scieee AI-readable full text Open interactive document viewer

A canção no currículo da Educação Infantil da Comunidade Autônoma de Galícia

Casal de la Fuente, Lucía

Abstract

Os currículos oficiais são a base para os planejamentos do professorado. Por isso, para entender as práticas docentes precisamos explorá-los. Neste contexto, enquadra-se o objetivo deste texto: examinar e comparar os currículos oficiais de Educação Infantil na Galícia de 1991 e de 2009 (ainda vigente), para resgatar a evolução do peso e valor dado à “canção” nestes documentos. Desta forma, poderão ser comparadas as diversas concepções durante quase 20 anos e vinculá-las às atuações docentes, para saber se estão de acordo com o exigido no currículo ou se vão além deste. Com metodologia qualitativa baseada no trabalho documental, busca seletiva e categorização de referências encontradas, observa-se que a canção aparece em ambos os currículos estudados. São diversas as concepções atribuídas a este conceito: recurso, meio, conteúdo ou critério de avaliação. De acordo com a análise do conteúdo curricular, a canção aparece como estatuto de recurso didático favorecedor de destrezas propriamente vinculadas à música, mas também à cultura em geral e a facetas de caráter social e pessoal que, se forem bem trabalhadas, incidem positivamente no desenvolvimento integral das crianças

Full text

X Encontro Regional Sudeste da ABEM Diversidade humana, responsabilidade social e currículos: interações na educação musical Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, 15 a 17 de setembro de 2016 A canção no currículo da Educação Infantil da Comunidade Autônoma de Galícia Lucía Casal de la Fuente Universidade de Santiago de Compostela [email protected] Comunicação Resumo: Os currículos oficiais são a base para os planejamentos do professorado. Por isso, para entender as práticas docentes precisamos explorá-los. Neste contexto, enquadra-se o objetivo deste texto: examinar e comparar os currículos oficiais de Educação Infantil na Galícia de 1991 e de 2009 (ainda vigente), para resgatar a evolução do peso e valor dado à “canção” nestes documentos. Desta forma, poderão ser comparadas as diversas concepções durante quase 20 anos e vinculá-las às atuações docentes, para saber se estão de acordo com o exigido no currículo ou se vão além deste. Com metodologia qualitativa baseada no trabalho documental, busca seletiva e categorização de referências encontradas, observa-se que a canção aparece em ambos os currículos estudados. São diversas as concepções atribuídas a este conceito: recurso, meio, conteúdo ou critério de avaliação. De acordo com a análise do conteúdo curricular, a canção aparece como estatuto de recurso didático favorecedor de destrezas propriamente vinculadas à música, mas também à cultura em geral e a facetas de caráter social e pessoal que, se forem bem trabalhadas, incidem positivamente no desenvolvimento integral das crianças. Palavras chave: Educação Infantil, Canção, Currículo. Introdução Este texto apresenta um recorte de pesquisa intitulada “A formación vocal na Educación Infantil1” cujo objetivo fundamental foi explorar a prática docente do professorado que trabalha na Galícia com respeito ao ensino do canto e ao uso da voz. Para o presente texto, como fonte privilegiada, tomou-se o antigo Currículo de Educação Infantil (Decreto 426/1991; apud GOVERNO DA GALIZA, 1992) e o Currículo atual vigente (Decreto 330/2009; apud XUNTA DE GALICIA, 2009). Considerou-se, também, as referências à canção incluídas nos documentos não normativos que acompanham o currículo (XUNTA DE GALICIA, 2009), assim como na “Orde do 25 de xuño de 2009 pola que se regula a 1 A pesquisa foi escrita e defendida integramente em língua galega. O título em português é “A formação vocal na Educação Infantil”. X Encontro Regional Sudeste da ABEM Diversidade humana, responsabilidade social e currículos: interações na educação musical Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, 15 a 17 de setembro de 2016 implantación, o desenvolvemento e a avaliación do segundo ciclo da educación infantil na Comunidade Autónoma de Galicia”2. Um dos primeiros passos tomados foi o mergulho nos textos curriculares, por serem, normalmente, a referência para o professorado na hora de planejar as atividades que concernem, neste caso, à música em geral e ao canto em particular. Deste modo, pude recuperar o peso curricular que este tema ocupa. Considerou-se, metodologicamente, que recorrendo à análise dos currículos oficiais de Educação Infantil de 1991 e de 2009 e fazendo uma comparação entre eles, poderiam ser desveladas as múltiplas óticas e utilidades que a canção pode oferecer à educação. Além disso, seria possível observar em que medida ocorreram mudanças entre os dois currículos. Objetivos Neste texto, tento responder às seguintes questões: Qual é a importância (entendida como presença) outorgada à canção nos currículos da Educação Infantil da Galícia de 1991 e 2009? Há diferenças entre ambos os currículos? Destas perguntas derivam os objetivos específicos, que são: · Descobrir o peso que se dá à canção nos textos objeto de estudo: o antigo Currículo de Educação Infantil (Decreto 426/1991; apud GOVERNO DA GALIZA, 1992) e o vigente (Decreto 330/2009; apud XUNTA DE GALICIA, 2009); · Elaborar um discurso sobre a importância da canção na idade infantil e o peso que o uso desta tem no currículo do 2º ciclo da Educação Infantil. Metodologia Esta pesquisa analisa os dados coletados dos documentos em questão, sob enfoque qualitativo. A forma mais comum de dado utilizada na análise qualitativa é o texto, pois é uma 2 Em português: Ordem de 25 de junho de 2009 pela qual se regulamenta a implantação, o desenvolvimento e a avaliação do segundo ciclo da educação infantil na Comunidade Autônoma da Galícia (XUNTA DE GALICIA, 2009). X Encontro Regional Sudeste da ABEM Diversidade humana, responsabilidade social e currículos: interações na educação musical Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, 15 a 17 de setembro de 2016 forma simples de registro. Neste caso estes textos são os currículos. Atendendo às orientações metodológicas de investigação qualitativa que apresenta Martínez (2006), esta pesquisa adquire o método de análise do discurso, pois para analisar os currículos, como textos que são, precisa-se “descobrir a importância que o texto falado ou escrito tem na compreensão da vida social” (p. 68). Para isto, realizaram-se as seguintes tarefas: · Revisão e extração de dados dos currículos citados. · Recopilação, estruturação e categorização dos dados. · Discussão e análise de resultados. Assim, procedeu-se à revisão e exame profundo dos dois currículos e localizaram-se as noções chave, analisaram-se as palavras e ideias do discurso dos textos, a relação e a intensidade destas, o conteúdo, e compararam-se os currículos. Resultados Depois de revisar os currículos de Educação Infantil - publicações da XUNTA DE GALICIA (2009) e GOVERNO DA GALIZA (1992)- surgiram conceitos chave que foram agrupados em categorias, e que sintetizam o peso atribuído ao conceito canção, protagonista deste texto, bem como a visão que os currículos apresentam a respeito deste conceito. Na tabela seguinte podemos ver as categorias e em que currículo estão incluídas. Tabela 1: Comparação entre os Currículos de 1991 e de 2009 a respeito da presença da canção CONCEITO CURRÍCULO DE 1991 CURRÍCULO DE 2009 Lazer √ Æ Aproximação com a cultura √ √ Importância de compor canções (criatividade) √ Æ Conteúdo curricular √ √ Critério de avaliação Æ √ Recurso para conseguir aprendizagens significativas Æ √ Canal de expressão Æ √ Técnica de memorização cognitiva Æ √ X Encontro Regional Sudeste da ABEM Diversidade humana, responsabilidade social e currículos: interações na educação musical Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, 15 a 17 de setembro de 2016 Favorecimento da coesão social Æ √ √: ideia recolhida / Æ: ideia não recolhida Fonte: Elaboração própria a partir de GOVERNO DA GALIZA (1992) e XUNTA DE GALICIA (2009) Na tabela, observa-se que foram nove as categorias que emanaram deste estudo sobre como a canção é concebida nos currículos examinados. Estas categorias são: 1. Lazer. 2. Aproximação com a cultura. 3. Importância da composição de canções em relação com o desenvolvimento da criatividade. 4. Conteúdo curricular. 5. Critério de avaliação. 6. Recurso para conseguir aprendizagens significativas. 7. Canal de expressão. 8. Técnica de memorização cognitiva. 9. Favorecimento da coesão social. O currículo de 2009 abarca todas elas, salvo as categorias1 e 3; e o de 1991 apenas apresenta as quatro primeiras. Discussão e conclusões A canção aparece em todos os documentos examinados, normativos e não normativos. Por isso, tanto quantitativa como qualitativamente, é um conceito que está muito bem considerado nestes documentos, em comparação com outros vinculados a este como a voz ou a educação vocal (ver Casal, 2014a); ou o canto (ver Casal, 2014b). De todos os elementos analisados nos distintos trabalhos – voz e educação vocal, canto e cançãoeste último é o conceito que está melhor representado nestes currículos, pois é sobre o que mais referências se acharam (aspecto quantitativo) e o que mais espaço ocupa como conteúdo nestes textos (aspecto qualitativo). Infere-se disto que destes conceitos a canção é o elemento ao qual se dá X Encontro Regional Sudeste da ABEM Diversidade humana, responsabilidade social e currículos: interações na educação musical Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, 15 a 17 de setembro de 2016 mais importância: figura como conteúdo, critério de avaliação, recurso didático, recurso para desenvolver a memorização e para proporcionar lazer. Além disso, possui protagonismo dentro do desenvolvimento da competência cultural e artística. Segundo o Decreto 426/1991 (GOVERNO DA GALIZA, 1992), a canção é: · Lazer, ligando o canto de canções ao ciclo das festas tradicionais. · Cultura, pois através das canções da nossa comunidade aproximamo-nos e conhecemos melhor a nossa cultura. · Criatividade, já que o alunado infantil deve ser capaz de produzir canções por si mesmo. · Conteúdo do currículo, pois figura como conceito a ser trabalhado na área de expressão artística. Com respeito ao Decreto 330/2009 (XUNTA DE GALICIA, 2009) e aos textos não normativos que o acompanham, a canção é: · Conteúdo. Tanto no 1º como no 2º ciclo da Educação Infantil3, no currículo contemplase como conteúdo a interpretação de canções. · Critério de avaliação. No 2º ciclo da Educação Infantil a participação em canções é um critério de avaliação com respeito ao estudo de uma língua estrangeira. · Experiência significativa. A Ordem de 25 de julho de 2009 (XUNTA DE GALICIA, 2009), em relação ao ensino de inglês, insiste que para que a participação seja compreensiva é necessário aproveitar experiências significativas, como as canções. · Recurso para o ensino-aprendizagem. Nesta mesma Ordem alude-se à canção como recurso através do qual o alunado possa dar feedback, especialmente ao professorado de língua estrangeira, mediante a ativação da Resposta Física Total (Total Physical Response, TPR). Isto quer dizer que as crianças usariam o corpo para se expressar, atuar e oferecer feedback a suas professoras e professores de língua estrangeira. No documento não normativo sobre avaliação (XUNTA DE GALICIA, 2009) também se valoriza o interesse que o alunado demonstre em aprender canções em outras línguas. 3 O 1º ciclo da Educação Infantil na Galícia abrange de 0 aos 3 anos; e o 2º ciclo abrange de 3 aos 6 anos de idade. X Encontro Regional Sudeste da ABEM Diversidade humana, responsabilidade social e currículos: interações na educação musical Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, 15 a 17 de setembro de 2016 · Meio de expressão. Neste mesmo texto sobre avaliação, tem bastante peso o uso da canção no âmbito do ensino da religião católica, pois se concebe que através do canto de canções pode se perceber como as crianças agradecem a Deus por viverem em sua presença e como se sentem tendo a Jesus como amigo. · Técnica de memorização cognitiva. Na área de expressão artística avalia-se o fato de que o alunado recorde as canções e participe na interpretação destas, algo que, de acordo com o texto “Achega da etapa da educación infantil á adquisición de competencias básicas4” (XUNTA DE GALICIA, 2009), deve fomentar-se para que as crianças adquiram a competência cultural e artística. · Estratégia para desenvolver o sentido de pertença ao grupo, o qual também ajuda a aproximar as relações interpessoais. A primeira característica a ser comentada diz respeito ao ensino do inglês na Ordem de 25 de junho de 2009 (XUNTA DE GALICIA, 2009). Entre outros aspectos, ressalta-se o canto de canções como recurso para poder alcançar aprendizagens significativas dos conteúdos contemplados. Percebe-se que, deste modo, cantando uma canção que inclua conteúdos que têm que ser assimilados, “aprendemos fazendo”. Isto é uma alusão direta aos princípios de Dewey (1938) sobre a aprendizagem experiencial ou o learning by doing. Desta mesma Ordem intui-se a conveniência de ter em conta os interesses do alunado para o trabalho e/ou seleção das canções, destacando-se indiretamente a atenção à diversidade, pois se alude à relevância de atender às diferentes formas de aprender. Algumas pesquisas de caráter internacional (CHENG; OCKELFORD; WELCH, 2009; WELCH; OCKELFORD; ZIMMERMANN, 2001) acharam variações consideráveis na quantidade e qualidade da educação musical e musicoterapia oferecida ao alunado considerado “com necessidades especiais” na Inglaterra. Destes resultados, chamo a atenção, apoiada no que destaquei no parágrafo anterior, sobre as diversas formas de aprender: pode-se entender em termos de quantidade (conteúdo curricular) que esta se veja afetada ao trabalhar com alunado que não pode seguir o ritmo que uma maioria (com certeza, muito discutível) pode seguir. Mas 4 Em português: “Contribuição da etapa da educação infantil à aquisição de competências básicas”. X Encontro Regional Sudeste da ABEM Diversidade humana, responsabilidade social e currículos: interações na educação musical Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, 15 a 17 de setembro de 2016 não podemos permitir que a qualidade se veja afetada. Precisamente, se existem diferentes formas de aprender, também existem diversas formas de ensinar. É neste ponto onde a capacidade docente e a vontade de reciclar-se, de investigar e procurar respostas no dia a dia, acompanhado de uma reflexão profissional (SCHÖN, 1992) e da geração e manutenção de redes de apoio profissional, desempenha um papel preponderante. Retomando o fio do tema que nos ocupa, o canto de canções é percebido como um recurso didático ou instrutivo com o qual o professorado de línguas estrangeiras pode apoiar-se para conseguir a consolidação das aprendizagens absorvidas por um alunado tão diverso como o que encontramos nas nossas escolas. Assim, faz-se da canção uma experiência significativa com a qual, entre outros aspectos, poderemos aprender a aprender, aprender a ser e aprender a fazer. Mas ressaltarei que, em minha opinião, o que aqui se manifesta deveria ser aplicável a qualquer área curricular e não só às línguas estrangeiras. Parece-me muito significativa e interessante esta reflexão teórica para que se possam propor práticas docentes apoiadas nestes alicerces. Porém, dois temas são desconcertantes na publicação de 2009. O primeiro diz respeito ao uso da religião como valor normativo. A canção é usada para avaliar a fé do alunado, algo que deveria estar circunscrito à esfera privada das pessoas, e não na escola, muito menos em uma escola pública. O segundo é o fato de não haver alusão à canção como lazer (cantar “porque sim”, sem fim didático em si mesmo, senão por gosto e prazer) ou que não apareça também nenhuma referência à importância da produção de canções, ou seja, à criatividade, quando sabemos que nos discursos da criação ligada à Educação Infantil sempre se insiste nos benefícios e na importância de tornar a educação mais criativa e menos dirigida. Ao mesmo tempo, a canção parece estar mais vinculada como recurso para a aprendizagem das línguas estrangeiras e não tanto como própria da área de expressão musical ou como meio didática em geral. Como vimos, a canção se destaca nos currículos como recurso educativo vinculado e favorecedor de destrezas relacionadas à música, mas também à cultura em geral e a facetas de caráter social e pessoal que, ao serem trabalhadas, incidem positivamente no desenvolvimento X Encontro Regional Sudeste da ABEM Diversidade humana, responsabilidade social e currículos: interações na educação musical Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, 15 a 17 de setembro de 2016 integral das crianças. No espaço aproximado de cerca de 20 anos a canção viu aumentadas qualitativa e quantitativamente as categorias e considerações referidas a ela nos textos curriculares galegos da educação infantil. Pode-se afirmar que, com o passar do tempo, a canção toma mais peso e importância no currículo da Educação Infantil galego, seja como recurso didático (com todas as possibilidades que isto comporta); seja como elemento favorecedor da coesão grupal ou meio expressivo, lembrando que este elemento, a canção, é passivo de ser avaliado. A canção é, sem dúvida alguma, a protagonista da atividade musical por excelência na educação infantil. A partir dela podem-se tratar os conteúdos estabelecidos para estas idades nos diversos currículos e programações de aula, assim como desenvolver a observação, a expressão e a representação musical. A sua variedade de formas, a diversidade de temas que pode abordar ou a sua adaptabilidade a diferentes níveis de dificuldade e contextos, determina que ocupe um lugar destacado no planejamento musical da idade infantil. A atividade musical das crianças é composta por uma grande diversidade de elementos que pode integrar-se entorno da canção. Uma mesma canção que a criança entoa irá servir para desenvolver as suas faculdades sensoriais, para apreciar os elementos musicais, para mover-se ritmicamente ou para acompanhar com instrumentos. Se conservarmos uma intensidade e um ritmo moderados, o alunado em idade infantil poderá expressar-se e as suas vozes poderão desenvolver-se sem problemas. Nesta idade, é mais importante que elas adquiram uma experiência viva, que a sintam e que a apreciem do que fazer com que entendam o processo que requerem estas atividades. O argumento do prazer é também compartilhado e explícito em teses de doutoramento cujo eixo é o canto e a canção na infância (BLANCO, 2011; CÁMARA, 2008). Contudo, como não existem outras pesquisas usando este tema na Galícia, infelizmente não foi possível comparar os dados com outros resultados. Por isso, como proposta de trabalhos futuros, entendo que é interessante seguir na linha da educação comparada, indagando sobre o valor atribuído à canção nos diversos currículos da Educação Infantil em outros países. X Encontro Regional Sudeste da ABEM Diversidade humana, responsabilidade social e currículos: interações na educação musical Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, 15 a 17 de setembro de 2016 Referências BLANCO RIVAS, Elena. La canción infantil en la educación infantil y primaria: las nuevas tecnologías como recurso didáctico en la clase de música. Tese de doutoramento, Universidade de Salamanca, 2011. CÁMARA IZAGUIRRE, Aintzane. Actividades de canto en la Escuela Primaria: posicionamiento del alumnado de tercer ciclo y del profesorado de música. Tese de doutoramento, Euskal Herriko Unibertsitatea, 2008. CASAL DE LA FUENTE, Lucía. A educação vocal na infância: a importância da voz no currículo da Educação Infantil na Galiza. Atas XI Colóquio sobre Questões Curriculares, VII Colóquio LusoBrasileiro & I Colóquio Luso-Afro-Brasileiro de Questões Curriculares, pp. 3000-3007. Braga: Universidade do Minho, 2014a. Disponível em: <http://goo.gl/MK70bF>. Acesso em: 10 jun 2016. CASAL DE LA FUENTE, Lucía. O canto no currículo da Educação Infantil da Região Autónoma da Galiza. Atas XI Colóquio sobre Questões Curriculares, VII Colóquio Luso-Brasileiro & I Colóquio Luso-Afro-Brasileiro de Questões Curriculares, pp. 3513-3520. Braga: Universidade do Minho, 2014b. Disponível em: <http://goo.gl/MK70bF>. Acesso em: 10 jun 2016. CHENG, Evangeline; OCKELFORD, Adam; WELCH, Graham. Researching and developing music provision in special schools in England for children and Young people with complex needs. Australian Journal of Music Education, n. 2, p. 27-48, 2009. DEWEY, John. Experience and Education. New York: Touchstone, 1938. GOVERNO DA GALIZA. Decreto 426/1991, de 12 de decembro, polo que se establece o currículo da Educación Infantil na Comunidade Autónoma de Galicia (DOG 8/92 de 14 de xaneiro de 1992). Galicia: Xunta de Galicia, 1992. MARTÍNEZ MIGUÉLEZ, Miguel. Ciencia y arte en la metodología cualitativa. Alcalá de Guadaira, Sevilla: MAD Trillas, 2006. SCHÖN, Donald A. Formar professores como profissionais reflexivos. In: NÓVOA, António (org.). Os professores e sua formação. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1992, p. 77-92. WELCH, Graham, OCKELFORD, Adam; ZIMMERMANN, Sally-Anne. Provision of Music in Special Education: PROMISE. London: University of London, Institute of Education and Royal National Institute for the Blind, 2001. X Encontro Regional Sudeste da ABEM Diversidade humana, responsabilidade social e currículos: interações na educação musical Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, 15 a 17 de setembro de 2016 XUNTA DE GALICIA. Lexislación da Educación Infantil en Galicia.Galicia: Consellería de Educación e Ordenación Universitaria, Tórculo Edicións, 2009. Disponível em: <http://goo.gl/qisvWL>. Acesso em: 11 jun 2016.