Full text
Bend inė kalba Língua pad ão /
2025, n. 98, p. 1 a 13
Ligação de con eúdos Tu inio nuo oda
ISSN 2351-7204 (elek oninis on-line) (em inglês)
Di ei os au o ais © 2025 Damian Gocół. Publicado pelo Ins i u o da Língua Li uana. Es e é um a igo de Acesso
Abe o dis ibuído sob os e mos da Licença de A ibuição C ea i e Commons, que pe mi e uso, dis ibuição e
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šal inį.
Recebido po : Gau a: 2025-10-24. Acei o: P iim a: 2025-12-30. 1
HISTORIA ORAL em elação à LINGUÍSTICA E À CULTURA
STUDIES Žodinė kalbos is o ija i kul ū os
s udijose
DAMIAN GOCÓL
Uni e sidade Ma ia Cu ie-Skłodowska, em Lublin
E-mail: [e-mail p o egido]
ORCID ID: h ps://o cid.o g/0000-0003-1176-0067 Campos de pesquisa: linguís ica,
his ó ia o al, es udos de mídia, es udos cul u ais.
h ps: doi.o g/10.35321/bkalba.2025.98.08 (em inglês)
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Resumo das conclusões
Es e a igo discu e a elação en e a his ó ia o al e os es udos linguís icos e cul u ais. O au o começa
ap esen ando á ias de inições e abo dagens da his ó ia o al den o desses campos de conhecimen o. Ele se
concen a nas p opos as de inicionais e me odológicas ap esen adas, en e ou os, po Je zy Ba miński, Linda
Wa s, Ga y Okihi o, Dawid Dunaway, Donald Ri chie, Richa d Do son, Alessand o Po elli, Ka ja Rolle , Na alie
B abe , Diane Da ies, Anisa Pu i, Ma hew F. Simmons e Da id Ca . Ele en ão explo a a in e seção de á ios
mé odos de pesquisa, si uando es udos linguís icos e cul u ais den o de uma abo dagem an opológica da his ó ia
o al. Ele iden i ica emas-cha e que conec am a his ó ia o al com essas disciplinas: ex ualidade, na a i idade,
subje i idade, elação com a memó ia e pe o ma i idade. Pala as-cha e: his ó ia o al, linguís ica, es udos
cul u ais, na a i a, o alidade, ex ualidade, subje i idade.
ANOTACIJA (em inglês)
S aipsnyje ap a iamas žodinės (saky inės) his o ijos i ling is inių bei kul ū inių s udijų yšys. P adžioje au o ius
p is a o į ai ias žodinės is o ijos apib ėž is i požiū ius į jas į ai iose žinių s i yse. Daugiausia dėmesio ski iama
apib ėžčių i me odologiniams siūlymams, ku iuos pa eikė, be ki a ko, Je zy Ba miński, Linda Wa s, Ga y Okihi o,
Dawidas Dunaway, Donaldas Ri chie, Richa das Do sonas, Alessand o Po elli, Ka ja Rolle , Na alie B abe , Diane
Da ies, Anisa Pu i, Ma hew F. Simmonsas i Da idas Ca as. Toliau an opologiniu požiū iu i žodinės is o ijos
kon eks e nag inėjama į ai ių y imo me odų sanki a bei ling is iniai i kul u y imai. Toliau an opologiniu požiū iu
i žodinės is o ijos kon eks e nag inėjama į ai ių y imo me odų sanki a bei ling is iniai i kul u y imai.
Išski iamos pag indinės emos, jungiančios žodinę is o iją su šiomis disciplinomis: eks ualumu, na a y umu,
subjek y umu, san ykiu su a min imi, pe o ma y umu. ESMINIAI ŽODŽIAI: his ó ia da pala a, linguís ica, es udos
cul u ais, his ó ias, língua saky inė, ex os, subjek y umas.
1. INTRODUÇÃO
Es e a igo é dedicado a uma e lexão sob e a elação en e a his ó ia o al e o es udo da língua e
da cul u a como abalho eó ico. Es a elação em sido mui o deba ida nos es udos de his ó ia
o al (c . Po elli 2003; Dunaway 1996; Danielson 1996). Os p ecu so es da pesquisa sob e ex os o ais
en e linguis as e es udiosos cul u ais podem se as eados a é os p imei os colecionado es de
ex os o ais, pa icula men e do chamado po o comum (c . Bu ke 2004). A dialec ologia ez uma
con ibuição pa icula pa a es e campo (c . Pelcowa 2014), po an o, o abalho de campo
2
linguís ico e an opológico em sido mui as ezes is o como um p ecu so da his ó ia o al (Je zy
Ba miński a é chamou a his ó ia o al de "um no o nome pa a as an igas p á icas de dialec ólogos
e olclo is as [...] de g a a ex os alados de pessoas chamadas simples" (Ba miński 2008a: 9). No
en an o, se ia um exage o assumi que a his ó ia o al pode se conside ada apenas uma a iedade
de pesquisa linguís ica e cul u al. Sem dú ida, as écnicas de g a ação de ex os o ais exis iam
an es da his ó ia o al o malizada. Ainda assim, é di ícil ala dela como uma endência sepa ada
an es da c iação de g a ado es de som - a his ó ia o al es á inex ica elmen e ligada à g a ação
de áudio ou ídeo (c . Po elli 2003; Rolle Simmons e a qui os de g a ação de áudio e ídeo (c .
Rolle 2015; B abe e Da ies 2016; 2015) e al. 2025). É es e úl imo luga que é pa icula men e
impo an e pa a iden i ica semelhanças en e a his ó ia o al e os es udos linguís icos e
cul u ais. Um exemplo des a abo dagem no pe íodo o ma i o da his ó ia o al é o abalho de
Benjamin Bo kin Lay My Bu den Down: A Folk His o y o Sla e y (Bo kin ed. 1945). O pesquisado
abalhou em uma coleção de ela os de ex-esc a os (g a ados como pa e do Fede al W i e s'
P ojec nos EUA na década de 1930). Ele, po an o, usou coleções ípicas da his ó ia o al pa a
econs ui a isão do mundo e a linguagem de um g upo social excluído especí ico. Seu abalho
oi, consequen emen e, in e essan e de uma pe spec i a sociolingüís ica. Podemos ala de
his ó ia o al ins i ucionalizada desde a década de 1940 (disco-o mais de alhadamen e em Gocół
2023). No en an o, uma apa en e ap oximação com os es udos linguís icos e cul u ais em sido
isí el desde a década de 1960 ( e Do son 1996). O desen ol imen o con empo âneo da pesquisa de
co pus le ou a um aumen o do in e esse em a qui os de his ó ia o al, especialmen e em
dialec ologia e sociolinguís ica (Rolle 2025; B abe e Da ies 2016; Simmons e al. 2025). Nes e a igo,
com base na li e a u a an iga e ecen e sob e pesquisas na in e seção da linguagem e da cul u a,
en a ei iden i ica os pon os de con a o mais impo an es, emas que ligam a his ó ia o al aos
es udos linguís icos e cul u ais. Começa ei minha e isão do es ado da pesquisa sob e his ó ia
o al den o dos es udos linguís icos e cul u ais examinando como o e mo é en endido po
ep esen an es dessas disciplinas. Is o pe mi i á-me de e mina , de aco do com os
pesquisado es, a elação en e eles. Em seguida, analisando os emas comuns de pesquisa,
iden i ica ei campos de pesquisa indi iduais de i ados desses campos de conhecimen o e usados na
his ó ia o al, e de e mina ei se as de inições desen ol idas den o dos es udos linguís icos e
cul u ais e le em o es ado eal da pesquisa. Uma ez que a in es igação conjun a em uma longa
adição, o a igo em um ca á e eó ico-summá io e, como al, p e ende o nece ao lei o um
quad o sin é ico dos pon os-cha e que ligam os es udos linguís icos e cul u ais à his ó ia o al.
2.DEFINIÇÃO DA HISTORIA ORAL E DA SUAS IM METODOLÓGICAS
Plicações
A olclo is a ame icana Linda S. Wa s desc e eu a his ó ia o al como uma écnica ou mé odo de
abalho de campo. Es e mé odo en ol e a g a ação de en e is as que cap u am as memó ias
dos in o man es. Isso pe mi e que o olclo is a enha acesso mais amplo às desc ições de
an igas adições, i uais, a esana o e a i idades. As en e is as ge almen e con êm dados
que o am ansmi idos apenas o almen e, pa icula men e em sociedades que não p oduziam
documen os esc i os. En e esses g upos "sem his ó ia", Wa s lis ou pessoas esc a izadas,
azendei os, abalhado es de moinhos e donas de casa. G aças às g a ações, o conhecimen o
sob e o seu passado pôde se complemen ado com no as in o mações não egis adas po
esc i o e com um no o pon o de is a (Wa s 2007: 293-294). O e nohis o iado Ga y Y. Okihi o
esc e eu sob e a his ó ia o al de o ma um pouco di e en e de Wa s. Em suas ob as, ele se
e e iu à his ó ia o al de o ma in e cambiá el como um mé odo ou uma eo ia. Ao ca ego iza a
3
his ó ia o al como um mé odo, ele se e e iu a odo o p ocesso de pesquisa, que inclui: concebe o
1
p og ama/escolhe a comunidade linguís ica, en e is a , ansc e e /edi a , edição inal, usa
documen os e de i ação do p odu o inal.
2
No que diz espei o à elação en e a his ó ia e a olcló ica, a e nolingüís ica ou a dialec ologia,
Okihi o en a izou a necessidade de descob i ce os signi icados que es a am p esen es na
consciência de g upos especí icos, mas não se o na am obje o de econs ução de pesquisa
de ido à sua ausência em on es esc i as. Na sua opinião, es a si uação aplica-se p incipalmen e
às comunidades que não p oduzi am ais documen os ou que desempenha am apenas um papel
insigni ican e na sua c iação, como as mulhe es, os memb os da classe abalhado a, as mino ias
é nicas e aciais e as comunidades p e-al abe izadas. Eles o am ap esen ados exclusi amen e
a pa i da pe spec i a de ou as comunidades, ex e nas a elas, e o am des inados a
encaixá-las em sua p óp ia isão do mundo. Po es a azão, os e en os den o de sua es e a
cul u al e am mui as ezes negligenciados, conside ados i ele an es ou ma ginais, e esses
g upos e am a aliados nega i amen e. Po an o, Okihi o iu g ande po encial no es udo de suas
his ó ias o ais do passado. As écnicas de pesquisa ex aídas da e nog a ia e disciplinas
elacionadas desempenham um papel c ucial no p ocesso de pesquisa da his ó ia o al. De aco do
com Okihi o, desc e e ela os o ais do passado de e se concen a em cap u a mudanças
sociais e em como a consciência social dos g upos es udados oi o mada (Okihi o 1981: 43).
Na li e a u a, ambém encon amos de inições mais ocadas na o ma de comunicação. Em um de
seus a igos, Alessand o Po elli analisou a his ó ia o al como um gêne o especí ico de discu so,
essencialmen e um aglome ado de di e en es gêne os de ala. Cu iosamen e, o au o não a ou
a ca ego ia de gêne o de o ma abs a a, mas em es ei a conexão com a si uação comunica i a.
De aco do com ele, a essência da his ó ia o al é de e minada pelo que é di o, a quem, po que canal
e com que e ei o. A de inição de his ó ia o al aqui es á in imamen e ligada à si uação da con e sa
iniciada pelo pesquisado , embu ida em um con ex o social e cul u al e den o de uma comunidade
de comunicação e conhecimen o especí icos sob e o mundo (Po elli, 1997). Na e lexão
sociolingüís ica e dialec ológica con empo ânea, a his ó ia o al é equen emen e
concei ualizada como uma disciplina de pesquisa au ônoma. Simmons e ou os a gumen am que
compa ilha com a linguís ica a capacidade de econs ui o conhecimen o sob e comunidades
humanas, um obje i o comum da his ó ia o al e da linguís ica. O pon o de pa ida pa a es a
econs ução é o es udo das semelhanças geog á icas, his ó icas, sociais e linguís icas
e le idas na linguagem e no ex o. Po es a azão, os a qui os de his ó ia o al assumem uma
impo ância pa icula nas econs uções linguís icas e cul u ais (Simmons e al. 2025: 273275).
De aco do com Ka ja Rolle , o ex o da his ó ia o al em si, especialmen e em g andes co po a que
se em como ma e ial de pesquisa, é c ucial an o pa a o linguis a quan o pa a o pesquisado
cul u al (já que a cul u a não pode se econs uída sem linguagem e ice- e sa). Esses co po a
pe mi em a iden i icação de a iações locais, geog á icas e his ó icas na linguagem e suas
implicações cul u ais (Rolle 2015).
Na alie B abe e Diane Da ies no a am que os a qui os de his ó ia o al podem se eu ilizados
po sociolinguis as. Big da a: "acolhemos a opo unidade que a his ó ia o al de a qui o nos dá
pa a mapea mudanças no diale o ao longo do empo, compa ando ozes mais elhas e mais
jo ens das mesmas á eas, [...] dada a cen alidade da linguagem alada e a in luência dos es ilos
de ala den o do campo da his ó ia o al, um oco no diale o pode se bené ico an o pa a his o iado es o ais quan o pa a linguis as".
(B abe e Da ies 2016: 98).
1
O e mo comunidade linguís ica oi usado pelo pesquisado pa a se e e i a "aqueles que compa ilham símbolos
linguís icos e pad ões de a iculação, e uma ida e expe iências mundiais comuns" (Okihi o 1981: 35).
2
Okihi o dis inguiu cla amen e en e edição e edição inal. O p imei o é limi ado à c iação de uma ansc ição, que é
um egis o li e al das decla ações do in e locu o , conside ando e os, pausas, ges os que acompanham a ala,
e c. Du an e a edição inal, es a e são "b u a" da ansc ição é subme ida a um p ocessamen o edi o ial,
esul ando num documen o in ei amen e no o, pad onizado e mais p óximo da linguagem esc i a (c . Okihi o
1981: 40–41).
4
Je zy Ba miński inicialmen e de iniu a his ó ia o al como "uma a i idade in e disciplina de
na u eza cien í ica e, mais amplamen e, social" (Ba miński 2008a: 11). O e mo "a i idade" e a
mui o ge al, de modo que a de inição oi e inada ao longo do empo. De aco do com Ba miński,
a his ó ia o al é "uma a i idade o ganizada de na u eza cien í ica, social e cul u al, que
en ol e a g a ação, cole a e edição de decla ações pessoais (con as) de pesquisado es,
documen a is as, jo nalis as, egionalis as, e c. e, em sequência, o ná-las disponí eis pa a
um cí culo mais amplo de pa es in e essadas" (2014: 10). Ba miński, como Okihi o, econheceu
a na u eza p ocessual da his ó ia o al (g a ação, a qui amen o, edição).
Em seu a igo de 2014, no en an o, o es udioso de Lublin in oduziu uma no a dis inção que não ha ia
apa ecido an e io men e em seu abalho. Ele a gumen ou que podemos ala de dois
en endimen os di e en es da his ó ia o al. O p imei o é cap u ado pela de inição ci ada acima.
Nes a abo dagem, Ba miński chamou-lhe his ó ia o al o ganizada. Ao lado dele, há a his ó ia o al
espon ânea. De aco do com o pesquisado , é uma p á ica espon ânea de con a his ó ias que le a
à c iação da memó ia de uma comunidade de sua his ó ia (Ba miński 2014: 10[…]11). Es es dois
e mos, cunhados po Ba miński, e e em-se a concei os comple amen e di e en es. Não há
denominado comum en e eles; O in es igado não os a ibuiu a nenhuma ca ego ia comum. Es a é
uma abo dagem inédi a […] a his ó ia o al não inha uncionado an e io men e como um nome pa a
p onunciações humanas espon âneas, mas como um nome pa a a p á ica de cole á-las e analisá-las.
A ques ão pe manece se a dis inção de Ba miński de sua a iedade espon ânea pode se
jus i icada. Na minha opinião, is o é mul iplica en idades além da necessidade. Assumindo a
exis ência de uma his ó ia o al espon ânea, e íamos de conside á-la uma capacidade cogni i a
humana na u al e es ende seu su gimen o a é mesmo aos p imó dios da humanidade. Enquan o
isso, mui as disciplinas êm usado há mui o empo e mos que podem subs i ui com sucesso a
his ó ia o al espon ânea - en endida como a p á ica de con a his ó ias e uma habilidade cogni i a
- po exemplo, na a i a (pa a mais in o mações sob e o uso des e e mo na his ó ia o al, eja
Gocół 2013; 2014). Além disso, exis e o pe igo de, ao u iliza as duas de inições simul aneamen e,
e e i mos-nos ao ma e ial de in es igação e à sua análise da mesma o ma. A iden idade da
his ó ia o al é de e minada p incipalmen e pelo seu ma e ial de pesquisa especí ico: ex os o ais
sob e o passado, que são es udados po ep esen an es de o igens mui o di e sas. Po es a
azão, de e se de inido amplamen e como endências de pesquisa, sociais e cul u ais baseadas no
egis o, a qui amen o e análise ou p ocessamen o de ex os o ais sob e o passado (c . Gocół
2016; 2023).
3. APRÊSOS HISTÓRICOS E ANTROPOLÓGICOS
Ba miński (2014) ambém en a izou a na u eza in e disciplina da his ó ia o al. Ao desc e e
es e aspec o, ele se baseou p incipalmen e em es udos an e io es de Da id Dunaway (1996),
Richa d Do son (1996) e Donald Ri chie (2003). Ri chie en a izou que a memó ia é o núcleo da his ó ia
o al (2003: 19), enquan o Dunaway e Do son en a iza am a o alidade da ansmissão como uma
3
ligação en e á ias abo dagens de pesquisa (Dunaway 1996: 9 […] 10; Do son 1996: 287). O e cei o
es udioso, em pa icula , como olclo is a, dedicou conside á el a enção à o alidade e seu papel
na in e p e ação de ela os do passado. Ele en a izou que o p imei o con a o en e a olcló ica e
a his ó ia o al oco eu apenas na década de 1960 (Do son 1996: 287).
3
Vale a pena no a que Ri chie explici amen e e i ou uma ca ego ização cla a da his ó ia o al. Ele ac edi a a que o
p ocesso de pesquisa e a complexo e que os mé odos de pesquisa usados e am cla amen e dependen es dos obje i os
de pesquisa de uma de e minada disciplina. Po an o, Ri chie decla ou explici amen e que, em sua opinião, nenhuma
de inição de his ó ia o al ealmen e cap u a ia o que a his ó ia o al ealmen e é. Sua conexão com a memó ia e a
impo an e pa a o pesquisado , pois ele ac edi a a que um sis ema de signi icados pode ia se ex aído de ex os.
Pa a ele, os ela os de his ó ia o al e am, po an o, ma e ial que pe mi ia a econs ução da es e a concei ual (Ri chie 2003: 19).
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De aco do com Dunaway, a his ó ia o al ganhou sua o ma in e disciplina con empo ânea mui o
len amen e - um p ocesso concluído apenas na década de 1990 (Dunaway 1996: 10). Esc e endo sob e o
desen ol imen o da his ó ia o al, Do son (1996) des acou á ios p oblemas signi ica i os que
su gi am da in e pene ação maio do que an es dos concei os de cole a, a qui amen o e análise de
ela os o ais do passado com á ias disciplinas de pesquisa, pa icula men e a olcló ica. Ele
obse ou que nos anos sessen a, a his ó ia o al e a is a p incipalmen e a a és da len e da
his ó ia e disciplinas elacionadas. No en an o, a olcló ica emp egou mé odos de pesquisa
di e en es e seguiu obje i os dis in os dos da his o iog a ia. Po an o, o es udioso dis inguiu
en e duas abo dagens de pesquisa. A p imei a abo dagem, a his ó ia eli is a o al, baseia-se em
mé odos de i ados da his ó ia adicionalmen e comp eendida. Os pesquisado es que escolhem essa
abo dagem se concen am p incipalmen e na análise do con eúdo da mensagem, buscando a
con i mação de a os his ó icos, a pa i dos quais econs uem uma na a i a sob e o passado. A
his ó ia eli is a o al endeu pa a a his ó ia "eli e" e g andes na a i as, alinhando-se assim com a
endência mais adicionalis a na his ó ia o al (Do son 1996: 287-291). Ago a podemos chama essa
abo dagem de his ó ica, pois seu obje i o é uma econs ução ela i amen e obje i a de a os
his ó icos (c . Gocół 2016; 2023). De a o, é hoje ípico não apenas da his o iog a ia o ien ada pa a o
posi i ismo, mas ambém, en e ou os, dos jo nalis as que se es o çam pa a p eenche os
"pon os em b anco" da his ó ia (c . Bo owik 2008).
A segunda abo dagem, a his ó ia popula o al, endia pa a pequenas na a i as, his ó ias sob e a
his ó ia e a adição locais. Seu oco e am os ela os do "po o". Ado ando es a abo dagem, os
o alis as endem a analisa a es u u a e a linguagem da mensagem, bem como os ges os e
emoções que a acompanham (Do son 1996: 287-291). La y Danielson (1996) ap esen ou uma
pe spec i a semelhan e sob e a his ó ia o al, com um oco pa icula na his ó ia local. Es a
abo dagem pode se chamada de an opológica, po que não coloca a os his ó icos no cen o do
in e esse, mas o se humano, o sujei o cogni i o, e o obje i o das a i idades de his ó ia o al não é
a econs ução obje i a do passado, mas a econs ução da memó ia, manei as de lemb a e
ala sob e a p óp ia memó ia e a do p óp io g upo social. Es a abo dagem es á mais p óxima dos
mé odos con empo âneos de linguís ica e ciências cul u ais, especialmen e da e nolinguís ica e
dos es udos da memó ia linguís ica (c . Nide la 2010;
Wójcicka 2014a; e Czachu 2017). O Conselho de Adminis ação do Conselho de Adminis ação do Conselho de Adminis ação do Conselho de Adminis ação do Conselho de Adminis ação do Conselho de Adminis ação do Conselho de Adminis ação do Conselho de Adminis ação do Conselho de Adminis ação do Conselho de Adminis ação.
Na Polônia, Pio Filipkowski (2010) baseou-se na di isão de Do son. Dunaway, Do son e Danielson
en a iza am a in e disciplina idade da his ó ia o al, enquan o Ba miński apon ou que alguns
p oje os de his ó ia o al es ão si uados em o no da mul idisciplina idade anso , mas ele
não desen ol eu essa ideia (Ba miński 2014: 11).
A pesquisa dialec ológica e sociolingüís ica con empo ânea baseada em g andes conjun os de
dados em uma inclinação an opológica dis in a. Seu oco es á semp e na comunidade humana,
cujas ca ac e ís icas únicas podem se econs uídas a a és do es udo de sua língua e
cul u a, como e le ido nas his ó ias o ais. Co pos de ex o bem desc i os, acompanhados de
me adados linguis icamen e ele an es, pe mi em a econs ução da di e sidade egional e
empo al de uma comunidade, po um lado, e da isão de mundo dessa comunidade, po ou o. Tais
conjun os de dados de di e sos alan es na i os de o mas dialec ais e egionais são
impo an es na pedagogia e na popula ização do conhecimen o, bem como na comunicação in e na
de á ios g upos sociais, di e enciados po a o es como idade, local de esidência, o igem, língua,
s a us social, gêne o, e c. (Rolle 2015: 81[…]82). De ido às mudanças empo ais nos dados
linguís icos e cul u ais, os conjun os de dados desen ol idos po linguis as podem se i como
uma melho on e secundá ia pa a a comp eensão da his ó ia (c . B abe e Da ies 2016: 106, c . Pu i
2025: 122 […] 123). Em suas desc ições, os sociolingüis as p es am mais a enção ao que o
in e locu o diz, bem como à o ma como ele ou ela o diz. Es a di e ença de abo dagem o na as
on es de his ó ia o al in e essan es pa a a sociolingüís ica, mas um ex o desen ol ido po um
sociolingüis a pode se o na uma no a on e his ó ica de qualidade (B abe e Da ies 2016: 106). Um
no o objec i o que combina es as duas abo dagens pode se a econs ução não só da his ó ia, mas, acima de udo, da p óp ia memó ia e le ida nos
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dados linguís icos e ex uais (B abe 2025). Isso signi ica que o oco de ambas as disciplinas não
é an o na his ó ia, mas no homem e na comunidade humana. A ques ão pe manece: como e a
sua elação an e io e o que a his ó ia o al i ou da olcló ica, da e nolingüís ica e da
dialec ologia? As obse ações dos pesquisado es le a am a á ios pon os de in e secção com
es udos linguís icos e cul u ais. Enume o abaixo os mais impo an es.
4. TEXTUALIDADE
O ma e ial de pesquisa de um o alis a é um ex o o al sob e o passado, que em mui as
ca ac e ís icas especí icas. Mui os deles o am desc i os nos ex os de Ba miński (2008)
e do es udioso i aliano de es udos cul u ais Alessand o Po elli (c . 1997; 2003; 2005). Os
pesquisado es en a iza am, en e ou os, a audibilidade, a ges ualidade, a si uacionalidade, a
dialogicidade, a a iabilidade e a ansi o iedade de ais ex os.
Os ex os o ais semp e su gem no p ocesso de in e ação. A comunicação o al é adap ada à
si uação dialógica. Falamos semp e com alguém. No diálogo, o ma-se uma elação Eu-Você. Po
es a azão, os papéis do eme en e e do des ina á io al e nam-se nos ex os o ais. Embo a a
exp essão possa assumi a o ma de um monólogo (como os ex os de his ó ia o al cos umam
aze ), ela é semp e di igida a alguém (Ba miński 2008b: 15). A na u eza dialógica dos ex os de
his ó ia o al ambém oi en a izada po Po elli. Ele obse ou que uma das elações o madas
den o de uma en e is a de his ó ia o al é o diálogo en e o in o mado e o pesquisado . Po elli,
no en an o, não pa ou de en a iza o papel da comunicação in e pessoal na cons ução de ex os
de his ó ia o al. Ele ambém chamou a a enção pa a ou as elações que in luenciam a o ma inal
da decla ação. Is o inclui a comunicação in ape sonal (I-I) e a comunicação social (I-THEM). A o ma
inal do ex o é, po an o, in luenciada não apenas pelo diálogo com o pesquisado , mas ambém
pela memó ia e pelo con ex o sociocul u al (Po elli 2003: 72 […] 73; 2005: 2 […] 6).
Po es a azão, os ex os de his ó ia o al podem se subme idos a análise con e sacional
( elação I-YOU), mas ambém se em pa a econs ui a pe spec i a subje i a do indi íduo
(I-I) e do cole i o (I-THEM) (c . Wójcicka 2016).
Esses ma cado es ex uais ambém se e le em em g andes co po a de ex o e pe mi em a
econs ução de ca ac e ís icas linguís icas e men ais de comunidades (Rolle 2015; B abe
2025). Isso é e elado na me a-desc ição de ex os e na econs ução de ca ac e ís icas
comuni á ias e le idas na linguagem (B abe e Da ies 2016: 99), às ezes com a ajuda de
modelos de in eligência a i icial (Simmons e al. 2025: 274). O ex o, po an o, con inua a se o
oco de no as pesquisas.
5. NARRATIVIDADE
A na a i a é um dos e mos mais equen emen e usados nos es udos con empo âneos de
humanidades. Eu omi o uma e isão de suas de inições no campo de disciplinas indi iduais, que eu já
conduzi em ou o abalho (Gocół 2013: 1018; e ambém Fila 2014: 1334), assumindo que a na a i a
é um odo echado na o ma de uma sequência desc i i a signi ica i a, o ganizada em e mos de
en edo e empo, capaz de cump i uma unção cogni i a e alcança esquemas e sc ip s cogni i os
em que o sujei o é e elado (Gocół 2016: 1732; c . Ba ke 2005: 33). Es a comp eensão des e e mo é
o esul ado de mui os anos de análise nos campos da linguís ica, dos es udos li e á ios, da
iloso ia, da sociologia e da psicologia. Alessand o Po elli (2003), Ma zena Ma czewska (2014), e Anna
Nide la (2010) iden i ica am a na a i a como uma das ca ac e ís icas mais impo an es dos
ex os de his ó ia o al. O his o iado Da id Ca (1991) concen ou-se não apenas nos pad ões
na a i os, mas, acima de udo, na unção cogni i a e social das his ó ias. Isso le ou a pesquisa
his ó ica a se ans o ma em linguís ica em duas á eas. Em p imei o luga , examinou-se não
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apenas o con eúdo, mas ambém a es u u a dos ex os. Consequen emen e, as análises
his ó icas começa am a basea -se nas descobe as da es ilís ica, da ex ologia e da linguís ica.
Em segundo luga , a his ó ia deixou de se en endida apenas como o es udo do passado, e a ên ase
mudou pa a a análise ex ual. Os his o iado es, além de econs ui a o dem dos acon ecimen os
eais do passado, in e essa am-se em econs ui a es e a concei ual, a es e a concei ual dos
na ado es, cujas ans o mações se e ela am igualmen e in e essan es do pon o de is a
his o iog á ico (c . Ca , 1991). Isso ap oximou a pesquisa his ó ica de análises linguís icas (e uma
abo dagem an opológica da his ó ia o al), ocada na econs ução de elemen os da es e a
concei ual com base em ex os, po exemplo, examinando a isão de mundo linguís ica. Anisa Pu i
obse ou que a pesquisa sociolingüís ica não se concen a exclusi amen e no ex o; Em ez disso,
a a és da análise de dados ex uais, es o ça-se po econs ui a expe iência pessoal do
indi íduo e da comunidade. A ca ego ia desc i i a que liga o ex o ao cu so da ida é p ecisamen e
na a i a, o que pe mi e a o ganização empo al do conhecimen o sob e a ida a a és de o mas
linguís icas (Pu i 2025: 113). De aco do com Ka ja Rolle , ci ando, en e ou as, a pesquisa
an e io men e mencionada de Bo kin, a pesquisa na a i a pe mi e a econs ução não apenas
dos meios linguís icos usados po uma comunidade especí ica, mas ambém de sua expe iência,
que essa linguagem especí ica oi usada pa a exp essa . Como esul ado, as na a i as de
his ó ia o al são uma aliosa on e de conhecimen o pa a a sociolingüís ica, e quando
desen ol idas po um dialec ólogo ou sociolingüis a, ambém podem se o na uma e amen a
pa a a educação social (Rolle 2015: 74, 78). De aco do com B abe e Da ies, a elação en e
eminiscência, na a i a e iden idade é c ucial pa a os pesquisado es con empo âneos de
linguagem e cul u a. A na a i idade das on es é, nes a abo dagem, a cha e pa a econs ui a
memó ia e a expe iência subje i a de um indi íduo e a expe iência social mais ampla de g upos
usando a iedades comuns da linguagem ambien al e pad ões de ala comuns, desen ol idos em um
con ex o his ó ico, e le idos na memó ia (B abe e Da ies, 2016, p. 99).
6. Subje i idade
Ba miński (2008), Po elli (2003), Nide la (2010) e Ma czewska (2014) en a iza am a subje i idade
dos ex os de his ó ia o al. Uma consequência na u al do econhecimen o da na u eza
na a i a das on es e es udos his ó icos oi a exposição do assun o como uma ca ego ia
supe io , o ganizando a na a i a enquan o simul aneamen e anscende o ex o e a p óp ia
linguagem.
Ca (1991) conside ou o sujei o que moldou sua p óp ia na a i a de e en os passados como o
a o decisi o na de e minação da especi icidade das on es sob e o passado. Es e sujei o em
suas p óp ias in enções e a ibui unções desejadas aos elemen os na a i os. Eles uncionam
den o de um empo e ambien e social especí icos, o que con ibui pa a o con ex o de sua
na a i a, de e minando seu pon o de is a e o sis ema de alo es ap esen ado no ex o. Suas
decla ações são moldadas pelos pad ões na a i os que selecionam e modi icam. Além disso, a
na a i a his ó ica oi a ada como p ede inida a é ce o pon o pela expe iência empí ica do
sujei o (Ca 1991). Es a isão da na a i a his ó ica es á p óxima da abo dagem
linguís ico-cul u al e an opológica.
O assun o, en endido como homo na ans ou homo loquens, ou como uma ca ego ia que
anscende a linguagem, o nou-se a ca ego ia cen al na e nolinguís ica, assim como em
odas as humanidades. É o sujei o que ansmi e uma ce a isão de mundo (de na u eza
linguís ica ou linguís ico-cul u al), e com base no ex o c iado po ele, a es e a concei ual
é econs uída (Fila 2013: 95[…]104; Ba miński 2008b: 168; pa a a abo dagem
linguís ico-cul u al, eja Anusiewicz e al. 2000).
Tan o nas ciências da linguagem e da cul u a quan o na his o iog a ia, a abo dagem
cons u i is a p e aleceu. De aco do com ele, o sujei o não só cons ói uma na a i a sob e o
passado, mas ambém sua p óp ia iden idade (po ezes chamada de na a i a de iden idade) ou,
mais amplamen e, subje i idade. A p óp ia comp eensão do assun o ambém mudou na linguís ica
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com a chamada segunda e olução cogni i a. A isão do sujei o ep esen acional (um sis ema
simbólico, a men e do sujei o) es á sendo subs i uída po uma abo dagem ecológico- enomenal, o
e mo "sujei o" ab angendo ambém o ambien e que esses sujei os expe imen am e no qual eles
ope am (Muszyński 2008: 80 […] 84). De aco do com Ch is Ba ke , a pesquisa linguís ico-cul u al
sob e o assun o se concen a em como nos o namos quem somos, como c iamos uma isão de
nós mesmos como sujei o, como nos iden i icamos (e nos ligamos emocionalmen e) com a
desc ição de nós mesmos como ep esen an es de um de e minado g upo ou ca ego ia (gêne o,
aça, g upo e á io) (Ba ke 2005: 11-12). Nes a abo dagem, o sujei o não é uma ca ego ia isolada,
mas um memb o de um g upo que c ia sua na a i a sob e a ida den o de um discu so ou
discu sos mais amplos. Semelhan e ao concei o de Ca , há uma elação e lexi a en e um
indi íduo que c ia uma na a i a sob e si mesmo e o g upo, e o g upo de cujo discu so e
iden idade eles se baseiam, e que eles co-c iam.
7. A RELACÃO COM A MEMORIA
As análises linguís icas e cul u ais de ex os de his ó ia o al se sob epõem cada ez mais com o
desen ol imen o de es udos de memó ia linguís ica (c . Chlebda 2019; Wójcicka 2014a; Czachu
2017). Uma ez que as na a i as são ine en emen e subje i as e su gem den o do discu so
social, o nou-se c ucial de e mina sua elação com a memó ia indi idual e cole i a. Ma a
Wójcicka di idiu essas abo dagens em desin eg ação e in eg ação. A p imei a abo dagem assume
que a memó ia e a his ó ia são ca ego ias sepa adas, não endo nada em comum. Es a isão oi
g adualmen e subs i uída po posições in eg ado as, de endidas, en e ou os, po
ep esen an es da "no a his ó ia". Os de enso es des a abo dagem se opuse am a a a a
memó ia e a his ó ia como uma única ca ego ia ou como sepa adas. Em ez disso, eles assumi am
que a memó ia e a his ó ia es ão ligadas po elações complexas e mul idimensionais (Wójcicka
2014a: 89[…]96; 2014b: 24[…]33, c . Woźniak 2008).
De aco do com Ka ja Rolle , o obje i o da pesquisa da pe spec i a de um linguis a não é
econs ui e en os his ó icos, mas sim econs ui a memó ia indi idual e comuni á ia - um
pon o e le ido no co pus do Banco de Memó ia do Milênio que ela examinou (Rolle 2015: 78). De
aco do com B abe e Da ies, a memó ia se e le e no es ilo na a i o e nos elemen os de
gêne o, como a sa u ação do ex o com anedo as e o conhecimen o e a linguagem
compa ilhados do eme en e e do des ina á io. Isso pe mi e a econs ução da memó ia
indi idual e cole i a (B abe e Da ies 2016: 100, 103).
Como a memó ia não é di e amen e acessí el a nós, sua análise é eduzida ao exame de
ex os c iados com base em memó ias. Isso ab e ou a á ea pa a pesquisa conjun a en e
linguís ica e his ó ia o al.
8. PERFORMATIVIDADE
Dada a na u eza con ex ual e subje i a da na a i a, o nou-se necessá io p es a a enção à
sua execução. Os his o iado es deixa am de es uda o con eúdo da mensagem; A o ma como e a
moldada ambém o nou-se impo an e. O desen ol imen o mais dinâmico da pesquisa nes a á ea
oi associado à emancipação das on es o ais, nas quais su giu a necessidade de desc e e os
elemen os não e bais da si uação comunica i a e seu impac o na na a i a, exigindo o uso de
es udos linguís icos (c . Mo issey em 2003; Rolle em 2015; Ma czewska
2014).
9. Conclusão e discussão
Como pode se acilmen e is o, su giu uma ce a gama de ópicos elacionados à his ó ia o al,
in e essan es do pon o de is a dos es udos linguís icos e cul u ais, que podem se analisados
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a a és de es udos ex ológicos, e nolinguís icos, na a i os, con e sacionais, concei uais ou de
memó ia. Todos esses ópicos es ão mais in imamen e ligados às ca ac e ís icas dos ex os
o ais sob e o passado do que a qualque quad o de inido com p ecisão da his ó ia o al. Pode-se
hipo e a que o que ealmen e une essas á ias abo dagens é o p óp io ma e ial de pesquisa - um
campo mui o mais bem ca ac e izado do que a p óp ia his ó ia o al. Os es udos cul u ais isam
uma desc ição obje i a da cul u a de uma de e minada comunidade, enquan o os es udos
linguís icos isam uma desc ição mul i ace ada da linguagem. Eles são in e namen e
di e enciados po suas á ias pe spec i as. Seu in e esse comum eside na es e a men al,
e le indo o conhecimen o compa ilhado do mundo en e os memb os de uma comunidade
linguís ica. Os dados linguís icos e ex uais pe mi em a sua econs ução. É aqui que o in e esse
dessas disciplinas se sob epõe à his ó ia o al. O seu p imei o e undamen al elo é o p óp io ex o.
Todas as de inições de his ó ia o al se concen am no ex o o al - sua c iação, g a ação e
p ocessamen o. Es e ma e ial de pesquisa único é uma on e de dados linguís icos que pe mi e a
econs ução da isão de mundo de uma de e minada comunidade. As subdisciplinas
pa icula men e ocadas nes a ca ac e ís ica incluem a ex ologia (o es udo de ex os de uma
pe spec i a linguís ica), seguidas po aquelas que econs uem uma isão de mundo especí ica e as ca ac e ís icas de uma de e minada comunidade a pa i de ex os.
A na a i idade o ganiza dados linguís icos e ex uais, conec a-os a uma o dem empo al e
o nece-lhes um con ex o his ó ico. É, po an o, undamen al pa a econs ui o conhecimen o
compa ilhado e a iden idade do g upo. Po es a azão, as subdisciplinas que econs uem
ca ac e ís icas especí icas de g upos se basea ão nele: social (sociolinguís ica), egional
(dialec ologia) ou de g upo ( olcló ica). No cen o do in e esse nas ciências da linguagem e da cul u a
es á o sujei o, an o indi idual (uma pessoa alan e) como cole i o (um g upo que compa ilha
ca ac e ís icas). Sua imagem pode se econs uída com base em dados linguís icos e ex uais, o
que é de pa icula in e esse pa a a an opologia, an o linguis icamen e quan o cul u almen e. Com
base em ex os de his ó ia o al, as memó ias de indi íduos e g upos são econs uídas. Isso pode se
impo an e não apenas pa a es udos de memó ia, mas ambém pa a a subdisciplina na in e seção de
es udos linguís icos e cul u ais, a sabe , a e nolinguís ica, que isa econs ui a isão de mundo de
um g upo. Todas es as disciplinas es ão in e essadas na pe o mance e na si uação comunica i a
especí ica em que um ex o o al é c iado. O desempenho comple a o conjun o de ca ac e ís icas
ípicas da his ó ia o al, pois o diálogo p oduz o p óp io ex o, que se e como ma e ial de pesquisa. O
desempenho es á elacionado a écnicas especí icas de abalho de campo ípicas dos es udos
linguís icos e cul u ais. Os emas-cha e que ligam a his ó ia o al a essas disciplinas e suas
subdisciplinas são mos ados no diag ama.