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Kit de ferramentas para a implementação de Políticas e Estratégias de Ciência Aberta e Gestão de Dados de Investigação

Direito, Bruno; Rodrigues, Eloy; Noro, Jorge; Alves Pereira, Ana; Santos, Elis; Ramos Mendes, Joana; Domingues, Catarina; Caramelo, Inês; Correia, Antonia; Boavida, Clara Parente

Abstract

O presente documento, desenvolvido no âmbito do consórcio Re.Data, apresenta um kit de ferramentas destinado a apoiar instituições no domínio da Ciência Aberta (CA), com especial foco na Gestão de Dados de Investigação (GDI). O seu principal objetivo é disponibilizar recursos que facilitem a identificação de ferramentas de apoio à formulação e operacionalização de políticas de CA e GDI, em conformidade com as diretrizes nacionais e europeias. Integrado no conjunto de entregáveis do projeto, este documento (D2.2) complementa o “Quadro de Referência para Políticas e Estratégias de Ciência Aberta e Gestão de Dados de Investigação” (D2.1), doravante designado por Quadro de Referência (QdR). O kit sistematiza instrumentos e serviços online relevantes para as várias dimensões da CA e da GDI, resultantes de um levantamento realizado no terceiro trimestre de 2025. Foram identificadas e analisadas 42 ferramentas, organizadas de acordo com as quatro fases estruturantes do QdR: Enquadramento, Definição, Implementação e Monitorização. Esta abordagem permitiu identificar áreas temáticas transversais a cada fase, bem como pontos fortes e necessidades de desenvolvimento futuro, particularmente nas dimensões de Implementação e Monitorização de Políticas, que poderão vir a ser exploradas no âmbito das comunidades nacionais de Ciência Aberta.

Full text

Financiamento Apoio Kit de ferramentas para a implementação de Políticas e Estratégias de Ciência Aberta e Gestão de Dados de Investigação setembro| 2025 1 Entregável D2.2 Título Kit de ferramentas para a implementação de Políticas e Estratégias de Ciência Aberta e Gestão de Dados de Investigação Versão 1.0 Tipo Entregável Nível de disseminação PU - Público Work Package WP2 Organização responsável UCOIMBRA Data 30/09/2025 Autores Bruno Direito, Eloy Rodrigues, Jorge Noro, Ana Alves Pereira, Elis Santos, Joana Mendes, Catarina Domingues, Inês Caramelo, Antónia Correia, Clara Boavida Revisores Bruno Direito, Ana Gomes, Inês Caramelo, Catarina Domingues Aprovado Jorge Noro, Pedro Príncipe Consórcio 2 Edição e Revisões VERSÃO ESTADO DATA DESCRIÇÃO AUTORES 0.2 Draft 22/07/2025 Estrutura dos elementos a recolher para o kit Bruno Direito 0.4 Draft 05/09/2025 Recolha de ferramentas Bruno Direito, Eloy Rodrigues, Jorge Noro, Ana Alves Pereira, Elis Santos, Joana Mendes, Catarina Domingues, Inês Caramelo, Antónia Correia, Clara Boavida 0.6 Draft 15/09/2025 Estrutura do documento Bruno Direito 0.8 Draft 24/09/2025 Revisão e curadoria dos conteúdos Bruno Direito, Inês Caramelo 1.0 Final 30/09/2025 Revisão final Catarina Domingues, Inês Caramelo, Ana Gomes, Bruno Direito 3 Lista de autores ORGANIZAÇÃO NOME CONTACTO UC Jorge Noro [email protected]t UC Bruno Direito bruno.direi[email protected]t UC Catarina Domingues [email protected] UC Inês Caramelo [email protected] UC Ana Gomes ana.go[email protected]t UMinho Eloy Rodrigues [email protected] UMInho Antónia Correia [email protected] ISCTE Clara Boavida [email protected] NOVA Ana Alves Pereira [email protected] NOVA Elis Santos egc.san[email protected]t NOVA Joana Mendes jra.mend[email protected]t 4 Índice 1. Sumário executivo .............................................................................................................................................. 5 2. Introdução .............................................................................................................................................................. 6 2.1. Contexto e definição .................................................................................................................................. 6 3. Metodologia ........................................................................................................................................................... 8 3.1. Estrutura do kit de ferramentas ........................................................................................................... 8 3.2. Definição das keywords/labels usadas ............................................................................................... 9 3.3. Sumário ......................................................................................................................................................... 11 4. Kit de ferramentas ............................................................................................................................................ 12 4.1. Fase 1 - Enquadramento da Política ................................................................................................. 12 4.2. Fase 2 - Definição da Política ............................................................................................................... 17 4.3. Fase 3 - Implementação da Política................................................................................................... 22 4.4. Fase 4 - Monitorização da Política ..................................................................................................... 24 5. Conclusões ........................................................................................................................................................... 27 5 1. Sumário executivo Desenvolvido pelo consórcio Re.Data, este kit de ferramentas visa fornecer recursos essenciais às instituições sobre Ciência Aberta (CA), com foco na Gestão de Dados de Investigação (GDI). Tem como objetivo permitir aos/às utilizadores/as identificar ferramentas que suportem a formulação e operacionalização de políticas de CA e GDI, em conformidade com as diretrizes nacionais e europeias. O presente documento (entregável D2.2) complementa o "Quadro de Referência para Políticas e Estratégias de Ciência Aberta e Gestão de Dados de Investigação" (doravante denominado de Quadro de Referência (QdR)) (D.2.1) 1 . O kit reúne instrumentos sobre os conceitos da CA e GDI e enumera serviços e ferramentas online. A sua construção baseou-se num levantamento conduzido no terceiro trimestre de 2025, tendo sido selecionadas 42 ferramentas, as quais foram organizadas segundo o QdR, de acordo com as quatro fases para a criação de políticas: 1) Enquadramento; 2) Definição; 3) Implementação; e 4) Monitorização. A análise destes recursos permitiu a identificação de várias áreas temáticas, temas que são articulados no preâmbulo de cada uma das fases. Por fim, identificam-se os pontos fortes e necessidades de desenvolvimento futuro de ferramentas, particularmente nas áreas de Implementação e Monitorização de Política a serem desenvolvidos p.ex., no âmbito das comunidades nacionais de CA. 1 https://zenodo.org/records/16762114 6 2. Introdução 2.1. Contexto e definição A CA representa uma mudança fundamental na forma como a ciência é praticada, visando tornar o conhecimento científico, os seus processos e resultados universalmente acessíveis a todos. De acordo com a Recomendação da UNESCO, esta abordagem fortalece a colaboração, democratiza o acesso ao saber e envolve a sociedade no processo científico. Alinhada com esta visão, a Comissão Europeia estabeleceu a CA como um pilar estratégico e o modo de operação padrão para os seus programas de financiamento, por considerar que esta aumenta a qualidade, a eficiência e a transparência da investigação. O presente documento apresenta a proposta e o âmbito do Kit de Ferramentas de suporte à implementação de Políticas de CA e GDI do consórcio Re.Data e reúne uma coleção de ferramentas existentes que são relevantes para o desenvolvimento e implementação de políticas de CA e GDI. De acordo com a definição do QdR, uma política de CA e GDI deve incluir a definição clara dos objetivos, a identificação dos critérios de sucesso que permitirão monitorizar a eficácia da política e a articulação dos benefícios esperados para a comunidade científica, a sociedade e a economia, tendo em conta a realidade de cada instituição. A política deve ser clara e concisa e deve atender ao perfil específico de cada instituição, considerando a heterogeneidade, diversidade de práticas bem como a especificidade dos dados de investigação das diferentes áreas disciplinares. Além disso, deve definir atividades, funções e responsabilidades para os agentes envolvidos, facilitando a sua compreensão e adesão, e orientar investigadores/as e instituições sobre como cumprir as suas disposições, distinguindo de modo claro requisitos obrigatórios e recomendações. A política institucional deve ser concebida como uma parte integrante do quadro de políticas e regulamentos institucionais e extrainstitucionais (contexto legal e regulamentar). Os serviços de apoio ao desenvolvimento de políticas, concebidos no âmbito deste consórcio, visam facilitar a implementação e a operação contínua do QdR. Neste contexto, o objetivo do Kit de Ferramentas para a implementação de Políticas e Estratégias de CA e GDI é ser um suporte às partes interessadas, auxiliando na identificação de ferramentas e boas práticas existentes, úteis no desenvolvimento e implementação das suas próprias políticas de CA (Figura 2.1). 7 Figura 2.1 - Enquadramento do QdR e Kit de Ferramentas para a implementação de políticas de CA e GDI do consórcio Re.Data Neste documento são enumeradas diferentes ferramentas — como declarações, guias, modelos, checklist, relatórios ou plataformas — que possam ser úteis aos diferentes agentes envolvidos no ecossistema da CA, incluindo instituições (universidades, unidades orgânicas e centros de investigação), as suas subunidades de serviços e os seus membros (investigadores/as, docentes, técnicos/as e estudantes). 8 3. Metodologia Nesta secção pretende-se apresentar a metodologia que levou à criação deste kit e a sua estrutura. São também discutidas as definições acerca dos conceitos que guiaram a caracterização dos elementos. Dado o vasto âmbito das áreas de políticas relevantes no contexto da CA, foi aplicada uma definição ampla do termo "ferramenta". Para efeitos deste trabalho, uma ferramenta pode ser qualquer recurso de acesso público que possa ser utilizado pelas partes interessadas como instrumento de apoio à tomada de decisão estratégica e/ou à implementação de políticas de CA, com: i. Relevância para a Ciência Aberta; ii. Relevância para a criação de políticas. 3.1. Estrutura do kit de ferramentas Dada a natureza diversa das ferramentas, optou-se por focar a análise num conjunto de características qualitativas que descrevem as principais funcionalidades de cada ferramenta. As categorias de organização do kit de ferramentas foram definidas tendo em conta o QdR, de forma a harmonizar ambos os documentos. A Tabela 3.1 apresenta os indicadores recolhidos para cada instrumento. Tabela 3.1 - Elementos recolhidos para cada instrumento do kit. Elementos recolhidos Definição Título Apresenta o nome do instrumento. Entidade(s) responsável(eis) Define o autor e/ou responsável pelo instrumento. Fase do ciclo de criação de políticas do QdR Em que fase do ciclo de criação de políticas (como apresentado no Quadro de Referência) se enquadra o instrumento. Enquadramento na fase do QdR Breve resumo e principais funcionalidades / casos de uso de cada instrumento. Domínios relevantes Identifica o domínio de CA em que o elemento se enquadra, p.ex. política de Acesso Aberto (AA), princípios FAIR, gestão de dados de investigação, software, licenciamento, etc. Tipo de instrumento Tipologia do instrumento, identificando a principal funcionalidade. Estes podem incluir Checklist, Guidelines, Artigo, Política, Material de Suporte e Formação, Regulamentação e Leis, Modelos, etc. Stakeholder Identificar quem são os potenciais agentes utilizadores/as do instrumento. Link Onde se encontra alojado o instrumento. 15 AA 21/2016, de 11 de abril institucionais Orientação para criação de políticas; AA The Principles of Open Scholarly Infrastructure Princípios; POSI adopters Estabelece princípios chave para o desenvolvimento de infraestruturas para a CA. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://openscholarlyinfrastructure.org/ Orientação para criação de políticas; Publicações Reclaiming academic ownership of the scholarly communicatio n system: Challenges and opportunities for universities Briefing European Universities Association/ Expert Group on Open Science (EGOS) Descreve a situação atual do sistema de publicação académica, destacando os principais fatores que moldam o sistema e os principais desafios enfrentados pela comunidade académica. Também identifica oportunidades para as universidades desempenharem um papel de liderança na definição do futuro da comunicação científica. https://www.eua.eu/images/publications/Pu blication_PDFs/Scholarly_communication_bri efing.pdf Orientação para criação de políticas; Gestão de Dados de Investigação Implementing Research Data Management Policies Across Europe: Experiences from Science Europe Member Organisations Guia prático Science Europe Apresenta abordagens no desenvolvimento de políticas de GDI e os desafios que os/as investigadores/as, as instituições e as organizações financiadoras enfrentam, tanto durante como após a implementação das novas políticas. Fornece exemplos de como os/as investigadores/as podem ser apoiados. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://www.scienceeurope.org/media/jikjlb 2g/se_rdm_best_practices.pdf Orientação para criação de políticas; Avaliação científica Agreement on Reforming Research Assessment Declaração Coalition for Advancing Research Assessment (CoARA) Estabelece orientações comuns para a avaliação da investigação, considerando instituições, projetos e investigadores/as. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://coara.org/ scienceeurope.org/media/y41ks1wh/202207 20-rra-agreement.pdf Orientação para criação San Francisco Declaration Declaração DORA Recomendações de avaliação científica, para agências de Especialista em políticas e https://sfdora.org/read/ 16 de políticas; Avaliação científica on Research Assessment financiamento, instituições, revistas e investigadores/as. estratégias institucionais Orientação para criação de políticas Second French Plan for Open Science Plano estratégico Ministry of Higher Education, Research and Innovation Planos de CA de países Europeus (França) com diretrizes estratégicas para a implementação de Políticas de CA e/ou GDI em instituições portuguesas. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://www.ouvrirlascience.fr/wpcontent/uploads/2021/10/Second_French_Pl an-for-Open-Science_web.pdf Orientação para criação de políticas National Plan for Open Science Plano estratégico Open Science Task Force Planos de CA de países Europeus (Grécia) com diretrizes estratégicas para a implementação de Políticas de CA e/ou GDI em instituições portuguesas. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://zenodo.org/records/4656150#.YoIpC qhBw2x Orientação para criação de políticas National Research Programme 2021 - 2027 Plano estratégico Ministério da Universidade e Pesquisa Planos de CA de países Europeus (Itália) com diretrizes estratégicas para a implementação de Políticas de CA e/ou GDI em instituições portuguesas. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://www.mur.gov.it/sites/default/files/2 023-01/PNSA_2021-27_ENG.pdf Orientação para criação de políticas Swiss National Open Access Strategy Plano estratégico Swiss National Science Foundation Planos de CA de países Europeus (Suiça) com diretrizes estratégicas para a implementação de Políticas de CA e/ou GDI em instituições portuguesas. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://www.swissuniversities.ch/fileadmin/ swissuniversities/Dokumente/Hochschulpolit ik/Open_Access/Swiss-National-Open-AccessStrategy-2024-en.pdf 17 4.2. Fase 2 - Definição da Política A fase de Definição da Política foca-se na criação de um documento formal que visa aumentar a preparação da instituição para a CA e GDI. Esta etapa de planeamento e desenho detalhado materializa a estratégia num instrumento orientador. A política poderá ser uma política-quadro abrangente, que prepara a organização de forma global, ou poderá focar-se em aspetos específicos, formulando guias práticos como diretrizes técnicas ou princípios para a gestão de dados FAIR. Os princípios FAIR (Wilkinson et al., 2016) foram desenvolvidos para enquadrar o processo de criar dados Findable, Acessible, Interoperable e Reusable (Localizáveis, Acessíveis, Interoperáveis e Reutilizáveis). Os instrumentos desta fase vão além dos documentos de orientação, incluindo serviços e plataformas agregadoras que funcionam como catálogos de recursos. Destacam-se aqui diretórios como o FAIRsharing, que reúne standards de metadados, ou o Registry of Research Data Repositories (re3data), que permite encontrar repositórios confiáveis. Igualmente cruciais são as redes de conhecimento, pois a implementação bem-sucedida depende do apoio de pares e da partilha de experiências. É este o papel central das Comunidades, que são plataformas e redes de contacto que reúnem especialistas e definem espaços privilegiados para a partilha de experiências e de boas práticas validadas pela própria comunidade. A um nível europeu, a European Open Science Cloud (EOSC) representa o esforço de integrar estas infraestruturas e serviços num ecossistema federado para a partilha de dados e recursos. Outro exemplo paradigmático desta abordagem é a CoARA (Coalition for Advancing Research Assessment), uma comunidade de instituições que trabalha colaborativamente na reforma da avaliação da investigação, um pilar essencial para o sucesso da CA. Os instrumentos selecionados para esta fase apoiam tanto a estruturação do conteúdo como o processo de consulta e co-criação, com o objetivo de capacitar cada instituição a desenvolver uma política que seja não só formalmente robusta, mas também legitimada e adotada pela sua comunidade de investigação. 18 Tabela 4.2 - Elementos de suporte à fase 2 do QdR - Definição da Política Domínio Título Tipo de instrumento Entidade(s) responsáveis Qual o enquadramento na fase (porquê)? Stakeholders Link Orientação para implementaç ão de políticas; Modelo de políticas Policies for open science and research in Finland Política de CA National Open Science and Research Coordination Federation of Finnish Learned Societies Políticas de CA de países Europeus (Finlândia), que podem servir de modelo para a definição de Políticas de CA e/ou GDI nas instituições portuguesas. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://avointiede.fi/en/policiesmaterials/policies-open-science-andresearch-finland Orientação para implementaç ão de políticas; Modelo de políticas Helmholtz Open Science Policy Política de CA Helmholtz Association Políticas de CA de países Europeus (Alemanha), que podem servir de modelo para a definição de Políticas de CA e/ou GDI nas instituições portuguesas. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://gfzpublic.gfzpotsdam.de/rest/items/item_5013537_2/co mponent/file_5013538/content Orientação para implementaç ão de políticas; Modelo de políticas Leibniz Open Science Policy Política de CA Leibniz Association Políticas de CA de países Europeus (Alemanha), que podem servir de modelo para a definição de Políticas de CA e/ou GDI nas instituições portuguesas. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://www.leibnizgemeinschaft.de/fileadmin/user_upload/Bild er_und_Downloads/Forschung/Open_Science /Open_Science_Policy.pdf Orientação para implementaç ão de Open Science policies and resource provisioning Política de CA Nordic eInfrastructure Collaboration Políticas de CA de países Europeus (Países Nórdicos e Bálticos), que podem servir de modelo para a definição de Políticas de CA e/ou Especialista em políticas e estratégias institucionais https://zenodo.org/records/6503709 19 políticas; Modelo de políticas in the Nordic and Baltic countries GDI nas instituições portuguesas. Orientação para implementaç ão de políticas; Diretrizes AA a Publicações Científicas Política de AA a Publicações FCT Regras, Regulamentos e Políticas sobre a aplicação da política de AA às publicações científicas em Portugal. Este material pode ser útil aquando da definição de políticas de CA e/ou GDI nas instituições portuguesas. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://www.fct.pt/sobre/estudos-eplaneamento-estrategico/politicas-de-cienciaaberta/acesso-aberto-a-publicacoescientificas/ Orientação para implementaç ão de políticas; Diretrizes AA a Publicações Científicas Política de AA a Publicações FNRS Fonds de la Recherche Scientifique Regras, Regulamentos e Políticas sobre a aplicação da política de AA às publicações científicas em Bruxelas. Este material pode ser útil aquando da definição de políticas de CA e/ou GDI nas instituições portuguesas. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://www.frsfnrs.be/docs/Reglement_OPEN_ACCESS_EN.p df Princípios FAIR The FAIR Guiding Principles for scientific data management and stewardship Artigo Wilkinson, M. D. et al Define os princípios FAIR, e quais os fundamentos. Especialista em políticas e estratégias institucionais; Investigadores/ as Wilkinson, M. D., Dumontier, M., Aalbersberg, Ij. J., Appleton, G., Axton, M., Baak, A., Blomberg, N., Boiten, J.-W., da Silva Santos, L. B., Bourne, P. E., Bouwman, J., Brookes, A. J., Clark, T., Crosas, M., Dillo, I., Dumon, O., Edmunds, S., Evelo, C. T., Finkers, R., … Mons, B. (2016). The FAIR Guiding Principles for scientific data management and stewardship. Scientific Data, 3, 160018. https://doi.org/10.1038/sdata.2016.18 Diretrizes técnicas Monitoring and evaluating the effectiveness of UKRI’s open access policy Principles, opportunities Diretrizes UK Research and Innovation Relatório para a monitorização e avaliação da estratégia de AA Especialista em políticas e estratégias institucionais https://www.ukri.org/wpcontent/uploads/2023/09/UKRI-04092023Monitoring-and-evaluating-the-effectivenessof-UKRIs-open-access-policy-ExecutiveSummary.pdf 20 and challenges Diretrizes técnicas Model Policy on Open Science for RFOs Modelo OpenAIRE Fornece um modelo para auxiliar as Organizações de Financiamento à Investigação (RFOs) a desenvolver políticas para a CA. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://www.openaire.eu/model-policy-onopen-science-for-research-fundingorganisations Diretrizes técnicas Open Science Policy Checklist for Research Funding Organisations (RFOs) Checklist OpenAIRE Checklist para auxiliar as Organizações de Financiamento à Investigação (RFOs) a desenvolver políticas para a CA. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://www.openaire.eu/open-sciencepolicy-checklist-for-research-fundingorganisations Diretrizes técnicas Model Policy on Open Science for RPOs Modelo OpenAIRE Fornece um modelo para auxiliar as Organizações de Investigação (RPOs) a desenvolver políticas para a CA. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://www.openaire.eu/model-policy-onopen-science-for-research-performingorganisations Diretrizes técnicas; Suporte à conformidad e Open Science Policy Checklist for Research Performing Organisations (RPOs) Checklist OpenAIRE Checklist para auxiliar as Organizações de Investigação (RPOs) a desenvolver políticas para a CA. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://www.openaire.eu/open-sciencepolicy-checklist-for-research-performingorganisations Diretrizes técnicas; Suporte à conformidad e UKRN Checklist for an Open Research Action Plan Checklist Robert Darby Checklist para a elaboração de um Plano de CA. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://osf.io/94kr7_v1 Diretrizes técnicas; Suporte à conformidad Developing policies for open science Checklist UNESCO Toolkit que estabelece os fatoreschave a considerar no desenvolvimento de políticas para a CA. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf00 00383710 21 e Repositórios Repositórios Científicos de AA de Portugal Registo FCT Plataforma de Registo dos Repositórios Científicos de AA de Portugal. Especialista em políticas e estratégias institucionais; Investigadores/ as https://www.rcaap.pt/ Repositórios Registry of Research Data Repositories Registo German Research Foundation re3data é um registo público de repositórios de dados. Especialista em políticas e estratégias institucionais; Investigadores/ as https://www.re3data.org/ Repositórios FAIRsharing Registo University of Oxford, UK Oferece um registo informativo e educativo sobre normas de dados, bases de dados, repositórios e políticas. Especialista em políticas e estratégias institucionais; Investigadores/ as https://fairsharing.org/10.25504/FAIRsharin g.2abjs5 Comunidades Global Sustainability Coalition for Open Science Services Rede SCOSS Rede de organizações comprometidas com o desenvolvimento de infraestruturas partilhadas para a CA. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://scoss.org/ Comunidades European Open Science Cloud Rede EOSC Rede de organizações que colabora para promover a implementação de boas práticas de CA. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://eosc.eu/ 22 4.3. Fase 3 - Implementação da Política Seja para executar a política interna ou para responder a requisitos externos, esta fase é sobre ação e adoção. Uma implementação bem-sucedida exige um plano claro, apoiado por instrumentos práticos que abordem os seus diferentes aspetos. Por exemplo, para a gestão de dados FAIR, ferramentas como o DMPonline e o Argos são cruciais para a criação de Planos de Gestão de Dados (PGDs). Para as boas práticas de publicação, iniciativas como a Think. Check. Submit. oferecem um workflow essencial de verificação. E para a monitorização, guias como os "Principles of Open Science Monitoring" estabelecem as bases para um acompanhamento eficaz do progresso. Estes exemplos, detalhados na tabela seguinte, ilustram a diversidade de recursos disponíveis para transformar a política numa realidade diária na instituição. 23 Tabela 4.3 - Elementos de suporte à fase 3 do QdR - Implementação da Política Domínio Título Tipo de instrumento Entidade(s) responsáveis Qual o enquadramento na fase (porquê)? Stakeholders Link Diretrizes técnicas The Principles of Open Science Monitoring Princípios Open Science Monitoring Initiative Princípios para a monitorização da CA assentes em 3 pilares: (1) relevância e significância, (2) transparência, (3) uso responsável e reprodutibilidade. Especialista em políticas e estratégias institucionais https://zenodo.org/records/15807481 Publicações; AA Think. Check. Submit Checklist ALPSP, AUP, COPE, DOAJ, ISSN, LIBER, OAPEN, OASPA, STM, and UKSG Checklist de auxílio à avaliação de uma editora e a sua adequação para a investigação. Especialista em políticas e estratégias institucionais; Investigadores/ as; Gestores/as de ciência https://thinkchecksubmit.org/journals/ Plano de Gestão de Dados DMPonline Modelo Digital Curation Centre (DCC) Plataforma de criação de modelos de PGD. Investigadores/ as; Gestores/as de ciência https://dmponline.dcc.ac.uk/ Plano de Gestão de Dados Argos Modelo OpenAIRE Plataforma de criação de modelos de PGD. Investigadores/ as; Gestores/as de ciência https://argos.openaire.eu/ 24 4.4. Fase 4 - Monitorização da Política A fase de Monitorização fecha o ciclo de vida da política, transformando a gestão de CA num processo iterativo e de melhoria contínua. O seu objetivo é ir além da implementação e avaliar, com base em evidências, se a política está a alcançar os objetivos definidos e a gerar o impacto esperado. Os resultados desta análise são cruciais não só para reportar o progresso, mas também para informar futuros ajustes na estratégia, reiniciando o ciclo de forma mais informada. Esta avaliação depende da utilização de métricas e indicadores adequados. Os instrumentos selecionados para esta fase final são, por isso, de natureza analítica, incluindo indicadores, como a lista definida pelo OpenAIRE em "Indicators for Research Initiatives", modelos para a criação de sistemas de monitorização e exemplos de relatórios de progresso. A tabela seguinte apresenta estes recursos, essenciais para transformar a gestão de políticas.