – Fator de perigo de ativação; • B – Fator de exposição ao perigo. O perigo de ativação quantifica a probabilidade de ocorrência do incêndio, dependendo de dois fatores: • Tipo de exploração do edifício; • Perigos criados por fatores humanos. Este valor encontra-se tabelado para diferentes tipos de edifícios. O fator de exposição ao perigo (B) é definido pelo quociente entre o produto de todos os fatores potenciais de perigo (P) e o produto de todos os fatores de proteção (M), equação 2.3. 𝐵𝐵=𝑃𝑃 𝑀𝑀 (2.3) Em que: • B – Fator de exposição ao perigo; • P – Potenciais perigos; • M – Fatores de proteção. O fator de exposição ao perigo tem em consideração quatro fatores: • Potenciais perigos (P); • Medidas normais de proteção (N); • Medidas especiais de proteção (S); • Medidas estruturais (F). Os potenciais perigos (P) resultam do produto entre os perigos inerentes ao conteúdo do edifício e os perigos inerentes ao edifício. Os perigos inerentes ao conteúdo têm em consideração a carga de incêndio mobiliária, a combustibilidade, a produção de fumos e o perigo de corrosão e toxicidade, enquanto os perigos inerentes ao edifício, dependem da carga imobiliária, do nível do andar ou altura do local e da dimensão dos compartimentos de incêndio e a relação entre as suas dimensões. Os valores referentes às medidas que dificultam o desenvolvimento do incêndio (N, S, F) encontram-se tabelados. 15
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Com base nestes critérios, o risco de incêndio efetivo obtém-se a partir da equação 2.4. 𝑅𝑅=𝐵𝐵×𝐴𝐴=𝑃𝑃 𝑁𝑁×𝑆𝑆×𝐹𝐹×𝐴𝐴 (2.4) O risco de incêndio (R) é calculado para o maior compartimento de incêndio ou para o mais perigoso. Cada edifício tem um risco de incêndio admissível (Ru), de acordo com as atividades nelas desenvolvidas. Um dos objetivos deste método é estabelecer esse risco. Assim, a verificação de segurança contra incêndio é feita comparando o risco de incêndio efetivo (R), com o risco de incêndio admissível (Ru). Considera-se que o edifício ou compartimento em análise verifica a segurança contra incêndio quando o valor do risco de incêndio (R) for inferior ao valor do risco de incêndio admissível (Ru), equação 2.5. 𝑅𝑅<𝑅𝑅𝑅𝑅 (2.5) Nos casos em que a equação 2.5 for superior a 1 é necessário avaliar as medidas a adotar de modo a obter um risco de incêndio aceitável. ARICA O ARICA (Análise do Risco de Incêndio em Centros Urbanos Antigos) é um método desenvolvido por António Leça Coelho (investigador do LNEC) e Ana Margarida Sequeira Fernandes (aluna que apresentou o método em dissertação de mestrado em Ciências da Construção pela FCTUC, em 2006) [38], destinado à aplicação em edifícios localizados em Centros Urbanos Antigos. A metodologia desenvolvida assenta na definição de três fatores globais de risco e um fator global de eficácia: • Fator global de risco associado ao início de incêndio, FGII; • Fator global de risco associado ao desenvolvimento e propagação do incêndio no edifício, FGDPI; • Fator global de risco associado à evacuação do edifício, FGEE; • Fator global de eficácia associado ao combate ao incêndio, FGCI. Os fatores globais referidos cobrem a generalidade dos aspetos relacionados com a segurança contra incêndios, desde a segurança dos ocupantes, dos seus bens materiais e do próprio edifício. Cada fator global é constituído por vários fatores parciais. O fator global de risco associado ao início de incêndio (FGII) incide nas questões relacionadas com: • Estado de conservação da construção (FEC); • Estado de conservação das instalações elétricas (FIEL); • Estado de conservação das instalações de gás (FIG); • Natureza das cargas de incêndio mobiliárias (FNCI). O seu valor é calculado através da equação 2.6. 16
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros 𝐹𝐹𝐺𝐺𝐶𝐶𝐶𝐶 =𝐹𝐹𝑃𝑃𝑉𝑉𝐶𝐶 +𝐹𝐹𝑃𝑃𝐶𝐶𝑉𝑉𝐿𝐿 +𝐹𝐹𝑃𝑃𝐶𝐶𝐼𝐼 +𝐹𝐹𝑃𝑃𝑉𝑉𝐶𝐶𝐶𝐶 4 (2.6) O fator global de risco de desenvolvimento e propagação do incêndio (FGDPI) contempla: • Carga de incêndio mobiliária do edifício (FCI); • Compartimentação corta-fogo (FCCF); • Sistemas de deteção, alerta e alarme de incêndio (FDI); • Equipas de segurança (FES); • Afastamento entre vãos sobrepostos (FAV). O seu valor é calculado através da equação 2.7. 𝐹𝐹𝐺𝐺𝐷𝐷𝑃𝑃𝐶𝐶 =𝐹𝐹𝐶𝐶𝐶𝐶 +𝐹𝐹𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶 +𝐹𝐹𝐷𝐷𝐶𝐶 +𝐹𝐹𝑉𝑉𝐸𝐸 +𝐹𝐹𝐴𝐴𝑉𝑉 5 (2.7) O fator global de risco associado à evacuação do edifício (FGEE) está dividido em dois fatores: Fator associado aos caminhos de evacuação (FICE): • Largura dos elementos dos caminhos de evacuação (FL); • Distância a percorrer na evacuação (FDVE); • Número de saídas dos locais (FNSL); • Inclinação das vias verticais de evacuação (FIVE); • Proteção das vias (FPV); • Sistema de controlo de fumo das vias (FCF); • Sinalização e a iluminação de emergência (FSI). O seu valor é calculado através da equação 2.8. 𝐹𝐹𝐹𝐹𝐶𝐶𝑉𝑉 =𝐹𝐹𝐿𝐿+𝐹𝐹𝐷𝐷𝑉𝑉𝑉𝑉 +𝐹𝐹𝑉𝑉𝐸𝐸𝐿𝐿 +𝐹𝐹𝐶𝐶𝑉𝑉𝑉𝑉 +𝐹𝐹𝑃𝑃𝑉𝑉 +𝐹𝐹𝐶𝐶𝐶𝐶 +𝐹𝐹𝐸𝐸𝐶𝐶 7 (2.8) Fator associado ao edifício (FIE): • Deteção, alerta e alarme de incêndio (FDI); • Equipas de segurança (FES); • Realização de exercícios de evacuação (FEE). O seu valor é calculado através da equação 2.9. 𝐹𝐹𝐹𝐹𝑉𝑉=𝐹𝐹𝐷𝐷𝐶𝐶 +𝐹𝐹𝑉𝑉𝐸𝐸 +𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉 3 (2.9) Assim, o fator global de risco associado à evacuação do edifício (FGEE) é obtido da seguinte forma: • Através da equação 2.10, quando são cumpridas as exigências regulamentares: 17
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros 𝐹𝐹𝐺𝐺𝑉𝑉𝑉𝑉 =𝐹𝐹𝐹𝐹𝐶𝐶𝑉𝑉 +𝐹𝐹𝐹𝐹𝑉𝑉 2 (2.10) • Através da equação 2.11, quando não são cumpridas as exigências regulamentares: 𝐹𝐹𝐺𝐺𝑉𝑉𝑉𝑉 =𝐹𝐹𝐶𝐶×𝐹𝐹𝐹𝐹𝐶𝐶𝑉𝑉 +𝐹𝐹𝐹𝐹𝑉𝑉 2 (2.11) Em que FC é igual a: • 1,1 se NP ≤ 3 pisos; • 1,2 se 3 < NP < 7 pisos; (NP = número de pisos) • 1,3 se NP > 7 pisos. Por último, o fator global de eficácia do combate ao incêndio (FGCI) é dividido em três fatores: Fator exterior de combate a incêndio (FECI): • Acessibilidade ao edifício (FAE); • Hidrantes exteriores (FHE); • Fiabilidade da rede de alimentação de água (FF). O seu valor é calculado através da equação 2.12. 𝐹𝐹𝐹𝐹𝐶𝐶𝐶𝐶 =𝐹𝐹𝐴𝐴𝑉𝑉 +𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉 ×𝐹𝐹𝐶𝐶 2 (2.12) Fator interior de combate ao incêndio no edifício (FICI): • Extintores (FEXT); • Redes de incêndio armadas (FRIA); • Colunas secas ou húmidas (FCS/H); • Sistemas automáticos de extinção (FSAE); • Fiabilidade da rede de alimentação de água e das equipas de segurança (FF). O seu valor é calculado através da equação 2.13. 𝐹𝐹𝐹𝐹𝐶𝐶𝐶𝐶 =(𝐹𝐹𝑉𝑉𝐸𝐸𝑉𝑉 +𝐹𝐹𝑅𝑅𝐶𝐶𝐴𝐴 +𝐹𝐹𝐶𝐶𝐸𝐸/𝑉𝑉+𝐹𝐹𝐸𝐸𝐴𝐴𝑉𝑉) × 𝐹𝐹𝐶𝐶 4 (2.13) Fator que considera novamente as equipas de segurança (FES). Assim, o fator global de eficácia do combate ao incêndio (FGCI) é obtido através da equação 2.14. 18
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros 𝐹𝐹𝐺𝐺𝐶𝐶𝐶𝐶 =𝐹𝐹𝐹𝐹𝐶𝐶𝐶𝐶 +𝐹𝐹𝐹𝐹𝐶𝐶𝐶𝐶 +𝐹𝐹𝑉𝑉𝐸𝐸 3 (2.14) Os valores dos fatores parciais são influenciados pelas condições reais dos edifícios, sendo obtidos por leitura de tabelas ou por equações desenvolvidas para o efeito. A partir dos fatores globais determina-se o Fator Global de Risco (FGR) que é comparado com o Fator de Risco de Referência (FRR), equação 2.15. 𝑅𝑅𝐹𝐹=𝐹𝐹𝐺𝐺𝑅𝑅 𝐹𝐹𝑅𝑅𝑅𝑅 (2.15) Este método é bastante moroso, pouco expedito e com uma enorme quantidade de cálculos intermédios, o que propicia maior possibilidade de erro por parte do utilizador no cálculo dos diversos fatores. MARIE&FEUP O método MARIE&FEUP é um método desenvolvido por Ana Isabel Ramos da Costa (aluna que apresentou o método, em dissertação de mestrado em Engenharia Civil pela FEUP, em 2013), [3], e que procura contemplar todos os aspetos subjacentes à definição de risco. Assim sendo, o método desenvolvido assenta na definição de cinco fatores globais de risco de incêndio: • FII – Fator Início do Incêndio; • FP – Fator associado ao Perigo no cenário de incêndio; • FDPI – Fator de Desenvolvimento e Propagação de Incêndio; • FEE – Fator associado à Evacuação do Edifício em caso de incêndio; • FCI – Fator associado ao Combate ao Incêndio. Com estes cinco fatores globais pretende-se abranger a maioria dos aspetos relacionados com a segurança ao incêndio e, consequentemente, o risco para os ocupantes e seus bens materiais, bem como, para os respetivos edifícios. Cada fator global é constituído por diversos fatores parciais. Por sua vez, cada fator parcial é constituído por vários descritores. A cada descritor é atribuído um valor, sendo que nas situações em que esse valor é igual à unidade representa o cumprimento legislativo na área da Segurança Contra Incêndios em Edifícios. Valores superiores significam que a contribuição para o risco de incêndio é maior do que a correspondente ao cumprimento legal. Valores inferiores correspondem a uma situação melhor do que o cumprimento legal, do ponto de vista da contribuição para o risco de incêndio. Assim, a determinação do risco de incêndio tem por base o conceito explícito do risco, equação 2.16. 𝑅𝑅𝐹𝐹=𝑃𝑃×𝐺𝐺 (2.16) Em que: • RI – Risco de Incêndio; • P – Probabilidade de ocorrência de um incêndio; • G – Gravidade dos danos resultantes da ocorrência do incêndio. 19
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Assim sendo, neste capítulo é feita a exposição do desenvolvimento do método agora proposto com a indicação dos elementos pertinentes a considerar e os respetivos cálculos. A metodologia apresentada designou-se por Método de Avaliação de Risco de Incêndio em Edifícios Existentes – MARIEE – tendo como objetivo a avaliação do risco de incêndio em edifícios existentes. O método tem, portanto, dupla potencialidade: diagnosticar o risco de incêndio de um edifício tal como se encontra, mas sobretudo otimizar a forma como se promove a segurança contra incêndio, no âmbito de uma reabilitação, através do cálculo do risco de incêndio depois desta. 3.2. PRINCÍPIO GERAL DO MÉTODO MARIEE O método proposto assenta na definição de quatro fatores globais de risco de incêndio: • POI – Probabilidade de Ocorrência do Incêndio; • CTI – Consequências Totais do Incêndio; • DPI – Desenvolvimento e Propagação do Incêndio; • ESCI – Eficácia de Socorro e Combate ao Incêndio. Transitam do método MARIE&FEUP, três dos quatro fatores globais: POI, DPI e ESCI. Salienta-se que o fator global CTI corresponde à associação de dois conceitos muito importantes da avaliação do risco: o perigo e a exposição ao incêndio. O estudo desenvolvido na presente dissertação versa principalmente sobre estes conceitos, sendo amplamente comentados e quantificados ao longo do parágrafo 3.7. Através dos quatro fatores globais, pretende abranger-se todos os aspetos que intervêm no cálculo do risco de incêndio, e consequentemente traduzir o risco para as pessoas, para o edifício e tudo aquilo que ele encerra. Cada fator global é constituído pela associação de diversos fatores parciais. Estes serão descritos e comentados no parágrafo 3.5 deste capítulo. Por sua vez, cada fator parcial é definido por vários descritores. Estes representam as condições intrínsecas dos edifícios, com que o projetista pode ser confrontado na sua avaliação. 3.3. ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO MÉTODO MARIEE Pretende-se que o método MARIEE tenha um âmbito de aplicação genérico, independentemente da utilização-tipo (UT), excetuando-se somente as situações de elevada complexidade que exijam o recurso a uma engenharia de segurança. Estas podem ser enquadradas pelas condições definidas no artigo 14º do Decreto-Lei nº 220/2008. Conforme proposto, o método permite essa ampla abrangência, bastando para tal escolher a curva característica de crescimento da potência libertada, de acordo com a utilização-tipo pretendida. Tais curvas serão apresentadas no parágrafo 3.7.2.3. No entanto, foi alvo de estudo desta dissertação apenas a curva correspondente às UT I (Habitação), UT III (Administrativos), UT IV (Escolares), UT V (Hospitalares e lares de idosos) e UT VII (Hoteleiros e restauração). Esta correspondência consta do Anexo E da NP EN 1991-1-2, [43]. As intervenções de reabilitação conhecem dimensões muito distintas podendo envolver uma única fração do edifício ou, no limite, a sua totalidade. 26
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros No método proposto introduz-se a noção de cenário de incêndio como sendo um espaço ou conjunto de espaços, cuja envolvente tem uma qualificação de resistência ao fogo. Assim, o cenário de incêndio pode ser um único compartimento ou mesmo a totalidade do edifício se os elementos de compartimentação, quer verticais quer horizontais, não tenham qualificação de resistência ao fogo. Nos casos em que o projetista é confrontado com vários cenários, deve aplicar o método ao que representa maior risco. As soluções específicas de segurança ao incêndio decorrentes dessa aplicação, devem replicar-se aos restantes cenários. 3.4. RISCO DE INCÊNDIO DEFINIÇÃO DE RISCO DE INCÊNDIO O risco de incêndio de um edifício resulta do balanço entre os perigos e as medidas de segurança contra incêndio adotadas para os ultrapassar. Quando a exposição ao perigo é contínua, o risco pode ser expresso como a combinação de uma probabilidade de ocorrência, ou frequência, e a magnitude da consequente perda ou gravidade. Assim, no método MARIEE, o conceito de risco de incêndio é traduzido através do produto da probabilidade de ocorrência do incêndio pela gravidade das suas consequências, equação 3.1. 𝑅𝑅𝐹𝐹=𝑃𝑃×𝐺𝐺 (3.1) Em que: • RI – Risco de Incêndio; • P – Probabilidade de ocorrência de incêndio; • G – Gravidade das consequências resultantes da ocorrência de incêndio. A probabilidade de ocorrência de incêndio é obtida através das características do edifício que têm influência para o início do incêndio, tais como a caracterização da construção, as instalações elétricas, os edifícios adjacentes, entre outros. No método proposto, o fator P designa-se por POI, Probabilidade de Ocorrência de Incêndio, equação 3.2. 𝑃𝑃=𝑃𝑃𝑃𝑃𝐹𝐹 (3.2) Em que: • POI – Probabilidade de Ocorrência de Incêndio. A gravidade traduz as consequências decorrentes do incêndio. No método MARIEE, o fator G resulta do produto entre o fator CTI, Consequências Totais de Incêndio e a média ponderada entre o fator DPI, 27
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Desenvolvimento e Propagação do Incêndio, e o fator ESCI, Eficácia de Socorro e Combate ao Incêndio, equação 3.3. 𝐺𝐺=𝐶𝐶𝑇𝑇𝐹𝐹× (0,2 × 𝐷𝐷𝑃𝑃𝐹𝐹+ 0,8 × 𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹) (3.3) Em que: • CTI – Consequências Totais de Incêndio; • DPI – Desenvolvimento e Propagação de Incêndio; • ESCI – Eficácia de Socorro e Combate ao Incêndio. O fator CTI pretende traduzir as consequências no Cenário de Incêndio (CI), na Via Horizontal de Evacuação (VHE) e na Via Vertical de Evacuação (VVE). Este resulta, assim, de uma média aritmética das respetivas consequências, equação 3.4. 𝐶𝐶𝑇𝑇𝐹𝐹=𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝐶𝐶𝐶𝐶 +𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 +𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 3 (3.4) Em que: • CPICI – Consequências Parciais de Incêndio associadas ao Cenário de Incêndio; • CPIVHE – Consequências Parciais de Incêndio associadas às Vias Horizontais de Evacuação; • CPIVVE – Consequências Parciais de Incêndio associadas às Vias Verticais de Evacuação. As consequências de incêndio, em qualquer dos referidos espaços, resultam de um balanço entre o perigo potencial decorrente do incêndio e a exposição a esse perigo, equação 3.5. 𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹=𝑃𝑃 𝐹𝐹 (3.5) Em que: • CPI – Consequências Parciais de Incêndio; • P – Perigo potencial; • E – Exposição ao perigo. O perigo potencial é quantificado em função dos produtos que se formam no decurso do incêndio, nomeadamente, a potência calorífica, o fumo e os gases libertados. A exposição depende, essencialmente, do tempo necessário para a evacuação dos cenários de incêndio até ao exterior. Em suma, no método MARIEE, o valor do risco de incêndio é obtido através da equação 3.6. 28
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros RI =POI ×CTI ×(0,2 × DPI + 0,8 × ESCI) (3.6) A atribuição de pesos aos fatores globais DPI e ESCI deve-se, essencialmente, ao facto destes privilegiarem a preservação do património edificado em detrimento da salvaguarda da vida humana. O autor entende, no entanto, que o método MARIEE deve privilegiar claramente o segundo critério em prejuízo do primeiro. Deste modo, considera-se que o fator eficácia de combate ao incêndio assume um papel de maior relevância, no que ao salvamento das vítimas do sinistro diz respeito, do que o fator desenvolvimento e propagação do incêndio. De facto, a maioria dos fatores parciais do ESCI são referentes a parâmetros importantes para o socorro das vítimas, nomeadamente, o grau de prontidão dos bombeiros, as condições de acesso ao edifício, a existência de hidrantes exteriores e de extintores. Na Figura 3.1, apresentam-se os fatores intervenientes, no método MARIEE, para o cálculo do valor do Risco de Incêndio (RI). Figura 3.1 – Estrutura do método MARIEE RISCO DE INCÊNDIO ACEITÁVEL Face ao risco de incêndio real existente, importa perceber se esse risco é, ou não, admissível pela sociedade, isto é, se o risco é ou não aceitável. O risco aceitável é função de diversos fatores e pode ser variável no tempo. O que hoje é considerado risco aceitável, pode não o ser amanhã, no próximo ano ou na próxima década. As sociedades aceitam os riscos, se eles forem inferiores a determinados valores de referência (limiares de risco). Conforme mencionado no parágrafo 3.1 deste capítulo, alguns fatores parciais e respetivos descritores transitam do método MARIE&FEUP. Nesses, a legislação atual mantém-se como referencial para a Risco de Incêndio (RI) POI Probabilidade de ocorrência de incêndio CTI Consequências totais de incêndio CPICI Consequências parciais de incêndio no cenário de incêndio CPIVHE Consequências parciais de incêndio na via horizontal de evacuação CPIVVE Consequências parciais de incêndio na via vertical de evacuação DPI Desenvolvimento e propagação do incêndio ESCI Eficácia de socorro e combate ao incêndio 29
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros definição do risco aceitável. Assim, valores iguais à unidade representam o cumprimento legislativo, valores superiores significam que a contribuição para o risco de incêndio é maior do que a correspondente ao cumprimento legal e valores inferiores correspondem a situações melhores que o cumprimento legal, do ponto de vista da contribuição para o risco de incêndio. Relativamente aos fatores parciais e respetivos descritores agora propostos, a salvaguarda da vida humana e a manutenção de condições ambientais compatíveis com a evacuação do edifício são, em detrimento da preservação do património, os critérios primordiais no estabelecimento do risco de incêndio aceitável. Com base nestes critérios são estabelecidos tempos de referência. Da comparação destes com o tempo de evacuação dos locais, resultam os valores dos fatores parciais. Tanto os critérios como os tempos serão apresentados, em detalhe, no parágrafo 3.7. Em coerência com o exposto anteriormente, o risco de incêndio é aceitável se o seu valor for inferior ou igual à unidade. Nos casos em que o valor do risco de incêndio é superior à unidade, devem ser implementadas medidas que permitam mitigar esse risco. No entanto, pensando na possibilidade de existência futura de um regulamento de Segurança Contra Incêndios em Edifícios, a aplicar em processos de reabilitação e cujo método MARIEE pode constituir o ponto de partida, será necessário que tal regulamento estabeleça a obrigatoriedade de verificação de um risco de incêndio mínimo aceitável, para que o processo de reabilitação seja viabilizado pelas autoridades competentes. Se tal risco resultar da aplicação do método MARIEE, possivelmente, os processos de reabilitação tornar-se-ão demasiado onerosos, inviabilizando por certo grande parte deles. Tal é suscetível de se verificar, uma vez que, como anteriormente mencionado, três dos quatro fatores globais do método MARIEE assentam no cumprimento do disposto no Decreto-Lei nº 220/2008. Ora, face à legislação em vigor aquando da construção dos edifícios anteriores a 1 de janeiro de 2009, a atual legislação é, em alguns aspetos, bastante mais exigente. Deste modo, o risco de incêndio mínimo aceitável deverá ser diferente consoante o ano de construção do edifício, evidenciando claramente que um edifício mais antigo, com as vulnerabilidades inerentes à tipologia construtiva dominante à época, assume um maior risco de incêndio. A evolução das práticas construtivas em Portugal é uma das consequências das sucessivas alterações legislativas. Apresenta-se, na Figura 3.2, a evolução da regulamentação portuguesa referente às edificações urbanas, ao longo dos últimos 63 anos, que serve de critério para o estabelecimento diferenciado do risco de incêndio aceitável. Figura 3.2 – Evolução da regulamentação portuguesa nos últimos 63 anos 1951 RGEU -Regulamento Geral das Edificações Urbanas 1967 REBA -Regulamento de Estruturas de Betão Armado 1974 RSIUEE -Regulamento de Segurança de Instalações de Utilização de Energia Elétrica 1990 Regulamento de Segurança Contra Incêndio em Edifícios de Habitação 2008 Regime Jurídico da Segurança Contra Incêndio em Edifícios 30
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros No parque edificado português, nomeadamente nos centros históricos, predominam os edifícios construídos antes do aparecimento do betão como material estrutural dominante, recorrendo a materiais e tecnologias tradicionais como a madeira, a pedra, a areia, a cal, o barro e a terra. Atendendo à evolução das práticas construtivas dos edifícios ao longo do tempo, é possível identificar a época de construção de um edifício antigo, não só em termos de arquitetura e tipologia construtiva mas também ao nível da conceção estrutural. De entre os tipos de edifícios construídos após o terramoto de 1975, distinguem-se três fases: construção de edifícios tipo Pombalinos, Gaioleiros e de Placa, [3]. A diferenciação entre estes tipos de edifícios baseia-se não só na época de construção, mas essencialmente pela presença ou ausência de materiais e elementos estruturais de madeira. A existência deste elemento é muito importante no sentido de permitir a caracterização do comportamento de cada edifício face ao desenvolvimento e propagação do incêndio. Existem outros aspetos relevantes tais como: instalações elétricas e de gás natural e a caixa de escadas enclausurada. As instalações elétricas representam, muito provavelmente, o maior perigo para o início do incêndio através do curto-circuito. Antes de 1975, em Portugal a lei não previa regime de neutro (ligação das massas à terra), condutores isolados, descarregador de sobretensões e aparelhos diferenciais. Em 1990 através do Decreto-Lei 64/1990, passou a vigorar a obrigatoriedade de caixas de escada enclausuradas, nos edifícios com mais de um piso destinados a habitação, com o objetivo de limitar o risco de ocorrência e desenvolvimento de incêndio, facilitar a evacuação dos ocupantes e favorecer a intervenção dos bombeiros. Face ao exposto é possível estabelecer uma divisão relativamente às tipologias dos edifícios, de acordo com as suas características estruturais, diretamente relacionadas com a época de construção e com as tecnologias construtivas empregues, Figura 3.3, [3]. Figura 3.3 – Evolução das tipologias construtivas em Portugal, [3] 31
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Deste modo, e para efeitos de aprovação de uma obra de reabilitação com base num futuro regulamento de SCIE, os valores de risco de incêndio aceitável devem traduz esta diferente vulnerabilidade dos edifícios, face ao ano de construção. Tal proposta de diferenciação do valor do risco de incêndio aceitável, com base no ano de construção do edifício, só é possível ser apresentada, depois de devidamente sustentada em valores resultantes da aplicação do método MARIEE. Esta proposta será assim apresentada no parágrafo 7.5, comentada e justificada com base nos valores resultantes da aplicação do método MARIEE aos casos de estudo, no Capítulo 5. 3.5. DESCRIÇÃO DOS FATORES PARCIAIS ASSOCIADOS AO MÉTODO MARIEE INTRODUÇÃO Conforme referido anteriormente, cada um dos quatro fatores globais é constituído por diversos fatores parciais. Por sua vez, cada fator parcial é constituído por vários descritores. Neste parágrafo pretende fazer-se uma descrição dos fatores parciais associados a cada fator global. FATORES PARCIAIS ASSOCIADOS AO FATOR GLOBAL PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA DE INCÊNDIO (POI) O fator global Probabilidade de Ocorrência de Incêndio (POI) é constituído por onze fatores parciais a seguir descritos, [3]. Por sua vez, cada um desses fatores é constituído por vários descritores. Os descritores serão apresentados no parágrafo 3.6. • Caracterização da Construção (POICC): pretende traduzir a possível contribuição do estado de conservação do edifício na origem de curto-circuitos, bem como, a ocupação anormal do mesmo. Foram considerados como fatores chave a infiltração de água e o tipo de constituição da laje (material incombustível ou combustível). • Instalações de Energia Elétrica (POIIEE): pretende traduzir a possível contribuição destas instalações para o início do incêndio. Foram considerados como fatores chave a proteção elétrica dos quadros, o estado de conservação da aparelhagem e circuitos e, ainda, a relação entre a potência instalada e a potência contratada. • Instalações de Aquecimento (POIIA): pretende traduzir a possível contribuição destas instalações para o início do incêndio. Foram consideradas três situações distintas quando estas instalações não cumprem a LR: a primeira relativa a centrais térmicas, a segunda relativa a aparelhos autónomos e, finalmente, uma combinação das duas anteriores. • Instalações de Confeção de Alimentos (POIICONFA): pretende traduzir a possível contribuição destas instalações para o início do incêndio. Foram consideradas três situações distintas quando estas instalações não cumprem a LR: a primeira relativa à instalação dos aparelhos, a segunda relativa à ventilação e extração dos gases de combustão e, finalmente, uma combinação das duas anteriores. 32
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros • Instalações de Conservação de Alimentos (POIICONSA): pretende traduzir a possível contribuição destas instalações para o início do incêndio. Relativamente a estas instalações considerou-se, exclusivamente, se cumprem ou não a legislação. • Instalações de Ventilação e Condicionamento de Ar (POIIVCA): pretende traduzir a possível contribuição destas instalações para o início do incêndio. Foram consideradas quatro situações distintas quando estas instalações não cumprem a LR: uma relativa às condições de instalação, outra relativa ao armazenamento, ainda outra relativa às condições de utilização e, finalmente, uma combinação das anteriores. • Instalações de Líquidos e Gases Combustíveis (POIILGC): pretende traduzir a possível contribuição destas instalações para o início do incêndio. Foram consideradas três situações distintas quando estas instalações não cumprem a LR: uma relativa às condições de armazenamento, outra relativa às condições de utilização e, finalmente, uma combinação das anteriores. • Edifícios Fronteiros (POIEF): pretende traduzir a possível contribuição para o início de um incêndio num edifício fronteiro devido à radiação através das aberturas que estão em confronto, decorrente da reduzida largura da rua que serve os edifícios. Foram consideradas duas situações distintas: se cumpre a LR em relação à distância entre edifícios fronteiros ou o caso de ser edifício isolado. • Edifícios Adjacentes (POIEA): pretende traduzir a possível contribuição dos edifícios para o início de um incêndio num outro devido à passagem do incêndio pela parede de empena, quando esta não tem qualificação de resistência ao fogo. • Procedimentos ou Planos de Prevenção (POIPPP): pretende traduzir a possível contribuição dos procedimentos e planos de prevenção no evitar do início do incêndio. • Atividade (POIATIV): pretende traduzir a importância do tipo de atividade desenvolvida no edifício para o início de um incêndio. FATORES PARCIAIS ASSOCIADOS AO FATOR GLOBAL CONSEQUÊNCIAS TOTAIS DE INCÊNDIO (CTI) 3.5.3.1. Introdução O fator global Consequências Totais de Incêndio (CTI) é constituído por sete fatores parciais, três associados ao cenário de incêndio, dois associados às vias horizontais de evacuação e outros dois associados às vias verticais de evacuação. Por sua vez, cada um desses fatores é constituído por vários descritores. Os descritores serão referenciados no parágrafo 3.7 do presente capítulo. Os fatores parciais são definidos separadamente para o cenário de incêndio, vias horizontais de evacuação e vias verticais de evacuação que servem o cenário de incêndio. 3.5.3.2. Consequências Parciais de Incêndio no Cenário de Incêndio (CPICI) • Potência (CPICIP): pretende quantificar a contribuição da potência calorífica libertada, no cenário de incêndio, para as consequências totais de incêndio; 33
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros • Fumo (CPICIF): pretende quantificar a contribuição do fumo produzido, no cenário de incêndio, para as consequências totais de incêndio; • Materiais de revestimento (CPICIMR): pretende quantificar a contribuição dos materiais de revestimento do cenário de incêndio, para as consequências totais de incêndio. Foram consideradas classes admitidas, distintas das correspondentes às classes mínimas constantes na atual legislação, em relação às quais é feita a avaliação dos materiais de revestimento existentes no cenário de incêndio. 3.5.3.3. Consequências Parciais de Incêndio na Via Horizontal de Evacuação (CPIVHE) • Fumo (CPIVHEF): pretende quantificar a contribuição do fumo presente, na via horizontal de evacuação, para as consequências totais de incêndio; • Materiais de revestimento (CPIVHEMR): pretende quantificar a contribuição dos materiais de revestimento da via horizontal de evacuação, para as consequências totais de incêndio. Foram consideradas classes admitidas, distintas das correspondentes às classes mínimas constantes na atual legislação, em relação às quais é feita a avaliação dos materiais de revestimento presentes na via horizontal de evacuação. 3.5.3.4. Consequências Parciais de Incêndio na Via Vertical de Evacuação (CPIVVE) • Fumo (CPIVVEF): pretende quantificar a contribuição do fumo presente, na via vertical de evacuação, para as consequências totais de incêndio; • Materiais de revestimento (CPIVVEMR): pretende quantificar a contribuição dos materiais de revestimento da via vertical de evacuação, para as consequências totais de incêndio. Foram consideradas classes admitidas, distintas das correspondentes às classes mínimas constantes na atual legislação, em relação às quais é feita a avaliação dos materiais de revestimento existentes na via vertical de evacuação. FATORES PARCIAIS ASSOCIADOS AO FATOR GLOBAL DESENVOLVIMENTO E PROPAGAÇÃO DE INCÊNDIO (DPI) O fator global Desenvolvimento e Propagação de Incêndio (DPI) é constituído por cinco fatores parciais a seguir descritos, [3]. Por sua vez, cada um desses fatores é constituído por vários descritores. Os descritores serão referenciados no parágrafo 3.8 do presente capítulo. • Resistência, Estanquidade e Isolamento REI do cenário de incêndio e das vias de evacuação (DPIREIC): pretende traduzir o nível de proteção do cenário de incêndio, das vias verticais e estrutura, do ponto de vista da resistência ao fogo REI. Foram considerados como fatores chave o REI da estrutura e da caixa de escada. • Estanquidade e Isolamento EI das paredes e portas do cenário de incêndio (DPIEI): pretende traduzir o nível de proteção do cenário de incêndio, paredes e portas, do ponto de vista da resistência ao fogo EI ou E. Foram considerados como fatores chave o EI ou E das paredes e portas do cenário de incêndio. 34
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros • Afastamento entre Vãos exteriores (DPIAV): pretende traduzir o nível de proteção através das condições exteriores, nomeadamente o afastamento entre vãos do mesmo edifício. Foram considerados como fator chave o afastamento superior ou inferior a 1,10 m entre vãos em pisos sucessivos. • Proteção das Paredes Exteriores (DPIPE): pretende traduzir o nível de proteção das paredes exteriores do ponto de vista da reação ao fogo. Foram considerados como fatores chave a reação ao fogo das paredes exteriores e o sistema de construção. • Organização e Gestão da Segurança (DPIOGS): pretende traduzir a possível contribuição dos planos de emergência no evitar de incidentes e prejuízos decorrentes do incêndio. Foram considerados como fatores chave a existência de planos de emergência, registos de segurança e formação. Os planos de prevenção foram considerados, anteriormente, no fator global POI. FATORES PARCIAIS ASSOCIADOS AO FATOR GLOBAL EFICÁCIA E SOCORRO NO COMBATE AO INCÊNDIO (ESCI) O fator global Eficácia e Socorro no Combate ao Incêndio (ESCI) é constituído por seis fatores parciais a seguir descritos, [3]. Por sua vez, cada um desses fatores é constituído por vários descritores. Os descritores serão referenciados no parágrafo 3.9. • Grau de Prontidão dos bombeiros (ESCIGP): pretende traduzir o tempo que medeia entre o início do incêndio e o começo das ações de combate e salvamento. Quanto mais tarde ocorrer a intervenção dos bombeiros maior será a dificuldade de extinção do incêndio. Este tempo depende de diversos fatores como a existência de deteção automática de incêndio, transmissão do alerta, tempo de deslocação dos bombeiros, necessidade de estender lanços de mangueira ou não, etc. Foram considerados como fatores chave a existência de deteção automática ou manual, a chegada ao local em menos de 10 minutos, entre 10 a 20 minutos e mais de 20 minutos. • Vias de Acesso ao Edifício (ESCIAE): as vias de acesso podem dificultar a atuação dos bombeiros. Nos descritores associados a este fator parcial consideram-se situações em que se combinam as características das vias com as características dos meios de intervenção dos bombeiros. Foram considerados como fatores chave o acesso às viaturas dos bombeiros, com ou sem constrangimento (posicionamento do carro) e a altura do edifício. • Hidrantes Exteriores (ESCIHE): a existência de água é fundamental para a eficácia do combate ao incêndio por parte dos bombeiros. Foram considerados como fator chave a existência de hidrantes exteriores, a fiabilidade destes e a distância entre o hidrante exterior e o edifício em estudo. • Extintores (ESCIEXT): os extintores podem representar nos instantes iniciais do incêndio um meio de extinção importante. Contudo, para que tal aconteça é necessário que sejam corretamente manuseados, nomeadamente, quando se trata de incêndios de líquidos. Para tal é necessária formação. Considera-se que, se não existe uma equipa de segurança, a sua utilização pode ser menos eficaz ou nem sequer ocorrer pelo que, se faz intervir a existência de OGS nos descritores. 35
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Quadro 3.7 - Valores de POIILGC Não se aplica Cumpre LR Não cumpre LR Armazenamento e local 0 1 1,1 Condições de Utilização 0 1 1,2 Armazenamento e local + condições de utilização 0 1 1,4 Da análise do Quadro 3.7, constata-se que o fator POIILGC pode assumir valores entre 1 e 1,4, tendo por base um critério de agravamento crescente deste, face ao acréscimo de condições perniciosas para o início do incêndio, como o incumprimento do armazenamento e local e das condições de utilização face ao disposto na legislação regulamentar. Da análise destes parâmetros resultam 5 situações possíveis de avaliação por parte do projetista, na análise do risco de incêndio do edifício. Quando estas instalações não existem, este fator não é considerado e assume o valor de 0. DESCRITORES ASSOCIADOS AO FATOR PARCIAL EDIFÍCIOS FRONTEIROS (POIEF) Este fator parcial pretende traduzir a possível contribuição dos edifícios já em chamas para o início de incêndio, num outro fronteiro, devido à radiação emitida através das aberturas que estão em confronto, decorrente da reduzida largura da rua. Os descritores considerados neste fator parcial são os seguintes: • Largura da rua superior ou inferior à exigida pela legislação em vigor; • Cumpre ou não as exigências relativas às paredes exteriores (paredes, caixilharia, proteção de vãos exteriores). Os valores do fator parcial POIEF são apresentados, no Quadro 3.8. Quadro 3.8 - Valores de POIEF Largura da rua que serve o edifício Elementos construtivos Não se aplica Cumpre LR Não cumpre LR Edifícios isolados 0 - - Distância entre edifícios > exigida pela LR - 1 1,05 Distância entre edifícios < exigida pela LR - 1,1 1,2 Distância inferior a 4 metros - 1,2 1,4 Da análise do Quadro 3.8, constata-se que o fator POIEF pode assumir valores entre 1 e 1,4, considerando-se maior o risco de incêndio nos casos em que a distância entre os edifícios é menor que a exigida pela legislação regulamentar em vigor e os seus elementos não cumprem as exigências regulamentares. Da análise destes parâmetros resultam 7 situações possíveis de avaliação por parte do projetista, na análise do risco de incêndio do edifício. No caso do edifício se encontrar isolado, este fator não é considerado e assume o valor de 0. 42
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros DESCRITORES ASSOCIADOS AO FATOR PARCIAL EDIFÍCIOS ADJACENTES (POIEA) Este fator parcial pretende traduzir a possível a contribuição de um edifício, para o início de incêndio num outro, devido à passagem do fogo pela parede de empena quando esta não tem a qualificação de resistência ao fogo. Os descritores considerados neste fator parcial são os seguintes: • Existência de parede de empena; • Parede de empena respeita ou não a regulamentação em vigor. Os valores do fator parcial POI𝑉𝑉𝐴𝐴 são apresentados, no Quadro 3.9. Quadro 3.9 – Valores de POIEA Não se aplica Cumpre LR Não cumpre LR Edifícios sem parede de empena comum 0 - - Edifícios com parede de empena comum - 1 1,1 Da análise do Quadro 3.9, constata-se que o fator POIEA apenas pode tomar os valores de 1 e 1,1. Se respeitar o regulamento em vigor assume o valor de 1, caso não verifique a resistência exigida regulamentarmente agrava-se em 10% o seu valor. Nos casos em que não existe parede de empena este fator não é considerado e assume o valor de 0. DESCRITORES ASSOCIADOS AO FATOR PARCIAL PROCEDIMENTOS OU PLANOS DE PREVENÇÃO (POIPPP) Os procedimentos e planos de prevenção pretendem promover a segurança dos ocupantes do edifício. Assim, este fator parcial pretende avaliar a contribuição dos procedimentos e planos de prevenção no evitar do início de incêndio. Os descritores considerados neste fator parcial são os seguintes: • Existência de procedimentos e planos de prevenção; • Cumprimento ou não da legislação em vigor. Os valores do fator parcial POI𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃 são apresentados, no Quadro 3.10. Quadro 3.10 – Valores de POIPPP Não se aplica Cumpre LR Não cumpre LR Existem PPP mas não é necessário 0 0,8 - Existem PPP 0 1 1,1 Não existem PPP 0 - 1,2 43
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros A existência de procedimentos e planos de prevenção pode ser exigida ou não pela legislação regulamentar, dependendo da UT e da categoria de risco do edifício. Da análise do Quadro 3.10, constata-se que o valor do fator parcial POIPPP pode variar entre 0,8 e 1,2, tendo por base um critério de agravamento crescente deste, face ao acréscimo de condições perniciosas para o início do incêndio, como a inexistência de procedimentos ou planos de prevenção, quando o regulamento o exige, ou o incumprimento destes face ao disposto na legislação regulamentar. Da análise destes parâmetros resultam 5 situações possíveis de avaliação por parte do projetista, na análise do risco de incêndio do edifício. Este fator assume o valor de 0,8 quando existem PPP, não sendo requerido pela legislação. Por sua vez, quando estes são exigidos regulamentarmente e não existem, o fator assume o valor de 1,2. Quando não existem PPP e a legislação não o exige, o fator não é considerado e assume o valor de 0. DESCRITORES ASSOCIADOS AO FATOR PARCIAL ATIVIDADE (POIATIV) Este fator parcial pretende traduzir a importância do tipo de atividade desenvolvida no edifício, para o início de incêndio. Os valores do fator parcial POI𝐴𝐴𝑉𝑉𝐶𝐶𝑉𝑉 são apresentados, no Quadro 3.11. Quadro 3.11 – Valores de POIATIV Atividade Valor de (POIATIV) Edifícios comuns Habitação 1 Restauração bares, cantinas 1,2 Escolas e creches jardins-de-infância 1 Hotéis, pensões, albergarias 1 Lares, hospitais, enfermarias, consultórios e clínicas 1 Administrativos 1 Da análise do Quadro 3.11, constata-se que o fator parcial POIATIV pode assumir os valores de 1 ou 1,2. De entre as atividades possíveis, aquela que se apresenta mais perigosa é a referente à restauração, devido à presença de óleos alimentares nas respetivas cozinhas e às potências acrescidas do equipamento necessário à laboração. CONCLUSÕES RELATIVAS AO FATOR GLOBAL POI Conforme exposto no parágrafo 3.6.1, o fator global Probabilidade de Ocorrência de Incêndio (POI) resulta da média aritmética dos onze fatores parciais apresentados anteriormente, sendo obtido através da equação 3.7. 44
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros 𝑃𝑃𝑃𝑃𝐹𝐹=𝑃𝑃𝑃𝑃𝐹𝐹𝐶𝐶𝐶𝐶 +𝑃𝑃𝑃𝑃𝐹𝐹𝐶𝐶𝑉𝑉𝑉𝑉 +𝑃𝑃𝑃𝑃𝐹𝐹𝐶𝐶𝐴𝐴 +𝑃𝑃𝑃𝑃𝐹𝐹𝐶𝐶𝐶𝐶𝐼𝐼𝑉𝑉𝐶𝐶𝐴𝐴+𝑃𝑃𝑃𝑃𝐹𝐹𝐶𝐶𝐶𝐶𝐼𝐼𝑉𝑉𝐸𝐸𝐴𝐴 +𝑃𝑃𝑃𝑃𝐹𝐹𝐶𝐶𝑉𝑉𝐶𝐶𝐴𝐴 +𝑃𝑃𝑃𝑃𝐹𝐹𝐶𝐶𝐿𝐿𝐼𝐼𝐶𝐶 +𝑃𝑃𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝐶𝐶 +𝑃𝑃𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝐴𝐴 +𝑃𝑃𝑃𝑃𝐹𝐹𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃+𝑃𝑃𝑃𝑃𝐹𝐹𝐴𝐴𝑉𝑉𝐶𝐶𝑉𝑉 11 (3.7) Em síntese, apresentam-se na Figura 3.4 todos os fatores parciais do POI, bem como, todos os valores que estes podem assumir. Fator Parcial Limites dos fatores parciais POICC - Caracterização da construção 1,00 1,05 1,10 1,15 1,20 1,25 1,30 1,35 1,40 1,45 1,50 POIIEE - Instalações de energia elétrica 1,00 1,10 1,20 1,30 1,40 1,50 1,60 1,80 POIIA - Instalações de aquecimento 0 1,00 1,05 1,10 1,20 1,25 1,35 1,40 1,60 1,80 POI ICONFA - Instalações de confeção de alimentos 0 1,00 1,05 1,10 1,20 1,30 1,40 1,60 POI ICONSA - Instalações de conservação de alimentos 0 1,00 1,10 POI IVCA - Instalações de ventilação e condicionamento de ar 0 1,00 1,10 1,20 1,30 POI ILGC - Instalações de líquidos e gases combustíveis 0 1,00 1,10 1,20 1,40 POIEF - Edifícios Fronteiros 0 1,00 1,05 1,10 1,20 1,40 POIEA - Edifícios Adjacentes 0 1,00 1,10 POI PPP - Procedimentos ou planos de prevenção 0 0,80 1,00 1,10 1,20 POIATIV - Atividade 1,00 1,20 Figura 3.4 - Fatores parciais do POI e respetivos valores limite Considerando a possibilidade de todos os fatores parciais serem aplicáveis ao edifício em análise, o fator global POI assume como valor mínimo 0,982 e como valor máximo 1,4. O valor de 1,00, destacado no Figura 3.4, representa o cumprimento regulamentar dos respetivos fatores parciais. 3.7. FATOR GLOBAL CONSEQUÊNCIAS TOTAIS DO INCÊNDIO (CTI) DESCRIÇÃO GERAL DO FATOR GLOBAL CONSEQUÊNCIAS TOTAIS DO INCÊNDIO (CTI) As consequências do incêndio resultam de uma relação entre o perigo potencial do incêndio e a exposição a esse perigo. O perigo potencial é quantificado em função dos produtos que se formam no decurso do incêndio, nomeadamente, a potência calorífica, o fumo e os gases libertados. A exposição depende, essencialmente, do tempo de evacuação dos locais. Estes dois conceitos, perigo e exposição, estão de tal forma interligados que a sua análise e respetivo cálculo são feitos em conjunto. Conforme mencionado no parágrafo 3.4.2, a atribuição de valores aos fatores parciais associados ao fator global CTI, assenta em critérios cujo objetivo primeiro é o da salvaguarda da vida humana e da manutenção de condições ambientais compatíveis com a evacuação do edifício. Com base nestes critérios, são estabelecidos tempos de referência. Da comparação destes com o tempo de evacuação dos locais, resultam os valores dos fatores parciais. Os fatores parciais do CTI são definidos separadamente para o cenário de incêndio, vias horizontais de evacuação e vias verticais de evacuação e dependem das seguintes características do edifício, seus equipamentos e sistemas de segurança: • Área do cenário de incêndio; • Efetivo do cenário de incêndio; 45
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros • Largura das saídas do cenário de incêndio; • Sistema de deteção automática no cenário de incêndio; • Sistema de extinção automática no cenário de incêndio; • Sistema de controlo de fumo no cenário de incêndio; • Sistema de controlo de fumo na via vertical de evacuação; • Classificação da reação ao fogo dos materiais de revestimento do cenário de incêndio; • Classificação da reação ao fogo dos materiais de revestimento da via horizontal de evacuação; • Classificação da reação ao fogo dos materiais de revestimento da via vertical de evacuação; • Comprimento da via horizontal de evacuação; • Largura da via horizontal de evacuação; • Largura da via vertical de evacuação; • Distância a percorrer na via vertical de evacuação, traduzida através da posição do cenário de incêndio no edifício (número de pisos acima e número de pisos abaixo); • Sinalização de emergência no cenário de incêndio, na via horizontal de evacuação e na via vertical de evacuação; • Iluminação de emergência no cenário de incêndio, na via horizontal de evacuação e na via vertical de evacuação; • Exercícios e simulacros realizados pelos ocupantes do edifício. Assim, o fator global CTI é obtido através da equação 3.4. 𝐶𝐶𝑇𝑇𝐹𝐹=𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝐶𝐶𝐶𝐶 +𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 +𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 3 (3.4) Em que: • CPICI – Consequências Parciais de Incêndio associadas ao Cenário de Incêndio; • CPIVHE – Consequências Parciais de Incêndio associadas às Vias Horizontais de Evacuação; • CPIVVE – Consequências Parciais de Incêndio associadas às Vias Verticais de Evacuação. Nos subcapítulos subsequentes são apresentados e comentados cada um destes fatores parciais. Em síntese, apresenta-se na Figura 3.5 um esquema elucidativo das consequências parciais de incêndio resultantes de cada um dos seguintes locais: cenário de incêndio, vias horizontais de evacuação e vias verticais de evacuação. 46
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Figura 3.5 – Consequências parciais de incêndio no cenário de incêndio e nas vias horizontais e verticais de evacuação Um dos objetivos desta dissertação é propor um método de avaliação de risco de incêndio que possa vir a ser efetivamente utilizado no futuro e não um método cujos fundamentos sejam demasiado teóricos ao ponto de comprometer a sua aplicação a casos correntes. Por conseguinte, realizaram-se centenas de milhares de simulações, com valores verosímeis e compatíveis com o edificado urbano passível de ser reabilitado, tentando dar resposta à maior parte dos casos existentes. A realização das simulações só foi possível com recurso ao software informático Microsoft Excel, encontrando-se, em anexo, as respetivas folhas de cálculo. A totalidade das folhas de cálculo é constituída por 437.390 linhas, correspondentes ao número de simulações efetuadas. Para tal foi necessário estabelecer valores característicos para os seguintes parâmetros: área do cenário de incêndio, efetivo, comprimento da VHE e número de pisos acima e abaixo do cenário de incêndio. Todos os anexos estão disponíveis num CD anexo à dissertação. FATOR PARCIAL CONSEQUÊNCIAS DE INCÊNDIO ASSOCIADAS AO CENÁRIO DE INCÊNDIO (CPICI) 3.7.2.1. Descrição geral do fator parcial consequências de incêndio associadas ao cenário de incêndio (CPICI) O fator parcial CPICI, obtido através da equação 3.8, pretende traduzir a contribuição da potência libertada, do fumo produzido e dos materiais de revestimento do cenário de incêndio, para as consequências totais do incêndio. 𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝐶𝐶𝐶𝐶 =𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝐶𝐶𝐶𝐶𝑃𝑃 +𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶 +𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝐶𝐶𝐶𝐶𝐴𝐴𝑅𝑅 3 (3.8) Em que: • CPICIP – Consequências Parciais de Incêndio associadas à potência calorífica libertada no CI; • CPICIF – Consequências Parciais de Incêndio associadas ao fumo produzido no CI; • CPICIMR – Consequências Parciais de Incêndio associadas à reação ao fogo dos materiais de revestimento no CI. Cenário de incêndio (CI) Vias Horizontais de Evacuação (VHE) Vias Verticais de Evacuação (VVE) Perigo Exposição Perigo Exposição Perigo Exposição Potência Fumo Materiais de revestimento Fumo Materiais de revestimento Fumo Materiais de revestimento Tempo de evacuação Tempo de evacuação Tempo de evacuação 47
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros 3.7.2.2. Descritores associados ao fator parcial consequências de incêndio associadas ao cenário de incêndio (CPICI) Os descritores considerados neste fator parcial são os seguintes: • Área do cenário de incêndio: de acordo com as utilizações-tipo correspondentes ao âmbito desta dissertação, foram estabelecidos valores de áreas dos cenários de incêndio, verosímeis e compatíveis com o edificado urbano passível de ser reabilitado, Quadro 3.12; • Efetivo do cenário de incêndio: de acordo com as utilizações-tipo correspondentes ao âmbito desta dissertação, foram estabelecidos valores de efetivo, verosímeis e compatíveis com as áreas admitidas, Quadro 3.12; Quadro 3.12 – Valores admitidos para as áreas do CI e respetivo efetivo Área do compartimento (m2) 9 16 25 36 50 64 75 100 125 150 175 200 Escalões de efetivo 1-3 1-3 1-3 1-3 1-3 1-3 1-3 1-3 1-3 1-3 1-3 1-3 4-6 4-6 4-6 4-6 4-6 4-6 4-6 4-6 4-6 4-6 4-6 4-6 - 7-10 7-10 7-10 7-10 7-10 7-10 7-10 7-10 7-10 7-10 7-10 - - 11-15 11-15 11-15 11-15 11-15 11-15 11-15 11-15 11-15 11-15 - - 16-20 16-20 16-20 16-20 16-20 16-20 16-20 16-20 16-20 16-20 - - 21-30 21-30 21-30 21-30 21-30 21-30 21-30 21-30 21-30 21-30 - - 31-50 31-50 31-50 31-50 31-50 31-50 31-50 31-50 31-50 31-50 - - - 51-75 51-75 51-75 51-75 51-75 51-75 51-75 51-75 51-75 - - - - 76-100 76-100 76-100 76-100 76-100 76-100 76-100 76-100 - - - - - 101-125 101-125 101-125 101-125 101-125 101-125 101-125 - - - - - - 126-150 126-150 126-150 126-150 126-150 126-150 - - - - - - 151-175 151-175 151-175 151-175 151-175 151-175 - - - - - - 176-200 176-200 176-200 176-200 176-200 176-200 • Largura das saídas do cenário de incêndio: a largura das saídas do cenário de incêndio é estabelecida com base no respetivo efetivo, de acordo com o artigo 56º da Portaria nº 1532/2008. • Sistema de deteção automática no cenário de incêndio (SADI): este descritor traduz a existência ou não de sistema de deteção automática no cenário de incêndio. Em caso de existência, este pode ser termo-velocimétrico ou ótico. A cada um deles está associado o respetivo tempo de deteção: 150 segundos no caso de inexistência deste tipo de sistema, 100 segundos para o detetor termo-velocimétrico e 50 segundos para o detetor ótico. Estes valores serão apresentados e justificados no parágrafo 3.7.2.6. 48
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros • Sistema de extinção automática no cenário de incêndio (SEA): este descritor traduz a existência ou não de sistema de extinção automática no cenário de incêndio. O objetivo da atuação dos sprinklers não passa por extinguir o incêndio mas sim proceder ao seu controlo, reduzindo a potência calorífica libertada. A sua forma de atuação será apresentada e explicada no parágrafo 3.7.2.3. • Sistema de controlo de fumo no cenário de incêndio: este descritor traduz a existência ou não de sistema de controlo de fumo no cenário de incêndio. No método proposto, são consideradas duas hipóteses: existência de sistema ativo de controlo de fumo ou inexistência deste. Não é considerada a possibilidade de existência de meios passivos de controlo de fumo. A sua forma de atuação será apresentada e explicada no parágrafo 3.7.2.9. • Classificação da reação ao fogo dos materiais de revestimento do cenário de incêndio: pretende quantificar a contribuição dos materiais de revestimento do cenário de incêndio, para as consequências totais de incêndio. Foram consideradas classes admitidas, em relação às quais é feita a avaliação dos materiais existentes no cenário de incêndio. Este descritor será apresentado e justificado no parágrafo 3.7.2.13. • Sinalização e iluminação de emergência no cenário de incêndio: este descritor traduz a existência ou não de sinalização e iluminação de emergência no cenário de incêndio. A sua existência traduz-se no valor da velocidade com que a evacuação dos locais é realizada e, consequentemente, no tempo de evacuação. Este descritor será apresentado e justificado no parágrafo 3.7.2.6. • Exercícios e simulacros realizados pelos ocupantes do edifício: este descritor traduz a realização de exercícios de evacuação por parte dos ocupantes do edifício. A sua realização traduz-se no valor da velocidade com que a evacuação dos locais é realizada e, consequentemente, no tempo de evacuação. Este descritor será apresentado e justificado no parágrafo 3.7.2.6. 3.7.2.3. Potência calorífica libertada no cenário de incêndio O desenvolvimento do incêndio, no compartimento onde teve origem, depende de vários fatores. A formulação adotada, no método MARIEE, tem por base a NFPA 92 [45], a NP EN 1991-1-2 [43] e o SFPE Handbook [46], com algumas simplificações. Segundo a NP EN 1991-1-2, a evolução da potência calorífica libertada durante o incêndio é dada pela curva de crescimento parabólico definida pela equação 3.9: 𝑄𝑄=106×�𝑡𝑡 𝑡𝑡𝛼𝛼�2 (3.9) Em que: • Q – Potência calorífica libertada (W); • t – Tempo ao fim do qual é atingida a potência calorífica (s); • tα – Tempo necessário para se atingir uma potência calorífica de 1 MW (s). 49
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Ainda de acordo com a NP EN 1991-1-2, apresenta-se no Quadro 3.13, a correspondência das curvas características com as respetivas utilizações-tipo (UT). Consta ainda do Quadro 3.13, o valor de tα para cada uma das curvas, bem como, a taxa máxima de libertação de calor produzida por 1 m2 de área de compartimento. Quadro 3.13 – Taxa de crescimento de incêndio para diferentes tipos de ocupação de acordo com a NP EN 1991-1-2, [43] Utilizações-Tipo Taxa de crescimento de incêndio tα (s) RHRf (kW/m2) Habitação Média 300 250 Hospitalar Média 300 250 Hotel Média 300 250 Biblioteca Rápida 150 500 Escritório Média 300 250 Escola Média 300 250 Comércio Rápida 150 250 Teatro Rápida 150 500 Transporte Lenta 600 250 Na Figura 3.6, representam-se as curvas características de crescimento da potência calorífica libertada, lenta, média e rápida, respetivamente correspondentes aos valores de tα de 600, 300 e 150 s. Figura 3.6 – Curvas características de crescimento da potência calorífica libertada de acordo com a NP EN 19911-2, [43]. 0,00 20.000.000,00 40.000.000,00 60.000.000,00 80.000.000,00 100.000.000,00 120.000.000,00 140.000.000,00 160.000.000,00 180.000.000,00 200.000.000,00 1 92 183 274 365 456 547 638 729 820 911 1002 1093 1184 1275 1366 1457 1548 1639 1730 1821 1912 Potência calorífica libertada (W) Tempo (s) Curvas características de crescimento da potência calorífica libertada Rápida Média Lenta 50
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Conforme exposto no parágrafo 3.3, é alvo de estudo da presente dissertação apenas a curva média, correspondente ao valor do tα de 300 segundos e às UT I (Habitação), UT III (Administrativos), UT IV (Escolares), UT V (Hospitalares e lares de idosos) e UT VII (Hoteleiros e restauração). Porém, quando o cenário de incêndio se encontra equipado com um sistema automático de extinção, a evolução da potência calorífica libertada será menor e é traduzida pela equação 3.10, [47]. 𝑄𝑄=𝑄𝑄𝑎𝑎𝑎𝑎 ×𝑃𝑃0.0023×𝑎𝑎 (3.10) Em que: • Q – Potência calorífica libertada (kW); • Qat – Potência libertada no instante de início de atuação dos sprinklers (kW); • t – Tempo após o início de atuação dos sprinklers (s). Os sistemas automáticos de extinção de incêndio considerados neste método limitam-se exclusivamente aos que usam a água como agente exterior. O objetivo da atuação dos sprinklers não passa por extinguir o incêndio mas sim proceder ao seu controlo, reduzindo a potência calorífica libertada. Os sprinklers iniciam a sua atuação para temperaturas na ordem dos 70 ºC. A esta temperatura, a ampola parte e inicia-se a descarga de água. Através do conhecimento da evolução da temperatura no cenário de incêndio, que será apresentada e explicada no parágrafo 3.7.2.8, verifica-se que o início de atuação dos sprinklers se dá 125 segundos após o início de incêndio. Assim, a potência calorífica libertada no instante de início de atuação dos sprinklers (Qat) é obtida através da equação 3.9, para t = 125s. 3.7.2.4. Definição do limite de exposição humana à potência calorífica libertada no cenário de incêndio Segundo Babrauskas [46], o limite máximo de radiação a que o ser humano pode estar sujeito é de 2,5 kW/m2. A radiação produzida por um incêndio sobre um determinado objeto pode ser avaliada através da equação 3.11, [46]. 𝑞𝑞=𝑥𝑥 × 𝑄𝑄 4 × 𝜋𝜋 × 𝑑𝑑2 (3.11) Em que: • q – Radiação total libertada (kW/m2); • 𝑥𝑥 – Eficácia da radiação (30%); • Q – Potência calorífica libertada (kW); • d – Distância ao alvo (m). 51
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Figura 3.9 - Excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo das várias velocidades, tempos de percurso e tempos de atravessamento correspondentes a cada área e respetivo efetivo 3.7.2.7. Definição dos valores atribuídos ao fator parcial CPICIP Conforme mencionado no parágrafo 3.7.1, o valor do fator parcial CPICIP resulta da comparação do tempo de referência com o tempo de evacuação dos locais. Este contempla, assim, o perigo e a exposição relativos à potência calorífica produzida, no cenário de incêndio. Através do quociente entre o tempo limite de exposição à potencia calorífica e o tempo de evacuação, é estabelecida uma correspondência para atribuição do respetivo valor do fator CPICIP, Quadro 3.15. Quadro 3.15 – Valores do fator CPICIP tlimite/tpercurso Fator ]0-0,5] 1,3 ]0,5-1] 1,2 ]1-2] 1,1 ]2-3] 1,0 ]3-4] 0,95 ]4-6] 0,90 ]6-9] 0,85 >9 0,80 AP (m2) L (m) Efetivo Efetivo máximo Da VHN (m/s) VHE (m/s) VHL (m/s) VHML (m/s) TAV N(s) TAV E(s) TAV L(s) TAV ML(s) tp N (s) tp E(s) tp L(s) tp ML(s) 1 - 3 30,042 0,81 1,20 0,41 0,08 4,11 2,78 8,22 41,08 7,39 5,01 14,79 73,94 4 - 6 60,083 0,70 1,02 0,35 0,07 9,58 6,56 19,17 95,83 8,62 5,91 17,25 86,25 1 - 3 30,023 0,87 1,29 0,43 0,09 3,84 2,59 7,67 38,35 9,20 6,21 18,41 92,05 4 - 6 60,047 0,80 1,17 0,40 0,08 8,38 5,69 16,75 83,77 10,05 6,82 20,11 100,53 7 - 10 10 0,078 0,71 1,04 0,35 0,07 15,67 10,72 31,34 156,72 11,28 7,72 22,57 112,84 1 - 3 30,015 0,90 1,33 0,45 0,09 3,71 2,50 7,43 37,15 11,14 7,51 22,29 111,44 4 - 6 60,030 0,85 1,25 0,42 0,08 7,86 5,32 15,73 78,63 11,79 7,97 23,59 117,94 7 - 10 10 0,050 0,79 1,16 0,39 0,08 14,13 9,60 28,25 141,26 12,71 8,64 25,43 127,14 11 - 15 15 0,075 0,72 1,05 0,36 0,07 23,24 15,89 46,48 232,41 13,94 9,53 27,89 139,45 16 - 20 20 0,100 0,66 0,95 0,33 0,07 33,92 23,33 67,83 339,16 15,26 10,50 30,52 152,62 21 - 30 30 0,150 0,55 0,79 0,28 0,06 60,37 42,04 120,73 603,67 18,11 12,61 36,22 181,10 31 - 50 50 0,250 0,42 0,58 0,21 0,04 133,17 95,12 266,33 1331,67 23,97 17,12 47,94 239,70 1 - 3 30,010 0,91 1,36 0,46 0,09 3,65 2,46 7,30 36,51 13,14 8,84 26,28 131,42 4 - 6 60,021 0,88 1,30 0,44 0,09 7,60 5,12 15,19 75,95 13,67 9,22 27,34 136,71 7 - 10 10 0,035 0,83 1,23 0,42 0,08 13,34 9,03 26,68 133,40 14,41 9,75 28,81 144,07 11 - 15 15 0,052 0,78 1,15 0,39 0,08 21,35 14,51 42,71 213,55 15,38 10,45 30,75 153,75 16 - 20 20 0,069 0,73 1,07 0,37 0,07 30,36 20,73 60,73 303,63 16,40 11,19 32,79 163,96 21 - 30 30 0,104 0,65 0,94 0,32 0,06 51,63 35,55 103,26 516,31 18,59 12,80 37,17 185,87 31 - 50 50 0,174 0,51 0,73 0,26 0,05 108,43 75,96 216,87 1084,34 23,42 16,41 46,84 234,22 51 - 75 75 0,260 0,41 0,57 0,20 0,04 131,37 94,09 262,73 1313,67 29,43 21,08 58,85 294,26 9 6 16 8 25 10 36 12 UP =1 -> efetivo até 50; UP=2-> efetivo até 100; UP=3 -> efetivo até 200 CI 58
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros A título de exemplo, a Figura 3.10, apresenta um excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo do CPICIP, quando o cenário de incêndio não tem SADI nem sistema automático de extinção. Figura 3.10 – Excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo do CPICIP, quando o cenário de incêndio não tem SADI nem sistema automático de extinção. Esta folha de cálculo, bem como as restantes, podem ser consultadas a partir do ficheiro do Microsoft Excel, que se encontra no CD em anexo. Da análise das folhas de cálculo do CPICIP, e conforme expectável, os cenários de incêndio com sistema de extinção automática apresentam valores mais baixos deste fator, quando comparados com os casos em que não existe SEA. Estes sistemas permitem controlar o incêndio através da redução da potência calorífica libertada, aumentando assim o tempo limite de exposição e, por conseguinte reduzindo o valor do CPICIP. De igual forma, a existência de sistemas de deteção automática de incêndio, reduz consideravelmente o tempo de evacuação e, consequentemente, o valor do fator CPICIP. Contribuem, igualmente, para uma redução significativa do tempo de evacuação, a sinalização e iluminação de emergência. Em caso de inexistência destes dispositivos, a velocidade de evacuação assume um valor muito baixo agravando, por conseguinte, o tempo de evacuação. Assim, numa operação de reabilitação, a implementação destes dispositivos deve constituir um objetivo primordial. 3.7.2.8. Produção de fumo no cenário de incêndio A partir do conhecimento da potência calorífica libertada no decorrer do incêndio é possível estimar o caudal mássico de fumo produzido. No método MARIEE, a metodologia adotada para o cálculo da produção de fumo consta da NFPA 92, [45]. O caudal mássico de fumo é, assim, obtido através da equação 3.24, [45]. 𝑚𝑚=�𝑍𝑍5 3× 0,071𝑄𝑄𝑐𝑐1 3�+ 0,0018𝑄𝑄𝑐𝑐 (3.24) AP (m2) d (m) Q limite (KW) t limite (s) Efetivo Efetivo máximo t percurso (s) t deteção (s) t atravessamento (s) tp + td + tat (s) t limite/tp+td+tat Fator 91,50 236 146 1 - 3 35,01 150 2,78 158 0,92 1,2 91,50 236 146 4 - 6 65,91 150 6,56 162 0,90 1,2 16 2,00 419 194 1 - 3 36,21 150 2,59 159 1,22 1,1 16 2,00 419 194 4 - 6 66,82 150 5,69 163 1,19 1,1 16 2,00 419 194 7 - 10 10 7,72 150 10,72 168 1,15 1,1 25 2,50 654 243 1 - 3 37,51 150 2,50 160 1,52 1,1 25 2,50 654 243 4 - 6 67,97 150 5,32 163 1,49 1,1 25 2,50 654 243 7 - 10 10 8,64 150 9,60 168 1,44 1,1 25 2,50 654 243 11 - 15 15 9,53 150 15,89 175 1,38 1,1 25 2,50 654 243 16 - 20 20 10,50 150 23,33 184 1,32 1,1 25 2,50 654 243 21 - 30 30 12,61 150 42,04 205 1,19 1,1 25 2,50 654 243 31 - 50 50 17,12 150 95,12 262 0,93 1,2 36 3,00 942 291 1 - 3 38,84 150 2,46 161 1,81 1,1 36 3,00 942 291 4 - 6 69,22 150 5,12 164 1,77 1,1 36 3,00 942 291 7 - 10 10 9,75 150 9,03 169 1,73 1,1 36 3,00 942 291 11 - 15 15 10,45 150 14,51 175 1,66 1,1 36 3,00 942 291 16 - 20 20 11,19 150 20,73 182 1,60 1,1 36 3,00 942 291 21 - 30 30 12,80 150 35,55 198 1,47 1,1 36 3,00 942 291 31 - 50 50 16,41 150 75,96 242 1,20 1,1 36 3,00 942 291 51 - 75 75 21,08 150 94,09 265 1,10 1,1 59
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Em que: • m – Caudal mássico de fumo produzido (kg/s); • Qc – Potência calorífica convectada (70% da potência calorífica total libertada); • Z – Distância acima da base da fonte de calor a que se encontra a interface entre a camada quente e a fria (m). Considera-se que a potência convectada é 70% da potência calorífica total libertada. A partir do caudal mássico de fumo produzido é possível conhecer, em cada instante, a temperatura a que se encontra a camada de fumo. Esta pode ser calculada através da equação 3.25: 𝑇𝑇=𝑇𝑇0+𝑄𝑄𝑐𝑐 𝑚𝑚×𝐶𝐶𝑝𝑝 (3.25) Em que: • T – Temperatura da camada de fumo (ºC); • T0 – Temperatura ambiente (ºC); • Qc – Potência calorífica convectada (kW); • m – Caudal mássico de fumo produzido (kg/s); • Cp – Calor específico dos gases libertados (1,0 kJ/kgºC). Sabendo que a massa volúmica do fumo varia consoante a temperatura, em cada instante, esta é obtida através da equação 3.26: 𝜌𝜌𝑙𝑙=𝑃𝑃𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎 𝑅𝑅×𝑇𝑇 (3.26) Em que: • 𝜌𝜌𝑙𝑙 – Massa volúmica do fumo (kg/m3); • Patm – Pressão atmosférica (Pa); • R – Constate do gás (287); • T – Temperatura da camada de fumo (K). Conhecido o caudal mássico de fumo e a respetiva massa volúmica, é possível determinar o caudal volúmico, através da equação 3.27. 𝑉𝑉=𝑚𝑚 𝜌𝜌𝑙𝑙 (3.27) 60
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Em que: • V – Caudal volúmico de fumo (m3/s); • m – Caudal mássico de fumo produzido (kg/s); • 𝜌𝜌𝑙𝑙 – Massa volúmica do fumo produzido (kg/m3). O volume de fumo produzido, no decorrer do incêndio, é obtido através do cálculo do integral do caudal volúmico de fumo ao longo do tempo, equação 3.28. 𝑉𝑉𝑙𝑙=�𝑉𝑉 𝑑𝑑𝑡𝑡 (3.28) Em que: • Vf – Volume de fumo de produzido (m3); • V – Caudal volúmico de fumo produzido (m3/s). A título de exemplo, a Figura 3.11, apresenta um excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo do volume de fumo produzido durante o incêndio. Figura 3.11 - Excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo do volume de fumo produzido durante o incêndio 3.7.2.9. Sistema de controlo de fumo no cenário de incêndio Este descritor traduz a existência ou não de sistema de controlo de fumo no cenário de incêndio. A sua existência reflete-se na melhoria das condições ambientais do local e retarda a passagem de fumo do cenário de incêndio para as vias de evacuação. t(s) m (kg)/s T (ºC) T (K) d (kg/m3) V (m3/s) V(m3) 10,088 23,1 296,1 1,192 0,074 0,796 20,139 23,2 296,2 1,192 0,117 1,600 30,183 23,4 296,4 1,191 0,153 2,413 40,221 23,6 296,6 1,190 0,186 3,234 50,257 23,8 296,8 1,190 0,216 4,064 60,290 24,0 297,0 1,189 0,244 4,902 70,322 24,2 297,2 1,188 0,271 5,750 80,352 24,4 297,4 1,187 0,297 6,606 90,381 24,7 297,7 1,186 0,321 7,471 10 0,409 24,9 297,9 1,185 0,345 8,345 11 0,436 25,2 298,2 1,184 0,368 9,228 12 0,462 25,4 298,4 1,183 0,391 10,120 13 0,488 25,7 298,7 1,182 0,413 11,021 14 0,513 26,0 299,0 1,181 0,434 11,932 15 0,537 26,3 299,3 1,180 0,455 12,851 16 0,561 26,5 299,5 1,179 0,476 13,780 17 0,584 26,8 299,8 1,177 0,496 14,718 18 0,607 27,1 300,1 1,176 0,516 15,666 19 0,630 27,5 300,5 1,175 0,536 16,623 20 0,652 27,8 300,8 1,174 0,556 17,590 61
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros No método MARIEE, são consideradas duas hipóteses: existência de sistema ativo de controlo de fumo ou inexistência deste. Não é considerada a possibilidade de existência de meios passivos de controlo de fumo, uma vez, que se considera improvável a abertura de janelas por parte dos ocupantes ou equipas de segurança no decurso do incêndio. Ao não ser considerada essa possibilidade, o método encontra-se do lado da segurança. Relativamente aos sistemas de desenfumagem ativa, e de acordo com o artigo 154º da Portaria 1532/2008, o método proposto considera os seguintes caudais de extração de fumo: • 1,5 m3/s para áreas do cenário de incêndio iguais ou inferiores a 100 m2; • 2 m3/s para áreas do cenário de incêndio superiores a 100 m2. Assim, nos casos em que o cenário de incêndio possui meios ativos de controlo de fumo, a evolução do volume de fumo acumulado é dada pelo integral da subtração entre o volume de fumo produzido e o volume de fumo extraído, equação 3.29. 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐 𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒 𝐶𝐶𝐶𝐶 =�𝑉𝑉−𝑉𝑉𝑙𝑙𝑒𝑒𝑎𝑎 𝐶𝐶𝐶𝐶 𝑑𝑑𝑡𝑡 (3.29) Em que: • 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐 𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒 𝐶𝐶𝐶𝐶 – Volume de fumo acumulado no cenário de incêndio com sistema de desenfumagem ativa (m3); • V – Caudal volúmico de fumo produzido (m3/s); • Vext CI – Caudal volúmico de fumo extraído (m3/s). O cálculo do volume de fumo acumulado, através da equação 3.29, só é aplicado a partir do instante em que se verifica um caudal volúmico de fumo produzido superior ao caudal volúmico de fumo extraído. Enquanto tal condição não se verificar, considera-se que todo o volume fumo produzido está a ser extraído. A título de exemplo, apresenta-se na Figura 3.12, um excerto da folha de cálculo utilizada para o cálculo do volume de fumo acumulado no cenário de incêndio, com sistema ativo de controlo de fumo. O caudal volúmico de extração considerado neste exemplo é de 1,5 m3/s. 62
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Figura 3.12 - Excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo do volume de fumo acumulado no cenário de incêndio, com sistema ativo de controlo de fumo Da análise da Figura 3.12, constata-se que os valores da oitava coluna, referente à subtração entre o caudal volúmico de fumo produzido e extraído, são negativos. Tal deve-se ao facto de nos instantes iniciais do incêndio, o caudal volúmico de produção de fumo ser inferior ao de extração. Por conseguinte, o respetivo volume de fumo acumulado no cenário de incêndio, nona coluna, é igual a 0 m3. 3.7.2.10. Definição do volume limite de fumo no cenário de incêndio Definida a produção de fumo no cenário de incêndio, é necessário estabelecer um critério para a definição de um limite de volume de fumo acumulado. Esse limite deve ser compatível com a presença humana e garantir condições ambientais que permitam a realização da evacuação do cenário de incêndio. Assim, no método MARIEE, o critério adotado é o da manutenção de uma camada livre de fumo de dois metros, Figura 3.13. Figura 3.13 – Camada livre de fumo de dois metros t(s) m (kg)/s T (ºC) T (K) d (kg/m3) V (m3/s) V(m3) V c/exaustão (m3/s) V c/exaustao (m3) 10,088 23,1 296,1 1,192 0,074 0,796 -1,426 0 20,139 23,2 296,2 1,192 0,117 1,600 -1,383 0 30,183 23,4 296,4 1,191 0,153 2,413 -1,347 0 40,221 23,6 296,6 1,190 0,186 3,234 -1,314 0 50,257 23,8 296,8 1,190 0,216 4,064 -1,284 0 60,290 24,0 297,0 1,189 0,244 4,902 -1,256 0 70,322 24,2 297,2 1,188 0,271 5,750 -1,229 0 80,352 24,4 297,4 1,187 0,297 6,606 -1,203 0 90,381 24,7 297,7 1,186 0,321 7,471 -1,179 0 10 0,409 24,9 297,9 1,185 0,345 8,345 -1,155 0 11 0,436 25,2 298,2 1,184 0,368 9,228 -1,132 0 12 0,462 25,4 298,4 1,183 0,391 10,120 -1,109 0 13 0,488 25,7 298,7 1,182 0,413 11,021 -1,087 0 14 0,513 26,0 299,0 1,181 0,434 11,932 -1,066 0 15 0,537 26,3 299,3 1,180 0,455 12,851 -1,045 0 16 0,561 26,5 299,5 1,179 0,476 13,780 -1,024 0 17 0,584 26,8 299,8 1,177 0,496 14,718 -1,004 0 18 0,607 27,1 300,1 1,176 0,516 15,666 -0,984 0 19 0,630 27,5 300,5 1,175 0,536 16,623 -0,964 0 20 0,652 27,8 300,8 1,174 0,556 17,590 -0,944 0 63
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Deste resulta que o volume limite de fumo acumulado no cenário de incêndio seja definido pela equação 3.30. 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑙𝑙𝑝𝑝𝑎𝑎𝑝𝑝𝑎𝑎𝑙𝑙𝐶𝐶𝐶𝐶 =𝐴𝐴𝐶𝐶𝐶𝐶 ×(𝑍𝑍−2) (3.30) Em que: • VflimiteCI – Volume limite de fumo acumulado no cenário de incêndio (m3); • ACI – Área do cenário de incêndio (m2); • Z – Pé direito livre do cenário de incêndio (m). Nas simulações realizadas para o cálculo do volume limite de fumo foi considerado um pé direito livre (Z) igual a 3 metros. 3.7.2.11. Definição do tempo associado à produção do volume limite de fumo no cenário de incêndio O tempo limite corresponde ao instante em que é acumulado, no cenário de incêndio, o volume limite de fumo definido no parágrafo 3.7.2.10. Este tempo é calculado igualando a equação 3.28 ou 3.29, consoante haja ou não sistema de desenfumagem ativa, com a equação 3.30. Nas simulações realizadas, este fator é calculado com recurso à função ‘PROC’ do software informático Microsoft Excel. Esta função permite procurar um valor num intervalo de uma linha ou de uma coluna e devolver um valor a partir da mesma posição, num segundo intervalo de uma linha ou de uma coluna. Assim, o valor do volume limite de fumo, para cada uma das áreas e respetivo efetivo, é procurado na sétima ou oitava coluna (dependendo da existência de sistema de controlo de fumo) da tabela representada na Figura 3.12 e é devolvido o respetivo valor do tempo (primeira coluna da tabela representada na Figura 3.12). O valor do tempo limite aparece calculado na terceira coluna da tabela representada na Figura 3.14, referente a um excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo do CPICIF. 3.7.2.12. Definição dos valores atribuídos ao fator parcial CPICIF Conforme exposto anteriormente, o valor do fator parcial CPICIF resulta da comparação do tempo de referência com o tempo de evacuação dos locais. Este contempla, assim, o perigo e a exposição relativos à produção de fumo no cenário de incêndio. Através do quociente entre o tempo limite de volume de fumo e o tempo de evacuação, é estabelecida uma correspondência para atribuição do respetivo valor do fator CPICIF, Quadro 3.16. 64
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Quadro 3.16 - Valores do fator CPICIF tlimite/tpercurso Fator ]0-0,5] 1,6 ]0,5-0,75] 1,4 ]0,75-1] 1,2 ]1-1,25] 1,15 ]1,25-1,5] 1,10 ]1,5-2] 1,05 ]2-3] 1,0 ]3-4] 0,90 Na atribuição de valores a este fator é tido em consideração que a exposição ao fumo é mais gravosa do que a exposição à potência calorífica, devido à toxicidade dos gases presentes no fumo. Segundo um estudo estatístico de 2007, realizado no Reino Unido, as causas de morte em incêndios urbanos devemse em 44% dos casos exclusivamente à inalação de gases, 26% a queimaduras e inalação de gases e 20% devido apenas a queimaduras, [50]. Da análise do Quadro 3.16, constata-se que o CPICIF assume como valor máximo 1,6 enquanto o CPICIP assume como valor máximo 1,3, Quadro 3.15. A título de exemplo, a Figura 3.14, apresenta um excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo do CPICIF, quando o cenário de incêndio tem detetor ótico e sistema ativo de controlo de fumo. Figura 3.14 - Excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo do CPICIF, quando o cenário de incêndio tem detetor ótico e sistema ativo de controlo de fumo AP (m2) V fumo limite (m3) t limite (s) Efetivo Efectivo máximo t percurso (s) t deteção (s) tp+td (s) t atravessamento (s) tp + td + tat (s) t limite/tp+td Fator 9 9 96 1 - 3 35,01 50 55 2,78 58 1,66 1,05 9 9 96 4 - 6 65,91 50 56 6,56 62 1,54 1,05 16 16 107 1 - 3 36,21 50 56 2,59 59 1,82 1,05 16 16 107 4 - 6 66,82 50 57 5,69 63 1,71 1,05 16 16 107 7 - 10 10 7,72 50 58 10,72 68 1,56 1,05 25 25 118 1 - 3 37,51 50 58 2,50 60 1,97 1,05 25 25 118 4 - 6 67,97 50 58 5,32 63 1,86 1,05 25 25 118 7 - 10 10 8,64 50 59 9,60 68 1,73 1,05 25 25 118 11 - 15 15 9,53 50 60 15,89 75 1,56 1,05 25 25 118 16 - 20 20 10,50 50 60 23,33 84 1,41 1,1 25 25 118 21 - 30 30 12,61 50 63 42,04 105 1,13 1,15 25 25 118 31 - 50 50 17,12 50 67 95,12 162 0,73 1,4 36 36 130 1 - 3 38,84 50 59 2,46 61 2,12 1 36 36 130 4 - 6 69,22 50 59 5,12 64 2,02 1 36 36 130 7 - 10 10 9,75 50 60 9,03 69 1,89 1,05 36 36 130 11 - 15 15 10,45 50 60 14,51 75 1,73 1,05 36 36 130 16 - 20 20 11,19 50 61 20,73 82 1,59 1,05 36 36 130 21 - 30 30 12,80 50 63 35,55 98 1,32 1,1 36 36 130 31 - 50 50 16,41 50 66 75,96 142 0,91 1,2 36 36 130 51 - 75 75 21,08 50 71 94,09 165 0,79 1,2 65
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros 3.7.2.13. Definição dos valores atribuídos ao fator parcial CPICIMR Os materiais de revestimento do cenário de incêndio podem aumentar o perigo potencial do incêndio se não for assegurada uma qualificação mínima. A legislação em vigor estabelece, com exceção da UT I, a qualificação mínima a que devem obedecer os materiais de revestimento do cenário de incêndio, para cada local de risco. No entanto, dado que essa qualificação mínima foi estabelecida para edifícios novos, tal não foi considerada no método agora proposto. Isto porque a legislação atual é bastante mais exigente, no que concerne à qualificação mínima de reação ao fogo dos materiais de revestimento, do que a legislação que vigorava antes de 1 de janeiro de 2009. A consideração destas qualificações mínimas, no método MARIEE, implicaria um agravamento excessivo do risco de incêndio dos edifícios construídos antes dessa data. Assim foram admitidas, para os tetos, paredes e pavimentos do cenário de incêndio, qualificações mínimas menos exigentes de reação ao fogo dos materiais de revestimento, Quadros 3.17 e 3.18. Quadro 3.17 - Classes de reação ao fogo dos materiais de revestimento de teto e paredes do cenário de incêndio Locais A B C D, E e F Classes exigidas D-s2 d2 A2-s1 d0 A1 A1 Classes admitidas D-s2 d2 B-s1 d0 B-s1 d0 B-s1 d0 Quadro 3.18 - Classes de reação ao fogo dos materiais de revestimento de pavimentos do cenário de incêndio Locais A B C D, E e F Classes exigidas EFL–s2 CFL–s2 A1FL CFL-s2 Classes admitidas EFl –s2 CFL–s2 BFL-s1 CFL–s2 Como tal, os descritores considerados no fator CPICIMR são os seguintes: • Respeita ou não as classes admitidas; • A diferença entre classes, caso não respeite. Os valores do fator parcial CPICIMR são apresentados no Quadro 3.19. Quadro 3.19 - Valores do fator CPICIMR Teto Paredes Pavimento Melhor do que as classes admitidas 0,9 0,9 0,9 Respeita classes admitidas 1 1 1 < 1 Classe 1,05 1,05 1 < 2 Classes 1,15 1,1 1,05 < 3 Classes 1,3 1,15 1,1 < 4 Classes 1,4 1,2 1,15 66
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros O valor do fator CPICIMR resulta do máximo das três combinações. Por exemplo, quando o teto, as paredes e o pavimento não respeitam as classes admitidas e a diferença máxima entre classes é de 3, o valor do fator é 1,3. O teto é o elemento construtivo com maior importância no caso de incêndio, pelo que os seus materiais de revestimento devem garantir uma reação fogo que permita a evacuação segura dos ocupantes do edifício. Assim, no Quadro 3.19, uma variação de classes de reação ao fogo para os tetos conduz a maiores valores do fator CPICIMR relativamente aos valores assumidos para uma variação de classes de reação ao fogo dos restantes elementos. FATOR PARCIAL CONSEQUÊNCIAS DE INCÊNDIO ASSOCIADO ÀS VIAS HORIZONTAIS DE EVACUAÇÃO (CPIVHE) 3.7.3.1. Descrição geral do fator parcial consequências de incêndio associadas às vias horizontais de evacuação (CPIVHE) As consequências de incêndio associadas às vias horizontais de evacuação resultam de uma relação entre o perigo potencial, em caso de incêndio, e a exposição a esse perigo por parte dos ocupantes do edifício. Nas vias horizontais de evacuação assume-se que a quantidade de carga de incêndio existente é de tal forma reduzida que o incêndio nunca deflagrará neste local. Assim, a potência calorífica libertada deixa de ser um fator de perigo. O perigo nas vias horizontais de evacuação resulta então, da passagem de fumo do cenário de incêndio para estas e da reação ao fogo dos materiais de revestimento. Porém, uma vez que se considera que o incêndio não pode ter início nas VHE, a possível contribuição dos materiais de revestimento, para as consequências do incêndio, está fortemente dependente da passagem de fumo do cenário de incêndio para as vias horizontais de evacuação. O fator CPIVHE resulta, assim, de uma ponderação entre o fumo e os materiais de revestimento. O fumo tem um peso de 75% e a reação ao fogo dos materiais de revestimento 25%, equação 3.31. 𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 = 0,75 ×𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝐶𝐶𝐶𝐶𝑝𝑝𝑃𝑃𝑃𝑃𝑝𝑝𝑉𝑉𝑝𝑝𝑉𝑉𝑝𝑝 + 0.25 ×𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝐴𝐴𝑅𝑅 (3.31) Em que: • 𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 – Consequências Parciais de Incêndio nas VHE; • 𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝐶𝐶𝐶𝐶𝑝𝑝𝑃𝑃𝑃𝑃𝑝𝑝𝑉𝑉𝑝𝑝𝑉𝑉𝑝𝑝 – Consequências Parciais de Incêndio associadas ao fumo presente nas VHE, devidamente corrigido; • 𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝐴𝐴𝑅𝑅 – Consequências Parciais de Incêndio associadas à reação ao fogo dos materiais de revestimento nas VHE. 3.7.3.2. Quantificação do volume de fumo escoado do cenário de incêndio para as vias horizontais de evacuação Para quantificar a passagem de fumo do cenário de incêndio para as vias horizontais de evacuação é fundamental estabelecer o instante em que se inicia essa passagem, t0. 67
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Porém, na atribuição de valores a este fator é necessário considerar que a exposição ao fumo, no cenário de incêndio, é mais gravosa do que nas vias horizontais de evacuação. Os valores presentes no Quadro 3.21 são, assim, corrigidos através da equação 3.39, por forma a obter um valor máximo deste fator de 1,3, menor do que o valor máximo do CPICIF de 1,6. 𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝐶𝐶𝑐𝑐𝑝𝑝𝑃𝑃𝑃𝑃𝑝𝑝𝑉𝑉𝑝𝑝𝑉𝑉𝑝𝑝 = 1 + (𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝐶𝐶 −1)× 0.3 (3.39) Em que: • 𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝐶𝐶𝑐𝑐𝑝𝑝𝑃𝑃𝑃𝑃𝑝𝑝𝑉𝑉𝑝𝑝𝑉𝑉𝑝𝑝 − Fator parcial 𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝐶𝐶, devidamente corrigido; • 𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝐶𝐶 − Fator parcial 𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝐶𝐶, sem correção. A título de exemplo, a Figura 3.18, apresenta um excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo do CPIVHEF, quando o cenário de incêndio tem detetor termo-velocimétrico e sistema ativo de controlo de fumo. Figura 3.18 - Excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo do CPIVHEF, quando o cenário de incêndio tem detetor termo-velocimétrico e sistema ativo de controlo de fumo AP (m2) B VHE (m) L VHE (m) D VHE (m) A VHE (m2) V fumo limite (m3) Efetivo Efectivo máximo t0 (s) t percurso (s) V t0 (m3) V t0 + V lim (m3) t limite fumo (s) t atravessamento CI (s) t limite = tlim fumo - t atrav CI (s) t tolerância (s) t limite/tp Fator 91,4 5 5 7 7 1 - 3 3105 5,76 14 21 8,99 2,78 6,20 0,00 1,08 1,05 91,4 5 5 7 7 4 - 6 6106 5,76 14 21 8,09 6,56 1,53 0,00 0,27 1,4 91,4 10 10 14 14 1 - 3 3105 11,53 14 28 16,99 2,78 14,20 0,00 1,23 1,05 91,4 10 10 14 14 4 - 6 6106 11,53 14 28 16,09 6,56 9,53 0,00 0,83 1,1 91,4 15 15 21 21 1 - 3 3105 17,29 14 35 23,99 2,78 21,20 0,00 1,23 1,05 91,4 15 15 21 21 4 - 6 6106 17,29 14 35 23,09 6,56 16,53 0,00 0,96 1,1 91,4 20 15 28 28 1 - 3 3105 17,29 14 42 29,99 2,78 27,20 0,00 1,57 1,05 91,4 20 15 28 28 4 - 6 6106 17,29 14 42 29,09 6,56 22,53 0,00 1,30 1,05 91,4 30 15 42 42 1 - 3 3105 17,29 14 56 40,99 2,78 38,20 0,00 2,21 1 91,4 30 15 42 42 4 - 6 6106 17,29 14 56 40,09 6,56 33,53 0,00 1,94 1,05 16 1,4 5 5 7 7 1 - 3 3107 5,76 16 23 9,00 2,59 6,41 0,00 1,11 1,05 16 1,4 5 5 7 7 4 - 6 6107 5,76 16 23 9,00 5,69 3,31 0,00 0,57 1,2 16 1,4 5 5 7 7 7 - 10 10 108 5,76 16 23 8,28 10,72 -2,44 0,00 -0,42 2 16 1,4 10 10 14 14 1 - 3 3107 11,53 16 30 16,00 2,59 13,41 0,00 1,16 1,05 16 1,4 10 10 14 14 4 - 6 6107 11,53 16 30 16,00 5,69 10,31 0,00 0,89 1,1 16 1,4 10 10 14 14 7 - 10 10 108 11,53 16 30 15,28 10,72 4,56 0,00 0,40 1,4 16 1,4 15 15 21 21 1 - 3 3107 17,29 16 37 23,00 2,59 20,41 0,00 1,18 1,05 16 1,4 15 15 21 21 4 - 6 6107 17,29 16 37 23,00 5,69 17,31 0,00 1,00 1,05 16 1,4 15 15 21 21 7 - 10 10 108 17,29 16 37 22,28 10,72 11,56 0,00 0,67 1,2 16 1,4 20 15 28 28 1 - 3 3107 17,29 16 44 29,00 2,59 26,41 0,00 1,53 1,05 16 1,4 20 15 28 28 4 - 6 6107 17,29 16 44 29,00 5,69 23,31 0,00 1,35 1,05 16 1,4 20 15 28 28 7 - 10 10 108 17,29 16 44 28,28 10,72 17,56 0,00 1,02 1,05 16 1,4 30 15 42 42 1 - 3 3107 17,29 16 58 40,00 2,59 37,41 0,00 2,16 1 16 1,4 30 15 42 42 4 - 6 6107 17,29 16 58 40,00 5,69 34,31 0,00 1,98 1,05 16 1,4 30 15 42 42 7 - 10 10 108 17,29 16 58 39,28 10,72 28,56 0,00 1,65 1,05 25 1,4 5 5 7 7 1 - 3 3118 5,76 24 31 7,00 2,50 4,50 7,99 2,17 1 25 1,4 5 5 7 7 4 - 6 6118 5,76 24 31 7,00 5,32 1,68 4,71 1,11 1,05 25 1,4 5 5 7 7 7 - 10 10 118 5,76 24 31 7,00 9,60 -2,60 0,00 -0,45 2 25 1,4 5 5 7 7 11 - 15 15 118 5,76 24 31 7,00 15,89 -8,89 0,00 -1,54 2 25 1,4 5 5 7 7 16 - 20 20 118 5,76 24 31 7,00 23,33 -16,33 0,00 -2,83 2 25 1,4 5 5 7 7 21 - 30 30 118 5,76 24 31 7,00 42,04 -35,04 0,00 -6,08 2 25 1,4 5 5 7 7 31 - 50 50 118 5,76 24 31 7,00 95,12 -88,12 0,00 -15,29 2 25 1,4 10 10 14 14 1 - 3 3118 11,53 24 38 14,00 2,50 11,50 7,99 1,69 1,05 25 1,4 10 10 14 14 4 - 6 6118 11,53 24 38 14,00 5,32 8,68 4,71 1,16 1,05 25 1,4 10 10 14 14 7 - 10 10 118 11,53 24 38 14,00 9,60 4,40 0,00 0,38 1,4 25 1,4 10 10 14 14 11 - 15 15 118 11,53 24 38 14,00 15,89 -1,89 0,00 -0,16 2 25 1,4 10 10 14 14 16 - 20 20 118 11,53 24 38 14,00 23,33 -9,33 0,00 -0,81 2 25 1,4 10 10 14 14 21 - 30 30 118 11,53 24 38 14,00 42,04 -28,04 0,00 -2,43 2 25 1,4 10 10 14 14 31 - 50 50 118 11,53 24 38 14,00 95,12 -81,12 0,00 -7,04 2 25 1,4 15 15 21 21 1 - 3 3118 17,29 24 45 20,00 2,50 17,50 7,99 1,47 1,05 25 1,4 15 15 21 21 4 - 6 6118 17,29 24 45 20,00 5,32 14,68 4,71 1,12 1,05 25 1,4 15 15 21 21 7 - 10 10 118 17,29 24 45 20,00 9,60 10,40 0,00 0,60 1,2 25 1,4 15 15 21 21 11 - 15 15 118 17,29 24 45 20,00 15,89 4,11 0,00 0,24 1,6 25 1,4 15 15 21 21 16 - 20 20 118 17,29 24 45 20,00 23,33 -3,33 0,00 -0,19 2 25 1,4 15 15 21 21 21 - 30 30 118 17,29 24 45 20,00 42,04 -22,04 0,00 -1,27 2 25 1,4 15 15 21 21 31 - 50 50 118 17,29 24 45 20,00 95,12 -75,12 0,00 -4,34 2 VHE SI (CI SIS DTV C/CF) 74
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros 3.7.3.8. Definição dos valores atribuídos ao fator parcial CPIVHEMR Os materiais de revestimento das vias horizontais de evacuação podem aumentar o perigo potencial do incêndio se não for assegurada uma qualificação mínima. A legislação em vigor estabelece a qualificação mínima a que devem obedecer os materiais de revestimento das VHE. No entanto, dado que essa qualificação mínima foi estabelecida para edifícios novos, tal não foi considerada no método agora proposto. Isto porque a legislação atual é bastante mais exigente, no que concerne à qualificação mínima de reação ao fogo dos materiais de revestimento, do que a legislação que vigorava antes de 1 de janeiro de 2009. A consideração destas qualificações mínimas, no método MARIEE, implicaria um agravamento excessivo do risco de incêndio dos edifícios construídos antes dessa data. Assim foram admitidas, para os tetos, paredes e pavimentos das vias horizontais de evacuação, qualificações mínimas menos exigentes de reação ao fogo dos materiais de revestimento, Quadros 3.22 e 3.23. Quadro 3.22 - Classes de reação ao fogo dos materiais de revestimento dos tetos e paredes das VHE Locais Ao ar livre ou em pisos até 9m de altura Em pisos entre 9m e 28m Em pisos acima de 28m Classes exigidas C-s3 d1 C-s2 d0 A2-s1 d0 Classes admitidas C-s2 d1 C-s2 d0 B-s1 d0 Quadro 3.23 - Classes de reação ao fogo dos materiais de revestimento de pavimentos das VHE Locais Ao ar livre ou em pisos até 9m de altura Em pisos entre 9m e 28m Em pisos acima de 28m Classes exigidas DFL-s3 CFL-s2 CFL-s1 Classes admitidas EFL-s2 CFL-s2 CFL-s2 Como tal, os descritores considerados no fator parcial CPIVHEMR são os seguintes: • Respeita ou não as classes admitidas; • A diferença entre classes, caso não respeite. Os valores do fator parcial CPIVHEMR são apresentados, no Quadro 3.24. 75
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Quadro 3.24 - Valores do fator CPIVHEMR Teto Paredes Pavimento Melhor do que as classes admitidas 0,9 0,9 0,9 Respeita classes admitidas 1 1 1 < 1 Classe 1,05 1,05 1 < 2 Classes 1,15 1,1 1,05 < 3 Classes 1,3 1,15 1,1 < 4 Classes 1,4 1,2 1,15 O valor do fator CPIVHEMR resulta do máximo das três combinações. Por exemplo, quando o teto, as paredes e o pavimento não respeitam as classes admitidas e a diferença entre classes é de 3, o valor do fator é 1,3. O teto é o elemento construtivo com maior importância no caso de incêndio, pelo que os seus materiais de revestimento devem garantir uma reação fogo que permita a evacuação segura dos ocupantes do edifício. Assim, no Quadro 3.24, uma variação de classes de reação ao fogo para os tetos conduz a maiores valores do fator CPIVHEMR relativamente aos valores assumidos para uma variação de classes de reação ao fogo dos restantes elementos. FATOR PARCIAL CONSEQUÊNCIAS DE INCÊNDIO ASSOCIADO ÀS VIAS VERTICAIS DE EVACUAÇÃO (CPIVVE) 3.7.4.1. Descrição geral do fator parcial consequências de incêndio associadas às vias verticais de evacuação (CPIVVE) As consequências de incêndio associadas às vias verticais de evacuação resultam de uma relação entre o perigo potencial, em caso de incêndio, e a exposição a esse perigo por parte dos ocupantes do edifício. Nas vias verticais de evacuação assume-se que a quantidade de carga de incêndio existente é de tal forma reduzida que o incêndio nunca deflagrará neste local. Assim, a potência calorífica libertada deixa de ser um fator de perigo. No método MARIEE, considera-se apenas o caso de não enclausuramento das vias de evacuação. O caso de enclausuramento não é considerado porque se supõem que não há passagem de fumo entre as vias, pelo menos, durante o tempo em que é expectável que se realize a evacuação. Assim, a avaliação da contribuição das vias de evacuação enclausuradas para o risco de incêndio torna-se despiciente. O perigo nas vias verticais de evacuação resulta então, da passagem de fumo do cenário de incêndio para estas e da reação ao fogo dos materiais de revestimento. Considera-se, conservativa e simplificadamente, que o volume de fumo que passa do cenário de incêndio para a via horizontal de evacuação é desprezável, assumindo-se neste cálculo a passagem direta de fumo do cenário de incêndio para a via vertical de evacuação. Para além do mais, tal consideração implicaria a realização de cerca de vinte mil milhões de combinações, saindo fora do âmbito da presente dissertação devido ao escasso tempo para a sua elaboração. Uma vez que se considera que o incêndio não pode ter início nas vias verticais de evacuação, a possível contribuição dos materiais de revestimento para as consequências do incêndio, está fortemente dependente da passagem de fumo do cenário de incêndio para as vias verticais de evacuação. 76
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros O fator parcial CPIVVE resulta, assim, de uma ponderação entre o fumo e os materiais de revestimento. O fumo assume um peso de 75% e a reação ao fogo dos materiais de revestimento 25%, equação 3.40. 𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 = 0,75 ×𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝐶𝐶𝐶𝐶𝑝𝑝𝑃𝑃𝑃𝑃𝑝𝑝𝑉𝑉𝑝𝑝𝑉𝑉𝑝𝑝 + 0.25 ×𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝐴𝐴𝑅𝑅 (3.40) Em que: • 𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Consequências Parciais de Incêndio nas VVE; • 𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝐶𝐶𝐶𝐶𝑝𝑝𝑃𝑃𝑃𝑃𝑝𝑝𝑉𝑉𝑝𝑝𝑉𝑉𝑝𝑝 − Consequências Parciais de Incêndio associadas ao fumo presente nas VVE, devidamente corrigido; • 𝐶𝐶𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝐴𝐴𝑅𝑅 − Consequências Parciais de Incêndio associadas à reação ao fogo dos materiais de revestimento nas VVE. 3.7.4.2. Quantificação do volume de fumo escoado do cenário de incêndio para as vias verticais de evacuação A passagem de fumo do cenário de incêndio para as vias verticais de evacuação é calculada da mesma forma que para as vias horizontais de evacuação, descrita em 3.7.3.2. 3.7.4.3. Sistema de controlo de fumo nas vias verticais de evacuação Este descritor traduz a existência ou não de sistema de controlo de fumo nas vias verticais de evacuação. A sua existência reflete-se na melhoria das condições ambientais das mesmas. No método proposto são consideradas duas hipóteses: existência de sistema passivo de controlo de fumo ou inexistência deste. Relativamente ao sistema de desenfumagem passiva, o método MARIEE, considera que este é constituído por uma claraboia de 1 m2, cujo caudal de extração se calcula através da equação 3.43, [45]. ∆𝑃𝑃𝐶𝐶𝑉𝑉−𝐼𝐼𝑂𝑂𝑉𝑉(𝑍𝑍𝐶𝐶𝑉𝑉𝐶𝐶𝐶𝐶)=𝜌𝜌𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴 ×𝑔𝑔 × (𝑍𝑍𝐶𝐶𝑉𝑉𝐶𝐶𝐿𝐿 −𝑍𝑍𝐿𝐿𝐴𝐴𝐿𝐿) × (𝑇𝑇𝐿𝐿𝐴𝐴𝐿𝐿 −𝑇𝑇𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴) 𝑇𝑇𝐿𝐿𝐴𝐴𝐿𝐿 (3.41) 𝑣𝑣𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 = 0,61 ×�2 × ∆𝑃𝑃𝐶𝐶𝑉𝑉−𝐼𝐼𝑂𝑂𝑉𝑉(𝑍𝑍𝐶𝐶𝑉𝑉𝐶𝐶𝐿𝐿)𝑇𝑇𝐿𝐿𝐴𝐴𝐿𝐿 (𝜌𝜌𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝑇𝑇𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴)�1 2 (3.42) 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑒𝑒𝑎𝑎 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 =𝐴𝐴𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 ×𝑣𝑣𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 (3.43) Em que: • 𝑍𝑍𝐶𝐶𝑉𝑉𝐶𝐶𝐿𝐿 − Altura da claraboia (3 𝑚𝑚); • 𝜌𝜌𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴 − Densidade do ar à temperatura ambiente �1,2 𝑘𝑘𝑉𝑉 𝑎𝑎3�; • 𝑍𝑍𝐿𝐿𝐴𝐴𝐿𝐿 − Altura da camada de fumo (1 𝑚𝑚); 77
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros • 𝑇𝑇𝐿𝐿𝐴𝐴𝐿𝐿 − Temperatura da camada de fumo (K); • 𝑇𝑇𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴 − Temperatura ambiente (K); • 𝑣𝑣𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 – Velocidade média com que se processa a ventilação na claraboia (m/s); • 𝐴𝐴𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Área da claraboia (1 𝑚𝑚2); • 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑒𝑒𝑎𝑎 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 – Caudal volúmico de extração de fumo nas VVE (m3/s); • g – Aceleração da gravidade (9,81 m/s2). A título de exemplo, apresenta-se na Figura 3.19, um excerto da folha de cálculo utilizada para o cálculo do volume de fumo acumulado nas VVE, com sistema passivo de controlo de fumo. Figura 3.19 - Excerto da folha de cálculo do Microsoft Excel usada para o cálculo do volume de fumo acumulado nas vias verticais de evacuação 3.7.4.4. Definição do volume limite de fumo nas vias verticais de evacuação Para a definição do volume limite de fumo nas vias verticais de evacuação é fundamental conhecer as dimensões destas vias e a posição do cenário incêndio no edifício. Para a realização das simulações de cálculo do valor do fator parcial CPIVVE, foi necessária a definição de valores para os seguintes descritores: • Largura da via vertical de evacuação: 1 m • Distância a percorrer na via vertical de evacuação: 𝑑𝑑𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝 = 2,5 × 2 + 0,5 × 2 + 4 × 𝑏𝑏𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 (3.44) 𝑑𝑑𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 =𝑑𝑑𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝 ×𝑝𝑝º 𝑝𝑝𝑃𝑃𝐿𝐿𝑃𝑃𝐿𝐿 𝐷𝐷𝑏𝑏𝐷𝐷𝑃𝑃𝑥𝑥𝑃𝑃 (3.45) t(s) m (kg/s) T (ºC) T (K) d (kg/m3) V (m3/s) V(m3) m VVE c/claraboia (kg/s) V VVE c/claraboia (m3/s) V VVE c/claraboia (m3) V VVE c/claraboia + CI CF 1,5 (m3/s) V VVE c/claraboia + CI CF 1,5 (m3) 10,088 23,1 296,1 1,192 0,074 0,796 -0,241 -0,203 0,000 -1,703 0 20,139 23,2 296,2 1,192 0,117 1,600 -0,197 -0,165 0,000 -1,665 0 30,183 23,4 296,4 1,191 0,153 2,413 -0,162 -0,136 0,000 -1,636 0 40,221 23,6 296,6 1,190 0,186 3,234 -0,132 -0,111 0,000 -1,611 0 50,257 23,8 296,8 1,190 0,216 4,064 -0,105 -0,088 0,000 -1,588 0 60,290 24,0 297,0 1,189 0,244 4,902 -0,082 -0,069 0,000 -1,569 0 70,322 24,2 297,2 1,188 0,271 5,750 -0,060 -0,050 0,000 -1,550 0 80,352 24,4 297,4 1,187 0,297 6,606 -0,040 -0,034 0,000 -1,534 0 90,381 24,7 297,7 1,186 0,321 7,471 -0,021 -0,018 0,000 -1,518 0 10 0,409 24,9 297,9 1,185 0,345 8,345 -0,003 -0,003 0,000 -1,503 0 11 0,436 25,2 298,2 1,184 0,368 9,228 0,013 0,011 0,157 -1,489 0 12 0,462 25,4 298,4 1,183 0,391 10,120 0,029 0,025 0,319 -1,475 0 13 0,488 25,7 298,7 1,182 0,413 11,021 0,045 0,038 0,487 -1,462 0 14 0,513 26,0 299,0 1,181 0,434 11,932 0,059 0,050 0,660 -1,450 0 15 0,537 26,3 299,3 1,180 0,455 12,851 0,073 0,062 0,839 -1,438 0 16 0,561 26,5 299,5 1,179 0,476 13,780 0,087 0,074 1,023 -1,426 0 17 0,584 26,8 299,8 1,177 0,496 14,718 0,100 0,085 1,212 -1,415 0 18 0,607 27,1 300,1 1,176 0,516 15,666 0,113 0,096 1,408 -1,404 0 19 0,630 27,5 300,5 1,175 0,536 16,623 0,126 0,107 1,608 -1,393 0 20 0,652 27,8 300,8 1,174 0,556 17,590 0,138 0,118 1,815 -1,382 0 78
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Em que: • 𝑑𝑑𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝 − Distância percorrida por piso (m); • 𝑏𝑏𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Largura da via vertical de evacuação (m); • 𝑑𝑑𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 – Distância a percorrer nas vias verticais de evacuação (m). • Posição do cenário de incêndio: nas simulações realizadas foram considerados edifícios até 8 pisos. No Quadro 3.25 definem-se as diferentes posições no edifício que o cenário de incêndio pode assumir. Quadro 3.25 Posição do CI no edifício Nº pisos acima Nº pisos abaixo 1 7 2 6 3 5 4 4 5 3 6 2 7 1 A Figura 3.20 representa um esquema com as dimensões consideradas para as vias verticais de evacuação. Figura 3.20 – Dimensões consideradas para as vias verticais de evacuação Para definição das dimensões das escadas são considerados degraus com 17 cm de espelho e 28 cm de cobertor. Assim, 9 degraus representam aproximadamente 2,5 m na horizontal e 1,5 m na vertical. Para 79
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros descer os 3 m de altura de cada piso são necessários 2 lanços de escada de 9 degraus. Considera-se ainda 0,5 m de corrimão, entre os 2 lanços. A área das vias verticais de evacuação é definida pela equação 3.46. 𝐴𝐴𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 =(𝑏𝑏𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 × 2 + 2,5)×(𝑏𝑏𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 × 2 + 0,5) (3.46) Em que: • 𝐴𝐴𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 – Área da via vertical de evacuação (m2); • 𝑏𝑏𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 – Largura da via vertical de evacuação (m). Nas vias verticais de evacuação admite-se, tal como nas vias horizontais, que o critério que garante condições ambientais compatíveis com a realização da evacuação, é a manutenção de uma camada livre de fumo de dois metros, no último piso. O volume de encaixe, do último piso, é calculado pela equação 3.47. 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑙𝑙𝑎𝑎𝑝𝑝 𝑙𝑙𝑙𝑙𝑎𝑎𝑝𝑝𝑎𝑎𝑝𝑝 𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝 =𝐴𝐴𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 × (𝑧𝑧−2) (3.47) Em que: • 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑙𝑙𝑎𝑎𝑝𝑝 𝑙𝑙𝑙𝑙𝑎𝑎𝑝𝑝𝑎𝑎𝑝𝑝 𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝 – Volume limite de fumo que se pode acumular no último piso (m3); • 𝐴𝐴𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 – Área da via vertical de evacuação (m2); • z – Pé direito livre do último piso do edifício (m). Considera-se que o fumo sobe, desde o cenário de incêndio até ao último piso, através de uma coluna de fumo presente ao longo do corrimão, equação 3.48. 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑙𝑙𝑎𝑎𝑝𝑝 𝑐𝑐𝑝𝑝𝑃𝑃𝑃𝑃𝑝𝑝𝑎𝑎ã𝑝𝑝 =𝑝𝑝º 𝑝𝑝𝑃𝑃𝐿𝐿𝑃𝑃𝐿𝐿 𝐷𝐷𝑝𝑝𝑃𝑃𝑚𝑚𝐷𝐷 × 3 × (0,5 × 2,5) (3.48) Em que: • 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑙𝑙𝑎𝑎𝑝𝑝 corrimão – Volume da coluna de fumo presente ao longo do corrimão da via vertical de evacuação (m3). Como tal, e nos casos em que não existe sistema de controlo de fumo nas VVE, o volume limite de fumo é definido pela soma do volume de encaixe do último piso com o volume da coluna de fumo presente ao longo do corrimão, equação 3.49. 𝑉𝑉𝑉𝑉limite𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 =𝑉𝑉𝑙𝑙𝑙𝑙𝑎𝑎𝑝𝑝 𝑐𝑐𝑝𝑝𝑃𝑃𝑃𝑃𝑝𝑝𝑎𝑎ã𝑝𝑝 +𝑉𝑉𝑙𝑙𝑙𝑙𝑎𝑎𝑝𝑝 𝑙𝑙𝑙𝑙𝑎𝑎𝑝𝑝𝑎𝑎𝑝𝑝 𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝 (3.49) 80
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Em que: • 𝑉𝑉𝑉𝑉limite𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 – Volume limite de fumo nas vias verticais de evacuação (m3); • 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑙𝑙𝑎𝑎𝑝𝑝 corrimão – Volume da coluna de fumo presente ao longo do corrimão da via vertical de evacuação (m3); • 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑙𝑙𝑎𝑎𝑝𝑝 𝑙𝑙𝑙𝑙𝑎𝑎𝑝𝑝𝑎𝑎𝑝𝑝 𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝𝑝 – Volume limite de fumo que se pode acumular no último piso do edifício (m3). 3.7.4.5. Definição do tempo associado ao volume limite de fumo nas vias verticais de evacuação O tempo que decorre até se atingir o volume limite de fumo nas vias verticais de evacuação, tempo limite, é obtido através da sequência de cálculo apresentada na Figura 3.21. Figura 3.21 - Sequência de cálculo para obtenção do tempo limite de fumo nas VVE Em seguida, é feita uma explicação detalhada de cada um dos passos apresentados na Figura 3.21. Calcular t0 O instante de início da passagem de fumo do cenário de incêndio para as vias verticais de evacuação, t0, é dado pelo máximo entre a soma do tempo de deteção com o tempo de percurso no cenário de incêndio, e o tempo limite de fumo do cenário de incêndio, equação 3.32. Calcular volume correspondente ao instante t0 : V(to) Para a definição do tempo que decorre até se atingir o volume limite de fumo nas vias verticais de evacuação é fundamental conhecer o volume de fumo produzido no instante que se inicia a passagem de fumo do cenário de incêndio para as VVE, V(t0). Nos casos em que não existe sistema de controlo de fumo nas vias verticais de evacuação, este volume é obtido através da equação 3.28 ou 3.29, para os casos em que não existe sistema ativo de controlo de fumo no cenário de incêndio ou para os casos de existência deste sistema, respetivamente. Nos casos em que existe sistema passivo de controlo de fumo nas vias verticais de evacuação, este volume é obtido através da equação 3.50 Calcular tempo limite de fumo nas VVE: tlimitefumoVVE Calcular tempo de tolerância: ttolerância Calcular instante em que é produzido o volume de fumo definido no ponto anterior: tsoma Calcular V(t0) + VflimiteVVE Calcular volume limite de fumo nas VVE : VflimiteVVE Calcular volume correspondente ao instante t0 : V(t0) Calcular t0 81
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros 𝑉𝑉𝑙𝑙 𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐 𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 =�𝑉𝑉−𝑉𝑉𝑙𝑙𝑒𝑒𝑎𝑎 𝐶𝐶𝐶𝐶 −𝑉𝑉𝑙𝑙𝑒𝑒𝑎𝑎 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 𝑑𝑑𝑡𝑡 (3.50) Em que: • 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐 𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒𝑒 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 −Volume de fumo acumulado nas VVE, com sistema de desenfumagem ativa (m3); • 𝑉𝑉 − Caudal volúmico de fumo produzido no cenário de incêndio (m3/s); • 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑒𝑒𝑎𝑎 𝐶𝐶𝐶𝐶 − Caudal volúmico de fumo extraído no cenário de incêndio (m3/s); • 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑒𝑒𝑎𝑎 𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Caudal volúmico de fumo extraído nas VVE (m3/s). Nos casos em que o cenário de incêndio não possui sistema ativo de controlo de fumo, 𝑉𝑉𝑙𝑙𝑒𝑒𝑎𝑎 𝐶𝐶𝐶𝐶 assume na equação 3.50 o valor 0. Calcular volume limite de fumo nas VVE: VflimiteVVE O volume limite de fumo que se pode acumular nas vias verticais de evacuação é dado pela equação 3.49. Calcular V(t0) + VflimiteVVE Este volume resulta da soma dos volumes definidos nos 2 passos anteriores, equação 3.51. 𝑉𝑉𝑝𝑝𝑝𝑝𝑎𝑎𝑎𝑎 =𝑉𝑉(𝑡𝑡0)+𝑉𝑉𝑉𝑉𝑙𝑙𝑝𝑝𝑎𝑎𝑝𝑝𝑎𝑎𝑙𝑙𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 (3.51) Calcular instante em que é produzido o volume de fumo definido no ponto anterior: tsoma Este tempo é calculado igualando a equação 3.50 com a equação 3.51. Nas simulações realizadas, este fator é calculado com recurso à função ‘PROC’ do software informático Microsoft Excel. Esta função permite procurar um valor num intervalo de uma linha ou de uma coluna e devolver um valor a partir da mesma posição num segundo intervalo de uma linha ou de uma coluna. Assim, o valor do volume limite de fumo, para cada uma das áreas, número de pisos acima e abaixo e respetivo efetivo, é procurado na décima ou décima segunda coluna (dependendo da existência de sistema de controlo de fumo no cenário de incêndio) da tabela representada na Figura 3.19 e é devolvido o respetivo valor do tempo (primeira coluna da tabela representada na Figura 3.19). Calcular tempo de tolerância: ttolerância O tempo de tolerância é obtido através da equação 3.35. Calcular tempo limite de fumo nas VVE: tlimitefumoVVE O tempo que decorre até se atingir o volume limite de fumo nas vias verticais de evacuação resulta da equação 3.52. 𝑡𝑡𝑙𝑙𝑝𝑝𝑎𝑎𝑝𝑝𝑎𝑎𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑎𝑎𝑝𝑝𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 =𝑡𝑡𝑝𝑝𝑝𝑝𝑎𝑎𝑎𝑎 −𝑡𝑡0−𝑡𝑡𝐴𝐴𝑉𝑉 +𝑡𝑡𝑎𝑎𝑝𝑝𝑙𝑙𝑙𝑙𝑃𝑃â𝑛𝑛𝑐𝑐𝑝𝑝𝑎𝑎 (3.52) 82
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Em que: • 𝑡𝑡𝑙𝑙𝑝𝑝𝑎𝑎𝑝𝑝𝑎𝑎𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑎𝑎𝑝𝑝𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉𝑉 − Tempo que decorre até se atingir o volume limite de fumo nas VVE (s); • 𝑡𝑡𝑝𝑝𝑝𝑝𝑎𝑎𝑎𝑎 − Tempo em que é produzida a soma dos volumes V(t0) e VflimiteVVE (s); • 𝑡𝑡0 − Instante de início da passagem de fumo do cenário de incêndio para as VVE (s); • 𝑡𝑡𝐴𝐴𝑉𝑉 – Tempo de atravessamento dos vãos no cenário de incêndio (s); • 𝑡𝑡𝑎𝑎𝑝𝑝𝑙𝑙𝑙𝑙𝑃𝑃â𝑛𝑛𝑐𝑐𝑝𝑝𝑎𝑎 – Tempo de tolerância (s). Este tempo pode assumir valores negativos nos casos em que aquando da saída da última pessoa do cenário de incêndio, já se encontra formada uma camada de um metro de fumo na via vertical de evacuação. 3.7.4.6. Definição de tempo de evacuação das vias verticais de evacuação O tempo de evacuação nas vias verticais de evacuação traduz o tempo necessário para os ocupantes percorrem as mesmas. Considera-se que a evacuação nas VVE se dá em fila indiana, não fazendo sentido considerar um tempo de atravessamento das saídas. Considera-se, então, que o valor da densidade adimensional é igual a 0,125 m2/m2, correspondendo a uma pessoa por m2. A distância percorrida pelos ocupantes nas vias verticais de evacuação é definida através da equação 3.45. O cálculo das velocidades de evacuação para as vias verticias de evacuação é feito de acordo com o descrito em seguida e representado na Figura 3.22. Figura 3.22 - Esquema para cálculo das velocidades de evacuação nas VVE A velocidade descendente de evacuação depende da existência ou não dos seguintes descritores, nas vias verticais de evacuação: 83
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Quadro 3.30 – Valores do DPIREIC Estrutura e Laje Não se aplica Cumpre LR < 30 minutos em relação LR < 60 minutos em relação LR Caixa de escada cumpre LR 0 1 1,2 1,4 Caixa de escada não cumpre LR 0 1,3 1,6 1,8 Da análise do Quadro 3.30, constata-se que o fator DPIREIC pode assumir valores entre 1 e 1,8 tendo por base um critério de agravamento crescente deste, face ao acréscimo de condições perniciosas para o desenvolvimento e propagação do incêndio, como o incumprimento face ao disposto na legislação regulamentar. Da análise destes parâmetros resultam 7 situações possíveis de avaliação por parte do projetista, aquando da análise do risco de incêndio do edifício. Considera-se mais gravoso o incumprimento da legislação regulamentar na caixa de escadas que nos outros elementos estruturais, assumindo estas valores superiores relativamente aos outros elementos estruturais. O pior cenário verifica-se quando a caixa de escada e os elementos estruturais não cumprem a legislação assumindo este fator o valor de 1,8. Quando não existem vias verticais de evacuação, o fator não é considerado e assume o valor de 0. DESCRITORES ASSOCIADOS AO FATOR PARCIAL ESTANQUIDADE E ISOLAMENTO (EI) DAS PAREDES E PORTAS DO CENÁRIO DE INCÊNDIO (DPIEI) Este fator parcial pretende traduzir o nível de proteção dos cenários de incêndio, paredes e porta do ponto de vista de estanquidade e isolamento. Os descritores considerados neste fator parcial são os seguintes: • Cumprimento ou não da legislação em vigor, em relação ao EI das portas e das paredes. Os valores do fator parcial 𝐷𝐷𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝐶𝐶 são apresentados, no Quadro 3.31. Quadro 3.31 – Valores de DPIEI Não se aplica Existe porta sem ser exigido pela LR Portas Local Paredes do Local Paredes e portas Cumpre LR 0 0,8 1 1 1 Não cumpre LR 0 - 1,2 1,2 1,4 Da análise do Quadro 3.31, constata-se que o fator DPIEI pode assumir valores entre 0,8 e 1,4, tendo por base um critério de agravamento crescente deste, face ao acréscimo de condições perniciosas para o desenvolvimento e propagação do incêndio, como o incumprimento das portas ou paredes do cenário de 90
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros incêndio face ao disposto na legislação regulamentar. Da análise destes parâmetros resultam 7 situações possíveis de avaliação por parte do projetista, aquando da análise do risco de incêndio do edifício. Considera-se como melhor caso quando existe porta com características de estanquidade e isolamento, não sendo exigida pela legislação. Quando nem a porta nem as paredes respeitam a LR o fator assume o valor de 1,4. DESCRITORES ASSOCIADOS AO FATOR PARCIAL AFASTAMENTO ENTRE VÃOS EXTERIORES DA MESMA PRUMADA (DPIAV) Este fator parcial pretende traduzir o perigo do incêndio se propagar pelo exterior, devido às condições de afastamento dos vãos do edifício, atendendo ao facto de grande parte das janelas dos centros históricos serem constituídas por madeira e em alguns casos já não se encontrarem em grande estado de conservação. Os descritores considerados neste fator parcial são os seguintes: • Cumpre ou não a legislação em vigor. Os valores do fator parcial 𝐷𝐷𝑃𝑃𝐹𝐹𝐴𝐴𝑉𝑉 são apresentados, no Quadro 3.32. Quadro 3.32 – Valores de DPIAV Não se aplica Cumpre LR Não cumpre LR Afastamento entre vãos exteriores 0 1 1,2 Da análise do Quadro 3.32, constata-se que o valor do fator DPIAV pode assumir os valores 1 ou 1,2, respetivamente no caso de cumprir ou não a legislação. Quando não existem vãos sobrepostos no edifício, o fator não é considerado e assume o valor de 0. DESCRITORES ASSOCIADOS AO FATOR PARCIAL PROTEÇÃO DAS PAREDES EXTERIORES (DPIPE) Este fator parcial pretende traduzir o nível de proteção das paredes exteriores do ponto de vista da reação ao fogo. Os descritores considerados neste fator parcial são os seguintes: • Constituição da parede exterior (Tradicionais, com ETICS, Ventiladas); • Reação ao fogo; • Largura das faixas. Os valores do fator parcial DPIPE são apresentados, no Quadro 3.33. 91
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Quadro 3.33 – Valores de DPIPE Reação ao fogo Tradicionais com ETICS Ventiladas Cumpre LR Respeita as faixas EI 1 1 1 Não respeita as faixas EI 1,05 1,1 1,15 Não cumpre LR Respeita as faixas EI 1,1 1,2 1,3 Não respeita as faixas EI 1,2 1,3 1,4 Considera-se que a reação ao fogo dos revestimentos das fachadas é mais relevante que o cumprimento da legislação relativamente às larguras das faixas. Da análise do Quadro 3.33, constata-se que o valor do fator DPIPE pode assumir valores entre 1 e 1,4, tendo por base um critério de agravamento crescente deste, face ao acréscimo de condições perniciosas para o desenvolvimento e propagação do incêndio, como o incumprimento das exigências de reação ao fogo das paredes exteriores dispostas na legislação regulamentar. Da análise destes parâmetros resultam 12 situações possíveis de avaliação por parte do projetista, aquando da análise do risco de incêndio do edifício. DESCRITORES ASSOCIADOS AO FATOR PARCIAL ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA SEGURANÇA (DPIOGS) Este fator parcial pretende traduzir a contribuição que os planos de emergência podem ter no evitar de incidentes e prejuízos decorrentes do incêndio. Os descritores considerados neste fator parcial são os seguintes: • Existência de planos de emergência; • Cumprimento da legislação. Os valores do fator parcial DPIOGS são apresentados, no Quadro 3.34. Quadro 3.34 – Valores DPIOGS Não se aplica Cumpre LR Não cumpre LR Existem PE mas não é necessário 0 0,8 - Existem PE 0 1 1,1 Não existem PE 0 - 1,2 A existência de planos de emergência pode ou não ser exigida pela legislação, dependendo da UT e da categoria de risco do edifício. Da análise do Quadro 3.34, constata-se que o valor de 𝐷𝐷𝑃𝑃𝐹𝐹𝐼𝐼𝐼𝐼𝐸𝐸 pode variar entre 0,8 e 1,2. Assume o valor de 0,8 quando existem PE não sendo requerido pela legislação. Quando este é requerido pela legislação e não existe assume o valor de 1,2. Quando os PE não existem mas também não são exigidos pela legislação, o fator não é considerado e assume o valor de 0. 92
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros CONCLUSÕES RELATIVAS AO FATOR GLOBAL DPI Conforme exposto no parágrafo 3.8.1, o fator global Desenvolvimento e Propagação do Incêndio (DPI) resulta da média aritmética dos cinco fatores parciais apresentados anteriormente, sendo obtido através da equação 3.59. 𝐷𝐷𝑃𝑃𝐹𝐹=𝐷𝐷𝑃𝑃𝐹𝐹𝑅𝑅𝑉𝑉𝐶𝐶𝐶𝐶 +𝐷𝐷𝑃𝑃𝐹𝐹𝑉𝑉𝐶𝐶 +𝐷𝐷𝑃𝑃𝐹𝐹𝐴𝐴𝑉𝑉 +𝐷𝐷𝑃𝑃𝐹𝐹𝑃𝑃𝑉𝑉 +𝐷𝐷𝑃𝑃𝐹𝐹𝐼𝐼𝐼𝐼𝐸𝐸 5 (3.59) Em síntese, apresentam-se na Figura 3.25 todos os fatores parciais do DPI, bem como, todos os valores que estes podem assumir. Fator Parcial Limites dos fatores parciais DPI REIC - Resistência, estanquidade e isolamento REI do cenário de incêndio e das vias de evacuação 0 1,00 1,20 1,30 1,40 1,60 1,80 DPI EI - Estanquidade e isolamento EI das paredes e portas do cenário de incêndio 0 0,80 1,00 1,20 1,40 DPIAV - Afastamento entre vãos exteriores 0 1,00 1,20 DPIPE - Proteção das paredes exteriores 0 1,00 1,05 1,10 1,15 1,20 1,30 1,40 DPI OGS - Organização e gestão da segurança - Planos de emergência 0 0,80 1,00 1,10 1,20 Figura 3.25 - Fatores parciais do DPI e respetivos valores limite Considerando a possibilidade de todos os fatores parciais serem aplicáveis ao edifício em análise, o fator global DPI assume como valor mínimo 0,92 e como valor máximo 1,4. O valor de 1,00, destacado no Figura 3.25, representa o cumprimento regulamentar dos respetivos fatores parciais. 3.9. FATOR GLOBAL EFICÁCIA DE SOCORRO E COMBATE AO INCÊNDIO (ESCI) DESCRIÇÃO GERAL DO FATOR GLOBAL EFICÁCIA DE SOCORRO E COMBATE AO INCÊNDIO (ESCI) Este fator global traduz a eficácia de socorro e combate ao incêndio, podendo este ser feito não só por parte dos bombeiros, mas também pelos próprios ocupantes e pelos corpos de bombeiros privados. Este fator global, constituído por seis fatores parciais, é obtido pela equação 3.60. 𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹=𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹𝐼𝐼𝑃𝑃 +𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹𝐴𝐴𝑉𝑉 +𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉 +𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹𝑉𝑉𝐸𝐸𝑉𝑉 +𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹𝑅𝑅𝐶𝐶𝐴𝐴 +𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹𝐶𝐶𝑃𝑃𝐴𝐴 6 (3.60) Em que: • ESCI – Fator Global Eficácia de Socorro e Combate ao Incêndio; • 𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹𝐼𝐼𝑃𝑃 – Fator Parcial associado ao Grau Prontidão dos bombeiros; • 𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹𝐴𝐴𝑉𝑉 – Fator Parcial associado às vias de Acesso ao Edifício; • 𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉 – Fator Parcial associados aos Hidrantes Exteriores; • 𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹𝑉𝑉𝐸𝐸𝑉𝑉 – Fator Parcial associado aos Extintores; 93
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros • 𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹𝑅𝑅𝐶𝐶𝐴𝐴 – Fator Parcial associado às Redes de Incêndio Armadas; • 𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹𝐶𝐶𝑃𝑃𝐴𝐴 – Fator Parcial associado ao Corpo Privado de Bombeiros. DESCRITORES ASSOCIADOS AO FATOR PARCIAL GRAU PRONTIDÃO DOS BOMBEIROS (ESCIGP) Este fator parcial pretende traduzir o tempo entre o início de incêndio e o começo das ações de combate e salvamento por parte dos bombeiros. Quanto mais tarde ocorrer a intervenção dos bombeiros, mais difícil será. Os descritores considerados neste fator parcial são os seguintes: • Deteção e alertas automáticos ou manual; • Tempo de chegada dos bombeiros. Os valores do fator parcial ESCIGP são apresentados, no Quadro 3.35. Quadro 3.35 – Valor de ESCIGP Inferior a 10 minutos 10 a 20 minutos Superior a 20 minutos Não precisa deteção - LR 1 1,1 1,2 Deteção e Alerta automáticos 1 1,1 1,2 Deteção e Alerta manuais 1,1 1,2 1,3 Ausência de deteção 1,2 1,3 1,4 De acordo com Primo [44], o grau de prontidão dos bombeiros é o principal motivo que impede o desenvolvimento e propagação do incêndio no centro histórico do Porto. Da análise do Quadro 3.35, constata-se que o valor de ESCIGP varia entre 1 e 1,4 consoante o tipo de deteção existente e o tempo de chegada dos bombeiros. Da análise destes parâmetros resultam 12 situações possíveis de avaliação por parte do projetista, aquando da análise do risco de incêndio do edifício. Quando a deteção e alerta são automáticos ou são dispensados pela legislação este fator assume os valores mais baixos. O seu valor máximo corresponde ao caso em que não existe deteção e o tempo de chegada é superior a 20 minutos. DESCRITORES ASSOCIADOS AO FATOR PARCIAL VIAS DE ACESSO AO EDIFÍCIO (ESCIAE) As vias de acesso podem dificultar a chegada dos veículos de combate a incêndio ao edifício, dificultando assim a atuação dos bombeiros. Este fator combina as características das vias com as dos meios de intervenção dos bombeiros. Os descritores considerados neste fator parcial são os seguintes: • Acesso às viaturas dos bombeiros; • Altura dos edifícios; 94
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros • Acesso possível mas com constrangimento de posicionamento do veículo. Os valores do fator parcial ESCIAE são apresentados, no Quadro 3.36. Quadro 3.36 – Valores do ESCIAE Acesso possível Acesso a VLCI Sem acesso R/C até 3º andar 1 1,2 1,4 > 3º andar 1,05 1,3 1,6 > 3º andar com constrangimento 1,1 1,4 - Da análise do Quadro 3.36, constata-se que o valor de ESCIAE varia entre 1 e 1,6 consoante a altura do edifício e as vias de acesso ao mesmo. Da análise destes parâmetros resultam 8 situações possíveis de avaliação por parte do projetista, aquando da análise do risco de incêndio do edifício. A proximidade das viaturas de socorro ao edifício é um fator importante para o combate ao incêndio, no entanto, em centros históricos nem sempre é possível esta proximidade devido às limitações das vias de acesso. Neste fator parcial foram consideradas as possibilidades de o acesso ao edifício ser feito sem qualquer constrangimento, ser apenas possível o acesso por veículos ligeiros de combate a incêndios, o acesso de veículos de socorro ser possível mas existirem constrangimentos quanto à colocação do veículo, e o acesso ao edifício ser impossível para qualquer tipo de veículo de socorro. DESCRITORES ASSOCIADOS AO FATOR PARCIAL HIDRANTES EXTERIORES (ESCIHE) Para o combate ao incêndio é essencial a existência de água, por isso a existência de hidrantes exteriores é fundamental para a eficácia da atuação dos bombeiros. Os descritores considerados neste fator parcial são os seguintes: • Existência de hidrantes exteriores; • Distância a que se encontra o hidrante; • Funcionamento fiável ou não. Os valores do fator parcial ESCIHE são apresentados, no Quadro 3.37. Quadro 3.37 - Valores do ESCIHE Com fiabilidade Sem fiabilidade Distancia menor que 30 m - 1 1,2 Distancia maior que 30 m - 1,05 1,3 Não existe 1,6 - - 95
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Da análise do Quadro 3.37, constata-se que o valor de ESCIHE varia entre 1 e 1,6. Este é igual a 1, no caso do hidrante se encontrar a menos de 30 metros e o seu funcionamento ser fiável, e igual a 1,6, no caso de não existirem hidrantes exteriores nas imediações. Da análise destes parâmetros resultam 5 situações possíveis de avaliação por parte do projetista, aquando da análise do risco de incêndio do edifício. O RT-SCIE estabelece que os hidrantes exteriores não devem ser colocados a uma distância superior a 30 m de qualquer das saídas que façam parte do caminho de evacuação. Assim, de forma simplificada considera-se como distância limite do hidrante 30 m. É, igualmente considerada, a fiabilidade dos hidrantes dado que em certas situações a existência do hidrante não é sinónimo de uma fonte de água para o combate ao incêndio. Estes podem não ter a pressão necessária para o combate às chamas, agravando-se assim o valor do fator. DESCRITORES ASSOCIADOS AO FATOR PARCIAL EXTINTORES (ESCIEXT) Nos momentos iniciais de um incêndio, os extintores podem ser um importante meio de extinção. Para que tal aconteça é necessário um correto manuseamento dos mesmos, sendo importante a existência de formação no uso deste meio de intervenção. Por esta razão, este fator parcial está dependente da existência de OGS. Os descritores considerados neste fator parcial são os seguintes: • Cumprimento da legislação regulamentar; • Existência de OGS. Os valores do fator parcial ESCIEXT são apresentados, no Quadro 3.38. Quadro 3.38 - Valores do ESCIEXT Não se aplica Existe sem ser exigido ou nº superior ao exigido Cumpre LR Cumpre parcialmente LR Não cumpre LR Com OGS 0 0,8 1 1,05 1,1 Sem OGS 0 0,9 1,05 1,1 1,2 Da análise do Quadro 3.38, constata-se que o valor de ESCIEXT varia entre 0,8 e 1,2, tendo por base um critério de agravamento crescente deste, face ao acréscimo de condições perniciosas para o combate ao incêndio, como o incumprimento face ao disposto na legislação regulamentar. Este fator assume o valor de 0,8 para edifícios com OGS e com mais extintores do que os exigidos legislativamente. Por sua vez, assume o valor de 1,2 no caso de não existir OGS e não cumprir a legislação regulamentar. Da análise destes parâmetros resultam 9 situações possíveis de avaliação por parte do projetista, aquando da análise do risco de incêndio do edifício. Considera-se que a legislação é parcialmente cumprida nos casos em que existem extintores mas estes já se encontram fora do prazo, ou quando o agente extintor é impróprio. 96
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Quando não existem extintores no edifício, mas também não são exigidos pela legislação, o fator não é considerado e assume o valor de 0. DESCRITORES ASSOCIADOS AO FATOR PARCIAL ASSOCIADO À REDE DE INCÊNDIO ARMADA (ESCIRIA) Tal como os extintores, as redes de incêndio armadas podem representar um importante meio de extinção de incêndio, quando usado corretamente. Assim a existência de OGS assume novamente um papel importante na definição deste fator parcial. Os descritores considerados neste fator parcial são os seguintes: • Cumprimento da legislação regulamentar; • Existência de OGS. Os valores do fator parcial ESCIRIA são apresentados, no Quadro 3.39. Quadro 3.39 - Valores do ESCIRIA Não se aplica Existe sem ser exigido ou nº superior ao exigido Cumpre LR Cumpre parcialmente LR Não cumpre LR Com OGS 0 0,8 1 1,05 1,1 Sem OGS 0 0,9 1,05 1,1 1,2 Da análise do Quadro 3.39, constata-se que o valor de ESCIRIA varia entre 0,8 e 1,2, tendo por base um critério de agravamento crescente deste, face ao acréscimo de condições perniciosas para o combate ao incêndio, como o incumprimento face ao disposto na legislação regulamentar. Este fator assume o valor de 0,8 para edifícios com OGS e com mais redes de incêndio armadas do que as exigidas legislativamente. Por sua vez, assume o valor de 1,2 no caso de não existir OGS e não cumprir a legislação regulamentar. Da análise destes parâmetros resultam 9 situações possíveis de avaliação por parte do projetista, aquando da análise do risco de incêndio do edifício. Considera-se que a legislação é parcialmente cumprida quando existem redes de incêndio armadas mas não o número exigido pelo regulamento. DESCRITORES ASSOCIADOS AO FATOR PARCIAL CORPO PRIVADO DE BOMBEIROS (ESCICPB) Na eficácia de combate ao incêndio, em relação à organização e gestão de segurança, apenas falta considerar a eventual existência de corpo privado de bombeiros. Os descritores considerados neste fator parcial são os seguintes: • Existência de CPB; • Cumprimento da legislação. 97
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Os valores do fator parcial ESCICPB são apresentados, no Quadro 3.40. Quadro 3.40 - Valores do ESCICPB Não se aplica Medida compensatória Cumpre LR Não Cumpre LR Existe CPB mas não é necessário 0 0,5 - - Existe CPB e é necessário 0 - 1 - Não Existe CPB 0 - - 1,5 Da análise do Quadro 3.40, constata-se que o valor de ESCICPB varia entre 0,5 e 1,5, tendo por base um critério de agravamento crescente deste, face ao acréscimo de condições perniciosas para o combate ao incêndio, como o incumprimento face ao disposto na legislação regulamentar. Este fator assume, assim, o valor de 0,5 no caso de existir CPB sem ser necessário. Quando existe CPB, sendo exigido pela legislação, o fator assume o valor de 1. Quando não existe CPB, mas este é exigido pela legislação regulamentar, o fator assume o valor de 1,5. Quando não existe CPB e não é exigido pela legislação, este fator não é considerado e assume o valor de 0. CONCLUSÕES RELATIVAS AO FATOR GLOBAL ESCI Conforme exposto no parágrafo 3.9.1, o fator global Eficácia de Socorro e Combate ao Incêndio (ESCI) resulta da média aritmética dos seis fatores parciais apresentados anteriormente, sendo obtido através da equação 3.60. 𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹=𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹𝐼𝐼𝑃𝑃 +𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹𝐴𝐴𝑉𝑉 +𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹𝑉𝑉𝑉𝑉 +𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹𝑉𝑉𝐸𝐸𝑉𝑉 +𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹𝑅𝑅𝐶𝐶𝐴𝐴 +𝐹𝐹𝑆𝑆𝐶𝐶𝐹𝐹𝐶𝐶𝑃𝑃𝐴𝐴 6 (3.60) Em síntese, apresentam-se na Figura 3.26 todos os fatores parciais do ESCI, bem como, todos os valores que estes podem assumir. Fator Parcial Limites dos fatores parciais ESCIGP - Grau de prontidão dos bombeiros 1,00 1,10 1,20 1,30 1,40 1,50 ESCIAE - Vias de acesso ao edifício 1,00 1,05 1,10 1,20 1,30 1,40 1,50 1,60 ESCIHE - Hidrantes exteriores 0 1,00 1,05 1,20 1,30 1,40 1,60 ESCIEXT - Extintores 0 0,80 0,90 1,00 1,05 1,10 1,20 ESCIRIA - Redes de incêndio armadas 0 0,80 0,90 1,00 1,05 1,10 1,20 ESCICPB - Corpo privado de bombeiros 0 0,50 1,00 1,50 Figura 3.26 - Fatores parciais do ESCI e respetivos valores limite 98
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Considerando a possibilidade de todos os fatores parciais serem aplicáveis ao edifício em análise, o fator global ESCI assume como valor mínimo 0,85 e como valor máximo 1,43. O valor de 1,00, destacado no Figura 3.26, representa o cumprimento regulamentar dos respetivos fatores parciais. 99
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros SEPARADORES RELATIVOS AO FATOR GLOBAL CONSEQUÊNCIAS TOTAIS DE INCÊNDIO (CTI) 4.2.4.1. Introdução Conforme explicado previamente, o fator global consequências totais de incêndio (CTI) foi divido em 3 separadores: consequências no cenário de incêndio, consequências nas vias horizontais de evacuação e consequências nas vias verticais de evacuação. 4.2.4.2. Subseparador relativo às consequências parciais no cenário de incêndio devido à potência libertada (CPICIP) Apresentam-se, nas figuras 4.6 a 4.9, os descritores associados à potência libertada no cenário de incêndio. Figura 4.6 - Descritores sinalização e iluminação de emergência associados ao CPICIP Figura 4.7 - Descritores simulacros e detetor de incêndio associados ao CPICIP 106
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Figura 4.8 - Descritores sistema de extinção automática e área do cenário de incêndio associados ao CPICIP Figura 4.9 - Descritor efetivo associado ao CPICIP A Figura 4.10 ilustra, a título de exemplo, o cálculo do valor do CPICIP. 107
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Figura 4.10 - Exemplo de cálculo do valor do CPICIP 4.2.4.3. Subseparador relativo às consequências parciais no cenário de incêndio devido ao fumo produzido (CPICIF) Apresenta-se, na Figura 4.11, o descritor associado ao fumo produzido no cenário de incêndio. Apesar de neste subseparador constar apenas o descritor relativo ao sistema de controlo de fumo, o modelo utiliza para o cálculo do valor do CPICIF os descritores apresentados, no parágrafo 4.2.4.1 deste capítulo, para o cálculo do CPICIP (com exceção do sistema de extinção automática). Figura 4.11 - Descritor sistema de controlo de fumo associado ao CPICIF 108
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros A Figura 4.12 ilustra, a título de exemplo, o cálculo do valor do CPICIF. Figura 4.12 - Exemplo de cálculo do valor do CPICIF 4.2.4.4. Subseparador relativo às consequências parciais no cenário de incêndio devido aos materiais de revestimento (CPICIMR) Apresentam-se, na Figura 4.13, os descritores associados aos materiais de revestimento do teto. Dispensa-se a apresentação dos descritores associados aos materiais de revestimento das paredes e do pavimento, uma vez que são iguais aos do teto. Figura 4.13 - Descritor teto associado ao CPICIMR 109
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros A Figura 4.14 ilustra, a título de exemplo, o cálculo do valor do CPICIMR. Figura 4.14 - Exemplo de cálculo do valor do CPICIMR 4.2.4.5. Subseparador relativo às consequências parciais na via horizontal de evacuação devido ao fumo (CPIVHEF) Apresentam-se, nas figuras 4.15 e 4.16, os descritores associados ao fumo presente na via horizontal de evacuação. Apesar de neste subseparador constarem apenas os descritores sinalização e iluminação de emergência e comprimento da via horizontal de evacuação, o modelo utiliza para o cálculo do valor do CPIVHEF os descritores apresentados anteriormente para o cálculo do CPICIF, no parágrafo 4.2.4.3 deste capítulo. Figura 4.15 - Descritores sinalização e iluminação de emergência na via horizontal de evacuação associados ao CPIVHEF 110
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Figura 4.16 - Descritores comprimento da via horizontal de evacuação associados ao CPIVHEF A Figura 4.17 ilustra, a título de exemplo, o cálculo do valor do CPIVHEF. Figura 4.17 - Exemplo de cálculo do valor do CPIVHEF 4.2.4.6. Subseparador relativo às consequências parciais na via horizontal de evacuação devido aos materiais de revestimento (CPIVHEMR) Dispensa-se a apresentação dos descritores relativos ao CPIVHEMR, uma vez que, são idênticos aos já definidos e comentados no parágrafo 4.2.4.4 deste capítulo. 111
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros 4.2.4.7. Subseparador relativo às consequências parciais na via vertical de evacuação devido ao fumo (CPIVVEF) Apresentam-se, nas Figuras 4.18 a 4.20, os descritores associados ao fumo presente na via vertical de evacuação. Apesar de neste subseparador constarem apenas os descritores sinalização e iluminação de emergência, sistema de controlo de fumo e número de pisos acima e abaixo, o modelo utiliza para o cálculo do valor do CPIVVEF os descritores apresentados anteriormente para o cálculo do CPICIF, no parágrafo 4.2.4.3 deste capítulo. Figura 4.18 - Descritores sinalização e iluminação de emergência na via vertical de evacuação associados ao CPIVVEF Figura 4.19 - Descritores sistema de controlo de fumo na via vertical de evacuação e nº de pisos acima associados ao CPIVVEF 112
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Figura 4.20 - Descritor nº de pisos abaixo associados ao CPIVVEF A Figura 4.21 ilustra, a título de exemplo, o cálculo do valor do CPIVVEF. Figura 4.21 - Exemplo de cálculo do valor do CPIVVEF 4.2.4.8. Subseparador relativo às consequências parciais na via vertical de evacuação devido aos materiais de revestimento (CPIVVEMR) Dispensa-se a apresentação dos descritores relativos ao CPIVVEMR, uma vez que, são análogos aos já definidos e comentados no parágrafo 4.2.4.4 deste capítulo. 113
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros SEPARADOR RELATIVO AO FATOR GLOBAL DESENVOLVIMENTO E PROPAGAÇÃO DO INCÊNDIO (DPI) 4.2.5.1. Subseparador relativo ao fator parcial resistência, estanquidade e isolamento (REI) do cenário de incêndio e das vias de evacuação verticais (DPIREIC) Apresentam-se, na Figura 4.22, os descritores associados ao fator parcial resistência, estanquidade e isolamento (REI) do cenário de incêndio e das vias de evacuação verticais. Figura 4.22 - Descritores REI da estrutura e laje e REI da caixa de escadas associados ao DPIREIC A Figura 4.23 ilustra, título de exemplo, o cálculo do fator parcial supracitado. Figura 4.23 - Exemplo de cálculo do valor do DPIREIC 114
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros SEPARADOR RELATIVO AO FATOR GLOBAL EFICÁCIA E SOCORRO DE COMBATE AO INCÊNDIO (ESCI) 4.2.6.1. Subseparador relativo ao fator parcial associado ao grau de prontidão dos bombeiros (ESCIGP) Apresentam-se, na Figura 4.24, os descritores do fator parcial associado ao grau de prontidão dos bombeiros. Figura 4.24 - Descritores deteção e alerta e tempo de chegada dos bombeiros associados ao ESCIGP A Figura 4.25 ilustra, a título de exemplo, o cálculo do fator parcial supracitado. Figura 4.25 - Exemplo de cálculo do valor do ESCIGP 115
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros • Colmatação das infiltrações, através da reparação das coberturas, nomeadamente, através da substituição de telhas partidas, da reparação das caixilharias, etc.; • Substituição total, ou parcial, das instalações elétricas, verificando a adequabilidade das potências instaladas com as contratadas; • Substituição de aquecedores catalíticos por aquecedores elétricos ou, idealmente, por centrais térmicas; • Substituição total, ou parcial, das instalações de gás, complementada com a criação de um parque de garrafas de gás, no exterior de cada edifício, que garanta a devida ventilação; • Limpeza das caves e águas-furtadas, lugares normalmente não vigiados e de armazenamento de objetos obsoletos que constituem enormes cargas de incêndio; • Promoção de campanhas de sensibilização junto dos ocupantes dos edifícios, com o objetivo de reduzir comportamentos de risco. As infiltrações constituem indubitavelmente uma das anomalias mais recorrentes nos edifícios antigos. Com exceção do Edifício 1, todos os edifícios analisados no Capítulo 5 apresentam infiltrações. Estas revestem-se de elevada perigosidade quando as instalações elétricas do edifício se encontram em mau estado de conservação. Ora, curiosamente, dos edifícios analisados, aqueles onde se verificam infiltrações apresentam igualmente más condições de conservação das suas instalações elétricas. Deste modo, a reparação das infiltrações deve assumir prioridade numa possível intervenção nos edifícios. Dos cinco edifícios analisados no capítulo anterior, apenas um detém uma instalação elétrica em boas condições. Nos restantes, a instalação elétrica encontra-se em mau estado de conservação e com potências instaladas incompatíveis com as contratadas. Tal deve-se ao facto de, na maior parte dos casos, as frações terem sido alvo de ampliações, normalmente realizadas por pessoas não qualificadas, aumentando o risco de curto-circuito. Relativamente às instalações de gás, as intervenções propostas limitam-se apenas aos casos em que a alimentação das instalações de confeção de alimentos é realizada através de garrafa de gás. Nestes casos, devem ser promovidas melhores condições de ventilação dos locais de armazenamento das garrafas e deve proceder-se à substituição da mangueira de ligação entre a garrafa e os aparelhos de queima e das válvulas em estado deficiente. No método MARIEE estas medidas intervêm no fator global POI, contribuindo para uma redução efetiva do seu valor. 6.3. MEDIDAS QUE POSSIBILITEM UMA EFICAZ, RÁPIDA E SEGURA EVACUAÇÃO Os edifícios antigos, nomeadamente os construídos antes de 1945, apresentam uma série de características comuns, prejudiciais à evacuação dos mesmos: dimensões pequenas, corredores estreitos, escadas em madeira, em mau estado de conservação e com inclinações superiores à exigida na legislação atual, inexistência de sinalização e iluminação de emergência, tanto nas frações como nas vias de evacuação e ausência de sistemas de deteção automática de incêndio e de sistemas de controlo de fumo. As medidas propostas visam colmatar essas deficiências, por forma a promover uma eficaz evacuação dos edifícios, e consistem na: • Colocação de extintores nas vias de evacuação, formando os ocupantes sobre o seu correto manuseamento; • Colocação de sinalização de emergência no cenário de incêndio e nas vias de evacuação; • Colocação de iluminação de emergência no cenário de incêndio e nas vias de evacuação; 218
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros • Colocação de sistemas de deteção automática no cenário de incêndio, formando e sensibilizando os ocupantes para a forma como estes dispositivos funcionam; • Colocação de sistemas de controlo de fumo no cenário de incêndio e nas vias de evacuação. No método MARIEE estas medidas intervêm nos fatores globais CTI e ESCI, contribuindo para uma redução efetiva dos respetivos valores. 6.4. MEDIDAS DE INTERVENÇÃO PROPOSTAS APRESENTAÇÃO DAS MEDIDAS DE INTERVENÇÃO No seguimento da análise anterior apresentam-se dezasseis medidas de intervenção que visam reduzir o risco de incêndio dos edifícios, Quadro 6.1. Quadro 6.1 – Medidas de intervenção propostas Medidas de intervenção propostas 1 Implementação de extintores 2 Implementação de sinalização de emergência no cenário de incêndio 3 Implementação de sinalização de emergência nas vias horizontais de evacuação 4 Implementação de sinalização de emergência nas vias verticais de evacuação 5 Implementação de iluminação de emergência no cenário de incêndio 6 Implementação de iluminação de emergência nas vias horizontais de evacuação 7 Implementação de iluminação de emergência nas vias verticais de evacuação 8 Colmatação das infiltrações 9 Reparação das instalações elétricas 10 Reparação das instalações de aquecimento 11 Reparação das instalações de confeção de alimentos 12 Reparação das instalações de líquidos e gases combustíveis 13 Implementação de procedimentos e planos de prevenção 14 Implementação de sistema de deteção automática de incêndio 15 Implementação de sistema de controlo de fumo no cenário incêndio 16 Implementação de sistema de controlo de fumo nas vias verticais de evacuação COMBINAÇÕES DE MEDIDAS – INTERVENÇÕES TIPO Depois de apresentadas as medidas, estabelecem-se possíveis combinações destas, cuja aplicação conjunta seja verosímil. Tais combinações constituem intervenções tipo, apresentadas na Figura 6.1, por ordem crescente de complexidade. 219
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Figura 6.1 – Combinações de medidas – intervenções tipo Da análise da Figura 6.1, constata-se que a implementação de extintores está presente em todas as propostas de intervenção. Estes constituem um meio de primeira intervenção no combate ao incêndio e devem ser instalados independentemente de qualquer outra medida de proteção julgada necessária. Dada a sua facilidade de utilização os extintores são cada vez mais difundidos devendo, no entanto, ser observadas determinadas condições para que a sua eficácia seja efetiva, das quais se salientam as seguintes: adequado posicionamento, adequação ao tipo de fogo esperado para o local e boas condições de funcionamento. Por seu turno, a sinalização e iluminação de emergência contribuem de forma decisiva para a redução do tempo de evacuação. Em caso de inexistência destas, a velocidade de evacuação assume um valor muito baixo agravando, por conseguinte, o tempo de evacuação. É pertinente salientar que, no método MARIEE, a inexistência de sinalização e iluminação de emergência se traduz numa redução de 90% da velocidade de evacuação face à considerada nos casos de existência de tais dispositivos. Assim, numa operação de reabilitação, a implementação de sinalização e iluminação de emergência, quer no cenário de incêndio quer nas vias de evacuação, deve constituir um objetivo primordial. Igualmente importante para uma redução substantiva do tempo de evacuação, é a existência de um sistema de deteção automática de incêndio permitindo, no caso do detetor ótico, que o tempo médio de deteção se verifique 50 segundos após o início do incêndio, ao invés dos 150 segundos, no caso de inexistência de qualquer sistema de deteção automática de incêndio. A facilidade de aquisição e o baixo preço destes sistemas verificados atualmente, constituem justificados motivos para que a sua adoção seja igualmente primordial numa possível intervenção no edifício. Outro dos requisitos para que a evacuação se processe de forma eficaz diz respeito à manutenção de condições ambientais compatíveis com essa evacuação. Para tal é fundamental a implementação de um sistema de controlo de fumo cujos principais objetivos consistem em: Nº Intervenção Extintores Sinalização CI Sinalização VHE Sinalização VVE Sistema de deteção automática Iluminação CI Iluminação VHE Iluminação VVE Reparação das instalações Reparação das infiltrações OGS Sistema de controlo de fumo CI Sistema de controlo de fumo VVE 1 x x x x 2 x x x x x 3 x x x x x x x 4 x x x x x x x x 5 x x x x x x x x x 6 x x x x x x x x x x 7 x x x x x x x x 8 x x x x x x x x x x 9 x x x x x x x x x x x 10 x x x x x x x x x 11 x x x x x x 12 x x x x x x x x x 13 x x x x x x x x x x x 14 x x x x x x x x x x 15 x x x x x x x x x x x x 16 x x x x x 17 x x x x x x 18 x x x x x x x x 19 x x x x x x x x x 20 x x x x x x x x x x 21 x x x x x x x x x x x 22 x x x x x x x x x 23 x x x x x x x x x x x 24 x x x x x x x x x x x x 25 x x x x x x x x x x 26 x x x x x x x 27 x x x x x x x x x x 28 x x x x x x x x x x x x 29 x x x x x x x x x x x 30 x x x x x x x x x x x x x 220
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros • Tornar transitáveis, para os ocupantes do edifício, os caminhos de evacuação e possibilitar que os meios de segunda intervenção possam atuar no local do sinistro; • Limitar a propagação do incêndio, fazendo a extração do fumo para o exterior, resultante da combustão dos materiais existentes no local. A extração do fumo do cenário de incêndio é uma forma de controlar o aquecimento do ambiente, diminuindo a possibilidade de propagação do incêndio; • Promover a extração do fumo de um incêndio após a circunscrição do sinistro que lhe deu origem. Por sua vez, os procedimentos de organização e gestão da segurança (OGS) têm duas finalidades principais: a garantia da manutenção das condições de segurança definidas no projeto e a garantia de uma estrutura mínima de resposta a situações de emergência. Deste modo, a adoção de procedimentos ou planos de prevenção deve constituir uma das componentes de uma possível intervenção, com o objetivo de salvaguardar que os equipamentos e sistemas de segurança contra incêndios estão em condições de ser operados permanentemente e que, em caso de emergência, os ocupantes abandonam o edifício em segurança. Por último, e conforme mencionado no parágrafo 6.2, a revisão e reparação de todas as instalações e das eventuais infiltrações constituem uma importante componente das intervenções propostas uma vez que permitem reduzir substancialmente a probabilidade de ocorrência de incêndio. De salientar que a tabela das intervenções propostas, Figura 6.1, se pode dividir a meio sendo que do meio para baixo, intervenção nº 16 à nº 30, as intervenções são análogas às de cima, intervenção nº 1 à nº 15, mas com sistema de controlo de fumo nas vias verticais de evacuação. 6.5. APLICAÇÃO DAS INTERVENÇÕES PROPOSTAS AO CASO DE ESTUDO INTRODUÇÃO Dado que a totalidade dos edifícios que constituem o caso de estudo se destina à habitação, a implementação de sinalização e iluminação de emergência, bem como, de sistema de controlo de fumo, no cenário de incêndio, não fará parte das medidas de intervenção propostas. Tal deve-se ao facto da adoção das medidas supracitadas não constituir obrigatoriedade legal para a UT I mas sobretudo, em face da sua irrazoabilidade para esta utilização-tipo. Por conseguinte, o número de intervenções propostas para a UT I reduz-se para 20, por via da não adequabilidade das intervenções nº 11, 12, 13, 14, 15, 26, 27, 28, 29 e 30. INTERVENÇÕES PROPOSTAS NO EDIFÍCIO 1 Na Figura 6.2 apresentam-se os valores do risco de incêndio do Edifício 1, após aplicação das trinta intervenções propostas. 221
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Figura 6.2 – Risco de incêndio do Edifício 1, após aplicação das intervenções propostas Conforme se pode constatar da análise da Figura 6.2, para o Edifício 1 não é suficiente a implementação de extintores e sinalização de emergência nas vias de evacuação. Para se atingir um valor de risco de incêndio aceitável é necessária a implementação da intervenção nº 2, que implica a adoção de extintores, sinalização de emergência nas vias de evacuação e sistema de deteção automática no cenário de incêndio. Como era expectável, o sistema de deteção automática contribui de forma decisiva para a redução do risco de incêndio. Tal é visível através da passagem da intervenção nº 3, sem sistema de deteção automática, cujo risco de incêndio após a sua implementação continua inaceitável (1,056), para a intervenção nº 4, com sistema de deteção automática, cujo risco de incêndio assume um valor aceitável (0,969). Análoga conclusão se pode retirar da análise da passagem da intervenção nº 5 para a intervenção nº 6. A nº 5, igual à nº 3 e portanto sem sistema de deteção automática, mas com implementação de reparações em todas as instalações, assume um valor de risco de incêndio inaceitável (1,022). Por sua vez, a nº 6, igual à nº 5 mas com sistema de deteção automática, atinge um valor de risco de incêndio aceitável (0,938). Conclusão igualmente pertinente diz respeito à adoção de procedimentos ou planos de prevenção. De facto, a adoção deste tipo de medidas permite atingir valores de risco de incêndio apreciavelmente baixos, conforme se pode constatar da passagem da intervenção nº 21, cujo valor do RI é de 0,901, para a intervenção nº 24, cujo valor do RI é de 0,869. O valor do risco de incêndio mais baixo atinge-se na intervenção nº 24 (0,869), com implementação de todas as medidas. Para este edifício, verifica-se que o acréscimo do sistema de controlo de fumo nas vias verticais às intervenções nº 1, 3, 5, 7 e 8 não produz qualquer efeito no valor do risco de incêndio. Tal deve-se ao facto de no instante em que se dá a saída do último ocupante do edifício, ainda não se ter iniciado a passagem de fumo do cenário de incêndio para as vias verticais de evacuação. Nº Intervenção Extintores Sistema de deteção automática CI Sinalização VHE Sinalização VVE Iluminação VHE Iluminação VVE Reparação das instalações Reparação das infiltrações OGS Sistema de controlo de fumo VVE Edificio nº1 Sem intervenção 1,066 1 x x x1,056 2 x x xx0,969 3 x x x x x 1,056 4 x x x x x x0,969 5 x x x x x x x 1,022 6 x x x x x x x x 0,938 7 x x x x x x 1,017 8 x x x x x x x x 0,987 9 x x x x x x x x x 0,906 10 x x x x x x x 0,933 16 x x x x 1,056 17 x x x x x 0,930 18 x x x x x x 1,056 19 x x x x x x x 0,930 20 x x x x x x x x 1,022 21 x x x x x x x x x 0,901 22 x x x x x x x 1,017 23 x x x x x x x x x 0,987 24 x x x x x x x x x x 0,869 25 x x x x x x x x 0,895 222
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros INTERVENÇÕES PROPOSTAS NO EDIFÍCIO 2 Apresentam-se os valores do risco de incêndio do Edifício 2, na Figura 6.3, após aplicação das trinta intervenções propostas. Figura 6.3 - Risco de incêndio do Edifício 2, após aplicação das intervenções propostas Da análise da Figura 6.3, constata-se que apenas se atinge um risco de incêndio aceitável para o Edifício 2 com a implementação da intervenção nº 9. Esta implica a adoção de todas as medidas à exceção do sistema de controlo de fumo nas vias verticais de evacuação. O valor do risco de incêndio mais baixo atinge-se na intervenção nº 24 (0,956), com implementação de todas as medidas. Para este edifício, verifica-se que o acréscimo do sistema de controlo de fumo nas vias verticais às intervenções nº 1, 3, 5, 7 e 8 não produz qualquer efeito no valor do risco de incêndio. Tal deve-se ao facto de no instante em que se dá a saída do último ocupante do edifício, ainda não se ter iniciado a passagem de fumo do cenário de incêndio para as vias verticais de evacuação. INTERVENÇÕES PROPOSTAS NO EDIFÍCIO 3 Apresentam-se os valores do risco de incêndio do Edifício 3, na Figura 6.4, após aplicação das trinta intervenções propostas. Nº Intervenção Extintores Sistema de deteção automática CI Sinalização VHE Sinalização VVE Iluminação VHE Iluminação VVE Reparação das instalações Reparação das infiltrações OGS Sistema de controlo de fumo VVE Edificio nº2 Sem intervenção 1,175 1 x x x 1,156 2 x x x x1,073 3 x x x xx1,156 4 x x x x x x 1,073 5 x x x x x x x 1,123 6 x x x x x x x x 1,042 7 x x x x x x 1,102 8 x x x x x x x x 1,073 9 x x x x x x x x x 0,995 10 x x x x x x x 1,022 16 x x x x 1,156 17 x x x x x 1,052 18 x x x x x x 1,156 19 x x x x x x x 1,031 20 x x x x x x x x 1,123 21 x x x x x x x x x 1,000 22 x x x x x x x 1,102 23 x x x x x x x x x 1,073 24 x x x x x x x x x x 0,956 25 x x x x x x x x 0,982 223
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Figura 6.4 - Risco de incêndio do Edifício 3, após aplicação das intervenções propostas Conforme se pode constatar da análise da Figura 6.4, para o Edifício 3 apenas se atinge um risco de incêndio aceitável com a implementação da intervenção nº 6. Tal implica a adoção de extintores, sinalização e iluminação de emergência nas vias de evacuação, sistema de deteção automática de incêndio e a reparação de todas as instalações e infiltrações. O valor do risco de incêndio mais baixo atinge-se na intervenção nº 24 (0,921), com implementação de todas as medidas. Para este edifício, verifica-se que o acréscimo do sistema de controlo de fumo nas vias verticais às intervenções nº 1, 3, 5, 7 e 8 não produz qualquer efeito no valor do risco de incêndio. Tal deve-se ao facto de no instante em que se dá a saída do último ocupante do edifício, ainda não se ter iniciado a passagem de fumo do cenário de incêndio para as vias verticais de evacuação. INTERVENÇÕES PROPOSTAS NO EDIFÍCIO 4 Na Figura 6.5 apresentam-se os valores do risco de incêndio do Edifício 4, após aplicação das trinta intervenções propostas. Nº Intervenção Extintores Sistema de deteção automática CI Sinalização VHE Sinalização VVE Iluminação VHE Iluminação VVE Reparação das instalações Reparação das infiltrações OGS Sistema de controlo de fumo VVE Edificio nº3 Sem intervenção 1,234 1 x x x1,221 2 x x xx1,124 3 x x x x x 1,221 4 x x x x x x1,124 5 x x x x x x x 1,084 6 x x x x x x x x 0,998 7 x x x x x x 1,162 8 x x x x x x x x 1,041 9 x x x x x x x x x 0,958 10 x x x x x x x 1,070 16 x x x x 1,221 17 x x x x x 1,102 18 x x x x x x 1,221 19 x x x x x x x 1,081 20 x x x x x x x x 1,084 21 x x x x x x x x x 0,959 22 x x x x x x x 1,162 23 x x x x x x x x x 1,041 24 x x x x x x x x x x 0,921 25 x x x x x x x x 1,028 224
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Figura 6.5 - Risco de incêndio do Edifício 4, após aplicação das intervenções propostas Através da análise da Figura 6.5, constata-se que para o Edifício 4 apenas se atinge um risco de incêndio aceitável com a implementação da intervenção nº 6. Esta implica a adoção de extintores, sinalização e iluminação de emergência no cenário de incêndio e nas vias de evacuação, sistema de deteção automática de incêndio e a reparação de todas as instalações e infiltrações. Como era expectável, o sistema de deteção automática de incêndio contribui de forma decisiva para a redução do risco de incêndio. Tal é visível através da passagem da intervenção nº 5, sem sistema de deteção automática, cujo risco de incêndio após a sua implementação continua inaceitável (1,103), para a intervenção nº 6, com sistema de deteção automática, cujo risco de incêndio assume um valor aceitável (0,968). Idêntica conclusão se pode retirar da análise da passagem da intervenção nº 8 para a intervenção nº 9. A nº 9, igual à nº 8 mas com sistema de controlo de fumo, assume um valor de risco de incêndio aceitável (0,927), enquanto a nº 8 assume um valor de risco de incêndio inaceitável (1,056). O valor do risco de incêndio mais baixo atinge-se na intervenção nº 24 (0,908), com implementação de todas as medidas. Para este edifício, verifica-se que o acréscimo do sistema de controlo de fumo nas vias verticais às intervenções nº 1, 3, 5, 7 e 8 não produz qualquer efeito no valor do risco de incêndio. Tal deve-se ao facto de no instante em que se dá a saída do último ocupante do edifício, ainda não se ter iniciado a passagem de fumo do cenário de incêndio para as vias verticais de evacuação. INTERVENÇÕES PROPOSTAS NO EDIFÍCIO 5 Apresentam-se os valores do risco de incêndio do Edifício 5, na Figura 6.6, após aplicação das trinta intervenções propostas. Nº Intervenção Extintores Sistema de deteção automática CI Sinalização VHE Sinalização VVE Iluminação VHE Iluminação VVE Reparação das instalações Reparação das infiltrações OGS Sistema de controlo de fumo VVE Edificio nº4 Sem intervenção 1,238 1 x x x1,219 2 x x x x1,092 3 x x x x x1,219 4 x x x x x x1,070 5 x x x xx x x 1,103 6 x x x x x x x x 0,968 7 x x x x x x 1,157 8 x x x x x x x x 1,056 9 x x x x x x x x x 0,927 10 x x x x x x x 1,016 16 x x x x 1,219 17 x x x x x 1,070 18 x x x x x x 1,219 19 x x x x x x x 1,049 20 x x x x x x x x 1,103 21 x x x x x x x x x 0,949 22 x x x x x x x 1,157 23 x x x x x x x x x 1,056 24 x x x x x x x x x x 0,908 25 x x x x x x x x 0,995 225
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Figura 6.6 - Risco de incêndio do Edifício 5, após aplicação das intervenções propostas Da análise da Figura 6.6, é possível verificar que para o Edifício 5 apenas se atinge um risco de incêndio aceitável com a implementação da intervenção nº 9. Tal implica a adoção de extintores, sinalização e iluminação de emergência no cenário de incêndio e nas vias de evacuação, sistema de deteção automática de incêndio, procedimentos ou planos de prevenção e a reparação de todas as instalações e infiltrações. Como seria de esperar, o sistema de deteção automática de incêndio contribui de forma decisiva para a redução do risco de incêndio. Tal é visível através da passagem da intervenção nº 8, sem sistema de deteção automática, cujo risco de incêndio após a sua implementação continua inaceitável (1,106), para a intervenção nº 9, com sistema de deteção automática, cujo risco de incêndio assume um valor aceitável (1,000). O valor do risco de incêndio mais baixo atinge-se na intervenção nº 24 (0,961), com implementação de todas as medidas. Para este edifício, verifica-se que o acréscimo do sistema de controlo de fumo nas vias verticais às intervenções nº 1, 3, 5, 7 e 8 não produz qualquer efeito no valor do risco de incêndio. Tal deve-se ao facto de no instante em que se dá a saída do último ocupante do edifício, ainda não se ter iniciado a passagem de fumo do cenário de incêndio para as vias verticais de evacuação. Nº Intervenção Extintores Sistema de deteção automática CI Sinalização VHE Sinalização VVE Iluminação VHE Iluminação VVE Reparação das instalações Reparação das infiltrações OGS Sistema de controlo de fumo VVE Edificio nº5 Sem intervenção 1,336 1 x x x1,317 2 x x xx1,190 3 x x x x x 1,317 4 x x x x x x1,190 5 x x x x x x x 1,159 6 x x x x x x x x 1,047 7 x x x x x x 1,244 8 x x x x x x x x 1,106 9 x x x x x x x x x 1,000 10 x x x x x x x 1,124 16 x x x x 1,317 17 x x x x x 1,167 18 x x x x x x 1,317 19 x x x x x x x 1,143 20 x x x x x x x x 1,159 21 x x x x x x x x x 1,000 22 x x x x x x x 1,244 23 x x x x x x x x x 1,106 24 x x x x x x x x x x 0,961 25 x x x x x x x x 1,080 226
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros PROPOSTA DE CLASSIFICAÇÃO DO EDIFICADO DE ACORDO COM O RISCO DE INCÊNDIO 7.1. INTRODUÇÃO A aplicação da metodologia de análise de risco de incêndio proposta na presente dissertação, MARIEE, pode revestir-se de elevado interesse na elaboração de uma classificação, e eventual “etiquetagem”, de todo o edificado nacional, com base no respetivo risco de incêndio, introduzindo um novo parâmetro de valoração de mercado. Este capítulo pretende assim dotar os promotores, as autoridades licenciadoras e os utilizadores finais de um instrumento que permita classificar os edifícios consoante o risco de incêndio, com todos os benefícios para a comunidade que daí advêm. Pretende-se que a classificação possa ser aplicada a edifícios novos e antigos, ou àqueles que venham a ser alvo de processos de reabilitação, revitalizando as cidades e proporcionando melhores condições para nelas se viver. Tal classificação assume igual importância em fase de projeto permitindo prever uma classificação desejada, que deverá ser posteriormente confirmada após construção. A pretensão de tal abrangência no que concerne à proposta de classificação do edificado obriga a uma reflexão diferenciada relativamente aos edifícios construídos antes e depois da entrada em vigor do Decreto-Lei nº 220/2008. Por conseguinte, para além da apresentação da proposta de classificação, neste capítulo constam algumas reflexões sobre a sua aplicabilidade aos edifícios construídos antes e depois 1 de janeiro de 2009. Esta proposta de classificação permitirá estudar o risco de incêndio urbano de forma sustentada, produzindo cartografia de risco e dotando os municípios portugueses de cartas de risco de incêndio, com o objetivo de identificar as zonas de maior risco, definindo prioridades e estratégias de gestão de risco de incêndio urbano. Finalmente, é apresentada neste capítulo, para edifícios construídos antes de 1 de janeiro de 2009, uma proposta de diferenciação do valor do risco de incêndio aceitável, consoante o ano de construção do imóvel. 227
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE – Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros Considerando a recorrência de vítimas resultantes de incêndios urbanos, seria oportuno estudar convenientemente o risco de incêndio do edificado nacional, sobretudo nos centros urbanos antigos de forma a elaborar uma cartografia deste risco e planos prévios de intervenção que permitam dar uma resposta mais adequada e potenciar a minoração dos efeitos resultantes dos incêndios urbanos. Visando tal objetivo, é apresentada, no Capítulo 7, uma proposta de classificação dos edifícios, de acordo com o respetivo risco de incêndio. 8.2. DESENVOLVIMENTOS FUTUROS No sentido de melhorar a metodologia proposta, sugerem-se neste subcapítulo algumas propostas para estudos futuros: • Elaborar uma exaustiva análise de sensibilidade a todos os parâmetros intervenientes no método MARIEE, de modo a perceber a influência de cada um no valor do risco de incêndio; • Avalizar a aplicação do método MARIEE e proceder à sua ‘calibração’ para edifícios recentes (construídos depois de 1 de Janeiro de 2009 e aos quais se aplica a atual legislação); • Realizar a formulação de 10 a 20 casos tipo, para cada UT, de forma a constituir uma base de dados modelo; • Validação do método proposto através da aplicação a 100 casos tipo de cada UT; • A formulação proposta do método MARIEE contempla apenas a evacuação do número de ocupantes do cenário de incêndio. Propõe-se estudar a possibilidade de alteração da atual formulação do método, por forma a contemplar o tempo necessário para se realizar a evacuação do número de ocupantes do último piso, considerando para o tempo de evacuação do edifício o máximo dos dois tempos; • O método MARIEE, conforme proposto e nos casos em que coexistem no edifício, vias horizontais e verticais de evacuação, considera a passagem simultânea de fumo do cenário de incêndio para ambas as vias de evacuação. Tal passagem deveria ser avaliada de forma integrada, considerando que o fumo passa em primeiro lugar, do cenário de incêndio para a via horizontal de evacuação, e só depois da via horizontal para a via vertical de evacuação. A escassez de tempo para a realização desta dissertação, aliada ao elevado número de combinações necessárias para tornar possível a formulação supracitada, impossibilitou a sua consideração no presente estudo; • O modelo numérico que permite a aplicação do método MARIEE foi concebido em Visual Basic for Applications. Por forma a tornar a sua utilização possível às diversas entidades interessadas, propõe-se que este passa a estar disponível em ambiente Web. Os estudos realizados no âmbito da elaboração da presente dissertação permitiram ainda identificar algumas lacunas relativas à análise de risco de incêndio em edifícios, no nosso País, das quais neste subcapítulo se sugere a mais premente, como mote para trabalhos futuros: • Analisar, com profundidade, a proposta de classificação de edifícios, apresentada no Capítulo 7, de modo a produzir cartografia de risco e dotar os municípios portugueses de cartas de risco de incêndio, com o objetivo de identificar as zonas de maior risco, definindo prioridades e estratégias de gestão de risco de incêndio urbano. 234
Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros BIBLIOGRAFIA [1] Imovirtual. 2013. IMI - Imovirtual Market Index. Acedido a 6 de janeiro de 2014. http://www.imovirtual.com/download/legal/IMI.pdf [2] Autoridade Nacional de Proteção Civil. 2010. Anuário Ocorrências de Proteção Civil 2010. Autoridade Nacional de Proteção Civil, Núcleo de Riscos e Alerta, Lisboa. [3] Costa, Ana. 2013. Proposta de um novo método de avaliação do risco de incêndio para edifícios – Aplicação no centro urbano antigo do Porto. Mestrado em Construções Civis, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto [4] http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_inc%C3%AAndio_de_Roma. Acedido a 5 de dezembro de 2013. [5] http://en.wikipedia.org/wiki/Great_Fire_of_London. Acedido a 5 de dezembro de 2013. [6] http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/em-tempo/a-cidade-arde. Acedido a 5 de dezembro de 2013. [7] http://www.saopauloantiga.com.br/o-incendio-do-edificio-joelma/. Acedido a 5 de dezembro de 2013. [8] http://pt.wikipedia.org/wiki/Torre_Windsor. Acedido a 5 de dezembro de 2013. [9] http://cookednews.wordpress.com/2013/01/. Acedido a 5 de dezembro de 2013. [10] http://pt.euronews.com/2013/03/25/incendio-destroi-biblioteca-londrina/. Acedido a 5 de dezembro de 2013. [11] http://www.publico.pt/temas/jornal/o-interprete-ideal-26981924. Acedido a 5 de dezembro de 2013. [12] http://www.bv-guimaraes.org/site/incendio-no-centro-historico/. Acedido a 5 de dezembro de 2013. [13]http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/11/17/idosa-ferida-com-gravidade-em-incendio-em-reguengosde-monsaraz. Acedido a 15 de janeiro de 2014. [14]http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Bragan%E7a&Concelho=Macedo%20 de%20Cavaleiros&Option=Interior&content_id=3558018. Acedido a 15 de janeiro de 2014. [15] http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3588468. Acedido a 15 de janeiro de 2014. [16]http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Faro&Concelho=Loul%E9&Option=I nterior&content_id=3588655. Acedido a 15 de janeiro de 2014. [17]http://www.publico.pt/local/noticia/incendio-danificou-seriamente-restaurante-na-zona-historicade-braganca-1616439. Acedido a 15 de janeiro de 2014. [18]http://www.publico.pt/local/noticia/incendio-em-bairro-social-de-faro-deixa-nove-desalojados1616601. Acedido a 15 de janeiro de 2014. [19]http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/incendio-habitacao-reguengos-de-monsaraz-homemqueimaduras-tvi24/1521070-4071.html. Acedido a 15 de janeiro de 2014. 235
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Desenvolvimento e implementação numérica de um modelo de análise de risco de incêndio urbano – MARIEE Edifícios administrativos, escolares, habitacionais, hospitalares e hoteleiros [39] Portugal, Decreto-Lei nº 220/2008 de 12 de novembro (Regime Jurídico de Segurança Contra Incêndio em Edifícios – RJSCIE), 2008. [40] Portugal, Portaria nº 1532/2008, de 29 de dezembro (Regulamento Técnico de Segurança Contra Incêndio em Edifícios – RTSCIE), 2008. [41] Portugal, Despacho nº 2074/2009 de 15 de janeiro (Critérios técnicos para determinação da densidade de carga de incêndio modificada), 2009. [42] Peixoto de Freitas, V. 2012. Manual de Apoio ao Projeto de Reabilitação de Edifícios Antigos. Porto: Ordem dos Engenheiros da Região Norte. [43] Eurocódigo 1. 2010. NPEN1991-1-2: Eurocódigo 1: Ações em estruturas – Parte 1-2: Ações gerais. Ações em estruturas expostas ao fogo, LNEC, março de 2010. [44] Primo, Vítor Martins. Análise estatística dos incêndios em edifícios no Porto, 1996-2006. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2008. [45] NFPA 92, Standard for Smoke Management Systems, 2011 edition. [46] SFPE, The SFPE Handbook of Fire Protection Engineering, 3 ed. Quincy: National Fire Protection Association, 2002. [47] Madrzykowski, Daniel, Vettori, Robert L. 1992. A Sprinkler Fire Suppression Algorithm for the GSA Engineering Fire Assessment System, Gaithersburg. [48]http://5cidade.files.wordpress.com/2008/04/detectores-apollo.pdf. Acedido a 5 de dezembro de 2013. [49] Coelho, António Leça. 2010. Incêndios em edifícios. 1ª Edição. Edições Orion, Amadora [50] Department for Communities and Local Government, Fire Statistics United Kingdom, 2007. 2009. (http://webarchive.nationalarchives.gov.uk/20120919132719/http://www.communities.gov.uk/docume nts/statistics/pdf/1320522.pdf ) [51] Gabinete de Monitorização do Plano de Gestão do Centro Histórico do Porto Património Mundial. 2012. Relatório de Monitorização 2011. [52] Porto Vivo, SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Portuense SA. 2007. Projeto Base de Documento Estratégico, Unidade de Intervenção - Quarteirão nº 14031, Viela do Anjo. [53] Porto Vivo, SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Portuense SA. 2007. Projeto Base de Documento Estratégico, Unidade de Intervenção - Quarteirão nº 13029, Seminário. [54] Porto Vivo, SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Portuense SA. 2007. Projeto Base de Documento Estratégico, Unidade de Intervenção - Quarteirão nº 13006, Ferreira Borges. [55] Porto Vivo, SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Portuense SA. 2007. Projeto Base de Documento Estratégico, Unidade de Intervenção - Quarteirão nº 14047, S. Sebastião 237
ANEXOS
ANEXO A EXEMPLO DE UMA FOLHA DE CÁLCULO DO FATOR PARCIAL CPICIP
175 6,61 4581 642 76 - 100 100 24,91 50 67,14 142 4,52 0,9 175 6,61 4581 642 101 - 125 125 26,70 50 69,96 147 4,38 0,9 175 6,61 4581 642 126 - 150 150 28,58 50 89,87 168 3,81 0,95 175 6,61 4581 642 151 - 175 175 30,55 50 112,06 193 3,33 0,95 175 6,61 4581 642 176 - 200 200 32,59 50 136,63 219 2,93 1 200 7,07 5236 686 1 - 3 320,15 50 2,37 73 9,47 0,8 200 7,07 5236 686 4 - 6 620,30 50 4,78 75 9,14 0,8 200 7,07 5236 686 7 - 10 10 20,50 50 8,05 79 8,74 0,85 200 7,07 5236 686 11 - 15 15 20,77 50 12,23 83 8,27 0,85 200 7,07 5236 686 16 - 20 20 21,03 50 16,51 88 7,84 0,85 200 7,07 5236 686 21 - 30 30 21,57 50 25,40 97 7,08 0,85 200 7,07 5236 686 31 - 50 50 22,68 50 44,52 117 5,86 0,9 200 7,07 5236 686 51 - 75 75 24,14 50 45,70 120 5,73 0,9 200 7,07 5236 686 76 - 100 100 25,68 50 64,82 141 4,89 0,9 200 7,07 5236 686 101 - 125 125 27,31 50 67,00 144 4,76 0,9 200 7,07 5236 686 126 - 150 150 29,00 50 85,41 164 4,18 0,9 200 7,07 5236 686 151 - 175 175 30,78 50 105,74 187 3,68 0,95 200 7,07 5236 686 176 - 200 200 32,62 50 128,07 211 3,26 0,95 91,50 236 257 1 - 3 35,01 50 2,78 58 4,45 0,9 91,50 236 257 4 - 6 65,91 50 6,56 62 4,11 0,9 16 2,00 419 507 1 - 3 36,21 50 2,59 59 8,62 0,85 16 2,00 419 507 4 - 6 66,82 50 5,69 63 8,11 0,85 16 2,00 419 507 7 - 10 10 7,72 50 10,72 68 7,41 0,85 25 2,50 654 701 1 - 3 37,51 50 2,50 60 11,68 0,8 25 2,50 654 701 4 - 6 67,97 50 5,32 63 11,08 0,8 25 2,50 654 701 7 - 10 10 8,64 50 9,60 68 10,27 0,8 25 2,50 654 701 11 - 15 15 9,53 50 15,89 75 9,29 0,8 25 2,50 654 701 16 - 20 20 10,50 50 23,33 84 8,36 0,85 25 2,50 654 701 21 - 30 30 12,61 50 42,04 105 6,70 0,85 25 2,50 654 701 31 - 50 50 17,12 50 95,12 162 4,32 0,9 36 3,00 942 860 1 - 3 38,84 50 2,46 61 14,03 0,8 36 3,00 942 860 4 - 6 69,22 50 5,12 64 13,37 0,8 36 3,00 942 860 7 - 10 10 9,75 50 9,03 69 12,50 0,8 36 3,00 942 860 11 - 15 15 10,45 50 14,51 75 11,47 0,8 36 3,00 942 860 16 - 20 20 11,19 50 20,73 82 10,50 0,8 36 3,00 942 860 21 - 30 30 12,80 50 35,55 98 8,74 0,85 36 3,00 942 860 31 - 50 50 16,41 50 75,96 142 6,04 0,85 36 3,00 942 860 51 - 75 75 21,08 50 94,09 165 5,21 0,9 50 3,54 1309 1003 1 - 3 310,20 50 2,43 63 16,02 0,8 50 3,54 1309 1003 4 - 6 610,51 50 5,00 66 15,31 0,8 50 3,54 1309 1003 7 - 10 10 10,94 50 8,68 70 14,41 0,8 50 3,54 1309 1003 11 - 15 15 11,50 50 13,69 75 13,34 0,8 50 3,54 1309 1003 16 - 20 20 12,09 50 19,19 81 12,34 0,8 50 3,54 1309 1003 21 - 30 30 13,34 50 31,77 95 10,55 0,8 50 3,54 1309 1003 31 - 50 50 16,14 50 64,04 130 7,71 0,85 50 3,54 1309 1003 51 - 75 75 20,03 50 76,65 147 6,84 0,85 50 3,54 1309 1003 76 - 100 100 23,97 50 122,30 196 5,11 0,9 64 4,00 1676 1110 1 - 3 311,57 50 2,41 64 17,35 0,8 64 4,00 1676 1110 4 - 6 611,85 50 4,94 67 16,62 0,8 64 4,00 1676 1110 7 - 10 10 12,23 50 8,49 71 15,69 0,8 64 4,00 1676 1110 11 - 15 15 12,72 50 13,25 76 14,61 0,8 64 4,00 1676 1110 16 - 20 20 13,23 50 18,37 82 13,60 0,8 64 4,00 1676 1110 21 - 30 30 14,30 50 29,79 94 11,80 0,8 64 4,00 1676 1110 31 - 50 50 16,65 50 57,80 124 8,92 0,85 64 4,00 1676 1110 51 - 75 75 19,93 50 66,73 137 8,12 0,85 64 4,00 1676 1110 76 - 100 100 23,46 50 104,75 178 6,23 0,85 64 4,00 1676 1110 101 - 125 125 26,99 50 117,14 194 5,72 0,9 75 4,33 1963 1179 1 - 3 312,49 50 2,40 65 18,17 0,8 75 4,33 1963 1179 4 - 6 612,74 50 4,90 68 17,43 0,8 75 4,33 1963 1179 7 - 10 10 13,09 50 8,40 71 16,49 0,8 75 4,33 1963 1179 11 - 15 15 13,54 50 13,02 77 15,40 0,8 75 4,33 1963 1179 16 - 20 20 14,00 50 17,96 82 14,39 0,8 75 4,33 1963 1179 21 - 30 30 14,96 50 28,79 94 12,58 0,8 75 4,33 1963 1179 31 - 50 50 17,05 50 54,70 122 9,68 0,8 75 4,33 1963 1179 51 - 75 75 19,96 50 61,75 132 8,95 0,85 75 4,33 1963 1179 76 - 100 100 23,14 50 95,41 169 6,99 0,85 75 4,33 1963 1179 101 - 125 125 26,43 50 105,99 182 6,46 0,85 75 4,33 1963 1179 126 - 150 150 29,65 50 142,68 222 5,30 0,9 75 4,33 1963 1179 151 - 175 175 32,55 50 182,70 265 4,44 0,9 75 4,33 1963 1179 176 - 200 200 34,87 50 223,70 309 3,82 0,95 100 5,00 2618 1304 1 - 3 314,35 50 2,39 67 19,54 0,8 100 5,00 2618 1304 4 - 6 614,56 50 4,85 69 18,78 0,8 100 5,00 2618 1304 7 - 10 10 14,86 50 8,26 73 17,83 0,8 100 5,00 2618 1304 11 - 15 15 15,24 50 12,70 78 16,73 0,8 100 5,00 2618 1304 16 - 20 20 15,63 50 17,37 83 15,71 0,8 100 5,00 2618 1304 21 - 30 30 16,43 50 27,39 94 13,90 0,8 100 5,00 2618 1304 31 - 50 50 18,15 50 50,42 119 11,00 0,8 100 5,00 2618 1304 51 - 75 75 20,50 50 54,91 125 10,40 0,8 100 5,00 2618 1304 76 - 100 100 23,05 50 82,33 155 8,39 0,85 100 5,00 2618 1304 101 - 125 125 25,78 50 89,51 165 7,89 0,85 100 5,00 2618 1304 126 - 150 150 28,61 50 119,23 198 6,59 0,85 100 5,00 2618 1304 151 - 175 175 31,47 50 152,99 234 5,56 0,9 100 5,00 2618 1304 176 - 200 200 34,24 50 190,24 274 4,75 0,9 125 5,59 3272 1401 1 - 3 315,99 50 2,38 68 20,49 0,8 125 5,59 3272 1401 4 - 6 616,18 50 4,83 71 19,73 0,8 125 5,59 3272 1401 7 - 10 10 16,45 50 8,17 75 18,77 0,8 125 5,59 3272 1401 11 - 15 15 16,78 50 12,51 79 17,67 0,8 125 5,59 3272 1401 16 - 20 20 17,13 50 17,02 84 16,65 0,8 125 5,59 3272 1401 21 - 30 30 17,83 50 26,58 94 14,84 0,8 125 5,59 3272 1401 31 - 50 50 19,31 50 47,98 117 11,94 0,8 125 5,59 3272 1401 51 - 75 75 21,31 50 51,06 122 11,45 0,8 125 5,59 3272 1401 76 - 100 100 23,47 50 74,98 148 9,44 0,8 125 5,59 3272 1401 101 - 125 125 25,77 50 80,05 156 8,99 0,85 125 5,59 3272 1401 126 - 150 150 28,20 50 105,09 183 7,64 0,85 125 5,59 3272 1401 151 - 175 175 30,71 50 133,55 214 6,54 0,85 125 5,59 3272 1401 176 - 200 200 33,27 50 165,34 249 5,64 0,9 Detector óptico Tem SAE
150 6,12 3927 1481 1 - 3 317,48 50 2,38 70 21,20 0,8 150 6,12 3927 1481 4 - 6 617,66 50 4,81 72 20,44 0,8 150 6,12 3927 1481 7 - 10 10 17,90 50 8,12 76 19,48 0,8 150 6,12 3927 1481 11 - 15 15 18,21 50 12,38 81 18,38 0,8 150 6,12 3927 1481 16 - 20 20 18,51 50 16,79 85 17,36 0,8 150 6,12 3927 1481 21 - 30 30 19,15 50 26,05 95 15,56 0,8 150 6,12 3927 1481 31 - 50 50 20,47 50 46,42 117 12,67 0,8 150 6,12 3927 1481 51 - 75 75 22,23 50 48,62 121 12,25 0,8 150 6,12 3927 1481 76 - 100 100 24,12 50 70,33 144 10,25 0,8 150 6,12 3927 1481 101 - 125 125 26,13 50 74,06 150 9,86 0,8 150 6,12 3927 1481 126 - 150 150 28,24 50 96,05 174 8,50 0,85 150 6,12 3927 1481 151 - 175 175 30,45 50 120,82 201 7,36 0,85 150 6,12 3927 1481 176 - 200 200 32,73 50 148,42 231 6,41 0,85 175 6,61 4581 1548 1 - 3 318,88 50 2,38 71 21,72 0,8 175 6,61 4581 1548 4 - 6 619,05 50 4,79 74 20,96 0,8 175 6,61 4581 1548 7 - 10 10 19,27 50 8,08 77 20,01 0,8 175 6,61 4581 1548 11 - 15 15 19,55 50 12,30 82 18,91 0,8 175 6,61 4581 1548 16 - 20 20 19,83 50 16,63 86 17,90 0,8 175 6,61 4581 1548 21 - 30 30 20,41 50 25,68 96 16,11 0,8 175 6,61 4581 1548 31 - 50 50 21,62 50 45,32 117 13,24 0,8 175 6,61 4581 1548 51 - 75 75 23,21 50 46,93 120 12,88 0,8 175 6,61 4581 1548 76 - 100 100 24,91 50 67,14 142 10,90 0,8 175 6,61 4581 1548 101 - 125 125 26,70 50 69,96 147 10,55 0,8 175 6,61 4581 1548 126 - 150 150 28,58 50 89,87 168 9,19 0,8 175 6,61 4581 1548 151 - 175 175 30,55 50 112,06 193 8,04 0,85 175 6,61 4581 1548 176 - 200 200 32,59 50 136,63 219 7,06 0,85 200 7,07 5236 1606 1 - 3 320,15 50 2,37 73 22,15 0,8 200 7,07 5236 1606 4 - 6 620,30 50 4,78 75 21,39 0,8 200 7,07 5236 1606 7 - 10 10 20,50 50 8,05 79 20,44 0,8 200 7,07 5236 1606 11 - 15 15 20,77 50 12,23 83 19,35 0,8 200 7,07 5236 1606 16 - 20 20 21,03 50 16,51 88 18,35 0,8 200 7,07 5236 1606 21 - 30 30 21,57 50 25,40 97 16,56 0,8 200 7,07 5236 1606 31 - 50 50 22,68 50 44,52 117 13,70 0,8 200 7,07 5236 1606 51 - 75 75 24,14 50 45,70 120 13,40 0,8 200 7,07 5236 1606 76 - 100 100 25,68 50 64,82 141 11,43 0,8 200 7,07 5236 1606 101 - 125 125 27,31 50 67,00 144 11,13 0,8 200 7,07 5236 1606 126 - 150 150 29,00 50 85,41 164 9,77 0,8 200 7,07 5236 1606 151 - 175 175 30,78 50 105,74 187 8,61 0,85 200 7,07 5236 1606 176 - 200 200 32,62 50 128,07 211 7,62 0,85
ANEXO B EXEMPLO DE UMA FOLHA DE CÁLCULO DO FATOR PARCIAL CPICIF
AP (m2) V fumo limite (m3) t limite (s) Efetivo Efectivo máximo t percurso (s) t deteção (s) tp+td (s) t atravessamento (s) tp + td + tat (s) t limite/tp+td Fator 9 9 10 1 - 3 35,01 150 155 2,78 158 0,06 1,6 9 9 10 4 - 6 65,91 150 156 6,56 162 0,06 1,6 16 16 18 1 - 3 36,21 150 156 2,59 159 0,11 1,6 16 16 18 4 - 6 66,82 150 157 5,69 163 0,11 1,6 16 16 18 7 - 10 10 7,72 150 158 10,72 168 0,11 1,6 25 25 27 1 - 3 37,51 150 158 2,50 160 0,17 1,6 25 25 27 4 - 6 67,97 150 158 5,32 163 0,17 1,6 25 25 27 7 - 10 10 8,64 150 159 9,60 168 0,16 1,6 25 25 27 11 - 15 15 9,53 150 160 15,89 175 0,15 1,6 25 25 27 16 - 20 20 10,50 150 160 23,33 184 0,15 1,6 25 25 27 21 - 30 30 12,61 150 163 42,04 205 0,13 1,6 25 25 27 31 - 50 50 17,12 150 167 95,12 262 0,10 1,6 36 36 37 1 - 3 38,84 150 159 2,46 161 0,23 1,6 36 36 37 4 - 6 69,22 150 159 5,12 164 0,23 1,6 36 36 37 7 - 10 10 9,75 150 160 9,03 169 0,22 1,6 36 36 37 11 - 15 15 10,45 150 160 14,51 175 0,21 1,6 36 36 37 16 - 20 20 11,19 150 161 20,73 182 0,20 1,6 36 36 37 21 - 30 30 12,80 150 163 35,55 198 0,19 1,6 36 36 37 31 - 50 50 16,41 150 166 75,96 242 0,15 1,6 36 36 37 51 - 75 75 21,08 150 171 94,09 265 0,14 1,6 50 50 48 1 - 3 310,20 150 160 2,43 163 0,30 1,6 50 50 48 4 - 6 610,51 150 161 5,00 166 0,29 1,6 50 50 48 7 - 10 10 10,94 150 161 8,68 170 0,28 1,6 50 50 48 11 - 15 15 11,50 150 162 13,69 175 0,27 1,6 50 50 48 16 - 20 20 12,09 150 162 19,19 181 0,26 1,6 50 50 48 21 - 30 30 13,34 150 163 31,77 195 0,25 1,6 50 50 48 31 - 50 50 16,14 150 166 64,04 230 0,21 1,6 50 50 48 51 - 75 75 20,03 150 170 76,65 247 0,19 1,6 50 50 48 76 - 100 100 23,97 150 174 122,30 296 0,16 1,6 64 64 59 1 - 3 311,57 150 162 2,41 164 0,36 1,6 64 64 59 4 - 6 611,85 150 162 4,94 167 0,35 1,6 64 64 59 7 - 10 10 12,23 150 162 8,49 171 0,35 1,6 64 64 59 11 - 15 15 12,72 150 163 13,25 176 0,34 1,6 64 64 59 16 - 20 20 13,23 150 163 18,37 182 0,32 1,6 64 64 59 21 - 30 30 14,30 150 164 29,79 194 0,30 1,6 64 64 59 31 - 50 50 16,65 150 167 57,80 224 0,26 1,6 64 64 59 51 - 75 75 19,93 150 170 66,73 237 0,25 1,6 64 64 59 76 - 100 100 23,46 150 173 104,75 278 0,21 1,6 64 64 59 101 - 125 125 26,99 150 177 117,14 294 0,20 1,6 75 75 67 1 - 3 312,49 150 162 2,40 165 0,41 1,6 75 75 67 4 - 6 612,74 150 163 4,90 168 0,40 1,6 75 75 67 7 - 10 10 13,09 150 163 8,40 171 0,39 1,6 75 75 67 11 - 15 15 13,54 150 164 13,02 177 0,38 1,6 75 75 67 16 - 20 20 14,00 150 164 17,96 182 0,37 1,6 75 75 67 21 - 30 30 14,96 150 165 28,79 194 0,35 1,6 75 75 67 31 - 50 50 17,05 150 167 54,70 222 0,30 1,6 75 75 67 51 - 75 75 19,96 150 170 61,75 232 0,29 1,6 75 75 67 76 - 100 100 23,14 150 173 95,41 269 0,25 1,6 75 75 67 101 - 125 125 26,43 150 176 105,99 282 0,24 1,6 75 75 67 126 - 150 150 29,65 150 180 142,68 322 0,21 1,6 75 75 67 151 - 175 175 32,55 150 183 182,70 365 0,18 1,6 75 75 67 176 - 200 200 34,87 150 185 223,70 409 0,16 1,6 100 100 82 1 - 3 314,35 150 164 2,39 167 0,49 1,6 100 100 82 4 - 6 614,56 150 165 4,85 169 0,48 1,6 100 100 82 7 - 10 10 14,86 150 165 8,26 173 0,47 1,6 100 100 82 11 - 15 15 15,24 150 165 12,70 178 0,46 1,6 100 100 82 16 - 20 20 15,63 150 166 17,37 183 0,45 1,6 100 100 82 21 - 30 30 16,43 150 166 27,39 194 0,42 1,6 100 100 82 31 - 50 50 18,15 150 168 50,42 219 0,38 1,6 100 100 82 51 - 75 75 20,50 150 170 54,91 225 0,36 1,6 100 100 82 76 - 100 100 23,05 150 173 82,33 255 0,32 1,6 100 100 82 101 - 125 125 25,78 150 176 89,51 265 0,31 1,6 100 100 82 126 - 150 150 28,61 150 179 119,23 298 0,28 1,6 100 100 82 151 - 175 175 31,47 150 181 152,99 334 0,25 1,6 100 100 82 176 - 200 200 34,24 150 184 190,24 374 0,22 1,6 125 125 96 1 - 3 315,99 150 166 2,38 168 0,57 1,4 125 125 96 4 - 6 616,18 150 166 4,83 171 0,56 1,4 125 125 96 7 - 10 10 16,45 150 166 8,17 175 0,55 1,4 125 125 96 11 - 15 15 16,78 150 167 12,51 179 0,54 1,4 125 125 96 16 - 20 20 17,13 150 167 17,02 184 0,52 1,4 125 125 96 21 - 30 30 17,83 150 168 26,58 194 0,49 1,6 125 125 96 31 - 50 50 19,31 150 169 47,98 217 0,44 1,6 125 125 96 51 - 75 75 21,31 150 171 51,06 222 0,43 1,6 125 125 96 76 - 100 100 23,47 150 173 74,98 248 0,39 1,6 125 125 96 101 - 125 125 25,77 150 176 80,05 256 0,38 1,6 125 125 96 126 - 150 150 28,20 150 178 105,09 283 0,34 1,6 125 125 96 151 - 175 175 30,71 150 181 133,55 314 0,31 1,6 125 125 96 176 - 200 200 33,27 150 183 165,34 349 0,28 1,6 150 150 109 1 - 3 317,48 150 167 2,38 170 0,64 1,4 150 150 109 4 - 6 617,66 150 168 4,81 172 0,63 1,4 150 150 109 7 - 10 10 17,90 150 168 8,12 176 0,62 1,4 150 150 109 11 - 15 15 18,21 150 168 12,38 181 0,60 1,4 150 150 109 16 - 20 20 18,51 150 169 16,79 185 0,59 1,4 150 150 109 21 - 30 30 19,15 150 169 26,05 195 0,56 1,4 150 150 109 31 - 50 50 20,47 150 170 46,42 217 0,50 1,4 150 150 109 51 - 75 75 22,23 150 172 48,62 221 0,49 1,6 150 150 109 76 - 100 100 24,12 150 174 70,33 244 0,45 1,6 150 150 109 101 - 125 125 26,13 150 176 74,06 250 0,44 1,6 150 150 109 126 - 150 150 28,24 150 178 96,05 274 0,40 1,6 150 150 109 151 - 175 175 30,45 150 180 120,82 301 0,36 1,6 150 150 109 176 - 200 200 32,73 150 183 148,42 331 0,33 1,6 175 175 121 1 - 3 318,88 150 169 2,38 171 0,71 1,4 175 175 121 4 - 6 619,05 150 169 4,79 174 0,70 1,4 175 175 121 7 - 10 10 19,27 150 169 8,08 177 0,68 1,4 175 175 121 11 - 15 15 19,55 150 170 12,30 182 0,67 1,4 175 175 121 16 - 20 20 19,83 150 170 16,63 186 0,65 1,4 175 175 121 21 - 30 30 20,41 150 170 25,68 196 0,62 1,4 175 175 121 31 - 50 50 21,62 150 172 45,32 217 0,56 1,4 175 175 121 51 - 75 75 23,21 150 173 46,93 220 0,55 1,4 175 175 121 76 - 100 100 24,91 150 175 67,14 242 0,50 1,6 Não tem meios de controlo de fumo CI SIS Sem SADI
175 175 121 101 - 125 125 26,70 150 177 69,96 247 0,49 1,6 175 175 121 126 - 150 150 28,58 150 179 89,87 268 0,45 1,6 175 175 121 151 - 175 175 30,55 150 181 112,06 293 0,41 1,6 175 175 121 176 - 200 200 32,59 150 183 136,63 319 0,38 1,6 200 200 131 1 - 3 320,15 150 170 2,37 173 0,76 1,2 200 200 131 4 - 6 620,30 150 170 4,78 175 0,75 1,4 200 200 131 7 - 10 10 20,50 150 171 8,05 179 0,73 1,4 200 200 131 11 - 15 15 20,77 150 171 12,23 183 0,72 1,4 200 200 131 16 - 20 20 21,03 150 171 16,51 188 0,70 1,4 200 200 131 21 - 30 30 21,57 150 172 25,40 197 0,67 1,4 200 200 131 31 - 50 50 22,68 150 173 44,52 217 0,60 1,4 200 200 131 51 - 75 75 24,14 150 174 45,70 220 0,60 1,4 200 200 131 76 - 100 100 25,68 150 176 64,82 241 0,54 1,4 200 200 131 101 - 125 125 27,31 150 177 67,00 244 0,54 1,4 200 200 131 126 - 150 150 29,00 150 179 85,41 264 0,50 1,6 200 200 131 151 - 175 175 30,78 150 181 105,74 287 0,46 1,6 200 200 131 176 - 200 200 32,62 150 183 128,07 311 0,42 1,6 9910 1 - 3 35,01 100 105 2,78 108 0,09 1,6 9 9 10 4 - 6 65,91 100 106 6,56 112 0,09 1,6 16 16 18 1 - 3 36,21 100 106 2,59 109 0,17 1,6 16 16 18 4 - 6 66,82 100 107 5,69 113 0,16 1,6 16 16 18 7 - 10 10 7,72 100 108 10,72 118 0,15 1,6 25 25 27 1 - 3 37,51 100 108 2,50 110 0,25 1,6 25 25 27 4 - 6 67,97 100 108 5,32 113 0,24 1,6 25 25 27 7 - 10 10 8,64 100 109 9,60 118 0,23 1,6 25 25 27 11 - 15 15 9,53 100 110 15,89 125 0,22 1,6 25 25 27 16 - 20 20 10,50 100 110 23,33 134 0,20 1,6 25 25 27 21 - 30 30 12,61 100 113 42,04 155 0,17 1,6 25 25 27 31 - 50 50 17,12 100 117 95,12 212 0,13 1,6 36 36 37 1 - 3 38,84 100 109 2,46 111 0,33 1,6 36 36 37 4 - 6 69,22 100 109 5,12 114 0,32 1,6 36 36 37 7 - 10 10 9,75 100 110 9,03 119 0,31 1,6 36 36 37 11 - 15 15 10,45 100 110 14,51 125 0,30 1,6 36 36 37 16 - 20 20 11,19 100 111 20,73 132 0,28 1,6 36 36 37 21 - 30 30 12,80 100 113 35,55 148 0,25 1,6 36 36 37 31 - 50 50 16,41 100 116 75,96 192 0,19 1,6 36 36 37 51 - 75 75 21,08 100 121 94,09 215 0,17 1,6 50 50 48 1 - 3 310,20 100 110 2,43 113 0,43 1,6 50 50 48 4 - 6 610,51 100 111 5,00 116 0,42 1,6 50 50 48 7 - 10 10 10,94 100 111 8,68 120 0,40 1,6 50 50 48 11 - 15 15 11,50 100 112 13,69 125 0,38 1,6 50 50 48 16 - 20 20 12,09 100 112 19,19 131 0,37 1,6 50 50 48 21 - 30 30 13,34 100 113 31,77 145 0,33 1,6 50 50 48 31 - 50 50 16,14 100 116 64,04 180 0,27 1,6 50 50 48 51 - 75 75 20,03 100 120 76,65 197 0,24 1,6 50 50 48 76 - 100 100 23,97 100 124 122,30 246 0,19 1,6 64 64 59 1 - 3 311,57 100 112 2,41 114 0,52 1,4 64 64 59 4 - 6 611,85 100 112 4,94 117 0,51 1,4 64 64 59 7 - 10 10 12,23 100 112 8,49 121 0,49 1,6 64 64 59 11 - 15 15 12,72 100 113 13,25 126 0,47 1,6 64 64 59 16 - 20 20 13,23 100 113 18,37 132 0,45 1,6 64 64 59 21 - 30 30 14,30 100 114 29,79 144 0,41 1,6 64 64 59 31 - 50 50 16,65 100 117 57,80 174 0,34 1,6 64 64 59 51 - 75 75 19,93 100 120 66,73 187 0,32 1,6 64 64 59 76 - 100 100 23,46 100 123 104,75 228 0,26 1,6 64 64 59 101 - 125 125 26,99 100 127 117,14 244 0,24 1,6 75 75 67 1 - 3 312,49 100 112 2,40 115 0,58 1,4 75 75 67 4 - 6 612,74 100 113 4,90 118 0,57 1,4 75 75 67 7 - 10 10 13,09 100 113 8,40 121 0,55 1,4 75 75 67 11 - 15 15 13,54 100 114 13,02 127 0,53 1,4 75 75 67 16 - 20 20 14,00 100 114 17,96 132 0,51 1,4 75 75 67 21 - 30 30 14,96 100 115 28,79 144 0,47 1,6 75 75 67 31 - 50 50 17,05 100 117 54,70 172 0,39 1,6 75 75 67 51 - 75 75 19,96 100 120 61,75 182 0,37 1,6 75 75 67 76 - 100 100 23,14 100 123 95,41 219 0,31 1,6 75 75 67 101 - 125 125 26,43 100 126 105,99 232 0,29 1,6 75 75 67 126 - 150 150 29,65 100 130 142,68 272 0,25 1,6 75 75 67 151 - 175 175 32,55 100 133 182,70 315 0,21 1,6 75 75 67 176 - 200 200 34,87 100 135 223,70 359 0,19 1,6 100 100 82 1 - 3 314,35 100 114 2,39 117 0,70 1,4 100 100 82 4 - 6 614,56 100 115 4,85 119 0,69 1,4 100 100 82 7 - 10 10 14,86 100 115 8,26 123 0,67 1,4 100 100 82 11 - 15 15 15,24 100 115 12,70 128 0,64 1,4 100 100 82 16 - 20 20 15,63 100 116 17,37 133 0,62 1,4 100 100 82 21 - 30 30 16,43 100 116 27,39 144 0,57 1,4 100 100 82 31 - 50 50 18,15 100 118 50,42 169 0,49 1,6 100 100 82 51 - 75 75 20,50 100 120 54,91 175 0,47 1,6 100 100 82 76 - 100 100 23,05 100 123 82,33 205 0,40 1,6 100 100 82 101 - 125 125 25,78 100 126 89,51 215 0,38 1,6 100 100 82 126 - 150 150 28,61 100 129 119,23 248 0,33 1,6 100 100 82 151 - 175 175 31,47 100 131 152,99 284 0,29 1,6 100 100 82 176 - 200 200 34,24 100 134 190,24 324 0,25 1,6 125 125 96 1 - 3 315,99 100 116 2,38 118 0,81 1,2 125 125 96 4 - 6 616,18 100 116 4,83 121 0,79 1,2 125 125 96 7 - 10 10 16,45 100 116 8,17 125 0,77 1,2 125 125 96 11 - 15 15 16,78 100 117 12,51 129 0,74 1,4 125 125 96 16 - 20 20 17,13 100 117 17,02 134 0,72 1,4 125 125 96 21 - 30 30 17,83 100 118 26,58 144 0,66 1,4 125 125 96 31 - 50 50 19,31 100 119 47,98 167 0,57 1,4 125 125 96 51 - 75 75 21,31 100 121 51,06 172 0,56 1,4 125 125 96 76 - 100 100 23,47 100 123 74,98 198 0,48 1,6 125 125 96 101 - 125 125 25,77 100 126 80,05 206 0,47 1,6 125 125 96 126 - 150 150 28,20 100 128 105,09 233 0,41 1,6 125 125 96 151 - 175 175 30,71 100 131 133,55 264 0,36 1,6 125 125 96 176 - 200 200 33,27 100 133 165,34 299 0,32 1,6 150 150 109 1 - 3 317,48 100 117 2,38 120 0,91 1,2 150 150 109 4 - 6 617,66 100 118 4,81 122 0,89 1,2 150 150 109 7 - 10 10 17,90 100 118 8,12 126 0,86 1,2 150 150 109 11 - 15 15 18,21 100 118 12,38 131 0,83 1,2 150 150 109 16 - 20 20 18,51 100 119 16,79 135 0,81 1,2 150 150 109 21 - 30 30 19,15 100 119 26,05 145 0,75 1,2 150 150 109 31 - 50 50 20,47 100 120 46,42 167 0,65 1,4 150 150 109 51 - 75 75 22,23 100 122 48,62 171 0,64 1,4 Não tem meios de controlo de fumo
150 150 109 76 - 100 100 24,12 100 124 70,33 194 0,56 1,4 150 150 109 101 - 125 125 26,13 100 126 74,06 200 0,54 1,4 150 150 109 126 - 150 150 28,24 100 128 96,05 224 0,49 1,6 150 150 109 151 - 175 175 30,45 100 130 120,82 251 0,43 1,6 150 150 109 176 - 200 200 32,73 100 133 148,42 281 0,39 1,6 175 175 121 1 - 3 318,88 100 119 2,38 121 1,00 1,2 175 175 121 4 - 6 619,05 100 119 4,79 124 0,98 1,2 175 175 121 7 - 10 10 19,27 100 119 8,08 127 0,95 1,2 175 175 121 11 - 15 15 19,55 100 120 12,30 132 0,92 1,2 175 175 121 16 - 20 20 19,83 100 120 16,63 136 0,89 1,2 175 175 121 21 - 30 30 20,41 100 120 25,68 146 0,83 1,2 175 175 121 31 - 50 50 21,62 100 122 45,32 167 0,72 1,4 175 175 121 51 - 75 75 23,21 100 123 46,93 170 0,71 1,4 175 175 121 76 - 100 100 24,91 100 125 67,14 192 0,63 1,4 175 175 121 101 - 125 125 26,70 100 127 69,96 197 0,62 1,4 175 175 121 126 - 150 150 28,58 100 129 89,87 218 0,55 1,4 175 175 121 151 - 175 175 30,55 100 131 112,06 243 0,50 1,6 175 175 121 176 - 200 200 32,59 100 133 136,63 269 0,45 1,6 200 200 131 1 - 3 320,15 100 120 2,37 123 1,07 1,15 200 200 131 4 - 6 620,30 100 120 4,78 125 1,05 1,15 200 200 131 7 - 10 10 20,50 100 121 8,05 129 1,02 1,15 200 200 131 11 - 15 15 20,77 100 121 12,23 133 0,98 1,2 200 200 131 16 - 20 20 21,03 100 121 16,51 138 0,95 1,2 200 200 131 21 - 30 30 21,57 100 122 25,40 147 0,89 1,2 200 200 131 31 - 50 50 22,68 100 123 44,52 167 0,78 1,2 200 200 131 51 - 75 75 24,14 100 124 45,70 170 0,77 1,2 200 200 131 76 - 100 100 25,68 100 126 64,82 191 0,69 1,4 200 200 131 101 - 125 125 27,31 100 127 67,00 194 0,67 1,4 200 200 131 126 - 150 150 29,00 100 129 85,41 214 0,61 1,4 200 200 131 151 - 175 175 30,78 100 131 105,74 237 0,55 1,4 200 200 131 176 - 200 200 32,62 100 133 128,07 261 0,50 1,4 9996 1 - 3 35,01 100 105 2,78 108 0,89 1,2 9 9 96 4 - 6 65,91 100 106 6,56 112 0,85 1,2 16 16 107 1 - 3 36,21 100 106 2,59 109 0,98 1,2 16 16 107 4 - 6 66,82 100 107 5,69 113 0,95 1,2 16 16 107 7 - 10 10 7,72 100 108 10,72 118 0,90 1,2 25 25 118 1 - 3 37,51 100 108 2,50 110 1,07 1,15 25 25 118 4 - 6 67,97 100 108 5,32 113 1,04 1,15 25 25 118 7 - 10 10 8,64 100 109 9,60 118 1,00 1,2 25 25 118 11 - 15 15 9,53 100 110 15,89 125 0,94 1,2 25 25 118 16 - 20 20 10,50 100 110 23,33 134 0,88 1,2 25 25 118 21 - 30 30 12,61 100 113 42,04 155 0,76 1,2 25 25 118 31 - 50 50 17,12 100 117 95,12 212 0,56 1,4 36 36 130 1 - 3 38,84 100 109 2,46 111 1,17 1,15 36 36 130 4 - 6 69,22 100 109 5,12 114 1,14 1,15 36 36 130 7 - 10 10 9,75 100 110 9,03 119 1,09 1,15 36 36 130 11 - 15 15 10,45 100 110 14,51 125 1,04 1,15 36 36 130 16 - 20 20 11,19 100 111 20,73 132 0,99 1,2 36 36 130 21 - 30 30 12,80 100 113 35,55 148 0,88 1,2 36 36 130 31 - 50 50 16,41 100 116 75,96 192 0,68 1,4 36 36 130 51 - 75 75 21,08 100 121 94,09 215 0,60 1,4 50 50 142 1 - 3 310,20 100 110 2,43 113 1,26 1,1 50 50 142 4 - 6 610,51 100 111 5,00 116 1,23 1,15 50 50 142 7 - 10 10 10,94 100 111 8,68 120 1,19 1,15 50 50 142 11 - 15 15 11,50 100 112 13,69 125 1,13 1,15 50 50 142 16 - 20 20 12,09 100 112 19,19 131 1,08 1,15 50 50 142 21 - 30 30 13,34 100 113 31,77 145 0,98 1,2 50 50 142 31 - 50 50 16,14 100 116 64,04 180 0,79 1,2 50 50 142 51 - 75 75 20,03 100 120 76,65 197 0,72 1,4 50 50 142 76 - 100 100 23,97 100 124 122,30 246 0,58 1,4 64 64 152 1 - 3 311,57 100 112 2,41 114 1,33 1,1 64 64 152 4 - 6 611,85 100 112 4,94 117 1,30 1,1 64 64 152 7 - 10 10 12,23 100 112 8,49 121 1,26 1,1 64 64 152 11 - 15 15 12,72 100 113 13,25 126 1,21 1,15 64 64 152 16 - 20 20 13,23 100 113 18,37 132 1,15 1,15 64 64 152 21 - 30 30 14,30 100 114 29,79 144 1,05 1,15 64 64 152 31 - 50 50 16,65 100 117 57,80 174 0,87 1,2 64 64 152 51 - 75 75 19,93 100 120 66,73 187 0,81 1,2 64 64 152 76 - 100 100 23,46 100 123 104,75 228 0,67 1,4 64 64 152 101 - 125 125 26,99 100 127 117,14 244 0,62 1,4 75 75 159 1 - 3 312,49 100 112 2,40 115 1,38 1,1 75 75 159 4 - 6 612,74 100 113 4,90 118 1,35 1,1 75 75 159 7 - 10 10 13,09 100 113 8,40 121 1,31 1,1 75 75 159 11 - 15 15 13,54 100 114 13,02 127 1,26 1,1 75 75 159 16 - 20 20 14,00 100 114 17,96 132 1,20 1,15 75 75 159 21 - 30 30 14,96 100 115 28,79 144 1,11 1,15 75 75 159 31 - 50 50 17,05 100 117 54,70 172 0,93 1,2 75 75 159 51 - 75 75 19,96 100 120 61,75 182 0,88 1,2 75 75 159 76 - 100 100 23,14 100 123 95,41 219 0,73 1,4 75 75 159 101 - 125 125 26,43 100 126 105,99 232 0,68 1,4 75 75 159 126 - 150 150 29,65 100 130 142,68 272 0,58 1,4 75 75 159 151 - 175 175 32,55 100 133 182,70 315 0,50 1,4 75 75 159 176 - 200 200 34,87 100 135 223,70 359 0,44 1,6 100 100 174 1 - 3 314,35 100 114 2,39 117 1,49 1,1 100 100 174 4 - 6 614,56 100 115 4,85 119 1,46 1,1 100 100 174 7 - 10 10 14,86 100 115 8,26 123 1,41 1,1 100 100 174 11 - 15 15 15,24 100 115 12,70 128 1,36 1,1 100 100 174 16 - 20 20 15,63 100 116 17,37 133 1,31 1,1 100 100 174 21 - 30 30 16,43 100 116 27,39 144 1,21 1,15 100 100 174 31 - 50 50 18,15 100 118 50,42 169 1,03 1,15 100 100 174 51 - 75 75 20,50 100 120 54,91 175 0,99 1,2 100 100 174 76 - 100 100 23,05 100 123 82,33 205 0,85 1,2 100 100 174 101 - 125 125 25,78 100 126 89,51 215 0,81 1,2 100 100 174 126 - 150 150 28,61 100 129 119,23 248 0,70 1,4 100 100 174 151 - 175 175 31,47 100 131 152,99 284 0,61 1,4 100 100 174 176 - 200 200 34,24 100 134 190,24 324 0,54 1,4 125 125 224 1 - 3 315,99 100 116 2,38 118 1,89 1,05 125 125 224 4 - 6 616,18 100 116 4,83 121 1,85 1,05 125 125 224 7 - 10 10 16,45 100 116 8,17 125 1,80 1,05 125 125 224 11 - 15 15 16,78 100 117 12,51 129 1,73 1,05 125 125 224 16 - 20 20 17,13 100 117 17,02 134 1,67 1,05 125 125 224 21 - 30 30 17,83 100 118 26,58 144 1,55 1,05 125 125 224 31 - 50 50 19,31 100 119 47,98 167 1,34 1,1 Sinalização + Iluminação + Simulacros Detetor termo-velocimétrico Tem meios ativos de controlo de fumo
125 125 224 51 - 75 75 21,31 100 121 51,06 172 1,30 1,1 125 125 224 76 - 100 100 23,47 100 123 74,98 198 1,13 1,15 125 125 224 101 - 125 125 25,77 100 126 80,05 206 1,09 1,15 125 125 224 126 - 150 150 28,20 100 128 105,09 233 0,96 1,2 125 125 224 151 - 175 175 30,71 100 131 133,55 264 0,85 1,2 125 125 224 176 - 200 200 33,27 100 133 165,34 299 0,75 1,2 150 150 235 1 - 3 317,48 100 117 2,38 120 1,96 1,05 150 150 235 4 - 6 617,66 100 118 4,81 122 1,92 1,05 150 150 235 7 - 10 10 17,90 100 118 8,12 126 1,86 1,05 150 150 235 11 - 15 15 18,21 100 118 12,38 131 1,80 1,05 150 150 235 16 - 20 20 18,51 100 119 16,79 135 1,74 1,05 150 150 235 21 - 30 30 19,15 100 119 26,05 145 1,62 1,05 150 150 235 31 - 50 50 20,47 100 120 46,42 167 1,41 1,1 150 150 235 51 - 75 75 22,23 100 122 48,62 171 1,38 1,1 150 150 235 76 - 100 100 24,12 100 124 70,33 194 1,21 1,15 150 150 235 101 - 125 125 26,13 100 126 74,06 200 1,17 1,15 150 150 235 126 - 150 150 28,24 100 128 96,05 224 1,05 1,15 150 150 235 151 - 175 175 30,45 100 130 120,82 251 0,94 1,2 150 150 235 176 - 200 200 32,73 100 133 148,42 281 0,84 1,2 175 175 245 1 - 3 318,88 100 119 2,38 121 2,02 1 175 175 245 4 - 6 619,05 100 119 4,79 124 1,98 1,05 175 175 245 7 - 10 10 19,27 100 119 8,08 127 1,92 1,05 175 175 245 11 - 15 15 19,55 100 120 12,30 132 1,86 1,05 175 175 245 16 - 20 20 19,83 100 120 16,63 136 1,80 1,05 175 175 245 21 - 30 30 20,41 100 120 25,68 146 1,68 1,05 175 175 245 31 - 50 50 21,62 100 122 45,32 167 1,47 1,1 175 175 245 51 - 75 75 23,21 100 123 46,93 170 1,44 1,1 175 175 245 76 - 100 100 24,91 100 125 67,14 192 1,28 1,1 175 175 245 101 - 125 125 26,70 100 127 69,96 197 1,25 1,15 175 175 245 126 - 150 150 28,58 100 129 89,87 218 1,12 1,15 175 175 245 151 - 175 175 30,55 100 131 112,06 243 1,01 1,15 175 175 245 176 - 200 200 32,59 100 133 136,63 269 0,91 1,2 200 200 254 1 - 3 320,15 100 120 2,37 123 2,07 1 200 200 254 4 - 6 620,30 100 120 4,78 125 2,03 1 200 200 254 7 - 10 10 20,50 100 121 8,05 129 1,98 1,05 200 200 254 11 - 15 15 20,77 100 121 12,23 133 1,91 1,05 200 200 254 16 - 20 20 21,03 100 121 16,51 138 1,85 1,05 200 200 254 21 - 30 30 21,57 100 122 25,40 147 1,73 1,05 200 200 254 31 - 50 50 22,68 100 123 44,52 167 1,52 1,05 200 200 254 51 - 75 75 24,14 100 124 45,70 170 1,50 1,1 200 200 254 76 - 100 100 25,68 100 126 64,82 191 1,33 1,1 200 200 254 101 - 125 125 27,31 100 127 67,00 194 1,31 1,1 200 200 254 126 - 150 150 29,00 100 129 85,41 214 1,18 1,15 200 200 254 151 - 175 175 30,78 100 131 105,74 237 1,07 1,15 200 200 254 176 - 200 200 32,62 100 133 128,07 261 0,97 1,2 9 9 10 1 - 3 35,01 50 55 2,78 58 0,17 1,6 9 9 10 4 - 6 65,91 50 56 6,56 62 0,16 1,6 16 16 18 1 - 3 36,21 50 56 2,59 59 0,31 1,6 16 16 18 4 - 6 66,82 50 57 5,69 63 0,29 1,6 16 16 18 7 - 10 10 7,72 50 58 10,72 68 0,26 1,6 25 25 27 1 - 3 37,51 50 58 2,50 60 0,45 1,6 25 25 27 4 - 6 67,97 50 58 5,32 63 0,43 1,6 25 25 27 7 - 10 10 8,64 50 59 9,60 68 0,40 1,6 25 25 27 11 - 15 15 9,53 50 60 15,89 75 0,36 1,6 25 25 27 16 - 20 20 10,50 50 60 23,33 84 0,32 1,6 25 25 27 21 - 30 30 12,61 50 63 42,04 105 0,26 1,6 25 25 27 31 - 50 50 17,12 50 67 95,12 162 0,17 1,6 36 36 37 1 - 3 38,84 50 59 2,46 61 0,60 1,4 36 36 37 4 - 6 69,22 50 59 5,12 64 0,58 1,4 36 36 37 7 - 10 10 9,75 50 60 9,03 69 0,54 1,4 36 36 37 11 - 15 15 10,45 50 60 14,51 75 0,49 1,6 36 36 37 16 - 20 20 11,19 50 61 20,73 82 0,45 1,6 36 36 37 21 - 30 30 12,80 50 63 35,55 98 0,38 1,6 36 36 37 31 - 50 50 16,41 50 66 75,96 142 0,26 1,6 36 36 37 51 - 75 75 21,08 50 71 94,09 165 0,22 1,6 50 50 48 1 - 3 310,20 50 60 2,43 63 0,77 1,2 50 50 48 4 - 6 610,51 50 61 5,00 66 0,73 1,4 50 50 48 7 - 10 10 10,94 50 61 8,68 70 0,69 1,4 50 50 48 11 - 15 15 11,50 50 62 13,69 75 0,64 1,4 50 50 48 16 - 20 20 12,09 50 62 19,19 81 0,59 1,4 50 50 48 21 - 30 30 13,34 50 63 31,77 95 0,50 1,4 50 50 48 31 - 50 50 16,14 50 66 64,04 130 0,37 1,6 50 50 48 51 - 75 75 20,03 50 70 76,65 147 0,33 1,6 50 50 48 76 - 100 100 23,97 50 74 122,30 196 0,24 1,6 64 64 59 1 - 3 311,57 50 62 2,41 64 0,92 1,2 64 64 59 4 - 6 611,85 50 62 4,94 67 0,88 1,2 64 64 59 7 - 10 10 12,23 50 62 8,49 71 0,83 1,2 64 64 59 11 - 15 15 12,72 50 63 13,25 76 0,78 1,2 64 64 59 16 - 20 20 13,23 50 63 18,37 82 0,72 1,4 64 64 59 21 - 30 30 14,30 50 64 29,79 94 0,63 1,4 64 64 59 31 - 50 50 16,65 50 67 57,80 124 0,47 1,6 64 64 59 51 - 75 75 19,93 50 70 66,73 137 0,43 1,6 64 64 59 76 - 100 100 23,46 50 73 104,75 178 0,33 1,6 64 64 59 101 - 125 125 26,99 50 77 117,14 194 0,30 1,6 75 75 67 1 - 3 312,49 50 62 2,40 65 1,03 1,15 75 75 67 4 - 6 612,74 50 63 4,90 68 0,99 1,2 75 75 67 7 - 10 10 13,09 50 63 8,40 71 0,94 1,2 75 75 67 11 - 15 15 13,54 50 64 13,02 77 0,88 1,2 75 75 67 16 - 20 20 14,00 50 64 17,96 82 0,82 1,2 75 75 67 21 - 30 30 14,96 50 65 28,79 94 0,71 1,4 75 75 67 31 - 50 50 17,05 50 67 54,70 122 0,55 1,4 75 75 67 51 - 75 75 19,96 50 70 61,75 132 0,51 1,4 75 75 67 76 - 100 100 23,14 50 73 95,41 169 0,40 1,6 75 75 67 101 - 125 125 26,43 50 76 105,99 182 0,37 1,6 75 75 67 126 - 150 150 29,65 50 80 142,68 222 0,30 1,6 75 75 67 151 - 175 175 32,55 50 83 182,70 265 0,25 1,6 75 75 67 176 - 200 200 34,87 50 85 223,70 309 0,22 1,6 100 100 82 1 - 3 314,35 50 64 2,39 67 1,23 1,15 100 100 82 4 - 6 614,56 50 65 4,85 69 1,18 1,15 100 100 82 7 - 10 10 14,86 50 65 8,26 73 1,12 1,15 100 100 82 11 - 15 15 15,24 50 65 12,70 78 1,05 1,15 100 100 82 16 - 20 20 15,63 50 66 17,37 83 0,99 1,2 100 100 82 21 - 30 30 16,43 50 66 27,39 94 0,87 1,2 controlo de fumo
100 100 82 31 - 50 50 18,15 50 68 50,42 119 0,69 1,4 100 100 82 51 - 75 75 20,50 50 70 54,91 125 0,65 1,4 100 100 82 76 - 100 100 23,05 50 73 82,33 155 0,53 1,4 100 100 82 101 - 125 125 25,78 50 76 89,51 165 0,50 1,6 100 100 82 126 - 150 150 28,61 50 79 119,23 198 0,41 1,6 100 100 82 151 - 175 175 31,47 50 81 152,99 234 0,35 1,6 100 100 82 176 - 200 200 34,24 50 84 190,24 274 0,30 1,6 125 125 96 1 - 3 315,99 50 66 2,38 68 1,40 1,1 125 125 96 4 - 6 616,18 50 66 4,83 71 1,35 1,1 125 125 96 7 - 10 10 16,45 50 66 8,17 75 1,29 1,1 125 125 96 11 - 15 15 16,78 50 67 12,51 79 1,21 1,15 125 125 96 16 - 20 20 17,13 50 67 17,02 84 1,14 1,15 125 125 96 21 - 30 30 17,83 50 68 26,58 94 1,02 1,15 125 125 96 31 - 50 50 19,31 50 69 47,98 117 0,82 1,2 125 125 96 51 - 75 75 21,31 50 71 51,06 122 0,78 1,2 125 125 96 76 - 100 100 23,47 50 73 74,98 148 0,65 1,4 125 125 96 101 - 125 125 25,77 50 76 80,05 156 0,62 1,4 125 125 96 126 - 150 150 28,20 50 78 105,09 183 0,52 1,4 125 125 96 151 - 175 175 30,71 50 81 133,55 214 0,45 1,6 125 125 96 176 - 200 200 33,27 50 83 165,34 249 0,39 1,6 150 150 109 1 - 3 317,48 50 67 2,38 70 1,56 1,05 150 150 109 4 - 6 617,66 50 68 4,81 72 1,50 1,05 150 150 109 7 - 10 10 17,90 50 68 8,12 76 1,43 1,1 150 150 109 11 - 15 15 18,21 50 68 12,38 81 1,35 1,1 150 150 109 16 - 20 20 18,51 50 69 16,79 85 1,28 1,1 150 150 109 21 - 30 30 19,15 50 69 26,05 95 1,15 1,15 150 150 109 31 - 50 50 20,47 50 70 46,42 117 0,93 1,2 150 150 109 51 - 75 75 22,23 50 72 48,62 121 0,90 1,2 150 150 109 76 - 100 100 24,12 50 74 70,33 144 0,75 1,2 150 150 109 101 - 125 125 26,13 50 76 74,06 150 0,73 1,4 150 150 109 126 - 150 150 28,24 50 78 96,05 174 0,63 1,4 150 150 109 151 - 175 175 30,45 50 80 120,82 201 0,54 1,4 150 150 109 176 - 200 200 32,73 50 83 148,42 231 0,47 1,6 175 175 121 1 - 3 318,88 50 69 2,38 71 1,70 1,05 175 175 121 4 - 6 619,05 50 69 4,79 74 1,64 1,05 175 175 121 7 - 10 10 19,27 50 69 8,08 77 1,56 1,05 175 175 121 11 - 15 15 19,55 50 70 12,30 82 1,48 1,1 175 175 121 16 - 20 20 19,83 50 70 16,63 86 1,40 1,1 175 175 121 21 - 30 30 20,41 50 70 25,68 96 1,26 1,1 175 175 121 31 - 50 50 21,62 50 72 45,32 117 1,03 1,15 175 175 121 51 - 75 75 23,21 50 73 46,93 120 1,01 1,15 175 175 121 76 - 100 100 24,91 50 75 67,14 142 0,85 1,2 175 175 121 101 - 125 125 26,70 50 77 69,96 147 0,83 1,2 175 175 121 126 - 150 150 28,58 50 79 89,87 168 0,72 1,4 175 175 121 151 - 175 175 30,55 50 81 112,06 193 0,63 1,4 175 175 121 176 - 200 200 32,59 50 83 136,63 219 0,55 1,4 200 200 131 1 - 3 320,15 50 70 2,37 73 1,81 1,05 200 200 131 4 - 6 620,30 50 70 4,78 75 1,74 1,05 200 200 131 7 - 10 10 20,50 50 71 8,05 79 1,67 1,05 200 200 131 11 - 15 15 20,77 50 71 12,23 83 1,58 1,05 200 200 131 16 - 20 20 21,03 50 71 16,51 88 1,50 1,1 200 200 131 21 - 30 30 21,57 50 72 25,40 97 1,35 1,1 200 200 131 31 - 50 50 22,68 50 73 44,52 117 1,12 1,15 200 200 131 51 - 75 75 24,14 50 74 45,70 120 1,09 1,15 200 200 131 76 - 100 100 25,68 50 76 64,82 141 0,93 1,2 200 200 131 101 - 125 125 27,31 50 77 67,00 144 0,91 1,2 200 200 131 126 - 150 150 29,00 50 79 85,41 164 0,80 1,2 200 200 131 151 - 175 175 30,78 50 81 105,74 187 0,70 1,4 200 200 131 176 - 200 200 32,62 50 83 128,07 211 0,62 1,4 9 9 96 1 - 3 35,01 50 55 2,78 58 1,66 1,05 9 9 96 4 - 6 65,91 50 56 6,56 62 1,54 1,05 16 16 107 1 - 3 36,21 50 56 2,59 59 1,82 1,05 16 16 107 4 - 6 66,82 50 57 5,69 63 1,71 1,05 16 16 107 7 - 10 10 7,72 50 58 10,72 68 1,56 1,05 25 25 118 1 - 3 37,51 50 58 2,50 60 1,97 1,05 25 25 118 4 - 6 67,97 50 58 5,32 63 1,86 1,05 25 25 118 7 - 10 10 8,64 50 59 9,60 68 1,73 1,05 25 25 118 11 - 15 15 9,53 50 60 15,89 75 1,56 1,05 25 25 118 16 - 20 20 10,50 50 60 23,33 84 1,41 1,1 25 25 118 21 - 30 30 12,61 50 63 42,04 105 1,13 1,15 25 25 118 31 - 50 50 17,12 50 67 95,12 162 0,73 1,4 36 36 130 1 - 3 38,84 50 59 2,46 61 2,12 1 36 36 130 4 - 6 69,22 50 59 5,12 64 2,02 1 36 36 130 7 - 10 10 9,75 50 60 9,03 69 1,89 1,05 36 36 130 11 - 15 15 10,45 50 60 14,51 75 1,73 1,05 36 36 130 16 - 20 20 11,19 50 61 20,73 82 1,59 1,05 36 36 130 21 - 30 30 12,80 50 63 35,55 98 1,32 1,1 36 36 130 31 - 50 50 16,41 50 66 75,96 142 0,91 1,2 36 36 130 51 - 75 75 21,08 50 71 94,09 165 0,79 1,2 50 50 142 1 - 3 310,20 50 60 2,43 63 2,27 1 50 50 142 4 - 6 610,51 50 61 5,00 66 2,17 1 50 50 142 7 - 10 10 10,94 50 61 8,68 70 2,04 1 50 50 142 11 - 15 15 11,50 50 62 13,69 75 1,89 1,05 50 50 142 16 - 20 20 12,09 50 62 19,19 81 1,75 1,05 50 50 142 21 - 30 30 13,34 50 63 31,77 95 1,49 1,1 50 50 142 31 - 50 50 16,14 50 66 64,04 130 1,09 1,15 50 50 142 51 - 75 75 20,03 50 70 76,65 147 0,97 1,2 50 50 142 76 - 100 100 23,97 50 74 122,30 196 0,72 1,4 64 64 152 1 - 3 311,57 50 62 2,41 64 2,38 1 64 64 152 4 - 6 611,85 50 62 4,94 67 2,28 1 64 64 152 7 - 10 10 12,23 50 62 8,49 71 2,15 1 64 64 152 11 - 15 15 12,72 50 63 13,25 76 2,00 1 64 64 152 16 - 20 20 13,23 50 63 18,37 82 1,86 1,05 64 64 152 21 - 30 30 14,30 50 64 29,79 94 1,62 1,05 64 64 152 31 - 50 50 16,65 50 67 57,80 124 1,22 1,15 64 64 152 51 - 75 75 19,93 50 70 66,73 137 1,11 1,15 64 64 152 76 - 100 100 23,46 50 73 104,75 178 0,85 1,2 64 64 152 101 - 125 125 26,99 50 77 117,14 194 0,78 1,2 75 75 159 1 - 3 312,49 50 62 2,40 65 2,45 1 75 75 159 4 - 6 612,74 50 63 4,90 68 2,35 1 75 75 159 7 - 10 10 13,09 50 63 8,40 71 2,22 1 75 75 159 11 - 15 15 13,54 50 64 13,02 77 2,08 1 75 75 159 16 - 20 20 14,00 50 64 17,96 82 1,94 1,05 Detetor óptico Não tem meios de c
75 75 159 21 - 30 30 14,96 50 65 28,79 94 1,70 1,05 75 75 159 31 - 50 50 17,05 50 67 54,70 122 1,31 1,1 75 75 159 51 - 75 75 19,96 50 70 61,75 132 1,21 1,15 75 75 159 76 - 100 100 23,14 50 73 95,41 169 0,94 1,2 75 75 159 101 - 125 125 26,43 50 76 105,99 182 0,87 1,2 75 75 159 126 - 150 150 29,65 50 80 142,68 222 0,72 1,4 75 75 159 151 - 175 175 32,55 50 83 182,70 265 0,60 1,4 75 75 159 176 - 200 200 34,87 50 85 223,70 309 0,52 1,4 100 100 174 1 - 3 314,35 50 64 2,39 67 2,61 1 100 100 174 4 - 6 614,56 50 65 4,85 69 2,51 1 100 100 174 7 - 10 10 14,86 50 65 8,26 73 2,38 1 100 100 174 11 - 15 15 15,24 50 65 12,70 78 2,23 1 100 100 174 16 - 20 20 15,63 50 66 17,37 83 2,10 1 100 100 174 21 - 30 30 16,43 50 66 27,39 94 1,85 1,05 100 100 174 31 - 50 50 18,15 50 68 50,42 119 1,47 1,1 100 100 174 51 - 75 75 20,50 50 70 54,91 125 1,39 1,1 100 100 174 76 - 100 100 23,05 50 73 82,33 155 1,12 1,15 100 100 174 101 - 125 125 25,78 50 76 89,51 165 1,05 1,15 100 100 174 126 - 150 150 28,61 50 79 119,23 198 0,88 1,2 100 100 174 151 - 175 175 31,47 50 81 152,99 234 0,74 1,4 100 100 174 176 - 200 200 34,24 50 84 190,24 274 0,63 1,4 125 125 224 1 - 3 315,99 50 66 2,38 68 3,28 0,9 125 125 224 4 - 6 616,18 50 66 4,83 71 3,15 0,9 125 125 224 7 - 10 10 16,45 50 66 8,17 75 3,00 0,9 125 125 224 11 - 15 15 16,78 50 67 12,51 79 2,82 1 125 125 224 16 - 20 20 17,13 50 67 17,02 84 2,66 1 125 125 224 21 - 30 30 17,83 50 68 26,58 94 2,37 1 125 125 224 31 - 50 50 19,31 50 69 47,98 117 1,91 1,05 125 125 224 51 - 75 75 21,31 50 71 51,06 122 1,83 1,05 125 125 224 76 - 100 100 23,47 50 73 74,98 148 1,51 1,05 125 125 224 101 - 125 125 25,77 50 76 80,05 156 1,44 1,1 125 125 224 126 - 150 150 28,20 50 78 105,09 183 1,22 1,15 125 125 224 151 - 175 175 30,71 50 81 133,55 214 1,05 1,15 125 125 224 176 - 200 200 33,27 50 83 165,34 249 0,90 1,2 150 150 235 1 - 3 317,48 50 67 2,38 70 3,36 0,9 150 150 235 4 - 6 617,66 50 68 4,81 72 3,24 0,9 150 150 235 7 - 10 10 17,90 50 68 8,12 76 3,09 0,9 150 150 235 11 - 15 15 18,21 50 68 12,38 81 2,92 1 150 150 235 16 - 20 20 18,51 50 69 16,79 85 2,75 1 150 150 235 21 - 30 30 19,15 50 69 26,05 95 2,47 1 150 150 235 31 - 50 50 20,47 50 70 46,42 117 2,01 1 150 150 235 51 - 75 75 22,23 50 72 48,62 121 1,94 1,05 150 150 235 76 - 100 100 24,12 50 74 70,33 144 1,63 1,05 150 150 235 101 - 125 125 26,13 50 76 74,06 150 1,56 1,05 150 150 235 126 - 150 150 28,24 50 78 96,05 174 1,35 1,1 150 150 235 151 - 175 175 30,45 50 80 120,82 201 1,17 1,15 150 150 235 176 - 200 200 32,73 50 83 148,42 231 1,02 1,15 175 175 245 1 - 3 318,88 50 69 2,38 71 3,44 0,9 175 175 245 4 - 6 619,05 50 69 4,79 74 3,32 0,9 175 175 245 7 - 10 10 19,27 50 69 8,08 77 3,17 0,9 175 175 245 11 - 15 15 19,55 50 70 12,30 82 2,99 1 175 175 245 16 - 20 20 19,83 50 70 16,63 86 2,83 1 175 175 245 21 - 30 30 20,41 50 70 25,68 96 2,55 1 175 175 245 31 - 50 50 21,62 50 72 45,32 117 2,10 1 175 175 245 51 - 75 75 23,21 50 73 46,93 120 2,04 1 175 175 245 76 - 100 100 24,91 50 75 67,14 142 1,72 1,05 175 175 245 101 - 125 125 26,70 50 77 69,96 147 1,67 1,05 175 175 245 126 - 150 150 28,58 50 79 89,87 168 1,45 1,1 175 175 245 151 - 175 175 30,55 50 81 112,06 193 1,27 1,1 175 175 245 176 - 200 200 32,59 50 83 136,63 219 1,12 1,15 200 200 254 1 - 3 320,15 50 70 2,37 73 3,50 0,9 200 200 254 4 - 6 620,30 50 70 4,78 75 3,38 0,9 200 200 254 7 - 10 10 20,50 50 71 8,05 79 3,23 0,9 200 200 254 11 - 15 15 20,77 50 71 12,23 83 3,06 0,9 200 200 254 16 - 20 20 21,03 50 71 16,51 88 2,90 1 200 200 254 21 - 30 30 21,57 50 72 25,40 97 2,62 1 200 200 254 31 - 50 50 22,68 50 73 44,52 117 2,17 1 200 200 254 51 - 75 75 24,14 50 74 45,70 120 2,12 1 200 200 254 76 - 100 100 25,68 50 76 64,82 141 1,81 1,05 200 200 254 101 - 125 125 27,31 50 77 67,00 144 1,76 1,05 200 200 254 126 - 150 150 29,00 50 79 85,41 164 1,54 1,05 200 200 254 151 - 175 175 30,78 50 81 105,74 187 1,36 1,1 200 200 254 176 - 200 200 32,62 50 83 128,07 211 1,21 1,15 Tem meios ativos de controlo de fumo
150 1,4 5 5 7 7 21 - 30 30 235 5,76 149 156 2,00 26,05 -24,05 139,80 20,08 0,9 150 1,4 5 5 7 7 31 - 50 50 235 5,76 149 156 2,00 46,42 -44,42 118,11 12,79 0,9 150 1,4 5 5 7 7 51 - 75 75 235 5,76 149 156 2,00 48,62 -46,62 114,15 11,72 0,9 150 1,4 5 5 7 7 76 - 100 100 235 5,76 149 156 2,00 70,33 -68,33 90,55 3,86 0,9 150 1,4 5 5 7 7 101 - 125 125 235 5,76 149 156 2,00 74,06 -72,06 84,82 2,21 1 150 1,4 5 5 7 7 126 - 150 150 235 5,76 149 156 2,00 96,05 -94,05 60,71 -5,79 2 150 1,4 5 5 7 7 151 - 175 175 235 5,76 149 156 2,00 120,82 -118,82 33,73 -14,76 2 150 1,4 5 5 7 7 176 - 200 200 235 5,76 149 156 2,00 148,42 -146,42 3,85 -24,74 2 150 1,4 10 10 14 14 1 - 3 3235 11,53 149 163 5,00 2,38 2,62 165,14 14,55 0,9 150 1,4 10 10 14 14 4 - 6 6235 11,53 149 163 5,00 4,81 0,19 162,53 14,12 0,9 150 1,4 10 10 14 14 7 - 10 10 235 11,53 149 163 5,00 8,12 -3,12 158,98 13,52 0,9 150 1,4 10 10 14 14 11 - 15 15 235 11,53 149 163 5,00 12,38 -7,38 154,41 12,76 0,9 150 1,4 10 10 14 14 16 - 20 20 235 11,53 149 163 5,00 16,79 -11,79 149,69 11,96 0,9 150 1,4 10 10 14 14 21 - 30 30 235 11,53 149 163 5,00 26,05 -21,05 139,80 10,30 0,9 150 1,4 10 10 14 14 31 - 50 50 235 11,53 149 163 5,00 46,42 -41,42 118,11 6,65 0,9 150 1,4 10 10 14 14 51 - 75 75 235 11,53 149 163 5,00 48,62 -43,62 114,15 6,12 0,9 150 1,4 10 10 14 14 76 - 100 100 235 11,53 149 163 5,00 70,33 -65,33 90,55 2,19 1 150 1,4 10 10 14 14 101 - 125 125 235 11,53 149 163 5,00 74,06 -69,06 84,82 1,37 1,05 150 1,4 10 10 14 14 126 - 150 150 235 11,53 149 163 5,00 96,05 -91,05 60,71 -2,63 2 150 1,4 10 10 14 14 151 - 175 175 235 11,53 149 163 5,00 120,82 -115,82 33,73 -7,12 2 150 1,4 10 10 14 14 176 - 200 200 235 11,53 149 163 5,00 148,42 -143,42 3,85 -12,11 2 150 1,4 15 15 21 21 1 - 3 3235 17,29 149 170 8,00 2,38 5,62 165,14 9,88 0,9 150 1,4 15 15 21 21 4 - 6 6235 17,29 149 170 8,00 4,81 3,19 162,53 9,59 0,9 150 1,4 15 15 21 21 7 - 10 10 235 17,29 149 170 8,00 8,12 -0,12 158,98 9,19 0,9 150 1,4 15 15 21 21 11 - 15 15 235 17,29 149 170 8,00 12,38 -4,38 154,41 8,68 0,9 150 1,4 15 15 21 21 16 - 20 20 235 17,29 149 170 8,00 16,79 -8,79 149,69 8,15 0,9 150 1,4 15 15 21 21 21 - 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