Recensions
Abstract
José María BLAZQUEZ, Religiones en la España antigua.
Full text
JosÉ MARÍA, BLAZQUEZ. Religiones en la España antigua. Cátedra, Madrid, 1991,445 pp., ilust. (Colección HistoriaISerie Menor). Colectdnea de artigos publicados aqui e ali, esta nova obra do Prof. Blázquez reveste-se, por isso, de alguma utilidade para quem investigue e se interesse pelas manifestaq6es religiosas na Hisphia romana. O volume está organizado em quatro partes: ccDeuses e rituaiss, ccnecrópoles, rituais e crenqas funerárias~, ccreligilo e urbanismon e ccCristianismo>>. Vários dos artigos tern como objetivo actualizar os conhecimentos, dando conta das novidades publicadas sobre o tema em apreqo. Talvez tivesse sido, por isso, interessante incluir, no final do volume, uma bibliografia tanto quanto possivel exaustiva, com indicaqlo precisa das páginas em que os assuntos s80 tratados. Por outro lado, a ausencia duma ligaqlo mais estructural entre cada um dos textos --cuja redacqlo original se mantevepode vir a dificultar a consulta aos menos experientes. Optou, de um modo geral, o Prof. Blázquez por transmitir, em sintese e sem grandes coméntarios da sua lavra, o que os vários autores escreveram. Os seus amplos conhecimentos da bibliografia peninsular ter-lhe-iam facilmente servido para dar, de cada documento ou vestigi0 assinalado, uma perspectiva maior e coerente. Sirva-nos, a titulo de exemplo do que acabamos de dizer, o ponto que abre o capitulo Nuevas aportaciones a las religiones primitivas de Hispania (pp. 157182), publicado pela primeira vez em 1988. Ai se faz refer2ncia ?i ccBreve noticia sobre o santuário campestre romano de Miróbriga dos Célticos (Portugal)>> inserida no volume V (pp. 19 e seguintes) da Homenaje a Garcia y Bellido, cuja data de p~bli~aGg~ nlo é referida. Consta da bibliografia de D. Fernando de Almeida a nota ce0 santuário romano, campestre, de Miróbriga dos Célticos>> (resumo) vinda a lume na Revista de Guimarües, 78 (1-2), Junho de 1968, pp. 92-96. E muito provável que se trate, pois, do mesmo texto. Tinha, portanto, já em 1988 cerca de vinte mos. Ora, uma leitura apressada desse primeiro parágrafo pode sugerir que a inscriqlo a Esculápio ai referida acaba de encontrar-se, é urna novidade, quando se trata de un texto há muito conhecido. Por conseguinte -e sem sermos exigentes ao ponto de solicitarmos a informaqlo, em nota de rodapé, da bibliografia posterior (que é muita!) sobre esse importante texto -teria sido bem Útil que, mesmo entre parentesis, se assinalasse que se est6 a falar de CIL I1 21, a que, aliás, o Prof. Blhzquez se referira poucas páginas antes (p. 145). Sirva-nos este exemplo para ilustrar também dois outros aspectos que tornam menos ágil a consulta do volume. Em primeiro lugar, a grande dificuldade sentida por quem teve a cargo a revislo. No caso vertente, o dedicante é C. Attius Ianuarius e n2o Atticus; e as duas últimas linhas devem ler-se Flabius Isas heresl fac(iendum) cur(avit) e nlo: Flabius Isas/f(aciendum). Depois, nem sempre a bibliografia citada foi tida em consideraqk. Em relaqlo a esta epigrafe, por exemplo, há publicaqties que expressamente a estudam (citadas, v. g., nas pp. 145 e 152) e que slo, aqui, omitidas. A inclusa de indices (toponímicos, de teónimos, analíticos.. .) teria certamente evitado muitos erros tipográficos (por exemplo, o Corrai de Vascos da p. 161 é o mesmo que Corral de Vacas da p. 174, e o topónimo correcto é Curra1 de Vacas) e facilitado em muito a consulta,
nomeadamente quando há várias vezes mencionado o mesmo documento (por exemplo, a inscriqáo rupestre de Vilar de Perdizes, CIL I1 2476, é referida, sempre com leituras diferentes, nas pp. 119, 143 e 171, sem que haja, no texto, qualquer chamada de aten~áo para tal). Uma obra que tem, sem dúvida, utilidade mas que deve ser manuseada com muita cautela. Bom repositório de dados que deixa ao leitor a tarefa de rninuciosamente os trabalhar. bién a Pau10 Claudio, César, Augusto, Asino Polión, Varrón, Fabio Pictor, Casio Hemina, Rutilio Rufo. Parece que Apiano conoce la obra de Polibio, no directamente, sino a través de Posidonio. Cita Sousa Araújo, a propósito de las fuentes, trabajos de L. Mendelsohn, del profesor Schwariz, así como de Horace White. Sobre el método de trabajo de Apiano se sostiene que no se ofrece una secuencia hist6rica con unidad interna, sino una serie de monografias llenas de vida, pero sin visión de unidad conjunta. Recoge la introduccción la dura critica A. DE SOUSA ARAUJO-J. CARDOSO. Historia das guerras da Zbérica de Apiano. Braga, 1991. Se abre el libro con una introducción debida a la plurna de Sousa Araújo. La introducción contiene doce apartados, donde se estudian sucesivamenk la figura de Apiano, su obra, las fuentes, el método de trabajo del historiador, su interés por Iberia, su estudio de la Antigiiedad, la Lusitania según Apiano, la figura de Viriato, Apiano y Portugal, ediciones de Apiano, ejemplares de Apiano en bibliotecas lusas y consideraciones finales. En esta introducción a Apiano en treinta y seis páginas se destaca, a mi entender, la amistad entre Frontón y Apiano, citando una carta al emperador Antonino Pío (136-161), donde Frontón intercede para que se le conceda un alto cargo a su amigo. Se puntualiza en que Focio, en el siglo IX, conoció todas las obras de Apiano, unos veinticuatro libros, de 10s que han llegado hasta la actualidad once. Se asevera que la historia de Apiano es una obra histórica por naciones y no según criterios cronológicos. Respecto a fuentes, Apiano conoció fundamentalmente a Polibio, pero tarnde J.A. Hild, para quien Apiano carece de exactitud y sentido críticos, con inseguras y falsas cronologías y sin mencionar sus fuentes. Frente a tan dura opinión se cita la de White, para quien Apiano no es ni mejor ni peor que 10s demás historiadores antiguos; pero se insiste en que Apiano parece más bien un narrador que un historiador. Sugestiva es la citada frase de Schwartz, quien afirma que la obra de Apiano es una ccmovela histórica,,, refiriéndose concretamente al libro 111. La introducción destaca el interés y la curiosidad que sienten por Iberia 10s diversos pueblos colonizadores antiguos; les interesaba sobre todo el stlbsuelo por la abundancia en oro, plata, hierro, cobre y estaiio. Se destaca asimismo el afán de independencia de 10s iberos y su aficiÓn a las artes bélicas, 10 que les impulsaba a enrolarse como mercenarios. Se analiza el interés por Iberia en ciertos autores antiguos, tales como Polibio, Posidonio y Estrabón. Entre las ediciones de Apiano, conocidas por las bibliotecas lusas, se destaca la editio Princeps de Petrus Candidus, en versión latina efectuada en 1452, además de cuatro ediciones más del siglo xv. Del XVI se citan veintitrés ediciones conocidas por bibliotecas portuguesas, entre ellas la de Valencia de 1522 en ka-