Atlas da Área Metropolitana do Porto
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Atlas da Área Metropolitana do Porto Paulo Pinho Coordenação Geral Área Metropolitana do Porto Laboratório de Planeamento d o T e r r i t ó r i o e A m b i e n t e
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 2 Ficha Técnica Título Atlas da Área Metropolitana do Porto Paulo Pinho - Concepção e Coordenação Geral Equipa Técnica Isabel Breda Vazquez - Coordenação Sócio-economica Álvaro Costa - Coordenação Transportes Ana Monteiro - Coordenação Meio Físico Paulo Conceição - Coordenação Habitação Paulo Pinho - Coordenação Território e Ambiente Emanuel Martins Manuela Margalha Patrícia Sousa Sara Santos Emília Malcata Concepção Gráfica Alexandra Correia de Almeida Operador do Sistema de Informação Geográfica (LabSIG-FEUP) Manuel Guimarães Fotografia Francisco Piqueiro Edição Área Metropolitana do Porto Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto ISBN..... 1ª edição, Porto, Janeiro de 2002 Execução Gráfica: Rainho e Neves, Lda / Santa Maria da Feira Depósito Legal (?) FICHA TÉCNICA
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 3 INTRODUÇÃO capítulo III TERRITÓRIO E AMBIENTE capítulo II CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO capítulo I ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO 1.1 Inserção da AMP no contexto da Região Norte de Portugal 1.2 Divisão Administrativa 2.1 Climatologia Regional 2.2 Climatologia Urbana 2.3 Exposição Solar 2.4 Altimetria 2.5 Hipsometria 2.6 Geologia 2.7 Hidrografia 2.8 Declives 3.1 Uso do Solo 3.2 Figuras de Planeamento Territorial 3.3 Áreas Urbanas e Urbanizáveis 3.4 Património Mundial 3.5 Património - Monumentos Nacionais 3.6 Património - Imóveis de Interesse Público 3.7 Património - Imóveis de Valor Concelhio 3.8 Reserva Agrícola Nacional 3.9 Reserva Ecológica Nacional 3.10 Recursos Biológicos / Estrutura Paisagística 3.11 Ruído 3.12 Qualidade do Ar 3.13 Qualidade das Águas Superficiais 3.14 Qualidade das Águas Balneares capítulo IV RECURSOS HUMANOS 4.1 Dimensão e Distribuição da População 4.2 Densidade Populacional 4.3 Evolução da População 4.4 Dinâmicas de Povoamento 4.5 Taxa de Atracção / Repulsão, Saldo Migratório 4.6 Taxa de Natalidade / Taxa de Mortalidade 4.7 Estrutura Etária da População 4.8 População Jovem 4.9 Índice de Envelhecimento 4.10 Taxa de Analfabetismo 4.11 Nível de Habilitações da População ÍNDICE 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 11 12 13 14 15 16 17 18 8 9 5 pag.
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 4 5.1 População Residente Activa por Sector de Actividade 5.2 Distribuição e Evolução do Emprego 5.3 Relação Emprego / População Activa 5.4 Estrutura do Emprego por Sectores de Actividade, 1994 5.5 Tendências de Evolução do Emprego 5.6 Emprego nos Serviços 5.7 Níveis de Qualificação do Emprego 5.8 Desemprego 47 48 49 50 51 52 53 54 EMPREGO capítulo V ACTIVIDADES ECONÓMICAS capítulo VI 6.1 Produto e Rendimento Concelhios 6.2 Estabelecimentos por Sector de Actividade 6.3 Repartição do VAB Industrial Concelhio por Ramo, 1989 (%) 6.4 Dinâmica Industrial 6.5 Dinâmica nos Serviços 6.6 Áreas Industriais 56 57 58 59 60 61 HABITAÇÃO capítulo VII 7.1 Alojamentos Familiares Clássicos 7.2 Variação dos Alojamentos Familiares Clássicos 7.3 Regime de Ocupação 7.4 Data de Construção 7.5 Alojamentos Não Clássicos 7.6 Aspectos Qualitativos dos Alojamentos - Água e Saneamento 7.7 Aspectos Qualitativos dos Alojamentos - Electricidade e Telecomunicações 7.8 Licenças de Construção 63 64 65 66 67 68 69 70 EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS capítulo VIII 8.1 Abastecimento de Água 8.2 Drenagem e Tratamento de Águas Residuais 8.3 Resíduos Sólidos Urbanos 8.4 Infraestruturas Rodoviárias 8.5 Infraestruturas Ferroviárias 8.6 Equipamentos de Saúde, Turismo, cultura e Recreio 8.7 Equipamentos de âmbito supra-Municipal 72 73 74 75 76 77 78 TRANSPORTES capítulo IX 9.1 Motivos de Viagem 9.2 Distribuição dos Modos de Transporte 9.3 Motivos de Escolha Modal 9.4 Tempo Total Gasto em Viagens 9.5 Distribuição das Viagens ao Longo do Dia 9.6 Indicadores de Motorização 9.7 Deslocações por Motivo de Trabalho por Concelho 9.8 Deslocações por Motivo de Trabalho na AMP / Distribuição dos Modos de Transporte 9.9 Deslocações Origem / Destino a partir de cada Concelho 80 81 82 83 84 85 86 87 88 ÍNDICE
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 5 INTRODUÇÃO Representa seguramente para a Junta Metropolitana do Porto um momento deveras importante a publicação do presente Atlas Metropolitano, quer em formato digital (via Internet) quer em letra de forma, assim se culminando um trabalho iniciado já no ano de 1998. Em primeiro lugar, porque ele é a expressão da colaboração que se pretende cada vez mais aprofundada, entre as diversas Autarquias que integram a Junta Metropolitana e, nessa justa medida, dá testemunho de um espirito metropolitano que todos reclamam para a Área Metropolitana do Porto. Em segundo lugar, porque representa também a colaboração entre a Junta Metropolitana e a Universidade do Porto, pela via da sua prestigiada Faculdade de Engenharia, e com o Centro Nacional de Informação Geográfica. A ambos manifesto o meu reconhecimento por todo o apoio prestado na elaboração do presente documento. Reconhecimento que pretendo estender à equipa que, no interior da Área Metropolitana, viveu com entusiasmo e grande dedicação todo este Projecto. Finalmente pela importância do próprio trabalho em si mesmo. Com efeito, este tipo de instrumentos é considerado essencial para o mais sustentado e correcto desenvolvimento de grandes espaços de natureza e potencial diversos, como o que hoje corresponde ao âmbito geográfico da Área Metropolitana do Porto. Este trabalho constitui pois, o resultado obtido na sequência de recolha, selecção, conversão digital e estruturação de dados estatísticos e cartográficos dispersos por numerosas entidades e publicações, e procura fornecer um retrato actualizado, multisectorial e integrado do conjunto do território metropolitano, devidamente complementado por pequenos textos de enquadramento dos vários temas tratados, elaborados por especialistas universitários. Trata-se pois de um trabalho que exige permanente actualização pelo que a presente publicação deve sobretudo ser entendida como um primeiro passo de uma realidade mais vasta e que se torna urgente possa prosseguir no futuro próximo. Por tudo isto me congratulo que no decorrer do meu mandato como Presidente da Junta Metropolitana do Porto tenha sido possível preparar, elaborar e proceder a esta publicação. Doutor José Vieira de Carvalho O PRESIDENTE DA JUNTA METROPOLITANA DO PORTO INTRODUÇÃO
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 6 NOTA PRÉVIA E AGRADECIMENTOS O título desta publicação, Atlas da Área Metropolitana do Porto, poderá parecer, à primeira vista, algo pretencioso, sobretudo se deixar no leitor a expectativa de um repositório exaustivo de informação, cuidada, actualizada e rigorosamente apresentada, que permita caracterizar as mais diversas facetas da Área Metropolitana do Porto (AMP). No entanto, como é sabido, atlas significa apenas uma colectânea de estampas ou cartas geográficas dispostas em livro. Se é certo que procuramos ser rigorosos nos conteúdos e na apresentação, incluindo as mais recentes fontes cartográficas e estatísticas disponíveis e devidamente validadas1, não será menos verdade que privilegiamos os temas que servem normalmente de suporte aos estudos de planeamento do território e qualidade do ambiente. Não procuramos, deste modo, ser exaustivos, nem certamente o conseguiríamos, se a tal nos tivéssemos proposto. Entendemos, porém, que era tempo de disponibilizar, na forma de livro, uma parte significativa da base de dados sobre a Área Metropolitana do Porto (AMP), que ao longo dos ultimos quatro anos fomos gradualmente construindo, entre o Laboratório de Planeamento da FEUP e o núcleo de SIG da AMP. Com esta iniciativa, estaremos a proporcionar uma caracterização genérica da Área Metropolitana a um público mais alargado, contribuindo ainda, embora marginalmente, para um aprofundamento dos conhecimentos sobre as dinâmicas de transformação da AMP. A caracterização apresentada não deverá ser vista apenas como o ponto de chegada, coincidente com a última década do século XX, mas antes como o ponto ou referencial de partida para uma nova década, que trará certamente novos e mais ambiciosos desafios. É bem patente a necessidade, aliás consensualmente aceite, de alargar e aprofundar as responsabilidades da AMP, de um nível de coordenação intermunicipal para um efectivo planeamento de âmbito metropolitano, abrangendo, entre outros domínios, o ordenamento do território, a gestão da qualidade do ambiente e a coordenação dos sistemas de transportes. Finalmente, gostaríamos de recordar a colaboração de um conjunto de pessoas e instituições que tornaram possível a realização deste atlas. Começamos por agradecer ao CNIG - Centro Nacional de Informação Geográfica, através do seu presidente, Engª António Gonçalves Henriques, a confiança depositada quando, em meados de 1997, estabeleceu com a FEUP um protocolo que enquadrava o apoio de consultoria à AMP para a instalação de um SIG - Sistema de Informação Geográfica. Pela Área Metropolitana, os trabalhos foram então acompanhados pela Engª Isabel Martins, cujo entusiasmo e dedicação esteve na origem desta publicação, desde logo apoiada e incentivada pela presidência da AMP. Os nossos sinceros agradecimentos. Gostaríamos ainda de sublinhar e agradecer toda a disponibilidade encontrada nos inúmeros contactos efectuados para o fornecimento das mais diversas informações e documentos, com as Câmaras Municipais da AMP, com a Delegação Norte do Instituto Nacional de Estatística, com a Comissão de Coordenação da Região Norte, com a Direcção Regional de Ambiente e Ordenamento do Território e com o Instituto Geológico e Mineiro. Por último, na qualidade de coordenador deste trabalho, gostaria de expressar o meu reconhecimento a todos os membros da equipa técnica do Laboratório de Planeamento da FEUP e do núcleo de SIG da AMP que, de um modo totalmente desinteressado, emprestaram o seu saber, dedicação e experiência à preparação deste atlas. Paulo Pinho Laboratório de Planeamento do Território e Ambiente - FEUP INTRODUÇÃO 1Esta opção justificou a utilização limitada dos dados provisórios, entretanto publicados, do Recenseamento da População de 2001. Como é sabido estes dados estão ainda a ser alvo de um tratmento por parte do INE, não se prevendo, para breve, a sua publicação completa e definitiva.
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 7 CAPÍTULO 1 1.1. Inserção da AMP na Região do Norte de Portugal 1.2. Divisão Administativa E N Q U A D R A M E N T O G E O G R Á F I C O
INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO INSERÇÃO DA AMP NA REGIÃO NORTE DE PORTUGAL De acordo com o Decreto Lei Nº 44/91 de 2 de Agosto a Área Metropolitana do Porto, designada abreviadamente por AMP ao longo deste trabalho, apresenta uma superfície de 815 km2, e corresponde à NUT III do Grande Porto, ou seja, a uns escassos 3,8% da superfície total da Região do Norte. Tomando como referência a antiga divisão distrital, a AMP ocupa, aproximadamente, o terço litoral do Distrito do Porto (adicionado do concelho de Espinho que, segundo aquela divisão administrativa, se integra no Distrito de Aveiro). No entanto, como é sabido, a expressão populacional da AMP no quadro da referida Região do Norte, é muito mais significativa, cifrando-se com os seus 1,2 milhões de habitantes em cerca de 33,6% da população da Região, de acordo com as últimas estimativas fornecidas pelo INE para 1998. De um ponto de vista económico, a AMP foi responsável pela geração de cerca de 45% do VAB da Região do Norte e quase 14% do VAB nacional, em 1997. Alto Trás-os-Montes Douro Tâmega Ave Cávado Minho Lima Entre Douro e Vouga Grande Porto Viana do Castelo Braga Vila RealBragança Viseu AveiroGuarda Porto 0 10 20Km Área Metropolitana do Porto Região Norte LEGENDA AMP NO CONJUNTO DAS NUT`S III DA REGIÃO NORTE AMP E AS DIVISÕES ADMINISTRATIVAS CORRESPONDENTES AOS DISTRITOS NORTE 8
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES Laúndos Rates Balazar AguçadouraNavais Terroso Rio Mau Arcos A-Ver-o-MarAmorim Beiriz Touguinhó Touguinha ArgivaiJunqueira BagunteOuteiro Maior Parada Ferreiró Vila do Conde Póvoa de Varzim Tougues Retorta Azurara Fornelo Macieira da Maia Árvore Vairão Fajozes MindeloGião Canidelo Malta Vila Chã Modivas Vilar Guilhabreu Labruge Mosteiró Lavra Aveleda Vilar de Pinheiro Gemunde S. Pedro de Avioso Perafita Vila Nova da Telha MoreiraBarca Gondim Silva Escura Folgosa S. Pedro Fins Alfena Sobrado Campo Valongo VermoimNogueira Maia Milheirós Águas Santas Pedrouços Ermesinde Baguim do Monte Gueifães Rio Tinto Fânzeres S. Pedro da Cova Valbom Gondomar Jovim Foz do Sousa Covelo Melres Lomba Medas LeverCrestuma Leça do Bailio Stª Cruz do Bispo Leça da Palmeira Guifões Custóias Matosinhos Senhora da Hora S. Mamede de Infesta S. Pedro da Afurada V. Nova de Gaia CanideloOliveira do Douro Avintes Mafamude Madalena Valadares Canelas Vilar de Andorinho Vilar do Paraíso Gulpilhares Pedroso Perosinho Serzedo Arcozelo Sermonde Olival Sandim Seixezelo Grijó S. Félix da Marinha Guetim Anta Espinho Silvalde Paramos Stª. Maria de Avioso Estela Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho 12 13 1 234 5 678 9 10 11 14 15 0 2.5 5Km 1 S. Nicolau 2 Miragaia 3 Vitória 4 Sé 5 Massarelos 6 Cedofeita 7 Stº Ildefonso 8 Bonfim 9 Lordelo do Ouro 10 Foz do Douro 11 Nevogilde 12 Aldoar 13 Ramalde 14 Paranhos 15 Campanhã A Área Metropolitana do Porto (AMP) inclui 9 concelhos, a saber, de Norte para Sul, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Maia, Matosinhos, Valongo, Porto, Gondomar, Vila Nova de Gaia e Espinho. No seu conjunto, estes concelhos agregam 130 freguesias. A título comparativo, a Área Metropolitana de Lisboa é constituida por 18 concelhos com um total de 210 freguesias. Em termos genéricos, as freguesias da AMP tem uma superficie média de 7 km2, enquanto na AML atingem, em média, quase os 15 km2.A divisão administrativa por freguesias dos concelhos de Gondomar e Maia sofreu alterações na década de 80. Ambos os concelhos viram o número das suas freguesias aumentar. No primeiro, a freguesia de Rio Tinto subdividiu-se em duas, Rio Tinto e Baguim do Monte. No segundo, foi a freguesia de Águas Santas que se subdividiu dando origem às freguesias de Águas Santas e Pedrouços. Rio Ave Rio Leça Rio Douro Fonte: A Divisão Administrativa apresentada teve como base, para o caso dos concelhos, a Carta Militar de Portugal do Serviço Cartográfico do Exército à escala 1:25 000 e, para o caso das freguesias, cartas obtidas junto das Câmaras Municipais às escalas 1:25 000 e 1:10 000. NORTE DIVISÃO ADMINISTRATIVA 9
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 16 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES Legenda HOLOCÉNICO Aluviões Areias de praia PLISTOCÉNICO Terraços PLIOCÉNICO Arenitos CARBÓNICO SUPERIOR Pelitos, arenitos e conglomerados SILÚRICO Xistos negros ORDOVÍCICO MED-SUP Xistos, arenitos e quartzitos CÂMBRICO Turbiditos e conglomerados GRANITOS: Granitos de duas micas Granitos gnaissicos Granodioritos biotíticos Limite geológico Falha Granitos biotíticos porfiróides PROTEROZÓICO Xistos, micaxistos, grauvaques, gnaisses ORDOVÍCICO INFERIOR Quartzitos, conglomerados e xistos DEVÓNICO INFERIOR Filitos, turbiditos e quartzitos A A a a a Q Q Q Q Q Q QQ Q QQ Q Q Q Q Q Q QQ Q P P P P Cs Cs Cs Cs Di Di Di Di Di S S S S S Oms Oi Oi Oi CBR CBR CBR CBR CBR CBR CBR CBR CBR γ γ γ '' ' ''' ' γ 1 1 3 3 γ ' 3 γ ' 1 '' γ 1 '' γ 1 ' γ 1 ' γ ' γ 3 γ ' 1 3 γ ' 3 γ ' 3 γ ' Pr 500 490 480 470 460 450 152 168 184 escala 1:250000 NORTE 0 2.5 5 Km GEOLOGIA Fonte: Instituto Geológico e Mineiro (Carta Geológica de Portugal simplificada) NORTE Em termos litológicos os terrenos aflorantes dividem-se em três grandes grupos, rochas sedimentares, rochas metamórficas e rochas ígneas, sendo a maior parte da área da AMP caracterizada pela presença de rochas dos dois últimos grupos. As formações metamórficas aflorantes na AMP são constituídas essencialmente por xistos e grauvaques e, também, por ampelitos, liditos, filitos, quartzitos, metarenitos, turbiditos e conglomerados. A idade destas rochas é muito variável, correspondendo a um periodo de tempo que vai desde o Proterozóico (Precâmbrico) até ao Carbónico. As formações ígneas intruiram no seio das rochas metamórficas durante os processos de orogenia hercínica, que decorreu entre o Devónico e o Pérmico. Estas rochas são constituídas essencialmente por granitos e gnaisses e correspondem a quatro tipos litológicos distintos, sendo os mais antigos os granitos gnaissicos, seguidos dos granitóides biotíticos, dos granitos de duas micas e, finalmente, dos granitos biotíticos porfiróides. Por fim ocorrem as rochas sedimentares, que constituem as formações mais recentes e apresentam idades compreendidas entre o Pliocénico (Terciário) e o Holocénico (Quaternário). Estas formações são constituídas essencialmente por arenitos (P), depósitos de terraços (Q), areias de praia (A) e aluviões (a). HOLOCÉNICO PLIOCÉNICO DEVÓNICO INFERIOR ORDOVÍCICO MED-SUP ORDOVÍCICO INFERIOR CÂMBRICO PROTEROZÓICO GRANITOS PLISTOCÉNICO Aluviões (a) Areias de praia (A) Terraços (Q) Arenitos (P) Turbiditos e conglomerados Xistos, arenitos e quartzitos SILÚRICO CARBÓNICO SUPERIOR Pelitos, arenitos e conglomerados Filtros, turbiditos e quartzitos Xistos negros Granitos biotíticos porfiróides Granodioritos biootíticos Granitos de duas micas Granitos gnaissicos Limite geológico Falha Quartzitos, conglomerados e xistos Xistos, micaxistos, grauvaques e gnaisses
INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 17 HIDROGRAFIA Fonte: A digitalização da rede hidrográfica teve como base a Carta Cartográfica de Portugal do Instituto Geográfico Cadastral à escala 1:50 000; No caso do concelho do Porto, as linhas de água canalizadas foram digitalizadas sobre uma carta à escala 1:10 000 cedida pela Câmara Municipal do Porto. Rio Ave Rio Leça Rio Douro Rio Este Rio Ferreira Rio Sousa Barrinha de Paramos/Esmoriz Póvoa de Varzim Vila do Conde Maia Matosinhos Porto Gondomar Valongo V. N. de Gaia Espinho 500 490 480 470 460 450 152 168 escala 1:250000 NORTE 0 2.5 5 Km Linhas de água a céu ab e Linhas de água canaliza d Limite de concelho Bacia do Douro Douro - troço principal Ribeiras de Costa a Sul Bacia do Ave Ribeiras de Costa a Norte e a Ave - troço principal Bacia do Leça Leça - troço principal Ribeiras de Costa a Norte e a Bacia do Cávado Ribeiras de Costa a Sul As principais bacias hidrográficas existentes na AMP são as dos rios Douro, Leça e Ave. Na AMP a bacia do Douro cobre cerca de 389 km2, enquanto a do Ave se estende por 191 km2, a do Leça por 174 km2e a do Cávado fica-se pelos 50 km2. O concelho da Póvoa de Varzim divide-se pelas bacias do Cávado e do Ave. O concelho de Vila do Conde está incluido na bacia do Ave. A bacia do Leça engloba parcialmente os concelhos de Matosinhos, Maia, Valongo e Porto. A bacia do Douro estende-se pelos concelhos do Porto, Gondomar, Vila Nova de Gaia e Valongo. O rio Douro tem como principais afluentes na AMP, o rio Sousa e o rio Ferreira e apresenta-se navegável ou flutuável em todo o percurso inserido na AMP. De acordo com dados da Estação Hidrométrica de Crestuma, o rio Douro tem um escoamento de 16.500 hm3em ano médio e 5.000 hm3em ano seco. O rio Leça não é navegável nem flutuável em todo o seu percurso e, de acordo com dados da Estação Hidrométrica de Fervença, apresenta um escoamento anual de 11,5 hm3em ano médio, e 4,5 hm3em ano seco. O rio Ave tem como principal afluente o rio Este e apresenta-se navegável apenas próximo da foz (dentro da AMP). A Estação Hidrométrica de Ponte do Ave indica escoamentos médios anuais de 1.000 hm3em ano médio, e 490 hm3em ano seco. NORTE Bacia do Cávado Ribeiras de Costa a Sul Bacia do Leça Leça - troço principal Ribeiras de Costa a Norte e a Sul Bacia do Douro Douro - troço principal Ribeiras de Costa a Sul Bacia do Ave Ave - troço principal Ribeiras de Costa a Norte e a Sul Linhas de água a céu aberto Linhas de água canalisadas Limite de concelho Legenda
Espinho V. N. de Gaia Gondomar Porto Matosinhos Maia Vila do Conde Póvoa de Varzim 500 490 480 470 460 450 152 168 Valongo 0 2.5 5Km A tectónica, a acção dos cursos de água e do mar, impuseram, de acordo com o grau de vulnerabilidade do material litológico, o aparecimento de vertentes mais ou menos declivosas. As vertentes mais declivosas surgem nos concelhos de Valongo e Gondomar. Em Valongo mais de 30% da sua área tem declives superiores a 8%. Em Gondomar cerca de 42% do seu território tem também vertentes muito declivosas (>8%). A seguir a Valongo e Gondomar é o concelho de Vila Nova de Gaia o que, na AMP, evidencia a maior área com vertentes de declive apreciável. Cerca de 40% da área deste concelho tem declives entre 3 e 8%, e 11% do território tem declives superiores a 8%. Nos concelhos de Espinho, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Póvoa do Varzim e Vila do Conde predominam, em mais de 75% do território destes concelhos, vertentes suaves (<3%). Destes, a Póvoa do Varzim é, sem dúvida, o concelho com menor diferenciação topográfica (cerca de 82% do território com declives de vertente abaixo dos 3%). Os concelhos do Porto e da Maia, embora ainda tenham grande parte da sua área (cerca de 66%), ocupada por vertentes suaves (<3%), têm já alguns trechos com declives apreciáveis (cerca de 25% das suas áreas têm declives entre os 3 e os 8%). ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 18 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES Rio Ave 0 - 3% 3 - 8% 8 - 15% 15 - 30% 30 - 40% Cursos de água Limite de concelho Legenda Fonte: Laboratório de Planeamento do Território e Ambiente, FEUP adaptado de ... NORTE Rio Douro Rio Sousa Rio Ferreira Rio Leça Rio Ave DECLIVES
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 19 CAPÍTULO 3 3.1. Uso do Solo 3.2. Figuras de Planeamento Territorial 3.3. Áreas Urbanas e Urbanizáveis 3.4. Património Mundial 3.5. Património - Monumentos Nacionais 3.6. Património - Imóveis de Interesse Público 3.7. Património - Imóveis de Valor Concelhio 3.8. Reserva Agrícola Nacional 3.9. Reserva Ecológica Nacional 3.10. Recursos Biológicos / Estrutura Paisagística 3.11. Ruído 3.12. Qualidade do Ar 3.13. Qualidade das Águas Superficiais 3.14. Qualidade das Águas Balneares T E R R I T Ó R I O E A M B I E N T E
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO USO DO SOLO 20 FONTE: Centro Nacional de Informação Geográfica - Inventário Cartográfico do Programa Corine -Projecto Land Cover INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES AMP LEGENDA Zonas com dominância de habitação Zonas com revestimento dominantemente artificializado Zonas alteradas artificialmente, sem vegetação Áreas agrícolas com culturas anuais Zonas agrícolas heterogéneas Florestas Zonas com vegetação arbustiva ou herbácea Zonas descobertas sem ou com pouca vegetação Zonas de água doce Zonas de água salgada Embora a cartografia retrate uma realidade de meados dos anos 80, não acreditamos que o recente surto de desenvolvimento urbano tenha alterado radicalmente o padrão global de uso do solo na AMP. As áreas artificializadas, para fins habitacionais, industriais ou de equipamentos e infraestruturas, situavam-se em apenas 15% em meados de 80, podendo actualmente atingir os 20%. As superfícies agrícolas e florestais continuam a ser dominantes. Em termos médios europeus, a superfície artificializada atingia os 25% em meados de 90. Nas últimas décadas, o ritmo de reconversão de solo agrícola em urbano na UE foi da ordem dos 2% em cada década. Face a estes valores, a artificialização dos solos da AMP não se poderá considerar ainda o fenómeno extensivo típico da maioria das metrópoles da UE. As áreas agrícolas com culturas anuais ocorrem na faixa litoral de 10 km de largura a Norte e a Sul do Grande Porto, onde os declives não atingem mais de 8% e a altitude tem valores baixos. Nas zonas mais interiores, as condições do relevo favorecem o aparecimento de florestas e vegetação arbustiva ou herbácea. É o caso das zonas mais altas de Valongo e Gondomar. As zonas agrícolas heterogéneas e restantes zonas com pouca vegetação espalham-se por toda a área intermédia, reflectindo situações de povoamento disperso. Rio Douro NORTE 02.5 5 Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO FIGURAS DE PLANEAMENTO TERRITORIAL 21 Laúndos Rates Balazar AguçadouraNavais Terroso Rio Mau Arcos A-Ver-o-MarAmorim Beiriz Touguinhó Touguinha ArgivaiJunqueira BagunteOuteiro Maior Parada Ferreiró Vila do Conde Póvoa de Varzim Tougues Retorta Azurara Fornelo Macieira da Maia Árvore Vairão Fajozes MindeloGião Canidelo Malta Vila Chã Modivas Vilar Guilhabreu Labruge Mosteiró Lavra Aveleda Vilar de Pinheiro Gemunde S. Pedro de Avioso Perafita Vila Nova da Telha MoreiraBarca Gondim Silva Escura Folgosa S. Pedro Fins Alfena Sobrado Campo Valongo VermoimNogueira Maia Milheirós Águas Santas Pedrouços Ermesinde Baguim do Monte Gueifães Rio Tinto Fânzeres S. Pedro da Cova Valbom Gondomar Jovim Foz do Sousa Covelo Melres Lomba Medas LeverCrestuma Leça do Bailio Stª Cruz do Bispo Leça da Palmeira Guifões Custóias Matosinhos Senhora da Hora S. Mamede de Infesta S. Pedro da Afurada V. Nova de Gaia CanideloOliveira do Douro Avintes Mafamude Madalena Valadares Canelas Vilar de Andorinho Vilar do Paraíso Gulpilhares Pedroso Perosinho Serzedo Arcozelo Sermonde Olival Sandim Seixezelo Grijó S. Félix da Marinha Guetim Anta Espinho Silvalde Paramos Stª. Maria de Avioso Estela 12 13 1 234 5 678 9 10 11 14 15 %U %U %U %U %U %[ %[%U %U %U %U %U %U%U %U %U%U %U %U %U %U%U%U%U %U %U %U %U%U %[ %U %U %U %U %U %U %U%U%U % % % % % % % % % % % %[ %[ %[ %[ %[ %[ %[%[ %[ %% % % % %% % %[ %[ %U %U %U %U Rio Ave Rio Douro %[ Rio Leça %% %% %U %U %U %U LEGENDA % [ % U % %[ %U % Planos de pormenor publicados em curso (confirmados) em curso (sem confirmação) Planos de urbanização em curso (sem confirmação) em curso (confirmados) publicados Observação: a localização dos planos referencia-se à freguesia INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES Fonte: Comissão de Coordenação da Região do Norte Há já vários anos que todos os concelhos da AMP possuem o seu Plano Director Municipal (PDM) devidamente aprovado e rectificado. Em alguns casos entraram já em processo de revisão. A produção de planos de ordem inferior, nomeadamente Planos de Urbanização e Planos de Pormenor, varia significativamente de concelho para concelho. A este nível o cartograma junto distingue as situações dos planos já publicados (à data de Agosto de 1999), e dos planos em curso (com ou sem confirmação). Haverá que reconhecer o esforço significativo que tem vindo a ser desenvolvido, na produção de figuras de planeamento, por concelhos como Espinho e Matosinhos. Sendo certo que a natureza mais ou menos urbana dos concelhos ditará diferentes custos de oportunidade para a realização destes planos, não se pode deixar de ressaltar, em termos gerais, a fraca produção de planos de ordem inferior. Na verdade serão sobretudo estes planos que poderão contribuir directa e decisivamente para a melhoria das condições de qualidade do ambiente urbano das populações. NORTE 02.5 5 Km Concelhos Planos de urbanização Planos de pormenor Póvoa de Varzim Cidade de Póvoa de Varzim Zona industrial de Laúndos Matosinhos Zona de Azenha de Cima Maia Maia Leste Gondomar Zona industrial da Formiga Vila Nova de Gaia Zona envolvente à V8 Zona costeira entre Granja e Espinho Àrea do parque da cidade Zona envolvente aos Paços do Concelho Zona Norte da rua 62 Lugar da Picadela em Guetim Quarteirão entre as ruas 4/6/25/27 Sul de Espinho (Paramos) Parque desportivo de Paramos Espinho Lagarta – Área Nascente e Poente/Anta Espinho Orden. e cont. clandest. Núcl. Boucos e Coteiro-Guetim
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO ÁREAS URBANAS E URBANIZÁVEIS 22 LEGENDA Áreas urbanas Áreas urbanizáveis Restantes áreas Rio Ave Rio Leça Rio Douro A AMP é caracterizada por um padrão de desenvolvimento urbano predominantemente disperso, reflectindo os padrões de povoamento da Região Norte em que se insere. Sobre este padrão geral ressalta a atractividade exercida pela cidade do Porto e pelo litoral. A densidade urbana intensifica-se com a aproximação ao litoral e ao núcleo metropolitano, no contexto regional mais alargado, do eixo Braga-Porto-Aveiro. Constata-se ainda um conjunto de tendências localizadas de crescimento urbano segundo os principais eixos viários. Exceptuando o Porto, com uma área de expansão urbana que representa apenas 25% da área urbana inscrita no PDM, e de alguma forma Espinho, em que aquele valor chega aos 50%, todos os restantes concelhos propõem nos respectivos PDM’s áreas urbanizáveis que se aproximam, senão ultrapassam, em superfície, as actuais áreas urbanas. Este dimensionamento, pelo largo, das áreas de expansão, tem-se traduzido, na prática, no incremento da dispersão do povoamento, pese embora a existência de algumas situações de excepção, em que áreas de expansão foram dimensionadas e delimitadas no estrito cumprimento do principio da colmatação de intersticios urbanos. FONTE: Planos Directores Municipais INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES NORTE 02.5 5 Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO PATRIMÓNIO MUNDIAL 23 A candidatura do Centro Histórico do Porto a Património Mundial foi iniciada em 1993. Em 1996 o comité do Património Mundial, da Unesco, aprovou a classificação. A organização da candidatura coube ao CRUARB (Projecto Municipal de Renovação Urbana do Centro Histórico do Porto), com o apoio de diversos serviços especializados do Município. A classificação teve como objecto a área do burgo medieval, limitada pelas muralhas do século XIV. Aí se localizam os mais antigos edifícios da cidade, as suas ruas típicas e alguns dos mais atractivos espaços públicos. A proposta de classificação inclui ainda a Ponte D. Luís I e o monumento que lhe fica sobranceiro, o convento Agostinho da Serra do Pilar. A área de protecção coincide praticamente com os antigos arrabaldes da cidade medieval, tanto do lado do Porto, como de Vila Nova de Gaia. Esta última inclui a encosta em anfiteatro, onde se implantam as Caves do Vinho do Porto. Da margem norte, fazem parte a velha freguesia de Miragaia, a qualificada cintura setentrional, cuja renovação se iniciou a partir do século XVIII, o arrabalde antigo de Santo Ildefonso e a escarpa dos Guindais e das Fontaínhas que, em socalcos, desce até ao rio Douro. INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES Massarelos MiragaiaVitória Sé S. Nicolau Bonfim Stº Ildefonso Oliveira do Douro Stª Marinha R i o D o u r o Património mundial Área de protecção Fonte: CRUARB
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO PATRIMÓNIO - MONUMENTOS NACIONAIS 24 SOBRADO RATES ALFENA MELRES PEDROSO GRIJÓ LOMBA SANDIM CAMPO LAVRA VALONGO ESTELA MEDAS JOVIM COVELO BALAZAR RIO MAU FOZ DO SOUSA ANTA OLIVAL FOLGOSA BAGUNTE GIÃO LAUNDOS PERAFITA AVINTES MOREIRA LEVER RIO TINTO CANELAS FAJOZES SERZEDO ARCOS ÁRVORE FÂNZERES 15 MAIA ERMESINDE SÃO PEDRO DA COVA ARCOZELO AMORIM CANIDELO BEIRIZ JUNQUEIRA 14 PARAMOS SILVALDE NAVAIS 13 MINDELO LABRUGE VAIRÃO LEÇA DO BAILIO VILA CHÃ FORNELO CUSTÓIAS GUILHABREU VILAR MADALENA GEMUNDE ÁGUAS SANTAS TERROSO MAFAMUDE BARCA FERREIRÓ GONDOMAR (SÃO COSME) VERMOIM GULPILHARES MODIVAS CRESTUMA VILA DO CONDE VALADARES PARADA PEROZINHO AVELEDA A VER-O-MAR MATOSINHOS VALBOM SILVA ESCURA 8 TOUGUINHÓ SÃO FÉLIX DA MARINHA GUIFÕES TOUGUES RETORTA MOSTEIRÓ NOGUEIRA SANTA MARINHA LEÇA DA PALMEIRA VILAR DE ANDORINHO MILHEIRÓS 12 OLIVEIRA DO DOURO ARGIVAI GUEIFÃES MALTA PÓVOA DE VARZIM VILA NOVA DA TELHA SÃO PEDRO FINS MACIEIRA DA MAIA TOUGUINHA 6 AVIOSO (SÃO PEDRO) VILAR DO PARAÍSO GUETIM AVIOSO (SANTA MARIA) OUTEIRO MAIOR AZURARA VILAR DE PINHEIRO SÃO MAMEDE DE INFESTA ESPINHO SENHORA DA HORA BAGUIM DO MONTE PEDROUÇOS 4 SANTA CRUZ DO BISPO 11 GONDIM 9 SEIXEZELO 5 SERMONDE 10 7 2 SÃO PEDRO DA AFURADA 3 1 1 2 3 4 Número de Monumentos Nacionais LEGENDA 1. S. Nicolau 2. Miragaia 3. Vitória 4. Sé 5. Massarelos 6. Cedofeita 7. Stº Ildefonso 8. Bonfim 9. Lordelo do Ouro 10. Foz do Douro 11. Nevogilde 12. Aldoar 13. Ramalde 14. Paranhos 15. Campanhã A classificação dos bens materiais imóveis de interesse cultural encontra-se legislada pelos seguintes diplomas: DL nº 20985, de 7 de Março de 1932; Lei nº 2032, de 11 de Junho de 1949 e Lei 13/85 de 6 de Julho. De acordo com o seu valor relativo, os bens imóveis de interesse cultural podem ser classificados como “Monumento Nacional”, “Imóvel de Interesse Público” e “Valor Concelhio”. A Lei 13/85 institui, por sua vez, as categorias de “Monumento”, “Conjunto” e “Sitio” (segundo as convenções internacionais), graduadas ainda através de importâncias relativas, a saber: “Valor Local”, “Valor Regional”, “Valor Nacional” e “Valor Internacional”. No entanto, dado que a Lei 13/85 ainda não foi regulamentada, são ainda as categorias anteriores que se encontram em vigor. O âmbito de aplicação destas categorias tem sido alargado recorrendo às figuras das zonas especiais de protecção e das zonas non aedificandi. O cartograma retrata uma forte concentração de monumentos nacionais na cidade do Porto, em particular nas freguesias ribeirinhas. No conjunto das restantes freguesias da AMP haverá especial referência às freguesias de Vila do Conde e de Santa Marinha em Vila Nova de Gaia. Fonte: Instituto Português do Património Arquitectónico INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES NORTE 02.5 5 Km Rio Ave Rio Leça Rio Douro
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO PATRIMÓNIO - IMÓVEIS DE INTERESSE PÚBLICO 25 SOBRADO RATES ALFENA MELRES PEDROSO GRIJÓ LOMBA SANDIM CAMPO LAVRA VALONGO ESTELA MEDAS JOVIM COVELO BALAZAR RIO MAU FOZ DO SOUSA ANTA OLIVAL FOLGOSA BAGUNTE GIÃO LAUNDOS PERAFITA AVINTES MOREIRA LEVER RIO TINTO CANELAS FAJOZES SERZEDO ARCOS ÁRVORE FÂNZERES 15 MAIA ERMESINDE SÃO PEDRO DA COVA ARCOZELO AMORIM CANIDELO BEIRIZ JUNQUEIRA 14 PARAMOS SILVALDE NAVAIS 13 MINDELO LABRUGE VAIRÃO LEÇA DO BAILIO VILA CHÃ FORNELO CUSTÓIAS GUILHABREU VILAR MADALENA GEMUNDE ÁGUAS SANTAS TERROSO MAFAMUDE BARCA FERREIRÓ GONDOMAR (SÃO COSME) VERMOIM GULPILHARES MODIVAS CRESTUMA VILA DO CONDE VALADARES PARADA PEROZINHO AVELEDA A VER-O-MAR MATOSINHOS VALBOM SILVA ESCURA 8 TOUGUINHÓ SÃO FÉLIX DA MARINHA GUIFÕES TOUGUES RETORTA MOSTEIRÓ NOGUEIRA SANTA MARINHA LEÇA DA PALMEIRA VILAR DE ANDORINHO MILHEIRÓS 12 OLIVEIRA DO DOURO ARGIVAI GUEIFÃES MALTA PÓVOA DE VARZIM VILA NOVA DA TELHA SÃO PEDRO FINS MACIEIRA DA MAIA TOUGUINHA 6 AVIOSO (SÃO PEDRO) VILAR DO PARAÍSO GUETIM AVIOSO (SANTA MARIA) OUTEIRO MAIOR AZURARA VILAR DE PINHEIRO SÃO MAMEDE DE INFESTA ESPINHO SENHORA DA HORA BAGUIM DO MONTE PEDROUÇOS 4 SANTA CRUZ DO BISPO 11 GONDIM 9 SEIXEZELO 5 SERMONDE 10 7 2 SÃO PEDRO DA AFURADA 3 1 a 2 3 a 5 6 a 8 8 a 10 Número de imóveis de interesse público LEGENDA 1. S. Nicolau 2. Miragaia 3. Vitória 4. Sé 5. Massarelos 6. Cedofeita 7. Stº Ildefonso 8. Bonfim 9. Lordelo do Ouro 10. Foz do Douro 11. Nevogilde 12. Aldoar 13. Ramalde 14. Paranhos 15. Campanhã INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES Fonte: Instituto Português do Património Arquitectónico NORTE 02.5 5 Km Rio Ave Rio Leça Rio Douro
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO QUALIDADE DAS ÁGUAS SUPERFICIAIS 32 10 - Crestuma/Lever 1 - Formariz 8 - Foz Sousa 7 - Praia Areínho 5 - Ponte Carro 2 - Ponte Junqueira 6 - Ponte Pedra 3 - Ponte Velha 4 - Sta Cruz Bispo 9 - Zebreiros LEGENDA Classe E - Muito Poluído Classe B - Pouco Poluído Classe D - Poluído # Estações de amostragem (DGRN/DSRHD) # ## ## # # # ## 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 IMP SC A3 IMP SC A3 IMP SC A3 IMP SC IMP SC IMP SC IMP IMP CC A3IMP CC A3IMP CC A3 Rio Ave Rio Leça Rio Ferreira Rio Sousa Rio Este Rio Douro Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho Os centros urbanos, como pólos de desenvolvimento industrial e de concentração populacional, são os principais responsáveis pela poluição das águas superficiais. Contudo, os impactes humanos através dos efluentes liquidos e de outros resíduos, não são os únicos causadores de poluição dos rios e das albufeiras, existindo por vezes condições geoquímicas naturais e fenómenos de origem biológica que, originados pelos baixos níveis dos caudais e das reservas, contribuem de forma relevante para o estado final da qualidade da água. Na AMP estes fenómenos têm expressão, nomeadamente, na albufeira de Crestuma, que se encontra naturalmente no designado “estado mesotrópico”. Pese embora os significativos investimentos públicos na introdução de sistemas conjuntos de despoluição, alguns rios da AMP ainda se encontram fortemente poluídos, como é o caso do Ave, do Leça e, em menor extensão, do rio Ferreira. Fonte: AMP (1993) Estudo Sócio-Económico da Área Metropolitana do Porto, componente Ambiente e Recursos Naturais, Porto INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES classes de poluição SS (mg/l) OD (%sat) CBO 5 (mg/l) NH4 (mg/l) A - Isento de poluição B - Pouco poluído C - Medianamente poluído D - Poluído E - Muito poluído 25 90 30.1 30 70 5 1 50 0 2 30 30 20 5 20 5 40 80 80 Qualidade mínima Qualidade mínima Qualidade mínima Qualidade mínima MS Muito satisfatória S - Satisfatória NS Não satisfatória MI Muito Insatisfatória A1 CC PCC A2/A3 A3/A2 IMP IMPSCA3 PCC Classificação das águas superficiais quanto ao tipo de utilização Classes de poluição de águas superficiais (SEARN, 1997) P - própria para recreio com contacto directo IMP - imprópria para recreio com contacto directo A1 - tratamento primário A2 - tratamento secundário A3 - tratamento terciário CC - com condições para vida piscícola SC - sem condições para vida piscícola NORTE 02.5 5 Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO QUALIDADE DAS ÁGUAS BALNEARES 33 # Boa quando, pelo menos, 80% das análises efectuadas são inferiores aos valores guia da directiva (VMR) % Aceitável quando, pelo menos, 95% das análises efectuadas são inferiores aos valores imperativos da directiva (VMA) quando, pelo menos, 5% das análises efectuadas são superiores aos valores imperativos da directiva (VMA) Má $ c zona balnear com bandeira azul Praias não amostradas em 1998 (dados de 1997) * Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho Mindelo Árvore Lagoa Paimó Vila Chã Labruge Castelo do Queijo Gondarém Salgueiros Lavadores Madalena Valadares Francelos Miramar Aguda Granja Silvade Paramos Frente Azul Espinho - Baía Espinho - Rua 37 Seca # $ # # # $ $ $ $ $ % % # Rio Ave Rio Leça Rio Do c % $ $ $ $ $ $ $ $ * * INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES Fonte: Instituto Nacional da Água A faixa costeira da AMP possui uma extensão de cerca de 70 km repartidos por seis dos seus concelhos. Sendo uma zona de apreciável valor paisagístico, elevada riqueza e sensibilidade ecológica, re-quer uma estreita coordenação de políticas entre os vários níveis da administração, e uma utilização do solo equilibrada pela necessidade de conservação dos seus recursos naturais. Numa perspectiva de planeamento, esta tarefa foi deixada ao Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC). Este plano constitui um importante instrumento de definição de condicionantes, vocações, usos dominantes e localização de infra--estruturas e apoios de praia. A pressão urbana exercida sobre as zonas costeiras tem originado uma significativa degradação da qualidade das águas balneares, como se pode constatar na carta junta. Actualmente na AMP, apenas os concelhos nas extremidades Norte e Sul apresentam praias classificadas como boas tomando como referência os parâmetros definidos na Directiva 76/160/CEE (ver quadro). Com a entrada em funcionamento de vários sistemas de recolha e tratamento de águas residuais, actualmente em construção, será de esperar uma progressiva melhoria da qualidade das águas balneares na AMP, em particular ao longo das suas praias mais centrais. NORTE 02.5 5 Km Parâmetro Valor Máximo Admissível (VMA) valor imperativo Valor Máximo Recomendado, (VMR) valor guia 2000 100Coliformes fecais/100ml Óleos minerais ausência de manchas ou cheiro ≤ 0,3 mg C6H5OH Substâncias Tensioactivas (mg(LAS)) ausência de espuma persistente ≤ 0,3 Fenóis ausência de cheiro específico ≤ 0,05 Coliformes totais/100ml 10000 500
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO CAPÍTULO 4 34 4.1. Dimensão e Distribuição da População 4.2. Densidade Populacional 4.3. Evolução da População 4.4. Dinâmicas de Povoamento 4.5. Atracção / Repulsão, Saldo Migratório 4.6. Taxa de Natalidade / Taxa de Mortalidade 4.7. Estrutura Etária da População 4.8. População Jovem 4.9. Índice de Envelhecimento 4.10. Taxa de Analfabetismo 4. 11. Nível de Habilitações da População R E C U R S O S H U M A N O S
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 35 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES DIMENSÃO E DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO 1167800 hab3472715 hab AMPRegião Norte 1 S. Nicolau 2 Miragaia 3 Vitória 4 Sé 5 Massarelos 6 Cedofeita 7 Stº Ildefonso 8 Bonfim 9 Lordelo do Ouro 10 Foz do Douro 11 Nevogilde 12 Aldoar 13 Ramalde 14 Paranhos 15 Campanhã número de habitantes 250 - 1000 1001 - 2500 2501 - 7500 7501 - 15000 15001 - 25000 25001 - 55000 LEGENDA Laúndos Rates Balazar AguçadouraNavais Terroso Rio Mau Arcos A-Ver-o-MarAmorim Beiriz Touguinhó Touguinha ArgivaiJunqueira BagunteOuteiro Maior Parada Ferreiró Vila do Conde Póvoa de Varzim Tougues Retorta Azurara Fornelo Macieira da Maia Árvore Vairão Fajozes MindeloGião Canidelo Malta Vila Chã Modivas Vilar Guilhabreu Labruge Mosteiró Lavra Aveleda Vilar de Pinheiro Gemunde S. Pedro de Avioso Perafita Vila Nova da Telha MoreiraBarca Gondim Silva Escura Folgosa S. Pedro Fins Alfena Sobrado Campo Valongo VermoimNogueira Maia Milheirós Águas Santas Pedrouços Ermesinde Baguim do Monte Gueifães Rio Tinto Fânzeres S. Pedro da Cova Valbom Gondomar Jovim Foz do Sousa Covelo Melres Lomba Medas LeverCrestuma Leça do Bailio Stª Cruz do Bispo Leça da Palmeira Guifões Custóias Matosinhos Senhora da Hora S. Mamede de Infesta S. Pedro da Afurada V. Nova de Gaia CanideloOliveira do Douro Avintes Mafamude Madalena Valadares Canelas Vilar de Andorinho Vilar do Paraíso Gulpilhares Pedroso Perosinho Serzedo Arcozelo Sermonde Olival Sandim Seixezelo Grijó S. Félix da Marinha Guetim Anta Espinho Silvalde Paramos Stª. Maria de Avioso Estela 12 13 1 234 5 678 9 10 11 14 15 Rio Douro Rio Leça Rio Ave A Área Metropolitana do Porto apresentava, em 1991, uma dimensão demográfica de 1.167.800 habitantes, concentrando cerca de 1/3 do total da população da Região Norte (3.472.715 habitantes). O concelho do Porto representava cerca de 26% da população total da AMP. Esta dimensão populacional repartia-se de forma desigual pelo território da AMP. A freguesia de Paranhos, localizada no concelho do Porto, apresentava o maior número de efectivos (51.000 habitantes), sendo a de Parada, no concelho de Vila do Conde, a que detinha a mais baixa ocupação humana (cerca de 330 habitantes). O volume demográfico da AMP equivalia a cerca de metade da população residente na Área Metropolitana de Lisboa (2.554.240 habitantes), distribuindose por uma área quatro vezes inferior a esta. O número de habitantes representado na carta da Distribuição da população em 1991 (obtidos através dos censos de 1991) inclui todos aqueles que independentemente de, no momento censitário, estarem ou não presentes num determinado alojamento, aí habitavam a maior parte do ano com a família ou aí detinham a totalidade ou a maior parte dos seus haveres. Fonte: INE, Censos de 1991 NORTE 02.5 5Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO DENSIDADE POPULACIONAL 36 1429 hab/km2 AMP 163 hab/km2 Região Norte 1 S. Nicolau 2 Miragaia 3 Vitória 4 Sé 5 Massarelos 6 Cedofeita 7 Stº Ildefonso 8 Bonfim 9 Lordelo do Ouro 10 Foz do Douro 11 Nevogilde 12 Aldoar 13 Ramalde 14 Paranhos 15 Campanhã número de habitantes por km2 90 - 400 401 - 1200 1201 - 2000 2001 - 5000 5001 - 20000 LEGENDA Laúndos Rates Balazar AguçadouraNavais Terroso Rio Mau Arcos A-Ver-o-MarAmorim Beiriz Touguinhó Touguinha ArgivaiJunqueira BagunteOuteiro Maior Parada Ferreiró Vila do Conde Póvoa de Varzim Tougues Retorta Azurara Fornelo Macieira da Maia Árvore Vairão Fajozes MindeloGião Canidelo Malta Vila Chã Modivas Vilar Guilhabreu Labruge Mosteiró Lavra Aveleda Vilar de Pinheiro Gemunde S. Pedro de Avioso Perafita Vila Nova da Telha MoreiraBarca Gondim Silva Escura Folgosa S. Pedro Fins Alfena Sobrado Campo Valongo VermoimNogueira Maia Milheirós Águas Santas Pedrouços Ermesinde Baguim do Monte Gueifães Rio Tinto Fânzeres S. Pedro da Cova Valbom Gondomar Jovim Foz do Sousa Covelo Melres Lomba Medas LeverCrestuma Leça do Bailio Stª Cruz do Bispo Leça da Palmeira Guifões Custóias Matosinhos Senhora da Hora S. Mamede de Infesta S. Pedro da Afurada V. Nova de Gaia CanideloOliveira do Douro Avintes Mafamude Madalena Valadares Canelas Vilar de Andorinho Vilar do Paraíso Gulpilhares Pedroso Perosinho Serzedo Arcozelo Sermonde Olival Sandim Seixezelo Grijó S. Félix da Marinha Guetim Anta Espinho Silvalde Paramos Stª. Maria de Avioso Estela 12 13 1 234 5 678 9 10 11 14 15 Rio Douro Rio Leça Rio Ave A Área Metropolitana do Porto detinha, em 1991, uma densidade populacional de 1.429 hab/km2, valor significativamente superior ao da Região do Norte (163 hab/km2) . No território da AMP coexistiam situações muito heterogéneas de densidade populacional, traduzidas em valores que oscilavam, em 1991, entre os 98 hab/km2na freguesia de Parada (concelho de Vila do Conde) e os cerca de 18.900 hab/km2na freguesia de S. Nicolau (concelho do Porto). Comparativamente com outras áreas metropolitanas, e de acordo com os dados disponíveis, verifica-se que a AMP detém valores relativamente elevados de densidade populacional. INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES NORTE 02.5 5Km Fonte: INE, Censos de 1991 As densidades populacionais representadas foram calculadas tendo por base os valores da população residente em 1991 e as áreas das freguesias fornecidas pela Comissão de Coordenação da Região Norte.
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 37 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO LEGENDA Laúndos Rates Balazar AguçadouraNavais Terroso Rio Mau Arcos A-Ver-o-MarAmorim Beiriz Touguinhó Touguinha ArgivaiJunqueira BagunteOuteiro Maior Parada Ferreiró Vila do Conde Póvoa de Varzim Tougues Retorta Azurara Fornelo Macieira da Maia Árvore Vairão Fajozes MindeloGião Canidelo Malta Vila Chã Modivas Vilar Guilhabreu Labruge Mosteiró Lavra Aveleda Vilar de Pinheiro Gemunde S. Pedro de Avioso Perafita Vila Nova da Telha MoreiraBarca Gondim Silva Escura Folgosa S. Pedro Fins Alfena Sobrado Campo Valongo VermoimNogueira Maia Milheirós Águas Santas Pedrouços Ermesinde Baguim do Monte Gueifães Rio Tinto Fânzeres S. Pedro da Cova Valbom Gondomar Jovim Foz do Sousa Covelo Melres Lomba Medas LeverCrestuma Leça do Bailio Stª Cruz do Bispo Leça da Palmeira Guifões Custóias Matosinhos Senhora da Hora S. Mamede de Infesta S. Pedro da Afurada V. Nova de Gaia CanideloOliveira do Douro Avintes Mafamude Madalena Valadares Canelas Vilar de Andorinho Vilar do Paraíso Gulpilhares Pedroso Perosinho Serzedo Arcozelo Sermonde Olival Sandim Seixezelo Grijó S. Félix da Marinha Guetim Anta Espinho Silvalde Paramos Stª. Maria de Avioso Estela 12 13 1 234 5 678 9 10 11 14 15 Rio Ave Rio Leça Rio Douro Rio Ave Variação da população 1981-91 (%) -40.0 a -10.0 -10.1 a 0.0 0.1 a 10.0 10.1 a 20.0 20.1 a 55.0 1.8% Região Norte 1 S. Nicolau 2 Miragaia 3 Vitória 4 Sé 5 Massarelos 6 Cedofeita 7 Stº Ildefonso 8 Bonfim 9 Lordelo do Ouro 10 Foz do Douro 11 Nevogilde 12 Aldoar 13 Ramalde 14 Paranhos 15 Campanhã Fonte: INE, Censos de 1981 - Censos de 1991 Entre 1981 e 1991, a Área Metropolitana do Porto registou um acréscimo de população de cerca de 4,5%. Este valor superou o verificado para a Região do Norte, que foi de 1,8%. Esta tendência evolutiva atingiu de forma relativamente homogénea o território da AMP. Dos nove concelhos desta área metropolitana somente o concelho do Porto registou perda de população (-7,6%). As freguesias da AMP revelaram dinâmicas de crescimento desiguais naquele periodo. A freguesia da Maia, no concelho da Maia, foi a que apresentou maior taxa de crescimento (52%), mas a freguesia da Senhora da Hora (concelho de Matosinhos), foi aquela cuja progressão foi mais marcada nos anos 80 em termos de crescimento efectivo e percentual (6.667 efectivos correspondendo a uma variação de 50%). Em contraste, as maiores perdas populacionais foram registadas nas freguesias centrais do concelho do Porto, onde se verificaram perdas superiores a 30% (freguesia de Vitória) e a 5.700 efectivos (freguesia de Sto Ildefonso). NORTE 02.5 5Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO DINÂMICAS DE POVOAMENTO 38 As características recentes de povoamento da AMP, expressas nos desvios espaciais e temporais das ‘temperaturas urbanas’*, evidenciam a existência de dinamismos muito desiguais no território metropolitano, permitindo definir conjuntos diferenciados de espaços. A carta relativa à ‘temperatura urbana’ da AMP em 1991 faz sobressair com nitidez os contrastes de ocupação populacional do centro para a periferia metropolitana. A mancha central de espaços dotados de elevada ‘temperatura’ é constituida pela cidade do Porto e pelo anel de concelhos imediatamente adjacentes, delineando com clareza os contornos da grande aglomeração do Porto e a sua importância na polarização da população metropolitana. A leitura da carta respeitante à evolução da temperatura urbana entre 1981 e 1991, permite configurar as principais dinâmicas territoriais em curso. É patente o importante arrefecimento demográfico do centro do Porto, bem como a relativa estagnação do território urbano adjacente e dos extremos metropolitanos. Em contraste, os espaços mais dinâmicos de fixação populacional, situam-se no arco envolvente do centro metropolitano, configurando-se na progressão de ‘manchas de aquecimento’ de sentido norte/nascente. Póvoa de Varzim Vila do Conde Maia Matosinhos Porto V. N. de Gaia Gondomar Valongo Espinho ]5, 55] ]55 , 67] ]67 , 84] ]84, 110] ]110, 145] ]145, 190] ]190, 225] LEGENDA Temperaturas Urbanas INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES NOTA: O método cartográfico das ‘temperaturas urbanas’ permite visualizar as dinâmicas de povoamento sem as distorções provocadas pelos limites administrativos. Este método baseia-se na avaliação dos efeitos acumulados exercidos pela população da unidade administrativa de base considerada (freguesia) e pela população das freguesias envolventes. O indicador que resume estes efeitos mede, em cada ponto, a totalidade do povoamento envolvente. O seu nível elevado junto às aglomerações urbanas conduz à designação de “temperaturas urbanas”. Póvoa de Varzim Vila do Conde Maia Matosinhos Porto V. N. de Gaia Gondomar Valongo Espinho Variação 81/91 Negativa [0, 2[ [2, 4[ [4, 6[ [6, 8[ [8, 10[ LEGENDA Fonte 1: INE, Censos 1991; 2. INSEE (1993) Depuis trente ans: dinamiques de l’espace français, Institut National de la Statistique et des Etudes Economiques Insee-Premiere, nº280, Paris; Temperaturas urbanas, 1991 Evolução das temperaturas urbanas, 1981-1991 3. Vásquez et al. (1997) A Qualificação Urbanística da Área Metropolitana do Porto, JNICT/DGOTDU/FEUP, Porto NORTE 0 5 10Km Rio Ave Barrinha de Paramos/Esmoriz Rio Douro Rio Ave Barrinha de Paramos/Esmoriz Rio Douro
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 39 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES TAXA DE ATRACÇÃO-REPULSÃO / SALDO MIGRATÓRIO A Área Metropolitana do Porto apresentava, na década de 80, um saldo migratório negativo não conseguindo fixar o seu próprio crescimento natural, reflectindo a saida líquida de 37.644 pessoas.O concelho do Porto, com uma taxa de repulsão igual a -10,2%, foi o mais marcado pelos fluxos de saída de população, sendo acompanhado nesta tendência emigratória pelos concelhos de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim. As transformações ocorridas no quadro migratório apresentaram-se desiguais nos diferentes concelhos da AMP, observando-se a coexistência de comportamentos repulsivos e atractivos. Os concelhos da Maia e de Valongo foram os que se mostraram mais atractivos na década de 80, com taxas de atracção acima dos 5%, sendo o concelho de Matosinhos o que evidenciou um maior fluxo de entrada de efectivos populacionais (cerca de 7.500 pessoas). As condições de atracção/repulsão dos diferentes concelhos constituintes da AMP evidenciam fenómenos importantes de recomposição interna da população metropolitana, correspondendo a movimentos significativos de transferência de população do Porto para os concelhos próximos. -4.8%% Região Norte -1.5% AMP LEGENDA Taxa de atracção/repulsão, década de 80 (%) -10.5 a -7.1 -7.0 a 0 0.1 a 2.0 2.1 a 5.0 5.1 a 7.0 Maia Gondomar V. N. de Gaia Valongo Porto Vila do Conde Matosinhos Póvoa de Varzim Espinho Rio Ave Rio Leça Rio Douro < < < < < < -37644 AMP Póvoa de Varzim Vila do Conde Maia Matosinhos Porto V. N. de Gaia Gondomar Valongo Espinho 59 488 734 3393 5383 7581 -41613 -5607 -8062 < < < < < < < < < < < < Número de pessoas que sairam do concelho para outros concelhos ou para o estrangeiro. Número de pessoas que entraram no concelho provenientes de outros concelhos ou do estrangeiro. < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < < LEGENDA Fonte: INE, Censos de 1981, 1991 Fonte: INE, Censos de 1981, 1991 Rio Ave Rio Leça Rio Douro Taxa de atracção repulsão (1981-1991) Saldo migratório (1981-1991) NORTE 0 5 10Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO INDICADORES DEMOGRÁFICOS: NATALIDADE / MORTALIDADE 40 Em 1997, a taxa de natalidade da Área Metropolitana do Porto era de 12,2 nados-vivos por mil habitantes, aproximando-se do valor registado para a Região do Norte e superando o verificado para o Continente. No território metropolitano, os níveis de fecundidade por concelho são relativamente diferenciados, apresentando-se claramente inferiores à média metropolitana nos concelhos do Porto (10,3‰), de Matosinhos (11,7‰) e de Valongo (11,9‰). No que se refere à mortalidade, a AMP apresentava em 1997, uma taxa igual a 8,7 óbitos por mil habitantes, valor sensivelmente equivalente ao registado na Região do Norte. O concelho do Porto é o único que supera o nível metropolitano, contrastando notóriamente com o de Valongo onde a taxa de mortalidade era, em 1997, a mais baixa da AMP. LEGENDA 10 - 11 11.1 - 12 12.1 - 13 13.1 - 14 14.1 - 15 Taxa de natalidade Póvoa de Varzim Vila do Conde Maia Matosinhos Porto Valongo Gondomar V. N. de Gaia Espinho Rio Leça Rio Douro Rio Ave LEGENDA 6.1 - 7.0 7.1 - 8.0 8.1 - 11.0 11.1 - 12.0 Taxa de mortalidade Póvoa de Varzim Vila do Conde Maia Valongo Gondomar Porto V. N. de Gaia Espinho Matosinhos Rio Leça Rio Douro Rio Ave INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES Taxas anuais por 1000 habitantes, 1997 AMP AML* Continente* Comunidade Europeia** 12.2 10.8 11.4 10.9 8.7 9.5 10.1 10.0 Natalidade Mortalidade * INE, 1994 ** Eurostat, 1994 Taxa de natalidade Taxa de mortalidade Fonte: INE NORTE 0 5 10Km Fonte: INE Região NorteAMP 12.3‰ 12.2‰ Região NorteAMP 8.9‰ 8.7‰ Barrinha de Paramos / Esmoriz Barrinha de Paramos / Esmoriz
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 41 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES 20.0%17.4% 52.0% 10.6% AMP 22.1%18.0% 48.4% 11.4% Região Norte Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho Rio Ave Rio Leça Rio Douro 0 - 14 15 - 24 25 - 64 >65 intervalos etários LEGENDA 20.6%16.5% 53.9% 9.0% 22.3%18.7% 49.5% 9.5% 20.1%18.1% 51.4% 10.4% 20.2%17.5% 52.6% 9.6% 22.2% 18.8% 51.9% 7.1% 20.9%17.8% 52.6% 8.7% 21.3%17.4% 8.9% 52.4% 23.8%19.3% 47.5% 9.3% 16.9%16.5% 51.8% 14.8% A análise da estrutura etária da população da AMP em 1991 revelava uma população relativamente jovem. A percentagem de habitantes com 65 e mais anos era de 10,6%, valor que se aproximava do existente na Região Norte para esta faixa etária. O peso da população metropolitana com menos de 15 e menos de 25 anos assemelhava-se igualmente aos valores registados para a Região Norte. As diferenças mais significativas ocorreram na faixa etária dos 25 aos 65 anos, mostrando a importância da AMP ao nível da população em idade de trabalhar. Os diferentes concelhos da AMP revelavam características relativamente próximas do conjunto metropolitano. A excepção mais significativa era o concelho do Porto, onde a percentagem de população com 65 e mais anos quase chegou aos 15% e foi acompanhada pelo mesmo peso de população com menos de 15 e menos de 25 anos, reflectindo a presença de uma população relativamente envelhecida. Os concelhos de Póvoa de Varzim e de Vila do Conde eram os que possuiam uma população mais jovem. As estimativas existentes para 1998, ao nível da estrutura etária da população da AMP, evidenciam a presença de tendências associadas ao progressivo envelhecimento da população metropolitana. Estrutura Etária da População (%) Grupos etários AMP* Portugal** Comunidade Europeia** 0 - 14 18,920,0 17,8 69,415 - 64 67,0 67,1 65 e mais 10,6 14,1 15,1 *Censos, 1991 **Eurostat, 1993 Fonte: Censos de 1991 ESTRUTURA ETÁRIA DA POPULAÇÃO NORTE 02.5 5Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO DISTRIBUIÇÃO E EVOLUÇÃO DO EMPREGO 48 De acordo com o cartograma da distribuição espacial do emprego, destacase o concelho do Porto como o que concentra a maior percentagem de emprego da Área Metropolitana (cerca de 40%), seguido pelos concelhos de Matosinhos, Maia e Vila Nova de Gaia. O concelho de Espinho, como seria de esperar, face à sua reduzida dimensão territorial e populacional, concentra a mais baixa percentagem de emprego da AMP (aproximadamente 2%). Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Valongo registam também uma fraca percentagem de emprego da AMP, em particular tendo em atenção a sua dimensão. A evolução global do emprego na década de 80 registou-se em maior percentagem nos concelhos da Póvoa de Varzim e Valongo, que viram o emprego aumentar aproximadamente 60%, no entanto, são estes concelhos que assumem ainda diferenças significativas na distribuição espacial do emprego, como vimos anteriormente. No conjunto metropolitano regista-se um aumento significativo do emprego de cerca de 12,4% no período intercensitário de 1981 a 1991. Rio Ave Rio Douro Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho Rio Leça valores percentuais LEGENDA 2 2 - 3.7 3.7 - 5.5 5.5 - 16.9 16.9 - 40.9 Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho Rio Ave Rio Leça Rio Douro 25.1 - 60 15.1 - 25 5.1 - 15 0 - 5 valores percentuais LEGENDA 12,4 % AMP INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES NORTE 0 5 10Km Distribuição espacial do emprego Evolução global do emprego Fonte: MESS - Quadros de Pessoal Fonte: MESS - Quadros de Pessoal
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 49 Fonte: Vazquez et al. (1997), A Qualificação Urbanística da Área Metropolitana do Porto, Projecto de Investigação FEUP/JNICT/DGOTDU INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES Rio Ave Rio Leça Rio Douro Póvoa de Varzim Vila do Conde Maia Matosinhos Gondomar Valongo Espinho V.N. de Gaia Porto 0.64 0.65 -0.24 -0.10 -0.03 -0.04 -0.08 -0.34 -0.31 -0.52 -0.29 -0.47 -0.01 -0.18 0.18 -0.26 -0.14 -0.14 0.03 0 AMP Sector terciário Sector secundário LEGENDA O cartograma apresenta um indicador que compara o número de empregos existentes em 1991, em cada concelho, de acordo com os Quadros de Pessoal e estimativas feitas para os sectores não abrangidos por essa base de informação, com o número de activos residentes, segundo o recenseamento da população. Valores positivos do indicador construído significam que o concelho é um centro de emprego, isto é, que emprega activos residentes noutros concelhos; pelo contrário, valores negativos do indicador significam que o concelho não emprega a totalidade dos seus residentes. Segundo esta informação, pode concluir-se que, em 1991, o Porto constituía um importante centro de emprego, tanto no sector secundário, como no sector terciário. Uma análise mais pormenorizada, ao nível da freguesia, permitiria distinguir estes dois casos, emergindo a importância de freguesias relativamente periféricas, no caso da indústria, e mais centrais, no caso do terciário. Dos restantes concelhos, apenas a Maia apresentava alguma capacidade de atracção de residentes de outros concelhos, para empregos na indústria. Os maiores desequilíbrios verificavam-se, regra geral, nos serviços, em que era maior a capacidade empregadora do Porto e menor a dos restantes concelhos. NORTE 02.5 5Km RELAÇÃO EMPREGO / POPULAÇÃO RESIDENTE ACTIVA
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 50 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES LEGENDA Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho 9.3% 44.9% 45.4% 0.4% 22.5% 47.1% 28.8% 1.6% 14.7% 27.7% 56.0% 1.6% EmpresasPessoal ao serviçoVolume de negócios Agricultura e Indústrias Extractivas Comércio, Restaurantes e Hotéis Outros Serviços Indústria, Electricidade, Gás, Água e Construção Segundo o Inquérito às Empresas das NUTS III, realizado em 1994, pelo INE, as quase 50.000 empresas localizadas na AMP eram responsáveis por cerca de 372.000 postos de trabalho. No conjunto da Região Norte, estes valores correspondiam a 39% das empresas, 41% do emprego (e 50% do volume de negócios), o que significava a existência de uma dimensão das empresas ligeiramente superior à média regional (acima dos 7 trabalhadores por empresa) e de um volume de vendas por trabalhador empregado claramente superior a essa média. A posição da AMP era particularmente destacada no domínio dos serviços (55% do emprego regional e 58% do volume de vendas) e, nestes, nos serviços prestados às empresas, instituições monetárias e financeiras, seguros e operações sobre imóveis (com 66% do emprego e 71% do volume de vendas). No interior da AMP, os sectores mais empregadores eram, em 1994, o têxtil (17,5%), o comércio a retalho (13,1%) e a construção e obras públicas (10,5%). ESTRUTURA DO EMPREGO POR SECTORES DE ACTIVIDADE Fonte: INE (1994) Inquérito às empresas das NUT’s III da Região do Norte, Instituto Nacional de Estatística, Porto NORTE 02.5 5Km Rio Ave Rio Leça Rio Douro
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO TENDÊNCIAS DE EVOLUÇÃO DO EMPREGO 51 LEGENDA Sector terciário Sector secundário 1985-91 1991-95 5.5%22.7% -16.7% 7.5% AMP Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho 57.6%58.1% 17.4% 99.2% 165.5% 13.5% 58.7% -7.2% 63.5% 33.7% 55.5% 16.1% 9.4% -10.6% 37.1% 14.4% 58.7% 1.8% -18.8% 20.3% -0.5% 57.3% -11.6% 73.8% -25.1% 15.7% 46.4% -0.1% -4.0% 50.2% -6.4%28.2% -6.4% 28.2% -26.6% 16.7% Fonte: Oliveira, C (1998) Dinâmicas de inovação e sistemas produtivos locais. O caso da Área Metropolitana do Porto, dissertação de mestrado, FEUPFAUP INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES Rio Ave Rio Leça Rio Douro Os dados publicados provenientes dos Quadros de Pessoal do Ministério do Emprego permitem distinguir tendências de crescimento do emprego nas actividades do terciário, ao mesmo tempo que apontam para processos mais complexos na indústria. Nesta, a segunda metade dos anos 80 correspondia a um período de crescimento e de reorganização espacial do emprego. Verificavam-se perdas no Porto e em Matosinhos (e, também, em Espinho, se considerássemos apenas a indústria transformadora) e, em termos percentuais, dinamismos mais importantes na Póvoa de Varzim e em Valongo. Esta tendência ajuda a explicar a maior incidência do desemprego, em 1991, em Matosinhos e no Porto. A primeira metade dos anos 90 testemunha uma quebra generalizada do emprego no sector secundário, atingindo todos os concelhos da AMP, embora com intensidade desigual: continuam a ser maiores as quebras percentuais do emprego no Porto, em Matosinhos e em Espinho. Neste período, a diminuição do emprego industrial, atingindo todos os sectores industriais, é particularmente forte no caso das indústrias metalúrgicas de base, das indústrias têxteis, do vestuário e do couro e, ainda, das indústrias químicas. No terciário, o Porto aparece como o único concelho com diminuição do emprego, entre 1991 e 1995. NORTE 02.5 5Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO EMPREGO NOS SERVIÇOS 52 A informação proveniente dos Quadros de Pessoal - que, entre outros, não regista o emprego associado à administração pública, bancos e seguros - revela a importância do concelho do Porto no emprego nos serviços. Em 1995, mais de metade dos empregos no terciário da AMP localizavam-se nesse concelho; por outro lado, cerca de três quartos do emprego, no Porto, correspondiam ao terciário, com quase 100 000 empregos. No entanto, em relação a períodos anteriores, verificavam-se tendências de alteração do padrão de distribuição espacial deste emprego, configurando processos significativos de descentralização: não só o contributo relativo do Porto para o emprego metropolitano tendia a diminuir, como, pelo menos entre 1991 e 1995, se verificava, nesse concelho, um decréscimo absoluto do número de empregos. Do mesmo modo, se poderia concluir, à escala metropolitana, pela existência de algumas alterações: os principais acréscimos verificavam-se nos serviços às empresas, abrangendo todos os concelhos; as principais quebras registavam-se nos transportes e comunicações e nos serviços sociais, pessoais e colectivos. As reestruturações no comércio eram também visíveis, com a diminuição do emprego no Porto a ser contrabalançada por crescimentos muito significativos LEGENDA 1.0 - 2.0 2.1 - 4.0 4.1 - 10.0 10.1 - 20.0 20.1 - 56.0 Distribuição espacial do terciário (%) Espinho V. N. de Gaia Matosinhos Póvoa de Varzim Vila do Conde Gondomar Valongo Porto Maia LEGENDA Peso dos serviços no total do emprego (%) 20 - 25 26 - 35 36 - 45 46 - 55 56 - 75 Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES Rio Ave Rio Leça Rio Douro Rio Ave Rio Leça Rio Douro Fonte: MESS - Quadros de Pessoal Fonte: MESS - Quadros de Pessoal NORTE 0 5 10Km Distribuição do emprego nos serviços, 1995 Peso dos serviços no total do emprego, 1995
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO NÍVEIS DE QUALIFICAÇÃO DO EMPREGO 53 LEGENDA Quadros superiores Quadros médios Encarregados, contramestres e chefes de equipa Profissionais altamente qualificados Profissionais qualificados Profissionais semiqualificados Profissionais não qualificados Praticantes e aprendizes Ignorados AMP 8.83.34.0 42.6 5.116.110.47.12.7 valores percentuais Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho A informação dos Quadros de Pessoal do Ministério do Emprego (actual Ministério do Trabalho e da Solidariedade) relativa aos níveis de qualificação do emprego, em 1995, permite salientar a existência de diferenças na situação dos diversos concelhos da AMP. Assim, se considerarmos a percentagem, no total das pessoas ao serviço, dos quadros médios e superiores, verificamos que a média metropolitana (12,1%) era ultrapassada claramente pelo concelho do Porto (14,6%) e marginalmente pelos concelhos de Espinho e Matosinhos (12,3 e 12,2%, respectivamente). Em contrapartida, Vila do Conde apresentava o valor mais baixo (8,6%). Comparando o número dos profisisonais considerados qualificados ou altamente qualificados com o número de profissionais considerados semiqualificados, não qualificados ou praticantes e aprendizes, verificamos que a média metropolitana era superada nos concelhos do Porto, Matosinhos e Maia. Por seu lado, Vila do Conde, Valongo e Póvoa de Varzim apareciam como os concelhos em que era menor o peso relativo dos profissionais qualificados ou altamente qualificados. Fonte: MESS - Quadros de Pessoal INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES Rio Ave Rio Leça Rio Douro NORTE 02.5 5Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO DESEMPREGO 54 A informação dos Censos de 1991 revela um contexto metropolitano com taxas de desemprego superiores às verificadas na Região do Norte. Por outro lado, evidenciam-se diferenças significativas entre o desemprego masculino e feminino, tanto no que diz respeito à sua intensidade, como também no que diz respeito à sua distribuição espacial. Em 1991, as maiores taxas de desemprego ocorriam em Matosinhos e no Porto, concelhos que outros dados mostravam ser atravessados por processos mais acentuados de desindustrialização, seguindo-se Espinho e Valongo. As maiores taxas de desemprego feminino verificavam-se em Espinho, seguindo-se Matosinhos e Valongo. Os dados do Inquérito ao Emprego apontam para a permanência e, mesmo, o aprofundamento, das diferenças entre a situação na AMP e na Região Norte, aparecendo a Área Metropolitana do Porto como o espaço da Região Norte com mais alta taxa de desemprego. Uma análise mais aprofundada destes dados permite, ainda, salientar a importância do desemprego associado aos grupos mais jovens da população. LEGENDA 6 % AMP 5 % Região Norte Taxa de desemprego (%) 4.0 - 4.5 4.6 - 5.0 5.1 - 6.0 6.1 - 7.0 7.1 - 7.5 Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho LEGENDA Taxa de desemprego feminino (%) 5.0 - 6.0 6.1 - 7.0 7.1 - 8.0 8.1 - 9.5 9.6 - 10.0 4.4 % AMP 6.5% Região Norte Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES Rio Ave Rio Leça Rio Douro Rio Ave Rio Leça Rio Douro Taxa de desemprego 3ºTrimestre 96 2ºTrimestre 97 3ºTrimestre 97 4ºTrimestre 97 Região Norte 6,9 6,6 6,8 6.7 AMP 10,2 10,2 10,2 10.5 Fonte: INE, Inquérito ao Emprego – Região Norte e NUTS III da Região Norte Taxa de desemprego Taxa de desemprego feminino NORTE 0 5 10Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 55 CAPÍTULO 6 6.1. Produto e Rendimento Concelhios 6.2. Estabelecimentos por Sector de Actividade 6.3. Repartição do VAB Industrial Concelhio por Ramo, 1989 (%) 6.4. Dinâmica Industrial 6.5. Dinâmica nos Serviços 6.6. Áreas Industriais A C T I V I D A D E S E C O N Ó M I C A S
LEGENDA 70 - 90 91 - 130 131 - 190 191 - 225 Poder de compra concelhio (país=100) Maia Gondomar V. N. de Gaia Valongo Porto Vila do Conde Matosinhos Póvoa de Varzim Espinho LEGENDA 50 - 65 66 - 80 81 - 110 111 - 210 PIB per capita (país=100) Maia Gondomar V. N. de Gaia Valongo Porto Vila do Conde Matosinhos Póvoa de Varzim Espinho PIB per capita, 1994 Indicador per capita do poder de compra, 1997 Rio Ave Rio Leça Rio Douro Rio Ave Rio Leça Rio Douro ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO PRODUTO E RENDIMENTO CONCELHIOS 56 A AMP apresenta valores do produto e do poder de compra que superam as médias do País. Considerando 100 a média nacional, os indicadores disponíveis do produto e do poder de compra, são, respectivamente, 122 e 131, e só na Grande Lisboa encontramos valores mais elevados. Para além desta imagem de concentração relativa do produto e do rendimento, a AMP aparece como um espaço internamente diferenciado, no qual se destaca a posição do Porto, com valores que ultrapassam o dobro da média nacional. O seu produto é quase quatro vezes maior que o de Gondomar ou Valongo; o seu poder de compra é sensivelmente o triplo do verificado em Gondomar. No que diz respeito ao PIB per capita, Maia e Porto são os únicos concelhos que se situam acima da média nacional, enquanto Gondomar apenas ultrapassa ligeiramente metade dessa média. Espinho, Matosinhos e Vila Nova de Gaia apresentam valores próximos ou superiores a 90% da média nacional. Quanto ao poder de compra, as distâncias entre os diversos concelhos são menos pronunciadas, e a sua posição relativa, no contexto do Continente, é reforçada: Maia, Matosinhos, Vila Nova de Gaia e Espinho, para além do Porto naturalmente, apresentam valores superiores à média nacional. Fonte: Ramos, P. (1998), Estimativas do PIB per capita para os concelhos do continente português, Revista de Estatística 3º Quadrimestre de 1998, 29-50 Fonte: INE (1997), Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio, Número III, Instituto Nacional de Estatística, Lisboa INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES NORTE 0 5 10Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 57 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES LEGENDA Sector terciário Sector secundário Maia Gondomar V. N. de Gaia Valongo Porto Vila do Conde Matosinhos Póvoa de Varzim Espinho 1991 1995 40.1% 58.9% 37.2% 62.0% 1991 1995 1991 1995 1991 1995 1991 1995 1991 1995 1991 1995 1991 1995 1991 1995 55.6% 42.3%49.4%47.5% 51.0%47.7%39.7% 59.4% 31.2% 67.7% 27.1% 72.0% 17.9% 81.7% 14.9% 84.8% 56.5% 42.5%49.2%49.7% 58.9% 41.5% 52.1%47.4% 50.1%49.0%41.9% 57.6% 32.3% 67.6% 27.8% 72.1% 33.9 65.4 AMP 1991 1995 30.3 69.0 valores percentuais Fonte: Oliveira, C (1998), Dinâmicas de inovação e sistemas produtivos locais. O caso da Área Metropolitana do Porto, dissertação de mestrado, FEUP-FAUP ESTABELECIMENTOS POR SECTOR DE ACTIVIDADE Como referido anteriormente, a AMP era caracterizada pela importância crescente dos estabelecimentos ligados aos serviços. Este predomínio era mais acentuado no Porto, que concentrava quase metade dos estabelecimentos dos serviços localizados na AMP. A única excepção verificava-se em Gondomar, com mais estabelecimentos na indústria que nos serviços, por influência dos "outros sectores industriais" (caso específico da ourivesaria). Entre 1991 e 1995, o número de estabelecimentos cresceu, na AMP, tanto na indústria como nos serviços, excepto no Porto, com perdas na indústria. Na indústria, o crescimento registado na AMP contrasta com as quebras no emprego e no produto, evidenciando fenómenos de reestruturação de empresas e actividades. O maior dinamismo da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde sugere a presença de processos de descentralização espacial. Uma análise segundo sectores de actividade aponta, na AMP para algumas transformações, com perdas no têxtil e no vestuário, na metalurgia e nas indústrias químicas, e ganhos sobretudo nos equipamentos e materiais de transporte e nas indústrias alimentares. Nos serviços, o crescimento é generalizado, situando-se ao nível dos 30% de variação no periodo considerado. É mais acentuado na Maia (mais de 80%) e menos forte no Porto (12,8%). NORTE 02.5 5Km Rio Ave Rio Leça Rio Douro
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 64 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES LEGENDA Taxa de variação dos alojamentos familiares clássicos (%) -17 a 0 1 a 25 26 a 40 41 a 70 71 a 140 Laúndos Rates Balazar AguçadouraNavais Terroso Rio Mau Arcos A-Ver-o-MarAmorim Beiriz Touguinhó Touguinha ArgivaiJunqueira BagunteOuteiro Maior Parada Ferreiró Vila do Conde Póvoa de Varzim Tougues Retorta Azurara Fornelo Macieira da Maia Árvore Vairão Fajozes MindeloGião Canidelo Malta Vila Chã Modivas Vilar Guilhabreu Labruge Mosteiró Lavra Aveleda Vilar de Pinheiro Gemunde S. Pedro de Avioso Perafita Vila Nova da Telha MoreiraBarca Gondim Silva Escura Folgosa S. Pedro Fins Alfena Sobrado Campo Valongo VermoimNogueira Maia Milheirós Águas Santas Pedrouços Ermesinde Baguim do Monte Gueifães Rio Tinto Fânzeres S. Pedro da Cova Valbom Gondomar Jovim Foz do Sousa Covelo Melres Lomba Medas LeverCrestuma Leça do Bailio Stª Cruz do Bispo Leça da Palmeira Guifões Custóias Matosinhos Senhora da Hora S. Mamede de Infesta S. Pedro da Afurada V. Nova de Gaia CanideloOliveira do Douro Avintes Mafamude Madalena Valadares Canelas Vilar de Andorinho Vilar do Paraíso Gulpilhares Pedroso Perosinho Serzedo Arcozelo Sermonde Olival Sandim Seixezelo Grijó S. Félix da Marinha Guetim Anta Espinho Silvalde Paramos Stª. Maria de Avioso Estela 12 13 1 234 5 678 9 10 11 14 15 Rio Ave Rio Leça Rio Douro Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho 1 S. Nicolau 2 Miragaia 3 Vitória 4 Sé 5 Massarelos 6 Cedofeita 7 Stº Ildefonso 8 Bonfim 9 Lordelo do Ouro 10 Foz do Douro 11 Nevogilde 12 Aldoar 13 Ramalde 14 Paranhos 15 Campanhã Fonte: INE, Censos de 1991, Censos de 1981 A consideração da freguesia como unidade de análise permite apreciar melhor os dinamismos de crescimento do parque habitacional ocorridos nos anos 80. Pode falar-se de uma tendência quase generalizada de crescimento. De facto, apenas sete freguesias registavam, entre 1981 e 1991, decréscimos do número de alojamentos: as freguesias mais centrais do concelho do Porto e algumas freguesias do interior do concelho de Vila do Conde. Em contrapartida, era possível definir dois tipos de dinâmica de crescimento. Por um lado, assistiase a processos de intensificação do investimento habitacional num anel circundante do Porto, particularmente expressivos em algumas direcções (Senhora da Hora-Guifões-Custoias; Maia; Valongo; Mafamude-Vilar do Paraíso). Por outro lado, verificavam-se processos de crescimento ao longo da faixa mais litoral da AMP, que não eram estranhos ao dinamismo dos alojamentos de uso sazonal. VARIAÇÃO DOS ALOJAMENTOS CLÁSSICOS NORTE 02.5 5Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO REGIME DE OCUPAÇÃO DOS ALOJAMENTOS CLÁSSICOS 65 82.4% 5.1% 2.8% 9.6% AMP Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho Rio Ave Rio Leça Rio Douro LEGENDA Residência habitual Uso sazonal Ocupante ausente Vagos Regime de ocupação 86.6% 1.3% 4.4% 7.7% 60.2% 22.9%7.5% 9.4% 71.3% 17.2% 4.2% 7.3% 87.1% 2.0% 3.4% 7.5% 85.6% 3.4% 2.8% 8.2% 84.2% 3.7% 1.1% 10.9% 87.9% 1.7% 2.8% 7.6% 82.4% 3.6% 2.6% 11.4% 76.4% 7.6% 4.7% 11.4% Na AMP, predominam as habitações ocupadas como residência habitual de famílias. Esta situação correspondia, em 1991, a 82,4% do total de alojamentos, valor superior ao que se verificava no Continente (73,4%), na Região do Norte (76,5%) e na Área Metropolitana de Lisboa (77,9%). Dos restantes casos, salientavam-se os quase 40.000 alojamentos vagos. Quase metade dos alojamentos de residência habitual (46,3%) situava-se em edifícios com um só alojamento, em contraste com o verificado na AML (21,2%), o que denota a especificidade do processo de desenvolvimento da AMP. A principal distinção, na AMP, verificava-se ao nível da separação do seu "núcleo central", com maior peso dos alojamentos ocupados pelas famílias, e os concelhos de Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Espinho, onde os alojamentos de uso sazonal assumiam maior importância, sobretudo nas freguesias mais litorais. Os anos 80 corresponderam ao desenvolvimento de uma progressiva separação entre dinâmicas de investimento em habitação e dinâmicas de alojamento das famílias. Entre 1981 e 1991, pouco mais de metade do crescimento do parque habitacional correspondeu a novos alojamentos ocupados por famílias. O restante foi expressão das dinâmicas de uso sazonal (triplicando o seu número) e dos alojamentos vagos (quase triplicando). Fonte: INE, Censos de 1991 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES NORTE 02.5 5Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 66 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES 12.1% 13.0% 33.9% 18.7%11.9% 10.4% AMP LEGENDA Anterior a 1919 1919 - 1945 1946 - 1970 1971 - 1980 1981 - 1985 1986 - 1991 Data de construção Porto Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Rio Ave Rio Leça 7.7% 9.7% 32.5% 20.9%16.5% 12.7% 12.8% 10.9% 30.3% 20.0%13.8% 12.2% 9.5% 13.1% 30.4% 7.4% 12.2% 32.6% 19.9% 15.1% 12.7% 37.9% 34.3% 28.9% 21.9% Maia Valongo Gondomar Espinho 20.2% 14.0% 12.8% 6.9% 7.8% 32.9% 26.5% 14.0% 11.8% 18.6% 16.0% 14.9% 6.9% 5.7% 11.4% 11.5% 31.5% 21.4%12.3% 11.8% 10.6% 12.3% 17.6%13.2% 12.0% 8.6% 14.9% 13.3% 12.6% Rio Douro Gondomar 31.5% 11.4% 11.5% 21.4%12.3% 11.8% A informação sobre a idade dos alojamentos permitia estabelecer um contraste entre o Porto - o único concelho com uma percentagem de alojamentos mais antigos acima da média metropolitana - e os restantes concelhos da AMP. Para esta situação, contribuíam, de forma decisiva, as suas freguesias mais centrais, onde os alojamentos construídos antes de 1919 chegavam a representar 88% do total. Nestas, o envelhecimento dos alojamentos conjugavase com o forte predomínio do arrendamento habitacional. Quanto aos alojamentos de construção mais recente, ressaltava a relativa homogeneidade dos concelhos que confinam com o Porto, expressando as diversas direcções dos processos de descentralização da habitação. Salientavam-se os casos de Vilar de Andorinho, Maia, Senhora da Hora, Anta e Rio Mau, freguesias com mais de 40% dos alojamentos com menos de 10 anos. Note-se que esta informação se refere aos alojamentos ocupados habitualmente pelas famílias, não ao total de fogos. O facto de a percentagem de ocupados entre 1986 e 1991, ser inferior à dos edificados entre 1981 e 1985 não significa um abrandamento do ritmo da construção, já que parte dos alojamentos construídos nesse período foi captada pelo aumento do uso sazonal da habitação e do número de fogos vagos. DATA DE CONSTRUÇÃO DOS ALOJAMENTOS CLÁSSICOS OCUPADOS NORTE 02.5 5Km Fonte: INE, Censos 1991
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO ALOJAMENTOS NÃO CLÁSSICOS 67 A definição de "alojamentos não clássicos" utilizada nos recenseamentos engloba casos como barracas, casas rudimentares de madeira, alojamentos improvisados, alojamentos móveis (como caravanas) e outros tipos de alojamentos precários. Corresponde a situações extremas de carência habitacional. Em 1991, existiam na AMP cerca de 2.000 alojamentos não clássicos, mais de metade dos quais localizada nos concelhos do Porto e de Matosinhos. A AMP concentrava quase 40% dos alojamentos não clássicos da Região do Norte e as duas áreas metropolitanas quase dois terços (62%) dos casos verificados no Continente. Na década de 80, diminuiu o número deste tipo de alojamentos, em todos os concelhos da AMP, excepto no Porto, que registou um ligeiro aumento. Esta tendência acompanhava o que se tinha passado no Continente, no Norte e na Área Metropolitana de Lisboa. Esta informação não esgota todas as situações de carência habitacional grave. O programa PER, destinado à eliminação das barracas e baseado em informação recolhida pelos municípios, prevê a construção de cerca de 15.000 alojamentos, na AMP. Os Censos 91 salientavam ainda as situações de superlotação dos fogos, que abrangeriam, então, cerca de 100.000 famílias. Fonte: INE; Censos de 1991 Fonte: INE; Censos de 1991 e de 1981 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES 1 9675 172 AMPRegião Norte Continente - 26 506 AML - 14 700 LEGENDA nº de alojamentos 40 - 100 101 - 250 251 - 500 501 - 800 Rio Ave Rio Douro Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho Rio Leça - 25.4%- 24.5% AMPRegião Norte Continente - 24.3% AML - 30.8% LEGENDA Taxa de variação dos alojamentos não clássicos 1981-91 (%) -75 a -65.1 -65 a -30.1 -30 a 0 0 a 5 Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho Rio Ave Rio Douro Rio Leça Rio Douro Rio Ave Existentes em 1991 Variação entre 1981-1991 NORTE 0 5 10Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO ASPECTOS QUALITATIVOS DOS ALOJAMENTOS 68 De acordo com os Censos de 1991, o grau de cobertura das redes públicas de abastecimento de água e saneamento era, na AMP, semelhante aos valores médios do Continente e situava-se em níveis claramente inferiores aos registados na Área Metropolitana de Lisboa. Configurava-se, assim, um quadro de carências importantes, que eram mais extensas no caso das redes públicas de saneamento. Considerando “equipados” os alojamentos dotados de electricidade, retrete, água e banho, verificava-se serem cerca de 60 000 (ou 18%) os alojamentos que, na AMP, não reuniam aquele conjunto de características. Existiam fortes disparidades internas no território metropolitano. Se quase 94% dos alojamentos de residência habitual estavam ligados à rede pública de abastecimento de água, no concelho do Porto, apenas pouco mais de 30% se encontravam nessa situação, no concelho de Vila do Conde. Se 81% dos alojamentos do Porto estavam ligados à rede pública de saneamento, o correspondente valor, em Gondomar, não chegava aos 20%. Estas disparidades nas condições de infraestruturação apareciam, assim, como uma característica estrutural do território metropolitano e condicionante do seu processo de desenvolvimento. 69.7% AMP LEGENDA Alojamentos com água (%) 30.0 - 40.0 40.1 - 55.0 55.1 - 65.0 65.1 - 80.0 80.1 - 95.0 Rio Ave Rio Douro Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho Rio Leça LEGENDA 45.0% AMP Alojamentos com saneamento (%) 15.0 - 20.0 20.1 - 30.0 30.1 - 40.0 40.1 - 60.0 60.1 - 85.0 Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho Rio Douro Rio Leça Rio Ave INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES NORTE 0 5 10Km Fonte: INE, Censos de 1991 Alojamentos com Água (rede pública) Alojamentos com Saneamento (rede pública) Alojamentos com abastecimento de água (rede pública) Alojamentos com saneamento (rede pública) Alojamentos equipados* 45,0%AMP 81,9%69,2% 86,1%AML 92,3%92,4% 49,0%Continente 78,3%67,9% * Alojamentos com electricidade, retrete, água e banho Fonte: INE, Estatísticas e Estudos Regionais, nº10, 1996
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO OUTROS ASPECTOS QUALITATIVOS: ELECTRICIDADE E TELEFONES 69 Pode considerar-se generalizado o acesso à rede de electricidade. Em 1991, na AMP, eram apenas cerca de 2.000 as famílias que residiam em alojamentos sem electricidade. Por seu lado, a distribuição espacial do parque de telefones – que dizia respeito à totalidade dos telefones instalados, e não apenas aos telefones associados à habitação – evidenciava o peso da aglomeração central da AMP. De notar, neste domínio dos aspectos relacionados com a qualidade dos alojamentos, a existência de lacunas no conhecimento da situação, por exemplo, no que diz respeito ao estado de conservação de edifícios e habitações e a outros indicadores referentes ao conforto dos alojamentos. LEGENDA 99.4% AMP Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho Rio Ave Rio Douro Rio Leça Alojamentos com electricidade (%) 98.8 - 99 99.1 - 99.3 99.4 - 99.5 99.6 LEGENDA Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho Rio Ave Rio Douro Rio Leça Nº de postos telefónicos 10000 - 29000 30000 - 49000 50000 - 99000 100000 - 155000 Fonte: INE, Censos de 1991 Fonte: INE; Anuário Estatístico da Região Norte, 1996 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES Alojamentos com Electricidade Parque Telefónico - rede fixa
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO LICENÇAS DE CONSTRUÇÃO 70 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES LEGENDA 0 - 50 51 - 100 101 - 200 201 - 300 301 - 500 Densidade de alojamentos nas licenças de construção Laúndos Rates Balazar AguçadouraNavais Terroso Rio Mau Arcos A-Ver-o-MarAmorim Beiriz Touguinhó Touguinha ArgivaiJunqueira BagunteOuteiro Maior Parada Ferreiró Vila do Conde Póvoa de Varzim Tougues Retorta Azurara Fornelo Macieira da Maia Árvore Vairão Fajozes MindeloGião Canidelo Malta Vila Chã Modivas Vilar Guilhabreu Labruge Mosteiró Lavra Aveleda Vilar de Pinheiro Gemunde S. Pedro de Avioso Perafita Vila Nova da Telha MoreiraBarca Gondim Silva Escura Folgosa S. Pedro Fins Alfena Sobrado Campo Valongo VermoimNogueira Maia Milheirós Águas Santas Pedrouços Ermesinde Baguim do Monte Gueifães Rio Tinto Fânzeres S. Pedro da Cova Valbom Gondomar Jovim Foz do Sousa Covelo Melres Lomba Medas LeverCrestuma Leça do Bailio Stª Cruz do Bispo Leça da Palmeira Guifões Custóias Matosinhos Senhora da Hora S. Mamede de Infesta S. Pedro da Afurada V. Nova de Gaia CanideloOliveira do Douro Avintes Mafamude Madalena Valadares Canelas Vilar de Andorinho Vilar do Paraíso Gulpilhares Pedroso Perosinho Serzedo Arcozelo Sermonde Olival Sandim Seixezelo Grijó S. Félix da Marinha Guetim Anta Espinho Silvalde Paramos Stª. Maria de Avioso Estela 12 13 1 234 5 678 9 10 11 14 15 Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho 1 S. Nicolau 2 Miragaia 3 Vitória 4 Sé 5 Massarelos 6 Cedofeita 7 Stº Ildefonso 8 Bonfim 9 Lordelo do Ouro 10 Foz do Douro 11 Nevogilde 12 Aldoar 13 Ramalde 14 Paranhos 15 Campanhã NORTE 02.5 5Km O cartograma pretende representar os processos mais recentes de construção de habitação. Para isso, utiliza o conceito de densidade da construção, obtida pela relação entre o número de alojamentos objecto de licença de construção e as áreas urbanas e urbanizáveis das respectivas freguesias, tal como definidas nos PDMs. Para além dos casos da Póvoa de Varzim e de Espinho, a imagem resultante é a da existência de um espaço de forte intensidade do investimento imobiliário, num anel que, integrando ainda algumas freguesias do concelho do Porto, circunda de forma contínua o território daquele concelho. As freguesias de maior densidade de alojamentos nas licenças, a que corresponde cerca de 14% do total de áreas urbanas e urbanizáveis da AMP, concentram 36% do número de alojamentos previstos nas licenças. As licenças emitidas entre 1994 e 1997 prevêem a construção, na AMP, de mais de 52.000 alojamentos, valor que é superior ao previsto para o conjunto dos outros concelhos da Região do Norte com cidades médias, o que revela a amplitude dos dinamismos de investimento na construção de habitação registados no território metropolitano. Rio Ave Rio Leça Rio Douro
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO CAPÍTULO 8 71 8.1. Abastecimento de Água 8.2. Drenagem e Tratamento de Águas Residuais 8.3. Resíduos Sólidos Urbanos 8.4. Infraestruturas Rodoviárias 8.5. Infraestruturas Ferroviárias 8.6. Equipamentos de Saúde, Turismo, Cultura e Recreio 8.7 Equipamentos de Âmbito Supra-Municipal E Q U I P A M E N T O S E I N F R A E S T R U T U R A S
# ³ # ³ # ³# ³# ³# ³# ³ # ³ # ³ # ³# ³# ³ # ³ # ³# ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³# ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³# ³ # ³ # ³# ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³# ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³# ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # ³ # Y # Y# Y# Y # Y # Y # Y # Y " ´ " ´ " ´ " ´ " ´" ´ " ´ " ´ " ´ " ´ " ´ " ´ " ´ " ´ # S # S # S # S # S# S # S # S # S # S # S# S # S # S # S # S# S # S # S # S # S # S # S # S # S # Y " ´ " ´" ´ " ´ " ´ " ´ " ´" ´ " ´ " ´" ´" ´ " ´ " ´ " ´ # S # S # S # S # S # S # S # S # S # S # S # S # S # S # S # S # S # S # S# S# S # S # S # S # S # S # S # S # S # S # S # S# S # S # S # S # S # S # S # S # S # S ESPINHO MATOSINHOSVALONGO VILA NOVA DE GAIA GONDOMAR MAIA ESPOSENDE SANTO TIRSO PÓVOA DE VARZIM VILA DO CONDE VILA NOVA DE FAMALICÃO Rio Av e BARCELOS PORTO FEIRA S. JOÃO DA MADEIRA AROUCA CASTELO DE PAIVA CINFÃES PENAFIEL PAREDES PAÇOS DE FERREIRA LOUSADA FELGUEIRAS Adutoras multimunicipais (Águas do Douro e Paiva) Solução em estudo #S Estação de tratamento de água de Areias de Vilar # S Reservatórios multimunicipais Adutoras multimunicipais (Aguas do Cávado) Estação de tratamento de água de Lever # ³ Pontos de entrega # Y Captações Tratamento " ´ Estações elevatórias INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 72 Fonte: Águas do Douro e Paiva, SA; Águas do Cávado, SA. ABASTECIMENTO DE ÁGUA O abastecimento de água para consumo público na AMP está a cargo do Sistema Multimunicipal de Captação, Tratamento e Abastecimento de Água à Área Norte do Grande Porto e do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água à Área Sul do Grande Porto. O primeiro - Águas do Cávado SA - abrange geográficamente os concelhos de Barcelos, Esposende, Maia, Póvoa de Varzim, Santo Tirso, Vila do Conde e Vila Nova de Famalicão, através de uma origem de água principal no Rio Cávado. O segundo - Águas do Douro e Paiva SA - abrange geográficamente os concelhos de Arouca, Castelo de Paiva, Espinho, Maia, Matosinhos, Oliveira de Azeméis, Porto, Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Valongo e Vila Nova de Gaia. O número de habitantes a servir pelas Águas do Cávado situar-se-á entre 600 mil em 1999 e os 900 mil em 2024. Os concelhos de Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Maia/Norte foram responsáveis por 17%, 15% e 16% respectivamente, do consumo de água em 1999, que foi de cerca de 30 milhões de metros cúbicos. A empresa Águas do Douro e Paiva SA é já responsável pelo abastecimento de uma importante parcela da população portuguesa, que se estimava em 1998 em 1,4 milhões de habitantes mas que deverá aumentar para cerca de 2 milhões no ano 2020. A correspondente área servida do Grande Porto consome actualmente cerca de 115 milhões de metros cúbicos de água por ano, valor que deverá aumentar para 195 milhões no ano 2020. NORTE 0 2 4Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO DRENAGEM E TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS 73 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO #Y #Y #Y #Y #S #Y #Y #S #S #S #Y #S #Y #S #S < < < < #Y Rio Ave Rio Leça Rio Douro Rio Este Rio Ferreira Rio Sousa Cambados Ponte Moreira Ermesinde Parada Rio TintoValongo S. Pedro da Cova Crestuma SobreirasFreixo Gramido Avintes Agra Matosinhos Febros Madalena < Previsto Estações de tratamento de águas residuais #Y Em funcionamento #S Prevista #S Em construção < Construido Exutores submarinos LEGENDA TRANSPORTES Como é sabido, os níveis de atendimento da população portuguesa por sistemas de drenagem e tratamento de águas residuais são ainda significativamente inferiores aos valores médios europeus. No entanto, em anos mais recentes, a conjugação de diversos investimentos de iniciativa local, nacional ou conjunta, permitiu uma rápida subida dos níveis globais de atendimento que passaram de uns escassos 21% em 1990 para quase 70% em 1999, considerando em simultâneo os sistemas de recolha e tratamento. A carta que se apresenta ilustra o esforço desenvolvido pelos diversos municípios da AMP nesta matéria. De acordo com os imperativos comunitários, todas as aglomerações com mais de 15.000 habitantes têm de dispôr de estações de tratamento das águas residuais, e todos os restantes municípios terão de dispôr daqueles equipamentos até ao ano 2005. Fonte: Direcção Regional do Ambiente - Norte Concelho ETAR Hab. Equivalente Gramido 50.000 Rio Tinto 50.000 Gondomar São Pedro da Cova 35.000 Cambados 20.000 Ponte de Moreira 60.000 Maia Parada 240.000 Matosinhos Matosinhos 200.000 Sobreiras 250.000 Porto Freixo 170.000 Ermesinde 50.000 Valongo Valongo 40.000 Vila do Conde Agra 260.000 Avintes 31.000 Febros 80.000 Madalena 200.000 Vila Nova de Gaia Crestuma 20.000 NORTE 02.5 5Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO MOTIVOS DE VIAGEM 80 28.7% 39.2% 3.5% 8.7% 5.4%3.8% 9.0% 1.6% AMP trabalho/estudo regresso a casa em serviço compras/lazer refeição levar buscar familiares assuntos pessoais outros Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho Rio Ave Rio Leça Rio Douro LEGENDA 30.0% 41.1% 3.7% 7.7%5.9% 2.4% 7.4% 1.6% 29.0% 38.4% 4.2% 8.9%6.9% 2.7% 7.0% 2.9% 28.4% 40.8% 3.8%7.0%4.4%3.7% 10.6% 1.2% 28.7% 38.9% 3.6% 9.4% 4.9%4.8% 8.6% 1.1% 27.7% 38.8% 3.1% 9.6% 6.0% 3.3% 9.3% 2.3% 31.3% 39.2% 3.7% 7.1%5.7%3.6% 7.1% 2.3% 28.6% 38.8% 3.5% 8.9% 5.0%4.5% 9.7% 0.9% 27.2% 40.1% 2.0% 11.0% 5.4%4.8%8.0% 1.6% 28.5% 40.2% 4.5% 8.0% 3.8%3.1% 11.3% 0.6% Fonte: Inquérito Geral à Mobilidade na AMP 1996/1997 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES A carta Motivos de Viagem durante os dias úteis foi elaborada com base nos dados da actualização do Inquérito Geral à Mobilidade na AMP de 1996/1997 encomendado pelas empresas Metro do Porto e STCP. Foram considerados oito motivos de viagem sendo os que geravam mais viagens o regresso a casa e o trabalho/estudo. O motivo regresso a casa inclui o motivo trabalho/estudo e a diferença entre eles poderá ter a ver com a partilha familiar do automóvel individual na primeira deslocação da manhã, sendo que no regresso parte das pessoas passam a utilizar o transporte público. De notar que não existem grandes variações entre concelhos no que diz respeito à estrutura dos motivos das viagens. Segundo dados do Recenseamento de 1991 o total de activos empregados e estudantes com idade superior a 12 anos que diariamente se deslocavam no interior da AMP rondaria os 694 mil indivíduos. NORTE 02.5 5Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 81 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES AMP 20,4% 49,2% 29,4% 0,6%0,5% LEGENDA a pé / de bicicleta transporte individual transporte colectivo transporte individual e colectivo outros Gondomar Matosinhos Espinho Rio Ave Rio Leça Rio Douro Maia Porto Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia 31,2% 52,6% 14,8% 0,5%0,9% 21,2% 57,5% 20,2% 0,6%0,5% Valongo 13,3% 60,0% 25,8% 0,7%0,2% 18,7% 50,6% 29,4% 0,7%0,5% 24,3% 40,2%34,5% 0,4%0,6% 17,2% 54,6% 27,4% 0,6%0,2% 30,3% 52,5% 16,6% 0,5%0,0% 26,0% 41,3% 30,8% 1,0%0,9% 15,1% 48,5% 35,3% 0,5%0,6% Fonte: Inquérito Geral à Mobilidade na AMP 1996/1997 DISTRIBUIÇÃO DOS MODOS DE TRANSPORTE Na AMP, segundo o Inquérito Geral à Mobilidade de 1996/1997, as pessoas utilizavam o veículo individual em cerca de metade das suas deslocações (49,2%), o transporte colectivo em 29,4% e andavam a pé/bicicleta em 20,4%. A percentagem de pessoas que recorriam ao uso simultâneo de transporte individual e colectivo era muito fraca (0,6%), o que reflecte a inexistência de condições que facilitem a transferência modal. O transporte individual era o modo de transporte mais utilizado em todos os concelhos da AMP mas a utilização relativa dos diferentes modos de transporte variava muito de concelho para concelho. Os habitantes dos concelhos de Gondomar (35,3%), do Porto (34,5%) e de Valongo (30,8%) eram os que mais utilizavam os transportes colectivos. Os habitantes dos concelhos mais periféricos, Póvoa de Varzim (31,2%) e Espinho (30,3%), eram os que andavam mais a pé/bicicleta. Os habitantes dos concelhos da Maia (60,0%) e de Vila do Conde (57,5%) eram os mais dependentes do veículo individual. NORTE 02.5 5Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO MOTIVOS DE ESCOLHA MODAL 82 LEGENDA Rapidez Preço Estacionamento difícil Automóvel não disponível Sem alternativa Cond. viag. anterior Combinação com pessoas Outras 46.5% 3,7%0,5%0,5% 24,0% 0,8%3,7% 20,4% AMP Maia Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia EspinhoEspinho 53,9% 1,4%0,4%1,1% 23,2% 1,6%2,1% 16,3% Rio Ave Rio Leça Rio Douro Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia 54,5% 1,8%0,5%0,1% 15,7% 0,5%2,0% 24,9% 49,0% 2,2%0,2%0,2% 22,6% 1,0%3,6% 21,2% 41,4% 3,0%0,4%0,4% 29,5% 0,4%3,6% 21,4% 53,9% 3,1%0,5%0,6% 18,7% 0,9%2,8% 19,5% 37,7% 5,2%1,0%0,6% 24,9% 0,9%4,0% 25,7% 40,0% 3,0%0,2%0,4% 34,5% 1,0%2,9% 18,0% 48,4% 4,2%0,3%0,4% 22,7% 0,2%3,9% 19,8% 53,4% 3,5%0,3%0,4% 21,0% 0,8%5,1% 15,6% Fonte: Inquérito Geral à Mobilidade na AMP 1996/1997 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES No Inquérito Geral à Mobilidade na AMP de 1996/1997 a rapidez e a falta de alternativas foram os dois motivos mais vezes referidos como condicionando a escolha do modo de transporte. De notar que é no concelho do Porto que o motivo rapidez assume menor importância na escolha do modo de transporte, o que pode estar relacionado com o nível de congestionamento existente. Por outro lado é no concelho de Gondomar que a falta de alternativas mais condiciona a escolha do modo de transporte, o que pode estar relacionado com o padrão de localização habitacional e o nível de infraestruturação deste concelho. NORTE 02.5 5Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 83 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES LEGENDA < 15 minutos 15 a 30 minutos 30 a 60 minutos > 60 minutos Tempo gasto em viagens AMP 2.0% 11.1% 31.0% 55.9% Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho Rio Ave Rio Leça Rio Douro 4.6% 21.5% 40.2% 33.7% 4.3% 14.6% 38.7% 42.4% 2.1% 10.6% 33.5% 53.8% 2.7% 12.8% 31.7% 52.8% 1.4% 9.6% 30.6% 58.4% 1.9% 10.4% 29.7% 58.0% 2.3% 11.2% 29.4% 57.1% 0.5% 10.4% 24.2% 67.0% 1.3% 15.0% 40.2% 43.5% Fonte: Inquérito Geral à Mobilidade na AMP 1996/1997 TEMPO TOTAL GASTO EM VIAGENS A duração média das viagens Casa/Escola e Casa/Trabalho apresenta variações grandes entre os concelhos que integram a AMP. Enquanto nos concelhos limítrofes a percentagem de viagens com duração superior a 60 minutos era inferior a 50% - Póvoa de Varzim (33,7%), Vila do Conde (42,4%) e Espinho (43,5%) - nos concelhos mais centrais esta percentagem era superior a 50% - Maia (52,8%), Matosinhos (53,8%), Vila Nova de Gaia (57,1%), Valongo (58,0%) e Gondomar (67%). No concelho do Porto 58,4% das viagens tinham duração superior a 60 minutos, o que certamente evidencia um nível elevado de congestionamento automóvel face à dimensão relativamente reduzida do seu território. NORTE 02.5 5Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO DISTRIBUIÇÃO DO NÚMERO DE VIAGENS AO LONGO DO DIA 84 Rio Ave Rio Leça Rio Douro Espinho Porto V. N. de GaiaGondomar Valongo Matosinhos 3.4% 24.2% 15.0% 18.8% 25.6% 10.0% 3.0% Maia 3.4% 26.0% 14.3% 19.0% 24.8% 9.45% 3.4% Vila do Conde 1.9% 25.4% 14.4% 19.1% 26.0% 10.3% 2.7% 2.2% 24.0% 13.7% 23.9%25.8% 8.6% 2.1% 3.7% 23.5% 14.4% 19.2% 26.2% 9.7% 3.2% 3.2% 23.8% 13.4% 19.3% 26.3% 10.5% 3.3% 2.9% 22.1% 15.2% 20.7% 23.9% 12.1% 3.2% 3.0% 25.8% 13.4% 19.3% 24.9% 10.8% 2.7% 4.2% 24.7% 13.9% 20.0% 25.4% 9.1% 2.7% 0.00 - 7.00 7.00 - 10.00 10.00 - 13.00 13.00 - 16.00 16.00 - 19.00 19.00 - 22.00 22.00 - 24.00 Período Hora de início das viagens LEGENDA 2.2% 24.0% 13.7% 23.9%25.8% 8.6% 2.1% Póvoa do Varzim AMP 2.9% 24.0% 14.4% 19.7% 25.1% 10.7% 3.0% Fonte: Inquérito Geral à Mobilidade na AMP 1996/1997 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES A informação apresentada no cartograma, sobre a hora de início das viagens diárias, foi retirada do Inquérito Geral à Mobilidade de 1996/97 e agrupada das 7:00 às 22:00 em períodos de três horas, e em dois períodos complementares, das 0:00 às 7:00 e das 22:00 às 24:00. O padrão geral de distribuição das viagens nos diversos concelhos da AMP é sensivelmente semelhante. No entanto, o concelho do Porto apresenta a distribuição temporal menos desigual dos fluxos de viagem ao longo do dia. As chamadas hora de ponta da manhã e hora de ponta da tarde assumem neste concelho um valor relativosensivelmente inferior ao dos outros concelhos, enquanto o peso das viagens fora da hora de ponta é ligeiramente superior. NORTE 02.5 5Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO INDICADORES DE MOTORIZAÇÃO 85 A taxa de motorização da AMP, era de cerca de 300 veículos por mil habitantes em 1997. O concelho da Maia apresentava a taxa de motorização mais elevada da AMP. Por outro lado, o concelho da Póvoa de Varzim registava o valor mais baixo. Em termos de capacidade de acesso ao veículo automóvel por parte das famílias, o concelho do Porto era o que tinha maior número de famílias sem automóvel, enquanto os concelhos da Maia e de Espinho eram os que registavam um maior número de famílias com automóvel. A percentagem de famílias sem acesso ao automóvel na AMP era ainda de 25,5% em 1997 (Inquérito Geral da Mobilidade). LEGENDA Carros/1000hab 270 - 280 281 - 295 296 - 310 311 - 325 326 - 340 AMP 300 carros/1000hab TAXA DE MOTORIZAÇÃO Rio Ave Maia Gondomar V. N. de Gaia Valongo Porto Vila do Conde Matosinhos Póvoa de Varzim Espinho Rio Douro Rio Leça INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES TAXA DE MOTORIZAÇÃO Fonte: Inquérito Geral à Mobilidade na AMP 1996/1997 Fonte: Inquérito Geral à Mobilidade na AMP 1996/1997 LEGENDA valores percentuais 19.5 - 20 20.1 - 25 25.1 - 30 30.1 - 35 25,5% AMP FAMÍLIAS SEM MOTORIZAÇÃO Maia Gondomar V. N. de Gaia Valongo Porto Vila do Conde Matosinhos Póvoa de Varzim Espinho Rio Ave Rio Douro Rio Leça FAMÍLIAS SEM MOTORIZAÇÃO NORTE 0 5 10Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO DESLOCAÇÕES POR MOTIVO DE TRABALHO POR CONCELHO 86 O emprego é o maior gerador de viagens no interior da Área Metropolitana do Porto. Esta variável apresenta mesmo um ligeiro excedente contabilizado por uma relação de 1,01 entre o volume de emprego oferecido e a totalidade da sua população activa. Os nove concelhos da AMP não se comportam no entanto de uma forma uniforme. Num extremo encontramos Gondomar e Valongo com uma elevada dependência do exterior expressa em índices de 0,58 e 0,63 respectivamente (emp. concelhio/pop. activa concelhia). No outro extremo temos o concelho do Porto, com um índice de 1,64, que exprime um volume de emprego largamente excedentário relativamente à sua população activa. Os restantes concelhos apresentam uma situação intermédia, com índices deficitários oscilando entre 0,79 e 0,99. Tendo em consideração, em simultâneo, o padrão de deslocações e a população concelhia, verifica-se que os concelhos do Porto e de Vila Nova de Gaia registam os maiores níveis de mobilidade, relacionados com, respectivamente, os sectores terciário e secundário. Póvoa de Varzim Vila do Conde Maia MatosinhosValongo Gondomar V. N. de Gaia Espinho Porto Rio Ave Rio Leça Rio Douro 50 - 55 56 - 65 66 - 70 71 - 80 81 - 85 População que reside e trabalha no concelho (%) LEGENDA Póvoa de Varzim Vila do Conde Maia Valongo Gondomar V. N. de Gaia Espinho Porto 5%5%3% 6%8%3% 8%11%7% Matosinhos 13%14%13% 25% 16% 33% 6%7%6% 12%12%13% 22%24%20% 3%3%2.6% AMP 525088 232027 278892 % de viagens por motivo de trabalho com origem no concelho % de viagens por motivo de trabalho, no sector secundário, com origem no concelho % de viagens por motivo de trabalho, no sector terciário, com origem no concelho LEGENDA Rio Ave Rio Leça Rio Douro Fonte: INE Fonte: INE INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES POPULAÇÃO QUE RESIDE E TRABALHA NO CONCELHO CAPACIDADE DE GERAÇÃO DE VIAGENS, POR MOTIVO DE TRBALHO, DE CADA CONCELHO NORTE 0 5 10Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO 87 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES Fonte: INE Fonte: INE 189532 14733 4675 63145 4460 90454 27829 107751 ² ² ² ² ² ² ² ² ² ² ² ² 4831 AMPN AMPS PORTO 36787 ² 17778 ² LEGENDA Destino das deslocações AMN Porto AMS ² origem/destino externo à AMP Área Metropolitana do Porto Sul (Vila Nova de Gaia e Espinho) AMP - Área Metropolitana do Porto Norte (Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Maia, Matosinhos, Valongo, Gondomar) AMN - Área Metropolitana do Porto Sul (Vila Nova de Gaia e Espinho) AMP - Área Metropolitana do Porto Norte (Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Maia, Matosinhos, Valongo, Gondomar) AMN - origem/destino externo à AMP destino à AMS destino ao Porto destino à AMN Variação do nº de deslocações LEGENDA 5568 ² 9055 PORTO AMPN AMPS ² ² ² ² ² ² ² ² ² ² ² ² 657 15822 1838 -9086 4523 8086 3107 1966 36156 ² ² DESLOCAÇÕES POR MOTIVO DE TRABALHO NA AMP Considerando os dados do INE de 1991 referentes à mobilidade casa/trabalho verifica-se que este tipo de fluxos perfaziam cerca de 507 mil movimentos diários. O terciário era responsável por 57% destes movimentos. O concelho do Porto constituía o destino final de cerca de 39% das deslocações, ou seja mais de 199 mil, incluindo o grupo de deslocações com origem e destino no Porto cifradas em 107 mil. Das 199 mil deslocações com destino ao Porto aproximadamente 144 mil (73%) ficavam-se a dever ao sector terciário. Este número representava cerca de 53% do total de fluxos devidos ao terciário na AMP. Entre 1981 e 1991 o número de deslocações no interior da AMP aumentou cerca de 14% (+63.000). No entanto, no concelho do Porto, aquele número baixou em cerca de 8%, facto que estará certamente associado à queda demográfica verificada, tanto mais que o número de deslocações com origem ou destino externos aumentou naquela década. DESLOCAÇÕES POR MOTIVO DE TRABALHO NA AMP VARIAÇÃO DAS DESLOCAÇÕES POR MOTIVO DE TRABALHO NA AMP ENTRE 1981-1991 NORTE 0 5 10Km 19943 21346 42644 25542 16202 31973 107751 77617 10108 P. de Varzim V. do Conde Matosinhos Maia Valongo Gondomar Porto V. N. de Gaia Espinho
o d 22749 23279 o d 10903 10582 do 8672 8430 Total Secundário Terciário Nº total de viagens com origem / destino à Póvoa LEGENDA % Total Secundário Terciário % % % % % Total Secundário Terciário viagens, por motivo de trabalho com origem na Póvoa viagens, por motivo de trabalho com destino à Póvoa Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho Rio Ave Rio Leça Rio Douro 0.1% 0.1% 0.1% S 0.1% 0.1% 0.1%0.1% T 0.1% 0.0% 0.1%0.2% T TT 0.2% S 0.3% 1.0% S 3.1%0.7% T 0.3%0.4% T 1.7%0.3% TT 0.3%0.2% T 0.3% S 0.4%0.2% TT 3.6%4.5% T 7.2%7% S 5.3% 4.8% TT 43.3%43.3% T 41.8%41.8% S 43.3%43.3% TT TT 0.0% S 0.0% T 0.0% 0.0% 0.0% 0.0% TT 0.0%0.0% 0.0%0.0% T 0.0% S 0.1% TT 0.0%0.0% TT S 0.0% 0.0% INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO GERAÇÃO DE VIAGENS - PÓVOA DE VARZIM 88 Fonte: INE O concelho da Póvoa de Varzim situado no extremo Norte da AMP, com uma população de 54.800 habitantes e uma densidade populacional de 670 hab/km2, gerava em 1991 mais de 23.000 deslocações, ou seja 4,6% da totalidade das deslocações com origem e destino na AMP. Em simultâneo atraía cerca de 22.750 deslocações, o que representava 4,5% do número total de deslocações metropolitanas. Da totalidade dos fluxos com destino ao concelho da Póvoa de Varzim, a esmagadora maioria (87%) eram provenientes de Vila do Conde. Concelhos como Vila Nova de Gaia, Gondomar, Valongo e Espinho apresentavam contribuições negligenciáveis, inferiores a 1%. Da totalidade dos fluxos gerados no concelho da Póvoa de Varzim, 67% destinavam-se a Vila do Conde, e 20% ao Porto. Igualmente negligenciáveis eram os destinos Vila Nova de Gaia, Gondomar, Valongo e Espinho, com valores inferiores a 1%. VIAGENS, POR MOTIVO DE TRABALHO, COM ORIGEM E DESTINO NO CONCELHO DA PÓVOA DE VARZIM NORTE 02.5 5Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO GERAÇÃO DE VIAGENS - VILA DO CONDE 89 INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES LEGENDA % Total Secundário Terciário % % % % % Total Secundário Terciário viagens, por motivo de trabalho com origem em Vila do Conde viagens, por motivo de trabalho com destino a Vila do Conde Nº total de viagens com origem / destino a Vila do Conde o d 25490 28649 o d 8132 7257 do 17302 15316 Total SecundárioTerciário Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho Rio Ave Rio Douro Rio Leça 4.5%4.1% 4.6%4.7% 5.0%4.0% 2.2%1.3% 5.5% 1.4% 3.3%1.0%1.9%1.1% 4.5% 1.1% 2.3%1.5% 3.1%0.7%2.6%0.5% 0.2% 0.2% 0.2%0.2% 0.2%0.4% 0.2%0.1% 1.8%1.5% 0.2% 0.2% TT S T T S TT TT ST T S TT T S TT TT S T T S TT TT 0.1% S 0.1%T 0.0% 0.0% 0.0% 0.1% 0.1% 0.0% 0.0% 0.0% 0.0%0.0% T 0.0% S 0.0% TT 38.7% 38.7% 39.4%39.4%38.3%38.3% Fonte: INE VIAGENS, POR MOTIVO DE TRABALHO, COM ORIGEM E DESTINO NO CONCELHO DE VILA DO CONDE O concelho de Vila do Conde, com uma população de 64.850 habitantes e uma densidade populacional de 430 hab/km2, gerava em 1991 mais de 28.600 deslocações, ou seja 5,6% da totalidade das deslocações com origem e destino na AMP. Em simultâneo atraía cerca de 25.500 deslocações, o que representava cerca de 5,0% daquele número total de deslocações metropolitanas. Da totalidade dos fluxos com destino ao concelho de Vila do Conde, a grande maioria eram provenientes dos seus concelhos vizinhos: Póvoa de Varzim (53,8%), Matosinhos (17,4%) e Maia (13,2%). Da totalidade dos fluxos gerados no concelho de Vila do Conde, 33,4% destinavam-se à Póvoa de Varzim, 24,5% à Maia, 23,3% ao Porto, 16,6% a Matosinhos e apenas 4,7% a Vila Nova de Gaia. Os destinos Gondomar, Valongo e Espinho apresentavam valores inferiores a 1%. NORTE 02.5 5Km
ATLAS DA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO GERAÇÃO DE VIAGENS - ESPINHO 96 Nº total de viagens com origem/destino a Espinho o d 12877 11696 do 5796 5196 Total Secundário Terciário do 6938 6379 Maia Porto Valongo Gondomar Vila do Conde Póvoa de Varzim Matosinhos V. N. de Gaia Espinho Rio Ave Rio Leça Rio Douro 0.3% 41.2% 41.2% T 41.0% 41.0% S 41.1%41.1% TT 3.7%5.2% T 8.9%5% S 6.1%5.1% TT 6.5%0.8% S 2.3% 0.4% T 4.6% 0.7% TT 0.2% S 0.2% T 0.3% S 0.2% T 0.2% TT 0.3%0.2% TT 0.3% S 0.4%0.3% T 0.2%0.2% S TT Fonte: INE INTRODUÇÃO ENQUADRAMENTO GEOGRÁFICO TERRITÓRIO E AMBIENTE RECURSOS HUMANOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO MEIO FÍSICO EMPREGO ACTIVIDADES ECONÓMICAS HABITAÇÃO TRANSPORTES O concelho de Espinho situado no extremo sul da AMP, com uma população de cerca de 35.000 habitantes e uma densidade populacional de 1.633 hab/km2, gerava em 1991 quase 13.000 deslocações, ou seja 2,5% da totalidade das deslocações com origem e destino na AMP. Em simultâneo atraía 11.670 deslocações, o que representava cerca de 2,3% daquele número total de deslocações metropolitanas. Da totalidade dos fluxos com destino ao concelho de Espinho, a esmagadora maioria (78,2%) eram provenientes de Vila Nova de Gaia. Concelhos como Póvoa de Varzim e Vila do Conde apresentavam contribuições negligenciáveis, inferiores a 1%. Da totalidade dos fluxos gerados no concelho de Espinho, 54,0% destinavam-se a Vila Nova de Gaia e 40,9% ao Porto. Igualmente negligenciáveis eram os destinos Gondomar, Valongo, Vila do Conde e Póvoa de Varzim, com valores inferiores a 1%. VIAGENS, POR MOTIVO DE TRABALHO, COM ORIGEM E DESTINO NO CONCELHO DE ESPINHO NORTE 02.5 5Km LEGENDA % Total Secundário Terciário % % % % Total Secundário Terciário viagens, por motivo de trabalho com ori gem em Espinho viagens, por motivo de trabalho com des tin o a Espinho Total Secundário Terciário % %