scieee AI-readable full text Open interactive document viewer

Memorias de Paralvilho e disgraças graciosas

Full text

/)l OPERA,' QUE SE INTITULA: MEMORIA.S DE P ARAL VILHO, E DISG.RAGAS G.RACIOSAS. INTERLO e U'fORES.: Crffpim M01Icada. I Dona Un'aca. Lucidoro. . I Dona Lat/'rcl1cia • .I1curcio, Barba. I Balburdia, Gradofa. Zuzcatru~, criado de Mancada . • A. zzq • r-- m LISBO·A: Na OHicina de FRANCISCO BORGES DE SOUSA. Anno de 1768. . C0t11 todas as ¡¡ce1/fos 1iecel!arias. Do primeiro Aéto. l. Pifia de Cidade com huma 'Varanda alta C0111 porta para ella, e (l bttm lado bttm bocal de ciflcnJa com c(J¡dei~ roes por cadeyas , e roldanas. H. Pifia de Sala. JII. Yifla de Alameda, e 110 fundo muro de :Jardim com rexa de {erro. Do fegundo Ado. l. Pifia de ;¡ardim. 11. Pifia de Cidade~ 111. Yi(lll de Sala. ¡V. YifJa de Rua C011l huma janellao Do terceiro - Acto .. J. Pifia de Borque. 11. Pilla de Sola. HI. Pifia de Jardi?lJ. IV. YijJa de ~(JI(J, MEM'ORIAS DE PARALVILHO, E DISGRAGAS GRACIOSAS. A l. s e E N A l. ViLla de Cidade com huma vnranda alta com porta para ella, e a hum lado hum bocal de cifierna com caldeirocs por cadeyas, e roldanas. e o RO.' Dous peitos nmantes. Docemente ullidos. Ao ver-fé rendidos Se admira6 triunfantes N a guerm de am(j)T. A,obada a Sinfonia, flllem Lucidoro. e Mon-I ,mio eom eapotes • temo de /loute. 4 lJfe!JJorios de P ara/vi/ho ; fenhora viuva; e r¡~J, qll~ fe 0':05 Ihe Mon. Scnhor, [emp • .:: he fortuna ti quemé d:o b:>os olhJS foy, ló plra oJhar-me cam efpéra, e eu;¡ ella detcrminatlao me acho elles; e que C.: eu Ih: pmm::ttia boas lunao fó F\1twido do intcrdrc J por<:m obrivas, que elle OJO [ó lHewaria a roao ndT.: I gado de hum amor muito fufficiente, que negaci0, mlS que metteria o br¡¡tl0 até o tenho ;[ tal [cnhura. cotovelIa. Sim me parcccfaó grandes as I Lile. Eu digo o que entcndo , obra tu o que luvas, que elle ql1eri~; por"::n eu Ihas I quizeres: le te enganar :1 tua cfperantla, prometti m~lit() fo!gad:ls. I m6 te mentirá a minha advertencia. Lile. E [e f:Je f:tlfo o cabeda! da viuva ! Mone. Senhor Lucidoro 1 il10 já [ao m.os MOlle. Naó f¡¡rey cabedal ddla, e falrearperdidas, Dios le la depare buem; eu enlhe-hey a elle a promefIa; digo que eftro : y lo dicho, dicho. ¡$,,·¡.f:.tt~:t tá derretida COlUn huma Ga!ea, e tanto I Lile! Pois porque nllnCJ te falte o [uccom; que P'll mli perder a minha catholic,l pef- \ da rninha amizade, t6m:l ,Moncada, dfd loa, fe re10lvea a que etl viva occulto em boltla; ·e fe a {(¡rte fahir em contrario, va",: llUm quarto; mlS que nJJ fe lu de excc- \ le-te do pouco, que leva; e a Deos. der em nÓ5 no amor oslimit'!s do de¡;olff~ne. Na repctic;~ó da yofI'a g:::neroficlad~ ro. Quando nada, temos ql\e vh'er [epale vay fazendo eterna a minhaobríga<;aó; r~dos, em quanto e Canto hymine:o nos I cu me vou a feguir ;¡ correntc da minlll fa<;a confortes; fi11llmente ella noitc hey fortuna. de dar a minha entraJa. Lile. E eu a buCear o norte dos meu5 cui· Lllc.Queira Ocas que t'~nhas béla [ahida;e didados. . 2e-me,tu entras fem mais ben,.que 05 tCtlS \ males a cfperar a pofl'e de tanta riqueza! 'Veo-fe, e eallfa o Caro, C9/110 no prr'lIcfpio! '~1o/le. Ay; porque eu nao tenho já mand,ldo dllas arC.ti encomadas, e hum bául at- \ DOU9 peítos amantes, &c~ tdlados, que mal fe podiaó fechar! LIle. Que: he o que levJ\'aó dentro ¡ S,lhc ZI/:GeaulIt. de camilllzo COI1l hUlIla troll- ,MOlle. Que he o que kvava6 ¡ mais de quin- \ da ás ccjlilS. 2e • 0\1 dezafeis arrobas de arca das prayas de S. Joz~ de Ribamar. . ZlIze. Depoi5 de paffitr hum m~o dia, naó ¡,¡le. Há mayo! difparate ! \ he COUfil ficar ás boas noites ; carn il1he y to- :Mo 11 C. O que te rey dizer b::: que todoS /lcáda a tard.e ,e venho can~ad0. como que~ raó arcado •• poi< pelo muito que as arcas vem de caminho: arre com oefcuro ca carre.gavaó , logo entendcraó que hi:! den- \ da Corte. que aíTim he negro, parece de tro coufa de: muito pezo ; porcm aura Cabo-Verde pelo muito azevichndo. Que cm p6. o hey n: fazer 3?;ora feito Joa"5 Paulim com f-ue. Há tal éngano! muy perigofa a!tuda ú (ato ás cufias, e pollo 11') olho da Tua , foy ctla, pois prc:cifamente [e ha de de[-I como quem [abe por 35 couías em [eu JUd cobrir tao cavilo[o engano , e milldade. gar ¡ Ora yamo-n03 andando; mas para None. O pOl11to he quc ella reja bem rica, ande ¡ Ah [enhores, vir eu com muita qae, fe cafamrl$, tuda /lca em caCa; e eu \ prcITa para chegar a Lisboa, como fe ,·!c. terey in1ullria pJi'a tu do depois. ra para algllm Palacio, no cato para Imm LIle, Ílbncada ami~c, he julto que c0l1he- [6 ha Pa<;o5, que pirccem pardiei~cs, .c ,~as, que o empenhJ de bufcar-te póde fer nem eifes tercy r~rá me rccolher c,,: n')Imntivalb da efperantlJ • de que, como \ te ; reís dinheiro para ~ eflaJage! nao h~,' cflr~n'Tdro n. terr:!, e luzido no tr¡¡gc, ncm fóca , tudo fe ga!1:ou; e reí poifo dIO config"1 mais ql\e a pelftl3. que em ti ;¿ o. zer, a DeoslIinhciro. Elle vertido, que cabed~l, que cm ti [;llicita , digo, fUO-¡ tr3?:o ncfla troucha • me' deo meu amo pfícm ; p'1is j:í me parece, que;¡:;lb Ihe do Porto em pago d05 meuS nrd.:mdc2, falta o que em ti ¡olicíta~ , fazil tensaó de oaz:.,fiar com elle; mas'> nJ0 o :\ j e Df!!<1·tJ~(¡S Grtlcif!{a!. S - nai5 tenho mais remedía, que fendo elle rede, mas eheirn~me murto malo fitio. encarnado, vendé.lo, como fe fora preMene. Mas que he i!lo 1 A yaranda dá de f. : to, para remir a minha ,'exac;aó ; e entrenaó dé ella commigo cm baixo ! tanto acharey com quem me aceommode, ZlIze. Apre, iílo aqui :ltób, e eu n<ló queeu para mclhor diu:r , quem fe accommo-/ ro fer m"is atol~do do ljue [¡,u. de commigo. Oh que:m fora agora adevi. MOll c• Ay, ay, que vay tu do a terra, C"Jí~: nhad para fa~er ande mora nelta terra . ZU'Lc. Irra. ¡rra, que "cm a llha dd ,Maddra /nlma eerta Ealblll'dia ,que "e yo da Cid ... -[¡Jere mim! Quem me: acóde. Foge. de do Porto ;¡tormaJlo nelh,pcr certas tor- ~1ol1c. Qllcm me acode! mentas, cm que a rr.littéraó 35 tU:1S balZuzc, Ay, que me arremedaó; fóra daqui burdbs; qlfem me déra dar coro cIJa, mas que 11á Cc;Uf.1S m<Ís. que foffe no LimC'eiro, pori:m eu acho-me jlvlO/lC. Quem me feccorrc! fó, e acomp;mhaJo de hum grande meZI/¡'c. Ay, que he alma do Purgatorio! Que do; e lembra-me ,que ql1ando era pequeleja or:mquejar: SanClus Dt:us • S¡¡né!U5 no, cantara púra .dhc:rti-Io: (que ate; o I forlÍs. medo fe diverte com a muGea) e ,,1Tim ' pois • quc:m canta [cus males efpanta. F ogt: ZlI'zcalrtlz , c.¡J¡e.llze a trtltlclza. e le1Jall~: ' taj"t: Moneada. A R 1 Al 01 Malle. Felicida:;1e foy achar debaixo aquclle Grande eícuro, grande medo, colchaó de immundicias , ( de que me eu. Já me efeondo, já r.t1C ccculto ; !lou tem ~rrancar-me) para que me naó Porql1e"alJi divilO hum vulto, fizdfe damno a qwéda, de que pcdb ficar Ay miíyzinha, ayo papáó. fcito em peda<;os. ERou galante fcitio. Vá-fe embora em cortezia, cheira que trczando; eu fila limpa, en-- N ,,6 me bula, ncm me tóque , I trcy pela pOl'ta, e fahi pela jane:JJa. como Guarde para lá o c!loque , tereyag0ra entrada fcm que acorde: a vi. Que me mataó , con[ifraó! zinhanc;a! Que hey de fazcr i Se naó bato, ' I aqui me achar.í a AlIrora eom a alva vefliApparece á pOfta da v,arallda lifoJ1cada em cada, e (erá huma ridicula ind~cencia o ve1I1iM. rem-me nelle feitio; peis do mal o melvIolle. O cc:rto he que naó fou para m(¡ito nos, ,"Ol! rctifear no fcrrnlIm a ,'ér fe pécomer: n cea fez-me tanto mal, que [e por ga raga. Ah fcnhores, eu fec;o que he hum nccdIidade naó comi;!, agora por cemer dd¡¡m p;ifo.BIIIC. Qual, a ~cnte nao accrda .. me vejo enl tanta nece1Tidade, que \'(':nho bufcar a eíle Jugar o meu alJivio; ay que I Bale, e aúrcm !,ilma ja/,ella , de q/le hota& dores! huma tige/a de 0f!:0a, Zl!~C: O:a S~nhores, eu mó fey p;¡rn o~dc I " L. _, hCidc Ir, lila he t;¡rdc : pc;rquc a b~rrIga 1>[,711,. ?lbs b finto abrir buma FnclJa; "'rame clh dando muitas horas: quera arri- ~"s ;¡ Deos. t> mar-me aqui rara alguma parcde. Foz., A goa ,'ay. r~ita.7ha~ ~1JJ;c. Oh ,'aGdos tenhas os 01ñ05 ,~ffim co- 'Voy c{¡cgando 1'8m a parle ollde efllí 1>lollco.1(7~ I 010 v~fd1cs cm ~lim ,efl;. emo~rada de porcan:1". A maldita tlnha r, mno certa .. !o1~,C. Fu me refolvo, que ifio naó pa{fa fem I que mó ¡xl'cko. ncm gota; ttldo lT'e pr.eJ;¡n;rias. gou pel" fio do lombo, Ora que efli\c{fe " el! guardado para t,;Oas trahuz¡1fl~~ ; eu nun. J"yl,lc¡;,cda !o!Jindo. I! a !;aranda dando de I ca me d em tnes limpczas. Oh de cafa ~ " Ii.' l,~d {jlle calt:, , CUl'e, (lh menina I abra-me a rorta, que Zuz" ¡.';¡rJ aqUl , !Im me prece que ena pa-l fou P. Gc:r}'azi~ Grita 6 Memorias de Para/vi/ha; , .' 1 Z/lllC. Se eu IRe furtára o carpo tnais redo I Grita 'Biltblll'c1l1l da JallcUa. nunca agora me pilháraó a miro. 2. Tenha mao da parte de/Rey. Balk. Ah 9u '! cldRcy ladroés. ah que del-\ ZII~C, Olhay Id le tenho mao ,o que cu fintó Rey, an que deIRe~. _ J he ~ue Vv. Mm. a tcnhao para mim~ Moac, Peyor ,he efb ~ l'.u nao Cou ladraD, rou 3. Nos Iha carregarémos fo ladra,ozete. D. G~r\'nlO, futuro fenllor deíl:a cara, \ Z/t'LC. 'V V. M~,' nao fallem em ladrocs, qu~ que ~"ora, • • . eflamos aqlll de rancho; e de noite, todos Be/lb. Ah que dclRey 1 ah que ddRey. os gatos Cao lardos. 1 2. Calle a bocea. Dhcm dcntrll nome/J!. ZII'U. Ora exaqui. o que eu vim bufcar á el_ dad,e; por i~ro eu vinha tao de prélfa ; pal. Para efla parte foao as vozes. recIa que VlOhJ fuO'indo á JuH:ica e no MOllc. Peyor he c1loutr3, I cabo vim a dar com"ella. • , 2. Cerqucm-fe todas as bOCJS d3s tral'eflas. I. Quem he vocé ! MOlle, Ay, ;Iy, pcyer he e!la, que aqudlouZULC. Eu bem fey o que rou, mais o que tra: há mayor aperto, quem re vio cm nao Cou. . igual confliél:o , as ruas tomadas, fechadas l 2. Poi s que naó he vocé! as port~s, eu naó acho outra abertá mais \ 7;1I'Lc. Ladraó. . que a boca ddla cifterna ,eu me deixo de-Iz. E que he ! pendurar pelas cadeyas da roldml, que ZU'LC. Sou criado de Vv. Mm. como,calororo deíl:e Veraó e~á a agoa qual. Que: anda \'acé fazendo aquí de naite! ft extlUéb ; com Deos me dCltO. ,ZU'LC. El! polfo andar de noite, cada vez que qUlzcr. Emra pe/a boca da cijterna, e rah~r71 trc!; 011 ~. Pódc! 9uutrll figllra!, como 0lficÍ<¡CS cI~ 1 t!fli1 Zllt.C. E por duas razoés. fl/, q/le (I/lclao dc ronda. 2. Quae:s rao ! ZULC. A primc:ira, porque N. Scnhor me r. Naó fe efcaparáó os inrolentes. 1 deo pernas para de dia , e para de noite ; 2. Por ella parte nao foy ncnhum. e a fegunda he, por humacouCa. ; Por eíl:a taó pouco. )' Que coura 1 l. O fitio cflá roccegado~ Zau. V. m, nunca ollvio dizer Zuzcatruz 2. Tudo cm perpetuo f¡lencio~ 3mb de noite t l. Muitas vezes. ZII:Gcalrllt. (lQ bajlidot'. ZII'{,C. Pois el! fOlIO proprio ZUlcatruz, me:- nor alcatrl1z~do de V. M. Z¡/t.c. Com o dcr~c"rdo perdí a troucha dó \ l. EHe homem he louco ,e no tragc me pavellido, e quero vcr fe ¡¡1o cflá li"re de alCrece naó fcr da Cortc. mas, para burcar o que me [en'ia para o Zur·c. Sim leMor, ell logo parcc;o h0mcm corpo; ~orem ou mo fin;.;c o medo, ou 1 de f¿ra da terra. , dívilO alguns quatórze vultos e meya. 2. V <;:¡amos qtle armas trazo l. Elpcrcm yocés, que a mim parece-me, I T¡¡1.c. ~~m ar~as, ncm létras Vv. Mm. que vejo allí hum vulto; vamo, n03 che- \ ach~rao cm mlm ~ armas ~ nem aS Rcac5. gando pé ante pé. porque naó tcnho real de meu; e letras 1 Todos. Vamos. . por falta de papel. Zu:r.c. En abalo, e leve o dbbu o ye!lido. r. A palpe m-no. J \ Zur.c. Naó t.cm que tl'le'op:,Jpar "que me ha .. Cneo-a~ de repellte, e Qo-arraií-r/O. \ de achar lcmprc (,-lo m':lmo ammo. b t> Oh Ir" 2. amem 'tcC'-1 Ul PJtlco. 1.. Aqui dh hum ladra~:í 31 Homem, vay-te cam D~03, e recoJ[;~·te', Z,:zc. , e Difgrtlfo.r Graci~ra.r. , 'Zar.e. Que me va! Boa grac;a eflá erra; aon·1 Todo! Mas que he mo ! _ de hey de eu ir, que mais vnlh;¡! Já que 1 ZI/z,c. Ay que he hum defunto! tivc tao bom er.contro, quera andar com MOM. N.Ji; .me inquietcis, defuJmado~, qu! Vv.Mm. dh ncite, qlle affim como fim " dlol! 2qUl parrando o meu PurgatorIo. nad tenho nada que¡ fazer. j' Todos. Fujamos, que he cGufa do outro I~ Há mayer defiempero! Homem, vnymundo. Vr.ó-!e., te , e dcixa· nos. Zll;¡;C, Seia commigó llUm Rtljl1ieHI .eternolll~ ZU%c. Rcqueiro a Vv. Mm. da parte de EI-¡ Rey, que me lefcm comfigo. e me recoV"!I-J e, e Jahe lfrolleoda. ¡haó, mas que feja no Lin~oeiro efb noi. te ; por~lIe'~a(í tenho outra parte onde \ MOllc, Agcra. que a minha.induflria me. Ji..; mo fac;ao mms barato. HOll de tal aperto. me hlrey ddle filIO , 2. Eu ainda nao \'Í outro tal. antes que 3Il1anhec;a, pois a minha dirgra3· Deix:í·lo Qfldilr comnorco, coit;¡do, que I c;a lT,e roz ndle cf12do, GlI a hala dllnaó tem acmde fe recoJha. ql1c11a lTa/dita mulher. Eu me \OU; mal ZCIU. Levcm·me Vv. Mm., mas que feja aonde hire:y cm fralda de camiza! Ahr que para o Tronco, que quem a boa aeyore le I tem lT.e dizia o meu nmigo Lucid, ro: chega, boa fombra o cobre. mas por fcr~a hey de auzcntar.me. Cahe. 1; Eu efiou feeco de fe de , vejamos fé poAy de mim! ifto he érpúis do cauce i demos tirar hum balde de agoa deila df-¡ quéda; porem el! tropecey cm huma troterna, e vamos continuando a ronda. e ha. Orn com ella me \'OU, antes que veo nha aJgucm cm bufea della. JTiI!J-Jf' ClII:galJ tÍ ,ijlema. I S e E N A Il~ ZIIZC: Quem me déra aqui encontrar com o meu "efiido, mas fem cfies o faberem , De Saja. que cllidar;íó que o levo furtado; al! mo I furtaráó elles, que poderáó {cr larapios Snhe l.nurtnna, e Urr¡¡t¡¡; disfarc;ados. tÍ ptITle. l. Apre lá com a ciflerna, que mdo cheiro 'j i l.aur. Irrr.a;i. Umca querida. n:uitas "cus que adta! te tcnho frito cfb mefma 3d\'e:rtencia, que 2. A eRa bocca, fed,-lhe muito o bafo. agora' rrp'to, fem que a continuac;aó de ;. Pó diacho! I oud-b, tc fina para o uf" de obfen ri-la: 2. lflo he privada, Gl! ciflerna ? naó quizera d"r-te (l [enr de fazcr a me:tr Zazc. Nunca tu apparec;as. tÍ porte. pay fa"edor de tuas incc.r,fidcradas acc;ocs; J. A agoa deve de: ellar corrupta; rorque fey que a ti te ferá afperifEma a 2; Tiremos hum balde ,para nos defenga-! fua correc<;aó. e a elle muy fenfi,'eis a!r narmos. tuas defenvo/turas. J. Oh homem,o balde na5 ha quem o abaleo I Url'. Parece ql:e [:10 hom de ir á l\1iffa; e a 3. Apre. elle péza dez arrobas. I criada, que hoje fiCOll de vir para dla ca~ 2. Que ferá ifio ! , fa, jn tarda p~ra acompanhar-nos. ZlI.ZC. Eu ~h~ira-me qt:e ferrío de{carg~s de I Ltll/r. E{f.111e a attCn!;ao, que le rr;crccem ImmundlClas , que fe \'af:irJií dentro. 1 as minh"s rnoés ! J. Ravemos de ver o que illo lle ; pucheVrr. Oh minha mana Lr.ure~na . drm Deos mos ~odos. PIIChilÓ'/ te: ca~e fcdo, qlle \'~m('s á Mi{fa;¡ alguma 2. Oh l{f~, 1 grc¡a, cm que haja [cfb, que efiou trifZIIZ,C. Oh leva. tinlia. 1 Lal/r. 1110 {aó fOZCS dadas 20 lento, ou a Vtii fllchar..do; e f!il!m fJue chega r.Jllma qucm he taó leve, tao va;Í , e taó inconf .. .MonClldLl • Jogcm tQdos~ tant,e I 'g01O o ,proprio VClltO. , , ,lTnr~ Jtlemofit1! de ptwalvillo ; Urr. Na,) vos enfadds, minha formofa, eu fe na':; por fallar a'Lucidor<i; que fuas fa~ . n7 ó dig? 'lue nJ6 fe rey vt?to; porque lá as minhas queixas ) á pomo o- () ~ d~z o dltado: V¿IltUS cs vlta mea; o que Ac. País, filha, naó fac;as excelfo, que eu LUI(I'. O tcu pCJuco dllcur[o te OJO d':lxa adgUl'l1 remedío chymico. r digo h': J que eu qu~ > • • •• .' \ quando vultar da Mirra te applicarey alvertir o que fó e!lá bem ao teu punlonor; Urr, Oh meu \JJyzinh:1, fó a mim V.M. me has ~e admittir a qUlntos fe te moflra. naó dá remedio ncnhu m; fcmpre foy m~i5 rem Incltn~do5 ! •. I am~~o del mana Laureana, que de mim : Urr. CUltadlnho5, fe elle, chorlO, e fufpl- \ mo Importa ••• raó por cl1e palmo de cara J hey de eu [er I B.llb. A talUrra:a me parece grandiffima taó tyrannJ, que oS ltey de d;íxar mnfo-' tolh; tenh0 bell'l que atur~r ! á partc. mír. e morrer! Ora eu mó rou de br,m' \ (TrI'. Ay, já viene minha ; como te chamas e :ze , n~m de p~dra: ¡¡fo naó o man.:J:¡ Dcos; Bll!~. Porque, fenl~ora, ui nda agora me v¡{le! eu hey de am~r ao meu proxim1 a todJ a Ac. Efta he a criada, que tcndes recebido! ley. Eu naó hey de pagar mal a qucm me I Laur. Sim [cnhor. e me parece tem as cirquer bem. cunílancias, que fe requcrem em huma Callta. bOl criada. Ac. Ba!la fer cleicaó tUJ. Qual he a tua terra! Se eu aborreco; A l')uem que~ bem , Quem odio tem Fará mclhor. SÓ hum amorzinho He muito doce; Se cu tolla foíre, Naó comería, Nem gollaria I Balb. Aonde m~ vay bem. 1 Urr. Nunca tal l10me ouvi. Ac, Elfa Cey eu: 3 de que es natural quizera faber. \ BaID. A minha terra he muy longe; por em por hum Cujeito, que tu conheccs. o virás a faber ; eu fou da terra de Adaó. te acompanha. Urr. Oh payzlnho, qucm he Adaó! He o \ Ac. Erra he cllmmua el1'l tu dos. Bom genio compadre da Chamufca' Salzc p~I' J¡/IIJla parte ACClr c 10 de ca,va, e ~o1til \ Laur. N em conhcces a teu primciro Pay ! ,o111 "Ioleta; e per Olara BalÚlmJia, Urr. El! naó rabia que tinha tantos pays. Oh e foca tlO baJIido r• payzinho, qllem he Adaó ! Ac. Oh fanta innoccncia; a minha alma faBl1rb. Já fica redllzidó a moédil corrente aIra a tUl! Por eRa oaó há de "ir mal 30 Do que he taiS bom. vcftido do enganado ,e enganador D.Gcrmundo, vazio; e as arcas J que para mim foraó \ g,llb. Qu~íra Deos naó feja ella tolla má. tÍ p~ encmtradas pelo enga¡:¡o da ar':a "já defAc. E o tel! no me ! conGáraó; porque tojas tres foraó á CorBalh. J(lo agora he a peyor caufa, que eu rearia : ;¡gora entro 3 fcrvir nefla caCa. \ tcnho. Deo. me de a fua maó dircita. Ac. Poi s he nome affrontofo ! 1],¡[b. O meu name he Balburdía~ Salle. Ac. Eílranho nom:: ! \ B,dij. Em mim he natural. Minhas ricas fenhoras, já eu tardava! Por Urr. Ene n,mc naó eM na f\llhinhl, cn nuo' certa que \1lÓ foy , porque eu n,ó m:¡drn- \ ca ouvi namcar SJnta Balburdia. Oh payO'affe b:,l1ante. zinho, qu: m he Ad~lí ! 'Ac~ Filha Lanreana, como palfafie a noit~, Ac. Deiha·me; p~r n:tú omir-t= mal:', me p"is hontem te [entille indifpoíla. \ ,'ou. }aJ·fe. Lau r• H~ .t:lÓ P()~~~. a mc:h~ra '. que {in5n, Ufr. lITo hc o 9uc . cu qllCrí3~ Balburdm¡~ que me llunoffiD¡hta o Ir a M¡{fa. (nao he nha I ,amos .\ M¡(fa! .. _ _ ,!--~t!t~ e Di[e:1~éJf(JJ Grac!O/elf. (') Laur~ Va5 ambas ; que eu naó me finto qucrerás que refponda arIim. Ay amadó capaz. , Luddoro. caufa dos meus fufpiros, gloUfr. Pois vamos n!Ís ambas; ,,'am05, que tia das minhas penas, fó em ti ellaó bem ha,emos por la f2zer huma vida fanta. 1 cmpregados os meus ~ffeél:os, pois fó em Baló. EL! \'OU fó com a tc1la; qucira Deos I U naó cfiaó md corrcfpondidas as minha; naó f~¡;a ella ..alguma das [uas. tÍ parlC. fim:zas; donde efbs luz de meus olhos; ~ ['rr. V cm ~ dar-me de venir. V,:ó.ye. Que naó ,"ez as bgrymas, que elles por L/fur. Agora, qUG fó me dcixáraó, quera I ti derramao de faudofos ; em que te ocpór ndb janeJla o fignal col1umado, para cupas, que f1a<Í fentes oS [ufpiros ,que que Lucidora entre a fallar-me. eu por ti dou de magoada! He ifio o que queres! Volta~fe Laureana, para "UI~ hnjliJor da ['arte I Lac. Iffo he o que quero; porq:.Je ¡{fo he ti dlr~ita, Cjue Jlnge fer )anclla , ,o1110 que l'I1ere¡;o. a pór o flgllill. Lal4r. Ifio he o que merecias, fe eu forre I faIfa; mas como a pureza do meu amor Hd ingrato amante; e que mal pagas elles naó fabe mais, que expreffar verdades_ exceffos , com que folicíto os inllantes refponder.te-hey c@ma mereces. Falfo, de vér-te, dando-me na occafia5 do metl crud, enganofo, fllfpc:nde as fementida!; ciume tant~s horas de tormento, tantos I finezas, com que qucres diflimular as di as de p~zar. Taó públicas faá as tuas falfidades dos teus engallO!, que mó ha traí¡;o~s, que chcgaá á minha noticia pade \'encer.me com palavras, quem com fa matar-me 25 ac¡;oés, que exccutas para ólS obras me offende: naó te chamo para offender-me. Oh homens falfos; e que te ouvir os teus carinhos, fenaó paraquc: Jlaja qllem fe fie nas palavras do mais faibas as minhas queiXJs. :lmante, e nas finezas da maís rendido! Lile. Que ilOvidade he • ella. meu bem; E que tantas enganadas !laó deixem a toque a nau fer por indulto dos téus olhos~ das adyertidas! me matára o rigor das tuas iras ~ LOHr. O que eu quera he que te vas da mi- $ahe Lueid/lro; nha prcfcnc;a. e que nau tornes a verme. nem falbr-me; e que riíques de totlle. Bella adoraeb luz , formara prenda, do o meu r.Ollle da tua memoria. que centro dos meus affeél:os, norte dos meus eu fepar~da da tua peffoa, divertindo-me cuidados: oh quam dilatados feculos de do teu amor. rEcordando-me da minha peoa faó para mim os inflantes de naó offenfa , ou perderey a lcmbrafl(;a , ou ver-te! Pois fe nos tcus alhos dhi toda a acabarey a vida; "ay-te, que efperas ~ fninha delicia, na tua amencia can fin.:: I Lile. Efpcro que o meu defmayo acabe de tc.do o meu tormento. . I "cncer de tedo o I11CU alento t para que. tour. E na tU;] fraze todo o tCll enga!~o. perd~ndo;\ ,ida, me allZente eternamcn· Bem fe cür.hcee a tua tr¡¡ic;aú no modo de:: te dos tc:us alhos, que [ó aflim ficará o encarecer a fineza. (í parrc., teu prcccito obcd"ido, e ¡¡ tua vontadc Luc. J\1cu bcm, Laureana; nau me falla¡ i fatisfeira. Nau me refpondes ! Lr.ur. Vay·te já, nao te diJatc:s. Lilar. Como trazes efludada tanta coufa paL(1c. Senhora, vé que fem culpa naó fe d~ ra dizc:r·me, naó, quera rcfpondcr-te de pena; dize·me a caufa de tcus fcntimenrepc~tc; porque naá fique na minha extos, ou f~rás ,que na defcfpera¡;aó paffe a preflaó deminuto o meu amor. [cr dcliél:o a inn'cencia. Lue. Naó há mais efludo em mim para falo ¡ Lallr. ~efeng~nJ.tc, que? nao has de c?~"; lar-te, que o que me enfin~ o arncr, e I fEgUlr; e nem hunu fo p.da\.ra otJ\ .. lra; me díél:a o a11<:61:0. della , até que ddlc lugar te :luzentes.' LiN. Sim; o ~mor , e o afl"Céto:. yiílo Hfo Ft1;¡' Ij!tl: fe voy_ , B LI'iJ 16 Memorial de Pm'(¡Jvilbo ; o quz fiz fJÓ díahrurns: pede-me a genio purgOll dep::Jis , que hindo:l hllml varancla que continue; m:iS mó ley, o que farey. velha de n0ute com a dor J deu com tllJO Zur.c, Flzefte algyma das tuas! em terra. pregando com o carpo em hum Bolf" O Lpe eu hz , c mdl ,tudo fa\' () mefdiluvb de immundicb. mo; [crvi a huma [<-,nlnra viuva m'Jito riZ¡.¡:¡;c. Jlfo f()y ella noute 1 ca, a qua! fiando-fe d; mim, file dcixou B,llh. S~m tirar, nern pór. [tÍ por cllftodiJ dc ttllh a [ua cala. Zu:t;c. Ji cayo, que el1e hornem que cahb Zur.c. Aojo da gUlrdJ ~ E o qLl~ gUlrdarias foya primeira p211oa,quc vi qllando cntrcy nelh ! . J nella tcrra; e cuidando eu, que era alma d:) Balh. Guardar. ~(fo nJO ; foy elb a ~on\'allcPurgatorio, pelo \'er braniuejar, fugí , e ccr a huma qw nt~. I com o de [acordo perdi a troucha d~ hum 'Z1I:t;C. E tu ficafl:t) tamhc:n na tl~a quinta, \c[!iJ", que trazia ,o qua! [upponho, que 'Bolh He verdade : e vendo paflar hum banaeh:llI o ladraó dc meu amo. clarra _ •• " B,/lú. Peís o ladrao de teu amo fuy o mefnlO Z(/~c. Talvez, que tlldD I(fÓ forre pJtarata. da burla, e qu:: em fralda 6': camíza fe B.llb. PDr mCllS pcecJJ.os: pOIS vcndo-o eu mcttco na eifh::rna por amor da julli<;a. arrojar redas, entendí, que teria hya. Z{/~c. Em cujas maós Cl! cahi, e nao me [lren. ZI/),;c. Roa laya de mulher es tll. dcralí; porque naó acháraó por ande me Rllh. E armando-Ihe hum, b;o mc fingi mipegar. Agora me lembra. por íITo que a nhá ama para o fazer eahlr. boca da cinerna me nao cheirava bcm : Zu:¡;c. M~s fe elle tivclfe ! J porque ellava l:í o porcalhao ,que fe SlljOl! Balh. Ahgora ti"clfc, cr:¡ hum pobretao, ID meu "enido. que m(í tínha l1ld" de [eu ; e ell cuidando Baló. Mas ay meus peccados, que ahi vem quc era rico, tratey huma noute de mc· I meu amo \'dho," nona praél:ica foy grande. t.:-Io cm cafa C1m protcRos h:lncíl05, fó ¡ Zu:z;c. Mayor ferá o meu [ermaó; e agora a fim da colher-Ihe hama. arcas; que; coi que havemos de fazcr. IDo era fora{1ciro, cra ró, o que tinha cm . cafa. Sahe Act/fcilJ. Ztttt:. Querías dar.lh::: a ClIlgril pela \'eya da arca, qUCRl ~ Ac. Como! Como 1 Ball,. EII3~ p:Z1'1aií ,como trezent:JS diach:Js, I Zm,c. M.lIito come o \'c1ho! tí parl!!: que cuide y que traziao encerradCl em Iy o I Ac. Como he ifio 1 V ós, Ba!burdia , fallando cerro da prata, cam hum hornem, aqui por portas traZcnc Supponho que ficarle fó con1 a cor ; verr;1S. porque te acharias em branc'). Balh. Agora, nao fenhDr; he que como V. Ivt., B,tlh. Eftal'aó attefhdas de area as negras arhoje •.• Eu naó fey , qlle hcjd(; dizer-Ihc. caso tÍ partc~ Za¡,c Ex-ahí, o que verdJdeiramcnt::: fe cluAc. Ouem [ois 1 ZInc. Eu! maó arcas encamadas. Ac. V6;, ZCIZ,C, Sou eu. ~Qt".Vé tu fe ha nlJyor defafor,) do magano! Ac. S,lis I'Ó;, 7.,/1'/,1;. E1Ta h~ bGJJ! 'Cada q~JI póde mctter \ ZInc. Nao fenlnr,. mo [ou I'ÓS ,rou e,u. EIl~ ms fuzs ealXH, o que mmto qUlzer. dcrrea.me agm. 1/ pmlt. B,~!!J. Finllmentc por ene lrtlr rawés, qu::: I Ac. Que modo de falbr he erre' Eu pcr~unnaó qucrc), que nJS ;Ichcm rcCoan:!o . d~i-: to, qu:m (uis? Rcfpond~y-mc a tltll. lhe de ceJr. e no> guind)s Ihe bncey hun3 Zll"C. EL!, [cn:1;lr, bJfla que V. f,1. me co· pós, que Ihe fizcilcm dcfl¡;rnp.::ran~]. \ nh~<;a de "illa, qll; CUl1:i6 [Cl! m3is que Ente. Mellnr fera , qll~ !he dcitltlc3 mntr1-, ¡Ita. qll~ V, M., \'c'. J veneno CJntra a "t1b, !larJ que comcrre Ac. O I,on:> nélmc, 3 ,,0('[1 oen,pasaD, e a ~ ni pOlleo. quc \i~lleS aquí quera 13,)~r. , ,,,,[,. CO;ll;LI CODlJ hum ahrl':!; mJS tudo Zc¡:¡,c, HIJ J;on h~ querer lab~r me!lto. , , - - IJ¡;!~. e Di(!<1' (lfOS G1'ociof aJ· J7 1Mb. Eu naCl rey, o que hey de fazer. á p. \ Zllt.e. Se e"u Ihe dér das rnlnhns Il<;C~5; ella Zll~e. O meu nome pergunte'Q V. M. a faberá mais. do que eu Ihe enGney. tÍ po' qualquer crian¡;-a da rua, que Cúmo os raAc. Efte homern he • que me ferve em cafa.- pazcs tempre me andao a chamar nome. , que me parece bonachao , e fimples. á p. elles he que o hao de faber. A minha ce- . " cupasao • quando nao tenho nada, que faSalle D. Un'oca. zer. he eIlar ecciofo; e qu.ando eIlou trabalhando, nao me lembra nada delle muno¡ Urr. Payzinho, payzinho 1 Lá eftá hum hcido; e affim Immas vezeS nao faCjo mda. e mem de cap~. e \'olta procurando a V.M. outras na~ fey, o que faCjo. E a que "im para ir elta tarde com elle fóra da terra a aqui, pergunte-o V. M, á fenhora, que fazer certa cura. Olhe cá, ainda cflá mal cá fiea com ella; e fit}ue Dc:os com V. 1\1 commigo 1 Eu naó tive culpa dac¡uclle hoFaL q!lt: le vago mem \·ir aflanhar as folh;¡s d¡: era á janella '.Ac. Efpéra, homem ; eu já perca a paciendo Jal'dim, para curar fontes, que para cia. á parte. illo hia ficando fem bra¡;-os. Bal!'. Ora vamos com ella. á parte. SeAc. Muita refoluc,aó foy a de vós lhe querenllar I elle fujdto he lá da minha terra , a res dar erre: c¡¡!ligo. que i{fo Ihe pedera fua occupac,aó he [er meIlre de rnenirioi; cuIlar a dIe. e a mim a ,¡da. e he hum homem muito Gngelfo. I Uf/'. Oll1e V. M. eu, e mais Balburdia •••• ZC/1,C, Naó fou • fenaó muito dobrado. . Ae. Callay vos, c~lIay·vos. Senhor meare.' Bolb, E como tu hoje difIi:ltes, que querias ZULe. Criado de V M. mandar enfinar a ler, e efcre~er a fenhma ¡ Ac. Ef1a mcni~a he a fua Difcipula. D. Urraca, para mette la Frell'a , por cerZCt~c. Por mUltos ~nno~, e bons. Ella he tos di [gallos , que te dá o feu genio; \"enperfcita; Deos a guarde. dD parral' ao fenhor Janeanez. Ac. Aqui Iha entrego. ZCILC. Criado de Vv. Mm. ZaLe. Se ja a primeira eCmóla • dc que N Se~ Balb. O chamey para fallar-Ihe niffu; que nhor Ihe pe<;a canta. para. o que tu queres ,naó póde harer fU-, Urr. A)'. Balburdia, e!le he que me ha de jeito mais capaz, que o fenhor Janeanez. cnGnar ¡ Appello eu ! Eu quero hum mere ZII~e. Criado de V. ;\'1. tre Franc,a. fenaó naó heide aprender naR'llh. TantlJ pelo [eu bom procedimento. I da. á parte. ZCI~C V. M fed fen'ido. BIIlh. Calla-te, nao digas nada. 11'116. Como pelos feus bons documentos. Ac. Ajllllem cá os días, cm que h~ de "ir, e Z¡itc. V. M. que o "eja. . a hora, que eu yOtl fallar, a qucm me proBalb. E principalmente por fer muy Ihano, cura. Vay-(e. e fingcl!o. Zm .. c. N. Senhor o le\'e a falvamento ; el! cá ZCl~C. IíTü [.10 os olhos de V. M. que em mc ajuilarey com a menina. mím n~ó ha tal COUf.1, \ U,f. Eu naó quero aprender com elle; e teAc. ¡(fa agora he outra coufa; a gente pelo nho dita. que he muy feyo. fallar fe entende : pois fcnlwr Jancanez. ZaLe. Naó tcnha medo, mínha mer.ina; ZCl~c. Criado de V. M. que el! n;¡ó Ihe heide fazer mal. ChegueAc. V. M. verá a menina. fe pUl! cá, que quera ver fe tcm b03 meZ!I~C Se Deos qllizcr. mmia, Ac. E)135 primcirr,s Ii<;ocs \ud fe tem 6:i~0. Urr. Outro día. outro dia ferá, que agora ZUtc. Senda coura de V. 1\1. ncó hJ de fer tcnhD ,qne fner. m11 sCitO[1. Z¡I'(.C. Naó tcnha que fazer. que agora ha de Ac. 1\'0 m:üs m() nos !J81'cmos de def;\\'cr. fer. <:'hcgue para eá. 2/1'(,(. ncij~ a mao de V 1\1 Uff, Elle morde. Ei/lh. ~m elle l!lC d;mdo quatro liCjors, tu \ Balh. Naó: km podes cheg"r,quc he manfa; a leras bem ¡¡awntadJ, 'Zur,c. Nao he nada, tem-me cm canta de . e bicho, 18 JlemorioJ' de Para/vilbo, bicho, [cm eu rer bicho de conta. Ora el! Urr. He o meu meihc ; qLTe mi cftava vendo mettida a mellre de meninos! EItl fim , o geito. affirn terey mais occafioés de fallar a BalB,¡ll,. Senhora, he o meflre de Icr, e eftreburdil , para cuidarmcs nos nnfros enr ver, que meu fenhor Anucio Ihe tomau. redos. Urr. Tomou-rno! Naó tomou tal, que elle Ball,. Elle ellá intrilduzido cm cara, agora deo-me para mimo eu m~ Illvcrey com o negocio. á parte. ZU1.C. Ella dirá boas ccufas, fe a naó atalhaZuzc. A R r A,' Menina formo/:1, fe qucr aprender. eflude commiga, dizendo: A , B , e; e 30 dizer-Ihe eu D, refponda-me cm P; e o que me ha de dar. cHe o ponto E : Affim muita letra vi rá a faber ; porque de outra forte , o enfino he huma morte, país FF, e RR terá ó aprender. remo á partt!. , Balh. E ellava ajll!hndo os días da lic;aó. J Un. Oh mana. na() elhva fcnaó tomando o geito de apreNder. Z/I'(,c. Bom va y il1:a. tÍ parte. Balh. Ha tal toleima ! tÍ parte. I Laur. Eu naó te entendo; deixa-me com os tells difparates. E \'ÓS •••• Zu'(,c. Criado de V. 1\1. Laur. Tendes já fdeo o ajufle com meu pay ! J Un; eom mcu pay! Que lhe parece ; meu pay he • o que aprende, ou fou eu ! Ca mmigo he , que fe eflá ajuftando. I ZIIÚ;. Já vos entendo. fenhora, eu virey nos dias determinados; fique Deos com Vv. Mm. Fóra daquí; ella he muy ladíVrr. Ay, he bonito ¡¡ro; por cITe tom hc na; e o boc;al podeffe dizcr alguma coura ¡ que fe aprende 1 Por~m elle he taó feyo! J\ com que eu fique como hum preto. tÍ p. Ba/l, Eyla oatra vez com a tcima. tÍ parte. ViII)-! e: E que fe te dá ati diflo 1 Tu aprendes peS.I/h. Vamos. fenhora, 3 caudar a lic;aó; la [ua cara, ou pelo fc:t~ caraél:er 1 Quera levá-la daqui, antes que diga mai:s Urr. Dizes bem ; eu quera já aqui nefte infdas fuas. á parte. lame aprcH:lcr !l efcrever a huma peffoa Laar. Se aprendeis • cuiday em faber , já que hUll1 efcriptinho, e a ler a (ua repolla. ellais mlis adiantada cm annos, que cm ZIIr.C. Eía-aqui huma rapariga bem inclinaefludos. Hide a cuidar. no que vos ferá da. á parte. Poís para lago ha de fer ilIo 1 mais utí!. lfto naó he vinho, que fe beba de huma Balh. Vamos. fenhora. vez; ¡¡inda eu na6 rey que geito V,M..tem. Urr. Naó me vou {em minha irmaa vér tamn bem fe eu tenho gcito. P~cm-Jt: Urraca 110 meya. I Laur. Há pena mais importuna. tÍ parte. Balh. Senhora, vamos. Yay-Je. (J-rr. Pois. fenbor mefhe. aqui eí10u ; por U,,'. Ora illo he hum inflante~ ond~ me quer V. M. vcr o gdto 1 Laur. Agora naó te heidc omir. vay-fe. B(l¡h. Deos te defenda. tÍ parte. I Urr. Eu me vou : mas nós veremos. V¡I!J-:ft:. Salle Lazlrmna,' S e E N A n. Laur. Para eí1a parte VI parrar 3 Lucidoro ,., e quizera •••• Mas occupado eflá o fitio , e perderey a occafiló ; ay de mim! tÍ parte. Qll~ faz~is Vós-Qutras aquí em cOl1yerf;¡- <;aó com erre homcm 1 'llll:.r. Criado de V~ 1\1. De eidade~ Salle Mancada, e Zu"catru.z~ Z/I'(,C. Senhor, deixa-me , que nao poffo ou~ vir , que quw.:s bem a huma peffaa) de quem e DifgrafoJ Gracio(aJ. J9 quem te veycí tanto mal 1 Mulher, que foy I Ltle. De que te \'ez tal> alcanr;ado 1 caufa de te moeren:t os olfos. havias de Mone. ~á, fe eU tomára os vol[os co~ell1Js. ve-la mnis cm tua vIda 1 Lut:. POI S que he do amor, da efpela. e da Mone. Ella mió advinhou primeiro. o que riqueza 1 depois me fuccedeo; que o pegarem·me 1 MI/ne. Tudo fe tomOl! em can'aó, como no brac;o , fempre foy fazer-me favor. the[ouro de Mema encantada 1 pois mó Z/M. E o pefpegarem-te elles nas cofias, fó fiquei Cem :mor, fem crpo[a, e {cm fempre foy fazerem-te a caridade. I riqueza; mas fem as minh~s arcas, fcm os Mone. Amigo Zuzcatrm:. rr.eU5 vellidos, e fem o \'afio dinheiro. Z/J'l.CI Olha, que a ti te crifmáraó , e a m¡m 1 que de tanto naufragio naó foy pouco cemudaraó·me o nome; eu [GU o [enhar capar em omiz:t. Janeanez. Lat:. Há mayor infortunio I Mon. Dcixa IOLlcurM , e dá remédio aos meus MOlle. TlIdü vos contarey rr.ais de ,'agar : me!:;;;. mas fe aquella fortuna me fahio frulhada, Z/lze. Eu rey cá curar males; mas aos de agora e/bu mettido em hum tal cmpeamor te déra eu hum bom remedio, [e nho,que neIle logrnrey a mayor felicidade. tu me dé(fes hum bom prémio. Lile. Que dizes! Ainda naó efiás bem repaMOllc. Já eu to prometto. rado de huma ruina, e já te queres arriíZu'/,t:. País que polfo eu fazer nefIe negocio 1 ear a outro preei picio! Mone. Se me introduzes déntro cm fua cafa Malle. O ernpenho, que figo, he todo dó ercond¡so, eu me haverey com o mais. amar. Zuzc, Eu que pe re\? niao! ([alvo for a opiLile. Já taó de pré(fa amor cm outra parté ~ niaó) Eu metto-o dentro, e depais deitohIrJ/le. E amor, cujo fo~o te\'e tal aéhvidade, me de fóra. Se elle pi/har a rapariga, [emque de repente me abrazou tooo o peito, pre me cumprirá parte da promeffa; e fe o pilharem com dla, quando o derreem , eu naó terey parte. á parte. Mone, Cuidafie no ea[o 1 . Zar.c. Cuiclcy ; e cuido que te hcide ¡ntrodmir eom a menina; mas fe tu bu[cas nella cabedal, olha que ella tem muy pOlleo. Mime. Muito melhor ; já eu me dou por caf.1do 1 e eu naó a quera para Doutofa : go[. tare y mais de [eguir o (eu parecer, que o [eu juizo. ZtI"l.c. Pois prepara-te, par~ o que te vem pelo caminho, que eu o vou ubrir á tua fortuna. Vt'!J·fc. A R 1 A. Com ancia taó fina Adoro extremo[o , Que amante enlouqueqo,. Que fino eflremec;o, Ardendo ditofo Na luz peregrina De hum bello efplendor. E ao vér, que dá gloria, A amante ferida, Qucm nnó d~rá a "ida Por morrer de amor. Sa hr!' Lueidoro. I Lut:. Baaante expreffaó fizefie do tcu amor; vé, que naó fiques peyor da fegunda, que Lllc. Ql:C he o que ,'ejo 1 Moneada amibo, da primdra. como me mó tens bufc<ldo para dar-me' Mone, Na cmpreza, a que a[piro, nenhum noticia dDs tcus augmentos? Depois que te 1 perigo recevo, Oh fe elle fcu¡'era da cadfle melh:Ji "do de fortu na pozelle cm I fa , e da rex'a do Jjrdim , de ond¡; efcapcy e L:¡uccimC!lto a mínha ~l11izad:::. I a Deos mifericordia! UOIl~, Ay, Jcnh~r LlI~ldnro , tanto he o '\ pc¡o, com que me "ella na m(fJ prc:fenc;a, S¡/he B,dblll'dia de manto muito co~'ert(l. que o mú bufcar-vos foy mais receyo, ! ql:C ingratidaó; r BlIlh~ 1 Grande be a ncccffid.de , al! grondc o C 2 cmpc- /, -, 20 Memoria.r d~ Ptwa!v¡lho, cl'l1[).:nh:J. qu= obri~)u 3 minha ama D. ! Mone. Separando-ms Imm do outro. fed Laureanl a fiar-fe de mimo Cam muita 1, mais fadl ver. a qua! de nós bu fea. préíTa, e recato me mmdou por o manto. Lue. Dizes bém. e me deo hum efcript:J fcchdo, para que f,lonc. Pois" como fe nunca nos viramos; a o entregalIe áquelle fujeito • que alli ellá l' Deos. Separaó.[e. com o maldito de D. GcrvaziJ, ou como Lue, Alli vejo a ACllrcio parado; porem neo he a fua grJ<¡a ; ag,xJ que fa rey nefle cafo ¡ nhum cuidado me di; porque mü tem de á parte., mim a menor noticia. Lac. Alli vejo huma mulher muito cobert~ MOlle. Junto áquel/a efquinJ eflá o pay de com o manto. e tem para cá grandes inD. Urraca; já me tero kmbrado fe fe le mclim¡;oé3. ' brar,i C!!~, que en fou ° da rexa do Jardim, 'Mone Sim. a voz deve de bufear-vos. pais Ac, A rapariga dH bem boJir;ofa ! E ali¡ elh3 já nella repmf.lcs dous cafquilhos • heide ver a qual avan¡;J. Lllc. Bom efl:á o disfarce; eu me vou por ZlI'l.C. Que mulher fná ella, que nem. anda; naó impedir' te. nem pira, olhando par~ todas as partes. e Monc. Se i{fo he ir tomar-lhe a volta , eu,me nao hindo para nenhuma ¡ vou por nao embara¡;ar·vas. Ba!h. Que heide fazc:r i Se chego a hum, dOl! Lllc. Nao, deixa-te efbr, e logo nos defen-/ que fufpeitar aosoutros, Pais, porque fe gnnaremos. nao queixc: nenhum , eu hcide fallar ato' B'llb. Elles parece que efiaó a defpedir-fc , dOi; e por elle camella' [cm acabar de apartar-fe; o mofino mó fe póde dcfpegar! Oh nao Ihe déra huma dor de tripas, que o fizera ir de todo I á p. Acurcio dO !Jojlidor. Va!! para ZUZocaullz; ZII'l.C. Ay meus peccados , ella vem a mim ; I com(') gato a bofes, Ora eu, ainda que mal trapilha, devo de fer bcm pafia. A e!f,J. AC. J~ efiou cllnrado de efpcrar o fujcit@, Que he o que buCca • meu Sol encabcrto; &:om quem heide ir d banda dá/em ; ro-, mcu myllerio efcondido i Mcu •.•• rem ,dnda que elle venha. fenao abrand~r BaID. N2ó fe canfe mais, que nao ha em o vento, m6 me metto m mar. mim nadl. que fej3 fell. BJlb. Pcyor dlá ella; o vclhú he ehegada, e ZInc. Affim fm cu , que tambem naó tenhó jd ncm para cafa pofIo ir, fem que me 'CI ' mda, qlle feja mCll , clepnis que "Í elTa bija. eJIDO lud:: fcr ~gar;¡illo i zarria. eíTe dengue, eíTe defgarre. I Balh. A y • que Zuzcatruz he huma perola Zazcatrm; 60 olllro hriflidor. para amante. á parte. 1 Ae. HlIy, ella eflá fallando C:JrrI o me/he! Z!I:lC. Por mais. que tenho rodc3da as e3f.13 Olhe o céflw das mulhercs, que fcmpre de Acurcio, por huma. e outra parte, naó efcolhem o peyor. poffu v~r a, Eal!:mdi3, n~m, por, dctrá,z , \ Lile_ Mas fupponho quc j:í :lchol! • o que bur. nem por dl:1nte ; m3S acob cfla o dlto cava. AcurcÍo; e a::a!á a b,)) \'¡¡zi!ll1 de m~ll \ 1rl0TlC C~>m Zuzcatruz eflá fJII~ndo ,e t"hcz, amo, e nJ m:ya d,¡ ru;¡ huma mulher fclta I que feJa ¡¡ meu fQ\'Or o negocIo. e1hfermo. IJalb Com que cfl,í muitó incIi mdo? B,!/b. Ain:!a te nao vás, velhorro ! (Í P'I Z/lr.c. Tao inclin;¡do .:llou, que naó ftj p~. Ac. AHi ellá huma mulher, e alba muito re<;o carcunda; mas quero tambem parcpara mimo Ellá bérn dercnvolta: fe me ccr Poeta. apanhárJ em nutro tem?o •••• lV1Js calce Long:: cflcu de vér-te. hocca, que fall.¡s por htlm c;Jrpo "clho: e mnis perto d:: amar'te ~ B,,:b. Eu vou-me poran:!:: "im. M1S d effá 1 porque o amor hé fé, Zuzc~truz.; dh6 todos os partos tomados. km ILlz me abrazo I porque , I e Di(grofoJ GracifJ{as.- ," _ l [ mais qudmll o Sol encoberto; I minha diligencia I quera rempre encnrre'; mas como o exceffiw he certo, gar-vos o cuidado, e o fegredo de hum contrario effeíto fazer , empenho de t2nta5 circunflancias ; e a ve que em chammas chego a arder. Deos, que mais me naó porro dilatar. ve que amante te venéro • Ilrl1ne. Efperay, fenhora. Que (erá iílo 1 ti p~ vé bern ,o quanto te quero, Eu cnou attonito; naó me tinha em cen .. fim, pois te naó porro ,'ero I ta, de que fizeírcm de mim t~nto as daRllb. Eu cílou-me mmorando delJe por in[- \ mas. Morrendo dlou já por fallar a Zut .. tJntes. ti parle. catmz. ZlIze. T.mto me ,,?atas de amor J que efiou LIIC., ,Tam?cm !l mi,m, fe eneaminha a :ua morrendo por v,er-te. '" dlhgencla; que dlfa agora Moneada ¡ a p~ Balh. IfTü mó o hade confcguir. I Balh. Scnhor Lucidoro.~' ' ZIIZC. Ver ji de huma vez tomára Lllc. Que he ifio; taó informada vc:m do erra cara, mcu nome ! ti par/C. affafb ji eíre manto; I Balh. SÓ a ,'ós com realidade fe de rige o mel) porque fe me cufia tanto; cuidado, valendo-me de gr~nde ¡nduf· ferá duas ,'czes cara. tria, e trahalho para poder d~r-\'05 eíle paBa/p. Se por meus olhos o u¡;~ra ; pe!, e dizcr-vos. que fcm f~lta executcis a huma injuria me fujcíta ; I o que nelle fe ''os ordena; e a Deos. fe tal em rofio me dcita : lAc. Ella tem corrido:'l banda; fe me chega': que queiraó elles trampofos rá tambem a minha ,'cz. ,f parte': por dOllS olhos ramelofas I Lile. Confufo me tem a nolidade do fuccefem huma cara tao perfeita! fa. poís para entender, que fera de Laurea": Zuzc. Olhcm, com que fe fahio a bebada. na o avifo; nunca cllegou a tcrcciro o nof~ Ba/h. E olhem,com que me ,inha o atrevido. I fo fegredo amorofo. á l}(/fte. Querias \'cr-me ¡ Huma Ii¡;a para ti. Z/lzc. Qucria lograr. me ! Hum dardo para CheO'(/-!e LrltiJoro a lV/Mellda, como t)iJe t'o~ voffé. :erf«ó; e 1)09 Ea/pure/ia pfl1'a A",,.clo. B,llb. He muv tolo; ~ffJfle, a ffa Ile. 1 ZIIU. Bem tdlo he ,qucm Ihe afTiflc. Ac~ E ella que che?:3. ' nalh. Fique-fe ahí, lJue he hum trine. BaID. Gmrde N. Senhar ii V, M. Mi/I/ri;, ZIIZ,C. Vá·fc dahi, que he hum tr~fie. I Ae. O mefmo lhe defejo. Halb. V. M. efiá bomzinho ! MifllYt/'~ VIIJf'e Zuzcall'u't, e cliega Ba/tardía Ar. Bom me finto, grac¡as a Deos; que he a M,,;/cr.d.l, ° que quer! I Boll'. E/limo infinito; N. SenhM lIla ccntí': Ac. O td Janeanez parece que fe eDf~dcu 'r.ue muito perfeito. Eu ,meu fenhr'r. quecom cJJ~ : o llomem naó de, e Icr l'om parin que V. M. me fiZ(íre hL!ma [r;eTCe. ra aC¡llcllas grac;-as. 1\la5 ciJa. \"y encamiMi/zm,; ~hand?-[e para outro; ,-ejamos cm que A •• Biga cm que prfT(l feT,,!-13. A vez, he ¡110 p;lf:'l. ~gr2da\'c1 ; que quererá (fia rrulhcr 1 (/ p~ :MN!C. Há, eyla commign ; iRa efperan ell. TIr.lf,. Fa<;a V.M. de c(lnla, que Cll tire hL!m:r RI:o. ~ue he,ide dizcr a ene maldito 1 tÍ p. I dCCP.C3, de que cfiirc ás pr.rt:lS da mcrte. LlIc. J~ defeJo ¡;1bcr o !lm , a que fe cncamiI ¡¡Ionc. J,í fey que naó qt1erei~ cccbrar f) que nl'i33 diliscncia deib mulher. I crm,orc~ naírpu, e affim iá "OS naú fnlJali::: c• rS~n¡)~ra ~ fe a mim me bulcarcis. "a· 1 rey llefia matena. Eu bem .,fe y " 9ue tila fú ,;"ro,o, [ao enes paffi¡s, para que m os refoy fallar-lhe rer ccremen',' , rOlf r ne!',ecebe ~om alvoroc;-os. I cio fó era commigo; mas ifio he para die· Ba,!. AlDda que o volTo criado fica bem infimular. tÍ pnrle. tormado d~ ~tfc:i~º, a que k ~n,aminha a L«~!tBafia que te diga, Moneada, que a mu": .' J lhef 1, l~ Memorias de Pero/vilba; Ib er pa~ece '?uca, : affi,n I?so ?c mim a I queeu veja de par em par elfa perfeí'>3Ó. derpe.dl; e vtflo nao ter ~qUl mals. e~ qUi!, Ora dc:fembuc¡a e!fe myllerio de amor. me ddatar. a D~os ate quando qUlzeres ; Blllb. Se V. M. mií fura taó velhJ • eu conv~r-me. Vou a le,r o papel. que fe me enI [emira, que V. 1\1., paga!fe a patenté. VIOU. a parte. Ac. Velho! Ella3 caas, nao [aó eaiís [.0 'Mane. El/e J fenhor. vos gHarde ; e~l repeti. difgallos. pais ainda ef1es foral) m~is do rey muitas vézes a diligencia de bufcarque eabelbs tenho mi cabe ca ; e aflim ainYos. Vou a toda,a pré(fa a bufcar a zuzca-¡ da m~ finto com brio, e fo~<¡as para quaI- 'ruz. a paree. qucr empcnh:J amoro[o; e agora ferá todo o mel!, dereobrir -te e!fa linda earinlla. Vaó-Je os e/ous. B;Jlh. Ay, fenhor. tenha maó dclfe canto , ft:nao refpondcr-Ihe-ha outro canto. '.Ae. Taó mal elleve, menina ¡ BIllb. Ainda ifio naó he amétade do qUe! f.:Jy. Ac. Hade ellar muito defcoradinha ; d,rcuA R 1 A; bra hí o rollo. Na5 me bula. nao me tóque; Baíb. O meurofl:o nao he paFIo de amof1rJ. Vá-re embora, eílcja quedo; Olhem para o velho. que :linda fe c~gríla! I Naó me ponha maó J nem dedo J a parte. Que fotl feita de a!fenim. Ac. Pois que he • o que quer ~ Com fer velho inda tem fo<>'o. ni/lb. Eu quería, que V. M. me dé(fe para I Com que póde derreter -m~! ajuda de huma l\1.iffa pedida. Oh meu C'cbo. queres v~r-me? '.A.c. Há, por if{o ella andou inveílindo a toHuma fig~ para ti. dos; mas eu naó tenho fé com ellas, qu:: I and,ló pedind(,) para fatisfazer c:. llas proRel'r~f6nta. Mas Já vem gente , eu me mcl[as, que fiuitas vezes topao com alvou. gum, que Iho dig3 de mi (fa,. á parte. Ac. E he. qucm eu eflava aqui cfpcrando. 'Bu!!!. Poi s qucr V.M. fázer-meella ermóla? Poís, menina. amm me dcixas! E 1110 Ae. 'rudo o que for charidldc J lha farey nos havemos de ver mais! muito bem, e coro muito gallo; Barb. Ahgora nJó ; até mais yer,' B/llb. Ay. que ellá o mundJ perdido cm Ac. E aonde me rerás! os ve!has! Oih-=m o velho perdido pela B~lb. Blll pergunta eflá c!fa ! Em fua mefmufia! POii quera agora lograr o amo. tÍ P., ma ca fa n:>5 veremos. Vtllj-fe. Ay appcHo eu. como ellá pcnfatiyo; olhe Ae. Valha-te Deos por mulher! Mas alli cá. país eu Ihe fe guro • que fe vi(fe ella I vem já. ql1em eCpero, antecipar.me-hcy a carinha de alcorc¡ar. que V. M. fe derreburd-lo. Efla mo<¡a me dcixou de todo tera; e derretido alg-uma CJUra. ping,írll I tonto! VtI!J-.fe. para a efmóla da minha Míffa. '..4.:. Olha. chega cá, de [cobre em;s Iin~o3 ! ~ C E N A III. o/has, que neIles ., •• M 15 ay d: mim • :1 carne fe revela contra o efpirito. ,í parte. D~ Sala com dU3S port~s no rcfpa!do, alfarMenina, ahi eflá a efmólJ ; \'á-fe com \ tada huma da outra, e ambas com Deos. I cortim3. BalD. Ora ~c h.um Principe, ningucm ... ~¡: 1 I com roao malS larga. -r,-~,¡'.¡ Sahc Lucídoro. ',Ac. Ay, que me pegou na maó; i!lo fará I perder a hum Anachoreta. Oh gUlrde- , Lete. Cumprindo o qUé! L~ureal13 ?lC ora,· me o Cco a mim de mim mermo! tÍ p. na no [c:u papel , ch~go a ei1e (¡no na eerBal". Elle titubea-me! tÍ parte. teza, de que Acurcio n2ó "id efb mite a Ae. t:om que m5 queres dcfcobrir:te ~ para cara. Ay amor J fe achara o mCll cui.:la~) n:lta , '. e DijJ(rofos Graciofas. lIella diligencia alli\'io para meu zdofo tor-I mento' Salle L(lHre(lna~ Sahe LIfUTeana ptlT" 'fltra parte. Lauro Na{í trago muitos feguros, dé que al'; guma pclfoa da fumilia naó ,enh~ aqui a tal/r. Amado Lucidoro , ji que te nllo taó inquict~r-nos; porque o genio de minha boa occaGaó de fallar-te, naó que ro perirmaá he o mefmo delafIoccego; porem der, nem hum inflante a de {atiffazer-te ; 1 como de meu pay dlamos [eguros I para porem agora ferá precifo, que nefie quarto os mais ferá fadl o remedio: Lucidoro! c!lejas occulto. cm quanto vou a fegurar I Lile. Já, fenhora Sahe. me parcciaó feo mITo focccgo. . culos os infia¡:¡tes ,que tardaveis , pelas anLile. Taó obediente efiou aos teus prcceitos '1 das, com que defeja o meu amor "er-fe quam defcjofo de encontrar nas tuas verrdlituido ao dlado de [eu primeiro def~ dad es oS mefmes defcan¡;os. canr,o. Laur. Poís [e tanto o de[ejas, ccmec;a a exlij'eondc:fe detrás da corlina, fJlle jica mais púr as razoEs, com que me culpas, para longe da porta, por eTide fe far.em Oj entraque eu a todas te dé fatisfa¡;oEs, que me das. e vaz¡:fe Laureana por onde veyo. 1 abonem. \ . L/le. Deixando pois aquella fri\'ola qucixa, Salzc Moncada. e Zt/:r.catm:G com 171UitO recalo. cm que com o meu mefmo retrato arguifI te em mim huma culpa, o que c:u entendí Z/lzc. Me leve S. Pedro. fe me flaó vcm treera fó em ti pretexto: que de (culpa me menda as pernas, que qucm em tal fe dás de ver eu com os meus olhos no rcflemette, bc:m he, que ji fe cornece a ver xo de: hum efpe/he manch<.do o chryfial ém tremuras. Fc:/icidade fo y achar a porta de me\! pundana, d~ixar.do com o claro efcancarada; mas que m para hum arrojo de minha úflenfa imprdfa na alma a fomdeixou fempre de ~ehar n/guma aberta ! bra do meu cillme r Homem de meus peccados, já que tamLa/lr. Dizes, que hum efpdho, que defron': bem haó de [er minhas.as tuas culp~s , ahi te tinhas, te moRrou, que hl!lm homem eflás mettido. ~onde def, jans; aquella chegava á porta da fála. cm que ambos nos porta vay para o apofento da tua dama; fe achavamos! queres ir á cara de Urraca, mette-te por ¡ Luc. Sim, tyranna~ ella dentro, que eu agora deito-me de fóLal/T. A ilfo digo, que nem fémpre huma ra; e fe até aqui me metti nefia, defde aqui I dama he culpada nes atledmcntos alhenem me metto, nem me tiro. Sempre yos ; e que há homens • que para terem ~r. anclarey pdas portas de {cntiliclla a \Cc:r, o rajados. naó n~cefIit~ó de ferem fan~reci. que [uccede. Vay-fe. dos, que talvez as nclfa5 ifen<;oés femen- !rlolJc. Grande he o meu ~rrojo! Mas certo taó mais as fuas oufadias; mas nao quera; he, que a fortuna por oufada me fa\'Crece ; que ifIo R'1e íirva de difculpa. Dize-me, mais a~imofo accommetto o impul,fo, a I naó há nena cara mais mulllCreS! DentrD Urraca, e Ba/burdia~ que.af pifO; entrarey nefie 2polento , aon' I de vejo, que ha baIlantes fombras para ef-/ conder-me. Mar. ay de mim, que o cora- ! ¡;aó perfago de nlgum futuro damno, palUn. Eu fó baIlo; pita aprefiurado , pois parece, que no peri-I Ba/b. Nuó hás de ir fó por "ida minh~, que go ¡he pócm novas azas o temer: porcm tu f(){les pé • e cu he que heide f¡¡lIar. ~Jr efh parte finto paffos, que 03 mcus I Lllc. ScgtlDda vez he f()n;ofo retirar.mé. I:l~oendcm, j:í fe faz forc;ofo bufcar o peI Laur. Há mais intcrvá-Ios ! Ditgr~<;¡¡da he a rlgo com o remedio! . Entro. .l minha innocencia! /. i. J Memorial de Pera/vil/;o • Sahem Urraca, e B"l~lIYd¡a. xaés, e traíles e[cnrados i pórem com~ ella naó chega • e eu fiiJto vaZes da familia defejára au(entlr-me. Mas O"ente finto ~ 1\1. ' • h ". Ur,.. ' 3nJ, mlmzinn.l Llarcarll: el! ti n 1 torna-me a retirar. Vaz¡Jc. jogad> :íz ,de efpadas " vay ddq~i mett~m-I' Lile .. Naó me dé, ainda por taó ~atjsfeito; me tró:s ca,> 15, dClt.lO da c .')Ia tres paos, pOlS me falta por avenguar o prIncipal; e vou eu qu'~ fl,;r~, lev~nt0 a v~la, e [egun- ¡¡ffim •••• do com eCpaclilhl. 1 D~ntrlJ Acurcio. Lllur. Se tu jugaflc; a cCpadilha . como tinhls já jugad'.) o áz de eCpadas, [c:ndo tudo o Ae. Como naCí ella' ninguem neíla Jóge, ermefmo. tand'l a5 portas abertas ! B,¡Zb. IJ10 he qLle he verdadeirament; bara. Laar. Ay de miID trifle! A voz de meu pay Ihada. he efl:a; que IJeid~ fazer ndtc aperto ! Laur. Deixa-mc. que me tens Doílr) o~ fen.¡ Lae, Notavel infdieidlde ! tidos em confufaó. Póde luv.:r igual marLaur. Retira-te Lucidora. Eu cflou mortal! tyrio! tÍ parte. Lue. Já me r~tiro. Sem alento me finto; Urr. V ós parece-me, que [abeis poueo de jO-1 J/¡:!/-jé, go de cartas. Ac. Ji fe vatÍ fazenda horas Sahe. de me ter B.I!b. De efcriptos fati eu tef1emunha, que luzes: é1inda mó creyo ,que el10ulivre de ella fa he muito bem. tÍ parte, I tanto perigo ; filha Laureana , naó cuidey; Urr. Anda, Balburdía J anda. vam:1S jogar! que nutra vez te vifle. ag1rJ huma maó de punho punhete, qu~ l' Laur. Senh'Jr, que he o que te fuccedco! para jffi) tenh() eu dedo. J/¡lIj-[e. Em vací me animo, tÍ parte. lJa!h. E que tiveffe en de paffar ef1e marty' Ae. Hindn para pallar á outra banda, crerceo rio! á pan" ValjIe. de tal frxte o vento, que muitas vezes tetauro Ah, e e/l;a neCcia na[cea para afRigirmi, que a todos nos dcfTem chryflallina fcme f I pulchro as ondas do fmio[o rio Sahe LucidorlJ: Laur. Que farey nefl:e pezar! tÍ parte.' I Ae. E foy tanto,. o que infley com 05 ma' :Lile. Hol mais azares, fortuna! reantes, que commovidos ou da Ianima, Laur. Antes que venha outro embar:lI;o , OLl do intcrefT.: • me torniraó a lanc;ar cm continúo. dizendo. que mo fó cm cara terra. há creadl~, a c¡uem poderiaó dirigir-fe os LaM. Para dar alentos 30 meu peito com os paffos de fimilh.mtes arrojos; mas que me feguros da tua vida, d~r) o Ceo huma irmaá • pelo Ceu pouco I difcurCo • óccafionada a mayore~ atreviSahc Urrac¡¡. e B,¡tOllrdia,' mentos, a qua! 'fÍnha de fóra. e efTe hoI mem paderia vir cm (eu feguimento ; e fe \ Urr. Payzínho. alvic;aras. alvi<;,aras. V. M •. aindl iflo te naó Catisfaz.. • • mtÍ ouvc ~ De-me aldc;aras. ·'tue. Ten. tanto da tua parte o mcu amor. Ac, De que, filha! que quando me priva da razaó, entendo Urr. D~ V. Ivl. vir para cara Cem morrer affo' que he fó para dar-ta a ti; e affim contra n gado; olIJe eu eHoLl taó contente, pJ}'zi. parccer do mcu ciume, te quer crer neffa nho ! parte o roeu affcél:o. Ac. Que qucreis, fi!ha ! Cama Larlreana. e c/¡ega MDneada tÍ coniM. MOlle Aquí efhu há tres horas fazendo vida j t: ,litJria n~ll~l cara, que por fervir de paffagem ao quarto de Urraca dlá cheya de cajUrr, E(lou talí eClntcnte de gof10! B,¡lb, L1UrCJn1 me efhí d2C'ol:í eom os 'l]fiOS de piedJdc pedi njo miieriec;rdia; c cn que hcide fazcr-Ihe! Hircy ter com Zuzc~trLlz , que allí vej() á porta, a vESr fe d.í J ifto algum remdio! á parte. VaJ'/~' J11~nc; \ I 0 I l /. " , e Di(rr1'OCOJ GraCtO(Of. 2:~ :Mon~. Ay trille de mim, guc AC~l~cio he rnartJ. O Anjo bento a/Til{a nefb caCa, e c!legado a caf:l; agora fó vcm por mel! mal, lhe d0 a fua maó dircira, e a tc,d¡¡bs fua$ au:chade fei de mim ¡ eaufas. Arral(/. Ahi entra cammigo a frauLu:. A y infeliz, que mais ,que: o mell reri-¡ tulcneia. Oh me; Cenhnr, V. 1\1.: perdoe; go, lintG a pezar de Laureana ; que farey eflá em cafa o fcnhar defl~ cafa ~ nefle empenha ¡ Ac. Eu fOl! (l mefmo; Deos a gu~rde·, diga Ac. Naó fe me tira da Icmbranc;a a rapariga o que quer, da MilI, pedida. tÍ ¡wre, Zuu:. Vid lllga ! Latir, Se efellícccíTe mais hum poueo, fem Ac. Aqui cflá. que trouxelTem lmes, pod~ria a\'cnturJrZUtc, Já fey ,gue nao cflá cm cafa; digo fe ~lC , a que fahUle Lucidoro. rí parte. fe arrec(llhed cedo ¡ Ac, Lauream, manda "ir luzes, que tenho Ac. Ha tal cnf'l(lo. De rijo. F"lle commir;o , aquí gue fner. que eu ¡;,u a propria. Que prucura ¡ Que L'l((r. Dcpn:íTa fe dcfvancccr~ó os meus inbufcn! Diga. tent'lS. tÍ paue. Vd!J:[t:. ZII~C. Que me v:í; naó. en j:i ag0ra helde .Manc. Peyor he elb,que fe me cecupa a cafa. cfpcrJr por elle. Arro/a. Lile. l\bis mal dlou, país "ffim fe me imAc, Ouca d, fenhora. pede o pairo! ZII'LC. Ah, Ah. Sah.: Balbllrdia. Ac Digo. que me ouc;a; ZM"e. Ah, Ah. Bal!,. Já I:i dey ;¡ 'Zuzcatruz, manto, raya, A •. Ora d-fe com naó rey, qlle diga; e caFello, que elle me pedio, ¡)ara refgaZIIU Que diga, que diga 1 Ah, Lgo he tar o anteci[J',da' tÍ f'artc. Scn~or , humn V. M. a proflrio 1 Eflimo de ver a V. M •. Jillulher viuva. e já de id~de CGm grande corn faude. empenhn te procura, e diz, que em hum I ~Mone. Se tarda a luz, eu fayo; de onde dér.' grave negocio te quer Lllar. LIJe. Se a luz le dilata, naó he má oeeatiaó A,-, Manda-a entrar. Tr:;ze luze5; e tu filha de f.1hir • . retira.te. V<"J-[e B,,:"tlrd;~ , Sale B¡J(úllfdla com ltl'L, Ulr. Oh meu pay, mCll pay, IlkU ray •• , , . Ac. Que quc:reis, que qucrei3, que querci.i ~ ! BIIlT,. Aquí cfláó luzes, Olhem pra elle; Urr. Dcixe parrar a \'ima, que yayo díaho I nJha-te huma b2/Ja. j:i que ,j ti te cfl:í o nella. N aó falle a dUVJS de nonte , que p(í-I \'clho ~tllnndo a buxa, rí parte, rr,l!J:fe. de fcr alguml caufa má. I Mone. Embargnuome () pancI. [,uc. S 1.1 (I'endco.-mc o intento. VOJ UrracI1 a emrnr pe!,1 cortina, e f'oglJ pela ZIILe. O (;mto {acrincio do galo dé a V. M. orara pene. muito f~licC5 noutes. Ora, fcnhnr • faberá U". l\'bs ~y, que me pcgaó. que me agarV, M, cm como el! lhe querLl Llb cm raiÍ; ~alburdi,\ , E:lIburdia , coufas más I muito r(gredo ,que he huma cou[;! de cm qb ¡ grande i nfupp(,lic;aó. Ac. Tal f;¡ruidde de menina! o Cco ma deo 1 .,fe. Dig:¡, o que temo p2ra mCl! canigo. i ZCl~e. De Bdlcm, naó fenhor, el! fOl! de }\[,,"c P:.ra d dnha entrando; mas de \'erI C:1fcaes mtmal. Chegue pllra aqui. que me fe ~iTlIl1()lI Ainda cni mais ill31 parado I qllcr~ ~::~br:lhc á p::r:c. () oro. . Ac. Ola \ .:m_.s ,[tnl.o,a, Lile D2 que dada vozcs Urrac~? Tucio LiC-¡ Zll~C. ILí. h:i. c"de cm mCll damno. I Ac. Q~ler di:~r. OH mó. {Jo/¡e ZHz,catrll" de ;L'lU1JiI com llioleta; , C!.cg¡;!J parajJril 110 ¡,¡do do vejlllario. ZII¡C. Ay, qt!C tCfii\i]¡ dc~di3,; ay vcnho 1 ZIl~C. P",ij b: d~ V. l,t f:'.bcr, que el1 ¡¡:U D CéJm~- J' 3" Memorias de Paralvilha, de ingr~ta me inflmas, com outra em braf fim ,qHc fó fe vive.líVrc de eng~nos; e de C;OS te "eje!' cavib~ué5 ; aqui tuda he fingeleza, na CorLae. Há mayor rez~r ! I te:. tuJo he pcrigos, e cilad~g. T,'lur. Que h~ il't'J, Urraca? 1 n,¡lb. P.ln cebd.l5 t~m D CJmp') bJfbntc I'er. Urr. QllC he ifio, UrraCl? El10u CJm meu dura; ¡xJr':m agJra a falhr a \'crdade. femJfld;J, gundo m:: ::>~reCe • o campo he hom mra Laur. Que he o que clize3 , Lmca ? I tron:os , e pora cepD3, naó de5fazcnd~ na Lile. Irá lance iguJI ! pc(fOJ de V. ,\'1 ; e a Córtc he p;¡ra <J"cnte. UrJ'o Amm clle queir;; , como el! ji e/bu I Ac. POlleo [abes ttÍ di[correr ne(ta rna~eria ; qucrcndr:. onie cflJÓ L1Ure;]na , e U nac;]? Laur. Aparta-te dahi , louca ,fimplcs. Balh, Fora5 tonDr o feu verde de p:¡{feyo5, Urr. Olhcm ,que cfl:í boa, natí nos dcfrnayae entendo cfbcí tau enfaJadas do caniDo , remDS n,5 br,¡~o3 d:) [enhor, p'lr am8r dos que deitáraó por e{le, outeiros. ¡ enfados lh lenhora, á parte. Ac. Anrlaó·fe divcrtindo : poi, h;is de faber, Lue. Na6 teni ,que cuIplr em mim , falCa. qu: mais fcgmas :1S tenho aqui parTeancio Url'. Ay, qll: eftá deshcmrando minha irma:i' peI,) campJ, que na Córte encerradas em de nomes. cafa, r,allf. Nau tem ji que c:fpcrar de mim ,tyBatb. Quanto iITo! Aqui Iivres eflaó ellas de rJnno. fazcr cou[a, qlle boa reja á parte. AIIi U'I'. Ay, que minha irml;Í efl:í defcamponme parece, que tc cflau procurando, verey , do a hum hornem de palavras ! o que ql1crem. Vay-fe. Laul'. Ql1~m [entio m:1yor p:zar! á parte. Ac. Grande cuidado me d:í o ellado dellas Lue. Que m fe vio cm igual confl1~l<í! tÍ pllrt. dllas filh,15, que huma formo[a J e outra Url'. l\bm, elle dl í')n Il1y)rado de m'm, I Iouca, podcl11 Cer a ruina;da mais inexpuLaur. Oh matte-me o m:u fentil1l;nto, gnavd fortaleza. Cama LtlciJ~/'o. I Sahe B,¡lbu/'dia; Nellc accidente b¿m ves ;\ I B,d!'. Scnhor, hum fujcito de \'eneravcl arQue de f¡¡lf u tJÓ [ómente pcél:o te procura: e como foube que tú es Mmifdlo o accidente, Acurcio. [em efperar mais refpofia, cuido SCt;/llld./ p:lrte. entra a falhr-te. Se amm fura () m~u con:cito, Ae. Retira-te tu. Vt1Ij-J'c B,¡IDl/I'dia. No qnc a dl1a me diria • Nunca el! me queixaria Dos ri,jurc5 de teN [leilo. s e E N A JI. De Sib. St/he AClIrcio, e Balbnrdi,r. I Sahc Ztl~Cllt1'll," ve/!ido c.1:tr¡Jva;alllell1e~te.cJ I/lIJ de /¡OIllCIIl Je jora ¿,¡ Cól'lC ,e com h¡go¿.,s. 1 Z1I1oC. J~ fev" fcnhor, que f(¡is o infi¡!;ne Acmclo. CUlO no me he em ,flos Pr~n'In' Idas al1:(5 f~migerJ'h: e be t:i<í grande ~ ::ncía, que tra.~() oe E1Jbr-vo~, que D:J{) ng~~?í de~' a ql1~ fep;uncla rTd~m me lic('n:i.l!::: a cnrrJda , arcn:t~ Ch·:,gl.lCy ~ \"Cf a \'05. Ac fJois quc me d;zcs, B.llourdi:1, da vida Ac. Que !nlllem he dl~ t~(¡ cfql1ir:1t:':(1: ti p. d¡) camp,)' \ Scnho!, dizey o que me ordcn}is J q~lC cm B,¡IIJ. A!ndJ Ibe nJ,) tlln~,c:' o g'o~(l ; () t~mr:) tud;¡ Llher:i fcr\'ir-vns, C}ucm ta¡¡t¡) apIle lau pc'llC'). que pélll:3p:[l'r p')r parva pbufJ ch:;,;) :; dcycr·'·os. . l111antitas; p:.>is JlnJ,¡ .;:!l:'JU em j~jtlm ne> t' ZlI:,C. Ser.:\, brc\'c cm nc¡t:cl1r·Y,ls:) mot¡':0 cafo, defh ~~;Ii,~~nc¡~. quc ail 'm o pc,ic ~,é::~:,- Au. Nao te parece bem dfe foccego? Aquí fi?ó; o ¡;;nhJr D. Sinf,)[UIO S:¡br.,:,r,t;n,¡ - dc \. A Z 'A Z, I Al ZI Ae ZII Ae, Zu e niff!1'I1;OJ G1·(jti(Jr(}!. 3 i de TIél1~\,¡dcs Almefcdrado de Varga!. 1 fenll 'ra da mayar rlquáa, ~ t<!m efle Rey. Ac. Se nacJ pondes, Lnhor , hum & cttcra no no. l\lett0-1ha gorda,que he para alfar. tÍ p. mcyo .lenes applicad(,s ,fCT<Í p'nlCO o,tem, At: Se: me entrari~ hoje a fortuna pela perta po [ó para nameá-/o; e ql:cm he elfc CaI dentro I tÍ parte Pois fó digo, que o tomo valhciro ! a n:Cl1 c:rgo; e que em q\l3nto mll manZIIZC. He quem tem na fua fid~lgniJ tantos dar prep~r"r 2pofcnta para a fua I;pbit~c;aó. brazoés, como nomes ; e na [ua riqueza, o conduzí a dh f:lla. fíl/j-(e. tantos mórgJdllS, como appc]]idos; e he Z¡ILe. Se me Lhe a forte, como ele fe jo, \'cr:i hum Cavalhciro Tra[montano, a quem Monc~\da dla noite os 2zares da (lla fmtu. (¡rm, e ne(fe Jardim a~"ra fe diH:rte ,cm na , e Acurcio. que elle haver fo y 10nh,,- quanto nJó chega a fallar· ''cs. IdO. Quem me Mra ver a Bdburdia; m~lI Ac. Grande lujeito! ella que cllega. Z/I~C, GrandcclfTimn. He pois o cafo, que elle ,·cm j C{¡rte defejo(o de fazer ccJmu- , Salle B.,¡f,urdi.1. juizo hUll' lundog inten'al]os,que naó che naó eflá, nica\'c! a fua grandeza; efle pnis padece no IBa!!. Scnhor; d:z a fenhura. ' .• Mas já ~ql\¡ g:1Ó a fcr 1m 'cura . mas fim huma c[ rede Zwr,e. fl·te nha-fe,menin l,que fe a'lui natí el:' de mcbncolia; e como ás minhas dirc:c-' tá '1' cm hufca, ¡¡glli cfh q"cm a pcrtcnde. C;(\és vem fi.lelO tnelo n regimen d,) feu f!oR",~, Guarde pan lá es carapans. "'erno, C,he ndo el' que ncfle fitio "OS acha· Ztltc. Ora ela d cflCs arcnqlle~. \'eis fl'lriciJdfl já da f:]ma, que do vv{Ju noBa/h. Olhe fe quer lenr dua5 fardinhcta5: me ,"rreo na nl,lfa Provincia, '1 ZIIU. Até aqu! cuide)'. que eras mlllhcr ele 'Ar. T()c1~\'ia tanto cerreo ! carne, e agora \ej(\ ,c¡ue es mulher de reiZII7,c. Todcs Pf1r]á vos ¡¡cc/amaó pelo mais I xc Ora c!lega-te cá llaií te reg~:tces tanto. infigne profc(for da Mcdicina,e daChimica, Balh. Para vo(fé naó lCU pcixe. nem C1r1le : ,¡le. QlICm m~ havia tal dizer ! Ora fempre pois ncm me ha de pdcar. ncm me ha de iflo he gl()ri;¡ ! á parte. mcttcr d~nte. Zuzc Quero pois,que em volf.1 caf.1 fe hofré- 'lUtc. Chcguc para c;Í , PaíTaro de e'lcerro: dc;e para que _an~es,que Lya da Cór~e}lya I B,¡lh. PafIc par;ll~, Rouxino; ele ::tlb~rda. das \'[)lf.~s maos hvre de todo da lef;¡o,q pa- 'luZ(; Ay, anrla ca, tola; n~o me cOIlheces! dece,para o q em Dco5 am:lllhecenrlo o dil B,tlh O'uem he n;lI¿ ¡ de a m:lI1ha5 vos entregarey logo le. moé- 'Ztl7.C Sou Zll2catruz. da$ de ouro p:lf.a a c,')mcdoria delle mezo IBa/h. Qucm ¡ V()(fé com efl'as barbas! Ora Ac Virgem Santiffima! á parte, eu te arrcnego. mofinll! Qucm te pús cm Zur,c. O ,'c/ha arregaloll os olhos. á porte,¡ e(fe eflado ¡ Qucm te d.::o e (fe veflido ! De mo he fóra o prémio, que havci! de ter donde te vieraó e:lfcs bigodeli ? pela fua cura, Ac. Ju/to Juiz ! tÍ paNe. I Z""c. Atrevey-vos, (enhor, a cud-Io! Ac. Digo, que a hey de dar facJ ,"ou queimar Sempre te tive os linos . Por hum tareco. Zur,c. Pelo que defejo vc-Io Jjvre da qucixa, Hum tal bnneco que o pertllrba (aqui para nós) he pelo He para rir. receyo, de que v"'nd" dama, que fcjaf"r_ Se!?,lInda 110tte. mO!:l. fcm attcnd(:r á qualid~de, hade hy-I Bl1fq1J~ a hL1~ montutO mc:n.ar-te ,,¡m dla p, ,r . lf.1fate ; Ac, QlI~ quer diz'. r i(fl) 1 Tal bonifr:ote. Zinc. Na6 conhecds ~ Santo Hymineo !,' Vay-tc dahi. ~B~ , Zuz.;. Digo, que ha de faze-Ia fua efpofa, e , Zuzc. Dcixa-te ddfas guiméras, e c:fiá ad\'er" 1 E tida. Canta B{/thurdia~ I j4 Memorit1.r de Parolvilho ; tid:z; que te trago a cara o Peralvilho de honra a e1ei<;3Ó. que já fez da minh3 peC. m~u amo, para que nas vinguemJs delle; foa para fervir á de V. Senhoría, hOJe ha de ficar em couro. MOllc~ Agradcc;o-Ihe a attenc;aó, Ora queira lJ¡J!b. E deBe lhe hao de fahir as c~rreyas, D~os. qLle faya della com bem; mas III pela pella das arcas ene 1llradas , induflria de 'Zuzcatruz me /ia. á parte, Zu~e, E peb de me furtJr o mCll veflino ,In Ac. Quero tomar-Ihe o pulfo. V. Senhoria de Cer tambem invefligldo, que fiqu;: nú achará, que cmp:nho em fervi.lo todo o para hum par de tempüs, Ansa vay dar primor da arte Toma-lhe o fuifo. ordem JOS tells negalhos, que eu já tenho MOllc. Huy, iflo he apertar-me a maó, ou too Janr;ado as minhas Iinhas. Até logo, fenhomar o pullo ao negocio I á parte, Serv.o ra Balbürdia. Cortc'Lia. humiliffimo; mas que vem a [er ilto 1 7J./lb. Até já , fenhor Zuz9atruz. Mifura. Ae. Senhor, cóme V. Senhoría bem! Mone. Como bem, e bebo muito melhor : Va,y-Je, t: falie AC/lrcio, e p¡jem hl/m criacl" mJS naó lhe de cuidado, poís com qual- , duas etld~jras. ! quer coufa me accommodo. 'Ae. Cheguem aqui cadeir~s ; já m andey pre .. , Zuze. Bom vay irto. á p(/rte~ venir apoCento para tao grande hofpede.1 Ae. O pe:yor he beber muito ,que e!fa gran· Oh Ce a fortuna quizeffe ...• Mas os fuede apetencia do frio • e humido he i¡:¡de· ccífos declararáó os meus de{jgl'lio$~ ceffaó do grande calor. que o deffe,ca, Dorme nlUito ! $alie Laur6ana.' MOlle, Quando ceyo bem • durmo como lAu,'. Senhor.,. 1 hum cavallo . .A,. Filha, Laureana, retira-te agora ao ten Zu:z;c Efla he 8 verdade. 3pofcnto, que ainda que a noÚe fe avizi- '1' Ae. Tem COllhos ! nhe, tenho nella caCa huma honrada vizita. l'rJOIIC. Nem filhozes, que iffo naó he coufa; &clUr. Já, fenllor, me retiro. q fe traga de alforge. Eu cflou atonito.á p. ,Ae. Vay', e raga a Deos, que •••• Porcm Ac, De qoe forte faó as Cuas degefioés 1 vay-te, que chegao. Mone, Eu fey eá de degeltoés; Que diabo de: ta8r. Já te: obedec;o. Se ferlÍ dIe Luaidoro I converfac;aó he elta ! á parte. AFIlor fe compadc<;a dos meus marty· ZtI~e. Falla-Ihe huns longes de matrimonio; rios, á parte, VíI!J-fC. á parte n Moneatll1. Salle Monellda , e Z'I%.,atruz, Mone. V.M. fabe. a que aqui venho ! 'Mone. Fel1ivas tardes, e alegres cadcncia¡ faAc. Bem fey ; mas he precifa toda efia meulares affillao nefle florccente alvergue. deza, porque huma enfermidade bcm co2uu; Mais [adl era dizer , efleja Deos nefla nhecida já ellá meya curada, por qnanto caCa. ignoti nHlta eft cura/iD morhi. '.le. Golla de fenhoría elle Cavalheiro ! Mone. Ora dlá acabado o Sermaó ! Em {cgredo 1I Zuoeatraz. Ae. De-me licenc;a V.Senhoda , que he pre· Z8U. Oh erre he o Ceu comer; ingoleas [em ciCo eflabe}eccr a idéa na verdadeira efpe. malligar. I de dos fignaes diagnoflicos, e pronoflicos• 'A,. Em hora JitoCa chegue V. Senhoría a ilMone. Eu nao conhec;o mais pronollicos, que Jyllru com a fu:! boa vinda ella humilde os que vendem oa cégos, porem em nada choupana. diflo creyo ; e venho aqui •••• 2ulIc. MeIhor era dizer. venga en feliz hora, , Ae. Dé·me V.Scnhoría Iicenr;a; o diagnoflico vcn~a e~ h0ra buena. \ efiá direíto. pais obfervo cm V. Senhorla r.A.c. Tóme V. Senhoría arrento. huma trifteza acompanhada de receyo. Mone. Sim farey, que me finto hum pouco defconfianc;a, e inquietac;aó, finaes patho. fatigado. I gaomiflicos,e indeviduos da mefma doen' SentaIJ:fe, e ftea 'lllzcatruz em pi. 1 c;a,a qual procede dos vicies hipicondrico5.' ~4 Mcu ícn~r, he para mirn de grande M,me, Quem he aquí º dacnte I ¡II. c. ra 11 e, ia o o. l· 1.0 r: :1e' :at 10 's; p. de: ualto ue da e Di{j(1A(JfaJ G1 A tlcioJa.f.. 3S Af. F: veja V. M. aquellcs 0lh05 encovados, Sn~e Umltll: aquella tella comprida mquella pelle hirUn': Ah Ccnhor payzinhe. [uta. Ac. Com que me vindes agora, fiIha! Mone, lITo he commigo! Uf,. Sahe V,M. que rnais! ZtlZC lila he bello pela minha <1m3! á". Ac. Nada fey. Mane. S¡:nhor, eu quizera, que ntlla [ua eaUr/"o P"is [abe V. M. que menos. [a ficalTc:. Ac. ()uc me qurrcis di7cr ! .,4c. De-me licem;a, V. Senhoría, tudo ilTo U/,.. Nem mais, nem menos. lti-f' .. indica phctizia , apoplexia, fc:rnczia, bipicondria, mani3. A R 1 A. 'MoIIC. Ahi cos diabos. ,Ac. Eu fou de parecer! que V. SenhorÍa Ceja I O que eu quera dizer·lhe gc:ner,famcnte phlebotonizado Hc huma cou[a: MOllc. Se he pu!ha, irra no caCo; já nao ha Ora ande, ou~a; qucm tanto {ojfra. I!lo deve de [er péfla. Se bem a ouvir • á parte. E, gtlc-fe. Eu hcide rir , 'Ac. E:{-al1i hum diagnof1:ico. á inquieta~a5. Quando a contar; NOlle. Tudo, quanto V. M. tem dito, [aó Ou<;a, payzir;ho, humas puras arndras. A minha hif1:oria, 'Ae. Diz-me injurias ¡ Ex-ahi outro diagnofUAntes que ella me fuja da memori,,; co para confirmar a fua queixa, I • Mone. Ay onde mc vim eU metter! Fége.! Ac. Quem 1'05 ha de rofrrer ,louca I _ Ac. Mais outro diagtwilico: a m~ita cica- :1 Ufr. Oh meu payzlnho; tom:íra eu aquillo ;.: mac;aó. '1'( mára cu carar. Mon,·. Ah que delRey, eu dlou comido de 'Ac Que he o que dizeis; iffo pronuncia.fc~ diagD'lflicos. I Ur,. •. Olhe, fal-c V.M. etl hoje defmaey~mc~ ZU1,c. El/e cnlouquece verdadciramente. SoAc Pf'ís, que qucr dizer i{fo ! • cegue, fcnhor. e e!leja por t udo, o que e,,.. Que me ene, !cnaó que heide ter mlu~ tU dilTer. á p07U tl MOllcaRa. tos accidentes vitorinos. Monc. Eilou pofio nas tuas maós; e jci {aó Ae. Ha cafo igual, maós perdidas. á pn1te. Den/ru Ze/r,entflf'L. ZlItC. Senhor , agora he preci[o, que fe reZutc. Morar aquí. {inior Curfo, Gnior Cure colha para o feu apoCento. fo , \her J:lelli eazi. Ac. Prc:cífo he, que tóme algum defcan<;o. Ac. Retira-te, retira' te • que hum ERranAqueHa porta frontcira he a do [eu quar- "ciro cnt~a a f"llar-me. to; retire-fe V. Se nhorÍl. Ur;' Eu me retiro. V. M. naó qucr cafar-me : MOTlc. Seis mil prognofiicos. e diagnof1:icos pais por eilas, que heide cafar-lJ1e eila fiquem cm fua guarda, e [ua companhia. nGÍte, eu bem [cy com quemo Vay1'e. ZIIl;C. Vamos, e com bem Ihe amanhc~a'l que elle /toje nao ceya Súhe 'lIlUQlfllt de Tnr:1er.. Monc. Quc dízes , han 'cm ? á !,arte. ZCI't,C. 130nis n tis, finiori; \'udmerce ellar Znr.c. Calle-re, que eH hm rey o que f,,<;o. ~ finkri de CLrci~ ! J.Ion¡;, Eflou pello I1JS tllas maÓs. á PfilH •. Ac. Eu fr)l1 ACI'rcio, qw r.re o\,Jcreis' Z/lzc. Eu darey canta de ti á pO/u. V¡;mos , Z;¡;,c. Mi {inbti ; \'cr.ir p~ra db c~zi finiori agora a fazer inglczia cOfA o ,·eflic!o, que D. Sinfcr'.zi, un fidal¡!lIi lT'l!l1ti clerriqui, tcnho [lrc pando, f~,¡; ro: ! IT't'nti de p' qll' nt;oti • que \'cnir a Lisboni Ac. O h(lmem r; ,y huma mina, que me en-: dil, !'h hJnoi di r lw·r'i, ! tron pela porta dentro; elle nnó (;;he defla 1 Al. A1Ui cheg"cu cfb tune. cara, femó carado com minha filha L3U1 Zuu.Oh finiori ,que til~r rr.i tanti dé conrcana, e já tcnho premeditado a trac¡a. tenti. E 1 .A,! ~6 Memorias de Peralvilbo , "fe, Mas agora nalJ Ihe póde fallar. que já 1 Laur. Que ferá iíla! á parte, Scnhor, [cmeflá recolhido. pre me acharás obediente aos teus preceiZULe. Ellar ya recolhidi / Mi cfbr tanti de tos, e attenta ás tuas razr¡¿;s. conténti. Lile. Ella me parece a voz de Lauream; arAe. He muy rico elle Cavalheiro 1 plicarcy a attc n<;a6 para ercutá-h. 7/1LC. Oh finbri, ellar tanti de a fazendati '1 Ae. Has de [aber, querida Laureana .•• que nom haver otri comi elli. Mim venir Lue. Ella he. e elle [cm dúdda o tyranno a óffertalli tuti de mim fazendi ; quanti caufadJr de mcus martyrios. mim polfue, tuti venir aprefentarli. I Laur. Agora e m mudeces 1 Falla. Ac, Vejaó, que tal homemzinho tenho cm Lile, Ah tyranna , deprélfa nos veremos, tu cafa. á parte. arre pendida , e eu vingado. :luzc eoitado do papalyo! Eu fe quizera faA,. Nao acho paJavras, com que te exprelfe zer o carament:l bem podia: mas m6 que-I o quanto 3 m¡nha alma te eíHma. ro deit;¡r a perder a rapariga. á porté'. Lile. E como Ihe encarece a fineza!Ah cruel! Ae. Com que elle he muy rico f Loar. Taó certa efiou do grande amor, que: Zu:.c. Oh n'l[\IJ preguntar c()zi tanti; mim te devo, que mais que a tua exprcllaó, dIlr tanti de alcgri. I mo infint'i3 a minha experiencia. d,. Tao contente cllás I Luc E como Ihe intíma a íua fé ! Ah fementida! Canto ZCI':.Clltrtt'1,. Ac. Sabe país, que defejofo de confeguir ;15 o tuas felicidades te hcicl~ mctter hojc de Meu amo, como eu , polIe da mayor ventura; na minha maó Re homcm taó rico. dlá todo o tcu defenneo. Que fe bem o explico, 1 Lllc. E n~ meu braf,'o todo () ten cafligo. Já Todo o mUl'Ido he feu. J o,furor me nnií ca~e no pcito, e ja me inQuando dlá de borco , cita ao mayor arroJo. Sobre hum bma<;al , T.:m riqueza tal, I Vil.!! fahh,Jo apre!Ja¿o, ~ reJlIfp~nde 1/11 ol/vi, Que todos o vem rico, como hum parco. 1 Urraca. Ar, Com ella certeza mais da fua heide grangear a rninha fortuna cuRo. a todo o Ac, El pera J Laureana ,que. • • V<ilj-[e.' Lile. MilS que he o qu,: cfcuto! Se cHe era o I Dentro Ur,.. Tenha maó de/fe canto, que elJ riqueza, I hirex dar parte a meu payzinho de tudo •. S C E N A II!. pJy de Laureana , que errada fahia a minha vinganC;lI. De Jardim. Laur. Valha-me amor: que mylleriofos enigmas [eráó, os que meu pay me propót:m, Sahe Lucidoro. I que o juizo 05 nao alcanlla, bem que o COa tue: Valido do efcufO manto da noiLe , cntro ra¡;aó os vaticina; [e tornando melhor aeora fazcr o ultimo exame da minha ofrenfa ,e do, vería Lucidoro pedir·rr:e a mc:u pay dar o cafligo ao rneu offcnfor ;! todg o riCpor erpora! F elle ignorante do nolfo amor co, que como morra vingado, ac::barcy qua dar-me por nova fortuna, a que cu contente. Mas, para ella parte finto parras, I tenhr¡ já por antigo affr:..:to ! :aqui me occultarey até melhor occaGa5. Lite, Tuda ellá em fileneio; quera aveztnharme mnis 30 lugar únde ouví articular as lO· lij"co/l(le-:!e, e/ahe Acltrcio • e Lallr((/!IIJ; zes. Se fed [onho, o que por mim paff~ r .Ac. Aqui onde a fombra da nuite. e o ¡¡lcndo Laur, Paffos finto, rneu pay [er:i: eu quera do litio ellaó promettendo a atten<;aó, te 1 declarar-me, antes que com mais d¡fcur- . quero cornmuniear hu:n ne~ocio, cm 4 fe [(Js me embarane. a d/(. Senhor, por pou· c:llriva a tua felicid.tde. e o ~mcu Jefe,m[o, par o proluxo de novas cxa¡;gera~o¡;s quera dccbG e nifgroftls Graciojas. declarar-te a ultima vontade de l11eu pei- ¡ to; fe dfe fujeito ,cm quem tanta fúrruna I me promettes , he a pdfoa de Lucidora • s e E N A IV. 37 prompt~ ellou a dar-Ihe a mar) de efpcfa ; , De Sab~ pais a ¡¡fo me abriga hum antigo amor. que fem exceder os limites do decoro, So'" Zt/'t(ntl'll't. e /I'ás pela moa o M,,/wu'tr ~ foube fubir 30 mayor c:.:cclfo ; porem fe 1 qm: v¡"í cm/'fu/flOdo cm hum lan~·ol. • ("in a uutro conforte me deíhms, ufarcy dos ¡ hum bigod,s coma de tillta. poderes do meu alvedrio, em que n~ú tcm o jurirdicc;ao o teu refpeito, ncm luO'ar a mi-I Mone. Homem, onde me levas risefcuras ; nha obediencia. b I nú. e fómcnte cmbrulhado no lam;ol da Lile. Ahi"aras alma, rcfpira corac;aó , que o cama. aonde ellava dormindo a [¡)no falto, cngano. com que falla Laurl!ana me ddxa I e fonhanoo com mil coufas dc comer, porjá defenganadu, do que contra ella julga-, que mc fizclle dc.:itar fem ceya; \(: o que va o meu ciume ; tuda o mais foy illulao, fazés. que ddb forte eftoll indecente i e fóitlo realidade. tí parte. I Zuu. Naú pofio fullc:r o rHu I á parlt:. Naó LOM. Scnhor. qhle furpenfaú he ella i Se náó me dcixarás obrar, que eu fey o que faC;o, fe ajuílou 30 téu imento a minha refclu-I e tu n.o f~bes ,o que te conn:m 1 <;aó, caftiga o meu defcngano; mas mó ¡MOlle. Já nao dIgo nada, faze de mim o que ,·iolentes o meu gofio. qllizc:rcs , com tanto. que me naó ~<;OllLile. 1\1al merece ca!ligos ,quem na fineza fe 1 tcm, já que me trazes nú. faz digna dos mayores prémios. ZInc Por mais cftá o penhor;antcs quc acorLútlr. Ay de mim, com quem fa!ley 1 Qllem 1 da{fe Ihe nz dutlS reverendos biW',dcs de: me rdponde 1 I tmta. c () tragu emhrulh;¡do licite j~n(;[)I, tuco Naú temas, meu bem • que naó vcm a onde re Q mataron a p;ll1c~das , naó nc¡¡rá offender-te, quem já de novo proteib ado-l Icm nwrl~¡lha ; já avizey 3 BaHJUrdia, que rar-te. 1 aqHi me conlÍlIzifIe a tolla. par" que jl1::: Laur. Lucidoro 1 Senhor , tu nelle fitio i f~llalle , e depais iucceda o mais que fe fcLile. Sim, luz dos meus olhos ,que entre as gue. tÍ parte. fombras dos m¡;us ciumes \'Ím a enContrar MOlle. Tu emmudcccfte i Que papel vcnho o relplandor dos meus de:[enganos. eu aquí fazcr ddía ¡(¡rte ! Laur. E dlás já fatisfeíto 00 meu amor t ZII'ZC. Calla honbre ,que: no fabes I;¡ cafa, en Lile. Sim ellotl, e já delle fitio mó fahirey I que cHis. Dcixa-te aqui eftar ,que aq~:i te fem a poífe da minha felicidade. I ha de yir falb.r tua futura .mulhcr '. ~iz(!u Ihe I1lllltoS c3nnhos, e delxa u m~;ó pcr D U E T O. I minha conta. Va.y-/e L'llll'. A opaca noite ¡¡!Jonc. Ay, n~ó rey que me advinha o corz.- Já ddvanccida , saó! Mas Zuzcatruz llaó me ha de cr.galue. Trocada Lla vida I nar. A morte cruel, Sa/;c Awrcio; LIl/lr. De amante fiel, ¡ Ac. !v1.uito me dila~ey ; mas. quera \'~r fe ain~ Manifefta a luz I da Laureana ella no Jardmi : por un perdl Lue. Tira de huma Cruz [) tinu dJ porta do Jardim ,como aih cafa A innocen:ia ,rara, . 1 efb !Cm luz • .A.illbos. O tempo, Lj e1curcífe • fempré aclara. C/u:¡;;a:fc tl MOllea¡{a. Latir. Rdir:He pois, meu bcm. que a meIhar tempo me verás. Lu., Já \'ou a contar por feculos as hora;;. I V~¡¡1e. J MOlle. Pa{l()5 linto. Ora n:10 me en2'~nGU Zuzcatruz; dh de".: de fcr D. Urr¡¡ca • quCfu fallar·lhc ;!mante. á P¡/rl~. Formofiffi'nJ Dcid~de, l:eJía imagem da minha ido!,¡tria, A., 38 ." . Memorias de Pdralvilho, Ac. Qu~ he o que Hcuto ! puro frangalho, elle por fou;a o ha de veMonc. Já impaciente efperava o meu affeél:o fiir; e eu agora vou pór es lcus a bum reeaella oce3fiaó de exprellar-te o mw euidado, e aeJb"r de urdir o enredo. Voy'¡e' do: falla. meu bem, naó te embargue a • modéflia. S,¡he Acurclo pl>r huma pa,'te, e por el/tra ~c. Eu efbu attoI'lito! Balhurdia com l/H.. 'Mone. E [abe, que apena~ ví a 1m: deffes peAc. Ji naó aehey a Laurean3, e venho cuí. rigri noS olhos, logo propuz fozer-te mi-~ d~d[lC[) a ve~ que ~'07.CS, for:ó eans: mas que nha e[po[a he o que veJO! Ja aqlll nao aehu ninguem • .tic. Ene he D. fimforo[o, que fem dúvida vendo a Laureana fe namorou da [ua ror-I D U E T O. mo[ura ; e país a rorte me favorece, mó quero perder a oee.fiaó, fcja 1, ~lCO. al! mú Ac. He boa hif1:oria c!1a, feja louco, a primcira diligencia he ir bufDize tll, 1T'8!;;m3. car a Lauream; e dep.,is cllamando a faQue he de Laurcana! milia. fazer que dé em público a merma Ha/h. Oh o que me reHa • palavra,que em particular proferirJ, v,lIJ-(e. Que me cicfc;,mpanh3. M,,"c F.lla efiá muito callada. naó deve de ter \ Se ncio eu de ycrgonha. d,ídrla, pais quem cJlIa confente ; eu d.uAc. Pais i/lo que he! ' ][1': hum abracso • d¿ donde dér. I Hil:~. Iflo quc fed ! Amúo!. He huma coufa má; 'Arda ás Q polpadellol ho[conclo a Urraca, e Que nefla cafa entroll pdo {eu pé~ fllh, 'Ita com horna cO/lc!eya de gravato l/O bj/idor. Sahe Z/Ir.catr/l:G. U/ro Bnlburdia cliffe, que vicfT'c aqui 3 IoCr a I ZU'Lc. Senhor Aeurcio, he tonto o aITeao ' meu marido, que ha de fer, e que he muíque tenho cobrado á v{JITa petíoa, e a felici~ ttl lindo. Mas ay • que he iao , quc vejo! I dade, que defcjo I'er n:¡ vn(f¡l C~f~,qllC:,neAy • que coufa taó horrenda! fle apaCento tcnhn encerrado a D SinforoC"hethc o ct7!Hleya. fo, par~ ql!e á villa de toda a ~offa familia Que feros bigodes ! Qucm me aCé,de! Ah I lhe t(lmeis a palana de caf.1r com huma de que dclRey [obre as coulas do outro munvallas filhas ,a qual elle cumprirá poís fey do. Var¡-(i:. ,1 que captivo dlá da belleza de hu;"a; e fe Mon~, Há mayor di fgra<;a ! Que h~ de fer de I ha de ir a outra p3rte dar ella fortuna, me· mlm ! Em grande aperto me vc¡o. fe aeoIhor he que fique nella cafa. , de a familia I Ac. Deixay, fcnhor , que a voffos pés. ; •• ZU'f.C, Naó gGllcis o tempo niffiJ. Voy-fe. S,ahe Z/I'(,:a/rl/'L.. ,na/h. Scnhor, reja muito parabem. ZtI'l.:, Que he ¡flo 1 Nao te ufluflc¡;, delxa- \ Ac. A tudos fabercy premiar. me obrar. que fU bem fe)' o que fac;o. e , Li naó Cabes n que dizes. 5ahc LOllrea/la, e Urrlfc/J. M'Jllc. Ainda 3ffim • ei. vou-mc embora. \ Ac Filha L3ureana, já he chegada a tua fclidZI/LC. QLI~I ir, nem meyo ir : va)' para a tua dacle ; nclle apofcnto dlá ~ncerr~do, quem cara, e lá aclnrás hum vefHclo. ve/le-o, e fó te elH bem para efrofo. por Cer quem \'av defc3m;ar, que d~hi naúhas de f~bir , vh'e aITeéto á tua formofura. felí3() a r:ceher-te LOtlr. Efle he fem dúvida Lucicloro, pois dir· 1110 IIC. H,)mem. ve lá o que fazcs. fe que a mclhor tempo nos n:ri:lDlOS ; e fe ~II"C Anda. tollo. meu pay cliz, que elle vh'e ajfcéto:í minllJ J'rrOIli: Nas tllJS ma6s me entrego. Voy-re., peffla. naó peíde Cer Gutro. Zu .... c. TratJdJ como ella naó fe vio. Lá cllá Ac. Que ref pondcs 1 dcntru hUIII \'cllido de pubre, feíto num l' Urr. Que hade refponder a c~[ar, fcnaú que tu eum e Di!grar tlJ Graciofar. 39 com humá ma~ ,e ella com duas; oh meu Laur. Ay de mim; trille i pay. o meu noivn tem bigodcs 1 Ufr. País quem he aquí meu cunhado ! LO/Jr. Digo. fenhor, que em tuda me ajuflo 30 teu gofto. Sa/¡e Lucidortl. Lllcidoro ao ha/liJO/'. Lile. Ef¡)(¡fo de Laureana [ou fU a pezar de L/le, l"refenciarey () motivo de tantas V0ZCS. todo o que o embarcce. ainda que rcceofo de a!gum infortunio, Ae. Ha tal no\'ella! Quem [ois! Senhor. Ac. País fe tmto te ajufbs ti minha vontade JI Lour. Qucm fó admitte para efpof.1 a mínha elle he o teu el 00[0. vontade. Lile. Que efcuto .! Penas. Ae. Eu tambcm o admitto. pois he deic;aó 1.0111'. Com a alma o recebo. I tua; 2gora fó falta dar caftigo a cHe inf~ Luc. Ahfera ingrata. lente Olá, criados. Halh. e Urr. Vamos todos ~ el/e. Faz Aellrdo, que ahrc a por/tl. 1 Mone. Valha-me, galhardo Lucidora J o fofAc. Saya, fenhor. V.Senhoría, que já fabefo amparo~ Ajoelha. mas. que ahi dlá occulto para honrar-nos. Lile. Qucm te metteo, Moneada, em eRell Luc. Morrerá ás minhas maós. empenhos t MOlle. De tuda foi c~ufa a minha difgrac¡a. Sahe MOlleoda de pobre milito eifarrapado. e :l baria dcftc aleivofo. ZU'1,e, E a tollice deffe pa palvo. Lalll'. Porem. que he i/lo 1 Ay de mim! Lile. Para defender-te c/lá prompto o rnClI Monc. A's induíhias de Zuzcatruz devo toda "alor, a minha felicidade ; mas o veftido, que I Ac. Já quc a elle amparais, hufqué-fe o com .. achey he tao csfrangalhado, que me enpanheiro , que fe fingiD ftu rnordomo. vergonho. Zw:.e. ElTe [ou cu ,que por vingar-me ,e faUrr. Ay, que tambem tem bigodes o noivo J zer huma pcc;a a e/le Paralvilho me fingí de minha irmaá! I trafmontano; mas valha-me meu novo 'Ae. Que he i/lo, que por mim palTa 1 amo, que he o [cnhor Lucidoro, que tuBalb. Ha mais redicula figura! do fica em cafa, e mais cafando-me eu Ac. Quem es, homem atrevido: 1 com Balburdia, que tanto fe cafa commiUrr. Quem ha de [er, he Manuel trápo. 1 go no genio Lile. O mefmo , que. vejo, ignoro! Balb. HIo baila, que nós queir.mos. Dá cá Monc, Ay de mim! Eu cllou vendide! Ah effa ma6 , companheiro. cruel Zuzcatruz ! á parte. Urr. E eu fico chuchando no dedo por naó Ac. Homem infolente, e atrevido, antes qué ¡ ter, qucm me pec;a. Oh meu payzinho, te mande tirar a vida, dize quem es ! cafe commigo, por nao ficar defamparada. Mone. Moriuntur le ti : efta he a ultima das ¡ Zt/:t.c. N~i3 ha difpenCa. minhas difgrac;as. á parte. Eu, fenhor, 1, Ufr. Ahgora na6. Oh payzinho, \lamos cafar fou hum pobre innocente. I p~ra a difpenfa dos payos, é prefuntos, Bt/lh. Lago Ihe faráó a charidJdel MOlle. Ha cruel 7uzc¡¡truz • .Ac. Lago nao ei D. Simforofo t I ZII'1,e. Homem, dcixa-me obrar, que eu bem Cey, o que fac;o; e agora levanta o dedo para Salle Zazcatrut. no primeiro tra{?l!. loar, e promette de naó recordar mais me211zc. Naó fenhor, elle he Crirpim Moneada. morias de Peralvilho , que eu te prometto Halb. Lago naó he D. Genazio 1 A h falfario ! te naó [uccedao mais difgrar;as. Ár. E vocé naó he o meftre Janeanes! Lile. Se promettes emendar-te , eu ampararBalh. Naó fenhor, elle he Zuzcatruz. te prometto. ZlIlóe. CriaElo de Vv. Mm. Urr. Payzinbo, e eu ~ Urr. ~ogo 2quelle pobre homem naó he o 1 Ac. Com. toda a ofienta<¡aó te metterey Re1101fo de Laureana t ligiofa. l/". " Ij!-;~~'rw.:,"'J l/e Ptl1'alvil.bo, &c • . ". Q~I.~! Re!i,gico(1:. ea" he¡~:c c~ar com ,j j 1,¡Ll,l.~¡, .• ', 'LOf~LLtr rol ru,., I CANTA O CORO. Zuu. 1', 1 ; ¡;~ :',: :" fhJ ;~mlnradf1g, r:1crc-, el ,'L .. .;rn , nr;bre auditúrb ,o vJllo :un· Dous pcitos :uTI:1ntcs • . 'r' , (jw:m c~)m () mayor empcnho folid· Doce mente ur,id,;s, , , o vAIo gofio: e ['jorque foero melhor 1 Ao \'er-fe rerd¡dos , ,voffi¡s ollvid'l5 as noflJs vozes, o Corv Se admit'J,) trillnf~ntes l\, acqmpanhe. Na guerra de amor. F 1 M. L 1 e E N G -s .. DO SANTO OFF I el O. ~;; ) Od~m-fe imprimir as tres Operas, que fe apfcf: .. "taó, intitllhdas: l"í:m lel!lt~j"e ilt ~J' dir..:?;Yafa! 'lJell~em : 1.1elllori,¡J de P~r"lvil!lO: A'I",'ie¡ di,'<rt;,do, 2q quacs rcrtenl{c _V'o. d:lr ~o prélo Jo(cph i;líregdo de Oí:,n , e def1Gis vo!tc:-:", c.,nfcrirhs para fe d;¡i' Ji. (~~!1(:.;, qu~ :;orraó , e iem ella llaó corrcricí. Lisbo3, I I de Sctt.:mbro de 1764. Trigo;.o. C,nv.¡lho. Lima. D O O R D 1 N A R J O . . "p¡JI'O'Uafa~ do R. Dif,mbargadDr M,¡llzias 'oJep/¡ Pt!rcÍfa de Cafiro Padráó, 11:)'&.' EXCELLENTISSI:V10 , E REVERENmSSIMO SENHOR. ft. "r,pc.'ras, q,'c fe dlcbr.l6 na peti<;a6 retro nao contem (oufaalgumacontra a Fé, 01l ~f'~ hol1s cof111mes, e parecem di¡:nas da ef1:ampa. V. ExcellcAcia dc:terminar:.í o que fo[ fe¡.':cto, Smto Quintino. 2 de Outubro de 1764. Matlzias I'!Jeph Pereira de C'!.ftro Padr¡í;;.' ,. :'- Ij~.J a informacao podem.fe imprimir as Operas, de que trata a peti<;9ó • e depois tor~ ~; !le para fe dar lü;cD<;a para correr. Lióboa, ~ de Olltuhro de 1764. Coc¡ho, D O P A G O. Approvafaó de Diogo Barbifa Machad". Academico da Academia Real. ~¡;; S E N H O R. E Stas Ohras Pocticas • compollas para fe reprefentarcm no Theatro, mó contém c?ufa , :,lgUfi¡j. ql-le Ihe impida a fua publica<;aó. V Magclladc ordenará o que foc fervldo. L:;,b(]~, !) de: Ou.ubro de 1764. Diogll , Barbo! a M"charlo. o, De fe porra imprimir \·irlas as Iicenc,as 00 Santo Officif> " t Ordimrio, e dcpoi; de J' imprcff,) tCirnJrá ií Mera conferido p~ra fe taliJr, e dar licen¡;;a que c()rr~, fem a qua! '- naó correrá. Lisboa, 11 de Outubro d<:! '764. D. V~¡/¡o. Afof/fcca. Pa,hc¡;o. Coflro. o 01) di Roz: to Colll NOl" fo /JI BI Pi(fl '/;u O} tn do Flo)", [11: VI! fe H:( Brig, aIT Ila ca: cir fej de re!