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O USO DO ÁCIDO HIALURÔNICO NO AUMENTO PENIANO

SILVA, Rubia Ferreira

Abstract

A insatisfação com o tamanho peniano impulsionou a busca por técnicas de aumento, incluindo o preenchimento com ácido hialurônico (AH). O presente artigo, por meio de uma revisão da literatura científica, analisa este procedimento minimamente invasivo, que utiliza o AH, uma substância natural e biocompatível com alta capacidade de reter água, para proporcionar ganhos temporários na circunferência peniana. Estudos demonstram a segurança do AH, com baixa taxa de complicações e alta satisfação. A técnica envolve a injeção do AH entre as fáscias de Buck e Dartos, requerendo alta habilidade profissional para evitar irregularidades. Comparado a outras técnicas, o AH destaca-se pelo seu perfil de segurança superior, reversibilidade e resultados imediatos, apesar de temporários.

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O USO DO ÁCIDO HIALURÔNICO NO AUMENTO PENIANO. AUTOR(A): SILVA, RUBIA FERREIRA, COAUTOR: WRUCA, FERNANDA VIEIRA. Página 1 de 19 O USO DO ÁCIDO HIALURÔNICO NO AUMENTO PENIANO THE USE OF HYALURONIC ACID IN PENILE ENLARGEMENT SILVA, Rubia Ferreira 1 WRUCA, Fernanda Vieira 2 RESUMO A insatisfação com o tamanho peniano impulsionou a busca por técnicas de aumento, incluindo o preenchimento com ácido hialurônico (AH). O presente artigo, por meio de uma revisão da literatura científica, analisa este procedimento minimamente invasivo, que utiliza o AH, uma substância natural e biocompatível com alta capacidade de reter água, para proporcionar ganhos temporários na circunferência peniana. Estudos demonstram a segurança do AH, com baixa taxa de complicações e alta satisfação. A técnica envolve a injeção do AH entre as fáscias de Buck e Dartos, requerendo alta habilidade profissional para evitar irregularidades. Comparado a outras técnicas, o AH destaca-se pelo seu perfil de segurança superior, reversibilidade e resultados imediatos, apesar de temporários. Palavras-chaves: Aumento Peniano. Ácido Hialurônico. Estética Íntima Masculina. ABSTRACT Dissatisfaction with penile size has fueled the search for augmentation techniques, including hyaluronic acid (HA) fillers. This article, through a review of the scientific literature, analyzes this minimally invasive procedure, which uses hyaluronic acid (HA), a natural and biocompatible substance with a high water-retaining capacity, to provide temporary gains in penile circumference. Studies demonstrate the safety of HA, with a low complication rate and high satisfaction rates. The technique involves injecting HA between the Buck and Dartos fasciae, requiring high professional skill to avoid irregularities. Compared to other techniques, HA stands out for its superior safety profile, reversibility, and immediate, albeit temporary, results. Keywords: Penile Augmentation. Hyaluronic Acid. Male Intimate Aesthetics. INTRODUÇÃO O tamanho peniano é uma questão significativa para os homens, frequentemente associado à masculinidade, gerando, por vezes, insatisfação. Assim, 1 Discente do Curso de Biomedicina, do Centro Universitário Campos de Andrade, Curitiba, Brasil. [email protected] 2 Docente do Curso de Biomedicina, do Centro Universitário Campos de Andrade, Curitiba, Brasil. [email protected]. O USO DO ÁCIDO HIALURÔNICO NO AUMENTO PENIANO. AUTOR(A): SILVA, RUBIA FERREIRA, COAUTOR: WRUCA, FERNANDA VIEIRA. Página 2 de 19 técnicas de aumento peniano (AP) surgiram a fim de solucionar questões médicas, psicológicas e estéticas. O preenchimento peniano com ácido hialurônico (AH) tem ganhado espaço como um procedimento minimamente invasivo para homens que desejam aumentar as dimensões de seu pênis. Embora a realização de procedimentos estéticos de aumento peniano não seja recente, a crescente disponibilidade de novas técnicas e procedimentos, tem levado a um aumento significativo nas discussões sobre o tema no meio acadêmico. O AH é uma substância natural que faz parte do organismo humano e tem a capacidade de atrair e reter água, auxiliando no aumento do volume dos tecidos. Tal composto é encontrado em grande quantidade na matriz extracelular da derme e da epiderme. O AH tem consistência gelatinosa e apresenta alta viscosidade e elasticidade, auxiliando na modificação do volume da camada dérmica, bem como na elasticidade da matriz extracelular. No AP, o AH pode proporcionar ganhos temporários de volume aparente, com resultados que variam conforme a técnica e a quantidade de substância aplicada. Estudos apontam baixa taxa de complicações, tornando o procedimento uma alternativa promissora diante das técnicas cirúrgicas tradicionais. O AP é um tema que desperta vasto interesse e, por vezes, preocupação entre homens que desejam melhorar a sua autoestima e a percepção da própria imagem. Embora existam várias opções para esse objetivo, a segurança e a eficácia de muitas ainda são discutidas, gerado dúvidas para os pacientes e para os profissionais de saúde. O estudo é uma revisão sistemática da literatura, que analisou publicações dos últimos 10 anos, não descartando estudos relevantes anteriores, em língua portuguesa e estrangeira, através de bases de dados científicos eletrônicos, artigos, revistas e livros, utilizando termos específicos de busca sobre o tema. Assim, foi possível reunir e analisar as informações disponíveis sobre o uso do AH nesse contexto. Entender os reais benefícios, possíveis riscos e complicações é fundamental para orientar profissionais a tomarem decisões fundamentadas e pacientes na escolha de tratamentos seguros e eficazes. Diante do exposto, a pesquisa teve como objetivo geral analisar os efeitos, eficácia, segurança e principais desafios clínicos relacionados ao uso do AH como método de AP. Neste trabalho, também foram realizados, comparativos com outras O USO DO ÁCIDO HIALURÔNICO NO AUMENTO PENIANO. AUTOR(A): SILVA, RUBIA FERREIRA, COAUTOR: WRUCA, FERNANDA VIEIRA. Página 3 de 19 técnicas utilizadas para a realização de AP, onde pode-se reforçar que a técnica aqui abordada, se mostrou mais eficaz e segura, justificando deste modo, a escolha de grande parte dos homens pelo procedimento de AP com AH. O estudo busca ainda, identificar lacunas referentes ao tema, indicando a necessidade de novas pesquisas, com maior amostra, que possam aprofundar o entendimento sobre essa prática e auxiliar na elaboração de orientações clínicas mais eficazes e seguras. 1 ÁCIDO HIALURÔNICO O ácido hialurônico (AH), ou hialuronano, deriva sua denominação do termo “hialóide”, referindo-se à sua consistência vítrea. Estruturalmente, o AH é um glicosaminoglicano, descrito e qualificado por ser um polímero de dissacarídeos constituído por unidades sucessivas de N-acetil-D-glucosamina e Ácido Dglucurônico. Essa composição confere-lhe uma notável hidrofilia, evidenciada por sua elevada capacidade de reter moléculas de água. A obtenção do AH é diversificada, abrangendo fontes biológicas como o corpo vítreo ocular, cartilagens e cristas de galo (VASCONCELOS et al., 2020). O AH é produzido através de fermentação bacteriana, utilizando microrganismos como Pasteurella multocida, Streptococcus equinus e Streptococcus zooepidemicus (ZHU et al., 2020). Métodos de síntese química e enzimática também são empregados, facilitando a produção de oligossacarídeos marcados, relevantes para aplicações farmacêuticas (VASCONCELOS et al., 2020). Amplamente distribuído no reino dos vertebrados, o AH é encontrado em tecidos embrionários, cordão umbilical e na matriz extracelular de tecidos conjuntivos moles em indivíduos adultos. Sua presença é fundamental para diversas funções biológicas, como hidratação tecidual, regulação da homeostase, facilitação da contração muscular, comunicação intercelular e processos de cicatrização (VASVANI; KULKARANI; RAWTANI, 2020). 2 ANATOMIA PENIANA O pênis é o órgão externo, erétil e copulador masculino e desempenha funções essenciais tanto na excreção urinária quanto na reprodução sexual. Anatomicamente, O USO DO ÁCIDO HIALURÔNICO NO AUMENTO PENIANO. AUTOR(A): SILVA, RUBIA FERREIRA, COAUTOR: WRUCA, FERNANDA VIEIRA. Página 4 de 19 é representado por uma formação cilindroide que se prende à região mais anterior do períneo, e cuja extremidade livre é arredondada. O pênis pode ser dividido em três estruturas: a base, o corpo e a extremidade; tem-se ainda a porção interna, que é denominada raiz (PINA; BARROS, 2014; FREITAS; NOGUEIRA; TAITSON, 2023). A base do pênis está localizada em uma zona denominada períneo, posicionada entre o folheto inferior do diafragma urogenital e a fáscia de Colles. As extremidades situadas nas regiões próximas dos corpos cavernosos, denominadas de crura, encontram-se recobertas pelos músculos isquio-cavernosos, à medida que o corpo esponjoso encontra-se envolto pelo músculo bulbocavernoso. Na parte frontal, o pênis está fixo à sínfise púbica através do ligamento suspensor do pênis. O corpo e a extremidade do pênis encontram-se impendentes, de forma que o corpo do pênis prolonga-se desde a parede abdominal até o sulco balano-prepucial, e a extremidade distal é composta pela glande (PINA; BARROS, 2014). A glande, porção final do pênis, apresenta diversas terminações nervosas, sendo altamente vascularizada e extremamente sensível ao toque e responsáveis pelo prazer (PINA; BARROS, 2014; FREITAS; NOGUEIRA; TAITSON, 2023). A pele do pênis é contínua com a pele da parede abdominal inferior e, após recobrir a glande, dobra-se sobre si mesma, formando uma prega, denominada prepúcio, que irá inserirse no sulco balano-prepucial ou coronal na base da glande (PINA; BARROS, 2014). A pele do pênis é fina e frouxamente aderida ao tecido conjuntivo frouxo subjacente, exceto na glande, onde é demasiadamente delgada e firmemente aderida, e notavelmente não apresenta tecido adiposo subcutâneo. Ou seja, a glande é a continuação do corpo esponjoso, que envolve completamente, e apresenta em sua porção final o meato uretral externo, por onde são eliminados a urina e o sêmen (VASVANI; KULKARANI; RAWTANI, 2020; FREITAS; NOGUEIRA; TAITSON, 2023). Internamente, o pênis é uma estrutura tricompartimental formada por três cilindros de tecido erétil. Dois deles são os corpos cavernosos (pares, situados dorsalmente e responsáveis pela rigidez), e o terceiro é o corpo esponjoso (ímpar e mediano, situado ventralmente, que circunda a uretra peniana e forma a glande). Todos elementos são revestidos por pele e tecido celular subcutâneo. Os corpos cavernosos são os principais elementos eréteis, cujo tecido erétil se enche de sangue e produz a ereção. O corpo esponjoso também possui tecido erétil, circunda a uretra O USO DO ÁCIDO HIALURÔNICO NO AUMENTO PENIANO. AUTOR(A): SILVA, RUBIA FERREIRA, COAUTOR: WRUCA, FERNANDA VIEIRA. Página 5 de 19 peniana, configurando a glande do pênis. O comprimento do pênis é variável, sobretudo em estado não erétil, dependendo do grau de contração do tecido muscular liso dos corpos cavernosos; a variabilidade é consideravelmente inferior no estado de ereção (PINA; BARROS, 2014; FREITAS; NOGUEIRA; TAITSON, 2023). Abaixo da pele existem duas fáscias principais. A mais superficial, denominada fáscia de Dartos, é contígua com as fáscias de Scarpa, a nível abdominal e de Colles no períneo. A camada mais profunda é cognominada como fáscia de Buck, que recobre os corpos cavernosos e o corpo esponjoso em compartimentos separados. As três estruturas (os dois corpos cavernosos e o corpo esponjoso) são, por sua vez, recobertas pela túnica albugínea, estrutura consideravelmente forte e espessa, composta por duas camadas de anatomia variável, cuja função é dar rigidez aos corpos eréteis e funciona como um mecanismo veno-oclusivo. Os corpos cavernosos contêm inúmeros espaços vasculares irregulares (sinusoides) revestidos por endotélio vascular, que se enchem de sangue arterial sob estímulo, promovendo a rigidez (PINA; BARROS, 2014; STANDRING, 2016; MARÇOLA et al., 2024; MULHALL et al., 2018). A uretra peniana é revestida por epitélio estratificado cilíndrico (STANDRING, 2016; BARTH; ZERBO; OLIVEIRA, 2023). 2.1 VASCULARIZAÇÃO PENIANA A maior parte do aporte sanguíneo para o pênis é feita através da artéria pudenda interna, ramo da artéria ilíaca interna. A artéria pudenda interna origina a artéria peniana após emitir um ramo perineal. Por sua vez, a artéria peniana divide-se em três ramos: as artérias dorsal, bulbo-uretral e cavernosa, que se anastomosam num anel vascular à volta da glande. A artéria cavernosa é responsável pela tumescência dos corpos cavernosos, e a artéria dorsal pelo ingurgitamento da glande durante a ereção (PINA; BARROS, 2014; STANDRING, 2016; NETTER, 2000). A drenagem venosa dos três corpos (cavernosos e esponjoso) origina-se a partir de pequenas vênulas que se unem num plexo venoso abaixo da túnica albugínea, que sai do pênis sob a forma de veias emissárias. A túnica albugínea, a pele e o tecido celular subcutâneo drenam através de múltiplas veias superficiais que se unem perto da raiz do pênis formando uma veia dorsal (única ou dupla), que por O USO DO ÁCIDO HIALURÔNICO NO AUMENTO PENIANO. AUTOR(A): SILVA, RUBIA FERREIRA, COAUTOR: WRUCA, FERNANDA VIEIRA. Página 6 de 19 sua vez drena nas veias safenas (ZHU et al., 2020). A oclusão parcial ou total desse sistema de drenagem venosa contra a túnica albugínea não distensível é essencial para a manutenção da ereção, um processo conhecido como mecanismo venooclusivo (MULHALL et al., 2018; SARRIS et al., 2017). 2.2 INERVAÇÃO PENIANA A inervação do pênis é um componente crítico para suas funções sexual e urinária, envolvendo tanto o sistema nervoso somático quanto o autônomo. O nervo pudendo, de origem somática (S2-S4), é então, responsável pela sensibilidade da pele do pênis, da uretra distal e da glande, através de seu ramo terminal, o nervo dorsal do pênis. Ele também controla a contração dos músculos isquiocavernoso e bulboesponjoso, essenciais para que haja a rigidez durante a ereção e a ejaculação (NETTER, 2000; GARAFFA; MINHAS; RALPH, 2010). A inervação autônoma, fundamental para o processo de ereção e detumescência, é mediada pelos nervos cavernosos, que são ramos originários do plexo hipogástrico inferior. Estes nervos contêm fibras simpáticas e parassimpáticas. A estimulação parassimpática (originada dos segmentos sacrais S2-S4) leva à liberação de óxido nítrico (NO) e acetilcolina nas terminações nervosas cavernosas. O óxido nítrico ativa a guanilato ciclase, resultando na produção de GMP cíclico (cGMP), responsável por promover o relaxamento das células musculares lisas arteriais e dos sinusoides, aumentando o fluxo sanguíneo para os corpos cavernosos e induzindo a ereção (SARRIS et al. 2017; GARAFFA; MINHAS; RALPH, 2010). A estimulação simpática (originada dos segmentos toracolombares T11-L2), por outro lado, atua na fase de detumescência e na ejaculação, promovendo a contração do músculo liso e a vasoconstrição (MULHALL et al., 2018). As estruturas nervosas também são responsáveis por diferentes tipos de ereção: psicogênica (estímulos audiovisuais), reflexogênica (estimulação física direta) e noturna (durante o sono REM) (GARAFFA; MINHAS; RALPH, 2010). O USO DO ÁCIDO HIALURÔNICO NO AUMENTO PENIANO. AUTOR(A): SILVA, RUBIA FERREIRA, COAUTOR: WRUCA, FERNANDA VIEIRA. Página 7 de 19 3 FUNDAMENTOS DO ÁCIDO HIALURÔNICO NA ESTÉTICA ÍNTIMA MASCULINA No universo masculino, a busca por autoimagem aprimorada e satisfação corporal é crescente (KIM et al., 2025). Muitas vezes, mitos e desinformação em torno do tamanho e da circunferência peniana impulsionam homens a buscar ajuda especializada (GODOY JR. et al., 2023). Nesse contexto de anseios e expectativas, a medicina estética tem avançado, e o ácido hialurônico (AH) emerge como o protagonista ao oferecer procedimentos seguros e eficazes (TROST et al., 2024). Historicamente, o Aumento Peniano (AP) era tratado com procedimentos cirúrgicos, limitados a casos como o micropênis congênito (GODOY JR. et al., 2023). A crescente demanda por estética, porém, motivou a pesquisa por alternativas minimamente invasivas. Nesse cenário, o ácido hialurônico (AH), composto extremamente bem tolerado, segundo Zucchi et al. (2022), consolidou-se como uma solução promissora para áreas da saúde sexual masculina que eram negligenciadas. Ao tratar-se de preenchimento e volumização peniana, o objetivo é aumentar a circunferência (calibre) do órgão. A técnica, refinada ao longo dos anos, consiste na injeção de um gel de AH em um plano anatômico específico. O princípio básico, conforme Mafra, Oliveira e Mafra (2024) e Kwak et al. (2011), é a aplicação do AH no espaço entre duas camadas de tecido: a fáscia de Buck (mais profunda) e a fáscia de Dartos (mais superficial). A localização é estratégica, pois permite o aumento do volume sem afetar diretamente os corpos cavernosos, que são as estruturas responsáveis pela ereção (MIERZWA, 2023). O procedimento é considerado minimamente invasivo (MIERZWA, 2023), realizado em ambiente clínico e, geralmente, sob anestesia local. Kwak et al. (2011), detalham um método em que, após a anestesia, o gel é injetado através de uma cânula fina, que é então movimentada para garantir uma distribuição uniforme. Ao final, o profissional realiza uma massagem para modelar o produto no pênis, buscando um resultado estético natural e harmônico (MAFRA; OLIVEIRA; MAFRA, 2024). Os estudos demonstram resultados consistentes. Mafra, Oliveira e Mafra (2024) relataram, em sua série de 52 casos, um aumento médio significativo na circunferência peniana, passando de 9,71 cm para 12,61 cm. De forma semelhante, o O USO DO ÁCIDO HIALURÔNICO NO AUMENTO PENIANO. AUTOR(A): SILVA, RUBIA FERREIRA, COAUTOR: WRUCA, FERNANDA VIEIRA. Página 8 de 19 estudo de Kwak et al. (2011), com 41 pacientes, mostrou um aumento de 7,48pm0,35 cm para 11,41pm0,34 cm no primeiro mês, medida que se manteve estável. Mais do que números, o que realmente importa é a satisfação do paciente. Nos estudos, a taxa de satisfação é alta, tanto por parte dos pacientes quanto de suas parceiras (KWAK et al., 2011). Os resultados são descritos como naturais, integrandose aos tecidos do corpo e mantendo a funcionalidade e a estética do pênis (MIERZWA, 2023). A segurança é, sem dúvida, o ponto mais importante a ser considerado. Zucchi et al. (2022) ressaltam que o AH é seguro e bem tolerado, com eventos adversos geralmente limitados a desconforto local, pequenos hematomas ou inchaço, que se resolvem espontaneamente. Kwak et al. (2011) e Mafra, Oliveira e Mafra (2024), também não relataram complicações graves em seus estudos. O preenchimento com AH é temporário. Por ser uma substância que o corpo metaboliza, sua duração pode variar, mas muitos homens desfrutam dos benefícios por um período prolongado, que pode ir de um a até três anos (MIERZWA, 2023). Uma das grandes vantagens do AH é sua propriedade de “degradação isovolêmica”, o que significa que, mesmo ao ser absorvido, ele continua a reter água, mantendo a correção por mais tempo, evitando deformidades abruptas (MAFRA; OLIVEIRA; MAFRA, 2024; KWAK et al., 2011). Apesar de seguro, o sucesso do AP com AH depende de dois fatores principais: a correta indicação e a habilidade do profissional. A seleção do paciente é essencial. Profissionais alertam para casos em que o procedimento pode não ser o ideal, como em pacientes com excesso de prepúcio, obesos ou com pênis embutido, situações que podem demandar abordagens combinadas (MAFRA; OLIVEIRA; MAFRA, 2024; KWAK et al., 2011). Além disso, a técnica de injeção e a experiência do profissional são determinantes. Tanto Mafra, Oliveira e Mafra (2024), quanto Kwak et al. (2011), apontam que as principais limitações do método estão associadas à curva de aprendizado. Uma injeção no plano incorreto pode levar a resultados insatisfatórios (MAFRA; OLIVEIRA; MAFRA, 2024). Portanto, a escolha de um especialista qualificado e experiente, que compreenda profundamente a anatomia peniana e as propriedades do produto, é o passo mais importante para garantir uma jornada segura, satisfatória e bem-sucedida (MIERZWA, 2023). O USO DO ÁCIDO HIALURÔNICO NO AUMENTO PENIANO. AUTOR(A): SILVA, RUBIA FERREIRA, COAUTOR: WRUCA, FERNANDA VIEIRA. Página 15 de 19 disciplina e uso prolongado por muitas horas diárias. Os resultados são modestos e a eficácia dos extensores ainda é debatida. As bombas de vácuo oferecem apenas um efeito temporário (MIERZWA, 2023). Tem ainda os preenchedores injetáveis, que representam a fronteira mais dinâmica do AP estético. A escolha do material é o fator mais crítico para a segurança e o sucesso do procedimento. O PMMA e o silicone líquido são preenchedores permanentes e não absorvíveis. Apesar de já terem sido utilizados, são fortemente contraindicados pelas sociedades médicas para fins de AP. O PMMA está associado a altas taxas de complicações graves e muitas vezes permanentes, como formação de granulomas, nódulos, inflamação crônica e deformidades. O silicone líquido é ainda mais perigoso, com alto risco de migração para outras partes do corpo, infecções severas e reações inflamatórias de difícil tratamento (MIERZWA, 2023). O AH emergiu como o padrão-ouro para o aumento peniano. Trata-se de uma substância biocompatível e bioabsorvível, naturalmente presente no corpo humano, o que minimiza drasticamente os riscos de reações alérgicas ou rejeição (ZUCCHI et al., 2022). Assim, estudos apontam consistentemente a eficácia do AH. Kwak et al. (2011) relataram um aumento médio significativo na circunferência, de 7,48 cm para 11,41 cm no primeiro mês, com o resultado sendo mantido em 11,26 cm após 18 meses de acompanhamento. Da mesma forma, um estudo mais recente de Mafra, Oliveira e Mafra (2024), com 52 pacientes, observou um aumento da circunferência de 9,71 cm para 12,61 cm após a aplicação. Os resultados são imediatos e o material, por sua propriedade isovolêmica, mantém o volume por um tempo prolongado ao se ligar às moléculas de água (MAFRA; OLIVEIRA; MAFRA, 2024). A principal limitação é a sua natureza temporária. Por ser absorvível, o efeito apresenta duração média de um a três anos, necessitando assim, de manutenções periódicas para que o resultado seja preservado (MIERZWA, 2023). Além disso, a aplicação da técnica requer um profissional experiente, pois uma injeção em plano inadequado pode levar à formação de pequenos nódulos, que, no entanto, podem ser facilmente dissolvidos com o uso da enzima hialuronidase. Existe uma “curva de aprendizado” para o aplicador (MAFRA; OLIVEIRA; MAFRA, 2024). A análise comparativa das técnicas de AP revela a evolução em direção a procedimentos que priorizam a segurança do paciente e resultados esteticamente O USO DO ÁCIDO HIALURÔNICO NO AUMENTO PENIANO. AUTOR(A): SILVA, RUBIA FERREIRA, COAUTOR: WRUCA, FERNANDA VIEIRA. Página 16 de 19 naturais. As abordagens cirúrgicas tradicionais, como a secção do ligamento suspensor e a lipoenxertia, embora ainda praticadas com frequência, apresentam limitações e riscos significativos, tornando-as opções menos desejáveis (ZUCCHI et al., 2022; MIERZWA, 2023). Os preenchedores permanentes, como PMMA e silicone, representam um risco inaceitável e são amplamente desaconselhados pela comunidade médica. Em contrapartida, o AH se estabeleceu como a técnica de escolha para o aumento da circunferência peniana. Sua combinação de eficácia comprovada, perfil de segurança excepcional, resultados imediatos e a reversibilidade com hialuronidase o posiciona como a opção mais racional e segura disponível atualmente (ZUCCHI et al., 2022, MAFRA; OLIVEIRA; MAFRA, 2024). A natureza temporária do AH, longe de ser apenas uma desvantagem, funciona como um mecanismo de segurança adicional, permitindo que o paciente se adapte ao novo volume sem o compromisso e os riscos de uma alteração permanente. 8 CONSIDERAÇÕES FINAIS A busca por técnicas de AP reflete uma preocupação histórica e muitas vezes psicológica dos homens com a imagem corporal e a masculinidade. Nesse cenário, o preenchimento com AH tem emergido como uma alternativa minimamente invasiva e eficaz. Este estudo, por meio de uma revisão da literatura, analisou os efeitos, a segurança e os desafios clínicos do uso do AH nesse contexto. O AH, um glicosaminoglicano natural com alta capacidade de retenção hídrica, demonstrou ser um material seguro e bem tolerado pelo organismo. Os resultados de estudos clínicos consistentemente apontam para um aumento significativo na circunferência peniana, com elevadas taxas de satisfação dos pacientes e de suas parceiras. As complicações são raras, geralmente leves e transitórias, como inchaço ou pequenos hematomas, e podem ser manejadas com facilidade, inclusive com a dissolução do produto pela enzima hialuronidase em casos de irregularidades. Um aspecto crucial evidenciado pela pesquisa é a dimensão psicológica que motiva a busca por esses procedimentos. Muitos homens que procuram o AP não possuem micropênis clinicamente, mas sofrem de “ansiedade do pênis pequeno” ou O USO DO ÁCIDO HIALURÔNICO NO AUMENTO PENIANO. AUTOR(A): SILVA, RUBIA FERREIRA, COAUTOR: WRUCA, FERNANDA VIEIRA. Página 17 de 19 transtorno dismórfico peniano. Isso ressalta a indispensabilidade da avaliação psicológica e sexual prévia, fundamental para alinhar expectativas, educar o paciente sobre os resultados realistas e garantir que a intervenção contribua genuinamente para a autoestima, em vez de agravar questões psicológicas subjacentes. A técnica de aplicação do AH exige precisão, com a injeção do gel no plano correto entre as fáscias de Buck e Dartos, e a modelagem cuidadosa para garantir um resultado natural e homogêneo. A escolha de um profissional qualificado e experiente é determinante para a segurança e o sucesso do procedimento. Em uma análise comparativa com outras técnicas de AP, como a secção do ligamento suspensor, o enxerto de gordura ou o uso de preenchedores permanentes como PMMA e silicone (estes últimos fortemente contraindicados devido aos riscos de complicações graves e permanentes), o AH se destaca. Ele oferece um perfil de risco mais favorável, é biocompatível e, apesar de temporário, proporciona resultados imediatos e satisfatórios, com a vantagem da reversibilidade. Diante do exposto, o preenchimento peniano realizado com AH representa uma opção segura e eficaz para homens que buscam o aumento da circunferência do pênis. Contudo, seu sucesso transcende a técnica em si, estando intrinsecamente ligado à uma abordagem holística que priorize a seleção criteriosa do paciente, o alinhamento de expectativas realistas e a compreensão dos fatores psicológicos que motivam essa busca. Dessa forma, a intervenção estética pode, de fato, promover uma melhora significativa na qualidade de vida e satisfação corporal dos pacientes. REFERÊNCIAS BARTH, T.; ZERBO, A.; OLIVEIRA, C. L. C. Atlas de histologia – Tecidos fundamentais: integrando conhecimentos com a prática. Ponta Grossa: Atena, 2023. 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