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Universality in Semantic Dynamics: from ‘body’ to ‘person’, ‘self’, ‘soul’

Alexander I. Iliadi; Ilona M. Derik

Abstract

The research is aimed at describing a relevant regularity in semantics development tending to be universal due to the evidence in many languages. In the focus of the research, there is an identical sequence of stages of semantic evolution ‘body’, ‘corpus’ → ‘person’, ‘self’, ‘soul’and its outcome revealed in the languages under analysis. The reviewed semantic shift is presented in genetically related and unrelated languages in different periods of their history, which makes it possible to define it as a phenomenon diachronically reproduced at each chronological cross-section. The postulate of the universality of the semantic correlation between ‘body’, ‘body parts’ & ‘soul’, ‘spirit’, ‘person’, and ‘self’ is based on the reliably established regular sequence of “steps” from the etymological ‘body’ to other meanings in the languages of eleven genetic families. This correlation of sememes can be defined as a cluster of chains of semantic changes. Despite some differences, these chains still fit into the framework of the same semantic model, which was implemented in different conditions, from which these differences originate. That is, all variants of semantic shifts took place under certain conditions and were included in the “operational field” of one model.

Full text

170 Acta Linguistica Lithuanica XC ALEXANDER I. ILIADI The State Institution “South Ukrainian National Universidade Pedagógica em homenagem a K. D. Ushinsky ORCID id: orcid.org/0000-0001-5078-8316 Campos de pesquisa: etimologia, linguística comparativa-histórica, linguística geral e tipológica. ILONA M. DERIK A Instituição Estadual […]Universidade Nacional Pedagógica do Sul da Ucrânia com o nome de K. D. Ushinsky[…] ORCID id: orcid.org/0000-0002-8979-4745 Campos de pesquisa: linguística geral e tipológica, estudos de tradução, linguística de corpus. DOI: doi.org/10.35321/all90-07 UNIVERSALIDADE em semântica Dinâmica: DE "CORPO" A "CORPO" "Pessoa", "Eu", "Alma" Semantinės dinamikos universalumas: nuo ‘kūno’ iki ‘asmens’, ‘savasties’, ‘sielos’ Anotação A pesquisa tem como objetivo descrever uma regularidade relevante no desenvolvimento da semântica que tende a ser universal devido à evidência em muitas línguas. No foco da pesquisa, há uma sequência idêntica de estágios de evolução semântica "corpo", "corpo" → "pessoa", "eu", "alma" e seu resultado revelado nas línguas em análise. A mudança semântica revisada é apresentada em línguas geneticamente relacionadas e não relacionadas em diferentes history, which makes it possible to define it as a phenomenon diachronically reproduced at each chronological cross-section. The postulate of the universality of the semantic períodos de sua correlação entre "corpo", "partes do corpo" e "alma", "espírito", "pessoa" e "eu" baseia-se na sequência regular de "passos" de forma confiável do "corpo" etimológico para outros significados nas línguas de onze famílias genéticas. Esta correlação de sememas pode ser definida como um aglomerado de cadeias de mudanças semânticas. Apesar de algumas Straipsniai Artigos 171 e Universality in Semantic Dynamics: from ‘body’ to ‘person’, ‘self’, ‘soul’ diferenças, estas cadeias ainda se encaixam no quadro do mesmo modelo semântico, que foi implementado em diferentes conditions, from which these differences originate. That is, all variants of semantic shifts took place under certain conditions and were included in the “operational field” of one model. Palavras-chave: universalidade semântica, correlação de significados, tipologia linguística, modelo, pronome, palavra composta, reflexo. ANOTACIJA Tyrimo descreve o correspondente raidos semânticos dėsningumą, que devido a evidências em muitas kalbų é universalus. Tyrimo objektas identiška semantinės raidos etapų seka kalbose. ‘kūnas’, ‘korpusas’ → ‘asmuo’, ‘asmenybė’, ‘siela’ ir jos rezultatai atskleist analizuojamose Apžvelgiamas semantinis poslinkis pateikiamas genetiškai giminiškose ir nesusijusiose kalbose skirtingais jų istorijos laikotarpiais, o tai leidžia jį apibrėžti kaip reiškinį, diachroniškai atsikartojantį kiekviename kronologiniame pjūvyje. Semantinės koreliacijos tarp ‘kūno, ‘kūno dalių ir ‘sielos, ‘dvasios, ‘asmens, ‘savasties universalumo postulatas yra pagrįstas patikimai nustatyta dėsninga žingsnių seka nuo etimologinės ‘kūno iki kitų reikšmių vienuolikos genetinių šeimų kalbose. Šią sememų koreliaciją galima apibrėžti kaip semantinių pokyčių grandinių klasterį. Apesar de alguns skirtumos, estes grandinės vis vyko tam tikromis sąlygomis ir foram incluídos tiek telpa į vieno ir to paties semantinio modelio, realizuojamo skirtingomis aplinkybėmis, rėmus, iš kurių ir kyla šie skirtumai. Tai reiškia, kad visi semantinių poslinkių variantai em vieno modelio operacinį lauką. ESMINIAI ŽODŽIAI: semantinis universalumas, reikšmių koreliacija, lingvistinė tipologija, modelis, įvardis, sudėtinis žodis, refleksas. 1. INTRODUÇÃO 1.1. Estabeleceu-se uma tradição especial de estudo do problema da tipicidade e até mesmo da universalidade das mudanças semânticas. No entanto, não foi geralmente aceito até agora, existindo como uma soma de ideias nas obras de representantes de diferentes escolas linguísticas. Originalmente definido estreitamente por Michail M. Pokrovskij como um fenômeno da regularidade das interrupções de significado nas línguas da Europa (de acordo com ele, "significados idênticos, bastante originais, em várias línguas independentemente umas das outras são elaborados da mesma forma"; Pokrovskij 1895: 13), foi mais tarde incorporado em uma aplicação puramente prática por Carl Darling Buck em seu trabalho A dictionary of selected synonyms in the principal Indo-European languages (Buck 1949). Durante muito tempo, o aspecto da busca de universais na dinâmica semântica das palavras permaneceu a prerrogativa dos estudos etimológicos, ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK Acta Linguistica Lituanica XC, onde a persuasividade da interpretação do significado reconstruído e sua evolução depende da confiabilidade de exemplos tipologicamente semelhantes, distingue obras fundamentais sobre etimologia, from other languages. In particular, the focus on typological analogies in como o Histórico 2021 (publicado em Moscou) e o recente Dicionário Etimológico de and Etymological Dictionary of the Ossetian Language (1958–1995) by Vasilij I. Abaev, as well as the Etymological Dictionary of Slavic Languages (1974– Línguas Germânicas (Viktor V. Levitsky, 2010). No entanto, estudos etimológicos, por distribuição; recolhem apenas factos para as suas próprias necessidades, que their wide range of tasks, are not limited to the recalculation of typological analogies in the development of meaning and do not establish the areal of their podem tornar-se a base para futuras pesquisas teóricas no domínio relevante da universologia. 1.2 Os resultados dos trabalhos de investigação etimológica e semasiológica sobre o significado léxico na sincronia e na diacronia requerem uma base teórica para numerosos exemplos da tipicidade e regularidade das dinâmicas semânticas no tempo e no espaço. Há uma necessidade na teoria que possa elaborar princípios metodológicos para descrever e verificar modelos de mudança semântica comuns a um grande número de línguas relacionadas e não relacionadas. O conjunto correspondente de questões teóricas e metodológicas foi parcialmente analisado nos recentes (1) estudos de Anna A. Zalizniak, que foi a primeira a analisar os universais em polissemia e passou a elaborar um catálogo de transições semânticas (Zalizniak 2013: 397[…]409; 2018); (2) estudos de Elena G. Mikina (Mikina 2009; 2012; 2020; 2022) sobre a evolução semântica dos verbos latinos e românicos da fala. As obras de E. G. Mikina ilustram a síntese orgânica da linguística comparativa-histórica e da tipologia linguística, uma vez que as cadeias de estágios da dinâmica do significado são estabelecidas contra um amplo fundo indo-europeu. Ideias próximas são expostas em: (Nerlich 1992; Geeraerts 1997: 28 e seguintes). 1.3. Há a procura de respostas a duas das questões fundamentais que são relevantes para o estado actual desta questão. O primeiro é sobre a relação equilibrada entre o estado sincrônico da semântica e sua dinâmica histórica no aparelho científico da pesquisa. Sabe-se que "evolução semântica e polisemia sincrônica são dois lados do mesmo fenômeno" (Zalizniak 2013: 413), mas não se sabe (ou não é óbvio) se este é um caso particular de derivação semântica na língua (s) de uma época particular ou se estamos lidando com uma correlação antiga de sememas, reproduzida em uma fatia cronológica tardia. Ambos os fenómenos devem ser distinguidos. Por exemplo, os verbos indo-europeus com um significado primário confiável "encontrar" têm regularmente o semema secundário "dar à luz" (aryn (waryn do sul) ossetiano, erun "encontrar" e "gerar", Pamir Ormuri vār- "encontrar" e "dar à luz" ~ PIE * […]er- "encontrar" (Abaev 73: 1958 […]74); A marcação russa. Criança Straipsniai / Articles 173 Universality in Semantic Dynamics: from ‘body’ to ‘person’, ‘self’, ‘soul’ Encontrar-se-á "nascerá uma criança", dial ucraniano. encontrar uma criança […] para dar à luz um bebê[…], dial sérvio. нашло се дете e outros ~ *na-jьti (ESSJ XXII 113[…] 114, 116; Tolstaja 1997: 290[…]291) com a idade relevante antiga. Por um way, among the Slavs, it arose within the framework of the language of the ritual (still pagan!) action of deceiving fate: a newborn was allegedly brought hóspede que encontrou uma criança na estrada. Assim, pode-se presumir a reprodução de relações semânticas há muito estabelecidas no período tardio do history of the languages of the two groups. But in the case of Turkic tap- ‘to achado, "dar à luz" (Abaev 1958: 74) não há tal clareza como costumava ser no proto-turco (Starostin, Dybo, Mudrak, eds., 2003: 1436: *tăp-; Tenišev et al. 2006: 208, 288) ou mesmo a condição da língua turca antiga (VII[…]XtăIII cc.) como apenas o primeiro significado foi atestado (DTS 533), no entanto, não há dados sobre o significado de "dar à luz" para a antiguidade, por isso pode ser visto como uma derivação local. Bem, as condições culturais desta derivação entre os indo-europeus (iranianos, eslavos) e os turcos também não coincidem. A segunda é que cada exemplo do tipo presumivelmente universal de desenvolvimento semântico deve ser considerado "sob uma lupa" e verificado por um número suficiente de argumentos. A coleta de evidências para cada caso, sua verificação, classificação do material coletado e sua explicação é um trabalho demorado e muito laborioso, mas quase sempre tal pesquisa leva a resultados muito interessantes. Os trabalhos sobre a compreensão linguística de muitos desses fenômenos da semântica ainda estão por vir, especialmente uma vez que a importância do estudo dos universais na dinâmica do significado léxico ainda não foi totalmente percebida. 2.OBJETIVOS E TASKS Um exemplo interessante da correlação entre os sememas "corpo" e "pessoa", "eu" e "alma" que são estudados aqui, com algumas reservas, pode ser considerado como uma ilustração da tese sobre a universalidade de alguns modelos de desenvolvimento semântico. Esta correlação tem sido ignorada na literatura especializada, e entretanto, há muito tempo que existem pré-requisitos científicos para isso. Por exemplo, no catálogo eletrônico […]The Catalogue of Semantic Shifts[…] (Zalizniak et al.: https://datsemshift.ru/shift4380), a transição de […]body[…] → […]self[…] em várias línguas não-indo-europeias é observada. Embora o "Catalogo" simplesmente registre a correlação sincrónica destes sememas, o data collected prompts the search for manifestations of a similar correlation in the Indo-European languages and the study of the conditions of its appearance. ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK Acta Linguistica Lithuanica XC 174 (em inglês) Consequentemente, o objectivo da investigação é descrever o modelo de desenvolvimento semântico "corpo" "parte do corpo", "corpo" […] "pessoa" […] "eu" […] "alma" (ou suas variantes) e provar a sua natureza universal, ou seja, a sua implementação nos sistemas léxicos e semânticos de línguas de diferentes famílias genéticas em sincronia e diacronia. A realização deste objectivo envolve o cumprimento de várias tarefas, "corpo", namely: 1) to summarize all known evidence of the correlation of the sememes "corpo" e "pessoa", "eu", "alma"; 2) provar a natureza direta da consideração derivation in all (if possible) cases, excluding the possibility of mediating (intermediate) stages; 3) substantiate the reproducibility of the model under semântica em diferentes fatias cronológicas da história das línguas envolvidas na análise; 4) para descobrir as razões desta mudança semântica. 3. MATERIAL E METODOLOGIA De investigação 3.1 O estudo envolve o material léxico de onze famílias genéticas de línguas, nas quais vemos a implementação deste modelo de desenvolvimento semântico. Pelo que sabemos, estes dados ainda não foram objeto de uma investigação linguística especial (no âmbito do problema esboçado) e, consequentemente, a semelhança tipológica de diferentes palavras, demonstrando a semelhança do seu desenvolvimento semântico, não é observada e explicada. Uma vez que a primazia do significado de "corpo" em relação aos sememas "eu", "pessoa", "alma" etc. é essencial para o estudo proposto, o primeiro passo no procedimento de prova da originalidade do significado somático é referir-se aos resultados da etimologia e da reconstrução. Estes dados são apresentados em dicionários etimológicos e parágrafos de gramáticas comparativas. Os numerosos factos destas fontes precisam frequentemente de ser generalizados em relação a um amplo fundo tipológico. Se estamos a tratar de línguas cujo vocabulário ainda não recebeu elucidação etimológica, o material é extraído das descrições gramaticais disponíveis dessas línguas, do seu vocabulário e dos seus textos. Isso se aplica em maior medida às línguas algonquinas e austronésias. Uma vez que este artigo não é um estudo de corpus, mas pretende fundamentar a universalidade de um modelo de derivação semântica, parece-nos suficiente simplesmente indicar as suas manifestações em várias línguas de cada uma das famílias linguísticas consideradas. 3.2 Ao analisar o material, baseamos-nos nos princípios teóricos gerais de trabalho com a dinâmica da estrutura semântica da palavra, esboçados nos trabalhos de nossos antecessores, a saber: (Budagov 1963; Stern 1964; Straipsniai / Articles 175 Universality in Semantic Dynamics: from ‘body’ to ‘person’, ‘self’, ‘soul’ Trubačiov 1964; Schuster-Šewc 1975; Nerlich 1992; Geeraerts 1997: 23 […] 122; Traugott 1999; Traugott, Dasher 2002; Geeraerts 2010: 25 […] 41; Mikina 2012). As tarefas do estudo determinaram a escolha dos seus métodos. Em particular, algumas técnicas dos seguintes métodos são utilizadas aqui: (1) comparativa de objetos (palavras) historical (to clarify the relative chronology of the states of semantics of the em consideração em diferentes períodos de sua história e para determinar a relação genética dos léxemos comparados; 2) tipológico (para descrever unidades heterogéneas com evolução semântica semelhante); (3) o método de comentar as entradas do dicionário (para esclarecer a lógica de desenvolvimento e a direção das conexões semânticas entre os sememas de um determinado léxemo). São implementadas no âmbito do procedimento de análise, cuja essência é descrita através de: a soma dos critérios de selecção do material para o estudo; interpretação do material em estudo; – a scheme of representation of facts (see section 4). Criteria 1. Os lexemas empregados no estudo têm dois pólos do espectro semântico: "corpo/parte de corpo", "corpo" VS "pessoa", "eu" e "alma". 2. Deve haver relações derivadas entre ambos os grupos de significados, a saber: os sememas "pessoa", "eu" e "alma" são derivados de "corpo" ou "parte do corpo". 3. Dentro de um aglomerado de sememas "pessoa", "eu" e "alma", derivação sob as relations are also allowed in some cases. 4. It is taken into account that sememe ‘(my)self’ in the body may develop três condições seguintes: a) devido à modificação morfológica do corpo (por afixação); b) como parte de palavras compostas; c) sintaticamente, ou seja, na função do pronome reflexivo ("eu" como "meu" ou "seu" ou "seu" corpo). A última condição é verdadeira apenas para várias línguas do mesmo ramo da família indo-europeia e esporadicamente várias línguas dentro do indo-europeu de lingual areal. 5. Lexemes in which intermediate sememes are marked between both clusters significados, excluindo a derivação semântica direta de "corpo" → "pessoa", etc., are excluded from consideration as they do not correspond to the model of semantic derivation. However, this criterion cannot always be met due to the lack of written monuments in some languages or the low level of their desenvolvimento etimológico. 6. Os lexemas com o mesmo tipo de correlação semântica que surgiu em exemplos cultural-semiotic (mythological, religious, apotropaic) conditions (cf. above the diferentes da correlação "encontrar": "dar à luz" também não são levados em conta. ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK 176 Acta Linguistica Lituanica XC Interpretação (motivos gerais) 1. A natureza da correlação dos significados de uma palavra ou grupo de cognados é descrita através do emprego de modelagem, mas qualquer modelo deve ser verificado através de paralelos tipológicos correspondentes à soma dos parâmetros especificados pelo modelo. Isso significa que a direção e o resultado do desenvolvimento semântico (principalmente em casos que exigem reconstrução semântica) têm línguas diferentes. O que é been proved on the condition that the same vector of evolution of meaning, its initial, intermediate and final stages can be traced in different words from crucial para a análise é apenas o fato da cronologia relevante dos estados semânticos da evidência da palavra e a verificação da preservação da correlação dos sememas como primária e secundária em diferentes línguas em diferentes períodos de sua história. 2. Quanto maior a geografia da implementação do modelo (ele é marcado em muitas línguas), maior a probabilidade de lidarmos com um tipo universal de evolução semântica. 3 - Se o material revela a relevância (urgência) do tipo de derivação semântica mencionado em várias fatias cronológicas ou mesmo ao longo de um período histórico inteiro, não se deve falar de uma inovação na estrutura semântica das palavras que surgiu em algum momento da história da língua, mas de antigas relações de derivação semântica reproduzidas em diacronia. 4.Processo Então, aqui estão alguns fatos pro domo sua da universalidade da transformação de significados léxicos com este vetor. O estudo envolve a seguinte ordem de apresentação dos factos e da sua análise. 4.1. Evidence of Indo-European languages 4.1.1. Léxico iraniano Proto-iraniano *grīā- […] pescoço, nuca do pescoço[…], cujos reflexos exibem os seguintes significados (com a extensão da semântica para Khwarezmian γryw ‘body’ & ‘soul’ and further there are indicated meanings […]corpo em geral[…]): […]self, herself, himself, yourself[…], secundário a combination of words y’ γryw ‘by myself; himself’; further cf. Sogdian ’γryw, man. γryw ‘body’ & ‘person’, ‘soul’, ‘self’ (Livšic 1962: 128, 192; Rastorgueva, […]soul[…] (Èdel[…]man 2008: 57), cf. Èdelman 2007: 291292; Gharib 1995: 130, 167), grīw do persa médio [glyw|] Straipsniai Artigos 177 e 177 Universality in Semantic Dynamics: from ‘body’ to ‘person’, ‘self’, ‘soul’ […] pescoço […], […] garganta […], grīw [glyw|, gryw] […] self […], […] soul […] (MacKenzie 1986: 37; aqui ambas as palavras são dadas em diferentes entradas de dicionário), gryw, gryyw [grīw] […] pescoço […], […] forma […] e […] self […], […] soul […], cf. Gryw hsyng […]Homem Primitivo[…] VS gryw zyndg, gryw jywndg […]Alma Viva[…] (Durkin-Meisterernst 2004: 164). Tais exemplos são interpretados como um ramo semântico (Rastorgueva, Èdelman 2007: 292) ou desenvolvimento semântico (Èdelman 2008: 57), mas as razões e condições desta especialização semântica não são explicadas. Aqui estão exemplos do uso do sogdiano […]γryw como equivalente a um pronome reflexivo nas seguintes frases: […]XRZY ZNH γrywh nwšk(w?) mynm […] […]Então eu me considero imortal[…] VS […]XRZY ZNH γrywh […]mrtch myn[…]m, lit. "então considero-me morto" (Livšic 1962: 128, 192). Para o desenvolvimento semântico "extremos do corpo", "partes do corpo" → "corpo em geral" nos exemplos iranianos, consulte o estudo recente de Velizar Sadovski (Sadovski 2017: 567[…]599; em particular, ver p. 577 e 579). Proto-iraniano *tanū- ‘corpo: Avestano tanū- ‘corpo e ‘pessoa, ‘seu próprio (um também era usado como um pronome reflexivo) (Bartholomae 1904: 633; Abaev 1979: 1), 26 cf. ‘ hiiat mā vohū pairī.jasat manaŋhā pərəsatcā mā cišā ahī kahīā ahī kaṭā aiiar.daxā.daišāi dīhā dīhā aibīvāhū gaū θūṭāhū fərū *tanušāhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhūhū De quem você é? […] Como você […] submeteria seus ganhos diários […] […] marca para interrogação […] em relação a seus rebanhos e pessoas […] (Skjærvø 2018: 121). Além disso, cf. O antigo persa tanūš (tnuuš) […]corpo[…], […]trunco[…] e […]pessoa[…], […]self[…] (Hinzenzie 1973: 152; Abaev 1979: 26): […]também é usado como um pronome reflexivo[…]), Khwarezmian tn […]corpo[…], […]trunco[…] e […]self[…], cf. y[…] tn[…]h […] seu corpo[…] e […]seu próprio[…] (Benzing 1983: 612), Persian tan […] [tn|] […]corpo[…] e […]self[…], cfaza xwēš […]one[…]shu […] (MacK 37: 81; Durkin-Meister 2004: 32; 1979: 39; Persian tan […] […] Persian tan[…], 1979: 39; Persian tan […] […] […]) Como podemos ver, em iraniano *tanūis é frequentemente usado como um *tanūalso performs the same function in the Dardic and Indo-Aryan languages (see below). In general, the semantic spectrum of Proto-Iranian *tanūis identical to the set of basic meanings of its Indo-Aryan etymological counterpart pronome reflexivo. Aryan (ver abaixo). É admissível falar de duas condições prováveis em que este lexema desenvolveu o significado "eu mesmo" e "eu mesmo". 1. Na combinação de palavras Avestan tanūwith xva- […]its, his[…], ‘himself’, cf. auuaēnatā sūcā manaŋhā / āuuarənå vīciθahiiā narm.narəm xvaiiāi tanuiiē – ‘Observe through (this) flame by (your) thought / the *preferences of […]self[…], […]itself[…], discriminação (= julgamento) (feito) homem-por-homem para seu próprio corpo[…] (Skjærvø 2018: 34, 82), cf. acima xwēš tan do persa médio. É provável que o mesmo aconteça ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK Acta Linguistica Lituanica XC assumido para o antigo índio tan[…]- […]self[…], cf. sváyā tanv[…] (um exemplo é adducido de: Mayrhofer 178 1992: 621). Assim, "seu próprio corpo" → "eu mesmo", "eu mesmo", "pessoa". 2. nas combinações de palavras e compostos, formadas com base nas combinações de palavras com os reflexos *tanū-, cf. Jovem avestano tanu.kərətaadj. […]feito por si mesmo, auto-criado[…] (Bartholomae 1904: 636), tanūm (ā)guz ~ antigo indiano tanvàm gh […]se esconder[…] (Mayrhofer 1992: 622) = […]se esconder[…]. O desenvolvimento da semântica […]corpo[…] → […]personalidade, pessoa (= um, o único)[…] também é observado na derivação morfológica, cf. Pahlavi tanīhā […]alone[…] (MacKenzie 1986: 82), tanha persa […]alone[…], […]singular[…], […]only[…], derivado de tan […]body[…] empregando o sufixo adverbial -īhā (Cabolov 2010: 373[…]374). Proto-iraniano *śarah- ‘cabeça: Sogdian sr-sar/ […]head[…] (→ […]self[…]) é usado como o equivalente de um pronome reflexivo nas seguintes frases: ZKw srw nwškw mynm […] […]Eu me considero feliz[…] (lit. imortal), prw srw pcγrβ[…]n […] […](a ordem) eu certamente executarei[…], lit. "Vou levá-lo sobre a [minha] cabeça (= sobre mim mesmo) " (Livšic 1962: 128); Ossetian sær […]head[…] → […]person[…], há também um uso funcionalmente próximo de […]self[…], […]myself[…], cf.: (a) […]nal mæ xæssys dæ særmæ[…] […] […]você se tornou sensível a mim[…]; (b) (Kosta) […]adæmy farnæj koy skænin mæxīcæn kad æmæ sær! […] […]Se ao menos eu pudesse criar para mim honra e dignidade com o farn do povo! […], […]dæ særyl mæ rxæssaj[…] […] […] pode me sacrificar para si mesmo ([…]a sua cabeça[…]) […](Abaev 1979: 73, 74). Oposição Aqui é aconselhável apontar para a ordem inversa do desenvolvimento semântico, que também é atestada no vocabulário iraniano. Trata-se dos reflexos do antigo iraniano *vi-āna- […] respiração […] (Bailey 1943: 106[…]107), *vyāna- (Nyberg 1974: 106), cf. its cultural semantics in: Middle Persian jān [y’n|] ‘the animal spirit of man’ (ibid.: 106), Persian ǰān ‘soul’, ‘spirit’, ‘life’ & ‘live body’ and ‘essence’, ‘child, kid, baby’ (Rubinčik 1970: 425; Avdoev 2017: 18). Here the group of sememes […] alma […], […] espírito […], […] vida […] é primário, motivado com o significado primordial […] respiração […] (cf. Proto-eslavo *duxъ […]spirit[…], *duša […]soul[…] (poética […]life[…]: Russian душа моя […]my life[…]): *dyšati, *(vъz)dъxn[…]ti […]to breathe[…]), enquanto que os sememes […]live (= respiração) corpo[…], […]essence[…] (→ […]child, kid, baby[…]) são secundários. Deve ser apontado que a derivação semântica […] respiração […] […] alma […] […] corpo […] […] essência […] […] criança […] é um exemplo de cronologia relativamente tardia porque os textos do of antiquity ‘body’, ‘child’. Straipsniai Artigos 185 e 185 Universality in Semantic Dynamics: from ‘body’ to ‘person’, ‘self’, ‘soul’ persa médio não contêm peças de evidência ou […] corpo (= parte principal do ser) […] […] próprio (= próprio corpo) […], […] pessoa […], […] alma […] (nos outros casos). 4.2.7. Línguas Vainakh Chechen doog ‘heart & ‘soul (cf. dagahj ‘at heart, ‘in soul) (Karasaev, Maciev 1978: 147, 555), duog ‘heart, Ingush duog ‘heart, Batsbi dok ‘I heart (Dešeriev 1963: 527) ~ Chechen degI ‘body (degIan meženaš ‘body parts) (Karasaev, Maciev 1978: 615), cf. Doog Šanra Asbekova, 67 Bochlat Shmaytchun Shengeta and Valcha [...] […] Asbek is brave in spirit, Bursting into the middle of the enemy, Beclan is a steel weapon to cut down the enemy […] (Beckham, 2011: Index). Aparentemente, o sememe "alma" é uma inovação da palavra checheno, uma vez que apenas o significado de "coração" é notado por suas "contrapartes" genéticas em outras línguas. Em todos estes casos, podemos ver formas separadas existentes que continuam um protótipo etimologicamente comum. Nas línguas vainakh, este foi dividido como resultado da alternância primária de vogais na raiz (ver, por exemplo: Dešeriev 1963: 527). O que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é 4.2.8. Léxico afroasiático Semítico Geez akāl corpo, membro, substância, hipostase e pessoa, volume, Tigrigna akal corpo, amharico akal pessoa ~ árabe ukl-corps (Belova 2012: 53). A antiguidade da correlação "corpo": "pessoa" deriva de sua representação já na antiga língua etíope (Geez), agora extinta. Como podemos ver, as línguas modernas mantiveram essa correlação. Geez abāl corpo, carne, pedaço de carne, membro do corpo e (meu) eu, pessoa, etc. (Majzel 1983: 197; Leslau 1987:3). Cf. Emma ‘ayneka enta yamān tāseḥḥetaka, melexā waawhāā em-lā ‘lēka, esma yexēyyesaka kama [...] emenna abāleka em-kwellu [...] como ‘pessoa, ‘self (Lambdin 1978: 307). Aramaico gūp- […]corpo[…] e […]personalidade[…], […]eu mesmo[…], hebraico gūp-ā […]corpo[…], (Pós-Bíblico) gūp […]corpo[…] e lacuna […]eu mesmo[…], […]eu mesmo[…] (Majzel[…] 1983: 197), be-gappō […]com o próprio corpo = sozinho[…], Tigre gof […]corpo[…], […]coração[…] e […]alma[…] (Cohen 1970: 108). […]u[…]-at- […]corpo[…], […]corpo[…], Soqotri gitteh […]corpse[…], […]corpo[…] (ibid.: 199) […] *g[…] ~ egípcio […]s [< *gs] […] pessoa[…], […] self[…] (Takács 1999: 255). Gitt-eh do sul da Arábia […]corpo[…], […]corpo[…] ~ egípcio (Pyr) […]s […]mim[…] […]afrasiano *gVč-. Ver: (Majzel […] 1983: 197). Grba epigráfica do sul da Arábia […]corpo[…], […]vida (corporal)[…] e […]pessoa[…], grba sabaica […]corpo[…] e […]pessoa[…], Tigre gärob […]corpo[…] e […]pessoa[…] (Cohen 1970: 178) e ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK 186 Acta Linguistica Lithuanica XC Mehri gǝrǝbēt ‘mass’, ‘group of people’ etc. < *gVrVb- (Blažek 2020: 56: with literatura). É um exemplo de uma cronologia relativamente antiga de correlação "corpo": "pessoa", uma vez que ambos os sememas são atestados no vocabulário árabe antigo. Cushítico Beja gari […]body[…], […]trunk[…] e […]self[…], ac. garob (Rp) = garoot […]corpo[…] e Se *gVrVb- (Blažek 2020: 56). Regarding other Semitic cognates see previous […]self[…] ~ item. No que diz respeito aos exemplos de Beja, o emprego do corpo de somatismo na função de um pronome reflexivo é alcançado através do emprego de uma técnica semelhante à apresentada em húngaro (ver acima). Aqui Beja gari […]corpo[…] é transformado em […]self[…] devido à adição do sufixo possessivo, cf. ugarooyu […]myself[…]. Da mesma forma, o sememe "eu" é encontrado em nifis "alma" > unifsu "eu mesmo" (BPG 2005: 225). 4.2.9. Léxico algonquino Mohegan-Pequot -ahak […]corpo[…] e […]eu mesmo[…] usado como o pronome reflexivo, cf.: […]Tapi ni nukucusumô nahak[…] […] […]Eu posso lavar-me[…]; wiwáhcumunsh’ – ‘I will eat corn with you’ (Fielding 2006: 56). An illustrative example of a change in the grammatical status of a word, accompanied by ‘Music num wici kahak a aparência da semântica pronominal. A antiguidade da transformação gramatical-semântica não é clara. Menominee (como parte de uma frase de uma palavra) vai1 taskūqcikew tem um corpo curto VS dni nēyaw eu mesmo (= meu corpo). Ver: (MD 20[…]21, 151). Arapaho (como parte de uma frase de uma palavra) honoo3i3insinenoo […] estou deitado de costas VS ceniiko[…]ooteihinoo […] sou egoísta (Cowell, 177; DoReCo: doreco.huma-num.fr/languages/arap1274). Natick or Wôpanâak (Wampanoag) /hogk/ ‘a living body or personality’ Moss et al. 2012 22,: & […] criatura[…], […] pessoa[…], […] alma, espírito[…], tum-hogk(a) […] corpo[…], […] si mesmo[…], cf.: […], nutch keteahoghkou pishmus wwau uminnutu, […] […], […] essa alma deve ser cortada de seu povo; [...]’; ‘[...]. Kah noh keteahogkou kesohkóadtog […] […][...], e essa pessoa é culpada[…] (AT 2011: 225, 226). Cheyenne -vétove ‘body’ in the possessive usage develops the semantics ‘myself’ (Leman 2011: 12; ChD: https://www.cheyennelanguage.org/dictionary/ Lexicon.php?letter=13#e21037). O que é o que você quer dizer com isso? Straipsniai / Articles 187 Universality in Semantic Dynamics: from ‘body’ to ‘person’, ‘self’, ‘soul’ 4.2.10. Léxico austronésico Malaio-Polinésia: Cham tràj ~ ṭàj […]corpo[…] e […]mim mesmo[…], Buj Kchan’ Tche 1999: 134). The direction and age of semantic derivation is […]nosso[…] (Alieva, questionável. Indonesian badan […]body[…], […]torso[…] e […]myself[…], […]in person[…] (Korigodskij 69). According to Robert Blust and Stephen Trussel (Blust, Trussel 2013: https:// 1990: www.trussel2.com/ACD/acd-lo_b.htm?zoom_highlight=badan), esta palavra, emprestada […]do árabe através do malaio[…], em todas as línguas austronésias significa […]body[…]. Assim, os sememas "eu mesmo", "em pessoa" resultam da derivação semântica em Indonésia. O Futuna-Aniwa hkano […]corpo[…], […]carne[…], […]essência[…] (tradicionalmente o aspecto mais importante do eu) e […]alma[…], […]espírito[…], […]self consciente[…], cf.: […]kano kaie uri tano hkano[…] […]kano mas preto é o seu corpo[…] VS […]tiona mind (conscious self)’. However, the sememe ‘soul/spirit’ ‘resulting from switch by missionaries in significance of ata and hkano’ (Dougherty 1983: 263). noh[…] […] […] seu espírito, malgaxe tèna […]corpo[…] é usado para […]self, pois não há pronome reflexivo em malgaxe, cf. ***** O material acessível para observação em algumas línguas modernas de outras famílias apenas confirma a correlação entre "corpo" e "humano" e "pessoa" (Zalizniak et al.: https://datsemshift.ru/shift3666), no entanto, a falta de dados sobre sua história e etimologia torna impossível determinar o vetor e o grau de antiguidade da evolução semântica. Isto diz respeito às seguintes línguas: Cavineña (família Tacanan), Yuwana ou Hodï (língua geneticamente não classificada), Otomi (família de línguas Oto-Manguean), Inanwatan (Suabo) e Warembori (família de línguas Trans-Nova Guiné), Mikir (família de línguas sino-tibetanas), She (família de línguas Hmong-Mien (ou Miao-Yao), Panoamin Y (família de línguas Panoan). 5. RESULTADOS (Síntese) E comentários) 5.1 O material analisado permite-nos distinguir três características notáveis. These include in particular: A) Os lexemas com significados etimológicos "corpo (geralmente) " e "corpus (geralmente) " são a base regular para o desenvolvimento dos sememas "alma", "eu", "pessoa" e casos menos frequentes em que estes sememas secundários surgem no ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK 188 Acta Linguistica Lithuanica XC sobre o coração como a sede da alma ou dos words, denoting ‘neck’, ‘throat’, ‘head’ or ‘heart’. A possible reason (mythological background) for the semantic derivation of ‘heart’ → ‘soul’ was the archaic idea sentimentos, cf. Latin pectus […] bosom[…], […] heart[…] e […] soul[…] e acima Vainakh, exemplos afroasiáticos (Tigre) e analogia mais próxima em demonstram as lacunas na Manda sondomme ‘heart as the seat of feelings’, ‘courage’ (Vydrin 1997: 234). B) None of the presented examples has a full paradigm of meanings; they estrutura semântica. O quadro descrito é apresentado na tabela na forma mais geral. Semântica linguística original Semântica secundária Indo-europeia "corpo", "cabeça", "alma", "espírito", "eu", "pessoa", "humano", "proprio" "um" Corpo iraniano […] + + + Corpo indo-ariano […] + + Corpo dárdico […] + + Grego antigo […] (corpo vivo) […] + + Latim […]body[…] + + Corpo hitita […] + + Corpo germânico […] + Corpo eslavo […] + Corpo finno-ugro + Corpo turco […] + + Corpo mongol […] + + + Corpo Tungus-Manchu […] + + + Chukotko-Kamchatkan […] corpo […] + Corpo dravidiano […] + + Vainakh […]corpo[…], […]coração[…] + Corpo afro-asiático, [coração] +++ Corpo algonquino + + + Austronésia Corpo de camada […] + + Corpo indonésio […] + + Malagasy […] corpo […] + Corpo de West Futuna-Aniwa […] + Outra entidade […] + However, we can confidently speak about the universality of such types of semantic development as (1) ‘body’ → ‘self’, ‘person’ or body’ → ‘self’ → ‘person’; (2) ‘body’ → ‘self’, [‘person’], ‘one’s own’; (3) ‘body’ → ‘soul’, "pessoa" (os modelos 2 e 3 estão representados em línguas de três famílias linguísticas); (4) "corpo" e "pessoa". Todos eles acabam por ser implementações Straipsniai Artigos 189 e 189 Universality in Semantic Dynamics: from ‘body’ to ‘person’, ‘self’, ‘soul’ variantes de um único padrão de derivação semântica (cf. Geeraerts 1997: 23[…]24), a diferença entre os quais é devido ao conjunto gramatical (morfológico-sintático) and cultural (worldview) conditions for the functioning of lexemes with the especificado de significados. Sobre as manifestações locais deste padrão ([corpo, corpo morto] → alma desencarnada, alma]; [corpo → alma (descorpora) → pessoa] [corpo […] […] corpo vivo (respirador) […] […] alma […], […] espírito […]/ […] pessoa […], […] eu […]]; [corpo (= parte principal do ser) […] → […]self (= próprio corpo) […], […]person[…], […]soul[…]] etc.) ver acima. No que diz respeito à baixa frequência de exemplos de derivação semântica "corpo" → "alma", "espírito" (o que não nega o fato de que ele é representado em línguas de várias famílias), então este estado pode ser explicado em parte como a consequência da realização do significado "alma" em termos sagrados especiais, portanto, não era necessário extrapolar "alma" em outras palavras. Mas esta conclusão precisa ser verificada com os dados dos monumentos escritos. C) A falta de significado de "eu" na gama semântica de algumas das palavras analisadas pode ser explicada com as restrições que se encontram no próprio sistema da língua. Em particular, o pronome "eu" poderia ser derivado e existir apenas dentro de uma classe gramatical especial de palavras com sua morfologia, portanto, nenhum outro lexema de outro paradigma gramatical (substantivo, numeral) com outras características formais não poderia produzir uma semântica pronominal apropriada. Por exemplo, tal imagem é atestada nas línguas Vainakh, onde o eu pode surgir apenas no paradigma do pronome e nunca entre os substantivos, cf. aqui: pronome […]self[…] sō (1 pessoa, singular), хьō (2 pessoa), шā (3 pessoa), вай-ваьш (1 pessoa, plural), шайна (2 pessoa), цара шаьш (3 pessoa) e substantivo […]soul[…], […]spirit[…] дог, са, […]body[…] дегI (Karasaev, Maciev, 1978: 146, 147, 552, 615). Assim, o semema "eu" pode surgir em um substantivo apenas sob a condição de que não haja dependência direta do significado pronominal da forma, que liga a semântica com a certa classe gramatical de palavras. O sistema linguístico permite pelo menos duas condições em que as palavras que denotam o corpo ou as suas partes desenvolvem os sememas "eu" e "eu mesmo": 1) num certo contexto; 2) como parte da correlação words (see below). 5.2. Comments regarding the specific relationship between ‘body’ & ‘person’, ‘soul’, and ‘self’. As illustrated above the reviewed semantic composta é atestada em muitas línguas. Deixando de lado os significados "brunch", "tronco de planta" como secundários (de "corpo" primário, "corpus"), um pesquisador deve prestar especial atenção a outros significados. Em primeiro lugar, podemos concluir o "eu" secundário, o "primeiro", a "pessoa", a "alma" para o "corpo", o "corpo" e o "tronco", e o apelo aos dados das entradas do vocabulário, dos textos, da etimologia, da reconstrução (ver acima) indica isso. Então, é possível declarar uma mudança semântica universal, mas qual é o seu mecanismo? ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK Acta Linguistica Lituanica 190 XC A) Semantic side. Its semantic base (for some cases) probably was the perception of the body as the main part of a human being, therefore ‘body’ or […] cabeça […] […] pessoa […], […] si mesmo […]; "corpo" → "eu" → "pessoa". Desenvolvimento variante para "alma": "vivo (corpo) " e mais "espiritualizado" → "alma". Se os lexemas são representados por "eu" e "pessoa" no conjunto de significados, então na maioria dos casos "pessoa" é secundária a "eu", uma vez que "eu" apareceu no corpo quando é usado como "corpo de alguém" = "meu" (ver também "corpo" → "proprio", "proprio" = "proprio corpo"), e então "pessoa", "humano" surgiu como resultado da "alienação" (abstracção) do contexto "pronominal". A mudança direta de "corpo" para "pessoa", "humano", baseia-se na sinécdoche, como no caso do russo тело "corpo" e secundária como "pessoa", "humano". B) Fator morfológico. Em algumas línguas, a mudança "corpo" → "eu" ocorreu em certas formas gramaticais do corpo substantivo, onde as próprias condições (semântica gramatical) causaram isso. Assim, o mecanismo semântico "eu" → "corpo" baseia-se na modificação morfológica de palavras com o significado "corpo". Exemplos disso podem ser ilustrados com os dados do: (1) Pashai tānek como uma forma possessiva reflexiva para tān […]body[…]; (2) Língua húngara, onde o pronome reflexivo-amplificador self foi formado a partir do substantivo mag […]body[…] + sufixos pessoais-possessivos apropriados; (3) Beja gari […]corpo[…], que se transforma em […]self[…] devido à adição do sufixo possessivo; (4) Línguas mongóis, onde бījera […] pessoalmente […] = […] por um corpo […], que é um substantivo com o marcador de um caso instrumental -ра; bījerenā […]on yourself[…] = […]on its body[…] […] a forma do locativo com o marcador -ре & o marcador de reflexus possessivum -nā. Assim, aqui a semântica "eu", "eu mesmo" desenvolveu-se em formas de caso, significando "por um corpo" (→ "pessoalmente" → "eu mesmo", "eu mesmo"), "em seu corpo" (→ "em si mesmo", "eu mesmo") e no substantivo corpo, estendido com sufixos pessoais-possessivos ([…]corpo[…] […] meu, seu corpo[…] […] eu mesmo[…] etc.). C) Fator de composição do caule. Em alguns exemplos, o corpo lexêmico adquiriu sememes "eu", "eu mesmo" dentro dos quadros das frases, que mais tarde foram transformadas em palavras compostas. Ou seja, as combinações de palavras com o corpo foram colapsadas em um composto léxico, onde o significado "corpo" foi neutralizado assim como "(meu) eu", cf. Avestan tanu.kərətaadj. […]feito por si mesmo[…]: antigo índio tanū-k[…]t- […]auto-criado[…]. Uma situação semelhante é representada no húngaro (ver acima), onde "corpo" foi neutralizado em derivados pronominais. Sob as mesmas condições, a semântica "pessoa" aparece no corpo: em particular, no antigo tan indiano - também aparece na composição de palavras compostas tanū-kṛít "formando a pessoa", tanū-pna "proteção da pessoa". D) Condições sintáticas. Os significados de "eu", "eu mesmo", "proprio" no corpo aparecem como resultado de seu uso na frase como um pronome reflexivo ou como uma palavra funcionalmente próxima dos pronomes reflexivos e possessivos. O pronominal Straipsniai / Articles 191 Universality in Semantic Dynamics: from ‘body’ to ‘person’, ‘self’, ‘soul’ O uso do próprio corpo foi originalmente baseado em frases como Avestan xvaiiāi tanuiiē "seu próprio corpo", antigo indiano sváyā tanv "seu próprio corpo" etc. Outros exemplos são apresentados esporadicamente em línguas iranianas médias, iranianas modernas (ossetianas) e em turco, mongol, tungus-manchu, etc. Cf. Mohegan-Pequot -ahak ‘body’ changed its grammatical status, being chukotko-kamchatkan integrados na composição da construção polisintética, etc. Em seguida, o corpo na função pronominal substituiu construções semelhantes. Condições de emergência do "eu" no corpo Condições Línguas Morfológico Variação Dentro do sintática composto Condições das palavras Indo-europeu + + + Finno-Ugrico + Turkic + Mongolian + + Tungus-Manchu + Chukotko-Kamchatkan + Dravidiano Vainakh (em inglês) Afroasiático + + Algonquian + Austronesian + E) The “zero semantic correlation” factor. However, there are languages, onde a mudança semântica acima descrita é impossível. Particularmente a nossa atenção é atraída por lexemas nas línguas da África como Rwanda umu-biri […]body[…], Kinga emi-hano […]bodies[…] (Toporova 2000: 28, 29), Fulfulde-Fulfulde (Fula) ter-gal […]body[…], ter-ɗe […]body parts[…] (Koval[…] 2000: 223), […]body[…], Seereer foaal ol […]body[…], Wolof uaar […]body[…] ~ Wereer njer Se […]cerbody[…] (Pozdniakov 1993: 40, 101), Pulaar-Fulfuldé fitan-du ‘soul’, pital-i ‘souls’ (Koval’ 2000: 162: with the reference to Edward Sapir). Words to denote ‘body’ and ‘soul’ here belong to classes semânticas diferentes: […] VS classes activas (classe de objetos ativos, ativos) “passive class” (class of passive objects, passive names) etc. The laws of these classes do not allow the meaning of one class to be produced in the frames of other classes. In other words, semantic derivation here is pretty strictly reguladas e distintas de outras línguas observadas onde o surgimento de novos significados é possível) ALEXANDER I. ILIADI, ILONA M. DERIK 192 Acta Linguistica Lithuanica XC e outros) associações com uma natureza de relações mais fluida e flexível between meanings. 6. Conclusões 1. O vocabulário analisado neste estudo fornece ilustrações suficientes da universalidade do modelo de derivação semântica implementado em diferentes línguas da mais ampla geografia (exemplos de 11 famílias linguísticas!). As leis semânticas e gramaticais dessas línguas criaram as condições para a soma de mudanças semânticas semelhantes, definidas como múltiplas manifestações deste modelo. A multiplicidade pressupõe a presença de um aglomerado de cadeias de (see above), based on which semantic derivation is modelled. 2. In reality we have reasons for assertion about the direction of the semantic deslocamentos semânticos de derivação "corpo" → "eu", "pessoa", "alma", porque "corpo" e "corpo" são originais, o que é confirmado pelos dados etimológicos. 3. A reprodutibilidade do modelo considerado na diacronia é comprovada pela sua representação na semântica léxica das línguas em diferentes períodos de sua história. A derivação semântica tardia em línguas onde não foi registrada anteriormente testemunha a tipicidade de algumas estruturas semânticas do pensamento linguístico. 4. Tratamos de uma das mudanças semânticas universais, no entanto, no âmbito deste padrão semântico, seu "aspecto técnico" (condições e mecanismo) de emergência de significado de "alma", "pessoa", "humano" e "eu" pode ser diferente. Em particular, as razões para a geração desses sememas são determinadas pelas peculiaridades da imagem do mundo, o fundo cultural, as peculiaridades da variação morfológica das palavras, sua função na frase e as composições que surgiram com base nas combinações de palavras correspondentes. REFERENCES Abaev Vasilij I. 1958: Абаев, Василий И. Историко-этимологический словарь осетинского языка [Istoriko-ètimologičeskij slovar’ osetinskogo jazyka] 1, Москва, Ленинград: Издательство АН СССР [Moskva, Leningrad: Izdatel’stvo AN SSSR]. Abaev Vasilij I. 1973: Абаев, Василий И. Историко-этимологический словарь осетинского языка [Istoriko-ètimologičeskij slovar’ osetinskogo jazyka] 2, Москва, Ленинград: Наука [Moskva, Leningrad: Nauka]. 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Semantinės dinamikos universalumas: nuo ‘kūno’ iki ‘asmens’, ‘savasties’, ‘sielos’ SANTRAUKA (em inglês) Somatinių žodžių, reiškiančių ‘kūnas arba ‘kūno dalis, stebėjimas vienuolikoje genetiškai skirtingų šeimų kalbose atskleidžia įdomią tokių žodžių sememų koreliaciją. Visų pirma, kontekstai, kuriuose somatizmai pateikiami, be kita ko, būtinai parodo, kad jie vartojami kaip ‘asmuo, žmogus, ‘aš, savastis ir ‘siela, dvasia. Toksemų santykio dėsningumas struktūrą vargu ar yra atsitiktinis, o semantinė-tipologinė analizė, atlikta atsižvelgiant į etimologijos ir lingvistinio modeliavimo duomenis, suteikia rimtų priežasčių manyti, kad tokie gausūs Straipsniai Artigos 203 e 203 Universality in Semantic Dynamics: from ‘body’ to ‘person’, ‘self’, ‘soul’ atvejai atskleidžia universalios semantinės kalbinio mąstymo struktūros apraiškas. Šią galima apibrėžti kaip semantinio darinio tipą, perteikiamą semantinių poslinkių grandinėmis: [‘kūnas → ‘siela], [‘kūnas → ‘asmen, ‘žmogusybė [‘kūnas →], ‘savastis → semantikosimo modelį ‘aš pats’], [‘kūnas’ → ‘savastis’ → ‘asmenybė’ → ‘žmogus’]. Kartu jie sudaro daugiamatį su vienu vektoriumi. Galima daryti prielaidą, kad modelis neapsiriboja tam tikru kalbos istorijos laikotarpiu, bet yra atkuriamas diachroniškai dėl jo Šio tipo semantinio darinio vaizdavimo skirtinguose sinchroniniuose pjūviuose. realizavimo niuansai visiškai priklauso nuo sąlygų (veiksnių) visumos semantinio, morfologinio, kamieno komponavimo ir sintaksinio veiksnio. Nagrinėjamas semantinės darybos tipas būdingas ne tik afrikiečių kalboms dėl specifinės jų semantinių santykių sistemų organizacija pagal žodžių, priklausančių skirtingoms klasėms ‘aktyvus ir ‘pasyvus, principą, todėl ‘aktyviajai klasei būdinga semema ‘siela negali būti įkūnyta leksemoje iš ‘pasyviosios klasės. Įteikta 2024 m. maio 5 d. ALEXANDER I. ILIADI ILONA M. DERIK A Instituição Estadual […]Universidade Pedagógica Nacional do Sul da Ucrânia com o nome de K. D. Ushinsky[…] 65020, Ucrânia, Odessa Estrada Staroportofrankivska, número 34. Alex, o e-mail é protegido. [e-mail protegido]