ORIENTAÇÃO ACADÊMICA COMO ESTRATÉGIA DE APOIO À CONCLUSÃO DO CURSO DE FISIOTERAPIA: UM RELATO DE CASO COM DISCENTES DO P7 E P8
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173 ORIENTAÇÃO ACADÊMICA COMO ESTRATÉGIA DE APOIO À CONCLUSÃO DO CURSO DE FISIOTERAPIA: UM RELATO DE CASO COM DISCENTES DO P7 E P8 Andréa Carla Brandão da Costa Santos – Curso de Fisisoterapia - [email protected] Aderivan Albério Bezerra - Curso de Fisisoterapia - [email protected] Fabenilda de Souza Camilo - Curso de Fisisoterapia - [email protected].br Maria Elma de Souza Maciel Soares - Curso de Fisisoterapia - [email protected] DOI 10.5281/zenodo.17498950 Introdução: A formação em Fisioterapia apresenta desafios multifatoriais que repercutem diretamente na permanência estudantil e retardo na conclusão do curso. Entre os principais fatores, destacam-se a necessidade de conciliar atividades acadêmicas com compromissos profissionais e familiares, o que reduz o tempo disponível para estudo e participação plena nas práticas formativas. Além disso, a extensa carga horária, os deslocamentos para estágios e os custos associados ao material e às atividades práticas podem gerar impactos financeiros e desgaste físico e psicológico ao longo da graduação. Adicionalmente, dificuldades relacionadas à organização acadêmica, à escassez de apoio pedagógico e ao enfrentamento de demandas emocionais próprias da formação em saúde podem intensificar o risco de evasão ou atraso na conclusão do curso. Assim, torna-se imprescindível que as instituições de ensino superior adotem estratégias de acompanhamento sistemático, suporte institucional e políticas de permanência que contribuam para a conclusão do curso e o pleno desenvolvimento profissional dos estudantes de Fisioterapia. A coordenação tem papel
174 estratégico ao identificar pendências; orientar os alunos e prevenir atrasos na colação de grau. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência de acompanhamento acadêmico com discentes do 7º e 8º períodos do curso de Fisioterapia do UNIPÊ, destacando estratégias e resultados obtidos. Metodologia: Trata-se de um relato de caso de acompanhamento acadêmico de alunos do 7º e 8º períodos, pré concluintes e concluintes do curso de Fisioterapia do Unipê. Para desenvolvimento da atividade foram gerados inicialmente relatórios individuais por aluno e por turma para identificar pendências, reprovações, impedimentos ou qualquer outra condição que pudesse impactar na retenção do aluno. Nesse levantamento foi possível identificar que as maiores pendências estavam relacionadas a reprovação em disciplinas dos períodos iniciais do curso, atividades complementares e temas transversais A partir desses relatórios, foram agendadas reuniões por turmas (manhã e noite) e atendimentos presenciais individuais para tornar ciência aos alunos os impedimentos para conclusão do curso e orientar sobre a resolução. Importante ressaltar que muitos alunos não tinham sequer conhecimento dessas pendências, demonstrando uma falta de atenção com o processo formativo. A partir de então foi realizado o acompanhamento mensal das turmas e realizado alguns atendimentos individuais quando necessário. Importante ressaltar o apoio da representação estudantil para repasse de mensagens e comunicação rápida nos grupos de mensagem da turma, o apoio dos docentes para reforçar a importância do cumprimento das atividades em tempo e da assessoria acadêmica para solucionar problemas que não estavam na gestão da coordenação. Desenvolvimento: A atuação da coordenação de curso é fundamental para o acompanhamento do desempenho acadêmico e para a prevenção de atrasos na conclusão da graduação. Nesse contexto, a
175 adoção de sistemas de monitoramento acadêmico contínuo, baseados em indicadores como rendimento nas disciplinas, taxas de aprovação e frequência, permite a identificação precoce de estudantes em situação de risco. A análise periódica desses dados, aliada ao uso de ferramentas institucionais de gestão acadêmica, contribui para um controle mais eficiente de pendências curriculares, como reprovações recorrentes, trancamentos e afastamentos não planejados. .Além disso, estratégias de intervenção, como programas de orientação acadêmica, tutoria e mentorias com docentes ou estudantes veteranos, possibilitam suporte direto aos alunos com dificuldades. Reuniões sistemáticas com os concluintes e encaminhamento para setores de apoio psicopedagógico, quando necessário, fortalecem o acompanhamento personalizado. A oferta de atividades complementares orientadas, ajustes curriculares e flexibilização de horários também se configuram como medidas que promovem a permanência e reduzem o risco de evasão e atraso formativo. Dessa forma, o papel da coordenação tornase estratégico ao integrar monitoramento, acolhimento e ações institucionais que garantam a progressão acadêmica e a conclusão no tempo previsto. Impactos: A implantação dessa atividade como rotina acadêmica da coordenação possibilitou aos alunos uma maior conscientização e responsabilização pelo seu processo formativo, redução de atrasos na colação de grau pelo cumprimento das pendências em tempo hábil, melhoria na comunicação entre coordenação e discentes e maior engajamento dos docentes com a coordenação nesse processo. Considerações finais: A orientação acadêmica é essencial para apoiar a permanência e a conclusão do curso. A experiência demonstrou impacto positivo na trajetória dos alunos. Importante ampliar o plano de acompanhamento para alunos transferidos.
176 REFERÊNCIAS MACIEL, C. E. A produção científica sobre permanência e evasão na educação superior no Brasil. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, v. 14, n. 2, 2019. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/7305343.pdf. Acesso em: 17 jul. 2025. NIEROTKA, R. L. Fatores associados à evasão no ensino superior: um estudo a partir da experiência da Universidade Federal da Fronteira Sul. Cadernos de Pesquisa, 2023. Disponível em: https://publicacoes.fcc.org.br/cp/article/view/9961. Acesso em: 17 jul. 2025. SCHUHARDT, O. L. et al. A evasão no ensino superior brasileiro na percepção dos alunos evadidos: motivos e fatores apontados nos estudos entre os anos de 2014-2023. PPA – Perspectivas em Políticas Públicas e Avaliação, 2024. Disponível em: https://ppa.uem.br/documentos/28-2024-a-evasao-no-ensino-superiorbrasileiro-na-percepcao.pdf. Acesso em: 17.jul.2025. SILVA, D. B. Evasão no ensino superior público do Brasil: estudo de revisão. Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior, 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/aval/a/KJr3VDQdmbJtXJXYzMJVjcw/. Acesso em: 17.jul. 2025.