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Norberto Barroca: Artes e ofícios de um fazedor de teatro

Azevedo, Eunice Tudela de,Serôdio, Maria Helena

Abstract

Entrevista a Norberto Barroca.

Full text

Na p imei a pessoa Sinais de cena 20. 2013 < No be o Ba oca, 2002, o . J. Ma ins. Ma ia Helena Se ôdio e Eunice Tudela de Aze edo No be o Ba oca: A es e o ícios de um azedo de ea o qua en a e um No be o Ba oca A es e o ícios de um azedo de ea o Ma ia Helena Se ôdio e Eunice Tudela de Aze edo Incansá el e de múl iplos alen os, No be o Ba oca [NB] alia uma desa man e simplicidade à compe ência a ís ica de um azedo de ea o que se e elou hábil an o na in enção de espaços cénicos – a que o eino de a qui ec o o habili a –, como no desempenho de ac o , na composição d ama ú gica ou na encenação. A "na a i a" da sua expe iência de ida é semp e conjugada no colec i o, pelo que ou i-lo ala da sua longa iagem – da Ma inha G ande (onde nasceu) a Lei ia, de Lisboa a Moçambique (aqui po dois anos) e ao ajec o mais ezes ilhado en e o Po o e Lisboa – é eco da momen os impo an es da His ó ia do Tea o em Po ugal desde o início dos anos sessen a do século passado. Com igual en usiasmo e gos o, NB olha pa a o ea o ei o em empos mais ecuados e con a – na sua disse ação de Mes ado em 2008 – como oi A ope e a em Po ugal: Da di adu a mili a ao Es ado No o, e elando- se ambém aqui um aman e incondicional do ea o que se oi azendo en e nós e um a en o his o iado dessa ealidade a ís ica e cul u al. Recen emen e homenageado no Audi ó io Lou des No be o, em Linda-a-Velha, po inicia i a de A mando Caldas – o incansá el e a en o Di ec o do In e alo-G upo de Tea o –, No be o Ba oca des acou a impo ância da amizade e companhei ismo de Má io Dias Ga cia [MDG] ( igu inis a, ade ecis a e cenóg a o) e eco dou os mui os ou os colegas e amigos que com ele êm de endendo as azões da a e nes e empo - po uguês - de inquie a espi ação cul u al e cí ica. Sinais de cena 20. 2013 Na p imei a pessoa qua en a e dois Ma ia Helena Se ôdio e Eunice Tudela de Aze edo No be o Ba oca: A es e o ícios de um azedo de ea o É licenciado em A qui ec u a pela ESBAL - Escola Supe io de Belas A es de Lisboa (hoje FBAUL: Faculdade de Belas A es da Uni e sidade de Lisboa). Lemb a-se mais ou menos da da a de conclusão da licencia u a? A de esa de ese oi em 1969. Já inha acabado dois anos an es, mas aí é que eu me licenciei. E a licencia u a em His ó ia? Foi depois do meu pai mo e . Fiquei um bocado pe u bado. De e e sido pela al u a da Família do Po o [1984]. Po que é que decidiu i es uda a qui ec u a? Tinha ei o o 5º ano na Ma inha [G ande] e depois ia con inua . Como e a apaz, já podia i pa a o a. Mas inha que e uma inalidade e não podia dize ao meu pai que a minha inalidade e a o ea o. [ isos] Embo a ele gos asse mui o de ea o e achasse g aça, po que eu depois já dizia poesia… Eu e a miúdo, ainda não anda a na escola, e dizia poemas: em cima da mesa, ou na ma quesa do consul ó io. As minhas i mãs e am um bocadinho mais elhas e ensina am-me. A mais elha ensina a-me os poemas; a ou a es ia-me. No dia 8 de Ou ub o, numa sessão do P imei o Ac o em que, po inicia i a de A mando Caldas, se celeb a am os 53 anos da sua en ada no mundo de ea o, o No be o Ba oca decla ou que a p imei a ez que se emocionou pe an e um abalho a ís ico inha sido ao obse a a a e dos ope á ios id ei os da Ma inha G ande, a sua e a na al. Que ala desse seu con ac o com a comunidade? C esci jun o da áb ica dos S ephens, e, desde semp e me habi uei a ou i os api os das áb icas pa a chama os ope á ios ou pa a anuncia o é mino do abalho. Via os ope á ios a i em pa a a áb ica, de manhã cedo, de bicicle a. E as mulhe es que iam le a o almoço com os ces os, e à a de, o eg esso a casa. Todos esses sons me ica am na memó ia e ambém os chei os dos umos das chaminés, aliados à p oximidade do pinhal, da esina dos pinhei os e mais além o ma . Desde cedo equen ei a áb ica e comecei a pe cebe o es o ço daqueles homens e daquelas mulhe es. Alguns miúdos da minha idade já abalha am a echa o molde à boca do o no. Os miúdos iam abalha com 9 ou 10 anos. A é hou e uma ez uma g e e dos miúdos, numa ou a áb ica. Is o pa a dize que desde mui o no o comecei a ape cebe -me da lu a social que ha ia en e os ope á ios e os pa ões… Via o que se passa a, os mo imen os ei indica i os. Habi uei-me a e os ope á ios id ei os e a ap ecia o abalho deles. Mais a de ape cebi-me que o que eles aziam e am ob as de a e. > O capo e, de Nikolai Gogol, ealização de He lande Pey o eo, RTP, 1961, And ade e Sil a, No be o Ba oca, Césa Augus o e Manuel Le eno, [A qui o pessoal de No be o Ba oca]. > No be o Ba oca, Gló ia de Ma os, Manuela de F ei as, Do i al Caymmi, Isabel Ru h, Césa Augus o, Jo ge Amado e João d’Á ila, 1964, B asil [A qui o pessoal de No be o Ba oca]. > As noi es b ancas, de Fiodo Dos oie ski, enc. No be o Ba oca, Casa da Comédia, 1967 (No be o Ba oca e G aça Lobo), o . José Ma ques. > D. Quixo e, de Y es Jamiaque, enc. Ca los A ilez, Tea o Expe imen al de Cascais, 1967 Mi i a Casimi o e No be o Ba oca nos bas ido es, o . José Ma ques. qua en a e ês Na p imei a pessoa Sinais de cena 20. 2013 Fo am empos di íceis... Quando e a miúdo, a gue a ainda não inha acabado. E nós, miúdos, acompanhá amos as no ícias… Sabíamos que não é amos do lado dos alemães, mas ambém sabíamos que ha ia quem osse […]. Pensá amos es a égias pa a ence o Hi le se ele osse à Ma inha G ande [ isos]. E a sua amília? O meu pai e a come cian e, como o es o da minha amília. Da pa e da minha mãe ha ia alguns ligados ao id o e ou os come cian es ambém. O meu pai elaciona a-se mui o bem com oda a gen e, inha um espí i o mui o abe o. Tínhamos uma loja. E a já do empo do meu a ô. Começou po se me cea ia e inhos. Depois, oi um mis o de d oga ia e e agens. O No be o em i mãs, não é? Tenho duas i mãs mais elhas. E inha ambém um i mão que e a só ilho da minha mãe. Ela inha casado aos 16 anos, mas cedo icou iú a. Mais a de casou com o meu pai. O meu i mão já aleceu e abalhou no id o. E as suas i mãs es uda am? Fize am os es udos da escola indus ial, que e a o que ha ia na al u a. E am aqueles cu sos de o mação eminina, com la o es. Fize am isso a é ao 5º ano, po que depois não ha ia mais nada. E o meu pai não que ia que as meninas ossem pa a o a. Eu es udei num colégio pa icula , a é ao 5ª ano. Naquela al u a, o que ha ia lá e a a escola indus ial, ag egada à áb ica, que inha sido c iada pelo adminis ado , o D . Acácio Calazans Dua e, que eio da - lhe um impulso no o epondo aquilo que os S ephens inham ei o, como da ins ução aos ope á ios. Po que os S ephens, no séc. XVIII, c ia am escolas de p imei as le as e de desenho. Tinham uma o ques a de câma a o mada pelos ope á ios e um ea o. Há no ícia da ep esen ação de uma peça de Vol ai e, penso que a Olímpia, ep esen ada al ez em ancês pelos ope á ios. O Sousa Bas os, no Dicioná io do ea o po uguês, de 1904, em lá uma e e ência a esse ea o da Fáb ica Real de Vid os da Ma inha G ande. O No be o e e opo unidade de e algum espec áculo lá, nesse ea o? Eu comecei a e ea o po que como enho es e p oblema no b aço… Como é que a anjou esse p oblema? Foi de nascença, no pa o. Eu pesa a 5,5 kg, o pa o oi em casa. O médico e a mui o no o, oi chamado e, em pânico, não sabia o que ha ia de aze . Foi ó ceps e… ui dado como endo acabado. Mas o meu pai iu que eu es a a a espi a . Quando já inha ce ca de um ano é que se começou a pe cebe que o meu b aço não se mexia. En ão, comecei a i a Lisboa, a especialis as. En e an o, a minha mãe já inha mo ido, po isso ia com a minha ia, i mã do meu pai. Eu inha a Lisboa ao médico, com os dois, e como o meu pai gos a a mui o… Íamos ao ea o. A minha p imei a memó ia do ea o se á de 1944. Lemb o-me que oi no Tea o Va iedades, uma comédia com a Ma ia Ma os que se chama a Os anjinhos. E deixa am en a uma c iança de 7 anos? Fica a ao colo da minha ia. Ado mecia, com ce eza, an es do inal. Mas, como essas consul as e am egula es, i mui a coisa. No malmen e e am espec áculos ligei os, os que o meu pai gos a a, en e o Pa que Maye e o Tea o A enida. Vi o Es ê ão Ama an e, a Mi i a Casimi o no auge da sua ca ei a, o Vasco San ana, o An ónio Sil a, a I ene Isid o... As companhias de Lisboa iam à Ma inha G ande? As companhias i ine an es… Ma ia Ma os, Vasco San ana, Al es da Cunha… Quando inham à Ma inha G ande, eu < À p ocu a da e dade: Homenagem a Pi andello, a pa i de ex os de Luigi Pi andello, enc. No be o Ba oca, Casa da Comédia, 1968 (No be o Ba oca e G aça Lobo), o . José Ma ques Fando e Lis, de Fe nando A abal, enc. No be o Ba oca, Casa da Comédia, 1969 (No be o Ba oca e Manuela de F ei as) [A qui o pessoal de No be o Ba oca]. > No be o Ba oca: A es e o ícios de um azedo de ea o Ma ia Helena Se ôdio e Eunice Tudela de Aze edo Sinais de cena 20. 2013 Na p imei a pessoa qua en a e qua o en ia a-me lá po um bu aco debaixo do palco e ia pa a os cama ins pedi au óg a os. Ainda enho esses au óg a os odos. Aquele ea o oi demolido no inal dos anos 30 e oi cons uído um ou o que se inaugu ou em 1943, já po acção do D . Calazans. Como os S ephens: ez a escola indus ial, e ez um ea o. E como se chama a o no o ea o? O p imei o chama a-se Tea o Guilhe me S ephens e es e úl imo só Tea o S ephens. E oi demolido? O p imei o oi, po que hou e uma al u a em que os ea os o am objec o de uma inspecção mui o g ande, e po al a de segu ança, o am demolidos, pa a se em econs uídos. Depois apa ece am mui os cine- ea os espalhados po odo o país. Es e inaugu ou-se em 1943. E em 1945, a minha ia Júlia en ou numa e is a local. De manei a que isso p opo ciona a que eu osse aos espec áculos e aos ensaios. O ea o e a a minha ixação. Mas já exis ia ou e a esc i a po eles? E a esc i a po au o es da Ma inha G ande. José Fe ei a da Sil a e a o au o da le a e o Co eia Moi a e a o da música. Fize am mui as coisas, e is as, ope e as, comédias, mas nunca d amalhões. Um d amalhão que i lá oi com o Al es da Cunha, uma peça que se chama a o D . juíz, onde se es eou o Rogé io Paulo. Vi esses ac o es que passa am po lá: o Vasco San ana, a Ho ense Luz, o Cos inha, o An ónio Sil a, Ma ia Ma os, Co ina F ei e. Mas ambém passa a po lá cinema, não e a? Duas ezes po semana. Depois passou a 3 ezes, na mesma sala, al e nando en e uma coisa e ou a. Ha ia um pano de boca, que e a uma alego ia à Ma inha G ande, pin ada pelo p o esso Ne y Capucho. Aquele pano e a lindíssimo. No malmen e es a a descido e subia quando ha ia cinema. Quando eio o cinemascope, a boca de cena oi ala gada. O pano de boca deixou de pode desce , po que e a mais pequeno. E pa a onde oi? Es á lá gua dado. Depois do 25 de Ab il, o cinema começou a passa ilmes po nog á icos e de "cowboyada". O ea o deg adou-se a é que echou. Em 1993, iz uma peça de ea o lá na Ma inha G ande, mas oi no Spo Ope á io Ma inhense. E a A sop a se ai ao longe, e inha uma componen e musical. Demo ou quase dois anos a ensaia e oda a gen e que ia en a : con a a a his ó ia da ila, desde a chegada dos S ephens a é ao echo da áb ica. Foi o No be o que ez o guião? Fiz o guião, encenei… E depois a úl ima ep esen ação oi ei a no Tea o S ephens, in eg ado no dia da cidade. Fiz desce o al pano de boca, que es a a ecolhido na eia e mos ei-o a pessoas que nunca o inham is o. Mas nunca hou e, p op iamen e, uma companhia ixa lá? Ha ia um G upo Cénico de Bene icência que azia espec áculos. Mas não ha ia nenhuma companhia. De en e os ac o es que ie am pa a Lisboa, não há nenhum que enha sido seu colega na Ma inha G ande e que se enha o nado ac o ? Não. Ti ando o No be o, as ou as pessoas " i e am juízo"... [ isos] Eu quase ob iga a os meus colegas a en a nos meus ea os, po que eu azia ea o em casa. Tinha uma ca e ampla e mon ei lá um palcozinho, que inha pano de boca e udo, e ep esen a a com os meus colegas. Fizemos um ou dois espec áculos. < Au o da ba ca do in e no, de Gil Vicen e, enc. No be o Ba oca, Moçambique, 1972, Magny S ichini, Ru ina Mu emba e No be o Ba oca [A qui o pessoal de No be o Ba oca]. Um ba co pa a Í aca e ou os poemas, de Manuel Aleg e, enc. No be o Ba oca, Casa da Comédia, 1974 (Vi gílio Ma ques, No be o Ba oca e Jo ge Vale), o . José Ma ques. > No be o Ba oca: A es e o ícios de um azedo de ea oMa ia Helena Se ôdio e Eunice Tudela de Aze edo qua en a e cinco Na p imei a pessoa Sinais de cena 20. 2013 E que ea o se azia po lá quando o No be o e a pequeno? À Ma inha G ande iam companhias i ine an es de Lisboa em dig essão, além das que já ci ei, iam ambém o Ra ael de Oli ei a e os Ren ini. Em elação a g upos , algumas colec i idades inham os seus g upos de ea o amado . Uma delas é o Spo Ope á io Ma inhense, undado nos anos 20, de que o meu pai oi um dos sócios undado es. Tinha uma biblio eca, e ha ia con e ências, semp e mui o igiadas pela PIDE. A Ma ia Lamas ez lá uma con e ência sob e a mulhe mode na, em 1944, c eio eu. Fazia os seus bailes de ca na al e algumas ezes con ida a companhias ao Tea o S ephens, como o TEUC do Paulo Quin ela. Po an o, dinamiza a lá a cul u a. Foi quando apa eceu o D . Va eda. Fez pa e da di ecção e deu um g ande impulso àquele Clube Ope á io, que em ainda hoje um dinamismo ex ao diná io e em um ea o, um audi ó io, que ele mandou cons ui . Esse audi ó io oi onde iz á ios espec áculos jun amen e com o Má io [Dias Ga cia]. E ago a es á ambém em emodelação. E quan o a p ojec os pa a o no o ea o? Pa a a inaugu ação, há empos, con ida am-me pa a aze um espec áculo, mas se ia pa a dali a dois meses, o que não se ia, de odo, possí el... E as ob as, al como es a am, não o pe mi iam. Ao empo que lá ão os dois meses... Espe o que seja ago a! Como espec ado de ea o, inha a Lisboa. Como é que lemb a o seu p imei o con ac o? Eu gos a a. Ha ia aquele aus o de algumas ope e as, po exemplo, A cas a Susana, que i no A enida com a I ene Isid o e o Es ê ão Ama an e, e que inha uma g ande ée ie de cená ios… E ou a coisa que me imp essionou oi, na ope e a A in asão, com a Mi i a Casimi o, em que ela azia dois papéis, duas i mãs: uma e a " ancesa", a baila ina, e a ou a e a po uguesa. Uma es a a do lado dos anceses, e a ou a do lado dos po ugueses e can a a "Lisboa, não sejas ancesa" [ isos]. E pa a cada uma ela inha que apa ece com um a o di e en e. Ha ia um ans o mis a na al u a, um al F egoli, o núme o dele e a muda apidamen e de pe sonagem, de gua da- oupa e ela pa ecia esse F egoli. O deslumb amen o do olha . O deslumb amen o do olha . E depois, já um bocadinho mais a de, ui e a Bea iz Cos a. Ela inha es ado no B asil, mas en e an o eio, acho que em 49. Fez uma eapa ição no Tea o A enida, e eu ui ê-la. E a aquela pe sonagem mí ica, que inha c iado uma elação mui o especial com o seu público. Quando acaba a o espec áculo, ha ia os aplausos, ela saía de cena, mas as pessoas ica am na sala ... po que sabiam que, depois de udo acaba , ela ha ia de ol a pa a dize : "A é amanhã, meninos!" Mas po que é que dizia meninos? Não e a um espec áculo pa a c ianças... E a o público dela, e am os meninos. A esse encan amen o pelo ea o desde mui o no o seguiu-se, en ão, o cu so de A qui ec u a que eio aze a Lisboa. [MDG] A a qui ec u a es á ligada ao ea o, como o ea o es á ligado à a qui ec u a. Quando ele azia cená ios com 10, 11, 12 anos e a a qui ec u a aquilo que já es a a a aze . [NB] E desenho, eu inha algum jei o pa a desenho. Fiz um ea inho, com um caixo e, e depois azia os cená ios. O Má io Viegas cos uma a dize que inha um ea inho, mas eu ambém inha. E am as igu as que eco a a do jo nal, as ca ica u as das peças de ea o, e depois punha- lhes um a ame em cima e mo imen a a-as. O meu io Seiça, às ezes dizia " u ha ias de i pa a a qui ec u a". Pa a i pa a a qui ec u a inha de aze o 6º e o 7º ano da < Ajáx, de Só ocles, ealização de He lande Pey o eo, RTP, 1973 (João Pe y, Eunice Muñoz e No be o Ba oca) [A qui o pessoal de No be o Ba oca]. < A en u as e des en u as dos he óis cas ados, colagem de ex os de No be o Ba oca, enc. No be o Ba oca, G upo de T abalhado es de Tea o da Casa da Comédia, 1975 (Manuela Machado e No be o Ba oca) o . José Ma ques. > Ho as de lu a, a pa i de ex os de Gue a Junquei o, enc. No be o Ba oca, G upo de T abalhado es de Tea o da Casa da Comédia, 1976 (No be o Ba oca) [A qui o pessoal de No be o Ba oca]. No be o Ba oca: A es e o ícios de um azedo de ea o Ma ia Helena Se ôdio e Eunice Tudela de Aze edo Co inelli Telmo, ilha do ealizado do ilme A canção de Lisboa. Fiz uma peça do Ka ka, O gua da do úmulo, que é uma ob a inacabada. O Fe nando Amado gos a a de aze es e ipo de ex o po que e am mais exe cícios. E ensaiei, du an e um ano, Os ca alei os da á ola edonda, do Coc eau, que, inespe adamen e, não oi à cena. Mas oi po causa da c í ica? As ep esen ações se iam ei as no Tea o Nacional. Os igu inos e am da Lou des Cas o. Mas hou e uma di e gência qualque en e a Amélia Rey Colaço e o Tea o qua en a e seis Sinais de cena 20. 2013 Na p imei a pessoa alínea h que só ha ia em Lisboa, e e a em Lisboa que es a am ambém ea os. Vim en ão pa a o Liceu D. João de Cas o. E deu-se bem? Dei. O liceu D. João de Cas o e a no Al o de San o Ama o. Conheci en ão o Cou o Viana. Ele da a aulas no liceu eminino D. Leono . Eu ia e com ele aos sábados e ele le a a-me pa a o Tea o da Mocidade. Nessa al u a es a am lá o Má io Pe ei a, a Lígia Teles, o Rui Mendes e o Mo ais e Cas o. E eu ia lá assis i aos ensaios e ele deu-me uma coisinha pa a deco a … Quando comecei a equen a as Belas A es ui i e pa a uma pensão na P aça da Figuei a. Acabei po ica lá du an e uns anos a é aluga a minha casa, onde con inuo a mo a . Aí é que eu comecei a i ao ea o, po que es a a mui o pe o do Tea o Nacional. Foi nos anos '50 mas não ha ia quase ninguém da minha idade a i ao ea o. E a só o Rui Mendes, que e a meu colega das Belas A es. Ha ia as companhias do Pa que Maye com ea o ligei o, e is as e ope e as. Ha ia ainda as companhias de comédia do Vasco San ana e do An ónio Sil a. Depois, no Tea o da T indade, ha ia o Tea o d'A e, do O lando Vi o ino, e mais a de o Tea o Nacional Popula di igido pelo Ribei inho, onde i À espe a de Godo . O Vasco Mo gado, nessa al u a, inha inaugu ado o Tea o Monumen al, em 1951, e depois a endou o A enida. Po an o, já ha ia "o e a" de ea o, mas não ha ia mui o público jo em. Que ou os ea os ha ia nessa al u a? Ha ia um ea o expe imen al que unciona a na Casa da Coma ca de A ganil, onde é hoje o Sindica o, que e a di igido po Ped o Bom. Na Es u a F ia es e e depois uma companhia ligada ao Augus o Figuei edo, a Companhia de Tea o Popula de Lisboa / Companhia Popula de Tea o. No Monumen al unciona am as comédias com a Lau a Al es. A Casa da Comédia apa ece em 60 com o Fe nando Amado. Como é que oi a sua elação com Fe nando Amado? Quando es a a nas Belas A es, ha ia o ea o uni e si á io no Cen o Uni e si á io de Lisboa, que e a da Mocidade Po uguesa. Um g ande dinamizado do ea o uni e si á io – o He lande Pey o eo – es a a a inaliza a qui ec u a. E ha ia o Manuel Amado, ilho do Fe nando Amado, meu colega das Belas A es e que ambém azia ea o com o pai. E assim apa eci no ea o uni e si á io que azia pa a aí um espec áculo po ano. No p imei o ano ui pon o da peça do Almada, An es de começa que e a in e p e ada po dois pin o es, a Lou des Cas o e o Luís Filipe Ab eu. Depois en ei na peça Óleo, do O'Neill, que e a com a Te eza > Monse a e, de Emmanuel Roblès, ealização de He lande Pey o eo, RTP, 1976 (Filipe La Fé ia e No be o Ba oca) [A qui o pessoal de No be o Ba oca]. > Jesus C is o em Lisboa, de Raul B andão e Teixei a de Pascoaes, enc. Ca los Wallens ein e No be o Ba oca, Tea o Popula — Companhia Nacional 1, 1977, Fe nanda Lapa, Lina Mo gado, Má io Sa gedas, A mando Venâncio, No be o Ba oca, An onie a Viana, Zi a T indade, José Wallens ein, Can o e Cas o, Vanda Ma ia, G aça Da id, Nuno F anco [A qui o pessoal de No be o Ba oca], ( o o de ensaio). > A senho a minis a, de Edua do Schwalbach, ealização de He lande Pey o eo, RTP, 1981 (Ana Zanna i, Má io Jacques e No be o Ba oca) [A qui o pessoal de No be o Ba oca]. > Pia , de Pam Gems, enc. Bibi Fe ei a, Casino do Es o il, 1989 (No be o Ba oca e Bibi Fe ei a, o o de ensaio) [A qui o pessoal de No be o Ba oca]. No be o Ba oca: A es e o ícios de um azedo de ea oMa ia Helena Se ôdio e Eunice Tudela de Aze edo qua en a e se e Na p imei a pessoa Sinais de cena 20. 2013 Uni e si á io, ou en ão a peça oi p oibida, mas nunca oi à cena. Se calha na To e do Tombo é amos capazes de encon a as azões disso... Tal ez... Depois es i e num ou o g upo que e a do Oswaldo Medei os: o Tea o Expe imen al Pa a o Po o, em eacção ao Tea o do Po o do Ribei inho. Aí iz O juíz da Bei a de Gil Vicen e. Um dia a subi o Chiado encon ei o Fe nando Amado, que me con idou a i pa a o Cen o Nacional de Cul u a [CNC] onde ele es a a a ensaia um g upo. E eu ui. E a o 25º ani e sá io da mo e do Fe nando Pessoa e inham ei o lá no CNC, a ep esen ação de O ma inhei o, di igida po Fe nando Amado, com a Gló ia de Ma os, a Cla a Joana e a Isabel Ru h. Tinham ambém ei o a peça do Almada Neg ei os, An es de começa , com o João d'Á ila e a I ene C uz, que e a aluna do Conse a ó io. E es a am a p epa a as comemo ações do 25.º ani e sá io que se ia no Palácio Foz. Do ani e sá io da mo e do Fe nando Pessoa? Is o em 1960, po an o. A Cla a Joana não quis en a nesse espec áculo, po ques ões ideológicas, po se no Palácio Foz. Foi subs i uída pela Manuela Machado. O espec áculo in eg a a O ma inhei o e poemas de Pessoa. O Fe nando Amado deu-me um poema pa a eu le . E a o Ani e sá io, do Fe nando Pessoa / Ál a o de Campos. Aga ei no poema e li-o com simplicidade, mui o di e en e da manei a mais empolgada do Villa e , po exemplo. Gos a am e iquei logo "con a ado". Foi a minha es eia p o issional. E como se chama a o espec áculo? Não inha í ulo especí ico. E am as comemo ações dos 25 anos da mo e de Fe nando Pessoa. Eu azia o Ál a o de Campos, o João d'Á ila azia o Albe o Caei o, o Ca los Cab al azia o Rica do Reis e o Rui Mendes o Fe nando Pessoa, ele p óp io. Foi assim que as coisas começa am. Ligadas ao CNC, onde iz ambém uma peça do Camilo: O Mo gado de Fa e em Lisboa. Foi quando a Manuela de F ei as se es eou. Ela inha is o, na Faculdade de Le as, uma con e ência do Fe nando Amado ilus ada com cenas de peças. A Manuela de F ei as gos ou desse ipo de in e enções e acabou po ica . Mais a de, ela passou a aze a segunda elado a de O ma inhei o. Como é que oi o seu abalho com o Fe nando Amado e como é que chegou à Casa da Comédia? Nessa al u a, no CNC, ha ia um espec ado , que e a o João Osó io de Cas o, indus ial de mó eis de esc i ó io, e ele gos a a mui o de ea o. Que ia se d ama u go e inha dinhei o. E começou a en usiasma o Fe nando Amado pa a a anja em um espaço que pudesse se um ea o. E encon a am esse espaço nas Janelas Ve des... E a uma abe na. Eu ui lá, nessa al u a aquilo e a uma abe na ainda. O Rui Pina Coelho ez a ese de mes ado sob e a Casa da Comédia. Na al u a ainda es a a i o Osó io de Cas o e dizia que aquilo e a uma ca oa ia. E a uma abe na que endia ca ão. Eu ainda ui lá e como a qui ec o. Depois, quem ez o p ojec o oi o ilho do Almada, que e a meu colega, o Zé. O Almada Neg ei os apa ecia mui o, ambém no CNC, e a mui o amigo do Fe nando Amado. Fez-se en ão a Casa da Comédia com o dinhei o do Osó io de Cas o e com o Fe nando Amado a di igi . O p imei o espec áculo oi com poemas do Teixei a de Pascoaes, chama a-se O e bo escu o. Eu não en ei, po que es a a a da aulas de desenho em Almada à noi e. Depois, ez-se Deseja-se mulhe , do Almada. Aí es eou- se a Fe nanda Lapa e a Ma ia do Céu Gue a. A Gló ia de Ma os es a a ligada à undação da Casa da Comédia, mas não en ou nos espec áculos po que es a a em Ingla e a. O San os Manuel, es eou-se ambém aí. A Manuela de F ei as e eu é amos os p o agonis as. E como e a a elação pessoal com o Fe nando Amado? E a uma pessoa mui o imposi i a, e a uma pessoa mui o…? Não. Ha ia dois ipos de elação com ele. Ha ia os alunos do Conse a ó io, a quem ele da a aulas de Es é ica Tea al e que acha am que ele e a um bocadinho louco. Mas hou e um ano em que deu ambém in e p e ação. Os ensaios dele e am aulas. Po an o, pa a ele an o azia que a peça chegasse a es ea ou não. Ele ajudou-nos a nós, es e g upo da Casa da Comédia, e nós ambém o impulsionámos. "Ó dou o , nós emos que aze ". "Ah, es á bem. Isso depois ê-se". "Não é depois, em que se ago a". Chama am-no à ealidade. No dia da es eia, ele es a a numa das coxias, indi e en e ao público. Aquele espí i o de en en a o ea o, de espei o pelo ex o, de espei o pelo au o ; a magia do ea o, a poesia do ea o, udo isso nos oi dado po ele, po que ele e a sob e udo um poe a. Mas oi es e espí i o que uniu aquele g upo e que em dele. Eu andei semp e à ma gem, semp e aqui nos ea os pob es, que não inham dinhei o nem subsídio. No be o Ba oca: A es e o ícios de um azedo de ea o Ma ia Helena Se ôdio e Eunice Tudela de Aze edo Sinais de cena 20. 2013 Na p imei a pessoa qua en a e oi o Naquela al u a, apesa de udo, o Almada Neg ei os e a uma igu a o e. Qual oi a elação dele com o Fe nando Amado e com es es jo ens que es a am ali com on ade de aze ea o? Eles e am amigos. Connosco oi udo mui o bem, po que o Almada acha a óp imo. E a a p imei a ez que se ep esen a a a peça dele, Deseja-se mulhe : oi a es eia absolu a. E po que é que ele se lemb ou de aze o Almada? Foi o Almada que en egou o ex o ou oi ele que pediu? O Fe nando Amado já inha ei o o An es de começa . E na al u a, se calha , eles os dois ala am e apa eceu a possibilidade de aze Deseja-se mulhe . Lemb o-me que um dos co es da Censu a e a numa ub ica que dizia "Ele sobe como em le i ação". Os cená ios e am mui o pesados, po que o Ví o Sil a Ta a es ep oduziu os desenhos que inham na edição. E am ei os de uma se apilhei a g ossa e ica a assim uma coisa um bocado pesada. Mas o Almada eagia bem connosco, e icou mui o con en e. A ce a al u a, depois de Deseja-se mulhe , a as ou- se da Casa da Comédia pa a ac ua no TEC, na peça de Jamiaque, D. Quixo e. E a ácil suspende o abalho nas Janelas Ve des, i pa a Cascais e depois ol a ? De ac o, a as ei-me da Casa da Comédia, po que con inuei a da aulas à noi e. Fiz o Deseja-se mulhe e depois, p on o. A ce a al u a, eu e a Lau a So e al omámos con a de um es au an e. Apa ecia po lá mui a gen e de ea o… E onde e a o es au an e? E a no La go do Mas o, ao pé do Campo San ana. Um dia oi lá a Ge mana Tânge , com os alunos da escola de ea o, en e os quais es a a a G aça Lobo. Mais a de ecebo um bilhe e da G aça a pe gun a -me se eu não que e ia encena As noi es b ancas na Casa da Comédia. E a aluna do Fe nando Amado, que man inha a Casa da Comédia mas já não azia ea o. E ela es a a a ensaia com um colega de Conse a ó io – o José Raymond – As noi es b ancas. A ce a al u a o Raymond a as ou-se e eu passei ambém a aze o papel com ela. Foi a minha p imei a encenação. Em '67. Encenado e ac o , po an o. Le ámos ainda As noi es b ancas ao Tea o de Cascais. Depois izemos o Pi andello, À p ocu a da e dade, que e a cons i uído po duas peças em um ac o. E a na al u a de comemo ações dos 100 anos do Pi andello. A Amélia < An ígona, de An ónio Ped o, enc. No be o Ba oca, Tea o Expe imen al do Po o, 2003 (No be o Ba oca e Alice de Vasconcelos), o . J. Ma ins. > O amo do soldado, de Jo ge Amado, enc. No be o Ba oca, Tea o Expe imen al do Po o, 2001 (Susana Sá e No be o Ba oca), o . J. Ma ins. > Ti us And onicus, de William Shakespea e, enc. No be o Ba oca, Tea o Expe imen al do Po o, 2002 (Susana Sá e No be o Ba oca) [A qui o pessoal de No be o Ba oca]. No be o Ba oca: A es e o ícios de um azedo de ea oMa ia Helena Se ôdio e Eunice Tudela de Aze edo > Ti us And onicus, de William Shakespea e, enc. No be o Ba oca, Tea o Expe imen al do Po o, 2002, Susana Sá e No be o Ba oca, o . J. Ma ins. qua en a e no e Na p imei a pessoa Sinais de cena 20. 2013 a como abalha am as imp o isações de aco do com o mé odo de S anisla ski. Mais a de im embo a e desis i da bolsa. E isso po que no mesmo ano — oi udo em '69 — iz a ese de a qui ec u a. E ecebi um con i e pa a i pa a um gabine e de u banização em Lou enço Ma ques. Um gabine e no o, que ia ab i com gen e no a. Todos mais ou menos ecém- o mados, pa a onde oi ambém o ilho do Almada. Andei ali um empo sem sabe o que ha ia de aze à minha ida, en e o ea o e a a qui ec u a. Po que eu ecebi o con i e pa a i pa a Moçambique ainda an es de i pa a Lond es. E e a alician e i abalha pa a um gabine e undado de aiz pa a esol e o p oblema da população neg a que i ia nos subú bios sem condições. Esse gabine e inha sido undado pelo Bal asa Rebelo de Sousa, quando ele e a go e nado . O pai de Ma celo Rebelo de Sousa... Sim. E a udo gen e no a e íamos abalha naquela á ea... E como ealmen e Lond es não me a aiu po aí além... acabei po i pa a Moçambique. Mas en e uma coisa e ou a izemos o Fando e Lis no Tea o Villa e , a con i e do Vasco Mo gado. Mas em Moçambique, es á amos em plena gue a colonial… Em Lou enço Ma ques não se da a mui o po isso. Tinha ido em Ou ub o de 1969 pa a Lond es e em Janei o de 1970 ui pa a Moçambique. Aí, acabei po aze mais ea o do que u banização. Fui con idado pela Associação Académica pa a i di igi um espec áculo de poesia a icana com os es udan es. Tinha mui o mo imen o e á ios ipos de música, ha ia a adicional a icana com um conjun o de neg os, de que azia pa e o Malanga ana, e, do ou o lado, um conjun o de ock, de mal a no a. O espec áculo inha assim um ce o dinamismo. Ha ia ambém lá o Tea o Amado de Lou enço Ma ques, undado pelo Má io Ba adas, que en e an o já inha eg essado a Po ugal. Eu ui con idado pa a i aze O ba ão, do B anquinho da Fonseca (adap ado ao ea o pelo S au Mon ei o). Acabei po aze : encenei e in e p e ei. En a a nesse espec áculo o Rogé io Viei a. Um dia es a a no gabine e de u banização e apa eceu um apaz neg o, que que ia ala comigo. E a amigo do Malanga ana e inha is o aquele espec áculo dos poemas. Descob iu o ea o naquele dia. Tinha um ex o, Os noi os ou con e ência d amá ica sob e o lobolo e descob iu que e a pelo ea o que podia passa a mensagem e chama a a enção pa a esse p oblema. Lobolo e a o dinhei o que o noi o paga a aos pais da noi a. Rey Colaço, o Ribei inho e nós ambém ínhamos espec áculos do Pi andello. Na es eia ie am os ac o es do Tea o Nacional e a p óp ia Amélia Rey Colaço. Foi mui a gen e… aquilo e am duas peças num ac o e inha ou os ex os e exce os das Seis pe sonagens… Quem inha ei o a d ama u gia? Foi o No be o? Sim. Eu começa a com o p ólogo de Es a noi e imp o isa- se. Eu inha da pla eia... Chega a ao palco e dizia uma pa e do discu so do Hink uss. Só que a sala es a a cheia e eu não conseguia en a no ea o... Mas oi um espec áculo que co eu bem … En ão como é que ez? Acabou po não aze a in odução? Fiz, e e de se a pedi "com licença" pa a consegui passa . Ha ia ambém mu ações à is a que e a uma coisa que não se azia mui o na al u a. Aquilo e a ei o com mui a na u alidade. A Ma ia Helena Dá Mesqui a ez uma c í ica n’A Capi al e, na esenha inal do ano, conside ou es e espec áculo como uma das coisas melho es que inham acon ecido. Depois a G aça Lobo oi pa a o Tea o Es údio de Lisboa. E o A ilez con idou-me pa a en a no D. Quixo e. A segui ol ei à Casa da Comédia. Fiz ainda um espec áculo de homenagem ao Fe nando Amado – A caixa de Pando a – e pa a isso euni alguns ex-alunos dele. A Fe nanda Lapa, a Manuela de F ei as, a Isabel [Fe ei a], o Ví o de Sousa, o Filipe La Fé ia... E a um palco minúsculo e nós é amos 13 ou 14 ac o es. Fiz depois uma peça do A abal, o Fando e Lis, em '69. Com esse espec áculo ganhei o p émio da Associação de C í icos. E oi quando ui pa a Ingla e a. Tinha conco ido a uma bolsa da Gulbenkian. Foi a G aça Lobo que me impulsionou. E ela ambém e e a bolsa nessa al u a? Sim, ambém e e a bolsa. Ela inha esc i o ca as pa a as escolas odas de Lond es e as espos as que ecebemos da maio pa e delas diziam que não podíamos en a na escola po que já é amos middle-aged [ isos]. Acabámos po i pa a uma que nos inha acei ado, mas quando lá chegámos, eu iquei um pouco desiludido: de ac o, os alunos e am odos ealmen e miúdos. Eu já inha ei o um ce o pe cu so. E não que ia ica mais que um ano. A G aça Lobo é que ia aze o cu so odo. Acho que e am ês anos. Eu só lá es i e ês meses. No p imei o mês equen ei as aulas e inha que aze imp o isações. Depois passei a assis i às aulas do segundo ano e do e cei o e aí já e a mais in e essan e. Es a am a da Tcheko e assis i No be o Ba oca: A es e o ícios de um azedo de ea o Ma ia Helena Se ôdio e Eunice Tudela de Aze edo Sinais de cena 20. 2013 Na p imei a pessoa cinquen a e seis Ti emos que aze , não sei se 5 ou 6 ep esen ações seguidas, po que e a mui a gen e a que e e . [MDG] Quando acaba a ainda a bicha es a a eno me. As pessoas não saíam dali, en ão i emos de pedi aos ac o es pa a aze em ou a ez. As pessoas não pa a am de chega . [NB] Ha ia ope á ios do id o mesmo a abalha . Foi só na Ma inha G ande que ez esse ipo de espec áculos? O p imei o espec áculo que iz no Po o, no Tea o Expe imen al do Po o, oi A lenda de Gaia, no Cais de Gaia. E a um espec áculo de ua. Ag eguei os clubes amado es pa a aze A lenda de Gaia naquele espaço ao a li e, numa zona onde su gia o palácio do ei mou o. E ha ia ambém os ba cos no io, po que os soldados do ei Rami o inham pelo io. Ha ia ainda os mou os a ca alo e lu as. Também g a ei o som, po que e a um espaço com mui o en o. G a ei o ex o odo. Fez-se playback e as pessoas não se ape cebe am de nada. Só diziam que ínhamos um som óp imo. Eu en a a ambém. Hou e mais desa ios desse géne o pa a espec áculos de ua? Uma ez ui con idado pa a aze um espec áculo de luz e som po ocasião da asladação dos ossos do Manuel Fe nandes Tomás, pa a ica em na p óp ia es á ua, na Figuei a da Foz. P imei o, e a um espec áculo de luz e som. Ilumina a-se a es á ua e depois apa ecia o An ónio Reis, que inha do Po o, pa a aze de Manuel Fe nandes Tomás e dize uns ex os da cons i uição. No dia seguin e, mon a a-se uma ei a do século XIX… Já iz ou os espec áculos de luz e som no Mos ei o de Alcobaça, no Mos ei o da Ba alha e no Cas elo de Lei ia. Ou a ez pedi am-me pa a ec ia a p ocissão do Senho dos Passos de Ou ém, que e a adicional de há mui os anos, mas eu não azia p ocissões, en ão ec eei uma Via Sac a ao i o com as pessoas da e a. E a uma pa icipação ambém de cen enas de pessoas. E e a uma coisa que inha que se quase um happening, po que não da a pa a ensaia … Fiz ambém um espec áculo na Ba alha sob e a sua ele ação a ila - His ó ia da Vila da Ba alha e di igi ambém o co ejo his ó ico comemo a i o dos 500 anos dos bombei os no Es ádio 1.º de Maio em Lisboa. Gos a a de aze uma úl ima pe gun a: de odo es e seu ajec o de cons ução de an a ealidade a ís ica… O que é que lhe al a aze em ea o? Ago a al a-me uma coisa: gos a a de pa icipa na inaugu ação do no o ea o da Ma inha G ande. Ti e já con i e nesse sen ido, mas não sei se se conc e iza. Penso que não ha e á impedimen o no que diz espei o ao con i e da câma a. Seja qual o a sua composição. Quase odos os candida os êm boas elações comigo. Vamos imagina que udo isso se az, o que é que escolhe ia pa a a g ande inaugu ação des e ea o? Começa am po me p opo que izesse uma eposição do A sop a se ai ao longe, que oi a al peça sob e a his ó ia da Ma inha, que iz pa a o Spo Ope á io Ma inhense. Achei que isso e a complicado e se calha não azia sen ido. Ou azia mais sen ido se osse o Ope á io a aze . E en ão pensei aze o que eu gos a ia: uma his ó ia sob e o ea o, sob e aquele espaço. Ia à mesma aos S ephens, ia à mesma a algumas pa es do A sop a se ai ao longe. E a uma his ó ia-documen o, digamos. Uma his ó ia daquele espaço. Que em a e com os S ephens e em a e com a his ó ia da Ma inha G ande. E gos a a de ag ega as á ias colec i idades e ins i uições que desen ol em ac i idades a ís icas. Que o u iliza a eia e odas as possibilidades do ea o: da a e a eia, alçapão, udo o que hou e . Um espec áculo que de ol a o ea o à população. No be o Ba oca: A es e o ícios de um azedo de ea oMa ia Helena Se ôdio e Eunice Tudela de Aze edo