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MATRÍCULA TARDIA? DESCOMPLIQUE SEU VÍNCULO E GARANTA SUAS PROVAS DE REPOSIÇÃO!

Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ

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158 MATRÍCULA TARDIA? DESCOMPLIQUE SEU VÍNCULO E GARANTA SUAS PROVAS DE REPOSIÇÃO! Diogo Araújo Fidelis – Curso de Farmácia - [email protected] Shirly Larissa Anunciada Campelo – Curso de Ciências Contábeis - [email protected] Ednaldo Monteiro Do Nascimento – Curso de Engenharia Civil - emnasciment[email protected].br Jacqueline Dos Santos Ribeiro – Curso de Enfermagem - jacqueline.san[email protected] DOI 10.5281/zenodo.17498912 O início de cada semestre letivo em uma instituição de ensino superior é um período de intensa movimentação e desafios, especialmente para os alunos que realizam sua matrícula tardiamente. Essa situação em cursos das áreas de Business, Ubtech (Tecnologia da Informação e Computação), Saúde (Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Nutrição, CST em Estética e Cosmética) e Engenharias (Civil, Mecânica, Elétrica), frequentemente leva os estudantes a iniciarem a frequência nas aulas após um período de atividades já consolidadas, chegando, não raro, perto da primeira avaliação (A1). Este cenário gera uma série de complexidades, principalmente no que tange à comprovação de vínculo com a instituição e à garantia do direito de realizar as avaliações. Para que o nome do aluno conste na lista de frequência oficial para o docente e, consequentemente, seja inserido no Sistema Integrado de Apoio Acadêmico (SIAA) para registro de suas atividades e notas, a matrícula no curso escolhido é obrigatória e fundamental. No entanto, o processo de atualização dos dados no SIAA não é instantâneo, levando, por vezes, mais de 24 horas para ser efetivado. Esse lapso temporal impacta diretamente na confecção e impressão dos espelhos de frequência de provas, que as secretarias dos cursos solicitam com 159 antecedência ao setor responsável, baseando-se nas consultas acadêmicas realizadas no próprio SIAA. Consequentemente, um aluno matriculado tardiamente pode não figurar nas listagens impressas caso sua matrícula tenha sido processada após o fechamento dos dados para impressão. Diante dessa lacuna burocrática – um aluno matriculado com direito a realizar a prova, mas sem o nome na lista –, as secretarias dos cursos mencionados desenvolveram e implementaram uma estratégia de atendimento focada na autonomia e no empoderamento do aluno. A prática consistiu em orientar os alunos sobre a utilização da declaração de matrícula, um documento que pode ser facilmente obtido pelo próprio estudante no portal do aluno ou no aplicativo Duda da instituição. Essa declaração, uma vez apresentada ao docente em sala de aula no momento da aplicação da prova, serve como comprovação imediata do vínculo com a instituição. Paralelamente a essa orientação aos alunos, os docentes foram previamente informados e instruídos para que permitissem a realização da prova apenas aos estudantes que apresentassem a referida declaração gerada via sistema. Essa medida proativa e educativa revelou-se um sucesso multifacetado. Primeiramente, minimizou drasticamente as extensas filas que se formavam nas secretarias durante as semanas de provas, um período historicamente marcado pelo acúmulo de demandas e pela pressão do tempo. Além disso, a estratégia transformou um momento de potencial estresse em uma valiosa oportunidade de aprendizado para o aluno. Ao ser incentivado a utilizar o aplicativo Duda e o Portal do Aluno em benefício próprio, o estudante desenvolveu autonomia na gestão de sua vida acadêmica, familiarizando-se com as ferramentas digitais da instituição. Essa habilidade de navegação e utilização de sistemas online é uma competência transversal e altamente valorizada no mercado de trabalho atual, influenciando positivamente na formação e na geração 160 de habilidades diversificadas que transcendem o conhecimento técnico da área de atuação. A capacidade de resolver problemas de forma autônoma e de utilizar recursos digitais para gerir informações confere ao estudante um senso de pertencimento ao ambiente universitário e o prepara melhor para os desafios profissionais. Outro ponto crucial da estratégia foi o fortalecimento da confiança dos professores na informação apresentada. Por ser gerada via sistema, a declaração de matrícula possui segurança de uso, pois o acesso é restrito via login com senha e mecanismos identificadores, minimizando a possibilidade de falsificações ou erros de informação. Isso, por sua vez, melhorou significativamente a autonomia docente, diminuindo ruídos de comunicação com a secretaria e com a coordenação do curso e concedendo ao professor total liberdade e segurança na gestão de sua sala de aula e das avaliações. No tocante à realização de provas em que o aluno perdeu a data devido à matrícula tardia ou outras situações justificadas, como enfermidade comprovada mediante atestado médico (seguindo o fluxo de envio de informações pelo portal do aluno), a prática exitosa consistiu em delegar aos docentes a responsabilidade de informar a data para a realização da prova perdida (geralmente a A1). Essa marcação foi realizada de forma conjunta para todos os cursos e disciplinas que necessitassem de reposição, em um período específico (por exemplo, uma semana definida), antecedendo a realização da segunda avaliação (A2). Essa abordagem permitiu que o aluno realizasse a primeira avaliação sabendo sua nota antes da A2, garantindo que tivesse a chance de realizar a Avaliação Final (AF) em condições semelhantes às de um aluno matriculado no tempo regular do semestre, sem prejuízos ou atrasos em sua jornada acadêmica. Essa estratégia integrada e focada no aluno não só resolveu um problema logístico complexo, mas também reforçou a cultura de proatividade, autonomia 161 e uso inteligente da tecnologia no ambiente universitário, beneficiando alunos, docentes e secretarias. REFERÊNCIAS FERNANDES, L. G.; CARVALHO, S. C. S. Atendimento ao discente em Instituições de Ensino Superior: um estudo sobre a percepção de qualidade. Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, v. 30, n. 62, p. 177-191, set./dez. 2021. LOPES, P. R. P.; CUNHA, C. J. A. A experiência do estudante no ensino superior: desafios e perspectivas da gestão acadêmica no contexto da digitalização. Revista Diálogo Educacional, v. 21, n. 68, p. 1326-1349, jan./mar. 2021. PEREIRA, A. C.; SILVA, M. J. P. O uso de tecnologias digitais na comunicação e atendimento ao estudante universitário: percepções dos gestores. Revista Gestão Universitária na América Latina (GUAL), v. 15, n. 4, p. 119-135, out./dez. 2022. SANTOS, J. B.; OLIVEIRA, C. V. S. O papel das secretarias acadêmicas na jornada do estudante universitário: desafios e inovações. Educação Online, v. 16, n. 3, p. 1-15, set./dez. 2021.