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Rompendo com convenções sociais e literárias : Judith Teixeira e Maria Teresa Horta

Fernandes, Ana Raquel

Abstract

Este texto pretende analisar a ficção publicada por mulheres a partir dos anos setenta, recuando no tempo e detendo-se nos anos sessenta e setenta, comentando a obra de Maria Teresa Horta (1937), e retrocedendo, igualmente, aos anos vinte e à produção literária de Judith Teixeira (1880-1959). O objetivo é refletir sobre a poesia criada por essas duas autoras, em Portugal, durante dois importantes períodos históricos, correspondendo o primeiro aos momentos conturbados que antecederam o início da ditadura em 1926, e o segundo, aos anos agitados que conduziram à revolução democrática de 1974. De modo a concretizar esse objetivo, foram seleccionadas duas coleções de poesia consideradas muito representativas da produção literária das duas autoras: Decadência (1923), de Judith Teixeira, e Minha Senhora de Mim (1971), de Maria Teresa Horta.

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I IIOLUIII O SIilIIDO PRIIIIIRO DA5 COISAS @ 2015 Conceição Flores Todôs os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicaçâo pode ser reproduzida, arquivada ou transrnitida sem a permissão expressa e por escrito dos autores. Capa Joana Miguéis (Atelier 004) Foto da capa Alfredo Cunha Diagrarnação DaniloMedeiros Revisão NelsonPatriota Andreia Braz Bethânia Lima Bons Cosftimes é um selo da Editora Jovens Escribas o conteúdo dos textos é de responsabilidade exclusiva de seus âutores. Catalogação na Fonte Márcio Rodrigles Faías - Bibliotecário,Documentalista CRB.1s/RN 0334 cosrffi:@ 5474 O sentido primeiro das coisas / Conceição Flores (org.). Í1. Natal(RN) : Jovens Escribas,2015. 460 P' Nota: Da obra de Mâria Teresa Horta 1. Ensaio Literário - Literatura portuguesa. 2. Horta, Maria Teresa. 3. Flores, Conceição (org.). I. Título. CDD: 8869.03 2O75lO9 CDU:869.081-4 R0MPENtlÍI C0MC0NUENç0ES S0ClAlS E IITERARIAS: JUDITH TEIXEIRA E MARIA TERESA HORTA3 .\NA RAqUEL FERNANDES Un scandale n'est pas un homme ni une oeuvre, maislebruit des gens scandalisées. Henry-Marxa De modc a analisar a flcção publicada por mulheres a partir dos anos setenta, irei recuar no tempo, detendo-me nos anos sessenta e setenta, comentando a obra de Maria Teresa Horta (1937), e retrocedendo, igualmente, aos anos r-inte e à produção literária de Judith Teixeira (1880-1959). O meu objetivo é refletir sobre a poesia criada por essas duas autoras, em Portugal, durante dois importantes períodos históricos, correspondendo o primeiro aos momentos conturbados que antecederam o início da ditadura, l. Â autora do presente ensaio gostariâ de expressar o seu agradecimento à Mariâ Teresa l-lorta pelos seus preciosos esclarecimentos. Urna versão anterior do presente artigo foi pu- :iicada em inglê s em: 'Ihe Value of Literature in and afrer the Seventles: The Case of ltaly and Portu- .;.. edited by MonicaJansen and PauiaJordão, v. 1 (Utrecht: Igitur, Utrecht Publishing and üchiúng Services. 2006. p. 141-156). -i -{ mesma epígrafe abre o seguinte texto: De Miffi. Conferêncío. Em que se explicam as minhas -::ões sobre aVida, sobre a Estética, sobre a Morol (-1.926). 39 em 1926, e o segundo, aos anos agitados que conduziram à revolução democrática de 1'974. De modo a concretizar esse objetivo, selecionei duas coleções de poesia que considero muito representativas da produção literária das duas autor as D e cadência (7923\, de Judith Teixeira, e Minha Senhora de Mim (1,977), de Maria Teresa Horta. Com este estudo comparativo, espero contribuir, ainda que de um modo breve, para um melhor entendimento dos desaf,os lançados pelas autoras no que se refere às políticas de representação da identidade no seio da sociedade portuguesa, políticas essas que ügoraram, pelo menos, até ao fim da ditadura. Com efeito, numa época em que a maioria das mulheres se encontravam limitadas ao espaço do lar e em que apenas um número reduzido tinha o direito de votar, as autoras em estudo desempenharam um papel subversivo. A realidade em que as mulheres viviam então é, aliás, evidente num discurso de Salazar proferido em 1933: "o trabalho da mulher fora de casa desagrega este, separa os membros da família, torna-os um pouco estranhos uns aos outros [...1." NEVES; CAIADO, 2OO1, p. 30S). E, no que se refere ao direito de voto, em 1931, apenas mulheres licenciadas podiam votar, ao passo que os homens necessitavam somente de saber ler e escrever e "mesmo no decorrer dos liberais anos sessenta, poucas ações foram tomadas de modo a mudar o curso dos direitos das mulheres em Portugal."s Através da sua obra literária, tanto Judith Teixeira como Maria Teresa Horta desaflaram a realidade em que as mulheres portuguesas, suas contemporâneas, viviam, rompendo com convenções sociais e literárias. 40 CEiISURA E DECADENCIA Ambas as coleções de poemas, Decadência e Minha Senho- -a de Mim, tratam temas de amor e paixão, recottendo a imagens do corpo feminino. Decadência - Poemas, de Judith Teixeira, foi publicado em fevereiro de 7923. A primeira edição perdeu-se. No entanto, a segunda edição - impressa a 28 de dezembro de 7923 - inclui trinta e cinco poemas escritos no período compreendido entre maio de 1919 e *iezembro de 1922. Foi a primeira obra publicada de Ju- ,1iü Teixeira e, rapidamente, se transformou num sucesso. -{ 16 de fevereiro de 1923, o reputado jornal Diáno de Lis- :oa, publicou uma recensão do liwo, onde se pode ler: Com desusado luxo, em outros tempos incompatível com as musas, mas com certo bom gosto, acaba a distintíssima poetisa Judith Teixeira de publicar um volume de versos, intitulado Decadência. Neste liwo, de um merecimento indiscutível, encontramse versos de estranho e sensualíssimo perfume.6 Em poemas como "Flores de Cactus", "Liberta", "Os meus cabelos", "Perfls Decadentes", e 'A Minha Colr:ha Encarnada", entre outros, o leitor encontra-se no sei.o rie um universo baudelairiano, sendo impelido a estabelecer : :rata-se de uma tradução, da minha autoria, de Darlene Joy Sadlier: "{E]ven during the ::eral 1960s, little happened to change the course ofwomen's rights in Porrugal". Sadlier :-.=lica ainda: "[t]he suffrage movement had won the ilght to vote in England in 1918 and --- ,\merica in 1920, but it was not untii 1969, one year after Salazar fê]l ill and Caetano took : ice. that voting privileges were extended to all women in Portugal". Darlene Joy Sadlier, 'udical Fom in Novas Cattas Poril)guesas", The @testion of How -WomenWriters andNew Portu' :-.:.Líterahtre (NewYork, Connecticut, London: Greenwood Press, 1989), p.4. . :firuO de Lisboa, 16 fev 1923, p. 1. 47 um diálogo com alguns dos mais célebres poemas reunldos em LesFleurs duMal, e nos quais as mulheres' os seus cabelos, os seus corpos, perfumes, cores, beleza e o amor erótico e sensual que delas emana, em uníssono com a inevitável angústia amorosa, são referências recorrentes.T Tomemoscomoexemploopoema"PerflsDecadentes"de Judith Teixeira (1996, p. 38-39), em que os elementos acima mencionados são evidentes: Através dos vitrais ia a luz espreguiçar-se em listas faiscantes, sobre as sedas orientais de cores luxuriantes Sons ritmados dolentes, num sensualismo intenso, vibram misticismos decadentes por entre nuvens de incenso... Longos, esguios, estáticos entre as ondas vermelhas do cetim dois corpos esculPidos em marflm soergueram-se nostálgicos sonâmbulos e enigmáticos... Os seus perfis esfingicos, e cálidos, estremeceram na ânsia duma beleza Pressentida, dolorosamente Pálidos! 42 Fitaram-se as bocas sensuais! os corpos subtilizados, femininos, entre mil cintilações irreais, enlaçaram-se nos braços longos e flnos! E morderam-se as bocas abrasadas, em contorções de fiiria, ensanguentadas! Foi um beijo doloroso, a estrebuchar agonias, newótico, ansioso, em estranhas epilepsias! Sedas esgarçadas, dispersão de sons, arco-íris de rendas irisando tons... Nos anos que antecederam o golpe de 28 de maio de 1926, observou-se uma crescente agitação política, que conduziu a um aumento da censura. Não obstante o sucesso de Decadência, esta obra poética, tal como Sodoma Dividzada (1,9231, de Raúl Leal, e Canções (7927)l, de António Botto, constituiu um alvo privilegiado para a Liga de Ação dos Estudantes de Lisboa, um gnrpo constituído por membros de orientação política Centro Católica e que defen- - \êj+se como exemplos : "La Chevelure", "Le Flacon", "La Fontaine de Sang", "La Mort des tDants", entre outros poemas. Cf. Charles Baudelaire, Les F'leurs d.u Mal suivies du Spleen de Lr§. Introduction de Blaise Allan. Lausanne: La Guilde du Liwe, 1947, p. 116-117, -143-144, f,35_ 2s3. 43 diam princípios conservadores. De acordo com Teotónio Pereira, o líder do grupo, o seu objetivo seria: [...] queimar a ferro em brasa, expondo-os à luz do sol, esses cancros nauseabundos que têm medrado à custa da fraqueza de uns e da tolerância incompreensível de outros. [...] Fiscalizar as liwarias e meter também na ordem os artistas decadentes, os poetas de Sodoma, os editores, autores e vendedores de liwos imorais [...]. Discretamente, jáprincipiámos.' A 5 de março de 7923, Decadência, bem como os dois liwos atrás mencionados, considerados imorais, foram banidos pelas autoridades e, em data incerta, queimados.e Quando o terceiro e último volume de poesia de Judith Teixeira, intitulado Nua; Poemas de Bizâncio (1.926),10 foi publicado, Marcello Caetano, o fundador e diretor da reüsta Ordem Nova, escreveu e publicou o artigo "'Arte' sem moral nenhuma", em que ataca üolentamente a poesia de Judith Teixeira. De acordo com Marcello Caetano, outros autores teriam a capacidade de escrever poesia de quali dade, entre eles, António Feijó, Bocage e Gregório Matos. No entanto, a avaliação de Marcello Caetano recaía não sobre a qualidade literária da poesia de Judith Teixeira, escritora, mas sobre a sua falta de moral, na medida em que, através da poesia, descrevia pormenorizadamente os seus "segredos de alcova". Nas suas palawas, Judith seria uma mulher " desenvergonhada" : Que degradação! [...] O que é pior é que estas manifestações de pouca vergonha nem sequer têm uma 44 forma decente; nem, ao menos, uma certa graça como a que António Feijó punha nos seus versos eróticos, de sabor tão puramente clássico, ou o plebeísmo forte e pitoresco moldado em formas duma impecável correcção que se nota na poesia obscena de Bocage, ou na de Gregório Matos' Nada disso' ("') Tudo aquilo é mesquinho, é ordinário e reles'11 O EROTISMOEM MINIIA SENHORA I]E MIM -\pesar do hiato temporal, e das diferentes tradições que :-rbas as poetisas invocam, a relação entre Judith Teixeira = \laria Teresa Horta estabelece-se numa temática comum: : :a subversão. Ao oPtarem por palawas tabu, descrições ;.nsuais de amor carnal, tratando de modo espontâneo as :.-aÇões entre mulher e homem, entre mulheres e a ima- :.rl que estas, em geral, percecionam de si mesmas' as ._='obraspoéticasrompemComatradiçãoliteráriains- ::;ída. Na realidade, tal como os poemas de Judith Tei ',.:riâ. em Decadênaa, os de Maria Teresa Horta - e reflro- :-e a uma coleção particular de poesia, intitulada Minha . ;:-.:: Teotónio Pereila em enüeúSta ao jomal A Epoca, 22 fey. 1923. In: LEAI, Raúl. - ' : );'inizoda.uma poiémica por Fernando Pessoa' a propós1to de António Botto' e tam- -,:: r.:: ele terrninada, com,luda de Álvaro Maia e Pedro Teotónio Pereira' da Liga de " .. ,: : :..s Estudantes de Lisboa. organização, intlodução e cronologia de Aníba1 Fernancles' , :.:.: Hiena, 1989. - : : a,tpitot, 'âpreensão de liwos. os estudantes de várias faculdades dirigem-se ao Go- :-.: l:ril a pedirem a apreensão," 5 mar' 1923' p 2' . .::: coleção de poemas é muito criticada no jornal RevoluçãoNacional' responsável pela ' - : :.r-:rda da ditadura. Cf. Revolução Nocionol, vol' 1 ' 21 jun' 1'926' p' 1'' -1:!íI-d\o,Marcel]o...,AIte,Semmoralnenhuma',,ordemNovan.4-5,jun.-ju1.,p.156. : -!-ib. 45 se válida a questão de António Manuel Couto Viana, em novembro de 7974: "[...] alguém se recorda deste nome: Judith Teixeira? Não será fácil [...]"(1977, p.198) - uma pergunta representativa do seu estatuto ainda hoje. No caso de Maria Teresa Horta, a escritota tem sido e é hoje uma importante referência para muitas escritoras portuSuesas contemporâneas, como: Helena Marques, LídiaJorge, Ana Luísa Amaral, Adília Lopes, Inês Pedrosa, entre outras, cuja produção literária seria interessante estudar estabelecendo pontos de contacto interessantes com o trabalho de Maria Teresa Horta.2o À guisa de conclusão, é importante referir que qualquer tentativa de esclarecimento dos motivos que levaram ao silenciamento de Judith Teixeira e de Maria Teresa Horta - ou seja, do modo como desaflaram um cânone dominado por uma tradição patriarcal -, proporcionará um melhor entendimento das suas üdas e obras, quebrando-se assim o silêncio a que foram votadas, permitindo a divulgação da sua obra poética. Desse modo, o leitor poderá apreciar melhor o impacto dessas autoras e da sua produção literária na sociedade e na literatura portuguesas ao longo do século XX e, em particular, no século XXI. prémio literário D. Dinis, instituído pela Fundação da Casa de Mateus, atribuído por unanimidade (com um júri constituído por Íês poetas: Vasco Graça Moura, Nuno Júdice e Fernando Pinto do Amaral), pelo rornance As Luzes d.e Leonor (Dom qnixote, 2011). A escritora foi também distingrida com o Prémio Máxima de Literatura Pelo mesmo romance. 20. Cf. Entrevista em Textos e Pretextos, n. 3 (Inverno 2003). 52 't'd'gz6Í'lun! tZ'l'u'IPuopPN Oy5nfOAU '1002 'Errugls_rsqf, - erqq4daX nasnl I e)aloqqrg :Eoqsrf 'og5ezgtqour ap a orp-o1oq oluaufllsã ur ouroJ oJaugfl o :sanqytut so a o^oN opDlsl 6 '(sry -ãrpf,se6 olrgl i ogof 'proo3) 'erre1ttr 'g61VTV) :eualaH '5;I^trg 'tZOt'eduqrt IEIJoIpfl :Eoqsrl 'sorEsua :uw) D a 0)'n1xa1y 'uosleN 'so.fim 'ZL6l'peq:lolf ssaJd uoldruo3 erLL :urelJaqueq3 uordwogl p8npo4 :v y I E 1 uoaolsun u, ut,üp o d uap oytl' (' p g ) r ap1a11' oCiDY'n '6861'EuarH :eoqslT'saptrE -Jad IeqJuV 'pg 'E)rurglod eurn :DpDzxu!/tlp ailnpos'IyIEã T1rEI ',oo7 'erll9' :Eoqsrl 'wtwap 0)olluas D44IN 'PsaJaJ eTJPIN '\m{ffi 'w'd'L1OZ ^ou tl 'sBrf,Fl{ ap oIrgIC ..'or)uglrs op Eroquas Eqrql^t,, 'sanbreyl euV'O![§trl]] 't002 ouJa^ul't9-6S 'd'e 'u'sotn -ilda solxaL '..euoH EsaJeJ eIJPW rUOJ esJa uo),, 'sorrrEu PrEs'of -514 lor{u}}no) Erpngl)'oHNIInOf, :lanbex euv'SIICINVNüIü '<1urlrl'Et/6 1r3/sapruorqr/qrrrm /3ro1srunua3'ruvvvr//:duq> trrra lazrryodsrq 'tlgz q)rEI I rp{f, 'uorlepunoJ dluoferu ]sruflral eq] :tr6l sepruoJqJ ISINI}IUU '[oIn]F urasl 1 'd'tzet ^eJ 9l 'eoqsl'I ap gp1-VXI '9261 'Inf-un['8s-9sl 'd 's+ r 'D1IoN uap)o 'euril{uau IEJoru urãs ..auv,, 'oflalJEl^l 'oNWgEl 'LV6l'ar lnp apllng E I :auuesnEl 'UPIIV asIEIfl ap uorpnporq 'suDd ep uaaldg np sax/vns IDI/{ rlp ilna\Ã sal'salrerlf, '!ruJ\rIEGÍIYI 's'd'LL6T oreur Z0 'lulldn V'ruIW ap eroques VHNtrI 'z'd'tzat-tw gO 'tzltd.n y 'ogsuaarde E rrraJrpad e ilrrll orrJe^o3 oe asruf -rJrp sapBpImEJ selJe ap seluEpnlsa so 'soJ II ep oYSNAiüdv ts SUICl'llEg SADLIER, Darlene Joy. "Radical Form in Novas Cartas Portuguesas" The @rcstion of How - WomenWnters and New Portuguese Literature' NewYork, Connecticut, London: Greenwood Press' 1989' p' 1-23' TAVARE S, Manuela. F emmismos: percursos e desaf, os (19 47 -2OO7 )' Alfragide: Texto Editores, 2011' TEIXEIRA, Judith. Poemas: Decad'ência, Castelo de Sombra' Nua' Conferênaa DE MIM. Lisboa: &ETC, 1'996'21 VIANA, António Manuel Couto' "Judith Teixeira"' Coração Ar' qivista. Prefácio de David Mourão Ferreira' Lisboa' São Paulo: Verbo, 1.977, P. 198-208. 21. A presente edição revelou-se fundamental para a elaboração do meu artigo' Efetivamente, é acompanhada de uma pesquisa cuidada e de uma meticulosa tabela.bibli-ográfica organizada po, M"ri" 1o.g", L M G Os arrigos de jomal mencionados no texto sao apenas .ifrrn, ao, a--rtigos compilados por Maria Jorge no liwo referido' 54