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DO SEMINÁRIO TRADICIONAL AO VÍDEO INTERATIVO: INOVANDO A AVALIAÇÃO COM TECNOLOGIA

Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ

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104 DO SEMINÁRIO TRADICIONAL AO VÍDEO INTERATIVO: INOVANDO A AVALIAÇÃO COM TECNOLOGIA Jennifer Ariely Sales Suassuna – Curso de Educação Física – [email protected] DOI 10.5281/zenodo.17498825 Nos últimos semestres, observou-se uma crescente resistência por parte dos estudantes do ensino superior à realização de seminários teóricos em grupo. Apesar de pertencerem majoritariamente à geração nativa digital, que teoricamente possui familiaridade com tecnologias e criatividade digital, muitos alunos demonstram dificuldades em interagir, manter a coesão do grupo e aprofundar-se nas temáticas propostas. As fontes utilizadas nas apresentações, em geral, são superficiais, e há relatos recorrentes de falta de iniciativa entre os integrantes. Diante desse cenário e da busca por alternativas mais eficazes de avaliação contínua, propôs-se uma nova abordagem utilizando recursos tecnológicos como estratégia de engajamento e aprendizagem. Foi elaborado um instrumento de avaliação descritivo, contendo todos os critérios a serem considerados na atividade. A partir de uma busca em bases de dados científicas da área da saúde, foram selecionados aproximadamente 15 artigos por temática — neste caso, por glândula ou hormônio — priorizando revisões sistemáticas e metanálises. Os grupos foram formados por afinidade e conveniência, e os temas foram sorteados. Tanto os artigos quanto o formulário de avaliação foram disponibilizados em pastas organizadas na plataforma Blackboard. A proposta consistiu na produção de um vídeo interativo com duração entre 15 e 20 minutos, no qual todos os integrantes deveriam participar ativamente. O conteúdo deveria abordar a principal função dos hormônios produzidos pela glândula sorteada e suas respostas fisiológicas frente a diferentes tipos de exercício físico. As informações apresentadas deveriam estar fundamentadas nos artigos disponibilizados, devidamente referenciados no vídeo. O formato da produção foi livre, permitindo aos alunos explorar diferentes 105 linguagens e estilos de apresentação. Os resultados foram extremamente positivos. Os estudantes demonstraram grande envolvimento e criatividade, produzindo vídeos em formatos variados, como telejornais, podcasts e entrevistas. As informações científicas foram apresentadas de maneira clara e acessível, promovendo a divulgação do conhecimento de forma descrontraída e eficaz. A qualidade audiovisual e a desenvoltura dos participantes superaram as expectativas. Além disso, a proposta favoreceu a colaboração entre os discentes, promovendo maior interação e engajamento com o conteúdo. Muitos relataram que à experiência foi mais leve e produtiva do que os seminários presenciais tradicionais, contribuindo para uma compreensão mais profunda dos temas abordados. Além disso, observou-se um aumento na autoconfiança dos estudantes ao se expressarem em frente às câmeras, o que contribuiu para o desenvolvimento de habilidades comunicativas. A proposta também favoreceu à interdisciplinaridade, permitindo que os alunos relacionassem conceitos de fisiologia com práticas pedagógicas e tecnológicas, ampliando sua visão crítica e integradora. A substituição do seminário tradicional por vídeos interativos mostrou-se uma estratégia eficaz para promover o aprendizado, a autonomia e o trabalho colaborativo entre os estudantes. A utilização de tecnologias digitais não apenas facilitou a compreensão dos conteúdos, como também estimulou a criatividade e o protagonismo discente. A experiência evidenciou que, quando bem orientados, os alunos são capazes de produzir materiais de alta qualidade, integrando teoria e prática de forma significativa. Essa abordagem pode ser adaptada a diferentes contextos e disciplinas, representando uma alternativa inovadora e eficiente para a avaliação no ensino superior. REFERÊNCIAS BACICH, Lilian; MORAN, José. Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. 2. ed. Porto Alegre: Penso, 2022. 106 BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Superior. Referenciais de competências digitais para professores da educação superior. Brasília, DF: MEC, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mec. Acesso em: 29 out. 2025. KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. 10. ed. Campinas: Papirus, 2021.